Início Site Página 102

Queda na produção de alcoólicas afeta indústria e reduz projeções do 4º tri

0

A queda na produção de bebidas alcoólicas em outubro pressionou a atividade industrial no Brasil. De acordo com dados divulgados pelo IBGE, a fabricação apresentou redução de 8,4% no décimo mês de 2022, na comparação com o mesmo período do ano passado. Isso, inclusive, reduziu as projeções de expansão para o quarto trimestre, realizadas por especialistas, mesmo com a sazonalidade e a disputa da Copa do Mundo.

Com o forte recuo em outubro, a produção de bebidas alcoólicas registra recuo de 2,7% no acumulado de 2022. E ainda está em queda, de 4%, no período de um ano, iniciado em novembro de 2021.

Além disso, análise da XP Investimentos aponta que o resultado da produção de bebidas alcoólicas em outubro foi inesperado e vai provocar impactos nos resultados do quarto trimestre.

(Créditos: XP Investimentos)

“A produção de bebidas alcoólicas ficou abaixo das nossas estimativas (7,9%) e, aplicando a sazonalidade, as estimativas para o 4T também caem 8%”, diz, apontando que isso deverá causar efeitos na Ambev, embora aponte que a previsão continue sendo positiva para o último trimestre de 2022.

“Aplicando a sazonalidade, nossa regressão sugere volumes de Cerveja Brasil da AmBev abaixo do que estimamos para o 4T, mas continuamos confiantes principalmente devido à recuperação do canal on-trade e consumo de fora de casa impulsionados pela Copa do Mundo”, acrescenta a XP.

E essa queda atingiu diretamente a atividade industrial nacional. Ainda que após dois meses de recuo tenha apresentado leve crescimento, de 0,3% em relação a setembro e com ajuste sazonal, o número poderia ter sido maior, não fosse a redução da produção de bebidas.

Mesmo assim, houve alta de 1,7% em relação a outubro de 2021. Ainda é, porém, pouco para evitar quedas na produção industrial brasileira nos dez primeiros meses de 2022, de 0,8%, e no período de um ano, de 1,4%.

Além disso, apenas sete dos 26 ramos industriais pesquisados tiveram crescimento. Com esse resultado, o setor encontra-se 2,1% abaixo do patamar pré-pandemia, em fevereiro de 2020, e 18,4% atrás do nível recorde alcançado em maio de 2011.

Leia também – Após 4 meses de alta, ação da Ambev fica estável em novembro

“Embora a produção industrial tenha mostrado alguma melhora no início do ano, uma vez que marcou resultados positivos por quatro meses em sequência, nos últimos meses o setor apresenta um comportamento de predominância negativa. Nos últimos cinco meses, em três oportunidades, observa-se queda na produção e com a característica de um número maior de atividades industriais no campo negativo, permanecendo longe de recuperar as perdas de um passado recente”, analisa o gerente da pesquisa do IBGE, André Macedo.

Impacto da produção de bebidas
Ainda que de modo menos brusco, a queda na produção de bebidas alcoólicas também foi acompanhada pelas não alcoólicas em outubro. O recuo, no período, foi de 3,1%. Apesar disso, ainda há alta, de 10,1% no acumulado do ano e de 6,6% no período de 12 meses.

Já a produção de bebidas caiu 9,3% em outubro na comparação com setembro e 5,9% em relação ao mesmo mês de 2021. Mas registra crescimento de 3,2% em 2022, assim como de 1% nos 12 meses iniciados em novembro do ano passado.  

A produção de bebidas, que já tinha recuado 5,7% em setembro, foi a terceira atividade a causar mais impacto negativo na atividade industrial em outubro, atrás apenas de veículos automotores, reboques e carrocerias, e de máquinas e equipamentos.

Guia na Copa: Chimaek, frango frito com cerveja, une torcida da Coreia do Sul

O horário é, sem dúvida, inusitado. Mas o torcedor da Coreia do Sul que vai esperar até 4 horas da manhã desta terça-feira, no horário de Seul, para acompanhar a partida entre a sua seleção e a do Brasil, pelas oitavas de final da Copa do Mundo, deverá fazê-lo embalado por chimaek, um prato típico que une frango frito com cerveja e é sucesso no país.

Chimaek é um acrônimo entre “chikin”, frango frito, em coreano, e maekju, cerveja, na língua local, em mais um exemplo de uma combinação muito comum entre alimento e uma bebida alcoólica no país. E condiz com o grande consumo de carne de frango pela população da Coreia do Sul.  

Leia também – Guia na Copa: Marcas fazem lançamentos e criam itens colecionáveis

Ao combinar cerveja com frango frito, o chimaek passou a fazer parte da cultura gastronômica local. E como item único nos menus de restaurantes, embora sua origem e data de criação seja desconhecida, sua presença nos cardápios e nas mesas foi impulsionada por um grande evento esportivo, a Copa do Mundo de 2002.

Nela, a Coreia do Sul, um dos anfitriões, ao lado do Japão, fez a sua melhor participação na história do torneio, sendo semifinalista. Repetir aquele desempenho, agora em 2022, pode parecer difícil, mas a seleção já venceu Portugal, na fase de grupos, resultado que também ocorreu há 20 anos e agora provocou a eliminação precoce do Uruguai.

Naquela campanha, com os jogos sendo exibidos nos parques públicos, sul-coreanos, trajados de vermelho, a cor do uniforme da seleção, torciam enquanto consumiam frango frito e cerveja. E a alta da procura por esse prato provocou, na sequência daquela Copa, uma relevante expansão do número de restaurantes típicos de frango na Coreia do Sul.

Outros traços da cultura também incorporaram o chimaek e impulsionaram a sua procura. A Coreia do Sul conta, por exemplo, com um festival temático de Chimaek, na cidade de Daegu. Anual, o evento ocorreu entre junho e outubro em 2022.

Além disso, uma série de muito sucesso na Coreia do Sul, My Love From the Star, que estreou por lá em meados da década passada, tinha o chimaek como lanche preferido da protagonista feminina. Isso estimulou uma enorme procura pelo frango frito com cerveja pelos fãs da série. Depois, ao ser exibida na China, provocou a mesma alta no consumo no país.

Agora, a disputa da Copa do Mundo no Catar tem sido um impulsionador para as empresas produtoras de frango na Coreia do Sul. Com a expectativa pela alta no consumo de chimaek pela população local, as ações da Kyochon F&B apresentaram valorização de 27% no mês que antecedeu o início do torneio. Não foi à toa. Afinal, em 2018, na semana dos dois primeiros jogos da Coreia do Sul na Copa do Mundo, as vendas de frango tiveram alta de 60%.  

Se chimaek é um acrônimo entre frango frito e cerveja, outros surgiram na cultura coreana para falar dessa combinação, demonstrando a paixão sul-coreana por essa união. Algumas delas são: “chideokhu”, para os fanáticos pelo prato, chimmeliers, para os sommeliers, aqueles que conseguem diferenciar os tipos de chimaek, e “chillelujah”, um misto de chimaek e aleluia. Os sul-coreanos certamente irão proferi-lo se a seleção liderada por Son Heung-Min eliminar o Brasil da Copa do Mundo do Catar.

Balcão do Tributarista: Judiciário afasta incidência do PIS sobre bonificações

Balcão do Tributarista: Judiciário afasta incidência de PIS e Cofins sobre descontos e bonificações

A concessão de descontos ou a entrega de itens em bonificação são práticas comuns nas relações entre fornecedores e indústrias, bem como entre atacadistas e varejistas. E a este respeito há uma grande discussão tributária que já perdura por alguns anos e que recentemente ganhou um novo capítulo. Trata-se da exigência das contribuições ao PIS e Cofins sobre os valores correspondentes aos descontos ou bonificações.

Muitas vezes, estes descontos podem ser concedidos mediante, por exemplo, o pagamento antecipado de boletos, sem que constem expressamente na nota fiscal respectiva. Nestes casos, a Receita Federal entende que tratou-se de descontos condicionais, em oposição aos classificados como descontos incondicionais, que seriam os que constam na nota fiscal e não dependem de evento posterior à emissão desse documento.

Conforme o entendimento da Receita Federal, expresso na Solução de Consulta COSIT nº 531/2017, somente os descontos incondicionais podem ser excluídos da base de cálculo do PIS e da Cofins. Já os descontos condicionais configurariam receita e, logo, estariam sujeitos à incidência dos referidos tributos.

Entendimento semelhante é o constante da Solução de Consulta COSIT nº 202/2021 em relação às bonificações. Nesta, a Receita Federal expressa que as bonificações, ou seja, as mercadorias entregues gratuitamente, acabam por configurar descontos condicionais. Desta forma, também sobre os valores correspondentes às bonificações haveria incidência de PIS e Cofins, pois seriam consideradas receitas de doação para a pessoa jurídica recebedora dos produtos.

Ocorre que, tanto mediante a concessão de descontos (sejam condicionais ou incondicionais), quanto pela entrega de mercadorias em bonificação, o que se tem é uma redução do custo de aquisição para a empresa adquirente (indústria ou varejista). No primeiro caso pela redução efetivamente dita do preço a ser pago pelo produto e, no segundo, não pela redução do preço, mas pelo aumento da quantidade de produtos.

E esta redução do preço de aquisição não pode ser vista como receita auferida pela empresa adquirente. A empresa não auferiu receita, mas apenas teve um custo de aquisição menor. Logo, não pode haver incidência de PIS e Cofins sobre os descontos ou bonificações recebidas quando da aquisição de mercadorias.

Este entendimento foi recentemente corroborado pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região, que proferiu decisão manifestando que “ao comprar com desconto, o contribuinte reduz o seu custo de aquisição e isso não tem a natureza jurídica de receita para efeitos de incidência das contribuições ao PIS/Cofins. O fato de a redução do custo de aquisição aumentar o patrimônio líquido não tem relevância porque não se está diante de tributos que incidem sobre variação patrimonial positiva, mas sobre receitas”.

Desta forma, decidiu o TRF/4 que “os descontos e as bonificações em mercadorias obtidas pelo comprador não constituem receitas passíveis de incidência das contribuições ao PIS/Cofins” (processo nº 5052835-04.2019.4.04.7100, julgado pela 2ª Turma do TRF/4 com relatoria do Desembargador Alexandre Rossato da Silva Ávila).

Trata-se de um novo e importante capítulo desta conturbada questão referente à incidência de PIS e Cofins sobre os descontos e bonificações, a qual as indústrias e varejistas precisam estar atentos a fim de evitar tributação indevida sobre a sua receita.


Atualização: Na última terça-feira (29), a 1ª Turma do STJ começou a julgar a incidência de PIS e Cofins sobre bonificações e descontos obtidos na aquisição de mercadorias. Por ora, o placar é favorável às varejistas por 2 a 0. Mas a sessão foi suspensa por pedido de vista.


Clairton Gama é advogado, sócio do escritório Kubaszwski Gama Advogados Associados, mestre em Direito pela UFRGS, especialista em Direito Tributário pelo IBET. Também é cervejeiro caseiro.

Embalagem de 269ml já representa 30% das vendas de cerveja em lata no varejo

0

As vendas de cerveja em lata de 269ml vêm apresentando crescimento exponencial no varejo brasileiro. De acordo com dados da consultoria Euromonitor, para estudo encomendado pelo Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja (Sindicerv), esse tipo de formato representa, hoje, aproximadamente 30% das vendas de cerveja em lata pelo varejo no país.

Além disso, segundo o estudo, a venda de cerveja em lata de 269ml apresentou crescimento de 90% entre 2016 e 2021. Ainda assim, o formato mais procurado pelo consumidor brasileiro é o de 350ml. Segundo as projeções da Euromonitor, essa categoria deverá representar 52,45% das vendas em 2022.

Leia também – Corona sem álcool e com vitamina D chega ao mercado brasileiro

De qualquer forma, o aumento da busca pela lata de 269ml, com capacidade ainda menor do que as recomendadas internacionalmente pelo National Institute on Alcohol Abuse and Alcoholism (NIAA), que define como quantidade padrão igual ou inferior a 1 dose de bebida alcoólica, que são 350ml de cerveja, demonstra o interesse do consumidor por diferentes formatos.

“O Brasil é o terceiro maior produtor de cerveja no mundo atrás da China e Estados Unidos e com peculiaridades positivas em seu consumo quando comparamos com o restante do mundo. O fato de os brasileiros terem uma opção de consumo moderado nas prateleiras como regra é grande avanço para nossa indústria”, destaca o superintendente do Sindicerv, Luiz Nicolaewsky.

Neste fim de ano, o volume de cerveja vendida em lata de 269ml deve, inclusive, aumentar. De acordo com a Associação Brasileira dos Fabricantes de Latas de Alumínio (Abralatas), as vendas do produto envasados em latas apresentou crescimento anualizado de 20% durante a Copa do Mundo de 2018, realizada em um período mais frio do ano, os meses de junho e julho.

Agora, então, com o grande evento ocorrendo no fim do ano, com temperaturas elevadas, a expectativa é de impulsionamento do consumo de cerveja em lata. “O mercado da venda de latas está muito ligado a boas temperaturas climáticas e festividades, o que teremos nas próximas semanas com os jogos da Copa e festas de fim de ano”, afirma Cátilo Cândido, presidente da Associação Brasileira dos Fabricantes de Latas de Alumínio (Abralatas).

A variedade de opções de formatos oferecidos ao consumidor também é vista como um diferencial do mercado de latas no Brasil. Em 2021, o consumo foi de 33,4 bilhões de latas no país, uma alta de 5,2% em relação ao ano anterior.

“O consumidor brasileiro cada dia mais está se aproximando das latinhas. Seja por ser a mais reciclada, seja pela variedade dos novos produtos e tamanhos, ou simplesmente pela praticidade que exige os novos tempos”, conclui Cândido.

Entrevista: “A Copa envolve muito mais do que acontece no país-sede”

A Copa do Mundo de 2022 tem sido marcada por alguns ineditismos. Pela primeira vez realizado no fim do ano, o torneio também é um dos primeiros grandes eventos a acontecer após o auge da pandemia do coronavírus. Se dá, ainda, em meio a uma inédita proibição da venda de cerveja nos estádios, imposta pelo Catar, o que impede os torcedores de verem os jogos da Copa nas arquibancadas com uma Budweiser na mão.

A marca não é citada inadvertidamente, pois tem uma ligação estreita com o principal torneio de seleções do mundo. Afinal, desde 1986, quando a Copa foi realizada no México, a Budweiser é a sua cerveja oficial. E tem se aproveitado dessa longeva relação para, mesmo com o impedimento de vender cerveja nos estádios do Catar, seguir com suas ativações, demonstrando que o impacto da competição vai muito além do seu país-sede.

“A Copa do Mundo é um dos maiores eventos do planeta, seja dentro do universo do esporte ou não. Ela transcende o campo esportivo e envolve outros setores, como a cultura e a música, indo ao encontro de tudo o que Budweiser tem falado”, afirma Daniel Wakswaser, vice-presidente de marketing da Ambev, em entrevista ao Guia.

Assim, se agiu rapidamente para atrair o engajamento do público e curar a frustração de não vender as cervejas que estavam já no Catar para serem comercializadas, prometendo destiná-las aos torcedores do país campeão mundial, a Budweiser tem atuado para fortalecer a sua associação com a Copa, em busca de um relacionamento mais próximo com os consumidores.

No Brasil, inclusive, as ativações da Budweiser alusivas à Copa do Mundo são várias: do lançamento da música “Atura o Baile”, que atraiu grandes nomes do rap brasileiro, como Mano Brown. L7NNON e Papatinho, passando pela colocação no mercado de cervejas em embalagens de 330ml colecionáveis homenageando as seleções, até os BudX, eventos espalhados por diferentes capitais brasileiras com a exibição dos jogos e apresentações musicais.

Além disso, tem aproveitado para usar as redes sociais e o e-commerce, mais notadamente o Zé Delivery, para ampliar a sua presença. “Essa é a primeira Copa do Mundo com a junção de redes sociais com e-commerce. Então, é a oportunidade perfeita para criarmos ações unindo essas duas frentes”, diz Wakswaser.

Leia também – Após 4 meses de alta, ação da Ambev fica estável em novembro

Confira quais são as principais ações da Budweiser na Copa do Mundo e como a marca entende o patrocínio ao torneio como algo estratégico para a sua atuação na entrevista do Guia com o vice-presidente de marketing da Ambev, Daniel Wakswaser:

O patrocínio da Budweiser à Copa do Mundo é um dos mais longevos existentes. Historicamente, qual é a importância desse acordo para a marca?
A Copa do Mundo é um dos maiores eventos do planeta, seja dentro do universo do esporte ou não. Ela transcende o campo esportivo e envolve outros setores, como a cultura e a música, indo ao encontro de tudo o que Budweiser tem falado. A marca patrocina o torneio desde 1986, então, neste ano, estamos na décima edição dessa parceria, o que mostra um laço muito forte.

Para nós, esse torneio envolve muito mais do que acontece apenas no país-sede ou dentro do gramado. Ele extrapola o campo e as fronteiras. E por toda essa grandiosidade, não poderíamos ficar fora. Assim como a Copa do Mundo, Budweiser é uma marca global, reconhecida pelas pessoas em todos os cantos do mundo, seja por suas atitudes, iniciativas ou parcerias únicas. E a Copa nos ajuda a ampliarmos nossas histórias e de nossos assets.

O que um patrocínio à Copa do Mundo traz de efeitos positivos e agrega para uma marca como a Budweiser?
Essa parceria de longa data tem nos possibilitado conversar com as pessoas, sejam fãs do futebol ou não, de uma maneira ainda mais próxima dentro de um dos principais eventos esportivos do mundo. A Copa do Mundo nos ajuda, como marca, a inspirar as pessoas a acreditarem nelas mesmas e a darem o próximo passo para alcançar grandes objetivos. Isso também sem deixar de lado as grandes celebrações.

Temos falado muito neste ano sobre o conceito de Sobe Junto e como Budweiser tem dado luz e valorizando as conquistas das pessoas e todas as trajetórias delas para chegar ao ápice de suas carreiras, seja dentro do futebol, na música, na cultura… A Copa do Mundo é um desses momentos. Todo jogador sonha em disputar uma Copa, assim como grandes artistas almejam participar de um evento relacionado ao evento. E o Mundial é esse grande palco global, seja para os atletas ou outros artistas. Então, ao patrocinarmos a Copa do Mundo, conseguimos abrir esses palcos para essas pessoas. Sempre valorizando essas conquistas.

Isso, neste ano, também se materializou no movimento “Atura o Baile”, esse manifesto criado por Bud para enaltecer as conquistas e vitórias dos brasileiros ao longo de suas carreiras e ainda mandar um recado para quem ainda tenta desmerecer toda a história daqueles que já conquistaram o seu espaço e servem de inspiração para outras pessoas. Se a iniciativa nasce por conta do universo do futebol com a música oficial da Copa, ela também tem seu reflexo na música e na dança. E tudo isso com uma verdadeira seleção do rap em um feat inédito formado por Mano Brown, L7NNON, Papatinho e Lil Baby.

A Budweiser já lançou latas especiais do torneio e garrafas colecionáveis para o público. Teremos mais novidades durante a disputa da Copa do Mundo?
Como esse grande palco global, a Copa do Mundo nos dá a chance de trazermos cada vez mais inovações, pensando em atender as demandas das pessoas e trazer experiências inesquecíveis para elas, tudo isso para que os consumidores tenham diferentes opções para celebrar.

Para a Copa deste ano, preparamos cinco inovações para a torcida celebrar as grandes conquistas, com destaque para a Seleções da Bud, garrafas de alumínio de 330ml, que estão de volta em edição limitada, com as bandeiras das seleções campeãs do mundo Brasil, Argentina, Alemanha, França, Inglaterra e Espanha. Como temos falado, somos movidos pela criatividade e inovação. Então, sempre existe a possibilidade para novas histórias.

Que experiências alusivas à Copa do Mundo a Budweiser busca promover para o torcedor nas cidades brasileiras?
Como a cerveja oficial da Copa do Mundo, queremos trazer todo o clima que envolve a Copa do Mundo diretamente para os brasileiros. Então, temos uma série de festas espalhadas por algumas cidades do país, que são os BudX. Todo o conceito dessas festas é pensado no consumidor e como ele pode compartilhar essa experiência com os amigos, sejam aqueles que estão dentro ou fora do evento, nesse caso de olho nas redes sociais. Isso sem contar a possibilidade de assistir aos jogos do Brasil e ainda curtir shows e apresentações de grandes artistas da cena musical do rap, trap, hip hop e funk.

Esta edição da Copa do Mundo se dá em um período diferente do usual, no fim do ano, no verão brasileiro, próximo das festas de fim de ano. Qual é o efeito imaginado pela Budweiser e as oportunidades?
Ter a primeira Copa do Mundo acontecendo no fim do ano, nos meses mais quentes e no verão, nos dá oportunidades únicas. Depois de um período de polarização política, devido às eleições, a Copa tem trazido o alívio para reunir o país como um todo. Além disso, é um dos primeiros grandes eventos com as pessoas reunidas depois de muito tempo, então, estamos observando mais ocasiões e mais oportunidades para nos aproximarmos das pessoas. Além disso, temos visto que essa é a primeira Copa do Mundo com a junção de redes sociais com e-commerce. Então, é a oportunidade perfeita para criarmos ações unindo essas duas frentes.

Nesta semana, por exemplo, após o segundo jogo do Brasil, tivemos uma ação super divertida de Budweiser com o Zé Delivery, quando as duas marcas se uniram com a ação “Libera Chefinho”. De maneira ágil, criativa e divertida, criamos essa promoção que dava cupons para as pessoas presentearem seus chefes e pedirem uma folga para o restante do dia. E essa oportunidade nasceu com a observação do sentimento e das conversas das pessoas. É entender o que os consumidores estão falando e fazer parte do tema de forma leve e sem interromper.

Ou quando usamos a questão da bebida alcoólica no Catar e logo tivemos a sacada de presentear o país campeão com uma entrega especial de Budweiser ao final da Copa. Então, nesse ponto, o marketing é sobre o que as pessoas falam, é sobre entreter, tudo isso sendo fiel à marca.

A Copa do Catar também é o primeiro grande torneio esportivo realizado após o abrandamento da pandemia. Nesse novo cenário, qual é o impacto que a Budweiser enxerga?
Todo grande evento é uma oportunidade de se aproximar do público. Já tivemos uma grande experiência neste ano com o Lollapalooza Brasil, o primeiro grande festival no país após a pandemia. Agora, a Copa do Mundo tem trazido novas oportunidades de criar experiências únicas e se aproximar ainda mais do público. Seja com quem está no Catar ou quem ficou no Brasil, em suas casas ou nas celebrações que preparamos para as pessoas com os BudX.

A Copa do Mundo é realizada no mesmo ano em que a Budweiser trouxe ao Brasil a sua versão sem álcool. Esse rótulo é uma grande aposta da marca para o torneio? Poderão ocorrer ativações especiais?
A Bud Zero é uma das apostas, junto com todas as outras iniciativas dentro das nossas inovações. A Bud Zero nasceu do entendimento de uma demanda do consumidor que não queria deixar a cerveja de lado, abrindo as portas em novas ocasiões de consumo. Então, cada vez mais, temos trazido opções variadas para as pessoas. Não existe uma forma única de se saborear uma boa cerveja, temos variadas opções de escolha para quem adora os momentos de curtição.

E os resultados já estão sendo maravilhosos. Meses depois de seu lançamento, a Bud Zero foi eleita a melhor Zero do mercado no Brasil por um júri especializado do Paladar, do O Estado de S. Paulo. Tudo isso, com uma cerveja saborosa, leve e ainda com menos calorias que a Budweiser normal.

Falando de um modo mais amplo, já é possível fazer um balanço sobre o ano de 2022 para a marca? E quais são os planos para 2023?
O ano de 2022 tem sido muito importante para Budweiser. Iniciamos nossa trajetória com o reality Sobe Junto e nosso compromisso de valorizar novos artistas ou aqueles que já estavam em busca dos grandes palcos, dando luz para suas conquistas e suas trajetórias. Logo na sequência, tivemos o Lollapalooza Brasil que, como comentamos, foi o primeiro grande festival de música após um longo tempo. Foi a oportunidade perfeita para voltarmos a nos reconectar presencialmente com as pessoas, levando experiências únicas para quem estava no festival ou fora dele. E, na sequência, começamos a pavimentar nossa história junto com a Copa do Mundo, nos associando a grandes astros do futebol mundial e trazendo ações especiais para os consumidores, conquistando novos fãs por suas cabeças, bocas e coração. Podemos dizer que 2022 vem para confirmar e carimbar tudo o que Budweiser tem construído ao longo dos anos. E as perspectivas para 2023 são melhores ainda.

Artesanais precisam incluir mulheres e jovens no mercado, indica pesquisa

A importância de tornar o setor de cervejas artesanais mais diverso voltou a ter sua necessidade comprovada, agora por uma pesquisa, que indicou ser preciso renovar o público para ampliar a participação de mercado. O levantamento “Retrato dos Consumidores de Cerveja 2022” apontou uma pequena participação das mulheres e dos jovens no segmento em comparação aos homens e às pessoas mais velhas.

A pesquisa indica uma presença menor das mulheres nos universo das pessoas que bebem cervejas artesanais e comuns – 25,88% – do que entre aquelas que só consomem as comuns – 42,35%. “Podemos afirmar que a mulher é uma consumidora interessada em cerveja tanto quanto os homens, mas que precisa de formas de divulgação e atração para as artesanais de forma distinta que os homens”, avaliam os responsáveis pelo levantamento.

Leia também – Confira 13 lançamentos de cerveja realizados em novembro

De acordo com o próprio trabalho, respostas a outras perguntas da pesquisa indicam caminhos para que mais mulheres passem a fazer parte do universo das cervejas artesanais. E elas envolvem recomendações de consumo e harmonizações.

Afinal, de acordo com as respostas das mulheres, a sua segunda maior fonte de informações são indicações de amigos. “Isso demonstra que o boca a boca é muito importante para esse público. Talvez um bom caminho a seguir aqui seriam as cervejarias e distribuidores apostarem no estímulo às confrarias, para facilitar o boca a boca por meio de recomendações”, sugerem os pesquisadores.

Os responsáveis pelo levantamento também apontam que a frequência de consumo incute uma oportunidade para trazer mais mulheres ao mundo das artesanais. Afinal, homens dizem que bebem de 2 a 3 vezes por semana, enquanto mulheres afirmam que consomem cerveja até 1 vez por semana. A ideia, assim, é tornar essa ocasião mais especial.

“Um possível enfoque seria em valorizar mais a oportunidade semanal de beber do que os homens, por exemplo com cervejas mais complexas e de maior valor, que poderiam vir com sugestão de harmonização, explorando o maior interesse feminino nesse tipo de atividade”, avaliam.

Outras inclusões
O levantamento também buscou entender os motivos que levam as pessoas a não consumirem cervejas artesanais. E os mais citados foram achá-las caras (35,94%) e não saber escolher para experimentá-las (32,11%). “Aqui ficam escancarados dois problemas que o mercado de cervejas artesanais precisa resolver para abraçar esse público, que ama cerveja: melhorar a aproximação e informação do produto para o público e trabalhar melhor o preço. Sobre aproximação e informação, é preciso ter uma brigada atenta, treinada e preparada para receber o novo consumidor”, afirmam os pesquisadores.

O trabalho, que teve 4.388 respondentes de todos os estados brasileiros, também apontou que o público que consome cervejas comuns é mais jovem – 42,66% têm entre 18 e 35 anos – do que o que também bebe artesanais – 33,49% na mesma faixa etária. “Fica claro que o mercado precisa estar atento à sua renovação e buscar identificações com a faixa etária mais jovem”, dizem os responsáveis pela pesquisa.

A inclusão racial também é um desafio para o segmento. No grupo que consome cervejas artesanais e as comuns, a participação dos brancos – 77,98% – é maior do que entre os que só compram as comuns – 63,46%.

Já o nível de escolaridade entre os consumidores também aponta para a elitização do segmento das artesanais. Enquanto 41% dos respondentes que só bebem cervejas comuns não possuem formação superior, o índice cai para 20% para os que consomem artesanais e comuns.

A falta de diversidade no segmento adentra, inclusive, o mercado musical. Afinal, enquanto o segmento é bastante associado ao rock, a preferência do consumidor parece ser outra: a MPB. O estilo foi o mais citado pelos consumidores, com 22,56% da preferência de som para embalar a cerveja, à frente do blues (22,5%) e do rock (18,43%).

O levantamento
Realizada pelo terceiro ano seguido, a pesquisa teve a participação de consumidores de todos os estados brasileiros, com 4.388 respondentes, uma alta de 116,9% em relação a 2021. O trabalho foi feito utilizando coleta de dados pela internet, sem um plano amostral aleatório.

Retrato dos Consumidores de Cerveja 2022 teve criação e distribuição de Leandro Bulkool e Ludmyla Almeida, com tabulação dos dados por Guilherme Castro Oliveira e trabalho do estatístico Lucas Fernandes. A análise e insights foram de Leandro Bulkool, Lucas Fernandes, Ludmyla Almeida e Roberto Fonseca.

“Mesmo com essa restrição metodológica, esta pesquisa representa uma fonte valiosa de informações para quem trabalha no setor, principalmente pelo número de respondentes obtidos, o alcance e a falta de pesquisas semelhantes no Brasil”, afirmam.

Após 4 meses de alta, ação da Ambev fica estável em novembro

0

A alta de quatro meses consecutivos da ação da Ambev se encerrou em novembro. O ativo da cervejaria fechou a sessão de terça-feira (30) na B3, a bolsa de valores brasileira, cotado a R$ 15,89, o que provocou um leve recuo, bem próximo da estabilidade, de 0,69% no período, que também registrou queda, mas mais forte, do Ibovespa, o principal índice do mercado financeiro nacional.

Porém, mesmo com a ligeira perda em novembro, a ação da Ambev vai iniciar o último mês de 2022 com alta acumulada neste ano, agora de 3,05%, pois havia fechado 2021 cotado a R$ 15,42.

Leia também – Especial: Safra da cevada e macroeconomia desafiam mercado de maltes

E há perspectivas positivas para a companhia, de acordo com relatório divulgado pelo Credit Suisse recentemente. O material lembra que a Ambev apresentou crescimento resiliente da sua receita nos três primeiros trimestres de 2022, algo provocado por volumes recordes e sua dinâmica de preços.

Agora, então, a expectativa é de recuperação das margens, com um cenário de custos mais favorável, em 2023, ano em que a Ambev também deve ser ajudada, na avaliação da equipe de análise do Credit Suisse, pelo aumento no valor do Bolsa Família, pago pelo governo federal. E indica a compra do ativo da companhia, com preço-alvo de R$ 18.

Enquanto o próximo ano não chega, a quase estabilidade da ação da Ambev em novembro se inseriu em um cenário de recuo do Ibovespa, para os 112.108,97 pontos. Com isso, o índice caiu 3,39% no período de um mês. Ainda assim, continua em alta neste ano, agora de 6,95%.

Na contramão da Ambev e da maior parte do mercado, 18 das 92 ações que compõem o Ibovespa apresentaram valorização em novembro. O mês, o primeiro após eleição de Lula para a presidência da República, teve um início de alta da Bolsa, especialmente pela visão positiva de agentes externos diante do resultado eleitoral.

Porém, manifestações enxergadas como dúbias sobre o controle das contas pelo próximo governo, em função de declarações de Lula, foram a justificativa para as quedas do Ibovespa. No fim do mês, porém, três sessões consecutivas de alta da Bolsa reduziram as perdas ao longo de novembro.

Quem se deu bem no mês foram as empresas que atuam principalmente com aço e mineração. A maior alta em novembro foi da Gerdau, de 31,74%, seguida por CSN Mineração (30,98%), CSN (28,34%), Vale (27,68%) e Metalúrgica Gerdau (26,22%).

No lado oposto, a maior queda em novembro foi da Hapvida, com desvalorização de 33,3%. E empresas de varejo e educação vieram depois, com Americanas (-32,05%), Cogna (-31,91%), e Via (-30,35%), com a Positivo (-29,93%) completando o Top 5 das perdas.

Fora do Brasil
Em Nova York, o mês também foi de estabilidade para a ação da Ambev, que apresentou valorização de US$ 0,01 em novembro, para US$ 3,05. E a alta ao longo deste ano está em 8,93%.

Já na Europa, as ações das duas principais cervejarias do mundo apresentaram valorização em novembro. O papel da AB InBev terminou a última terça-feira valendo 56,05 euros, subindo 10,77%, o que foi suficiente para reverter a tendência de queda em 2022. Agora, então, está em alta de 5,42% no ano. A ação do Grupo Heineken fechou novembro cotada a 88,28 euros, valorizando 4,35%. Porém, ainda registra queda no ano, de 11,98%.

Confira 13 lançamentos de cerveja realizados em novembro

0

O mês de novembro foi especial no setor cervejeiro, com diversas ações festivas, ações especiais e lançamentos motivados muito além da Black Friday e do início da disputa da Copa do Mundo, gerando bastante movimentação no segmento.

Entre as novidades apresentadas em novembro, se destacam, por exemplo, os últimos lançamentos da série Avós do Mundo, que homenageia as vovós de diferentes países do planeta. Já pensando no que virá pela frente, Goose Island e Cybeer Lab produziram uma cerveja colaborativa para o Mondial de La Biére, que acontecerá no começo de dezembro no Rio de Janeiro.

Leia também – Guia na Copa: Marcas fazem lançamentos e criam itens colecionáveis

Confira estes e outros lançamentos realizados em novembro, selecionados pelo Guia:

Avós
A Cerveja Avós apresentou, neste mês, mais rótulos da série Avós do Mundo. Em novembro, os lançamentos homenageiam vovós da Alemanha, Argentina e Brasil. A Argentina se apresenta com a Abu, uma Red India Pale Lager elaborada com adição de lúpulos e vinho Malbec argentinos, a Alemanha é homenageada por uma Gose Lager, intitulada Omi, enquanto o Brasil é representado pela , uma Baltic Porter feita com mandioca, açaí e cupuaçu.

Ball + Wienbier + Implicantes
A Ball Corporation, a Implicantes e a Wienbier se uniram na iniciativa que tem objetivo de honrar a comunidade preta amante de cerveja com o lançamento de uma cerveja com cinco rótulos antirracistas. O primeiro é a “Minha cor não é pecado!”, para a Wienbier 56 Black Lager Puro Malte, da Wienbier. O design do rótulo foi desenvolvido pela Implicantes, a primeira cervejaria negra do país, e as latas para envase de bebidas são da Ball Corporation. Além disso, outras frases podem ser encontradas pelos consumidores na 56 Black Puro Malte, como: “Me chama pelo meu nome!”, “Eu faço com dedicação!”, “Meu cabelo é meu poder!” e “Eu sou preto de alma linda!”, que denuncia a expressão “alma branca”. As latas da edição comemorativa são limitadas a 20 mil unidades da cerveja de 473ml.

Campos do Jordão
Fundada em 2012, a Cerveja Campos do Jordão criou um rótulo especial em comemoração ao aniversário de 10 anos: a Quadrupel. De acordo com o descritivo, a cerveja possui aroma de levedura belga, remetendo a banana, ameixa e uva passa. Ela tem em sua composição uma grande quantidade de malte e açúcar, o que confere sabor de biscoito e caramelo, além de trazer cremosidade. Um leve cítrico vem da adição de semente de coentro e casca de laranja, com presença acentuada de carvalho americano no aroma e no sabor.

Colorado
Para a Copa do Mundo, a Colorado lançou uma nova integrante da tradicional linha Brasil com S: uma Witbier com mexerica e capim-limão. A linha Brasil com S traz cervejas especiais produzidas com ingredientes nacionais, em edições limitadas. Feita à base de trigo, a novidade apresenta 4,3% de graduação alcoólica e 12 IBUs. Além disso, essa edição é feita com ingredientes 100% brasileiros, com água, malte, lúpulo e leveduras. Já a embalagem da nova cerveja também faz uma homenagem à várzea e aos campos de terra, responsáveis, em grande parte, por iniciar a trajetória daqueles que se tornaram grandes estrelas do futebol.

Corona
A Corona trouxe neste mês, ao mercado brasileiro, a Corona Cero Sunbrew, apresentada como a primeira cerveja do mundo que, além de ser 0,0% álcool, é rica em vitamina D. Com apenas 48 calorias em uma long neck de 330ml, é uma cerveja refrescante e de sabor leve, que mantém a qualidade e os tradicionais ingredientes de Corona. A novidade chega para somar ao portfólio da Ambev como uma opção democrática aos paladares brasileiros e que, por não conter álcool, pode fazer parte de outros momentos da vida do consumidor.

Cybeer Lab
Em ritmo de Copa, a paulistana Cybeer Lab realizou o lançamento da Hexa Decimal. A novidade é uma Brüt Hop Lager de baixo teor alcoólico, seca, leve e refrescante, sendo uma opção indicada pela marca para ser bebericada durante os dois tempos dos jogos do torneio no Catar.

Cybeer Lab +Goose Island
Em outra ação da Cybeer Lab em novembro, a marca se juntou com a Goose Island para o lançamento da Hacking Goose, uma New Zealand Hop Lager dourada clara feita com os lúpulos Hiwaka e Nelson Sauvin, da Nova Zelândia, que conferem características tropicais, como notas cítricas e frutadas. Com alto drinkability, corpo médio e sensação suave na boca, ela é indicada para os dias quentes. O lançamento oficial da colaborativa, porém, será no Mondial de La Bière, festival que acontece na Marina da Glória, no Rio de Janeiro, de 7 a 11 de dezembro e estará disponível nos taps do stand da Cybeer Lab.

Goose Island
Para festejar a volta do Pint of Science ao Brasil,  um dos maiores festivais mundiais de divulgação científica fora do meio acadêmico, a Goose Island trouxe uma nova criação: a cerveja Sonhos Tropicais, com uma homenagem especial ao médico sanitarista Oswaldo Cruz, que teve participação fundamental no controle das epidemias de febre amarela, varíola e peste bubônica no Brasil, além de fundar a Fiocruz, a mais importante instituição de ciência e tecnologia em saúde da América Latina. A novidade é uma Table Saison, com 4,53% de graduação alcoólica e 33 IBUs de amargor. 

ICI Brasserie + Blondine
A ICI Brasserie completou uma década e decidiu celebrar com uma cerveja comemorativa desenvolvida com a Blondine, a ICI X. O lançamento é uma Blond Barleywine com infusão de mel silvestre, maturada por 24 meses em barricas de carvalho francês novas que garantem aromas de madeira como cedro, noz moscada e baunilha, além do sabor e características desse estilo, sendo o malte predominante. O resultado é uma cerveja licorosa com corpo alto, notas de frutas passas, caramelo e toffee.

ØL Beer
A ØL Beer lançou a sua sétima cerveja especial em lata, a Sunstone American IPA. A bebida traz em sua receita as características dos lúpulos Crystal, El Dorado e Amarillo Idaho para destacar aromas e sabores frutados e cítricos. Com amargor moderado e coloração dourada, ela tem 45 IBUs e 6,2% de graduação alcoólica.

Prussia
Na Black Friday a Prussia, promoveu a chegada ao mercado de sua nova cerveja: a Brazuquinha. A bebida é feita com lúpulos nacionais da Ira Hops, fazenda do interior de São Paulo, além de raspas de limão. De acordo com a marca, a cerveja foi criada para acompanhar os cervejeiros nos jogos da seleção brasileira durante a Copa do Mundo. A Brazuquinha também é tiolizada, isto é, durante sua fabricação foi usada uma enzima que contribui para a biotransformação e faz com que o aroma do lúpulo fique ainda mais ressaltado.

Especial: Safra da cevada e macroeconomia desafiam mercado de maltes

0

O acesso aos maltes para a fabricação de cerveja se tornou um desafio para a indústria no Brasil. Afinal, as mais recentes safras de cevada não ajudaram a equilibrar a equação entre produção e demanda, um cenário que se agravou em função de problemas provocados pela macroeconomia global e que afetam diretamente o mercado.

Como seus preços são dolarizados, por se tratar de uma commodity, a cevada, de onde, basicamente, se origina o malte para a cerveja, tem passado por oscilação de preço, o que afeta em maior proporção um mercado importador de parcela relevante do insumo, caso do Brasil com a aquisição do produto de vizinhos sul-americanos, como Uruguai e Argentina, especialmente quando a colheita interna fica aquém do que se deseja.

Leia também – Especial: Pesquisas de melhoramento genético da cevada avançam no Brasil

E esse cenário se tornou ainda mais adverso por problemas nas safras, provocados, especialmente por fatores climáticos, mas também por impactos da continuidade da guerra na Ucrânia, um dos maiores produtores globais de cevada.

No final de 2021, a quebra da safra de cevada de alguns produtores e a consequente alta dos preços no segundo semestre proporcionaram um cenário de incertezas para 2022, que viriam a se confirmar ao longo deste ano. E, no momento, não há grandes sinais de melhora, pois prosseguem os desafios na colheita dentro do Brasil, com uma cevada abaixo da qualidade para uso na produção cervejeira, assim como problemas envolvendo a safra nos vizinhos sul-americanos.

Atualmente a safra de cevada do sul do Brasil está sendo colhida, e o cenário de 2021 está sendo repetido, por vezes até piorado. Grande parte da produção está sendo classificada como forrageira e não cervejeira, o que impede sua utilização para produção de malte. Somado a este fator, ainda temos uma quebra de safra na Argentina, o que vem desenhando que o ano de 2023 terá maior procura frente à oferta, porém isso são termos gerais

Alexander Weckl, mestre-cervejeiro e sommelier da Agrária

A escassez de malte também se dá pela crise energética na Europa, provocada pela alta dos preços e acesso reduzido ao gás natural. Isso tem levado, de acordo com Ivan Hartmann, especialista de mercado e cervejeiro da Agrária, a queda na produção do malte de cevada e a consequente redução da exportação.

“Devido a uma pressão inflacionária principalmente ligada aos custos energéticos na Europa, muitas maltarias menores deixaram de produzir e deixaram o mercado interno europeu desabastecido. Maltarias localizadas nas regiões portuárias tiveram que fazer o movimento contrário para abastecer o mercado europeu ao invés de destinar seu malte à exportação, diminuindo assim os estoques de passagem”, diz.

A soma dos fatores, com os problemas nas safras em grandes produtores e a continuidade do conflito na Ucrânia, chegam para as cervejarias em um momento que já era desafiador, pois o segmento vem sofrendo, desde a eclosão da pandemia, com a alta nos custos produtivos, como pondera Carlo Enrico Bressiani, diretor da Escola Superior de Cerveja e Malte (ESCM).

“As quebras de safra do hemisfério norte e o fato de a Ucrânia, uma grande produtora de cevada, estar fora do jogo, faz com que o problema vá se alastrando na cadeia de malte do mundo inteiro. E isso é um problema. Além disso, nas últimas semanas, depois da eleição, temos visto uma apreciação do dólar que vai encarecer mais ainda esse produto. E tudo isso vai para a cerveja artesanal, que já está com uma grande dificuldade em repassar aumento de custo que teve desde a pandemia”, diz Bressiani.

Assim, dentro de um cenário de mais procura do que oferta, os estoques globais de cevada vão ficando cada vez menores, pressionando os preços dos maltes no mercado. Algo que não deve se alterar tão cedo. “Apenas super safras que superem o que é consumido vão alterar o cenário”, destaca Weckl.

O que vem por aí
Nesse cenário de tantos desafios, as cervejarias miram soluções para suavizar a inevitável alta dos custos. Assim, tem reforçado a busca pelo aumento da produtividade, assim como tem crescido a recorrência ao uso dos maltes base, como ressaltado por Bresssiani.

“As microcervejarias estão se fixando em maltes básicos, aumento de produtividade, porque a pandemia as fez reverem seus processos, passando a ter um cuidado muito maior com os custos, com a dificuldade de repasse ao preço final. Esse uso do malte também se dá com mais cuidados, para aumento da eficiência nos processos produtivos com consumo menor entregando um produto com a mesma qualidade”, afirma.

Para o diretor da ESCM, ainda é difícil apostar quando o cenário estará menos adverso para as cervejarias na busca pelos insumos, pois há muitas incertezas, que passam pelos cenários macroeconômicos dentro e fora do Brasil.

“Será um ano muito incerto, pois China e Estados Unidos estão em desaceleração, a guerra prossegue, a questão da Covid não está descartada, enquanto no Brasil há uma mudança de governo e o desafio envolvendo o dólar, pois, a cevada é uma commodity e tudo isso afeta o seu preço. A retomada do mercado de artesanais tem sido lento, mas acreditamos que o primeiro semestre possa ser melhor do que 2022”, comenta.

Mas há, também, quem está atento às tendências internacionais para a indústria cervejeira. Enquanto buscam ter acesso ao malte necessário para a produção e melhoram seus processos, cervejarias observam o que há de novo sendo ofertado no segmento, com o intuito de incrementar seus portfólios. Na visão de Hartmann, a tendência do mercado dos Estados Unidos de produzir Lagers de alta qualidade deve chegar logo ao Brasil.

“O desenvolvimento de maltes de cevadas antigas e terroir específico como Weyermann Barke, Weyermann Isária 1924, Weyermann Floor-Malts e Weyermann Bohemian Pilsner Malt mas também de lúpulos novos Alemães como Amira, HVGZS03 e Tango e leveduras híbridas como a NovaLager da Lallemand são resultados desta demanda americana e já mostra alguma demanda no mercado nacional”, afirma o especialista de mercado e cervejeiro da Agrária.

Guia na Copa: Suíça é país europeu com mais cervejarias por habitante

Na fronteira norte, um país que é sinônimo de cerveja, a Alemanha. No oeste e no sul, a divisão é com os territórios franceses e italianos, conhecidos pela tradição vinícola. No meio, se equilibrando entre essas trajetórias alcoólicas, está um país marcado popularmente pela neutralidade em conflitos. Essa nação, em eterna tentativa de se equilibrar, é a Suíça, segunda adversária da seleção brasileira na Copa do Mundo do Catar e país com a maior densidade de cervejarias por habitantes da Europa, uma situação alcançada após abandonar um cartel no início dos anos 1990.

De acordo com dados de 2020, a Suíça possui 139 cervejarias para cada um milhão de habitantes. Assim, está muito acima da proporção de outros países, inclusive aqueles com enorme tradição cervejeira na Europa, caso da República Checa, a segunda colocada da lista, com 57 cervejarias para cada milhão de habitantes. A Eslovênia, com 50, é a terceira.

Leia também – Guia na Copa: Marcas fazem lançamentos e criam itens colecionáveis

Dados da Brewers of Europe, que representa associações cervejeiras de 29 países, colocaram, em 2020, a Suíça como quarta nação com mais cervejarias – 1.212 –, atrás apenas de França (2.300), Reino Unido (1.870) e Alemanha (1.528).  E isso se deu com um enorme salto de empresas registradas, de 483 em 2014 para as 1.212 de 2020.

É um cenário bem diferente ao que imperou no país até o início dos anos 1990, quando havia um cartel da cerveja. Ele definia preços da bebida e áreas de atuação de cada marca, o que provocou estagnação do mercado e quase nenhuma inovação.

O seu encerramento em 1991, com o apoio estatal, abriu o caminho para um mercado mais amplo, ainda que hoje dominado por duas grandes multinacionais cervejeiras, o Grupo Heineken e a Carlsberg, com suas variadas marcas sendo responsáveis por 70% do volume vendido na Suíça.

Essa mudança de cenário é explicada pela abertura de centenas de microcervejarias ao longo dos últimos anos. De acordo com a Brewers of Europe, o país é o terceiro com mais microcervejarias, aquelas que produzem até mil hectolitros. São 1.159, contra as 2 mil da França e as 1.815 do Reino Unido, sendo que em 2014 a Suíça tinha apenas 440.

O salto tem relação, também, com a legislação do país, que classifica qualquer produção de 400 litros ou mais da bebida em um ano como uma cervejaria. E é nessa base onde o número de registros mais cresceu. A expansão foi de 124% de 2015 a 2020 entre as cervejarias que produzem até 20 hectolitros por ano.

A quantidade de cervejarias, porém, ainda não é replicada no consumo e fabricação. O estudo da Brewers of Europe coloca a Suíça, em 2020, apenas em 19º lugar em produção, com 3,404 milhões de hectolitros, o que representa apenas 3,91% do que a Alemanha fabricou no mesmo período – 87,027 milhões de hectolitros.

Não é muito diferente em termos de consumo, com a Suíça sendo a 15ª colocada, com 4,530 milhões de hectolitros em 2020, apenas 5,76% dos 78,706 milhões de hectolitros da líder e vizinha Alemanha. E a Suíça também tem desempenho modesto no consumo per capita, de 52 litros anuais para cada um dos seus 8,5 milhões de habitantes, na 19ª colocação, distante da líder República Checa, com 135 litros. Já em um ranking elaborado pela Kirin é o 34º país em consumo per capita de cerveja no mundo.

Como foi o último ano
Números divulgados na última semana revelaram que no período de 1º de outubro de 2021 a 30 de setembro de 2022, a Suíça vendeu 469 milhões de litros de cerveja, uma alta anualizada de 6%. São, porém, 10 milhões a menos do que no período pré-pandemia.

Esse crescimento na comparação com 2021 foi puxado pela produção local, que expandiu 9%, para 364 milhões, sendo que as importações caíram 2,2%, de acordo com a Associação Cervejeira Suíça (SBA, na sigla em inglês). Além disso, a compra de cerveja para consumo fora do lar, como em bares e restaurantes, atingiu 33%, com o varejo representando 67% do mercado.

Ao longo do período de 12 meses, o preço da cerveja teve alta de 6,8% na Suíça. Também por lá, o boom da cerveja sem álcool é claro. As vendas cresceram 20,6% em um ano, passando a ter uma participação de mercado de 5,7%. E a SBA estima que ela possa chegar a 10% ao longo dos próximos cinco anos.