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Balcão do Tributarista: Veja impactos do Imposto Seletivo no setor cervejeiro

Balcão do Tributarista: Novo projeto de lei regulamenta Imposto Seletivo – entenda os impactos no setor cervejeiro

Já tratamos aqui do novo Imposto Seletivo (IS), instituído pela reforma tributária aprovada no final de 2023. Mas agora incumbe retomar a este tema, pois recentemente o ministro da Fazenda entregou ao Congresso Nacional o projeto de lei que pretende regulamentar a reforma, estabelecendo as normais gerais para o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), a Contribuição Social sobre Bens e Serviços (CBS) e o Imposto Seletivo (IS).

Este último, em particular, merece atenção especial no que diz respeito ao setor de bebidas alcoólicas, uma vez que apresenta características regulatórias destinadas a desestimular o consumo de produtos considerados prejudiciais à saúde.

O Imposto Seletivo (IS), conforme definido no projeto de lei complementar apresentado pelo Ministério da Fazenda, é um tributo de competência federal com natureza extrafiscal, isto é, sua principal função não é meramente arrecadatória, mas sim regulatória. Seu objetivo é influenciar comportamentos econômicos sem desequilibrar a competição mercadológica. Essa característica é essencial para entendermos a aplicação do imposto sobre as bebidas alcoólicas.

O IS é aplicado a produtos cujo consumo o governo entenda que sejam necessários restringir devido a preocupações com a saúde pública, ambientais ou mesmo sociais. No caso das bebidas alcoólicas, o imposto visa moderar o consumo por meio da elevação do custo ao consumidor final, uma estratégia comum em muitos países para reduzir as taxas de alcoolismo e seus efeitos colaterais na sociedade.

De acordo com o projeto de lei, o IS sobre bebidas alcoólicas será calculado com base em alíquotas específicas que podem variar conforme o tipo e o teor alcoólico do produto. Isso significa que bebidas com maior concentração de álcool podem ser tributadas a uma taxa mais elevada.

Para os produtores e comerciantes de bebidas alcoólicas, a implementação do IS impõe a necessidade de revisão de estratégias de preço e marketing. O aumento de custos pode levar a uma retração no volume de vendas, o que, por sua vez, demanda estratégias de mercado mais robustas e possivelmente a diversificação de produtos.

Do ponto de vista legal, as empresas do setor devem se ajustar não apenas em relação ao cumprimento das novas obrigações fiscais, mas também quanto ao planejamento tributário e à transparência nas operações, evitando assim riscos fiscais e potenciais autuações. O alinhamento entre as práticas contábeis e as novas disposições legais é fundamental para a manutenção da regularidade fiscal e operacional.

Enfim, a inclusão das bebidas alcoólicas sob o regime do Imposto Seletivo reflete uma clara política de saúde pública voltada à moderação do consumo desses produtos. Para os stakeholders do setor de bebidas, adaptar-se a essa nova realidade fiscal não é apenas uma questão de compliance, mas também uma oportunidade de revisão e ajuste de estratégias comerciais e de mercado.


Clairton Gama é advogado e sócio do escritório Kubaszwski Gama Advogados Associados. Possui mestrado em Direito pela UFRGS e é especialista em Direito Tributário pelo IBET. Além disso, é cervejeiro caseiro.

Ação da Ambev cai pelo 4º mês seguido e desvaloriza 2,72% em abril

A ação da Ambev acompanhou o ritmo da Bolsa brasileira, e voltou a se desvalorizar em abril. O seu valor diminuiu R$ 0,34 ou 2,72%, passando de R$ 12,49 no fim de março para R$ 12,15 na última terça-feira (30). Paralelamente, o Ibovespa, principal indicador da B3, teve queda de 1,70%, para 125.924 pontos.

Esta perda marca o quarto mês consecutivo de desvalorização do papel do grupo cervejeiro. Com esse cenário, a diminuição do preço da ação da Ambev em 2024 se torna ainda mais evidente. Após iniciar o ano cotada a R$ 13,73, já perdeu 11,5% do seu valor. O Ibovespa também acumula queda em 2024, embora menor, de 6,16%.

Leia também – Proposta define Imposto Seletivo proporcional à graduação alcoólica

A última dessas quedas mensais ocorreu pouco antes da divulgação do balanço do primeiro trimestre pela Ambev, marcada para a próxima quarta-feira (8). Durante o mês, foram divulgadas algumas prévias, como a do Citi, que previu crescimento de 3% no volume de cerveja vendida no Brasil, um aumento menor em relação à estimativa para o mercado, para o qual apontou alta de 3,6%. Além disso, espera-se um Ebitda de R$ 3,5 bilhões, aumento de 22% em relação ao igual período de 2023.

Antes do balanço da Ambev, o Grupo Heineken apresentou seu resultado financeiro global do primeiro trimestre, com comentários sobre o desempenho no Brasil, considerado uma referência para estimativas de desempenho entre as concorrentes. A empresa destacou que a Heineken se tornou a marca número 1 em valor no país e que a receita líquida cresceu entre 10% e 14%, impulsionada pelo crescimento de um dígito alto nos volumes vendidos no Brasil, aumentos de preços e foco nas marcas premium. No dia da divulgação do resultado, 24 de abril, a ação da Ambev valorizou 1,52% na Bolsa brasileira.

Também em abril, a Ambev indicou reforço na aposta nos rótulos premium ao anunciar investimento de R$ 150 milhões na expansão da capacidade de produção em sua unidade em Anápolis (GO), a Cebrasa.

Mesmo assim, a ação da Ambev faz parte do grupo das 66 das 86 ações que compõem o Ibovespa que tiveram desvalorização no período, lideradas pelas perdas de 30,69% da CVC Brasil. Por outro lado, as maiores altas foram das ações ordinárias e preferenciais da Petrobras, com valorizações de 18,67% e 15,59%, respectivamente.

Queda também fora do Brasil
Em Nova York, a ação da Ambev registrou queda ainda maior em abril, de 6,45%, passando de US$ 2,48 para US$ 2,32. No acumulado do ano, as perdas chegam a 17,14%, após ter fechado 2023 valendo US$ 2,80.

Na Europa, a ação da AB InBev também teve perdas em abril, de 0,53%, chegando a 56,16 euros. Enquanto isso, o papel do Grupo Heineken valorizou 2,19%, para 91,30 euros.

Prefeitura intervém e tira Festival da Cerveja e Concurso da Ablutec

A Prefeitura de Blumenau (SC) anunciou uma intervenção no Festival Brasileiro da Cerveja e no Concurso Brasileiro de Cervejas e os tirou da Associação Blumenauense de Turismo, Eventos e Cultura (Ablutec), até então responsável pela organização. Em nota, anunciou que decidiu assumir a responsabilidade dos eventos.

O próximo passo, de acordo com a Prefeitura de Blumenau, é definir como se dará a gestão do Festival e do Concurso Brasileiro de Cervejas. A tendência é que seja aberta uma licitação pelo município para concedê-la à iniciativa privada, tanto que a nota cita o exemplo da Oktoberfest Blumenau, para o qual a prefeitura tem um acordo com a marca Spaten, da Ambev.

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Procurada pela reportagem do Guia, a Ablutec indicou que deve levar o caso à Justiça. “A Ablutec, na justa e legítima defesa do evento, de seus expositores e de seu público, está ingressando com as medidas jurídicas possíveis contra as decisões da Prefeitura de Blumenau”, diz.

A prefeitura afirma que as marcas do Festival e do Concurso Brasileiro de Cervejas são de propriedade da cidade, o que motivou a intervenção. Essa versão é contestada pela Ablutec. “A Ablutec também desafia o executivo municipal a provar sua titularidade no registro das marcas do Festival e do Concurso, como afirmou em nota de sua iniciativa”, afirma.

Além disso, a associação rejeita a avaliação de que a prefeitura seria detentora dos eventos. “A entidade não reconhece a Prefeitura de Blumenau como ‘proprietária dos eventos’, já que o Festival é realizado há 15 anos e o Concurso há 13 anos pela Ablutec – e em nenhum momento destas edições houve qualquer processo de concessão”, argumenta a Ablutec, em nota.

De acordo com a Prefeitura de Blumenau, a Ablutec teria dívidas com o Parque Vila Germânica em função do aluguel do espaço para as últimas edições do evento. Diante disso, afirma que a associação só poderá voltar a organizar eventos no espaço após quitá-las. “A Sectur informa ainda que, enquanto esses débitos não forem regularizados, a referida empresa não poderá mais organizar eventos nas dependências da Vila Germânica”, diz, a prefeitura.

A Ablutec, por sua vez, nega o débito e declara que a Prefeitura de Blumenau teria uma dívida com a associação. “´É a prefeitura que tem dívidas com a Ablutec, visto que não cumpriu lei municipal 8.791/2019 (aprovada pela Câmara de Vereadores em 31 de outubro de 2019) que estabeleceu um repasse de R$ 1 milhão à entidade”, afirma a associação.

Entenda o caso
O Festival e o Concurso Brasileiro de Cervejas são considerados dois dos principais eventos cervejeiros do calendário do País e aconteceram pela última vez em março. Desde então, críticas à organização do evento e pedidos para mudança na gestão vinham sendo apresentados.

A Associação Blumenau Capital Brasileira da Cerveja, que reúne nove cervejarias e a Escola Superior de Cerveja e Malte, enviou carta aberta à à Fundação Promotora de Eventos de Blumenau, vinculada à prefeitura, solicitando a organização do evento e fazendo críticas ao modelo adotado pelos atuais gestores. Além disso, garante já ter reservado o parque para realizar eventos em meados de março.

Questionada pela reportagem do Guia se irá participar de uma eventual licitação para organizar o Festival e o Concurso Brasileiro de Cervejas, a Associação Blumenau Capital Brasileira da Cerveja diz que ainda vai aguardar os detalhes dos planos da prefeitura para tomar uma decisão. De qualquer forma, afirma estar em fase de definição orçamentária e modelo de negócios.

“Ainda não sentamos para conversar como associação, mas entendemos que seja uma possibilidade, a depender do modelo que a prefeitura vai adotar. Vamos aguardar. Fato é que vamos fazer um concurso e um festival no ano que vem. Se vai ser com a prefeitura, ainda não sabemos”, diz o presidente da Associação Blumenau Capital Brasileira da Cerveja, Péricles Espíndola,

A Ablutec, por sua vez, vinha buscando adotar um tom de normalidade e, principalmente, continuidade do evento sob sua gestão. Assim, ao longo das últimas semanas anunciou que a próxima edição ocorreria entre 12 e 15 de março. Também informou a criação de um conselho consultivo e abriu inscrições para cervejarias participarem do concurso. Agora, porém, deve iniciar uma disputa na Justiça com a Prefeitura de Blumenau.

Balcão Xirê Cervejeiro: Desafios do universo das cervejas sem álcool

Balcão Xirê Cervejeiro: Opiniões e desafios do universo das cervejas sem álcool

Olá, seguidores/as e leitores/as do Guia da Cerveja! Estou de volta ao Balcão Xirê Cervejeiro e, desta vez, quem norteará nossa conversa são as cervejas sem álcool.

O mercado cervejeiro está testemunhando uma conquista de espaço pelas cervejas não alcoólicas, não sendo um modismo.

Por diversas razões, seja por questões médicas, por restrições alimentares, por questões culturais ou religiosas, ou simplesmente por querer interromper por um tempo o consumo de álcool, mas sem querer de deixar de sociabilizar, muitos/as consumidores/as ou bebedores/as de cervejas, têm, de forma consciente, optado por consumir cervejas sem álcool.

O consumo de cervejas com graduação alcoólica baixa ou zero vem se tornando tendência entre a população brasileira e atingindo faixa etária diversas. 

Mas algo que tem chamado a atenção é que os estilos de cervejas e as cervejarias que se dedicam às não alcoólicas ainda são escassos, sendo essa uma queixa muito comum entre os consumidores de cervejas álcool free.

Dias atrás, estava em uma festa e encontrei o escritor Paulo Scott e o vi tomando cerveja sem álcool. Foi em razão desse encontro que surgiu a motivação para escrever sobre as cervejas não alcoólicas. E decidi trazer para vocês a fala de quem consome cerveja sem álcool e o que essas pessoas esperam do mercado cervejeiro. Para tanto, duas perguntas norteiam nossa conversa:

1-       Por que você começou a tomar cervejas sem álcool?

2-       É fácil para você encontrar estilos de cervejas sem álcool nas gôndolas de supermercados e locais especializados? Quer deixar alguma sugestão para o mercado cervejeiro?

Paulo Scott, advogado e escritor:
“Parei de beber por causa de uma condição orgânica que surgiu e por recomendação médica: me foi sinalizado que o melhor seria parar de consumir álcool e açúcar. Eu optei por interromper o consumo de álcool e, depois de um tempo, comecei a tomar cerveja sem álcool, porque foi uma dica de uma nutricionista, e me adaptei bem. Hoje, as cervejas sem álcool são melhores do que eram no começo do século. As opções são maiores. Veja, por exemplo: tem a Guinness sem álcool, que é quase impossível de conseguir por aqui no Brasil, mas é uma ótima cerveja. Há cervejas nacionais muito boas, não vejo problema nenhum em substituir a cerveja pela opção sem álcool.”

“Encontrar cervejas nas gôndolas dos mercados não é fácil, não. Têm algumas grandes marcas que garantem alguns rótulos nas gôndolas, mas nos pequenos mercados, há dificuldade em encontrá-los. E mesmo nos grandes, às vezes encontro cinco, seis rótulos diferentes, mas não há constância na oferta, o que me obriga a fazer estoques. Quando vou em alguma festa ou restaurantes, levo a minha cerveja, pois não sei o que irei encontrar. Me adaptei bem a essa realidade, inclusive, sinto um benefício bastante significativo que vem do consumo controlado da cerveja sem álcool. Inclusive, já escutei de alguns atletas que identificam benefícios nesse consumo.” 

Ines da Silva Gomes, professora de Geografia:
“Aprendi a beber cerveja depois dos 30 e, por isso, considero que o álcool faz parte da bebida. Quando estou dirigindo, bebo outro tipo de bebida sem álcool. Uso a cerveja sem álcool quando preciso me abster por causa de medicação que não pode misturar com o álcool. Nesses casos, acho que os estabelecimentos comerciais oferecem pouca variedade de qualidade, às vezes uma ou duas opções.  Cada um tem um paladar e nem sempre a única opção é agradável.  Eu somente vi uma marca especifica que tinha variedade sem álcool (black, tostada e Lager), mas o único lugar que achava para comprar era o mercadinho perto de casa, e há meses não oferta mais essas opções. Tenho um amigo que tem um problema crônico e não pode beber álcool nunca. Acredito que as empresas poderiam investir mais nesse grupo de clientes. Acho o preço caro. Alguns locais ofertam a cerveja sem álcool com um preço maior do que a com álcool.”

Josiane Oliveira, professora:
“Consumo a cerveja sem álcool por questões de segurança, como não beber bebida alcoólica antes de dirigir. Outro motivo foi para experimentar cervejas com diferentes sabores e aromas diferentes dos tradicionais. Por fim, me parece que há uma romantização da ingestão de bebidas alcoólicas como forma de anestesiar os dissabores da vida e não de apreciação dos sabores da cerveja. Então, beber cerveja sem álcool se torna uma possibilidade de aproveitar os sabores da vida, os sabores de frutas locais, de forma consciente.”

“Não é fácil encontrar, porque me parece que cerveja sem álcool é algo relacionado ao mercado ‘gourmetizado’, como se as possibilidades de degustar algo não pertencessem às pessoas empobrecidas. É como se pessoas pobres não tivessem o direito de degustar sabores, mas só de se embriagar de dissabores. As opções desse tipo de cerveja acabam sendo, em grande medida, as cervejas artesanais. A sugestão seria fazer mais ações promocionais nos pontos de venda, para maior divulgação, assim como parcerias com grupos e patrocínios de eventos para divulgar mais opções, além de investimento em pesquisa para termos cervejas sem álcool com sabores locais.”

Thais Pontes de Oliveira, advogada:
“Consumo cervejas sem álcool há 15 anos, sempre no período da Quaresma. Inicialmente, foi por ideologia religiosa, mas hoje, fico em abstemia pelo bem-estar. Hoje há variedades de cerveja sem álcool. Encontro com facilidade. Minhas preferidas são Heineken 0.0 e Budweiser Zero.”


Pode-se inferir, a partir dos relatos das pessoas entrevistadas, que há bastante interesse no consumo das cervejas artesanais sem álcool. A maioria relatou que há dificuldade em encontrá-las nos espaços que frequentam. Penso que o mercado deverá olhar com maior cuidado e carinho para esse público, que vem crescendo de forma sistemática e será cada vez mais exigente, como deve ser.

Para encerrar, deixo uma dica de leitura, “Marrom e Amarelo” de Paulo Scott, uma leitura necessária para se pensar o Brasil. Para acompanhar, uma cerveja IPA sem álcool. A temática tratada no livro é amarga, porém, inevitável de abordar. A cerveja, embora sem álcool, traz ali um amor que muitos gostam. Desse modo, o amargo dos assuntos tratados no livro e o amargor presente na cerveja acabam encontrando um equilíbrio e uma suavidade.

Até a próxima coluna!


Sara Araujo é graduada em Ciências Jurídicas pela Instituição Toledo de Ensino Bauru (SP) e atua na área de execução penal. É graduanda em Ciências Sociais pela Universidade Estadual de Maringá (PR), pós-graduanda em história da África e da Diáspora Atlântica pelo Instituto Pretos Novos do Rio de Janeiro, sommelière de Cervejas pela ESCM/Doemens Akademie e criadora e gestora do @literaturanobar.

Descubra 12 lançamentos de cervejas realizados em abril

Abril foi repleto de novidades no universo cervejeiro, com lançamentos que prometem surpreender os apreciadores de boas cervejas. Durante o mês, diversas cervejarias apresentaram criações inovadoras, explorando ingredientes nacionais e internacionais para oferecer uma experiência sensorial única.

Os lançamentos de cervejas realizados em abril refletem a diversidade e criatividade presentes na indústria. Com uma gama que vai de IPAs a Blond Ales, cada cerveja traz consigo uma história, um conceito e, é claro, um sabor irresistível.

Com tantas opções para explorar, abril foi um mês repleto de descobertas cervejeiras. Prepare seu paladar para degustar o que há de mais novo no mundo das cervejas artesanais.

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Confira 12 lançamentos de cervejas realizados em abril e selecionados pelo Guia:

3Barcaças
A 3Barcaças realizou, em abril, o seu sexto lançamento do ano, a cerveja Potyra Sé, uma American IPA. Com 6,5% de teor alcoólico, esta novidade destaca o lúpulo Comet brasileiro, cultivado na fazenda Brava Terra e colhido recentemente, em fevereiro. Batizada em homenagem à flor de lúpulo, a Potyra Sé tem notas frutadas e cítricas intensas, refletindo o terroir nacional.

Bodebrown
A cervejaria Bodebrown e o vocalista Bruce Dickinson uniram forças novamente para lançar a Mandrake Jambu Ale, inspirada no novo álbum solo de Dickinson, The Mandrake Project. Com um sutil toque de jambu, planta típica da região amazônica do Brasil, a cerveja apresenta 6,1% de álcool. A Mandrake Jambu Ale estará disponível em chope e latas para venda online em todo o Brasil.

Brewpoint
A mais recente colaboração da cervejaria Brewpoint é uma homenagem à história de Maria Bonita. Em parceria com a Confraria Coisa de Mulher, a marca apresentou a Maria Bonita, uma Blond Ale com Cajá. Este lançamento traz o toque nacional do cajá, em uma cerveja com um tom amarelo profundo, um moderado teor alcoólico de 5% e um amargor de 18 IBUs. Os lúpulos Comet, cultivados localmente em Petrópolis (RJ), contribuem com um frescor regional. No paladar, notas sutis de condimentos da levedura se unem a uma complexidade cítrica das frutas amarelas, complementadas pelo cajá, resultando em um final levemente maltado.

Dilema
A cervejaria Dilema apresentou em abril sua mais recente criação para os apaixonados por novidades: a Hop & Pop, uma West Coast IPA. Esta cerveja combina os clássicos lúpulos Centennial, Chinook, Citra e Mosaic para uma explosão de notas cítricas, tropicais e um toque verde e resinoso, de acordo com seu descritivo.

Ewam
A cervejaria Ewam apresentou em abril a Vegas Double IPA, uma cerveja que promete uma união de sabores intensos. Com 8% de teor alcoólico e um amargor de 60 IBUs, esta cerveja foi elaborada com uma combinação dos lúpulos Mosaic e Sabro, explica a marca.

Hocus Pocus
A marca aproveitou a realização da Terp Session no seu bar em São Paulo para apresentar uma seleção de cervejas sazonais que incorporam terpenos para simular os aromas e sabores da cannabis. Os novos rótulos são: Raja Imannuel Beria, uma Skunk IPA com terpeno Berry White, Pineapple Express com Sour Diesel, Lime Kush com Lavender e California Orange com SFV OG. Além disso, a Chemdawg com maracujá oferece uma fusão de terpenos com a fruta.

Mills Brewery
O projeto Efêmera, da Mills, retornou em abril com a intenção de oferecer uma experiência de sabores efêmeros e inéditos. Cada edição consiste em um lote exclusivo de cerveja, nunca reproduzido, proporcionando uma oportunidade singular de degustar novos aromas e notas. O lançamento realizado foi a Efêmera #3, uma New England IPA, que traz os lúpulos Zappa, Motueka e Idaho 7, com um perfil sensorial cítrico e floral, evocando abacaxi e limão siciliano, além de nuances de menta e pimenta branca, e 6,2% de teor alcoólico.

Prius
A Prius Jaspion, o mais recente lançamento da cervejaria Prius, traz uma dose de nostalgia dos anos 1980 para os apaixonados pela cultura asiática e os fãs do icônico Jaspion no Brasil. Esta cerveja, feita com o lúpulo japonês Sorachi Ace, evoca notas de limão e ervas, tendo sido desenvolvido no Japão para a Sapporo Breweries em 1984. A novidade tem um perfil sensorial leve e refrescante.

Proposta define Imposto Seletivo proporcional à graduação alcoólica

O governo federal enviou ao Congresso Nacional a proposta de regulamentação da reforma tributária com a inclusão da tributação das bebidas alcoólicas por meio do Imposto Seletivo de forma proporcional ao teor alcoólico. Segundo o Ministério da Fazenda, essa medida está em conformidade com as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS).

No texto do projeto de lei, o governo menciona que os efeitos negativos do álcool estão diretamente ligados à quantidade consumida. O artigo 260 do texto afirma: “Como o efeito negativo de álcool está relacionado à quantidade de álcool consumida, propõe-se um modelo semelhante ao utilizado para os produtos do fumo, pelo qual a tributação se dará através de uma alíquota específica (por quantidade de álcool)”, diz.

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O texto da reforma tributária prevê a criação do Imposto Seletivo, também conhecido como “imposto do pecado”, que incidirá sobre produtos considerados danosos à saúde e ao meio ambiente. Além das bebidas alcoólicas, cigarros, veículos, aeronaves, bebidas açucaradas e minerais extraídos também serão taxados.

“O consumo de bebidas alcoólicas representa grave problema de saúde pública no Brasil e no mundo”, afirma o texto para justificar a inclusão das bebidas alcoólicas na taxação pelo Imposto seletivo.

A cobrança do Imposto Seletivo se dará “na primeira comercialização das bebidas pelo fabricante”. “Essa abordagem facilita a administração do tributo, já que a cadeia econômica do setor é conhecida por possuir uma estrutura concentrada nos fabricantes, mas muito fragmentada nas fases de distribuição e varejo”, justifica o texto.

Entretanto, o valor do imposto a ser pago pela indústria da cerveja e outras bebidas alcoólicas ainda não pode ser determinado, pois a proposta precisa ser aprovada pelo Congresso Nacional. Além disso, a alíquota será definida posteriormente, por meio de lei complementar.

Atualmente, a tributação das bebidas alcoólicas, por meio de IPI e ICMS, já é diferenciada. Esta diferenciação foi estabelecida em 2015, quando as cervejarias passaram a pagar menos IPI do que as produtoras de outras bebidas alcoólicas.

A reforma
A reforma tributária propõe a extinção do ISS, ICMS, IPI, PIS e Cofins, substituindo-os pelo sistema de Imposto sobre Valor Agregado (IVA), composto por dois impostos: o IBS, de competência compartilhada entre estados e municípios, e a CBS, de competência federal. A alíquota do IVA está prevista para variar entre 25,7% e 27,3%.

A implementação da reforma será gradual, começando com uma alíquota teste de 0,9% para a CBS e 0,1% para o IBS em 2026. No ano seguinte, a CBS será implementada, com o PIS e a Cofins sendo eliminados. Entre 2029 e 2032, as alíquotas do ICMS e do ISS serão reduzidas gradualmente, enquanto o IBS será elevado, entrando em vigor integralmente em 2033.

Balcão do Jayro: Quando falamos de queijo, cerveja é comida, bebida e cobertor

Balcão do Jayro: Quando falamos de queijo, “vinho é só um caldo. Cerveja é comida, bebida e cobertor”

Título da coluna polêmico! Achei essa expressão no livro do Charles Bamforth, Vinhos vs. Cervejas, que ganhei de presente de um grande amigo que a cerveja me trouxe. Clickbait? Talvez pesquemos alguns incautos que não conhecem as potências da combinação de cervejas e queijos. Vejamos.

Quando pensamos em uma tábua de queijos posta a mesa logo em seguida vem a imagem de uma bela garrafa de vinho tinto (!) para acompanhar. Quem nunca deixou de jantar para curtir um filme a dois, queijos e vinhos, quem sabe algo mais depois…se não dormir, é claro, vinho dá um sono…

Bamforth em seu livro traz alguns estudos interessantes, que transcrevo abaixo:

“Marjorie King e Margaret Cliff examinaram combinações de nove queijos canadenses e dezoito vinhos, para constatar que os brancos combinavam com uma gama mais ampla de queijos e que, quanto mais forte o sabor do queijo, mais difícil era encontrar um vinho para combinar com ele”

“Uma colega e amiga minha Hildegarde Heymann, valeu-se de um grupo de degustadores profissionais para avaliar o sabor de oito vinhos antes e depois de provarem vários queijos. Ela constatou que atributos como adstringência e notas e carvalho diminuíram substancialmente após a ingestão de queijo…”

Como eu não poderia deixar de citar também o magistral Garrett Oliver, que em “A mesa do mestre cervejeiro” nos traz:

“O segredinho “safado” do mundo do vinho é a maioria deles, especialmente os tintos, não combinam bem com queijo[…] O renomado Brian St. Pierre, autor de livros sobre vinho diz em The Perfect Match: fui forçado a concluir que, na maioria das vezes, a ideia de harmonizar vinhos tintos e queijos não funciona bem”

“ Joanna Simon, outra autora especializada em vinhos, na seção sobre queijos de seu Wine and Food, logo de início lamenta que ‘A combinação de queijo e vinho é dominada por confrontos […] A ideia de que vinho e queijo são parceiros perfeitos é, sinto muito, um dos grandes mitos’”.

E por aí vai. Percorrendo minha bibliografia cervejeira poderia trazer inúmeras constatações similares. Mas por quê? São vários os fatores. Vamos a eles?

Em primeiro lugar, queijo nada mais é do que:

  • Um leite concentrado, basicamente: gordura, gordura, gordura!
  • Apodrecido mais ou menos de forma controlada: pungência, pungência, pungência!
  • Altamente salgado (meio de controle preferencial de fermentação e também de conservação)

Claro, o resultado dessa concentração e fermentação gera algo esplendoroso. Untuoso, pungente, salgado e umami. Já abordei em coluna anterior (clique aqui) que a cerveja apresenta mais elementos que o vinho para o equilíbrio de gorduras: acidez, amargor, carbonatação e álcool. Pungência e funky são velhos conhecidos da cerveja, a depender do estilo. Amargor de tosta para contraste de umami? Temos de sobra. Alimentos salgados disparam nosso controle no hipotálamo das quantidades de sódio e potássio nos fluidos corporais. O poder de hidratação da cerveja geralmente é maior que o do vinho. Não é uma luta justa.

Faço coro novamente ao Garrett: “Queijos e cervejas são ambos produtos tradicionais de fazenda, muitas vezes produzidos pela mesma pessoa. Você já viu alguma vaca no vinhedo? Nem eu.”

Já tive experiências muitos felizes com queijos e cervejas – Porter e parmesão, Crie e Brie, Chancliche e Saison. Mas a que mais me marcou – e faz pouquíssimo tempo que tive a oportunidade de provar – foi Barley Wine & Stilton (Sim, Garrett também fala muito bem dessa dupla e eu assino embaixo).

Stilton é simplesmente impossível de encontrar no Brasil, eu trouxe uma peça embalada a vácuo de uma viagem em 2022. Guardei refrigerado carinhosamente até que a oportunidade perfeita aparecesse e, graças a Cilene Saorin pudemos degustar esse queijo com uma Thomas Hardy´s Ale safra 2007. A cerveja envelheceu estupidamente bem, com notas de Jerez, toffee, caramelo, frutas passas e álcool que abraçaram o mofo azul e a pungência como velhos conhecidos. Harmonização perfeita não existe? Já tenho minhas dúvidas!

Saúde!


Jayro Neto é sommelier de cervejas e Mestre em Estilos, tendo sido campeão do Campeonato Brasileiro de Sommelier de Cervejas de 2019. É organizador de concursos da Acerva Paulista e juiz certificado pelo BJCP (Beer Judge Certification Program) com experiência nacional e internacional em concursos de cerveja. Também atua como conselheiro fiscal da Abracerva.

Menu Degustação: ACervA Catarinense faz congresso com Randy Mosher

No cenário cervejeiro nacional, Joinville será um polo de conhecimento nos dias 17 e 18 de maio com a realização do Congresso Técnico da ACervA Catarinense, a Associação dos Cervejeiros Artesanais de Santa Catarina, sob o tema “da panela ao copo” e que contará com a presença de diversas referências do setor, incluindo o autor internacional Randy Mosher.

Enquanto isso, em São Paulo, a Brass Brew, localizada na Casa das Caldeiras, está em festa para celebrar seu terceiro aniversário no próximo sábado (4). Já a Heineken firma sua presença no cenário carioca, com uma ação no Parque Bondinho Pão de Açúcar, que inclui um bar exclusivo da marca e ação de reutilização de copos de chope.

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Confira essas e outras novidades do setor no Menu Degustação do Guia:

Congresso da ACervA Catarinense
A ACervA Catarinense vai realizar o VII Congresso Técnico em Joinville, nos dias 17 e 18 de maio, em Joinville, no Hotel Bourbon, oferecendo uma experiência híbrida tanto presencial quanto online. Sob o tema “da panela ao copo”, o evento abordará diversos aspectos da produção de cerveja, desde insumos até reflexões sobre consumo, contando com a presença de renomados especialistas do setor, incluindo ícones nacionais como Bia Amorim e Duan Ceola, além do autor internacional Randy Mosher. Os ingressos para o congresso da ACervA Catarinense variam de R$ 150,00 a R$ 300,00 e estão disponíveis até 13 de maio ou enquanto houver vagas presenciais.

Aniversário da Brass Brew
A Brass Brew, cervejaria artesanal localizada na Casa das Caldeiras em São Paulo, vai celebrar seu terceiro aniversário no próximo sábado (4), com um evento repleto de música, gastronomia e cerveja artesanal. O dia será marcado por uma programação especial que inclui apresentações musicais, lançamento de uma cerveja comemorativa exclusiva, variedade de opções gastronômicas, bar de drinques, bebidas não alcoólicas, expositores e até flash tattoos.

Novos maltes
A VKBRMalts, representante oficial dos maltes finlandeses da Viking Malt no Brasil, lançou duas novidades no mercado nacional: os maltes Pearled Black e Cookie. O Pearled Black oferece amargor e aroma de café escuro, ideal para Stouts e Porters, enquanto o Cookie contribui com sabores suaves de cereais torrados, pipoca e biscoitos, sendo versátil em diversos estilos de cerveja. Além disso, a marca celebra as 41 medalhas conquistadas no Concurso Brasileiro da Cerveja por cervejas que usam seus maltes na produção.

Saideira do churrasco
O Mestres do BBQ prossegue neste sábado e domingo em Campinas (SP), oferecendo uma experiência repleta de música ao vivo, cerveja artesanal e churrasco. Com uma programação diversificada de shows que inclui tributos a bandas icônicas e apresentações da School of Rock nos dois dias, o evento promete diversão para toda a família. Além disso, os visitantes poderão desfrutar de uma variedade de cervejarias convidadas e uma estrutura completa, incluindo espaço kids e pet friendly, tudo com entrada gratuita.

Heineken no Bondinho
A Heineken fechou uma parceria com o Parque Bondinho Pão de Açúcar no Rio de Janeiro, como parte de sua plataforma de cultura e sustentabilidade Green Your City. A partir deste mês, os visitantes poderão desfrutar de um bar exclusivo da Heineken junto com a ação Meu Copo Eco, promovendo a reutilização de copos de chope. O icônico bondinho será envelopado com artes da Heineken. Além disso, a marca levará seu Programa Heineken Energia Verde para o parque, oferecendo ao público a oportunidade de conhecer e participar da iniciativa de energia renovável.

Cacildis em São Paulo
A Cacildis será patrocinadora oficial de dois eventos de samba raiz em São Paulo neste sábado. A festa 5521, reconhecida por seu genuíno clima das rodas de samba, desembarca na zona norte da capital paulista, enquanto na zona leste, a segunda edição da Casa do Salgado recebe o cantor Salgadinho e outros nomes do gênero. Com seus bares exclusivos nos locais, a Cacildis oferecerá sua cerveja puro malte.

Benefícios para 10 mil
Em apenas dois anos de atuação, o Instituto Heineken Brasil contabiliza mais de 10 mil pessoas beneficiadas em diferentes frentes. Com foco especial em vendedores ambulantes, catadores de materiais recicláveis e jovens em situação de vulnerabilidade social, o instituto promoveu a transformação positiva de mais de 5 mil catadores, 4.500 vendedores ambulantes e quase 1.900 jovens. Também houve aumento de 360% no número de ambulantes atendidos em 2024. O Instituto Heineken Brasil tem investimento médio de R$ 10 milhões por ano em projetos diversos.

Lua cheia
A Blue Moon, cerveja craft do Grupo Heineken no Brasil, celebra a lua cheia, que vai perdurar até a manhã da próxima quarta-feira (1º), com uma série de ações especiais em todo o país. Em parceria com diversos estabelecimentos, a marca oferece uma promoção exclusiva de pague 1 e leve 2 até este sábado (27). Todos os participantes poderão desfrutar do “ritual perfeito” da Blue Moon, que inclui uma rodela de laranja na borda do copo para realçar as notas frutadas da cerveja, além de participar do evento Protopia, uma experiência sonora imersiva que combina música, arte e design com a magia da lua cheia.

Na aba da Madonna
A realização do show de celebração dos 40 anos de carreira de Madonna na Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, no próximo sábado (4), já provoca uma série de movimentações. Os quiosques do Espetto Carioca e o boteco Mané, com unidades no Leblon e em Copacabana, estão com reservas ao público, assim como com a oferta de combos que dão brindes, incluindo tirantes e cangas personalizadas.

Cervejarias do Brasil conquistam 2 ouros e 2 pratas na World Beer Cup

Após duas edições sem conquistar medalhas na World Beer Cup, as cervejarias brasileiras arrebataram quatro em 2024. O grande destaque foi a St. Patrick’s, que garantiu um ouro e uma prata. Além disso, a Suricato conquistou um ouro e a Caatinga Rocks, uma prata, na premiação realizada em Las Vegas, nos Estados Unidos.

A Suricato, sediada em Porto Alegre, ganhou medalha de ouro com a Goiabinha na categoria Contemporary Gose, superando outras 58 cervejas concorrentes. Já a St. Patrick’s, produzida pela Brew Center Cervejas Especiais em Ipeúna (SP), recebeu o ouro com sua Old Ale, eleita a melhor entre 35 concorrentes na categoria Old Ale ou Strong Ale.

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Além do ouro, a St. Patrick’s também recebeu a medalha de prata com sua Imperial Stout, em uma disputa que envolveu outras 50 cervejas na categoria Imperial Stout, sendo superada apenas pela Touched by Chaos, da Formula Brewing, sediada em Issaquah, no estado de Washington.

A Caatinga Rocks, de Maceió, conquistou sua medalha de prata com a Mandacaru Atômico, em uma competição entre 36 rótulos na categoria Specialty Berliner-Style Weisse. O ouro nessa categoria foi para a Cactus Makes Perfect, da Oregon City Brewing.

Promovido pela Brewers Association, a associação das cervejarias artesanais dos Estados Unidos, a World Beer Cup distribuiu 329 medalhas em 110 categorias, com premiações para cervejarias de 20 países em 2024. O concurso contou com 9.300 cervejas inscritas por 2.060 cervejarias de 50 países, avaliadas por um painel de 280 juízes de 37 nações.

A categoria Juicy ou Hazy IPA, com 326 inscrições, foi a mais concorrida, com a Old Irving Brewing Co, de Chicago, levando o prêmio dessa acirrada disputa com a cerveja Beeze. West-Coast IPA (281), Pilsener (221), American IPA (213) e Wood & Barrel-Aged Strong Stout (198) completaram o Top 5 das categorias com mais participantes na World Beer Cup de 2024.

Heineken tem alta na receita e na venda de cerveja no 1º trimestre

O Grupo Heineken divulgou o seu resultado financeiro do 1º trimestre de 2024 com alta na receita líquida e no volume de cerveja. Em comparação com igual período de 2023, a receita cresceu 7,2%, para 8,184 bilhões de euros, enquanto o volume de cerveja aumentou 4,7%, para 55,4 milhões de hectolitros.

As vendas de cerveja do Grupo Heineken registraram crescimento em todas as regiões, com maior destaque para a Ásia Pacífico, onde houve aumento de 9,4%. Nas Américas, que representam a região com maior volume de cerveja, atingindo 21,4 milhões de hectolitros, a expansão foi de 5%. Por outro lado, África e Oriente Médio, com alta de 3,5%, e a Europa, com 1,6%, ficaram abaixo da média global.

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“Dentro de todas as regiões, tanto o volume quanto a receita líquida aumentaram, e continuamos a observar uma melhoria progressiva no desempenho do negócio, com crescimento em linha ou acima da média do setor na maioria dos nossos mercados”, afirma o CEO do Grupo Heineken, Dolf van den Brink.

O segmento de cervejas premium registrou crescimento de 7,3% no 1º trimestre, com a marca Heineken expandindo ainda mais, com aumento de 12,9%, para 13,8 milhões de hectolitros. Esta expansão foi particularmente forte na Ásia Pacífico, com alta de 38,8%,. Também houve incremento nas Américas, de 10,6%, e na Europa de 3,2%, com ligeira queda, de 0,3%, na África e Oriente Médio.

“Este trimestre foi impulsionado por uma Páscoa antecipada e pela recuperação dos efeitos pontuais negativos do ano anterior. A receita cresceu de forma equilibrada entre volume e valor, à medida que mais mercados retornaram ao crescimento de volume e nossas tendências subjacentes de premiumização permaneceram robustas”, acrescenta o CEO da companhia.

Brasil acompanha ritmo
O Brasil destacou-se novamente nos resultados financeiros do grupo, com a Heineken se tornando a marca de cerveja líder em valor no país. Além disso, a expansão global das vendas da marca Heineken repetiu-se no Brasil, com um crescimento de dois dígitos (acima de 10%).

O Grupo Heineken também relatou forte aumento nas vendas de cerveja no país, com expansão de um dígito (até 10%), estimulada pelo carnaval e pela Páscoa no 1º trimestre, com destaque para as marcas Heineken e Amstel. A receita aumentou pouco mais de 10%, impulsionada pelo crescimento do volume, premiumização e aumento de preços.