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Biotecnologia cresce e impulsiona entrada de pequenas cervejarias no mercado de bebidas funcionais

O volume de cerveja sem álcool saltou 536,9% em 2024 no Brasil, segundo o Anuário da Cerveja 2025, publicado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Elas passaram de aproximadamente 0,8% em 2023 para 4,9% do mercado nacional no ano seguinte. Já o segmento sem glúten aumentou 136,1% e hoje ocupa 0,46% do total da produção do país. Por trás de tudo isso está, do lado do consumidor, a maior da preocupação com a saúde e bem-estar, que vem puxando a demanda das chamadas cervejas funcionais. Do lado da indústria, está um motor invisível e silencioso, pouco conhecido do público. Trata-se da biotecnologia. Esse é um setor que vem crescendo muito em termos de mercado e avançando em inovações que possibilitam a produção desses novos tipos de cervejas, principalmente na pequena indústria.

O cenário global confirma essa tendência. O mercado de leveduras para cerveja hoje chega a quase 5 bilhões de dólares. E deve crescer cerca de 7,8% por ano, em média, até chegar em 9,11 bilhões em 2032, de acordo com projeções da Data Bridge Market Research. Já a expectativa para as enzimas no mesmo período é de um aumento de 6,92% na média anual. Elas devem passar de 482,8 para 771,8 milhões de dólares, de acordo com a Kings Research.

“Quando falamos sobre a tendência de moderação de consumo ou preferência por produtos sem glúten, sem álcool ou de baixa caloria, em meio à crescente competitividade no mercado cervejeiro, as enzimas assumem um papel fundamental, porque entregam o que não daria para as microcervejarias fazerem sem elas”, diz Rubens Mattos, mestre cervejeiro e diretor técnico da Prodooze.

“Muitas empresas estão quebrando uma resistência ao uso de enzimas e outras tecnologias porque precisam competir no mercado e, muitas vezes, a qualidade da cerveja fica melhor do que antes”, completa.

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Oferta e conhecimento

Mattos explica que o uso da biotecnologia pelas microcervejarias sempre esteve disponível. No entanto, se tornou mais acessível ao longo do tempo. Em parte, devido às opções ofertadas, como embalagens menores e fracionadas (um quilo, 500 gramas ou até menores).

Além disso, a disseminação de conhecimento técnico e dos benefícios do uso das enzimas por meio de mídias digitais, palestras e treinamentos também contribuíram para o setor. Um exemplo, explica, é a enzima Beta-glucanase, que melhora o rendimento da produção em cerca de 1% nas grandes cervejarias, mas que pode variar entre 2% e 5% nas pequenas. Pode parecer pouco, mas é algo que vira lucro sem investimento a mais, já que as enzimas se pagam, segundo o especialista.

NA 05 da Angel, alternativa para as microcervejarias no processo de fabricação de cervejas sem álcool. Foto: Divulgação / Prodooze
NA 05 da Angel, alternativa para as microcervejarias no processo de fabricação de cervejas sem álcool. Foto: Divulgação / Prodooze

“Hoje, para sobreviver no mercado, a guerra de preço entre as próprias microcervejarias faz com que eles tenham que ser mais eficientes em processo, custo e tempo”, explica Mattos.

Outro avanço ligado às enzimas é a previsibilidade na qualidade do produto final. Mario Bitencourt, supervisor técnico comercial da Unidade de Negócios Cerveja — Brasil da AEB Group, aponta que havia uma variabilidade drástica na qualidade de diferentes lotes da cerveja artesanal há 15 anos. Atualmente, o uso de leveduras selecionadas, nutrientes precisos e coadjuvantes de filtração elevou a régua da profissionalização. O impacto direto para o consumidor é o acesso a produtos com validade estendida, segurança alimentar e, principalmente, a padronização do sabor.

Democratização pelo bioprocesso

Outra vantagem importante no uso da biotecnologia é permitir que as cervejas artesanais disputem mercados antes inacessíveis. Um bom exemplo é o que acontece com a produção de cerejas sem álcool, que sempre foi um grande desafio para a indústria. Historicamente, os mestres cervejeiros usavam o método de fermentação interrompida, no qual forçavam a levedura a parar de fermentar já nas primeiras horas. No entanto, isso deixava a bebida com sabor pouco agradável de mosto, que é o líquido formado por água e malte antes de virar cerveja.

Recentemente, contudo, o cenário mudou com a chegada das cervejas zero. Elas são feitas por meio de equipamentos de desalcoolização ou osmose reversa, que são bastante caros. Isso mudou a exigência do consumidor com esse tipo de produto. Mas é um desafio financeiro intransponível para as microcervejarias, de acordo com o mestre cervejeiro Rubens Mattos. “Desconheço microcervejarias que tenham equipamentos para desalcoolização da cerveja”.

Hoje, com o avanço da biotecnologia, o uso de enzimas e leveduras permitiu a fabricação desses produtos utilizando exatamente o mesmo parque industrial que já possuem. Basta saber o que adicionar ao processo.

“Nas microcervejarias, a produção de cerveja sem álcool ou com baixo teor alcoólico envolve dois processos. Um deles é um controle do mosto que vai ser usado para fermentação, de modo que permita uma fermentação limitada para não formar muito álcool. Tem também o uso de uma levedura que não metabolize muito açúcar para não formar muito álcool”, explica.

Endozym Thiol e leveduras especiais da AEB Breweing (Crédito: Divulgação)
Endozym Thiol e leveduras especiais da AEB Breweing (Crédito: Divulgação)

Segundo Mattos, em alguns casos se usam enzimas para o ajuste do sabor desse mosto, para ficar mais próximo do que seria uma cerveja com álcool.

As enzimas na produção das cervejas “glúten free”

Além do álcool, a biotecnologia atua com precisão na criação de cervejas para celíacos. No passado, cervejas sem glúten eram sinônimo de sabores estranhos devido ao uso de cereais alternativos. Hoje, o uso de enzimas específicas permite que o produtor utilize o malte de cevada tradicional, degradando a proteína do glúten de forma que ela se torne inofensiva para o organismo, sem alterar a formação de espuma ou o extrato da cerveja.

É o caso da endoenzima protease, por exemplo, que permitiu que o mundo da cerveja artesanal entrasse na onda sem glúten sem ter que usar milho ou sorgo, explica Bitencourt.

“Com ele, tu faz cerveja de cevada e trigo de verdade, por exemplo, com gosto de cerveja, mas sem o perigo do glúten”, afirma. Segundo ele, a enzima procura especificamente as ligações de prolina (que é a parte do glúten que o corpo do celíaco ataca). Depois, corta em pedacinhos tão pequenos que o sistema imunológico nem “enxerga”.

“A biotecnologia, e especificamente as enzimas exógenas que a gente adiciona além das que já vêm no malte, são as ferramentas invisíveis que dão suporte ao cervejeiro, economizam tempo, melhoram rendimento, estabilidade coloidal e permitem criar esses produtos novos que o mercado está exigindo, como as Low Carb, Sem álcool, baixo álcool, Zero Glúten”, afirma Bitencourt.

Cervejaria Bierbaum lançou linha Low Carb em parceria com a biotecnologia da AEB Group. Foto: Divulgação.

Biotecnologia para low e zero carb

As enzimas também estão por trás de muitas das cervejas low ou zero carb. Elas são utilizadas para diminuir a quantidade de carboidratos na cerveja final, que são açúcares que naturalmente sobram após a fermentação da bebida, explica Bitencourt.

Um exemplo prático do uso dessas leveduras é a nova linha de cervejas low carb da Cervejaria Bierbaum, de Treze Tílias (SC). Feita em parceria com a tecnologia da AEB, ela alcançou um crescimento de 300% no volume de vendas desde o primeiro lote. Prova de que a demanda reprimida por esses produtos é real e rentável.

Fabricante das cervejas do Iron Maiden investe R$ 63 mi e muda endereço após quase 200 anos

A Robinsons Brewery, uma das cervejarias mais respeitadas do cenário britânico, conhecida por produzir as cervejas do Iron Maiden, concluiu um movimento ousado para garantir sua longevidade. A empresa investiu £ 8,4 milhões (aproximadamente R$ 63 milhões) na construção de uma nova fábrica em Bredbury, encerrando um ciclo de 187 anos em sua sede histórica no centro de Stockport, na Inglaterra.

A decisão de deixar o endereço ocupado por seis gerações da família foi estratégica. Segundo Oliver Robinson, diretor-geral da companhia, o objetivo é tornar o negócio viável para o futuro.

“Foi uma decisão de peso transferir nossa cervejaria após quase dois séculos de história. No entanto, precisávamos garantir a sustentabilidade do negócio. Nossa empresa evoluiu e adaptamos as operações para assegurar um futuro próspero”, afirmou o executivo, de acordo com uma nota publicada no site da empresa.

Tecnologia e eficiência 

A nova unidade, que opera em plena capacidade após dois anos de obras, é descrita como uma das mais avançadas do Reino Unido. A principal mudança foi a centralização: agora, a produção e o envase ocorrem no mesmo local, otimizando a logística, segundo a empresa.

A mudança já trouxe resultados mensuráveis. Segundo a Robinsons, foi registrada uma queda de 12% no consumo da empresa considerando gastos com energia, gás e água. 

Adaptação a um novo mercado

O movimento da Robinsons sinaliza uma tendência global: cervejarias centenárias precisam se desapegar de estruturas físicas obsoletas (mesmo que históricas) para sobreviver a um mercado de custos crescentes e exigências ambientais. 

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Ao investir em eficiência sem abrir mão da tradição do pint no pub, a Robinsons tenta equilibrar o peso da história com a agilidade da indústria moderna.

Foco nas cervejas

O investimento expressivo em uma nova fábrica confirma que a produção de cerveja segue sendo o foco do plano de negócios da Robinsons. A empresa também gerencia 250 pubs.

A produção e as vendas de cerveja em barril contrariam as tendências do setor. Nos pubs da Robinsons, as vendas de cerveja em barril são cinco vezes maiores que a média do varejo, representando 28% de todas as vendas de cerveja, segundo informações da empresa divulgadas em seu site.

Cervejas do Iron Maiden

Embora a Robinsons tenha um portfólio de 18 rótulos, o grande embaixador global da marca é a Trooper, desenvolvida em parceria com Bruce Dickinson, vocalista do Iron Maiden.

Diferente de outros licenciamentos de celebridades, Dickinson — um entusiasta das cervejas Ales — envolveu-se diretamente na receita, trabalhando lado a lado com o mestre cervejeiro para criar uma bebida de 4,7% de teor alcoólico que se tornou um fenômeno de exportação. Atualmente, a Trooper está presente em 35 países.

Produtora das cervejas do Iron Maiden no Brasil, Bodebrown passou a importar os rótulos da banda produzido pela Robinsons em setembro de 2025. Na imagem, Samuel Cavalcantti, sócio-proprietário da cervejaria Curitibana, e Bruce Dickinson, vocalista da banda britânica (Crédito: Divulgação / Bodebrown )
Produtora das cervejas do Iron Maiden no Brasil, Bodebrown passou a importar os rótulos da banda produzido pela Robinsons em setembro de 2025. Na imagem, Samuel Cavalcantti (esq.), sócio-proprietário da cervejaria Curitibana, e Bruce Dickinson, vocalista da banda britânica (Crédito: Divulgação / Bodebrown )

Entre esses países está o Brasil. E em setembro de 2025, a Bodebrown, de Curitiba (PR), passou a ser a importadora oficial das cervejas do Iron Maiden feitas pela Robinsons. Ela trouxe os rótulos Trooper (Special/Premium Bitter) e Fear Of The Dark (English Stout, segundo o fabricante).

Mas o envolvimento da cervejaria paranaense com a banda é mais antigo. Após duas cervejas colaborativas feitas na Inglaterra em 2014 e 2018, a Bodebrown se tornou a parceira oficial do Iron Maiden no país e produzindo a Trooper Brasil IPA, uma India Pale Ale co cacau. Em 2022, lançou o rótulo Aces High (uma Ale leve e dourada, bem lupulada, de amargor baixo e sem estilo definido). E em 2024 produziu rótulos colecionáveis para a passagem da turnê “The Future Past” pelo Brasil. A cerveja é uma German Lager puro malte, segundo a fabricante.

A história da cerveja em Oxford: uma biblioteca do tempo cervejeiro

Coluna bia amorim

Como a cerveja nos guia? Trabalhar com cerveja na comunicação, na contínua construção da cultura, história da cerveja e a importância da bebida para a sociedade, é algo que me alegra muito. E tenho buscado cada vez mais formas de me educar com qualidade, indo buscar as informações, quando possível, em diferentes lugares, pessoas e formatos.

Uma coisa que eu sinto falta no Brasil, apesar de ter melhorado muito nos últimos anos, são as escritas que contam nossas histórias. Livros. Artigos. Blogs. Estamos em um momento do tempo onde muito do que é escrito está nas redes sociais e não mais em papel, ou em textos longos. A forma da escrita mudou, a comunicação sobre os fatos é diferente. Muitas vezes, nem escrevemos mais, fazemos um prompt e pedimos para que a chamada Inteligência Artificial escreva sobre aquele conceito. São as mudanças da nossa época. E isso, lá na frente, também vai contar sobre como vivemos nesse começo de século XXI e como bebemos nessa época. Como estamos bebendo nessa época, aqui e agora no Brasil? E como evoluímos por aqui, e como pesquisamos e criticamos? Como registrar toda essa complexidade, de diferentes pontos de vista e experiência?

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Uma jornada até Oxford

Para encontrar diferentes respostas e em diferentes formatos, fui até a cidade de Oxford, cerca de 80 quilômetros ao norte de Londres, no Reino Unido. Famosa pela sua arquitetura medieval e por abrigar a mais antiga universidade do país, além claro, de ter sido cenário para gravações dos filmes de Harry Potter. Lá, além da tradicional e famosíssima universidade que leva o nome de Oxford, tem a Brookes University que conta com 19 diferentes áreas de estudo e tem ótimo destaque para o setor de Hospitalidade. Andar ali é ouvir diferentes línguas, porque eles têm estudantes de muitos outros países, uma diversidade exposta na juventude que aprende em exercício a cultura do mundo.

A Brookes tem uma arquitetura bastante moderna. As instalações são bonitas, limpas e amplas. Ao chegar pela entrada da avenida principal, descemos uma escadaria que dá em um grande salão, um átrio, onde há bastante espaço para conexão, estudo ou descanso, além de um dos vários restaurantes, que atendem aos estudantes, bem iluminado, com paredes em vidro que dão vista para um jardim que conecta os diferentes prédios.

O tesouro da National Brewing Library e a história da cerveja

Descendo ou subindo as escadas você tem as bibliotecas. Sim, são algumas bibliotecas. A que nos mais interessa está descendo as escadas. Uma sala onde se guarda o tesouro de um tempo, o conhecimento e uma experiência que não temos como acessar se não lá, folheando as páginas dos antigos manuscritos cervejeiros. Vamos para a Special Colletions: The National Brewing Library.

A biblioteca é organizada em áreas claramente delimitadas, com aquelas estantes modernosas e automáticas, que abrem e fecham conforme o que você quer acessar, com os corredores que compactam os arquivos e geram mais espaços. As estantes são altas, metálicas, dispostas em corredores lounges e estreitos, com livros e caixas arquivísticas identificadas por códigos e etiquetas. Há carrinhos de transporte para as obras solicitadas, e uma grande mesa, para o manuseio de materiais, com uma iluminação direta e uniforme e ainda um controle cuidadoso do ambiente com temperatura e umidade.

Parte do acervo fica em uma área de acesso restrito, com os documentos protegidos por papel neutro (tipo seda) e caixas, e são manuseados com o apoio da equipe técnica. O espaço prioriza preservação e consulta, funcionando como um local de trabalho contínuo voltado à pesquisa, leitura e organização do conhecimento. A equipe toda é muito solícita, nos receberam muito bem, e dá para ver que gostam do que fazem. Compartilharmos um pouco da energia caótica brasileira em momentos de animação com tantos achados incríveis, foi muito legal conhecer quem cuida desse tesouro.

O acervo vai muito além do aspecto técnico. São mais de 8,5 mil volumes que documentam a formação da indústria cervejeira e a própria história da cerveja ao longo de mais de dois séculos. Muitos são edições originais ou raras, preservadas em condições controladas, com encadernações frágeis, papel envelhecido e marcas claras de uso histórico.

O escopo da NBL deixa claro que a cerveja é tratada como um campo de conhecimento amplo e interligado. O acervo reúne obras históricas, técnicas e científicas sobre matérias-primas, fermentação, microbiologia, engenharia de produção, qualidade e análise sensorial, mas avança também sobre temas econômicos, regulatórios e sociais. Estão documentadas questões como tributação, comércio, histórias de empresas, funcionamento do mercado e o papel do licensed trade, incluindo pubs, guias e a simbologia das placas de estabelecimentos. Não se trata apenas de como a cerveja é feita, mas de como ela circula, é regulada, consumida e compreendida ao longo do tempo. Esse recorte confirma a cerveja como um sistema complexo, sustentado por múltiplas camadas de conhecimento que se conectam entre si.

A importância da fonte primária

O uso da referência bibliográfica, mas como fonte primária, permite acompanhar como o conhecimento foi construído, debatido e aplicado em seu tempo, antes de ser simplificado ou reinterpretado. Para o mercado cervejeiro, isso significa acesso direto às bases técnicas, científicas e regulatórias que moldaram a nossa atividade. O acervo ajuda a contextualizar práticas atuais, compreender a origem de padrões de qualidade, debates sobre tributação, saúde pública e consumo, além da evolução da relação entre cerveja, Estado e sociedade. Para pesquisadores, produtores e profissionais do setor, esse tipo de material evita leituras superficiais ou anacrônicas e oferece base histórica sólida para decisões contemporâneas. Além de uma experiência sensorial, entre folhear livros antigos que já estiveram nas mãos de tantas pessoas que também são apaixonadas por cerveja!

Um dado especialmente relevante é que cerca de um quarto desse material é único, não disponível nos catálogos de outras grandes instituições. A coleção segue em crescimento, por meio de doações do próprio setor e de um programa contínuo de aquisições, acompanhando as transformações da indústria ao longo do tempo. Tenho o orgulho de registrar que o livro que organizei, O Guia da Sommelieria de Cervejas, publicado pela editora Krater junto a mais de 25 autores, hoje também integra esse acervo. Faz parte dessa história. Sim, emocionei.

Folhear os livros de Pasteur foi especialmente emocionante, as edições antigas, traduções e notas críticas acumuladas ao longo de décadas, deixa claro como algumas “verdades” que hoje circulam de forma simplificada nasceram de processos longos, cheios de dúvida, revisão e contradição.

No quesito conhecer pessoas legais em lugares legais, estava por lá fazendo uma pesquisa no acervo de Michael Jackson, o Thomas, pesquisador da Fundação Carlsberg e conversamos um bocado sobre a história da cerveja. Tenho algumas cartas na manga, quer dizer, textos na manga, para compartilhar sobre esse recorte cervejeiro histórico, contar que a pesquisa direta mostra que Pasteur não salvou a cerveja de uma vez, nem trabalhou isolado da prática cervejeira de seu tempo; suas conclusões foram sendo construídas a partir de observações concretas, erros, debates e ajustes sucessivos e mais importante ainda, coletivos.

Falando nisso, a minha primeira ambição era mesmo conhecer o acervo que o Michael Jackson deixou e que hoje está nessa biblioteca. Fomos, eu e a Pri Colares, mergulhar nas centenas de documentos que contam um pouco mais a história deste grande escritor cervejeiro. Mas também é o caso de outro texto, cheio de novidades e curiosidades sobre a história, mais próxima do nosso tempo.

Contra o “telefone sem fio” digital

Esse contato com os textos originais funciona como um antídoto ao telefone sem fio digital: lembramos que ciência não é só para postar frases de efeito. Compreendemos que esse grande mistério, que ainda é a cerveja, exige mais do que repetir conceitos prontos, e é preciso sair dos resumos apressados, dos textos curtos e dos caminhos preguiçosos. Pesquisar é fermentar curiosidade, é compreender conceitos, olhar para o que já falhou, o preço que já se pagou. E seguir, acertando e buscando.

Contar essa história, falar sobre esse lugar, essa biblioteca tão longe de nós, é uma provocação ao mercado. Como um todo. Perguntar: como vamos tratar o que estamos construindo, o que estamos deixando para o futuro e como estamos contando essa história no agora?

A National Brewing Library não funciona de forma isolada pois ela está integrada a uma rede ampla de outras bibliotecas, mais arquivos acadêmicos, diferentes associações profissionais e organizações do setor de bebidas alcoólicas no Reino Unido e em outros países. Esse ecossistema inclui desde coleções técnicas universitárias e arquivos históricos de cervejarias até entidades de mercado, institutos de pesquisa, sociedades de história e associações de escritores especializados.

O que essa rede deixa claro é que o conhecimento sobre cerveja é construído a partir de múltiplas fontes, com pesos diferentes: documentos primários, registros institucionais, pesquisas científicas e interpretações jornalísticas. A biblioteca atua como ponto de referência nesse sistema, indicando caminhos, conexões e limites, e reforçando a ideia de que pesquisar cerveja de forma responsável exige mais do que consultar um único site ou repetir informações amplamente difundidas. O saber cervejeiro é fragmentado por natureza, e a biblioteca atua como ponto de articulação.

Um sistema integrado

Voltei da viagem pensando muito sobre como a cerveja não se apoia em um único tipo de conhecimento. Ela se organiza como um sistema integrado, uma mandala, na qual diferentes dimensões se conectam e se sustentam mutuamente. A base envolve agricultura, tecnologia, ciência, insumos, processos, microbiologia. Sobre elas se apoiam camadas históricas, econômicas e regulatórias, que moldam práticas produtivas, mercados, leis e políticas públicas. Em torno disso tudo estão as dimensões cultural, gastronômica e de serviços, onde a cerveja se relaciona com o consumo, a hospitalidade, a escrita especializada e a vida social. Cada instituição preserva uma parte desse conjunto. Nenhuma fonte isolada explica a cerveja por completo. É a leitura articulada dessas camadas da história da cerveja que permite compreendê-la de forma mais ampla e menos simplificada.

Vamos ler, vamos escrever, vamos beber, vamos produzir. Saúde e um ótimo 2026, cheio de motivos para contar!


Bia Amorim é sommelière, pesquisadora e palestrante. Atua na interseção entre gastronomia, cultura e bebidas brasileiras, com foco em comunicação, experiência, consumo consciente e hospitalidade.


* Este é um texto opinativo. As opiniões e informações contidas nele são de responsabilidade do colunista e não refletem necessariamente a opinião do Guia da Cerveja.

Menu Degustação: Concurso Brasileiro da Cerveja de Blumenau chega na reta final das inscrições

Quem não garantiu a participação no Concurso Brasileiro da Cerveja de Blumenau (SC) deste ano deve se apressar. A competição está na reta final das inscrições, que podem ser realizadas apenas até dia 31 de janeiro. O valor deste terceiro e úlimo lote é R$ 299 por amostra. Mais de 2 mil rótulos de todo o Brasil já estão cadastrados para esta 14ª edição do concurso. O período de recebimento das amostras será de 18 a 24 de fevereiro e o julgamento entre 28 de fevereiro e 2 de março. A premiação acontece no dia 3 de março, durante o Festival Brasileiro da Cerveja.

São duas novidades no Concurso Brasileiro da Cerveja de 2026. A primeira é a inclusão da Manipueira como um estilo específico a partir da normativa de organização de fiscalização divulgada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) no ano passado. A outra é a ampliação da parceria com o World Beer Awards (WBA), que terá descontos para os participantes e inscrições bonificadas para os vencedores. As inscrições podem ser feitas no site oficia do Concurso Brasileiro da Cerveja de Blumenau.

Confira o resultado do Concurso Brasileiro de Cervejas 2026.

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Incomum Cervejaria recebe cerveja contra o câncer de mama

A Incomum Cervejaria, no bairro Pinheiros, na capital paulista, recebe neste sábado (17) o lançamento da Brava Rosa, produto de um projeto realizado pela influenciadora de cerveja Ariana Souza. A cerveja é uma American Wheat Beer com framboesas frescas que tem parte da renda revertida para o Instituto Protea, que custeia exames e tratamentos contra o câncer de mama para mulheres de baixa renda. Nesse dia, das 13h às 20h, haverá open do rótulo pelo valor simbólico de R$60, com 50% do valor arrecadado na data sendo doado para a ONG. Nos dias seguintes, o chope segue engatado, com percentual de 5% recolhido para doação. A Incomum (Rua Sumidouro, 315) é um brewpub — um bar que fabrica sua própria cerveja no local —, e funciona de terça a sexta-feira, das 17h às 23h, e sábado das 13h às 23h.

Heineken recria brinde do filme O Agente Secreto

A Heineken convidou a atriz Tânia Maria para celebrar o cinema brasileiro. A artista recriou o brinde icônico do filme O Agente Secreto na nova campanha da marca. A ação festeja o bom momento das produções nacionais em premiações internacionais. Williane Vieira, gerente de Marketing da Heineken, reforça o compromisso da empresa com a cultura e a socialização. A comunicação foi criada pela agência LePub e destaca o talento brasileiro. O filme da parceria pode ser conferido em aqui e aqui.

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Bodebrown realiza primeiro Trooper Day de 2026

A cervejaria Bodebrown realiza o primeiro Trooper Day do ano em Curitiba (PR). O evento acontece neste sábado (17) com entrada franca na própria fábrica. A programação celebra a parceria com a banda Iron Maiden e oferece rock ao vivo. Mais de 40 rótulos de cervejas artesanais estarão disponíveis nas torneiras. A fábrica oferece também visitas guiadas com degustação e um café da manhã solidário.

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Brahma leva Ancelotti ao Carnaval brasileiro

A Brahma promove uma imersão cultural para Carlo Ancelotti no Carnaval deste ano. O técnico da Seleção Brasileira visitará as festas de Salvador (BA), São Paulo (SP) e Rio de Janeiro (RJ). O diretor de marketing da Brahma, Felipe Cerchiari, afirma que o tour conecta o treinador à alma do povo brasileiro. O roteiro inclui encontros com Léo Santana, Zeca Pagodinho e Ronaldo Fenômeno. Um evento especial no Pelourinho marca o início da folia na quarta-feira (28). Será na histórica Fundação Casa de Jorge Amado, no Pelourinho, na capital baiana. Mais detalhes serão divulgados em breve nos canais oficiais da marca. Além disso, a campanha também vai contar com filme exclusivo que, além de mostrar a paixão do brasileiro por futebol e pelo Carnaval, ainda traz Ronaldo Fenômeno.

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Sommelière recomenda como servir e harmonizar Heineken Lager Spritz

A Heineken apresentou no final do ano passado a nova Heineken Lager Spritz, cerveja de 6% de teor alcoólico com infusão de botânicos. Por ser refrescante, é uma grande aposta para o verão brasileiro. E a sommelière de cervejas do Grupo Heineken Patrícia Sakakura ensina a servir e harmonizar corretamente a nova bebida. O ritual de serviço é feito em uma taça com gelo, uma fatia de laranja Bahia e um ramo de alecrim. Já para as combinações com comida, Patrícia recomenda pratos leves e aromáticos: “o verão pede leveza, tanto no copo quanto no prato”, diz. O lançamento está disponível em bares selecionados e mercados de São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ) e Florianópolis (SC). Confira os estabelecimentos aqui.

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Participe da pesquisa Retrato dos Consumidores de Cerveja 2026

A nova edição da pesquisa Retrato dos Consumidores de Cerveja 25/26 já está no ar. O levantamento nacional busca entender o comportamento do público no mercado brasileiro. A coleta de dados segue até 13 de fevereiro com foco especial no setor artesanal. O estudo utiliza ferramentas de inteligência artificial para cruzar dados geracionais com precisão. Interessados podem participar acessando o site oficial.

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Rodada Montana: compre chope e ganhe extra de fritas ou calabresa

O Montana Grill promove entre a próxima segunda-feira (19) e 19 de fevereiro a ação Rodada Montana nas 130 unidades franqueadas do Brasil. De segunda a quinta-feira, das 16h às 20h, quem comprar dois chopes ganha um extra de 100 gramas de fritas, enquanto a compra de três unidades garante um extra de 100 gramas calabresa. A promoção é exclusiva para consumo no balcão e contempla diversas opções de tamanhos da bebida.

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5 personalidades culturais com quem os brasileiros sonham em brindar 

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A pesquisa divulgada pelo Guia da Cerveja na terça-feira (13) mostrou que os participantes também querem dividir os brindes feitos em momentos especiais com personalidades culturais do Brasil. O levantamento, realizado entre os dias 10 e 15 de dezembro, perguntava: “Com quem você brindaria a chegada de 2026”. A grande maioria (80%) escolheu Família e Amigos pelo grau de proximidade. Mas diversas outras figuras públicas também apareceram com percentuais menores, como políticos, músicos, artistas, figuras do esporte, históricas e religiosas.

Alguns dos mais importantes nomes culturais foram o ator Wagner Moura, recém-premiado como melhor ator no Globo de Ouro; o apresentador e rapper Emicida; a escritora Carolina Maria de Jesus; Russo Passapusso, cantor e compositor do BaianaSystem; e a atriz Maria Fernanda Cândido.

Que tal conhecer um pouco mais sobre cada um deles e os motivos apontados pelos participantes para selecioná-los?

Wagner Moura

O ator foi mencionado por ser uma “referência importante” para a cultura nacional. É uma das personalidades culturais de maior destaque no momento no Brasil por sua brilhante atuação em O Agente Secreto. Venceu o prêmio de melhor ator em Cannes e no Globo de Ouro. E foi um dos responsáveis pelo prêmio do próprio filme na competição organizada pela Associação de Imprensa Estrangeira de Hollywood.

Baiano, nascido na capital Salvador em junho de 1976, além de ator também atua como diretor e músico. Foi o responsável por dar vida a personagens icônicos, como Capitão Nascimento no filme Tropa de Elite e Pablo Escobar na série Narcos, além de atuar em filmes de sucesso como Carandiru e Marighella.

Emicida

Um dos nomes mais destacados da música brasileira do século 21, lançou em dezembro o álbum Emicida Racional VL 2 – Mesmas Coisas & Mesmos Valores, em que faz um tributo/diálogo com os Racionais MCs e seu fundamental disco Cores & Valores. Para muitos críticos, foi o melhor disco brasileiro de 2025. A obra traz ainda uma delicada homenagem a sua mãe, Dona Jacira, que faleceu no ano passado.

É uma das personalidades culturais lembrada na pesquisa pela sua competência na área de atuação: “O cara é zika”, no sentido de muito bom. Paulistano, Leandro Roque de Oliveira, seu nome real, nasceu em 1985. É cantor e compositor, mas também foi apresentador do programa Papo de Segunda do canal por assinatura GNT.

Carolina Maria de Jesus

A principal escritora brasileira de todos os tempos também foi lembrada pelo consumidor brasileiro. “Porque foi uma mulher forte, negra, favelada, que superou as dificuldades para se tornar um grande nome da literatura mundial”, justificou o participante.

Autora de Quarto de Despejo: Diário de uma Favelada, Carolina nasceu em Sacramento (MG) em 1914 e se mudou para São Paulo, onde viveu no Canindé. Foi catadora de papel e narrou sua vida na favela, destacando a fome e as injustiças sociais. Faleceu em 1977 e, apesar do pouco ensino formal, ficou famosa internacionalmente pela narrativa impactante, fazendo dela uma das vozes mais importantes da literatura brasileira.

Russo Passapusso

É o principal nome do BaianaSystem, banda que vem revolucionando a música brasileira ao unir elementos tradicionais da música baiana com riffs de guitarra e batidas eletrônicas — e criar um movimento que extrapolou a esfera artística. Além de vocalista da banda, Russo tem uma consolidada carreira individual como produtor, compositor, cantor e participante do programa Papo de Segunda, da GNT.

Nascido em Feira de Santana, na Bahia, em 1983, Russo deve circular pelo país nas próximas semanas com o Navio Pirata, o tradicional bloco de carnaval do BaianaSystem. A turnê terá início no dia 7 de fevereiro no Furdunço, em Salvador, e termina com evento fechado em São Paulo no dia 21 de fevereiro. Segundo quem o escolheu na pesquisa “parece gente boa e é o maior gênio da música brasileira de hoje”.

Maria Fernanda Cândido

Depois de despontar como atriz de novelas globais, Maria Fernanda Cândido solidificou uma importante carreira no cinema. Em O Agente Secreto, por exemplo, ela tem uma participação concisa, mas singela e decisiva. Também protagonizou recentemente a versão cinematográfica de A Paixão Segundo GH, de Clarice Lispector, o que a mantém entre as personalidades culturais brasileiras mais lembradas.

Nascida em Londrina, no Paraná, em 1974, foi uma das atrizes principais de O Traidor, elogiado filme de Marco Bellocchio, um dos maiores cineastas italianos da atualidade. O respondente que a escolheu foi sucinto e preciso ao justificar: “simpatia”.

Metodologia e Perfil da Amostra

A pesquisa contou com 350 respondentes e foi realizada pela Quereres — Pesquisa e Estratégia entre 10 e 15 de dezembro de 2025. Do total, 63% foram homens, 35% de mulheres e 1% de não-binários (1% preferiu não informar). Entre as regiões, a maior participação foi do Sudeste, que ocupa 62% da amostragem, seguida pelo Centro-Oeste (18%) e Sul (12%). A faixa etária preponderante foi de 45 a 54 anos (30%), seguida por duas outras: 35 a 44 anos e 55 a 64 anos. Ambas com 25% cada.

Paulo Darcie, pesquisador de mercado e comportamento, fundador da Quereres, lembra que se trata de uma pesquisa quantitativa que não tem fins científicos. Ela foi focada no público do Guia da Cerveja, já que o questionário online foi divulgado pelos canais do veículo. Só puderam participar maiores de 18 anos com frequência de consumo de cerveja no mínimo mensal.

Baixe a pesquisa completa aqui.

De Arrascaeta a Zeca Pagodinho: os brindes mais curiosos da pesquisa do Guia da Cerveja

O Guia da Cerveja divulgou na terça-feira (13) o resultado de sua pesquisa de fim de ano. A pergunta principal era: “Com quem você bridaria a chegada de 2026?”. Cerca de 80% dos participantes escolheram membros da família ou amigos. Mas houve também quem selecionasse personalidades curiosas para dividir uma cerveja num momento especial. São artistas, como Zeca Pagodinho, e pessoas de destaque, como o jogador de futebol do Flamengo Giorgian de Arrascaeta. Também foram citados políticos, figuras históricas e religiosas. Muitas delas com motivos bem específicos.

Uma das categorias mais lembradas foi a de políticos (5%), mas por motivos diversos. Houve quem quisesse dividir a mesa com Volodymyr Zelensky, presidente da Ucrânia, e Vladimir Putin, da Rússia, atualmente em guerra. E, quem sabe, resolver o conflito por meio da cerveja. “Porque o mundo tá precisando de mais momentos de paz e no meu ponto de vista a cerveja proporciona isso, nos relaxa e faz ter outras visões.”

Artistas empatam com políticos no percentual de escolhas. Zeca Pagodinho foi relacionado por seu envolvimento com a cerveja, claro, mas não só isso. O temperamento também contou. “Porque ele é a personificação do brinde a coisas boas.” Já Mark Rufallo, ator norte-americano que interpretou o Hulk em filmes da Marvel, foi lembrado não pelo Gigante Esmeralda. Mas por seu ativismo. “É um ótimo ator americano que tem uma posição política que eu gosto”.

Entre craques, vilões e extraterrestres

Figuras religiosas, históricas, cervejeiras, do esporte e personagens empataram com cerca de 1% das preferências no levantamento, que contou com 350 participantes.

O jogador de futebol uruguaio Giorgian de Arrascaeta, ídolo da torcida do Flamengo, onde joga desde 2019, foi lembrado. Porém, não só pela sua habilidade com os pés. “Arrascaeta é um craque do futebol com quem deve ser muito agradável conversar”.

Michael Jackson, especialista britânico em cervejas e homônimo do Rei do Pop, foi escolhido entre os cervejeiros por seu grande conhecimento na área. Já na categoria personagens, teve Xaropinho (boneco do Programa do Ratinho, do SBT), Vecna (vilão da série Stranger Things da Netflix) e até extraterrestre surgindo como opções para um brinde. Nesse último caso, a justificativa tem por objetivo um mundo melhor: “Na esperança que ele traga boas soluções para humanidade.”

O brinde à própria companhia

Paulo Darcie, pesquisador de mercado e comportamento, fundador da Quereres — Pesquisa e Estratégia, que organizou o levantamento, releva também outro aspecto curioso das respostas. Houve um percentual significativo nesse contexto (2%) de pessoas que escolheram brindar consigo mesmas. Todas acima dos 45 anos.

“Quando aparece essa resposta a gente pode ler de dois jeitos: eu me valorizo como companhia; ou estou precisando me valorizar como companhia”, analisa. “É como se dissessem: ‘preciso me oferecer um pouco do que esse momento de consumo de cerveja pode significar — um momento de relaxamento, distensionamento’. Isso pode ser um pedido de ajuda ou um reconhecimento de que a cabeça está em outros lugares, em outras coisas ao longo do ano inteiro, e agora ‘preciso de mim mesmo’”, explica.

Perfil dos participantes e metodologia

A pesquisa contou com 350 respondentes e foi realizada pela Quereres entre 10 e 15 de dezembro de 2025. Do total, 63% foram homens, 35% de mulheres e 1% de não-binários (1% preferiu não informar). Entre as regiões, a maior participação foi do Sudeste, que ocupa 62% da amostragem, seguida pelo Centro-Oeste (18%) e Sul (12%). A faixa etária preponderante foi de 45 a 54 anos (30%), seguida por duas outras: 35 a 44 anos e 55 a 64 anos. Ambas com 25% cada.

Paulo também esclarece que se trata de uma pesquisa quantitativa que não tem fins científicos. Ela foi focada no público do Guia da Cerveja, já que o questionário online foi divulgado pelos canais do veículo. Só puderam participar maiores de 18 anos com frequência de consumo de cerveja no mínimo mensal.

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Grau de proximidade é o fator-chave na hora de escolher com quem brindar, mostra pesquisa

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O Guia da Cerveja divulgou na terça-feira (13) o resultado de uma pesquisa na qual a pergunta principal era: “Com quem você brindaria a chegada de 2026?” Os participantes poderiam escolher qualquer pessoa do mundo. No entanto, membros da família foram os mais lembrados por 64% dos participantes. Amigos vieram em seguida, com 16% da preferência. Ou seja, 80% das escolhas recaem em pessoas do círculo social mais íntimo dos respondentes, o que mostra que o grau de proximidade determina muito dessa escolha.

“Isso tem uma simbologia interessante. Quando a gente fala em compartilhar um momento importante, um momento simbólico, um momento que é para ser positivo, as pessoas respondem que querem fazer isso com quem elas já escolheram fazer isso várias vezes ao longo da vida”, analisa Paulo Darcie, pesquisador de mercado e comportamento, fundador da Quereres — Pesquisa e Estratégia, que organizou o levantamento. 

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Isso é especialmente verdade quando se trata do Cônjuge ou Companheiro, a categoria campeã do ranking de preferência com 34% das escolhas. “Eu acho que tem uma palavra interessante aqui que é companheirismo. Essas pessoas com maior grau de proximidade são as pessoas com quem é nutrido esse tipo de relação”, completa.

Mas também é uma realidade quando se trata dos amigos. Paulo nota que no Brasil é comum que se chame os amigos mais próximos de irmãos e irmãs. E isso já é alçar a relação ao nível familiar. “Isso ratifica a ideia de que os participantes querem dividir um momento como esse com gente que realmente significa alguma coisa para eles”, diz.

Entre as dez primeiras categorias listadas, cinco fazem referência a membros do grupo familiar. Brasileiro prefere brindar com a família em datas especiais (Reprodução)
Entre as dez primeiras categorias listadas, cinco fazem referência a membros do grupo familiar. Brasileiro prefere brindar com a família em datas especiais (Reprodução)

Com quem se quer maior grau de proximidade

A pesquisa, no entanto, não ficou limitada às pessoas mais íntimas. Personagens como artistas, políticos, figuras religiosas, históricas e personalidades do esporte também apareceram no ranking.

Quanto aos artistas, Paulo nota que também há uma relação de proximidade, no sentido se de buscar com eles uma certa afinidade. “Nesse caso, é justamente uma demanda de proximidade”, diz. “As pessoas recebem muita informação sobre eles, que parecem ser bacanas, que parecem ter um posicionamento interessante. Aí vem essa sensação de ‘eu quero saber mais, eu quero ultrapassar essa barreira é do impessoal ou do super distante’”. 

Já no caso dos políticos, a escolha é muito mais para mostrar um posicionado dos próprios participantes. “Em muitos casos, claro, também tem uma demanda por proximidade. Mas acho que é uma lógica um pouco diferente. O político empresta ao respondente alguma característica. É como se ao se posicionar ao lado dele, isso diga alguma coisa a respeito do participante”, analisa.

A pesquisa também contou com uma segunda pergunta. Dessa vez, de forma estimulada, os participantes foram expostos a categorias de pessoas para escolher com quem mais fariam um brinde. Nesse caso, o percentual de pessoas que escolheram amigos e família parece ter se invertido, já que é uma escolha complementar, explica Paulo. E a escolha de figuras como políticos foi bem abaixo da primeira questão. 

“Nesse caso, artista ou um músico ficou com 23% aqui e políticos com apenas 4%. Nas respostas abertas, eles empataram praticamente”, conta. “Num contexto em que família e amigos engoliram a maior parte da amostra, isso não tem uma relevância estatística. Mas acho interessante notar o como quando a gente estimula essas categorias, o artista ou músico parecem mais interessantes do que um político para compartilhar uma cerveja”, explica Paulo.

Metodologia e Perfil da Amostra

A Quereres realizou a pesquisa entre os dias 10 e 15 de dezembro do ano passado e contou com 350 participantes no total, sendo 63% de homens e 35% de mulheres. Entre as regiões, a maior participação foi do Sudeste, que ocupa 62% da amostragem, seguida pelo Centro-Oeste (18%) e Sul (12%). A faixa etária preponderante foi de 45 a 54 anos (30%), seguida por duas outras: 35 a 44 anos e 55 a 64 anos. Ambas com 25% cada. 

Paulo esclarece que a pesquisa não tem fins científicos. Trata-se de um levantamento focado no público do Guia da Cerveja, já que o questionário online foi divulgado pelos canais do veículo. Só puderam participar maiores de 18 anos com frequência de consumo de cerveja no mínimo mensal.

Sobre o perfil dos respondentes, Paulo destaca a composição democrática da amostra em termos de faixa de renda. Todas foram contempladas significativamente. Também destaca o comportamento de consumo de cerveja, voltado para moderação. “A maior frequência está na faixa entre semanal (34%) e duas a três vezes por semana (31%), mostrando um pouco aí de um amadurecimento do comportamento de consumo”, diz.

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Preço da cerveja sobe mais no consumo doméstico do que fora de casa em 2025, segundo IBGE

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Quem costuma beber a cerveja com amigos fora de casa, em restaurantes, bares e botecos, enfrentou um aumento menor no preço da cerveja ano passado do que aqueles que compram a bebida em mercados e lojas para consumir em casa. A inflação da cerveja para consumo doméstico fechou o ano de 2025 com alta de 5,97%, índice que está acima dos 4,26% da inflação oficial do período. Já os preços fora do domicílio fecharam o ano em 3,13%, abaixo da média geral. 

Em dezembro, o preço da cerveja teve alta de 0,73% em domicílio e de 0,60% fora do domicílio, enquanto o índice geral ficou em 0,33%. Os dados são do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), e foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

IPCAVariação sobre mês anterior (%)Variação acumulada no ano (%)
Índice geral0,334,26
Alimentação e bebidas0,272,95
Alimentação no domicílio0,141,43
Cerveja0,735,97
Outras bebidas alcoólicas-0,85-2,88
Alimentação fora do domicílio0,66,97
Cerveja-0,243,13
Outras bebidas alcoólicas0,347,24
Fonte: IBGE — Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo

Preço da cerveja tem oitava alta acima do IPCA

Dezembro foi o oitavo mês consecutivo em que a cerveja teve variação de preços superior ao índice geral. De acordo com José Fernando Gonçalves, gerente da pesquisa no IBGE, reajustes feitos por fabricantes em agosto podem explicar o avanço do preço da cerveja.

“Esse ajuste em agosto pode ser um dos fatores que impactou o aumento gradual dos preços ao consumidor final ao longo do segundo semestre de 2025, tanto da cerveja no domicílio quanto fora. Além disso, historicamente o período de outubro até janeiro apresenta uma maior variação para a cerveja, o que pode ser explicado por temperaturas mais altas e período de férias”, afirma.

Ranking das capitais: onde a cerveja ficou mais cara em 2025?

Entre as capitais analisadas pelo IBGE, a inflação da cerveja teve a maior variação do ano na região da Grande Vitória (ES), acumulando alta de 9,27% nos preços em domicílio. Em seguida vem Campo Grande (MS), com alta de 8,58%, e Curitiba (PR), com alta de 7,55%.

A menor variação do ano foi em Belo Horizonte (MG), com alta de 2,4%, seguida por Salvador (BA), com alta de 3,45%, e Brasília (DF), com alta de 4,73%.

Considerando apenas os preços de dezembro, a maior alta ficou em Belém (PA), com 2,98%, e a menor ficou em Recife (PE), com recuo de -0,02%

IPCA – preços em domicílio
CapitaisVariação sobre mês anterior (%)Variação acumulada no ano (%)
Belo Horizonte (MG)0,012,4
Salvador (BA)0,023,45
Brasília (DF)0,184,73
Porto Alegre (RS)0,265,73
Rio de Janeiro (RJ)0,436,06
Belém (PA)2,986,14
Recife (PE)-0,026,39
São Paulo (SP)1,086,75
Goiânia (GO)0,556,88
São Luís (MA)0,876,95
Fortaleza (CE)0,267,1
Aracaju (SE)0,887,1
Curitiba (PR)1,337,55
Campo Grande (MS)0,538,58
Grande Vitória (ES)1,359,27
Rio Branco (AC)
Fonte: IBGE – Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo

Fabricação de bebidas alcoólicas recua em novembro

O IBGE também divulgou recentemente os dados de produção industrial de bebidas alcoólicas referentes a novembro, captados pela PIM-PF (Pesquisa Industrial Mensal — Produção Física). Este índice não mede a fabricação por tipo de produto, mas as cervejas correspondem a cerca de 90% do volume de bebidas alcoólicas produzidas no país.

Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, a produção industrial de novembro diminuiu -6,5%, segundo o IBGE. No acumulado do ano (janeiro a novembro) e nos últimos 12 meses, a produção recuou -4,7% e -4,6%, respectivamente, comparado ao mesmo período do ano anterior.

Já a produção industrial geral teve recuo de -1,2%. Bebidas ficou com -4,2 e bebidas não alcoólicas com -1,6%.

Em relação ao mês anterior (outubro de 2025), a variação da produção industrial de novembro foi nula (0,0%) enquanto o setor de bebidas teve queda de -2,1%.

Produção industrial de bebidas alcoólicas
MêsVariação sobre mesmo mês do ano anterior (%)Variação acumulada no ano (%)
novembro 2025-6,5-4,7
outubro 2025-1,8-4,5
setembro 2025-6,7-4,8
maio 20252,5-4,6
agosto 2025-11,8-3,5
julho 2025-15,2-1,5
junho 2025-6,2-0,6
abril 20254-1,4
março 20250,5-2,9
fevereiro 2025-6,3-4,5
janeiro 2025-2,8-2,8
dezembro 2024-3,11,2
novembro 2024-6,31,7
Fonte: IBGE – Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física

Pesquisa do Guia mostra que brasileiro prefere brindar com a família em momentos especiais

Se você pudesse dividir uma cerveja e brindar a chegada de 2026 com qualquer pessoa do mundo, quem seria? Foi essa pergunta que o Guia da Cerveja fez em uma pesquisa realizada no fim do ano passado. O resultado surpreende pela simplicidade e significado: 64% dos participantes escolheram brindar com a família. O que mostra a grande importância das pessoas mais próximas para o brasileiro em momentos especiais (baixe a pesquisa completa aqui).

Esse percentual reflete a somatória de diversas categoriais ligadas a membros do núcleo familiar nas quais as respostas espontâneas foram classificadas. Individualmente, os Cônjuges ou Companheiros foram os mais lembrados com 34%. Em terceiro lugar aparece o termo Família de maneira geral (14%). Pai e Mãe ocupam a quinta posição (6%), enquanto Filhos (5%) e Irmãos (3%) aparecem em sétimo e oitavo lugar.

Ou seja, entre as dez categoriais mais votadas, cinco pertencem ao grupo da família. As exceções são Amigos em segundo lugar (16%); Artistas em quarto (6%); Políticos em sexto (5%); Si mesmo em nono (2%); e Figuras Religiosas na décima posição (1%).

Motivos para brindar com a família

Os motivos apontados pelos respondentes são variados, como comemorações de conquistas (“Para celebrar 30 anos juntos”) até a celebração do companheirismo (“Ele sempre está comigo em todos os momentos bons e ruins”). Em relação aos pais, algumas respostas tiveram a saudade como estímulo (“Porque ele não está mais aqui”), remetendo a entes queridos que se foram. E há quem cite os irmãos pela influência no gosto cervejeiro (“Porque foi ele que me fez gostar de beber cerveja”). 

Entre as dez primeiras categorias listadas, cinco fazem referência a membros do grupo familiar. Brasileiro prefere brindar com a família em datas especiais (Reprodução)
Entre as dez primeiras categorias listadas, cinco fazem referência a membros do grupo familiar. Brasileiro prefere brindar com a família em datas especiais (Reprodução)

Nos recortes por faixa etária, se percebe uma pequena variação nas respostas. Enquanto o grupo de 18 a 24 anos teve Amigos como foco principal (58%), os participantes acima de 55 anos lembraram com mais intensidade dos filhos (11%), já mais velhos.

Por renda, é curioso notar que entre os que ganham R$ 3 mil, brindar com a família fica em primeiro lugar, superando o Cônjuge ou Companheiro. Já a faixa de R$ 7 a R$ 12 mil é a que mais valoriza Figuras Políticas (13%), que empatam com Família e Amigos.

Na praia ou em casa, mas no sábado

O Guia também perguntou onde e quando seria ideal para esse brinde. Duas localidades apareceram com destaque no topo do ranking. A praia e a própria casa, ambos com 19%. Na segunda colocação aparece Festa ou Churrasco (11%), e Choperia ou Bar Especializado em Cervejas em terceiro (10%).

Além disso, sábado tem a grande preferência das escolhas de data. Foi escolhido por 59% dos participantes. Sexta aparece logo após, com 24%.

Amostragem

A pesquisa contou com 350 participantes no total, sendo 63% de homens, 35% de mulheres e 1% de não-binários (1% preferiu não informar). Entre as regiões, a maior participação foi do Sudeste, que ocupa 62% da amostragem, seguida pelo Centro-Oeste (18%) e Sul (12%). A faixa etária preponderante foi de 45 a 54 anos (30%), seguida por duas outras: 35 a 44 anos e 55 a 64 anos. Ambas com 25% cada. 

A escolaridade foi alta na amostra: 79% dizem ter completado Ensino Superior ou Pós-Graduação. A faixa de renda entre R$ 3 mil e R$ 7 mil foi a de maior participação, com 25%.

O levantamento foi realizado com apoio da Quereres — Pesquisa e Estratégica entre os dias 10 e 15 de dezembro de 2025. Trata-se de uma pesquisa quantitativa realizada por meio da coleta de respostas em questionário online, divulgado por meio dos canais do Guia da Cerveja. Só puderam participar maiores de 18 anos com frequência de consumo de cerveja no mínimo mensal.

Baixe a pesquisa completa aqui.

Estados Unidos atualizam recomendações sobre consumo de álcool

O Departamento de Saúde e Serviços Humanos e o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos divulgaram na quarta-feira (7) a nova edição das Diretrizes Alimentares para Americanos (DGA, na sigla em inglês). O material atualiza as recomendações sobre o consumo de álcool. Em linha com a versão de 2020, o guia recomenda: “consuma menos álcool para uma saúde geral melhor”. Embora retire os limites diários de consumo — duas doses ou menos por dia para homens e uma dose ou menos para mulheres.

“Nunca houve dados realmente sólidos para embasar [a recomendação anterior]”, disse o Dr. Mehmet Oz, chefe dos Centros de Serviços de Medicare e Medicaid americanos em entrevista coletiva. “O álcool é um lubrificante social que une as pessoas. No melhor cenário, acho que você não deveria beber álcool, mas ele oferece às pessoas uma desculpa para se conectar e socializar”, disse Oz. “Provavelmente não há nada mais saudável do que se divertir com os amigos de forma segura”, conclui.

Oz conta que em zonas azuis — regiões no mundo com alta concentração de pessoas que vivem muito tempo — o álcool pode fazer parte da dieta. “Novamente, pequenas quantidades consumidas com muita moderação e geralmente em ocasiões festivas. Então, o álcool está presente nessas diretrizes alimentares, mas a implicação é: não o consuma no café da manhã, certo? Deve ser algo feito em pequena quantidade, de preferência em algum evento que inclua álcool”, acrescentou.

O texto do DGA também recomenda que mulheres grávidas, pessoas em recuperação do alcoolismo, que tomam medicamentos, têm problemas de saúde que podem interagir com ou tem dificuldade em controlar a quantidade que bebe evitem completamente o consumo. “Para aqueles com histórico familiar de alcoolismo, é importante estar bem informado sobre o consumo de álcool e os comportamentos aditivos associados”, diz o material.

Moderação: palavra de ordem no consumo de álcool

Aqui no Brasil, Márcio Maciel, presidente-executivo do Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja (Sindicerv), explica que as diretrizes norte-americanas têm um papel relevante ao incentivar escolhas conscientes e responsáveis. “Para o setor cervejeiro, esse compromisso é histórico: sempre defendemos a moderação, o consumo informado e o respeito às diferentes realidades individuais. É importante evitar interpretações amplas ou generalizações que extrapolem o escopo técnico dessas recomendações”, diz.

“A cerveja, com seu menor teor alcoólico, permite uma oferta cada vez maior de opções, inclusive sem álcool, o que faz com que continue fazendo parte de momentos de convivência, cultura e socialização, alinhada à busca de um estilo de vida cada vez mais equilibrado”, completa.

Artesanais norte-americanas

Outra associação cervejeira que se manifestou a favor da moderação foi a Brewers Association (BA), que representa as cervejarias artesanais norte-americanas. “A Brewers Association apoia a moderação e o consumo responsável, ideias que se refletem nas novas diretrizes alimentares. A cerveja, quando apreciada com responsabilidade, continua sendo a bebida da moderação e uma parte valiosa do estilo de vida equilibrado de muitas pessoas”, diz o texto no site oficial.

A associação americana também informa ser signatária, com outras 85 organizações, da iniciativa Ciência Acima do Viés. Ela exige uma abordagem transparente, equilibrada e baseada em evidências para a pesquisa e a formulação de políticas relacionadas ao álcool.

Ainda de acordo com a BA, “o consumo responsável de álcool faz parte da sociedade humana há milhares de anos. Cervejarias, pubs, bares, clubes sociais e outros locais de encontro semelhantes desempenham um papel importante na sociedade e em nossas comunidades locais. Esses espaços são frequentemente as ‘salas de estar’ da comunidade, reunindo e acolhendo inúmeras atividades e grupos que constroem um senso de pertencimento e fortalecem o bem-estar social”.