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Dádiva adere ao movimento Black is Beautiful e lança cerveja contra o racismo

Em campanha contra o racismo, a Dádiva anunciou a produção de uma cerveja colaborativa com o Empório Alto dos Pinheiros (EAP). A Imperial Stout das marcas adere ao projeto norte-americano Black is Beautiful, que nasceu de ações mundiais em combate à discriminação racial surgidas após um policial branco matar sufocado o jovem negro George Floyd.

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Com a importante iniciativa, as marcas se comprometem a doar 100% do valor arrecadado nas vendas a projetos focados em promover a luta pela igualdade racial, além de reforçar a discussão pública sobre a necessidade de reconhecimento do racismo no mundo e da reflexão sobre as formas de combatê-lo.

“Temos tentado entender o que podemos fazer para nos transformar em uma empresa cada vez mais inclusiva, de forma a contribuir para tornar o mercado cervejeiro como um todo mais justo e mais plural”, destaca Luiza Tolosa, sócia-fundadora da Dádiva, detalhando a ação contra o racismo.

O destino do valor arrecadado com a ação será o Centro de Estudo das Relações de Trabalho e Desigualdades (CEERT), organização não-governamental que produz conhecimento, desenvolve e executa projetos voltados para a promoção da igualdade racial e de gênero. Tolosa esclarece que o CEERT foi conhecido recentemente pela cervejaria e impressionou pela “seriedade dos projetos desenvolvidos e organização”.

A cerveja colaborativa será uma Imperial Stout com corpo extremamente aveludado, 10% de teor alcoólico, notas predominantes de amendoim, paçoca e calda de chocolate, e um final levemente amargo, remetendo ao café. Deve chegar ao mercado na próxima segunda-feira (10/8) e poderá ser comprada no Empório Alto dos Pinheiros.

Black is Beautiful
Trazendo a necessária discussão de preconceito e racismo para o setor cervejeiro, o movimento Black is Beautiful foi criado por Marcus J. Baskerville, dono da cervejaria texana Weathered Souls. Foi um apoio ao movimento Black Lives Matters, que ganhou novo ímpeto (e as ruas) após o assassinato brutal do negro norte-americano George Floyd por um policial branco da cidade de Mineápolis, em Minnesota.

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As cervejarias que aderiram à campanha devem seguir as diretrizes elaboradas pelo seu idealizador e disponibilizadas na página blackisbeautiful.beer.

Essas diretrizes incluem, entre outras ações, o compromisso com um trabalho de longo prazo visando à inclusão, bem como orientações sobre a elaboração da receita da cerveja e a utilização de um rótulo comum.

Com influência de balanço, ação da Ambev termina julho desvalorizada

Na contramão do índice Bovespa, a ação da Ambev caiu em julho e fechou o pregão da última sexta-feira com desvalorização de 1,70% em relação ao último mês. A queda no preço do papel (ABEV3) se deu principalmente pela recepção negativa ao balanço do segundo trimestre da multinacional cervejeira, divulgado no dia 30.

A ação ordinária da Ambev fechou o pregão da última sexta-feira com o preço de R$ 13,90, sendo que havia começado julho cotada a R$ 14,14. Assim, manteve o cenário de queda expressiva em 2020, pois o papel da Ambev havia terminado 2019 a R$ 18,67. Com isso, a desvalorização neste ano está em 25,55%.

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Essa queda em julho foi influenciada pela divulgação dos resultados da Ambev na quinta-feira, com redução de 49% no lucro. Analistas avaliaram que a cervejaria inicia uma recuperação, mas o mercado entendeu diferente, tanto que a ação havia encerrado o pregão de quarta-feira com valor de R$ 15,15. Ou seja, em dois dias, desvalorizou 8,99%.

Já a Bolsa de Valores de São Paulo registrou o quarto mês consecutivo de recuperação, após um início de 2020 desastroso. O índice Bovespa, considerado o mais importante do principal mercado nacional, fechou julho em 102.912,24 pontos, sendo que havia terminado junho em 95.055,82. Desse modo, valorizou 8,27% no período.

Permanece, no entanto, sendo insuficiente para recuperar as expressivas perdas do primeiro trimestre do ano, pois o Ibovespa tinha encerrado 2019 com 115.645,34 pontos. Com isso, mesmo com a recuperação de abril, maio, junho e julho, a queda acumulada em 2020 está em 11,01%, influenciada diretamente pelo pior primeiro trimestre da história do Ibovespa.

Além disso, a recuperação da Bolsa se dá em um cenário de alguma incerteza, especialmente pela possibilidade de uma segunda onda de contaminação do coronavírus, embora haja uma acelerada busca por uma vacina.

Também há o risco do aumento das tensões entre Estados Unidos e China, sobretudo pelo cenário desfavorável a Donald Trump para as eleições norte-americanas, o que deve aumentar as provocações e ataques ao país asiático.

Fora do Brasil
Entre as principais cervejarias do mundo, o destaque foi para a alta da ação da Anheuser-Busch InBev – multinacional fruto da fusão da belga Interbrew com a Ambev – na Europa. O papel da AB-Inbev começou o mês custando 43,87 euros e encerrou julho com o valor de 46,12 euros. A valorização, portanto, foi de 5,13% nesse período.

Já a ação da Heineken fechou julho cotada a 82,24 euros. Como havia terminado junho valendo 82,06 euros, a alta foi de 0,22% no sétimo mês de 2020.

Colunista do Guia lança livro sobre Direito para o mercado cervejeiro

O advogado e colunista do Guia, André Lopes, lançará no dia 11 de agosto o livro “Direito para o Mercado da Cerveja”. Publicada pela Editora Krater, a obra analisa os possíveis erros e aponta os melhores caminhos para quem empreende no setor. Lopes divide a autoria com os também advogados Cristiano Távora, Vinicius Verdi e Elisabeth Bronzeri.

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O livro “Direito para o Mercado da Cerveja” vai explorar temas como a formação de sociedades, a expansão dos negócios, o encerramento das atividades, a propriedade intelectual, a rotulagem, a publicidade, o direito trabalhista e o planejamento tributário.

Com 312 páginas e prefácio assinado por Carlo Lapolli, presidente da Associação Brasileira da Cerveja Artesanal (Abracerva), o livro promete esclarecer dúvidas nebulosas, porém comuns, nos círculos cervejeiros e jurídicos, tais como: qual é a diferença entre cervejaria cigana e contract brewing? É preciso registrar receitas de cerveja? Quais são os impactos da reforma trabalhista para quem trabalha e quem emprega no mercado cervejeiro? Afinal, como se calcula o temido ICMS-ST?

André Lopes é idealizador do Advogado Cervejeiro, um portal de informação jurídica voltado para o mercado cervejeiro que, desde 2016, publica artigos mensais sobre os mais diversos temas jurídicos relacionados a cervejarias artesanais e a outras empresas do ramo.

Ele também é sócio do escritório Lopes, Verdi & Távora, que se especializou em atender demandas do mercado de produção de cerveja artesanal no Brasil. E, nos últimos meses, passou a ocupar uma coluna no Guia.

“Direito para o Mercado da Cerveja” já está à venda de forma digital a um valor promocional de R$ 45 até 10 de agosto. Após o lançamento, o livro custará R$ 54,90, com envio de exemplares para todo o Brasil.

Para adquirir seu exemplar, acesse: https://cutt.ly/direito.

Balcão da Ana: Tempo de espera

Coluna Ana Pampillón

Balcão da Ana: Tempo de espera

Para muitos, de março até hoje, foi um tempo de múltiplas emoções e ações. Há aqueles que passaram o tempo lamentando, os que passaram o tempo se reinventando (aliás, muitas dessas reinvenções vieram para ficar), muitos pararam tudo e aproveitaram o tempo para se estruturarem e andarem mais firmes, o que o envolvimento com a rotina não permitia que acontecesse.

Muitos, também, usaram esse momento para se jogar de cabeça em projetos que ainda seriam lançados, e outros tantos aproveitaram o clima de vulnerabilidade e partiram para ações sociais e sustentáveis, destacando-se a EMPATIA.

E tantos outros movimentos agitaram a órbita desse planeta…

Falo principalmente do mercado cervejeiro, e de toda a sua cadeia.

Nesse retorno, teremos boas e grandes novidades no setor onde a premissa foi pegar o limão e fazer uma deliciosa Witbier.

O mercado já está mostrando timidamente a cara com novos lançamentos. Por exemplo, algumas cervejarias da Rota Cervejeira RJ lançaram novidades, e também a cervejaria OverHop, que nos trouxe dois novos rótulos no meio da pandemia: Reddish e Rising Sun. Ela está, ainda, programando o lançamento de mais dois rótulos para agosto: Simplicité (Trappist Single) e We Are Alive (West Coast IPA) – este uma referência à série de lives que a marca realizou durante a pandemia.

Novas cervejarias surgiram exatamente nesse momento, como é o caso da cervejaria Soma. Trabalho árduo de 5 sócios, no bairro de Moema, em São Paulo, que iriam inaugurar quando tudo parou, e hoje estão abrindo as portas com muita segurança.

O AGRO, em especial o lúpulo, vai bem obrigada.

Realmente a única coisa a temer ainda é a Covid-19. Isso sim, continuará sendo um mistério por algum tempo, mas não vai impedir quem aguentou até aqui de seguir em frente.

Será ela o fator mais desafiador dessa convivência daqui em diante, mas com certeza não o mais paralisante.

Aos poucos a vida volta ao normal, dentro do possível, onde a flexibilização e os cuidados terão que acontecer, principalmente na cabeça de cada um de nós!

Que o nosso povo tão criativo e forte consiga também se educar para que o eixo do planeta se alinhe novamente, nesse momento em que estamos todos de cabeça para baixo.

Um brinde, aos novos tempos!


Ana Pampillón é turismóloga, sommelier de cervejas, coordenadora da Rota Cervejeira RJ e atuante no mercado de lúpulo brasileiro

Ação da Heineken busca minimizar propagação do coronavírus no Amapá

Em parceria, várias empresas têm buscado ajudar no combate à Covid-19 no país. Após uma iniciativa da Heineken com a Unilever, voltada especificamente às favelas de São Paulo, as companhias se uniram à Pernod Ricard, um dos maiores grupos de bebidas alcoólicas do mundo, para a doação de kits de higienização e desinfecção no Amapá.

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Além da Pernod Ricard, que ficará responsável por fazer o transporte de toda a carga para o estado do Norte do Brasil, as empresas Transtassi, Rodotril e Azzuf se juntaram aos parceiros iniciais: PQS, Braslapla, CCL, Universal, Westrock  Alemolde, CRX e Sonoco-Trident.

Em abril, a ação encabeçada por Heineken e Unilever doou kits para milhares de famílias de 210 favelas de São Paulo. Agora, com a chegada da Pernod Ricard, será possível distribuir no estado e no Amapá mais de 282 mil unidades dos produtos.

Assim como aconteceu na primeira ação, os kits são formados por um Cif Higienizador + Álcool, este com a sua origem nas cervejarias da Heineken, e o agente bactericida de Cif. 

Diretora jurídica e de relações institucionais da Pernod Ricard Brasil, Mariana Pimentel destaca que, para a empresa, “é hora de pensar no coletivo” e no que pode ser feito para auxiliar o país na recuperação. “Estamos felizes em poder contribuir com iniciativas como essa, que reforçam ainda mais o compromisso da companhia em prol da saúde e segurança de todos”, diz ela.

O Amapá foi escolhido pela Heineken e suas parceiras devido à situação que se encontra no combate ao coronavírus. Conforme dados do Ministério da Saúde, o estado registrou até a última quinta-feira 36.272 casos da doença, com um total de 561 mortos desde o início da pandemia.

A Heineken explicou que o Projeto Amapá Solidário ficará com a responsabilidade de distribuir as 45 mil unidades dos kits através das ONGs Cáritas Diocesana de Macapá e CUFA Amapá.

Já em São Paulo, na última quinta, o número de contaminações chegou a 529.006, com um total de 22.710 óbitos. No estado, os produtos da iniciativa serão direcionados através do Projeto Gerando Falcões, que deverá enviar às favelas da região metropolitana cerca de 170 mil unidades do limpador. Mais de 66 mil unidades dos produtos chegarão às famílias que vivem em terras paulistas com a ajuda da ONG João de Barro em Itu.

“Estamos muito felizes em ter cada vez mais parceiros ao nosso lado para somar e criar uma cadeia de ações positivas neste momento tão delicado”, comenta Eduardo Campanella, vice-presidente de marketing da Unilever.

Para a Heineken, a parceria vai impactar ainda mais as comunidades de São Paulo e do Amapá. “Apesar de atuarem em mercados diferentes, as empresas têm em comum a valorização das vidas em primeiro lugar. Estamos orgulhosos por unir nossa voz nesta iniciativa para juntos, fortalecermos nossa visão de negócio como uma força para o bem”, finaliza o CEO do grupo no Brasil, Mauricio Giamellaro.

Outras iniciativas
Em parceria com a ONG Amigo do Bem, a Heineken já havia realizado doação de água mineral para cerca de 130 comunidades vulneráveis do sertão nordestino, nos estados de Alagoas, Ceará e Pernambuco. O grupo também entregou mais de 6 mil cestas básicas.

Além disso, criou o movimento “Brinde do Amigo”, que repassou os valores doados por consumidores e pela cervejaria para bares e restaurantes que sofreram com a crise durante a pandemia.

Lucro da Ambev cai 49% no 2º trimestre, mas analistas veem sinais de recuperação

A continuidade da crise do coronavírus trouxe resultados negativos para a Ambev, como revelado no balanço do segundo trimestre de 2020, mas analistas de bancos de investimento avaliam que a companhia tem dado sinais de recuperação. Com a queda nas vendas, a multinacional cervejeira reportou recuo de 49,3% no lucro líquido atribuído aos controladores no período, que foi de R$ 0,08 por ação, de acordo com o relatório financeiro divulgado na última quinta-feira.

Já o lucro líquido ajustado foi de R$ 1,372 bilhão no mesmo período. Nesse caso, a queda foi de 49,4% em relação ao segundo trimestre de 2019, quando havia sido de R$ 2,712 bilhões.

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A Ambev também reportou que o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado da companhia caiu 28,6%, para R$ 3,348 bilhões no segundo trimestre de 2020. Já a margem Ebitda foi de 28,8%, um recuo de 9,9% no comparativo ao mesmo período de 2019. E a receita líquida da Ambev reduziu 10,4%, para R$ 11,615 bilhões.

O fechamento de bares e restaurantes para tentar conter a propagação do coronavírus também teve impacto sobre o volume de cerveja, que recuou 9,2%, de 36,865 milhões de hectolitros no segundo trimestre de 2019 para 33,465 milhões de hectolitros no mesmo período deste ano.

A Ambev revelou, ainda, que o custo do produto vendido, excluindo a depreciação, aumentou 10%. Porém, houve redução das despesas com vendas, gerais e administrativas, descartando a depreciação, de 4,4%.

Sinais de recuperação
No entanto, para analistas, o balanço da Ambev traz sinais de recuperação, como o volume de cerveja no Brasil, que caiu apenas 1,6%, como destacado por Betina Roxo, analista de alimentos e bebidas da XP Investimentos. “Olhando para a frente, parece haver uma tendência de melhoria”, diz.

“No segmento de Cerveja Brasil, o maior impacto da pandemia ocorreu em abril, quando o canal de supermercados (off-trade) ganhou em relevância em detrimento do canal de bares e restaurantes (on-trade), desafiando a cadeia de suprimentos e as operações de vendas da Ambev”, acrescenta Betina.

A própria cervejaria destaca que as vendas têm reagido aos poucos. “Desde abril, quando nossos volumes consolidados caíram 27%, nós observamos uma recuperação gradual, com queda de 7% em maio e crescimento de 5% em junho, impulsionada principalmente pela divisão Cerveja Brasil”, afirma a Ambev em seu relatório.

O resultado dos não-alcoólicos no Brasil, no entanto, não foi bom, com redução de 13% no volume anualizado. “Foi impactado pela mudança nas ocasiões de consumo devido às restrições da Covid-19, e a receita líquida por hectolitro foi prejudicada por mudanças desfavoráveis de canal, marca e mix de embalagens”, analisa Betina.

O segundo trimestre de 2020 foi o primeiro dos quatro do ano ocorrido completamente dentro do contexto da pandemia. E a equipe de analistas do BB Investimentos avaliou que a Ambev soube se adaptar a esse novo cenário.

“Frente ao desafio trazido pela pandemia de isolamento social e significativa redução da demanda em bares e restaurantes, a Ambev demonstrou grande eficiência em adaptar os processos de vendas e canais a esta nova realidade. Além do aumento das vendas delivery e sua forte vantagem competitiva na distribuição direta, os subsídios governamentais ao longo do 2T20 também limitaram maiores quedas em volume de vendas de cerveja no Brasil, que, apesar da redução, vieram bem acima de nossas estimativas”, diz o BB Investimentos.

Já a analista da XP Investimentos também apontou que o portfólio da Ambev apresentou boa recepção nas vendas. “Os subsídios governamentais seguiram ajudando os resultados neste trimestre. Adicionalmente, o portfólio diversificado da Ambev provou ser um ponto favorável nos pontos de venda tradicionais. Os preços caíram 1,6% A/A, em linha com nossas estimativas, apesar da mudança desfavorável do mix e da escolha de opções mais econômicas (trade-down) por parte do consumidor”, comenta Betina.

A análise do BB Investimentos alerta, porém, para o péssimo cenário econômico a ser encarado pela Ambev nos próximos meses. Além disso, destaca que o consumidor permanece receoso com a volta aos bares e restaurantes, o que certamente dificultará uma recuperação.

“Apesar de apreciarmos as iniciativas da Ambev, bem-sucedidas ao nosso ver, para reduzir o impacto do isolamento social em seus resultados, ainda existe muita incerteza quanto à reabertura de canais de vendas e comportamento dos consumidores nesses estabelecimentos. Além disso, a deterioração nos indicadores macroeconômicos, com aumento na taxa de desemprego e redução da renda disponível, ainda deve manter o cenário mais desafiador à frente”, projeta o BB Investimentos.

Ação despenca
Na Bolsa de Valores de São Paulo, porém, o balanço da Ambev não foi bem recebido. A ação da cervejaria teve a segunda maior queda da última quinta-feira, de 3,96%: iniciou a quinta-feira cotada a R$ 15,15 e terminou o pregão com preço de R$ 14,55.

Justiça derruba decisão que interditava fábrica da Mahy em Manaus

A Justiça de Amazonas anulou a sentença que interditava a fábrica da Mahy Cervejaria em Manaus.  A decisão do desembargador Yedo Oliveira também determinou a imediata liberação do estabelecimento para a continuidade de suas atividades.

Oliveira aceitou a argumentação que considera irregular a atuação da Vigilância Sanitária de Manaus (Visa Manaus), autorizando a continuidade da produção na cervejaria. O desembargador sublinha que “a possibilidade de ausência de legalidade e razoabilidade na interdição do estabelecimento deve vir acompanhada de substanciais evidências de total impossibilidade de continuação das atividades desenvolvidas”.

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Ele também diz compreender, neste primeiro momento, que a Visa Manaus não apresenta pressupostos suficientes e aptos para suspender a decisão inicial. Apesar disso, a Justiça intimou a Mahy Cervejaria a apresentar nos próximos 15 dias novos laudos de dedetização e desratização, sob pena de reapreciação do pedido de tutela recursal.

Entenda o caso
A Mahy Cervejaria foi interditada em junho, após os fiscais da Visa Manaus realizarem uma visita e encontrarem, segundo informações divulgadas pela Prefeitura de Manaus, 72 sacas furadas que armazenavam o malte, com fezes de ratos e sem identificação do lote, data de fabricação, validade ou procedência. Além disso, os fiscais também relataram a existência de uma série de irregularidades no local.

Poucos dias depois, o juiz Gildo de Carvalho considerou irregular a atuação da Visa Manaus e suspendeu a interdição da fábrica. Mas, em outra reviravolta, a desembargadora Joana dos Santos Meirelles derrubou a liminar de Carvalho, voltando a interditar a fábrica. A decisão de Meirelles fez a Mahy Cervejaria dizer que estaria sendo “vítima de perseguição comercial”, alegando que a nova decisão foi tomada no momento em que a empresa estaria pronta para retomar a produção.

Entre os argumentos da cervejaria, um deles era que apenas o Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal (IDOP) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) teria poder fiscalizador. Além disso, alegava que a área de fabricação estava fechada há três meses em função da pandemia do coronavírus.

Com Mandarina Lager e linha Lab, Cervejaria Landel amplia linha de latas

A Landel está ampliando sua linha de latas. Pouco depois de apresentar a Session IPA, a cervejaria de Campinas lançará em embalagens de 473 ml a Mandarina Lager e dois rótulos de sucesso da linha Landel Lab: Cacau Session e a Citrus Session.

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Apostando no design “colecionável” das embalagens, a cervejaria promete a mesma qualidade e frescor dos chopes que saem das torneiras de sua tap house, também localizada em Campinas.

“A mesma qualidade e frescor dos chopes que jorram das torneiras da Landel agora em latas lindas e colecionáveis e, o que é melhor, com o mesmo preço praticado na tap house. Os quatro rótulos também estão disponíveis para venda em packs de quatro ou de seis latas, que trazem valores diferenciados”, descreve a cervejaria.

E, para celebrar as novidades, a Landel fará uma live nesta sexta-feira às 16h, pelo perfil do Instagram @cervejarialandel.

A Landel integra o Polo Cervejeiro da Região Metropolitana de Campinas, que conta também com nomes como Berggren, Cervejaria Campinas, Daoravida, Tábuas e Toca da Mangava, entre outros.

Novas latas da Landel
Latas de 473 ml (venda unitária ou em packs com 4 ou 6 )
Mandarina Lager – R$ 20
Session IPA – R$ 22
Lab Citrus Session – R$ 24
Lab Cacau Session – R$ 24
Vendas pelo e-commerce – https://loja.cervejarialandel.com.br/. Mais informações pelo whatsapp: (19) 99658-9788

Entrevista: O que motivou o Carrefour a investir no mercado cervejeiro no Brasil

O setor de cervejas artesanais despertou nos últimos anos a atenção de grandes empresas, que têm se inserido nesse nicho especialmente com a aquisição de marcas de destaque. A última delas a aderir e a investir no segmento, mas com parcerias, ao invés de uma aquisição, foi o Carrefour. A multinacional de supermercados decidiu não apenas expor e vender rótulos nas suas gôndolas, mas também produzir e comercializar a sua própria marca.

Em junho, mesmo em meio à pandemia do coronavírus, o Carrefour lançou a Nauta. E, para empreender no segmento de artesanais, optou por não atuar sozinho, unindo-se a duas empresas conhecidas do setor no Brasil: a StartUp Brewing, responsável por sua linha de latas, e a Way Beer, que produz as bebidas engarrafadas.

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A avaliação do diretor de marca própria do Carrefour Brasil, Allan Gate, é de que a entrada da empresa se dá em um contexto de crescimento do segmento de artesanais, algo que naturalmente vai expandir o local da comercialização dos rótulos, fazendo-os chegar às grandes redes varejistas.

Para isso, a promessa e estratégia do Carrefour é de atrair um público maior a partir de preços competitivos – as seis opções de cervejas em garrafas de 600ml custam R$ 11,99, enquanto os cinco rótulos enlatados têm preços de R$ 7,99.

Confira, abaixo, na entrevista ao Guia, as opiniões de Allan Gate sobre o setor de cervejas artesanais no Brasil e os planos do Carrefour para a sua atuação no segmento.

O Carrefour já possuía outros produtos próprios, mas apenas agora decidiu entrar no setor cervejeiro. Como surgiu a ideia de ter a sua marca própria?
Colocamos nossos consumidores sempre no centro de nossas decisões, queremos nos aproximar cada vez mais deles, oferecendo uma solução completa para sua jornada de compras. Para isso, estamos sempre buscando entender suas características e necessidades. Logo, como a cerveja é uma das bebidas preferidas dos brasileiros, uma das mais consumidas no país e a procura pelas linhas artesanais tem sido cada vez maior, vimos a necessidade de uma marca própria de cervejas artesanais, com o benefício de trazê-la com um preço justo e de alta qualidade.

Como surgiu e funciona a parceria com a StartUp Brewing e a Way Beer? Qual é a participação de cada uma das partes?
A reputação do Brasil em termos de cerveja está bem estabelecida, e as cervejarias estão se destacando cada vez mais em qualidade e inovação. Portanto, era natural procurarmos um fornecedor brasileiro para nos apoiar nesse projeto. Escolhemos a StartUp Brewing e a Way Beer porque são as duas cervejarias artesanais com identidades diferentes, produzindo cervejas de qualidade, equilibradas e inovadoras.

A Way Beer produz nossa linha de cerveja em garrafa. Dependendo do conceito que queremos introduzir no mercado, o mestre cervejeiro deles nos aconselha sobre possíveis receitas e buscando desenvolvê-las exclusivamente para o Carrefour. A StartUp Brewing produz nossa linha de cerveja em latas. Da mesma forma, eles nos apoiam na escolha dos estilos que queremos incluir no mercado e desenvolvem os produtos com características sensoriais únicas. A experiência dessas duas cervejarias no mundo cervejeiro é muito importante para nós, pois nos ajudam a permanecer assertivos em todo o desenvolvimento e posicionamento de nossos produtos.

Como o Carrefour enxerga o setor de cervejas artesanais no Brasil?
O setor de cerveja artesanal está em expansão e este é apenas o começo. O Brasil viu seu número de cervejarias artesanais explodir nos últimos anos. Com esse aumento na popularidade da cerveja artesanal, os consumidores recorrerão a grandes varejistas para oferecer a eles diversas opções desses produtos, com qualidade e preço justo.

Como o Carrefour espera se posicionar nesse segmento? Quais são suas metas?
Com a marca Nauta, o Carrefour quer se posicionar no segmento de cervejas artesanais com uma gama de produtos variados a preços justos. Nosso objetivo é tornar esse mundo acessível a um público mais amplo e permitir que os consumidores descubram vários estilos de cerveja, dos grandes clássicos aos mais inovadores.

A marca Nauta foi lançada durante a crise do coronavírus. A pandemia afetou o planejamento do Carrefour para suas cervejas? Como?
Apesar de buscarmos fazer alguns lançamentos de produtos com pequenos eventos presenciais, entendemos que o momento que estamos passando pede algumas mudanças para garantir a segurança de todos. Por isso, optamos por uma divulgação do lançamento 100% online, sempre com um cuidado para não promover aglomeração de pessoas, às vezes inerentes ao consumo de cerveja, mas focando na identidade da marca, nos diferenciais das nossas receitas e suas características sensoriais únicas.

O Carrefour já possuía marcas de cerveja em outros países. Que experiências o grupo traz e pode implementar com esses lançamentos? E quais especificidades já foram percebidas no mercado brasileiro?
O grupo Carrefour tem cervejas em outros países, a grande maioria sob a marca “Carrefour”. A maior experiência trazida pelo grupo é que cada país deve adaptar sua oferta de acordo com os hábitos de consumo e as expectativas de seus clientes regionalmente. Por exemplo, Espanha e Bélgica são dois países com cervejas Carrefour no mercado, mas seus posicionamentos são bem diferentes devido aos diferentes hábitos de consumo. O mesmo vale para o Brasil. Estudamos muito o mercado brasileiro, bem como as expectativas atuais e futuras dos consumidores. Das nossas pesquisas, surgiu a nossa marca Nauta, que tem uma identidade única e oferece uma escolha variada de cervejas artesanais produzidas localmente.

Heineken abre inscrições para programa de desenvolvimento de jovens

O Grupo Heineken abriu inscrições no Brasil para a seleção Leadership Experiences, programa com início em fevereiro de 2021 com foco no desenvolvimento de jovens profissionais para cargos de liderança. Nesta edição, em função do surto do coronavírus, todo o processo seletivo será online, com o uso de realidade virtual e adaptado para deficientes auditivos e visuais durante o processo.

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A Heineken explicou que serão oferecidos aos candidatos podcasts com participantes do programa contando sobre sua experiência e a cultura da companhia, incluindo acessibilidade para pessoas com deficiência auditiva com transcrição de todos os episódios. Além disso, haverá um chatbot conhecido como Dandara, que auxiliará e acompanhará os participantes durante o processo de seleção.

A gerente sênior da área de talent acquisition da companhia, Luana Moraes, assegura que o olhar para a diversidade é importante na empresa. “Para que possamos de fato desenvolver profissionais capacitados e protagonistas de suas carreiras, e ainda crescermos como empresa, entendemos que é fundamental ter a diversidade trabalhando ao nosso lado.”

Até por isso, o processo de seleção da edição 2020 do programa teve o apoio da consultoria Mais Diversidade, que acompanha as estratégias do comitê de inclusão e diversidade do Grupo Heineken. Também será conduzido em parceria com a Matchbox, consultoria especializada em talentos e que, segundo a cervejaria, imprimiu o seu olhar de inovação dentro da temática de inclusão e diversidade no projeto. 

 “Mesmo com o distanciamento social, nosso objetivo foi de nos aproximarmos dos candidatos por meio de propostas inclusivas, como um hotsite 100% acessível para pessoas com deficiência visual, com vídeos interativos que também terão toda a acessibilidade necessária, por exemplo. Conseguimos chegar a um resultado muito bacana junto com a Matchbox”, destaca Moraes.

O programa
O programa tem duração de 12 meses, período em que os participantes terão a oportunidade de conhecer de perto todos os processos da companhia em diferentes localidades do Brasil. A intenção da Heineken é “aprimorar conhecimentos diversos com trilhas especializadas de desenvolvimento”. Assim, diz buscar profissionais que sejam protagonistas, tenham vontade de crescer e sede de desafio.

A primeira edição do Leadership Experiences foi realizada em 2018. Desde então, o programa já recebeu mais de 20 mil inscritos. Agora, como a Heineken pretende unir profissionais que já participaram do programa e ouvir suas percepções, criou um podcast exclusivo para eles, no qual os jovens líderes contarão como a experiência foi importante para o seu desenvolvimento.

As inscrições são destinadas para profissionais graduados em cursos universitários de bacharelado, licenciatura ou tecnólogo, entre 2014 e 2018, com total mobilidade nacional durante e após o término do programa. Ao todo, serão 20 vagas disponíveis.

Os interessados terão até 11 de setembro para se inscreverem. Mais informações podem ser obtidas em: https://leadershipexperiences.com.br/.