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9 dicas para ficar atento no processo de carbonatação da cerveja

A produção de uma cerveja passa por diversas etapas, algumas mais simples e outras mais complexas, mas todas fundamentais para a obtenção de um bom produto. A carbonatação é uma dessas, pois o gás carbônico oriundo dela ajuda a conservar a qualidade da bebida, além de ser fundamental para o seu perfil sensorial.

O CO2, afinal, é responsável por proporcionar a percepção de aspectos como odor, textura e sabor aos sentidos humanos. “Esses aspectos são fundamentais para a percepção da qualidade da cerveja”, afirma Nelson Karsokas Filho, engenheiro e proprietário da Porofil Filtros Industriais.

Importante passo da produção cervejeira, portanto, a carbonatação acontece de forma natural, mas também pode ser induzida pelos profissionais responsáveis pela sua fabricação.  Isso acontece quando a presença do CO2 oriunda do processo natural não é suficiente. Assim, considerando o estilo de cerveja a ser fabricado, é preciso que se gere um volume adicional de gás carbônico antes do envase da bebida.

Dessa forma, evitar erros no processo de carbonatação é fundamental para que a cerveja alcance o perfil sensorial desejado. E, para isso, realizar investimentos em melhorias e adotar cuidados nesses processos são passos essenciais.  

“A Porofil tem contribuído para a melhoria desse processo através do fornecimento de elementos porosos sinterizados em aço inoxidável específicos para promover as melhores condições de dispersão de CO2 em processos de correção e ajuste e/ou carbonatação forçada de ação direta tanto em linha como em tanques”, conta Nelson.

Para que o processo de carbonatação seja eficiente, algumas variáveis precisam ser consideradas. A reportagem do Guia, com o apoio do profissional da Porofil, as separou em dois grupos: algumas ligadas ao meio e outras relacionadas ao elemento poroso, responsável pela difusão do gás, em uma lista com 9 dicas para o cervejeiro ficar atento na etapa de carbonatação.

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Confira a seguir:

Variáveis ligadas ao meio

  • Altura do tanque: Tanques altos exercem pressão contrária à geração e subida de bolhas.
  • Viscosidade do meio/tensão superficial: O teor de álcool presente afeta a tensão superficial do meio, favorecendo ou dificultando a nucleação e movimentação das bolhas.
  • Temperatura: A solubilidade do CO2 é maior em temperaturas baixas, ou seja, quanto menor a temperatura, maior a capacidade de absorção de CO2.
  • Presença de outros gases: Eventualmente podem existir outros gases dissolvidos no meio e, então, o CO2 terá menos espaço para ocupar. Um gás precisa sair para que o outro seja incorporado.
  • Capacidade de absorção do gás: Ter ciência, através da tabela de carbonatação forçada, sobre qual é a quantidade máxima de CO2 que pode ser absorvido nas condições de processo existentes. Isso permitirá ter referência de como o processo está e o que precisa ser feito para alcançar o valor desejado.

Variáveis ligadas ao elemento poroso atuando como difusor de CO2

  • Grau de porosidade: Existem diversas porosidades disponíveis e é importante considerar a utilização do menor grau de porosidade na aplicação. Utilizar uma peça que possa favorecer a geração do menor tamanho possível direciona a reação para uma boa condição de processo.
  •  Disposição dos elementos: Dispor os elementos porosos de maneira adequada, permite que a dispersão de bolhas possa favorecer uma reação mais rápida.
  • Área de fluxo: A quantidade de bolhas disponíveis para a reação de carbonatação depende da área de fluxo, ou seja, quanto maior o tamanho do elemento, maior a quantidade de bolhas geradas e mais rápido será a reação. 
  • Pressão de gás: O ideal é trabalhar com pressão mais baixas, pois altas pressões criam turbulência. E essa turbulência promove a união de bolhas pequenas, formando bolhas maiores que tendem a subir mais rapidamente até a superfície, o que não é bom. A menor pressão interna que bolhas pequenas possuem, permite que fiquem em suspensão no meio mais tempo antes que se juntem com outras e subam até a superfície. Esse movimento de possuir bolhas menores, mais tempo em contato com o meio, também favorece uma reação mais rápida e completa, contribuindo não só para a rápida reação como para uma boa economia de gás.

O preço da cerveja está acessível para o brasileiro? Especialistas debatem

Em um momento de reaquecimento do mercado cervejeiro, com a volta dos eventos sem restrições e a alta na produção de bebidas alcoólicas por dois meses consecutivos, de acordo com o IBGE, o público que tem retomado a vida boêmia se depara com a discussão sobre o preço da cerveja e o seu peso no bolso do consumidor no Brasil.

Quando comparado aos valores que são cobrados no restante do mundo, a cerveja brasileira deve ser considerada cara ou barata pelo consumidor? O Guia ouviu especialistas para entender o impacto dos preços praticados no Brasil sobre a população, com os profissionais alertando que a mera conversão do valor cobrado para uma moeda em comum não é suficiente para se encontrar uma resposta. Afinal, é preciso avaliar fatores, como a renda per capita.

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“Não classifico como baixo o preço aqui no Brasil porque só o preço da cerveja não diz sobre a capacidade de compra do consumidor. O Brasil é um país subdesenvolvido, com problemas de oferta”, aponta Luís Celso Jr., sommelier e fundador do Bar do Celso, lembrando que o custo mais alto da cerveja em vários países pode ter um impacto menor no bolso dos estrangeiros do que o sentido pelos brasileiros.

“A gente sabe que a cerveja pesa muito mais no bolso de um brasileiro do que pesa no bolso de um holandês, que paga mais pela sua cerveja se você converter para o dólar. Mas ele tem muito mais poder aquisitivo, menos inflação, uma renda efetivamente muito maior e aplicação de impostos de uma maneira mais coerente”, completa.

Já Roberto Kanter, professor de cursos de MBA da Fundação Getúlio Vargas (FGV), especialista em varejo, comportamento do consumidor, tendências de mercado e marketing, avalia que o preço da cerveja no Brasil, se comparado com o da média que se paga no exterior nas cervejas mais populares, não pode ser avaliado como alto. “Se considerarmos o câmbio atual e o portfólio de cervejas mainstream, que ainda responde por grande parte do consumo no Brasil, temos um preço abaixo da média mundial”, analisa Kanter.

O professor da FGV lembra, porém, que o consumo recorrente de cervejas embute um peso no orçamento do brasileiro. E o poder de compra tem caído, não só pela inflação, mas também por causa dos salários mais baixos. Na última semana, o IBGE relatou que o rendimento real habitual recebido pelos trabalhadores brasileiros fechou o trimestre encerrado em abril em R$ 2.569, um recuo de 7,9% em relação ao mesmo período de 2021.

Levantamento do Our World in Data aponta, por exemplo, que a renda per capita do Brasil foi de US$ 14.064 em 2020. O valor está abaixo da média mundial, que é de US$ 16.194, sendo muito inferior em relação a países como os Estados Unidos, em US$ 60.236. A desvalorização da moeda também pesa contra o brasileiro com 1 dólar valendo R$ 4,87, sendo que 1 euro está cotado no país a R$ 5,22.

“A cerveja pode custar unitariamente um valor pequeno, mas raras são as pessoas que bebem apenas uma garrafa ou tomam um copo de chope. Por ter um teor alcóolico menor, o consumo como um todo é maior. Assim, ela é um item que pesa no bolso. Pode se dizer que é um item essencial na sacola do brasileiro, que vai variar de acordo com sua renda e o tipo de produto que ele consome. Se possui uma renda maior, pode consumir um produto mais premium e/ou artesanal. Caso tenha uma renda menor, vai consumir um produto mais mainstream. Ou produtos melhores em um volume menor. Mas todos continuam bebendo cerveja”, enfatiza Kanter.

Artesanais menos acessíveis
O presidente da Associação Brasileira de Cerveja Artesanal (Abracerva), Gilberto Tarantino, reconhece que o preço dos rótulos especiais é ainda mais caro no país. Além disso, aponta que a comparação se torna ainda mais desfavorável quando realizada com o mercado internacional.

“Um sixpack de uma cerveja artesanal nos Estados Unidos custa menos que uma garrafa dessa mesma cerveja aqui no Brasil. Sendo assim, no caso das artesanais, não é possível dizer que o preço aqui é mais baixo. Se você levar em conta o poder aquisitivo da população, essa comparação é ainda mais desfavorável ao consumidor brasileiro”, lamenta o profissional, que também é proprietário da Cervejaria Tarantino.

Heineken anuncia fechamento de cervejaria escocesa de 153 anos

A Heineken UK, o braço do grupo no Reino Unido, anunciou o fechamento da fábrica da Caledonian Brewery, uma cervejaria escocesa localizada em Edimburgo. O encerramento das atividades representa o fim de uma tradição de mais de 150 anos, além de colocar 30 empregos em risco.

“Não tomamos esta decisão de ânimo leve. Estamos cientes do que a cervejaria representa em Edimburgo e seu papel na história da fabricação de cerveja na Escócia – isso é algo de que estamos incrivelmente orgulhosos. Nosso foco principal são os 30 colegas baseados lá e agora entraremos em um período de consulta”, diz Matt Callan, diretor da cadeia de suprimentos da Heineken UK.

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Para justificar a decisão de fechar a Caledonian Brewery na Escócia, a Heineken explicou que houve redução relevante na produção de cerveja na localidade ao longo dos últimos dez anos. Assim, a fábrica vinha operando abaixo da sua capacidade.

“O fato triste é que sua infraestrutura vitoriana significa ineficiência e custos significativos, principalmente porque está operando abaixo da capacidade. Modernizar a cervejaria e cumprir nossos próprios compromissos de sustentabilidade exigiria um investimento contínuo considerável, o que tornaria a operação da cervejaria economicamente inviável”, justificou Callan.

A decisão, porém, não representa a saída imediata dos rótulos da Caledonian Brewey do mercado, pois a Heineken fechou um acordo para que a Greene King continue fabricando algumas das marcas da cervejaria escocesa. E isso vai ocorrer na unidade de Dunbar da Belhaven Brewery.

“Sabemos que as cervejas produzidas na Caledonian Brewery são apreciadas por muitas pessoas em Edimburgo, na Escócia e além. É por isso que estamos trabalhando duro para garantir que as marcas da Caledonian continuem a ser produzidas na Escócia se o fechamento proposto for adiante. Temos um acordo em princípio para licenciar as marcas para a Greene King, que produzirá Deuchars, Coast to Coast e Maltsmiths IPA e Lager na Belhaven Brewery em Dunbar”, acrescenta o diretor da cadeia de suprimentos da Heineken UK

A Caledonian foi fundada em 1869, sendo adquirida em 2004 pela Scottish & Newcastle, que em 2008 teve os seus ativos britânicos adquiridos pela Heineken. Agora, o anúncio da multinacional holandesa provocou reações contra a decisão pelo fechamento. A CAMRA (Campaign for Real Ale), uma organização voluntária independente de consumidores que promove o que eles chamam de cerveja “real”, fez um apelo para que a companhia reveja a sua decisão.

“Este anúncio é uma notícia sombria para a herança cervejeira de Edimburgo e da Escócia e faz parte de um padrão de cervejarias, cervejas e marcas históricas sendo corroídas por fechamentos, fusões e falta de promoção nos últimos anos”, afirma o presidente da CAMRA, Nik Antona.

“Estamos pedindo à Heineken que pense novamente sobre esse fechamento devastador, entre em discussões com todas as partes interessadas e encontre um caminho viável para salvar esta cervejaria histórica”, acrescenta o diretor da CAMRA na Escócia, Stuart McMahon.

Fabricação de bebidas puxa indústria, mas alcoólicas têm saldo negativo em 2022

Depois de amargar quedas expressivas em janeiro e fevereiro, o Brasil acumulou em abril o segundo mês consecutivo de alta significativa na fabricação de bebidas alcoólicas, registrando crescimento de 11,7% em relação ao mesmo mês do ano passado. O índice foi confirmado pelo IBGE em sua Pesquisa Industrial Mensal, que apontou a produção de bebidas como um dos destaques da atividade industrial no país.

Em março, a evolução da fabricação de alcoólicas já havia sido de 5% e, ao mais do que dobrar o porcentual positivo no mês seguinte, este setor da economia reduziu o saldo negativo no ano para 4,1%. Já a diminuição na produção nos últimos 12 meses agora é de 6,3%.

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O segundo mês seguido de alta significativa é um indicativo da recuperação no mercado cervejeiro brasileiro, que encarou dificuldades em janeiro e fevereiro após o alastramento da variante ômicron do coronavírus, o que inclusive provocou o cancelamento do carnaval de rua.

Já a fabricação de bebidas não alcoólicas cresceu 15% em abril no comparativo com o mesmo mês do ano passado. Em março, a alta já havia sido de 20%, fato que colaborou para que a expansão no primeiro quadrimestre do ano fosse de 11,1%, ficando em 1,6% nos últimos 12 meses.

A produção de bebidas em geral, somando alcoólicas e não alcoólicas, registrou em abril elevação de 13,2% na confrontação com o mesmo mês de 2021. No acumulado do ano, a subida é de 2,7%, enquanto nos 12 meses imediatamente anteriores o saldo fica negativo em 2,6%.

A fabricação de bebidas voltou a ser uma das influências mais positivas da indústria entre todas as atividades econômicas pesquisadas pelo IBGE, com crescimento de 5,2% na comparação com a produção de março, quando a alta em relação a fevereiro já havia sido de 6,4%. O item “produtos farmoquímicos e farmacêuticos” e o tópico “coque, produtos derivados de petróleo e biocombustíveis” foram outros dois destaques de abril, com evoluções de 4,8% e 4,6%, respectivamente.

Indústria cresce apenas 0,1% em abril
Se a fabricação de bebidas manteve a sua tendência de alta, a produção industrial brasileira apresentou estagnação em relação a março, com crescimento de apenas 0,1%. Porém, abril foi o terceiro mês consecutivo de avanço, acumulando neste período uma subida de 1,4%. Esse incremento, entretanto, não foi suficiente para tirar do vermelho o índice registrado no primeiro quadrimestre, tendo caído 3,4% em comparação com o desempenho dos quatro meses iniciais de 2021. Já no acumulado dos últimos 12 meses, a retração é de 0,3%.

“O ganho acumulado de 1,4% neste período de fevereiro a abril não elimina nem a queda de 1,9% registrada em janeiro. Mesmo que nos últimos seis meses a indústria tenha mostrado cinco taxas no campo positivo, ainda assim está 1,5% abaixo de fevereiro de 2020 e 18% abaixo do ponto mais alto da série, em maio de 2011”, explica André Macedo, gerente da pesquisa do IBGE.

O instituto também ressalta que o setor industrial brasileiro contabilizou alta em 16 das 26 atividades econômicas investigadas. Ao mesmo tempo, o desempenho geral de abril foi 0,5% pior do que o obtido no mesmo mês de 2021, com resultados negativos em duas das quatro grandes categorias econômicas, 18 dos 26 ramos, 56 dos 79 grupos e em 59,4% dos 805 produtos pesquisados.

Brasil Brau: 7 mil visitantes e R$ 1 mi em negócios para 21% dos expositores

Realizada na última semana em São Paulo, a Brasil Brau, a Feira Internacional de Tecnologia em Cerveja, encerrou um período de três anos sem acontecer, uma inédita paralisação, provocada pela pandemia do coronavírus. E, em sua 16ª edição, a Brasil Brau terminou com um balanço positivo por parte dos seus organizadores e participantes.

Presente aos três dias do evento na São Paulo Expo, a reportagem do Guia verificou que a feira contou com a presença de profissionais motivados e interessados nos produtos e serviços oferecidos, com foco especial no autosserviço e na sustentabilidade, em um sinal de retomada do ritmo de negócios. E trará, ao longo das próximas semanas, material analítico e de perspectivas sobre o segmento e os participantes da feira.

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Dados divulgados pela organização da Brasil Brau, em um balanço enviado à imprensa, apontam que cerca de 7 mil pessoas passaram pelo pavilhão da São Paulo Expo, um número superior aos 6.500 participantes estimados pelos próprios responsáveis pela feira antes da sua realização. Além disso, houve alta de 40% no número de credenciados em relação à edição anterior, ocorrida em 2019.

Essa grande presença de profissionais do setor também se transformou em acordos: 21% dos expositores revelaram expectativas de negócios gerados em mais de R$ 1 milhão após o evento, de acordo com os organizadores da feira.

“A Brasil Brau 2022 atingiu as expectativas, mantendo-se como um evento-chave, consolidado e tradicional, atendendo as expectativas do mercado de apresentação de bons produtos, empresas importantes e reunindo profissionais qualificados. Também conseguimos atingir todos os nossos objetivos qualitativos e quantitativos para o congresso, o que norteia muito o futuro do evento como um importante disseminador de conteúdo”, afirma Gabriel Pulcino, gestor da Brasil Brau e gerente sênior de eventos da GL events, fazendo um balanço positivo sobre esta edição da feira.

A Brasil Brau voltará a ser realizada em 2024 com a presença da maioria dos expositores que estiverem presentes à feira neste ano, pois, segundo a organização, 80% das marcas já renovaram a participação para a próxima edição.

Premiação e congresso
A Prozyn, empresa especializada na aplicação de enzimas em busca de biosoluções para a produção de energia limpa e alimentos mais saudáveis, ganhou os prêmios de estande mais bonito e principal lançamento da feira. Esse foi para a Protezyn EX, uma proteína enzimática que atua na quebra do glúten. A solução promete reduzir a alergenicidade para intolerantes ao glúten, sendo livre de alergênicos e tendo melhor digestibilidade.

A Brasil Brau também contou, em sua programação, com o 17º Congresso Brasileiro de Ciência e Tecnologia Cervejeira, que pela primeira vez teve a curadoria do Instituto da Cerveja Brasil. E os organizadores destacaram que houve 40% a mais de inscritos do que na edição de 2019.

Confira o Guia Talks com o organizador da Brasil Brau

O congresso teve a participação de palestrantes internacionais, como representantes da Viking Malt, em palestras de temática técnica, havendo também espaço para harmonizações, como a que envolveu a sommelière de cervejas Kathia Zanatta e a chef Mari Sciotti, do restaurante Quincho, realizada com a culinária vegetariana, e discussões sobre diversidade e inclusão, envolvendo Eduardo Sena (Hora do Gole), Leandro Sequelle (Graja Beer), Luiza Tolosa (Cervejaria Dádiva), Yumi Shimada (Japas Cervejaria) e Beatriz Ruiz (Heineken).

“Para o Instituto da Cerveja, fazer parte da curadoria do Congresso é uma grande oportunidade. Acompanho o evento há muitos anos, era uma responsabilidade muito grande fazer parte disso e é um orgulho ter participado. É também um desafio conseguir atender um mercado muito diferente do que era há 15 anos, ou seja, concentrado nas grandes cervejarias que queriam informação técnica. Hoje, é um mercado majoritariamente artesanal de um público muito diverso”, pontua Alfredo Ferreira, sócio-diretor do ICB.

Já o Brewer Lounge foi um espaço de exposição de conteúdo gratuito com a presença de profissionais do mercado como Victor Marinho (Dádiva), Gilberto Tarantino (Cervejaria Tarantino), Bia Amorim (sommelière de cerveja), Eduardo Passarelli (especialista em cerveja), Raphael Rodrigues (jornalista), Roberto Fonseca (jornalista), Ricardo Gerlak (CHR Hansen), Fábio Bax Jr. (IFF), Jean Moro (RememBeer) e Rodrigo Elizalde (Biomérieux).

Ação da Ambev inicia 6º mês de 2022 em baixa; Entenda os motivos

Nem a recuperação do índice Bovespa, o principal da B3, a bolsa de valores brasileira, foi suficiente para a ação da Ambev iniciar o mês de junho em alta. O papel da principal cervejaria do mundo terminou maio cotado a R$ 14,19 e começa a primeira semana cheia do sexto mês de 2022 com preço ainda mais baixo, valendo R$ 14,08.

Com isso, a ação já perdeu 8,69% do seu valor desde o início de 2022 e desvalorizou 2,27% em maio, um mês marcado pela divulgação do balanço do primeiro trimestre do ano da Ambev. O resultado financeiro apontou que a empresa teve lucro líquido ajustado de R$ 3,551 bilhões no período de janeiro a março, uma alta de 28,6% em relação aos mesmos meses do ano passado.

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O balanço, aliás, teve peso direto na desvalorização da ação da Ambev em maio, não sendo bem recebido pelo mercado financeiro. Afinal, se na véspera da divulgação do resultado estava valendo R$ 14,34, despencou para R$ 13,73 no dia seguinte, caindo, na sequência, para R$ 13,53. Depois, então, até recuperou parte do seu valor, mas em ritmo insuficiente para evitar o segundo mês consecutivo de perdas da ação da Ambev.

O comportamento e as perspectivas para o ativo foram alvo de um relatório produzido pela equipe de analistas do BTG Pactual. Eles apresentam uma recomendação neutra para ação, visão que a instituição mantém há alguns anos, e definiram um preço-alvo de R$ 16.

Para justificar essa cautela envolvendo a Ambev, os analistas citam duas razões: o impacto da alta dos juros sobre os papéis de empresas de bens de consumo e o que chamam de “a qualidade dos lucros”, em mais um indicativo de que a alta do lucro líquido no primeiro trimestre de 2022 não impressionou o mercado.

 “No caso da Ambev, notamos que a participação no lucro decorrente de incentivos fiscais (subvenções fiscais e economias relacionadas ao JCP) aumentou de 12% em 2012 para uma estimativa de 45% em 2022. Além disso, a participação no EBITDA da América do Sul, onde a Argentina acredita-se que tenha a maior contribuição, cresceu de 17% em 2020 para uma estimativa de 26% este ano”, afirma.

O material do BTG Pactual também aponta que a preocupação global com a inflação, o que se transforma em alta dos juros básicos pelas autoridades financeiras, traz impacto negativo para ações de empresas como a Ambev.

“À medida que o combate à inflação volta a ser uma prioridade global, acreditamos que taxas mais altas podem se traduzir em múltiplos mais baixos, afetando também a Ambev. Acreditamos que esse processo já começou, com as cervejarias globais agora negociando 8% abaixo da média de 5 anos”, diz o relatório assinado por Thiago Duarte, Henrique Brustolin e Bruno Lima.

Além disso, há a previsão de que as margens de lucro estarão pressionadas nos próximos meses.

As margens da Ambev ficariam sob pressão, uma vez que a mudança dos canais de consumo de cerveja e das embalagens no Brasil prejudicaria a capacidade da Ambev de sustentar o valor da marca, traduzindo-se em alguma redução do poder de precificação

Equipe de analistas do BTG Pactual

E o Ibovespa?
Ao contrário da Ambev, o Ibovespa apresentou valorização em maio, fechando o pregão do dia 31 valendo 111.350,51 pontos, depois de uma queda relevante em abril, de 10,1%, no seu pior mês desde o início da pandemia do coronavírus. Dessa vez, porém, valorizou 3,22%, passando a ter alta de 6,23% no ano.

O mês ficou marcado pela alta dos juros nos Estados Unidos e dos preços do petróleo, além do relaxamento do lockdown na China, o que aqueceu o mercado de commodities. Por outro lado, a continuidade da inflação elevada e do conflito na Ucrânia provocam preocupações. E, no cenário interno, houve movimentação para acelerar a privatização da Eletrobras, além de nova mudança no comando da Petrobras.

Nesse contexto, as ações que melhor se comportaram em maio na B3 foram as da Cielo (alta de 16,93%), da BRF (15,24%), a preferencial do Bradesco (14,14%), da Eneva (13,56%) e a ordinária do Bradesco (13,37%). Já os piores desempenhos foram de Magazine Luiza (-23,77%), Hapvida (-23,38%), Petz (-20,35%), CVC (-17,65%) e Banco Inter (-17,01%).

Fora do Brasil
Já na Bolsa de Nova York, a ação da Ambev iniciou junho em alta. Com valor de US$ 2,96, valorizou 1,72% em maio, apresentando ganhos de 5,71% ao longo dos cinco primeiros meses de 2022.

O papel da AB InBev, por sua vez, caiu 5,83% em maio, valendo 52,17 euros na Europa. E a ação da Heineken subiu 0,45%, começando o sexto mês do ano com o preço de 93,82 euros.

Balcão do Baierle: A Copa Brasileira de Lúpulo

Balcão do Baierle: A Copa Brasileira de Lúpulo

A primeira edição da Copa Brasileira de Lúpulo foi um grande sucesso!

Sob a coordenação de nada mais nada menos do que Duan Ceola, a copa foi realizada durante a segunda edição do Festival Nacional da Colheita do Lúpulo em Curitibanos (SC).

Os principais objetivos em realizar a copa foram incentivar a cultura do lúpulo no Brasil, estimular o aperfeiçoamento técnico dos cultivadores e dos consultores e divulgar a qualidade dos lúpulos nacionais.

Se inscreveram produtores de lúpulo de diversos estados brasileiros nas categorias Comet, Cascade, Mittelfruh, Saaz, Chinook, Columbus e Experimental.

Estes lúpulos foram avaliados por meio da análise de ácido alfa (principal composto contribuinte do amargor da cerveja) e da qualidade de óleos essenciais (responsáveis pelo aroma característico do lúpulo).

As amostras foram analisadas quanto ao ácido alfa em um laboratório montado dentro do festival para esta finalidade, e a avaliação dos óleos essenciais foi feita por jurados selecionados, também sendo aberta ao público presente através de análise sensorial.

Foram aceitas amostras de lúpulo na forma de flor seca, pellet e plug para, desta forma, não limitar a participação aos produtores que têm a máquina peletizadora de lúpulo na propriedade.

Os lúpulos premiados foram:

– Comet: 1º lugar: Lúpulo do Vale

               2º lugar: Brava Terra

               3º lugar: Lúpulos São Pedro

– Cascade: 1º lugar: Lúpulos 1090

                  2º lugar: Lúpulos Caratuva

                  3º lugar: Lúpulos São Pedro

– Mittelfruh: 1º lugar: Lúpulos São Pedro

                    2º lugar: Lúpulos 1090

– Saaz: 1º lugar: Lúpulos 1090

            2º lugar: Lúpulos 1000Alts

– Chinook: 1º lugar: Ira Hops

– Columbus: 1º lugar: Lúpulo Gaúcho

                     2º lugar: Lúpulos 1000Alts

– Experimental: 1º lugar: Zeus Brava Terra

                       2º lugar: Magnum Brava Terra

                        3º lugar: Sorachi Ace Brava Terra

Quanto aos aromas tiveram destaque:

1º lugar: Comet Ira Hops
2º lugar: Columbus Lúpulo Gaúcho
3º lugar: Cascade Lúpulos 1090
4º lugar: Comet Lúpulos 1090
5º lugar: Chinook Ira Hops

Em relação aos teores de óleos essenciais, alguns lúpulos tupiniquins surpreenderam com teores de óleo acima dos 3%, se igualando aos melhores lúpulos gringos! O Comet da Ira Hops foi o grande campeão. E a surpresa foi o lúpulo Columbus do Lúpulo Gaúcho, que é classificado como lúpulo de amargor, mas teve excelente aroma! Esse é o terroir brasileiro se expressando e demonstrando que algumas variedades têm comportamento diferenciado quando cultivadas no Brasil.

Quanto ao ácido alfa (AA), o grande destaque foi o Comet da Lúpulo do Vale, que atingiu incríveis 14,5% de AA, superior ao Comet importado!

Também se destacou quanto ao amargor o Lúpulo Saaz da Lúpulos 1000alts do Rio Grande do Sul, atingindo 7,3% de ácidos alfa (AA), quantidade superior ao Saaz importado, que fica entre 3,5% e 7% de AA.

E quem levantou o caneco de melhor fazenda produtora de lúpulo do Brasil por atingir a maior pontuação geral foi a Fazenda Brava Terra, de São Paulo. Parabéns a toda equipe da Brava Terra!

Falando da minha participação, fiquei muito feliz com os resultados atingidos, pois minhas duas principais variedades, Cascade e Saaz, que levaram o ouro. Na categoria Mittelfruh, fiquei com a prata.

Com certeza todos estes ótimos resultados nos trazem ânimo e energia para continuar trabalhando arduamente, pois dão a certeza de que estamos no caminho certo.

E já preparem seus lúpulos, pois a segunda edição da Copa Brasileira de Lúpulo já tem data: 15 de abril de 2023. Esta data foi pensada para possibilitar a inscrição de mais cultivadores, pois será alguns dias após a colheita nas fazendas brasileiras.

A caminhada é longa, mas o futuro será de glórias!

O lúpulo brasileiro é realidade!


Rodrigo Baierle é engenheiro agrônomo e especialista em genética de plantas e lúpulo. Atua como produtor de lúpulo na Lúpulos 1090, sendo consultor para produtores de lúpulo. É o idealizador do Festival Nacional da Colheita do Lúpulo.

Cia de Brassagem celebra 5 anos com Barley Wine e mirando insumos locais

A celebração de um aniversário é sempre uma oportunidade para apresentação de novidades, observação do caminho percorrido e definição de planos para o futuro. Não foi diferente para a Cia de Brassagem Brasil, que comemorou os seus 5 anos de existência com o lançamento de uma English Barley Wine ao mesmo tempo em que olha, para as suas próximas criações, com atenção para os ingredientes nacionais, além de reforçar os traços de responsabilidade social da sua atuação.

A Barley Wine 5 Anos, lançada em função do aniversário, se juntou aos 22 rótulos criados pela Cia de Brassagem em sua trajetória. Na marca, os lançamentos costumam vir acompanhados de ações, muitas delas vinculadas à preservação da biodiversidade, como ocorreu no fim de 2021, quando apresentou duas IPAs: a Suçuarana, uma Double IPA, e a Onça-Preta, uma Black IPA, lançadas em parceria com o Instituto para a Conservação dos Carnívoros Neotropicais, o Pró-Carnívoros.

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“Fazemos mais do que cerveja. Tentamos conscientizar as pessoas e sensibilizá-las para questões que estão presentes no nosso dia a dia, mas que nem sempre as pessoas dão conta, não conseguindo saber como podem ajudar projetos que envolvem preservação e manutenção de uma espécie em extinção, por exemplo”, conta Danielle Mingatos, sócia e co-fundadora da Cia de Brassagem.

O intuito, nobre, também tem vindo acompanhado de desafios, como a pandemia do coronavírus, que chegou a forçar a marca a paralisar a sua produção por alguns meses em 2020. Mas Mingatos ressalta que momentos incríveis que estão cravados na história da Cia de Brassagem trazem a motivação para continuar. “Quando vemos o nosso propósito sendo alcançado, sentimos mais força para continuar, pensar e repensar nossas cervejas, nossas ações.”

Nova cerveja e planos
Em meio a esse período de avaliação proporcionado pelo aniversário, a Cia de Brassagem lançou uma Barley Wine com 10% de graduação alcoólica. De coloração acastanhada, trazendo notas de toffee, caramelo e frutas secas, a bebida é adocicada, complexa, sedosa, licorosa e, nas palavras da sócia, “perfeita para ser degustada sem pressa, gole a gole, ou daqui a alguns anos”, pois tem potencial de guarda.

“Já faz um tempo que estamos pensando em trazer para o nosso portfólio cervejas mais potentes. Os nossos rótulos são de estilos variados, pois buscamos propiciar experiências aos consumidores com estilos que são pouco explorados e para essas edições comemorativas temos buscado alguns estilos e misturas diferentes”, explica Mingatos.

E a celebração dos 5 anos, além do lançamento de uma Barley Wine, contará com degustações guiadas com harmonizações tendo a participação de parceiros, tornando completa a experiência com essa cerveja.

Já na sequência de 2022, a Cia de Brassagem pretende realizar outros lançamentos. E já reservou o mês de outubro para que mais um animal da fauna brasileira estampe uma das suas cervejas.

Além disso, a Cia de Brassagem tem o desejo de dar continuidade à linha com insumos 100% nacionais. A primeira cerveja da marca, produzida em 2018, com insumos totalmente nacionais, foi a Catharina Sour com Cupuaçu, utilizando malte da Malteria Blumenau, lúpulo Mantiqueira com Rodrigo Veraldi e Araucária Hops, levedura da Levteck, além do cupuaçu.

Com mundo de sabores a ser explorado, os testes já começaram. “Um dos nossos grandes objetivos, em relação ao desenvolvimento e produção de nossas cervejas, é utilizar insumos nacionais e entendemos que é só dessa maneira, fomentando a produção brasileira, que atingiremos ótimos níveis de qualidade. E temos provas constantes de que esse é um caminho muito promissor para produtores e cervejarias”, finaliza Mingatos.

Cerveja Não Me Kahlo busca trazer luz e ajudar a combater violência contra mulheres

A violência contra as mulheres é um problema social que tem se perpetuado ao longo do tempo em inúmeras partes do mundo. No Brasil, dados do Instituto Patrícia Galvão “Violência contra as Mulheres em Dados” revelam que 1.350 casos de feminicídios foram registrados em 2020. No mesmo período, 60.460 incidentes de violência sexual foram computados, o que equivale a 165 estupros por dia.

Cientes da situação crítica ao qual as mulheres são submetidas na sociedade, Jana Pinho e a Cervejaria Ignorus decidiram criar o projeto da Não Me Kahlo. Lançada em 2020, a cerveja já está em sua segunda edição e tem parte da renda obtida com as vendas destinada para mulheres vítimas de violência.

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Jana é especialista comercial e cervejeira pela Escola Superior de Cerveja e Malte (ESCM). Além disso, é responsável pelo perfil Beer Influenza, que acumula mais de 13 mil seguidores no Instagram.

Ao Guia, Jana conta que vivenciou a violência física e psicológica de forma intensa desde a infância até seu último relacionamento amoroso. “Sempre busquei ouvir outras mulheres e, quando percebi que meu Instagram poderia alcançar mais vozes, pensei em fazer da nossa voz algo tangível, para impactar homens e representar mulheres”, pontua.

A Não Me Kahlo é uma Double IPA, com adição de hibisco e pitaya. Tem 8% de graduação alcoólica e 90 IBUs de amargor. É uma cerveja de corpo elevado, cor intensa, força e complexidade no paladar. Ao mesmo passo que a cor aparente doçura e leveza, ela é forte e de amargor elevado.

“Era essa ideia, confundir, como nós mulheres confundimos. Nossa aparência não nos define”, destaca Jana, relatando que já tinha a ideia da cerveja em mente quando recebeu a acolhida da Ignorus. “Não deu tempo de ir para o papel. A Cervejaria Ignorus acolheu a ideia de braços abertos e eu tive o prazer de dividir sonhos, panelas, tanques e latas com os meninos”, afirma.

Quando a cerveja foi lançada pela primeira vez, parte da renda obtida com as vendas foi doado para a ONG paranaense Mais Marias, que apoia mulheres vítimas da violência. “Por óbvio, é uma ONG legal e que não tem informações físicas reveladas para proteger a integridade física das suas acolhidas. Foi extremamente prazeroso poder ajudar”, conta a cervejeira.

Neste ano, a iniciativa vai se repetir, com Jana e a Ignorus buscando outras entidades com o mesmo apelo. “A ideia é buscar quem acolha essas mulheres, que dê auxílio jurídico, psicológico, que atue pela integridade dessas mulheres e, assim, possa lhes ajudar a recomeçar”, frisa.

A mulher no setor cervejeiro
Para a cervejeira, o setor ainda é composto por uma maioria masculina que segrega mulheres de forma velada. “Hoje temos currículos importantíssimos de mulheres eficientes buscando espaço desde o chão de fábrica até excelentes mestres cervejeiras, mas ainda ouvimos o quanto uma mulher ‘pode distrair a produção’ ou que ainda ‘não tem força’ para subir sacas de malte”, conta.

Assim, a Não Me Kahlo também tem o intuito de chamar a atenção para a desigualdade dentro do segmento cervejeiro. “É mostrar que uma mulher como eu, vista com olhos de quem busca oportunidade de fama, tem, na verdade, causas reais para lutar e que também é competente o suficiente para produzir, idealizar e lançar. Que isso encoraje outras mulheres”, destaca Jana.

Então, para ela, se a sociedade “não quer abrir os olhos”, há dever de se fazer ouvida e buscar espaços, “nem que seja no grito”. “A gente vive em tempos de lugar de fala. De se apropriar de direitos. De se empoderar por espaços. Mas eu vejo que cada dia mais as mulheres têm seus espaços reduzidos, desrespeitados, questionados, por uma pluralidade que ignora a dor real da mulher, essa que sempre existiu e já não espanta. O medo da violência gratuita. O pavor de ser vítima de feminicídio, porque, sim, nós somos vítimas de barbáries apenas por termos nascido mulheres”, frisa.

Lei Maria da Penha e as medidas de proteção à mulher
Mesmo com a luta histórica que as mulheres seguem travando na defesa de seus direitos e de todo o reconhecimento e conquistas já obtidos, a violência ainda é real, grave e letal. Diante disso, a Lei Maria da Penha foi sancionada em 7 de agosto de 2006 pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Com 46 artigos distribuídos em sete títulos, a lei cria mecanismos para prevenir e coibir a violência doméstica e familiar contra a mulher em conformidade com a Constituição Federal e os tratados internacionais ratificados pelo Estado. Segundo a Lei Maria da Penha, existem cinco tipos de violência doméstica e familiar contra a mulher: física, psicológica, moral, sexual e patrimonial.

Além da Lei Maria da Penha, existem diversos serviços e instituições que podem prestar o atendimento e o apoio à mulher vítima de violência, como o 180 e as Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher.

Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAM)
As DEAMs são unidades especializadas da Polícia Civil para atendimento às mulheres em situação de violência. Com a promulgação da Lei Maria da Penha, as DEAMs passam a desempenhar novas funções que incluem a expedição de medidas protetivas de urgência ao juiz no prazo máximo de 48 horas.

Ligue 180
Criado pela Secretaria Nacional de Políticas para as Mulheres, o Ligue 180 é um canal que presta escuta e acolhida às mulheres em situação de violência. O objetivo é que possam ser registradas e encaminhadas denúncias de violência contra a mulher aos órgãos competentes. É importante destacar que a denúncia pode ser feita de forma anônima estando disponível em qualquer horário e data. A ligação é gratuita.

Menu Degustação: Campanha solidária da Bodebrown, nova casa da Maniacs…

O mês de junho chegou com uma onda de frio e, na tentativa de ajudar a esquentar o inverno de pessoas em vulnerabilidade social em Curitiba, a Bodebrown vai arrecadar agasalhos e cobertores neste sábado, em uma campanha solidária.

Também com a finalidade de ajudar ao próximo, a ABCerva realizará seu arraial neste mês. A entrada é gratuita, mas a associação pede a colaboração com a doação de 1 agasalho ou 1 quilo de alimento não perecível, que serão repassados para ONGs parceiras.

Além disso, algumas cervejarias terão novas casas, como a Maniacs, que abriu seu segundo bar em São Paulo, e a Balbúrdia, que se prepara para inaugurar uma estrutura no litoral catarinense.

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Confira essas e outras ações no Menu Degustação do Guia:

Campanha solidária na Bodebrown 
O Trooper Day Solidário da Bodebrown, neste sábado (3), contará com uma ação de arrecadação de cobertores e agasalhos, que serão destinados a pessoas em situação de vulnerabilidade. Quem doar roupas de inverno em bom estado ou cobertas novas nessa campanha solidária vai ganhar um growler PET de 2 litros da cerveja Trooper Brasil IPA, da Bodebrown, em promoção disponível para os 200 primeiros participantes. O encontro, que tem entrada franca e vai das 10h às 18h, terá ainda pocket shows de rock, gastronomia, exposição de carros Fiat 500 e tatuagem. A campanha solidária de arrecadação é feita em parceria por Bodebrown, Acerva Paranaense, projeto Voluntariando e o grupo Cervejeiros Solidários.

Arraial da ABCerva em junho 
A Associação de Cervejarias do Grande ABC (ABCerva) realizará o seu arraial neste sábado e domingo (4 e 5) no Espaço Garten, no centro de Santo André. Serão 14 cervejarias, todas do ABC. Quem for ao local, além de prestigiar os produtores locais, poderá degustar cervejas acompanhadas de muita comida e música com a banda Forró Vila do Sossego e o DJ Rocco. A entrada é gratuita, mas a associação pede a doação de 1 agasalho ou 1kg de alimento não perecível, que serão repassados para ONGs parceiras. Quem contribuir com doações participará de sorteios de brindes no decorrer da festa.

Maniacs abre seu terceiro bar próprio
A cervejaria Maniacs Brewing Co. segue com os planos de expansão da marca em São Paulo, tendo ganhado mais um bar aberto na capital paulista. O bairro escolhido é Moema. Além da nova casa, a empresa já tem há 2 anos um bar/showroom próximo à Avenida Paulista. Sediada em Curitiba, a Maniacs foi criada em 2016.  

Balbúrdia prepara segundo endereço 
Já tendo a sua casa em Blumenau, a Balbúrdia Cervejaria prepara a inauguração do segundo endereço, desta vez no litoral catarinense. Como forma de expandir o negócio, a marca aposta em Itajaí, uma das cidades que mais cresce, responsável pelo segundo maior PIB do Estado. A estrutura está sendo construída no bairro Fazenda e deve iniciar a operação em meados de junho.

Budweiser na NBA House
Depois dos grandes festivais e dos shows internacionais, a Budweiser desembarca na NBA House. Cerveja oficial da liga no Brasil, a marca segue sua trajetória de trazer a música de volta aos palcos e, agora, leva para os fãs de basquete uma programação repleta de atrações. No dia 8, o Bonde da Gabriellê fará uma apresentação especial na casa.

Spaten em nova campanha e na 37ª Oktoberfest de Blumenau
Em nova ação de marketing, a Spaten convida as pessoas a uma viagem pelo estilo Munich Helles, seus traços e características. E o primeiro passo para contar essa história começa com campanhas para a TV e redes sociais da marca, se desdobrando em conteúdos e experiências nos próximos meses. Com filmes assinados pela LVL, a campanha mostra como se deu a criação do estilo, pelo seu mestre-cervejeiro da época, Gabriel Sedlmayr. A marca ainda anunciou que será a cerveja oficial da 37ª Oktoberfest de Blumenau.

Workshop de microbiologia cervejeira
A Fermenta Pessoas, empresa especializada em recrutamento e seleção para o mercado de bebidas e alimentação, estreia seu braço educacional em parceria com a Clado Consultoria, de Porto Alegre. A primeira atividade será um workshop de microbiologia cervejeira na sede da Kairós Cervejaria, em Florianópolis, em 11 de junho. No workshop, ministrado por Bianca Telini e Marcelo Menoncin, serão abordados os aspectos essenciais de leveduras cervejeiras e contaminações. O objetivo é garantir que o aluno tenha capacidade de otimizar suas fermentações, inclusive com uma demonstração prática de como fazer contagem e viabilidade de leveduras. O workshop tem duração de 5 horas e custa R$ 265,00 por pessoa. Os associados da Acerva-SC têm desconto de 20%. 

Apoio a jovens de escolas públicas 
O BEES, a plataforma B2B da Ambev, vai engajar os jovens na trilha da tecnologia e promover recrutamento diverso e inclusivo a estudantes de escolas públicas que participam da quarta edição do Crie o Impossível. O evento que busca inspirar jovens a investirem em seu potencial, é idealizado pela ONG Embaixadores da Educação e correalizado pelo Sebrae/RS. O Crie o Impossível tem a proposta de ser uma grande sala de aula aberta e contará com 11 palestras de profissionais que trazem representatividade para os estudantes. O evento será nesta sexta-feira, das 8h às 12h, no estádio Beira-Rio, em Porto Alegre, e terá transmissão simultânea em escolas de todo o Brasil. 

Novo presidente da Abrasel 
João Melo, proprietário do Gambrinus, o restaurante mais antigo de Porto Alegre, é o novo presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel). Ele ficará à frente da gestão da associação até 2025. “Temos que fazer de tudo para uma retomada completa da economia no setor gastronômico. Os efeitos da pandemia ainda são visíveis nas empresas do segmento e como presidente da associação este será meu maior desafio”, afirma.

Show no Esconderijo
O bar Esconderijo, da Juan Caloto, em São Paulo, contará, nesta sexta-feira, com o show da Country Roads (banda de bluegrass folk étnico) a partir das 19h30. No bar, que apresenta atmosfera inspirada no faroeste mexicano, é possível encontrar várias cervejas de fabricação limitada como as raras Krieken Lambiek e Orange Blossom Infused Lambic, ambas da tradicional cervejaria belga Oud Beersel. O bar conta ainda com a La Piscadela, uma cerveja Brut Fruited Sour, o Moonshine, uma bebida destilada que pode ser definida como um uísque não envelhecido, e uma carta especial com 5 drinques de outono. Também possui sanduíches, petiscos e porções para acompanhar.