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Great American Beer Festival reúne 9.904 cervejas em retomada

O Great American Beer Festival (GABF) celebrou os 40 anos da sua primeira edição com a distribuição de 300 medalhas em Denver, palco do principal concurso cervejeiro dos Estados Unidos em 2022, promovido pela Brewers Association e que não havia acontecido em 2020 e 2021 por causa da crise sanitária. Os destaques entre as quase 10 mil cervejas inscritas acabaram sendo as marcas da Califórnia, a North Park Beer e, mais uma vez, as IPAs.

As IPAs continuaram predominando, como tem sido usual entre as participantes. Afinal, a American IPA foi o estilo com mais cervejas inscritas – 423. E acabou sendo uma marca de Denver, a Comrade Brewing, que levou a medalha de ouro mais disputada do festival, com a More Dodge Less RAM.

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O segundo estilo com mais inscritos foi uma derivação da IPA, reunindo 375 rótulos: a categoria Juicy ou Hazy IPA, sendo vencida pela californiana Flatland Brewing. Pilsen, com 233 participantes, Wheat Ale, com 209, e Märzen, com 207, foram os demais estilos que despertaram mais interesse das cervejarias no GABF de 2022.

De San Diego, a North Park Beer foi a marca com mais medalhas conquistadas: quatro, sendo um ouro, na categoria English India Pale Ale ou New Zealand India Pale Ale, uma prata e dois bronzes. Foi, também, a melhor cervejaria do GABF entre as que produzem entre 5.001 e 15 mil barris de cerveja por ano. Assim, fez parte do domínio das cervejarias da Califórnia, que faturaram 28 medalhas de ouro nesta edição do GABF.

O concurso apresentou, mais uma vez, números impressionantes. Em sua 36ª edição, reuniu 9,904 cervejas de 2.154 marcas, sendo que 301 fabricantes participaram pela primeira vez. Todos esses rótulos foram avaliados em 177 subestilos diferentes. Além disso, a disputa premiou 268 cervejarias, sendo 18 pela primeira vez.  

“Ano a ano, o Great American Beer Festival apresenta o melhor que os cervejeiros americanos têm a oferecer”, diz Chris Williams, diretor de competição do Great American Beer Festival. “Com 9.904 inscrições, a competição deste ano foi a mais disputada até hoje. Parabéns a todos os vencedores que demonstraram verdadeiramente por que os EUA são a melhor nação cervejeira do mundo.”

Realizado pela primeira vez desde o início da pandemia, o GABF teve a 36ª edição em 2022 e apresentou números que atestam a expansão das artesanais nos Estados Unidos, tanto que em 1982 foram 24 cervejarias participantes e 47 rótulos inscritos. Em 2022, rendeu estimados US$ 15,2 milhões para a economia de Denver ao reunir 40 mil amantes de cerveja em 3 dias de festival.

Grupo Petrópolis inicia venda de lúpulo peletizado e mira microcervejarias

O Grupo Petrópolis acelerou o processo de venda de parte da sua produção de lúpulo, cultivado em Teresópolis (RJ), ao anunciar o início da comercialização do insumo peletizado. A companhia explicou que o produto estará disponível através do seu e-commerce, o Bom de Beer. O público-alvo são cervejeiros caseiros e microcervejarias.

No site, o Grupo Petrópolis vai vender o lúpulo peletizado em packs embalados em atmosfera modificada (ao abrigo da luz e do oxigênio), das variedades Comet (50g e 500g), Cascade (50g e 500g), Chinook (50g), Triple Pear (50g) e Zeus (50g). Nesta segunda-feira (10), os preços eram de R$ 20 para as embalagens de 50g e de R$ 200 para as de 500g.

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O lúpulo produzido pelo Grupo Petrópolis passou por beneficiamento através de um maquinário especial desenvolvido em parceria com a empresa Forte Lúpulo. Nesse processo, o insumo cervejeiro é colhido, secado em estufa e triturado inteiro para virar pó, depois sendo prensado por uma máquina que o deixa no formato de pellets. Isto facilita a transferência dos compostos do lúpulo para o mosto cervejeiro na preparação da bebida.

“Demos mais um passo importante no aprendizado e ao introduzir com sucesso a peletização em nossa cadeia. A venda do nosso lúpulo nesse modelo é um avanço para indústria cervejeira local, já que estamos incentivando a produção nacional por meio do fácil acesso a um lúpulo de qualidade ‘made in Brazil’ com muito orgulho”, afirma Diego Gomes, diretor industrial do Grupo Petrópolis.

Ao anunciar a comercialização do lúpulo peletizado, a companhia destaca vantagens em comparação ao produto em flor. “Ele tem maior eficiência na utilização para obtenção de amargor, em torno de 10% a mais de IBUs do que a mesma variedade de lúpulo em flor, a matéria-prima neste formato oxida mais lentamente e pode ser armazenada por mais tempo. E por serem condensados, utiliza-se uma quantidade menor nas receitas em relação ao lúpulo em flor”, diz.

O Grupo Petrópolis começou a comercializar o seu lúpulo em flor em abril de 2021.  Desde então, vendia o produto nas variedades Cascade, Comet e Triple Pearl em pacotes de 100g, com armazenamento em atmosfera modificada para preservar ao máximo os aromas.

O Grupo Petrópolis iniciou a plantação de lúpulo em 2018, com 316 plantas cultivadas na sua fazenda em Teresópolis. Na ocasião, foram plantadas 10 espécies do insumo, para testar a adaptabilidade. Hoje, a plantação já conta com mais de 21 mil mudas, em mais de cinco hectares, com 15 cultivares diferentes. Ao todo, o projeto já recebeu R$ 5 milhões em investimentos.

Turismo cervejeiro demanda mais divulgação e melhorias viárias

Considerado o 11º maior mercado de turismo do mundo, de acordo com recente relatório do World Travel & Tourism Council, o Brasil pode impulsionar essa atividade pelas suas atrações. E elas devem incluir o turismo cervejeiro, que necessita, principalmente, de mais divulgação e melhor sinalização, além de melhorias na infraestrutura viária, de acordo com demandas apresentadas em mais uma reportagem da série especial do Guia para as eleições.

Na visão Ana Cláudia Pampillón, coordenadora da Rota Cervejeira RJ, o turismo cervejeiro precisa ser colocado em evidência, como os demais ramos da atividade, pelos governos. “O turismo cervejeiro não tem muita visibilidade no país porque não conta com muita divulgação. Então, achamos que a comunicação é fundamental para divulgar e fomentar o turismo cervejeiro”, avalia.

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Assim, ela espera que tanto os governantes vencedores das eleições em 2 de outubro como aqueles que disputarão o segundo turno em 30 de outubro dediquem mais atenção ao turismo cervejeiro, que não só gera importantes receitas para as marcas envolvidas como também para a economia das cidades e estados.

“É um assunto relevante, que pode remunerar e rentabilizar muito bem as cervejarias se elas trabalharem bem o turismo cervejeiro. Então, é de fundamental importância essa comunicação feita pelo poder público, que os estados e o próprio país divulguem mais o projeto do turismo cervejeiro. Percebemos que são sempre muito divulgados os turismos rural, de compras e de aventura, enquanto o cervejeiro é sempre deixado em um segundo plano”, completa.

Melhor sinalização para os caminhos turísticos
Para além do espaço de divulgação, o turismo cervejeiro também clama por uma melhor sinalização nas estradas e cidades. Um exemplo de inspiração, para Ana Cláudia, é o visto nas rodovias do Rio Grande do Sul, onde os turistas visitam as diversas vinícolas espalhadas pela Serra Gaúcha.

“No Rio Grande do Sul, existem as indicações para o turismo do vinho. E precisamos não apenas das placas marrons para indicar os destinos, mas também dos outdoors das concessionárias das estradas que possuem aqueles avisos luminosos com mensagens de atrativos desses locais pelos quais as pessoas passam. Elas precisam saber que ao longo deste caminho tem um outro ativo muito interessante, que é o turismo cervejeiro”, reforça.

Entendemos ser importante que os governos estaduais e federal tenham um olhar mais atento para a sinalização turística. Nós passamos por alguns circuitos e sabemos que a sinalização é aquele marrom (cor padrão para avisar sobre destinos de turismo nas localidades), dizendo que ali tem algum ativo turístico importante. Então, gostaríamos muito que tivesse essa sinalização indicando as principais localidades, apontando quais são as regiões boas para o turismo cervejeiro

Ana Cláudia Pampillón, coordenadora da Rota Cervejeira RJ

Melhores estradas para facilitar acesso
Outro fator visto como importante para o incremento do turismo cervejeiro é a melhoria das vias que são percorridas para a realização desses passeios. “Batemos muito na tecla da infraestrutura das estradas, que sejam boas, para que esse turismo seja mais bem aproveitado. E trabalhamos muito a questão do consumo consciente, que é o de que ‘se beber, não dirija’”, afirma a coordenadora da Rota RJ.

Ana Cláudia aponta que a situação ruim de diversas rodovias, com seus riscos, atrapalha o turismo cervejeiro, pois as pessoas desistem de viajar por não se sentirem seguras para transitar nestes percursos, sendo que muitas marcas ficam em pequenas localidades, onde há poucas opções de acesso.

“Muitas cervejarias ficam em localidades de difícil acesso, muitas vezes na zona rural, onde se consegue ir com um carro simples, mas há cervejarias em que os ônibus não conseguem chegar e às vezes até mesmo com uma van é difícil para os turistas acessarem o local”, alerta a coordenadora da Rota RJ.

Balcão do Profano Graal: História e curiosidades da principal festa cervejeira

Balcão do Profano Graal: Oktoberfest – História e curiosidades sobre a festa cervejeira mais famosa do mundo

Salve nobres,

Mais uma vez chegamos ao mês de outubro e, nesse ano, eu me dei conta de que ainda não falei aqui nessa coluna da festa cervejeira mais famosa do planeta: a Oktoberfest de Munique. Por ser a mais famosa, você certamente já deve ter ouvido essa história. Mas, mesmo assim, quem sabe eu não trago, nesse texto alguma informação nova, que você ainda não conheça. Então vamos lá!

A festa que se celebra todo ano em Munique teve origem na comemoração do casamento do príncipe herdeiro do então Reino da Baviera, Ludwig de Wittelsbach (1786-1868) e Theresa Carlota de Saxe-Hildburgo (1792-1854), ocorrido em 12 de outubro de 1810. Para celebrar o enlace entre as duas importantes casas dinásticas foi organizada uma grande festa de dois dias (13 e 14 de outubro) nos campos em frente à porta da cidade, que foram batizados em homenagem à noiva de Theresienwiese (“gramado de Theresa”). Exatamente no mesmo local em que ainda hoje se organiza a festa. Todos os habitantes de Munique foram convidados a participar da festa. Para isso, cerveja e comida grátis foram oferecidas em quatro locais diferentes da cidade. O encerramento e ao mesmo tempo ponto alto da festa era a corrida de cavalos que deveria ocorrer no Theresienwiese, com a presença da Família Real da Baviera. Lá, estalajadeiros do centro de Munique montaram barracas para a venda de comida e cerveja.

O enorme sucesso fez com que fosse marcada outra festa para outubro do ano seguinte, e assim começou a tradição. A partir de 1811, como forma de promover a agricultura e a economia da Baviera, foi adicionada à festa também uma feira agrícola. Em 1818 apareceu o primeiro carrossel e dois balanços. Origem do grande parque de diversões que é montado hoje em dia no espaço da festa. E no ano seguinte (1819), a população de Munique assumiu a responsabilidade pela organização da festa, fazendo com que se tornasse um evento anual: a Festa de Outubro. Apesar do nome, desde 1872 a festa tem seu início em meados de setembro, para aproveitar os dias mais longos e quentes do final do verão. E vai até o primeiro domingo de outubro.

Em 1885, a luz elétrica iluminou pela primeira vez as tendas da Oktoberfest. A esse respeito, as grandes tendas que hoje caracterizam o evento surgiram apenas a partir de 1896, quando Michael Schottenhamel mandou erguer o seu Bierburg (“cidade da cerveja”), com capacidade para 1.500 pessoas. Antes disso, as tavernas acomodavam no máximo 50 pessoas. O Bierburg foi projetado pelo arquiteto Gabriel von Siedl, que era sobrinho de Gabriel Sedlmayr (1811-1891) proprietário da cervejaria Spaten e inventor do estilo Munich Helles. E, por isso, a cerveja vendida no Bierburg era a da Spaten. Nas 14 grandes tendas e as 21 pequenas tendas da festa só podem ser comercializadas cervejas das seis grandes cervejarias de Munique: Augustiner, Hacker-Pschorr, Löwenbrau, Paulaner, Spaten e Hofbräu. Já no século XX, esse veto às cervejas de fora da cidade já levantou protestos do príncipe Luitpold, bisneto do último rei da Baviera, e proprietário da cervejaria König Ludwig, produzida em parte no seu Castelo de Kaltenberg, ao sul de Munique. Ele fez várias tentativas de colocar sua própria cerveja na Oktoberfest. Porém, embora ele fosse da família real da Baviera, as regras se mantiveram firmes e suas queixas foram em vão.

Em 1950 foi introduzida a tradicional cerimônia de abertura do festival, em que o Prefeito de Munique abre o primeiro barril, falando a frase: “O’ Zapft is!”. Algo como “Que a festa comece!”. E apenas em 1960 as corridas de cavalos deixaram de ser realizadas e a festa se transformou em um enorme festival, tal como a conhecemos hoje. Além das cervejarias, é montado um parque de diversões, com roda gigante, montanha russa, etc. O programa da festa inclui desfile de carroças de cerveja, desfiles de trajes típicos, concertos de bandas e apresentação de danças folclóricas, entre outras atrações. A festa é frequentada por seis milhões de visitantes de todo o mundo.

Desde o seu início, a festa deixou de ser realizada 26 vezes: Entre 1813 e 1817, devido às guerra napoleônicas; em 1854 em razão de uma epidemia de cólera (epidemia que vitimou a Rainha Theresa); em 1866, quando os exércitos da Baviera estavam apoiando a Áustria na guerra contra a Prússia; em 1873, em mais um surto de cólera em Munique; entre 1914 e 1918, durante a I Guerra Mundial; em 1923 e 1924 devido à hiperinflação gerada pela derrota da Alemanha na I Guerra; de 1939 a 1945, durante a II Guerra Mundial; de 1946 a 1948, mais uma vez devido à situação econômica da Alemanha no imediato pós-guerra, foi substituída por um pequeno “Festival de Outono”; e, finalmente, em 2020 e 2021 devido à pandemia de Covid-19.

A Oktoberfest também já foi palco de um atentado terrorista. Em 26 de setembro de 1980, uma bomba de fabricação caseira, constituída por um extintor de incêndio com 1,39kg de dinamite, explodiu em uma lixeira de um banheiro perto da entrada principal. Treze pessoas faleceram, mais de 201 ficaram feridas, das quais 68 gravemente. A responsabilidade do atentado foi atribuída a Gundolf Köhler, um extremista de direita morto durante o atentado. A versão oficial é a de que ele teria agido sozinho. Mas essa tese é ainda hoje contestada. Foi o segundo ataque terrorista com vítimas fatais ocorrido na Alemanha, depois do atentado ocorrido durante os Jogos Olímpicos de 1972, também em Munique, organizado pelo grupo terrorista palestino Setembro Negro, em que 17 pessoas foram mortas.

Conrad Seidl chama a atenção para o aspecto político da festa. Diz ele que, “muitas vezes se esquece que a primeira Oktoberfest foi uma manifestação política para demonstrar a unidade nacional durante e após as guerras napoleônicas”. Na ocasião, o Reino da Baviera fazia parte do Império Napoleônico como um estado tampão entre a França e a Áustria. Tendo mudado de lado em 1813. Segundo o autor, esse caráter politico da Oktoberfest foi revivido outras vezes, como durante a unificação alemã na década de 1870, sob o regime nazista na década de 1930 (quando a bandeira com a suástica substituiu a bandeira bávara branca e azul) e após a reunificação alemã na década de 1990. Interpretação com a qual eu tendo a não concordar. Porque a Oktoberfest me parece estar muito mais intrinsecamente ligada à manutenção de uma identidade cultural bávara do que de uma identidade alemã.


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

História da Oktoberfest. Oktoberfest.net – O guia internacional da Oktoberfest. Disponível em: História da Oktoberfest – Oktoberfest

Oktoberfest. Wikipedia – a enciclopédia livre. Disponível em: Oktoberfest – Wikipédia, a enciclopédia livre (wikipedia.org)

SEIDL, Conrad. Oktoberfest. In: OLIVER, Garret (ed.). The Oxford Companion to beer. New York: Oxford University Press, 2012, p. 813-815.

Reino da Baviera. Wikipedia – a enciclopédia livre. Disponível em: Reino da Baviera – Wikipédia, a enciclopédia livre (wikipedia.org)


Sérgio Barra é carioca, historiador, sommelier e administra o perfil Profano Graal no Instagram e no Facebook, onde debate a cerveja e a História.

Sampa Brew une 16 marcas e busca inserir artesanais em eventos públicos

Por três finais de semanas seguidos, um espaço público da cidade de São Paulo será a casa de 16 cervejarias artesanais em meio a shows e outras atrações culturais. É o Sampa Brew, Festival de Cervejas Artesanais, que se inicia neste sábado no Centro Cultural Tendal da Lapa, indo até 23 de outubro, sempre ocorrendo aos sábados e domingos.

O festival, nascido com o intuito de fomentar a cultura das cervejas artesanais em São Paulo, também contará com atrações circenses, exposições, feira de economia criativa e apresentações musicais. Neste sábado (8), por exemplo, se apresentam Asfixia Social e GOG. Nos dias seguintes, haverá shows de artistas como Planta e Raiz, Mato Seco e Dead Fish.

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Com curadoria da Elan Eventos e parceria do Tendal da Lapa, o festival busca estimular o debate provocado por projeto de lei do vereador paulistano José Police Neto que prevê a instituição de programa de incentivo às microcervejarias artesanais.

Nele, em um dos seus artigos, há a determinação para a instalação de infraestrutura para que 10% do espaço destinado à comercialização de bebidas em eventos promovidos, patrocinados ou que tenham sido autorizados pela Prefeitura de São Paulo sejam para cervejarias artesanais.

“Essa edição foi pensada pelos próprios cervejeiros junto com a Elan Eventos e conta com a parceria do Centro Cultural Tendal da Lapa para servir de modelo para futuros eventos e para subsidiar a discussão que acontece na Câmara Municipal com fatos e dados”, explica Frank Skwirut, curador e produtor do Sampa Brew, além de COO da Cervejaria Tria, destacando que as cervejarias participantes são algumas das que serão beneficiadas caso o projeto entre em vigor.

O Sampa Brew será gratuito, com as cervejas das marcas artesanais custando a partir de R$ 10, a depender dos estilos oferecidos. E Skwirut destaca a importância de as microcervejarias estarem inseridas nesse tipo de encontro, como modo de fomento e estímulo das suas atividades.

“A participação das cervejarias em eventos com entrada gratuita e com boas atrações é uma boa maneira de o poder público ajudar a valorizar a produção local de cerveja artesanal. Ajuda a estimular a produção artesanal e orgânica, em observância às práticas socioambientais e sanitárias, a expandir a iniciativa privada limpa, sustentável, de baixos impactos ambientais, urbanísticos e sociais, além de promover os produtores artesanais locais de cerveja, conferindo-lhes valorização e visibilidade social”, argumenta.

Em um evento cultural, as marcas também esperam aproveitar a oportunidade de terem contato com públicos diversos, seja os “beer geeks” ou o mesmo novatos entre as artesanais, que podem ter os primeiros contatos com essas cervejas em meio à apresentação de artistas que admira.  “A intenção é fazer um evento que seja inclusivo, atendendo desde o iniciante até o cliente mais experiente”, conclui o curador e produtor do Sampa Brew.

As microcervejarias presentes ao evento serão: Tria, Corisca, Cia de Brassagem, Bola Veia, Cervejaria 77, Dogma, Cirkus, Barra Funda Lager, Trilha, Tarantino, Soma, Rivas Brewing, Racing Beer, Duvand, Cervejaria Central e Avós.

Menu Degustação: Safra 2021 da Bourbon County, Hocus Pocus em SP…

O mês de outubro se iniciou com a chegada de uma série de aguardadas atrações pelo público cervejeiro. A Goose Island, por exemplo, trouxe, em versão limitada, a safra 2021 da Bourbon County, a sua cultuada cerveja, que tem o pré-lançamento e venda nesta sexta-feira (7).

Em outra frente, na cidade de Blumenau (SP), se iniciou a principal Oktoberfest do Brasil. E a Blumenau, cerveja da casa, preparou uma série de opções especiais para o público. Já para quem está em São Paulo, a Hocus Pocus, uma das principais marcas de cerveja artesanal do Rio de Janeiro, vai abrir a sua casa na capital paulista neste fim de semana.

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Confira essas e outras novidades da semana no Menu Degustação do Guia:

Bourbon County de 2021
A safra 2021 da Bourbon County acaba de chegar ao Brasil. A cultuada cerveja da Goose Island tem 14,4% de teor alcoólico e 60 IBUs de amargor, tendo passado pelo processo de envelhecimento em barris de bourbon de três destilarias (Heaven Hill, Wild Turkey e Buffalo Trace). Com isso, ela traz sabores de chocolate e baunilha, carvalho, uísque e melaço, seguidos de caramelo, frutas vermelhas e amêndoas. O pré-lançamento da versão 2021 da Bourbon County, com venda limitada, acontece a partir desta sexta-feira, sendo necessário se cadastrar no programa de fidelidade da marca, o Goose Crew.

Hocus Pocus em SP
A cervejaria carioca Hocus Pocus vai ter seu primeiro bar em São Paulo. Ele será aberto neste sábado (8), no Largo da Batata, no bairro Pinheiros. O espaço tem 18 torneiras à frente do balcão. A casa também conta com um bar de drinques, uma carta de vinhos naturais em garrafas e 3 torneiras de pequenos produtores do sul do país, além de um cardápio recheado de porções e burgers, os pratos já tradicionais da casa e opções vegetarianas. A fachada oferece a combinação urbana com a psicodelia da Hocus Pocus e a arquitetura interna é marcada pelo grafite colorido de 2,5 metros. No segundo andar, em sua grande varanda coberta, a casa paulista também trará apresentações artísticas diversas, com DJs tocando vinil e bandas de diferentes estilos.

Atrações da Blumenau na Oktoberfest
Iniciada na última quarta-feira (5), a Oktoberfest de Blumenau prossegue até o dia 23 com grandes atrações. Da cidade catarinense, a Cerveja Blumenau terá 26 cervejas diferentes no estande no setor 2 do Parque Vila Germânica, como a Dona Patroa, eleita a melhor do Concurso Brasileiro de Cervejas de 2022. Entre as novidades que serão apresentadas e permanecem em linha depois do evento, a grande novidade é a Ipê Branco, uma Hop Lager inspirada no clássico rótulo da marca Ipê Amarelo, em uma versão sem álcool. Além disso, haverá vários rótulos da Blumenau CraftLab, linha dedicada à inovação, assim como da Mestres do Tempo, que reúne cervejas especiais maturadas na adega de barris de madeira da marca.

Clima de Oktoberfest em Campinas
No clima da mais famosa festa cervejeira, a Landel promove, neste sábado (8), a partir das 11 horas, o Growler Day Oktoberfest na sua tap house, que fica no bairro Taquaral, em Campinas, com relançamento da Aostera, uma Session Helles Bock criada em 2021. Também haverá competição de chope de metro. Além disso, as torneiras estarão abastecidas com outros nove chopes frescos, sendo que na geladeira mais rótulos da marca estão disponíveis. Até às 17h, a cada dois chopes, o cliente ganha um do mesmo tamanho.

Festival da Campos do Jordão
Para comemorar o mês marcado pela Oktoberfest, a Cerveja Campos do Jordão criou o Festival de Outubro. O evento acontece no Parque da Cerveja até o dia 31, com entrada promocional no espaço, por R$ 34 por pessoa. A marca também criou a Festbeer, uma cerveja sazonal produzida para as celebrações do mês.

Ingressos do Mondial
As vendas dos ingressos para a 12ª edição do Mondial de la Bière, que acontece entre 7 e 11 de dezembro, na Marina da Glória, no Rio, estão abertas, com o mais barato custando R$ 60. E é bom correr, pois as entradas para o sábado (10) já estão esgotadas. Em 2022, além do protagonismo da cerveja artesanal, o evento terá espaço ampliado para a gastronomia. Para acompanhar os food trucks, o Mondial contará com quatro restaurantes, dois deles com menus assinados pelo chef e apresentador Pedro Benoliel.

Grupo Petrópolis nos voos
A Voepass Linhas Aéreas (ex-Passaredo) fechou parceria com o Grupo Petrópolis para oferecer produtos selecionados da marca aos passageiros.  A ação, que terá duração inicial de um ano, conta com refrigerantes It! dos sabores guaraná e limão, energético TNT Energy Drink, água Petra e cerveja Crystal – esta opção é servida a partir das 11h -, complementando o serviço de bordo já oferecido pela empresa em seus voos.

Reinserção das mulheres no mercado tem amparo de ONG e rótulo especial

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Apesar dos avanços na busca por equidade de gênero na sociedade, as mulheres ainda enfrentam entraves em praticamente todos os âmbitos – sendo alguns mais notáveis, como no mercado de trabalho. A reinserção, então, é uma jornada ainda mais complicada, por uma série de fatores como a maternidade, falta de oportunidades e de autoconfiança, além da raça. Um cenário que fez a ONG Cruzando Histórias receber o apoio da Ambev para apoiar profissionais em busca de um emprego.

Para contribuir com uma edição especial do programa “Impulsione a Sua Carreira”, promovido pela organização, 100% do lucro obtido com a venda da cerveja colaborativa “Desrotuladas”, uma Session IPA com dry hopping, feita totalmente por mulheres desde o processo de brassagem até o envase, foi repassado pela Ambev para a instituição.

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A Cruzando Histórias atua diretamente no apoio às desempregadas, um problema exposto pela 2ª edição do estudo “Estatísticas de gênero: indicadores sociais das mulheres no Brasil” divulgado em 2021 pelo IBGE. O levantamento mostrou a dificuldade de inserção das mulheres no mercado de trabalho: a taxa de participação daquelas com 15 anos ou mais era de 54,5%, em 2019, enquanto entre os homens ficou em 73,7%.

Esse patamar elevado de desigualdade se mantém ao longo da série histórica e se manifesta tanto entre mulheres e homens brancos, quanto entre mulheres e homens pretos ou pardos, de acordo com o IBGE.

“Muitas candidatas encontram resistência por parte do mercado quando têm filhos. A jornada dupla – ou seja, a soma das obrigações do emprego com as das casa e dos filhos – também faz com que o retorno delas seja mais difícil. A situação fica mais dramática quando se trata de mães solo, que muitas vezes não possuem uma rede de apoio para ajudá-las nesse momento”, pontua Bia Diniz, fundadora e diretora executiva da Cruzando Histórias.

A taxa de participação baixa indica que muitas mulheres simplesmente desistem da busca por uma vaga no mercado de trabalho, por não se sentirem aptas às vagas disponíveis. “Há alguns anos, um levantamento feito pelo LinkedIn mostrou que as mulheres precisam sentir que cumprem 100% dos requisitos de uma vaga para se candidatar. Nós temos muito forte em nós a Síndrome de Impostora, ou seja, é comum sentirmos que não estamos à altura de determinada posição”.

Com tantos empecilhos, a Cruzando Histórias defende que o próprio mercado deve facilitar a reinserção das mulheres. “O mercado precisa entender e acompanhar as necessidades das mulheres. Com a pandemia, vimos que é possível flexibilizar mantendo o rendimento e, em alguns casos, até melhorando. Quem é mãe precisa saber que está em um ambiente seguro onde suas necessidades serão entendidas e acolhidas”, diz Bia.

Outro ponto crucial para a solução desse problema é a oferta de vagas, pois muitas mulheres reclamam da falta de oportunidades.

Há muitos casos de mulheres extremamente qualificadas, muitas vezes com ensino superior e até mesmo mestrado ou doutorado, que não conseguem entrar no mercado de trabalho simplesmente por não existirem vagas para elas

Bia Diniz, fundadora da Cruzando Histórias

E nem a educação é fator determinante para as maiores dificuldades enfrentadas pelas mulheres no mercado de trabalho, como mostra a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua – PNAD -, de 2019, do IBGE. O trabalho revelou que, entre a população com 25 anos ou mais, 40,4% dos homens não tinham instrução ou possuíam apenas fundamental incompleto ante 37,1% das mulheres. Já a proporção de pessoas com nível superior completo foi de 15,1% entre os homens e 19,4% entre as mulheres.

O projeto e a ONG
O projeto apoiado pela Ambev foi realizado ao longo de cinco semanas neste semestre, oferecendo uma trilha de desenvolvimento que contou com oficinas, painéis, mentoria coletiva e bate-papo com a área de Recursos Humanos, apoiando a reinserção de 50 mulheres no mercado de trabalho, todas elas residentes da região de Campo Grande, Cachoeiras de Macacu e Piraí, no Rio de Janeiro. Das atendidas, 84% estavam sem emprego, 80% eram mães e 71% autodeclaradas pretas e pardas.

Não foi uma coincidência, pois o estudo do IBGE mostrou que existem mais dificuldade para as mulheres pretas ou pardas, principalmente com crianças de até 3 anos no domicílio. Elas apresentaram os menores níveis de ocupação – menos de 50% em 2019 -, ao passo que, entre as mulheres brancas, a proporção foi de 62,6%. Para aquelas sem a presença de crianças nesta faixa etária, os porcentuais foram de, respectivamente, 63,0% e 72,8%.

Esse trabalho apoiado pela Ambev foi apenas um dos muitos realizados pela ONG. Em 2018, a Cruzando Histórias se tornou oficialmente uma organização da sociedade civil, sem fins lucrativos. Até o momento, cerca de 8 mil mulheres foram beneficiadas diretamente pelos seus projetos.

Para essa ajuda, realiza projetos, como o EscutAção, que oferece apoio emocional e psicológico gratuito. A Casa CH, que é a sede da ONG, no centro de São Paulo, também está disponível para quem precisa de inclusão digital com acesso a computadores, internet e apoio para tirar dúvidas. Já no âmbito corporativo, ainda há projetos de voluntariado, palestras e consultorias que abordam as temáticas de equidade de gênero e combate ao assédio, entre outros.

“O nosso trabalho consiste basicamente em apoiar, desenvolver e conectar essas mulheres ao mercado de trabalho. Nós atuamos de diferentes formas como acolhimento psicológico, orientação de carreira, mentorias, workshops, compartilhamento de vagas, cursos e eventos. O nosso objetivo é fazer com que elas acreditem em si mesmas e enxerguem seu potencial”, finaliza Bia.

Entrevista: “A cerveja é um ótimo pano de fundo para contar uma história”

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Cinema com pipoca costuma ser a associação básica feita por qualquer admirador da sétima arte, mas é para provar que a ligação entre a gastronomia e a tela grande vai muito além disso – e pode incluir a cerveja – que duas salas de cinema recebem, a partir desta quinta-feira (6), a primeira edição do São Paulo Food Film Fest.

Iniciada na quarta-feira, com exibições de filmes online, a mostra, que também acontece no Espaço Itaú Augusta e no Petra Belas Artes, reúne 48 filmes de 15 países diferentes, sendo 31 documentários e 17 ficcionais, com entrada gratuita. E além de discutir temas importantes no mês da alimentação, como a fome, a desnutrição e a pobreza, o São Paulo Food Film Fest também promete promover experiências sensoriais oferecidas pela gastronomia.

Afinal, em algumas sessões haverá, após a exibição dos filmes, momentos para degustação de alimentos e bebidas. Será assim, também, que cerveja e cinema se unirão, com a oferta de rótulos da Tarantino após a exibição dos longas “Os Cervejeiros da Vez” e “Brewmance: Amor pela Cerveja”.

“Os Cervejeiros da Vez” aborda o expressivo segmento das cervejas artesanais nos Estados Unidos sob a perspectiva da diminuta presença de donos negros em suas marcas – eles representam menos de 1% das quase 9 mil cervejarias em operação. E o filme acompanha alguns desses proprietários.

Já “Brewmance: Amor pela Cerveja” retrata a cena cervejeira nos Estados Unidos, olhando para a história, o processo e a comunidade de fabricação caseira e artesanal, com uma atenção especial para grupos de Long Beach, na Califórnia.

O São Paulo Food Film Fest, claro, irá bem além dessa união entre cerveja e cinema, com debates e filmes clássicos, como “A Festa de Babette”, dinamarquês ganhador do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro em 1988 com seus ótimos pratos e vinhos da gastronomia francesa.

Para quem preferir outras opções, será possível saborear um macarrão à putanesca após “Estômago” ou beber taças de vinho após a exibição de “Sideways: Entre Umas e Outras”.

Será, assim, uma ótima oportunidade para relembrar a experiência sensorial promovida por essa relação da gastronomia com os filmes, assim como uma chance de ir ao cinema para ver histórias sobre cerveja, como convida André Henrique Graziano, um dos diretores do São Paulo Food Film Fest.

“Um festival para comer com os olhos e também alimentar a alma. Afinal, comida é cultura!”, comenta, também refletindo sobre a relação entre cerveja e cinema. “A cerveja é um ótimo pano de fundo para contar uma excelente história. A cerveja é se sentar no bar, bater papo e contar histórias para os amigos. O cinema também é um pouco assim”, acrescenta.

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Confira a entrevista do Guia com André Henrique Graziano:

Como surgiu a ideia de realizar o São Paulo Food Film Fest?
Trabalho com audiovisual, tenho uma produtora. E, paralelamente, tive uma carreira na gastronomia. São duas paixões. Então, rabisquei um projeto, pensando em festivais que tem pelo mundo, como em Toronto. E faltava aqui, pois só tivemos coisas pontuais no Brasil. Então, entrei em contato com a Dani Guariba, que faz a Mostra Ecofalante de Cinema Ambiental, com filmes sobre sustentabilidade. Ela adorou a ideia. Inscrevemos um projeto, juntos, na lei de incentivo, começamos a captar recursos, conseguimos patrocinadores. E vai rolar agora.

Quais são os grandes atrativos do São Paulo Food Film Fest?
A degustação é o grande barato do festival. São 18 filmes de ficção e 30 documentários. Fizemos essa mescla, com filmes como o First Cow, e documentários mais reflexivos, que vão gerar 5 debates, sobre gênero na cozinha, comida ancestral, a cadeia produtiva e outros temas. Também teremos dois filmes sobre cerveja. Fechamos uma parceria com a Tarantino, com a distribuição da cerveja deles após as sessões de cinema.  Também teremos documentário sobre vinho, pães… Vai ter filmes sobre os todos os temas gastronômicos.

Como serão essas degustações após as sessões?
Os pratos são sempre inspirados no filme.  Em um filme que apresenta um pão marroquino, vamos oferecê-lo. No “First Cow”, teremos bolinhos de chuva. Também teremos degustação de vinho e cerveja nos filmes sobre essas bebidas. Fechamos parcerias para isso.

Os dois filmes sobre cerveja no festival são estrangeiros. Há uma escassez de filmes sobre essa temática no Brasil?

Senti muita falta de filmes que mostram o cenário das cervejas artesanais, por exemplo. Sei que tem muita cervejaria surgindo no Brasil nos últimos cinco anos. O barato dos filmes é mostrar as adversidades e como as marcas fazem para superá-las. É uma temática que dá “pano pra manga”. Acho que tem também uma questão de grana, com a dificuldade de aprovar projetos sobre filmes de cerveja. O projeto do festival, por exemplo, levou dois anos para ser aprovado e captar os recursos. As pessoas esquecem, mas comida e bebida também é cultura.


Como você enxerga a relação entre cinema e cerveja?
A cerveja é um ótimo pano de fundo para contar uma excelente história. A cerveja é se sentar no bar, bater papo e contar histórias para os amigos. O cinema também é um pouco assim, funciona como um chamariz. O cinema usa muito dos takes bonitos, com a fotografia, ou mesmo o slow-motion. A comida chama a atenção.  Os filmes de ficção vão deixar todos com fome, os da cerveja, deixarão todos com sede. Por isso, será legal promover a interatividade, com as degustações.

Prêmio Lata Mais Bonita do Brasil prorroga inscrições até 17 de outubro

A 2ª edição do Prêmio Lata Mais Bonita do Brasil prorrogou as inscrições até 17 de outubro. Idealizada pela Associação Brasileira de Fabricantes de Latas de Alumínio (Abralatas), a premiação reconhecerá os melhores designs desse tipo de embalagem no país.

“Para esta 2ª edição, e pelo que temos acompanhado ao longo do último ano, estamos apostando em rótulos ainda mais criativos”, afirma Cátilo Cândido, presidente executivo da Abralatas, confiando que, em 2022, o prêmio contará com mais participantes e ainda mais qualidade entre os vencedores.

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E se o desempenho depender da utilização das embalagens no mercado, opções de latas não faltarão. Isso porque mais de 60% de toda a cerveja é envasada em lata no país.

Agora prorrogadas, as inscrições para a 2ª edição do Prêmio Lata Mais Bonita estão abertas para todas as cervejarias proprietárias intelectuais e industriais do design de seus rótulos, operantes no Brasil. E a premiação está dividida em três categorias, de acordo com o tamanho das empresas:

– microcervejarias: produção anual de até 2,5 milhões de cervejas em lata;
– médias cervejarias: entre 2,5 milhões e 60 milhões de unidades/ano;
– grandes cervejarias: mais de 60 milhões de unidades/ano.

A organização destaca que o rótulo inscrito deve ter sido criado e produzido no Brasil, estar adequado às exigências do Ministério da Pecuária, Agricultura e Abastecimento (IN 65/2019) e ter circulado de 2020 até a data do término das inscrições.

A seleção dos principais rótulos pelos jurados irá de 18 a 25 de outubro. A definição dos rótulos finalistas pelo público será de 28 de outubro a 15 de novembro, quando começará a votação dos jurados, indo até 25 de novembro. E a noite da premiação acontecerá entre 6 e 9 de dezembro.

O Lata Mais Bonita do Brasil conta com os apoios da Associação Brasileira de Bares e Casas Noturnas (Abrabar), da Associação Brasileira de Cerveja Artesanal (Abracerva), da Associação Brasileira da Indústria da Cerveja (CervBrasil) e do Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja (Sindicerv).

Os vencedores poderão circular no Mondial de la Bière e conhecer a fabricação da embalagem de perto em uma fábrica. Além disso, terão suas marcas em destaque no Guia da Cerveja, Revista da Cerveja e cervejar.com!

Produção de alcoólicas cresce 1,7% em mês com retração da indústria

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Pelo segundo mês consecutivo, a fabricação de bebidas alcoólicas registrou alta no Brasil, ficando acima do ritmo da indústria, que voltou a retrair. A Pesquisa Industrial Mensal, divulgada pelo IBGE nesta quarta-feira, relatou aumento de 1,7% na produção deste item em agosto, na comparação com o mesmo período do ano passado.

Esse ritmo da fabricação de bebidas alcoólicas ficou acima da estimativa da XP Investimentos (1,0%), ainda que não tenha sido suficiente para mudar cenários de queda da atividade. Afinal, a produção de bebidas alcoólicas ainda apresenta retração de 1,6% ao longo de 2022, também caindo 3,8% nos últimos 12 meses.

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É um cenário bem diferente ao constatado na produção de bebidas não alcoólicas, que teve uma expressiva elevação de 16,5% na comparação com agosto de 2021. Além disso, agora sobe 12,3% no amontoado dos oito primeiros meses do ano. E o crescimento é de 4,1% nos 12 meses imediatamente anteriores a agosto de 2022.

Já a fabricação de bebidas registrou aumento de 1,7% em relação a julho e foi 8,9% maior do que em agosto de 2021. Já no acumulado do ano, a elevação é de 4,8%. Porém, nos últimos 12 meses, a produção ainda registra queda, de 0,1%.

Esses resultados ampliam o cenário de otimismo para o restante do segundo semestre, de acordo com analistas, como publicado pela XP no Monitor da Indústria de Bebidas.

“Entendemos que há novos fatores a serem considerados além dos dados históricos (ou seja, auxílios governamentais, eleições, Copa do Mundo) e, portanto, continuamos otimistas quanto ao consumo de cerveja no 2S22; e (iii) a produção de bebidas não alcoólicas surpreendeu novamente e ficou 3,5% acima das nossas estimativas, aumentando significativamente as estimativas para os meses seguintes ao aplicarmos a sazonalidade”, afirma.

E a indústria?
Já a produção industrial em agosto ficou negativa em 0,6%, na confrontação com julho. Na comparação com agosto do ano passado, a indústria brasileira cresceu 2,8%. Mas no período de janeiro a agosto, há queda de 1,3%, enquanto nos últimos 12 meses a retração no ritmo da atividade é de 2,7%.

Uma das principais influências negativas para a indústria brasileira cair 0,6% em agosto foi a fabricação de produtos alimentícios, que diminuiu em 2,6%. Os setores de produtos têxteis, com índice negativo de 4,6%, além dos de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-4.2%) e de indústrias extrativas (-3,6%) foram outros segmentos com desempenhos ruins em agosto.

O IBGE também ressaltou que duas das quatro grandes categorias econômicas e oito dos 26 ramos investigados tiveram redução na produção. Desta forma, o setor industrial brasileiro ainda se encontra em ritmo 1,5% inferior ao do patamar pré-pandemia (fevereiro de 2020) e 17,9% abaixo do nível recorde alcançado em maio de 2011.

“A produção industrial mostrou melhora no seu ritmo ao longo de 2022, o que fica expresso, especialmente, na maior frequência de resultados positivos no ano: avançou em cinco dos oito meses de 2022. Neste mês (de agosto), volta a marcar queda, mas com a característica de ser um recuo concentrado em poucas atividades, uma vez que somente oito das 26 apontaram taxas negativas”, explica o gerente da pesquisa do IBGE, André Macedo.