O setor cervejeiro alcançou a marca de 1.954 cervejarias no Brasil em 2025, segundo o Anuário da cerveja 2026 do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA). O número é recorde, sendo o maior da série histórica, e mostra a resiliência da indústria cervejeira nacional mesmo em anos de adversidade. O material foi apresentado na noite desta terça-feira (19) em evento em Brasília. As unidades estão distribuídas em 794 municípios diferentes.
Segundo o Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja (Sindicerv), o número reforça a relevância econômica, social e cultural da cadeia cervejeira no país, mostrando uma indústria madura, consolidada e resiliente. Mesmo em um contexto marcado por desafios macroeconômicos e climáticos, que influenciaram o desempenho do mercado ao longo do ano.
“Os números do Anuário mostram um setor que segue evoluindo e ampliando sua presença no país. Nos cenários desafiadores que enfrentamos em 2025, a cerveja provou que pode se reinventar, se adaptar. O brasileiro faz questão da cerveja em seus momentos de celebração e conexão. E isso faz com que ela seja incomparável”, diz Márcio Maciel, presidente-executivo do Sindicerv.
Capilaridade e diversidade
A expansão territorial do setor também reforça uma característica própria da cerveja: a geração de emprego e renda local. Atualmente, a indústria cervejeira gera mais de 2,5 milhões de empregos, responde por mais de 2% do PIB nacional, segundo o Sindicerv.
Para o presidente da Associação Brasileira de Cerveja Artesanal (Abracerva), Gilberto Tarantino, os números mostram uma indústria bastante diversificada. “O crescimento do número de cervejarias e da presença territorial demonstra a força do ecossistema cervejeiro brasileiro. A diversidade de estilos, modelos de negócio e perfis produtivos tem contribuído para tornar o mercado mais plural, inovador e conectado aos territórios”.
O Anuário da Cerveja 2026 completo está disponível no site do Mapa.
Outros números
O crescimento das cervejas sem glúten foi bastante expressivo, aumentando 417,6% em relação a 2024 e chegando a 367,9 milhões de litros. Também foram 44.212 produtos registrados, um aumento de 2,41% em relação ao ano anterior, marcando a retomada do crescimento desse número. Também houve aumento de 2,1% em marcas registradas, chegando a 56.170.
A balança comercial da cerveja também foi favorável ao Brasil com superávit de US$ 195 milhões, um recorde. As exportações chegaram a US$ 218,3 milhões, representando aumento de 6,86% e sendo o maior valor da série histórica
O número de empregos diretos no setor cervejeiro chegou a 41,3 mil, mantendo o patamar acima de 41 mil desde 2020.


