A cerveja Flying Fish vai fazer sua estreia em São Paulo por meio das lojas Oxxo, numa parceria entre a Ambev e a rede de mercados de proximidade. O produto saborizado, que chegou ao Brasil e foi lançado primeiramente nos três estados do Sul, deve permanecer com distribuição limitada por alguns meses exclusivamente na rede de varejo.
Para apresentar o lançamento, a Oxxo vai implementar uma estratégia robusta. Ela inclui loja emblemática, com lançamento previsto ainda para dezembro; cinco lojas Oxxo de experiência, com ações para ativação no ponto de venda; além de 50 lojas com comunicação dedicada, adesivação de geladeira, displays e testeiras de monitor destacando a chegada da cerveja Flying Fish.
“A Ambev é uma parceira extremamente importante para o Oxxo. Estamos muito felizes em ter a exclusividade de Flying Fish, e estamos muito felizes por fazer parte desse lançamento. Poder trazer essa novidade com exclusividade para São Paulo reforça a importância do Oxxo como porta de entrada para inovações e fortalece ainda mais nossa parceria com a Ambev”, afirma o gerente comercial do Oxxo, Rafael Monezi.
A cerveja Flying Fish
Saborizada com limão, cerveja Fliyng Fish é nova aposta da Ambev (Crédito: Divulgação)
Lançada em 2014 na África do Sul, Flying Fish pertence ao portfólio da AB-Inbev e se tornou a principal cerveja saborizada do país e, posteriormente, de todo o continente africano. Presente hoje em 14 países, a marca avança em sua expansão global.
A chegada ao Brasil aconteceu em outubro com uma espécie de “soft launch” nas capitais Porto Alegre (RS), Florianópolis (SC) e Curitiba (PR). O produto escolhido foi a versão com limão — no exterior, há outros sabores de Flying Fish, como laranja e maça verde. Segundo informações do rótulo africano, ela também traz extrato de toque de alecrim.
A primeira festa oficial de lançamento foi no dia 24 de outubro no +55 Bar, em Curitiba. Mas o produto já está presente em outros bares e supermercados da região, além do Zé Delivery.
O produto busca um “público incremental”, segundo Thais Soares, diretora de marketing de Flying Fish. Ou seja, consumidores que normalmente não optam por cervejas tradicionais – muitas vezes por conta do amargor.
Ambev Beyond Beer
A cerveja Flying Fish faz parte do portfólio da área de negócios Beyond Beer (“além da cerveja”). Outros produtos incluem bebidas mistas, energéticos, refrigerantes, chás, isotônicos e drinks prontos. O setor cuida de inovações e faz parte da estratégia de expansão da companhia. Guaraná Antarctica Zero com fibras e Fusion com proteínas, por exemplo, fazem parte do escopo.
“Estamos sendo usados como um País para testar inovações e colocar na rua para trazer conhecimento para a companhia como um todo”, diz Daniela Cachich, presidente da Beyond Beer, em entrevista ao Estadão. A Beats, por exemplo, chegou ao mercado estadunidense neste ano.
“Acreditamos que essas categorias serão uma avenida de crescimento para a empresa”, complementa a executiva. “Falando de alcoólicos, 80% do volume de Beyond é incremental para a Ambev.”
O Grupo Heineken também de olho na área de cervejas saborizadas. Ele lançou na segunda quinzena de novembro a Heineken Lager Spritz, uma edição limitada que combina o sabor da cerveja e refrescância do drink italiano Spritz (coquetel feito com espumante, água com gás e gelo). Ela tem 6% de teor alcoólico e infusão de botânicos, devendo ser servida em um copo com gelo e uma fatia de laranja.
O mundo das cervejas artesanais costuma atrair apaixonados pela degustação da bebida e pelos diferentes estilos. Mas o desconhecimento para lidar com a diversidade pode colocar uma barreira no público que está consumindo e produzindo bebidas – entre eles, o público Surdo.
A acessibilidade na Língua Brasileira de Sinais (Libras) ainda é uma barreira que vem sendo combatida por Marcos Roberto de Oliveira, idealizador do projeto Cerveja Artesanal em Libras, que conta com um canal de vídeos no YouTube e uma conta no Instagram para tornar a informação sobre os tipos de cervejas e os processos de fabricação mais acessíveis.
Oliveira é pioneiro na iniciativa, e assumiu a missão de traduzir o complexo universo de maltes, lúpulos e técnicas de produção para Libras – às vezes até pesquisando em outros idiomas o vocabulário necessário para traduzir conceitos.
Com mais de 20 anos de atuação profissional como tradutor e intérprete de Libras, há 13 Oliveira exerce essa função na Universidade Federal de Uberlândia (UFU), o que permitiu uma imersão diária na comunidade Surda, e contato com Surdos de diversas regiões do país.
(Este texto, inclusive, vai adotar a redação da palavra Surdo em maiúscula e em detrimento da expressão “deficiente auditivo”. A escolha é baseada em estudos acadêmicos que reforçam a experiência visual do indivíduo, em vez de uma condição de ausência de algo.)
“É para esse ‘sujeito da experiência visual’ que produzimos conteúdos, e não para um ‘paciente’”, esclarece Oliveira em entrevista ao Guia da Cerveja. “O projeto Cerveja Artesanal em Libras é a materialização prática da tese ‘Surdos produzindo saberes complexos sobre cerveja’. No entanto, há um abismo perturbador entre a capacidade comprovada desses sujeitos e o reconhecimento público que recebem”, afirma.
“A exclusão no universo cervejeiro vai muito além do balcão do bar; é uma sonegação de oportunidades profissionais”, diz Oliveira, devido à falta de acessibilidade nos cursos profissionalizantes. “A cerveja é universal, mas o acesso a ela precisa deixar de ser um privilégio ouvintista”, avalia.
Em 2021, Oliveira concedeu entrevista ao Guia da Cerveja para falar sobre inclusão. Passados quatro anos, nesse Dia Internacional das Pessoas com Deficiência (3 de dezembro), voltamos a procurá-lo para saber se o setor tem avançado ou se ainda há muitos desafios pela frente.
Para quem está conhecendo seu trabalho agora, como surgiu a ideia inicial do “Cerveja Artesanal em Libras”? Houve algum momento específico que te fez perceber que precisava criar esse conteúdo?
A gênese do projeto ocorreu de forma despretensiosa, quando comecei a compartilhar nas redes sociais os processos das minhas brassagens, traduzindo técnicas para a Libras.
No entanto, o “momento de virada” foi por volta de 2020, quando um cervejeiro Surdo do Sul do país me procurou e contou uma trajetória que ilustra a cruel barreira invisível do nosso mercado.
Ele e dois sócios, também Surdos, já produziam em casa e queriam transformar o hobby em negócio. Ao buscarem um curso técnico dentro de uma cervejaria, depararam-se com a total ausência de acessibilidade: sem intérpretes ou material adaptado, a absorção do conteúdo foi inferior a 50%. O sonho do negócio morreu antes de nascer devido a essa barreira linguística. Ali compreendi que a exclusão no universo cervejeiro vai muito além do balcão do bar; é uma sonegação de oportunidades profissionais.
Não estamos falando do ato de beber uma cerveja, mas sobre o direito de produzi-la, de entendê-la cientificamente e de gerar renda a partir dela. A partir daquele momento, decidi mergulhar no setor, não apenas como um entusiasta, mas como profissional e com a missão clara de identificar e “tentar” desmantelar essas barreiras. Se o mercado não estava preparado para dialogar com a comunidade Surda, era preciso criar as ferramentas para forçar esse diálogo, provando que a cerveja é universal, mas o acesso a ela precisa deixar de ser um privilégio ouvintista.
Desde nossa última conversa em 2021, o que mudou na estrutura do Cerveja Artesanal em Libras? Você introduziu novos formatos e como tem sido a resposta da audiência?
O período de 2023 a 2025 marcou nossa transição definitiva: deixamos de ser um canal apenas de conteúdo para nos tornarmos uma força ativa dentro do setor, ocupando o chão de fábrica. A parceria com a Cervejaria Captain Brew foi fundamental, estampando nossa marca em 7 rótulos colaborativos. Ativamos um ciclo virtuoso: o rótulo desperta a curiosidade, leva o consumidor ao canal e o confronta com a realidade da exclusão. O resultado é uma corrente do bem, onde o público deixa de ser apenas consumidor para se tornar aliado da causa.
Mas o ápice foi agora, na Bélgica, durante o Brussels Beer Challenge 2025. Ao dividirmos a mesa com a elite cervejeira mundial, expusemos a lacuna do setor e apresentamos a solução. Grandes personalidades internacionais atestaram a excelência dos sommeliers Surdos. Ficou demonstrado que a barreira nunca foi técnica: os Surdos possuem plena capacidade para liderar qualquer processo, da produção ao julgamento.
Quem é o seu público no Canal? São pessoas Surdas que buscam saber mais da cerveja ou há ouvinteque usam o conteúdo para estudar Libras?
Observamos uma heterogeneidade enriquecedora no público do Cerveja Artesanal em Libras. Atendemos tanto à comunidade Surda, ávida por letramento cervejeiro em sua primeira língua, quanto a um público ouvinte acadêmico, profissionais e apreciadores que utilizam nossos conteúdos como material de estudo da Língua Brasileira de Sinais. Um exemplo real é que hoje, na Alemanha, há uma grande profissional e influente do setor cervejeiro aprendendo a Língua Brasileira de Sinais, e isso é incrível. Transformamos o vocabulário técnico da cerveja em uma ponte educacional.
No entanto, é crucial destacar que o sucesso do projeto não se mede por algoritmos. Sou guiado pelo pragmatismo e pela busca incessante por resultados tangíveis no mundo real. Quero sair do discurso da inclusão. O engajamento qualitativo e a profundidade das interações valem muito mais do que o alcance superficial. Sinceramente? Se eu encerrasse o projeto hoje, sentiria uma plenitude absoluta. O fato de ter transformado efetivamente a trajetória profissional e pessoal de dois Surdos — tirando-os da invisibilidade para o protagonismo — é um resultado que transcende qualquer estatística digital.
O universo da cerveja é cheio de termos técnicos complexos. Como tem sido o processo de criar ou adaptar esses sinais para a Libras no seu trabalho?
Lidamos com um vazio terminológico. A Libras não é universal e possui regras próprias. Em vez de inventarmos sinais do zero, recorremos ao empréstimo linguístico dos berços cervejeiros.
Por exemplo, para o termo Trapista, adotamos o sinal da Língua de Sinais Flamenga (VGT) da Bélgica. Para o estilo Pilsen, buscamos o sinal na Língua de Sinais Tcheca, o mesmo usado pelos Surdos da cidade de Plzeň. Termos de processos como fermentação e ingredientes são facilitados pela natureza visual da língua, mas exigem domínio técnico. Nosso grande objetivo atual é catalogar e validar tudo isso em um Glossário de Cerveja em Libras, projeto para o qual ainda buscamos patrocínio.
Passados alguns anos desde que criou o projeto, você sente que o setor de cerveja artesanal está realmente mais inclusivo ou as ações ainda são pontuais?
Sendo honesto: o mercado está mais atento, mas a inclusão plena ainda caminha a passos lentos. Ainda vemos muitas ações de marketing pontuais apenas para cumprir tabela em datas comemorativas, sem nenhuma mudança estrutural no dia a dia.
Porém, o Cerveja Artesanal em Libras provou que é possível fazer diferente. Na Captain Brew, fizemos o Primeiro Encontro de Surdos Cervejeiros recebendo mais de 250 Surdos de todas as regiões do Brasil, do Norte ao Sul. Isso só foi possível pelo trabalho do Fernando e do Gabriel, do Surdommeliers, com nosso apoio e da Captain.
Mas o segredo não foi apenas abrir as portas; foi preparar a casa com um treinamento intensivo — do pessoal da cozinha e recepção até o staff do pub. O resultado foi impactante. Os consumidores Surdos comentavam, emocionados, que parecia um sonho: pela primeira vez, podiam pedir sua comida e sua cerveja diretamente ao garçom, em sua própria língua, sem intermediários. Ali, mostramos que a verdadeira inclusão não é um evento isolado, mas a criação de um ambiente onde o Surdo se sente, finalmente, em casa.
A inclusão, contudo, não se limita ao balcão. Ela avançou para a esfera do conhecimento técnico de alto nível. Quando um sommelier Surdo manifestou interesse em participar do prestigiado congresso Do Grão ao Gole, organizado pela AMBEV – Academia da Cerveja em São Paulo, entramos em contato com a coordenação que prontamente atendeu à solicitação e assim, todo o congresso foi tornado acessível em Libras.
Esses dois exemplos — a inclusão no serviço (Captain Brew) e a inclusão no conhecimento (Academia da Cerveja) — demonstram que a barreira é atitudinal, não técnica. O compromisso ético transcende a mera obrigação legal.
Você tem notado um aumento no número de pessoas Surdas trabalhando dentro das cervejarias?
Temos notado um singelo movimento de aumento, mas em dois universos distintos. No setor industrial, grandes corporações como Heineken, Ambev e Grupo Petrópolis têm contratado colaboradores Surdos, muitas vezes impulsionadas pela Lei de Cotas. Embora seja um cumprimento legal, isso já tira esses profissionais do anonimato. No entanto, no setor artesanal, nas micro e nano cervejarias, a inclusão ainda é uma incógnita. Sem um mapeamento formal, deduzimos que a barreira de entrada nesse nicho permanece alta. É nessa área, onde o conhecimento técnico é mais valorizado, que precisamos intensificar a atuação.
Para um consumidor Surdo, o que ainda é o maior obstáculo ao chegar em uma taproom ou bar especializado hoje?
É uma conjunção perversa: atendimento despreparado, falta de cardápios visuais e preconceito. O pior obstáculo é o medo do atendente, que muitas vezes trava ou ignora o cliente Surdo.
A solução exige mudar a mentalidade de gasto para investimento. Um cardápio digital acessível via QR Code e um treinamento básico não são luxo, são ferramentas de fidelização. O cliente Surdo que se sente respeitado, volta.
Que recado prático você daria para um dono de cervejaria ou bar que quer começar a ser inclusivo hoje, mas não sabe por onde começar?
Não complique. A inclusão começa na atitude. Primeiro, tenha um cardápio visual com fotos das cervejas, ícones de sabor (fruta, café chocolate) e indicação clara de preços e teor alcoólico. Segundo, treine o básico: ensine sua equipe a dizer “Bom dia” e “Cerveja” em Libras, pois o acolhimento gera pertencimento. Terceiro, use a tecnologia: um QR Code na mesa levando para um vídeo simples explicando o menu resolve 90% da comunicação.
A inclusão é um convite para um brinde onde ninguém fica de copo vazio.
Foram inauguradas na segunda-feira (1º) duas novas linhas de produção em sua fábrica da Ambev em Uberlândia (MG). Com um investimento expressivo de R$ 1,3 bilhão, o objetivo da companhia é dobrar a capacidade de produção de rótulos dos segmentos premium e “core plus”, como Stella Artois, Corona, Spaten, Original e Budweiser.
Com a expansão, a unidade passa de três para cinco linhas de envase industrial (três para garrafas e duas para latas). Trata-se de um dos maiores investimentos da companhia em uma planta greenfield (construída do zero). Desde a inauguração em 2016, a fábrica já recebeu R$ 2 bilhões e, atualmente, abastece nove estados brasileiros.
“O aporte em Uberlândia representa o nosso compromisso de longo prazo com Minas Gerais e com o desenvolvimento do mercado cervejeiro. É mais capacidade produtiva, mais empregos, mais arrecadação em impostos e mais desenvolvimento econômico”, afirma Valdecir Duarte, vice-presidente de Supply da Ambev.
Fábrica da Ambev em Uberlândia
Inaugurada em fevereiro de 2016, a unidade de Uberlândia é uma das maiores do país. Ela opera ininterruptamente, 24 horas por dia, 7 dias por semana, e emprega 520 funcionários próprios e 335 parceiros.
De acordo com o IBGE, a indústria de bebidas possui alto efeito multiplicador: para cada R$ 1 investido em uma cervejaria, R$ 2,50 são gerados na economia. Ao todo, são mais de 66 mil empregos diretos, indiretos e induzidos criados em toda a cadeia produtiva da região.
Ela é uma das quatro plantas da Ambev em Minas Gerais entre cervejaria, refrigeranteira e fábrica de latas. As demais ficam em Contagem, Juatuba e Sete Lagoas. A companhia também possui 13 centros de distribuição e 30 revendedores no estado. Em todo o país, a empresa opera 35 instalações produtivas, sendo 24 cervejarias.
O investimento vem em meio a intensificação da competição pelo mercado de cervejas premium. Em outubro, o Grupo Heineken lançou uma nova fábrica em Passos (MG). Com investimento de R$ 2,5 bilhões, a nova planta também é greenfield e tem capacidade de produção de 500 milhões de litros por ano, o que aumenta em 10% da capacidade instalada da empresa no país.
O governador Romeu Zema (ao centro, com a tesoura) esteve na fábrica da Ambev em Uberlândia para o anúncio do investimento (Dirceu Aurélio / Imprensa MG)
A Cooperativa Agrária Agroindustrial, de Guarapuava (PR), vai investir R$ 1,1 bilhão para construir plantas industriais dedicadas à produção de maltes especiais, como os caramelizados e torrados, insumos vitais para a cadeia cervejeira, hoje quase totalmente importados. O investimento servirá para ampliar o complexo industrial localizado Entre Rios, distrito da cidade da região central do Paraná.
O projeto é realizado em parceria com a empresa alemã Ireks, referência mundial no setor de ingredientes para panificação e cervejaria, e conta com o apoio do governo estadual por meio do programa de incentivos fiscais Paraná Competitivo.
As obras começam ainda neste ano, com previsão de conclusão para 2028. Estima-se a geração de mais de mil postos de trabalho durante a fase de execução do projeto.
Indústria 4.0 e modernização da Cooperativa Agrária
O pacote de investimentos abrange a construção de duas novas plantas e a modernização da maltaria já existente no distrito de Entre Rios. A primeira linha de produção, ativa desde a década de 1980, passará por uma revitalização completa. E vai adotar tecnologias da Indústria 4.0, o que elevará os níveis de automação e sustentabilidade da produção.
“A aplicação de tecnologia em processos de inovação, com foco em sustentabilidade, é fundamental para o desenvolvimento da agroindústria”, afirmou o diretor-presidente da Cooperativa Agrária, Adam Stemmer na ocasião da assinatura do protocolo de intenções com o governo do Paraná no dia 11 de novembro. “Acreditamos que esse é o melhor caminho para garantirmos a perenidade dos nossos negócios, com capacidade para superar os desafios e identificar oportunidades no mercado”.
Ele explicou que a tecnologia que será implementada na indústria vem da sede mundial da Ireks, na Alemanha, que já produz maltes especiais. “Fazer maltes torrados e caramelizados era um sonho antigo, já que todo volume consumido no Brasil é importado. Vamos ter o suporte da Ireks da Alemanha, com transferência de tecnologia para a Agrária, e com isso vamos partir com um alto nível de produção”, ressaltou.
A Ireks do Brasil, parceria da Agrária, atua no setor de desenvolvimento, produção e comercialização de produtos para panificação e confeitaria, incluindo malte. A empresa também está instalada em Guarapuava.
Infraestrutura e Qualidade
O projeto também contempla avanços significativos em logística e controle de qualidade:
Centro Logístico Integrado: Focado não apenas na agilidade do transporte, mas também no impacto sobre a comunidade local. A construção de novas portarias e balanças visa descongestionar e agilizar o trânsito no perímetro urbano do distrito de Entre Rios.
Novo Centro de Análises: A Agrária também vai ampliar seu laboratório, que já é referência nacional. A unidade atual já possui a certificação ISO/IEC 17025 e é a única da América Latina com ISO/IEC 17043 (ensaios de proficiência), garantindo atestados de qualidade e segurança alimentar de nível internacional.
Foco nos maltes especiais
O investimento marca um movimento estratégico da indústria nacional. Diferente do malte Pilsen, que a cooperativa já produz em grande volume e serve como fonte primária de açúcares, os maltes especiais passam por processos específicos de umidificação e temperatura (torra ou caramelização).
Esses insumos são cruciais para definir a identidade sensorial de estilos como Red Ales, Bocks, Stouts e IPAs. Eles proporcionam cor, corpo e aromas distintos à bebida.
Embora maltes especiais já sejam produzidos nacionalmente em pequenas quantidades por maltarias artesanais, a nova estrutura tornará a Cooperativa Agrária pioneira na produção em escala industrial no país, promovendo maior independência do mercado nacional em relação aos insumos trazidos da Europa e América do Norte.
A empresa irlandesa Evergreen Agricultural Enterprises (EAE) está construindo uma usina de biometano terá como “combustível” resíduos da indústria cervejeira e uísque. Ela está sendo construída em Monasterevin (localidade de Palmertown), no Condado de Kildare, na Irlanda, e o início das operações está previsto para 2026. O grupo Eiffel Investment Group, da França, anunciou o investimento de 50 milhões de euros no projeto.
De acordo com o portal Gasworld, a usina terá quatro digestores e um digestor secundário com volume de 4,9 mil metros cúbicos cada. Eles vão fermentar principalmente bagaço de malte e leveduras para produzir o gás.
O que é biometano?
O biometano é um gás renovável e sustentável, quimicamente idêntico ao gás natural fóssil, sendo composto predominantemente por metano. Essa similaridade o torna uma fonte de energia “drop-in”. Ou seja, pode ser injetado diretamente nas redes de gás existentes. Assim, a população poderá utilizar em eletrodomésticos ou veículos sem a necessidade de adaptações caras.
Ele é gerado a partir da decomposição de resíduos orgânicos, como restos de comida, dejetos animais e, neste caso específico, resíduos agroindustriais.
O processo principal de produção é a digestão anaeróbica, que ocorre em grandes tanques hermeticamente fechados chamados biodigestores. A primeira etapa do processo é a digestão. Nela, com ausência de oxigênio, microrganismos decompõem a matéria orgânica, resultando na liberação de biogás.
Em seu formato bruto, esse gás é uma mistura que geralmente contém entre 50% e 70% de metano. O restante é principalmente dióxido de carbono (CO2) e pequenas quantidades de outras impurezas. Por isso, ele passa o biogás é submetido a um processo de purificação (conhecido como upgrading) para remover o CO2 e outras impurezas. O objetivo é elevar a concentração de metano para mais de 90%, atingindo a mesma qualidade do gás natural comercial.
O uso do biometano contribui significativamente para a economia circular, transformando resíduos em uma fonte de energia limpa e reduzindo a dependência de combustíveis fósseis.
A estratégia, a indústria cervejeira e do destilado
O foco estratégico do negócio tem como base o uso dos resíduos da indústria cervejeira e de destilados para evitar a competição com a pecuária local. Isso ocorre porque, embora a usina possa usar materiais orgânicos como estrume ou silagem (alimentos para o gado), a EAE optou por resíduos industriais para evitar a competição direta com a pecuária local.
A decisão pelo uso dos resíduos da indústria de bebida cria uma “economia circular” no processamento de cerca de 100 mil a 165 mil toneladas anuais de resíduos agroindustriais. A produção de gás será o equivalente ao abastecimento de 10 mil casas ao ano.
O diretor de investimentos do Eiffel Investment Group, Alexis Sarton, afirmou ao The Irish Times que o projeto “combina excelência técnica, respeito ao meio ambiente, soberania e valor econômico, além de um forte envolvimento com as partes interessadas locais, um modelo de infraestrutura que promovemos em toda a Europa”. A expectativa é de criar 75 empregos locais, diretos e indiretos.
A Irlanda importa a maior parte de sua energia. O The Irish Times ressalta que, enquanto a Irlanda não completar a transição para fontes de energia renovável interna, o país permanecerá vulnerável a altos custos e dependente do fornecimento externo.
Olá, seguidores/as e leitores/as do Guia da Cerveja. Estou de volta ao balcão do Xirê Cervejeiro. E nosso diálogo versará mais uma vez sobre cerveja sem álcool.
Quem me acompanha por aqui sabe que venho falando assunto rotineiramente. Faz quase dois anos que, por questões médicas, aboli o álcool do meu repertório gastronômico.
A partir dessa nova relação com a cerveja — bebida por quem nutro mais que amor, uma verdadeira devoção —, passei a observar e a ouvir mais pessoas que também, por algum motivo, optaram pelas cervejas sem álcool. Seja por questões médicas como eu, por razões religiosas, familiares ou simplesmente por decisão pessoal.
Na minha bolha, o número de jovens tem crescido absurdamente. Meu filho, um jovem recém-graduado em Direito que amava as festas universitárias e vivia em churrascos, almoços, aniversários e shows, foi a primeira pessoa em que notei a mudança. Cheguei em casa com alguns rótulos que ele gostava e, ao entregá-los, ouvi:
“Mãe, não estou tomando mais cervejas com álcool. Às vezes, quando saio com meus amigos e o lugar não tem cerveja sem álcool ou algum drink sem álcool, acabo bebendo água. Dependendo do evento, para não ficar deslocado, tomo uma cerveja alcoólica, mas, se houvesse a opção das sem álcool, teria aproveitado mais.”
Fiquei instigada com aquela declaração. Perguntei se os amigos também haviam parado de beber. Ele respondeu que sim, que muitos estão bebendo cada vez menos cervejas alcoólicas e ficam desapontados por não encontrar opções nos bares que frequentam.
Esse relato ecoa diversas conversas que tenho com amigas de diferentes idades, pessoas que também vêm optando, cada vez mais, pelas cervejas não alcoólicas.
Recentemente, a Revista Exame apontou que o Brasil se tornou, nos últimos cinco anos, o segundo maior consumidor de cervejas sem álcool do mundo, saltando de 140 milhões de litros em 2019 para 740 milhões em 2024, ficando atrás apenas da Alemanha. O Guia da Cerveja, em reportagem de agosto de 2025, também tratou do tema.
No Brasil, as cervejas sem álcool ainda se concentram mais no segmento “mainstream”, que são as cervejas de massa.
Apesar de existirem, encontrar cervejas artesanais sem álcool é quase como ganhar na loteria. Uma queixa recorrente entre pessoas apaixonadas por complexidade e sabor é a frustração de não encontrar diversidade de estilos não alcoólicos, algo tão presente nas artesanais alcoólicas.
Apesar do aumento sistêmico de apreciadores das não alcoólicas, o mercado ainda é tímido. Quando vamos aos bares, carregamos aquela sensação de depender da sorte: “Será que vamos encontrar algum rótulo não alcoólico, mesmo que mainstream?”
Há lugares em que levo minha própria cerveja, pois sei que não encontrarei opção sem álcool. Foi o que fiz recentemente em um encontro com amigos da época da graduação em Ciências Sociais: uma vez por mês ou a cada dois, nos reunimos para conversar, comer e beber. No último encontro, fomos a uma hamburgueria renomada. Todos pediram cerveja. Quando solicitei uma sem álcool, fui informada de que não havia. Ainda bem que tinha levado a minha e pude brindar com os amigos.
É muito comum não encontrarmos opções não alcoólicas, mesmo com o aumento de adeptos. Se antes a cerveja sem álcool era associada ao motorista da rodada, à gravidez ou lactância, ou a situações específicas, hoje observamos uma mudança mais profunda nos hábitos de consumo.
Dias atrás, fiz um post, estava feliz por ter encontrado um rótulo de Weiss sem álcool no supermercado próximo à minha casa. Dois seguidores comentaram sobre cervejarias brasileiras que já produzem artesanais não alcoólicas em diversos estilos.
A Sim! Cervejaria, que se apresenta como a primeira cervejaria sem álcool do Brasil, foi uma dessas indicações. Fiquei muito feliz em saber que ela existe e quero provar seus rótulos, mas ainda não estão disponíveis na região onde moro; não encontrei nos supermercados de Maringá.
A outra indicação foi a Luci, também especializada em cervejas sem álcool.
É sabido que produzir cerveja artesanal já é caro; produzir artesanal sem álcool é ainda mais, porque o processo é mais trabalhoso.
A legislação brasileira classifica como bebidas sem álcool aquelas com até 0,5% vol., conforme o Artigo 11 do Decreto-Lei 12.709/2025.
O que me motivou a escrever este texto não foi apenas o fato de estar inserida, há quase dois anos, no mundo das não alcoólicas, mas também por ouvir constantemente as queixas das pessoas sobre a dificuldade de encontrar opções sem álcool nos estabelecimentos.
Outro dia ouvi alguém dizer: “Como essas empresas deixam de ganhar dinheiro, né? Queríamos tanto tomar uma cerveja, mas não tem cerveja sem álcool. E quando tem, são sempre as mesmas.” Termino por aqui, na expectativa de que, em breve, encontremos mais diversidade de cervejas sem álcool e estilos nos bares, nos supermercados e nos espaços de sociabilidade onde a cerveja se faz presente.
Cerveja é mais que uma bebida. É conexão, é encontro, é celebração — ainda mais quando vem num bom e elegante rótulo.
Sara Araujo é sommelière de cervejas e palestrante sobre relações raciais; consultora, formada em Direito (ITE de Bauru/2012) e em Ciências Sociais (UEM/2022), é também especialista em História da África e da Diáspora Atlântica (Instituto Pretos Novos/2025), além de mestranda em Ciências Sociais pela UEM.
* Este é um texto opinativo. As opiniões e informações contidas nele são de responsabilidade do colunista e não refletem necessariamente a opinião do Guia da Cerveja.
A Ambev inaugurou sua nova linha de produção de cervejas premium na fábrica de Lages (SC), um movimento de modernização para atender à crescente demanda do segmento, segundo o material de divulgação. A cervejaria catarinense passa a ter cinco linhas de envase, ampliando a capacidade de produção de rótulos como Stella Artois, Corona e Spaten. Valdecir Duarte, vice-presidente de Supply da Ambev, destacou que a Cervejaria Santa Catarina ocupa uma posição estratégica no Sul do país, e que o investimento reforça o compromisso de longo prazo da companhia com o estado e com a expansão da categoria premium.
O investimento faz parte da estratégia da Ambev de aportar mais de R$ 10 bilhões no Brasil nos últimos três anos, impulsionando a economia e a cadeia produtiva local. O estado também é fundamental para a companhia na produção de embalagens e tecnologia, contando com um hub da Ambev Tech em Blumenau, com mais de 500 colaboradores. A Ambev ainda patrocina grandes eventos no estado, como a Oktoberfest de Blumenau, onde criou a cerveja Spaten Festbier para a edição de 2025.
Brasil Cup 2026 lança lote promocional de Black Friday
As inscrições para a Brasil Cup 2026, uma das competições mais prestigiadas de bebidas da América Latina, já estão abertas, reunindo produtores artesanais e grandes marcas internacionais. Para marcar o início, o evento lançou um Lote Promocional de Black Friday com condições especiais até 15 de dezembro de 2025. Os interessados devem garantir a participação e conferir os regulamentos pelo site www.brasilbeercup.com.br. A edição de 2026 será em Florianópolis (SC), entre 07 e 12 de setembro, e promete superar o recorde de rótulos de 2025, com a inclusão de novas categorias como Brasil Chocolate Cup e Brasil Olive Cup.
Giovanna Massa é a nova gerente de marketing Sol e Eisenbahn
O Grupo Heineken anuncia Giovanna Massa como gerente de marketing sênior, responsável pela gestão estratégica das marcas premium Eisenbahn e Sol no Brasil. A executiva, com mais de dez anos de experiência no setor e passagem por multinacionais como PepsiCo e Danone, atuava recentemente como head de marketing da Red Stripe Corporate na Jamaica. Em sua nova função, Giovanna terá como prioridade acelerar a presença e a relevância cultural das marcas no competitivo mercado brasileiro, consolidando o fortalecimento do portfólio premium do grupo.
Alunos da ESPM-RJ venceram o Effie College 2025 com um projeto para impulsionar a venda de Amstel Draft Beer nos bares durante a Conmebol Libertadores 2026. O case “Puro Malte Eterno” sugeriu transformar o atributo puro malte da cerveja em um selo de qualidade, ampliando a percepção de valor da bebida. Para João Victor Guedes, diretor de marketing da Amstel no Brasil, incentivar novas vozes e ideias, como as vistas no Effie College, é essencial para a diversidade de talentos.
36ª edição da Oktoberfest de Igrejinha bate recorde de público
Oktoberfest de Igrejinha reuniu mais de 202 mil pessoas, que consumiram 221 mil litros de chopp e 150 mil unidades de alimentos (Crédito: Cleiton Miguel)
A 36ª Oktoberfest de Igrejinha (RS) encerrou com resultados positivos, reunindo mais de 202 mil pessoas, que consumiram 221 mil litros de chopp e 150 mil unidades de alimentos. O presidente Falcon Jost avaliou que a edição manteve viva a tradição e o legado da festa, que é a maior comunitária do país. A Associação de Amigos da Oktoberfest de Igrejinha (Amifest) irá apresentar o balanço financeiro e divulgar os repasses solidários na dia 11 de dezembro, na Festa da Colheita, celebrando o caráter social e o trabalho dos mais de três mil voluntários. Próxima edição será de 09 a 18 de outubro de 2026.
Ambev lança edital Brinde à Rua para blocos de carnaval
A Ambev, por meio de Skol e Brahma, lançou o “Brinde à Rua”, seu primeiro edital dedicado a blocos e ligas independentes, com um investimento de R$ 4 milhões. A iniciativa contemplará 250 patrocínios no Rio de Janeiro (RJ) e São Paulo (SP), focando em grupos com até 20 mil foliões. O diretor Leandro Mendonça afirmou que a companhia acredita no impacto dos blocos e que antecipar os recursos é um passo para manter o carnaval plural. As inscrições para o Rio de Janeiro vão de 24 de novembro a 07 de dezembro e para São Paulo de 28 de novembro a 07 de dezembro, pela plataforma Prosas.
Academia da Cerveja abre vagas para curso gratuito de garçons
A Academia da Cerveja, em parceria com Abrasel e Catho, reabriu as inscrições para o curso online e gratuito Bora Formar: Garçons. A iniciativa faz parte do Bora Hub, plataforma da Ambev para gerar emprego e renda, e visa capacitar profissionais de bares e restaurantes para o aumento da demanda de fim de ano. A formação de 4 módulos aborda desde a história da cerveja até técnicas de atendimento e serviço, com certificado ao final. As vagas são limitadas e a inscrição pode ser feita pelo site ou Instagram da Academia da Cerveja.
Stella Artois reúne Sabalenka e Guga Kuerten em jantar exclusivo
Guga ao lado da estrela do tênis Aryna Sabalenka, a atual nº 1 do mundo pela WTA (Crédito: Andy Santana/Brazil News)
Stella Artois Brasil realizou um jantar exclusivo nesta segunda-feira (24) em celebração à visita da tenista número 1 do mundo, Aryna Sabalenka, e aos 25 anos do feito de Guga Kuerten como líder do ranking da ATP. O evento, que uniu esporte e cultura, teve a presença de celebridades como Marina Ruy Barbosa e Juliana Paes. A cerveja Stella Pure Gold, sem glúten e com menos calorias, ciceroneou a noite.
Consumer Hours Ambev vira ferramenta global de escuta ativa
O programa brasileiro “Consumer Hours” (Hora do Consumidor) da Ambev, criado para conectar a equipe de marketing diretamente ao público, virou uma ferramenta de inteligência replicada em mais de 20 países. Desde o lançamento em 2023, a iniciativa acumula mais de 7 mil horas de interações. Ela permite que a companhia compreenda hábitos e expectativas para direcionar produtos e campanhas. O diretor Gustavo Castro destacou que o objetivo é colocar o consumidor no centro das decisões, garantindo que as marcas continuem relevantes e fortalecendo o portfólio.
Stannis Cervejaria é homenageada após recorde na Schützenfest 2025
A Stannis Cervejaria foi uma das 42 empresas homenageadas no prêmio SC Vale Ouro, iniciativa que reconhece empresas que impulsionam o estado de Santa Catarina (SC). O prêmio, entregue na Assembléia Legislativa do estaso (Alesc) nesta segunda-feira (24), destacou a cervejaria de Jaraguá do Sul pelo seu desempenho no Brasil Beer Cup 2025. O SC Vale Ouro deverá se tornar anual para estimular a excelência do empreendedorismo catarinense. A Stannis ressaltou que a homenagem reforça seu vínculo com o estado e a comunidade que acompanha a marca desde sua origem.
O reconhecimento estadual chega no momento em que a Stannis encerra a 35ª Schützenfest. Trata-se de um marco inédito para Jaraguá do Sul (SC): pela primeira vez, a festa contou com uma marca da própria cidade como cervejaria oficial. O evento registrou o recorde de 153.014 visitantes em onze dias. Foram servidos mais de 212 mil copos de chope, evidenciando a força e a qualidade da produção regional. A participação da Stannis reforçou a tradição da Schützenfest e o crescimento do setor cervejeiro catarinense, assumindo um papel central no evento.
Heineken celebra Tiny Desk Brasil com shows de Sandra Sá e Arnaldo Antunes
A Heineken celebrou sua parceria com o Tiny Desk Brasil em São Paulo (SP), na noite de terça-feira (18), com um evento que reforçou seu compromisso com experiências reais. A marca aproveitou a ocasião para exibir o novo episódio do projeto, que estreou naquele dia com Sandra de Sá. Após a exibição, os convidados foram surpreendidos com um pocket show exclusivo da própria Sandra de Sá ao lado de Tássia Reis. A gerente de marketing Williane Vieira comentou que a Heineken busca proporcionar momentos que vão além do óbvio, oferecendo experiências únicas que celebram o melhor da música.
Arnaldo Antunes diz que curtiu a experiência do Tiny Desk (Crédito: Fernanda Carvalho / Divulgação)
O ciclo de atrações do Tiny Desk Brasil seguiu com o lançamento do episódio do músico, poeta e artista visual Arnaldo Antunes, na terça-feira (25). O artista, acompanhado por uma banda estrelada, apresentou faixas de seu álbum “Novo Mundo” e sucessos como “Comida” e “Já Sei Namorar”. Arnaldo Antunes comentou que a experiência de cantar sem amplificação, seguindo a filosofia do Tiny Desk, foi super legal. E que o som intimista ficou incrível. O projeto, apresentado pela Heineken, segue com lançamentos semanais, reforçando a plataforma cultural da música brasileira.
Estrella Galicia reforça conexão com automobilismo e música nacional
A Estrella Galicia reforçou sua presença nos esportes a motor ao ser a cerveja oficial da etapa final da Porsche Cup Brasil, realizada no último sábado (22) no Autódromo de Interlagos, em São Paulo (SP). A marca, que já patrocina a McLaren na Fórmula 1, esteve presente com ativações e seu portfólio completo. A diretora de marketing Renata Cecco afirmou que a Porsche Cup representa o encontro entre alta performance e paixão pelo automobilismo, territórios que se conectam profundamente com a essência da Estrella Galicia.
A marca mantém sua estratégia de conexão com a cultura e autenticidade ao ser, também, a cerveja oficial do Festival Novabrasil 2025. O evento ocorre neste sábado (29) no Parque Villa-Lobos, em São Paulo. O evento celebra os 25 anos da rádio Novabrasil FM e reúne grandes nomes da música brasileira, como Seu Jorge e Nando Reis. O público poderá degustar a Estrella Galicia Lager e a Estrella Galicia 0,0, além de adquirir um copo colecionável exclusivo do festival. A cervejaria reforça, assim, seu compromisso com a diversidade e a arte do país.
Baden Baden Tour estreia vendas na Sympla e novas harmonizações
O Baden Baden Tour em Campos do Jordão (SP), eleito como a atração número 1 da cidade no Tripadvisor, renovou a experiência sensorial com a venda exclusiva de ingressos antecipados pela plataforma Sympla, facilitando o acesso do público. A atração, que detalha a história e o processo de fabricação da cerveja, também estreou novas parcerias gastronômicas com Tirolez, Ceratti e Brasil Frutt, elevando a sofisticação da degustação e reforçando a harmonia entre cerveja e comida. O tour funciona diariamente em Campos do Jordão. Para participar, os interssados devem ser maiores de 18 anos. A capacidade é para 30 pessoas por horário e a loja da cervejaria segue aberta ao público.
A Monka Cervejaria em Belo Horizonte (MG) preparou um fim de semana especial para fechar novembro, com shows na sábado (29) e domingo (30). No sábado, o palco recebe o projeto Trinca de Três à tarde e, à noite, a banda Mary Pops com hits dos anos 90 aos atuais. No domingo, a cantora e compositora Gabi Mello apresenta um show que une pop, R&B, soul, jazz e blues. A casa, que conquistou três medalhas no Brasil Beer Cup, ainda oferece um cardápio variado e cervejas premiadas. Mais informações e reservas no Instagram @monkacervejaria.
A Cervejaria Maniacs comemora seu nono aniversário neste domingo (30) com um evento especial no bairro Cabral, em Curitiba (PR). O fundador Iron Mendes destaca a união da marca com a gastronomia local, trazendo chefs renomados para cozinhar na fábrica ao lado de 29 torneiras de chope. A festa marca o lançamento de três cervejas sazonais e conta com música ao vivo e flash tattoo das 11h às 20h. Confira mais no Instagram da cervejaria.
Itaipava lança campanha de verão com Ivete Sangalo e Paulo Bonfá
A Itaipava abriu oficialmente sua temporada de verão nesta sexta-feira (28) com uma campanha humorada estrelada por Ivete Sangalo e Paulo Bonfá. A ação brinca com a maratona pela última lata na praia e reforça o orgulho da escolha da marca, segundo Diego Santelices, do Grupo Petrópolis. A estratégia inclui filmes para TV, influenciadores e ativações urbanas. Saiba mais no site oficial.
A cantora baiana Neftara brilhou na terceira noite do Petra Zuca Audições, realizada na última quarta-feira (26) em São Paulo (SP). O projeto, idealizado por Marina Sena e Talita Morais com apoio da cerveja Petra, visa profissionalizar e dar visibilidade a novos talentos da música nacional. Priscila Fonseca, do Grupo Petrópolis, ressalta que a iniciativa reforça o compromisso da marca em valorizar a identidade brasileira.
Grupo Petrópolis lidera inovação aberta no setor de bebidas
O Grupo Petrópolis conquistou a terceira posição na categoria Bens de Consumo e Alimentação do Ranking Top 100 Open Corps 2025. Pelo quarto ano consecutivo, a cervejaria figura entre as líderes em colaboração com startups no país. Alaercio Nicoletti, gerente de sustentabilidade, afirma que essas parcerias vão além da tecnologia e promovem desenvolvimento sustentável e inclusão econômica em diversas regiões.
Turismo cervejeiro em mosteiros é destaque no Congrecerva
O jornalista e sommelier Ivan Tozzi apresentou o conceito de sacro turismo cervejeiro durante a segunda edição do Congrecerva, na terça-feira (25). Na palestra, ele explorou a produção histórica e atual de cervejas em mosteiros e abadias, apontando o potencial desse nicho para o turismo nacional. Carlos Alberto Zem, do Simespi, avalia que a apresentação confirmou a maturidade do setor e a importância de ampliar a visão sobre as rotas cervejeiras.
Skol retorna como cerveja oficial do Carnatal 2025
A Skol está de volta como a cerveja oficial do Carnatal 2025 e inicia suas ativações em Natal (RN) com sorteios de abadás. A promoção ocorre até este domingo (30) no perfil do evento e garante acesso completo à micareta, que acontece em dezembro. Felipe Cerchiari, diretor da marca, celebra a retomada da parceria histórica com o público potiguar prometendo experiências inesquecíveis. Consulte o regulamento da ação.
O Bar Brahma comemora seus 77 anos e o Dia Nacional do Samba com uma programação especial de 1 a 6 de dezembro em São Paulo (SP). A esquina mais famosa da cidade receberá tributos a ícones como Jorge Aragão e Alcione, além de shows dos Demônios da Garoa. A agenda cultural ocupa todos os ambientes da casa com rodas de samba e homenagens à MPB. Reservas podem ser feitas pelo WhatsApp.
Ambev investe R$ 67 milhões no Edital Brasilidades
A Ambev lançou o Edital Brasilidades 2026 com um aporte recorde de R$ 67 milhões voltado à economia criativa. O foco estratégico desta edição abrange o fortalecimento de circuitos gastronômicos e eventos ao ar livre em todo o território nacional. Leandro Mendonça, diretor da companhia, reforça que o objetivo é investir em espaços onde a cultura e a cerveja conectam as pessoas e transformam o amor pelo Brasil em legado. inscrições gratuitas na plataforma Prosas.
Degusta ganha identidade própria no Festival Brasileiro da Cerveja
A ESCM confirmou o Degusta como evento oficial de degustação livre do 17º Festival Brasileiro da Cerveja, em Blumenau (SC). A atração ocorre de 4 a 7 de março de 2026, reunindo mais de 200 cervejarias para uma experiência de consumo ilimitado e contato direto com os produtores. O formato ganha força própria para consolidar a imersão no universo artesanal brasileiro. Acompanhe as novidades no Instagram oficial.
A união entre o ciclismo e a cerveja artesanal é, para muitos grupos de pedal, um forte elo de socialização e celebração. Longe da bebedeira sem limites, a cerveja depois do treino atua como a recompensa merecida e o catalisador da amizade após o esforço físico, fomentando uma cultura que une esporte, convívio e degustação de bebidas.
Para muitos praticantes do esporte, especialmente amadores e não-atletas de elite, a cerveja gelada é vista como a melhor recompensa e um momento para relaxar e desfrutar. O mesmo ocorre em grupos de corrida que foram tema de reportagem aqui no Guia da Cerveja em outubro.
Um dos exemplos é o grupo Pedal e Cerva, que completa 15 anos em 2025. O embrião surgiu por volta de 2008, quando amigos se reuniam para treinos intensos, buscando a melhora física para provas esportivas.
“Em 2008 começamos a juntar alguns amigos para pedalar e curtir os finais de semana. Não era só um rolê. Era um treino mais forte buscando melhorar fisicamente para as provas”, conta Victor Alonso de Oliveira, 56 anos, administrador de empresas e ciclista.
A recompensa sempre vinha após o suor. Oliveira conta que os amigos combinavam de fazer churrasco e tomar cerveja depois do treino aos sábados e domingos.
Essa rotina se consolidou dois anos depois e, com a combinação por WhatsApp das pedaladas, o grupo ganhou forma: o Pedal e Cerva, que começou com um núcleo de amigos, hoje conta com 40 pessoas em sua essência e mais 60 seguidores de diversos estados do Brasil e do exterior.
O grupo tem logo e camisetas com a identidade visual, mas sem fins lucrativos ou pretensão de ser algo que vise o lucro.
O foco está na prática do ciclismo, desde o road bike (estradas) ao mountain bike (trilhas), explorando rotas como as ciclovias de São Paulo, a Rota dos Romeiros, o caminho até Itu, pedal no Sul de Minas e no interior de São Paulo. “Sempre tem um rolê diferente no final de semana”, diz Oliveira. “E, na sequência, tomamos a merecida cerveja”, brinca.
Menor quantidade, maior qualidade
Com o tempo, a cultura do grupo mudou em relação ao consumo da bebida. Segundo Oliveira, a maturidade e a chegada das cervejas artesanais transformaram a experiência. “Mudamos muito o foco de quantidade para qualidade”, explica. “A gente deixou de tomar um volume grande para tomar uma qualidade muito melhor”.
Essa valorização da experiência e da qualidade reflete o papel da cerveja como fator de conexão social e lazer. Para a maioria dos grupos, a cerveja gelada é vista como o principal elemento de recompensa pós-treino, um momento para rir, compartilhar histórias da trilha e fortalecer os laços.
A combinação de ciclismo e cerveja exige consciência. A regra de ouro é nunca pedalar sob o efeito do álcool, especialmente em vias de trânsito ou trilhas perigosas.
Além disso, embora seja 90% água, a cerveja depois do treino possui efeito diurético. É altamente recomendado que o ciclista beba água ou bebidas repositoras de eletrólitos antes de começar a consumir a bebida após o pedal. E é preciso ter consciência que não se deve exagerar. O álcool em doses altas pode prejudicar a síntese de proteínas, essencial para o ganho de massa muscular.
O fim do ano está chegando e, ao que parece, as cervejarias estão de olho no brinde de Natal e Réveillon dos clientes. Três dos 11 lançamentos do mês são de cervejas que flertam com os espumantes, de certa forma. A nova Bruta IPA Nelson Sauvin da Bodebrown e as Grape Ales da Quadro Poderes e Brewine Leopoldina podem ser até mais interessantes para comemorar nas festividades de fim de ano do que a bebida titular dessas ocasiões.
Outro destaque vai para as novas embalagens de produtos já existentes lançadas em novembro. O Grupo Heineken trouxe uma edição especial da Heineken para a Fórmula 1 enquanto a Ambev criou uma lata de Budweiser para o lançamento do Bud Live, com a banda Maroon 5. O universo das artesanais também está representando nessa categoria com as novas latas da Sexto Sentido Cervejaria. E no ramo das importadas, foi a La Chouffe que chegou com novo visual.
Bodebrown lança Brut IPA Nelson Sauvin com inspiração em espumantes
A Bodebrown, cervejaria de Curitiba (PR) conhecida pela inventividade, está ampliando sua linha Brut IPAs com a chegada da Brut IPA Nelson Sauvin. A nova integrante se une às já consagradas Brut IPA Galaxay, Brut IPA El Dorado e Brut IPA Mosaic, todas com novas brassagens em novembro, completando o quarteto no estilo Sparkling Hop.
O sódio-proprietário da Bodebrown, Samuel Cavalcanti, explica que a linha, lançada em 2018 com inspiração no cervejeiro Kim Sturdavant, buscou aproximar o universo cervejeiro do mundo dos vinhos. O novo rótulo, que está disponível no site oficial da Bodebrown, leva o lúpulo neozelandês Nelson Sauvin, famoso por suas notas de uvas Sauvignon Blanc, groselha e lichia, que garantem o caráter vinífero ao sabor e aroma.
Cervejaria Quatro Poderes lança Cerrado Grape Ale em Brasília
A Cervejaria Quatro Poderes e a Vinícola Ercoara de Brasília (DF) inovam ao lançar a Cerrado Grape Ale, uma bebida que une cerveja e vinho a partir de uvas Sauvignon Blanc cultivadas no Cerrado. Inspirada na Italian Grape Ale, esta tiragem limitada, apresentada em garrafas estilo espumante de 750 mL, resulta de uma dupla fermentação do mosto de uva sobre uma base de cerveja Saison. O mestre cervejeiro da Quatro Poderes, Marcelo Naves, define a bebida como uma experiência sensorial única, desafiando rótulos, e que reforça o potencial do terroir candango, segundo Rodrigo Sucena da Ercoara. A pré-venda já está disponível nos canais oficiais, incluindo o site da Cervejaria Quatro Poderes.
Brewine Leopoldina lança Italian Grape Ale com uva riesling renano
A Brewine Leopoldina, marca do Grupo Famiglia Valduga, reforça sua linha de Italian Grape Ales com o lançamento da Riesling Renano. O novo rótulo, que une malte e a nobre uva de mesmo nome, conhecida por sua acidez e aromas florais, frutados e cítricos, foi recém-premiado com medalha de ouro no prestigiado European Beer Star 2025. Eduardo Valduga, enólogo do grupo, destaca que o produto valoriza uma das uvas-brancas mais nobres do mundo em uma cerveja artesanal, celebrando a união de tradição vitivinícola e criatividade cervejeira. A novidade, com potencial de guarda, amplia a linha permanente da marca, agora com seis varietais, e pode ser conferida no site da Famiglia Valduga.
A Sexto Sentido Cervejaria, de Piracicaba (SP), apresenta seus seis estilos principais agora em latas de 355 ml e com rótulos de layout novos. O fundador Robson Mauri, especialista em café, afirma que a mudança visa oferecer uma experiência sensorial diferente ao público. A marca reforça sua identidade com receitas inspiradas em ingredientes brasileiros, como café e pimenta. Entre os estilos repaginados estão a Above Lager (com café) e a Paradise IPA. Para saber mais sobre a linha, o Instagram da Sexto Sentido traz mais detalhes sobre a novidade.
Heineken lança garrafa de alumínio em edição limitada para o GP de São Paulo
A Heineken lançou uma garrafa de alumínio comemorativa da Fórmula 1 para celebrar o Grande Prêmio (GP) de São Paulo 2025, evento que patrocina desde 2016. Apesar do GP já ter passado, a novidade ainda pode ser encontrada no comércio paulistano. Importada da Holanda, a edição limitada chegou aos principais pontos de venda da capital paulista no formato long neck de 330 ml, com preço sugerido de R$ 12,99. Com cerca de 300 mil unidades disponíveis, o lançamento combina design colecionável e sustentabilidade, já que o alumínio tem mais de 98% de reciclabilidade no Brasil.
Budweiser lança latas especiais com autógrafos do Maroon 5 para estreia da Bud Live
Para marcar a estreia da plataforma Bud Live no Brasil com o show do Maroon 5, a Budweiser presenteará os fãs presentes no evento que ocorre em São Paulo (SP) na sexta-feira (5) de dezembro com uma edição limitada de latas personalizadas. A edição especial traz as assinaturas reais dos integrantes da banda, transformando a experiência ao vivo em uma lembrança colecionável. Mariana Santos, diretora de marketing da Budweiser no Brasil, afirma que a iniciativa é uma forma de garantir que cada fã leve para casa seu próprio “autógrafo”, reforçando o papel da marca como a cerveja oficial dos ídolos e dos fãs. Mais informações sobre a plataforma podem ser encontradas nas redes sociais @budweiser_br.
Cervejaria La Chouffe renova identidade visual
A icônica cervejaria belga La Chouffe, conhecida pelo gnomo Marcel, atualiza sua identidade visual com rótulos e embalagens mais modernos, mas mantém o sabor autêntico. O gnomo, que simboliza o espírito artesanal da marca, permanece em destaque no design. A mudança é parte da estratégia global para conquistar novos consumidores. No Brasil, a marca é distribuída pela Interfood e vendida pelo e-commerce TodoVino.
Noi lança Italian Pilsner inspirada em raízes italianas
A Cervejaria Noi, de Niterói (RJ), lançou uma Italian Pilsner, cerveja que celebra as origens italianas da família Buzin. O rótulo, com 5% de álcool e 35 IBU, combina maltes Pilsen premium e lúpulos nobres europeus, resultando em aroma floral e herbal com toques cítricos, amargor limpo e final seco, segundo o material de divulgação. O lançamento traz o conceito “Il Dolce Far Niente”, inspirado na filosofia de desacelerar e valorizar o momento presente. A Italian Pilsner já está disponível nos restaurantes Noi Gastronomia, no site da marca e em pontos de venda no Rio de Janeiro e em Niterói.
A Therezópolis anunciou o retorno da sua Witbier OrBlanc ao portfólio, agora em versões lata e long neck. Descontinuado em 2023, o rótulo volta ao mercado como opção leve e frutada, ideal para os dias quentes. Segundo o mestre cervejeiro Gabriel di Martino, da Coca-Cola FEMSA Brasil, o relançamento foi motivado pelo sucesso da Session IPA. A marca também amplia o portfólio da Rubine Bock, agora disponível em long neck, após conquistar medalha de ouro no World Beer Awards 2025.
Heineken lança Heineken Lager Spriz, bebida inspirada no coquetel italiano (Crédito: Imagem de divulgação editada com IA / Whisk)
A Heineken lançou a edição limitada Heineken Lager Spritz, uma cerveja que combina o sabor da marca com a leveza e refrescância inspiradas no italiano Spritz — coquetel feito com espumante, água com gás e gelo. Com 6% de teor alcoólico e infusão de botânicos, o novo rótulo chega com um ritual próprio: deve ser servido em um copo diferente do tradicional, com gelo e uma fatia de laranja. A nova bebida estará disponível a partir de dezembro, inicialmente em bares selecionados das cidades de São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ) e Florianópolis (SC).
A Geezer Cervejaria lançou a linha Amplified, focada em cervejas clássicas. O primeiro rótulo é a Reverb, uma Czech Pils inspirada nas receitas da República Checa. Leve, tem aromas e sabores florais e de biscoito, amargor assertivo e com pegada crispy, segundo o material de divulgação.
Gård lança nova cerveja do projeto Mestre Residência com Doutor Breja
A cervejaria Gård, de Campos do Jordão (SP), lançou este mês o novo rótulo do projeto Mestre Residência — o terceiro da série. Desta vez o convidado é Alexandre Bleed, sommelier de cervejas do canal Doutor Breja do Youtube. O projeto funciona como uma residência artística, uma verdadeira imersão, para a produção de um rótulo exclusivo e colaborativo. O resultado foi a Venner, Belgian Saison com lúpulo Saaz da Mantiqueira e verbena, uma planta medicinal e ornamental.
A sustentabilidade não é uma moda passageira. E diferente do que já se achou um dia, também não se trata de algo à parte, que somente gera custos. Sustentabilidade hoje faz parte das empresas socio-ambientalmente responsáveis de maneira tão indissociável que se torna o próprio negócio. Trata-se de um pilar central, um vetor de crescimento e um investimento estratégico.
Mas o que as empresas ganham de fato com isso? O Guia da Cereja foi atrás da resposta. E identificou que esse conceito moderno de sustentabilidade já está fortemente presente em grandes e pequenas empresas do setor — e tem tudo para crescer ainda mais.
Iniciativas da indústria cervejeira estão mostrando que é possível ter lucro e gerar impactos positivos ao mesmo tempo, extraindo ganhos diretos e assegurando a continuidade do próprio negócio. Elas vão desde caldeiras aptas a trabalhar com biomassa para produzir calor nas cervejarias até a descarbonização das fábricas ou mesmo de toda a cadeira produtiva.
Que tal conhecer algumas dessas iniciativas, seus ganhos e benefícios?
Maior eficiência e economia real na indústria cervejeira
Um mito persistente em torno da sustentabilidade é que ela representa um luxo caro, uma escolha ética que compromete o resultado financeiro. Para a indústria cervejeira, no entanto, o oposto está se mostrando verdadeiro: as iniciativas ecológicas estão gerando economias operacionais.
A Cervejaria Cerpa, de Belém (PA), é um exemplo. Ao tomar a decisão estratégica de substituir as caldeiras a combustíveis fósseis por sistemas de biomassa alimentados por um recurso abundante na região — os caroços de açaí —, a empresa não só reduziu sua pegada de carbono, como também cortou drasticamente seus custos.
Projetos como este, que combinam sustentabilidade e rentabilidade, demonstram que investir em soluções limpas é investir no futuro da Amazônia”
Alessandro Palheta, coordenador de Manutenção da Cervejaria Cerpa
“Além dos benefícios ambientais, o projeto nos proporcionou uma economia de mais de 60% em comparação com o combustível anterior. Projetos como este, que combinam sustentabilidade e rentabilidade, demonstram que investir em soluções limpas é investir no futuro da Amazônia”, diz Alessandro Palheta, coordenador de Manutenção da Cervejaria Cerpa.
Além disso, o sistema possibilita economia circular. Depois de serem queimados para geração de energia, as cinzas dos caroços de açaí da Cerpa são reutilizadas como fertilizante em plantações de açaí, fechando o ciclo e devolvendo nutrientes ao solo.
A água é um dos principais ingredientes da cerveja, tornando sua conservação uma missão crucial para a indústria cervejeira. As cervejarias têm feito progressos surpreendentes na redução de sua pegada hídrica, atingindo níveis de eficiência que antes eram considerados impossíveis.
“Ao longo dos anos, reduzimos mais de 50% do consumo de água nas nossas cervejarias, nos tornando referência global em eficiência hídrica na indústria de bebidas. Superamos antecipadamente nossa meta para 2025, atingindo menos de 2,5 litros de água por litro de cerveja produzida, o que comprova que práticas sustentáveis geram resultados concretos e economia operacional”, diz Luiz Gustavo Talarico, head de Sustentabilidade da Ambev.
Nesse aspecto, a sustentabilidade rende também uma maior eficiência operacional, que se transforma em economia. Mas não só isso. “Reduz a dependência de recursos naturais e prepara o negócio para um futuro mais sustentável, beneficiando a companhia, o planeta e as comunidades onde estamos presentes”, afirma Talarico.
Também em entrevista dada ao Guia da Cerveja na inauguração da fábrica de Passos, Rafael Rizzi, diretor de Inovabilidade do Grupo Heineken, disse que o consumo de água na nova planta deve ser menor que 3 litros de água para cada litro de cerveja — embora ainda não exista um número oficial. “Daqui a um ano, provavelmente, com os processos mais maduros, a gente vai ter um número mais preciso”, diz. “Então, ela vai estar muito mais para um dois baixo do que dois alto”, completa.
Construída do zero, a nova fábrica da Heineken em Passos aplica as melhores tecnologias e praticas socioambientais (Crédito: Fabio Rezende / Heineken)
Também é necessário se preocupar com a água descartada e a proteção da água no entorno das fábricas.
No primeiro caso, todo o efluente recebe o tratamento necessário para ser devolvida ao meio-ambiente, tanto no caso da fábrica de Passos quanto na Cerpa, em Belém. “Operamos, há mais de 20 anos, uma das estações de tratamento de efluentes mais modernas da região. A água com alto índice de pureza que utilizamos no nosso processo de fabricação de bebidas é inclusive doada diariamente para centenas de famílias que habitam nos entornos da fábrica”, diz Alessandro Palheta.
No segundo, a Ambev trabalha com o programa Bacias e Florestas, que já resultou no plantio de mais de 2 milhões de árvores nativas em áreas de bacias e nascentes, com acompanhamento para garantir que elas se desenvolvam. A iniciativa, que conta com parceiros como TNC, WWF-Brasil e organizações locais, também impulsiona benefícios sociais, como hortas comunitárias e projetos educacionais apoiados pelo uso de efluentes tratados.
A fábrica do Grupo Heineken no Sul de Minas tem projeto semelhante. Trata-se do Programa Produtor de Águas — Projeto Bocaina, voltado para a proteção de nascentes e recarga hídrica na região.
Valor de marca e compensação de carbono
“Sustentabilidade não é só uma tendência — é um fator real de escolha e confiança”, explica Mariana Nogueira, socio-proprietária e gestora de Marketing da Santos Cervejeiros, da cidade de Santos (SP). A fábrica se tornou a primeira cervejaria artesanal e ter o selo de carbono neutro no estado de São Paulo no final de outubro deste ano.
A certificação é resultado de um processo de auditoria conduzido pela AKVO ESG, startup especializada em medição e compensação de carbono, que confirmou a neutralização de aproximadamente 32 toneladas de dióxido de carbono equivalente (CO₂e) geradas pela operação da cervejaria.
Para a gestora, a adoção da neutralidade de carbono pela cervejaria gerou valor de marca, fidelizou clientes e abriu novas parcerias. “Além disso, pesquisas da PwC (Voice of the Consumer 2024) mostram que mais de 80% dos consumidores priorizam marcas com práticas sustentáveis, e mais da metade afirma preferir produtos com menor impacto ambiental, mesmo em tempos de incerteza econômica”, completa.
Mas há economia também envolvida no carbono neutro? Nogueira garante que sim, ainda que indiretamente. “Quando você mede e compensa suas emissões, passa a olhar a operação com outros olhos — cada etapa começa a fazer mais sentido. Descobrimos que ser carbono neutro não é só compensar, é aprender a gerir melhor: transporte, consumo de energia, desperdício, embalagens. Tudo entra na conta. Com isso, vêm ganhos reais — mais eficiência, menos desperdício e decisões mais inteligentes”, explica.
O caso da Santos Cervejeiros mostra que investir em sustentabilidade é possível também na pequena cervejaria, na fábrica artesanal. Mas as grandes empresas da indústria cervejeira também estão trabalhando para isso. E na Ambev, os planos são ambiciosos. A companhia quer atingir Net Zero — nível de compensação total de carbono produzido — em toda a sua cadeia produtiva até 2040.
“A sustentabilidade não faz parte do nosso negócio, ela é o nosso negócio”
Luiz Gustavo Talarico, head de Sustentabilidade da Ambev.
“Graças ao uso crescente de fontes renováveis e a boas práticas de gestão energética, já reduzimos em 63% as emissões dos escopos 1 e 2 nos últimos 20 anos e operamos com 100% de energia elétrica renovável em nove países, incluindo o Brasil. Também avançamos na redução das emissões do Escopo 3, com iniciativas em agricultura sustentável e programas como o Eclipse, plataforma que avalia e apoia nossos fornecedores em suas jornadas de descarbonização, impactando toda a cadeia de valor”, explica Talarico.
E é justamente na agricultura que está boa parte dessas emissões de gases do efeito estufa da cadeira de produção da Ambev. Aproximadamente 20% delas vem do campo. Por isso, esse é um eixo central do trabalho da empresa. “Trabalhamos lado a lado com os produtores de cevada, implementando práticas de agricultura regenerativa, como rotação de culturas, manejo eficiente de água e nutrientes e cobertura permanente do solo. Todos os agricultores que fornecem cevada e milho recebem suporte técnico e capacitações desde o plantio até a colheita, garantindo que estejam preparados, conectados e financeiramente empoderados”, conclui.
Portanto, há, sim, vantagens reais em ser sustentável no meio cervejeiro. Seja em formato de benefícios diretos, como economia dentro da fábrica, quanto indiretos, como a percepção de valor de marca. E essas práticas levam ao crescimento com coerência, sem abdicar dos resultados financeiros. Tudo isso é fazer uma pequena parte, mas que faz toda a diferença, na construção de um futuro sustentável depende do compromisso coletivo de todo o ecossistema.