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Ação da Heineken busca minimizar propagação do coronavírus no Amapá

Em parceria, várias empresas têm buscado ajudar no combate à Covid-19 no país. Após uma iniciativa da Heineken com a Unilever, voltada especificamente às favelas de São Paulo, as companhias se uniram à Pernod Ricard, um dos maiores grupos de bebidas alcoólicas do mundo, para a doação de kits de higienização e desinfecção no Amapá.

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Além da Pernod Ricard, que ficará responsável por fazer o transporte de toda a carga para o estado do Norte do Brasil, as empresas Transtassi, Rodotril e Azzuf se juntaram aos parceiros iniciais: PQS, Braslapla, CCL, Universal, Westrock  Alemolde, CRX e Sonoco-Trident.

Em abril, a ação encabeçada por Heineken e Unilever doou kits para milhares de famílias de 210 favelas de São Paulo. Agora, com a chegada da Pernod Ricard, será possível distribuir no estado e no Amapá mais de 282 mil unidades dos produtos.

Assim como aconteceu na primeira ação, os kits são formados por um Cif Higienizador + Álcool, este com a sua origem nas cervejarias da Heineken, e o agente bactericida de Cif. 

Diretora jurídica e de relações institucionais da Pernod Ricard Brasil, Mariana Pimentel destaca que, para a empresa, “é hora de pensar no coletivo” e no que pode ser feito para auxiliar o país na recuperação. “Estamos felizes em poder contribuir com iniciativas como essa, que reforçam ainda mais o compromisso da companhia em prol da saúde e segurança de todos”, diz ela.

O Amapá foi escolhido pela Heineken e suas parceiras devido à situação que se encontra no combate ao coronavírus. Conforme dados do Ministério da Saúde, o estado registrou até a última quinta-feira 36.272 casos da doença, com um total de 561 mortos desde o início da pandemia.

A Heineken explicou que o Projeto Amapá Solidário ficará com a responsabilidade de distribuir as 45 mil unidades dos kits através das ONGs Cáritas Diocesana de Macapá e CUFA Amapá.

Já em São Paulo, na última quinta, o número de contaminações chegou a 529.006, com um total de 22.710 óbitos. No estado, os produtos da iniciativa serão direcionados através do Projeto Gerando Falcões, que deverá enviar às favelas da região metropolitana cerca de 170 mil unidades do limpador. Mais de 66 mil unidades dos produtos chegarão às famílias que vivem em terras paulistas com a ajuda da ONG João de Barro em Itu.

“Estamos muito felizes em ter cada vez mais parceiros ao nosso lado para somar e criar uma cadeia de ações positivas neste momento tão delicado”, comenta Eduardo Campanella, vice-presidente de marketing da Unilever.

Para a Heineken, a parceria vai impactar ainda mais as comunidades de São Paulo e do Amapá. “Apesar de atuarem em mercados diferentes, as empresas têm em comum a valorização das vidas em primeiro lugar. Estamos orgulhosos por unir nossa voz nesta iniciativa para juntos, fortalecermos nossa visão de negócio como uma força para o bem”, finaliza o CEO do grupo no Brasil, Mauricio Giamellaro.

Outras iniciativas
Em parceria com a ONG Amigo do Bem, a Heineken já havia realizado doação de água mineral para cerca de 130 comunidades vulneráveis do sertão nordestino, nos estados de Alagoas, Ceará e Pernambuco. O grupo também entregou mais de 6 mil cestas básicas.

Além disso, criou o movimento “Brinde do Amigo”, que repassou os valores doados por consumidores e pela cervejaria para bares e restaurantes que sofreram com a crise durante a pandemia.

Lucro da Ambev cai 49% no 2º trimestre, mas analistas veem sinais de recuperação

A continuidade da crise do coronavírus trouxe resultados negativos para a Ambev, como revelado no balanço do segundo trimestre de 2020, mas analistas de bancos de investimento avaliam que a companhia tem dado sinais de recuperação. Com a queda nas vendas, a multinacional cervejeira reportou recuo de 49,3% no lucro líquido atribuído aos controladores no período, que foi de R$ 0,08 por ação, de acordo com o relatório financeiro divulgado na última quinta-feira.

Já o lucro líquido ajustado foi de R$ 1,372 bilhão no mesmo período. Nesse caso, a queda foi de 49,4% em relação ao segundo trimestre de 2019, quando havia sido de R$ 2,712 bilhões.

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A Ambev também reportou que o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado da companhia caiu 28,6%, para R$ 3,348 bilhões no segundo trimestre de 2020. Já a margem Ebitda foi de 28,8%, um recuo de 9,9% no comparativo ao mesmo período de 2019. E a receita líquida da Ambev reduziu 10,4%, para R$ 11,615 bilhões.

O fechamento de bares e restaurantes para tentar conter a propagação do coronavírus também teve impacto sobre o volume de cerveja, que recuou 9,2%, de 36,865 milhões de hectolitros no segundo trimestre de 2019 para 33,465 milhões de hectolitros no mesmo período deste ano.

A Ambev revelou, ainda, que o custo do produto vendido, excluindo a depreciação, aumentou 10%. Porém, houve redução das despesas com vendas, gerais e administrativas, descartando a depreciação, de 4,4%.

Sinais de recuperação
No entanto, para analistas, o balanço da Ambev traz sinais de recuperação, como o volume de cerveja no Brasil, que caiu apenas 1,6%, como destacado por Betina Roxo, analista de alimentos e bebidas da XP Investimentos. “Olhando para a frente, parece haver uma tendência de melhoria”, diz.

“No segmento de Cerveja Brasil, o maior impacto da pandemia ocorreu em abril, quando o canal de supermercados (off-trade) ganhou em relevância em detrimento do canal de bares e restaurantes (on-trade), desafiando a cadeia de suprimentos e as operações de vendas da Ambev”, acrescenta Betina.

A própria cervejaria destaca que as vendas têm reagido aos poucos. “Desde abril, quando nossos volumes consolidados caíram 27%, nós observamos uma recuperação gradual, com queda de 7% em maio e crescimento de 5% em junho, impulsionada principalmente pela divisão Cerveja Brasil”, afirma a Ambev em seu relatório.

O resultado dos não-alcoólicos no Brasil, no entanto, não foi bom, com redução de 13% no volume anualizado. “Foi impactado pela mudança nas ocasiões de consumo devido às restrições da Covid-19, e a receita líquida por hectolitro foi prejudicada por mudanças desfavoráveis de canal, marca e mix de embalagens”, analisa Betina.

O segundo trimestre de 2020 foi o primeiro dos quatro do ano ocorrido completamente dentro do contexto da pandemia. E a equipe de analistas do BB Investimentos avaliou que a Ambev soube se adaptar a esse novo cenário.

“Frente ao desafio trazido pela pandemia de isolamento social e significativa redução da demanda em bares e restaurantes, a Ambev demonstrou grande eficiência em adaptar os processos de vendas e canais a esta nova realidade. Além do aumento das vendas delivery e sua forte vantagem competitiva na distribuição direta, os subsídios governamentais ao longo do 2T20 também limitaram maiores quedas em volume de vendas de cerveja no Brasil, que, apesar da redução, vieram bem acima de nossas estimativas”, diz o BB Investimentos.

Já a analista da XP Investimentos também apontou que o portfólio da Ambev apresentou boa recepção nas vendas. “Os subsídios governamentais seguiram ajudando os resultados neste trimestre. Adicionalmente, o portfólio diversificado da Ambev provou ser um ponto favorável nos pontos de venda tradicionais. Os preços caíram 1,6% A/A, em linha com nossas estimativas, apesar da mudança desfavorável do mix e da escolha de opções mais econômicas (trade-down) por parte do consumidor”, comenta Betina.

A análise do BB Investimentos alerta, porém, para o péssimo cenário econômico a ser encarado pela Ambev nos próximos meses. Além disso, destaca que o consumidor permanece receoso com a volta aos bares e restaurantes, o que certamente dificultará uma recuperação.

“Apesar de apreciarmos as iniciativas da Ambev, bem-sucedidas ao nosso ver, para reduzir o impacto do isolamento social em seus resultados, ainda existe muita incerteza quanto à reabertura de canais de vendas e comportamento dos consumidores nesses estabelecimentos. Além disso, a deterioração nos indicadores macroeconômicos, com aumento na taxa de desemprego e redução da renda disponível, ainda deve manter o cenário mais desafiador à frente”, projeta o BB Investimentos.

Ação despenca
Na Bolsa de Valores de São Paulo, porém, o balanço da Ambev não foi bem recebido. A ação da cervejaria teve a segunda maior queda da última quinta-feira, de 3,96%: iniciou a quinta-feira cotada a R$ 15,15 e terminou o pregão com preço de R$ 14,55.

Justiça derruba decisão que interditava fábrica da Mahy em Manaus

A Justiça de Amazonas anulou a sentença que interditava a fábrica da Mahy Cervejaria em Manaus.  A decisão do desembargador Yedo Oliveira também determinou a imediata liberação do estabelecimento para a continuidade de suas atividades.

Oliveira aceitou a argumentação que considera irregular a atuação da Vigilância Sanitária de Manaus (Visa Manaus), autorizando a continuidade da produção na cervejaria. O desembargador sublinha que “a possibilidade de ausência de legalidade e razoabilidade na interdição do estabelecimento deve vir acompanhada de substanciais evidências de total impossibilidade de continuação das atividades desenvolvidas”.

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Ele também diz compreender, neste primeiro momento, que a Visa Manaus não apresenta pressupostos suficientes e aptos para suspender a decisão inicial. Apesar disso, a Justiça intimou a Mahy Cervejaria a apresentar nos próximos 15 dias novos laudos de dedetização e desratização, sob pena de reapreciação do pedido de tutela recursal.

Entenda o caso
A Mahy Cervejaria foi interditada em junho, após os fiscais da Visa Manaus realizarem uma visita e encontrarem, segundo informações divulgadas pela Prefeitura de Manaus, 72 sacas furadas que armazenavam o malte, com fezes de ratos e sem identificação do lote, data de fabricação, validade ou procedência. Além disso, os fiscais também relataram a existência de uma série de irregularidades no local.

Poucos dias depois, o juiz Gildo de Carvalho considerou irregular a atuação da Visa Manaus e suspendeu a interdição da fábrica. Mas, em outra reviravolta, a desembargadora Joana dos Santos Meirelles derrubou a liminar de Carvalho, voltando a interditar a fábrica. A decisão de Meirelles fez a Mahy Cervejaria dizer que estaria sendo “vítima de perseguição comercial”, alegando que a nova decisão foi tomada no momento em que a empresa estaria pronta para retomar a produção.

Entre os argumentos da cervejaria, um deles era que apenas o Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal (IDOP) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) teria poder fiscalizador. Além disso, alegava que a área de fabricação estava fechada há três meses em função da pandemia do coronavírus.

Com Mandarina Lager e linha Lab, Cervejaria Landel amplia linha de latas

A Landel está ampliando sua linha de latas. Pouco depois de apresentar a Session IPA, a cervejaria de Campinas lançará em embalagens de 473 ml a Mandarina Lager e dois rótulos de sucesso da linha Landel Lab: Cacau Session e a Citrus Session.

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Apostando no design “colecionável” das embalagens, a cervejaria promete a mesma qualidade e frescor dos chopes que saem das torneiras de sua tap house, também localizada em Campinas.

“A mesma qualidade e frescor dos chopes que jorram das torneiras da Landel agora em latas lindas e colecionáveis e, o que é melhor, com o mesmo preço praticado na tap house. Os quatro rótulos também estão disponíveis para venda em packs de quatro ou de seis latas, que trazem valores diferenciados”, descreve a cervejaria.

E, para celebrar as novidades, a Landel fará uma live nesta sexta-feira às 16h, pelo perfil do Instagram @cervejarialandel.

A Landel integra o Polo Cervejeiro da Região Metropolitana de Campinas, que conta também com nomes como Berggren, Cervejaria Campinas, Daoravida, Tábuas e Toca da Mangava, entre outros.

Novas latas da Landel
Latas de 473 ml (venda unitária ou em packs com 4 ou 6 )
Mandarina Lager – R$ 20
Session IPA – R$ 22
Lab Citrus Session – R$ 24
Lab Cacau Session – R$ 24
Vendas pelo e-commerce – https://loja.cervejarialandel.com.br/. Mais informações pelo whatsapp: (19) 99658-9788

Entrevista: O que motivou o Carrefour a investir no mercado cervejeiro no Brasil

O setor de cervejas artesanais despertou nos últimos anos a atenção de grandes empresas, que têm se inserido nesse nicho especialmente com a aquisição de marcas de destaque. A última delas a aderir e a investir no segmento, mas com parcerias, ao invés de uma aquisição, foi o Carrefour. A multinacional de supermercados decidiu não apenas expor e vender rótulos nas suas gôndolas, mas também produzir e comercializar a sua própria marca.

Em junho, mesmo em meio à pandemia do coronavírus, o Carrefour lançou a Nauta. E, para empreender no segmento de artesanais, optou por não atuar sozinho, unindo-se a duas empresas conhecidas do setor no Brasil: a StartUp Brewing, responsável por sua linha de latas, e a Way Beer, que produz as bebidas engarrafadas.

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A avaliação do diretor de marca própria do Carrefour Brasil, Allan Gate, é de que a entrada da empresa se dá em um contexto de crescimento do segmento de artesanais, algo que naturalmente vai expandir o local da comercialização dos rótulos, fazendo-os chegar às grandes redes varejistas.

Para isso, a promessa e estratégia do Carrefour é de atrair um público maior a partir de preços competitivos – as seis opções de cervejas em garrafas de 600ml custam R$ 11,99, enquanto os cinco rótulos enlatados têm preços de R$ 7,99.

Confira, abaixo, na entrevista ao Guia, as opiniões de Allan Gate sobre o setor de cervejas artesanais no Brasil e os planos do Carrefour para a sua atuação no segmento.

O Carrefour já possuía outros produtos próprios, mas apenas agora decidiu entrar no setor cervejeiro. Como surgiu a ideia de ter a sua marca própria?
Colocamos nossos consumidores sempre no centro de nossas decisões, queremos nos aproximar cada vez mais deles, oferecendo uma solução completa para sua jornada de compras. Para isso, estamos sempre buscando entender suas características e necessidades. Logo, como a cerveja é uma das bebidas preferidas dos brasileiros, uma das mais consumidas no país e a procura pelas linhas artesanais tem sido cada vez maior, vimos a necessidade de uma marca própria de cervejas artesanais, com o benefício de trazê-la com um preço justo e de alta qualidade.

Como surgiu e funciona a parceria com a StartUp Brewing e a Way Beer? Qual é a participação de cada uma das partes?
A reputação do Brasil em termos de cerveja está bem estabelecida, e as cervejarias estão se destacando cada vez mais em qualidade e inovação. Portanto, era natural procurarmos um fornecedor brasileiro para nos apoiar nesse projeto. Escolhemos a StartUp Brewing e a Way Beer porque são as duas cervejarias artesanais com identidades diferentes, produzindo cervejas de qualidade, equilibradas e inovadoras.

A Way Beer produz nossa linha de cerveja em garrafa. Dependendo do conceito que queremos introduzir no mercado, o mestre cervejeiro deles nos aconselha sobre possíveis receitas e buscando desenvolvê-las exclusivamente para o Carrefour. A StartUp Brewing produz nossa linha de cerveja em latas. Da mesma forma, eles nos apoiam na escolha dos estilos que queremos incluir no mercado e desenvolvem os produtos com características sensoriais únicas. A experiência dessas duas cervejarias no mundo cervejeiro é muito importante para nós, pois nos ajudam a permanecer assertivos em todo o desenvolvimento e posicionamento de nossos produtos.

Como o Carrefour enxerga o setor de cervejas artesanais no Brasil?
O setor de cerveja artesanal está em expansão e este é apenas o começo. O Brasil viu seu número de cervejarias artesanais explodir nos últimos anos. Com esse aumento na popularidade da cerveja artesanal, os consumidores recorrerão a grandes varejistas para oferecer a eles diversas opções desses produtos, com qualidade e preço justo.

Como o Carrefour espera se posicionar nesse segmento? Quais são suas metas?
Com a marca Nauta, o Carrefour quer se posicionar no segmento de cervejas artesanais com uma gama de produtos variados a preços justos. Nosso objetivo é tornar esse mundo acessível a um público mais amplo e permitir que os consumidores descubram vários estilos de cerveja, dos grandes clássicos aos mais inovadores.

A marca Nauta foi lançada durante a crise do coronavírus. A pandemia afetou o planejamento do Carrefour para suas cervejas? Como?
Apesar de buscarmos fazer alguns lançamentos de produtos com pequenos eventos presenciais, entendemos que o momento que estamos passando pede algumas mudanças para garantir a segurança de todos. Por isso, optamos por uma divulgação do lançamento 100% online, sempre com um cuidado para não promover aglomeração de pessoas, às vezes inerentes ao consumo de cerveja, mas focando na identidade da marca, nos diferenciais das nossas receitas e suas características sensoriais únicas.

O Carrefour já possuía marcas de cerveja em outros países. Que experiências o grupo traz e pode implementar com esses lançamentos? E quais especificidades já foram percebidas no mercado brasileiro?
O grupo Carrefour tem cervejas em outros países, a grande maioria sob a marca “Carrefour”. A maior experiência trazida pelo grupo é que cada país deve adaptar sua oferta de acordo com os hábitos de consumo e as expectativas de seus clientes regionalmente. Por exemplo, Espanha e Bélgica são dois países com cervejas Carrefour no mercado, mas seus posicionamentos são bem diferentes devido aos diferentes hábitos de consumo. O mesmo vale para o Brasil. Estudamos muito o mercado brasileiro, bem como as expectativas atuais e futuras dos consumidores. Das nossas pesquisas, surgiu a nossa marca Nauta, que tem uma identidade única e oferece uma escolha variada de cervejas artesanais produzidas localmente.

Heineken abre inscrições para programa de desenvolvimento de jovens

O Grupo Heineken abriu inscrições no Brasil para a seleção Leadership Experiences, programa com início em fevereiro de 2021 com foco no desenvolvimento de jovens profissionais para cargos de liderança. Nesta edição, em função do surto do coronavírus, todo o processo seletivo será online, com o uso de realidade virtual e adaptado para deficientes auditivos e visuais durante o processo.

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A Heineken explicou que serão oferecidos aos candidatos podcasts com participantes do programa contando sobre sua experiência e a cultura da companhia, incluindo acessibilidade para pessoas com deficiência auditiva com transcrição de todos os episódios. Além disso, haverá um chatbot conhecido como Dandara, que auxiliará e acompanhará os participantes durante o processo de seleção.

A gerente sênior da área de talent acquisition da companhia, Luana Moraes, assegura que o olhar para a diversidade é importante na empresa. “Para que possamos de fato desenvolver profissionais capacitados e protagonistas de suas carreiras, e ainda crescermos como empresa, entendemos que é fundamental ter a diversidade trabalhando ao nosso lado.”

Até por isso, o processo de seleção da edição 2020 do programa teve o apoio da consultoria Mais Diversidade, que acompanha as estratégias do comitê de inclusão e diversidade do Grupo Heineken. Também será conduzido em parceria com a Matchbox, consultoria especializada em talentos e que, segundo a cervejaria, imprimiu o seu olhar de inovação dentro da temática de inclusão e diversidade no projeto. 

 “Mesmo com o distanciamento social, nosso objetivo foi de nos aproximarmos dos candidatos por meio de propostas inclusivas, como um hotsite 100% acessível para pessoas com deficiência visual, com vídeos interativos que também terão toda a acessibilidade necessária, por exemplo. Conseguimos chegar a um resultado muito bacana junto com a Matchbox”, destaca Moraes.

O programa
O programa tem duração de 12 meses, período em que os participantes terão a oportunidade de conhecer de perto todos os processos da companhia em diferentes localidades do Brasil. A intenção da Heineken é “aprimorar conhecimentos diversos com trilhas especializadas de desenvolvimento”. Assim, diz buscar profissionais que sejam protagonistas, tenham vontade de crescer e sede de desafio.

A primeira edição do Leadership Experiences foi realizada em 2018. Desde então, o programa já recebeu mais de 20 mil inscritos. Agora, como a Heineken pretende unir profissionais que já participaram do programa e ouvir suas percepções, criou um podcast exclusivo para eles, no qual os jovens líderes contarão como a experiência foi importante para o seu desenvolvimento.

As inscrições são destinadas para profissionais graduados em cursos universitários de bacharelado, licenciatura ou tecnólogo, entre 2014 e 2018, com total mobilidade nacional durante e após o término do programa. Ao todo, serão 20 vagas disponíveis.

Os interessados terão até 11 de setembro para se inscreverem. Mais informações podem ser obtidas em: https://leadershipexperiences.com.br/.

Com soluções criativas, Madalena reduz queda no faturamento de 70% para 30%

A Cervejaria Premium Paulista, detentora da marca Cerveja Madalena, de Santo André, investiu em uma iniciativa criativa para minimizar os impactos da crise provocada pelo coronavírus: estabeleceu uma parceria com postos de gasolina da Grande ABC e de São Paulo para vender seus produtos e se recuperar da queda do faturamento que chegou a 70% nos últimos meses.

A parceria já está em 20 estabelecimentos. Agora, com os sistemas take away e drive-thru, o público é convidado a embarcar em uma atmosfera atrativa que remete ao ambiente da cervejaria, possível de ser encontrado nos postos de combustível.

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Cada estabelecimento parceiro da Cerveja Madalena recebe um criativo carro modificado, como o beer truck, beer bike, caminhão bigfoot, ônibus norte-americano escolar bar, um Ford 1929, um triciclo Piaggio 1962, além dos infláveis, criando um ponto de venda de cerveja exclusivo, temático e divertido.

Antes desse novo sistema, a marca já havia intensificado o delivery, que exigiu a criação de novas embalagens para transporte, como o growler pet de 1 litro. Destaque também para um drive-thru dentro da fábrica com rótulos variados e novos sabores, além de opções gastronômicas.

Com as apostas, a marca baixou a queda do faturamento de 70% para 30%. “Diminuímos o lucro, mas mantivemos os empregos e a produção. A maior lição que estamos aprendendo com a crise é de que a união é muito importante. O pós-pandemia ainda é incerto, temos que transformar esse período difícil em diálogo e aprendizado”, revela o gerente de marketing da Cerveja Madalena, Renan Leonessa, para depois acrescentar.

“Estamos há 10 anos no mercado, temos um público fiel e, se ele está isolado em casa, temos que facilitar o seu acesso aos nossos produtos. Os postos de combustível ficam em locais estratégicos, sempre de muito fluxo. Essa parceria com certeza é de sucesso e tem uma grande chance de se manter mesmo depois do isolamento”, complementa o gerente da cervejaria.

Além da aposta nos novos modelos de negócio, a Cerveja Madalena reabriu o bar de sua fábrica no dia 18 de julho. A ocupação máxima é de 40%, seguindo as recomendações Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), e todos os funcionários utilizam máscaras e luvas, uniformes exclusivos para o posto de trabalho e têm medição de temperatura sempre antes de começar a jornada.

10 práticas para a indústria cervejeira conter a propagação da Covid-19

A segurança alimentar e as medidas sanitárias sempre foram foco na produção cervejeira, mas a crise do coronavírus tem contribuído para reforçar cuidados e iniciativas. Para evitar a propagação da doença e tornar possível a continuidade da realização da atividade industrial, foi preciso rever ações e comportamentos, adotando novas práticas.

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Por estar inserida nas atividades consideradas essenciais pelo governo federal, a indústria alimentar e de bebidas prosseguiu operando desde o início da pandemia. Ainda assim, parte relevante do segmento optou por paralisar a produção, o que deixou a implementação das medidas necessárias para conter a doença ocorrendo em ritmo e modo diferentes, de acordo com a decisão dos seus gestores sobre o funcionamento.

Na avaliação de José Luiz Barros, gerente institucional de Saúde e Segurança do Trabalho da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), quem seguiu operando durante a pandemia precisou se adaptar rapidamente, mas também implementou medidas de modo menos abrupto. E deve servir como exemplo para outras companhias do setor, que precisam agora realizar mudanças mais radicais.  

“Entendo que as empresas que não pararam suas atividades tiveram maior facilidade, ajustaram seus processos de forma mais prática, fazendo os ajustes conforme as dificuldades se apresentavam. Muitas das ações, hoje entendidas como acertadas e que constam em vários documentos de boas práticas, são frutos destas experiências adotadas pelas empresas que não pararam”, relata o especialista da Firjan.

Além de colocar em prática as medidas protetivas, outro passo importante para minimizar a propagação do coronavírus envolve a conscientização dos funcionários. Afinal, as orientações sanitárias também devem ser seguidas fora do ambiente de trabalho, como destaca José Luiz.

“Reforçar o processo de conscientização da importância da participação de todos que fazem parte dos enfrentamentos da pandemia e que todas as recomendações de distanciamento, uso de máscaras e boa prática de higiene e conduta valem tanto dentro quanto fora da empresa”, analisa ele.

Após ganhar atenção com o surgimento da pandemia, a segurança alimentar e sanitária certamente seguirá como foco das indústrias, não apenas pela implementação de medidas que garantam a sua execução, mas também por ser vista como uma vantagem competitiva para o período pós-crise. Especialistas avaliam, afinal, que as escolhas do consumidor serão influenciadas pelas demandas advindas do surto do coronavírus.

“Realmente a segurança alimentar é um fator diferenciador de mercado e acreditamos, devido à pandemia, que as pessoas estarão mais criteriosas e exigentes. Assim, empresas que adotarem procedimentos mais rígidos de segurança alimentar, bem como segurança dos seus empregados, terão um forte diferencial de mercado”, acrescenta o especialista.

A pedido do Guia, José Luiz Barros, que elaborou o Guia de Orientações para a Retomada das Atividades Industriais da Firjan, preparou uma lista de medidas e práticas a serem implementadas dentro das fábricas cervejeiras a partir do contexto da crise do coronavírus. Confira.

1 – Medidas de caráter geral ao setor de alimentos e bebidas
Elaboração e divulgação de protocolos de orientações genéricas referentes à triagem e acesso, protocolos de distanciamento e uso adequado de máscaras e orientações referentes a casos identificados.

2 – Práticas referentes ao vestiário
Cuidados de não aglomeração, uso do espaço respeitando o distanciamento e utilização de sanitizantes na entrada e saída dos espaços.   

3 – Práticas de boa higiene e conduta
Boas práticas dos trabalhadores, respeitando as orientações de boa higiene e conduta. Entre outras, são elas: higiene frequente das mãos, comunicação de sintomas, não tocar nariz, boca e olhos, não compartilhamento de objetos pessoais.

4 – Práticas quanto às refeições
Reorganização do layout para o respeito do distanciamento entre mesas, orientações sobre as restrições de self-service, proibição de compartilhamento de utensílios e escalonamento de horário do almoço para evitar aglomeração.

5 – Práticas referentes ao SESMT e à CIPA
Manutenção das comissões e suspensão de processos eleitorais, reuniões presencias e treinamentos durante o período de estado de calamidade e divulgação de plano de ação do SESMT (Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho).

6 – Trabalhadores pertencentes a grupo de risco
Cuidados que as empresas precisarão ter para este grupo de risco. Dentre outros, manutenção em teletrabalho ou em posto isolado, caso não consiga a opção do teletrabalho.

7 – Práticas referentes às máscaras
Obrigatoriedade e procedimento de uso adequado de máscara.

8 – Práticas referentes ao transporte de trabalhadores
Cuidados de segurança no uso de transporte fornecido pela empresa, para evitar contaminação dos trabalhadores.

9 – Procedimentos de contingência
Procedimentos de atuação, em caso de identificação ou confirmação da contaminação de um trabalhador que tenha transitado ou não nas dependências da empresa.

10 – Retomada das atividades de setores ou do estabelecimento
Procedimentos de desinfecção, orientações e medidas preventivas a serem tomadas antes da retomada das atividades.

Com Elza Soares, Eisenbahn homenageia Adoniran em projeto de faixas inéditas

A Eisenbahn anunciou uma ótima novidade no início desta semana: um projeto que homenageia o sambista Adoniran Barbosa e que conta com a participação de renomados artistas e bandas nacionais, como Elza Soares e Zeca Baleiro. Serão 11 versões inéditas de músicas do artista lançadas no Spotify pela marca de cerveja do Grupo Heineken.

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Adoniran Barbosa era o nome artístico de João Rubinato. Conhecido nacionalmente como o pai do samba paulista, além de músico, ele foi compositor, humorista, radialista, ator e até artesão. Nascido em Valinhos, no interior de São Paulo, ele faleceu em novembro de 1982.

Muito conhecido e associado ao clássico “Trem das Onze”, Adoniran também cantou outros grandes sucessos na sua carreira, como “Saudosa Maloca”, “Iracema” e “Samba do Arnesto”. 

O projeto é uma homenagem ao aniversário de 110 anos de nascimento de Adoniran Barbosa, celebrados em agosto de 2020. As faixas disponibilizadas no Spotify são interpretadas por uma diversidade de artistas, com nomes consagrados como Elza Soares, Zeca Baleiro e Di Melo.

Além deles, a banda Francisco El Hombre, Avuá, Zé Ibarra, Rubel, Barro, Luê, Amanda Pacífico e Illy também fazem parte da homenagem, que possui produção musical da DaHouse Audio com o produtor Lucas Mayer e curadoria do Coala.Lab. 

A gerente de marketing da marca, Karina Pugliesi, explicou como a cervejaria está ligada ao cantor. Em sua opinião, além da óbvia associação entre o trem do rótulo da Eisenbahn e um dos clássicos de Adoniran, os cuidados com os processos a unem e identificam ao sambista.

“Estamos muito felizes em poder trazer para o público 11 músicas inéditas deste artista tão icônico para a cultura do nosso país. O link entre Eisenbahn e Adoniran vai muito além do trem, presente no nosso logo e em uma das músicas mais famosas do cantor”, garante Karina.

“Este projeto, além de um tributo ao compositor, é uma forma de destacar a importância da beleza dos processos. Queremos reforçar este posicionamento, pois é assim que produzimos nossas cervejas, pensando em cada detalhe para garantir a qualidade artesanal dos nossos produtos”, conclui a gerente de marketing da Eisenbahn.

Oktoberfest de Blumenau é cancelada e não será realizada pela 1ª vez desde 1984

A evolução do surto de Covid-19 no país levou a Prefeitura de Blumenau (SC) a anunciar o cancelamento da edição 2020 da Oktoberfest. A maior festa alemã das Américas é realizada desde 1984 no município. Essa será a primeira vez que o evento não acontecerá.

A Oktoberfest Blumenau deste ano estava marcada inicialmente para o período entre os dias 7 e 25 de outubro. Em maio, a prefeitura havia decidido adiar para o mês de novembro, entre os dias 11 e 29. No entanto, agora foi anunciado o cancelamento da edição 2020 diante da continuidade do surto do coronavírus no Brasil.

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Neste contexto, também foi cancelada a festa de réveillon deste ano em Blumenau. O tom foi de lamento e considerou a importância dos eventos para a cidade e os efeitos na economia local, mas de reconhecimento dos sacrifícios que precisam ser feitos para evitar a propagação da doença.

De acordo com o Ministério da Saúde, o Brasil registrou 23.284 novos casos de coronavírus nesta segunda-feira, com um total de 2.442.375 infecções. O país contabilizou mais 614 mortes em decorrência da Covid-19, atingindo um total de 87.618 falecimentos. Já Blumenau, de acordo com balanço da prefeitura, tem 7.857 casos confirmados e 46 mortes.

“Não é só uma festa”
A Oktoberfest de Blumenau é um festival inspirado na famosa Oktoberfest de Munique, na Alemanha, que também não ocorrerá presencialmente em 2020. Todos os anos, o evento na cidade gera cerca de seis mil empregos diretos e indiretos.

Estima-se, ainda, em torno de 60 setores beneficiados, impactando desde vendedores ambulantes, taxistas e motoristas de aplicativo, até hotéis, bares, restaurantes e comércio em geral. O resultado é a injeção de R$ 240 milhões na economia local. E, no âmbito musical, são mais de 800 artistas que se apresentam e obtêm renda através da festa.

O secretário de Turismo e presidente do Parque Vila Germânica, Marcelo Greuel, destacou a importância do evento, mas reconheceu que o cancelamento da Oktoberfest de Blumenau era necessário.

“Não é só uma festa. Ela significa oportunidade de renda para milhares de famílias. Conversamos com empresários que compõem boa parte das suas receitas a partir da Oktoberfest. Então por causa dessas empresas e dessas pessoas, é triste precisar cancelar. No entanto, nós entendemos que é uma decisão necessária para garantir a saúde e segurança das pessoas”, diz Greuel.

Com o cenário provocado pela pandemia, o governo local promete continuar trabalhando em ações para amparar o setor turístico nas medidas preventivas e projetando iniciativas para a retomada do segmento, um dos mais afetados pela crise do coronavírus.