Início Site Página 304

Pré-carnaval da Avós, passeio de trem: 6 eventos para o fim de semana

0

O último fim de semana antes do carnaval terá diversos blocos na rua. E o cervejeiro que quiser entrar no clima de pré-carnaval poderá celebrar com a Avós – e seu Baile da Véia. Há, também, boas opções para os “não foliões”, como a 17ª edição da Beerfest da Paulistânia, passeio de trem até Morretes (PR) e brassagem de cerveja da Invicta. Confira essas e outras opções selecionadas pelo Guia.

Sudeste

São Paulo
– Bloco de carnaval: A Casa Avós realiza a segunda edição do Baile da Véia. O  bar da marca especializada em Lagers artesanais recebe o Grupo Reduto, que tocará sambas de raiz e marchinhas de carnaval. As seis torneiras da casa contarão com rótulos como a Vó Maria In Concert e a Carinhosa. Vai ser no sábado, a partir das 14 horas,  na rua Croata, 679.

– Festa da Paulistânia: A 17ª edição da Paulistânia BeerFest terá um outlet de cervejas e kits especiais, chopes artesanais e importados, presença de food trucks e produção de cerveja durante todo o evento, além da apresentação de duas bandas de rock. A entrada é franca e será no sábado, das 12h até 19h, na avenida Engenheiro Eusébio Stevaux, 1469.

– Cultura e cerveja:  A Stella Artois segue apoiando eventos culturais e gastronômicos em São Paulo com o projeto Ocupa no Centro, realizado em parceria com os chefs Victor Dimitrow e Fred Caffarena. Na sexta, eles recebem os amigos para um animado Desafio de Petiscos; no sábado, serão servidos PFs; e, no domingo, o boteco tem roda de samba com petisquinhos. O Ocupa no Centro é na rua Rego Freitas, 312, sendo das 17h às 23h na sexta-feira, das 13h às 23h no sábado e das 14h às 19h no domingo.

Ribeirão Preto
– Brassagem de Brut IPA: A Invicta realiza mais uma edição do “Invicta Reload – Dia do growler cheio”. O evento terá promoção de insumos e equipamentos, além da venda do growler de vidro de 2 litros por apenas R$ 29,90. Contará, também, com brassagem na panelinha aberta ao público para a produção da Brut IPA single hop da casa. Vai ser no sábado, das 10 às 17 horas, na Cervejaria Invicta, localizada na avenida do Café, 1881.

Rio
– Saideira no Jockey: O Jockey Club do Rio recebe o último fim de semana do evento cervejeiro Brewhood Backyard, com a presença de chefs e surfistas que participaram do desafio Gigantes de Nazaré, em Portugal. Jimmy Ogro, que teve quadro no Mais Você, e Marcelo Malta, do Malta Beef Club, vão dividir a cozinha. Já a lenda do surfe Carlos Burle vai apresentar imagens inéditas da performance do Brasil nas ondas gigantes de Nazaré. Haverá seis opções de rótulos de cerveja em lata Brewhood e torneiras de chope em quatro modalidades diferentes. Será de sexta até domingo, das 18h à meia-noite, na avenida Bartolomeu Mitre, 1110.

Sul

Curitiba
– Passeio de trem: A primeira edição de 2019 do Beertrain será neste sábado. A viagem com degustação de cinco cervejas artesanais da Bodebrown sai da Rodoferroviária de Curitiba rumo a Morretes, onde haverá um almoço com barreado – a volta é realizada em ônibus fretado. O passeio custa R$ 418 (inclui passagem de trem, retorno em ônibus, cervejas, água mineral e almoço com barreado). O embarque é às 8h15, sendo que a que chegada a Curitiba está prevista para as 17h.

Balcão da Mimosa: A cerveja certa para os pais curtirem doces em festas infantis

Balcão da Mimosa: a cerveja certa para os pais curtirem doces em festas infantis

Um pergunta que sempre recebo dos meus seguidores é: “Ana, vou fazer a festinha de aniversário do meu filho com uma mesa repleta de doces. Qual cerveja devo servir para que os pais também desfrutem dos doces?”.

Pois bem, existem algumas regrinhas para harmonização de cerveja que devem ser seguidas, independentemente do acompanhamento. Vamos a elas:

  • Por Semelhança: de aromas e sabores;
  • Por Contraste: sempre prestar atenção a um ingrediente que possa fazer um elo em comum;
  • Por Complementação: juntos o doce e a cerveja parecem ser um único elemento;
  • Por Intensidade: doces gordurosos pedem uma cerveja mais alcoólica.

Outros pontos que acredito serem importantes e que devemos levar em conta na hora de escolher a cerveja para os adultos nas festas infantis são:

  • Malteresponsável pelo açúcar; cervejas mais maltadas são mais doces;
  • Lúpuloresponsável pelo amargor; quanto mais lúpulo, mais amarga.

Logo, devemos nos atentar ao equilíbrio desses dois ingredientes para a escolha de uma cerveja mais doce ou mais amarga. E a levedura? É ela quem vai destacar os aromas e sabores de frutas e especiarias.

Agora que já conhecemos um pouquinho do mundo das cervejas, vamos a algumas combinações que são garantias de sucesso na sua festa:

  • Bolo de Baunilha – cervejas com notas de chocolate e caramelo: Strong Ale, Dubbel Dark, Old Ale;
  • Chocolate Branco – cervejas frutadas: Fruit Beer, Tripel, Framboise Lambic;
  • Brigadeiros/Palhas italianas – Imperial Stout (não sobrepõe o sabor e cria harmonia ao paladar);
  • Brigadeiro Brûlée/ Creme Brûlée – Barley Wine  (alcoólica, frutada e doce);
  • Brigadeiros de Gengibre (sabor forte e picante) – IPAs;
  • Chantilly – cerveja delicada com notas de frutas ou café: Dry Stout, Fruit Beer e Kriek Lambic.

Ah, e se eu quiser, no final da festa, pegar aquele morango de cima do bolo? Pode apostar em uma Imperial Stout, Chocolate Stout ou Imperial Porter que vai ser sucesso.

Agora não tem desculpa: você pode escolher os doces preferidos do seu filho para a festa e, ao mesmo tempo, acertar em cheio na escolha das cervejas.


Ana Araújo é chef e proprietária da Mimosa Doces, trabalhou na confeitaria do Esquina Mocotó e faz participações frequentes em programas de TV, como o Edu Guedes e Você

16 países se unem para formar bloco latino de artesanais

0

O movimento cervejeiro na América Latina ganhou uma importante representação para expandir seu mercado nos próximos anos. Após uma reunião realizada no Panamá, 16 associações de cervejarias independentes se reuniram para criar o Bloco Cervejeiro Latino-Americano.

Tanto países com certa tradição no mercado de artesanais, como Argentina, Uruguai, Chile e o próprio Brasil, como outros que começam a desenvolver esse potencial, tal qual Peru, Paraguai e Honduras, compõem o grupo que surge com o intuito de integrar associações e cervejarias latinas independentes.

“Com a aproximação das nações, a ideia é criar estatísticas comuns de mercado, análises mais completas e comparações das realidades tributárias para, assim, propor novas medidas supranacionais de fortalecimento do setor”, detalha a Associação Brasileira de Cerveja Artesanal (Abracerva), representante nacional do bloco.

Presidida por Carlo Lapolli, a Abracerva ficará com a vice-presidência do grupo. Já o Uruguai, com uma cena crescente no mercado de artesanais, estará no comando do novo bloco.

“É essencial conhecermos de perto outras realidades, termos dados mais concretos para podermos pensar em ações para consolidar o movimento das artesanais. Com essa aproximação e o trabalho em conjunto dessas associações, todos têm a ganhar”, comenta Lapolli.

A novidade vem em um momento importante para o setor, quando problemas políticos em alguns países da América Latina pressionam o câmbio e trazem certa pressão para o mercado cervejeiro do continente. A próxima reunião do Bloco Cervejeiro Latino-Americano está marcada para novembro, no Uruguai.

Conheça os 16 países que compõem o grupo: Uruguai, Brasil, Peru, Costa Rica, Argentina, Equador, Panamá, México, Chile, Paraguai, Colômbia, El Salvador, Honduras, Guatemala, República Dominicana e Nicarágua.

Cervejaria dos EUA tenta fazer cerveja com levedura de naufrágio de 130 anos

Em breve, os amantes de cerveja nos Estados Unidos poderão passar por uma experiência única: uma “viagem no tempo” ao beber uma cerveja. Isso porque cientistas têm a chance de fazer um rótulo usando uma “levedura de naufrágio” de mais de 130 anos.

A possibilidade surgiu quando o dono da cervejaria nova-iorquina Serious Brewing Company, Bill Felter, comprou de um cliente e colecionador de artefatos de naufrágio uma garrafa ainda arrolhada de cerveja que estava a bordo do Oregon SS, naufragado em 1886.

Assim, o cervejeiro deixou a cargo de alunos de cursos de biotecnologia na Universidade de Nova York o desafio de extrair a levedura da bebida armazenada na garrafa em boas condições de uso.

O naufrágio do SS Oregon aconteceu na costa do estado norte-americano de Nova York. Na ocasião, o navio viajava de Liverpool, na Inglaterra, para Nova York, quando colidiu contra uma escuna perto de Fire Island, em 14 de março de 1886. Das 852 pessoas a bordo, apenas uma morreu no acidente.

Cerveja de 220 anos
Caso o plano prospere, não será a primeira vez que cervejeiros produzem a partir de levedura encontrada em naufrágio. No ano passado, em parceria com o museu Queen Victoria e com o Instituto Australiano de Pesquisa do Vinho, a cervejaria James Squire produziu a Conservation Wrek.

Trata-se da reprodução da cerveja mais antiga conservada no mundo, uma Porter. Sua origem também é um naufrágio, ocorrido mais de 220 anos atrás – em 1797, quando o navio Sydney Cove viajava de Calcutá, na Índia, para Sydney.

Dentre outros produtos, o navio levava 31 mil litros de bebidas alcoólicas, e naufragou perto da costa sudeste da Austrália. A Conservation Wreck foi produzida com o uso da levedura extraída de garrafas seladas, que foram encontradas por mergulhadores em 1977.

Balcão do Tributarista: Cervejarias não estão obrigadas a recolhimento de anuidades

Balcão jurídico: cervejarias não estão obrigadas a registro e recolhimento de anuidades para conselhos profissionais

Diversas cervejarias têm recebido notificações de conselhos regulamentadores de profissões, especialmente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea) e do Conselho Regional de Química (CRQ), a fim de que realizem seu registro junto aos referidos órgãos e, consequentemente, passem a realizar o recolhimento das anuidades.

Ocorre que há decisões judiciais favoráveis às empresas cervejeiras, no sentido de que o registro junto a tais órgãos de fiscalização profissional não é obrigatório e de que não são devidas as respectivas anuidades.

A legislação determina que a obrigatoriedade ou não de registro junto aos órgãos de fiscalização profissional deve ser analisada a partir da verificação da atividade econômica desenvolvida pela empresa ou profissional. Nesse sentido, é o disposto no art. 1º da Lei nº 6.839/80:

Art. 1º. O registro de empresas e a anotação dos profissionais legalmente habilitados, delas encarregados, serão obrigatórios nas entidades competentes para a fiscalização do exercício das diversas profissões, em razão da atividade básica ou em relação àquela pela qual prestem serviços a terceiros

A legislação também prevê quais são as atividades consideradas como privativas de determinados profissionais. No caso dos profissionais afetos ao Crea, é a Lei nº 5.194/1966, em seus artigos 1º e 7º, que traz esta previsão; já em relação CRQ, o Decreto 85.877/981, em seu artigo 2º, dispõe quais as atividades privativas dos profissionais químicos.

Portanto, para determinar se há obrigatoriedade ou não de uma empresa manter registro e recolher anuidades a algum conselho profissional, é preciso verificar se a atividade principal desempenhada pela empresa se encaixa em alguma das hipóteses previstas na legislação como sendo privativa dos profissionais fiscalizados por este conselho.

No caso das cervejarias, como dito, há diversas decisões judiciais declarando que a atividade por elas desempenhadas não corresponde à atividade privativa de profissionais de engenharia ou químicos.

O Tribunal Regional Federal da 4ª Região possui vasta jurisprudência sobre o tema, já tendo reconhecido que a empresa que se dedica à fabricação de cervejas “não desenvolve atividade fim ligada a engenharia, tampouco tem prestação de serviços relacionados a este fim” (AC nº 5054402-50.2017.4.04.7000), bem como que “a industrialização e comercialização de cervejas e chopes não pode ser enquadrada como atividade própria de indústria química” (AC nº 5000514-02.2018.4.04.7108).

Portanto, as cervejarias não podem ser obrigadas a manter registro e muito menos a recolher anuidades em favor dos conselhos profissionais de engenharia ou de química. Para afastar eventuais exigências indevidas por parte dos conselhos, é necessário que as empresas proponham uma ação judicial. Importante observar que as cervejarias podem ajuizar estas ações de forma preventiva, requerendo ao Judiciário que declare o seu direito de não serem autuadas pelos conselhos profissionais por ausência de registro ou recolhimento de anuidades.


*Clairton Kubaszwski Gama é advogado, especialista em Direito Tributário pelo Instituto Brasileiro de Direito Tributário (IBET) e sócio do escritório Kubaszwski Gama Advogados Associados

Combate ao lixo plástico, colaborativa internacional: As novidades da semana

0

A semana cervejeira contou com novidades em ações e rótulos. A Corona lançou no país uma campanha de combate ao lixo plástico, a Heineken anunciou seu novo presidente no Brasil e a Synergy apresentou um novo rótulo colaborativo internacional, a Tsar. Confira, a seguir, essas e outras novidades.

Corona sustentável
Em parceria com a Parley for the Oceans, a Corona lançou no Brasil um projeto global de combate aos plásticos nos oceanos. A iniciativa conta com ações para conscientização e mobilização da sociedade contra a ameaça que o plástico representa para os mares e para as praias. O projeto existe desde 2017 no mundo e já recolheu mais de 1.500 toneladas de lixo plástico de praias de 15 países, através de 7 mil voluntários. No Brasil, estão previstas mais de 20 limpezas de praias, além de campanhas e iniciativas de conscientização e de mobilização. A primeira grande ação será neste domingo, com um mutirão para limpar uma praia na ilha de Fernando de Noronha. Além disso, canudos, copos e sacos de plástico serão trocados por itens sustentáveis.

Mudança na Heineken
O grupo Heineken nomeou Mauricio Giamellaro como novo presidente da companhia no país, assumindo o cargo em 1º de março. Ele vai suceder Didier Debrosse, que deixa a empresa após 22 anos. Giamellaro está na Heineken desde 2012, como vice-presidente de Vendas e Distribuição, participando da aquisição da Brasil Kirin.

Colaborativa internacional
A cervejaria Synergy, de Sorocaba (SP), lançou a Tsar, um rótulo colaborativo internacional, em parceria com a portuguesa Mean Sardine. Ela está disponível em latinhas de 250 ml. Tsar foi a bomba atômica mais potente já construída pelo homem, dando o nome para a artesanal a partir do lema: “Faça cerveja, não faça guerra”. É uma Hazy Double IPA, com graduação alcoólica de 9%.

Invicta e Urbana juntas
A Invicta, de Ribeirão Preto (SP), passou a fabricar e distribuir para a Urbana, de São Paulo. Os dois primeiros rótulos que estão sendo feitos são a Gordelícia e a Refrescando a Safadeza, com a ideia de aumentar a produção em volume e rótulos de acordo com a demanda do mercado. “Estamos preparando o lançamento de uma IPA para breve e com novos equipamentos que vamos receber na cervejaria. Temos também o projeto de lançarmos em cervejas do segmento U-lab, que é uma linha mais elaborada da Urbana”, afirma Rodrigo Silveira, mestre-cervejeiro e diretor da Invicta.

Carnaval com Skol
A folia de carnaval chega a São Paulo com a presença marcante da Skol, que vai patrocinar cerca de 50 blocos, a partir de 23 de fevereiro, no pré-carnaval, até a semana seguinte da festa, no pós-carnaval, em 9 de 10 de março. Haverá já na próxima semana boas opções, como, na região do Parque do Ibirapuera, o Bloco Bicho Maluco Beleza, de Alceu Valença, no sábado, e o Monobloco, no domingo. Blocos também vão passar por Pinheiros, Mooca, Lapa e a região da Sé, que no dia 10 contará com o Bloco da Preta, com Preta Gil, na Avenida Tiradentes.

Misoginia em artigo derruba jornalista cervejeiro nos EUA

No Brasil e fora dele, grandes mulheres sommeliers, mestres cervejeiras, pesquisadoras e apreciadoras de cerveja ocupam paulatina e merecidamente seu espaço no ambiente cervejeiro, historicamente concebido como “lugar de homem”. Mas mesmo com quase um quinto do século XXI ficando para trás, vira e mexe a misoginia volta a dar as caras no universo cervejeiro. Nessa semana Bill Metzger, jornalista norte-americano do setor, superou as expectativas publicando uma dose considerável de misoginia em um artigo, o que não lhe deu alternativa se não “pedir para sair”.

O artigo foi escrito em primeira pessoa pelo publisher do impresso Great Lakes Brewing News, de Buffalo, parte da rede Brewing News, no começo dasemana. Ele se propunha a debater cerveja escocesa e seus barris de madeira. No entanto, descambou para misoginia e afirmações grosseiras em relação às mulheres.

“Na era do #metoo, o pêndulo balançou para muito longe. Um movimento mais agressivo e a carreira de um homem pode descarrilhar. Eu sinto as paredes se fechando em volta de mim, meu espaço para me mechar se esvaindo. Meus instintos de levar para a cama toda mulher que eu vejo estão se reduzindo de um tamanho ‘king size’ para o de um berço”, escreveu Metzger, referindo-se ao movimento contra abuso e assédio sexual principalmente no ambiente de trabalho, iniciado por atrizes de Hollywood.

O texto não parou por aí. Ainda afirma que “as regras de hoje põem os homens em uma espécie de programa de reeducação feminazi”. Sugere ainda que mulheres precisam de uma dose alta de álcool para “superar as restrições sociais impostas a seu eu primitivo”. Em seguida, continua como uma espécie de diário de viagem com observações relacionadas à cerveja e companheiros de jornada.

O texto caiu como uma bomba para a comunidade cervejeira norte-americana. Em dias, uma avalanche de críticas ao texto pipocou na internet e dentre a imprensa especializada.

Não colou
Jornal e jornalista correram para se retratar via Facebook. O argumento, no entanto, foi de que o texto seria narrado por um personagem ficcional e se pretendia irônico ao fazer justamente o oposto do que é acusado: criticar a misoginia e o machismo no ambiente cervejeiro por meio de uma “simples paródia de uma atitude repugnante que vejo frequentemente”. Não colou.

Como forma de reação, ao menos seis cervejarias retiraram os anúncios do jornal dirigido por Metzger, participantes se retiraram do National IPA Championship, promovido pela companhia.

E não para por aí: um jornalista se demitiu publicamente, três publicações do grupo (Yankee Brew NewsMid- Atlantic Brewing News and American Brewer), anunciaram que vão passar a operar independentemente e Metzger concordou em abrir mão de sua cota de 50% da companhia. Foi uma besteira facilmente evitável e extremamente cara – como deve ser.

Rota da cerveja, Beba Polo: 7 eventos cervejeiros para o fim de semana

0

Rota da cerveja por Ribeirão Preto e Rio, festivais em São Paulo e Florianópolis, encontro com muita informação do Polo Cervejeiro da Região Metropolitana de Campinas. O fim de semana chega com várias opções imperdíveis e o Guia reuniu sete deles para você aproveitar. Confira:

Sudeste

Ribeirão Preto
– Rota da Cerveja: A quinta edição da Rota da Cerveja Hop On – Hop Off, realizada pela Livre Acesso Turismo, permite aos amantes das artesanais visitar seis cervejarias da cidade em passeios através de ônibus. Cada pessoa terá um beneficio nas cervejarias participantes, que serão Toca do Urso, da Colorado, Lund, Krug Bier, Invicta, Point SP 330 e Walfänger. Será neste sábado, por R$ 45.

– Knock Down: Com shows de rock nacional e internacional, a Invicta realiza a primeira edição do Knock Down. Terá a presença de food trucks e venda das cervejas da Urbana, que integrou em 2019 o portfólio de rótulos produzidos pela Invicta. No evento, estarão disponíveis a Gordelícia, que é uma Belgian Strong Golden Ale, e a Refrescadô de Safadeza, uma Session IPA. O evento será no sábado, tem entrada gratuita e acontece na Avenida do Café, número 1.881.

São Paulo
– Inauguração de tap room: O Tap Room da Barbarrala, nanocervejaria artesanal, será aberto com uma grande varanda embaixo de árvores e oito torneiras de chope, com  cervejas próprias da marca e uma carta de convidados, além de receitas artesanais de bar como porções de pernil, lanches de pernil, burgers artesanais e porções. A mobília tem estilo industrial. O tap room fica na rua Doutor Homem de Melo, 876, e será aberto no sábado.

– Churrasco e cerveja: O Festival de Churrasco e Cerveja Artesanal provoca essa combinação perfeita e ainda terá apresentações musicais diversificadas. Mestres churrasqueiros estarão presentes com receitas do típico churrasco norte-americano barbecue, com suas grandes churrasqueiras a lenha de árvores cítricas e carne defumada, além de cortes premium. O evento ainda terá expositores da bebida com mais de 30 tipos como IPA, Pilsen, Lager, Weiss, Blond Ale, Wit Beer, Session, APA, ICE, Pilsen Green, Red Ale, Stout e outras variedades. Será no sábado e no domingo, das 11h às 21h, no Memorial da América Latina, na Praça da Sombra, na avenida Auro Soares de Moura Andrade, 664, com entrada franca.

Campinas
– Beba Polo: O Polo Cervejeiro da Região Metropolitana de Campinas, composto por 13 cervejarias, realiza o Beba Polo, evento aberto para conversas sobre os assuntos do setor e do mercado com quem atua nele, e com a companhia de pints de cerveja artesanal. O evento será mensal e cada vez em uma tap house diferente, com presença nas torneiras de um estilo de chope de cada integrante do polo. O primeiro deles será no domingo, na Cervejaria Daoravida, que fica na Avenida Nossa Senhora de Fátima, 765, a partir das 11 horas.

Rio
– Roteiro dos bares: O Craft Beer Pub Crawl percorrerá um roteiro de bares de cerveja artesanal no bairro de Botafogo. Será no sábado, a partir das 19 horas, começando pelo 3Cariocas Taphouse. De lá, os participantes passarão pelos bares Hocus Pocus DNA, Over Hop Experience e Estação 2cabeças. O ingresso custa R$ 30, que poderão ser convertidos em consumação.  E os participantes poderão continuar a noite no Bar Bukowski.

Sul

Florianópolis
– Festival: O Floripa Craft Beer reúne mais de 120 opções de cerveja artesanal, de 25 cervejarias de Santa Catarina e do Paraná, além de shows e opções gastronômicas no trapiche da avenida Beira-Mar Norte. Será no sábado e no domingo, a partir das 11h59.

Entrevista: A amizade com o síndico e a cerveja do humorista Carioca

0

O humorista, ator e radialista Márvio Lúcio tinha quase tudo na vida. Sucesso nacional após despontar no Pânico, com um currículo festejado que inclui passagens por Joven Pan e posteriormente Globo, como repórter do Vídeo Show, o Carioca ganhou os holofotes e o carinho do público ao investir em personagens populares como Bolsonabo (Jair Bolsonaro) e Falso Silva (Fausto Silva). Parecia estar no paraíso. Mas ele próprio desconhecia que a fama não lhe trouxera a mais importante das conquistas: beber cerveja de qualidade.

Foi então que Carioca se mudou para um novo apartamento e conheceu Fabio Walch, curiosamente síndico do prédio e sócio da Cervejaria Heroica. Antes afeito às “cervejas tradicionais que o mercado oferecia, Pilsen por exemplo”, Carioca descobriu o imprescindível: “nunca bebi nada de bom até então (hauahuha)”. E, com a realização, veio uma nova conquista: com o estreitamento da amizade, o humorista se tornou sócio de uma linha cervejeira.

Inspirado no espetáculo Carioca em Más Companhias e lançado no segundo semestre de 2018, o primeiro rótulo da série foi a Bad Company I, uma Witbier com tapioca e cajá. O sucesso do lançamento resultou na Bad Company II, uma IPA com chutney de manga Palmer. E, novamente, com a boa aceitação do mercado consumidor, a dupla promete uma terceira novidade, ainda mantida em segredo pelo comediante.

Em entrevista exclusiva ao Guia, Carioca conta detalhes sobre sua incursão na cena cervejeira, explica a estratégia de mercado da Bad Company e analisa as semelhanças entre os universos do humor e da bebida mais consumida do Brasil.

Confira, a seguir, a entrevista completa com Márvio Lúcio, o Carioca que atua como humorista, radialista, repórter e, agora, cervejeiro.

O que levou um comediante conhecido nacionalmente a se arriscar no mercado de cervejas artesanais?
Eu sempre curti cervejas e, quando me mudei para um novo apartamento, em 2014, fiquei amigo do meu vizinho Fabio Walch, que é síndico e já atuava na Cervejaria Heroica. Ele ia me trazendo novidades e me ensinando a beber o que há de melhor no mundo cervejeiro.

Como esse primeiro contato resultou na parceria com a Heroica e como chegaram aos dois primeiros rótulos?
Nessas idas e vindas, eu e o Fabio sempre falávamos de fazer uma cerveja em parceria. A concepção do projeto levou mais de um ano. Certo dia, em meados de agosto de 2018, resolvemos bater o martelo e definir como seria o produto, a comunicação e o público que gostaríamos de atingir. Nasceu então a Bad Company (derivada da minha turnê de espetáculos Más Companhias), a qual indiquei o uso da fruta cajá e o Fabio sinalizou que deveríamos trabalhá-la no estilo Witbier, para que o resultado agradasse tanto os cervejeiros mais experientes quanto os que estão começando neste mundo fantástico de sabores e possibilidades.

Assim como uma boa comédia necessita de uma dose de humor ácido, a nossa interpretação do estilo belga Witbier contou com uma leve acidez proveniente do cajá, uma fruta refrescante e bastante consumida nas praias do Rio de Janeiro e do Nordeste. Para acompanhar essa tradição do carioca, adicionamos tapioca e erva mate, além de algumas especiarias, deixando assim o Rio de Janeiro e o Brasil um pouco mais próximos da Bélgica.

Qual o resultado da parceria até agora e o que planejam para 2019?
No final de 2018, com o sucesso da Bad Company I (Witbier com tapioca e cajá), resolvemos lançar a Bad Company II, uma IPA com chutney de manga Palmer, a qual também foi um grande sucesso e surpreendeu muitos apreciadores. Graças a Deus e ao nosso trabalho tem ido muito bem. Nosso objetivo em 2019 será manter o foco na linha Bad Company e lançar a III (segredo), mantendo as outras em linha para abastecer o mercado.

Como você encara o mercado de cervejas artesanais no Brasil? Antes de entrar nesse mercado, já apreciava cervejas? Quais eram seus rótulos e estilos favoritos?
Sempre fui de consumir as cervejas tradicionais que o mercado oferecia, Pilsen por exemplo, mas meu paladar foi alterando à medida que meu síndico (Fabio) trazia novidades, cervejas frescas lupuladas, sem pasteurização, algo de outro mundo. Então percebi que nunca bebi nada de bom até então (hauahuha).

O mercado hoje de cervejas artesanais passa por uma ebulição, há muitos rótulos e aventureiros, e confesso que não temos pressa. Queremos trabalhar o brand de forma a conquistar muitos apreciadores com uma cerveja fácil de beber, com preço competitivo, acessível dentro do propósito e qualidade superior, trazendo o que o Brasil pode ter de melhor na sua biodiversidade gastronômica.

É possível traçar um paralelo entre o universo brasileiro da cerveja e do humor?
A cerveja é uma bebida de celebração, de alegria. É a cerveja que une as pessoas em uma mesa de bar ou em um churrasco para contar histórias engraçadas e piadas. Assim como o humor une as pessoas pela alegria, a cerveja tem esse mesmo papel.

O que tua ampla experiência na cena humorística brasileira trouxe como benefício em tua incursão no mercado cervejeiro?
Nada. É um processo do zero, é um desafio, é um caminho novo, ao qual estou apreendendo junto com meus amigos e com a Heroica, porém, minha história, minha vida a qual as pessoas acompanham pelas mídias sociais ajuda a dar um respaldo e credibilidade naquilo que estou me propondo a fazer e a oferecer. Nesse sentido, isso ajuda sim. Creio ter um voto de confiança dos meus seguidores.

Cerveja brasileira tem aumento no valor exportado pelo quarto mês seguido

0

A cerveja brasileira de malte registrou aumento no valor exportado em janeiro, segundo dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços. O primeiro mês de 2019 rendeu US$ 6,59 milhões ao setor, uma elevação de 2,8% em relação ao mesmo período do ano passado.

Foi o quarto mês consecutivo em que houve aumento no valor exportado. O resultado, porém, foi negativo quando se leva em consideração o volume. Nesse caso, a queda em janeiro foi de 5,5%, decrescendo para 9.943,82 toneladas.

Tais números fazem com que a cerveja tenha apenas 0,04% de participação nas exportações brasileiras e ocupe a 171ª colocação no ranking dos produtos negociados pelo país entre fevereiro de 2018 e janeiro de 2019.

Os principais destinos da cerveja brasileira em janeiro foram países da América do Sul, com o Paraguai à frente, com 85%. Bolívia (8,8%), Uruguai (3%) e Argentina (1,1%) são os demais com exportação relevante do produto.

Além disso, os maiores estados exportadores foram São Paulo, com participação de 66,3%, e Paraná, com 30,2%.