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Bares têm crescimento e ampliam ofertas de harmonizações e serviços

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Com uma conjuntura socioeconômica mais favorável, bares e restaurantes tiveram motivos para celebrar no ano de 2023. Associações consultadas pela reportagem do Guia apontam que houve crescimento de pelo menos 4% no ano passado, marcado pela oferta de novas experiências ao consumidor pelos bares, como degustações, assim como pela diversificação de bebidas alcoólicas, que vão além da cerveja.

“O ano de 2023 revelou uma perspectiva mais otimista para o segmento de bares e restaurantes em relação aos anos anteriores. É possível mencionar números positivos, como um crescimento de receita de 4% no acumulado dos últimos 12 meses e uma consolidação pelo nono mês consecutivo como segmento em destaque na abertura de vagas de emprego”, afirma o diretor-executivo da Associação Nacional de Restaurantes (ANR), Fernando Blower.

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Para ele, em 2023, os bares foram favorecidos pela estabilidade econômica, assim como pela redução da adoção do modelo híbrido de trabalho pelas empresas, o que permitiu o crescimento e a consolidação da recuperação do segmento, bastante afetado nos momentos mais críticos da pandemia do coronavírus.

“Foi um ano em que vimos ações para a diminuição do endividamento das famílias, a gradual redução da taxa de juros e a diminuição do uso do modelo home office, que têm impactos significativos. A circulação mais ativa das pessoas, especialmente com a volta ao trabalho integral ou ao modelo híbrido, estimula o consumo nos bares e restaurantes”, diz.

Esse momento de reencontro dos bares com o consumidor também tem sido marcado pela oferta de novas experiências, como forma de estreitar os laços. O diretor e fundador do BaresSP, Fábio de Francisco, cita a oferta de uma maior variedade de bebidas, assim como de experiências que envolvem harmonizações como alguns dos marcos recentes do segmento.

“Uma tendência foram os coquetéis, muitos bares com cartas autorais e muitos que não tinham, colocaram drinques nos cardápios. Outra tendência foi a experiência, desde restaurantes temáticos até área kids para famílias. Nos bares com cerveja especial, sentimos um movimento de harmonizações e degustações”, afirma.

Além disso, bares e restaurantes têm buscado atender o consumidor não apenas dentro do estabelecimento, com a consolidação da oferta do delivery. “Como tendência, o setor viveu a consolidação do delivery como uma parte importante da receita dos bares e restaurantes, mantendo uma posição que conquistou durante a pandemia, período em que muitos estabelecimentos recorreram a esse modelo de negócio”, argumenta o diretor de conteúdo da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), José Eduardo Camargo.

Desafios ainda persistem
Apesar da visão positiva sobre 2023, as associações ressaltam que os bares ainda precisam lidar com dificuldades, provocadas, principalmente, por passivos vindos da pandemia. “Há alguns entraves, como as dívidas acumuladas com impostos e empréstimos tomados durante a pandemia, mas que estão sendo pagos agora. Outro desafio que surgiu neste ano é o de encontrar pessoas dispostas a trabalhar no setor, especialmente os profissionais mais especializados”, conclui o diretor da Abrasel.

Carlsberg adquire participação de 20% na Mikkeller na Dinamarca

Mais um grande grupo cervejeiro adquiriu participação em uma icônica marca artesanal pelo mundo, agora na Dinamarca. A Mikkeller anunciou ter firmado um acordo com a Carlsberg, que fechou a compra de 20% do seu negócio. Os valores financeiros envolvidos na transação não foram revelados. A aquisição passa a ter validade no segundo semestre deste ano.

Nesse acordo, a Carlsberg adquiriu ações da Orkila, uma empresa de private equity que havia comprado 49% da Mikkeller em 2016. Assim, mesmo após a conclusão dessa transação, a Orkila permanecerá como o segundo maior acionista da cervejaria.

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O fundador e CEO da Mikkeller, Mikkel Bjergsø, manterá sua posição de liderança e o controle acionário da empresa. De acordo com a cervejaria, essa parceria não impactará suas operações diárias, assegurando que os bares e restaurantes da Mikkeller vão continuar operando como antes, tanto na Dinamarca quanto globalmente.

Bjergsø destaca que a associação com a Carlsberg tem o potencial de ampliar significativamente o alcance e a distribuição de suas cervejas, impulsionando as vendas. “Este é um grande dia para mim pessoalmente. Há quase 20 anos, dediquei-me à produção de cerveja com a ambição de proporcionar acesso a cervejas de alta qualidade a um público mais amplo. Com o considerável aparato de vendas da Carlsberg, esta parceria nos oferece a oportunidade de alcançar ainda mais consumidores”, diz.

O fundador ressalta que a aquisição da participação na Mikkeller ocorre após um ano de recuperação para a companhia, acreditando que esse acordo impulsionará a cerveja dinamarquesa a novos patamares.

“2023 foi um ano muito bom para a Mikkeller. Depois de alguns anos desafiadores, conseguimos realinhar o negócio e a rentabilidade. Agora, com a Carlsberg a bordo, nossa distribuição na Dinamarca será elevada a outro nível. Estou entusiasmado com os próximos anos, quando estaremos verdadeiramente prontos para posicionar a Dinamarca entre as melhores nações cervejeiras do mundo”, afirma.

O CEO da Carlsberg Dinamarca, Peter Haahr Nielsen, destaca que o acordo fortalece o portfólio de cervejas especiais do grupo, enfatizando o compromisso de impulsionar a operação e distribuição da marca artesanal dinamarquesa sem alterar suas características.

“Possuímos um portfólio interessante de cervejas especiais e, com essa parceria, poderemos oferecer aos clientes e consumidores ainda mais variedades exclusivas nesta categoria. Pretendemos que a Mikkeller mantenha suas características distintas, enquanto contribuímos para o crescimento da marca com nossa experiência operacional”, comenta.

Fundada em 2006, a Mikkeller conquistou renome internacional e hoje está presente em mais de 40 países, com bares em cidades como Tóquio, Londres, Paris, Tallinn e Taipei.

Chopp Brahma em casa é aposta da Ambev para o carnaval

O Chopp Brahma e o serviço de conveniência que leva esse produto centenário diretamente aos consumidores são apostas da Ambev para impulsionar as vendas no verão e, especialmente, durante o carnaval. A proposta é fortalecer a presença do Chopp Brahma em diversas ocasiões de consumo, indo além do tradicional ambiente dos bares.

Para atingir esse objetivo, a Ambev elaborou uma série de ações que irão intensificar a divulgação do serviço Chopp Brahma Express. Nas próximas semanas, a marca realizará ativações com carrinhos itinerantes em blocos de carnaval e festas privadas, oferecendo o Chopp Brahma nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Porto Velho, Santos e Florianópolis.

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“Queremos mostrar para as pessoas que o Chopp Brahma Express leva o sabor e qualidade tão conhecidos de Chopp Brahma para qualquer lugar e com facilidade. O consumidor não precisa se preocupar com entrega, instalação, nada, o Chopp Brahma Express resolve tudo isso no conforto de casa. E agora vai para a folia nas maiores festas de carnaval do Brasil”, diz o diretor do Chopp Brahma Express, Leopoldo Bertolini.

Além disso, o Chopp Brahma Express contará com a parceria de Sabrina Sato para promover o serviço de conveniência. A apresentadora participará de eventos prévios ao carnaval, assim como de divulgações durante a folia.

“Estou muito honrada em ser embaixadora e levar o Chopp Brahma Express para a casa de milhões de brasileiros. O combo Carnaval mais um chope geladinho em casa é a combinação perfeita para qualquer folia ou encontro com os amigos”, comenta Sabrina.

Os usuários do Zé Delivery também serão beneficiados com promoções exclusivas dentro da plataforma, incluindo a troca de pontos por ingressos para eventos e experiências exclusivas envolvendo Sabrina.

O serviço do Chopp Brahma está em expansão nos últimos anos e opera hoje com e-commerce próprio, contando com mais de 220 lojas físicas, um número 3,5 vezes maior do que em 2015. O Chopp Brahma Express também está disponível no Zé Delivery nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro.

O Chopp Brahma, com sua trajetória centenária, tem sido alvo de constantes inovações, sendo a mais notável o lançamento de sua versão em chope no ano passado. Esta iniciativa envolve uma cadeia de distribuição refrigerada que assegura que o chope saia da fábrica gelado e chegue à casa do consumidor pronto para o consumo, sendo adquirido por meio do Zé Delivery em algumas cidades.

3 Fonteinen reduz produção de Lambics e faz demissões em meio à crise financeira

Uma das cervejarias artesanais mais icônicas do mundo, a belga 3 Fonteinen, reconhecida pela produção de Lambics e Gueuzes, reduziu significativamente suas operações. A empresa anunciou demissões de funcionários e a diminuição do volume de cerveja fabricada, atribuindo essas medidas a problemas financeiros acompanhados de uma queda nas vendas.

A confirmação dessas medidas foi feita por meio das redes sociais da 3 Fonteinen. A marca belga destaca que encara desafios devido ao aumento dos custos de produção, especialmente em decorrência da crise energética, e da redução nas vendas, com o consumidor optando por cervejas mais acessíveis ou mesmo reduzindo a procura por bebidas alcoólicas.

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“É com profunda tristeza que anunciamos que nos despedimos de parte da nossa equipe”, informa a 3 Fonteinen.  “O aumento significativo dos custos nos últimos anos e a considerável redução da atividade no mercado de cerveja nos colocaram diante da dura realidade. A decisão mais difícil se tornou inevitável. Continuaremos a produzir nossa Lambic e Gueuze como sempre fizemos, mas em menor escala. E, lamentavelmente, com menos colaboradores. A ferida profunda se transformará em uma cicatriz duradoura”, acrescenta.

A 3 Fonteinen não divulgou detalhes específicos sobre o número de funcionários demitidos. No entanto, essa medida representa uma reviravolta na trajetória da marca, que anteriormente planejava um investimento de 25 milhões de euros para expandir sua capacidade produtiva em Beersel.

De acordo com o jornal econômico belga De Tijd, a cervejaria contava com 19 funcionários, e desde 2019, as vendas diminuíram pela metade. Essa queda nas vendas teve impacto direto nas finanças, sendo que em 2022, o lucro operacional diminuiu 70% em relação a 2021, totalizando 221.643 euros. No ano passado, a empresa registrou prejuízo.

Com uma história que remonta ao século XIX, quando era inicialmente uma blenderia de Lambics, a 3 Fonteinen foi oficialmente fundada em 1953. Desempenhou um papel crucial, juntamente com marcas como Cantillon e Bonn, na preservação e renascimento das Lambics e Gueuzes. Suas garrafas, caracterizadas pelo número 3, agora serão menos vistas, à medida que a cervejaria busca sobreviver em meio aos desafios econômicos.

Inflação da cerveja no varejo e nos bares supera IPCA em 2023

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A inflação da cerveja em 2023 superou o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), indicador oficial do Brasil, que atingiu variação de 4,62%, de acordo com dados do IBGE. Este ritmo maior nos reajustes foi observado tanto para cervejas vendidas no varejo quanto nos bares.

Conforme divulgado pelo instituto, a inflação da cerveja em domicílio encerrou o ano de 2023 em 5,29%, um índice semelhante aos 5,23% de aumento nos preços fora do domicílio. Mesmo ficando acima do IPCA de 2023, a inflação da cerveja caiu em comparação com 2022, quando o índice havia sido de 9,37% no varejo e de 6,42% nos bares.

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Os números do ano passado também ficaram abaixo das altas dos preços de outras bebidas alcoólicas, que registraram inflação de 11,41% em domicílio e 7,57% fora do domicílio. Além disso, a inflação da cerveja em 2023 destoa do desempenho do grupo ao qual pertence, o de alimentação e bebidas, que apresentou um aumento de apenas 1,03% no ano passado, com destaque para a deflação do óleo de soja (-28,00%), do frango em pedaços (-10,12%), e das carnes (-9,37%).

“O grupo de produtos alimentícios ficou abaixo do resultado geral e ajudou a segurar o índice de 2023. Houve quatro quedas seguidas no meio de ano, o que contribuiu para esse resultado. A queda na alimentação no domicílio reflete as safras boas e a redução nos preços das principais commodities no mercado internacional, como a soja e o milho”, analisa o gerente da pesquisa, André Almeida,

O IPCA de 4,62% indica que o Brasil atingiu a meta estipulada pelo Banco Central para a inflação em 2023, que era de 3,25%, com margem de tolerância de 1,25%. Além disso, representa a menor inflação anual desde 2019. A gasolina, com uma alta acumulada de 12,09%, foi o principal contribuinte para a inflação, influenciada pela reoneração dos tributos federais e alterações nas cobranças do ICMS.

Dezembro
A alta da inflação da cerveja acima do IPCA em 2023 se deu mesmo após um mês de dezembro de reajuste modesto em seu preço. A inflação do produto ficou em 0,14% no varejo no 12º mês do ano, tendo sido de 0,09% nos bares. Já o local de aquisição pesou na variação dos preços de outras bebidas alcoólicas em dezembro. O item teve deflação de 0,06% no varejo e inflação de 1,34% nos bares.

A inflação da cerveja ficou bem abaixo do IPCA de dezembro, que foi de 0,56%, ainda assim a menor taxa para o mês desde 2018. E o grupo alimentação e bebidas puxou o ritmo da inflação, tendo alta de 1,11% no 12º mês do ano passado. Os maiores destaques foram os reajustes nos preços da batata-inglesa (19,09%), do feijão-carioca (13,79%), do arroz (5,81%) e das frutas (3,37%)

“O aumento da temperatura e o maior volume de chuvas em diversas regiões do país influenciaram a produção dos alimentos, principalmente dos in natura, como os tubérculos, hortaliças e frutas, que são mais sensíveis a essas variações climáticas”, explica Almeida.

Por outro lado, a deflação de 0,34% da gasolina ajudou a conter um aumento maior da inflação geral em dezembro, uma vez que é o subitem de maior peso entre os 377 pesquisados pelo IPCA.

Balcão do Tributarista: Perspectivas para o setor cervejeiro em 2024

Balcão do Tributarista: Perspectivas para o mercado cervejeiro em 2024

A recente aprovação da reforma tributária no Brasil promete transformações significativas, marcando um novo capítulo na legislação fiscal do país. Embora o modelo final não tenha adotado o IVA único, a expectativa é de que a reforma proporcione simplificação, modernização e racionalização do sistema tributário, gerando impactos específicos para o setor cervejeiro artesanal.

Na coluna de hoje, pretendemos trazer algumas perspectivas tributárias para 2024, levando em conta a reforma tributária e outras mudanças que devem ocorrer ao longo do novo ano.

Simplificação ou redução da carga tributária?
Embora não seja possível afirmar sobre uma redução na carga tributária, a simplificação é uma perspectiva real. Os efeitos no mercado cervejeiro dependerão de adaptações estratégicas, considerando perdas de incentivos fiscais, mudanças nos preços e custos, otimização de transportes e integração de operações.

Em meio a essa transformação, análises estratégicas tornam-se cruciais para alcançar eficiência tributária e minimizar impactos negativos. A reforma, apesar de complexa, pode ser encarada como uma oportunidade para estabelecer vantagem competitiva. A gestão de riscos, apoiada por uma assessoria jurídica especializada, se revela essencial para transformar desafios em oportunidades valiosas.

Unificação da tributação sobre o consumo
A reforma promove a unificação da tributação sobre o consumo, extinguindo o ICMS e o ISS e introduzindo o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS). Além disso, as contribuições federais ao PIS e à Cofins serão substituídas pela Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), ambos integrando o IVA nacional.

Ainda, será mantido o IPI, visando preservar a vantagem competitiva da Zona Franca de Manaus (ZFM). Também será criado o Imposto Seletivo (IS), federal, e a Contribuição sobre Produtos Primários e Semielaborados, estadual.

Desafios para o mercado cervejeiro
No âmbito do Simples Nacional, a manutenção do regime é positiva, mas empresas optantes devem se atentar à proporcionalidade de créditos. Há a opção de recolher tributos conforme o novo modelo, buscando gerar mais créditos.

Quanto ao Imposto Seletivo, sua incidência sobre bebidas, devido ao seu potencial prejudicial à saúde, gera incertezas. Questões como tributação uniforme ou diferenciada por graduação alcoólica permanecem em aberto.

Outras mudanças esperadas para 2024
Além da reforma já promulgada sobre a tributação do consumo, as expectativas para 2024 incluem reformas na tributação sobre a renda, com a possível tributação da distribuição de dividendos. Isso destaca a importância de uma assessoria tributária eficaz para navegar por esse cenário dinâmico.

Em suma, o cenário tributário para as cervejarias artesanais está em constante evolução, exigindo adaptação e acompanhamento próximo das mudanças para garantir a sustentabilidade e o sucesso no mercado.


Clairton Gama é advogado e sócio do escritório Kubaszwski Gama Advogados Associados. Possui mestrado em Direito pela UFRGS e é especialista em Direito Tributário pelo IBET. Além disso, é cervejeiro caseiro.

Menu Degustação: Cerveja sem álcool “domina” Olimpíada, F1 e farmácias

A cerveja sem álcool tem conquistado consumidores ao longo dos anos com uma estratégia que envolve a sua presença em grandes eventos esportivos. E já neste início de 2024, várias marcas buscam reforçar essa associação. É o caso da Corona, que terá a sua opção sem álcool, a Corona Cero, como cerveja oficial da Olimpíada até 2028.

A cerveja sem álcool também estará presente no macacão de pilotos da Fórmula 1 em 2024. Vai ser na McLaren, que assinou contrato de patrocínio com a Estrella Galicia. E até quem for às farmácias poderá se deparar com cervejas sem álcool. A rede Pague Menos anunciou a expansão de seu portfólio ao incluir cerveja sem álcool em suas lojas, em um projeto-piloto que vai começar por Fortaleza.

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Confira essas e outras novidades do setor no Menu Degustação do Guia:

Cerveja sem álcool na Olimpíada
A AB InBev foi anunciada como parceira olímpica mundial do Comitê Olímpico Internacional (COI) até 2028, marcando uma nova era na indústria cervejeira. A Corona Cero, sem álcool, será a cerveja oficial global da Olimpíada. O acordo abrange também o Comitê Paralímpico Internacional e os Jogos Paralímpicos.

McLaren com Estrella Galícia
A McLaren anunciou o retorno da Estrella Galicia 0,0 como patrocinadora e cerveja oficial para a equipe de Fórmula 1 a partir da temporada de 2024. Essa parceria renova uma colaboração que teve início em 2019. A marca Estrella Galicia 0,0 será destacada no carro da equipe e nos macacões dos pilotos Lando Norris e Oscar Piastri.

Cerveja sem álcool na farmácia
A rede de farmácias Pague Menos anunciou a expansão de seu portfólio ao incluir cerveja sem álcool em suas lojas, como parte de sua estratégia. Iniciando o projeto piloto em algumas lojas em Fortaleza, a empresa planeja atender à crescente demanda de consumidores que optam por um estilo de vida sem álcool. A expansão para outras filiais em todo o Brasil está prevista para os próximos meses.

Concurso de fotografias
A Cerveja Campos do Jordão prorrogou as inscrições para o Concurso de Fotografias de Campos de Altitude da Mantiqueira até 1º de março de 2024, como parte da Campanha-Projeto “Nossos Campos, Nossa Essência”. Voltado para difundir a importância dos Campos de Altitude da Mantiqueira, o concurso premiará as melhores fotos dessa região em Campos do Jordão e cidades vizinhas, com o grande prêmio sendo um iPhone 14 Pro. A ação faz parte de uma iniciativa mais ampla para preservar esses campos, considerados refúgios ecológicos ricos em biodiversidade. A campanha envolve diversas atividades para conectar a população à vegetação local e incentivar a preservação.

Itaipava com Belo e Sorriso Maroto
O Memorial da América Latina, em São Paulo, será palco neste domingo do Arena Carnaval 2024, patrocinado pela cerveja Itaipava. Promovendo o esquenta para o carnaval, o evento contará com apresentações de Belo e Sorriso Maroto, além do Bloco Belo Sorriso, que vai reviver os sucessos do samba e pagode dos anos 1990. Com expectativa de receber 12 mil pessoas, o evento terá um lounge exclusivo patrocinado pela Itaipava, oferecendo experiências como um espaço instagramável e serviço de massagem para relaxamento. A abertura dos portões será às 12h.

Apresentação da Amstel Vibes
O Grupo Heineken inovou no lançamento da Amstel Vibes, bebida da categoria ready to drink (RTD), com uma ativação diferente no varejo. Em parceria com as agências Outpromo e Tokimono, a ação utiliza um robô para convidar os consumidores a descobrirem os sabores da bebida nas gôndolas de 40 lojas em São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. A iniciativa envolve sensores de presença, movimento, luz e locuções regionais, além de projeção da bebida. A Amstel Vibes, disponível em sabores refrescantes de limão, morango com melancia, apresenta uma embalagem brilhante em luz negra.

Premiações da Heineken
A marca Heineken celebrou seus 150 anos de existência em 2023 e vários prêmios. Eles foram conquistados, no Cannes Lions, BEA Best Event Awards, AMPRO Globes Awards e Effie LATAM Awards, entre outros. No Festival de Criatividade de Cannes, a Heineken recebeu dois Leões de Prata e um de Bronze, sendo reconhecida como a terceira marca mais criativa do ano. Destaques incluem o case 0.0 Barriers, premiado em Cannes, e a campanha Beer Power, que recebeu sete prêmios no Smarties 2023. Além disso, profissionais da Heineken foram destacados, como Cecilia Mondino, vice-presidente de marketing, listada entre as 100 Pessoas Inovadoras da América Latina. O diretor da unidade de negócios, Eduardo Picarelli, recebeu indicação para os Melhores do Ano do Propmark. O reconhecimento culminou com a Heineken ganhando o primeiro lugar no prêmio Marcas e Consumidores da rádio Eldorado.

Pesquisas da USP mostram viabilidade do cultivo de lúpulo de qualidade no país

O cultivo de lúpulo tem se expandido no Brasil, uma realidade impensável em um passado recente, e pode atingir, com o passar do tempo, níveis de qualidade comparáveis aos de países tradicionais, como Alemanha e Estados Unidos. Essa constatação surge a partir de pesquisas conduzidas por um grupo de cientistas da unidade de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (USP), que testou a viabilidade da produção de lúpulo nacional.

Um experimento que teve seu resultado publicado no European Journal of Agronomy testou quatro cultivares de lúpulo, destacando-se as variedades Cascade e Chinook, que apresentaram desenvolvimento satisfatório de acordo com parâmetros fisiológicos e de crescimento. As outras cultivares avaliadas foram Saaz e Triple Pearl.

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O estudo envolveu as faculdades de Ciências Farmacêuticas (FCFRP-USP) e de Filosofia, Ciências e Letras da USP de Ribeirão Preto, juntamente com o Institute for Plant and Food Research da Nova Zelândia, e foi financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).

Os resultados positivos obtidos com Cascade e Chinook motivaram uma investigação mais aprofundada sobre essas variedades, incluindo análises dos compostos presentes em seus óleos voláteis. Um artigo detalhando esse trabalho foi publicado na revista Química Nova.

“Comparamos os óleos de lúpulos produzidos em Ribeirão Preto com os de outros locais e concluímos que possuem os principais constituintes químicos encontrados no material comercial, em especial a partir do segundo ano de cultivo”, destaca o professor da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP de Ribeirão Preto, Fernando Batista da Costa, à Agência Fapesp.

Segundo o pesquisador, o estudo demonstra que alfa-ácidos e beta-ácidos, fundamentais para o amargor, e óleos voláteis, essenciais para aroma e sabor, estavam presentes, com melhorias significativas a partir do segundo ano.

A análise da composição química e do teor de óleo volátil das duas cultivares plantadas em Ribeirão Preto indicou que quase 40% das amostras apresentaram teores dentro da faixa esperada, “demonstrando um potencial na produção de óleo de acordo com o desenvolvimento da planta ao longo dos meses.”

De acordo com os estudos, o tipo de lúpulo utilizado pode ter um impacto maior nas características sensoriais da cerveja do que a origem geográfica da planta. Houve mais diferenças nos perfis químicos entre lúpulos de cultivares distintos do que na comparação entre os brasileiros e os comerciais do mesmo cultivar (Cascade e Chinook).

Costa enfatiza que as pesquisas demonstram a viabilidade de se produzir lúpulo de qualidade em solo nacional. “Em conjunto, os estudos revelam aspectos importantes para os produtores: do ponto de vista fisiológico, após dois anos de experimento, concluímos que é viável cultivar lúpulo nas condições climáticas tropicais de São Paulo, pois a planta apresentou boa resposta, como fotossíntese e presença de enzimas antioxidantes, incluindo a produtividade de cones”, afirma.

Experimento com o consumidor
Em um outro experimento, o grupo de estudo buscou entender se o perfil aromático dos lúpulos cultivados em Ribeirão Preto tinha a mesma aceitação dos importados, por meio de um teste de degustação envolvendo 100 consumidores. O estudo, publicado no International Journal of Wine Business Research, foi conduzido por pesquisadores da FCFRP-USP e da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade de Ribeirão Preto da USP.

Dois pesquisadores produziram cerveja com lúpulo Cascade e Chinook de Ribeirão Preto e o equivalente importado dos Estados Unidos, em quatro lotes. As amostras produzidas com lúpulo cultivado localmente receberam pontuações mais altas na avaliação dos consumidores.

“A origem do lúpulo provou ser significativa ao afetar as avaliações sensoriais e hedônicas dos participantes. Também foi confirmado o efeito da localidade no cultivo de lúpulo, uma vez que as pontuações de gosto de homens e mulheres foram maiores para a amostra produzida com lúpulo cultivado localmente”, conclui o artigo.

Produção de alcoólicas cresce pelo 5º mês e amplia recuperação; veja análise

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A produção de bebidas alcoólicas registrou crescimento pelo quinto mês consecutivo, de acordo com os dados da Pesquisa Industrial Mensal (PIM) do IBGE, com um aumento de 3,9% em novembro de 2023 em comparação com igual período de 2022.

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Esse crescimento em novembro, somado aos avanços dos quatro meses anteriores, reverteu a tendência de queda observada na atividade ao longo do primeiro semestre de 2023. Agora, mesmo que modesta, há uma expansão de 0,1% nos 11 primeiros meses do ano passado. No período de dezembro de 2022 a novembro de 2023, a alta é de 0,2%.

Esse resultado, segundo análise da XP Investimentos, confirma que o setor cervejeiro teve um quarto trimestre de forte desempenho. “Ao longo do 3º trimestre de 2023, os dados de produção de bebidas alcoólicas e não alcoólicas apresentaram uma sólida aceleração, não perdendo força entre outubro e novembro, solidificando nossa visão de um forte 4º trimestre. As temperaturas mais altas do que o esperado provavelmente ajudaram a impulsionar as vendas acima de nossa projeção”, avalia, em relatório.

Além disso, a equipe de analistas aponta que a Ambev deverá ter crescimento no volume de cervejas vendidas no período de outubro a dezembro, com perspectiva de um 2024 ainda melhor do que a expectativa inicial da XP.

“Com os fortes dados de novembro, nosso modelo de regressão está agora estreitamente alinhado com nossa projeção para o 4º trimestre de 2023 da Ambev em 26,734 milhões de hectolitros (+0,5% em relação ao ano anterior) e a atualização do modelo para 2024 sugere que a AmBev poderia aumentar mais do que os conservadores 0,8% que projetamos para o ano”, diz.

O crescimento da fabricação das alcoólicas em novembro também contribuiu para a expansão geral da produção de bebidas no Brasil, que atingiu 2,8% em comparação com outubro, ajustado sazonalmente. Em relação a novembro de 2022, a alta foi de 5,4%. No acumulado de 2023, a atividade apresenta um crescimento de 0,6%, enquanto entre dezembro do ano retrasado e novembro de 2023, o índice fica em 0,5%.

Entretanto, a principal contribuição para o aumento da produção de bebidas em novembro veio das não alcoólicas, com um aumento de 7% em relação ao mesmo mês de 2022. No acumulado dos 11 primeiros meses de 2023, a alta é de 1,1%, ficando em 0,8% entre dezembro do ano retrasado e novembro de 2023.

Alta da atividade industrial brasileira
O crescimento na fabricação de bebidas alcoólicas em novembro ocorre em meio a um período de expansão da atividade industrial brasileira. O IBGE relata que, em novembro, a produção industrial nacional cresceu 0,5% em relação a outubro, com ajuste sazonal.

Comparando com novembro de 2022, observou-se um aumento de 1,3%, marcando a quarta taxa positiva consecutiva. No acumulado do ano, a variação foi de 0,1%, enquanto nos últimos 12 meses, a variação permaneceu nula (0,0%), mantendo a estabilidade desde maio.

“Esse resultado marcou o quarto mês seguido de crescimento na produção, após recuar 1,2% em julho último, quando interrompeu dois meses consecutivos de resultados positivos nesse tipo de comparação”, diz o gerente da pesquisa, André Macedo. “Mesmo com o saldo positivo de 0,9% acumulado nos últimos quatro meses, a produção industrial ainda se encontra 0,9% abaixo do patamar pré-pandemia (fevereiro de 2020) e 17,6% abaixo do nível recorde alcançado em maio de 2011”, pondera.

O IBGE identificou que 13 dos 25 ramos industriais pesquisados registraram crescimento na produção de outubro para novembro. E as indústrias extrativas (3,4%) e de produtos alimentícios (2,8%) foram os destaques do mês de novembro. Por outro lado, produtos farmoquímicos e farmacêuticos (-10,2%) e veículos automotores, reboques e carrocerias (-3,1%) exerceram os principais impactos negativos na atividade industrial brasileira.

Em casa, Schornstein oferece 8 estilos e 35 mil litros na Festa Pomerana

Uma operação especial para atender o público cervejeiro em um dos eventos mais tradicionais do verão catarinense começará a ser colocada em prática nesta quarta-feira. A Schornstein, cerveja oficial da 39ª edição da Festa Pomerana, oferecerá 35 mil litros de chope durante a celebração, que acontece até 21 de janeiro no Parque Municipal de Eventos de Pomerode.

Fundada em 2006 na cidade considerada a mais alemã do Brasil, a Schornstein não apenas aposta no volume, mas também na variedade neste encontro com o público. Para isso, oferecerá oito variedades de cerveja durante a Festa Pomerana: Pilsen, Weiss, Witbier, IPA, Bock, Imperial IPA, IPA Tangerina e chope de vinho, feito com vinho tinto de origem catarinense e o chope Pilsen. Assim, busca garantir diversidade nas harmonizações com os pratos típicos oferecidos na festividade.

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As opções de cerveja da Schornstein na Festa Pomerana estarão à venda por R$ 14, no caso da Pilsen, R$ 16 ou R$ 19, nos seis bares distribuídos pelos pavilhões da festa.

“Estamos muito animados por, mais uma vez, participarmos da festa, não só porque é um dos principais eventos da cidade, mas também porque celebra a cultura germânica. Como a Schornstein é uma cervejaria tipicamente alemã, que preza por difundir essas raízes, estamos em total sintonia e nos sentimos muito à vontade para contribuirmos levando o que fazemos de melhor, que é uma cerveja artesanal com alma”, diz o CEO da CBCA, Gustavo Barreira.

Além das cervejas da Schornstein, os visitantes da Festa Pomerana poderão aproveitar as opções de outras três marcas catarinenses: Alles Gut, de Indaial, Borck, de Timbó, e Wunder Bier, de Blumenau.

A festa
A Festa Pomerana busca celebrar a tradição da imigração alemã, que marcou a trajetória de Pomerode, com uma oferta abundante de pratos típicos, disponíveis em 14 pontos de gastronomia e dois restaurantes, um no pavilhão principal e outro no biergarten.

Até o dia 21, a festa contará com 50 atrações musicais, incluindo apresentações da banda alemã Dorfrocker nesta semana, de sexta-feira a domingo (12 a 14). Além disso, serão realizados concursos.

A entrada na Festa Pomerana é gratuita entre segunda e quinta-feira, assim como até 17h de sábado. Depois desse horário, o ingresso custa R$ 25. Na sexta-feira e no domingo, o valor é de R$ 15. Residentes de Pomerode têm entrada franca, com exceção do sábado após as 17h. Já quem estiver trajando roupa típica entra de graça todos os dias.

Schornstein e Pomerode
Para a Schornstein, hoje presente em grandes eventos nacionais, como a São Paulo Oktoberfest, a Festa Pomerana representa um reforço dos laços com suas origens, pois sua sede está localizada em Pomerode, em uma edificação histórica, o antigo Mercado Weege. Ao lado da fábrica, o prédio que deu início à cervejaria abriga, atualmente, o brewpub Schornstein Kneipe, com uma chaminé de 30 metros de altura feita de tijolos maciços artesanais.