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3ª Festa da Colheita de Lúpulo: entre cones e conversas 

Araraquara recebeu, na sexta (1º de agosto) e sábado (2), um evento que ajuda a marcar esse novo capítulo que vem sendo escrito sobre a história do lúpulo brasileiro. Mais do que uma celebração simbólica do Dia do Agricultor, a 3ª Festa da Colheita de Lúpulo reuniu agricultores, pesquisadores, cervejeiros, estudantes e autoridades públicas para discutir o papel estratégico do lúpulo na economia regional e nacional. Ela foi organizada pelo Sindicato Rural de Araraquara em parceria com a Cadeia Produtiva Local do Lúpulo (CPL), a APROJAPE e o projeto Lúpulo Guarani.

Ribeirão Preto, que é a famosa cidade do chope, fica a menos de 100 quilômetros de distância de Araraquara e as culturas cervejeiras vão se encontrando e se formatando em uma região muito rica e potente do setor de turismo, entretenimento e gastronomia, com a cerveja como ferramenta de cultura regional. 

>>> Leia Mais: CPL do Lúpulo mira produção nacional mais autossustentável. Confira a entrevista com Luciana Andreia Pereira, da Lúpulo Guarani, que esteve à frente do projeto

Lançamento da CPL do Lúpulo em Araraquara contou com a presença de autoridades durante a 3ª Festa da Colheita de Lúpulo, como: Gilberto Tarantino, presidente da Abracerva (esq.) e o prefeito da cidade de Araraquara, Doutor Lapena (ao centro, de camisa listrada). Crédito Bia
Lançamento da CPL do Lúpulo em Araraquara contou com a presença de diversas autoridades durante a 3ª Festa da Colheita de Lúpulo, como: Gilberto Tarantino, presidente da Abracerva (esq.) e o prefeito da cidade de Araraquara, Doutor Lapena (ao centro, de camisa listrada). Crédito: Bia Amorim

A programação começou com uma missa presidida pelo Padre Nelson e seguiu com o cerimonial de abertura, pronunciamentos de autoridades e a inauguração da tão aguardada Unidade de Beneficiamento da planta. Trata-se de uma estrutura técnica com capacidade para processar até uma tonelada de lúpulo por dia, e que conta com o apoio do programa estadual SP Produz. A iniciativa insere o lúpulo de Araraquara no rol das CPLs (Cadeias Produtivas Locais), o que viabiliza investimentos, reconhecimento formal e articulação entre diversos agentes: do campo à indústria.

Palco principal da abertura do evento com as autoridades presentes (Crédito: Bia Amorim)
Palco principal da abertura do evento com as autoridades presentes (Crédito: Bia Amorim)

Durante a abertura da 3ª Festa da Colheita de Lúpulo, o prefeito de Araraquara, Doutor Lapena, destacou o papel estratégico do lúpulo no desenvolvimento econômico do município: “Estamos construindo aqui uma referência nacional na produção de lúpulo. A força do campo é o alicerce do nosso futuro, e apoiar o agricultor é garantir que a inovação ande de mãos dadas com a tradição”, afirmou.

Unidade de beneficiamento também foi entregue durante o evento (Crédito: Bia Amorim)
Unidade de beneficiamento também foi entregue durante o evento (Crédito: Bia Amorim)

O secretário de Desenvolvimento Econômico do Estado de São Paulo, Jorge Lima, também elogiou a atuação dos produtores da região: “Araraquara mostra como é possível alinhar vocação agrícola e empreendedorismo. O Estado está atento a esse movimento e pronto para apoiar iniciativas que geram emprego, renda e tecnologia no campo.”

Presidente da Abracerva, Gilberto Tarantino, mostra o interior de uma flor de lúpulo na 3ª Festa da Colheita de Lúpulo
Presidente da Abracerva, Gilberto Tarantino, mostra o interior de uma flor de lúpulo

Depois da faixa oficial cortada, fomos visitar a plantação dos lúpulos e ver, e sentir, de perto os lindos cones verdes, em camadas finas e aroma delicioso. Colhi um lúpulo pela primeira vez e fiquei muito feliz. Abri ao meio a flor e lá estava, aquele miolo amarelinho e cheio das substâncias que fazem da cerveja tão equilibrada, amarga e cheirosa, como eu gosto!

Segundo dia da 3ª Festa da Colheita de Lúpulo

No segundo dia de evento, o IPA Day reuniu cervejeiros, sommeliers, professores universitários e representantes da Abracerva, da Aprojape e da comunidade local. Painéis técnicos abordaram temas que iam desde genética vegetal e adaptação ao clima até experiências práticas na produção de cervejas com lúpulo nacional. O clima foi de festa, mas também de escuta e troca e o lúpulo, enfim, vai deixando de ser só promessa para se apresentar em forma de pellet, mudas de diferentes variedades e produtos como a cerveja Ópera Guarani (Session IPA) e a água saborizada com lúpulo.

As torneiras estavam bem representadas por cervejarias da região que apostam na produção artesanal com identidade. Entre elas, nomes como Cervejaria Ópera, Feitoria, Avenida 42, Vitruviana, Bendita, Taberna Augustina, Invicta e Cachorro Magro marcaram presença, levando suas interpretações criativas — e frescas — sobre o uso do lúpulo brasileiro.

Bia Amorim participou da 3ª Festa da Colheita de Lúpulo e conta suas impressões (Crédito: Mari Astolfi)
Bia Amorim participou da 3ª Festa da Colheita de Lúpulo e conta suas impressões (Crédito: Mari Astolfi)

Entre os presentes estavam nomes importantes da cena cervejeira, Duan Ceola, Patrick Bannwart (Global Food), Mari Astolfi, Marcelo Rubino (Cervejaria Ópera), Bruno Virgílio (Vitruviana), Guilherme Donato (Cachorro Magro), Rodrigo Silveira (Invicta) e representantes da comunidade acadêmica da UNESP. Também participaram Herman Wigman e a equipe da Van de Bergen, a BioSab Leveduras, com a Sabrina Ciane, reforçando a importância da troca de conhecimentos com iniciativas internacionais de cultivo e tecnologia.

Gilberto Tarantino (ABRACERVA) fez uma fala importante na abertura do evento, relembrando a importância da cerveja na economia do país: “Cerveja é agricultura, um produto feito no Brasil. Isso gera mais de 2 milhões de empregos, diretos e indiretos e representa 2% do PIB no país. O Estado de São Paulo tem capacidade de sobra para uma central de lúpulo como essa.” apresentou Giba.

O evento reforça a consolidação de Araraquara como um dos polos emergentes do cultivo de lúpulo no Brasil. Ainda é cedo para falar em autossuficiência, mas o que se viu ali, entre falas, risadas, mudas, cervejas e compromissos públicos, foi um sinal claro de que há movimento, pesquisa, governança e, principalmente, vontade de fazer diferente e fazer com nossa identidade, frescor e comunidade agrícola.

Como uma formiguinha que carrega folhas maiores do que seu próprio corpo, seguimos. Com o aroma do lúpulo no nariz e os pés firmes no chão do Brasil.

Bia Amorim é sommelière, pesquisadora e palestrante. Atua na interseção entre gastronomia, cultura e bebidas brasileiras, com foco em comunicação, experiência, consumo consciente e hospitalidade.

CPL do Lúpulo mira produção nacional mais autossustentável

Apesar de o Brasil ocupar o terceiro lugar no ranking mundial de consumo e produção de cerveja, menos de 1% do lúpulo utilizado no país é cultivado em solo nacional. Mas um grupo de cervejeiros, empresários e pesquisadores está determinado a mudar esse cenário. Nessa sexta (1º de agosto) e sábado (2), eles se reuniram em Araraquara, na região central do estado de São Paulo, para a 3ª Festa da Colheita do Lúpulo. E o evento teve um motivo especial para comemorar este ano: o lançamento oficial da Cadeia Produtiva Local do Lúpulo (CPL do Lúpulo), projeto aprovado pelo programa SP Produz 2025, do Governo do Estado de São Paulo, que oferece apoio estratégico ao fortalecimento de cadeias produtivas locais.

Além de uma programação cheia de palestras com mestres cervejeiros, agrônomos e produtores, o evento também celebrou a inauguração de uma Unidade de Beneficiamento, com maquinário que será compartilhado por dezenas de produtores da região.

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À frente dessa potente iniciativa está a empreendedora e publicitária Luciana Andreia Pereira, da Lúpulo Guarani. Em entrevista ao Guia da Cerveja, ela explica como o projeto pode representar uma virada de chave na produção de lúpulo paulista e abrir novas perspectivas para o setor no Brasil.

Lançamento da CPL do Lúpulo (Cadeia Produtiva Local do Lúpulo): Luciana Andreia Pereira, da Lúpulo Guarani (esquerda) e o prefeito de Araraquara, Doutor Lapena (PL-SP), cortam a faixa inaugural da Unidade de Beneficiamento de lúpulo
Lançamento da CPL do Lúpulo (Cadeia Produtiva Local do Lúpulo): Luciana Andreia Pereira, da Lúpulo Guarani (esquerda) e o prefeito de Araraquara, Doutor Lapena (PL-SP), cortam a faixa inaugural da Unidade de Beneficiamento de lúpulo (Crédito: Divulgação / Lúpulo Guarani)

Qual é a importância da aprovação da CPL do Lúpulo para produtores de São Paulo? 

A CPL é um programa que trabalha em cinco frentes: institucional, produção, insumos, indústria e comercialização. É um ecossistema integrado. Atualmente somos um grupo grande, cerca de 50 CNPJs, que abriga instituições ligadas a produção e cultivo de lúpulo num raio de 100 quilômetros aqui de Araraquara. O objetivo da CPL é justamente criar elos institucionais, de produção, de insumo, de indústria, de comercialização, para a gente fortalecer essa cadeia produtiva, para que ela seja autossustentável. 

Qual foi o maior desafio no processo de elaboração do projeto e inscrição no edital da CPL?

Achamos que não conseguiríamos a aprovação porque o lúpulo ainda é muito incipiente, tem somente 1% de mercado [no Brasil]. Em contrapartida, o mercado das mudas, das pesquisas, do agro, ele também é muito forte. O Brasil é o terceiro maior país em consumo e produção de cerveja, então, existe muito potencial de crescimento. E isso ajudou muito.  

Qual foi o seu papel na construção da CPL do Lúpulo?

Meu movimento foi o de comunicação, de trazer pessoas engajadas, que “arregaçam as mangas”. Porque temos pessoas brilhantes nesta área. Todo mundo sabe do potencial cervejeiro brasileiro, com uma produção de lúpulo de 1%. E contamos com muita gente neste movimento: Sebrae, Governo do Estado de São Paulo, Unesp (Universidade Estadual Paulista), os secretários Guilherme Piai (de Agricultura e Abastecimento) e Jorge Lima (Desenvolvimento Econômico) e prefeitura de Araraquara. A gestão da CPL é da Aprojape (Associação dos Produtores Rurais do Vale do Rio Jacaré Pepira), o sindicato rural de Araraquara. Enfim, muita gente que apoiou e acreditou no projeto. Então, o que fiz foi ajudar a direcionar, colocar esse pessoal de forma estratégica. Mas não fui eu que montei essa estrutura da CPL, quem montou foi o Governo do Estado, de forma brilhante.

Como você avalia a produção do Lúpulo no Brasil atualmente?

Lançamento da CPL do Lúpulo ocorreu durante a 3ª Festa da Colheita de Lúpulo em Araraquara (Crédito: Luciana Andreia Pereira / Divulgação / Lúpulo Guarani)
Lançamento da CPL do Lúpulo ocorreu durante a 3ª Festa da Colheita de Lúpulo em Araraquara (Crédito: Luciana Andreia Pereira / Divulgação / Lúpulo Guarani)

A gente entende que hoje o cultivo já se estabeleceu, que é uma planta que pegou por aqui. Antes, entendia-se que era de clima temperado. “Ah, mas não vai crescer aqui”, diziam. Cresceu. De que maneira? Através da suplementação luminosa. “Ah, mas não vai dar produtividade”. Temos três colheitas por ano. “Ah, mas não vai entregar qualidade”, que é a teor de alfa-ácidos e óleos essenciais. Com a terra que a gente tem aqui, começamos a superar a qualidade em termos de alfa-ácido. A questão fitossanitária também é bem importante. Mas temos conosco o professor Éder Antônio de Piotti, que é um fitopatologista, que criou mudas 100% saudáveis há 20 anos e que montou um projeto de ecossistema integrado para a nossa cadeia produtiva. Então, isso também foi resolvido.

E o que falta para a produção vingar?

Os principais gargalos são o beneficiamento, comercialização, industrialização e divulgação, que é essa parceria com as cervejarias. Acho que com a criação da CPL do lúpulo conseguimos mapear todos esses desafios e agora é criar mecanismos para fazer essa cadeia acontecer de forma sustentável. 

Quando comecei neste ramo, entendi que o lúpulo cresceu nos Estados Unidos porque o governo fez essa intermediação. Porque a gente precisa de um background firme. Eu, por exemplo, perdi toda a minha primeira colheita de lúpulo em 2022 porque não tive um bom beneficiamento, não tive uma orientação de como conduzir.

O objetivo da CPL é aumentar o número de plantios, criar uma governança, dar suporte, trazer pesquisa para as cervejarias encontrarem um lúpulo de qualidade, fresco, com “terroir” genuíno. E para que a gente possa depois fazer a comercialização de uma forma vantajosa para todos os envolvidos. 

Qual o objetivo de eventos como a Festa da Colheita?

A gente recebe no evento as associações de cervejeiros e especialistas justamente para que esse diálogo entre todos os elos da cadeia se torne um hábito — as cervejarias artesanais, a indústria química, o comercial, o agro. É um momento para todo mundo trazer suas dores, para poder dialogar juntos, para que essas engrenagens que começamos a rodar com a CPL do Lúpulo sigam girando. 

De que forma a unidade de beneficiamento vai ajudar os produtores da região?

Unidade de beneficiamento vai processar o lúpulo colhido em flor, que será transformado em pellets (Crédito: Luciana Andreia Pereira / Divulgação / Lúpulo Guarani)

Essa unidade vai atender produtores num perímetro de 100 quilômetros aqui da região, tanto os lúpulos já produzidos quanto os que ainda serão plantados aqui. A gente vai criar um valor mais baixo para custear o operacional e dar uma grande competitividade para todos. E nós também vamos ajudar a construir uma nova CPL nas regiões do município de Fartura e no Vale do Ribeira. Tudo que tive de experiência nesse edital, vou passar para eles, porque é muito importante que os produtores não tenham mais problemas com o beneficiamento do lúpulo. Para que a gente consiga atender as cervejarias artesanais e, quem sabe, num futuro, até as grandes cervejarias.

Como você percebe a aceitação das cervejarias para o lúpulo nacional?

As cervejarias artesanais estão com grandes expectativas, porque essa produção nossa vai diminuir a necessidade deles pelo insumo importado, além de ser um lúpulo recém colhido, fresco. Teremos o nosso próprio “terroir”. Mas precisamos ainda criar uma divulgação muito efetiva para não haver dúvida de que o insumo esteja sendo produzido com uma base científica muito forte para entregar a eles um lúpulo no nível do importado, se não for melhor.

Guia completa 7 anos e retoma atividades com nova equipe e site

Um novo Guia da Cerveja vem pela frente. Após meses de paralisação, o portal está retomando suas atividades com algumas reformulações, com uma equipe diferente e um layout modernizado de sua home. A premissa editorial, entretanto, seguirá a mesma: fazer um jornalismo cervejeiro de qualidade e diversificado, buscando sempre tratar as notícias com equilíbrio, profundidade e senso crítico.

Reforçando a ideia de manutenção da linha jornalística, as editorias do Guia serão as mesmas: Indústria, Internacional, Mercado, Consumidor e Cultura. Já os colunistas agora serão fixos, com oito nomes que assinarão artigos bimestrais — Bia Amorim, Chiara Barros, Clairton Gomes e Sara Araujo, entre outros.

Completando sete anos em julho de 2025, o Guia terá como novo diretor de conteúdo Luís Celso Jr., que é jornalista especializado em jornalismo digital, com 18 anos de atuação em Redação de veículo diário, impresso e digital, além de atuar há 18 anos no mercado cervejeiro. Também é sommelier de cervejas premiado, professor do Instituto da Cerveja Brasil e consultor. “É uma honra e uma grande responsabilidade integrar a equipe do Guia da Cerveja nessa nova fase. Manter a qualidade do conteúdo que o Guia sempre apresentou é um desafio diário, mas que será realizado com o máximo de dedicação e empenho”, diz.

Marcelo Tárraga, que é jornalista de formação e já teve passagens por TV Globo e Band, além de carimbos de Y&R e Meta no currículo, seguirá na direção de marketing digital. E Débora Pivotto, jornalista com anos de experiência em grandes veículos brasileiros de comunicação, como Rede Globo, Editora Abril e Grupo Estado, será a nova repórter.

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Em sua nova fase, ao mesmo tempo em que buscará a manutenção da linha jornalística, o Guia apostará em novas frentes de divulgação, redobrando sua atuação nas mídias sociais e trazendo conteúdos mais amplos e diversificados para Instagram, Youtube e Linkedin, entre outros.

Para Marcelo Tárraga, que está presente desde a concepção do Guia, a companhia atinge o seu momento de maturação perfeita. “A jornada até aqui foi para nos trazer gigantes aprendizados das engrenagens do segmento cervejeiro. Onde ir, como funciona, o que é mais relevante, entender as características de cada player. Diria que nesse longo processo, de mais de quatro anos de trabalho, retomamos agora contemplando a mesma receita: de transparência, profundidade, respeito ao setor, qualidade editorial, que é a nossa pedra fundamental”, aponta o diretor de marketing digital, para depois complementar.

“Porém, agora, com um produto já consolidado e maturado — após anos de experiência — reforços de extrema relevância na equipe e nas parcerias, estamos fincando nossa marca no setor com mais força. E com uma missão de elevar o produto Guia para muitos outros patamares. Explorar o mundo e mercado das cervejas. E aprofundar os relevantes debates do segmento cervejeiro, mostrando toda sua importância para a indústria nacional. O lançamento de um novo portal e a reestreia da marca após o hiato organizativo é apenas o primeiro novo passo de muitos planos que vamos construir juntos ao setor”, garante Marcelo.

Rússia supera Alemanha e lidera produção de cerveja na Europa

O aumento na fabricação na Rússia (8,18%) e uma queda de volume na Alemanha (1,13%) forçaram a primeira mudança no top 5 mundial dos maiores países em termos de produção de cerveja no mundo. Os russos conquistaram o 5º lugar com 9,08 bilhões de litros em 2024, empurrando os germânicos para a 6ª colocação com seus 8,39 bilhões, segundo o mais recente relatório da BarthHaas, divulgado na semana passada.

Apesar de rara, a mudança de posições nesse nível do ranking não é inédita na história recente. Em 2000, a Rússia já havia conquistado o 5ª posição, mas a Alemanha recuperou o posto em 2013.

Os três primeiros colocados continuam os mesmos, com a China em primeiro, com 34,1 bilhões de litros (cerca de 18,2% de toda a cerveja produzida no mundo), Estados Unidos em segundo, com 18,45 bilhões (9,8%) e o Brasil em terceiro, com 14,75 bilhões de litros (7,9%).

A BarthHaas é uma empresa alemã e hoje um dos maiores grupos produtores de lúpulo do mundo. O relatório é produzido desde 1912 e se tornou um dos mais relevantes do setor com números abertos sobre cerveja e lúpulo ao nível global. Ele é organizado com base em diversos levantamentos e estimativas — como acontece com os números da Rússia —, dada as dificuldades de obter essas informações em alguns países.

Segundo o relatório, mudanças no comportamento do consumidor, o aumento do consumo de cerveja sem álcool e a queda no poder aquisitivo podem ser algumas das razões para a queda no consumo na Alemanha. Na sexta-feira (25) a Oettinger-Brauerei, uma das maiores cervejarias do país, anunciou que pretende fechar uma de suas fábricas que fica em Brunsvique, no centro-norte do país, por conta do excesso de capacidade ociosa devido à queda de consumo na última década.

Maiores empresas em produção de cerveja do mundo

Também vêm da Rússia as principias novidades no ranking de 40 maiores empresas produtoras de cerveja do mundo, que respondem juntas por 87,4% de toda a cerveja global. A Baltika entrou na 12ª posição e a United Breweries – Holding (OPH) na 24ª colocação. A primeira fazia parte da dinamarquesa Calsberg até meados de 2023. A segunda, pertencia à Heineken. Ambas foram recriadas a partir da venda das operações no país em razão da guerra contra a Ucrânia.

A primeira empresa do ranking é a AB InBev com 49,55 bilhões de litros (uma participação de 26,4% no volume mundial de cervejas), seguida pela Heineken, com 24,07 bilhões (12,8%), e a gigante chinesa Snow Breweries, com 10,88 bilhões (5,8%).

Estabilização ao nível global

Os números também apontam uma queda de apenas 0,3% no volume mundial de produção de cerveja (chegando a 188 bilhões de litros). Ou seja, uma tendência de estabilização, já que o volume se mantém perto da faixa de 190 bilhões de litros desde 2022.

Uma das maiores quedas por continente foi na Ásia, que perdeu 2,3% do volume de produção, ficando com 56,54 bilhões de litros em 2024. O resultado foi puxado principalmente pela China, que perdeu 1,8 bilhão de litros. Já a Oceania vem na sequência, já que perdeu 1,6% do volume.

Nas Américas, a produção caiu 1,3%, chegando a 61,7 bilhões de litros no total. A queda foi mais expressiva nos EUA, onde a produção caiu 920 milhões de litros. Já o Brasil perdeu 150 milhões de litros e o México, por outro lado, aumentou 260 milhões de litros, segundo o relatório.

O México é o 4º lugar mundial em produção, com 14,49 bilhões de litros, logo atrás do Brasil. E vem crescendo ano a ano, principalmente por conta das exportações para os Estados Unidos. No entanto, com as novas tarifas do governo norte-americano, os números podem ser sensivelmente prejudicados em 2025.

Já os maiores crescimentos por continente foram registrados na África, com crescimento de 6,7%, e na Europa, com aumento de 1,1%.

Lúpulo

Na área do lúpulo também houve queda de produção mundialmente. A área plantada caiu cerca de 8% (perda de 4.630 hectares). Mas houve um aumento de 4% da produtividade por hectare, o que levou o volume mundial de colheitas a 113,5 milhões de quilos de lúpulo em flor, uma queda de apenas 3,9% em relação a 2023.

A Alemanha manteve sua posição como maior fornecedor mundial de lúpulo (tanto em volume de produção quanto em área plantada). Ainda assim, o número de produtores da planta caiu para níveis historicamente baixos, ficando pouco acima de mil em 2024.

Uma das principais conclusões do material é que o mercado de lúpulo permanece sobreofertado e reduções adicionais de área plantada são essenciais para que ele volte ao equilíbrio. A área plantada de lúpulo no mundo diminuiu 7,7% em 2024, com queda de 18% só nos Estados Unidos (segundo maior produtor mundial) e apenas 2% na Alemanha.

Confira o BarthHaas Report 2024/2025 completo aqui.

Prêmio Lata Mais Bonita: Abralatas destaca evolução do design no setor

O prêmio Lata Mais Bonita do Brasil, que está com inscrições abertas para a 4ª edição, já é um velho conhecido no setor cervejeiro. Organizado pela Abralatas (Associação Brasileira da Lata de Alumínio), ele mostrou para o mercado as melhores artes de rótulos das cervejas no país nos últimos anos. E o grande destaque dessa trajetória é justamente essa evolução do design no setor, segundo Cátilo Candido, presidente da Abralatas. Um impacto positivo que deve ser ampliado a partir deste ano com a criação de uma nova categoria para outras bebidas.

“Temos percebido uma evolução significativa. As marcas passaram a investir ainda mais em inovação, cores, acabamentos especiais e narrativas visuais que traduzem a identidade do produto e da empresa”, afirma Cátilo. “Acreditamos que o concurso tem estimulado um olhar mais atento para o design como elemento estratégico de diferenciação e conexão com o consumidor”.

Festa de premiação da terceira edição do prêmio aconteceu no Insntituto da Cerveja em São Paulo. Da esquera para direita, Roberto Castro, membro do Conselho Administrativo, e Cátilo Cândido, presidente executivo da Abralatas, ao lado dos premiados. Foto: Luís Celso Jr.
Festa de premiação da segunda edição do prêmio, que aconteceu no Insntituto da Cerveja, em São Paulo. Da esquera para direita, Roberto Castro, membro do Conselho Administrativo, e Cátilo Cândido, presidente executivo da Abralatas, ao lado dos premiados. Foto: Luís Celso Jr.

A edição 2025 do concurso tem como principal novidade a criação de uma nova categoria para além do mercado cervejeiro. A organização anunciou que a partir deste ano, bebidas como água, energéticos, sucos e refrigerantes também poderão concorrer à premiação. A mudança reflete tanto uma transformação no comportamento do consumidor quanto uma estratégia para valorizar o alumínio como embalagem versátil e sustentável. “Embora a cerveja ainda seja a principal bebida comercializada em lata no Brasil, há um crescimento consistente no uso dela por outras categorias, como energéticos, chás prontos e água, impulsionado principalmente pela praticidade”, afirma a Cátilo Candido, presidente da Abralatas.

A premiação está aberta às empresas de pequeno, médio e grande portes, que podem inscrever gratuitamente no máximo cinco rótulos por categoria até o dia 25 de agosto. São duas categorias: Cervejarias e Outros Produtos. Cada uma delas terá três rótulos premiados. O regulamento e o formulário de inscrição estão no site oficial do prêmio.

Como é escolhida a Lata Mais Bonita do Brasil

Segundo a organização, o processo de escolha das melhores latas acontece em duas etapas. Primeiro, um júri técnico composto por profissionais das áreas de design, artes visuais, marketing e merchandising seleciona cinco finalistas de cada categoria. Entre os critérios avaliados estão: criatividade, beleza estética, adequação ao produto e clareza na comunicação. Em seguida, a votação passa para o público geral, que escolhe os vencedores em votação online. “O júri popular traz uma diversidade de critérios dos consumidores, deixando o concurso ainda mais atrativo, diverso e plural”, explica Cátilo.

Além do reconhecimento simbólico, os vencedores recebem o Selo da Lata Mais Bonita do Brasil, que pode ser usado como ativo promocional. O primeiro lugar em cada categoria também recebe um pallet de latas já rotuladas com a arte vencedora; o segundo lugar ganha destaque na edição 2025 da Revista da Lata; e o terceiro pode divulgar seu rótulo durante o evento de premiação. “O setor de bebidas é grande, mas de uma forma ou de outra todos acabam sabendo [dos vencedores], além da imprensa que tem um papel fundamental de comunicar para um grande público”, ressalta o presidente da Abralatas.

O resultado da premiação será divulgado em outubro, em um evento em São Paulo.

Reforma Tributária na cerveja: em que pé estamos e quais pontos ficar de olho?

A Reforma Tributária foi aprovada no Congresso no final do ano passado e sancionada pelo presidente Lula agora em janeiro de 2025. Mas o ano teste já está logo aí. Faltam menos de seis meses para 2026. E muitas perguntas ainda não foram respondidas. O que vem agora? Quais discussões faltam? Qual o impacto e as consequências da Reforma Tributária na cerveja?

Se você não acompanhou todas as discussões de perto ou ficou perdido com tanto vai e vem de projeto, fique calmo. Você não é o único. Por isso, a reportagem do Guia da Cerveja entrevistou o advogado Clairton Gama, mestre em direito pela UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul) e especialista em direito tributário pelo IBET (Instituto Brasileiro de Estudos Tributários), para ajudar a traçar um “estado da arte” dessa discussão até o momento. Além de elencar alguns dos principais pontos que afetam a cerveja e que todos devem ficar atentos agora e no futuro próximo.

“Em que pé estamos” com a Reforma Tributária na cerveja?

O Projeto de Lei aprovado foi benéfico para a cerveja. Os três principais pontos pleiteados pelo setor foram mantidos no texto final. E isso cria um modelo favorável.

Uma das vitórias, principalmente para as pequenas cervejarias, foi a aprovação um do tratamento diferenciado para pequenos produtores de bebidas alcoólicas em função do volume produzido e da categoria de produto. Um pleito que contou com a união do setor por meio da Associação Brasileira de Cerveja Artesanal (Abracerva) e Sindicato Nacional da Industria da Cerveja (Sindicerv), que congrega Ambev e Heineken.

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O segundo ponto conquistado foi a previsão de que não haverá aumento da carga tributária, já que existirá uma alíquota escalonada durante o período de transição.

E por fim, outro ganho foi com o Imposto Seletivo, mais conhecido como Imposto do Pecado: o texto prevê alíquotas progressivas conforme o teor alcoólico das bebidas, diferenciando cervejas, vinhos e destilados, em linha com a recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) e como foi proposto pelo setor.

Uma das discussões do momento é quais alíquotas e a forma de aplicação do Imposto Seletivo. Segundo o secretário extraordinário da Reforma Tributária do Ministério da Fazenda, Bernard Appy, o projeto das alíquotas está pronto e deverá ser enviado ao Congresso Nacional ainda neste semestre. Mas o momento exato é “uma questão de decisão política”, disse em entrevista à Agência Brasil no final de junho.

O secretário extraordinário da Reforma Tributária do Ministério da Fazenda, Bernard Appy, afirmou em palestra no para o Instituto dos Advogados de São Paulo (IASP), que o projeto das alíquotas do Imposto Seletivo está pronto e deve ser enviado ao Congresso ainda no segundo semestre deste ano (Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil)

Uma das perguntas que o consumidor mais faz é: a reforma tributária pode reduzir o preço da cerveja?

Não é possível afirmar que haverá redução no preço da cerveja. A reforma tem por uma de suas premissas que não haja aumento da carga tributária total sobre o consumo, mas isso não significa que haverá redução. Para alguns casos, especialmente em cadeias mais industriais, é possível prever que haverá uma redução de carga final em razão da ampliação da possibilidade de tomada de crédito. Mas para outros setores, especialmente a prestação de serviços, a situação é o oposto, a probabilidade maior é de que haja um aumento de tributação.

Especificamente no caso da cerveja, o impacto dependerá da alíquota efetiva que ainda será definida e da incidência do Imposto Seletivo, que também ainda será regulamentado por lei ordinária. Com o tempo, o que pode acontecer é o estabelecimento de um ambiente tributário mais transparente, favorecendo a concorrência e pode influenciar os preços indiretamente.

O que muda na tributação de bebidas alcoólicas com a criação do Imposto Seletivo?

A reforma tributária institui o Imposto Seletivo, criado para incidir sobre produtos considerados prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente. As cervejas, assim como as demais bebidas alcoólicas, serão tributadas por esse novo imposto. É um tributo que terá caráter extrafiscal, ou seja, buscará desestimular o consumo, além de arrecadar.

A forma de cobrança será monofásica, ou seja, concentrada em um ponto da cadeia, simplificando a operação, mas exige atenção do setor para a definição da alíquota e para o impacto que isso terá no preço final do produto, especialmente o artesanal, que tem margens menores.

Como fica a circulação de cervejas artesanais entre estados?

Sim. A reforma elimina a substituição tributária (ST) interestadual para o novo modelo de tributos (IBS e CBS), tendendo a facilitar o comércio entre estados. Hoje, muitos pequenos produtores enfrentam dificuldades logísticas e burocráticas para vender fora do seu estado devido à ST. Com o fim desse mecanismo, espera-se uma simplificação do processo e, potencialmente, maior alcance de mercado para as cervejarias artesanais, embora isso ainda dependa de ajustes operacionais durante o período de transição.

A parte tributária vai ficar mais fácil para as pequenas cervejarias?

A reforma propõe um modelo mais uniforme e com menos exceções, o que por si só tende a beneficiar pequenos produtores em termos de previsibilidade e clareza nas regras. No entanto, não há, até o momento, um regime diferenciado específico para microcervejarias. O que existe é a promessa de um ambiente tributário mais simples, com crédito financeiro amplo e cobrança concentrada. Isso pode reduzir custos administrativos e permitir melhor planejamento financeiro, mas é importante que cada empresa avalie sua situação individualmente, já que os impactos variam conforme o perfil de operação.

Quais os riscos que o setor cervejeiro deve acompanhar daqui para frente?

O principal alerta é que ainda há muitas definições pendentes, especialmente no que diz respeito às alíquotas efetivas, aos critérios de incidência do Imposto Seletivo e à operacionalização da cobrança no novo sistema. Também há questões a respeito da integração do Simples Nacional nesse novo contexto de tributação do consumo. O setor cervejeiro, por envolver bebidas alcoólicas, será especialmente impactado e deve acompanhar de perto as regulamentações.

Além disso, a transição ocorrerá gradualmente, com mudanças progressivas já a partir de 2026, mas que se estenderão até 2032. Por isso, é fundamental que os produtores façam um planejamento tributário desde já.

Cervejaria Colombina reforça identidade local ao patrocinar o Goiás Esporte Clube

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O Goiás Esporte Clube, um dos maiores times do Centro-Oeste, terminou a primeira fase da Série B do brasileirão na terça-feira (29) como primeiro colocado isolado do campeonato. O jogo contra o Remo não foi fácil. O time adversário saiu na frente logo aos 14 minutos do primeiro tempo. Mas o Verdão batalhou muito e conseguiu o empate literalmente aos 45 minutos do segundo tempo da partida, finalizada com placar de 1 a 1.

Na camisa do time goiano, entre os logos de grandes empresas, em breve vai brilhar uma nova marca. E não é “qualquer uma”. A Cervejaria Colombina, uma das mais tradicionais da região e mais premiadas do país, fechou contrato de patrocínio com o Goiás EC no mês passado. Ou seja, uma cerveja artesanal patrocinando um time de futebol profissional. Um fato que, se não é inédito, é bastante raro e até inusitado.

A parceria prevê, além da presença da marca no uniforme, ações de ativação nos jogos, ações promocionais para sócios-torcedores, além da venda exclusiva de produtos Colombina no estádio.

Mais do que um movimento de branding, a ação reforça uma valorização da cultura local, prática que a Colombina traz em seu DNA. “Nós buscamos desde utilizar os insumos que temos disponíveis na região até fazer parceria com empresas goianas. Já fizemos ações com shoppings e elaboramos cervejas colaborativas com restaurante de alta gastronomia, marcas de chocolate e torrefação de café da região”, diz Patrícia Mercês, CEO da cervejaria.

A cerveja com café, aliás, chama-se Colombina Cold Brew Lager e foi eleita a “Best Of Show”, ou seja, a melhor do concurso na edição 2023 da Copa Cerveja Brasil, realizada pela Abracerva (Associação Brasileira da Cerveja Artesanal). Uma das muitas medalhas da cervejaria goiana em concursos.

A cerveja especial do Goiás EC

E para brindar a união entre duas paixões regionais, a Cervejaria Colombina criou uma cerveja exclusiva para a torcida esmeraldina. Em um vídeo produzido pela TV Goiás, canal oficial do clube, é possível ver o periquito Pistola, mascote do clube, visitando a fábrica e conferindo a produção de uma Pilsen que traz o distintivo do Goiás EC no rótulo. Ela está sendo vendida em diversos pontos da cidade em garrafas de 600 ml e na versão long neck.

Periquito Pistola, mascote do clube, visitando a fábrica da Cervejaria Colombina e conferindo a produção da cerveja do Goiás EC (Crédito: Twitter/Goiás EC)
Periquito Pistola, mascote do clube, visitando a fábrica e conferindo a produção da cerveja do Goiás EC (Crédito: Twitter/Goiás EC)

Mas o grande xodó da torcida, por enquanto, está sendo a versão em chope, que é verde (feito com um toque de clorofila), e criado especialmente para animar os dias de jogos. A bebida é vendida nos bares do Estádio Hailé Pinheiro, o Serrinha, casa do Goiás.

Ao anunciar a parceria com o clube nas redes sociais, a Colombina trouxe a conexão com suas raízes como uma bandeira: “Ser goiano é carregar no peito a força do cerrado e o orgulho de uma terra que pulsa diferente. É crescer entre histórias, sabores e paixões que atravessam gerações — e uma delas está prestes a ganhar uma nova forma de brindar”, diz o texto do post.

Cervejaria Colombina e o público

Além de honrar a cultura goiana, a cervejaria também quer, obviamente, conquistar um público fiel e numeroso de torcedores com a parceria. “O Goiás é o maior clube da região, com mais de um milhão de torcedores na base. Então, é uma oportunidade de trazer mais pessoas para o consumo de cerveja local”, afirma Patrícia.

E a ligação da Colombina com o esporte não é nova: a cervejaria já patrocina corridas de rua em Goiânia há dois anos, com direito a degustação ao final das provas. Mas foi com o futebol que a relação ficou mais intensa.

A criadora da cerveja confessa que até passou a acompanhar os jogos da série B do Brasileirão após firmar a parceria com o clube: “Eu não separo o profissional do pessoal, então, se entrei nessa parceria, preciso saber pelo menos o básico para entender como o torcedor funciona e ser mais efetiva nas ações”, diz Patrícia.

A parceria da Cervejaria Colombina com o Goiás EC promete ser promissora e simboliza uma mudança de cenário, trazendo artesanais para um local que antes só entravam as grandes. Ao entrar em campo com o clube mais popular da região centro-oeste, a marca mostra que é possível unir autenticidade, estratégia e paixão em uma mesma garrafa.

Cerveja no Dia dos Pais: escolha o tipo certo para seu paizão

Apesar da data estar bem próxima, ainda dá tempo de escolher um bom agrado para seu herói. Presentear com uma cerveja no Dia dos Pais, que cai no dia 10 de agosto esse ano, pode ser uma excelente escolha. E quem disse que precisa ser só uma? Kits de cerveja, com ou sem copos, são sempre muito bem recebidos — ainda mais quando o copo fica como recordação.

Presentear com qual cerveja no Dia dos Pais?

A cerveja é uma bebida feita com quatro matérias-primas (malte, lúpulo, água e levedura) que variam muito, trazendo diversos aromas e sabores para a bebida e milhares de combinações diferentes. Isso faz dela muito variada e versátil, rica em formulações diferentes. Atualmente existem perto de 150 estilos de cerveja no mundo.

Nesse cenário, é praticamente impossível não achar pelo menos um tipo que agrade o paladar ou se encaixe no estilo do seu paizão.

>>> Leia também – 8 dicas de opções e presentes cervejeiros para celebrar o Dia dos Pais

O gosto específico de cada um a gente não conhece, mas nós do Guia da Cerveja podemos ajudar dando dicas para cada combinação entre cerveja e pai. Pense nisso como uma harmonização de estilos.

Que tal usar essa brincadeira como inspiração para selecionar seu presente?

Pai esportista

Essa é para aquele pai fã de esportes — do tipo que pratica atividades físicas e não apenas assiste pela televisão. Também conhecido como pai fitness ou “rato de academia”. Nesse caso, há sempre uma preocupação com o desempenho e a forma física.

Para matar vontade de uma “gelada” e não comprometer nem uma coisa, nem outra, cervejas sem álcool podem ser uma excelente alternativa. Além de não prejudicar a performance, esse tipo de cerveja é menos calórica que as versões tradicionais.

Pai aventureiro

Se você cresceu no banco traseiro de um off-road, já sabemos que o paizão é um fã da natureza e aventura. Ele mostra um espírito ousado. E nesse caso, a sugestão pode ser uma cerveja mais selvagem. As Brett Beers, cervejas feitas com Brettanomyces, um gênero de levedura selvagem, trazem aromas e sabores rústicos, que podem lembrar couro, celeiro e notas mais animalescas. Esse tipo de fermento também entra em algumas cervejas de fermentação espontânea, sendo mais ácidas e igualmente rústicas.

Mas atenção: são estilos de cervejas para pessoas igualmente ousadas. Os aromas e sabores são fortes, como tração nas quatro rodas. Verifique antes se o gosto pessoal do seu paizão bate com a descrição.

Pai tradicional

Sim, há pais de todos os tipos, inclusive os tradicionais. Chefe de família, trabalhador, sempre responsável e atento a todos. Nesse caso, nada melhor que uma cerveja também muito tradicional. A dica são cervejas do estilo Bohemian Pilsner ou German Pils, de fermentação limpa, equilibradas e confiáveis — como ele.

Pai cozinheiro

Se pilotar o fogão é o passatempo preferido do seu pai, ele se enquadra na categoria cozinheiro, master chef ou mestre-cuca (aí depende se ele tem idade para saber o que é a última opção). Ele demostra conhecimento dos aromas e sabores e precisa de uma cerveja que traga essa experiência sensorial.

Os rótulos de tradição belga são uma ótima opção, por serem complexos e ricos em camadas de sabor. Uma Belgian Dubbel, por exemplo, traz caramelo, toffee, tostado, frutas secas, como uva-passa e ameixa seca, além de um toque condimentado. Sugira que seja harmonizada com boas carnes vermelhas assadas e bem temperadas.

Pai churrasqueiro

Esse é o pai que acende a churrasqueira até para assar um único pão-de-alho. Em geral, é uma variação do cozinheiro. Mas gosta de tradição, defumado e tudo que remete ao sabor da lenha. Uma cerveja que cai bem é a Rauchbier, feita com maltes defumados. Cheia de personalidade — igual a ele.

Pai hipster

Também conhecido como pai descolado. Só toma café coado na V60, anda de bike retrô e frequenta feiras orgânicas. Também usa tênis moderninho, conhece bandas novas antes dos filhos e manda bem no chope do final de semana. A Sour é uma cerveja ácida, muitas vezes com frutas, além de leve, refrescante e diferente — combina com a vibe dele.

Pai caseiro

Prefere um churrasco em casa a qualquer rolê. Mas não necessariamente pela carne, mas sim pela casa. Gosta de equilíbrio, sabor e conforto. A Vienna Lager é uma cerveja maltada e fácil de beber, bastante confortável e perfeita para acompanhar um domingo em família.

Qual o seu tipo de pai e que combinação você faria para presentear com cerveja no Dia dos Pais? Conta para a gente nos comentários!

Menu Degustação: Campanha de cerveja que previne Alzheimer é premiada em Cannes

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O mundo ficou pequeno para a cerveja brasileira. Um projeto liderado pela Abracerva foi premiado no festival de Cannes, um dos mais tradicionais da publicidade mundial, no final de junho, na França. Trata-se da Memento Beer, um produto sem álcool com quatro variedades de lúpulos ricos em polifenóis, que são substâncias antioxidantes que podem auxiliar na prevenção da doença.

Confira essas e outras novidades do setor no Menu Degustação do Guia

Medalha de prata em Cannes

O projeto Memento, realizado pela Abracerva (Associação Brasileira de Cervejarias Artesanais) em parceria com agência Ogilvy Health, Nova York (agência de publicidade do grupo WPP), ganhou prata na categoria Health & Wellness no Cannes Lions 2025. A Memento Beer é uma cerveja sem álcool com quatro variedades de lúpulos ricos em polifenóis (Tettnang, Cascade, Saaz e Summit). Segundo estudo da Universidade de Milão, na Itália, essas substâncias ajudam a combater o estresse oxidativo e a inibir a formação de placas beta-amiloides, dois dos principais fatores associados à progressão da doença. “Mais do que falar sobre o potencial efeito neuroprotetor do lúpulo, este é um projeto que alerta para a doença e quer valorizar as boas memórias”, destaca Gilberto Tarantino, presidente da Abracerva, celebrando o prêmio em Cannes. A receita da cerveja, uma American Lager, foi desenvolvida pela Sim! Cerveja, premiada marca de Campinas (SP) que faz exclusivamente cervejas sem álcool. O projeto já conta com a participação de outras cinco cervejarias: Cambuí, Dádiva, Louvada, Proa e Salva.  A iniciativa premiada em Cannes é “open source” e conta com a consultoria técnica do doutor em fisiologia Glauco Caon, pesquisador vinculado à Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

Krug lança cerveja sem álcool

A Cervejaria Krug, localizada em Nova Lima (MG), lançou sua própria cerveja sem álcool batizada de Krug Zero. Trata-se de uma Lager dourada, sem glúten, de baixa caloria, com amargor moderado e suaves notas maltadas. O processo utilizado para produção é por meio de uma levedura especial que fermenta, mas que produz baixíssimo teor alcoólico. A vantagem é que o sabor não fica comprometido, como pode acontecer em outros métodos. A Krug é uma das cervejarias artesanais mais antigas do país, fundada em 1997.

ICB lança livro de Tecnologia Cervejeira

O Instituto da Cerveja Brasil (ICB), escola de cerveja sediada na capital paulista, lançou o livro “Tecnologia Cervejeira”, do professor e sócio-proprietário Alfredo Luís Barcelos Ferreira. A obra conta com 400 páginas divididas em nove capítulos que abordam desde as matérias-primas básicas da cerveja até questões avançadas de processo, além de um capítulo inteiro dedicado a uma abordagem aprofundada sobre a malteação. Alfredo é químico e mestre cervejeiro formado na tradicional Doemens Akademie, de Munique, na Alemanha e conta com mais de 27 anos de experiência em educação, consultoria e desenvolvimento técnico no setor. A publicação está disponível para venda no site do Instituto da Cerveja.

IPA Day São Paulo muda de endereço; evento acontece dia 9

O IPA Day São Paulo 2025 acontece no dia 9 de agosto, das 14h às 22h, e em novo endereço: o Espaço Fabriketa (Rua do Bucolismo, 81), edifício centenário no Brás, na Zona Leste da capital paulista, tombado como patrimônio histórico. Com mais estrutura e clima industrial, o novo local permite ampliar a experiência do público e reforçar a proposta do evento como um encontro entre cerveja artesanal e cultura urbana, segundo a organização. O evento terá open bar de 40 rótulos de India Pale Ales de 25 cervejarias paulistas — incluindo 19 lançamentos —, água gratuita e um copo colecionável assinado por artista do grafite.

Além da variedade de 17 subestilos como West Coast, NEIPA, Double Juicy, Cold IPA, entre outros, o IPA Day São Paulo terá três praças com shows de rock, reggae, jazz, DJs e intervenções artísticas. Os ingressos já estão à venda no site oficial do evento.

Lagers e cervejarias do interior paulista brilham na etapa Sudeste da 5ª Copa Cerveja Brasil

Duas cervejas Lagers produzidas no interior de São Paulo conquistaram posições de destaque na etapa Sudeste da 5ª Copa Cerveja Brasil, promovida pela Abracerva. A San Diego, uma Contemporary American-Style Pilsener da Cervejaria Pangea (Vinhedo-SP), ficou com a medalha de prata no Best of Show. Já a Vemaguet 67 Reboque, uma Bock da Vemaguet 67 (Campos do Jordão-SP), levou o bronze. O ouro ficou com a Barnia Cyber-Fruit Kvas, uma Field Beer feita com cupuaçu, jabuticaba e pão francês da Barnia Cervejaria (Bragança Paulista-SP), também do interior.

A etapa Sudeste foi realizada em São Paulo e contou com a participação de rótulos dos quatro estados da região. No total, foram distribuídas 61 medalhas, e todas as cervejas premiadas estão automaticamente classificadas para a grande final nacional. A Copa Cerveja Brasil integra o projeto Conexão Cerveja Brasil, que promove ações voltadas à valorização da cultura cervejeira e à profissionalização do setor. A lista completa dos premiados pode ser conferida no perfil da Abracerva no Instagram: @abracervaoficial.

Uberlândia será a sede do CBC Brasil em 2026

O Concurso Brasileiro da Cerveja realizado em Balneário Camboriú (SC) este ano se tornará itinerante. E a edição 2026 já tem cidade definida: será em Uberlândia, no Triângulo Mineiro. A localização é estratégica principalmente por dois motivos, segundo o organizador do evento, Develon da Rocha: facilitará os envios de amostras para a competição, por estar mais perto do centro do país; e possibilitará maior participação, já que num raio de 100 quilômetros de alcance, estão cinco estados e cerca de 700 cervejarias.

Não custa lembrar que uma dissidência entre a empresa organizadora de Develon e a prefeitura de Blumenau (SC) deu origem a dois eventos com o mesmo nome, que foram realizados na mesma data em 2025. Além do feito na cidade do litoral catarinense, a prefeitura blumenauense manteve o seu, produzido por meio da Associação Blumenau Capital Brasileira da Cerveja (que concentra as cervejarias da região) e a Escola Superior de Cerveja e Malte. Esse deve continuar no mesmo local.

O Brasil no seu eterno ponto de inflexão cervejeiro

A curva da maturidade do mercado cervejeiro existe desde o século XVII com os holandeses, e só mudou efetivamente a partir do século XIX com o estabelecimento da produção cervejeira no país e ampliação da sua indústria. De bebida estrangeira para paixão nacional no Brasil, cá estamos, em um mercado cheio de histórias interessantes, reviravoltas saborizadas e inovações tecnológicas importantes.

Eu escolhi uma cerveja para beber enquanto rascunhava no meu caderno este texto. É sexta-feira à noite e não estou em um bar, festa ou encontro com amigos. Estou aqui escrevendo para você, leitor(a), que provavelmente trabalha com cerveja também, de maneira direta ou indireta. O que mais te trouxe até o Guia da Cerveja, lendo este artigo, se não for um (a) entusiasta ou profissional da área?

Abro o livro Cerveja, a mais popular bebida brasileira, onde Marcusso, Limberger e Barra fazem um compilado de histórias cervejeiras para nos explicar como a cerveja conquistou o país, com suas lagers geladas em terras quentes e tantos outros fatos que moldaram a nossa cultura. Mas não estou aqui para tratar de uma história que você pode, e deve, ler. Meu papel é pensar o que fazer com essas informações no mundo contemporâneo.

Não é sobre olhar o passado da cerveja e nem tentar prever o futuro. É trabalhar no presente para que mais histórias sejam contadas, cheias de sucesso, com ótimas cervejas e um consumidor muito mais maduro, que bebe de forma atual, ou seja, informado e se possível, e idealmente, moderado. Assim como um mercado muito mais unido, pensante e motivado.

Os dados da nossa indústria estão aí para todos verem. E são atualizados anualmente, como já virou tradição com o lançamento do Anuário do MAPA, que este ano acontece em 5 de agosto, em Brasília, e renova todas as conversas em rodas por eventos, fábricas, bares e empresas cervejeiras em sua longa cadeia de mercado. Apesar dos números, ainda temos muitas dúvidas e muita curiosidade.

A cerveja é um prisma. Não tem um só lado que deve ser olhado. Essa é a parte mais interessante: cerveja não é só sobre produção, nem só sobre serviço. Há tanta coisa, tantos lados a serem lapidados, que é preciso mesmo um montão de cabeças pensantes em diversos segmentos. Por isso também inovamos tanto, do campo ao copo, do grão ao gole.

Durante os últimos quinze anos que estou no mercado cervejeiro, meus pensamentos e ações já passaram por diferentes lugares da cerveja. Já contei mitos, já bebi diferentes estilos, viajei por países de tradição secular e também por culturas onde as ancestralidades chamam alto. Fui romântica e ingênua, já estive chateada, e a raiva em alguns momentos também me atravessou. Mais madura, hoje entendo ser preciso muito chão e experiência para ir nos moldando a ver o cenário como um todo. E ainda preciso de muito mais experiência e conhecimento, e esse futuro me anima muito a conhecer.

Repito uma frase que gosto muito de dizer por aí: “a cerveja não precisa da gente, nós é que precisamos dela.”

Estou, neste momento da carreira, vendo o mercado cervejeiro de um lugar diferente. Vejo a cerveja como uma grande categoria: ampla, espaçosa, criativa, democrática, vigorosa. Nunca tivemos tanto a discutir, defender, crescer e compor. Sinto o desafio que é, depois de tantas décadas de existência, este mercado brasileiro caminhar em direção a novas frentes e desafios.

Do fascinante campo, temos o lúpulo na agricultura, que agora cresce e floresce em nossas terras; o desenvolvimento peculiar de novas variedades de cevada e cereais; as leveduras nativas; o uso de outros adjuntos possíveis na composição de sabores e identidades tão brasileiras; a necessidade intelectual de pesquisas e descobertas; até culminar na criação de um novo léxico para servir uma bebida que tornamos tão nacional.

E como não poderia deixar de ser, entender que existem tensões peculiares ao momento atual, mas que, ao mesmo tempo, aprendemos que são, na verdade, recorrentes. Dá para citar a pressão tributária das bebidas, que como nos conta o trio de autores citado no começo do texto, já em 1894 existia em grande medida e tencionava para trás os negócios. Ou o problema de um país tão continental que no século XX já reclamava a questão do transporte e distribuição das cervejas que estavam sendo produzidas no Brasil naquela época.

As questões econômicas sempre estiveram na lista de desafios do setor. Agora, com as cervejas artesanais contemporâneas, novas peças entram no jogo: do consumo per capita e do custo de vida, versus produtos de alta qualidade, lifestyle e todas as singularidades.

Talvez o que haja de mais novo nessa conversa toda sejam as mudanças de consumo das novas gerações, ainda pouco compreendidas por todos. Isso é algo que acontece no dia a dia, e só pode ser efetivamente interpretado quando tivermos os dados do consumo real, e não apenas o imaginário ou o que é propagado. E também os dados mais segmentados, já que é difícil nos colocarmos nas mesmas pesquisas do mundo todo: há um abismo de diferenças entre países, regiões, bairros, faixas etárias, gêneros e todas as questões demográficas, em geral. Somos complexos em tudo.

Podemos também falar de cerveja sem álcool como um grande tópico dos dias de hoje. A mudança de chave que deve marcar nossa época, deixando relatos de todos os tipos em seu modo de fazer, nas diferentes qualidades, receitas e possibilidades desse mundo tão novo e, ao mesmo tempo, antigo. Mas que não era tão relevante em outra época. A busca por saúde, o reforço das regras, o status do momento, o equilíbrio de uma vida tão atual. Amplas ocasiões de consumo, tudo em movimento.

E se antes a gente comunicava cerveja por meio de hinos a deusas, em tábuas de barro ou madeira, agora comunicamos cerveja por meio de aparelhos eletrônicos à mão de todos. Na direita o copo, na esquerda o celular com todas as informações, detalhes específicos sobre IBU, ABV, todo o rastreamento do gole. Além de uma escuta mais atenta de cada consumidor sobre marca, discurso coerente, sustentabilidade e diversidade, para haver um alinhamento de valores entre as partes.

Então, ao estudar cerveja, viver cerveja, beber cerveja e da cerveja fazer negócio, temos muito a conversar. E é disso que quero tratar, ao longo dos artigos e crônicas aqui no Guia da Cerveja: desse prisma que é essa bebida tão milenar, e entender como, no Brasil, estamos construindo nossas próprias tradições e transformando a cultura enquanto a bebemos.

Deglutindo os conhecimentos enraizados em nossos territórios, saberes e técnicas emigrados e transformados, trazidos à mesa. O mercado cervejeiro é uma eterna inflexão, com suas constantes e necessárias mudanças.

Saúde, até a próxima leitura.

#BebaComResponsabilidade

Bia Amorim é sommelière, pesquisadora e palestrante. Atua na interseção entre gastronomia, cultura e bebidas brasileiras, com foco em comunicação, experiência, consumo consciente e hospitalidade.