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Guilherme Rossi vence 6º Campeonato Brasileiro de Sommelier de Cerveja

Guilherme Rossi é o melhor beer sommelier do país. Ele foi o vencedor do 6º Campeonato Brasileiro de Sommelier de Cerveja, uma competição promovida pelo Instituto da Cerveja Brasil (ICB). Os dez primeiros colocados da competição se classificaram para a disputa do Campeonato Mundial, na Alemanha.

Na final, Guilherme Rossi superou 4 competidores. Fábio de Faria e Souza Campos, o segundo colocado, Guilherme Coloço Mixtro, que ficou em terceiro, Claudio Lima Botelho, que terminou na quarta posição, e Luis Henrique Volkart Santa Helena, que encerrou a disputa em quinto lugar.

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O vencedor do Campeonato Brasileiro de Sommelier de Cerveja exerce a função no The Beer Market, um empório com 23 chopes engatados em sua taproom e mais de 150 cervejas no cardápio, além de outras bebidas alcoólicas, em Jundiaí (SP).

“Foi gratificante ter como vencedor um candidato que realmente trabalha como sommelier há anos, servindo clientes e valorizando as cervejas no ponto de venda”, afirma Kathia Zanatta, sócia-diretora do ICB, em entrevista ao Guia.

Em 6 edições, o Campeonato Brasileiro de Sommelier de Cerveja tem, agora, 6 campeões diferentes. Alexander Moraes foi o vencedor em 2014, Gil Lebre levou o título em 2015, Rodrigo Sawamura ganhou a disputa em 2016, Edu Pelizzon se sagrou campeão em 2017 e Jayro Pinto Neto havia sido o premiado em 2019.

Kathia destaca que a ideia do campeonato é chamar a atenção para o trabalho realizado pelo sommelier de cerveja, fundamental para o êxito de um estabelecimento, mas também para o melhor entendimento pelo público sobre a cerveja que está consumindo.  

“O campeonato tem o objetivo de promover o profissional sommelier de cerveja, mostrando o quão importante é seu trabalho no ponto de venda, tanto em relação ao estabelecimento quanto ao cliente. Tivemos a presença de um francês na plateia e ele fez questão de vir falar comigo o quão enriquecedor foi saber desse profissional, o quão necessário ele é na França para crescimento e apreciação das cervejas artesanais. Aqui não é diferente”, diz.

Antes previsto para ser realizado bianualmente, o Campeonato Brasileiro de Sommelier de Cerveja ficou três anos sem acontecer em função da pandemia do coronavírus. Kathia destaca que o momento atual para o profissional, que também coincidiu com a viabilização da realização da competição, traz a oportunidade de valorização do sommelier, que pode ajudar o consumidor a se aproximar da diversidade oferecida pelas cervejas artesanais.

O mercado volta a aquecer e pode ser um momento promissor para o sommelier de cerveja. As pessoas estão buscando a descontração, voltar à vida depois da reclusão. Apresentar e traduzir a diversidade da cerveja de forma mais acessível ao consumidor, é extremamente importante para a expansão do segmento em si. Então, eu espero que os sommeliers se apoderem disso e estejam nos PDVs

Kathia Zanatta, sócia-diretora do ICB

Como foi o campeonato
A primeira fase da competição foi realizada em São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Blumenau, Goiânia e Belo Horizonte, com uma prova de múltipla escolha. Já a segunda etapa da disputa, no último fim de semana, ocorreu na capital paulista, na sede do ICB. Lá, os participantes fizeram uma prova prática de identificação de estilos de cerveja e defeitos sensoriais. Dela, então, saíram os 5 finalistas.

A definição do campeão, então, se deu através de uma prova oral de degustação e de serviço. Nela, Guilherme Rossi se consagrou como o sexto vencedor do Campeonato Brasileiro de Sommelier.

O campeonato mundial

A disputa promovida pelo ICB também serviu para determinar os 10 representantes do Brasil no Campeonato Mundial de Sommelier de Cervejas. Além dos 5 finalistas (destacados na foto ao lado), os outros participantes vão ser Bianca de Paula Telini, única mulher entre as dez primeiras colocadas, Jayro Pinto Neto, Jefferson Silveira Brandão, Rafael Cheruti de Oliveira e Vinícius Cuozzo Martins Borges.

Promovido pela Doemens Academy, o campeonato terá em 2022 a sua sétima edição, sendo a primeira desde 2019. E irá acontecer na Alemanha. O país, aliás, é dominante na disputa mundial, tendo vencido 4 das 6 edições anteriores. A última campeã, em 2019, também é de lá: Elisa Raus.

Caso Backer: Relatos de tragédias familiares marcam início dos depoimentos

A fase inicial do processo penal contra a Backer começou com depoimentos de 27 pessoas, sendo 23 testemunhas de acusação e 4 vítimas, com relatos de tragédias familiares causadas pela intoxicação em função do consumo de cervejas contaminadas, tendo provocado mortes, sequelas graves e longos processos de recuperação.

As primeiras audiências da ação, que tramita na 2ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJ-MG), ocorreram mais de dois anos após o início dos casos de contaminação que resultaram em dez óbitos, além de lesões graves em ao menos outras 16 pessoas.

A reportagem do Guia teve acesso a resumos com os conteúdos principais dos depoimentos, que ocorreram na última semana, no Fórum Lafayette, em Belo Horizonte, e constatou o cenário de horror enfrentado pelas vítimas de contaminação na maior tragédia da história da cerveja artesanal brasileira.

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Pessoas que sofreram com sérios problemas de saúde e ainda acompanharam dramas de parentes que morreram ou ficaram com graves sequelas enumeraram histórias trágicas. Uma delas envolveu um juiz do trabalho, João Roberto Borges, que era entusiasta da cerveja Belorizontina, até então a mais vendida do portfólio da Backer. No final de 2019, aproveitando uma promoção, ele comprou várias caixas do rótulo, consumindo uma garrafa por noite. Nove dias depois, começou a passar mal e foi levado a um hospital. Internado na UTI, faleceu após três semanas.

Em outro relato, a perita responsável pela equipe que analisou as amostras e constatou a contaminação das cervejas da Backer lembrou que teve o marido e o seu pai como vítimas, após ambos consumirem a Belorizontina. O seu parceiro se sentiu mal dois dias antes do Natal de 2019, ficou internado até março de 2020 e sobreviveu, mas ainda sofre com sequelas. Já o pai faleceu 14 dias depois e foi o primeiro identificado como morto por contaminação neste caso. A perita iniciou uma investigação particular, ao lado da esposa de outra vítima, após ambas suspeitarem que a cerveja era a causadora da intoxicação.

Outra tragédia foi relatada pela filha de uma vítima, que chorou ao lamentar a morte do seu pai depois de ela ter ficado responsável por comprar as bebidas para as festas de Natal em 2019 e acabar optando pela Belorizontina, que estava em promoção. Após consumir a bebida, o pai começou a passar mal e suspeitou que estava enfartando. Internado, ele foi para a UTI, apresentou melhora e chegou a voltar ao quarto do hospital, mas começou a piorar novamente e faleceu cerca de 15 dias depois.

Inúmeras sequelas nas vítimas da contaminação
Os mais variados tipos de sequelas estão entre os relatos de parentes das vítimas. A esposa de uma delas contou que o seu marido ficou cego, começou a ter dificuldades de andar e precisou usar cadeira de rodas. Ainda hoje está em recuperação. Ela diz que os valores pagos pela Backer como indenização não são suficientes para cobrir os custos do tratamento, fato que a obrigou a abandonar o seu trabalho para ajudar seu parceiro.

Outra testemunha de acusação ouvida foi uma mulher que perdeu o pai, morto em abril de 2020, e viu a sua madrasta falecer em dezembro de 2019 após consumirem cervejas contaminadas da Backer que ela levou a Belo Horizonte. Antes de morrer, a vítima que era casada com o pai da depoente sofreu com diarreia, insuficiência renal aguda e passou a ter problemas de visão.

Relatos de outras testemunhas de acusação apontaram outros problemas graves de saúde causados pelas contaminações, como pessoas que tiveram paralisia facial, que precisaram reaprender a falar, a se locomover e até que sofreram necrose no intestino. Neste último caso, a vítima perdeu 37kg, 60% da audição e está no prazo limite para receber um transplante intestinal.

Delegado que investigou caso avalia que Backer foi omissa
Primeira testemunha de acusação a ser ouvida pela Justiça no último dia de depoimentos, o delegado Flávio Henrique Grossi, responsável pela apuração do Caso Backer em 2019, revelou que as investigações começaram a avançar após laudos do IML apontarem que as primeiras vítimas fatais estavam contaminadas com a substância dietilenoglicol, considerada tóxica. E diligências indicaram que era comum o consumo da Belorizontina nas residências destas pessoas.

O delegado relatou que, ao constatar a coincidência, começou a investigar a fábrica da Backer, onde em uma primeira visita não foi encontrado o dietilenoglicol, mas apenas o monoetilenoglicol, outro produto tóxico que foi usado durante o processo de produção de cervejas. Porém, em uma nova ida ao local, os policiais acharam galões de dietilenoglicol descartados, o que fez as autoridades concluírem que o elemento proibido estava presente nas bebidas consumidas.

Ele afirmou que a apuração concluiu que o sistema da cervejaria passou a necessitar da reposição do dietilenoglicol, o que motivou um aumento da compra da substância, mas destacou que este reabastecimento ocorria “sem qualquer controle ou critério”. Desta forma, ele apontou que houve omissão da empresa em não suspender de imediato a comercialização da cerveja, mesmo depois de já identificada a contaminação, constatada quando a Backer aumentava as suas vendas e estava em processo de expansão. O fato também fez o então investigador entender que esse processo colaborou para a desorganização interna da cervejaria neste período.

44 dias em coma, 70 dias no hospital e na fila para o transplante
Um dos depoimentos mais comoventes do dia final de audiências de acusação do Caso Backer foi de uma mãe que viu o seu filho, de 23 anos, ficar 44 dias em coma e 70 dias no hospital fazendo hemodiálise depois de ter consumido a cerveja contaminada. O rapaz viajou no final de 2019 com a namorada para o Rio de Janeiro, onde teve convulsões e foi internado em estado grave. Ele sobreviveu depois de muita luta, mas hoje vive com sérias sequelas e precisa fazer quatro sessões de hemodiálise semanalmente, se tornou hipertenso, toma vários remédios e está na fila para receber um transplante renal. “Meu filho hoje luta pela vida”, ressaltou a mãe.

Uma das poucas pessoas identificadas entre as testemunhas de acusação após o fim dos depoimentos iniciais do Caso Backer, Eliana Reis foi a última depoente e se emocionou bastante. Ela é viúva de uma vítima que morreu após consumir a cerveja contaminada e levou ao fórum uma pasta com documentos que mostram a evolução do quadro clínico do marido, que ela fotografava e filmava no hospital. Internado com sintomas como vômitos, diarreia e gastroenterite em fevereiro de 2019, ele não conseguia urinar, tinha dores latejantes pelo corpo e sofreu uma parada cardiorrespiratória. Foi reanimado e depois entrou em coma. “Meu marido apodreceu por dentro e por fora e morreu 22 dias após ser internado. Eu sei que ele sentia dor”, relembrou Eliana.

Relembre o caso
Uma denúncia apresentada pelo Ministério Público pediu o indiciamento de 11 pessoas por crimes cometidos entre o início de 2018 e 9 de janeiro de 2020, ano em que a solicitação foi aceita, em 8 de outubro, pelo juiz Haroldo André Toscano de Oliveira. O magistrado acatou o pedido dos promotores após a materialidade dos delitos criminais ser comprovada por um laudo pericial da Polícia Civil de Minas Gerais e do Instituto de Criminalística em lotes de cervejas da Backer e em tanques da planta fabril da empresa, que pertence à Cervejaria Três Lobos.

Entre os réus estão três sócios-proprietários da Backer, Ana Paula Silva Lebbos, Hayan Franco Khalil Lebbos e Munir Franco Khalil Lebbos, que ainda terão seus depoimentos e julgamentos marcados pela Justiça, assim como dos sete funcionários que também foram indiciados, sendo um deles de uma empresa terceirizada, processado por falso testemunho. Já um 11º réu morreu pouco depois de ter sido indiciado em 2020.

Filtração e purificação eficientes da água são fundamentais para a cerveja

A qualidade de uma cerveja é determinada por uma série de fatores que envolvem a sua produção. E na busca pela excelência neste processo, a água tem papel fundamental para que a bebida atinja o nível de excelência desejado.

Sem condições de pureza satisfatórias da água, qualquer cerveja poderá ficar com o conteúdo prejudicado, não atingindo a qualidade esperada quando da definição e preparação da receita. E, consequentemente, causar impacto negativo no sabor do produto e na experiência que se desejava proporcionar aos consumidores.

Para evitar que isso ocorra, as cervejarias precisam lidar com vários desafios no uso da água, como mantê-la livre de impurezas, micropartículas e cloro. “Para produção de cerveja, o cloro é um dos maiores vilões. Em contato com o álcool, ele irá se transformar em clorofenol, prejudicando a qualidade ou até estragando o produto”, alerta Thiago Antoniolli, gerente comercial da BBI Filtração, que integra o portfólio de marcas de referência neste ramo cujos produtos são vendidos pela SuperFilter.

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A SuperFilter disponibiliza entre os seus purificadores e filtros alguns aparelhos que foram fabricados especialmente para ajudar cervejeiros artesanais a melhorar a qualidade da água que utilizam em suas produções. “Temos dois kits triplos para filtração de água a serem usados na produção de cerveja ou outras bebidas. Um para aplicações caseiras ou para indústrias que utilizem vazão de até 200 litros/hora e outro para produções maiores, de até 1,5 mil litros/hora. Também conseguimos montar produtos personalizados para a demanda do cliente”, enfatiza Antoniolli.

Um dos fatores importantes para que a água seja filtrada com sucesso é a vazão na medida certa do líquido que passa pelo aparelho. E o nível de desempenho dessa função é determinante para justificar as diferenças de custo existentes entre os diversos utensílios deste tipo disponíveis no mercado.

“A diferença de preço está na capacidade do filtro. O grande segredo na hora de escolher um filtro é verificar a vazão necessária. O sistema de filtração deve trabalhar dentro da vazão recomendada pelo fabricante. Aplicar vazões maiores tende a reduzir a eficiência do filtro na redução do cloro, pois a filtração do cloro necessita de certo tempo de contato entre a água e os poros do carvão ativado para acontecer”, explica o gerente da BBI Filtração.

Além dos filtros convencionais, existem outros equipamentos mais sofisticados para melhorar de forma significativa a qualidade da água para a produção de cerveja. E a tecnologia mais avançada para isso hoje é chamada de osmose reversa, processo no qual o líquido flui através de uma membrana semipermeável e filtros de carbono, sendo impulsionado por uma bomba de alta pressão. Esse procedimento ainda retém sais dissolvidos e contaminantes.

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“Hoje em dia tem se utilizado muito a filtração por osmose reversa. Essa tecnologia é o que há de melhor em termos de filtração, garantindo uma água extremamente pura, ocorrendo inclusive a desmineralização da água”, diz Antoniolli. “Porém, neste caso, o cliente precisará repor a água posteriormente com os minerais que desejar. Geralmente esse processo é usado na produção de cervejas mais autorais”, acrescenta.

Atuando com o fornecimento de equipamentos, Antoniolli tem observado evolução no nível de conscientização das empresas sobre a importância da água para a produção de uma cerveja ao longo dos anos. Isso provoca o aumento da exigência e deve resultar na busca por produtos de qualidade.

“A procura tem aumentado bastante, e a exigência desses clientes também tem aumentado. É muito importante escolher produtos confiáveis. Não adianta comprar os melhores insumos para sua produção, sem ter a segurança de que a água a ser utilizada está atendendo a sua necessidade”, conclui o gerente comercial da BBI Filtração, que integra o portfólio de marcas de referência neste ramo cujos produtos são vendidos pela SuperFilter.


SuperFilter

Endereço: Rua Alfredo Koff, 10 – Bento Gonçalves (RS)
E-mail: contato@superfilter.com.br
Telefones: (54) 2621-5030 / (54) 99138-4855

A SuperFilter é uma empresa especializada em filtros e purificadores de água, bem como seus elementos de reposição e acessórios para instalação destes aparelhos. A companhia disponibiliza uma grande variedade de equipamentos para uso doméstico em residências ou para atender ao público em geral em estabelecimentos comerciais, escritórios, consultórios e em indústrias cuja água utilizada precisa ser tratada ou filtrada para fins mais específicos. Isso ocorre por exemplo em cervejarias, vinícolas e hospitais.


Backer recebe nova multa e valor a ser pago chega aos R$ 17 milhões

A Backer sofreu nova multa em função da contaminação de lotes das suas cervejas, o que provocou dez mortes e deixou sequelas em ao menos 14 pessoas, em casos que começaram a ser detectados no início de 2020. A empresa agora foi multada em R$ 11.983.436,74 pelo Ministério da Justiça e da Segurança Pública.

De acordo com a pasta, a punição financeira foi aplicada porque a cervejaria infringiu os princípios da saúde, da segurança alimentar e da boa-fé das pessoas que adquiriram as cervejas, assim como não realizou o chamamento correto que orientasse clientes a parar de comprar e ingerir seus produtos.

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“Toda vez que houver infração que prejudique a saúde, segurança, a boa-fé dos compradores ou se ignore sua vulnerabilidade, o Estado vai agir para defendê-los”, afirma  Anderson Torres, ministro da Justiça e da Segurança Pública.

O ministério determinou prazo de 30 dias para a Backer pagar a multa, sob pena de inscrição do débito em dívida ativa da União. A cervejaria tem cinco dias, após o pagamento, para apresentar os comprovantes da realização da quitação. Além disso, se não recorrer da punição e realizar o pagamento dentro do período definido terá desconto de 25%, ou quase R$ 4,8 milhões.

De acordo com a Secretaria Nacional do Consumidor, o valor a ser pago pela Backer será repassado ao Fundo de Defesa de Direitos Difusos, do Ministério da Justiça, com a finalidade de reparar danos causados ao meio ambiente e ao consumidor.

A multa imposta a Backer é a segunda determinada por um órgão vinculado ao governo federal no período de um mês. No começo de maio, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento anunciou a aplicação de penalidade financeira de R$ 5.099.193 na em função das infrações administrativas relacionadas ao caso. Assim, as multas impostas já chegam a, aproximadamente, R$ 17 milhões.

Fabricação e início do julgamento
A Backer recebeu, recentemente, o aval para produção e comercialização de cervejas fabricadas na sua planta industrial. Por lá, a atividade produtiva pode acontecer em duas adegas. Para dar esse aval, o ministério diz que estão sendo atendidas as exigências para garantir a segurança dos produtos, referentes às condições dos tanques de fermentação e equipamentos. Isso já começou a ser feito, prioritariamente com o nome Cervejaria Três Lobos e a aposta em rótulos denominados Capitão Senra.

Em outra frente do caso, foi iniciado o julgamento da Backer na última semana, com depoimentos de vítimas afetadas por consumirem cervejas da marca com substâncias tóxicas e testemunhas de acusação. Em uma segunda fase da ação penal, em data ainda a ser definida pelo juiz responsável pelo caso, vão ser ouvidas as testemunhas de defesa e os réus do processo.

Com o tema A R-evolução é Cervejeira, Brasil Beer Cup abre inscrições para 3ª edição

A organização da edição de 2022 da Brasil Beer Cup abriu as inscrições para a competição cervejeira, que vai ser realizada em outubro, na cidade de Florianópolis. Além disso, anunciou que a competição terá o tema “A R-evolução é Cervejeira”.

“Isso mostra que o nosso mercado pode e deve persistir em uma evolução técnica e científica constante, renovada a cada ano, tendo como bases o conhecimento, o estudo e uma conduta ética exemplar”, afirma a organização, justificando a escolha da temática.

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A primeira fase das inscrições vai se encerrar em 27 de junho, sendo no valor de R$ 280 por cerveja. Até lá, o desconto é de 20% por rótulo participante. Depois disso, então, o valor cobrado será de R$ 350, com o último dia para a entrada dos participantes sendo 30 de setembro. Já o período para o recebimento das amostras irá de 10 a 14 de outubro.

A Brasil Beer Cup, que em outubro realizará a sua terceira edição, surgiu em meio à pandemia, o que trouxe desafios. Em 2020, por exemplo, as avaliações e julgamento das cervejas ocorreram de forma atípica, uma vez que os juízes escalados receberam as amostras em casa para julgá-las e discuti-las remotamente.

Já no ano passado, a Brasil Beer Cup aconteceu de modo presencial, em Florianópolis. E com uma inovação: a introdução do Beer Sensory e do Multi Sensory, ferramentas desenvolvidas por Amanda Reitenbach, fundadora do Science of Beer Institute, com o objetivo de parametrizar as análises sensoriais das cervejas concorrentes, também permitindo a avaliação do perfil e o desenvolvimento das avaliações dos juízes.

Em 2022, a Brasil Beer Cup voltará a utilizar o Beer Sensory, uma ferramenta exclusiva dentro dos concursos cervejeiros, além de contar com um painel paralelo, coordenado por quatro cientistas, que monitora o trabalho de todas as mesas de juízes durante todo o julgamento. Além disso, o júri manterá a busca pela equidade de gênero entre os seus participantes. No regulamento divulgado pela organização, constam 36 mulheres entre os 85 jurados (42,35% de participação).

E a edição de 2022 da Brasil Beer Cup contará com mais uma novidade. Dessa vez, a festa de premiação será presencial, com a participação dos representantes das cervejarias, o que não foi possível em 2020 e 2021 em virtude da pandemia. E a cerimônia está marcada para 27 de outubro.  Antes, entre os dias 23 e 26, será realizado o julgamento da Brasil Beer Cup. Para 28 e 29 de outubro, estão previstos um festival cervejeiro aberto ao público e o Beer Summit, um congresso cervejeiro.

Brasil Brau começa nesta segunda-feira; Confira os 112 expositores e as atrações

Após um hiato de três anos, a indústria cervejeira voltará a contar com uma das suas principais feiras, que aponta tendências em serviços e tecnologias. A edição de 2022 da Brasil Brau – Feira Internacional de Tecnologia em Cerveja -, a 16ª da história, será realizada entre esta segunda (30) e quarta-feira (1), no São Paulo Expo.

Destinada principalmente para a indústria e os negócios cervejeiros, a Brasil Brau tem 112 expositores confirmados em 2022 e deve levar ao pavilhão cerca de 6,5 mil participantes, de acordo com estimativa dos seus organizadores.

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O evento reúne fornecedores do mercado cervejeiro, que atuam de ponta a ponta do segmento, em áreas como embalagens, equipamentos, insumos e refrigeração. E eles apresentarão diversos lançamentos.

Entre as novidades já divulgadas, a Agrária levará o novo Malte de Trigo Nacional.  A Prozyn promete apresentar tecnologias naturais e clean label para o setor. A Memo estará com um novo sistema de autosserviço de chope para eventos, bares e restaurantes, além de lançar uma linha de chopeiras ecológicas.

A Rkeg, apresentará barris plásticos de 5, 10, 20 e 30 litros com conexões tipo S/D/A/G.  A Techfilter estará com um equipamento de filtração de cerveja, clarificação, estabilização e tratamento de fundo de tanque por membrana cerâmica.  A Fermentis by Lesaffre, fornecedora de fermentos para a indústria, vai lançar novas embalagens de 100g para produtos destinados às cervejarias

Por sua vez, a NKA Schiavetto estará com o sistema de produção High Gravity Brewing, direcionado para o setor artesanal. E a IG Máquinas oferecerá máquinas de envasamento de barris com produção automática e eficiente, enchedoras e tampadoras para cervejas em garrafas.

A programação da Brasil Brau em 2022 também inclui o 17º Congresso Brasileiro de Ciência e Tecnologia Cervejeira, com curadoria do Instituto da Cerveja Brasil (ICB) e palestras sobre diversas áreas do setor. A programação reúne profissionais de renome internacional que apresentarão debates sobre novas técnicas, soluções e tendências de mercado.

Entre os nomes confirmados, estão a finlandesa Anikka Wilhelmson, VP de Inovação e Craft Food no grupo de malte Viking Malt. Com PhD em Tecnologia Química e um trabalho voltado para pesquisa em ciências de malte, cervejeira e bioprocessamento, ela compartilhará sua experiência com o uso do insumo, de forma a extrair o melhor resultado.

Em outra palestra, o engenheiro químico e mestre-cervejeiro Rodrigo Sanches, hoje na liderança da área de aplicação na IFF para a Indústria Cervejeira, abordará a sustentabilidade na produção de cervejas. A programação completa pode ser conferida no link.

O Guia reuniu a lista dos expositores confirmados na edição de 2022 da Brasil Brau. Confira:

  • 304
  • Ablutec
  • Abp Beerkeg
  • Aeb Bioquimica
  • Agavic
  • Agraria
  • Alambiques Santa Efigênia
  • Anton Paar
  • Anuario Cervecero – Craft Breweries
  • Barril Vix
  • Barth Haas
  • Beer Business
  • Beer Sales
  • Beerkeg
  • Bierheld
  • Biomerieux
  • Blefa Kegs
  • Bolachas Para Chopp
  • Boortmalt
  • Brabeer
  • Bramak Máquinas Envasadoras
  • Bratek Tecnologia
  • Brew Beer
  • Carbokeg
  • Carbona Tech
  • Castle Malting
  • Central Brew
  • Cerâmica Klinker
  • CFT
  • CHEOPS spol. s r.o.
  • Comac
  • Conservar
  • Copa Cervezas de America GCA
  • DALUM
  • DSM
  • EGISA Group
  • Emec Brasil
  • Engarrafador Moderno
  • Escola Superior de Cerveja e Malte
  • Eureka
  • Faccio
  • Fermentis by Lesaffre
  • Festival de la Cosecha del Lupulo
  • Fluxos Distribuidora
  • Gallant
  • GEA
  • Gel Chopp
  • Globalfood
  • Grace
  • Graphic
  • Grupo G&C
  • Grupo São Luiz / Klinker
  • HBS Distribuidora
  • Heis Industrial
  • Hiper
  • Hopsteiner
  • I-Tap
  • I.G. Maquinas Inovacao e Tecnologia
  • Indalfa
  • Ingredientes Online
  • Iris Pay
  • Iruam Equipamentos
  • Japa Componentes
  • JT Instrumentação e Processos
  • Kalsec
  • Kinox
  • Lehui
  • Les Maltiers
  • LevTeck Tecnologia Viva
  • Lnf – Latino Americano
  • McPack
  • Memo
  • Meu Chopp
  • Mundo do Cervejeiro
  • My Tapp
  • NKA Schiaveto
  • NP Brewing
  • Palenox
  • Pauls Malt
  • PEGAS
  • PensaLab
  • Pentair
  • PKS
  • Polykeg
  • Prodooze
  • Progema
  • Prozyn Biosolutions
  • PureMalt
  • Remembeer
  • Revista da Cerveja
  • RKEG LTD
  • Rolec
  • Ruvolo Glass Company
  • Sartorius
  • Saumec
  • Sungap
  • Take & Go
  • TECDEN
  • Techfilter Beer Solutions
  • Tecnigrav
  • Tecprimmus Equipamentos
  • Uma Malta
  • Uniti
  • USA Hops
  • Vebratec
  • VLB Berlin
  • Wallerstein
  • WE consultoria
  • Yakima Chief Hops
  • Zegla
  • Zenka Trano
  • Zero Grau

Balcão do Advogado: Como evitar problemas na compra de equipamentos

Balcão do Advogado: Como evitar problemas na compra de equipamentos para a cervejaria

É alarmante a quantidade de problemas decorrentes de contratos de compra e venda de equipamentos para uma cervejaria. Praticamente todas elas já tiveram problemas dessa ordem em função de a companhia limitar-se a assinar o contrato, sem ponderar sobre o seu conteúdo. Mas agora é o momento de os cervejeiros buscarem contratos mais equilibrados e que prevejam direitos básicos, a fim de não serem lesados pelo inadimplemento das empresas fornecedoras de equipamento.

Como fazer isso?
Primeiramente, é necessário que sejam negociados os termos do contrato. As empresas fornecedoras tendem a “empurrar goela abaixo” contratos prontos e desequilibrados, os quais deixam as cervejarias em condições de inferioridade. Um exemplo comum nesses contratos é a falta de previsão de multa para a empresa por atraso na entrega do equipamento (fato extremamente corriqueiro). Portanto, cabe às cervejarias exigirem essa e outras cláusulas no período pré-contratual.

Cláusula “try out”
Try out, ou em português “experimentar”, é uma alternativa de cláusula a ser incluída no contrato de compra e venda de equipamento cervejeiro que consiste em testar o que foi adquirido com a equipe da empresa vendedora após a instalação. Dessa forma, eventuais defeitos no equipamento podem ser corrigidos já no início, facilitando e agilizando o reparo. Essa cláusula beneficia ambas as empresas, haja vista que traz credibilidade, diminui custos para o vendedor e traz segurança para o comprador, já que ele terá a garantia de contar com o equipamento funcionando após a instalação.

Pé de igualdade
As empresas que vendem equipamentos para as cervejarias contam com assessorias jurídicas qualificadas, que atuam buscando o melhor para os seus clientes. Todos os seus contratos passam por revisão jurídica. Para que a cervejaria se coloque em pé de igualdade com as empresas fornecedoras é extremamente aconselhável a contratação de um advogado para ajudar na elaboração do contrato em conjunto com a vendedora e, se possível, até participar das negociações pré-contratuais, com o objetivo de conseguir melhores e seguras condições.

Soluções e multas
Nesse tipo de contrato é essencial que haja a previsão de soluções para eventuais problemas, ou, no mínimo, ferramentas hábeis e que auxiliem a diminuir prejuízos. Isso deve ser feito por meio da inclusão de penalidades e multas para os casos de atraso e inadimplemento. Cláusulas nesse sentido servem para proteger ambas as partes, tornando a relação mais segura.  

Detalhes do produto
Preferencialmente, anexo ao contrato, devem constar documentos com a descrição detalhada de equipamentos, acessórios e peças. Muitas vezes, a cervejaria acredita estar comprando um equipamento completo, quando na verdade está adquirindo apenas uma parte, ou seja, sem acessórios importantes. Para que não haja equívocos faz-se necessário cobrar do vendedor um documento com o detalhamento completo do maquinário.

Em suma:

  • Jamais assine contratos modelos;
  • Negocie as cláusulas do contrato de compra e venda de equipamento na fase pré-contratual;
  • Contrate um advogado para auxiliar nessas questões;
  • Cobre o detalhamento do equipamento;
  • Solicite a inclusão de soluções e multas.

Essas são algumas medidas que custam muito menos do que comprar um equipamento defeituoso e se ver sem alternativas para solucionar o problema.


André Lopes é sócio do escritório Lopes, Verdi & Távora Advogados e criador do site Advogado Cervejeiro.

Confira lançamentos realizados pelas cervejarias em maio

O mês de maio ficou marcado no segmento de cervejas artesanais pela diversidade de lançamentos, mas muitos deles foram do estilo Barley Wine, demonstrando o foco de algumas marcas em cervejas envelhecidas, casos da Bodebrown e da Nacional, enquanto outras apostaram na Catharina Sour.

A própria Nacional, inclusive, apresentou uma novidade no mês de maio para celebrar o seu aniversário, algo que também motivou lançamentos da Molinarius e da Goose Island, que também homenageou o Dia do Hambúrguer, celebrado neste sábado (28).

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Confira essas e outras novidades apresentadas nos lançamentos pelas cervejarias em maio e selecionadas pelo Guia:

Bodebrown
A Bodebrown lançou a Double Perigosa 18% Millésime 2021 Aged Series. A mais nova criação da série Double Perigosa chega ao mercado após passar 15 meses envelhecendo na própria garrafa. Este ano, a cerveja faturou uma medalha de ouro no Concurso Brasileiro da Cerveja, em Blumenau (SC). Inspirada na tradicional Perigosa Imperial IPA 9.2%, a Double Perigosa 18% Aged Series é uma Strong Ale, no estilo British Barley Wine, que aproxima o universo das cervejas artesanais ao dos vinhos.

Borck e Das Bier
Aproveitando a celebração do Dia das Mães em maio, a Das Bier lançou a Tapfer Frau, uma Catharina Sour desenvolvida em parceria com a Borck. Essa cerveja traz em sua composição framboesa e morango, possuindo 4% de graduação alcoólica. O nome dessa colaborativa significa Mulher Valente. Foram produzidos cerca de mil litros da bebida, com aproximadamente 400 litros sendo envasados em garrafas de champagne de 750ml e que trazem no texto do rótulo uma mensagem que ressalta o poder feminino: “Para mulheres que têm os melhores ingredientes: amor, filhos e a valentia para desafiar o status quo!”.

Dádiva
A Dádiva realizou, em maio, os lançamentos das versões #9 e #10 da linha Brewer’s Cut. Ambas as cervejas são de fermentação mista e apresentam 5,2% de teor alcoólico, tendo, também, a mesma base. A Brewer’s Cut #9 tem adição de mirtilo. Já na Brewer’s Cut #10 foi adicionada a framboesa. Essa série de 10 rótulos trouxe releituras criadas por Victor Marinho, responsável pelas receitas e produções da cervejaria. As novidades #9 e #10 estão sendo comercializadas em garrafas de 375ml.

ESCM
Alunos da Escola Superior de Cerveja e Malte (ESCM) criaram e lançaram a Santa Sour, uma Catharina Sour com malte e lúpulo catarinenses, pitaya e maracujá orgânicos produzidos por agricultura familiar em Sombrio (SC) e Araranguá (SC). A ideia, com isso, foi fomentar o olhar local para a cerveja. O projeto foi patrocinado por Levtek, Lúpulo do Vale, Malteria Blumenau, Maltes Catarinenses e Cervejaria Belgard.

Goose Island
Para celebrar seus 34 anos, a Goose Island lançou a Memory Lane, uma clássica Helles Bock, um estilo marcante dos anos 1990, período em que a cervejaria conquistou fama. A novidade, no estilo Lager, possui 6,6% de teor alcoólico e 23 IBUs de amargor. Além disso, para celebrar o Dia do Hambúrguer, neste sábado, lançou a Hop Blend. A novidade é uma Hazy IPA com graviola, coloração amarela clara, e corpo médio-alto, sendo turva e aromática. O lançamento leva cinco tipos diferentes de lúpulo, garantindo sua complexidade. O rótulo possui teor alcoólico de 6,2% e 40 IBUs de amargor.

Juan Caloto
O lançamento de maio da cervejaria Juan Caloto foi a La Piscadela de Cotton Eye Bill, uma colaborativa com a Tank Brewpub. Trata-se de uma Brut Fruited Sour com framboesa e seriguela, tendo 7% de teor alcoólico. Essa novidade foi inspirada nos espumantes e suas borbulhas.

Molinarius
A Molinarius Brewing Co. comemorou os seus cinco anos com o lançamento da Molinarius German Pilsner. A novidade representa uma ampliação do foco da marca, conhecida pela aposta nas IPAs: já foram 67 criadas, dos mais variados subestilos em sua trajetória, além de 10 colaborativas. A German Pilsner foi elaborada com malte e lúpulos genuinamente alemães. Ela tem 36 IBUs de amargor.

Nacional
Para comemorar o seu aniversário de 11 anos, a Cervejaria Nacional lançou pela primeira vez uma Barley Wine, tendo sido envelhecida em barris de carvalho desde 2016. Batizada de DoBalacoBaco, a novidade foi preparada ao longo desses anos pelos quatro últimos mestres-cervejeiros – Guilherme Hoffman, Patrick Banwart, Guilherme Macedo e Marcos Braga (atual) –  da marca.

Noi
A Noi foi uma cervejaria que investiu nos lançamentos em maio, homenageando o Rio de Janeiro e o café. A marca de Niterói apresentou a Noi RJ, um rótulo com 4,5% de graduação alcoólica e 10 IBUs de amargor. Para aos responsáveis pela Noi, essa American Lager leve, que está disponível em latas de 355ml, é perfeita para os dias de praia.  Em outra iniciativa, aproveitou a paixão pelo café para produzir um cold brew em versão cervejeira. O resultado é a Moka, uma Dry Stout com 4,4% de teor alcoólico, amargor de 25 IBUs e corpo extremamente seco, que durante a sua maturação recebeu uma generosa infusão a frio de café de torra média por 24 horas. A Moka chegou ao mercado em chope e em lata de 473 ml.

Schornstein
Aproveitando a participação no Festival Brasileiro da Cerveja, a Schornstein lançou a Vienna Lager, uma cerveja de coloração âmbar acobreada, teor alcoólico de 5,3% e 25 IBUs de amargor. No aroma traz o malte em primeiro plano, remetendo a caramelo, toffee e um leve tostado.

Seasons
A Seasons apresentou, durante o Festival Brasileiro da Cerveja, a Mr. Green, uma West Coast IPA. E, como é sua tradição, utilizou o personagem da vaca para promover a sua novidade. “O experiente e criminoso Mr. Green reuniu seis vacas para um majestoso roubo de lúpulos valiosos de uma plantação renomada, porém, durante o assalto, algo deu errado e uma das vacas pegou tudo para ela. Para finalizar a sua receita perfeita de uma West Coast IPA, Mr. Green teria que descobrir qual das vacas era a infiltrada para roubar de volta a sua parte. Mr. Green nunca mais foi visto, por outro lado, o líquido dentro desta lata conta melhor como a história termina!”

Liverpool x Real: Veja estilos de cerveja que representam personagens da final 

Uma tradição gigantesca de dois dos clubes mais vencedores da história do futebol será colocada à prova neste sábado, quando Liverpool e Real Madrid se enfrentam, às 16 horas (de Brasília), no Stade de France, na final da Liga dos Campeões. Juntas, as equipes somam 19 taças conquistadas no principal interclubes europeu, sendo 13 troféus pelo time espanhol, recorde absoluto, e 6 pelo inglês.

Como ao redor do mundo milhões de torcedores acompanharão Liverpool x Real Madrid saboreando uma cerveja, o Guia traz o universo desta bebida para a decisão. Com este objetivo, o sommelier Rodrigo Sena faz um paralelo entre as características dos times, seus treinadores e vários dos seus principais jogadores com estilos de cervejas.

Especialista cervejeiro e apreciador do futebol, ele traça comparações em sete confrontos desta decisão e cita 14 estilos da bebida cujas qualidades considera que mais se assemelham hipoteticamente às dos personagens e dos clubes.

O Liverpool vai tentar conquistar a sua sétima Liga dos Campeões e se igualar ao Milan como o segundo maior vencedor da história da competição. Já o Real Madrid jogará para ampliar a sua supremacia histórica no Velho Continente com a sua 14ª taça da Champions. Na última vez em que esses clubes se encontraram na decisão, o Real levou a melhor em 2018, em Kiev, na Ucrânia, ao vencer por 3 a 1.

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Confira as comparações do colunista do Guia para Liverpool x Real Madrid. E bom jogo!

Liverpool (English IPA)  x Real Madrid (Doppelbock)
Quando penso no Liverpool, penso na tradição inglesa do time que tem raízes fincadas na Inglaterra. E sempre muito forte, marcante e presente. Então, fazendo um paralelo com um estilo de cerveja, eu vejo uma English IPA. A IPA é um estilo de cerveja criado na Inglaterra. Além de muita presença de malte, tem bastante carga de lúpulos ingleses, que vão trazer notas mais herbais, mais terrosas, um fino amargor. E é uma cerveja potente, que nunca sai de moda. Do lado do Real Madrid, embora seja um time espanhol, eu vou buscar uma cerveja mais voltada para a escola alemã, porque é inegável a força do clube, com uma cerveja que traga toda essa potência e complexidade de sabores, assim como o Real é tão potente quanto complexo de ser entendido muitas vezes. Então, eu vou para uma Doppelbock, que possui corpo mais alto, bastante malte, teor alcoólico elevado e é bastante frutada, amendoada. É uma cerveja tradicional alemã, assim como é o Real, que tem muita força e presença também.”

Alisson (Imperial Stout) x Courtois (Lambic)

“O Alisson, pela forma como ele atua e pela própria imagem dele, o identifico como uma Imperial Stout, que é uma cerveja que tem força, presença, corpo e potência. E é tudo o que o Alisson representa: segurança, algo forte no gol. Quando ele joga, a defesa se sente mais segura. Já o Courtois eu vejo mais como uma Lambic, belga, uma daquelas cervejas espetaculares, feitas no sul de Bruxelas, que levam muitos anos para ficarem prontas e que são bem difíceis de serem entendidas por que são muito ácidas. Uma cerveja forte, com presença, potência de sabor, mas complicada de ser interpretada. E o Courtois muitas vezes sofre com isso e precisa de tempo para mostrar sua qualidade, que ele, de fato, tem”.

Van Dijk (Strong Ale) x Éder Militão (Schwarzbier)
O Van Dijk é um xerifão da zaga, forte, com presença, robustez, e o Éder Militão é um pouco mais leve, mas muito inteligente e até mais rápido. Então, em um duelo cervejeiro, eu colocaria o Van Dijk puxando para o estilo inglês Strong Ale, uma cerveja, como o próprio nome diz, forte, de fermentação Ale, muito maltada, bastante alcoólica e com uma presença e corpo mais alto. É uma cerveja muito saborosa e de muita força. Do outro lado, eu vejo o Militão num estilo alemão chamado Schwarzbier, que é uma cerveja com maltes tostados e torrados. Uma Lager com notas que lembram café, chocolate, então ela é uma cerveja que não é tão forte, mas tem muita presença, uma variedade de sabores muito grande e que acaba sendo de fácil degustação.”

Fabinho (English Porter) x Casemiro (Baltic Porter)
“Os dois são meio-campistas fortes na marcação, mas que também sabem jogar. O Casemiro até mais do que o Fabinho. Chega mais ao ataque, tem uma função de armação um pouco maior. Mas eu vejo os dois com funções muitos similares e pelo que entregam. Então, eu vou colocar os dois como Porter, mas com pequenas diferenças. O Fabinho, por estar em um time inglês, vai puxar para uma English Porter, uma cerveja de fermentação Ale, com maltes mais tostados. Ela é escura, tem notas de chocolate, de caramelo. E o Casemiro já vai para um estilo um pouco mais forte, que é uma Baltic Porter, uma cerveja Lager, não é Ale, mas é um estilo que também tem maltes mais escuros e apresenta muita força e presença, características que são tanto da English Porter quanto da Baltic Porter.”

Salah (Special Bitter) x Vinicius Junior (German Pils)
“São pontas, puxam o ataque mais pelas beiradas e com características um pouco diferentes, mas também executando uma função que exige rapidez de raciocínio em velocidade. Então, os vejo como estilos mais leves. O Salah, eu vejo como uma Special Bitter inglesa, um estilo tradicional, com maltes levemente tostados, leve amargor residual e que contém notas de caramelo, de biscoito e casca de pão. É uma cerveja bastante interessante, leve, que você toma fácil, mas que tem uma presença e um sabor muito marcante. O Vinicius Junior, eu vou para o lado de uma German Pils, um clássico alemão, com bastante presença de malte. Uma cerveja dourada, com cereais mais claros, mas também um equilíbrio muito interessante com o amargor de lúpulos alemães, com aquela presença floral e mais picante.”

Mané (Summer Ale) x Benzema (Hefe Weizenbier)
“O Benzema é mais centroavante do que o Mané, que às vezes funciona como um falso 9. Já o Benzema é mais o clássico 9. Mas são dois goleadores. Pingou bola na frente deles, é ‘caixa’. Então eu coloquei os dois como estilos de cerveja fáceis de serem consumidas, e em bastante quantidade, que entregam gol toda hora para quem as consome. O Mané seria uma clássica Summer Ale inglesa, uma cerveja leve, com maltes mais claros, refrescante e bem maltada, com sabores extraordinários. E o Benzema seria uma tradicional cerveja de trigo da Baviera, a Hefe Weizenbier, que possui leveduras na garrafa, com o corpo um pouquinho mais alto e também notas frutadas e condimentadas leves, sendo também muito fácil de ser consumida.”

Jürgen Klopp (Barley Wine) x Carlo Ancelotti (Rauchbier)

“Klopp é um treinador surpreendente, que se reinventa, e é impressionante como muda o jeito de o time jogar de uma temporada para a outra para manter o desempenho. Então, o Klopp é uma tradicional Barley Wine inglesa, que tem um teor alcoólico um pouco mais alto, um corpo mais alto, bastante frutada, avermelhada. É uma cerveja extraordinária, com presença e força, assim como o Klopp, e que também a cada gole você percebe as mudanças. Já o Ancelotti, vamos para o estilo alemão que também tem bastante força, presença, que é a Rauchbier, um estilo secular feito com maltes defumados. E aí a cerveja fica com o corpo mais alto e com notas defumadas bastante evidentes. E o legal dessa comparação é que esse estilo tradicional quase já caiu no esquecimento. Em alguns lugares, ela deixou de ser feita. Mas foi resgatada recentemente, assim como o Ancelotti. Muitos achavam que a carreira dele já tinha terminado e ele está de volta ao Real Madrid buscando um título de Champions. Então, tem a ver. E é uma cerveja forte, com presença, personalidade, assim como ele.”

Menu Degustação: E-book do A Nova IPA, especial do Pão de Açúcar…

O fim de semana chegou para o público cervejeiro com variedade de opções que prometem atender a todos os gostos. Para quem deseja adquirir conhecimento sobre o setor, a Krater iniciou o lançamento dos seus livros em e-book, a começar por A Nova IPA, de Scott Janish. Já o Pão de Açúcar apresentou o Especial de Microcervejarias, com informações sobre marcas artesanais e descontos nos seus rótulos.

Para aqueles que curtem uma festa, o que não falta são atrações, com destaque para o aquecimento para a Brasil Brau, na Tarantino, em São Paulo, no domingo. E a Everbrew promove mais uma edição da Fest Tour em Santos.

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Confira essas e outras novidades do setor no Menu Degustação do Guia:

E-book de A Nova IPA
A Editora Krater deu início aos lançamentos da versão digital dos seus livros. A Nova IPA é o primeiro título do catálogo a ganhar um e-book, já estando disponível para compra e download. O livro traz o mesmo conteúdo da versão impressa, sendo adaptado para o formato digital. A obra de Scott Janish pode ser adquirido em quase 20 lojas nacionais e internacionais, como Amazon, Livraria Cultura, Kobo e Apple Books.

Especial do Pão de Açúcar
Com o mote “Verdadeiros gigantes nos quesitos qualidade e sabor”, o Pão de Açúcar lançou o Especial de Microcervejarias, válido até 12 de junho. A revista, que conta com versões impressa e digital, apresenta a história das cervejarias participantes, descrição dos principais rótulos, além de explicar o processo de produção. As participantes são Avós, Three Monkeys Beer, Leuven, Dama, Madalena e Hocus Pocus. E os seus rótulos têm 10% de desconto, mediante ativação da oferta no app, durante o período do especial.

Aquecimento da Brasil Brau
A Tarantino vai abrir as portas para a Social Brau, festa de aquecimento para a maior feira da indústria cervejeira na América Latina, a Brasil Brau, que acontecerá a partir de segunda-feira (30), no São Paulo Expo. A celebração na cervejaria será neste domingo (29), das 13 horas às 20 horas. Para quem preferir beber à distância, haverá um cupom de 20% de desconto válido durante toda a semana para delivery, o BRAU20.

Corte da Brahma
A Brahma se uniu à Wessel para o lançamento da Brahminha, um corte especial de carne. É um Short Rib diferente dos tradicionais por vir sem osso, trazendo ainda mais maciez e maior aproveitamento para que 100% desse corte exclusivo possa ser servido, evitando qualquer desperdício. A Brahminha pode ser encontrada na rede Pão de Açúcar, em São Paulo e no Rio de Janeiro. Confira o vídeo da campanha.

Campanha das retornáveis
A Ambev recorreu a Evaristo Costa para promover o uso de embalagens retornáveis. O jornalista foi escalado para a campanha institucional da cervejaria sobre o tema. Em um filme assinado pela agência CP+B, ele brinca com um paralelo sobre um investimento com “retorno garantido”.

Evento da Everbrew
A Fest Tour, evento realizado pela cervejaria Everbrew, terá a sua terceira edição neste fim de semana, de sexta-feira até domingo, no Mercado Municipal de Santos. O encontro começa nesta sexta com o Esquenta Fest Tour no Everpub, a partir das 17 horas. No sábado, das 15h às 18h, a festa acontece na Fábrica da Everbrew e conta com cerveja liberada, copo exclusivo para saborear os chopes diretamente da fonte e apresentação da banda Music Box. A tatuadora Luciana Matsumoto também estará presente. Além disso, todos os participantes terão desconto de 20% na conta do Everpub. E o bar vai transmitir a final da Liga dos Campeões. No domingo, o Everpub estará aberto para a Ressaca Fest Tour.

Show no Esconderijo
O bar Esconderijo, da Juan Caloto, recebe nesta sexta-feira (27) o show do Al Bud Trio (banda de rockin’ hillbilly music), a partir das 19h30. O bar, que apresenta atmosfera inspirada no faroeste mexicano, tem várias cervejas de fabricação limitada como as belgas Lambic e a Dry Sout O´Sullivan, exclusiva do Esconderijo. Além disso, é possível encontrar a La Piscadela, cerveja Brut Fruited Sour lançada na primeira quinzena de maio.

Happy hour no Morumbi
O Brazinha, bar criado a partir do sucesso do restaurante O Brazeiro, passou a contar com happy hour na sua unidade do bairro Morumbi, em São Paulo. O menu e a carta de drinques estão disponíveis todos os dias, das 17h às 20h. Algumas opções são a porção de quadradinhos de polenta com costela desfiada (R$ 30/8 un.) e os croquetes de frango (R$ 26/6 un.). Para acompanhar, as opções de drinques incluem as Caipirinhas do Brazinha que podem levar tangerina com limão siciliano e gengibre, morango com limão e capim-cidreira, além da tradicional, feita com limão (a partir de R$ 24).

Mais público no Craft Beer
O Festival Craft Beer foi realizado no último fim de semana em Joinville (SC), com os organizadores afirmando que foram consumidos mais de 20 mil litros de chope. E mais de 400 pessoas trabalharam diretamente e indiretamente. “Em dois dias, 22 mil pessoas passaram pela Expoville. Quando se fala em evento com cervejarias artesanais, é um dos maiores do Brasil”, revela o organizador Kleiton Hames.