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Cervejarias têm até 31 de janeiro para entregar Declaração de Produção

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O início de um ano é marcado por ações de planejamento e definição de metas, mas também de cumprimento de algumas determinações. Todas as cervejarias nacionais têm a obrigatoriedade de entregar a Declaração de Produção Anual de seus estabelecimentos em 2020 até o dia 31 de janeiro.

A determinação é válida para produtores, padronizadores, envasilhadores de bebidas em geral, como definido pelo decreto nº 6.871/2009 (MAPA – Bebidas de origem vegetal).

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Os relatórios das bebidas fabricadas durante o ano de 2020 devem ser protocolados nas Superintendências Federais de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (SFAs) até a data-limite.

Para as empresas com mais de uma unidade fabril, é preciso protocolar a declaração de produção anual de cada unidade no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) de seu respectivo Estado (SFA), bem como o estoque existente de cada unidade no dia 31 de dezembro de 2020.

O Relatório de Produção deve ser encaminhado ao MAPA em planilha no formato digital através do e-mail do serviço do ministério, responsável pelo registro do estabelecimento.

Todas as cervejarias devem então apresentar até o dia 31 de janeiro de 2021, ao órgão técnico especializado da Superintendência Federal de Agricultura, Pecuária e Abastecimento do seu Estado, a Declaração de Produção Anual constando a quantidade de produto elaborado e os estoques existentes ao final de 2020, sob pena de sanção que vai de advertência a multa de até R$ 117.051,00 (artigos 86 e 104 do Decreto nº 6.871/2009).

Para mais informações, acesse o site do Mapa.

Especial: Saiba tudo sobre refrigeração para o setor, da preservação à segurança

O universo das artesanais é composto por diferentes combinações de gostos e estilos para atender aos diversos paladares que, recentemente, começaram a derrubar um mito: o de que a boa cerveja precisa estar gelada. O consumidor passou a compreender que o importante é o rótulo escolhido estar na temperatura ideal. E isso reforça a preocupação com a refrigeração da cerveja, seja para garantir a segurança de cada etapa de produção até o consumo, seja para preservar as características de sabor e qualidade.

“Nos últimos anos, com a entrada das cervejas artesanais e toda cultura envolvida no segmento, a temperatura da cerveja passou a variar. Então poder controlar melhor essas variações pressupõe uma melhor qualidade no produto a ser oferecido”, explica Leandro Spaniol, coordenador de marketing da Zero Grau.

Assim, focando em segurança e qualidade do produto, a busca por uma refrigeração de excelência deve ser prioridade. “Para a produção de cerveja é de suma importância ter equipamentos que possibilitam a refrigeração no processo de fabricação, para controle de processos e de produção”, ressalta Fábio Joel, técnico projetista da Damek.

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A refrigeração está presente em diversas etapas do processo de produção da cerveja. E a sua realização adequada evita prejuízos na fabricação, além de permitir uma performance melhor nos diferentes momentos, como na preparação do mosto.

“O controle da temperatura é necessário para que ocorra um crescimento consistente da levedura. Tendo em vista que as leveduras são fortemente afetadas pela temperatura, notamos que este processo é de suma importância na fabricação”, observa Fábio Joel.

Já Spaniol lembra que a refrigeração também está presente em momentos muito além da produção da cerveja, como para manter o lúpulo estocado. E em situações mais próximas ao consumidor, como em distribuidores, ou para deixá-la no ponto ideal para ser bebida, além da sua utilização em equipamentos de exposição e de autoatendimento nos pontos de venda.

O coordenador de marketing da Zero Grau destaca a necessidade de se ter conhecimentos das demandas das cervejarias para adoção da refrigeração mais adequada.

A refrigeração precisa atender a capacidade programada. Um serviço bem feito, que vai desde o projeto com o cálculo adequado até a execução por profissionais capacitados e produtos de qualidade. Tudo isso garante refrigeração adequada o tempo todo, não importando adversidades climáticas ou temperatura externa

Leandro Spaniol, coordenador de marketing da Zero Grau

Principais erros
A análise cuidadosa das demandas de refrigeração é necessária e tão importante quanto os investimentos tecnológicos para produzir uma cerveja de excelência, pois também pode interferir no produto, incluindo o seu sabor e qualidade, como destaca Silvio Guglielmoni, vice-presidente do departamento nacional de refrigeração industrial da Associação Brasileira de Refrigeração, Ar Condicionado, Ventilação e Aquecido (Abrava).

“A indústria cervejeira valoriza muito as tecnologias de processo e envase, mas acaba subestimando a importância das utilidades, sobretudo a refrigeração, sendo esta fundamental para a garantia da produção, a qualidade do produto e com grande impacto nos custos de fabricação, por representar um dos maiores consumos de energia elétrica e água das fábricas”, aponta Guglielmoni.

A menor preocupação com o investimento em refrigeração em comparação a outras etapas, como o processo de envase, também é vista pelo técnico da Damek como um dos maiores erros cometidos.

A tendência de ter processos focados em custos ao longo do tempo pode gerar resultados ineficazes ou em custos elevados de energia elétrica

Fábio Joel, técnico projetista da Damek

Já o coordenador da Zero Grau alerta para equívocos envolvendo o dimensionamento e o manuseio dos equipamentos. Assim, o foco precisa estar na relação entre custo-benefício, seja para atender a demanda atual ou mesmo uma projetada. “O mau uso do equipamento também poderá interferir, com o operador deixando o equipamento aberto por muito tempo, utilizando para fins que não foram projetados, ou mesmo a falta de manutenção preventiva como a limpeza do conjunto condensador”, detalha Spaniol.

Na visão dos especialistas, a indústria cervejeira também erra ao praticar somente a manutenção corretiva, agindo no momento da quebra ou, quando muito, na iminência de indisponibilidade do equipamento, sem seguir o plano de manutenção do fabricante. Também há preocupação com a falta de treinamento e a requalificação dos operadores, assim como com o uso de soluções de refrigeração inadequadas e com tecnologias desatualizadas, que comprometem a segurança operacional e elevam o custo operacional.

Principais cuidados
Na tentativa de evitar esses erros, Fábio Joel defende que os cuidados devam ser adotados logo na realização do investimento. “Para que seja verificado qual melhor processo de refrigeração atenderia sua planta de fabricação, tendo este processo como um dos mais importantes no processo de fabricação. E, depois de escolhido o processo, aí sim partir para os processos finais de envase, que também são de suma importância”, destaca o especialista da Damek.

Spaniol concorda com essa avaliação, apontando a necessidade da compra ser feita pensando em uso e consumo. A partir disso, o foco deve se voltar para outros cuidados, incluindo a instalação.

“Por vezes, para reduzir custos, opta-se por comprar componentes de uma empresa e executar o serviço da instalação com um montador local. Até existe a garantia sobre os componentes, mas dificilmente sobre o conjunto total. E ter assegurado o produto final sempre é uma vantagem”, acrescenta o especialista da Zero Grau.

Aprendizados do Caso Backer
Há um ano, o setor era abalado pela contaminação de rótulos da Backer, o que provocou a morte de dez pessoas e deixou importantes lições sobre a refrigeração da cerveja, afinal, a marca de Belo Horizonte utilizou substâncias tóxicas que foram ingeridas pelos consumidores.  

O alerta para a importância da refrigeração adequada deve ser o legado desses tristes acontecimentos, como destaca o vice-presidente da Abrava. Ele ressalta que deve-se tomar todas as precauções quanto ao uso de substâncias anticongelantes, assim como a manutenção dos equipamentos e sistemas de automação adequados com os devidos alarmes.

“A lamentável e triste ocorrência servirá para reforçar ao setor a importância de contratar profissionais capacitados em refrigeração industrial e de contar somente com empresas especializadas nos fornecimentos de engenharia, equipamentos e de sistemas de refrigeração industrial”, afirma Guglielmoni.

O técnico projetista da Damek, por sua vez, destaca que a empresa está sempre analisando os possíveis erros para que estes não afetem de forma grave o processo, levando em consideração possíveis falhas em equipamentos ou manuseio inadequado.

Para ele, a manutenção preventiva no processo é um custo que a longo prazo se torna um grande investimento, com um retorno em qualidade. “Podemos notar que, no processo de fabricação, é de extrema importância que ele seja bem monitorado, que tenha a devida manutenção, que sejam utilizadas as substâncias corretas”, conclui Fábio Joel.

Conheça mais sobre as empresas de refrigeração do setor:

Damek

A Damek é uma empresa que oferece diversas soluções industriais para fabricação de cervejas artesanais. Entre os produtos de refrigeração oferecidos ao setor há fermentadores e bancos de água fria que ajudam no processo de resfriamento de mosto ou de fermentadores com camisa dupla. Seus produtos têm foco especial em pequenos produtores, a fim de auxiliar no aumento da competitividade do mercado e na melhora dos processos de fabricação.

Endereço: Rua Aspasia, 410, São Paulo.
E-mail: vendas2@damek.com.br
Telefone: (11) 4207-5994

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Zero Grau

A Zero Grau é uma empresa de refrigeração que comercializa uma grande linha de equipamentos que vai desde pequenas cervejeiras, passando por intermediários para conservação ou resfriamento para consumo, até projetos complexos para câmaras frias de grande porte.
Entre a gama de setores atendidos pela empresa estão os bares, restaurantes, conveniências, serve-festas, cervejarias de diferentes portes, etc. Já na confecção dos equipamentos há uma especificação ideal para cada um deles. A linha de produtos da Zero Grau é composta por mais de 60 tipos de equipamentos.

Endereço: Rua Professor Evaldo Kissler, 213, Nova Santa Rosa (PR).
E-mail: contato@zerograu.ind.br
Telefone: (45) 3253-8000

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Cerveja tem inflação de 1,94% em ano marcado por alta expressiva dos alimentos

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O preço da cerveja no domicílio registrou inflação de 1,94% em 2020, de acordo com dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado veio após a alta de 0,37% em dezembro, mês que fechou um ano marcado pela elevação dos preços do setor de alimentação e bebidas, com aumento de 14,09% no período.

A inflação desse setor foi a maior desde 2002. E, segundo o gerente da pesquisa, Pedro Kislanov, foi provocada pela alta demanda por esses produtos, além da alta do dólar e dos preços das commodities no mercado internacional, entre outros fatores.

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A inflação dos preços da cerveja também foi bem inferior à do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que teve elevação de 4,52% em 2020, a maior desde 2006. O índice, assim, ficou acima do centro da meta, definido pelo Conselho Monetário Nacional, que era de 4%, mas dentro da margem de tolerância de 1,5 ponto percentual.

No último mês de 2020, por sua vez, a cerveja fora do domicílio teve alta de 0,90%, fechando o ano com inflação de 2,95%. Essa elevação, porém, foi bem abaixo da registrada no IPCA de dezembro, de expressivos 1,35%, a maior desde fevereiro de 2003 e a mais elevada para um mês de dezembro desde 2002.

Outros itens pesquisados pelo IBGE também apresentaram alta em 2019. Foram os casos de outras bebidas alcoólicas, seja no domicílio, com elevação de 8,96%, ou fora do domicílio, com inflação de 3,66%.

O item outras bebidas alcoólicas no domicílio também teve inflação em dezembro, de 2,27%. E, fora do domicílio, apresentou subida nos preços de 0,28%.

O IBGE também divulgou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor, que mede a inflação entre as famílias com menor rendimento, encerrou 2020 com alta de 5,45%, superior ao IPCA.

“Isso é explicado, em grande medida, pelo peso de alimentação e bebidas na cesta de produtos e serviços das famílias, que é maior no INPC do que no IPCA. Habitação também tem peso maior, especialmente por causa da energia elétrica”, afirmou Kislanov.

Academia da Cerveja inicia atividades em 2021 com aula de Charles Bamforth na sexta

A Academia da Cerveja vai começar as suas atividades na próxima sexta-feira com uma atração internacional. O instituto, voltado para a educação cervejeira, realizará o webinar gratuito A Cerveja e a Beleza da Espuma, a partir das 19 horas, com a participação do renomado cientista inglês Charles Bamforth.

Idealizada pela Ambev, a Academia da Cerveja reúne grandes institutos internacionais, como o alemão VLB Berlin, e algumas das mais importantes escolas cervejeiras do país, como a Escola Superior de Cerveja e Malte, o Instituto Ceres e o Instituto Marketing Cervejeiro. Foi lançada em dezembro e, agora, com a aula online de Bamforth, dá início efetivo às suas atividades.

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O webinar do cientista terá 1h30 de duração, com o conteúdo específico sobre a espuma da cerveja sendo abordado a partir de estudos e tendências internacionais. Charles Bamforth falará sobre os inimigos e aliados da espuma na elaboração da cerveja, os cuidados ao servir, a influência da temperatura e do copo, além de como ela pode virar um problema.

“Não há dúvida de que a maioria dos apreciadores espera que sua cerveja apresente uma camada de espuma estável, mas, para isso, muitos fatores devem estar alinhados, desde a forma como a cerveja é servida para deslocar o dióxido de carbono e a limpeza do vidro do copo, até a dosagem correta dos ingredientes e processos que estabilizam as bolhas, tudo aquilo que exige o olhar atento do(a) cervejeiro(a)”, explica o cientista.

Charles Bamforth atua na indústria cervejeira há 50 anos. Ele é professor das Universidades da Califórnia e da Nottingham, além de autor de diversos livros. As vagas para o evento, limitadas, serão preenchidas através de inscrição pelo site da Academia da Cerveja.

“Este é mais um dos passos que estamos dando pela democratização do conhecimento cervejeiro, sempre buscando oferecer temas de interesse para quem ama e vive da cerveja de forma profissional”, afirma Alexandre Esber, gerente de conhecimento e cultura cervejeira da Ambev, à frente da Academia da Cerveja.

Já nas próximas semanas, a Academia da Cerveja promoverá alguns cursos como “Tecnologia para cervejeiros artesanais”, “Imersão no processo cervejeiro” e “Introdução ao mundo da cerveja”.

“Nossa iniciativa é colaborativa e viva, e todas as pessoas são bem-vindas. O objetivo é trazer cada vez mais profissionais de renome do Brasil e do mundo para gerar discussões positivas acerca de processos, ingredientes, estilos, escolas e agregar e ao ecossistema”, conclui Esber.

Em busca da redução de CO2, Verallia eletrifica frota de empilhadeiras no Brasil

A Verallia anunciou que está eletrificando sua frota de empilhadeiras nas fábricas do Brasil. A mudança faz parte das estratégias para atingir a sua meta global de redução da emissão de gás carbônico (CO2) em 2% até 2030.

“Como nossas fábricas do Brasil utilizam energia fornecida por usinas hidroelétricas, não temos emissão de CO2 decorrente desta fonte. Agora, com as empilhadeiras elétricas, zeramos a emissão de CO2 proveniente das empilhadeiras a combustão”, explica Letícia Zydowicz, gerente de EHS da Verallia.

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Até o momento, as plantas industriais de Campo Bom (RS), Porto Ferreira (SP) e Jacutinga (MG) trocaram 50% dos equipamentos das empilhadeiras a combustão por elétricas. São essas as unidades no Brasil da empresa, uma das maiores fabricantes do mundo de embalagens de vidro para alimentos e bebidas.

Além de contribuir para a redução da emissão do C02, as mudanças dos equipamentos também diminuem os níveis de ruído e a vibração, otimizando o conforto e a ergonomia dos seus operadores. Com as trocas, a Verallia também aperfeiçoou o sistema de distribuição, poupando custos de manutenção e a vida útil das empilhadeiras.

Equipamentos inteligentes
As empilhadeiras elétricas adotadas pela Verallia têm controle eletrônico de preenchimento da lista de verificações dos itens de segurança. Caso o operador não a preencha, o supervisor de logística recebe sinalização para que faça as devidas correções.

A empresa explicou que as novas empilhadeiras também emitem feixe de luz azul para indicar a sua aproximação e um feixe vermelho para indicar suas movimentações laterais, o que tem a intenção de reduzir o risco de acidentes.

Saiba mais sobre a Verallia em nossa página do Guia do Mercado

“Além de trabalharmos com o reprocessamento de matérias-primas, incentivando a reciclagem e buscando novas formas de captar material reciclável, acompanhamos atentamente nossos indicadores de consumo e de emissão. Com a eletrificação da nossa frota de empilhadeiras, damos mais um passo rumo a meta global”, destaca a gerente de EHS da Verallia.


Redução de impostos sobre cervejas artesanais se torna permanente nos EUA

O setor de cervejas artesanais nos Estados Unidos iniciou 2021 com uma ótima notícia: a decisão que tornou permanentes os cortes de impostos federais. A redução faz parte de um amplo pacote aprovado pelo Congresso de alívio e estímulo financeiro, no valor de, aproximadamente, US$ 2,3 trilhões (cerca de R$ 12,6 trilhões).

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A Lei de Modernização e Reforma Tributária de Bebidas Artesanais (CBMTRA, na sigla em inglês) foi implementada em 20 de dezembro de 2017 como parte da Lei de Reduções de Impostos e Empregos, reduzindo o imposto federal de consumo sobre cervejarias, vinícolas e produtores de destilados por um período de dois anos. Em dezembro de 2019, então, o CBMTRA foi prorrogado por mais um ano, com expiração em 31 de dezembro de 2020.

Importantes grupos do setor cervejeiro dos Estados Unidos, como a Brewers Association e o Beer Institute, além de representantes das indústrias de bebidas destiladas e de vinhos, defendiam que a lei se tornasse permanente ao invés de passar por renovações temporárias. E o lobby junto ao Congresso norte-americano teve êxito.

De acordo com estimativas da Brewers Association, a economia com o corte de impostos sobre cervejas artesanais será de US$ 80 milhões (aproximadamente R$ 440 milhões) para o setor. E causará impacto sobre 8,3 mil microcervejarias, brewpubs e taprooms dos Estados Unidos.

A sanção da CBMTRA torna a alíquota do imposto de consumo federal de US$ 3,50 por barril permanente nos primeiros 60 mil barris e de US$ 16 em todos os barris subsequentes para cervejarias nacionais que produzam menos de 2 milhões de barris anualmente.

Além disso, mantém a alíquota do imposto de consumo federal de US$ 16 por barril nos primeiros 6 milhões de barris para todas as outras cervejarias e importadores de cerveja, deixando-a em US$ 18 após isso. E ainda permite a transferência de cerveja entre marcas vinculadas sem o pagamento de imposto.

Sancionada antes dos ataques à democracia ocorridos na última semana nos Estados Unidos, com a invasão do Capitólio estimulada por apoiadores de Donald Tump, a lei enfrentou posicionamentos diferentes do presidente. Ele chegou a chamá-la de “desgraça” cheia de itens perdulários. Depois, mudou de ideia, classificando a promulgação como “boa nova”.

Fabricação de bebidas alcoólicas cresce pelo 6º mês seguido e amplia recuperação

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A fabricação de bebidas alcoólicas cresceu 11,1% em novembro em comparação ao mesmo período do ano anterior. Assim, o setor registrou seu sexto mês consecutivo de expansão, de acordo com a Pesquisa Industrial Mensal (PIM), divulgada pelo IBGE.

Com o resultado de novembro, a fabricação de bebidas alcoólicas apresentou uma recuperação de 0,6% no acumulado de 2020. Já a expansão do segmento no somatório dos últimos 12 meses ficou em 0,7%.

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A produção nacional de bebidas não-alcoólicas também teve crescimento no mês – o salto foi de 11,4% em relação a novembro do ano passado. Apesar do bom desempenho, o segmento tem queda de 2% no acumulado de 2020. E, no somatório dos últimos 12 meses, o indicador está negativo em 0,8%.

A produção de bebidas seguiu a tendência de alta dos outros setores da economia nacional e registrou salto de 11,2% em novembro quando comparado ao mesmo período de 2020. Já o indicador acumulado dos últimos 11 meses teve queda de 0,6%. Com o resultado, o segmento zerou as perdas dos últimos 12 meses.

Indústria em alta
Ainda de acordo com os dados do IBGE, pelo sétimo mês seguido a produção da indústria nacional cresceu frente ao mês anterior, com alta de 1,2% em novembro no comparativo outubro.

Somado ao crescimento de maio (8,7%), junho (9,6%), julho (8,6%), agosto (3,4%), setembro (2,8%) e outubro (1,1%), o setor acumula alta de 40,7%, o que elimina a perda de 27,1% entre março e abril. Com isso, a indústria nacional está 2,6% acima do patamar pré-pandemia, em fevereiro.

“O avanço é quase o mesmo do mês anterior e faz com que o setor siga ampliando o aumento com relação ao patamar pré-pandemia. E houve um predomínio no crescimento, ou seja, todas as categorias e a maior parte das atividades tiveram aumento”, explica André Macedo, gerente da pesquisa do IBGE.

Os dados mostram ainda que, em relação a novembro de 2019, a indústria avançou 2,8%. Mas, de janeiro a novembro de 2020, o setor acumula perda de 5,5%. E, no acumulado nos últimos 12 meses, a queda foi de 5,2%.

Mesmo com o desempenho positivo recente em todas as grandes categorias, a produção industrial ainda se encontra 13,9% abaixo do nível recorde, alcançado em maio de 2011, segundo complementa o IBGE.

2020 reforçou importância do investimento em automação, avalia Damek

O ano passado foi repleto de desafios e mudanças em praticamente todos os setores da economia mundial, impactados pela pandemia da Covid-19. Para sobreviver, a palavra-chave para milhares de empresas foi criatividade. Já para concretizar as inúmeras ideias que apareceram, a tecnologia apresentou-se como fundamental. É o que se verificou na atuação da Damek em 2020.

Empresa fornecedora de fermentadores plásticos para o setor cervejeiro, a Damek enxergou, a partir da instabilidade provocada pela crise, a necessidade de ampliar a automação em sua fábrica para tornar os processos mais rápidos e eficazes.

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“Fizemos investimentos na infraestrutura de fabricação para que 2021 seja um ano de mudanças em nossos processos, para que crises como a que ocorreu em 2020 não venha a impactar como impactou em nossos processos”, explica Fabio Joel, técnico projetista da Damek, apontando a automação como um importante legado de 2020 que a sua empresa leva para o ano recém-iniciado.

Para além dos aprendizados, 2020 foi um ano de desafios e adaptações para a Damek, que investiu no aumento da segurança dos seus colaboradores e ainda teve de lidar com incertezas para o cumprimento dos prazos. Um dos fatores agravantes da crise, inclusive, foi a falta de insumos.

Surgido no fim do ano passado, o problema não era previsto e causou alguns prejuízos para a empresa, que ao menos conseguiu minimizá-los por meio de parceria e diálogo com os clientes. “Não levamos em consideração que poderia haver falta de insumos. Com todo esse cenário tivemos grande dificuldade em manter prazos, e tivemos que contar com a compreensão de nossos consumidores”, ressalta Joel.

Se 2020 trouxe diversos desafios para a empresa, como manter o foco em qualidade e nos processos, ao mesmo tempo em que assegurava a segurança e bem-estar aos colaboradores, também possibilitou inúmeras reflexões. Assim, do ano conturbado, ficou a certeza para a Damek de que a automação é fundamental, sobretudo em cenários de crises futuras.

Saiba mais sobre a Damek no nosso Guia do Mercado

Já para 2021, há a expectativa na empresa de que os esforços ao longo do último ano sejam refletidos em atendimento e produção, com os investimentos gerando crescimento e melhoria dos produtos.

“Esperamos que o próximo ano seja muito mais tranquilo e leve para se trabalhar, que tenhamos em mente todo o aprendizado vivido neste ano, projetando ao nosso futuro mudanças boas, focadas em mais companheirismo, solidariedade e bem-estar a todos”, fanaliza o técnico projetista da Damek.

Menu Degustação: Museu da Cerveja revitalizado, reciclagem da Heineken…

O ano de 2021 começou repleto de novidades no setor. E elas devem prosperar e trazer resultados nos próximos meses. É o caso do que acontece em Blumenau, onde o Museu da Cerveja passou para a iniciativa privada e será totalmente revitalizado, com previsão de reabertura no segundo semestre.

A ação de reciclagem da Heineken iniciou nova fase, agora acontecendo em Minas Gerais, assim como o programa de auxílio aos bares do Grupo Petrópolis deu novos passos. E, para começar bem o ano, a Escola Superior de Cerveja e Malte (ESCM) abriu inscrições para os cursos concentrados em produção, gestão e sommelieria.

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Confira essas e outras novidades a seguir:

Museu da Cerveja revitalizado
A Prefeitura de Blumenau anunciou que a administração do Museu da Cerveja agora será da iniciativa privada. Depois do processo de licitação, os empresários Valmir Zanetti e Ulysses Kreutzfeld passaram a gerir o local turístico. A previsão é de que ele seja reaberto no segundo semestre de 2021, já com todas as alterações estruturais e de acervo realizadas. Uma das novidades será a construção de um deck de cerca de 300 metros quadrados. “Somos a Capital Brasileira da Cerveja, a cidade da Oktoberfest, um município muito marcante para o cenário cervejeiro nacional. Vamos trabalhar para que o Museu da Cerveja faça jus ao passado, ao presente e ao futuro desse segmento na região e no país”, comenta Valmir.

Lata da Blanche
A cerveja Blanche de Curitiba, da Bodebrown, agora está disponível em lata de 473 ml. A versão é inspirada na chegada do verão, com a ideia de ser aproveitada na praia, na piscina ou em outros cenários tropicais. A Blanche de Curitiba foi a quarta cerveja produzida pela Bodebrown. De estilo Belgian White Ale, ela é inspirada na tradição belga das Bière Blanche. Refermentada na lata, a cerveja tem 5,2% de graduação alcoólica e 10 IBUs. A novidade já está disponível ao preço de R$ 14,90.

Cursos da ESCM
Já estão abertas as inscrições para os cursos concentrados da Escola Superior de Cerveja e Malte (ESCM) em janeiro. Neste início do ano vão ser 16 formações, sendo três presenciais e 13 na plataforma de ensino à distância. Os cursos possuem uma ou duas semanas de duração e abordam temas como produção, gestão e sommelieria de cervejas, além de bebidas não-alcoólicas e formação em destilador. As aulas online serão ao vivo, mas ficam disponíveis para consulta por seis meses.

Reciclagem da Heineken
A ação Volte Sempre, do Grupo Heineken no Brasil, ganhou uma nova fase. A iniciativa faz parte do movimento Mais com Menos da cervejaria e busca conscientizar o público sobre a importância da reciclagem do vidro por meio de máquinas de triturar embalagens, da startup de impacto socioambiental 4R Glass. Na nova etapa, a ação está sendo realizada em Belo Horizonte e Nova Lima, em Minas Gerais. São oferecidos descontos em produtos da cervejaria e um aplicativo gameficado para os clientes. As máquinas foram instaladas em unidades da rede de supermercados Super Nosso, em condomínios residenciais e em bares.

Ação da Petrópolis
Para auxiliar na reabertura dos bares e restaurantes, o GPcomVC, do Grupo Petrópolis, iniciou a sua nova fase prática junto aos locais que foram selecionados em cada estado. Ao todo, são cerca de 40 mil estabelecimentos beneficiados, com investimento de R$ 40 milhões no programa. O grupo Petrópolis também lançou, através de uma parceria com o PicPay, um voucher promocional que irá beneficiar o cliente e aumentar ainda mais o apoio aos estabelecimentos. “Nosso programa começou justamente com a ideia de identificar onde estava o gargalo de cada estabelecimento. Os recursos, em boa parte, são destinados nessa etapa a garantir o aluguel desses locais, ao pagamento do salário dos trabalhadores e também, claro, à adaptação desses bares e restaurantes a essa nova realidade, que pede distanciamento, EPIs e tantos outros itens que, em um momento de crise, se colocados no papel, representam um custo alto para esses guerreiros”, explica Eliana Cassandre, head de marketing do Grupo Petrópolis.

Agenda da Madalena
A Cervejaria Madalena, de Santo André, retomou a agenda de eventos em sua fábrica-bar. Na programação das sextas-feiras, há muita música com bandas ao vivo e gastronomia variada. “Queremos trazer uma opção de entretenimento com segurança, qualidade e tranquilidade aos nossos clientes, amigos e colaboradores. Retornamos com todas as medidas necessárias, como verificação de temperatura, distanciamento das mesas, capacidade reduzida e álcool gel em diversos locais”, detalha Renan Leonessa, gerente de marketing da Madalena.

Balcão da Ana: Uma análise sobre 2020

Coluna Ana Pampillón

Balcão da Ana: Uma análise sobre 2020

Analiso esse período, do dia em que a pandemia apareceu dando esse tapa na nossa cara, em março, até o fim de 2020, e percebo que tirando o número de pessoas afetadas pela doença, a “pausa” trouxe alguns benefícios intrínsecos para a humanidade como um todo.

Trazendo isso para nosso mundo cervejeiro, ah… tanta coisa aconteceu!

Das ruins, não vou falar, entendo que serviram de aprendizado para o mercado.

Das boas, destaco alguns tópicos interessantes.

A tão almejada igualdade está aí para ser apresentada e de fato mostrar a que veio. Torço intimamente para que possamos aproveitar essas oportunidades.

Falando do turismo cervejeiro, destaco um fato importante: em outubro completou-se um ano da formação da Câmara Setorial da Cerveja, dentro do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

Ao longo do ano, a câmara trabalhou muito em prol do mercado da cerveja.

A Rota Cervejeira RJ, com um assento como convidada na câmara, foi aos poucos mostrando como é pulsante o turismo cervejeiro. E, entre acordos de cooperação técnica e outros diálogos com o Ministério do Turismo, foi uma conquista estabelecer um grupo temático de turismo cervejeiro, dentre outros grupos.

Uma vitória para o turismo cervejeiro, que é capaz de fomentar economicamente toda uma região através da cerveja.

Com um enorme orgulho, assumo a coordenação desse “GT” com a meta de fazer o Brasil aparecer nas principais listas de turismo cervejeiro do mundo.

Afinal, além de ser o terceiro maior produtor de cervejas do planeta, ainda aumenta o número de medalhas de boas cervejas exponencialmente mundo afora.

E, em um país bonito por natureza, ter cerveja também como um atrativo não é nada mal, não é mesmo?

Feliz 2021, estamos prontos!


Ana Pampillón é turismóloga, sommelier de cervejas, coordenadora da Rota Cervejeira RJ e atuante no mercado de lúpulo brasileiro