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Livro reúne 28 especialistas para ser manual prático do sommelier de cerveja

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Um livro coletivo assinado por 28 profissionais de Brasil, Argentina, Peru e Inglaterra, pretendendo ser um manual prático e complementar na formação técnica do sommelier de cerveja. É assim o Guia da Sommelieria de Cervejas, publicação que reúne histórias e metodologias sobre a profissão, podendo ser considerado um presente para o setor de artesanais do Brasil.

Não à toa, o livro está sendo lançado neste domingo, quando se celebra o Dia do Sommelier de Cerveja. E o guia, organizado pela sommelière de cervejas Bia Amorim e publicado pela Editora Krater, chega ao mercado quando os primeiros cursos de sommelier de cervejas no Brasil completam dez anos.

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“É uma ocasião que podemos comemorar e também analisar. Esta foi uma década em que todo o mercado cervejeiro teve crescimento, principalmente na onda denominada cerveja artesanal com o boom de fábricas no país inteiro e o ganho de espaço da cultura cervejeira”, destaca Bia em entrevista ao Guia.

Ela lembra, porém, que as pessoas dedicadas ao ofício não contavam com um livro que funcionasse como um guia, o que faz a obra ocupar uma lacuna. Assim, diversos profissionais se dispuseram a contribuir com um material inédito para essa atividade. “O Guia tem um pouco de tudo e é bastante completo com os assuntos que são mínimos e necessários para a carreira, mas que estão em constante evolução.”

Sócio da Krater, Diego Masiero espera que o Guia se torne uma referência para a profissão e para a educação cervejeira do país. “Queremos fazer parte de uma evolução constante do mercado, contribuindo para que ele tenha a qualidade e o reconhecimento que merece”, pontua eke.

Bia ainda explica que não foi possível esgotar os assuntos neste livro, o que até poderá resultar em um segundo volume voltado ao sommelier de cerveja. “Entendo que conseguimos cumprir com os objetivos do projeto e temos um grande livro, com uma entrega muito caprichada na diagramação e design, capa dura, ilustrado e com lindas fotografias.”

Como a titulação “sommelier de cerveja” foi incluída na Classificação Brasileira de Ocupações há poucos meses, ela entende que o livro é parte deste esforço coletivo do setor em ter uma profissão mais respeitada e compreendida.

O consumidor está cada vez mais interessado e exigente, está disposto a pagar por um produto com maior valor agregado, portanto precisa de um serviço à altura das boas cervejas servidas. O Guia da Sommelieria quer ajudar o profissional a servir melhor, para servir sempre

Bia Amorim, organizadora do Guia da Sommelieria de Cervejas

Grande time
Assinado por 28 profissionais de Brasil, Argentina, Peru e Inglaterra, especializados em diversas áreas – da produção à gestão de carreira -, o Guia da Sommelieria de Cervejas traz um grande time, não apenas pela quantidade expressiva de colaboradores, mas também pela qualidade e experiência dos envolvidos.

A própria Bia Amorim, por exemplo, é sommelière de cervejas desde 2010. Outro destaque na obra é o escritor inglês Martyn Cornell, um dos maiores especialistas do mundo no assunto, tendo escrito a seção dedicada à escola britânica.

Mas não foi fácil chegar a todos esses nomes, como conta Bia. “Atualmente temos muitos profissionais altamente capacitados e que têm conhecimento para contribuir, foram algumas reuniões conversando sobre esse time. Nem todas as autoras e autores têm formação de sommelieria, mas olhamos para cada tema buscando trazer uma pessoa especialista na área e que pudesse explanar sua experiência.”

Foram convites, tabelas para organizar, além de textos para ler e revisar. Outros desafios também fizeram parte do processo, como disponibilidade na agenda, experiência de escrita, vontade de participar de um projeto longo e questões ligadas ao momento atual, de grave crise sanitária.

“Senti que essa foi uma amargura de muitos de nós, na obra. Com quase dois anos de projeto, quase dois anos de pandemia e um setor que vive de entretenimento, aglomeração, degustação e brindes, todo mundo sofreu algum tipo de desgosto”, lamenta Bia.

Mas ter 28 autores de quatro diferentes países dá, em sua visão, muitas perspectivas diferentes para o livro destinado ao sommelier de cerveja. “Estamos muito felizes com o resultado, tenho certeza de que é o desafio que faz com que a gente escale sempre mais alto”, completa a sommelière.

O projeto
O projeto será viabilizado por meio de uma campanha de financiamento coletivo, um crowdfunding na plataforma da Catarse para contribuições dos interessados.

Aulas ao vivo com alguns dos autores do livro, além de um workshop sensorial conduzido por Bia Amorim, serão algumas das recompensas que estarão disponíveis para aqueles que apoiarem o projeto. A campanha, lançada neste domingo, vai até 10 de outubro.

A obra traz referências práticas, com orientações sobre atendimento e serviço, condução de treinamentos de equipe e desenvolvimento e gerenciamento de uma boa carta de cervejas e de chopes, entre muitos outros assuntos relevantes para a profissão. Com projeto gráfico especial, capa dura e totalmente colorido, o livro tem tiragem limitada.

Coautores do Guia de Sommelieria de Cervejas:

• Bia Amorim (organizadora): Sommelière de Cervejas, escritora, fundadora da Farofa Magazine e Por Obséquio Consultoria.
Participação no livro: Introdução; Nações Cervejeiras; Escola Brasileira; Carta de Cerveja (coautora); Lançamento de Cerveja; Ficha Técnica; Repertório e Outras Bebidas.

• Aline Silva: Hoteleira, especialista em Inteligência de Mercado pelo Ibramerc-SP e turismo de luxo pela ISEG de Lisboa, fundadora da agência Slow Travel Life na Espanha.
Participação no livro: Hospitalidade

• Aline Smaniotto Tiene: Cientista Social e Mestre em Antropologia Social pela Unicamp, Especialização em Antropologia e Consumo pela ESPM, Sommelière de Cervejas, Gerente de eventos e Comercial de cervejarias ciganas na Startup Brewing Co.
Participação no livro: Experiências e Eventos Cervejeiros

• André Lopes: Advogado, Sommelier de Cervejas, criador do Advogado Cervejeiro e autor do livro Direito para o Mercado da Cerveja.
Participação no livro: Legislação Cervejeira

• Andrea Huerta (Peru): Sommelière de Cervejas da Barranco Beer Company (Lima, Peru), juíza BJCP nível Certified, membro da Pink Boots Society, Sommelière de Cerveja, confeiteira, professora, consultora, membro da Pink Boots Society, fundadora da Funky Chicha.
Participação no livro: Degustação de Cervejas

• Cilene Saorin: Engenheira de Alimentos, Mestre Cervejeira, Sommelière de Cervejas, professora da Escuela Superior de Cerveza y Malta (Espanha) e Diretora de Educação da Doemens Akademie no Brasil e na Espanha.
Participação no livro: Prefácio

• Daiane Colla: Jornalista, Sommelière de Cervejas, Mestre em Estilos, juíza BJCP, professora, cavaleira da Ordem da Pá da Brassagem dos Cervejeiros Belgas e Certified Beer Server®.
Participação no livro: Escola Belga

• Diego “Van der Saar” Castro (Argentina): Engenheiro Químico pelo ITBA, BJCP nível National, Certificado Geral em Cerveja pelo Instituto de Cerveja e Destilação, Certificado Cicerone®, Sommelier de Cervejas pela Doemens Akademie, Mestre de Estilos pelo Siebel Institute, Certificado de Ciência do Consumidor e Sensorial Aplicado pela UC Davis, formação na KU Leuven Science of Brewing, cervejeiro consultor.
Participação no livro: Escola Alemã

• Diego Masiero: Produtor de eventos, sócio da Editora Krater e da Matinê Cervejeira.
Participação no livro: Gestão de Linhas de Chope

• Érica Barbosa: Mercadóloga, pós-graduada em Marketing Digital, mestranda em Mídias Criativas, Sommelière de Cervejas, Mestre em Estilos, fundadora do Marketing Cervejeiro®.
Participação no livro: Palestras, Workshops e Eventos Profissionais

• Fabiana Arreguy: Sommelière de Cervejas, jornalista e professora.
Participação no livro: Qualificações Profissionais e o Papel do Sommelier no Mercado

• Fernanda Bressiani: Sommelière de Cervejaa, Mestre em Estilos, coordenadora de Sommelieria e professora na Escola Superior de Cerveja e Malte.
Participação no livro: Concursos Cervejeiros

• Fernanda Meybom: Engenheira Química, mestranda em Engenharia de Alimentos, Sommelière de Cervejas, Mestre em Estilos, juíza BJCP, professora na Escola Superior de Cerveja e Malte.
Participação no livro: Harmonização

• Francisco Bellone (Argentina) e Julio Bellone (Argentina): Consultores de negócios e desenvolvimento organizacional.
Participação no livro: Gestão de Carreira

• Gustavo Renha: Sommelier de Cervejas, Mestre em Estilos, Certified Beer Server®, consultor, CEO do Box Beer Break.
Participação no livro: Profissão: Ser Sommelier

• Guto Procópio: Sommelier de Cervejas, sócio da Let’s Beer, professor do Instituto da Cerveja Brasil, consultor.
Participação no livro: Como Conduzir Treinamentos

• Jayro P. Neto: Engenheiro, Sommelier de Cervejas, Mestre em Estilos, vencedor do 5º Campeonato Brasileiro de Sommeliers de Cerveja (2019), juiz BJCP, consultor.
Participação no livro: Serviço de Cerveja

• José Bini (Argentina): Administrador, sócio fundador e cervejeiro da Bierhaus Brewing Co. (Buenos Aires, Argentina), juiz BJCP, cursou Advanced Brewing Theory no Siebel Institute of Technology.
Participação no livro: Processos Produtivos da Cerveja

• Kátia Jorge: Química, Mestre em Bioquímica, Doutora em Ciências de Alimentos, Mestre Cervejeira. Atualmente faz parte do Sensory System Team na FlavorActiV Ltd.
Participação no livro: Off Flavors

• Luís Celso Jr.: Jornalista e Sommelier de Cervejas, terceiro colocado no 1º Concurso Brasileiro de Sommelier de Cervejas (2014), professor do Instituto da Cerveja Brasil (ICB), consultor e juiz de cervejas, fundador do blog, e-commerce e clube BarDoCelso.com.
Participação no livro: História da Cerveja

• Marcio Beck: Jornalista, zitólogo, autor dos blogs “A Cicerone Certified Beer Server®, Volta ao Mundo em 700 Cervejas” e “Dois Dedos de Colarinho (O Globo), consultor e palestrante;
Participação no livro: Escola Norte-Americana

• Maria Eduarda Vitorino: Farmacêutica, formação em Tecnologia Cervejeiras (ICB) e sommelière de cervejas. Criadora de conteúdo no Pretas Cervejeiras;
Participação no livro: O Rótulo e Sua Função de Comunicar

• María Sol Cravello (Argentina): Sommelière de Cervejas, Beer Knowledge and Education Manager da AB-Inbev, Certified Cicerone®, instrutora do Cicerone Certification Program para a América do Sul, juíza BJCP nível Certified.
Participação no livro: Carta de Cervejas (coautora)

• Marta Rocha: Bióloga, Mestre e Doutora em Neurobiologia, Sommelière de Cervejas da Cervejaria Colorado, Embaixadora de Conhecimento e Cultura Cervejeira da Ambev.
Participação no livro: Gestão de Estoque

• Martyn Cornell (Inglaterra): Escritor e jornalista especializado em cervejas, autor dos livros Amber, Gold & Black, Strange Tales of Ale, Beer: The Story of the Pint e Beer Memorabilia.
Participação no livro: Escola Britânica

• Roberto “Bob” Fonseca: Jornalista, juiz de cervejas, idealizador da pesquisa “Melhores do Ano na Cerveja” desde 2009.
Participação no livro: Mercado Cervejeiro Brasileiro

• Sady Homrich: Engenheiro Químico, consultor cervejeiro, cervejeiro caseiro, colunista da Revista da Cerveja e baterista.
Participação no livro: Glassware

Menu Degustação: Brut IPA em lata da Bodebrown, cevada da Ambev…

A semana cervejeira foi repleta de iniciativas interessantes – inclusive sociais – e oportunidades de acesso a bons rótulos. Em Santa Catarina, por exemplo, a Blumenau vai realizar neste sábado mais uma edição do Drive Thru Solidário. Na iniciativa, o participante doa alimentos e leva, em compensação, cerveja para casa. Já a Bodebrown lançou a sua linha de Brut IPAs em latas.

Para quem está em busca de qualificação, também não faltam oportunidades. A Academia da Cerveja abriu vagas para aulas voltadas aos estados do Acre, Amapá e Alagoas. A ESCM, por sua vez, anunciou a realização de 15 cursos concentrados à distância. E, para ajudar em melhorias na cadeia produtiva, a Ambev vem testando uma plataforma para aprimorar a gestão de produtores de cevada.

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Confira estes e outras novidades da semana cervejeira no Menu Degustação do Guia:

Plataforma da Ambev
Mais tecnologia e inovação no campo. É desta forma que a Ambev quer transformar a gestão da produção de matérias-primas, especialmente a cevada, e aprimorar a primeira etapa da cadeia produtiva na qual está inserida. Fornecedores de cevada do Sul do país estão testando o Portal Agro, nova plataforma desenvolvida pela empresa para facilitar o gerenciamento de dados e dar mais velocidade e segurança aos processos financeiros e administrativos, como acesso a contratos, prazos de pagamento e valor da colheita. O Portal Agro reforça o ecossistema de tecnologia e inovação da Ambev, que conta com outras soluções para facilitar a rotina de trabalho no campo.

Brut IPA da Bodebrown
O encontro da tradição das Indian Pale Ale com toques sparkling, mais doses de muita criatividade, inspirou a cervejaria Bodebrown. Já está disponível em lata a linha Brut IPA, com quatro rótulos. São eles: Brut IPA Galaxy, Brut IPA El Dorado, Brut IPA Mosaic e a Brut IPA Sorachi Ace. A Bodebrown foi pioneira no Brasil em produzir em escala criações do estilo Brut IPA. “Também chamadas de Sparkling IPA, possuem uma efervescência marcante, sem deixar de lado a natureza de uma India Pale Ale”, explica o cervejeiro Samuel Cavalcanti, CEO da Bodebrown.

Ação social da Blumenau
Como forma de reconhecer a comunidade pelo apoio nos seus seis anos de história, a Cerveja Blumenau vai realizar o Drive Thru Solidário. A ação tem o objetivo de arrecadar cinco toneladas de alimentos. Nela, serão distribuídos 2,5 mil litros de chope Pilsen e Brut IPA da marca para quem contribuir com a campanha, que terá como beneficiadas as organizações sociais Puro Amor, Associação de Amigos, Pais e Portadores de Mielomeningocele (AAPPM) e Defesa Civil do município. O Drive Thru Solidário acontece neste sábado, das 9h às 13h, na fábrica da Cerveja Blumenau, no bairro Itoupavazinha. Quem doar 5 quilos de alimentos vai receber 2 litros de cerveja.

Academia no AC, AP e AL
A Academia da Cerveja, iniciativa de educação cervejeira da Ambev, abriu vagas gratuitas para o curso Introdução ao Mundo da Cerveja nos estados do Acre, Amapá e Alagoas. Os treinamentos, ministrados por professores internos e especialistas do mercado cervejeiro, ocorrerão na plataforma online da Academia da Cerveja e terão duas horas de duração. As vagas são limitadas e exclusivas para moradores dos três estados, maiores de 18 anos. Interessados podem realizar a inscrição pelo site.

Cursos concentrados à distância
A Escola Superior de Cerveja e Malte (ESCM) promove em outubro mais uma temporada de Cursos Concentrados EAD. São 15 opções de capacitação aprofundadas em assuntos de gestão, produção e sommelieria, podendo ser realizadas de qualquer lugar do mundo. As aulas acontecem a partir do dia 4 de outubro. Os cursos variam entre 24 e 60 horas, todas ao vivo. As práticas laboratoriais serão realizadas com uma estrutura multicâmera, montada no início da pandemia. As inscrições podem ser realizadas no link.

Petrópolis líder em inovação 
O Grupo Petrópolis está entre as 100 empresas que mais praticam inovação aberta com startups no país, pelo segundo ano consecutivo. O ranking foi divulgado pela 100 Open Startups, plataforma que conecta startups a grandes empresas e lista instituições líderes em inovação aberta no Brasil. O Grupo Petrópolis trabalha com startups desde 2019, quando desenvolveu o Inova GP. Hoje, a cervejaria tem contrato com 20 startups e, anualmente, participa do ecossistema de inovação, buscando oportunidades para interagir com instituições de ciência e tecnologia, além de programas de inovação.

Tap house da Sahara
A Sahara anunciou a inauguração da sua loja e tap house, o Sahara Beer n’ Stuff, no bairro do Brooklin, em São Paulo. A marca iniciou as operações em 2016, como cigana, e a pandemia a aproximou dos clientes, vendendo diretamente growlers e cervejas a eles. Como essas vendas foram crescendo e com a reabertura se aproximando, ficou iminente a necessidade de voltar a fornecer para os parceiros. A Sahara também que ter uma pequena loja com produtos afins à cerveja, como tabacaria e livros especializados. Já a nova casa terá 13 torneiras e geladeira com outros rótulos, além de destilados, vinhos e drinques.

Long neck da Lagoon
A marca mineira de cervejas artesanais Lagoon vai apostar em novos formatos e embalagens. Além das garrafas de 600ml, agora será possível encontrar nas gôndolas todos os cinco rótulos em long necks de 300ml: Triple Malt Pilsen, Lager, Amber Lager, Session IPA e American IPA. A escolha da embalagem se deu porque, para a empresa, ela facilita as vendas para determinados nichos de mercado e gela mais rápido, sendo bastante versátil. A marca também fechou parceria com o Verdemar, rede de supermercados de Belo Horizonte.

Eventos da Madalena
A Cervejaria Madalena, em Santo André (SP), retoma gradativamente a sua agenda de eventos. A fábrica-bar, que fica dentro da moderna instalação de envase da bebida com gigantes tanques de armazenamento, segue as atuais regras do Plano São Paulo, que estão em vigor em Santo André até 31 de agosto e que permitem o funcionamento entre 6h e 0h, com ocupação de 80% dos estabelecimentos. Com a flexibilização, a marca retomou o funcionamento de terça a domingo, incluindo a realização do happy hour, da Quarta Off-Road, que recebe veículos militares, 4×4, off-road e motos trail e big trail, do Encontro de Clássicos às quintas-feiras, com exposição de colecionadores de carros antigos e motos clássicas e customizadas, além de música com bandas ao vivo e cardápio com lanches, petiscos, churrasco e pizza.

BCB confirmado
A organização do BCB São Paulo, principal evento de destilados premium da América Latina, confirmou a realização da feira nos dias 26 e 27 de outubro. A notícia sobre o BCB São Paulo acompanha a confirmação de eventos internacionais semelhantes, como BCB Berlim (Alemanha), de 11 a 13 de outubro, e Imbibe (Inglaterra), que acontecerá em 13 e 14 de setembro.

Clube do Malte “zera” imposto e faz promoção com até 68% de desconto

A assustadora escalada da inflação atingiu também o mercado cervejeiro. Mas o consumidor aficionado por rótulos artesanais, ao menos, tem um motivo para comemorar em agosto: as inúmeras promoções que estão movimentando o setor. É o que ocorre agora com o Clube do Malte.

Leia também – Confira 17 lançamentos de artesanais realizados no mês de agosto

Depois de a Invicta realizar a sua Semana da Justiça no começo do mês, o Clube do Malte está promovendo ação similar. Criou, assim, a Semana do Imposto Zero, uma oportunidade para o consumidor comprar suas cervejas “livres” de impostos.

A queima de estoque do Clube do Malte acontecerá entre os dias 27 e 31 de agosto com mais de 70 mil garrafas em promoção, segundo detalha o e-commerce. Os descontos chegam a até 68%.

“Prestes a completar seus 10 anos de empresa, a cervejaria vai tirar os impostos de seus produtos e de parceiros de sua plataforma. Ao todo serão mais de 260 rótulos com preços únicos de R$ 5,90 a R$ 9,90”, garante o Clube do Malte.

Há excelentes opções de rótulos artesanais brasileiros e internacionais nos estilos mais distintos possíveis, além de outros itens, como copos especiais. Para aproveitar a promoção, acesse https://www.clubedomalte.com.br/.

17 lançamentos de cervejarias artesanais realizados no mês de agosto

As cervejarias capricharam nos lançamentos de artesanais em agosto. O período foi cheio de inspirações, incluindo datas comemorativas, aniversários ou mesmo a estação do ano. A Demonho, por exemplo, aproveitou o inverno para apresentar duas Russian Imperial Stout de uma vez.

Quem aproveitou para brindar o público cervejeiro foi a Coruja, que lançou duas artesanais em agosto, homenageando os 30 anos da banda de heavy metal Angra. Já a Brassaria Ampolis aproveitou o Dia dos Pais para realizar mais uma homenagem a Mussum – Sandro Gomes, um dos seus filhos, é um dos fundadores da marca.

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Confira estes e muitos outros lançamentos de artesanais realizados em agosto:

Bodebrown
As incríveis manobras dos pilotos de acrobacias aéreas foram o ponto de partida para a mais nova criação da Bodebrown. Neste mês, a cervejaria curitibana lançou a Lupulol Acrobacia, uma edição especial comemorativa elaborada para o VIII Campeonato Nacional de Acrobacia Aérea, que aconteceu em agosto, no Aeroparque Aldeia da Serra (SJOY), em Palmeira, no Paraná. A novidade também celebra os 10 anos do Comitê Brasileiro de Acrobacia e Competições Aéreas. A Lupulol Acrobacia integra a Lupulol Projects, uma linha que se destina aos amantes dos lúpulos e inovações. A bebida apresenta nuances especiais de lúpulos com notas cítricas, verdes, amarelas e tropicais. A adição do maracujá traz uma acidez sutil, culminando em uma cerveja ao estilo Petit Sour India Pale Lager.

Brassaria Ampolis
Como forma de homenagear o lendário Mussum, ícone do humor brasileiro e conhecido por ser um pai dedicado aos seus seis filhos, a Brassaria Ampolis lançou em agosto, durante a semana de Dia dos Pais, mais um rótulo sazonal: a Biritis sem Filtris. De cor âmbar, com turbidez típica de uma cerveja não filtrada, ela tem como principais características aromas de malte e notas de fermentação. Além disso, possui características do malte tipo Vienna Larger, apresentando, de acordo com sua descrição, sabor tostado e caramelizado. Tem 5,3% de teor alcóolico e 22 IBUs de amargor.

Coruja
Consagrada como um dos maiores nomes do heavy metal, a banda Angra teve suas três décadas de história homenageadas com duas cervejas artesanais em agosto. O grupo se uniu à Coruja, de Forquilhinha (SC), para criar as cervejas comemorativas dos seus 30 anos. A linha é formada por long necks ilustradas com elementos dos álbuns que marcaram a história da banda. A primeira cerveja é uma Lager leve, com amargor sutil e aroma refrescante, graças ao dry hopping dos lúpulos Cascade e Amarillo. Já a segunda é uma IPA refrescante, com notas frutadas e amargor característico do estilo. A parceria ainda prevê o lançamento de um kit exclusivo, formado por uma garrafa de cada estilo e um copo personalizado da banda.

Cozalinda e Donner
O projeto colaborativo entre Cozalinda e Donner apresentou sua segunda safra. É a ampliação do projeto, agora com mais duas uvas e novidades: a Sympotein Merlot retorna, mas com novas características, e terá a companhia da Sympotein Chardonnay. Para 2022, a Cabernet Sauvignon se somará ao projeto. Na Sympotein Merlot, se manteve o barril em modelo de soleira. Desta forma, os microorganismos que participaram do processo do ano passado ganham a companhia de microrganismos que chegaram junto às uvas usadas em 2021. É uma Wild Ale safrada, que ano a ano vai sempre oferecer uma nova experiência. Já na Sympotein Chardonnay a metodologia segue o conceito de vinho laranja. O mosto da cerveja ficou em contato por 10 dias com as uvas colhidas em Caxias do Sul. Desta forma, capturou maior complexidade das uvas brancas, além de adquirir os microorganismos presentes na fruta.

Cruls
Para celebrar o aniversário de 4 anos, a Cruls lançou duas cervejas artesanais em agosto: a 1892, uma American Strong Ale de 9,8% de teor alcoólico com potencial de envelhecimento; e a Origem, cerveja do estilo New England Double IPA. Conforme a marca, as duas novas cervejas fazem parte de um resgate às origens. De um lado, a 1892 é uma referência à data de início da Comissão Exploradora do Planalto Central. Do outro lado, a série Cosmos faz menção ao ofício do líder da Missão Cruls, o belga Louis Ferdinand Cruls. A 1892 American Strong Ale tem 9,8% de graduação alcoólica, 115 IBUs e está disponível em garrafas 500ml. Já a Origem, da série Cosmos, tem 7,5% de graduação alcoólica, 62 IBUs e está disponível em latas de 473ml e chope.

Dádiva
A cervejaria Dádiva lançou em agosto o terceiro rótulo da Hoppy Breakfast, uma linha de Oatmeal Cream Double IPAs com 70% de aveia em suas receitas, sendo cervejas extremamente cremosas e aveludadas. Na #3 Hoppy Breakfast, foram utilizados os lúpulos Lemondrop e El Dorado, que trouxeram para a cerveja aromas e sabores de frutas cítricas e frutas de caroço, como pêssego e nectarina, finalizando com um toque herbal. Ela tem 8,4% de teor alcoólico, coloração amarelo intenso e 50 IBUs.

Demonho
A Cervejaria Demonho decidiu apostar em duas Russian Imperial Stout para o inverno, ambas lançadas em latas de 473ml e chope. A marca apresentou a Demonho Quer Chocolate, que traz uma base de uma clássica Russian Imperial Stout com adição de nibs de cacau selvagem amazônico. Eles oferecem notas frutadas que remetem a tâmara e cassis, dando suporte à esterificação da levedura inglesa. As notas clássicas de café, chocolate e frutas secas escuras fundem-se com o cacau selvagem. O teor alcoólico é de 11%, com 60 IBUs de amargor. Já a Saudade de uma RIS sem frescura, né, minha filha? é uma RIS sem lactose e adjuntos. Tem 11% de graduação alcoólica e 65 IBUs.

Labirinto
A cervejaria carioca Labirinto está lançando seu primeiro hidromel, o Labee. E a novidade chegou ao mercado no Mead Day, dia internacional do hidromel, que foi comemorado no primeiro sábado de agosto. O hidromel (mead) é uma bebida alcoólica que está presente em diversas culturas desde os primórdios da humanidade e ficou conhecida como “néctar dos deuses” na mitologia grega. Ela utiliza como base três ingredientes: água, mel e leveduras. Através da fermentação, transforma o açúcar do mel em álcool e, em seguida, a mistura passa por um processo de maturação durante meses, até alcançar como resultado uma bebida equilibrada. O Labee é um hidromel tradicional e suave, sendo leve e com alta drinkability. Seu sabor tem um dulçor pronunciado, segundo a Labirinto.

Nacional
A Cervejaria Nacional segue em clima de comemoração pelos seus dez anos e repleta de novidades. A fábrica-bar lançou neste segundo semestre a campanha DNA Nacional, inspirada nos biomas brasileiros. As primeiras cervejas artesanais apresentadas foram a Pampas e a Cerrado, ambas em agosto. Todas foram elaboradas com ingredientes característicos de cada solo e região do país. A Cerrado Porter tem como ingredientes protagonistas a castanha de pequi e o licuri. A erva-mate é o principal ingrediente da Pampas, que possui como base uma English Pale Ale. Seu amargor é de 43 IBUs, tendo 5,4% de teor alcoólico.

Ouropretana
Para celebrar seus 10 anos, a Cervejaria e Destilaria Ouropretana anunciou o lançamento do Ouropretana Whisky Amburana Brown Porter. A bebida aposta no encontro da produção cervejeira com a destilaria, através dos barris feitos de madeira amburana, utilizados em duas produções da casa. O Ouropretana Whisky Amburana Brown Porter é um uísque single malt feito com maltes especiais, destilado em alambique de cobre estilo Pot Still, envelhecido em barris de carvalho norte-americano e finalizado nos barris de madeira amburana que receberam a produção da cerveja Ouropretana Amburana Brown Porter.

Santo Chico
Lançada pelo Santo Chico, a Chiquinha é uma Witbier clara, maltada e muito saborosa. De cor amarelo palha, bastante turva devido ao malte de trigo, chega a ser levemente esbranquiçada. Nela nota-se especiarias: cascas de laranja-bahia, limão siciliano e semente de coentro. Com alta carbonatação, passa uma sensação efervescente, de acordo com o seu descritivo. Levemente cítrica e muito refrescante, o novo rótulo tem 4,5% de graduação alcoólica e 16 IBUs.

Schornstein
A Schornstein completou 15 anos em junho e as celebrações continuam, agora com o lançamento da Doppelbock em edição limitada. A cerveja passou por maturação por cerca de quatro meses e tem os seus aromas inspirados no estilo alemão e em homenagem à cidade natal da marca: Pomerode (SC), conhecida como o município mais alemão do Brasil. A Schornstein 15 Anos Doppelbock é distribuída em garrafa rolhada de 750ml, seu teor alcoólico é de 7,9% e tem 24 IBUs de amargor. Possui coloração âmbar e reflexos alaranjados. O aroma e o sabor do malte prevalecem, com notas de caramelo, toffee e de frutas passas escuras.

Entrevista: Conheça o novo presidente da Abracerva e os seus planos para a associação

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Uma associação nacional, mas que está atenta às demandas específicas de cada região e que se expande a partir do crescimento estadual. É esse o plano de Ugo Todde, novo presidente da Associação Brasileira de Cerveja Artesanal (Abracerva), para restabelecer o status de importante representante do setor para a entidade, também ajudando o segmento a se recuperar após sofrer vários golpes.

Com a repentina saída em meados de julho da então presidente Nadhine França, por questões pessoais, Ugo Todde, até então secretário da Abracerva, foi escolhido pela chapa eleita em outubro de 2020 para ocupar o cargo. Em sua visão, uma seleção que se deu, principalmente, pela sua trajetória de atuação política no Distrito Federal, onde também está a sua marca, a cigana Dümf.

Por lá, ele ainda faz parte da gestão da Abracerva local e participou de articulações com entes públicos e outras cervejarias, uma iniciativa que, sob seu comando, espera ampliar na associação nacional, com a criação de mais regionais e a busca por pautas comuns nos estados, que se transformem em união no setor.

O momento, afinal, como reconhece Ugo Todde, está longe de ser bom para o segmento de cervejas artesanais e, consequentemente, a Abracerva. Afinal, o setor enfrentou uma crise de credibilidade, em função do Caso Backer, uma traumática mudança de comando da associação, com a renúncia da gestão anterior, e uma grave crise, provocada pela pandemia do coronavírus.

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Para Ugo Todde, assim, é necessária uma atuação coletiva para recuperar a relevância da Abracerva. E a estratégia para isso foi abordada na entrevista, abaixo, para a reportagem do Guia. Confira:

Resumidamente, como se deu a sua relação com a cerveja até a criação da Dümf? E como a sua atuação desde então o levou até o comando da Abracerva?
Comecei como colecionador, cheguei a ter uma coleção com 300 cervejas quando nem havia tanta variedade como hoje em dia. E aí, em 2011, eu comecei a fazer como caseiro, tendo a oportunidade de aprender mesmo. Em 2018, eu lancei a cervejaria cigana comercialmente. E já me associei à Abracerva. Comecei no movimento estudantil, participando no DCE, faço parte da coordenadoria de uma fundação em defesa do Cerrado. Então, já tenho vivência dentro dessas estruturas políticas. Em 2019, eu assumi como diretor da Abracerva-DF.

O que você pretende replicar dessa sua experiência no Distrito Federal na Abracerva nacional?
Nesse trabalho, tivemos uma comissão na Câmara Legislativa de defesa da cerveja artesanal, conseguindo fazer um diálogo legal, explicando que a gente precisa de uma atenção para o setor na questão das leis, principalmente na reforma tributária. E a gente desenvolve alguns projetos. O setor também criou uma colaborativa que eu acho que também é um dos principais pontos, que é algo que estou levando para a nacional, para reproduzir nas outras regionais. A gente está na segunda edição, a primeira foi no ano passado, e o intuito é basicamente unir o setor, com as pessoas conhecendo e agregando mais para a associação, com novos associados. Eu acho que um dos grandes desafios dos próximos meses é justamente aumentar a vivência da associação, porque infelizmente ela está bem baixa, trazendo os associados de volta, acreditando na força da Abracerva. Precisamos partir do pressuposto do fortalecimento das regionais, além da criação de novas.

E como vinha sendo a sua atuação nesta gestão da Abracerva, antes de assumir a presidência?
Vinha trabalhando na questão das colabs, em São Paulo estava bem adiantada, junto com o Giba, da Tarantino. Tem alguma conversa também para que se faça essa colab em Minas Gerais, além de abrir uma regional lá. Se conseguir, quero criar regionais em todos os estados.

O que o levou a ser escolhido para suceder a Nadhine?
A Nadhine teve essa oportunidade de sair do país. Está certa, tem que se capacitar. A gente precisava trazer essa possibilidade de um presidente que já tem acesso aos poderes, ao Legislativo nacional.

Como tem sido essas conversas com as lideranças políticas e quais são as principais pautas da Abracerva?
A gente já tem tratativas com deputados para começar a fazer trabalhos e escutar todo setor, para que possa ter um crescimento real. E esse diálogo é fundamental para conseguir o que a gente precisa. A questão tributária é uma coisa urgente, já passou da hora de fazer uma tributação diferenciada. Não tem como a gente continuar pagando os mesmos impostos que as grandes indústrias E trazer mais associados. Uma associação forte é uma associação que tem os associados ativos, com o fortalecimento das regionais. E também trazer mais diversidade no setor, ouvindo os sommeliers, os ciganos. Eu acho que o setor está bem fragilizado nesse momento, foi o mais impactado pela pandemia por trabalhar com aglomeração, com evento, com bares cheios.

O setor passou por uma série de problemas recentemente, como o Caso Backer, a pandemia e a renúncia da diretoria anterior da Abracerva. Como recuperar o segmento e a associação em meio a um cenário tão complicado?
Acho que precisa ter maturidade para separar as coisas. Com união dentro do setor, os objetivos se tornam mais fáceis de serem alcançados. Foram abalos bem grandes, especialmente os que envolvem a própria Abracerva. É um desafio mesmo, mas acho que com calma, fortalecendo as regionais, trazendo mais as pessoas, as cervejarias, os associados, é inevitável que a gente retome o crescimento. São fases. A gente passou por uma fase bem complicada, mas vai passar por ela. O governo não ajudou nem um pouco. Acredito que a união do setor, com fábrica, ciganos, todos, vamos ter um crescimento.

Como enxerga a criação de uma outra associação, a Federação Brasileira das Cervejas Artesanais (Febracerva), ocorrida em fevereiro?
Soma para o setor. Participamos de reuniões juntos, com outros players. Vem mais com o intuito de defender as fábricas. Tem o papel dela e o seu trabalho. A Abracerva vem com o papel de defender todo o setor. Não só as fábricas, mas fábricas, ciganos, sommeliers, pontos de venda. Se foi necessário, se sentiram a necessidade de criar uma outra associação, a Abracerva pode ajudar. Se o objetivo for fortalecer o setor, podem contar com a gente.

A atual gestão da Abracerva vai até 2022. Como espera que esteja a associação ao fim desse período?
O objetivo é voltar a ter pelo menos 800 associados adimplentes, chegando a uma média da mais de mais de mil associados para a associação voltar a ter aquela força e condições de trabalhar pelo setor. É um trabalho que precisa ser feito, de formiguinha, com todas as regionais, de trazer mais associados.

O que a Coca-Cola sinaliza para o futuro do setor ao comprar a Therezópolis

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Pode até não ser imediatamente. Mas o setor cervejeiro, que tem 95% do mercado brasileiro concentrado em Ambev, Grupo Heineken e Grupo Petrópolis, poderá ganhar no futuro um quarto participante relevante: a Coca-Cola. E, caso essa possibilidade se confirme, o marco inicial da chegada de um novo ator terá sido a aquisição da Cerveja Therezópolis, anunciada pela Coca na semana passada.

Para entender o impacto e, principalmente, os sinais dessa compra, a reportagem do Guia ouviu analistas de relevantes bancos de investimento. Eles destacam ainda ser cedo para prever a estratégia da Coca-Cola no Brasil, após duas das principais distribuidoras do seu sistema, a Femsa e a Andina, adquirirem a Therezópolis. Mas apontam que, para recuperar a rentabilidade perdida com o fim do acordo de distribuição das duas principais cervejas do Grupo Heineken, não será surpresa se a marca de refrigerantes realizar novas aquisições.

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“Com o fim da parceria da Heineken, que anunciou que pararia de utilizar o Sistema Coca-Cola, os volumes de cerveja a serem distribuídos pela Coca-Cola Femsa e Andina deverão ter forte queda. Dessa forma, com menos volume fluindo em sua estrutura, há menor diluição de custos e perde-se rentabilidade. A recente aquisição da Therezópolis irá compensar apenas parcialmente essa condição, portanto não seria estranho esperar novas aquisições no futuro próximo”, comenta, ao Guia, Leonardo Alencar, analista da XP Investimentos.

Alencar ressalta, ainda, que a Coca-Cola, caso queira, de fato, tornar-se uma companhia atuante no setor cervejeiro, possui qualidades suficientes para concorrer com as principais empresas do segmento. “Caso este seja apenas um primeiro passo no processo de construção de um portfólio de cervejas, teríamos a formação de um novo player com vantagens competitivas relevantes”, avalia o analista da XP.

A aquisição da Therezópolis pela Coca-Cola se insere em um contexto de mudanças na distribuição de cervejas pela marca de bebidas. Segundo acordo firmado com o Grupo Heineken em fevereiro, a empresa norte-americana de refrigerantes deixa de distribuir as marcas Amstel e Heineken, ainda que continue sendo responsável pela entrega de outras cervejas pertencentes ao portfólio da companhia, casos de Eisenbahn, Bavaria, Kaiser, Sol e Tiger, recém-lançada no mercado nacional.

Leandro Fontanesi, analista do Bradesco BBI, enxerga vantagens para marcas que se associarem às fornecedoras da Coca-Cola, pois poderão acessar novos mercados. “O novo contrato com a Heineken dá mais flexibilidade para o sistema Coca-Cola fazer aquisições e até assinar parcerias com outras empresas. Faz sentido adicionar cerveja porque é um mercado bem relevante e permite ocupar mais os caminhões de entregas. Além disso, as marcas de cerveja podem se beneficiar da força da marca Coca Cola para entrar nos pontos de venda”, analisa ao Guia.

O analista da XP Investimentos, contudo, pondera que o acordo não deverá ter tanto impacto para a Therezópolis, até pelas características do negócio da empresa da Serra Fluminense. A marca conta com seis rótulos em seu portfólio, sendo vista como uma cervejaria que se posiciona entre as artesanais e as premium, pois costumeiramente é encontrada em grandes redes varejistas.

“Acredito que o impacto imediato não deverá ser significativo, uma vez que, apesar de ter acesso a uma capilaridade comercial extremamente interessante, algo que é um diferencial competitivo de grandes cervejarias como a Ambev, por exemplo, isso não deve mudar de imediato o perfil de cervejaria artesanal da Therezópolis, onde a limitação da produção está alinhada à filosofia do segmento”, comenta Alencar.

Os planos da Coca-Cola
No anúncio do negócio, as distribuidoras disseram que a transação “faz parte da estratégia de longo prazo da Coca-Cola para complementar seu portfólio de marcas de cerveja no Brasil”. Na visão de Alencar, a aquisição também ajuda a compor o sistema comercial do Sistema Coca-Cola, juntando em sua operação duas divisões do setor de bebidas que funcionam, em termos de demanda e distribuição, de forma bem diferente.

“A construção de um sistema comercial com alta granularidade leva tempo e exige muitos recursos, sobretudo para produtos que exigem maior frequência de entrega e que possuam também eventos sazonais bem marcados, como é o caso da cerveja, enquanto a estrutura de distribuição para bebidas não-alcoólicas tem menor volatilidade ao longo do ano”, aponta o analista da XP. “A associação de ambas, portanto, deve rentabilizar mais essa estrutura mesmo que o processo de venda possa não ser idêntico.”

Em julho, em teleconferência após a apresentação do balanço da Femsa Coca-Cola, o diretor financeiro Constantino Spas havia indicado que a empresa buscava um novo posicionamento no setor cervejeiro do Brasil após selar o novo acordo com o Grupo Heineken. E, assim, ele começou a se concretizar a partir da aquisição da Therezópolis.

Estamos atualmente em conversas com uma série de outras cervejarias internacionais, bem como com algumas ideias interessantes sobre marcas locais. Isso está em andamento e podemos implementá-lo, sem dúvida, nos próximos meses. Acho que vamos acabar com um portfólio muito sólido, um portfólio que cobre desde o segmento econômico até o super premium no Brasil, que é muito relevante, com diferentes tipos de oferta de cerveja

Constantino Spas, diretor financeiro da Femsa Coca-Cola

Para Fontanesi, analista do Bradesco BBI, a Coca-Cola está, em um primeiro momento, com a compra da Therezópolis, aproveitando o vácuo provocado pelo acordo de fornecimento com a Heineken para buscar outras parcerias dentro do setor cervejeiro.

“Apesar de ser uma aquisição relativamente pequena para a Coca Cola, faz sentido porque ela deve ter um gap no portfólio de marcas premium com as marcas Heineken e Amstel indo da distribuição da Coca-Cola para a da Heineken (transição deve ocorrer no 2S21), de acordo o novo contrato de distribuição que deve valer pelo menos até 2026”, acrescenta Fontanesi.

Já o BTG Pactual, em um relatório produzido pela sua equipe de analistas, avaliou que as últimas ações no setor cervejeiro – incluindo a aquisição da Therezópolis pelas empresas do Sistema Coca-Cola – mostram que as distribuidoras continuarão tendo um papel importante dentro do segmento.

“Não apenas vemos menos riscos com a transição gradual das marcas Heineken e Amstel para o sistema de distribuição da Schin, mas também vemos os engarrafadores continuando a ser players relevantes de cerveja com o claro potencial de ganhar escala adicional à medida que novas marcas sejam adicionadas aos seus caminhões”, projetam seus analistas.

Mas, se ainda é preciso esperar algum tempo para entender se há mais razões por trás da aquisição da Therezópolis pelas fornecedoras da Coca-Cola, o analista da XP Investimentos destaca que a realização do investimento no atual cenário econômico brasileiro demonstra a força do setor cervejeiro brasileiro e o seu potencial para expansão, mesmo diante das incertezas enfrentadas nos últimos meses por causa da pandemia do coronavírus.

Isso também reforça o potencial que o mercado cervejeiro tem no Brasil e confirma a recuperação mais rápida do que o esperado após os piores momentos da pandemia, mesmo enquanto bares e restaurantes ainda não tinham retomado suas operações de maneira regular

Leonardo Alencar, analista da XP Investimentos

Conheça as envolvidas no negócio
A Femsa Coca-Cola, com sede na Cidade do México, é considerada a maior distribuidora de produtos da Coca-Cola no mundo. São 3,3 bilhões de caixas unitárias negociadas anualmente, com quase 2 milhões de pontos de venda. A empresa tem 49 fábricas e 268 centros de distribuição.

Presente no Brasil há 18 anos, a Femsa Coca-Cola é responsável pela distribuição do Sistema Coca-Cola em São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul. Já a Andina atua na Argentina, no Chile e no Paraguai, sendo que no Brasil atua com os produtos da Coca-Cola no Rio de Janeiro e Espírito Santo.

A Therezópolis foi fundada em 1912 na região serrana no Rio, mas teve a produção interrompida em 1922. A sua retomada se deu em 2006. E, até sua venda para as engarrafadoras da Coca-Cola, fazia parte do grupo Arbor Brasil, que conta, no seu portfólio, com a Catuaba Selvagem e o vinho Cantina da Serra.

Schornstein lança Doppelbock em edição limitada para celebrar 15 anos

A Schornstein anunciou o lançamento de um rótulo especial para celebrar o seu aniversário de 15 anos, completados em junho. Trata-se da Schornstein 15 Anos, uma Doppelbock envasada e comercializada em garrafa rolhada de 750ml, com teor alcoólico de 7,9% e amargor de 24 IBUs.

A marca pertencente à CBCA explica que o seu novo rótulo foi preparado de modo especial: passou por cerca de quatro meses de maturação e tem os seus aromas inspirados no estilo alemão. Também é uma homenagem à cidade natal da marca, Pomerode (SC), conhecida como o município mais alemão do Brasil.

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O sócio-fundador da Schornstein, Maurício Zipf, conta que, além de ser um tipo de cerveja que lhe agrada muito, a Doppelbock também é considerada um dos estilos mais nobres da escola alemã.

“Para uma data tão especial como essa para nós, precisava ser uma cerveja de um estilo representativo, de muito bom gosto, com características sensoriais muito marcantes, uma cerveja muito bem trabalhada”, explica o sócio-fundador da Schornstein.

Em edição limitada, a bebida especial possui coloração âmbar e reflexos alaranjados. A sua descrição garante que o aroma e o sabor do malte prevalecem, com notas de caramelo, toffee e de frutas passas escuras.

Também em iniciativa para celebrar os seus 15 anos, a Schornstein lançou um mini documentário dividido em três partes que conta o passado e o presente, mirando o futuro da marca. O material está disponível nas redes sociais da cervejaria catarinense, que hoje faz parte da CBCA.

Afeganistão: Cervejas repatriadas pela Alemanha e outras histórias da bebida

O processo de saída das forças de segurança estrangeiras no Afeganistão foi acompanhada, na sequência, pela retomada do poder pelo Taleban, concluída nos últimos dias. Acabou sendo o encerramento de uma intervenção iniciada em 2001, após o ataque às torres do World Trade Center pela Al-Qaeda, e que termina com a volta do país ao obscurantismo. Paralelamente, ao menos de modo oficial, as últimas latas de cerveja foram retiradas do Afeganistão.

Por lá, afinal, o consumo de bebidas alcoólicas é proibido para habitantes locais. Mas existiam exceções para estrangeiros. E foi dentro desse contexto que tropas internacionais tinham acesso a elas, como no caso do Exército da Alemanha que, ao partir em retirada após longos anos de atuação no Afeganistão, também levou consigo a sua cerveja.

A Bundeswehr, como é conhecida as Forças Armadas da Alemanha, preparou uma operação para repatriar 65 mil latas de cerveja que estavam no Afeganistão, além de garrafas de outras bebidas, como o vinho, o espumante sekt e o drinque shandy. Elas estavam em Camp Marmal, até então a principal base das tropas alemãs no país e localizada em Mazar-i-Sharif.

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Nas últimas semanas, os soldados alemães no Afeganistão já não podiam consumir qualquer bebida alcoólica, incluindo a cerveja, em função do avanço da violência e do risco real de ataques, um aumento da tensão que coincidiu com o anúncio dos Estados Unidos e da Otan da retirada do país. E não havia a possibilidade de repasse ou mesmo venda da bebida por lá, em função da proibição de consumo.

A ação de retirada de latas de cerveja pela Alemanha no Afeganistão, porém, foi alvo de críticas de alguns políticos e parte da imprensa. O sensacionalista tabloide Bild, o jornal mais vendido do país, por exemplo, relacionou a iniciativa com a falta de apoio a cidadãos afegãos e estrangeiros para deixarem o país após a retomada do poder pelo Taleban.

As contas são de que a Alemanha ajudou mais de 2 mil habitantes locais a saírem do Afeganistão. Mas o caos no aeroporto de Cabul teria impedido a chegada de outros aviões. “Aqueles que trabalharam por muitos anos para a Alemanha e arriscaram suas vidas aparentemente valem menos do que latas de cerveja para o governo federal”, afirmou trecho de reportagem do diário.

Consumo de álcool
Como o álcool é proibido no Afeganistão, os dados oficiais, de acordo com a OMS, eram de consumo zero per capita em 2016, ano do seu último relatório mundial sobre o tema. Mas o número é de 0,2 litros per capita quando a organização contabiliza os dados não oficiais. E a razão é simples: a liberação para estrangeiros.

Os locais são proibidos de portar e consumir álcool, mas existiam inúmeros estabelecimentos com licenças para vender bebidas a estrangeiros, em um compromisso pragmático – alcançado após a queda do Taleban – para satisfazer o desejo de expatriados no Afeganistão. Além disso, turistas estrangeiros podiam portar duas garrafas de bebidas alcoólicas na chegada ao país.

Nos quase 20 anos de presença estrangeira, alguns incidentes teriam envolvido o consumo de álcool. No mais trágico deles, 16 civis foram mortos, em ação conhecida como Massacre de Kandahar. Relatos locais apontaram que soldados norte-americanos estariam bêbados quando houve o ataque a afegãos, em 2012. Desde então, os Estados Unidos proibiram o consumo de bebidas alcoólicas em suas bases.

Nas forças europeias, porém, o consumo de álcool não chegou a ser banido durante o período de ocupação. E as informações eram de que cada soldado da Alemanha podia beber duas latas de cerveja por dia.

A imprensa internacional também publicou relatos sobre a venda de bebidas no mercado negro e a sua permissão a estrangeiros por lá. Foi o caso da The Wine Economist, com uma matéria sobre como um articulista teve acesso a vinho e outras bebidas alcoólicas, comprados ilegalmente de locais.

Mas o texto mais contundente e premonitório provavelmente foi publicado como artigo de opinião no Guardian, por Seema Jilani, em 2010, com o título (em uma tradução livre) “Ficando bêbado em bares de Cabul? Passe o saco de vômito”.

“Em vez de bater à sua porta apenas quando ocorre uma morte ou explosão, talvez caberia aos diplomatas e aos jornalistas fazer amizade com aqueles que fazem parte dos movimentos de base e que trabalham com os líderes locais. Seu domínio da política do Afeganistão poderia influenciar de forma construtiva a política externa, se apenas largássemos nosso rum com coca e escutássemos”, escreveu Jilani. 

A volta do obscurantismo
Em 15 de agosto, o então presidente Ashraf Ghani fugiu do Afeganistão para o Tajiquistão, enquanto o Taleban tomou o palácio. Foi um fracasso para a ação liderada pelos norte-americanos, que viu o grupo radical islâmico reassumir o poder logo após o início da operação de saída das tropas dos EUA. E, na última quinta-feira, o país voltou a ser um emirado islâmico.

O retorno do Taleban é assustador especialmente para as mulheres, pois seus partidários adotam uma visão extrema do Islã, proibindo-as de estudarem e trabalharem. Além disso, ao tomar cidades nas últimas semanas, o grupo exigia das famílias a entrega de mulheres solteiras e meninas para que se casem com os seus combatentes.

O desespero ficou nítido nos últimos dias com imagens chocantes do caos no aeroporto de Cabul, com pessoas tentando embarcar nos aviões militares. Alguns viajaram superlotados, enquanto em outros pessoas se agarravam a trens de pouso e asas, para caírem logo depois. Além disso, houve dura repressão a protestos.

Por durabilidade, BravoZero reforça aposta em chopeiras de maior capacidade

A definição de uma estratégia para atuar no mercado passa diretamente por decisões que envolvam o melhor atendimento das demandas. Uma das referências em chopeiras elétricas no país, a BravoZero optou por priorizar o fornecimento de equipamentos com capacidade de ao menos 50 litros/hora a partir do entendimento de que elas oferecem melhor custo-benefício para a companhia e, principalmente, o comprador e seu consumidor.

Antes com opções de 30l/h, 50l/h e 70l/h, a BravoZero decidiu retirar a opção de capacidade menor do seu portfólio, por avaliar que as chopeiras elétricas maiores funcionam melhor e têm mais durabilidade na arte de manter a pressão, a temperatura e o sabor da bebida.

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Assim, para a BravoZero, os benefícios de eficiência e capacidade de refrigeração oferecidos por um grande compressor eram maiores do que a diferença de custo para os de menor capacidade. E isso levou a empresa a se concentrar no fornecimento de chopeiras com capacidade de ao menos 50 litros/hora.

“Com o propósito de oferecer o melhor custo-benefício aos nossos clientes, principalmente a médio e longo prazo, decidimos focar no produto de qualidade, eficiência e alta durabilidade, garantindo que os consumidores não terão nenhuma frustração no momento de apreciar o seu chope e nem mesmo em questão de investimentos por parte do proprietário da chopeira, que terá um produto de alta durabilidade”, conta Wilson Seiti Harada, sócio-coordenador de projetos da Eidee, empresa responsável pela BravoZero.

Essa capacidade também é vista como ideal para o bom funcionamento do compressor, o que garante um melhor controle de temperatura e lhe assegura uma vida útil maior. “O compressor sofre menos desgaste durante seu tempo de uso, e esse tempo de durabilidade já compensa os valores de investimento”, acrescenta Harada.

A BravoZero também destaca a propriedade de armazenamento térmico – promovida pelo sistema Booster – como um dos diferenciais das suas chopeiras, permitindo a manutenção da temperatura e evitando surpresas desagradáveis quando o chope é servido.

Clique aqui e saiba mais detalhes sobre as chopeiras da empresa

“Ele possui um banco de gelo térmico entre o sistema de refrigeração e a serpentina do chope, que aproveita o momento de ociosidade ou logo que ligado na tomada, armazenando a temperatura gelada. Desta forma, ao consumir o chope continuamente, a chopeira estará preparada com a sua carga térmica para manter estável por muito mais tempo a temperatura do chope, evitando que, depois de alguns copos, o chope saia quente”, explica Harada.

Armazenamento térmico
O profissional da Eidee assegura, inclusive, que o sistema Booster ajuda a manter a bebida gelada por um período maior, mesmo em situações em que ocorram contratempos inerentes ao funcionamento da chopeira elétrica da BravoZero.

Uma das experiências que ocorreu com um de nossos clientes foi que, em uma festa com queda de energia elétrica, a chopeira continuou a servir chope gelado por mais 40 minutos

Wilson Seiti Harada, sócio-coordenador de projetos da Eidee

Até por isso, uma das vantagens oferecidas por esse sistema é logístico: a possibilidade de encher vários copos de chope de uma vez, como destaca Harada. “Por utilizar um sistema de armazenamento térmico, é capaz de retirar até 4 copos de 500ml sem a necessidade de ligar o compressor e sem variação de temperatura.”

E a tecnologia Booster ainda evita o travamento do compressor. “Inclusive, o sistema da BravoZero, por trabalhar com baixo nível de pressão de gás, evita de maneira significativa a possibilidade de travar o motor por excesso de pressão”, conclui Harada.

Artigo: Empresas no Brasil x Altos impostos

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*Por Gerson Luiz Dunca

Criar e ter uma empresa no Brasil é sofrível! Não é fácil para muitos, talvez para a maioria.

O empreendedor tem uma ideia e um ideal na cabeça, abre a empresa e começa a luta. Já na contabilidade começam as dificuldades. É burocracia demais na área municipal, estadual e federal.

Depois de algum tempo, geralmente bastante tempo, você consegue os documentos e parte empolgado para o trabalho.

Leia também – Estado norte-americano, Connecticut reduz imposto sobre a cerveja em 17%

Busca fornecedores, colaboradores, parte para a produção e vai correr atrás de clientes que queiram comprar o seu produto.

Começam as vendas, mas nem sempre. E nem tão rápido! Surgem os primeiros faturamentos, depois de muitas negociações com os clientes, que geralmente barganham desconto sobre os preços de venda.

Começa a cair a ficha para o empreendedor. Vem a conta a pagar dos impostos gerados sobre o valor faturado, que precisa ser repassado aos governos. Estes, são gananciosos…

A carga tributária brasileira é assassina. Mata sem piedade o empreendedor. Com um fuzilamento neste nível, nesta proporção, poucas empresas sobrevivem. Muitas delas nem conseguem completar um ano de vida.

Os famigerados impostos duplicam e até triplicam o valor de venda, e a empresa, não tendo preços competitivos, quebra, deixando o empreendedor com grande prejuízo ou endividado.

A política dos governos é arrecadar o máximo possível, e não incentivar o crescimento. Estas altas taxas tributárias estão embutidas no preço de venda, quem paga são os compradores finais.

Elas elevam demais os preços de venda. O consumidor, com o orçamento comprometido com as necessidades básicas, não compra.

Se não compra, a empresa não vende, se não consegue vender, não tem lucro, e sem lucro a empresa quebra e a economia do Brasil não gira.

Fica tudo parado ou indo mais ou menos, o que é um costume no Brasil. Poucas empresas se destacam. A maioria absoluta sofre.

Os governos são gananciosos. Com máquinas governamentais onerosas e dispendiosas necessitam cada vez mais de dinheiro para pagar as mordomias.

Sobra pouco para os investimentos necessários para retribuir aos contribuintes de uma maneira geral. Isso é assim no Brasil já faz tempo!

A redução dos impostos é essencial para a sobrevivência das empresas e para o giro da economia no Brasil.

Os governos não conseguem ver que os impostos virão não das altas taxas cobradas atualmente, mas do alto consumo que virá com a redução dos preços dos produtos. Com a pandemia, nem se fala. Isso é necessário e urgente!

Margem de 25% de ICMS + 15% de IPI (Imposto burro sobre Produto Industrializado), só para dar um exemplo, é simplesmente uma bomba em cima das empresas e dos consumidores finais. Lembrando que as taxas tributárias são acumulativas. Cada vez que se vende, volta-se a pagar todas as taxas novamente. O imposto teria que ser único, cobrado somente na venda final.

Várias empresas abrem e fecham anualmente no Brasil, ao contrário de outros países, onde a maioria das empresas são centenárias.

Quantas empresas centenárias genuinamente brasileiras ainda existem hoje? Em Santa Catarina, nos últimos anos, fecharam dezenas delas.

Felizes as empresas no Brasil que hoje chegam a 20 ou 30 anos de existência. Estas são heroínas!

Será que estas quebradeiras são devido ao empresário brasileiro, que não sabe ser dono de empresa? Não! Somos talvez um dos melhores empreendedores mundiais.

Quem tem, e sobrevive no Brasil, pode ter uma empresa em qualquer parte do mundo. O empresário brasileiro é um herói reconhecido mundialmente.

O problema puro e simples no Brasil está nesta carga tributária assassina, cruel e desmotivante. Hoje ganha dinheiro no Brasil quem especula, e não quem produz!

Coitados dos micros, pequenos e médios empresários… Triste futuro!


*Gerson Luiz Dunca é diretor das empresas America Brewing Company (WO Beer), Moema Gourmet Delivery, Sanibel Cosméticos Digital e AC Opportunity Brasil