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Balcão do CerveJoca: 3 dicas de planejamento para melhorar a comunicação

Balcão do CerveJoca: 3 dicas de planejamento para melhorar a comunicação

Todo e qualquer empreendedor ou profissional de vendas sabe que a publicidade é a alma do negócio, certo? Todo e qualquer produto precisa estar ao alcance do seu consumidor, verdade? Então vamos falar do planejamento para isso.

Entenda que só irá comprar seu produto quem atender a alguns requisitos básicos. O seu cliente está onde? Seu cliente quer realmente comprar seu produto e por quê? Quanto tempo levará para seu cliente decidir pela compra do seu produto?

Pela ordem, precisamos definir cobertura, frequência e continuidade, os três principais elementos de um eficiente plano de comunicação e mídia.

Entenda por cobertura o total de clientes potenciais para compra do seu produto. Cerveja, por exemplo. O mercado de consumidores pode ser infinito, portanto, precisamos filtrar este número buscando saber quais e onde estão os tomadores de cerveja de seu interesse. Fazendo o filtro, fica mais difícil errarmos na quantidade de tiros que faremos para atingi-los com publicidade. A cobertura será definida pelo percentual de consumidores definidos por você dentro dos objetivos determinados pela estratégia de comunicação.

Exemplo de cobertura: homens e mulheres com idade acima de 20 anos, classe social B e C, moradores da cidade de Mococa (SP). Importante: agora que já sabe quantos são os consumidores alvo para seu produto, defina quantos deseja atingir. Pronto, agora podemos considerar que você tem uma cobertura-alvo. Do total do mercado de Mococa, dentro do seu perfil, quero atingir 20%, 40%, 80%… Isso é cobertura.

O que levará a definir o porcentual ideal será a capacidade de gerar investimento para impactar a todos eles. Isso nos leva para o segundo elemento do nosso planejamento, a frequência, que vai considerar como resposta a pergunta: quantos impactos serão necessários para que nosso consumidor defina pela compra do meu produto? Fácil, né? Não.

Alguns consumidores trocarão marcas, produtos, serviços de primeira, outros não trocarão nem a pau, nem que a vaca tussa, nem por decreto, entendeu? Temos de provocar um número médio de impactos capaz de persuadir o seu consumidor a vir para nós.

Puxa, está ficando difícil. Perceba que chegará um momento que alguns terão visto seu anúncio uma única vez, outros duas e outros, ainda, mais de três vezes.

Bom, entendido os dois elementos acima? Cobertura: quantos. Frequência: quantas vezes. E, agora, continuidade: por quanto tempo?

Podemos definir à nossa vontade o período que a campanha irá ser veiculada. Respostas rápidas exigem menos tempo, respostas para consolidar marcas, mais tempo.

Estes são elementos e dicas que compartilho com desejo de ajudar o maior número de cervejeiros, principalmente, nestes tempos de pandemia. Lembre-se do ditado: “consumidor compra o que não precisa, para agradar a quem não conhece, com o dinheiro que não tem.” Ajudou? Cheers…


Joaquim Campos, o Joca do Cervejoca, é executivo de contas da ForBeer – Feira para a Indústria da Cerveja

Entrevista: Heineken diz encarar pandemia com mais ‘ação do que comunicação’

O início da pandemia do coronavírus em março frustrou o bom começo de ano do Grupo Heineken no Brasil e impôs uma agenda completamente diferente para a companhia. A partir desse ponto, os esforços se voltaram para a mitigação dos prejuízos, além da participação em iniciativas de apoio à sociedade.

Em entrevista ao Guia, o diretor de comunicação do Grupo Heineken, Mauro Homem, revisita o posicionamento e as ações da companhia perante a pandemia, que começaram olhando para dentro e tiveram um conjunto de iniciativas relevantes em favor dos pequenos varejistas, o elo mais frágil da cadeia de valor. “Colocamos como desafio entender como podemos, por meio da força que temos como companhia, alavancar esses negócios em um momento difícil”, detalha ele.

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O diretor da Heineken enxerga na pandemia um momento de exploração de novas possibilidades de conexão com o público – antes muito focada na experiência presencial -, mas sugere a necessidade de uma postura mais contida das marcas perante um consumidor mais exigente e crítico quanto ao comportamento das empresas. Por isso, defende o foco maior nas ações do que nas iniciativas de marketing em um momento tão delicado para a sociedade. “Não queremos soar oportunistas em hipótese alguma.”

Confira, a seguir, a entrevista completa com Mauro Homem, diretor de comunicação do Grupo Heineken, sobre os reflexos da pandemia.

Como se estruturou a reação do Grupo Heineken ao contexto da pandemia?
A Heineken vinha em um começo de ano muito promissor, entregando resultados bons em vários segmentos. O primeiro trimestre mostrava que estávamos em um caminho certo e fomos pegos de surpresa. Eu me lembro que quando conversávamos sobre a crise, ouvíamos do time de Ásia/Pacífico sobre a gravidade disso e pensávamos que era um outro cenário, longe do nosso. Quando chegou, chegou muito rápido e tivemos de tomar decisões rapidamente.

Em primeiro lugar, estruturamos um plano de trabalho focado na proteção das pessoas e na continuidade do negócio, mantendo-o viável diante dessa condição. Já tínhamos a experiência de fechamento de outros países para isso. Outro ponto seria a manutenção do caixa da Heineken, sabendo que a pandemia iria gerar uma crise de crédito.

E que ações de fato foram tomadas?
Quando falamos da preocupação com as pessoas, mais de 20 ações foram implementadas: fechamento de escritórios, suspensão de contato com clientes, distanciamento social nas operações de cervejaria, mudança nos nossos sistemas de transporte, de alimentação e um monitoramento de saúde corporativa muito forte. Temos uma população de 13 mil pessoas espalhadas pelo Brasil, isso era muito importante e foi acontecendo conforme a pandemia evoluía.

A pandemia nos impunha uma necessidade de olhar para a saúde mental do time. Ajustamos a linguagem aos nossos diferentes públicos e falamos também com as famílias do nosso time. Em março, já tomamos a decisão de prover estabilidade, anunciando que não faríamos nenhuma demissão estrutural durante todo o ano de 2020. 

Qual é o papel de uma companhia do porte e o alcance da Heineken quando o varejo está tão vulnerável?
Sabemos que nosso negócio depende muito do bar como canal de venda, que é formado por pequenos empreendedores e muitas famílias dependem desses negócios. Então nos colocamos como desafio entender como podemos, por meio da força que temos como companhia, alavancar esses negócios em um momento difícil, e daí surgiu o Brinde do Bem. O objetivo era muito simples: o de antecipar o consumo no período de fechamento para que os bares tivessem fôlego e caixa para esse momento mais crítico. A Heineken dobrava o investimento dos consumidores, e se tornou uma plataforma democrática, pois não estávamos preocupados se o bar é cliente nosso ou não. Tivemos mais de R$ 16 milhões revertidos para bares, e ficamos muito felizes de ver o modo como as pessoas se engajaram. A conexão com o bar vai além de ser um estabelecimento que vende cerveja. Há um vínculo emocional, o bar que a gente vai toda semana.

Apoiamos também uma startup, o GroomerGO, para oferecer uma ferramenta a esses empreendimentos, que não estavam adaptados à dinâmica de delivery. Entendemos que seria muito poderoso poder apresentar o cardápio de maneira digital, via WhatsApp, para que eles mantivessem a atividade econômica.

Em outra iniciativa, em parceria com o Hospital Israelita Albert Einstein, promovemos o aplicativo De Volta ao Bar, com informação em conteúdo gamificado sobre os protocolos de segurança e higiene para auxiliar no preparo para a retomada das atividades. Com ele, o pequeno empreendedor tem informação com a chancela de uma entidade muito crível, e pode passar mais segurança ao consumidor.

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Que tipo de benefício a companhia consegue tirar para si própria dessas ações?
São ações muito focadas no desenvolvimento da nossa cadeia de valor. Entendemos que somos um elo muito importante da cadeia de valor e que, se não fizéssemos algo nesse sentido, haveria impacto grande para a sociedade e para o nosso negócio. Mas tem outras iniciativas de parcerias para doações de água mineral, pães e kits de higiene para ONGs que entram muito mais no âmbito da Heineken como ente da sociedade tentando suportar um momento sem precedentes. Entendemos que temos um papel social a cumprir.

Qual é o papel das marcas do grupo nesse processo?
Discutimos bastante no começo e decidimos nos posicionar como grupo por enxergarmos que, assim, se refletem melhor nossos valores como companhia. Mas algumas marcas tiveram também ações. A Lagunitas tem uma ligação grande com ONGs de doação de animais e fez uma parceria de doação de produtos a elas; a Schin fez uma ação grande de doação de água mineral em comunidades carentes do Nordeste; a Devassa, que tem uma pegada mais cultural, fez um trabalho para arrecadar fundos para que profissionais que vivem de música pudessem passar por esses momento de uma maneira mais digna.

Cada marca tentou trabalhar dentro de seu território de conexão, mas não fomos mais ostensivos com as marcas por um só motivo: não queremos soar oportunistas em hipótese alguma. No momento que vivemos, é egoísmo e um pouco de estupidez uma marca achar que está no centro da conversa. Precisamos mostrar que o que estamos fazendo tem um propósito claro, endereçar uma pandemia que mata pessoas, e não queremos fazer disso um espaço para marcas surfarem.

Nós fomos muito reticentes, por exemplo, com as lives de entretenimento. Aos poucos, fizemos uma para arrecadar para a ONG Amigos do Bem, ou para fazer a conexão da Devassa com os profissionais da música, sempre com propósito muito claro. Mas há marcas nossas que trafegam por um território mais do humor, da diversão, e não faria sentido explorar isso.

Na sua opinião, o formato das lives é próspero? Ele tem perspectivas para após a pandemia?
Não acredito que ele vá “passar” depois da pandemia. Mas como marcas de cerveja, temos o compromisso de usá-lo de maneira equilibrada. Não é porque é um canal novo que podemos usar como bem entendemos. Não temos o controle exato da audiência, de quem está acessando, então precisamos garantir que a ligação da marca com a live aconteça de maneira equilibrada. É uma possibilidade para muitas marcas. O que fizemos com a festa do Gilberto Gil dá um orgulho tremendo, foi um espaço de entretenimento muito relevante, que fomenta a cultura brasileira. Houve muito aprendizado desde o começo, até chegarmos em um modo mais viável.

O que pode mudar depois desse momento na postura da companhia e das marcas? É momento para revisão de conceitos, de marcas e de espaços ocupados por elas?
Não há resposta pronta, estamos construindo isso. Acho que tem alguns caminhos: as marcas terão de ser cada vez mais relevantes no conteúdo que trazem. Uma pandemia como essa mostra que tem muita coisa que não tem muito valor. Para ser crível e relevante para o público tem de fazer coisas que de fato conversem com ele.

Também estamos atentos aos espaços diferentes. Usávamos muito os espaços físicos de experiência de marca, que não estão disponíveis. É claro que eles voltarão no futuro, mas vimos que há outras formas de atuar. Esse contexto híbrido de presença de marca vai despontar naturalmente. Além disso, a pandemia escancarou a questão da reputação. Vimos muitas marcas sofrendo por terem tido posicionamentos precipitados, por falas de seus executivos, e vimos como isso é impactante. A reputação ganha uma importância ainda maior para as marcas.

O que muda na atitude do consumidor em relação às marcas após a pandemia? Ele fica mais crítico, mais rigoroso?
O consumidor valoriza muito quando a marca faz uma ação em prol da sociedade, mas também critica muito quando a marca deixa de se manifestar sobre uma causa relevante, ou se manifesta de maneira incômoda para os grupos que atuam em determinada causa. Isso tem tomado maior dimensão mundo afora, as pessoas estão mais sensíveis.

No Brasil, essa tendência vem de algum tempo, no contexto político e social, e tem aterrissado no contexto das marcas. O consumidor vai cobrar quando achar que está errado ou quando está faltando algum posicionamento. Isso também vai mudar o nível de investimento das marcas em comunicação em determinadas ações: pode ser melhor investir mais em ação de fato do que em comunicação.

Palmeiras e São Paulo se unem em campanha Várzea Sem Fome Seleção Brahma

Se o futebol paulista está paralisado por conta do coronavírus, dois tradicionais adversários da capital do estado – Palmeiras e São Paulo – se uniram a uma campanha da Brahma para apoiar comunidades carentes nesse difícil momento da pandemia: o Várzea Sem Fome Seleção Brahma.

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Nascida da união dos times de várzea de São Paulo, a campanha Várzea Sem Fome já organizava ações de apoio às comunidades. Ganhou, por fim, o respaldo da Brahma, que realizará um leilão virtual e reverterá a verba arrecadada para a compra de cestas básicas.

Palmeiras e São Paulo, então, integraram a ação da Brahma ao doar bolas e camisas oficiais autografadas. Os lances podem ser dados no site https://www.brahma.com.br/varzeasemfome. O leilão terá 15 dias de duração. Quem preferir ainda pode fazer a doação em dinheiro.

Também participam da campanha o atacante Nikão, do Atlético-PR (doou uma chuteira), os zagueiros Pablo, do Bordeaux (camisa), e Samir, da Udinese (camisa), e o ex-meia Conca (camisa do Fluminense), entre outros. Já Fred, do canal Desimpedidos, cedeu uma chuteira.

A ideia, segundo detalha a Brahma, é que novos parceiros entrem no projeto. Assim, empresas, clubes e outras pessoas que se interessarem estão convidados para aumentar a quantidade de itens a serem doados.

“A Brahma sempre teve uma forte ligação com o futebol e, em um momento como esse, não poderia ser diferente. Dessa vez, levamos nossa parceria com os principais clubes para outro nível, dando luz para o futebol de várzea e toda a comunidade envolvida em seu desenvolvimento”, afirma Jaqueline Barsi, gerente regional de marketing de São Paulo da Ambev.

“O projeto surgiu de uma iniciativa em uma comunidade do extremo da Zona Sul de São Paulo, em um lugar de muita vulnerabilidade, e logo cresceu. Essa parceria com a Brahma chega para dar mais visibilidade e engrandecer a iniciativa. Queremos expandir ainda mais o projeto e, para isso, esse apoio é fundamental”, acrescenta Fábio Santos, diretor-geral do Várzea Sem Fome.

80% dos bares seguem fechados em SP mesmo com autorizaçao para abrir

A permissão de reabertura dos restaurantes e bares na cidade de São Paulo, a partir da última segunda-feira, não provocou grande impacto nesses estabelecimentos. De acordo com uma pesquisa realizada pela Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), 59% desses locais optaram por não retomar as atividades nesse momento. Esse número é de 8 para cada 10 entre os bares.

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Segundo o levantamento da Abrasel, a decisão de restaurantes e bares de não reabrir se dá pelas condições impostas pelas autoridades públicas, sendo uma das principais o limite de funcionamento até 17 horas, considerada prejudicial por 53% dos estabelecimentos.

Além disso, foi proibida a utilização de mesas nas calçadas, criticada por 55% dos participantes da pesquisa. Essa medida foi adotada para evitar aglomerações na frente dos estabelecimentos.

A reabertura dos bares na capital paulista foi possível após São Paulo ser classificada na fase amarela da retomada gradual da economia do governo estadual. E, além das restrições, como o uso de apenas 40% da capacidade, os estabelecimentos precisam cumprir uma série de protocolos de higiene.

A Abrasel estima que 70% das vendas do setor tradicionalmente ocorram no período noturno. E a limitação de horário imposta pelo governo estadual inviabiliza o funcionamento dos bares, segundo ela.

“Quando você limita também parte dessas vendas, deixa de fora todo o setor de bares e um conjunto enorme de restaurantes que só abre à noite. A medida inviabiliza grande parte do setor”, diz Paulo Solmucci, presidente da associação.

A Prefeitura de São Paulo previa que a reabertura dos bares e restaurantes poderia ocorrer até as 22 horas. Mas a limitação do governo estadual prevaleceu na definição do horário, com exceção dos estabelecimentos localizados em praças de alimentação de shoppings centers.

“Fomos obrigados a abrir somente até às 17h por conta da limitação do governador João Doria. Isso nos parece injusto e pouco racional”, acrescenta Solmucci.

A pesquisa foi realizada pela Abrasel na segunda e terça-feira, os dois primeiros dias em que estava permitida a reabertura dos estabelecimentos. E o trabalho apontou um cenário preocupante para os empregados do setor, pois 55% das empresas estão trabalhando com menos de 60% dos funcionários que tinham antes da quarentena. Entre os que avaliam realizar contratações, só 16% afirmam que poderão repor todas as vagas fechadas.

INPI decide que Helles não é marca exclusiva e pode ser usada por cervejarias

Em importante capítulo da batalha judicial e técnica pelos direitos de utilização do nome Helles em rótulos de cervejarias, uma decisão do Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) a favor da Bamberg selou, na última terça-feira, o caminho para o final do impasse com o desfecho mais lógico e esperado: a liberação do uso do termo por empresas com receitas desse estilo.

A manifestação do INPI negou o pedido de nulidade feito pela Cervejaria Fassbier – detentora do registro de Helles como marca no instituto – contra a utilização de “Raimundos Helles” como marca nominativa e marca mista por parte da Bamberg.

Com a decisão, fundamentada pela Lei de Propriedade Industrial, o INPI demonstra que o seu entendimento agora é de que, apesar de a Fassbier ser titular da “marca Helles”, ela não detém a exclusividade de uso, justamente por se tratar de nome de um estilo.

Ao indeferir a nulidade do pedido, o órgão fecha consideravelmente as portas para que cervejarias se apropriem de estilos, registrando-os como marcas. Afinal, a decisão abre precedente para solucionar de vez as polêmicas envolvendo o registro de nomes e ingredientes comuns pelas empresas do setor.

Segundo o advogado André Lopes, diretor jurídico da Associação Gaúcha de Microcervejarias, que solicitou ao órgão a priorização do julgamento do pedido, a notícia também pode ser importante para o desfecho de outro processo movido pela Fassbier, esse contra a Abadessa, que ainda aguarda julgamento em primeira instância.

“Fica entendido que o INPI considera que nenhuma cervejaria pode ter exclusividade de uso do nome de um estilo”, avalia ele. “A decisão final no caso da Abadessa ainda cabe ao juiz do caso, mas, a partir desse indeferimento, há um forte precedente.”

Ainda estão na fila do INPI as apreciações dos pedidos de nulidade dos registros de marca mista e marca nominativa da Cidade Imperial Petrópolis Helles.

Não são registráveis como marca: termo técnico usado na indústria, na ciência e na arte, que tenha relação com o produto ou serviço a distinguir;

Lei 9.279, Art. 124, Inciso XVIII

Longa disputa
O impasse jurídico surgiu de uma decisão de 2007, quando o INPI deu a titularidade da marca Helles à Fassbier. Mais de uma década depois, a cervejaria enviou notificações extrajudiciais a outras empresas – uma delas a Bamberg – pedindo que retirassem a palavra Helles (oficialmente uma marca registrada da Fassbier) dos rótulos e pagassem indenização a ela, por ser a proprietária do nome.

Em junho de 2019, a Fassbier ajuizou uma ação na Justiça de Caxias do Sul contra a Abadessa – e obteve liminar favorável, o que obrigou a empresa a paralisar as vendas de seu rótulo do estilo até dezembro, quando a decisão foi revertida.

Crise fará Ambev e Heineken disputarem mercado da Petrópolis, diz Bradesco BBI

A disputa e a concentração do mercado cervejeiro nacional entre Ambev e Heineken devem se intensificar nas próximas semanas. Essa é a previsão de um relatório do Bradesco BBI, diante da crise econômica provocada pela pandemia do coronavírus, que teria enfraquecido uma parcela que representa cerca de 20% do setor.

Na avaliação de Leandro Fontanesi, as cervejarias menores e o Grupo Petrópolis foram os mais afetados pelos efeitos financeiros advindos da Covid-19. Assim, ele não descarta nem mesmo a possibilidade de fusões e aquisições dentro do segmento em um futuro próximo.

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No material, intitulado O Império Contra-Ataca, o analista do Bradesco BBI destaca que a Ambev tem sofrido com o aumento da concorrência no mercado brasileiro, em função da aquisição da Brasil Kirin pela Heineken em 2017, dos investimentos realizados pela Petrópolis e do surgimento de marcas artesanais. Assim, ao fim de 2019, viu sua participação no mercado retrair 2,3% no ano, para 59,4%.

A crise do coronavírus, porém, paralisou investimentos da Petrópolis, que também colocou parcela relevante dos seus funcionários em férias. Além disso, reduziu a participação de marcas artesanais no setor. E tais dificuldades podem ser exploradas pela líder do segmento e sua principal concorrente.

“Agora pode haver uma janela de oportunidade para a Ambev recuperar parte desse terreno (embora provavelmente tenha que enfrentar a Heineken)”, aposta Fontanesi no relatório do Bradesco BBI.

“Isso porque, com a Covid-19, a Petrópolis parece ter adiado o lançamento de sua grande nova fábrica em Minas Gerais (anteriormente com abertura prevista para julho) e, em março passado, colocou 35% de sua equipe em férias coletivas. Enquanto isso, a situação financeira mais frágil das pequenas cervejarias está sendo desafiada (por exemplo, as vendas de cervejarias menores no Paraná caíram 80% com a Covid-19)”, acrescenta.

Aumento da participação
A análise também usa dados estatísticos sobre a presença das empresas nas diferentes regiões brasileiras para avaliar como pode se dar essa busca por maior participação. O trabalho destaca que a Petrópolis tem maior relevância no Centro-Oeste do Brasil (cerca de 25% do mercado), Sudeste (18%) e Nordeste (18%), enquanto o Sudeste é o que mais consome os rótulos das microcervejarias (4%).

Assim, segundo o analista, há maior espaço potencial a ser conquistado pela Ambev. “Teria alguma vantagem sobre a Heineken na participação da Petrópolis/cervejarias menores, por ter uma presença relativamente mais forte no Sudeste (estimada em 65%) e Centro-Oeste (55%), enquanto a Heineken parece mais forte no Nordeste (31%)”, diz Fontanesi.

O relatório do Bradesco BBI praticamente descarta a possibilidade de a Ambev fazer aquisições, pois, sendo líder do mercado, precisaria comprovar ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) não se tratar de um truste. Mas vê como possível uma transação realizada pela Heinenken ou mesmo outro grupo. E destaca que isso traria efeitos danosos para a Ambev.

“Um artigo da imprensa de dezembro de 2019 (do jornal O Estado de S. Paulo) menciona que a FEMSA, a Heineken e o fundo de investimentos Farallon estavam avaliando comprar a Petrópolis. Para a FEMSA, acreditamos que uma aquisição ou parceria no segmento de cerveja faria mais sentido após o acordo de distribuição da engarrafadora brasileira da Coca com a Heineken expirar em 2022″, aponta o relatório.

“No entanto, uma aquisição da Petrópolis pela Heineken seria mais sensata nas circunstâncias atuais e negativa para as ações da Ambev, dado que, como mostra nossa análise, seria geograficamente complementar (por exemplo, no Nordeste, a Heineken-Petrópolis teria uma participação de 49%, semelhante à Ambev)”, avalia o Bradesco BBI.

Ação da Ambev
O trabalho também eleva a previsão de preço-alvo da ação ao fim de 2020 da Ambev para R$ 15,50 – o papel terminou o pregão da última terça-feira cotado a R$ 14,45. E isso se dá por causa da “nossa visão da concorrência mais fraca do que o esperado” e das “melhores vendas de cerveja do que esperávamos no Brasil”, afirmou o Bradesco BBI.

Porém, o estudo fez alertas conjunturais para o futuro, pela “redução na parcela de consumo fora de casa, onde a Ambev tem vantagem na distribuição” e ao “declínio na participação das vendas em garrafas retornáveis”.

Ártico completa 60 anos com foco em inovação e atuação comunitária

A Ártico está completando 60 anos nesta terça-feira. E, ao longo de suas décadas, a empresa do segmento de refrigeração acumulou inúmeros motivos para comemorar, especialmente pela atuação calcada em três pilares fundamentais à indústria cervejeira, embora nem sempre lembrados: sustentabilidade, inovação e ação comunitária.

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Como detalha Christiane S. Buerger, diretora-presidente da empresa, o foco no meio-ambiente sempre esteve presente na Ártico, tanto que foi uma das primeiras empresas brasileiras do segmento a assinar um acordo com a ONU. “Desde 1997, produzimos equipamentos ecologicamente corretos”, conta Christiane.

Atuando no setor com a venda de câmaras frias e cervejeiras, além da criação de projetos especiais, a Ártico também “está constantemente se reinventando e buscando soluções para os clientes”, segundo acrescenta a diretora-presidente. Assim, participa de feiras no mercado nacional e internacional, buscando sempre “o que há de melhor”.

Somado ao compromisso de oferecer soluções de refrigeração inovadoras e de qualidade, a Ártico busca uma atuação focada no bem comunitário. Sediada no bairro Salto do Norte, em Blumenau, a empresa garante criar iniciativas para estimular o desenvolvimento local.

“Nosso propósito está muito além de produzir equipamentos com qualidade. Queremos fazer a diferença e fazer parte da comunidade para juntos crescermos, estimulando a saúde, a educação, o esporte e a cultura local”, afirma Christiane.

Passado e futuro
A Ártico Indústria de Refrigeração foi fundada em 7 de julho de 1960 por dois imigrantes alemães, Hubert e Johannes Schildwächter. Desde a morte de Hubert em julho de 2011, porém, ela é administrada por suas filhas: Christiane Buerger, Monica Meinicke e Tania Eschenbach.

Trabalhando em três segmentos distintos na área de alimentos, que são instalações comerciais, congeladores e câmaras frigoríficas, a Ártico foi se consolidando ao longo das décadas até chegar ao atual patamar. Assim, possui hoje 150 colaboradores e clientes de todo o mercado nacional, além de alguns da América do Sul.

E, para o futuro, segundo complementa Christiane, a expectativa é de que a empresa siga se desenvolvendo solidamente. “Para os próximos anos, vamos continuar nosso trabalho, com responsabilidade e ouvindo nosso cliente. Juntos somos mais fortes”, finaliza a diretora-presidente da Ártico.

Cerveja e Gestão: E-commerce como alternativa em tempos de isolamento social

Cerveja e Gestão: E-commerce como alternativa em tempos de isolamento social

A dificuldade com o equilíbrio das contas tem sido uma das grandes preocupações dos empreendimentos do setor cervejeiro em tempos de isolamento social. A propensão ao desequilíbrio atual tem chamado a atenção para a redução dos efeitos das restrições ligadas ao fechamento de bares, pubs e restaurantes. Uma das alternativas foi reforçar a distribuição por meio dos supermercados, que, mesmo com limitações impostas pelo isolamento, firmaram parcerias com microcervejarias para promoverem rótulos nacionais e, eventualmente, contam com estrutura de e-commerce. No balanço até aqui, este cenário levou a produção de bens de consumo não duráveis a um recuo de 27,2% no primeiro trimestre de 2020, segundo o IBGE. Qual é o tamanho que este impacto pode chegar e quais as estratégias mais adotadas pelas cervejarias?

A Ambev anunciou uma queda de 9,6% nas vendas do primeiro trimestre de 2020 em comparação aos três primeiros meses de 2019. Além disso, as vendas de março para abril caíram 27%, e o lucro líquido registrou uma queda livre de quase 56% em relação ao primeiro trimestre de 2019. Considerando as microcervejarias, de acordo com a Associação das Microcervejarias do Paraná (Procerva), as quedas podem chegar a 81% no faturamento. Lidar com este cenário não é uma tarefa simples e é improvável que se tenha uma única alternativa aplicável a todos os negócios. 

A logística de última milha por meio das entregas via e-commerce tem sido utilizada, tanto para venda direta, quanto pelos membros do canal de distribuição como brewpubs e supermercados, embora ainda não seja realidade para todos. Os dados de uma pesquisa do Guia, conduzida em abril (aproximadamente dois meses após o primeiro caso confirmado de coronavírus, em 26 de fevereiro), revelam que apenas pouco mais de 16% das empresas participantes indicaram ter e-commerce próprio, enquanto 18,5% utilizam uma plataforma terceirizada (marketplace). 

Os dados da pesquisa sugerem que as empresas que já possuíam e-commerce e/ou alocaram produtos em um marketplace tiveram uma queda média de 54,29% em vendas em março de 2020, enquanto empresas que não tinham esta preparação sentiram uma redução de 66,12% nas vendas do mesmo período. Isto representa uma diferença significativa de quase 22% no volume de vendas. O maior impacto em negócios com comércio físico apenas se justifica pelas restrições adotadas em virtude da pandemia, como o fechamento de estabelecimentos, isolamento social e acesso limitado aos supermercados. Por outro lado, o comércio eletrônico tornou-se uma alternativa mais segura aos clientes, uma vez que pode ser feito sem se expor ao sair de casa.

Com esta possibilidade de vendas via e-commerce, independentemente do canal de distribuição priorizado, as cervejarias podem minimizar o impacto trazido pela pandemia. Inclusive, a abrangência de mercado pode ser significativamente maior ao comercializar para regiões ainda pouco exploradas. Há algumas possibilidades que podem ser compreendidas como níveis de maturidade em vendas por meio digital. Podemos entender quatro níveis de maturidade nessa modalidade:

  • Nível 1 – Vender produtos por redes sociais (Instagram, Facebook, WhatsApp);
  • Nível 2 – Vender produtos em marketplace (Mercado Livre, clubes ou comunidades de consumidores, empórios, supermercados);
  • Nível 3 – Vender produtos em website ou app próprio;
  • Nível 4 – Vender produtos em multicanais simultaneamente – redes sociais, marketplace e website ou app próprio.

Você pode perceber que para cada nível há uma maior independência, porém, também maior complexidade para gestão da operação digital. Para as pequenas cervejarias é mais comum atingir o primeiro ou segundo nível, uma vez que os custos para manutenção desta operação digital são menores. Por sua vez, empresas de maior porte podem seguir sua independência digital, entretanto, também é interessante marcar presença nas redes sociais e marketplace como forma de se mostrar “presente” nestes locais de venda. Portanto, o terceiro e o quarto nível de maturidade são as alternativas mais amplas como forma de diferenciação no mercado. O importante é verificar qual estratégia melhor se adeque ao seu negócio e às possibilidades de manter uma rotina de trabalho orgânica.

Por fim, destacamos que o investimento em e-commerce irá demandar uma análise mais detalhada na logística de distribuição. Em geral, esta é considerada uma das principais dores das pequenas cervejarias devido à dificuldade em diluir estes custos com o volume produzido. Neste momento, estabelecer roteiros logísticos com uso de sites gratuitos (por exemplo Google Maps) ou até mesmo serviços pagos, assim como formalizar contratos com prestadores de serviços logísticos de sua confiança, podem ser das melhores estratégias operacionais para dar sustentação ao comércio eletrônico e deixar o cliente satisfeito com o produto e serviço prestado.


Alexandre Luis Prim é professor das Faculdades Senac Blumenau, Saint Paul e Uniasselvi nas áreas de administração e supply chain. Assina também o texto Marcelo Sá, doutor em administração e coordenador acadêmico na Saint Paul Escola de Negócios

Damek usa experiência em crises para colocar sonhos de cervejeiros ‘em prática’

A pandemia do coronavírus trouxe danos irreparáveis à sociedade, especialmente pelo trauma e abalo provocados pelas milhares de mortes, mas também por causa de seus efeitos econômicos. A paralisação da atividade produtiva tem provocado a alta do desemprego, o fechamento de empresas e a interrupção de sonhos. No setor cervejeiro também houve impacto relevante, que só poderá ser minimizado a partir de parcerias. É nisso que a Damek, um fornecedor de fermentadores plásticos para companhias do segmento, tem investido durante o período de crise.

Leia também – União de cervejarias é o caminho para a diferenciação das embalagens a bons preços

A empresa oferece soluções com linhas diferenciadas, como as de motorhome, avaliando que o momento de incerteza pode ser uma oportunidade aberta para se buscar a realização de sonhos.

“Estamos trazendo uma melhor forma de lidar com isso tudo, através de esperanças e motivações. Temos a linha de motorhome, que é um projeto que mexe com sonhos, que talvez, na maioria das vezes, por falta de tempo, deixamos de ir atrás e de viver a vida”, diz Maria Eduarda Coelho Morelli, porta-voz da Damek, apontando que ajudar parceiros a transformar desejos em realidade é uma das motivações da empresa.

“Tentamos passar isso para nossos clientes e futuros clientes: a vantagem de aproveitar um momento como este, quando se está em casa, para colocar o seu ‘sonho em prática’. Assim como o tão sonhado momento de fazer e ter sua própria cerveja, sua receita e sua dedicação. Com a Damek, todos têm essa possibilidade, pois estamos aqui para ajudar os iniciantes e fazê-los crescer, como foi com a gente”, acrescenta.

Lidar com períodos de incerteza como o atual é, inclusive, uma das “especialidades” da Damek. Afinal, ela surgiu durante a crise hídrica no estado de São Paulo, corrida entre 2014 e 2016, como relembra Maria Eduarda.

“A Damek surgiu através de um sonho de família, há cerca de 6 anos. Iniciamos em meio à crise hídrica de 2014/2015. Com a criatividade e experiência no meio termoplástico dos nossos sócios, começamos com manutenções industriais e fabricando reservatórios para armazenamento de água na intenção de ajudar na economia desta”, aponta a porta-voz da empresa. “Começamos com cisternas para captação de água de chuva, reservatórios para reutilização da água da máquina de lavar ou apenas para armazenagem. Reservatórios em geral.”

Entrada no segmento cervejeiro
A empresa, portanto, não tinha envolvimento com o setor cervejeiro quando foi criada. Mas foi através da confiança adquirida por um cliente a partir de um serviço anterior que passou a buscar soluções para o segmento, em uma parceira que abriu um novo campo de atuação.

“Encontramos um cliente atrás de um fermentador plástico para cerveja, mesmo sem a nossa experiência nessa área. Porém, com o conhecimento em plástico, o cliente confiou e nos auxiliou a criar o nosso primeiro fermentador para cerveja artesanal. Realmente iniciamos nessa área como cervejeiros artesanais, pois tudo era feito manualmente. E a partir deste entramos no mercado cervejeiro, evoluímos e não saímos até hoje”, relata Maria Eduarda.

A partir disso, o setor se tornou um dos focos de atuação da Damek, tanto em fermentação como em envase. “Criamos o fermentador auto-refrigerado, unidade refrigeradora para glicol, sanitizadora de garrafas, além de acessórios que auxiliam e melhoram o processo, como escorredores, lavadora manual, enchedores para garrafas, hop bag, enfim, diversos itens para melhorar e inovar o processo da fabricação da cerveja artesanal”, detalha.

Nesses seis anos de atuação, a empresa conseguiu uma expansão relevante, como aponta a sua porta-voz. “Começamos em um quintal da casa de uma de nossas sócias. Depois, construímos um galpão no terreno ao lado com cerca de 50 m² e hoje estamos locados em um galpão de 400 m². Contamos com diversos maquinários para trazer a qualidade que temos hoje, mas sem perder o cuidado que sempre tivemos com cada equipamento, desde o desenvolvimento até a entrega”, diz ela.

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E esse crescimento se deu com uma estratégia que pode ser vista como uma alternativa para o período de crise: observar as oportunidades em outros setores. “Sem deixar de lado nossas raízes, trabalhamos com diversos produtos, tudo que envolve a termoplástica, como a manutenção industrial, os reservatórios para água, caixas d’água para trailers/motorhomes/food truck/ônibus/ambulâncias etc., pipas para fabricação de vinhos/cachaça e nossos fermentadores para cerveja artesanal.”

Ações contra a crise
A crise do coronavírus, evidentemente, provocou um abalo nos negócios da Damek, como explica Maria Eduarda. Mas ela assegura que a experiência com turbulências foi importante para permitir que a empresa reagisse, retomando o seu nível de vendas usual.

“Como a Damek já iniciou no meio de uma crise, soubemos nos reerguer diante dela. Logo no início, o surto nos desestabilizou, nossas vendas caíram cerca de 70%, porém como não temos e focamos em só um ramo, isso nos fez crescer novamente e hoje as vendas já estão voltando a todo vapor, o que era o nosso normal”, afirma.

Além de agir para recuperar receitas, a empresa garante ter se preocupado em minimizar os efeitos sanitários da crise. Assim, forneceu máscaras, colocou informativos sobre a Covid-19 em toda a empresa e incentivou o uso de álcool em gel, disponibilizado em diversas áreas dentro da Damek. E orientou os funcionários sobre o respeito ao distanciamento social.

Também foi necessário reduzir o contato com os clientes, adotando novas dinâmicas de relacionamento. “Diminuímos a entrada de pessoas dentro da empresa, como transportadoras, pois o produto era levado até eles por colaboradores protegidos com o uso de máscara e luvas, e clientes só podiam vir para a retirada de seu equipamento”, explica a porta-voz.

E o cuidado adotado com os funcionários também tem sido replicado nos relacionamentos com os parceiros. “Estamos distribuindo máscaras e informativos para o cliente junto com cada compra, a fim de firmar o nosso comprometimento com a situação que estamos vivendo. Com isso, orientamos um por um com o cuidado no dia-a-dia, visando nossa preocupação com todos”, conclui Maria Eduarda.

São Paulo inicia reabertura dos bares nesta segunda; confira os detalhes

Mesmo em meio à pandemia do coronavírus, a cidade de São Paulo iniciará nesta segunda-feira a reabertura dos bares. A liberação do funcionamento, assinada no último sábado pelo prefeito Bruno Covas, também inclui restaurantes, salões de beleza, estética e bem-estar, tendo sido adotada porque a capital está na fase 3 – Amarela – do Plano São Paulo, do governo estadual. O Guia preparou um material para indicar como se dará a retomada do atendimento presencial ao público, algo que não ocorria desde 24 de março.

As principais medidas envolvem as restrições sobre tempo de funcionamento e lotação. Está determinado que os estabelecimentos só poderão abrir por até 6 horas diárias, tendo de encerrar o atendimento presencial às 17h. Além disso, há o limite de utilização de 40% da capacidade – esse porcentual será elevado para 60% quando São Paulo alcançar a fase Verde.

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Antes de retomar as atividades, os estabelecimentos deverão submeter todos os ambientes a processos de higienização e desinfecção. Funcionários que apresentarem sintomas de gripe precisarão ser testados antes da volta ao trabalho e os que fazem parte de grupos de risco, ou têm acima de 60 anos, não deverão trabalhar nesse período de reabertura dos bares. Os trabalhadores também precisarão passar por aferição de temperatura e triagem diária.

Os ambientes devem contar com marcação no piso para filas e barreiras acrílicas nos caixas, disponibilizar álcool em gel e higienizar as máquinas de cartão de crédito a cada utilização, além de adotar o uso de máscaras. Essas medidas já eram obrigatórias nas fases anteriores, assim como a não realização de eventos e a recomendação de evitar aglomerações.

O estabelecimento deve dar preferência para as vendas online. Os cardápios precisarão ser disponibilizados por meio de plataformas digitais (site do estabelecimento, menu digital via QR Code ou aplicativo) ou expostos com grande visibilidade nas paredes do estabelecimento, como lousas, quadros e luminosos.

Além disso, está proibido o atendimento a clientes que estejam consumindo os produtos nas calçadas, em uma tentativa de evitar aglomerações. As mesas poderão ser ocupadas por até seis pessoas, devem ter 2 metros de distância entre elas e de ao menos 1 metro entre as cadeiras. Os clientes só poderão consumir os alimentos dentro dos estabelecimentos se todos estiverem sentados e seguindo as recomendações de higiene.

As portas e janelas deverão estar preferivelmente abertas, privilegiando a ventilação natural e minimizando o manuseio de maçanetas e fechaduras. Em caso de ambientes climatizados, é necessário garantir a manutenção dos aparelhos de ar-condicionado.

Os restaurantes que possuem self-service e sistema de pedidos para consumo no seu interior deverão disponibilizar garçons e colaboradores para servir os clientes devidamente paramentados com equipamentos de proteção individual.

Além da capital, apenas as sub-regiões sudeste e sudoeste da Região Metropolitana de São Paulo estão na fase Amarela do Plano SP, etapa em que o governo estadual permite o funcionamento com atendimento presencial nos bares.

Confira como está a situação de bares em outros estados e capitais brasileiras:

Acre – O estado do Acre segue na fase Vermelha. Com isso, as atividades não essenciais, suspensas desde 20 de março, continuam sem previsão de retorno.

Alagoas – A abertura dos bares só será permitida a partir de 15 de julho, quando há a previsão de que Maceió entre na fase Amarela – atualmente, a capital está na Laranja, com o interior na Vermelha.

Amapá – Na capital Macapá, o atendimento de bares só pode se dar pelos sistemas de delivery, drive-thru e expresso.

Amazonas Um decreto estadual proíbe a abertura de bares e casas noturnas.

Bahia – Na última semana, o prefeito de Salvador, ACM Neto, prorrogou até 7 de julho os decretos da suspensão das atividades de bares.

Ceará Mesmo com Fortaleza avançando para a terceira fase do plano de retomada da economia cearense, os bares devem continuar fechados. A abertura dos restaurantes durante o horário noturno, que anteriormente estava prevista para ser liberada nesta etapa, também segue vetada.

Distrito Federal – Bares e restaurantes poderão abrir a partir de 15 de julho. Nesses estabelecimentos, não haverá mudança nos horários. Mas estão vetadas música ao vivo e a realização de eventos.

Espírito Santo O governador Renato Casagrande prorrogou até 31 de julho a suspensão do funcionamento dos bares.

Goiás – O estado adotou um revezamento para a abertura das atividades não essenciais, mas não incluiu os bares.

Maranhão – Os bares e restaurantes poderão funcionar para almoço das 11h às 15h; lanches das 10h à 0h; e jantar das 18h à 0h. Aqueles que ficam em shoppings e galerias, porém, só podem funcionar com delivery ou drive-thru. Pessoas dos grupos de risco e com mais de 60 anos não podem frequentar os estabelecimentos.

Mato Grosso O prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro, adotou quarentena na cidade entre 25 de junho e 9 de julho, além de ter aplicado toque de recolher entre 22h30 e 5 horas.

Mato Grosso do Sul – Bares estão funcionando em Campo Grande, inclusive com registros de aglomerações no último fim de semana.

Minas Gerais – Em Belo Horizonte, os bares estão fechados por decreto do prefeito Alexandre Kalil desde 20 de março.

Pará A reabertura dos bares na capital Belém ocorreu em 1º de julho.

Paraíba – Em Campina Grande, os restaurantes e bares só poderão reabrir quando a capital da Paraíba estiver em bandeira verde.

Paraná – Os bares estão entre as categorias proibidas de funcionar desde 1º de julho, quando o governo do Paraná e a Prefeitura de Curitiba publicaram decretos com medidas mais restritivas por causa do avanço do coronavírus.

Pernambuco – O estado entra nesta segunda-feira na Fase 5 do Plano de  Monitoramento e Convivência das Atividades Econômicas com a Covid-19, mas a reabertura dos bares segue sem data definida.

Piauí – Em Teresina, continua suspenso o funcionamento de escolas, bares, restaurantes, shoppings e de todos os setores que provoquem aglomerações.

Rio de Janeiro Os restaurantes, bares, cafés, lanchonetes, lojas de conveniência, padarias e quiosques podem funcionar desde 1º de julho. É preciso manter uma distância de dois metros entre as mesas, limitar os clientes a 50% da capacidade do local e priorizar espaços externos como varandas e calçadas. A máscara só deve ser retirada no momento de alimentação, o horário máximo de funcionamento é 23h e estão proibidos música ao vivo e self-service.

Rio Grande do Norte – O funcionamento de bares e restaurantes com até 300m² estará liberado a partir do dia 7 em Natal e em 8 de julho no restante do estado. A previsão é de que o mesmo ocorra com estabelecimentos maiores a partir de 29 de julho.

Rio Grande do Sul – Restaurantes, bares e lancherias só podem funcionar pelos sistemas de tele-entrega e “take away” (pegue e leve).

Rondônia – Com o retorno da capital Porto Velho para a Fase 1 do plano de ação do governo de Rondônia de combate à pandemia, o funcionamento de bares está proibido.

Roraima – Na capital Boa Vista, decreto só permite o atendimento dos bares por drive-thru e delivery. Estabelecimentos estão incluídos na primeira fase de reabertura do comércio, mas ainda não há data para isso acontecer.

Santa Catarina – Na capital Florianópolis, restaurantes podem atender presencialmente somente das 11h às 15h e durante dias de semana. No caso de bares e lanchonetes, o horário permitido é até 18h.

Sergipe – O funcionamento de bares continua proibido na capital Aracaju.

Tocantins – A Prefeitura de Palmas liberou a reabertura dos bares, mas proibiu o consumo de bebidas alcoólicas em estabelecimentos comerciais e locais públicos.