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Clube do Malte “zera” imposto e faz promoção com até 68% de desconto

A assustadora escalada da inflação atingiu também o mercado cervejeiro. Mas o consumidor aficionado por rótulos artesanais, ao menos, tem um motivo para comemorar em agosto: as inúmeras promoções que estão movimentando o setor. É o que ocorre agora com o Clube do Malte.

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Depois de a Invicta realizar a sua Semana da Justiça no começo do mês, o Clube do Malte está promovendo ação similar. Criou, assim, a Semana do Imposto Zero, uma oportunidade para o consumidor comprar suas cervejas “livres” de impostos.

A queima de estoque do Clube do Malte acontecerá entre os dias 27 e 31 de agosto com mais de 70 mil garrafas em promoção, segundo detalha o e-commerce. Os descontos chegam a até 68%.

“Prestes a completar seus 10 anos de empresa, a cervejaria vai tirar os impostos de seus produtos e de parceiros de sua plataforma. Ao todo serão mais de 260 rótulos com preços únicos de R$ 5,90 a R$ 9,90”, garante o Clube do Malte.

Há excelentes opções de rótulos artesanais brasileiros e internacionais nos estilos mais distintos possíveis, além de outros itens, como copos especiais. Para aproveitar a promoção, acesse https://www.clubedomalte.com.br/.

17 lançamentos de cervejarias artesanais realizados no mês de agosto

As cervejarias capricharam nos lançamentos de artesanais em agosto. O período foi cheio de inspirações, incluindo datas comemorativas, aniversários ou mesmo a estação do ano. A Demonho, por exemplo, aproveitou o inverno para apresentar duas Russian Imperial Stout de uma vez.

Quem aproveitou para brindar o público cervejeiro foi a Coruja, que lançou duas artesanais em agosto, homenageando os 30 anos da banda de heavy metal Angra. Já a Brassaria Ampolis aproveitou o Dia dos Pais para realizar mais uma homenagem a Mussum – Sandro Gomes, um dos seus filhos, é um dos fundadores da marca.

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Confira estes e muitos outros lançamentos de artesanais realizados em agosto:

Bodebrown
As incríveis manobras dos pilotos de acrobacias aéreas foram o ponto de partida para a mais nova criação da Bodebrown. Neste mês, a cervejaria curitibana lançou a Lupulol Acrobacia, uma edição especial comemorativa elaborada para o VIII Campeonato Nacional de Acrobacia Aérea, que aconteceu em agosto, no Aeroparque Aldeia da Serra (SJOY), em Palmeira, no Paraná. A novidade também celebra os 10 anos do Comitê Brasileiro de Acrobacia e Competições Aéreas. A Lupulol Acrobacia integra a Lupulol Projects, uma linha que se destina aos amantes dos lúpulos e inovações. A bebida apresenta nuances especiais de lúpulos com notas cítricas, verdes, amarelas e tropicais. A adição do maracujá traz uma acidez sutil, culminando em uma cerveja ao estilo Petit Sour India Pale Lager.

Brassaria Ampolis
Como forma de homenagear o lendário Mussum, ícone do humor brasileiro e conhecido por ser um pai dedicado aos seus seis filhos, a Brassaria Ampolis lançou em agosto, durante a semana de Dia dos Pais, mais um rótulo sazonal: a Biritis sem Filtris. De cor âmbar, com turbidez típica de uma cerveja não filtrada, ela tem como principais características aromas de malte e notas de fermentação. Além disso, possui características do malte tipo Vienna Larger, apresentando, de acordo com sua descrição, sabor tostado e caramelizado. Tem 5,3% de teor alcóolico e 22 IBUs de amargor.

Coruja
Consagrada como um dos maiores nomes do heavy metal, a banda Angra teve suas três décadas de história homenageadas com duas cervejas artesanais em agosto. O grupo se uniu à Coruja, de Forquilhinha (SC), para criar as cervejas comemorativas dos seus 30 anos. A linha é formada por long necks ilustradas com elementos dos álbuns que marcaram a história da banda. A primeira cerveja é uma Lager leve, com amargor sutil e aroma refrescante, graças ao dry hopping dos lúpulos Cascade e Amarillo. Já a segunda é uma IPA refrescante, com notas frutadas e amargor característico do estilo. A parceria ainda prevê o lançamento de um kit exclusivo, formado por uma garrafa de cada estilo e um copo personalizado da banda.

Cozalinda e Donner
O projeto colaborativo entre Cozalinda e Donner apresentou sua segunda safra. É a ampliação do projeto, agora com mais duas uvas e novidades: a Sympotein Merlot retorna, mas com novas características, e terá a companhia da Sympotein Chardonnay. Para 2022, a Cabernet Sauvignon se somará ao projeto. Na Sympotein Merlot, se manteve o barril em modelo de soleira. Desta forma, os microorganismos que participaram do processo do ano passado ganham a companhia de microrganismos que chegaram junto às uvas usadas em 2021. É uma Wild Ale safrada, que ano a ano vai sempre oferecer uma nova experiência. Já na Sympotein Chardonnay a metodologia segue o conceito de vinho laranja. O mosto da cerveja ficou em contato por 10 dias com as uvas colhidas em Caxias do Sul. Desta forma, capturou maior complexidade das uvas brancas, além de adquirir os microorganismos presentes na fruta.

Cruls
Para celebrar o aniversário de 4 anos, a Cruls lançou duas cervejas artesanais em agosto: a 1892, uma American Strong Ale de 9,8% de teor alcoólico com potencial de envelhecimento; e a Origem, cerveja do estilo New England Double IPA. Conforme a marca, as duas novas cervejas fazem parte de um resgate às origens. De um lado, a 1892 é uma referência à data de início da Comissão Exploradora do Planalto Central. Do outro lado, a série Cosmos faz menção ao ofício do líder da Missão Cruls, o belga Louis Ferdinand Cruls. A 1892 American Strong Ale tem 9,8% de graduação alcoólica, 115 IBUs e está disponível em garrafas 500ml. Já a Origem, da série Cosmos, tem 7,5% de graduação alcoólica, 62 IBUs e está disponível em latas de 473ml e chope.

Dádiva
A cervejaria Dádiva lançou em agosto o terceiro rótulo da Hoppy Breakfast, uma linha de Oatmeal Cream Double IPAs com 70% de aveia em suas receitas, sendo cervejas extremamente cremosas e aveludadas. Na #3 Hoppy Breakfast, foram utilizados os lúpulos Lemondrop e El Dorado, que trouxeram para a cerveja aromas e sabores de frutas cítricas e frutas de caroço, como pêssego e nectarina, finalizando com um toque herbal. Ela tem 8,4% de teor alcoólico, coloração amarelo intenso e 50 IBUs.

Demonho
A Cervejaria Demonho decidiu apostar em duas Russian Imperial Stout para o inverno, ambas lançadas em latas de 473ml e chope. A marca apresentou a Demonho Quer Chocolate, que traz uma base de uma clássica Russian Imperial Stout com adição de nibs de cacau selvagem amazônico. Eles oferecem notas frutadas que remetem a tâmara e cassis, dando suporte à esterificação da levedura inglesa. As notas clássicas de café, chocolate e frutas secas escuras fundem-se com o cacau selvagem. O teor alcoólico é de 11%, com 60 IBUs de amargor. Já a Saudade de uma RIS sem frescura, né, minha filha? é uma RIS sem lactose e adjuntos. Tem 11% de graduação alcoólica e 65 IBUs.

Labirinto
A cervejaria carioca Labirinto está lançando seu primeiro hidromel, o Labee. E a novidade chegou ao mercado no Mead Day, dia internacional do hidromel, que foi comemorado no primeiro sábado de agosto. O hidromel (mead) é uma bebida alcoólica que está presente em diversas culturas desde os primórdios da humanidade e ficou conhecida como “néctar dos deuses” na mitologia grega. Ela utiliza como base três ingredientes: água, mel e leveduras. Através da fermentação, transforma o açúcar do mel em álcool e, em seguida, a mistura passa por um processo de maturação durante meses, até alcançar como resultado uma bebida equilibrada. O Labee é um hidromel tradicional e suave, sendo leve e com alta drinkability. Seu sabor tem um dulçor pronunciado, segundo a Labirinto.

Nacional
A Cervejaria Nacional segue em clima de comemoração pelos seus dez anos e repleta de novidades. A fábrica-bar lançou neste segundo semestre a campanha DNA Nacional, inspirada nos biomas brasileiros. As primeiras cervejas artesanais apresentadas foram a Pampas e a Cerrado, ambas em agosto. Todas foram elaboradas com ingredientes característicos de cada solo e região do país. A Cerrado Porter tem como ingredientes protagonistas a castanha de pequi e o licuri. A erva-mate é o principal ingrediente da Pampas, que possui como base uma English Pale Ale. Seu amargor é de 43 IBUs, tendo 5,4% de teor alcoólico.

Ouropretana
Para celebrar seus 10 anos, a Cervejaria e Destilaria Ouropretana anunciou o lançamento do Ouropretana Whisky Amburana Brown Porter. A bebida aposta no encontro da produção cervejeira com a destilaria, através dos barris feitos de madeira amburana, utilizados em duas produções da casa. O Ouropretana Whisky Amburana Brown Porter é um uísque single malt feito com maltes especiais, destilado em alambique de cobre estilo Pot Still, envelhecido em barris de carvalho norte-americano e finalizado nos barris de madeira amburana que receberam a produção da cerveja Ouropretana Amburana Brown Porter.

Santo Chico
Lançada pelo Santo Chico, a Chiquinha é uma Witbier clara, maltada e muito saborosa. De cor amarelo palha, bastante turva devido ao malte de trigo, chega a ser levemente esbranquiçada. Nela nota-se especiarias: cascas de laranja-bahia, limão siciliano e semente de coentro. Com alta carbonatação, passa uma sensação efervescente, de acordo com o seu descritivo. Levemente cítrica e muito refrescante, o novo rótulo tem 4,5% de graduação alcoólica e 16 IBUs.

Schornstein
A Schornstein completou 15 anos em junho e as celebrações continuam, agora com o lançamento da Doppelbock em edição limitada. A cerveja passou por maturação por cerca de quatro meses e tem os seus aromas inspirados no estilo alemão e em homenagem à cidade natal da marca: Pomerode (SC), conhecida como o município mais alemão do Brasil. A Schornstein 15 Anos Doppelbock é distribuída em garrafa rolhada de 750ml, seu teor alcoólico é de 7,9% e tem 24 IBUs de amargor. Possui coloração âmbar e reflexos alaranjados. O aroma e o sabor do malte prevalecem, com notas de caramelo, toffee e de frutas passas escuras.

Entrevista: Conheça o novo presidente da Abracerva e os seus planos para a associação

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Uma associação nacional, mas que está atenta às demandas específicas de cada região e que se expande a partir do crescimento estadual. É esse o plano de Ugo Todde, novo presidente da Associação Brasileira de Cerveja Artesanal (Abracerva), para restabelecer o status de importante representante do setor para a entidade, também ajudando o segmento a se recuperar após sofrer vários golpes.

Com a repentina saída em meados de julho da então presidente Nadhine França, por questões pessoais, Ugo Todde, até então secretário da Abracerva, foi escolhido pela chapa eleita em outubro de 2020 para ocupar o cargo. Em sua visão, uma seleção que se deu, principalmente, pela sua trajetória de atuação política no Distrito Federal, onde também está a sua marca, a cigana Dümf.

Por lá, ele ainda faz parte da gestão da Abracerva local e participou de articulações com entes públicos e outras cervejarias, uma iniciativa que, sob seu comando, espera ampliar na associação nacional, com a criação de mais regionais e a busca por pautas comuns nos estados, que se transformem em união no setor.

O momento, afinal, como reconhece Ugo Todde, está longe de ser bom para o segmento de cervejas artesanais e, consequentemente, a Abracerva. Afinal, o setor enfrentou uma crise de credibilidade, em função do Caso Backer, uma traumática mudança de comando da associação, com a renúncia da gestão anterior, e uma grave crise, provocada pela pandemia do coronavírus.

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Para Ugo Todde, assim, é necessária uma atuação coletiva para recuperar a relevância da Abracerva. E a estratégia para isso foi abordada na entrevista, abaixo, para a reportagem do Guia. Confira:

Resumidamente, como se deu a sua relação com a cerveja até a criação da Dümf? E como a sua atuação desde então o levou até o comando da Abracerva?
Comecei como colecionador, cheguei a ter uma coleção com 300 cervejas quando nem havia tanta variedade como hoje em dia. E aí, em 2011, eu comecei a fazer como caseiro, tendo a oportunidade de aprender mesmo. Em 2018, eu lancei a cervejaria cigana comercialmente. E já me associei à Abracerva. Comecei no movimento estudantil, participando no DCE, faço parte da coordenadoria de uma fundação em defesa do Cerrado. Então, já tenho vivência dentro dessas estruturas políticas. Em 2019, eu assumi como diretor da Abracerva-DF.

O que você pretende replicar dessa sua experiência no Distrito Federal na Abracerva nacional?
Nesse trabalho, tivemos uma comissão na Câmara Legislativa de defesa da cerveja artesanal, conseguindo fazer um diálogo legal, explicando que a gente precisa de uma atenção para o setor na questão das leis, principalmente na reforma tributária. E a gente desenvolve alguns projetos. O setor também criou uma colaborativa que eu acho que também é um dos principais pontos, que é algo que estou levando para a nacional, para reproduzir nas outras regionais. A gente está na segunda edição, a primeira foi no ano passado, e o intuito é basicamente unir o setor, com as pessoas conhecendo e agregando mais para a associação, com novos associados. Eu acho que um dos grandes desafios dos próximos meses é justamente aumentar a vivência da associação, porque infelizmente ela está bem baixa, trazendo os associados de volta, acreditando na força da Abracerva. Precisamos partir do pressuposto do fortalecimento das regionais, além da criação de novas.

E como vinha sendo a sua atuação nesta gestão da Abracerva, antes de assumir a presidência?
Vinha trabalhando na questão das colabs, em São Paulo estava bem adiantada, junto com o Giba, da Tarantino. Tem alguma conversa também para que se faça essa colab em Minas Gerais, além de abrir uma regional lá. Se conseguir, quero criar regionais em todos os estados.

O que o levou a ser escolhido para suceder a Nadhine?
A Nadhine teve essa oportunidade de sair do país. Está certa, tem que se capacitar. A gente precisava trazer essa possibilidade de um presidente que já tem acesso aos poderes, ao Legislativo nacional.

Como tem sido essas conversas com as lideranças políticas e quais são as principais pautas da Abracerva?
A gente já tem tratativas com deputados para começar a fazer trabalhos e escutar todo setor, para que possa ter um crescimento real. E esse diálogo é fundamental para conseguir o que a gente precisa. A questão tributária é uma coisa urgente, já passou da hora de fazer uma tributação diferenciada. Não tem como a gente continuar pagando os mesmos impostos que as grandes indústrias E trazer mais associados. Uma associação forte é uma associação que tem os associados ativos, com o fortalecimento das regionais. E também trazer mais diversidade no setor, ouvindo os sommeliers, os ciganos. Eu acho que o setor está bem fragilizado nesse momento, foi o mais impactado pela pandemia por trabalhar com aglomeração, com evento, com bares cheios.

O setor passou por uma série de problemas recentemente, como o Caso Backer, a pandemia e a renúncia da diretoria anterior da Abracerva. Como recuperar o segmento e a associação em meio a um cenário tão complicado?
Acho que precisa ter maturidade para separar as coisas. Com união dentro do setor, os objetivos se tornam mais fáceis de serem alcançados. Foram abalos bem grandes, especialmente os que envolvem a própria Abracerva. É um desafio mesmo, mas acho que com calma, fortalecendo as regionais, trazendo mais as pessoas, as cervejarias, os associados, é inevitável que a gente retome o crescimento. São fases. A gente passou por uma fase bem complicada, mas vai passar por ela. O governo não ajudou nem um pouco. Acredito que a união do setor, com fábrica, ciganos, todos, vamos ter um crescimento.

Como enxerga a criação de uma outra associação, a Federação Brasileira das Cervejas Artesanais (Febracerva), ocorrida em fevereiro?
Soma para o setor. Participamos de reuniões juntos, com outros players. Vem mais com o intuito de defender as fábricas. Tem o papel dela e o seu trabalho. A Abracerva vem com o papel de defender todo o setor. Não só as fábricas, mas fábricas, ciganos, sommeliers, pontos de venda. Se foi necessário, se sentiram a necessidade de criar uma outra associação, a Abracerva pode ajudar. Se o objetivo for fortalecer o setor, podem contar com a gente.

A atual gestão da Abracerva vai até 2022. Como espera que esteja a associação ao fim desse período?
O objetivo é voltar a ter pelo menos 800 associados adimplentes, chegando a uma média da mais de mais de mil associados para a associação voltar a ter aquela força e condições de trabalhar pelo setor. É um trabalho que precisa ser feito, de formiguinha, com todas as regionais, de trazer mais associados.

O que a Coca-Cola sinaliza para o futuro do setor ao comprar a Therezópolis

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Pode até não ser imediatamente. Mas o setor cervejeiro, que tem 95% do mercado brasileiro concentrado em Ambev, Grupo Heineken e Grupo Petrópolis, poderá ganhar no futuro um quarto participante relevante: a Coca-Cola. E, caso essa possibilidade se confirme, o marco inicial da chegada de um novo ator terá sido a aquisição da Cerveja Therezópolis, anunciada pela Coca na semana passada.

Para entender o impacto e, principalmente, os sinais dessa compra, a reportagem do Guia ouviu analistas de relevantes bancos de investimento. Eles destacam ainda ser cedo para prever a estratégia da Coca-Cola no Brasil, após duas das principais distribuidoras do seu sistema, a Femsa e a Andina, adquirirem a Therezópolis. Mas apontam que, para recuperar a rentabilidade perdida com o fim do acordo de distribuição das duas principais cervejas do Grupo Heineken, não será surpresa se a marca de refrigerantes realizar novas aquisições.

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“Com o fim da parceria da Heineken, que anunciou que pararia de utilizar o Sistema Coca-Cola, os volumes de cerveja a serem distribuídos pela Coca-Cola Femsa e Andina deverão ter forte queda. Dessa forma, com menos volume fluindo em sua estrutura, há menor diluição de custos e perde-se rentabilidade. A recente aquisição da Therezópolis irá compensar apenas parcialmente essa condição, portanto não seria estranho esperar novas aquisições no futuro próximo”, comenta, ao Guia, Leonardo Alencar, analista da XP Investimentos.

Alencar ressalta, ainda, que a Coca-Cola, caso queira, de fato, tornar-se uma companhia atuante no setor cervejeiro, possui qualidades suficientes para concorrer com as principais empresas do segmento. “Caso este seja apenas um primeiro passo no processo de construção de um portfólio de cervejas, teríamos a formação de um novo player com vantagens competitivas relevantes”, avalia o analista da XP.

A aquisição da Therezópolis pela Coca-Cola se insere em um contexto de mudanças na distribuição de cervejas pela marca de bebidas. Segundo acordo firmado com o Grupo Heineken em fevereiro, a empresa norte-americana de refrigerantes deixa de distribuir as marcas Amstel e Heineken, ainda que continue sendo responsável pela entrega de outras cervejas pertencentes ao portfólio da companhia, casos de Eisenbahn, Bavaria, Kaiser, Sol e Tiger, recém-lançada no mercado nacional.

Leandro Fontanesi, analista do Bradesco BBI, enxerga vantagens para marcas que se associarem às fornecedoras da Coca-Cola, pois poderão acessar novos mercados. “O novo contrato com a Heineken dá mais flexibilidade para o sistema Coca-Cola fazer aquisições e até assinar parcerias com outras empresas. Faz sentido adicionar cerveja porque é um mercado bem relevante e permite ocupar mais os caminhões de entregas. Além disso, as marcas de cerveja podem se beneficiar da força da marca Coca Cola para entrar nos pontos de venda”, analisa ao Guia.

O analista da XP Investimentos, contudo, pondera que o acordo não deverá ter tanto impacto para a Therezópolis, até pelas características do negócio da empresa da Serra Fluminense. A marca conta com seis rótulos em seu portfólio, sendo vista como uma cervejaria que se posiciona entre as artesanais e as premium, pois costumeiramente é encontrada em grandes redes varejistas.

“Acredito que o impacto imediato não deverá ser significativo, uma vez que, apesar de ter acesso a uma capilaridade comercial extremamente interessante, algo que é um diferencial competitivo de grandes cervejarias como a Ambev, por exemplo, isso não deve mudar de imediato o perfil de cervejaria artesanal da Therezópolis, onde a limitação da produção está alinhada à filosofia do segmento”, comenta Alencar.

Os planos da Coca-Cola
No anúncio do negócio, as distribuidoras disseram que a transação “faz parte da estratégia de longo prazo da Coca-Cola para complementar seu portfólio de marcas de cerveja no Brasil”. Na visão de Alencar, a aquisição também ajuda a compor o sistema comercial do Sistema Coca-Cola, juntando em sua operação duas divisões do setor de bebidas que funcionam, em termos de demanda e distribuição, de forma bem diferente.

“A construção de um sistema comercial com alta granularidade leva tempo e exige muitos recursos, sobretudo para produtos que exigem maior frequência de entrega e que possuam também eventos sazonais bem marcados, como é o caso da cerveja, enquanto a estrutura de distribuição para bebidas não-alcoólicas tem menor volatilidade ao longo do ano”, aponta o analista da XP. “A associação de ambas, portanto, deve rentabilizar mais essa estrutura mesmo que o processo de venda possa não ser idêntico.”

Em julho, em teleconferência após a apresentação do balanço da Femsa Coca-Cola, o diretor financeiro Constantino Spas havia indicado que a empresa buscava um novo posicionamento no setor cervejeiro do Brasil após selar o novo acordo com o Grupo Heineken. E, assim, ele começou a se concretizar a partir da aquisição da Therezópolis.

Estamos atualmente em conversas com uma série de outras cervejarias internacionais, bem como com algumas ideias interessantes sobre marcas locais. Isso está em andamento e podemos implementá-lo, sem dúvida, nos próximos meses. Acho que vamos acabar com um portfólio muito sólido, um portfólio que cobre desde o segmento econômico até o super premium no Brasil, que é muito relevante, com diferentes tipos de oferta de cerveja

Constantino Spas, diretor financeiro da Femsa Coca-Cola

Para Fontanesi, analista do Bradesco BBI, a Coca-Cola está, em um primeiro momento, com a compra da Therezópolis, aproveitando o vácuo provocado pelo acordo de fornecimento com a Heineken para buscar outras parcerias dentro do setor cervejeiro.

“Apesar de ser uma aquisição relativamente pequena para a Coca Cola, faz sentido porque ela deve ter um gap no portfólio de marcas premium com as marcas Heineken e Amstel indo da distribuição da Coca-Cola para a da Heineken (transição deve ocorrer no 2S21), de acordo o novo contrato de distribuição que deve valer pelo menos até 2026”, acrescenta Fontanesi.

Já o BTG Pactual, em um relatório produzido pela sua equipe de analistas, avaliou que as últimas ações no setor cervejeiro – incluindo a aquisição da Therezópolis pelas empresas do Sistema Coca-Cola – mostram que as distribuidoras continuarão tendo um papel importante dentro do segmento.

“Não apenas vemos menos riscos com a transição gradual das marcas Heineken e Amstel para o sistema de distribuição da Schin, mas também vemos os engarrafadores continuando a ser players relevantes de cerveja com o claro potencial de ganhar escala adicional à medida que novas marcas sejam adicionadas aos seus caminhões”, projetam seus analistas.

Mas, se ainda é preciso esperar algum tempo para entender se há mais razões por trás da aquisição da Therezópolis pelas fornecedoras da Coca-Cola, o analista da XP Investimentos destaca que a realização do investimento no atual cenário econômico brasileiro demonstra a força do setor cervejeiro brasileiro e o seu potencial para expansão, mesmo diante das incertezas enfrentadas nos últimos meses por causa da pandemia do coronavírus.

Isso também reforça o potencial que o mercado cervejeiro tem no Brasil e confirma a recuperação mais rápida do que o esperado após os piores momentos da pandemia, mesmo enquanto bares e restaurantes ainda não tinham retomado suas operações de maneira regular

Leonardo Alencar, analista da XP Investimentos

Conheça as envolvidas no negócio
A Femsa Coca-Cola, com sede na Cidade do México, é considerada a maior distribuidora de produtos da Coca-Cola no mundo. São 3,3 bilhões de caixas unitárias negociadas anualmente, com quase 2 milhões de pontos de venda. A empresa tem 49 fábricas e 268 centros de distribuição.

Presente no Brasil há 18 anos, a Femsa Coca-Cola é responsável pela distribuição do Sistema Coca-Cola em São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul. Já a Andina atua na Argentina, no Chile e no Paraguai, sendo que no Brasil atua com os produtos da Coca-Cola no Rio de Janeiro e Espírito Santo.

A Therezópolis foi fundada em 1912 na região serrana no Rio, mas teve a produção interrompida em 1922. A sua retomada se deu em 2006. E, até sua venda para as engarrafadoras da Coca-Cola, fazia parte do grupo Arbor Brasil, que conta, no seu portfólio, com a Catuaba Selvagem e o vinho Cantina da Serra.

Schornstein lança Doppelbock em edição limitada para celebrar 15 anos

A Schornstein anunciou o lançamento de um rótulo especial para celebrar o seu aniversário de 15 anos, completados em junho. Trata-se da Schornstein 15 Anos, uma Doppelbock envasada e comercializada em garrafa rolhada de 750ml, com teor alcoólico de 7,9% e amargor de 24 IBUs.

A marca pertencente à CBCA explica que o seu novo rótulo foi preparado de modo especial: passou por cerca de quatro meses de maturação e tem os seus aromas inspirados no estilo alemão. Também é uma homenagem à cidade natal da marca, Pomerode (SC), conhecida como o município mais alemão do Brasil.

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O sócio-fundador da Schornstein, Maurício Zipf, conta que, além de ser um tipo de cerveja que lhe agrada muito, a Doppelbock também é considerada um dos estilos mais nobres da escola alemã.

“Para uma data tão especial como essa para nós, precisava ser uma cerveja de um estilo representativo, de muito bom gosto, com características sensoriais muito marcantes, uma cerveja muito bem trabalhada”, explica o sócio-fundador da Schornstein.

Em edição limitada, a bebida especial possui coloração âmbar e reflexos alaranjados. A sua descrição garante que o aroma e o sabor do malte prevalecem, com notas de caramelo, toffee e de frutas passas escuras.

Também em iniciativa para celebrar os seus 15 anos, a Schornstein lançou um mini documentário dividido em três partes que conta o passado e o presente, mirando o futuro da marca. O material está disponível nas redes sociais da cervejaria catarinense, que hoje faz parte da CBCA.

Afeganistão: Cervejas repatriadas pela Alemanha e outras histórias da bebida

O processo de saída das forças de segurança estrangeiras no Afeganistão foi acompanhada, na sequência, pela retomada do poder pelo Taleban, concluída nos últimos dias. Acabou sendo o encerramento de uma intervenção iniciada em 2001, após o ataque às torres do World Trade Center pela Al-Qaeda, e que termina com a volta do país ao obscurantismo. Paralelamente, ao menos de modo oficial, as últimas latas de cerveja foram retiradas do Afeganistão.

Por lá, afinal, o consumo de bebidas alcoólicas é proibido para habitantes locais. Mas existiam exceções para estrangeiros. E foi dentro desse contexto que tropas internacionais tinham acesso a elas, como no caso do Exército da Alemanha que, ao partir em retirada após longos anos de atuação no Afeganistão, também levou consigo a sua cerveja.

A Bundeswehr, como é conhecida as Forças Armadas da Alemanha, preparou uma operação para repatriar 65 mil latas de cerveja que estavam no Afeganistão, além de garrafas de outras bebidas, como o vinho, o espumante sekt e o drinque shandy. Elas estavam em Camp Marmal, até então a principal base das tropas alemãs no país e localizada em Mazar-i-Sharif.

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Nas últimas semanas, os soldados alemães no Afeganistão já não podiam consumir qualquer bebida alcoólica, incluindo a cerveja, em função do avanço da violência e do risco real de ataques, um aumento da tensão que coincidiu com o anúncio dos Estados Unidos e da Otan da retirada do país. E não havia a possibilidade de repasse ou mesmo venda da bebida por lá, em função da proibição de consumo.

A ação de retirada de latas de cerveja pela Alemanha no Afeganistão, porém, foi alvo de críticas de alguns políticos e parte da imprensa. O sensacionalista tabloide Bild, o jornal mais vendido do país, por exemplo, relacionou a iniciativa com a falta de apoio a cidadãos afegãos e estrangeiros para deixarem o país após a retomada do poder pelo Taleban.

As contas são de que a Alemanha ajudou mais de 2 mil habitantes locais a saírem do Afeganistão. Mas o caos no aeroporto de Cabul teria impedido a chegada de outros aviões. “Aqueles que trabalharam por muitos anos para a Alemanha e arriscaram suas vidas aparentemente valem menos do que latas de cerveja para o governo federal”, afirmou trecho de reportagem do diário.

Consumo de álcool
Como o álcool é proibido no Afeganistão, os dados oficiais, de acordo com a OMS, eram de consumo zero per capita em 2016, ano do seu último relatório mundial sobre o tema. Mas o número é de 0,2 litros per capita quando a organização contabiliza os dados não oficiais. E a razão é simples: a liberação para estrangeiros.

Os locais são proibidos de portar e consumir álcool, mas existiam inúmeros estabelecimentos com licenças para vender bebidas a estrangeiros, em um compromisso pragmático – alcançado após a queda do Taleban – para satisfazer o desejo de expatriados no Afeganistão. Além disso, turistas estrangeiros podiam portar duas garrafas de bebidas alcoólicas na chegada ao país.

Nos quase 20 anos de presença estrangeira, alguns incidentes teriam envolvido o consumo de álcool. No mais trágico deles, 16 civis foram mortos, em ação conhecida como Massacre de Kandahar. Relatos locais apontaram que soldados norte-americanos estariam bêbados quando houve o ataque a afegãos, em 2012. Desde então, os Estados Unidos proibiram o consumo de bebidas alcoólicas em suas bases.

Nas forças europeias, porém, o consumo de álcool não chegou a ser banido durante o período de ocupação. E as informações eram de que cada soldado da Alemanha podia beber duas latas de cerveja por dia.

A imprensa internacional também publicou relatos sobre a venda de bebidas no mercado negro e a sua permissão a estrangeiros por lá. Foi o caso da The Wine Economist, com uma matéria sobre como um articulista teve acesso a vinho e outras bebidas alcoólicas, comprados ilegalmente de locais.

Mas o texto mais contundente e premonitório provavelmente foi publicado como artigo de opinião no Guardian, por Seema Jilani, em 2010, com o título (em uma tradução livre) “Ficando bêbado em bares de Cabul? Passe o saco de vômito”.

“Em vez de bater à sua porta apenas quando ocorre uma morte ou explosão, talvez caberia aos diplomatas e aos jornalistas fazer amizade com aqueles que fazem parte dos movimentos de base e que trabalham com os líderes locais. Seu domínio da política do Afeganistão poderia influenciar de forma construtiva a política externa, se apenas largássemos nosso rum com coca e escutássemos”, escreveu Jilani. 

A volta do obscurantismo
Em 15 de agosto, o então presidente Ashraf Ghani fugiu do Afeganistão para o Tajiquistão, enquanto o Taleban tomou o palácio. Foi um fracasso para a ação liderada pelos norte-americanos, que viu o grupo radical islâmico reassumir o poder logo após o início da operação de saída das tropas dos EUA. E, na última quinta-feira, o país voltou a ser um emirado islâmico.

O retorno do Taleban é assustador especialmente para as mulheres, pois seus partidários adotam uma visão extrema do Islã, proibindo-as de estudarem e trabalharem. Além disso, ao tomar cidades nas últimas semanas, o grupo exigia das famílias a entrega de mulheres solteiras e meninas para que se casem com os seus combatentes.

O desespero ficou nítido nos últimos dias com imagens chocantes do caos no aeroporto de Cabul, com pessoas tentando embarcar nos aviões militares. Alguns viajaram superlotados, enquanto em outros pessoas se agarravam a trens de pouso e asas, para caírem logo depois. Além disso, houve dura repressão a protestos.

Por durabilidade, BravoZero reforça aposta em chopeiras de maior capacidade

A definição de uma estratégia para atuar no mercado passa diretamente por decisões que envolvam o melhor atendimento das demandas. Uma das referências em chopeiras elétricas no país, a BravoZero optou por priorizar o fornecimento de equipamentos com capacidade de ao menos 50 litros/hora a partir do entendimento de que elas oferecem melhor custo-benefício para a companhia e, principalmente, o comprador e seu consumidor.

Antes com opções de 30l/h, 50l/h e 70l/h, a BravoZero decidiu retirar a opção de capacidade menor do seu portfólio, por avaliar que as chopeiras elétricas maiores funcionam melhor e têm mais durabilidade na arte de manter a pressão, a temperatura e o sabor da bebida.

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Assim, para a BravoZero, os benefícios de eficiência e capacidade de refrigeração oferecidos por um grande compressor eram maiores do que a diferença de custo para os de menor capacidade. E isso levou a empresa a se concentrar no fornecimento de chopeiras com capacidade de ao menos 50 litros/hora.

“Com o propósito de oferecer o melhor custo-benefício aos nossos clientes, principalmente a médio e longo prazo, decidimos focar no produto de qualidade, eficiência e alta durabilidade, garantindo que os consumidores não terão nenhuma frustração no momento de apreciar o seu chope e nem mesmo em questão de investimentos por parte do proprietário da chopeira, que terá um produto de alta durabilidade”, conta Wilson Seiti Harada, sócio-coordenador de projetos da Eidee, empresa responsável pela BravoZero.

Essa capacidade também é vista como ideal para o bom funcionamento do compressor, o que garante um melhor controle de temperatura e lhe assegura uma vida útil maior. “O compressor sofre menos desgaste durante seu tempo de uso, e esse tempo de durabilidade já compensa os valores de investimento”, acrescenta Harada.

A BravoZero também destaca a propriedade de armazenamento térmico – promovida pelo sistema Booster – como um dos diferenciais das suas chopeiras, permitindo a manutenção da temperatura e evitando surpresas desagradáveis quando o chope é servido.

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“Ele possui um banco de gelo térmico entre o sistema de refrigeração e a serpentina do chope, que aproveita o momento de ociosidade ou logo que ligado na tomada, armazenando a temperatura gelada. Desta forma, ao consumir o chope continuamente, a chopeira estará preparada com a sua carga térmica para manter estável por muito mais tempo a temperatura do chope, evitando que, depois de alguns copos, o chope saia quente”, explica Harada.

Armazenamento térmico
O profissional da Eidee assegura, inclusive, que o sistema Booster ajuda a manter a bebida gelada por um período maior, mesmo em situações em que ocorram contratempos inerentes ao funcionamento da chopeira elétrica da BravoZero.

Uma das experiências que ocorreu com um de nossos clientes foi que, em uma festa com queda de energia elétrica, a chopeira continuou a servir chope gelado por mais 40 minutos

Wilson Seiti Harada, sócio-coordenador de projetos da Eidee

Até por isso, uma das vantagens oferecidas por esse sistema é logístico: a possibilidade de encher vários copos de chope de uma vez, como destaca Harada. “Por utilizar um sistema de armazenamento térmico, é capaz de retirar até 4 copos de 500ml sem a necessidade de ligar o compressor e sem variação de temperatura.”

E a tecnologia Booster ainda evita o travamento do compressor. “Inclusive, o sistema da BravoZero, por trabalhar com baixo nível de pressão de gás, evita de maneira significativa a possibilidade de travar o motor por excesso de pressão”, conclui Harada.

Artigo: Empresas no Brasil x Altos impostos

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*Por Gerson Luiz Dunca

Criar e ter uma empresa no Brasil é sofrível! Não é fácil para muitos, talvez para a maioria.

O empreendedor tem uma ideia e um ideal na cabeça, abre a empresa e começa a luta. Já na contabilidade começam as dificuldades. É burocracia demais na área municipal, estadual e federal.

Depois de algum tempo, geralmente bastante tempo, você consegue os documentos e parte empolgado para o trabalho.

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Busca fornecedores, colaboradores, parte para a produção e vai correr atrás de clientes que queiram comprar o seu produto.

Começam as vendas, mas nem sempre. E nem tão rápido! Surgem os primeiros faturamentos, depois de muitas negociações com os clientes, que geralmente barganham desconto sobre os preços de venda.

Começa a cair a ficha para o empreendedor. Vem a conta a pagar dos impostos gerados sobre o valor faturado, que precisa ser repassado aos governos. Estes, são gananciosos…

A carga tributária brasileira é assassina. Mata sem piedade o empreendedor. Com um fuzilamento neste nível, nesta proporção, poucas empresas sobrevivem. Muitas delas nem conseguem completar um ano de vida.

Os famigerados impostos duplicam e até triplicam o valor de venda, e a empresa, não tendo preços competitivos, quebra, deixando o empreendedor com grande prejuízo ou endividado.

A política dos governos é arrecadar o máximo possível, e não incentivar o crescimento. Estas altas taxas tributárias estão embutidas no preço de venda, quem paga são os compradores finais.

Elas elevam demais os preços de venda. O consumidor, com o orçamento comprometido com as necessidades básicas, não compra.

Se não compra, a empresa não vende, se não consegue vender, não tem lucro, e sem lucro a empresa quebra e a economia do Brasil não gira.

Fica tudo parado ou indo mais ou menos, o que é um costume no Brasil. Poucas empresas se destacam. A maioria absoluta sofre.

Os governos são gananciosos. Com máquinas governamentais onerosas e dispendiosas necessitam cada vez mais de dinheiro para pagar as mordomias.

Sobra pouco para os investimentos necessários para retribuir aos contribuintes de uma maneira geral. Isso é assim no Brasil já faz tempo!

A redução dos impostos é essencial para a sobrevivência das empresas e para o giro da economia no Brasil.

Os governos não conseguem ver que os impostos virão não das altas taxas cobradas atualmente, mas do alto consumo que virá com a redução dos preços dos produtos. Com a pandemia, nem se fala. Isso é necessário e urgente!

Margem de 25% de ICMS + 15% de IPI (Imposto burro sobre Produto Industrializado), só para dar um exemplo, é simplesmente uma bomba em cima das empresas e dos consumidores finais. Lembrando que as taxas tributárias são acumulativas. Cada vez que se vende, volta-se a pagar todas as taxas novamente. O imposto teria que ser único, cobrado somente na venda final.

Várias empresas abrem e fecham anualmente no Brasil, ao contrário de outros países, onde a maioria das empresas são centenárias.

Quantas empresas centenárias genuinamente brasileiras ainda existem hoje? Em Santa Catarina, nos últimos anos, fecharam dezenas delas.

Felizes as empresas no Brasil que hoje chegam a 20 ou 30 anos de existência. Estas são heroínas!

Será que estas quebradeiras são devido ao empresário brasileiro, que não sabe ser dono de empresa? Não! Somos talvez um dos melhores empreendedores mundiais.

Quem tem, e sobrevive no Brasil, pode ter uma empresa em qualquer parte do mundo. O empresário brasileiro é um herói reconhecido mundialmente.

O problema puro e simples no Brasil está nesta carga tributária assassina, cruel e desmotivante. Hoje ganha dinheiro no Brasil quem especula, e não quem produz!

Coitados dos micros, pequenos e médios empresários… Triste futuro!


*Gerson Luiz Dunca é diretor das empresas America Brewing Company (WO Beer), Moema Gourmet Delivery, Sanibel Cosméticos Digital e AC Opportunity Brasil

Mais rótulos, novos públicos e casa própria: Os planos do recomeço da Three Hills

Dois anos depois, um novo recomeço. É assim que Ivan Tozzi encara a nova fase da Three Hills, agora liderada por ele em “carreira solo”. Afetada pela pandemia do coronavírus e por uma mudança societária, a marca ficou meses sem produzir. Mas, agora, retorna com mudanças de identidade e foco: a promessa é de reforçar a busca por novos públicos e ter mais rótulos. E, em breve, espera contar com o seu próprio estabelecimento.

Criada em 2019, a Three Hills nasceu de uma sociedade entre Nathalie Velasques e Ivan Tozzi, ganhador do concurso Eisenbahn Mestre Cervejeiro em 2017. Atingida pelos efeitos da crise sanitária, um problema recorrente no período no setor, a marca inicia nova fase agora, no segundo semestre de 2021, um período que coincide com a gradual retomada de bares e restaurantes, além do avanço na vacinação contra o coronavírus.

E volta com novidades. A primeira delas, em sua gestão. Por uma decisão pessoal, Nathalie deixou a sociedade que fundou a cervejaria, agora com Tozzi sendo o único responsável pela gestão da Three Hills.

“A minha sócia desistiu do negócio. Acertamos que eu manteria a marca depois de esgotado o estoque. E aí eu continuaria. Mas acabou sendo mais pesado, tivemos que negociar muita coisa, algo que foi se arrastando. Até o fim da sociedade foram meses. E eu parei de fabricar, precisei encerrar o CNPJ. Em junho/julho consegui fechar a empresa e abrir uma nova”, conta o sócio-fundador da marca.

E, por ideias consolidadas durante a pandemia, ele promete dar uma nova cara para a marca. Tozzi garante que a Three Hills, reconhecida no início da sua gestão pela valorização da participação feminina no segmento cervejeiro, seguirá em busca de um setor mais democrático. Mas agora com um olhar diferente.

Para isso, ele promete que a marca estará presente em eventos que valorizem a cerveja, mas não a tenha como foco principal, com a expectativa de ampliar o seu público, não se restringindo aos beer geeks.

“Quero trabalhar mais a questão da democratização, levando a cerveja para outros públicos, outros tipos de eventos, sair um pouco de São Paulo. A ideia é participar de eventos mais abertos, que não tenham só beer geeks. Mais Memorial da América Latina e menos Mondial de la Bière. Isso também envolve os canais de venda. Vamos entrar, por exemplo, no Magalu.”


Além disso, quem comprar as latas da Three Hills poderá entrar em contato com o conhecimento cervejeiro. Cada uma delas, afinal, passou a ter um QR Code que dará acesso gratuito ao conteúdo da Rise Beer, escola cervejeira da qual Tozzi é um dos professores, por sete dias.

Mais rótulos
A Three Hills também promete ser mais ativa, apresentando mais novidades. Se de 2019 para cá quatro rótulos fixos chegaram ao mercado – Helena, Luiza, Gabriela e Alice –, a expectativa é de maior variedade. Para isso, prevê a realização de mais lançamentos, ainda que em volumes menores. Essa diversificação, inclusive, levou a marca cigana a trocar de fábrica. Saiu da StartUp Brewing e agora passou a produzir na Demokrata, no ABC paulista, com estrutura que casa melhor com as suas novas demandas.

Essa nova parceria ganhou seu primeiro experimento neste mês, com o relançamento da Helena, uma Cream Ale. E com outra novidade: a maior parte do seu envase – cerca de 70% – se dá em latas, uma predominância impensável antes da pandemia, mas que se tornou alternativa e, depois, tendência com o fechamento de estabelecimentos e a proibição de realização de eventos.

“Fiz só 30% para barril porque a saída ainda está muito na lata e pela internet. E estamos colocando foco nisso. Vai continuar muito forte esse tipo de venda. E o growler veio para ficar. O consumidor vai querer receber as coisas em casa, mesmo que volte para o bar”, argumenta Tozzi.

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Nessa volta, outra novidade percebida por ele é que até os barris de chope utilizados vêm tendo capacidade menor. “São barris pequenos, de 20 litros. O pessoal está trabalhando com barris menores, para ter mais giro. É outra novidade do mercado.”

A volta com a Helena é o passo inicial da retomada da produção da Three Hills. E, para cumprir a promessa de realizar mais lançamentos, cada lote das suas cervejas anteriores virá seguido pela chegada ao mercado de uma novidade, sendo que a próxima será uma Russian Imperial Stout, a Mila, que até foi lançada em 2019, mas apenas em barril.

Outros planos
A retomada das atividades pela Three Hills também vem cheia de planos por parte de Tozzi. Para ele, as mudanças no setor provocadas pela pandemia indicaram a necessidade de as cervejarias estreitarem a relação com o consumidor final. E a marca, pelo que indicou seu fundador, deverá ter seu espaço no interior paulista.

A gente vai ter de possuir um ponto de venda. Os bares não seguram mais a produção das cervejarias. E eu tenho planos de ter um ponto no interior de São Paulo, ainda que com a produção e a distribuição se mantendo na capital. Creio que também vai aumentar muito a venda direta para o consumidor

Ivan Tozzi, sócio-fundador da Three Hills

Além disso, ao mesmo tempo em que mira novos públicos para a Three Hills, Tozzi também pensa em ter uma segunda marca, com cervejas mais especiais, como revela. “Quero ter uma marca específica, com garrafas, cervejas de guarda, algo com poucas unidades. Já tenho até o registro da marca. Agora estou com muita coragem.”

O que levou Academia da Cerveja e Krater a se unirem na busca por escritor

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Para auxiliar na democratização e no desenvolvimento do setor cervejeiro nacional, a Editora Krater e a Academia da Cerveja, da Ambev, anunciaram a realização de um concurso para encontrar um autor a uma próxima publicação segmentada. A ideia é colocar em pauta a necessidade da produção e publicação de conhecimento sobre cervejas a partir de demandas específicas do mercado brasileiro.

“Esperamos despertar o interesse de profissionais de diversas áreas de conhecimento envolvidos com o mercado da cerveja para sistematizar seu acúmulo em investigação ou experiência, transformando-os em conteúdo publicável em formato de livro”, afirma Diego Masiero, cofundador da Editora Krater.

Para realizar a ação, a Krater tem a parceria da Academia da Cerveja. Tendo em seu DNA a divulgação do conhecimento e da cultura cervejeira, a instituição da Ambev entendeu que o projeto está alinhado com os seus objetivos dentro do segmento, como destacou o gerente Alexandre Esber.

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“Nosso desejo sempre foi o de contribuir o máximo possível com o nosso ecossistema, sempre mirando a democratização do acesso à informação, independentemente do público. Com menos de um ano no ar, 100% online, foi uma honra termos sido reconhecidos pelo nosso trabalho e contatados pela Editora Krater para fazer parte de um projeto com tamanho propósito”, aponta Esber, para depois complementar.

Assim que soubemos da iniciativa, direcionamos todos os nossos esforços para fazer a ação acontecer da melhor forma possível, dando reais chances para que os milhares de talentos que temos hoje na cena cervejeira possam ser reconhecidos e valorizados. Acreditamos que esse tipo de movimentação possa estimular alunos, professores, pesquisadores e entusiastas, e lançar luz sobre a importância da ciência por trás de uma das bebidas mais consumidas do nosso país

Alexandre Esber, gerente da Academia da Cerveja

O gerente da Academia da Cerveja espera que a iniciativa ajude a fomentar o setor no Brasil a partir da divulgação do conhecimento, apontando que o país possui outras virtudes que podem contribuir para o crescimento da atividade. Mas Esber destaca que isso só vai ocorrer com a participação da ciência. “Temos tudo aqui no nosso país: insumos, clima, tecnologia, boas cervejarias, mão de obra qualificada, incontáveis talentos, criatividade e muita força de vontade. Mas, é verdade, nos falta referência bibliográfica cervejeira brasileira.”

Assim, Esber espera que, juntas, Academia da Cerveja e Krater mudem uma lógica que tem marcado o setor cervejeiro brasileiro: a de buscar conhecimento a partir de referências estrangeiras, já que ainda há um déficit de trabalhos científicos locais. Assim, acredita que a união servirá para mostrar ser possível desenvolver a ciência cervejeira local.

“É justamente pela carência de investimento na ciência, nas pesquisas, na academia como um todo. Essa ação surge muito com o objetivo de dizer para essas pessoas que existem outras pessoas e empresas dispostas a olhá-las de perto, consumir seu trabalho e investir no seu desenvolvimento”, garante Esber.

A competição
O concurso será realizado em três etapas:

  • Até 30 de novembro de 2021, o candidato poderá subir a sua proposta em uma plataforma exclusiva e, de modo anônimo, ela será submetida ao voto popular;
  • Após a votação do público, as 10 propostas mais votadas serão submetidas a avaliação de um júri especializado;
  • As três propostas melhores colocadas serão submetidas a uma rodada de apresentação, que deverá acontecer em torno de março de 2022.

O vencedor contará, inicialmente, com pelo menos mil exemplares de sua obra impressos, além do adiantamento de royalties no valor de R$ 5 mil.

O prazo de inscrição foi pensado para dar tempo de as pessoas montarem uma proposta, depois havendo cerca de um ano para a entrega da obra. “Você vai ter a estrutura do projeto pensado e consegue fazer um trabalho de investigação para fundamentar a proposta, mas você só vai ter que escrever a obra completa, de fato, uma vez que for escolhido. Então tem bastante tempo para começar”, explica Masiero.

Mesmo com as dinâmicas do voto popular e da rodada final emulando a experiência de um “reality show”, o sócio da Krater assegura que o ambiente competitivo é meramente pano de fundo para que o projeto reverbere entre toda a comunidade cervejeira brasileira, produzindo engajamento e discussões acerca das áreas de saber e de projetos que preencham lacunas mais urgentes, além de abrir espaço para publicações futuras. “Apesar de o edital garantir uma publicação apenas, confiamos que um dos resultados do projeto vai ser a apresentação de outros projetos com potencial de publicação a médio prazo.”

Para Masiero, a competição também é uma forma de se obter informações mais precisas a respeito das preferências do leitor de literatura cervejeira. “Como é aberto em redes sociais, a gente começa a identificar com mais clareza que tipo de publicação as pessoas querem ler”, conta.

E o sócio da Krater destaca que o concurso é aberto para qualquer tipo de escritor ou estilo. “A gente espera que tenha uma boa participação de acadêmicos que já estejam publicando, escrevendo ou investigando a respeito. Esse é um dos perfis que a gente acha que deva se confirmar. Também existem pessoas que, talvez, já não estejam mais vinculadas com a academia, mas que são profissionais da cerveja e que sintam-se aptos a sistematizar e compartilhar seu conhecimento em forma de publicação.”

Ele também crê que jornalistas ou mesmo profissionais que não tenham um conhecimento técnico das etapas da produção cervejeira também possam ser contemplados no concurso. “O objetivo principal é que a gente saia com publicações técnicas, mas não estamos fechados. Então, pode ser que tenha alguém que apresente um livro de cartuns com a história da cerveja, por exemplo. A gente não colocou restrições nesse sentido, deixamos bem aberto o campo de jogo, para ver o que vai surgir”, acrescenta Masiero.

Desafios da Krater
O concurso organizado pela Krater em parceria com a Academia da Cerveja coincide com um momento em que a editora tem se estruturado e conseguido dar passos mais firmes. Algo fundamental para o que ele acredita ser uma missão: ter mais publicações com conteúdo original e nacional, contribuindo com o fortalecimento da produção de conhecimento e sistematização dos saberes que já existem por aqui.

“A gente tem uma história cervejeira, principalmente, permeada pela grande indústria, mas também estamos agora com uma cena craft artesanal crescendo e que precisa estar apoiada em conhecimento técnico”, pontua o sócio da editora.

A ascensão da Krater também pode ser observada nos números de publicações. Se até março do ano passado a editora tinha apenas duas obras, agora, já caminha para o lançamento da sétima – e com mais duas previstas até o fim do ano –, além de preparar a realização do seu primeiro curso online. Levá-las para o formato digital é um plano da editora, mas há empecilhos.

Para a Krater, questões como maior vulnerabilidade à pirataria representaram até agora um obstáculo à nossa intenção de ter nossas publicações também como e-books, o que está em linha com a nossa missão de democratizar o acesso a conteúdo técnico sobre cerveja

Diego Masiero, cofundador da Editora Krater