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5 ações online para ajudar bares e cervejarias durante o isolamento

Com as medidas de isolamento social adotadas por causa da pandemia da Covid-19, estabelecimentos e cervejarias enfrentam um grande desafio para conseguir manter as vendas por canais remotos. Para ajudar os empresários nesse desafio, o Guia identificou 5 iniciativas que estão disponíveis online.

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1- Curso da Beer Business
A Beer Business, consultoria empresarial especializada no setor cervejeiro, disponibilizou gratuitamente um curso online para a criação de uma loja virtual de cervejas. O conteúdo foi elaborado para fornecer uma solução que permite a criação de um site de vendas de forma rápida e gratuita, sem necessidade de pagamento de comissão ou custos de manutenção da loja online. Tudo isso integrado com meios de pagamento via cartão ou boleto.

O curso pode ser acessado diretamente no site da empresa e permanecerá gratuito até o final de maio. Entre os temas abordados estão o processo de criação da loja, o cadastro de produtos, a publicação na internet e a operação da loja após o lançamento.

Além do curso, a Beer Business disponibilizou, também gratuitamente, dois e-books voltados ao tema que estão disponíveis no perfil do Instagram @beer_business.

2- Plataforma da Bohemia
A Cervejaria Bohemia, em parceria com a Cielo, criou uma plataforma online chamada “Ajude um Buteco”, que pretende antecipar o faturamento de estabelecimentos que nesse momento estão fechados.

O sistema irá vender vouchers, subsidiados em 20% pela Bohemia, que poderão ser usados nos bares para consumir produtos da marca após o término do isolamento social. Haverá também uma arrecadação de doações online. Com isso, a marca da Ambev espera alcançar R$ 50 milhões em benefícios para 15 mil bares em todo o Brasil.

Os estabelecimentos que desejarem aderir ao projeto podem realizar suas inscrições diretamente na plataforma. Basta acessar o site, clicar em “solicitar a participação do meu bar” e realizar o cadastro.

3- Live da Abracerva
A Associação Brasileira de Cerveja Artesanal (Abracerva) fará uma live nesta sexta-feira, às 17h, sobre as particularidades na venda de produtos e serviços para cervejarias e distribuidores. O evento online terá a participação do importador Iron Mendes, de Rubens Sant’anna, da área de trade marketing, e de Alberto Nascimento, diretor da Abracerva. A transmissão será através do Youtube e do Facebook da associação.

4- Plataforma da Heineken
A startup Goomer, focada em food service, lançou uma plataforma de e-commerce em parceria com o Grupo Heineken do Brasil. O sistema, chamado GoomerGo, permite a criação de uma área exclusiva para cada estabelecimento com um cardápio online. Os pedidos feitos na plataforma serão enviados aos bares e restaurantes pelo WhatsApp. A ferramenta já está disponível para todos os bares e restaurantes que atuam com entregas ou pedidos para retirada. A adesão pelos interessados é efetuada mediante o cadastro gratuito no site oficial da Goomer.

5- Market place da Ambev
A Ambev disponibilizou o Empório da Cerveja, sua plataforma de e-commerce, para ajudar na venda de cervejas produzidas por marcas pequenas e independentes. São diversos rótulos de 14 cervejarias independentes que estão com preços mais atrativos como uma forma de apoio aos pequenos produtores em meio à crise da Covid-19.

Para garantir um valor mais acessível ao consumidor, a plataforma tirou sua margem de lucro na venda de rótulos produzidos por microcervejarias, mantendo apenas o suficiente para cobrir seus custos operacionais. Com isso, as vendas de cervejas artesanais triplicaram na plataforma. Nas próximas semanas novas cervejarias deverão entrar no marketplace, segundo a Ambev.

Ícone em SP, Cervejaria Nacional mantém estrutura para encarar seu maior desafio

Um ícone do setor em São Paulo, a Cervejaria Nacional enfrenta o seu maior desafio às vésperas de completar nove anos. A empresa sofre, assim como todo o mercado, com os efeitos das necessárias medidas de isolamento social por causa da pandemia da Covid-19. Contudo, os sócios projetam continuar com as operações após o período turbulento.

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Será a sequência de uma história que começou muito antes da inauguração do bar, localizado no bairro de Pinheiros, na zona oeste de São Paulo. Em 2006, o economista Luis Fabiani voltou ao Brasil após ter morado em Nova York, onde adquiriu gosto pela cultura da cerveja artesanal. Na bagagem, ele trouxe equipamentos para iniciar a produção caseira da bebida. E as suas cervejas foram aprovadas pelos amigos.

A partir desse aval, enxergou a possibilidade de o hobby virar um negócio. Juntou-se, então, a dois amigos, Dudu Toledo e Peter Jancso, para criar a Cervejaria Nacional, com produção inicial pequena e vendida para bares e restaurantes.

Anos depois, dois novos sócios, Alexandre e Marcus Ribas, entraram no negócio, o que alavancou o projeto de abertura de um bar onde também produziriam as cervejas. Em maio de 2011, eles inauguraram o que chamam até hoje de “fábrica bar”, com investimento de aproximadamente R$ 2 milhões, segundo informações da revista Exame.

A inauguração da Cervejaria Nacional é considerada um grande marco na história do setor de artesanais em São Paulo. Naquela época, a maioria do público não conhecia estilos diferentes e não havia cultura cervejeira nem disseminação de microcervejarias e brewpubs por todo o país, como há hoje em dia.

Ao longo da sua história, a Cervejaria Nacional ganhou reconhecimento pela qualidade e inovação de suas cervejas. Além dos seus cinco rótulos fixos (Pilsen, Weiss, Brown Ale, IPA e Stout), a empresa produz receitas sazonais e colaborativas, como uma Wee Heavy com chips de carvalho francês embebidos em Bourbon, feita no ano de 2017, e uma English Pale Ale realizada em parceria com o bar Frangó em 2015.

Ações contra a crise
Agora, a empresa está buscando alternativas para atravessar a crise provocada pela pandemia de coronavírus. “Temos nove anos de história e já passamos por muitas situações, nada parecido com o que estamos vivendo agora, claro, mas estamos nos mantendo fortes e otimistas para enfrentarmos tudo isso”, diz Beatriz Cury, executiva responsável por vendas e marketing da cervejaria.

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O foco da companhia sempre foi a produção de chope. Segundo Beatriz, a queda de faturamento foi brutal em função do fechamento do bar e da paralisação da venda da sua produção. Os negócios só não pararam completamente porque a Cervejaria Nacional conta com um sistema de delivery há mais de um ano.

“Perdemos o faturamento da casa quase em sua totalidade, tanto no varejo quanto em novos negócios, que envolvem eventos e venda externa de chope e cerveja”, relata Beatriz.

Em função do período de isolamento, Beatriz conta que as vendas por delivery triplicaram em duas semanas. Só que o volume total do canal remoto representa apenas 10% do faturamento normal da cervejaria.

“Com isso não conseguimos pagar as contas fixas que são altas”, revela. Mesmo assim, a empresa descarta realizar cortes em sua equipe. “Nesse momento a ideia é manter o quadro de funcionários e minimizar com o delivery o impacto do prejuízo que teremos ao longo de 3 a 4 meses”.

A Cervejaria Nacional, que já prevê ter faturamento em apenas 8 dos 12 meses de 2020, avalia que será necessário tempo para superar a crise. “O prejuízo já é estimado em valor e provavelmente demore mais de um ano para recuperar”, aponta Beatriz.

Apesar disso, a Cervejaria Nacional já aventa a retomada das operações ao fim da quarentena. “Nos mantemos firmes e acreditamos que tudo isso vai passar rapidamente. Os sócios estão dispostos a manter a casa aberta apesar do cenário atual”, conclui.

17 opções de delivery na Rota Cervejeira RJ

Entre as cervejarias da Serra Fluminense, a busca por alternativas para superar as dificuldades impostas pelo cenário de isolamento social está sendo marcada pela criatividade, ultrapassando as ideias mais comuns do delivery e do drive thru. Diversas integrantes da Rota Cervejeira RJ apostam em parcerias com bares, restaurantes, pizzarias e hamburguerias da região, promovendo vendas de “combos” e menus completos.

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Conheça a seguir ótimas opções da Rota Cervejeira RJ para receber sua bebida em casa em Nova Friburgo, Petrópolis, Teresópolis e Guapimirim.

Nova Friburgo

Pontal
O pedido do delivery da Pontal em Nova Friburgo pode ser feito pelo iFood, pelo site da marca e no WhatsApp (22) 2523-1387. A cervejaria também entrega para todo o território brasileiro por meio de seu e-commerce.

Alpendorf
A Alpendorf está com delivery em Nova Friburgo, via WhatsApp (22) 99243-0824 ou (22) 99921-7328, e também pelo Instagram @cervejaria.alpendorf.

Barão Bier
O delivery da Barão Bier atende pelos telefones (21) 99662-0760 e (22) 99998-4206, via WhatsApp. A entrega é gratuita para a maioria dos bairros da cidade.

Petrópolis

Doutor Duranz
A Doutor Duranz entrega em Petrópolis via WhatsApp (24) 3065-3934 ou pelo Instagram @doutorduranz. A cervejaria também está fazendo drive-thru com encomendas pelo mesmo número. Nesses contatos, também é possível fazer encomendas e buscar na porta da cervejaria.

Cervejaria Brewpoint
O delivery de chopes, cervejas e growlers da Brewpoint recebe pedidos pelo WhatsApp (24) 99246-0110 ou pelo site.

Cervejaria Colonus
Delivery em Petrópolis pelo telefone celular (24) 99904-0664, pelo iFood, Instagram (@cervejariacolonus) e também Facebook. Fora de Petrópolis, a cervejaria entrega via Correios, através do site Cerveja Artesanal Store.

Cervejaria Bohemia
O restaurante e o bar da Cervejaria Bohemia de Petrópolis estão atendendo a pedidos de chope, cerveja, pratos e petiscos por encomenda, que podem ser feitos pelo iFood.

Madame Machado
A cervejaria Madame Machado entrega em Petrópolis pedidos realizados via WhatsApp – (21) 98552-2078 -, Instagram e Facebook (@cervejariamadamemachado) e pelo aplicativo gommerGo. Também vende para todo o Brasil pelos sites Bigen Bier e Cerveja Artesanal Store.

Cervejaria Da Corte
A Cervejaria Da Corte entrega growlers de chope solicitados pelos telefones (21) 98075-8786 e (24) 2222-3909.

Brassaria Matriz
A Brassaria Matriz está realizando delivery em Petrópolis pelo seu site.

Tortuga Craft Beer
A cervejaria Tortuga Craft Beer está com delivery em Petrópolis e redondezas pelo WhatsApp (24) 99252-7691 e pelas redes sociais (Facebook e Instagram @tortugacraftbeer).

Cervejaria Odin
Os vikings estão fazendo delivery em Petrópolis, Rio de Janeiro e Niterói via WhatsApp (21 99859-4429) e Instagram (@cervejariaodin). Demais regiões e para todo o Brasil pelo site: https://cervejaartesanal.store/marcas/odin.

Teresópolis

Soul Terê
A Soul Terê tem delivery em Teresópolis via WhatsApp (21) 99823-9932 ou (21) 98890-4030, e no Rio de Janeiro pelos contatos (21) 98296-8176 ou (21) 98890-4030. Atende também pelo Instagram e Facebook (@cervejariasoultere). As venda para todo o Brasil são pelo site.

Favre Baum
A Favre Baum está fazendo delivery em Teresópolis através da Growler Stop, do iFood e do Whatsapp (21) 97502 -5530, além do novo app de delivery local Delivery Much. As promoções são exibidas no Instagram @growlerstop e @favrebaum.

Colarinho da Serra
A Colarinho da Serra recebe pedidos de encomendas em Teresópolis pelo WhatsApp (21) 97458-9570 e pelo Instagram @colarinhodaserra.

Mad Brew
A Mad Brew faz delivery em Teresópolis via WhatsApp (21) 999199477 e redes sociais: Instagram e Facebook @cervejariamadbrew, além do gommerGo. Vendas para todo o Brasil pelo site.

Guapimirim

Rota Imperial
O delivery da Rota Imperial atende Guapimirim via WhatsApp (21) 99100-8165 e (21) 98145-2346 e pelo Instagram @cervejariarotaimperial.

Pesquisa do Guia busca identificar tamanho da crise da Covid-19 entre cervejarias

Há diversas semanas tentando se reinventar para enfrentar a crise causada pela pandemia de coronavírus, o mercado cervejeiro passa por um momento complicado. Depois de anos de crescimento no número de marcas e em seu porte, as novas condições põem em risco um cenário que todos julgavam promissor. Mas, afinal, qual é o tamanho do problema que as cervejarias brasileiras enfrentam? Quanto tempo elas sobrevivem nessas condições? Quantos empregos podem ser perdidos no setor? Para tentar responder a essas perguntas, o Guia da Cerveja lança uma pesquisa destinada aos gestores e proprietários de cervejarias de todos os portes e perfis no Brasil todo.

Leia também – Crise pode fechar mais da metade das artesanais dos EUA

Com seus resultados, esperamos contribuir fazendo o que mais se espera de um veículo jornalístico: transmitir informação confiável, relevante e, principalmente, que possa ajudar o setor, o poder público e todo o mercado a compreender as dimensões do problema a ser enfrentado e buscar saídas para ele.

Contamos com a participação da sua cervejaria, e esperamos ajudar. Basta clicar e responder – não leva mais de 10 minutos. Participe da pesquisa do Guia.

A crise que assola a maior parte dos setores produtivos brasileiros tem sido especialmente perversa com o segmento cervejeiro. Pesquisa realizada pelo Guia da Cerveja analisa os impactos da pandemia do coronavírus e mostra que quase metade das cervejarias brasileiras pode ter sua falência “agendada” para os próximos três meses.

Com o intuito de colaborar para o debate a respeito dos problemas e da busca por soluções para sair da crise, o Guia procurou ouvir donos e representantes de cervejarias de todo o país e de todos os tamanhos. E o resultado escancara, além de uma onda iminente de falências, diversas outras dificuldades enfrentadas pelas empresas.

Muito obrigado,
Equipe do Guia da Cerveja

Espaço Aberto: O conhecimento cervejeiro a serviço da sociedade

*Por Luiz Guerreiro

A pandemia provocada pela Covid-19 desencadeou novos hábitos em parte da população, pois inúmeros métodos de higienização passaram a ser incorporados ao cotidiano. Tais procedimentos já eram comuns no conhecimento cervejeiro, haja vista a estreita relação entre a sanitização e a qualidade da bebida.

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Ao iniciar na cultura supracitada, a primeira lição incide na obrigação de uma padronização de limpeza durante a fabricação – este passo apresenta-se como a primeira medida enquanto fabricante. Destarte, a escolha dos itens usados na assepsia varia de acordo com as condições financeiras e do estilo de equipamento de cada produtor.

A execução da lavagem e a posterior sanitização dos equipamentos têm por finalidade conceber a cerveja sem contaminação pois, caso isto venha a ocorrer, acarretará em estrago de todo o material, significando dano financeiro, dentre outros, com o descarte do líquido que passa a ser inviável para o consumo.

A busca pelo conhecimento sobre o tema é constante e tenta subsidiar a execução das melhores práticas, a fim de garantir a ausência de contaminantes que podem ser físicos, químicos e/ou biológicos. Deste modo, ao eliminar essas possibilidades, é possível chegar às condições ideais para o preparo da bebida.

O cuidado durante a manipulação dos insumos e manuseio dos equipamentos devem obedecer a um rito de segurança, de modo a evitar problemas durante os processos. Nesse sentido, o uso de EPI’s durante a fabricação da bebida é de extrema necessidade, pois garante a segurança física dos produtores, bem como evita introdução de impurezas.

O medo da população em contrair a Covid-19 provocou o esgotamento de alguns itens, como ocorreu na adoção de protocolos rigorosos de higienização, a exemplo do álcool 70º, que inicialmente passou a ocupar no imaginário popular a solução de imunização contra o vírus.

Nas redes sociais há o compartilhamento de opções que prometem acabar com todos os vírus e bactérias. Contudo, a maioria não possui evidência cientifica comprovada, podendo, desta forma, colocar em risco quem as utiliza.

Existem inúmeros sanitizantes que causam extermínio dos agentes contaminantes. Nesse sentido, as técnicas empregadas no mundo cervejeiro podem corroborar no cotidiano da sociedade, uma vez que a maioria das pessoas, devido ao cenário atual, está redescobrindo a necessidade da adoção de protocolos de higiene, com maior rigorosidade. É preciso atender as recomendações de uso de toda solução desinfetante.

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O conhecimento adquirido durante a formação do cervejeiro ajuda neste momento complicado. Em virtude de possuir uma concepção ampla sobre protocolos de higienização, ele pode contribuir na busca por alternativas, em especial quando o comum aponta para os mesmos caminhos. Nesse cenário conturbado, além de produzir a cerveja, ele pode ser o propagador de alternativas e métodos para executar a assepsia.


*Luiz Guerreiro é apreciador de longa data, produtor de cerveja caseira e um leitor inquieto do Guia

Para promover o debate entre os mais distintos segmentos do setor cervejeiro, o Guia deixa o espaço totalmente aberto para seus leitores. Se quiser mandar uma sugestão de artigo, é só escrever para nosso editor: itamar@guiadacervejabr.com

Covid-19: Crise pode fechar mais da metade das artesanais dos EUA

Assim como no Brasil, as cervejarias independentes norte-americanas sofrem com a situação causada pela crise do coronavírus e a consequente redução da atividade econômica. Uma pesquisa da associação que representa as cervejarias independentes dos Estados Unidos, a Brewers Association (BA), divulgada em 6 de abril, revela o quanto o cenário pode ser sombrio para as marcas artesanais – e que ele pode ser o fim da “era de ouro” das craftbeers dos EUA.

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Respondida por 455 membros da BA em 49 estados dos EUA, a pesquisa revela que 46,6% dos responsáveis por cervejarias afirmam que seus negócios somente sobreviverão por um período entre um e três meses, caso a situação continue como está, enquanto 12,7% preveem que teriam apenas mais uma ou duas semanas de vida no atual cenário. Assim, quase 60% das cervejarias independentes norte-americanas podem estar fechadas em julho.

Outros 25% dos participantes da pesquisa afirmam que têm condições de sobreviver entre 3 e 6 meses. Já 8,3% disseram que conseguiriam suportar entre seis meses e um ano. E apenas 5,1% declararam que conseguiriam superar um ano nessas condições.

Os EUA são atualmente o epicentro dos casos de coronavírus no mundo. O país contabiliza mais de 576 mil infectados e 23 mil mortes, concentradas principalmente no nordeste, na região de Nova York.

“Há a probabilidade de um grande número de fechamentos de cervejarias, caso as medidas de distanciamento social não se encerrem – o que parece cada vez menos provável – ou com o rápido apoio do governo aos pequenos cervejeiros e setor de hospitalidade”, afirma o economista-chefe da BA, Bart Watson.

Segundo ele, os EUA têm hoje cerca de 8.150 cervejarias abertas. “Com 12,7% delas fechando, seriam 1.035 empresas fechadas, e com 46,4%, por volta de 3.785″. O economista-chefe da BA pondera, no entanto, que já havia uma estimativa de que entre 4% e 5% das cervejarias iriam encerrar suas atividades em 2020.

“Mesmo que certa porcentagem desses fechamentos sejam reflexos de negócios que já estavam passando por apuros, a maioria acontecerá somente por conta desse evento”, analisa Watson.

Empregos e vendas
A queda aguda nas vendas da categoria também traz como consequência um grande número de acordos de layoff (suspensão do contrato de trabalho) e demissões em massa. Na tentativa de se manterem vivas, as cervejarias, que em conjunto afirmaram empregar um total de 13,4 mil pessoas antes da crise da Covid-19, revelaram que precisaram dispensar funcionários, sendo que 65,7% delas já tomaram alguma medida desse tipo.

A pesquisa explorou, também, as tendências de vendas durante a crise. Na média, as cervejarias experimentam queda de 68%, enquanto, ao se observar apenas a comercialização no local ao consumidor final, a baixa chega a mais de 70%.

Algumas empresas, no entanto, observam aumento por conta da adoção de drive-thru, o que Watson não enxerga como opção viável para qualquer cervejaria, já que 40% do volume vendido por pequenas empresas (3,6 milhões de barris) foram para bares, taprooms, brewpubs e restaurantes. A comercialização de chope em barril, com o fechamento de bares e restaurantes, caiu em média 95%.

Ajuda contra a crise
Quanto às soluções para se manterem abertas, as cervejarias têm, em sua maioria, recorrido a linhas de crédito oferecidas por Washington em caráter especial.

Nelas destacam-se os US$ 350 bilhões destinados a pequenas e médias empresas por meio de empréstimos com juros reduzidos e empréstimos com condições especiais para casos de calamidade.

Confira quais são as alternativas que estão sendo buscadas pelas empresas:

  • 84,7% – Empréstimos “perdoáveis” da SBA (Small Business Administration, agência governamental que fornece suporte a empreendedores e pequenas empresas)
  • 55,7% – Empréstimos emergenciais de até US$ 10 mil
  • 50,4% – Empréstimos para “desastres ou lesões econômicas” (EIDL)
  • 46,5% – Postergação de impostos sobre a folha de pagamento
  • 26,4% – Renegociação de juros
  • 11,9% – Programa de isenção de impostos para empresas produtoras de álcool gel

Já influenciado pela quarentena, preço da cerveja tem alta de 1,24% em março

Após registrar deflação nos dois primeiros messes de 2020, o preço da cerveja em domicílio alterou essa tendência em março e teve alta expressiva no começo da crise do coronavírus, que colocou a população em quarentena.

Segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o aumento foi de 1,24%. Trata-se de um ritmo bem diferente ao do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que acelerou apenas 0,07% no mesmo período. É, aliás, o menor resultado para o terceiro mês do ano desde o início do Plano Real em 1994.

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Mas essa alta do preço da cerveja no domicílio também foi vista no setor de alimentação e bebidas, que teve inflação de 1,13%. “O grupo Alimentação e bebidas apresentou a maior variação, 1,13%, e o maior impacto, 0,22 ponto percentual (p.p.), no mês de março, mostrando aceleração em relação ao resultado de fevereiro (0,11%)”, relatou o IBGE.

A alta em março da cerveja em domicílio praticamente estagnou o preço em 2020 do produto. Agora, então, apresenta uma pequena elevação, de 0,07%, no somatório com janeiro e fevereiro.

Já a cerveja fora do domicílio teve inflação de 0,84% no mês. A aceleração, assim, é de 1,26% no primeiro trimestre do ano. Essa diferença na elevação dos preços da cerveja no domicílio e fora dele indica que consumir a bebida em casa, única opção possível em um período de isolamento social, ficou mais caro já em março. Isso pode ser visto como um reflexo do começo da quarentena.

“Os números sugerem que as pessoas estão comprando mais para se alimentar em casa, o que indica que não estão saindo para comer”, comentou o gerente da pesquisa, Pedro Kislanov.

O item outras bebidas alcoólicas no domicílio, por sua vez, teve aumento de 2,68% em março. Desse modo, reverteu o cenário de deflação em 2020, tanto que passou a registrar alta acumulada de 2,58% nesse período.

Por fim, o preço de outras bebidas alcoólicas fora do domicílio apresentou inflação de 0,28% em março. Com isso, o aumento nos preços está em 0,51% neste ano.

Investigação descarta sabotagem no caso Backer; Cervejaria pede ‘voto de confiança’

O inquérito da Polícia Civil de Minas Gerais sobre as intoxicações por contaminação por dietilenoglicol de rótulos da cervejaria Backer ainda não chegou ao fim, mas a hipótese de sabotagem está descartada. Assim, a investigação, liderada pelo delegado Flávio Grossi, está centrada na avaliação de outras possibilidades, especialmente a de negligência na fabricação.

“Neste momento, a linha de sabotagem foi descartada; a investigação não evoluiu para esse sentido. A negligência é umas das linhas que estão sendo analisadas”, declarou Grossi em entrevista coletiva.

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De acordo com informações da Polícia Civil, são 42 vítimas da contaminação, sendo nove fatais. Dessas, em cinco foram realizados exames de necropsia, com quatro confirmando a contaminação – a avaliação nos testes de uma quinta pessoa está em andamento, como detalhou o delegado. Ele também apontou que as demais perícias são indiretas e ainda não há uma conclusão sobre os outros casos fatais.

“Das nove vítimas fatais, cinco exames de necropsia direta foram realizados, sendo que quatro deles foram positivos para contaminação e um está em andamento. As quatro perícias restantes serão realizadas de forma indireta. Inicialmente, pedimos a exumação do corpo, mas posteriormente optamos por realizar através de exames e documentos médicos para a elaboração do laudo médico-legal”, disse.

As investigações se iniciaram em janeiro e colheram, até agora, 66 depoimentos. Mesmo com os mais de três meses de apuração, Grossi assegurou que a pandemia de coronavírus não atrasou a busca por respostas. E apontou a complexidade do caso como principal fator para o inquérito ainda não estar encerrado. Ainda assim, garantiu que uma conclusão deve ser apresentada em breve.

“As perícias estão em andamento e em reta final, e não pararam em nenhum momento. Elas estão em estágio avançado e próximas de serem concluídas. É uma investigação complexa, que abrange diversas frentes, perícias de engenharia, perícias médicas, investigações sociais. Todos os agentes estão se dedicando para dar uma resposta rápida para a sociedade”, afirmou.

Mas a pandemia do coronavírus alterou o modo de realização da perícia envolvendo as vítimas não fatais da contaminação. Também foram feitas visitas de investigação na fábrica da Backer para entender como se deu a contaminação das bebidas. Nesse caso, os trabalhos estão sendo realizados com a cooperação técnica do Centro de Desenvolvimento de Tecnologia Nuclear (CDTN), órgão do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCTIC). Ao mesmo tempo, ocorreu a análise dos tanques onde eram produzidas as cervejas.

“Até o início da pandemia, eles ocorriam normalmente de forma direta, mas foram interrompidos em respeito às vítimas e considerando as recomendações médicas e sanitárias, sendo substituídos por exames indiretos por apresentação de prontuários, que estão em andamento. Eles serão analisados pelos médicos legistas, que irão concluir um laudo pericial”, ressaltou o delegado.

Backer diz agir de boa-fé
Diante do cenário exposto pela Polícia Civil, a Backer optou por se pronunciar através de uma carta aberta. No documento, garante estar colaborando com as investigações e assegura sempre ter prezado pela segurança na fabricação dos seus produtos, enumerando ações adotadas, como o recolhimento de garrafas e rótulos suspeitos de contaminação. “Reconhecemos que aconteceu algo lamentável e asseguramos que vamos honrar nossa responsabilidade”, admite a empresa.

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Fazendo uma série de questionamentos em sua nota, a Backer indaga sobre como o dietilenoglicol pôde aparecer nas suas cervejas se não fazia parte da fórmula para produção dos rótulos. E, do mesmo modo, diz aguardar o fim das investigações, com os resultados da perícias, além da apresentação de laudos e provas.

“O inquérito policial ainda não foi concluído. Como um agente que jamais fez parte da produção foi parar lá? Por que ele foi misturado à cerveja? Faltam resultados de perícias, provas técnicas, confirmações sobre laudos e muitas outras respostas.A Backer aguarda o fim da investigação”, afirma na carta.

Outro ponto delicado do caso – a negociação com as vítimas e suas famílias – também foi abordado pela companhia. A empresa garante manter conversas constantes e diz já ter fechado acordos indenizatórios, ainda que sem apresentar qualquer detalhe. Na última quinta-feira, a cervejaria pediu à Justiça a realização de uma audiência de conciliação com o Ministério Público de Minas Gerais e as famílias das vítimas de intoxicação pelo dietilenoglicol.

“Desde o aparecimento do primeiro caso suspeito, atendemos 107 pessoas com dúvidas e solicitações em nossos canais de acolhimento”, diz. “A Backer se reuniu com famílias que solicitaram ajuda, concluiu acordos e efetuou pagamentos”, acrescenta.

A empresa também criticou a ordem judicial que determinou o bloqueio de R$ 50 milhões dos seus bens para garantir o ressarcimento das vítimas. “Os valores dos bloqueios de bens solicitados contra a Backer são incompatíveis com a escala do negócio”, contesta. “Somos uma empresa familiar. Nossas receitas são artesanais. Não somos multinacional nem lideramos o mercado. Nosso maior resultado até hoje foi um lucro anual de R$ 980 mil, em 2018”, afirma.

Da mesma forma, a Backer lembra que sua fábrica continua fechada, o que a levou a demitir 50 funcionários, além de ter paralisado todas as atividades. “O prazo para retirada dos lacres pelas autoridades públicas já expirou. Cinquenta funcionários foram demitidos. Outros 150 aguardam em casa o chamado para voltar a trabalhar”, comenta.

E, por fim, a cervejaria mineira conclui o seu documento com um apelo. “Pedimos um voto de confiança. A Backer tem boa-fé”.

Beba melhor: O que dizem os médicos sobre o consumo de álcool na quarentena

O cenário inédito criado pela pandemia do coronavírus provoca a adoção de novos comportamentos e rotinas, especialmente pela necessidade da realização de uma quarentena para evitar a propagação rápida da doença. E essa situação leva o consumo de bebidas alcoólicas para as residências. Especialistas consultados pelo Guia alertam para os riscos que envolvem o o uso abusivo delas. Mas também avaliam que, moderadamente, a cerveja pode ter efeito relaxante dentro do atual contexto de estresse.

“O consumo de pequenas quantidades tem um efeito relaxador que pode ajudar muito em uma época estressante como esta que estamos vivendo na quarentena. Quando digo ‘em pequena quantidade’ estou me referindo a aproximadamente 300ml de cerveja, o que equivale a um taça de vinho”, relata o médico infectologista Alexandre Fernandes Adami.

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De acordo com conceitos antigos da Organização Mundial de Saúde (OMS), o consumo máximo de álcool por semana deveria ser de 21 unidades para homens e 14 unidades para mulheres, com cada unidade equivalendo a 10 gramas de álcool. Portanto, a ingestão moderada de cerveja pode ser mais segura do que a de outras bebidas com graduação alcoólica maior. Faria, assim, ainda mais sentido o lema “Beba menos, beba melhor”, bastante associado ao setor de artesanais.

“O que importa são as gramas de álcool ingerido. Pensando em pandemia, é melhor, se for tomar algo ocasionalmente, optar por uma cerveja ou um chope, pela menor concentração alcoólica. Mas, claro, o mais importante será limitar a quantidade”, destaca a infectologista Thaluama Cardin.

Da mesma forma, em uma quarentena, que impede as pessoas de realizarem atividades rotineiras e que provoquem prazer, pode até haver algum efeito benéfico, especialmente psicológico, no consumo consciente e moderado de cerveja.

“A tendência é que se tenha um certo relaxamento, o que pode levar à diminuição do estresse, com isso mantendo o eixo hormonal em bom funcionamento e o organismo como um todo”, acrescenta Fernandes Adami.

Riscos do consumo abusivo
O cenário se altera radicalmente, porém, se o consumo de bebidas alcoólicas ocorrer de forma abusiva. Afinal, haverá sobrecarga de vários órgãos do corpo, como o fígado, que metaboliza a maior parte da bebida, gastando reservas do organismo nessa atividade.

Dessa forma, o excesso tiraria eficiência dos nossos sistemas e enfraqueceria o imunológico, que perderia eficiência. O resultado seria um corpo mais vulnerável diante de infecções ou de qualquer outra adversidade na quarentena, como enumera Thaluama.

“Os efeitos são diminuição da síntese de albumina, redução da concentração sérica de magnésio, cálcio e fosfato, hipoglicemia, aumento do lactato e da cetona e elevação do consumo de oxigênio. Também tem ação tóxica direta na formação dos granulócitos e, por ação indireta, redução da absorção do ácido fólico e formação inadequada de hemácias”, aponta.

Além disso, a presença do álcool no corpo dificulta o combate pelo sistema imunológico dos efeitos de uma infecção viral, ainda mais porque costuma afetar a alimentação e o ciclo do sono. “Quanto mais abusarmos do nosso corpo, maior a chance de ele não responder da melhor maneira possível a uma infecção (qualquer que seja) e maior a chance de se ter um quadro grave da doença”, alerta Fernandes Adami.

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A infectologista detalha como o álcool atrapalha o combate a uma infecção viral. “A resposta imune pode estar comprometida em diversas etapas nesses indivíduos e a imunodepressão decorre tanto de alterações nos mecanismos de defesa primários, como do comprometimento da imunidade celular e humoral. As desordens descritas ocorrem na atividade mucociliar do epitélio respiratório, no reflexo da tosse, na secreção de IgA pela mucosa e na diminuição do número de linfócitos, principalmente os natural killer, que são as células de defesa do nosso corpo”, explica Thaluama.

E, evidentemente, diante de qualquer suspeita de ter contraído a Covid-19, a ingestão de bebidas alcoólicas deve ser evitada completamente na quarentena. “O álcool atrapalha a atuação de seu sistema imunológico, além de poder induzir desidratação e hipoglicemia. E o indivíduo precisará do seu organismo sadio para enfrentar a infecção”, ressalta Thaluama.

“O corpo tem de priorizar: ou ele combate o vírus, ou combate o álcool que a pessoa está ingerindo. E, na pior das hipóteses, pode levar a uma doença mais grave”, complementa Fernandes Adami.

Ambev fabricará 3 milhões de máscaras laváveis para doar ao Ministério da Saúde

Depois de anunciar que produzirá álcool gel para as 27 unidades federativas do Brasil, a Ambev informou nesta quinta-feira que fará mais uma importante iniciativa no combate à pandemia de coronavírus: fabricar três milhões de máscaras laváveis do tipo face shield, que cobrem o rosto todo.

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O material será doado ao Ministério da Saúde, que repassará aos profissionais de saúde do Brasil. Segundo a Ambev, tal quantidade “seria o suficiente para atender cada profissional de saúde do país, considerando que existem quase 3 milhões cadastrados oficialmente no Datasus”.

“Estamos nos esforçando para encontrar caminhos para ajudar o Brasil a superar este momento o quanto antes. A proteção facial é um dos principais equipamentos de proteção individual para ajudar na prevenção da Covid-19 dos profissionais de saúde que estão na linha de frente, e dedicamos nosso time de design e engenharia para desenvolver o protetor”, afirma Jean Jereissati, CEO da Ambev.

Para fabricar as máscaras laváveis, a companhia utilizará o PET, que é o mesmo material usado nas embalagens de Guaraná Antarctica. Os protetores serão produzidos por uma empresa parceira em Guarulhos e contam com avaliação técnica do Centro de Inovação da Universidade de São Paulo (Inova-USP) e do Centro de Inovação do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (Inovahc).

Além da avaliação da USP, diversos profissionais de saúde testaram o protetor facial, como Rubens Belfort, da Academia Nacional de Medicina, e o professor João Aléssio, do Hospital São Paulo, segundo a Ambev. “Esse modelo de protetor facial tem o diferencial de ser facilmente higienizado e é uma das principais demandas da rede de saúde no país, além de complementar o uso da máscara”, explica Rubens Belfort.

“A pandemia da Covid-19 tem desafiado toda a sociedade de várias formas e, nesse momento, o principal objetivo precisa ser salvar vidas. O governo, o setor privado e a academia não vão deixar ninguém para trás e todos juntos vamos ganhar esta guerra”, acrescenta Linamara Rizzo Battistella, professora titular da Faculdade de Medicina da USP.

Os equipamentos, que também contaram com o apoio de empresas como Africa e Bizsys, terão a sua produção iniciada nesta semana e começarão a ser entregues no decorrer da próxima.