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Menu Degustação: 365 chopes de graça, ação para ajudar vítimas da chuva…

Festivais, ações solidárias e comemorações pelo Brasil estão movimentando a cena cervejeira nestes e nos próximos dias. Em uma delas, para celebrar o seu primeiro aniversário, o Porks Savassi, em Belo Horizonte, vai distribuir 365 chopes de graça neste sábado.

Em uma ação social, o brewpub Capitão Barley, em São Paulo, promoverá, neste sábado, o evento Hamburgada do Bem para ajudar instituições do litoral norte paulista que sofreram com a tragédia das chuvas em fevereiro.

Também em São Paulo, a Budweiser apoia e celebra a décima edição do Lollapalooza, com uma série de ações que buscam conectar os fãs com seus artistas favoritos.

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Confira essas e outras ações cervejeiras no Menu Degustação do Guia:

Bud No Lollapalooza
Cerveja oficial do Lollapalooza Brasil, a Budweiser celebra a 10ª edição do festival e reafirma seu papel no cenário musical ao conectar os fãs aos seus artistas favoritos. Durante os três dias de evento, entre esta sexta-feira e o domingo (24 a 26), a marca terá uma série de ações, muitas delas envolvendo a Bud Zero. O espaço BudX, por exemplo, estará no lugar mais concorrido: em frente ao palco principal. Lá, o público aproveitará o BudStudio com encontros únicos entre artistas musicais. Os convidados, entre eles Ludmilla, Xamã e Negra Li, terão momentos de rodas de conversas, debates e interação com o público, com transmissão ao vivo pelo TikTok da marca. 

Chopes de graça no Porks Savassi
Neste sábado (25), a partir das 14h, o Porks Savassi completa um ano distribuindo 365 chopes de 300ml, de graça, para comemorar a data. A festa também terá show de rock com a banda Kaktos, sem cobrança de couvert. Haverá ainda sorteio de brindes das cervejarias parceiras como Verace, Capa Preta, Stadt Jever, Yellon Cervejaria e Krug Bier. O público vai conferir de perto as novidades no cardápio e o festival de torresmo. Ainda terá flash tatoo com Jasmim Drumond. 

Hamburgada no Barley
O brewpub Capitão Barley, no bairro Pompéia, em São Paulo, promoverá o evento Hamburgada do Bem, neste sábado (25), para ajudar instituições do litoral norte paulista, região afetada por temporais e deslizamentos. A ideia do evento é trazer o público para consumir pagando com desconto, além de doar parte da arrecadação da venda de hambúrgueres para estas instituições. Todos os hambúrgueres do cardápio serão vendidos com 20% de desconto. Das vendas, 20% do valor será destinado às instituições.

Viva La Breja
Neste domingo (25), ocorre a primeira edição do Viva La Breja, festival de cerveja artesanal com seis horas de cervejas liberadas para um público esperado de mais de 300 pessoas, com mais de 40 cervejarias participantes, no Salão Nobre do São Bernardo Tênis Clube, em São Bernardo do Campo (SP). O Viva La Breja quer promover a interação entre nichos do mercado. Por isso, além do público, donos ou representantes das cervejarias participarão do evento, bem como haverá pontos de venda e influencers visando gerar negócios.

Craft Brew Experience
O Shopping Center Norte, em São Paulo, recebe, até domingo (26), uma jornada sensorial e interativa pelos sabores e segredos da cerveja.  O evento “Craft Brew Experience – O Universo da Cerveja no Center Norte” é produzido pela Rompecabezas. A atração é gratuita e ocupa a praça de eventos do Center Norte, também reunindo profissionais que realizarão aulas com degustações, em datas e horários específicos. O evento conta com um túnel sensorial, destaca diversos fatos históricos sobre a produção, matérias-primas utilizadas e curiosidades da história desse universo, além de destacar a qualidade e o potencial da produção da cerveja artesanal no Brasil. 

1º Festival Mineiro de Cerveja
O primeiro Festival Mineiro de Cerveja, que buscará reunir os melhores rótulos de cervejas artesanais do estado, vai acontecer em 1º de abril. As cervejarias Albanos, Kud, Lagoon, Artesamalt, Krug, Läut, Uaimii e Slod já estão confirmadas. O evento também vai contar com espaço kids, banheiros climatizados, praça de alimentação, inclusive com porco no rolete e costelão fogo de chão. Os ingressos estão disponíveis no Sympla, com diferentes tipos de combo.

Feijoada na Madalena
A cervejaria Madalena sediará em 1º de abril, das 12h às 16h, uma feijoada beneficente em comemoração ao aniversário da Casa Ronald McDonald ABC, que oferece apoio às crianças e aos adolescentes acometidos pelo câncer e que realizam tratamento nos hospitais da Grande São Paulo. No evento da Madalena, os apoiadores da causa terão à disposição a infraestrutura da fábrica-bar, localizada em Santo André, em um ambiente coberto, com espaço kids e diversão para toda a família, com pinball, simulador de carro e moto, arcade, grua de pelúcia e muito mais. Durante o evento, a Madalena abrirá espaço para o samba. Quem comandará o palco será o grupo Jeito de Ser.

Zé Delivery e o futebol do Rio
Além da prioridade na hora de comprar os ingressos na pré-venda de um jogo do seu time do coração e ter descontos nas lojas oficiais do clube, os sócios-torcedores de Botafogo, Flamengo, Fluminense e Vasco passaram a ter a possibilidade de ganhar 50% do valor da mensalidade em benefícios de cashback para adquirir sua bebida no aplicativo do Zé Delivery. A ação visa a valorização e fortalecimento do futebol carioca e busca incentivar a adesão de novos torcedores aos programas, além de impulsionar o crescimento de receita dos clubes cariocas.

Pod Delas
No mês da mulher, a Ambev quer levar a discussão sobre a importância do diálogo para as redes sociais. Em parceria com o podcast Pod Delas – um espaço de conversas sobre assuntos variados de forma leve e descontraída, a Ambev está lançando a campanha “Ouça Elas”. A iniciativa tem o intuito de promover reflexões sobre o papel da escuta e da comunicação nas diversas camadas do universo feminino e mostrar como a colaboração dentro do ambiente de trabalho faz a diferença, permitindo que uma mulher impulsione a outra.

BCB São Paulo
A edição 2023 do BCB São Paulo abre o primeiro lote de credenciamento para profissionais da coquetelaria, proprietários e gestores de bares e restaurantes e quem atua na comercialização e distribuição de bebidas. As inscrições estão disponíveis online. O evento acontece nos dias 5 e 6 de junho, na Bienal do Ibirapuera. Considerado o principal evento do mercado de bebidas destiladas na América Latina, o BCB São Paulo reúne players que são referência mundial para expor seus lançamentos, produtos e receitas. 

Balanço do St. Patrick’s
A Louvada arrastou uma multidão para comemorar o St. Patrick ‘s Day, na noite da última sexta-feira, dia 17, em Cuiabá. Ao todo, foram 3 mil litros de chope consumidos no evento, que teve gastronomia e rock’n’roll. Há cerca de 1 mês, a cervejaria realizou o 1º Grito de Carnaval, que também teve lotação máxima.

Justiça mantém direito ao uso do nome Copa Cerveja Brasil pela Abracerva

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A Justiça decidiu que a Associação Brasileira de Cerveja Artesanal (Abracerva) pode continuar utilizando a marca Copa Cerveja Brasil como nome da competição organizada por ela e que será retomada em 2023 após um hiato de 4 anos. A decisão, de primeira instância, foi dada pelo juiz Eduardo Kahler Ribeiro, da 4ª Vara Federal de Florianópolis, negando um pedido do Science of Beer, que é detentor do registro de “Brazil Beer Challenge”.

“Apesar de operarem no mesmo mercado, a única coincidência aparente seria da expressão ‘Brasil’ ou ‘Brazil’, que é considerada marca fraca, já que de ampla utilização nos mais diversos ramos e segmentos, a fim de identificar o país (logo, seu uso não é privativo do detentor de registro anterior)”, afirma Kahler em sua decisão.

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A ação havia sido proposta pelo Science of Beer contra a Abracerva e o Instituto Brasileiro de Propriedade Industrial (INPI). A instituição alega que registrou “Brazil Beer Challenge” em 2018, um ano antes da associação fazê-lo para “Copa Cerveja Brasil”. Por isso, pedia que a Abracerva fosse impedida de usar o nome.

“Os demais elementos identificadores do nome e da imagem de tais marcas não apresentam qualquer similaridade, não havendo falar na possibilidade, sequer remota, de confusão entre os consumidores”, afirma o juiz.

 “A começar pela grafia, pois uma das marcas está redigida no idioma inglês, ‘Challenge’, quando a outra marca faz referência à ‘Copa’; não se confundindo, portanto”, explica. “Além disso, a fonte e cores usadas pelas marcas são totalmente diferentes, com nenhum sinal de identificação visual entre elas”, conclui Ribeiro.

Cabe recurso ao Tribunal Regional Federal da 4ª Região, em Porto Alegre, contra a decisão da 4ª Vara Federal de Florianópolis. E a tendência é de que seja apresentado pela defesa do Science of Beer.

A Abracerva organizou duas edições da Copa Cerveja Brasil, em 2018 e 2019. A competição será retomada em 2023, com a realização de etapas regionais, com a grande final agendada para São Paulo, em outubro. O Science of Beer também possui a sua competição cervejeira, a Brasil Beer Cup. A disputa anual, iniciada em 2020, tem a sua quarta edição agendada para agosto, em Florianópolis. Já o Brasil Beer Challenge, embora registrado no INPI, nunca aconteceu.

Caso está relacionado a outra disputa jurídica
A disputa que teve a sua decisão em primeira instância é o “pano de fundo” de outra disputa jurídica entre a principal associação das cervejarias artesanais do país e a renomada instituição de ensino, que também organiza eventos, como competições cervejeiras, festivais e congressos.

Anteriormente, a Abracerva entrou com uma ação contra o Science of Beer pleiteando a cessação do uso da marca “Brasil Beer Cup”. Esse caso tramita na Justiça de Santa Catarina e ainda não possui sentença, tendo sido citado por ambos os envolvidos no processo que agora teve a sua decisão em primeira instância.

O Science of Beer realizou duas tentativas de registro da marca Brasil Beer Cup, com seus pedidos tendo sido inicialmente indeferidos pelo INPI, assim como há requisições feitas por Naiara Felipe Estevam, funcionária do instituto, aguardando análise.

A Abracerva defende que se trata de marca idêntica à Copa Cerveja Brasil, sendo uma mera tradução para o inglês. E com a utilização do nome Brasil Beer Cup pelo Science of Beer, enviou algumas notificações extrajudiciais solicitando que o nome não fosse mais utilizado.

As tratativas não tiveram êxito, embora o instituto tenha chegado a apresentar contranotificação em que se comprometia a passar a utilizar apenas a sigla BBC. Diante disso e das novas tentativas de registro de Brasil Beer Cup, o corpo jurídico da Abracerva decidiu, então, levar o caso à Justiça.

Em sua argumentação, o Science of Beer afirma, no entanto, que o uso indevido de marca se dá por parte da Abracerva, que não poderia utilizar o nome Copa Cerveja Brasil, pois já há o registro de Brazil Beer Challenge. Assim, aponta que os dois termos são facilmente relacionados a concursos cervejeiros e afirma que a única diferença se dá entre “Copa” e “Challenge”, que possuiriam o mesmo significado. Por isso, a ação solicitava a anulação do registro da marca Copa Cerveja Brasil.

Além disso, a ação também pedia indenização por danos morais e materiais, citando problemas de saúde provocados na CEO do Science of Beer, Amanda Reitenbach, por notificações extrajudiciais consideradas ilegais pela defesa. “É inquestionável o desgaste emocional a que a autora vem sendo submetida em razão da coação evidenciada pelas constantes notificações extrajudiciais ilegais feitas pela ré, que busca, de todas as formas, ceifar o direito da autora em usufruir de sua própria marca”, afirma trecho da representação.

De acordo com o documento, a CEO do Science of Beer “desenvolveu Transtorno de Estresse Pós Traumático (TEPT) em decorrência do trauma gerado pela coação sofrida, bem  como ansiedade em nível elevado.  Além disso, em razão do trauma decorrente da coação praticada pela parte ré, a autora também apresentou sinais de bruxismo e teve problemas na  cervical em decorrência do Transtorno de Estresse Pós Traumático”.

Já a respeito do caso que teve seu julgamento em primeira instância, a defesa da Abracerva declara que a tentativa do Science of Beer de impedimento de uso de “Copa Cerveja Brasil” pela associação “nada mais é que uma manobra jurídica perpetrada pela requerente para tumultuar e tentar suspender, em vão, processo judicial ajuizado anteriormente pela ré”.

Apoio e resiliência: Sevá busca retomada após tragédia no litoral paulista

A madrugada de 19 de fevereiro de 2023 entrou para a história por um dos maiores desastres naturais do Brasil, provocado por enchentes e deslizamentos no litoral norte de São Paulo. As chuvas causaram a morte de 65 pessoas e destruição, como para a cervejaria Sevá, que sofreu danos durante a tragédia.

Segundo o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) e do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), as chuvas que caíram em um período de 24 horas do fim de semana do carnaval foram recorde na história do Brasil: 683 milímetros acumulados registrados somente em Bertioga, cidade extremamente afetada pelo temporal, assim como as vizinhas Ubatuba, São Sebastião, Guarujá, Ilhabela e Caraguatatuba.

Nesse cenário de devastação, as mobilizações marcam um recomeço, ainda que difícil, para muitas pessoas, como João Piva, cervejeiro e criador da Sevá. Cigana, a marca fica na praia de Cambury, em São Sebastião, cidade em que 64 mortes foram contabilizadas.

Na noite daquele sábado de carnaval, quando tudo começou, o carrinho de praia da Sevá e o carro de trabalho estavam guardados na casa de Piva, enquanto a Kombi de chope estava na rua ao lado, em um evento.

“A Kombi foi 100% coberta pela chuva e ficou totalmente submersa por mais de 12 horas. O carrinho de praia foi encontrado a 600 metros de onde estava, junto com outros carros que foram levados pelo rio. O Corsinha, velho de guerra, também ficou submerso e, segundo os vizinhos, só não foi arrastado porque pegou um redemoinho e ficou rodando na correnteza”, lembra Piva.

O cervejeiro lamenta os prejuízos e conta que nenhum dos veículos tinha seguro. “Estamos pagando caro nas peças separadas e na mão de obra aqui da região. As oficinas são poucas e estão lotadas de carros por causa da enchente”, diz.

A tragédia também impediu qualquer faturamento dos comerciantes durante o período do carnaval, para o qual investimentos relevantes haviam sido realizados. Assim, além de lidar com as perdas, tem sido necessário encarar as contas elevadas, em virtude de um carnaval que nem aconteceu.

Para agravar o cenário, o movimento de pessoas na região praticamente desapareceu desde a tragédia. “Praias e ruas estão vazias, estabelecimentos ficam com uma ou outra pessoa, desanimando todos que vivem do turismo e nos fazendo acreditar que o movimento vai voltar de forma lenta e provavelmente depois da baixa temporada. Enfim, nós e o comércio local do litoral fomos afetados por esse mix de situações”, lamenta.

Precisando ser resiliente, a Sevá luta para retomar as atividades e tem recebido ajuda de diversas maneiras. Uma delas veio da Avós, que abriu seu espaço em São Paulo, na última quarta-feira (15), para a marca de São Sebastião.

Lá, a Sevá plugou seus chopes em um evento com música ao vivo. “A Cervejada do Bem, ideia que partiu do Junior Bottura, da Avós, e uma outra ação que fizemos com o (Alexandre) Bleed, o Doutor Breja, foram as únicas entradas nesse mês tão difícil. Portanto, essa ação foi primordial para conseguirmos respirar e tentar buscar um novo caminho para a marca”, conta Piva.

O cervejeiro destaca que todo o valor arrecadado vai ser direcionado para o conserto dos veículos, para que possam voltar a ser usados pela Sevá. “Seja aqui na praia ou em outros lugares, só precisamos trabalhar. Não temos nem palavras para agradecer a gentileza da Avós em nos ceder o espaço para esse evento e por todo suporte na comunicação dele. Muito obrigado, vocês foram incríveis”, diz.

Neste mês de março, além dos custos de peças e manutenção dos veículos, a Sevá recebeu todas as contas dos investimentos feitos para o carnaval. Assim, se apega à solidariedade nessa retomada. “Na semana passada, fizemos uma ação de vendas com Alexandre Bleed, o Doutor Breja, que ajudou na divulgação e venda dos nossos kits em São José dos Campos e região. Foi bem legal”, comenta o cervejeiro.

Neste momento de baixo movimento na região e com a necessidade de escoar os produtos, a Sevá ainda teve de repensar a sua forma de trabalhar, priorizando a busca por novos pontos de vendas para garrafas, latas e barris em São Paulo, interior, litoral sul e em outros estados.

A participação de eventos e feiras do mercado cervejeiro e gastronômico também passa a ser ainda mais relevante para a marca, além da abertura de uma frente de eventos com a Kombi de chope.  Fora isso, a marca trabalha para reativar seu site, com kits promocionais com entregas para todo Brasil. Além disso, mira a produção de cervejas colaborativas, o que reduz custos e permite a chegada a novos lugares.

A cerveja de Cambury
A Sevá se posiciona como “a cerveja de Cambury”. Com inspiração nas aves e na natureza, os rótulos são ilustrados com pássaros do litoral norte de São Paulo, com artes feitas por moradores ou frequentadores das praias locais.

O nome da cervejaria vem de “seva”, uma palavra do sânscrito, que significa fazer algo sem ter uma expectativa de retorno. “Foi assim que tudo surgiu, sem expectativa. Uma brincadeira de fazer cerveja em casa, associada à admiração pelas aves e uma pitada de criatividade”, conta Piva.

A cervejaria nasceu em 2020, quando Piva, depois de 6 meses de “brincadeiras” na cozinha de casa, decidiu transformar o hobby em trabalho. Hoje a Sevá atende restaurantes, mercados, adegas e pousadas do litoral norte paulista com latas e garrafas.

A marca também chega ao cliente final através de um carrinho de praia e uma Kombi adaptada para venda de chope. “Vendemos para alguns pontos de cervejas especiais em São Paulo, capital e interior, mas ainda em uma quantidade muito pequena”, diz o cervejeiro.

O público da marca é formado por moradores da região, além de turistas e pessoas que passam os finais de semana, feriados e temporadas no litoral norte paulista. “Temos 21 rótulos lançados no período de 2 anos. Repetimos um rótulo ou outro, mas sempre focados em lançamentos de produtos e inovação. Entendemos que o mercado cervejeiro é um mercado de experimentação, por isso sempre tentamos trazer receitas novas, com matérias-primas novas, algo diferente e atrativo para nossos clientes”, finaliza Piva.

Guinness ampliará presença nos EUA com abertura de brewpub em Chicago

A Guinness decidiu ampliar a sua presença no mercado dos Estados Unidos. A icônica marca irlandesa anunciou a abertura do segundo brewpub no país, que ficará localizado em Chicago. A Guinness Open Gate Brewery (OGB) será inaugurada durante o verão no hemisfério norte, que vai de junho até setembro.

O novo brewpub da Guinness nos Estados Unidos ficará dentro de um antigo depósito ferroviário, que a empresa está reformando. O espaço é no bairro West Loop, uma antiga zona industrial de Chicago, mas que agora tem uma agitada vida noturna, com vários restaurantes.

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“Chicago e Guinness fazem parte da história um do outro há mais de um século, e a OGB Chicago sempre foi um sonho – estamos entusiasmados em abrir nossas portas para a comunidade de West Loop neste verão”, diz Ryan Wagner, embaixador da Guinness nos Estados Unidos.

Entre 12 e 16 cervejas serão oferecidas no espaço da Guinness em Chicago, incluindo a famosa Guinness Draft Stout, assim como rótulos da marca que vão ser importados de Dublin.  Mas não terá apenas cerveja no brewpub. O espaço também incluirá um restaurante, que contará com pratos clássicos irlandeses em seu cardápio.

Além disso, o estabelecimento funcionará como uma padaria. E a OGB Chicago também planeja trabalhar com a empresa de café Intelligentsia, assim como dar sequência à parceria com a Cane Collective, de Baltimore, no desenvolvimento de coquetéis de cerveja e sem álcool.

O primeiro brewpub da Guinness nos Estados Unidos funciona desde agosto de 2018 em Relay, no Maryland, nos arredores de Baltimore. “Este é um grande momento para a Guinness na América, e mal podemos esperar para explorar todos os diferentes sabores e variedade de heranças representadas nesta grande cidade (Chicago)”, afirma Rodney Williams, presidente da Diageo Beer Company, proprietária da marca Guinness.

Caso Backer: Testemunhas de defesa começam a depor; veja como foi 1º dia

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O caso Backer iniciou uma nova etapa do seu julgamento com o começo das audiências de testemunhas indicadas pela defesa dos réus. Os depoimentos no Fórum Lafayette, em Belo Horizonte, se iniciaram nesta segunda-feira (20), quando foram ouvidas duas das seis pessoas previstas para o dia.

A expectativa era de que 60 testemunhas de defesa da Backer fossem ouvidas ao longo de dez dias, sendo seis em cada um deles. É assim que está previsto para esta terça, quando outros seis depoimentos são esperados. Um desses será da gerente de recursos humanos da cervejaria.

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Porém, nesta segunda, os próprios advogados que haviam indicado as testemunhas desistiram de ouvir quatro delas, as dispensando. Entre os dois depoimentos de defesa realizados, um deles envolveu o profissional que, à época dos casos de contaminação que provocaram dez mortes, era gerente operacional e de logística da Backer.

Em depoimento por videoconferência, ele falou sobre o funcionamento de alguns processos na produção das cervejas e equipes envolvidas, também confirmando que eram realizadas audiências diárias. Ele esclareceu que era Munir Khalil Lebbos quem participava de reuniões e decisões da fábrica e não seu filho, Munir Franco Khalil Lebbos, pois este era responsável pelo restaurante da Backer – o pai, porém, não está na lista de indiciados, ao contrário do filho.

Além disso, o gerente operacional e de logística da Backer confirmou que alguns dos envolvidos, dependendo da função na empresa, participavam da avaliação da produção mediante degustação.

Advogado de mestre-cervejeiro fala
Acompanhando os depoimentos, o advogado Antônio Veloso Neto, que defende o mestre-cervejeiro Christian Brandt, afirmou, em declarações à imprensa, que o seu cliente não possui qualquer relação com os casos de contaminação.  

“Ele não era uma pessoa ligada ao parque industrial da empresa, ele era um autor de receitas”, disse. “Não existe relação entre o que ele fazia na empresa e o que causou lesões corporais e morte de pessoas”, acrescentou.

Brandt foi indiciado pelo Ministério Público de Minas Gerais em três artigos. Eles falam em: Matar alguém – possa resultar perigo comum e à traição, de emboscada, ou mediante dissimulação ou outro recurso que dificulte ou torne impossível a defesa do ofendido; Ofender a integridade corporal ou a saúde de outrem; e Corromper, adulterar, falsificar ou alterar substância ou produto alimentício destinado a consumo, tornando-o nociva à saúde ou reduzindo-lhe o valor nutritivo.

Fase do processo
O processo sobre os casos de contaminação de cervejas da Backer está na fase de instrução processual, com produção de provas, quando são realizadas as audiências de testemunhas de acusação, que ocorreram em maio de 2022. Naquele momento, 27 pessoas foram ouvidas, sendo quatro delas vítimas.

A fase atual, então, é a das audiências de testemunhas de defesa arroladas pela Backer. Depois disso, ocorrerá o interrogatório dos réus. Também nessa fase de instrução podem ser produzidas outras provas, se forem requeridas pela defesa ou pela acusação, como uma complementação de laudo ou uma reconstituição de fatos.

Relembre o caso
A contaminação de cervejas da Backer, a maior parte delas da Belorizontina, começou a ser descoberta nos primeiros dias de 2020, quando várias pessoas passaram a ser internadas em hospitais com sintomas de intoxicação após consumi-las.

A Polícia Civil de Minas Gerais, então, abriu investigação sobre o caso, detectando que a contaminação das cervejas por monoetilenoglicol e dietilenoglicol aconteceu em função de vazamento no tanque da fábrica. O caso provocou dez mortes. Além disso, várias outras pessoas tiveram sequelas, como deficiência renal, paralisias e surdez.

Uma denúncia apresentada pelo Ministério Público pediu o indiciamento de 11 pessoas por crimes cometidos entre o início de 2018 e 9 de janeiro de 2020, ano em que a solicitação foi aceita, em 8 de outubro, pelo juiz Haroldo André Toscano de Oliveira.

O magistrado acatou o pedido dos promotores após a materialidade dos delitos criminais ser comprovada por um laudo pericial da Polícia Civil de Minas Gerais e do Instituto de Criminalística em lotes de cervejas da Backer e em tanques da planta fabril da empresa, que pertence à Cervejaria Três Lobos.

Entre os réus estão três sócios-proprietários da Backer, Ana Paula Silva Lebbos, Hayan Franco Khalil Lebbos e Munir Franco Khalil Lebbos, que ainda terão seus depoimentos e julgamentos marcados pela Justiça, assim como dos sete funcionários que também foram indiciados, sendo um deles de uma empresa terceirizada, processado por falso testemunho. Já um 11º réu morreu pouco depois de ter sido indiciado em 2020.

Para o Ministério Público, os sócios-proprietários da cervejaria assumiram o risco de produzir as bebidas alcoólicas adulteradas ao adquirirem monoetilenoglicol. Já os outros sete profissionais teriam agido com dolo eventual ao fabricarem o produto sabendo que poderia estar adulterado, na visão da promotoria.

A Três Lobos, responsável pela marca Backer, está autorizada, desde abril de 2022, a produzir cervejas no parque industrial da empresa em Belo Horizonte, local onde aconteceu a contaminação. Atualmente, as cervejas da Backer são facilmente encontradas em diversos bares da capital mineira.

Pesquisa desenvolve cerveja com cajá potencialmente probiótica

Membros do Centro de Pesquisa em Alimentos da USP desenvolveram uma cerveja com potencial probiótico e que leva cajá em sua composição. O objetivo do trabalho é otimizar os efeitos do aumento de microrganismos benéficos na microbiota intestinal a partir do consumo moderado de cerveja.

Probióticos são microrganismos vivos, geralmente bactérias, que podem ser adicionados em alimentos para se alojarem principalmente no intestino, produzindo efeitos positivos à saúde. No trabalho com cerveja da USP, foi utilizada a bactéria Lacticaseibacillus paracasei F19.

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Se trata de uma bactéria que gera ganhos para a digestão de alimentos e a absorção de nutrientes, o que se avalia ter efeito contra a obesidade, com resultados positivos em estudos com modelos animais, assim como no fortalecimento do sistema imune.

No trabalho, coordenado por Susana Saad, professora da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP, foram feitas quatro formulações de cerveja, todas contendo o probiótico. Em uma versão foram adicionados o probiótico e o suco do cajá; em outra, o probiótico e o bagaço da fruta; na terceira, o probiótico com o suco e o bagaço combinados; e na quarta, só o probiótico, para funcionar como grupo controle.

“A fruta e seu subproduto foram utilizados exclusivamente com o intuito de dar sabor à cerveja. No geral, o resultado foi uma cerveja leve, refrescante e ácida, o que a coloca na categoria de cerveja Sour. Boa para o clima brasileiro, especialmente no verão”, diz Marcos Herkenhoff, pós-doutorando em genética de microrganismos cervejeiros na Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP e coautor do estudo.

O trabalho contou com a avaliação sensorial de 117 voluntários. Eles deram notas de 1 a 9 para avaliar se gostaram das cervejas e de 1 a 5 sobre a possibilidade de as adquirir.  

“Três delas obtiveram nota seis de aprovação e três de consumo. Se destacou a formulação feita com o suco, que obteve notas sete e quatro, respectivamente. No geral, eles aprovaram a acidez, que é um diferencial potencializado pelo probiótico”, relata Ana Beatriz Praia, mestre em Tecnologia Bioquímico-Farmacêutica pela Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP e primeira autora do estudo.

De acordo com o trabalho, as cervejas que levavam o cajá conseguiram manter uma quantidade de microrganismos entre 22% e 40% menor do que a produzida pelo grupo controle. Isso indica que os efeitos probióticos podem existir, embora isso demande mais estudos.

“Isso mostra que há uma chance grande dessas cervejas manifestarem os efeitos do probiótico esperados. Se os níveis de bactérias são suficientes para isso, precisaremos verificar em estudos com animais e clínicos”, explica Herkenhoff.

Com fermentações alcoólica, produzida pela sua levedura, e lática, gerada pelo probiótico, essa cerveja tem menos calorias e graduação alcoólica do que um rótulo tradicional. “Por haver duas fermentações, o seu teor alcoólico também é menor: fica entre 2,6% e 3,4%, enquanto o teor médio de uma cerveja convencional varia entre 4,8% e 5,2%”, comenta o pesquisador.

O desenvolvimento de uma cerveja à base do bagaço do cajá poderia trazer benefícios à cadeia produtiva do fruto. O cajá é produzido principalmente na agricultura familiar e é muito utilizado na região Norte em sucos, sorvetes e doces em geral. Mas, em geral, o bagaço é descartado, só se aproveitando o suco.

“Há poucas pesquisas que indicam formas de aproveitar esse subproduto. Esse conhecimento poderá, no futuro, agregar maior valor ao fruto e fortalecer a cadeia de produção”, diz Ana Beatriz. “Se os benefícios probióticos da cerveja à base de cajá forem confirmados, isso certamente seria um diferencial de produto”, conclui Herkenhoff.

Balcão A Dança: Em época de selvageria

Balcão A Dança: Em épocas de selvageria

Você não sente e não vê. Mas eu não posso deixar de dizer, meu amigo…

Mais uma vez abrimos os caminhos com as palavras de Belchior. Pois a força poética e futurista apresentada nas linhas acima percorrem desde os meus pensamentos ao escrever essa coluna quanto flutuam ao redor dos atuais acontecimentos do mercado. 

SELVAGERIA! O mundo está um caos, e o ser humano tem provado em diversas ocasiões que seus instintos selvagens e irracionais que teriam ficado a alguns milhões de anos atrás, estão bem vivos hoje! 

Mas, não é sobre essa selvageria que estou falando aqui. 

Que potência tem sido trocar e vivenciar esse momento em que muitos participantes do mercado olham para nossa flora e buscam na natureza inspiração para criar! Não é necessariamente algo novo o que está acontecendo, pois desde os experimentos de André Junqueira e os olhares atentos de Cilene Saorin, há mais de uma década, já há sinalizações de que esse é um ótimo – e fundamental – caminho. 

E hoje criamos, colaboramos, estudamos e discutimos cervejas selvagens, manipueira, lúpulos brasileiros, madeiras e frutos regionais, métodos e linguagens culturais próprias em diálogo com a craft beer. 

Ainda é cedo para dizer que o rumo é a construção da Escola Cervejeira Brasileira, mas se temos tanto por aqui, por que não sonhar?

Ou melhor, por que não realizar?

Além do diálogo a nível federal com o poder público visando criar melhores condições tributárias e estruturais para o mercado, a atual gestão da Abracerva – que traz Gilberto Tarantino como presidente – tem criado pontes para aproximar a cerveja artesanal do universo da gastronomia – vide evento “Cerveja é Gastronomia” ocorrido em junho de 2022, na faculdade Anhembi Morumbi, em São Paulo, com apoio do Sindicerv – e isso é mais um importante passo para o avanço, crescimento e amadurecimento do mercado. A cerveja precisa estar na mesa!

Durante o evento tive o prazer de conhecer e conversar bastante com o Diego Rzatki (Cervejaria Cozalinda e um dos idealizadores do projeto Manipueira) sobre a sinergia entre a busca e utilização do terroir BR com as ações identitárias, educacionais e culturais que a Graja Beer desenvolve como metodologia de ação no fundão da cidade. Uma pensa e trabalha a produção para dentro do copo. E o outro, do copo para fora. Mas ambos olham, falam e celebram nosso povo! Nossas riquezas e diversidades. De nós para nós. Ambas olham para como se vive. Como se consome e como se produz Brasil afora.

Há ainda uma jornada longa à frente nessa maturação de uma cultura cervejeira nacional. Há muita água (malte, lúpulo, levedura e o que quisermos) pra rolar, mas em épocas de selvageria, a nossa já fala por si. 

E com as palavras do Diego durante seu painel, encerro:

Não fazemos uma cerveja com brasilidade. A brasilidade faz nossas cervejas.


Leandro Sequelle é morador do subdistrito do Grajaú, bairro no extremo sul de São Paulo, sendo idealizador da cervejaria social Graja Beer. É tido como referência na pauta diversidade dentro do mercado e atua junto à Abracerva na busca da ampliação das soluções referentes ao tema.

Evento une gastronomia e harmonização com 20 artesanais no Rio

A união entre cerveja e gastronomia será fortalecida neste fim de semana com a presença relevante de marcas artesanais em um evento no Rio de Janeiro. Com o apoio da Associação Brasileira de Cerveja Artesanal (Abracerva) e da MeuChope, 20 representantes do segmento irão participar da feira #FarofadoBrasil, um dos eventos do Mesa Ao Vivo Rio, que também contará com harmonizações cervejeiras.

O Mesa Ao Vivo acontece no Village Mall. Nele, a Abracerva estará presente em uma degustação e duas harmonizações dentro da programação de aulas. Neste sábado (18), a sommelière de cervejas Priscilla Colares, coordenadora no núcleo de sommelieria da Abracerva, irá guiar as harmonizações para as criações de Bianca Barbosa e Rodrigo Galvão, na aula que tem como tema “quitutes, afetos e movimentos: das raízes dos ingredientes à inovação da experiência”, com início às 19 horas.

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No domingo (19), em outra união entre cerveja e gastronomia no Rio, a harmonização será para os pratos da aula “Sud e Rafa, a vida em constante fermentação”, de Rafa Brito e Roberta Sudbrack, também às 19h. Mais cedo no domingo, às 17h, as cervejas artesanais serão as protagonistas da degustação “Explorando os sabores das cervejas artesanais”, também conduzido por Priscilla Colares. Os interessados devem se inscrever através do site do Mesa ao Vivo Rio.

“A cerveja, como bebida democrática, também precisa ocupar seu espaço nas mesas dos restaurantes e na alta gastronomia assim como nos bares, na praia, festivais e churrascos. Participar do circuito Mesa Ao Vivo é mais uma etapa desta missão de mostrar cerveja é gastronomia”, explica Gilberto Tarantino, presidente da Abracerva.

Apoio às artesanais
No #FarofadoBrasil, feira gastronômica com o tema “a voz, a força e o sabor da cozinha carioca”, as cervejarias artesanais irão expor e comercializar seus produtos. São elas: Botto Bier, Brewing 2 go, Búzios, Carioca, Centenária, Complexo Cervejeiro, Esplendido, Hocus Pocus, Indigo Brewing, Masterpiece, Matisse, Noi, Pakas, Paranoide, Praya, Story Brew, The Doctors, Three Monkeys, Viquim e Xingu.

A venda de cerveja será realizada por meio do aplicativo MeuChope e do sistema de autosserviço InTap, que permite ao consumidor degustar os chopes no volume que desejar e de forma autônoma.

“Acreditamos muito no potencial do chope como harmonizador na alta gastronomia. As pessoas harmonizam vinhos, por que não harmonizar uma cerveja artesanal? Existem milhares de rótulos, com diferentes ingredientes e sabores”, afirma Augusto Sato, fundador e co-CEO da MeuChope

A iniciativa se soma a outra ação da MeuChope, que está oferecendo até R$ 20 mil em vouchers para cada cervejaria artesanal associada à Abracerva bonificar seus pontos de venda para compras de produtos pelo aplicativo MeuChope Marketplace, que integra cervejarias com bares, restaurantes, empórios e o consumidor.

“Essa parceria vem em um ótimo momento. Estamos lançando um pacote de incentivo de R$ 5 milhões em vouchers para fomentar o mercado cervejeiro artesanal. Queremos fazer com que o app MeuChope Marketplace seja o principal aliado dos estabelecimentos para redução de custos com taxa 0% e para aumentar seu mix de produtos com cervejarias locais”, conclui Sato.

Marcas usam tradição vinícola do Brasil na busca por excelência na Grape Ale

A busca pela excelência na produção de cervejas pelas marcas artesanais do Brasil vem tendo a aliança com o mundo e as características do vinho. Aproveitando uma longeva trajetória do país na produção vinícola, especialmente na região Sul, algumas das mais renomadas e premiadas marcas têm unido essa tradição para adentrar em uma das tendências internacionais: a fabricação de cervejas do estilo Grape Ale e suas variações.

O estilo, surgido em cervejarias da Itália em meados dos anos 2000, ganhou projeção mundial em 2015, quando foi reconhecido pelo BJCP, o principal guia de estilos do mundo. Desde então, conquistou paladares – e medalhas – pelo mundo.

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Essa cerveja combina o perfil de um vinho espumante e uma cerveja de base relativamente neutra, permitindo que as qualidades aromáticas da uva se misturem com os aromáticos do lúpulo e da levedura, podendo variar de refrescante a complexo.

Nessas combinações, a proximidade entre cultivo de uvas e a cervejaria, pode trazer o terroir característico de cada região para o produto, que costuma ser fabricado em edições limitadíssimas, algo que acaba aguçando ainda mais a curiosidade do público cervejeiro, em trabalhos que têm sido reconhecidos pela excelência em competições cervejeiras.

No Concurso Brasileiro de Cervejas deste ano, por exemplo, o melhor rótulo entre todos os participantes foi uma Sour Italian Grape Ale, a Tannat Grape Ale, da Alem Bier. A marca da cidade gaúcha de Flores da Cunha, aliás, também foi eleita a melhor da competição, graças às várias medalhas conquistadas pela sua enorme variedade de Grape Ales, vencendo uma acirrada disputa com outra cervejaria do Rio Grande do Sul, a Leopoldina, de Bento Gonçalves.

“Ao pensar na produção de uma Grape Ale e suas variações, usa-se um processo já conhecido e consolidado, que é a produção de vinho, aliado à produção de cerveja, que garantem produtos de alta qualidade, com pouco ou nenhum defeito, além de proporcionar uma experiência diferente do que aquela única e exclusivamente do vinho ou da cerveja”, diz Danielle Mingatos, sommelière de cervejas e co-fundadora da Cia de Brassagem Brasil.

Mais do que a ligação do estado de origem, as duas cervejarias também estão próximas por suas relações com vinícolas. A Leopoldina, por exemplo, é pertencente ao grupo da Casa Valduga, conhecido pela produção de vinhos e espumantes. E possui desde 2015 uma Grape Ale em seu portfólio.

Já a Alem Bier nem existia quando a Leopoldina apresentou sua Grape Ale ao mercado. Mas fundada em 2017, está localizada dentro da vinícola Monte Reale. É a atual bicampeã do Concurso Brasileiro de Cervejas, também tendo o melhor rótulo da disputa em 2021 e, agora, em 2023.

“As cervejarias que partem para esse estilo ou têm uma vinícola ou têm parceria com uma vinícola, e estas detêm a tecnologia do uso de madeiras e da produção de vinho, aliando este conhecimento para a produção de cerveja”, avalia a co-fundadora da Cia de Brassagem, que também fez parte do júri do concurso em Blumenau.

O sucesso de cervejarias ligadas à vinícolas também significa que essas marcas estão aproveitando uma tradição local envolvendo outra bebida para incrementar suas produções, apostando nas Grape Ales, como avalia Guilherme Rossi, atual vencedor do Campeonato Brasileiro de Sommelier de Cervejas.

“Faz sentido, tendo essa tendência no mercado mundial de se fazer cervejas com uva, que o brasileiro procure reproduzir esse estilo, porque já tem o mosto da uva, já tem a uva, até fazendo parcerias com vinícolas. Pode ser que isso seja também um motivo para que algumas cervejarias estejam investindo nisso, porque ninguém precisa importar a uva. Você consegue com um pequeno produtor, por exemplo”, diz.

O sucesso das Grape Ales em concursos também pode estar relacionado com a tentativas das marcas de acompanharem tendências mundiais. “Os estilos novos sempre vão ter uma repercussão maior. Tem mais cervejarias tentando fazer produtos dentro dessas novidades, assim como as mais gabaritadas buscam aprimorar os processos. Já foi assim com outros estilos e agora é com as Grape Ales”, avalia Gui Rossi.

Para além do sucesso em concurso, as Grape Ales também são vistas como atrativas para o consumidor pela grande variedade de opções, indo das ácidas mais leves até aquelas cervejas mais encorpadas, como destaca a co-fundadora da Cia de Brassagem. Não à toa, outras marcas conhecidas do segmento de artesanais se aventuram nesse estilo, como Cozalinda, Dádiva, Bodebrown, Campos do Jordão e Xamã, que ganhou suas duas medalhas em Blumenau em 2023 nesta categoria.

Vale observar que temos muitas variações que atendem desde pessoas que gostam de cervejas ácidas, com notas selvagens, até pessoas que gostam de uma cerveja mais frutada. As cervejas do estilo Grape Ale e suas variações conseguem atender uma grande gama de paladares

Danielle Mingatos, sommelière de cervejas e co-fundadora da Cia de Brassagem Brasil

Já para a sommelière de cervejas Paula Pampillón, as Grape Ales demonstram que há um mercado a ser explorado pelos produtores de vinho no Brasil, ampliando a relação entre os dois mundos. “É um fato importante para as cervejarias se posicionarem saindo do óbvio e buscarem novos horizontes. Ficou claro que com sabedoria e excelência as vinícolas encontraram um nicho no mercado nacional de cerveja”, diz.

12 opções cervejeiras para celebrar o Saint Patrick’s Day em 2023

Para o setor cervejeiro, esta sexta-feira é uma das mais especiais no calendário. Afinal, 17 de março é a data do Saint Patrick’ Day, uma das tradicionais celebrações do segmento e que em 2023 coincidiu com o dia mais cervejeiro da semana. Não à toa, serão várias celebrações no Brasil, em uma festividade que nasceu na Irlanda, mas foi ganhando força e território ao longo dos anos.

O Saint Patrick’s Day lembra o aniversário de morte de São Patrício, o padroeiro da Igreja Católica na Irlanda. No país europeu, as comemorações envolvem toda a sociedade, sendo considerado um importante feriado. A data é a única em que é permitido consumir bebida alcoólica nas ruas do país, com a Igreja Católica suspendendo a proibição do consumo de álcool durante a Quaresma.

No Brasil, a data também é sinônimo de celebração. Assim, o Saint Patrick’s Day em 2023 terá diversos festivais e eventos, assim como lançamentos e promoções. E para ninguém ficar de fora da celebração, a reportagem do Guia selecionou algumas das centenas de opções.

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Confira algumas iniciativas realizadas em razão do Saint Patrick’s Day em 2023:

Nas ruas de Joinville
Para celebrar o Saint Patrick’s Day em 2023, Joinville terá, pela primeira vez, um evento de rua alusivo à tradição irlandesa, com chope e adereços na cor verde. O St. Patrick’s Day na Rua será no domingo, das 11h às 20h, na avenida Hermann August Lepper, onde ocorre a Rua do Lazer, no bairro Saguaçu. A entrada é gratuita. As 20 cervejarias participantes irão apresentar a sua versão de chope verde e outras 150 opções dos mais variados estilos para serem apreciados no copo oficial do evento. Também terá opções sem álcool e sem glúten. Serão 15 food trucks com variados pratos além do fish & chips.

Goose Island
O Goose Island Brewhouse aproveita a data com uma programação especial com lançamento, muita música e reabertura do seu beer garden. O lançamento conta com a união dos sabores do clássico Irish Coffee em uma cerveja sazonal, a The Irishman, uma Irish Brown Ale com café, nibs de cacau e lactose. E quem for à brewhouse da Goose e pedir um pint de 470ml da The Irishman, vai ganhar uma dose de 50ml de uísque. Além disso, quem se chamar “Patrícia”, Patrick” ou “Patrício” ganha esse combo até domingo.

Evento do Polo de Campinas
Desta sexta-feira (17) até domingo (19), o Saint Patrick’s Day será celebrado em Campinas (SP), com a presença de 25 cervejarias artesanais do polo cervejeiro da região metropolitana da cidade. As cervejarias levarão mais de 100 torneiras de chope à Praça Carlos Gomes, de estilos variados, entre eles as IPAs, Sours, Stouts, Lagers e, claro, o chope verde.

Madalena
A comemoração da cervejaria Madalena tem direito a chope verde, caneca personalizada e música ao vivo, indo de sexta-feira até domingo. Localizada em Santo André, no ABC Paulista, a cervejaria realiza neste fim de semana eventos especiais. Além do chope verde, os clientes ainda podem escolher entre os diversos estilos nas 25 torneiras disponíveis na casa, como Lager Premium, Bohemian Pilsen, Double IPA, Weiss, Stout, Lager Light, Sandy Lemon, entre outros. Os interessados pagam R$ 10 na entrada ou doam 1 quilo de alimento não perecível. Os itens arrecadados durante o fim de semana são destinados ao Fundo Social de Solidariedade de Santo André.

Porks BH 
Até o domingo, as três unidades do Porks em Belo Horizonte celebram o Saint Patrick’s com a venda de 3 mil litros de chope verde. No sábado, quem for ao Porks vestido a caráter, com camisas ou blusas verdes, vai ganhar um chope verde de 440ml. No sábado e no domingo, os clientes que acharem trevos verdes premiados vão ganhar um chope verde. Os vouchers estarão espalhados pelas lojas.

Krug Bier
A Krug Bier investe nas festas de Saint Patrick’s, que em 2023 vão acontecer no Colégio Arnaldo e na Serraria Souza Pinto, em Belo Horizonte, ambas no sábado (18). Para as festividades, a marca vai produzir 20 mil garrafas de 275ml da cerveja verde, além do chope verde.

A Forja
A Forja, taverna medieval, também vai comemorar o Saint Patrick’s Day nesta sexta-feira e sábado em Belo Horizonte. A casa terá o chope verde da Läut, música, comidas e bebidas típicas, além de ambiente temático.

Rio Tap Beer House
A Rio Tap Beer House vai oferecer uma programação especial em celebração ao Saint Patrick’s Day e prepara uma série de ações festivas, novidade nas torneiras e no cardápio para a ocasião. Para entrar no clima da comemoração, o bar terá em suas torneiras o chope pilsen verde St. Patrick Pilsen Old School, além de um prato especial no menu inspirado na data: o Irish’s Starter, um fiambre artesanal acompanhado de picles de pepino, crispy de shitake, molho de mostarda e melaço, com pão de pretzel.

Mustang Sally
Neste mês de março, as quatro unidades da casa Tex-Mex de Curitiba celebram a cultura da Irlanda com muita música ao vivo, comidas e drinques temáticos. Até o dia 31, o público poderá saborear drinques e sobremesas exclusivas e experimentar o BBQ Nachos, o Guinness Burger ou o Irish Combo.

Em Campos do Jordão
Para celebrar essa data, o PlayPub Cerveja Campos do Jordão conta, além dos estilos da linha principal da Campos do Jordão, com estilos de edição limitada, produzidos e disponíveis apenas lá. Entre as opções da casa estão: New England IPA, Märzen, Sour de Pitaya com Maracujá, Festbeer e a Winebeer.

Na Nacional
Na Cervejaria Nacional, o dia de São Patrício será comemorado nesta sexta-feira e no sábado, na capital paulista, com shows de bandas, DJ com line-up de músicas irlandesas e o drinque Double Patrick’s. A combinação para a comemoração ainda inclui a Y-îara Pilsen Verde.

Noi Gastronomia
Nos bares e restaurantes da Noi no Rio de Janeiro, a comemoração já começou e conta com um combo especial que conta com uma caldereta exclusiva e chope Pilsen verde. A promoção vai até o fim de março ou enquanto durarem os estoques.