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Preço da cerveja cai 1,56% em maio, mês com maior deflação do IPCA desde 1998

O preço da cerveja em domicílio sofreu forte queda em maio, o segundo mês completo em que se pôde perceber os efeitos da crise do coronavírus. De acordo com os dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a deflação do produto ficou em 1,56%, revertendo o cenário de alta dos dois meses anteriores.

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Trata-se de um ritmo semelhante, embora mais acelerado, em relação ao do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que registrou queda de 0,38% em maio. Foi, inclusive, a menor variação mensal desde agosto de 1998 (-0,51%).

Essa queda do preço da cerveja no domicílio se inseriu em uma redução do aumento dos preços no setor de alimentação e bebidas, que teve inflação de 0,24% em maio, sendo que no mês anterior a alta tinha sido expressiva, de 1,79%.

“É normal que os alimentos tenham uma alta no início do ano, especialmente nos primeiros três meses, por conta das questões climáticas que prejudicam as lavouras.C om isso a gente tem uma alta específica em alguns alimentos. E outros, já agora em maio, se comportam de forma diferente. Com a melhora das condições climáticas, eles começam a ter uma reposição nos mercados e, com isso, uma queda no preço”, explica Pedro Kislanov, gerente da pesquisa.

A redução em maio dos valores da cerveja em domicílio também provocou deflação do preço em 2020 do produto, agora em 0,86% no somatório deste último mês com janeiro, fevereiro, março e abril.

Já a cerveja fora do domicílio – um segmento praticamente paralisado em função das medidas de isolamento social – teve deflação irrisória, de 0,03%, em maio. Ainda há aceleração no ano, sendo que agora ela está em 0,89%.

O item outras bebidas alcoólicas no domicílio, por sua vez, teve aumento de 0,49% em maio. Desse modo, ampliou o cenário de elevação dos preços em 2020, tanto que passou a registrar alta acumulada de 3,59% nesse período.

Por fim, o preço de outras bebidas alcoólicas fora do domicílio apresentou deflação de 1,27% em maio. Com isso, passou a registrar queda de 0,96% nos preços em 2020.

Menu degustação: Não-apresentação da Balbúrdia, colab entre Landel e Mafiosa…

A crise do coronavírus segue movimentando o mercado cervejeiro. Em Blumenau, por exemplo, a Balbúrdia criou uma interessante campanha para auxiliar os músicos que costumam se apresentar na casa. Já a Ashby lançou sua loja virtual, enquanto o BCB foi adiado para 2021 por conta da pandemia. Confira essas e outras novidades no menu degustação.

Não-apresentação da Balbúrdia
A Balbúrdia Cervejaria, em Blumenau, lançou uma campanha para arrecadar couvert artístico para os músicos que mais se apresentaram na casa em quase um ano de funcionamento. Todas as sextas-feiras e sábados, o público que estiver no bar da cervejaria pode pagar um couvert pela não-apresentação das bandas. O valor é de R$ 3 e a casa dobra a doação do cliente. “Todas as semanas recebíamos bandas locais para se apresentarem. Quando tivemos que fechar, entendemos que o impacto para eles seria grande e começamos a pensar em como apoiá-los. Foi aí que percebemos que o público também tinha esse desejo e criamos a ação”, comenta Rafael Marghotti, sócio da cervejaria. O objetivo é arrecadar R$ 8 mil até 10 de julho.

Entenda como a sambista Teresa Cristina conquistou Gil e Caetano – e o patrocínio de uma cervejaria

Landel + Mafiosa
Em parceria com a Mafiosa, a Landel acaba de lançar a I Love you Honey Bunny, uma Belgian Blond Ale. A cerveja tem 7,7% de teor alcoólico, 33 IBUs e está disponível para venda em lata de 473 ml e em chope. “A gente sente fácil no paladar as notas de malte, mel, seguido de um leve condimentado picante. O amargor é leve, pouco persistente, equilibrado com o sabor do malte. Apesar dos mais de 7% de álcool, ela é bem fácil de beber e traz uma suave sensação de aquecimento no retrogosto”, conta Bruno Cardoso, sócio e mestre-cervejeiro da Landel. Essa é a terceira colaborativa da marca nos últimos meses com cervejarias da região de Campinas.

Alimentos Seguros
Com o intuito de debater o cenário atual da produção de alimentos no Brasil e no mundo, a Associação de Engenheiros Agrônomos do Estado de São Paulo (Aeasp) realizará o seminário online Alimentos Seguros em 22 de junho (segunda-feira), das 9h às 17h. O evento contará com painéis e mesas-redondas com participação de lideranças do setor, representantes de instituições públicas, privadas, cooperativas e profissionais que atuam na área de alimentos. As inscrições devem ser feitas em https://forms.gle/bk4Tpmtby4UBgBBh7.

E-commerce da Ashby
Pensando nas mudanças provocadas pela crise de coronavírus, a cervejaria Ashby lançou sua loja virtual, onde será possível comprar diversos estilos, além de acessórios, kits de presentes e combos. “Nosso objetivo é nos aproximarmos ainda mais de nossos clientes, atender regiões onde não temos distribuição e conhecer melhor nossos consumidores para continuarmos oferecendo cervejas elaboradas e com ingredientes selecionados”, explica Scott Ashby, fundador da marca. Entre as opções disponíveis na loja estão a Ashby IPA Nirvana, feita com quatro tipos de lúpulo. Para conferir todos os produtos, basta acessar o site www.loja.ashby.com.br.

BCB adiado
Responsável pela organização do BCB São Paulo, a Reed Exhibitions informou que, diante da pandemia do coronavírus e dos seus impactos, resolveu adiar o evento de agosto de 2020 para junho de 2021. “Esta é uma decisão que responde diretamente a um cenário atípico e ainda imprevisível, onde a Reed Exhibitions tem como prioridade o resguardo da saúde e da integridade de visitantes, expositores e parceiros. Apesar da impossibilidade de realizar a feira de forma física agora, a empresa continuará trabalhando arduamente para proporcionar conteúdo de qualidade em formato digital, envolvendo todo o setor e preparando um BCB ainda melhor para o ano que vem”, pontua a organizadora da feira de coquetelaria.

Balcão Beersenses: Sobre vinhos, flores e fatos

Rodrigo Sena Beersenses

Balcão Beersenses: Sobre vinhos, flores e fatos

O tempo ocioso em casa aumentou, então eu viajo pelos feeds da vida, vendo os posts dos meus amigos virtuais. Comecei a perceber, nas últimas semanas, que aumentou a quantidade de pessoas postando taças de vinhos.

Claro, como eu sigo muitos colegas cervejeiros, vejo muita cerveja. Mas os posts de cervejas são basicamente restritos aos cervejeiros em si. Difícil ver uma pessoa que não entende nadinha de cerveja, que não é bebedora de cerveja artesanal, postando um copo lindo de uma boa cerveja artesanal. Mas ver pessoas que não entendem nada de vinho postando vinho é muito comum.

E sabe o que eu não ando vendo também nas redes sociais? Flores, não estão postando fotos de flores.

Esse meu devaneio, sem base científica nenhuma, me fez viajar buscando os motivos de tudo isso. Conclui que era preciso buscar fatos e achei alguns que reforçam meu devaneio.

Primeiro fato: o consumo de vinho cresceu durante a pandemia. Mesmo com bares, hotéis e restaurantes fechados, houve aumento de 11% no consumo de vinhos este ano no Brasil, em comparação com 2019, segundo pesquisa da Ideal Consulting. Isso significa que as pessoas estão comprando vinhos em supermercados e e-commerce.

Falando em internet, uma pesquisa divulgada pelo Banco BTG Pactual mostrou que houve 15% de aumento de visitas aos sites de venda de vinhos nos últimos dois meses. A Forbes divulgou que um dos principais portais, o Evino, registrou aumento de 19% na quantidade de garrafas vendidas na comparação com o ano passado.

Outro fato: a maioria das pessoas associa o vinho a uma experiência gourmet, mesmo que não entendam nada de vinho. A galera gosta de postar um prato de comida ao lado de uma bela taça de vinho. Muitos nem mostram qual é o vinho, pois nem é tão importante. O que vale é sentir que foi criada uma experiência gourmet dentro de casa e, nesse aspecto, o vinho é imbatível no Brasil.

Nossa cultura sempre colocou a cerveja como bebida ligada apenas a churrasco, futebol e praia. Aqui não vemos a cerveja como um ingrediente gastronômico, não há essa associação da cerveja com a experiência gourmet.

Mais um fato: o vinho possui muito menos dependência dos pontos de venda do que a cerveja artesanal. Apenas 10% da venda de vinhos no Brasil derivava de bares e restaurantes. Logo, quando estes estabelecimentos fecharam, o impacto não foi tão assustador para o vinho como vem sendo para a cerveja artesanal.

E tem mais um fato ainda: a indústria nacional de vinhos se fortaleceu na pandemia. A alta do dólar elevou os preços dos vinhos importados e foi nessa hora que os vinhos nacionais entraram em cena mais fortes do que antes. A Miolo, por exemplo, registrou aumento de 60% nas vendas em abril de 2020 em relação ao mesmo mês do ano passado.

Encontrei outro fato triste: desde o início da pandemia no Brasil, mais de 40 milhões de flores viraram adubo ou foram para o lixo. O prejuízo ultrapassa R$ 300 milhões na cadeia produtiva de flores. A grande perda se deve basicamente ao cancelamento de festas e eventos que são o grande canal de vendas das flores. E, pelos números que vimos, as pessoas estão preferindo comprar vinhos ao invés de flores.

E a cerveja? Não estou falando das cervejas mainstream pois essas sempre venderam grandes volumes, mas sim da cerveja artesanal brasileira. Todas as pesquisas feitas sobre o segmento (inclusive uma pesquisa extraordinária aqui do Guia) mostram que os produtores nacionais de cerveja artesanal registraram queda nas vendas que vai desde 20%, nos melhores casos, chegando a 80% nos casos mais difíceis.

A cerveja artesanal, assim como as flores, sempre foi muito dependente de eventos e dos bares. E quando tudo isso parou, o mercado precisou correr para estruturar processos de delivery às pressas.

É fato que as cervejarias, de modo geral, sempre focaram muito no público já cervejeiro, colocando nomes difíceis nos rótulos, destacando lúpulos, em uma comunicação que só beer geek entende. A grande maioria se esqueceu, esse tempo todo, do público potencial que não entende nada de cervejas. Boa parte desse público hoje está consumindo vinhos, mas poderia estar bebendo cerveja artesanal.

Minha opinião pessoal é que haverá uma redução no número de cervejarias no Brasil e o mercado ainda perderá muito. Mas, por outro lado, a boa notícia é que há um grande aprendizado em curso.

Lições importantes sobre comunicação, posicionamento e canais de venda estão sendo assimiladas. Não há demérito nenhum em olhar o que vem sendo feito pela indústria do vinho e copiar algumas estratégias de sucesso. E também sempre se lembrar do exemplo das flores para balancear os canais de venda.

A cerveja artesanal brasileira é uma das melhores do mundo e irá superar esse momento difícil e sair mais forte depois disso, tenho certeza.

Agora, me dá licença, pois vou ali postar minha foto de cerveja artesanal com uma flor do lado.


Rodrigo Sena é jornalista, sommelier certificado em tecnologia cervejeira com especialização em harmonizações e responsável pelo canal Beersenses

Curso de marketing de cerveja indica estratégias de olho no pós-pandemia

A crise provocada pela pandemia do coronavírus travou o mercado cervejeiro e sinalizou que o setor sofrerá profundas mudanças nos próximos anos. Pensando justamente em como alinhar estratégias para esse “novo normal”, o Marketing Cervejeiro® lançou o 14º curso Marketing de Cerveja.

Leia também – E-book do Guia avalia impactos da Covid-19 no mercado cervejeiro

As aulas serão online, vão ao ar em 29 de junho e ficarão disponíveis por seis meses. Já as inscrições se encerram no dia 27, mas quem adquirir o curso até domingo (14 de junho) terá um desconto de 10% – ele sai por R$ 2.250 em até 12x sem juros ou R$ 2.025 no boleto à vista (sem o desconto).

O curso é indicado para empreendedores e gestores de negócios cervejeiros, como cervejarias, bares, brewpubs e brewshops, além de profissionais das áreas de comunicação e estratégia que desejam atender ao mercado de artesanais.

Mesclando aulas gravadas com palestras ao vivo, que permitirão criar debates temáticos e sanar eventuais dúvidas, o curso terá duração total de 50 horas e poderá ser acessado de qualquer dispositivo, segundo relata o Marketing Cervejeiro®, escola com sede no Rio de Janeiro, fundada em outubro de 2016.

“Pelas complicações logísticas, muitas vezes não conseguíamos chegar a outras cidades que demandavam pelos nossos cursos. Hoje o curso à distância nos permite essa expansão. No nosso primeiro curso online tivemos alunos das cinco regiões do país e alguns brasileiros morando em outros países”, conta Érica Barbosa, fundadora do Marketing Cervejeiro®.

Os assuntos abordados no curso serão conceitos de marketing, comportamento do consumidor, análise de mercado, inovação e design thinking, planejamento estratégico e pesquisa, branding, criação de rótulo, marketing digital, merchandising e trade marketing, organização de eventos, marketing de experiência, imprensa e marketing de influência, publicidade, gestão, vendas e lançamento no mercado.

Destaque, também, para os professores com ampla experiência no mercado cervejeiro, como Érica Barbosa (especialista em marketing de cerveja e mestranda em Mídias Criativas na UFRJ), Luana Cloper (especialista em eventos cervejeiros e ex-diretora do Mondial de La Bière e da Brasil Brau) e Taiga Cazarine (jornalista e diretora de comunicação da Abracerva), entre outros.

Curso Online Marketing de Cerveja
Encerramento das inscrições: 27 de junho
Período das aulas: 29 de junho a 31 de dezembro
Carga Horária: 50 horas, sendo mais de 40 em aulas gravadas
Pré-requisitos: +18 anos e ensino médio
Custo: R$ 2.250 em até 12x sem juros ou R$ 2.025 no boleto à vista
Site e inscrições: www.marketingcervejeiro.com.br

Ataque hacker paralisa produção de multinacional cervejeira na Oceania

A Lion, empresa de bebidas e alimentos que opera na Austrália e na Nova Zelândia, sofreu um ataque hacker no início desta semana que forçou a paralisação temporária da fabricação de cerveja. O responsável pela ação ainda não foi identificado.

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Apesar da paralisação, não houve grande desabastecimento em função dos rótulos estocados no período do surto de coronavírus na Oceania. “Durante a paralisação da Covid-19, fomos capazes de continuar fabricando cerveja com segurança, o que significa que, por enquanto, temos um bom suprimento de produtos”, afirmou a multinacional cervejeira.

Em função do ataque cibernético, os funcionários da Lion perderam o acesso remoto à operação das fábricas. E a ação também afetou o processamento e o atendimento dos pedidos de clientes na Oceania. Isso aconteceu porque os hackers bloquearam o acesso a sistemas e a dados criptografados da cervejaria. Assim, por segurança, ela paralisou algumas atividades.

“A Lion sofreu um incidente cibernético afetando nossos negócios na Nova Zelândia e na Austrália. Tomamos a precaução de desligar nossos sistemas de TI, o que causou interrupções a nossos fornecedores e clientes”, explicou a cervejaria.

A Lion conta em sua linha com as cervejas Lion Red, Speights, Steinlager, Lindauer e Wither Hills na Austrália, além de XXXX Gold e Toohey na Nova Zelândia, sendo parte do grupo multinacional Kirin.

O ataque ocorreu logo no primeiro dia de relaxamento das medidas de isolamento social adotadas na Nova Zelândia para evitar a propagação do coronavírus. Como o invasor não teria roubado dados ou informações, segundo a Lion, o principal efeito da ação do hacker foi frear a produção da cerveja.

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“Neste momento, não temos evidências de nenhum tipo de violação de dados, mas nossas investigações estão em andamento e temos uma equipe de especialistas que continua trabalhando com a situação”, acrescentou a companhia.

A ação dos hackers contra a Lion foi apenas um dentro de uma série de ataques ocorridos na Oceania nos últimos dias, também tendo atingido, entre outras, a montadora Honda e a fabricante de eletrodomésticos Fisher and Paykel.

Com Imperial Stout colaborativa, cervejarias dos EUA se unem contra racismo

A comunidade cervejeira dos Estados Unidos deu um ótimo exemplo de como se posicionar frente a temas de interesse coletivo: mais de 200 cervejarias de todo o país se uniram contra o racismo e produziram um rótulo colaborativo em apoio à luta por igualdade racial.

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Nas últimas semanas, o ambiente político e social dos Estados Unidos se inflamou depois de um policial branco matar sufocado o jovem negro George Floyd, em uma abordagem agressiva bastante comum naquele país – e também no Brasil, que, entre tantas outras, recentemente viu a morte brutal de João Pedro Mattos Pinto, de 14 anos, assassinado em uma incursão policial que deixou 72 marcas de tiro em sua casa; e, em 2019, a de Pedro Gonzaga, enforcado por um segurança de supermercado em situação análoga à de Floyd.

Desde então, protestos contra a violência policial e a favor de medidas e ações governamentais que garantam a igualdade racial se espelharam pelos Estados Unidos, alcançaram as redes sociais com a hashtag #blacklivesmatter e influenciaram manifestações em todo o mundo.

A cervejaria texana Weathered Souls, de San Antonio e que tem negros como sócios, é quem encabeça o movimento. Ela foi responsável por desenvolver a receita base da Black is Beautiful, uma Imperial Stout com 10% de teor alcoólico com notas de chocolate escuro e fudge.

Até o momento, 215 cervejarias de todo o país se voluntariaram para produzir o rótulo que luta contra o racismo – cada uma delas poderá dar seu toque especial sobre a receita base. Parte do lucro com as vendas será revertida em doações para entidades que trabalham em prol da diversidade.

O modelo é parecido com o de outras iniciativas, como a Resilience Beer, idealizada pela Sierra Nevada à época dos incêndios que devastaram parte de florestas na Califórnia. E como a All Together IPA, capitaneada pela Other Half Brewing, que no começo da pandemia de coronavírus destinou lucros para trabalhadores do setor de bares e restaurantes.

Questão antiga
Diversidade é uma questão bastante sensível na cena da cerveja artesanal norte-americana. De acordo com levantamentos da Brewers Association, a porcentagem de negros empregados em cervejarias varia entre 11% e 76%. A desigualdade de gênero também é gritante: apenas entre 7,5% e 28% das equipes é formada por mulheres, dependendo do nível hierárquico.

“Como negro dono de um negócio, eu quis usar nossa estrutura para passar mensagens de igualdade e chamar atenção à falta de respeito a que negros são submetidos”, afirma o sócio da Weathered Souls, Marcus Baskerville.

“Vidas negras importam, e chagamos a um ponto que, como nação, estamos cansados da situação atual. Mostrar união nessa questão, especialmente para uma indústria que já usou de apropriação cultural diversas vezes, significa que ela de fato apoia a causa”, acrescenta Baskerville.

A colaborativa, para ele, é também uma oportunidade de marketing para as cervejarias. O discurso antirracista, diz Baskerville, deve ajudar as marcas a conversarem também com os consumidores da geração millennial, mais propensos a se engajarem em causas e iniciantes na cerveja artesanal.

11 opções de delivery de cerveja artesanal em São Paulo para garantir diversificação

As restrições impostas ao funcionamento de bares, brewpubs e taphouses fizeram com que apreciadores de uma boa cerveja passassem a consumir praticamente só em casa – e os serviços de delivery, seja via aplicativos ou estabelecidos por conta própria, se espalharam pelas cidades. Mas a mudança repentina, por mais que represente desafios para cervejeiros e pontos de venda, permitiu que os consumidores buscassem novas opções. E, em São Paulo, não faltam boas alternativas de delivery de cerveja, das mais variadas marcas e estilos.

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O Guia separou nessa matéria dez ótimas opções de delivery de cerveja em São Paulo para quem gosta e valoriza a diversificação de sabores.

Confira, a seguir, 10 opções de delivery de cerveja em São Paulo.


Bamberg Express
Nascida em Votorantim e uma das mais tradicionais cervejarias artesanais do Estado, a Bamberg está presente em São Paulo com sua unidade Express Perdizes. Lá é possível comprar de growlers (R$ 18 o litro da Altbier e da Weizen da marca) até barris de chope (R$ 159 pelo barril da Pilsen).
Instagram: @bamberg_sp
Telefone: (11) 3672-4443


Cervejaria Nacional
Uma das pioneiras da cena paulistana, a Cervejaria Nacional mantém seu delivery a todo o vapor em seu brewpub em Pinheiros. Na carta, destaque para a IPA da casa, chamada Mula (R$ 24 no Delivery Direto e R$ 29 no iFood, Rappi e UberEats). A marca também oferece combos, como o Experiência Cervejeira 5 Litros, com Pilsen, Weiss, Amber Ale, Stout e uma sazonal de um estilo surpresa, que sai por R$ 97 (Delivery Direto) ou R$ 121 (iFood, Rappi e UberEats). Além dos apps, é possível pedir pelo site ou pelo telefone.
Telefone: (11) 3034-4318 


Cervejaria Taru
Inaugurado em dezembro de 2019, o brewpub agora trabalha com delivery e vendas no balcão. O destaque vai para o combo Taru Beers, com três latas de 473ml dos rótulos da casa (German Pils, Blond Ale e Oatmeal Stout) a R$ 45. A marca ainda oferece sua American IPA (R$ 18 a lata) e Weiss (R$ 17).
Endereço: Rua Clélia, 285 – Lapa
Instagram: @cervejataru
Telefone: (11) 98555-1188


Cervejoteca
Comandada pelo chef Ronaldo Rossi, a casa é um dos maiores pontos de referência da cultura cervejeira paulistana. Conta com uma das maiores cartas de cervejas do Brasil, que chega a ter entre 40 e 50 novidades todo mês.
Endereço: Rua Bartolomeu de Gusmão, 40, Vila Mariana
Instagram: @cervejoteca
Telefone: (11) 50846047


Delivery Cervejoca
Joca, o “Camelô do Chope” de São Paulo, oferece diversas marcas artesanais paulistas, sempre em pequenos growlers PET de 310ml. Tem combos, como o de seis mini-growlers de Oak Hop Lager por R$ 45. A compra se dá por WhatsApp.
Facebook: https://www.facebook.com/Cervejoca/
WhatsApp: (11) 95340-1771


Hops Craft Beer
A cervejaria e brewshop de Barueri atende por WhatsApp, comercializando insumos e rótulos de chope fresquinhos de boas cervejarias nacionais. As torneiras contam, hoje, com a Double IPA El Cherife da Juan Caloto, a NEIPA da Unicorn e a West Coast IPA Apogeu da La Caminera, entregues em growlers de 1 litro. Além do delivery, trabalha com take-away.
Endereço: Rua Marabá, 96, Barueri
WhatsApp: (11) 99790-2218


Jaysenberg
Localizada no bairro de Santa Cecília, região central da capital, a casa tem como inspiração a atmosfera do seriado Breaking Bad, e trabalha com chopes “cozinhados” no próprio local. Destaque para a Session IPA (R$ 24 o litro) e a Pilsen (R$ 12 por litro). Tem condições especiais para pagamentos em depósito e descontos para pedidos acima de R$ 100. Compras por WhatsApp ou mensagem nas redes sociais.
Instagram: @jays.enberg
Facebook: @jaysenbergcervejacomciencia
WhatsApp: (11) 97967-7113


Oak
A marca do bairro de Pinheiros trabalha com delivery de cerveja em glowlers PET e de barris. O destaque é para a seleção de IPAs da marca (Double IPA Carrasco, IPA Scarlet, IPA Mango e Session IPA), disponível em embalagens de 1, de 2,5 e de 10 litros.
Endereço: Rua Padre Carvalho 769 – Pinheiros
Telefone: (11) 4385-2712
WhatsApp: (11) 98117-0567


Sóchegá Brewhouse
Casa da Vila Romana, com entrega na região. Tem no cardápio apetitosas porções como o bolinho de arroz e o acarajé, e, nas taps, rótulos da casa como Cream Ale, Hibisco, Scottish e Weiss. Trabalha com combos de cerveja e petiscos, como a combinação de 3 garrafas de 300ml de Scottish e uma porção de bolinhos de feijoada por R$ 50.
Endereço: Rua Cláudio, 391 – Vila Romana
Instagram: @sochega_brewhouse
WhatsApp: (11) 97237-0088


VKS Brewhouse
A brewhouse na movimentada rua Joaquim Távora conta com dez torneiras de estilos diversos de marcas artesanais nacionais. Destaque para a sempre fresca Unicorn IPA (R$ 29 por litro, entregue em growler PET) e a Cacau IPA da paranaense Bodebrown (R$ 39 o litro). Atende por take-away, WhatsApp na região da Vila Mariana e pelo iFood.
Endereço: Rua Joaquim Távora, 1266
Instagram: @vksbeerhouse
WhatsApp: (11) 96929-2711


Capitão Barley
Com 7 anos de existência e experiência, o Capitão Barley se adaptou ao sistema de delivery e oferece chopes próprios e de outras cervejarias.  Além das bebidas, tem cardápio de sanduíches e porções para harmonizar com o chope vendido por litro no delivery ou take away (retirada).
Endereço: Rua Cotoxó, 516, Pompéia
Instagram: @capitaobarley
Telefone e WhatsApp: (11) 2609-9476

Caso Backer: Polícia conclui que falha em tanque causou contaminação e indicia 11

Depois de quatro meses de investigações, a Polícia Civil de Minas Gerais apresentou, nesta terça-feira, o relatório com suas conclusões sobre a contaminação de cervejas da Backer por dietilenoglicol. O documento afirmou que houve vazamento de substâncias tóxicas em um dos tanques de fermentação e indiciou 11 funcionários da cervejaria.

O relatório final, com as conclusões, foi apresentado pelo delegado responsável pelo caso, Flávio Grossi, e pelo superintendente de Polícia Técnico-Científica, o médico-legista Thales Bittencourt. Segundo eles, a investigação comprovou que houve uma falha na solda de um dos tanques da cervejaria, identificado como JB10.

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Esse problema, aponta a investigação, permitiu que o dietilenoglicol se misturasse à cerveja do tanque. Além do vazamento principal, outros pequenos pontos foram encontrados na bomba do chiller usado para resfriar o mosto. Segundo a polícia, a contaminação começou a acontecer em setembro de 2019, mesmo mês em que o tanque foi comprado pela Backer e instalado na fábrica.

Mesmo que a falha tenha acontecido em um equipamento comprado pela cervejaria de uma empresa terceira, a polícia mineira ressalta que as instruções de utilização, que constam nos manuais técnicos, trazem orientações para o uso de substâncias não-tóxicas na função de anticongelantes. Tal orientação, no entanto, não foi seguida pelos funcionários da cervejaria.

“O vazamento, fisicamente, ocorreu porque havia um furo no tanque no alinhamento da solda. Mas a questão a se destacar não é a ocorrência do vazamento: é o uso de uma substância tóxica dentro de uma planta fabril destinada à alimentação. Ela não poderia ocorrer. Se os manuais dos fabricantes fossem seguidos, não estaríamos aqui”, afirmou Grossi.

Indiciamentos
A polícia concluiu que não houve dolo por parte dos funcionários da cervejaria. “No início das investigações, como nós não podemos fechar hipóteses, havia até a possibilidade de contaminação dolosa para o aumento da produção, por exemplo, como havia também a possibilidade de contaminação por sabotagem. Conseguimos concluir que na verdade ocorreram crimes culposos no que tange a contaminação”, detalhou o delegado. “Foi um fato acidental, sem sombra de dúvida, mas passível de punição”.

Ao todo, 11 pessoas foram denunciadas, entre funcionários e sócios da Backer. A polícia não divulgou os nomes, mas revelou a função de cada um e os motivos dos indiciamentos. Os três sócios da cervejaria foram acusados por estocar, vender e não dar publicidade a um produto contaminado, enquanto seis responsáveis técnicos e o chefe de manutenção da Backer foram denunciados por homicídio culposo, lesão corporal culposa e contaminação de produto alimentício culposa.

Além deles, uma testemunha que mentiu nos depoimentos, segundo a polícia, acabou sendo indiciada por falso testemunho e obstrução de Justiça.

Os laudos técnicos feitos ao longo das investigações já foram entregues à Justiça e serão agora avaliados pelo Ministério Público. Haverá ainda uma outra investigação da polícia para apurar a forma como a Backer adquiria dietilenoglicol, que é uma substância tóxica.

A polícia informou também o número oficial de vítimas da contaminação. Na fase investigatória, as suspeitas chegaram a 42 pessoas, mas o processo foi concluído com 29 vítimas, sendo que 7 morreram e 22 sobreviveram.

“No decorrer das investigações, retiramos dez vítimas por fatores investigativos ou médicos. Ou o laudo descartava ou deixava em dúvida. Três vítimas não desejaram fazer testes de exames”, explicou o delegado.

O que diz a Backer
Em nota divulgada por sua assessoria de imprensa, a Backer afirmou que “irá honrar com todas as suas responsabilidades junto à Justiça, às vítimas e aos consumidores”. Quanto ao inquérito policial, a empresa diz que só se pronunciará publicamente após análise de seus advogados.

As famílias das vítimas também se manifestaram através de uma nota divulgada à imprensa e reclamaram da postura da cervejaria. “Mais de 30 (trinta) famílias continuam desamparadas, sem qualquer auxílio ou apoio da cervejaria Backer, que de maneira reiterada não cumpre com as determinações judiciais, encontrando os mais variados tipos de desculpas para se omitir de suas responsabilidades”, diz o comunicado.

Os efeitos da crise nas artesanais: Rótulos mais baratos e lenta retomada do consumo

Fortemente impactado pelo fechamento dos pontos de venda, como bares e restaurantes, o mercado de cervejas artesanais também vem sofrendo com a queda de renda dos consumidores, provocada pela crise econômica. Mas especialistas avaliam que o segmento irá se recuperar, voltando a crescer. Só que a reação será lenta e ocorrerá com adaptações, como a busca por rótulos mais baratos.

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A paralisação das atividades por causa da pandemia do coronavírus reduziu a renda de milhares de famílias e, consequentemente, os recursos disponíveis para consumo. E mesmo aqueles menos afetados no cenário atual mudaram os hábitos de compra por receio, para gastar menos.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelou que 12 milhões de pessoas terminaram o primeiro trimestre desempregadas. Estimativas apontam que, até o fim de junho, mais 5 milhões de pessoas terão perdido o emprego no país. Soma-se a isso a crise do mercado informal, onde 40 milhões de brasileiros trabalham e também estão sendo impactados pela redução dos ganhos. 

Segundo uma pesquisa feita em maio pela Confederação Nacional das Indústrias (CNI), 40% da população já sofreu perda de renda, total ou parcial, o que representa aproximadamente 85 milhões de brasileiros. 

Neste levantamento, 77% dos entrevistados disseram ter deixado de comprar produtos que estavam acostumados a consumir. Ou seja, mesmo quem não teve redução de rendimentos mudou seus hábitos para gastar menos. Já para 72%, o antigo padrão de consumo não será retomado após o fim da crise.

Mas a professora de varejo da Fundação Instituto de Administração (FIA), Patrícia Cotti, diz que nem sempre os cortes acontecem em itens não essenciais. Segundo ela, o isolamento social gera um efeito psicológico que faz com que as pessoas atribuam diferentes valores de necessidade aos produtos.

“Estudos demonstram o crescimento de itens como creme de avelã e leite condensado. Isto porque, diante da restrição e frustração pela perda da sensação de controle do futuro, as pessoas passam a se permitir em algumas questões”, aponta a professora da FIA.

Segundo Patrícia, o mesmo princípio pode ser aplicado às bebidas alcoólicas. “O número de vinhos vendidos em supermercados bate recordes, bem como o número de entregas de cervejas. O consumo ‘indoor’ deste tipo de produto cresce a passos largos”, diz a professora, referindo-se à venda de cervejas no geral, e não somente ao segmento de artesanais.

Retomada, ainda que lenta
Mas a limitação dos canais de venda faz com que a indústria de bebidas alcoólicas não consiga manter bons níveis de faturamento e produção. Segundo o IBGE, conforme mostrado pelo Guia, a fabricação de bebidas alcoólicas caiu 59% em abril. Em comparação com toda a atividade industrial brasileira, que retraiu 27,2%, a queda do setor de bebidas está ainda mais acentuada.

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E, mesmo com todo esse cenário adverso, a avaliação de especialistas é de que as cervejas artesanais voltarão a crescer após a crise. Há projeções mais otimistas, que esperam uma retomada ainda em 2020, enquanto outras consideram que o mercado voltará aos níveis anteriores à pandemia apenas no final de 2021.

Para o professor André Valle, coordenador do MBA de Gerenciamento de Projetos da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e proprietário da cervejaria Masterpiece, da cidade de Niterói, o consumidor ainda vai continuar optando pela qualidade das marcas artesanais.

Valle acredita que, quando os bares reabrirem, as pessoas irão consumir essas cervejas na mesma quantidade anterior à pandemia. “O paladar não retrocede, a pessoa que se acostuma a beber uma cerveja com mais qualidade não volta atrás”, avalia o coordenador da FGV.

Em sua visão, as pessoas voltarão rapidamente a frequentar os pontos de venda quando o isolamento acabar. “Baseado no que estamos vendo na Europa, com bares e restaurantes cheios na reabertura, eu acredito que aqui acontecerá a mesma coisa, guardadas as devidas proporções. As pessoas estão ávidas por sair”, diz Valle.

Rótulos mais baratos
Outras análises, contudo, consideram uma recuperação mais lenta. Para Alexandre Luis Prim, doutor em administração de empresas e professor dos programas de graduação e pós-graduação da Faculdade Senac Blumenau, Uniasselvi e Saint Paul, a pandemia deixará reflexos no comportamento dos consumidores pelos próximos dois anos, principalmente relacionados à confiança na economia.

“Ao não ter certeza sobre a renda e o futuro do mercado de trabalho, o consumidor poupa, ao menos em parte, os recursos financeiros. O mercado cervejeiro apresenta uma queda no consumo em consequência da pandemia, e uma forma de manter o consumo é optar por cervejas mais baratas”, avalia.

Alexandre, que também realiza pesquisas nas áreas de suprimentos e sobre a indústria 4.0, acredita que este impacto econômico entre os consumidores levará as cervejarias artesanais a criarem rótulos com preços mais competitivos, até mesmo revendo os insumos utilizados.

“Acredito que as artesanais possam criar alguma linha ´meio-termo’, equilibrando entre as premiums e mainstream como alternativa de manter um padrão ainda artesanal, porém com menor custo”, aponta o professor.

Além disso, a retomada do setor de artesanais tende a ser escalonada, podendo haver uma migração para as marcas “mainstream” por conta da crise. Porém, conforme a atividade econômica for se recuperando, o segmento voltará a crescer, segundo Alexandre.

Para ele, no entanto, a confiança do consumidor retornará somente no segundo semestre de 2021. “Boa parte das bolsas de valores do mundo já demonstram uma retomada no investimento. Acredito que os valores da bolsa fiquem muito próximo ao de antes da pandemia até final deste ano (no setor alimentício e bebidas), mas com repercusão nos negócios somente para 2021. Logo, a estabilidade econômica volta no segundo semestre de 2021, proporcionando maior segurança ao consumidor”, conclui Alexandre.

Quase paralisada, produção de bebidas alcoólicas retrai 59% em abril

A produção de bebidas alcoólicas praticamente parou em abril, o primeiro mês completo decorrido sob as medidas de isolamento social para evitar a propagação do coronavírus. A atividade do setor no país recuou 59,1% em relação ao mesmo período do ano anterior – em março, também havia apresentado queda brusca, de 20,9% -, de acordo com os dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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A redução se deu em um contexto de prolongamento da queda acentuada da produção industrial brasileira, que caiu 18,8% em abril, na comparação com o mês imediatamente anterior com ajuste sazonal. Em relação a abril de 2019, a retração foi de 27,2%, no sexto resultado negativo consecutivo. E a indústria também acumula queda de 8,2% no ano, juntamente com redução de 2,9% no acumulado dos últimos 12 meses.

Cenário ainda pior foi registrado pela indústria de bebidas alcoólicas. Além de cair 59,1% no mês, o setor ampliou a queda em 2020, agora em 17,6%. E passou a registrar desaceleração na fabricação no período de 12 meses, de 3,7%.

“O resultado de abril decorre, claramente, do número maior de paralisações das várias unidades produtivas, em diversos segmentos industriais, por conta da pandemia”, analisa o gerente da pesquisa, André Macedo.

“Março já tinha apresentado resultado negativo. Agora, em abril, vemos um espalhamento, com quedas de magnitudes históricas, de dois dígitos, em todas as categorias econômicas e em 22 das 26 atividades pesquisadas”, acrescenta o gerente do IBGE.

O cenário de encolhimento brutal da produção se repete na indústria de bebidas em geral. Houve redução de 50,7% no quarto mês do ano, com os dados também sendo negativos em 15,3% no somatório de 2020. Nos últimos 12 meses, a queda está em 2,8%.

O panorama de retração em abril se repetiu com a produção de bebidas não-alcoólicas: encolhimento de 40,7% na comparação com o mesmo período de 2019, sendo de 12,6% em relação aos quatro primeiros meses do ano passado. No acumulado dos últimos 12 meses, por sua vez, a redução está em 1,8%.