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Cervecon começa debatendo ciência, tendências e negócios do setor

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Começa nesta segunda-feira a 3ª edição do Congresso Brasileiro de Ciência e Mercado Cervejeiro (Cervecon). Neste ano, por conta da pandemia do coronavírus, a feira será totalmente virtual, por meio de uma plataforma digital moderna e interativa.

Leia também – Entrevista: Controle microbiológico na indústria cervejeira é investimento, e não gasto

O Cervecon OnLine vai até sexta-feira e conta com uma intensa programação de palestrantes nacionais e internacionais. O conteúdo engloba Ciência e Negócios, Tendências, Inovações, Técnicas com Palestras, Painéis, Trabalhos Científicos e Feira de Negócios Virtual.

O evento trará vários nomes de destaque, como Christina Schonberger, da BarthHaas, Chiara Barros, do Instituto Ceres de Educação e Consultoria Cervejeira, e o chef Ronaldo Rossi, entre outros (confira a programação completa abaixo). Já as inscrições variam de R$ 69 a R$ 99 com várias formas de pagamento.

Um centro de convenções totalmente virtual será disponibilizado para os participantes do Cervecon. Haverá sala de credenciamento, auditórios virtuais e até mesmo estandes onde os expositores vão interagir com o público e demonstrar seus produtos e serviços.

O evento é organizado pela Win Eventos, em parceria com o Espaço Ampliar e o SindiBebidas. O patrocínio é da LNF Latino América e da Barth-HassGoup, com apoio do BH Convention Visitors & Bureau, da Frente da Gastronomia Mineira, da Acerva-MG e da Abrasel-MG.

Confira a programação completa abaixo do Cervecon. Para se inscrever, acesse: https://app.virtualieventos.com.br/3cervecon/inscricao.

Dia 21/09
Palestra: Controle de Qualidade na Produção de Cervejas
Palestrante: Luciana Brandão
Horário: 18h

Palestra: Cerveja e Cachaça
Palestrante: José Marcio Fernandez Cunha
Horário: 19h

Palestra: Case: Uma cervejaria montada com visão de receber ciganos
Palestrante: Andre Franken
Horário: 20h

Palestra: produtos inovadores do Lúpulo: Utilizando Extratos de Lúpulo para a eficiência do sabor na cervejaria
Palestrante: Alejandro Cortes Gonzalez
Horário: 21h

Dia 22/09
Palestra: Discutindo as Técnicas de Lupulagem
Palestrante: Matheus Aredes
Horário: 18h

Palestra: Assepsia em Microcervejarias
Palestrante: Chiara Rêgo Barros
Horário: 19h

Palestra: Receitas Tradicionais feitas com Variedades Modernas de Malte
Palestrante: Alexander Weckl
Horário: 20h

Painel de Microbiologia no Uso de Levedura Selvagem na Produção de Cerveja
Palestrante: Gabriela Muller
Horário: 21h

Painel de Microbiologia no Uso de Levedura Selvagem na Produção de Cerveja
Palestrante: Carlos Henrique Pessôa de Menezes e Silva
Horário: 21:30

Dia 23/09
Palestra: Marketing Digital para Negócios Cervejeiros
Palestrante: Erica Barbosa
Horário: 18h

Palestra: Segunda Dimensão da Fermentação da Cerveja: Efeitos dos Parâmetros de Fermentação
Palestrante: Patrick Zanello
Horário: 19h

Palestra: Lupulagem a Seco: Sabor e Equipamento 
Palestrante: Christina Shonberger
Horário: 20h

Apresentação de trabalhos às 21h

Dia 24/09
Palestra: Visão Comercial da Cervejaria como Cigana, Bar da Fábrica e Planta Cervejeira
Palestrante: Vinícius Kassar Kfuri Santos
Horário: 18h

Palestra: Produzindo Cervejas High Gravity
Palestrante: Wellington Alves Filho
Horário: 19h

Palestra: Harmonização
Palestrante: Ronaldo Rossi
Horário: 20h

Palestra: Comunicação Estratégica – Design de Embalagens
Palestrante: Bento Ferreira
Horário: 21h

Dia 25/09
Painel das Escolas Cervejeiras e suas Influências na Realidade Cervejeira Brasileira – Escola Alemã
Palestrante: Gustavo Henrique Palhares de Miranda
Horário: 18h

Painel das Escolas Cervejeiras e suas Influências na Realidade Cervejeira Brasileira – Escola Belga
Palestrante: Fernanda Meybom
Horário: 18h15

Painel das Escolas Cervejeiras e suas Influências na Realidade Cervejeira Brasileira – Escola Inglesa
Palestrante: Marcelo Scavone
Horário: 18h30

Palestra: Análise Sensorial de Cerveja dentro do Padrão BJCP
Palestrante: Henrique Schmidlin Cruz
Horário: 19h

Palestra: O Uso de Leveduras não Convencionais na Produção de Cervejas
Palestrante: Diego Libkind Frati
Horário: 20h

Palestra Encerramento: O Futuro Do Mercado Cervejeiro
Palestrante: Priscila Pessôa
Horário: 21h às 21:05h

Palestra Encerramento: O Futuro Do Mercado Cervejeiro
Palestrante: Marco Falcone
Horário: 21:05 às 21:10h

Palestra Encerramento: O Futuro Do Mercado Cervejeiro
Palestrante: Murilo Henrique Marecki Foltran
Horário: 21:10 às 21:15h

Palestra Encerramento: O Futuro Do Mercado Cervejeiro
Palestrante: João Gonçalves De Menezes Filho
Horário: 21:15 às 21:20h

Palestra Encerramento: O Futuro Do Mercado Cervejeiro
Palestrante: Rodrigo Ferraro
Horário: 21:20 às 21:25h

Palestra Encerramento: O Futuro Do Mercado Cervejeiro
Palestrante: Edgard Oliveira
Horário: 21:25 às 21:30h

Palestra Encerramento: O Futuro Do Mercado Cervejeiro
Palestrante: Fabiana Arreguy
Horário: 21:30 às 21:35h

Entrevista: Controle microbiológico no setor é investimento, e não gasto

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Virtualmente todas as pessoas interessadas em cerveja têm pelo menos uma mínima noção de que o processo de produção depende de um micro-organismo chamado levedura. Uma parte, no entanto, não sabe que o controle microbiológico – ou seja, da presença de outros micro-organismos – no ambiente de produção pode determinar o sucesso ou o fracasso de uma cerveja ao evitar casos de contaminação.

Leia também – Cooperbreja resgata espírito de coletividade para apoiar setor cervejeiro em meio à crise

Segundo Carlos Henrique Menezes, que é doutor em microbiologia e co-fundador da DrYeast e da DrFlavour, produtora de cepas de leveduras e bactérias para cervejas e de kits de análises sensoriais, respectivamente, a pandemia do novo coronavírus provocou uma desaceleração abrupta na produção de diversas cervejarias, o que foi minimizado quando o delivery de growlers se estabeleceu como método comum de vendas. E, nessa retomada, muitas cervejarias “relaxaram” medidas de limpeza e sanitização em nome da agilidade.

“Temos analisado muitas cervejas no laboratório que, antes da pandemia, não tinham qualquer sinal de contaminação e que, durante esse período, têm tido resultados positivos para contaminações por bactérias do ambiente cervejeiro”, aponta Menezes.

Assim, o especialista considera que os gastar com testes e controle microbiológico pode ser encarado como um investimento, que previne contra a possibilidade de perder a produção toda por contaminação.

Em entrevista ao Guia, o autor de alguns dos livros mais influentes sobre o assunto no Brasil, como Bacteriologia e Micologia para o Laboratório Clínico e Microbiologia da Cerveja, fala também sobre a importância do conhecimento do assunto para cervejeiros na prática – e dos obstáculos que essa ciência enfrenta no Brasil.

Confira a entrevista completa com Carlos Henrique Menezes, doutor em microbiologia, co-fundador da DrYeast e da DrFlavour e autor do livro Microbiologia da Cerveja.

Leia também – O que difere a logística da distribuição e como ela pode beneficiar uma cervejaria

Quão essencial é conhecer a microbiologia cervejeira antes de se aventurar no mundo da fabricação?
A microbiologia é a base da produção de cervejas. Desde os primórdios, quando as cervejas mais antigas foram produzidas (no início, até sem querer!), é a microbiologia que atua nos grãos com a água, proporcionando aos microrganismos ali presentes se multiplicarem e, alguns deles, produzirem álcool quando encontram açúcares fermentáveis adequados provenientes de alguns grãos, como trigo e cevada.

Como o conhecimento do assunto pode potencializar a criatividade do cervejeiro e beneficiá-lo em um mercado tão competitivo?
Conhecer os diversos microrganismos envolvidos nos processos de produção de cerveja é fundamental, e não só conhecer a levedura Saccharomyces, principal responsável pela produção das maravilhosas cervejas que bebemos. É de suma importância conhecer os microrganismos contaminantes, aqueles que estão presentes nos insumos, nos equipamentos, nos cervejeiros e nas diversas áreas da produção (constituindo o que chamamos de “microbiota autóctone do ambiente cervejeiro”). Esses microrganismos, onde estão, não são um problema para a cerveja. Mas, quando entram no processo produtivo da bebida (por falta de higiene ou procedimentos inadequados e não assépticos), podem deteriorar a cerveja, levando à perda de todo o lote.

Quais são os pontos críticos em que microrganismos contaminantes podem se desenvolver na produção cervejeira? E como o controle de qualidade se torna importante para evitá-los?
Como citei anteriormente, diversos microrganismos estão presentes no “ambiente” cervejeiro. Fazer com que eles não façam parte do processo é o que é difícil, mas não impossível. Assim, medidas adequadas de controle de qualidade devem ser tomadas. Devem ser realizadas análises microbiológicas em cada mosto produzido e, também, durante a fermentação e no produto final, além de se fazer uma busca ativa por contaminantes em tinas, válvulas, tanques de fermentação, linhas de envase, etc. Assim, documentando tudo isso, pode-se assegurar as boas práticas na fabricação da bebida e conseguir uma homogeneidade lote a lote.

Quais são os perigos microbiológicos mais comuns no envase de uma cerveja? E como a cervejaria deve agir para que eles não ocorram?
As linhas de envase são os maiores perigos nesta etapa. Mesmo que se tenha uma boa desinfecção de garrafas e latas, a linha, por onde outra cerveja anteriormente já passou, torna-se uma das maiores vilãs na contaminação microbiológica da cerveja. Deve-se fazer limpeza e sanitização adequadas destes equipamentos, usando os produtos químicos adequados (muitas vezes são utilizados produtos inócuos, que não têm ação em biofilmes, por exemplo). Os barris de aço inox também podem ser um problema, pois sua limpeza e desinfecção inadequadas ajudam na proliferação de biofilmes, onde colônias de microrganismos deteriorantes se fixam a restos de cerveja, proteínas, açúcares e água, tornando a remoção difícil.

O que a pandemia do coronavírus pode trazer de mudança para a microbiologia cervejeira? Existe alguma alteração com relação a padrões de segurança e higiene, modo como se cultiva as bactérias, etc? Quais e por quê?
No início da pandemia, vimos uma produção bastante retraída nas cervejarias. Com o passar dos meses o consumidor vem retornando aos poucos, mas com uma mudança importante de hábito: a compra de cervejas em growlers, que aumentou consideravelmente e obrigou as cervejarias a voltarem a ter um ritmo mais acelerado de produção. Infelizmente isso também pode trazer um certo “relaxamento” nas medidas de limpeza e sanitização adequadas. Temos analisado muitas cervejas no laboratório que, antes da pandemia, não tinham qualquer sinal de contaminação e que, durante esse período (muito por conta da produção mais acelerada de algumas cervejarias para tentar suprir essa nova demanda), têm tido resultados positivos para contaminações por bactérias do ambiente cervejeiro. Isso é bastante preocupante.

Qual é o estado dessa ciência no Brasil hoje? Existe verba para pesquisas? E como investir nessa seara pode beneficiar o mercado cervejeiro?
O estudo da microbiologia nunca teve muito incentivo público, muito menos quando se fala em controle de contaminação na indústria cervejeira. As ações que hoje ocorrem são 100% fruto da conscientização de (alguns) donos de cervejarias que começaram a entender que o controle microbiológico é tão importante quanto se usar um bom malte, um lúpulo de qualidade e ter os equipamentos mais caros do mercado.

Alguns se antecipam e fazem os controles em laboratórios próprios ou terceirizados. Outros, perdem levas enormes de cerveja por contaminação e se deparam com a realidade de que investir na prevenção é muito melhor (e mais barato) do que amargar prejuízos por contaminação. Espero que este tema seja muito debatido dentro das cervejarias brasileiras e que o controle de contaminação esteja incluído em todas as fábricas que realmente queiram ter qualidade em seus produtos. Controle de contaminação é investimento, nunca um gasto. Quando os empreendedores se conscientizarem disso, a qualidade da cerveja brasileira dará um grande salto evolutivo.

Menu Degustação: Parceria entre Bud e Imaginarium, software para caseiros…

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A semana cervejeira trouxe novidades que prometem agradar além do paladar cervejeiro. Entre os destaques estão as experiências imersivas da Hoegaardem e da Heineken. Tem, ainda, parceria exclusiva da Budweiser e Imaginarium, além de Semana da Democratização e de um novo clube de assinatura para beergeks. Destaque, também, a um novo software para cervejeiros artesanais. Confira essas e outras novidades.

Budweiser e Imaginarium
A marca da Ambev e a Imaginarium, rede de lojas de presentes e decorações, anunciaram o lançamento de uma linha exclusiva. A ideia é levar aos consumidores itens inéditos com a “cara” da “King of Beers para fazerem de suas casas como se elas fossem os seus próprios reinos”, segundo descreve a Budweiser. Audrei Variani, diretora de Produto e Planejamento da Imaginarium, destaca alguns deles. “Para os momentos de lazer no seu reino, fizemos uma churrasqueira portátil com pés, grelha e tampa para a pessoa se sentir o verdadeiro rei do churrasco! Também tem o avental com acessórios para ficar literalmente com o garfo e a faca na mão, além de uma luminária incrível e cheia de funções: caixa de som Bluetooth, luzes e despertador, para lembrar-se de tirar a cerveja gelada do congelador, e muito mais”. Os produtos estão disponíveis nas lojas físicas e no site da Imaginarium.

Heineken equilibrada
Pensando na saúde mental e física de seus colaboradores, o Grupo Heineken no Brasil transformou a experiência de consumo equilibrado de álcool de seu público interno de colaboradores em uma imersão totalmente digital. Focado em jovens de 18 a 24 anos, o WeLab by Heineken usa uma metodologia exclusiva da companhia e trabalha iniciativas para incentivar mudanças positivas de comportamento dos consumidores em relação ao consumo de álcool. “Nosso objetivo com a versão online do WeLab é dar continuidade a este trabalho tão importante, em especial no momento que estamos vivendo, para criarmos vínculos ainda maiores com nossos jovens profissionais”, conta Ornella Vilardo, gerente de sustentabilidade do Grupo Heineken. Para saber mais sobre a iniciativa, acesse: www.welabheineken.com.br/.

Hoegaarden e pintura
A cervejaria Hoegaarden se uniu mais uma vez ao protejo Paint and Drink para promover uma edição especial e celebrar a chegada da primavera. O evento está marcado para o dia 26 de setembro, às 14h, com transmissão ao vivo em sala exclusiva, pela plataforma Zoom. A edição primavera do Paint and Drink tem como tema principal Paisagens Abstratas e contará com um time de mulheres artistas, além de participação especial de Letícia Volpi, premiada fotógrafa brasileira e artista plástica. “São cerca de três horas de uma experiência imersiva, dentro de casa, descobrindo uma nova forma de diversão, sozinho ou acompanhado. Feita para iniciantes, amadores ou profissionais”, comenta Fernanda Kobayashi, fundadora do Paint and Drink. Para participar é preciso adquirir o ingresso e o kit de pintura, por meio do site www.paintandrink.com, e garantir um momento de imersão na arte.

Clube para geeks
O Clube do Malte lançou o Beer For Geeks, um clube de assinatura pensado para quem já provou de tudo e está em busca de novas experiências sensoriais com a bebida. Todos os meses os participantes receberão duas novidades high-end de cervejarias brasileiras. São rótulos difíceis de achar, feitos com todo o cuidado que os beergeeks merecem. Para o lançamento, o clube terá duas IPAs da paulista Molinarius. “Criamos o projeto Yeast Experience, que consiste na produção da nossa OverCitra original, porém feita com diferentes cepas de levedura, isso para comparação dos efeitos da levedura em questão de aromas e sabores nessa cerveja do estilo New England IPA”, explica Sérgio Müller, cervejeiro e fundador da Molinarius. Mais Informações, acesse o site do clube.

Software para artesanais
A startup Breweria, dos cervejeiros Thiago Coutinho e Andreo Pina, lançou um software brasileiro para cervejeiros artesanais. O “editor de cerveja” é destinado a iniciantes e intermediários e promete facilitar a vida de quem faz cerveja em casa de forma simples, intuitiva e aumentando a eficiência na compra e uso dos insumos. “Nossa ideia era criar uma ferramenta simplesmente acessível, com uma interface moderna, que fosse de fácil compreensão para o público iniciante e que também atendesse ao público em estágio intermediário. Tudo isso com uma excelente relação custo-benefício e em moeda nacional”, explica Andreo, diretor financeiro e sócio-fundador da Breweria. Além do editor, o software pretende ser o elo entre caseiros que queiram trocar ideias, experiências e conhecimentos de forma colaborativa.

Semana de Democratização
A Rise Beer decidiu organizar uma semana para debater preconceitos no setor cervejeiro, que sofreu com a exposição de mensagens preconceituosas e racistas nas últimas semanas. A Semana da Democratização será realizada entre os dias 21 e 25 de setembro e trará uma série de entrevistas e workshops com o tema: Machismo, racismo, homofobia e segregação na mesa do bar. Até quando?. “Queremos trazer como pauta o que não foi ensinado sobre cerveja às pessoas e que elas precisam aprender agora”, revela Kylvia Cordeiro, sócia da Rise Beer. A exposição será gratuita e ao vivo. As vagas para o curso da Semana de Democratização são limitadas. Para participar basta se inscrever através do site do evento.

17 lançamentos de cervejas artesanais brasileiras em setembro

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O mês de setembro reservou inúmeros lançamentos do mercado de artesanais. Enquanto a Dogfight trouxe o seu terceiro rótulo, a cervejaria Dádiva veio com um combo de novidades para todos os gostos. Já a Zev tem seu primeiro rótulo da série Z e a Avós o terceiro lote da série Baltic Negroni. Destaque ainda para novidades da Bodebrown, da Brewpoint e da Oca. Confira esses e outros lançamentos.

Avós
Foi lançado nesta semana, durante a Negroni Week, o terceiro lote da Baltic Negroni, produzida pela Avós, de São Paulo. A cerveja utiliza a base da Baltic Porter e, depois, descansa em uma barrica de carvalho norte-americano que anteriormente continha Negroni. Tem 8,5% de teor alcoólico e lote limitado –  foram produzidas apenas 200 garrafas que já estão disponíveis na Casa Avós e na loja online www.avosemcasa.com.br.

Bodebrown
A cervejaria curitibana Bodebrown apresentou três lançamentos. O primeiro é a Tripel Montfort Vlaamse, que foi envelhecida por 24 meses em barricas de carvalho. A Tripel Montfort original é uma clássica cerveja belga de abadia, mas, para a nova versão, foram adicionadas leveduras selvagens de Vlaamse, uma das designações da região de Flandres. O sabor intenso, ressaltado pela madeira, combina bem com a graduação alcoólica de 10%.

Já a Hair of The Bode Millésime 2018 é uma edição especial que passou por envelhecimento de três anos. A receita original é uma parceria com a cervejaria norte-americana Hair Of The Dog, da cidade de Portland (Oregon), especializada em vintage e strong Ales. Segue o estilo Barleywine, tem teor alcoólico de 11,7% e 50 IBUs. É bem maltada, com notas de uvas passas e dulçor típico de seu estilo. Traz ainda aromas de biscoito, frutas secas, ameixa, além de notas sutis de vinho do porto. Tem potencial de guarda para 20 anos.

E, por fim, a Grapes Stout leva mosto das uvas tannat, cabernet franc e petit verdot, fermentadas com a levedura cervejeira. Foi inspirada no vinho tinto Bodebrown Gran Reserva One Millésime 2017, produzido no Vale dos Vinhedos, Rio Grande do Sul, ainda não lançado. A fórmula base foi elaborada a partir da releitura do clássico estilo Dry-Stout irlandês, com um blend que traz 17% de mosto de uvas e 83% de cerveja. Tem 6,1% de álcool.

Brewpoint
Microcervejaria de Petrópolis, a Brewpoint lançou a sua Brewpoint Red Ale. A cerveja tem média carbonatação, baixo teor alcoólico e, no seu aroma, leve tostado dos maltes e toffee. Já no sabor destaca-se o amargor dos tradicionais lúpulos ingleses terrosos. A cervejaria é umas das associadas à Rota Cervejeira RJ.

Leia também – 17 opções de delivery na Rota Cervejeira RJ

Dádiva
A Cervejaria Dádiva está repleta de lançamentos. Um é a linha Hoppy Breakfast, que traz duas Oatmeal Cream Double IPAs com 70% de aveia em suas receitas. Na #1, há aromas e sabores de frutas amarelas com toque de coco, baunilha e morango. Já a #2 é uma mescla de aromas e sabores de frutas cítricas, além de frutas brancas como uva e lichia. Todas as cervejas da linha apresentam 8,2% de teor alcoólico e vêm em latas de 473ml.

A outra linha lançada pela marca é a True. São quatro rótulos de Russian Imperial Stout feitos com carvalho norte-americano e diferentes adjuntos, todos com 10% de teor alcoólico e envasados em latas de 350ml. O primeiro deles explora a complexidade que diferentes tostas em cocos podem trazer; o segundo utiliza cacau do produtor Ivan Dantas, do Pará; o terceiro usa baunilha de origens distintas; e o quarto tem café da Fazenda Ambiental Fortaleza.

Além desses lançamentos, outra novidade é a Altbier, que fará parte da Classic Styles, linha de cervejas que já soma quatro variações de rótulos que trazem receitas tradicionais.

Dogfight
A cerveja Commandos é o terceiro rótulo da Dogfight Beer. Trata-se de uma American Double New England IPA que reúne um grupo de elite dos lúpulos com double dry hopping, no limite do estilo double. Tem 8,6% de teor alcoólico, 72 IBUs e chega em latas de 473 ml e em barris descartáveis de 20 litros. O nome é uma homenagem ao primeiro grupo de elite do exército britânico formado em 1940 durante a Segunda Guerra Mundial, The Commandos.

Oca
A Oca ganhou um reforço no time de produção com a contratação de Lucas Domingues que, já no mês de setembro, vai gerar seus primeiros frutos: a Urucum, uma Catharina Sour com morango, maracujá, hibisco e urucum, e a Abaçaí, uma South American Sour Ale com maxixe e infusão de um Gin Amazônico, feito exclusivamente para a cerveja com pacová, puxuri, guaraná, velame, poejo e diversas outras especiarias. Lucas Domingues é reconhecido por trazer receitas únicas com ingredientes incomuns e tipicamente nacionais como, por exemplo, o mandacaru, o xique-xique, o cupulate e o pacová, entre outros.

Satélite
Outra novidade a chegar ao mercado no final do mês é a colaborativa Irídio American Barley Wine, das cervejarias Satélite e Maltvs. Batizada com nome de elemento raro e inspirada na temática espacial, a cerveja tem 11,9% de teor alcoólico, é frutada, licorosa, com notas de jerez, caramelo e frutas secas e cítricas. Ela chega em duas versões para o mercado: em sua receita original e na versão barrel aged, maturada em barrica de carvalho europeu por cinco meses. As duas versões terão garrafas de 300ml.

Zev
A cervejaria Zev lança o primeiro rótulo da Série Z. É a Zev Wild Sour, uma bebida no estilo Wild Sour feita com carambola e manga. Envelhecida por um ano em barricas de carvalho e com Brettanomyces, ela tem 8,3% de teor alcoólico e está disponível em formato de chope e lata de 473ml. “Buscamos as melhores conexões e sabores sempre mantendo nossa identidade única. A ZEV é assim, espírito livre e desejo por fazer uma cerveja memorável”, comenta Mikail Ganizev, sócio da cervejaria.

IPA Day Brasil é adiado por conta do coronavírus e fica para novembro de 2021

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Na esteira dos eventos postergados por conta da pandemia da Covid-19, o IPA Day Brasil – o maior festival de cerveja do mundo do estilo India Pale Ale – foi adiado para 13 de novembro de 2021. A 9ª edição do evento estava programada para acontecer no dia 2 de novembro de 2020, em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, local onde acontece desde 2012.

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Conforme explicou a organização, as edições regionais também tiveram as datas alteradas. Em São Paulo, a festa será realizada no dia 07 de agosto. E, em Porto Alegre, a data ainda será definida para o próximo ano, mas o evento está confirmado.

Rafa Moschetta, um dos organizadores do festival, justificou a mudança. “Os protocolos sanitários estabelecidos ainda não viabilizam a realização do IPA Day nos próximos meses com a segurança, o conforto e a diversão que sempre marcaram todas as edições do evento”, aponta Moschetta, detalhando as razões do Ipa Day Brasil ter sido adiado.

“Temos um compromisso com nosso público de promover sempre uma festa melhor que a anterior a cada edição e isso será cumprido. Também vamos honrar nosso compromisso com a segurança não só dos hopheads, mas de nossos voluntários, fornecedores, staff e toda a comunidade que tem se esforçado para conter a pandemia”, completa o organizador.

Moschetta lamenta, ainda, o impacto da pandemia no setor. “Todo o segmento está profundamente impactado economicamente. Investimentos foram perdidos, contratos precisaram ser revistos e as contas continuam chegando pois, embora os eventos sejam sazonais, exigem compromissos financeiros ao longo do ano.”

Ingressos remarcados
Quem já havia comprado os ingressos para o evento pode ficar tranquilo, segundo garantem os organizadores. A política dos ingressos comercializados segue os termos da Lei 14.046/20, que garante a remarcação de evento cancelado ou o crédito para uso em outros serviços da empresa dentro do prazo de 12 meses após o término do estado de calamidade pública, reconhecido pelo Decreto Legislativo n.º 6/20.

Os bilhetes para os eventos de Ribeirão Preto e São Paulo, assim, serão automaticamente remarcados para as novas datas sem qualquer custo operacional. Já para quem não puder comparecer, o valor poderá ser convertido em créditos para a compra de produtos da marca, o que inclui ingressos para outras edições do evento dentro dos próximos 12 meses.

Sara Araujo comenta ataques racistas: “Tenho medo de encontrar essas pessoas”

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Ter a competência profissional atacada por causa da raça e do posicionamento crítico diante da falta de diversidade do setor em que atua. Foi o que aconteceu com a sommelière Sara de Jesus Araujo, alvo de mensagens de cunho racista em um grupo de WhatsApp que reunia cerca de 200 homens do mercado cervejeiro. E, em resposta a essas atitudes, como destaca o seu advogado, a expectativa é de que o caso se torne “paradigmático” em função da punição aos envolvidos.

Djefferson Amadeus, advogado criminalista e diretor do Instituto de Defesa da População Negra, é o responsável por representar Sara Araujo no caso advindo da divulgação de mensagens preconceituosas publicadas contra a sommèliere no grupo Cervejeiros Illuminati.

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Ele irá apresentar petição ao Ministério Público contra cerca de dez pessoas que escreveram o conteúdo contra Sara Araujo. A partir daí, espera que a procuradoria abra investigação por injúria racial contra os envolvidos.  “Esse caso será paradigmático nesse sentido, em relação à grandiosidade das indenizações, bem como da responsabilidade criminal para essas pessoas”, relata Amadeus ao Guia.

“Os próximos passos serão a marcação das audiências, quando as petições vierem a ser protocoladas, bem como do segmento do eventual processo a fim de que essas pessoas possam responder pelos atos que cometeram, também sendo avaliadas e analisadas eventuais propostas que vêm sendo oferecidas”, acrescenta o advogado.

Na sequência dos ataques contra Sara Araujo, mais mensagens preconceituosas do grupo foram divulgadas, algumas delas do então presidente da Associação Brasileira de Cerveja Artesanal (Abracerva), Carlo Lapolli, que renunciou ao cargo no início de setembro, assim como os demais membros de sua diretoria. Desde então, a entidade vem sendo gerida interinamente por Nadhine França, coordenadora do núcleo de diversidade, até a realização de eleições em 15 de outubro.

“Ainda acordo no meio da noite desesperada”
Ao Guia, Sara Araujo defendeu que as mensagens envolvendo o seu nome não são um mero caso de preconceito, devendo ser definidas como racismo. “Em primeiro lugar, foram casos de racismo, machismo e LGBTfobia, as mensagens que recebi não deixam margem para outras interpretações. É preciso pontuar, é preciso nomear corretamente as coisas, racismo é crime. Preconceito é uma outra dimensão, repugnante e inaceitável, porém, está mais implicado no campo moral. Racismo é crime e ponto, está na lei”, diz a sommelière, relembrando a dor enfrentada a partir do momento em que as mensagens se tornaram públicas.

“Pedir a uma vítima para avaliar uma violência sofrida é submetê-la novamente às violências. Eu fui uma das vítimas, e, digo, não superei todo o sofrimento e dor que sofri. Noites sem dormir, diarreia, vômito, desespero, baixa de imunidade e medo foram algumas das reações que tive ao saber que fui vítima desse crime violento, porque é. Atingiu a humanidade, eu adoeci.

Nenhuma pessoa deveria passar por uma violência como essa. É triste e nojento saber que as pessoas que manejam a cerveja que você consome são capazes de terem comportamentos tão nocivos, que um líquido tão sagrado, usado para celebrar a vida, se interseccione com a dor e sofrimentos das pessoas.

Passado um mês de tudo isso, ainda acordo no meio da noite desesperada, com medo de encontrar essas pessoas por aí, com medo de sair na rua, mesmo sabendo que elas podem nem morar na mesma cidade que a minha.

Fique sem contar as agressões sofridas naquele grupo cervejeiro à minha família, estou sem visitá-la em razão da Covid-19, e não queria que eles passassem por esse sofrimento. Com a reportagem saindo no Fantástico, não tive escolha. Liguei para minha mãe e irmã e irmão, falei com meus sobrinhos e sobrinhas, porque eles já entendem e não queria que sofressem ao me verem contar uma história tão violenta.

Minha mãe, quando me ouviu falar, ficou em silêncio. Eu só ouvia sua respiração cheia de angústia. Imagine como me senti, devastada. Ela sabe que luto contra o racismo, sempre soube, mas nenhuma mãe está preparada para ver seu/sua filho/a agredido/a. Não sai da minha cabeça a voz embargada da minha mãe.

Minha irmã, e irmãos, ficaram igualmente tristea. Ligaram para mim assim que a reportagem acabou, para saber como eu estava e dizer que estavam ao meu lado. Foi tudo isso que aquelas pessoas causaram, dor e sofrimento.”

Sugestões para o Código de Ética
As mensagens contra Sara Araujo e os demais conteúdos preconceituosos que se tornaram públicos nas últimas semanas reforçaram a necessidade de implementação de um Código de Ética pela Abracerva, processo que foi iniciado em 26 de agosto, com a sua divulgação.

As sugestões ao documento podem ser enviadas até a próxima quinta-feira, com um debate agendado para o domingo seguinte (27 de setembro). E a assembleia extraordinária para a sua votação e implementação ocorrerá em 27 de outubro.

Ao Guia, Sara Araujo disponibilizou suas 11 sugestões enviadas à Abraceva para inclusão no código de ética. Confira.

  1. Inclusão de minorias políticas (mais de 54% da população é negra, portanto, não é uma minoria). Ampliação da diversidade étnica (negros, indígenas), do número de mulheres, pessoas LGBTT+ e pessoas com deficiência na gestão. É preciso deixar isso explícito, ainda mais depois de tudo o que ocorreu no mercado cervejeiro.
  2. Inserir um inciso que trate especificamente de rótulos de cervejas, que se tenha uma comissão da diversidade para evitar casos como os das cervejas Cafuza e Cirilo (trago esses dois exemplos, embora tenham vários), impedindo a ridicularização de corpos pretos e ajudando na naturalização da violência. Isso se aplica a mulheres, pessoas com deficiência e pessoas LGBTT+. As cervejarias têm de entender que a liberdade de expressão não pode afrontar a dignidade da pessoa humana.
  3. Inserir um inciso que obrigue as cervejarias a incluir educação antirracista e educação para diversidade no treinamento dos funcionários.
  4. Orientar as escolas que formam profissionais para o mercado cervejeiro a incluírem a matéria antirracista no seu plano pedagógico (vide a Lei Federal 10.369/03 e 11.645/08), como também para a diversidade, incluindo pessoas com deficiência e LGBTT+.
  5. Incluir um inciso que oriente as empresas e toda a cadeia que trabalha com a cultura cervejeira a incluírem cotas para a diversidade, contratando esses profissionais.
  6. A Abracerva deve ter um plano permanente de orientação para a diversidade.
  7. A Abracerva deve promover palestras sistemáticas nos festivais cervejeiros para a diversidade.
  8. Ter punição para associados que pratiquem atos que violem a dignidade da pessoa humana, atos de violência como racismo, injúria racial, LGBTfobia e misoginia.
  9. Instalar uma ouvidoria para receber reclamações das vítimas.
  10. Prestar ajuda às vítimas de violência praticadas pelos associados.
  11. Procurar auxílio das pessoas especializadas em demanda referentes às minorias políticas.

O que difere a logística da distribuição e como ela pode beneficiar uma cervejaria

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Nos últimos anos as cervejas artesanais ganharam corpo e relevância no setor, trazendo junto as dificuldades de um mercado ainda não tão maduro. Uma delas – ponto delicado para muitas marcas até hoje – envolve a logística de como fazer com que seu produto chegue fresco, em segurança e com custos competitivos aos pontos de venda.

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Tal dificuldade se mostrou ainda mais visível nos últimos meses, quando a pandemia do coronavírus levou ao necessário fechamento de bares e restaurantes e reforçou a venda de cerveja e de chope artesanal por delivery, o que exigiu uma nova estratégia operacional.

Diante desse cenário e da necessidade de buscar novas soluções, surgiu uma questão: afinal, qual a diferença entre logística e distribuição de cerveja? “É a pergunta que mais ouvimos”, conta Luciano Demattio, fundador da Hoplog, a primeira empresa de logística especializada no atendimento ao mercado cervejeiro.

O termo logística tem origem grega e significa habilidades de cálculo e de raciocínio lógico. No mundo dos negócios, pode ser definida como um conjunto de métodos e meios adotados para entregar os produtos certos, no local adequado, no tempo combinado.

Ao longo da história, segundo relata o fundador da Hoplog, o conceito foi amplamente aplicado e aprimorado em tempos de guerra, quando a gestão eficiente de qualquer recurso disponível é essencial – o que se aplicava para estoque, manutenção e distribuição de materiais como alimentos, remédios, armas, roupas e transporte.

Na prática do mercado, por sua vez, o processo de gestão de logística – feito internamente pelas empresas ou por parceiros – passa pela armazenagem, gestão de estoque, transporte de insumos e produtos que entram e saem, sempre visando a eficiência e a redução de custos.

Para cervejarias, então, há diferenças significativas entre contar com parceiros logísticos, com uma transportadora ou com uma distribuidora – e a opção por um modelo ou por outro muda completamente o dia a dia de uma cervejaria.

“Muitos confundem os dois conceitos. Embora até estejam interligados, eles possuem diferenças entre si. Uma distribuidora de bebidas nada mais é do que um comércio de vendas de bebidas do distribuidor para o consumidor final ou pontos de venda. Sendo assim, disponibiliza estoque apenas para a comercialização”, resume Luciano.

“A logística, no entanto, possui um foco mais específico: possibilitar que as cervejas cheguem rapidamente aos pontos de vendas, disponibilizando uma armazenagem adequada, com estratégias de otimização de custo e tempo”, acrescenta o fundador da Hoplog. “A logística visa o processo interno das cervejarias, como armazenagem, gestão de estoque, transporte de entrada e saída de cervejas, logística reversa e redução de custos, porém não trabalha com a parte comercial, deixando as vendas a cargo das cervejarias e distribuidoras.”

Agilidade
Com a proposta de oferecer serviços que tragam de fato ganhos operacionais, a Hoplog tem a premissa de realizar entregas aos PDVs com agilidade. Conta, para isto, com uma área de armazenagem de 90m2 localizada em uma região estratégica da capital paulista (na Lapa de Baixo, com acesso fácil às marginais Tietê e Pinheiros, principais corredores de escoamento de cargas da cidade), o que a permite manter estoques refrigerados ou secos.

Em sua proposta de trabalho, a Hoplog se compromete com a entrega de barris em até 24 horas e de latas e garrafas em até 48 horas, garantindo que os produtos cheguem frescos a seu destino. “Esse é o grande diferencial que fez com que dobrássemos o atendimento e as entregas aos PDV’s de nossos clientes”, aponta Luciano.


A gestão logística eficiente, aliás, foi providencial para os clientes da Hoplog em tempos de pandemia, período em que fluxos comerciais, mix de produtos, canais de venda e estratégias em PDVs precisaram ser radicalmente modificados.

“Durante a pandemia não paramos nenhum dia. Aumentamos os cuidados na armazenagem e entrega, seguindo todas as normas da OMS e nos adaptamos às novas realidades de cada cliente durante as paralisações dos comércios”, conta Luciano, que vê no parceiro logístico um elemento-chave da capacidade das cervejarias se manterem em um momento conturbado.

“Foi um período difícil, mas garantir o escoamento das cervejas até os pontos de vendas foi essencial para não prejudicar ainda mais os negócios”, complementa o fundador da empresa especializada em logística para o mercado cervejeiro.

Conheça melhor a Hoplog em seus perfis do Instagram e do Facebook.

Baden Baden amplia seu portfólio e lança três estilos em latas

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Uma excelente novidade movimentou o mercado de cerveja nesta semana. Os estilos Cristal, IPA e Witbier da Baden Baden agora também estão disponíveis em latas de 350 ml. As novas embalagens ampliam o portfólio da marca da Heineken, que já disponibiliza os rótulos em garrafas de 600 ml e draft.

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Outra novidade é o QRCode impresso no rótulo das latas que redireciona o consumidor para o site www.badenbaden.com.br/experiencia e dá acesso à primeira degustação cervejeira por realidade virtual do Brasil. A experiência acontece por meio de vídeos imersivos e sensoriais no universo de cada um dos estilos da marca.

Para Natália Menezes, gerente de marketing da Baden Baden, enquanto as garrafas são ideais para compartilhar, as latas são perfeitas para o consumo individual. “A novidade é um convite da Baden Baden a qualquer pessoa que deseja elevar sua experiência cervejeira criando momentos de indulgência no dia a dia.”

A Baden Baden Cristal é uma Pilsen com aroma floral do lúpulo e leve dulçor dos maltes especiais. Já a American IPA equilibra o amargor com o intenso aroma e sabor cítricos provenientes da adição de suco de maracujá, enquanto a Witbier é uma cerveja não filtrada de trigo, leve e refrescante, que equilibra aromas cítricos remetendo à casca de laranja com picantes que lembram semente de coentro, segundo descrição da cervejaria.

As latas da Baden Baden estão disponíveis em redes de supermercados das regiões Sudeste, Sul e no Distrito Federal, com preço sugerido de R$ 5,39.

13 avaliações sobre como deve ser a nova gestão da Abracerva

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A divulgação de mensagens de teor preconceituoso de diferentes personalidades do setor cervejeiro provocou uma mudança relevante no segmento. Responsável por parte desse conteúdo, o então presidente da Associação Brasileira da Cerveja Artesanal (Abracerva), Carlo Lapolli, renunciou ao cargo no início de setembro, assim como os demais membros da sua diretoria, abrindo espaço para uma nova gestão. Afinal, eleições foram convocadas para 15 de outubro. Até lá, a entidade será administrada por Nadhine França, coordenadora do núcleo de diversidade.

A mudança iniciada na Abracerva e que terá na escolha de uma nova diretoria um passo importante, porém, não pode ficar restrita aos nomes. Diferentes especialistas ouvidos pelo Guia destacaram a importância de que a chapa eleita preze pela diversidade em sua composição e, também, em suas iniciativas, fortalecendo o recém-proposto código de ética, pautando-se por ele e pelos conceitos de igualdade. Além disso, é necessário condenar qualquer atitude preconceituosa e lutar pela inclusão dentro do segmento.

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Eles ressaltam que a Abracerva precisa ser inclusiva nas suas ações, para que os diferentes participantes do setor de artesanais se sintam representados pelas suas iniciativas, sem que apenas os interesses das cervejarias tenham proeminência, embora reconheçam a importância das demandas das marcas.

Apontam, ainda, a necessidade de uma gestão descentralizada, que permita a expansão do setor e das suas atividades para diferentes regiões do país e segmentos da sociedade. Isso seria, na visão dos especialistas, fundamental para que o setor se torne, de fato, inclusivo e mais democrático.

Confira, abaixo, 13 avaliações sobre como deverá ser a nova gestão da Abracerva.

Sara Araújo (sommelière)
Seria inaceitável que pessoas que estiveram naquele grupo (Cervejeiros Illuminati, do qual foram vazadas mensagens preconceituosas) continuassem gerindo uma associação que representa o campo da cerveja. Corroboraria com as violências e atitudes abjetas direcionadas a mim e as outras pessoas, mencionadas nas mensagens.

Imagino que (a nova gestão da Abracerva) seja pautada pelo direito à dignidade humana, que seus dirigentes possam lutar para que nenhuma pessoa seja vítima de violência no campo da cerveja, que haja maior controle e rigor, que as pessoas sejam responsabilizadas pelos seus atos, que lutem por equidade e diversidade, que levem a pauta racial e de toda minoria política a sério, que lutem pela melhor inclusão das mulheres no meio cervejeiro. Que essas mulheres sejam plurais, que lutem pela inclusão das pessoas LGBTT+, indígenas e pessoas com deficiência. Que busquem melhorias para o setor e que todas as vidas sejam tratadas com respeito e equidade. Que rótulos de cervejas não reproduzam nem naturalizem violências.

Quando uma pessoa negra aponta o racismo, as pessoas brancas não as levam a sério. Isso é um dos pontos que a nova gestão precisa se atentar: a forma como as minorias políticas são representadas nos rótulos de cervejas, para evitar a naturalização de violências a esses corpos vulnerabilizados.

Fabiana Arreguy (jornalista e sommelière)
Penso que deve ser uma gestão plural, com representantes de todos os grupos atuantes dentro do segmento cervejeiro artesanal. É preciso que os negros, que as mulheres, que os nordestinos, que os LGBTQIA+ estejam presentes e com representatividade em uma nova diretoria da associação que pretende ser a representante de todo o segmento. Do contrário, será trocar 6 por meia dúzia.

Além de uma composição plural, a atuação da nova gestão da Abracerva deve estar atenta a todas as dores do setor, não somente aos interesses de cervejarias. Há outros players no mercado, que atuam em outras frentes que não a produção de cervejas. Eles também devem ser ouvidos, contemplados com ações e medidas adotadas pela associação.
O código de ética, proposto há poucos dias pela Abracerva através do núcleo pela diversidade, é um instrumento importantíssimo, ao qual a nova diretoria deve se subordinar para uma gestão mais ética e equânime.

Carlo Enrico Bressiani (diretor da Escola Superior de Cerveja e Malte)
Toda crise pode ser positiva se bem aproveitada. Essa crise fará a preocupação com a diversidade ser maior. A Abracerva é uma associação de cervejarias, embora congregue a maior parte do mercado, e esse precisa ser o foco. Ela precisa defender o interesse das microcervejarias. Não acho que a Abracerva possa perder esse norte, porque foi constituída para isso. O seu papel é fazer a interlocução com as entidades governamentais e os grandes grupos. Isso não sai de pauta, mas a questão de diversidade passa a ser também prioritária.

Diego Dias (fundador da Cervejaria Implicantes)
Ficou comprovado como não existe mais espaço para preconceitos como misoginia, racismo e homofobia. A nova gestão da Abracerva tem de abraçar essas causas, não sendo só da boca para fora, mas atuando na parte prática. Com a internet, como nós vimos, todos têm acessos ao histórico dos candidatos. Se porventura a nova presidência não abraçar as causas, isso vai repercutir de maneira negativa para o mercado. É preciso pensar em ações afirmativas.

Anne Galdino (sommelière e tecnóloga cervejeira)
A exposição de pessoas que o público cervejeiro tinha uma super consideração foi o mais impactante. Porém, em tudo que acontece, temos de ver o lado positivo. O lado positivo foi ver que temos de mudar a postura em relação à sexualidade, gênero, raça, etc., no meio em que estamos.
O mercado cervejeiro brasileiro é tão pequeno e precisa de mais avanço, e nada melhor do que agora lutarmos por respeito, termos associações cervejeiras – como a Abracerva – que sejam inclusivas e que realmente tenham iniciativas que façam com que todos no meio cervejeiro se sintam representados. Espero ver um mercado cervejeiro mais inclusivo, menos preconceituoso e próspero.

Sady Homrich (cervejeiro, sommelier e baterista do Nenhum de Nós)
Tenho certeza de que a Nadhine conduzirá bem as ações até a eleição em outubro. Resta a esperança de que a nova diretoria eleita dê sequência ao importante trabalho político que vinha consolidando sua representatividade com importantes conquistas. Cabe às cervejarias dar essa legitimidade à sua associação brasileira. Ainda haverá muito trabalho para reverter os desafios que esse ano de 2020 está trazendo. Espero que com mais convergência, objetividade, igualdade, tolerância e recuperação da autoestima. Esses conceitos terão de fazer parte das receitas das próximas cervejas.

Diego Masiero (sócio da editora Krater)
A nova gestão necessariamente precisa ser mais representativa e diferente da Brewers Association, que levou décadas para se posicionar a respeito. Precisa trabalhar sob a lógica que inclua e dê protagonismo às minorias.
Imagino uma gestão principalmente composta por mulheres, que siga comprometida em atender as demandas e a fomentar mercado em todo território nacional. Necessariamente, deve-se pautar políticas afirmativas como valores dos associados para contratação de profissionais, na linha do que se apresentou no esboço do código de ética.

Acredito também que a gestão precisa ser conduzida de forma não personalista, buscando horizontalidade que permita à associação uma maior presença e fluidez em um trabalho descentralizado. Hoje não existem recursos financeiros suficientes para que haja representantes executivos em todas as regiões do país, e uma direção horizontal poderia dar conta disso.

Candy Nunes (sommelière)
Avalio que, assim como na vida em geral, enquanto tivermos que colocar máscaras físicas para nos protegermos, as máscaras sociais vão caindo e expondo a face preconceituosa e retrógrada de um comportamento social em absoluto declínio.

Acredito ser de suma importância, dada a possibilidade que se abre para uma mudança estrutural, que isso aconteça de forma genuína! Que haja força capaz de gerir a associação, colocando como prioridade a ética e criando ferramentas práticas para a inclusão, que possibilite que a diversidade seja o padrão e não um sistema de cotas. Mais importante ainda é que não haja espaço para a adesão de pessoas que de fato não representam as minorias sociais, que nunca fizeram nada pelos movimentos e que porventura desejem “surfar” essa onda para mais uma vez se beneficiar pessoalmente, apropriando-se da luta apenas para criar seu palanque e se auto-beneficiar. Que a Abracerva seja ocupada por uma força genuína e capaz!

André de Polverel (presidente da Cooperbreja)
Sem entrar no mérito da questão, olhando apenas para o mercado cervejeiro e para o futuro da Abracerva da qual sou associado, vejo com grande apreensão a decisão de Carlo Lapolli. Espero que possamos encontrar uma liderança à sua altura que possa dar continuidade a todas as demandas da cerveja artesanal e independente.

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Gabriella Rubens (sommelière)
Os casos de preconceito expostos nas últimas semanas só transparecem o que o mercado é: elitista, machista e, acima de tudo, racista. Isso é algo que quem faz parte das minorias não questiona. Eu trabalhei como chão de fábrica, no salão de um brewpub em Santos e não vi um dia em que minha qualificação não fosse questionada. Isso tem de mudar, eu não posso nem devo ser questionada pelo que o cliente vê (uma mulher negra), acho que minha qualificação basta.

Vi a gestão da Abracerva desmoronar. Sinceramente, gostei de ver a Nadhine assumir, me vejo nela, vi um ambiente seguro para mim nessa mudança. Só quem faz parte do grupo que sofre ataques sabe o que é ter a paixão pela cerveja e tentar viver, sobreviver nesse mercado não sendo parte do perfil padrão. Spoiler: dói.

Imagino uma nova gestão inclusiva com filtros, filtros que não aprovem o racismo recreativo, que não aprovem o machismo, a LGBTfobia. Estamos em 2020, chega dessa postura exclusiva em um mercado de uma bebida tão inclusiva.

Sulamita Theodoro (sommelière de Cervejas pela Escola Mineira de Sommelieria)
A Abracerva tem a sua razão para existir, está no seu propósito o “objetivo de fortalecer o segmento”. As maneiras para se dar este fortalecimento podem ser amplas e precisamos enfatizar que a diversidade e ações de inclusão não desfavorecem o crescimento. Pelo contrário, são capazes de garantir ainda mais visibilidade profissional, de serviço e dos produtos. A população brasileira é composta em sua maioria por negros e negras, com cada vez mais consciência sobre raça e classe, além de poder econômico. No caso de uma nova gestão que não inclua em seus objetivos concretos ações que possam garantir a fidelização deste público, vai se abrir mão de um capital econômico e humano qualificado. Mas o racismo e os preconceitos tratam disso: ignorar os diversos aspectos das relações humanas, econômicas, estruturais e socioculturais que podem, em conjunto, contribuir para avanços significativos sem que haja prejuízo para estes que escolhem essa posição criminosa das agressões pelo ódio.

A nova gestão deve focar em refletir as demandas da sociedade e do mercado, assegurando representatividade em sua estrutura de conselho e diretoria, mas também investindo em ações de ampliação e fortalecimento de iniciativas que possam agregar às estratégias e planejamento de médio e longo prazo para atender ao seu objetivo.

Eu desejo que entendam que essa demanda, apontamentos e propostas não vão desaparecer como em um piscar de olhos e que, a partir dos últimos ocorridos, cada profissional e indivíduo que compõe a nossa sociedade e, principalmente, o mercado cervejeiro, possa repensar suas ações nas esferas das relações comerciais e humanas. Se a máxima de que “Vidas Negras Importam” não for suficiente, entendam que “nossa grana” não contribuirá com essas estruturas mais.

Cilene Saorin (sommelière, mestre-cervejeira e diretora da Doemens Akademie no Brasil)
Sobre uma nova composição e gestão da Abracerva, penso que é preciso ter olhos atentos para a pluralidade e a representatividade. Que seja uma equipe de mulheres, homens, pretos, brancos, heteroafetivos, homoafetivos, dentre outras diversidades. Não temos tempo a perder. No mundo dos negócios, o inevitável capitalismo tem de ser inteligente – ou seja, inclusivo. Daqui adiante, é sim ou sim.

Ivan Tozzi (sócio-proprietário da Three Hills)
A nova gestão deve ser formada por pessoas que acreditem na inclusão, que apostem na diversidade e que saibam de fato entender que precisamos, mais do que nunca, democratizar o acesso ao nosso setor, seja o acesso à cerveja artesanal, seja o acesso ao aprendizado. Precisamos sair urgentemente do meio elitizado, precisamos chegar às comunidades. A nova gestão deve pensar a partir do foco nesse público. Buscar alternativas para ajudar a baratear produtos, levar conhecimento e propor debates contínuos sobre o tema.

Rara e cultuada, Goose Island Bourbon County chega ao Brasil nesta semana

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A espera acabou. Uma das cervejas mais raras do mundo, a Goose Island Bourbon County desembarca nesta quinta-feira no Brasil. Trata-se de um dos lançamentos mais esperados pelos cervejeiros, afinal, o rótulo é um dos mais icônicos do mercado e chega ao país apenas uma vez a cada ano.

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A nova safra da Goose Island Bourbon County é envelhecida em barris de Heaven Hill, Buffalo Trace e Wild Turkey, proporcionado um sabor com notas de cacau, baunilha, caramelo, chocolate e amêndoa. Tem teor alcoólico de 14,7% e 60 IBUs.

E as novidades da Bourbon County envolvem o próprio lançamento, que neste ano será em formato de lives realizadas na página da marca. Para quinta-feira, às 20 horas, os mestres cervejeiros da Goose, Guilherme Hoffmann, do Brasil, e Jon Naghski, de Chicago, comandam a primeira apresentação que deverá trazer informações sobre a história, o processo de produção e as curiosidades da Bourbon.

“Neste ano, além da venda ser anunciada com antecedência, vamos trazer o mestre cervejeiro da Goose Island para explicar a tradição e o processo da Bourbon County para todos”, antecipa Guilherme Hoffmann.

Seguindo com a programação, no dia 25, em parceria com o Empório da Cerveja, a live abordará as características sensoriais do líquido e dicas de como degustar e harmonizar a cerveja com o menu disponível no Brewhouse da Goose Island. O bar também contará com um volume único de chope exclusivo no Brasil, que será vendido em taças especiais.

A Goose Island Bourbon County é uma Imperial Stout maturada em barris de whisky bourbon, elevando a complexidade da cerveja e a deixando ainda mais aromática e saborosa. A safra 2019 é uma edição limitada de garrafas que estará disponível para compra no Brasil através do site Empório da Cerveja.