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Principais cervejarias ocidentais perdem 7,2 mi de hectolitros no 1º semestre

No primeiro semestre de 2023, os três principais grupos cervejeiros do Ocidente registraram uma redução de 7,2 milhões de hectolitros na comercialização e produção de bebidas em comparação com o mesmo período do ano anterior.

Esses números foram compilados pelo Guia a partir dos resultados financeiros divulgados nas últimas semanas pelos grupos cervejeiros AB InBev, Heineken e Carlsberg, que foi a exceção, apresentando crescimento no volume de produção, ainda que modesto.

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Líder global entre os grupos cervejeiros, a AB InBev registrou queda de 1 milhão de hectolitros em sua produção durante a primeira metade de 2023, totalizando 288,1 milhões de hectolitros. A maior diminuição foi observada no Grupo Heineken, com um declínio de 6,8 milhões de hectolitros, chegando a 120,1 milhões de hectolitros. Em contraste, o Grupo Carlsberg contrariou a tendência das principais concorrentes, aumentando seu volume em 600 mil hectolitros, atingindo 64,8 milhões de hectolitros

O desempenho da Carlsberg no primeiro semestre representou crescimento percentual de 0,8%, sendo a única alta entre as três empresas. A Heineken apresentou queda de 5,6%, enquanto o grupo controlador da Ambev registrou um leve recuo, de 0,3%.

A queda no volume produzido durante o primeiro semestre foi motivada, em grande parte, por fatores específicos de cada empresa e região. Para a AB InBev, a queda de 8% na América do Norte, influenciado por um boicote transfóbico contra a Bud Light, impactou significativamente, contrastando com o aumento de 9,5% na região Ásia-Pacífico.

A Heineken, por sua vez, enfrentou uma redução de 13,2% na região Ásia-Pacífico. No seu caso, todas as regiões tiveram quedas no volume produzido, com a menor diminuição ocorrendo nas Américas, onde foi de 1,5%.

No caso da Carlsberg, o maior aumento no volume veio da Ásia, com um crescimento de 4,8%. Essa alta ajudou a compensar as perdas de 2,1% na Europa Ocidental e 1,3% no Leste Europeu e na Europa Central durante o primeiro semestre de 2023.

Marcas premium também ajudam Carlsberg
Em seu balanço, o Grupo Carlsberg também relatou um crescimento de 3% em seu portfólio premium no primeiro semestre. Entre as marcas, a Tuborg registrou um aumento de 3%, a Carlsberg de 1%, a 1664 Blanc de 5% e a Brooklyn de 52%.

Esses resultados permitiram que o Grupo Carlsberg revertesse o cenário de prejuízo do primeiro semestre de 2022, alcançando um lucro líquido de 3,495 bilhões de coroas dinamarquesas (aproximadamente R$ 2,54 bilhões) na metade inicial de 2023.

Além disso, o lucro operacional cresceu 5,2%, enquanto a receita aumentou 6,6%, atingindo 37,788 bilhões de coroas dinamarquesas (R$ 27,5 bilhões). No entanto, o Ebitda caiu 3,98%, totalizando 8,229 bilhões de coroas dinamarquesas (R$ 5,99 bilhões).

Impulsionada por esses resultados melhores do que o previsto, a Carlsberg revisou suas previsões para o lucro operacional de 2023. Agora, a estimativa é de um aumento entre 4% e 7%, em contraste com a previsão anterior, que variava entre uma contração de 2% e um crescimento de 5%.

Foi, novamente, um movimento oposto ao do Grupo Heineken. Após a apresentação do resultado financeiro, a empresa de origem holandesa afirmou esperar que o seu lucro em 2023 varie entre a estabilidade e o crescimento de um dígito médio (0% a 5%). A expectativa anteriormente era de expansão entre um dígito médio e um dígito alto (5% a 10%).

Rússia ainda é desafio
Apesar desses resultados positivos, o primeiro semestre de 2023 trouxe desafios para a Carlsberg. Após anunciar ter encontrado um comprador para a Baltika Breweries, sua operação na Rússia, a empresa enfrentou uma intervenção do governo local que a colocou sob administração estatal em julho.

O CEO da Carslberg, Cees’t Hart relatou, em entrevista ao Financial Times, ter ficado “chocado” com a decisão e sem saber “em que direção isso irá”. A operação da Carlsberg na Rússia agora está sob o comando de Taimuraz Bolloev, que já comandou a Baltika na década de 1990 e é amigo de longa data do presidente Vladimir Putin

Porém, o CEO garantiu não ter se arrependido de a Carlsberg ter demorado a definir a saída da Rússia, citando que isso causaria desemprego – a empresa contabiliza 8 mil funcionários em 8 unidades produtivas –, além de impossibilitar a proteção dos seus ativos.  

Com consultoria e bar da marca, Thänn Bier prepara 2ª expansão em 2 anos

Os primeiros passos de um empreendimento podem ser os mais importantes, pois ajudam a criar a estrutura e os caminhos para pavimentar a jornada. Foi partindo dessa lógica que a Thänn Bier surgiu em 2021, em Machadinho, cidade gaúcha próxima da fronteira com Santa Catarina. Desde então, a marca está em processo de expansão, registrando um crescimento significativo.

Com menos de dois anos de atuação, a Thänn Bier iniciou suas atividades com uma fábrica com capacidade produtiva para 20 mil litros mensais, que foi ampliada para 28 mil litros quando a marca tinha apenas sete meses no mercado. Segundo a empresa, foi necessário investir R$ 250 mil na ampliação, envolvendo não apenas tanques de fermentação, mas também equipamentos de envase e pasteurização. Além disso, foram investidos mais de R$ 170 mil na estrutura de distribuição.

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“Estamos em pleno desenvolvimento, com um crescimento médio de 23% na fábrica e 30% no brewpub no primeiro semestre de 2023. Somente no mês de junho, o crescimento superou os 40% em comparação com o mesmo mês de 2022”, explica Thays Franceschi, acionista e diretora industrial da Thänn Bier.

Para alcançar esse nível de investimento e expansão, que chama a atenção, especialmente por ser um negócio iniciante, a Thänn Bier teve uma atuação cuidadosa durante seu processo de surgimento, assim como ao dar os primeiros passos no segmento de cervejas artesanais.

Inicialmente, para tornar o sonho da cervejaria realidade, seus responsáveis contaram com o apoio da consultoria Beer Business, cujos profissionais auxiliaram em uma série de importantes decisões para as atividades da cervejaria. “Buscamos uma empresa que tivesse como suporte profissionais conceituados e experientes, especializados em processos cervejeiros, tanto na área industrial como no departamento administrativo”, explica Thays.

A consultoria apoiou em temas como definição do layout, na seleção dos equipamentos e na negociação com os fornecedores, além de fazer estimativas de custos e faturamento e registrar a cervejaria no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

“Para o registro no Mapa, além de definir o layout ideal para a cervejaria, também orientamos os clientes sobre quais materiais e acabamentos devem ser utilizados, bem como quais tipos de equipamentos e produtos químicos podem ser utilizados. Desenvolvemos toda a documentação do Memorial Descritivo e Manual de Boas Práticas de Fabricação, que são obrigatórios, e fazemos todo o processo de registro online, agilizando o processo para a cervejaria. Durante o projeto, também orientamos sobre todas as licenças que precisam ser obtidas pelo cliente, evitando surpresas no momento da vistoria”, diz Filipe Bortolini, sócio da Beer Business.

A marca conta atualmente com 26 estilos de cerveja em seu portfólio, a maioria deles da escola alemã. E teve auxílio da Beer Business na criação das primeiras receitas, assim como na indicação para contratação do cervejeiro. “No desenho das receitas, buscamos inovar, trazendo elementos que fugissem do óbvio, utilizando variedades de lúpulos diferentes do padrão sensorial comumente encontrado, que fossem viáveis economicamente e que pudessem ser substituídos em caso de falta”, comenta Bortolini.

Além disso, a consultoria auxiliou no processo de estruturação do brewpub, incluindo o apoio para a definição de seu layout. “No projeto do brewpub, também contamos com uma especialista na área, com grande experiência em operações gastronômicas, que orienta e apoia o trabalho de todos os outros especialistas envolvidos, seja da arquitetura, gastronomia, marketing etc.”, explica o sócio da consultoria.

“O espaço de atendimento precisa ser muito bem pensado e estruturado, pois precisa refletir a identidade da marca e, ao mesmo tempo, ser funcional, confortável e permitir que o atendimento seja realizado de forma ágil e eficiente. Além disso, há diversas questões que precisam ser pensadas em termos de layout de cozinha e equipamentos utilizados”, acrescenta.

Apoio de consultoria e time de especialistas
Essa relação com a Beer Business, fundamental para a estruturação da Thänn Bier, continua, com a consultoria seguindo ao lado da cervejaria em suas tomadas de decisão, após auxiliá-la na montagem de sua estrutura de gestão. “Estamos sempre em contato com Filipe e sua equipe para pensarmos, juntos, nas melhores soluções cervejeiras. Esse trabalho conjunto permitiu/permite que a empresa cresça de maneira sustentável”, afirma Thays.

A estruturação da Thänn Bier também envolveu a montagem de uma equipe composta por profissionais especializados, como o mestre-cervejeiro com doutorado em Processos Cervejeiros pela USP e a gerente-geral com especialização em Lean Manufacturing e Indústria 4.0, além de estimular o compartilhamento de conhecimento. “Isso possibilita que a Thänn Bier torne seus processos cada vez mais otimizados, reduzindo custos e possibilitando a melhoria contínua de seus produtos”, avalia a sócia.


Com sua base bem definida, a marca trabalha para expandir sua participação no mercado e chegar a outras localidades. Para isso, uma de suas principais estratégias envolve o desenvolvimento de parceiros de negócios que abrem o “Bar Thänn Bier”.

Atualmente, existem 4 Bares Thänn Bier, todos no Rio Grande do Sul, e a empresa está em processo de abertura de mais 3 unidades em Santa Catarina. “O Bar Thänn Bier consiste em um bar réplica do brewpub, onde os parceiros comercializam e também fazem a distribuição de todos os estilos produzidos pela cervejaria para o comércio varejista, sempre focando no estudo do público local onde o parceiro está inserido e na melhor maneira de atender esse público”, explica Thays.

Planos de nova expansão e novidades do portfólio
Na estrutura da sua cervejaria, os planos também são de expansão. Seus responsáveis já preparam uma nova atualização para sua unidade fabril, além de trabalhar com a meta de produzir 50 mil litros mensais até 2026.

Estão previstos, para os próximos 12 meses, investimentos de pouco mais de R$ 200 mil para ampliação e atualização da fábrica, o que permitirá à Thänn Bier oferecer ainda mais qualidade e agilidade aos clientes e consumidores

Thays Franceschi, acionista e diretora industrial da Thänn Bier

Além disso, a marca pretende, em breve, ampliar seu portfólio. Será lançado o Projeto Donna Thänn, previsto para o próximo verão, com bebidas alcoólicas sofisticadas, com maior foco no público feminino. “A Donna Thänn é um projeto inovador no mercado de bebidas, com foco no público feminino da cervejaria. Buscamos sofisticação e estamos desenvolvendo produtos diferenciados, para mulheres exigentes que primam por bebidas de qualidade”, revela Thays.

Balcão da Nadhine: Verão europeu impulsiona busca por cervejas refrescantes

Balcão da Nadhine: Verão europeu com onda de calor impulsiona procura por cervejas refrescantes

Vocês devem estar acompanhando as recentes notícias meteorológicas da Europa, que vem enfrentando uma onda de calor implacável neste verão. As temperaturas estão ultrapassando recordes históricos. Sendo uma imigrante vinda do Nordeste do Brasil, posso falar com propriedade que os termômetros estão alcançando níveis escaldantes.

Apesar de todo esse calor, que vem causando algumas tragédias, como os incêndios na Grécia e mortes registradas, as principais cidades da Europa estão lotadas, em uma temporada insana de turismo neste verão.

É nesse contexto que tenho acompanhado o papel da indústria cervejeira, que oferece uma variedade de cervejas artesanais mais refrescantes e frutadas e de baixo teor alcoólico, se tornando a companhia perfeita para enfrentar as altas temperaturas.

À medida que o verão europeu tira as pessoas de suas casas após longos períodos de frio, o calendário fica repleto de eventos. Um pouco antes do início da temporada de calor, pude participar do Budapest Beer Week (BPBW), um festival que traz cervejarias de toda Europa, principalmente, mas não só. O festival é voltado para um público mais beer geek ávido por novidades, o que me permitiu acompanhar as tendências que tem se confirmado ao longo do verão.

O BPBW tem um formato de beer tasting com torneiras limitadas em pequenas quantidades para degustação, assim como o festival da Mikkeller e o Brewskival, entre outros. Nele, os organizadores convidam cervejarias parceiras para oferecer aos fanáticos por cerveja artesanal locais e estrangeiros uma oportunidade de ter todas as raridades em um só lugar. É, também, uma ótima oportunidade para construir pontes entre consumidores, cervejeiros e cervejarias, já que os próprios donos vão, para apresentar suas cervejas extremas.

O festival contou com a presença das principais cervejarias da Hungria e convidadas da Espanha, Suécia, França, Dinamarca, Irlanda, Inglaterra, Bélgica e Estados Unidos, entre outros.

Seguindo a linha do que é lançado no mercado norte-americano, as cervejarias voltadas para o público beer geek continuam apresentando produtos cada vez mais extremos, muitas vezes ultrapassando a linha tênue do que os define como uma cerveja.

Filas imensas se formaram para experimentar as Smoothies Sour e Ice Cream Sour, uma nova “categoria” de Pastry Sour super cremosas. Além da norte-americanas Fifth Frame, KCBC, The Veil, Living Häus ,tão esperadas no evento, uma cervejaria da Letônia, a Ārpus, se destacou. Micro equipada com uma sala de brassagem de 2 mil litros, ela é focada em cervejas com altas cargas de frutas.

Meu destaque vai para a Cyclic, cervejaria situada em Barcelona, com proprietários super simpáticos, especializados em fermentação mista com cervejas do estilo Farmhouse Ale super refrescantes. O prêmio de stand mais divertido, definitivamente, foi para a irlandesa Rascal e sua Nitro Sour, além de adesivos e brindes engraçados. Gostaria de citar também a sueca Beerbliotek e seu premiado gin, mostrando a forte tendência de diversificação de bebidas cada vez mais comum no meio da cerveja artesanal. Não posso deixar de falar da queridinha dinamarquesa To Øl, que não decepcionou e trouxe mais algumas delícias para o evento.


Além do visto no festival, que vem se confirmando ao longo da temporada que se estende até setembro, cada vez mais vemos cervejas ácidas frutadas nas prateleiras, inclusive usando nossa fruta nativa maracujá. Essas cervejas são facilmente combinadas com a gastronomia, por seu perfil ácido e frutado, fazendo com que sejam excelentes opções para harmonizar com pratos leves, como saladas, peixes e frutos do mar, em belas combinações para o verão.

Em resposta às recentes pesquisas que apontam para um consumo cada vez mais moderado de álcool entre os mais jovens, a produção de cervejas não alcoólicas ou com baixo teor alcoólico, já presente nos EUA há alguns anos, tem lentamente ganhado espaço na Europa. Nomes importantes no meio beer geek, como a estoniana Põhjala, conhecida por suas cervejas Imperial Stouts de alto teor alcoólico e complexidade, lançou recentemente uma Session IPA e uma Berliner Weisse, ambas com 0,5% de álcool. Sua conterrânea Pühaste também seguiu esse caminho.

Aqui na Hungria, a cervejaria Horizont se juntou à holandesa VandeStreek, já conhecida por sua ampla gama de cervejas não alcoólicas, como NEIPA, Nitro Stout e cervejas Sour, para lançar uma IPA não alcoólica. Inclusive, visitei recentemente a Horizont, com Nathan Ford me mostrando sua incrível fábrica, onde são produzidas diversas cervejas, incluindo várias variações de Sour frutadas, tanto de baixo teor alcoólico quanto envelhecidas em barris de vinho tinto, rum ou uísque. A fábrica possui equipamentos completos de fabricação húngara, desde as chaleiras até os fermentadores, além de um sistema de osmose reversa para criar perfis de água específicos para qualquer estilo de cerveja.


A Szent Andras lançou recentemente três rótulos sem álcool, sendo uma Lager, uma Mango IPA e uma IPA, seguindo a tendência. Já a Monyo, que anteriormente havia colocado no mercado as famosas limonadas húngaras enlatadas, possui agora toda uma linha de sodas feitas com frutas naturais, incluindo as inovadoras sodas com lúpulo e com infusão de cáscara. 

A já tradicional Grape Ale de Itália e França ganha mais força no verão por suas propriedades frutadas refrescantes, além das clássicas Saisons, com sua gama de possibilidades, e as Witbiers sempre são bem vindas nessa estação, ganhando versões modernas com Elderflower, leve e floral. A cerveja com adição da flor de sabugueiro exala um aroma cativante e um sabor suave.

Com o calor intenso e prolongado, é importante lembrar de se manter hidratado e apreciar essas deliciosas cervejas com moderação. Essas são apenas algumas das muitas opções que o universo das cervejas artesanais na Europa oferece neste verão. Então, aproveite a estação para explorar novos sabores, brindar à vida e apreciar cada gole dessas autênticas obras de arte cervejeiras europeias. Saúde!


Nadhine França foi a primeira mulher a ocupar a presidência executiva da Associação Brasileira de Cerveja Artesanal (Abracerva), também sendo responsável pela criação e coordenação do Núcleo de Diversidade. É analista de sistemas, cervejeira, beer sommelière, Cicerone Certified Beer Server, juíza internacional de cerveja, organizadora de eventos, concursos e congressos cervejeiros. Hoje mora em Budapeste.

Hop Bros e Brewstone brilham na etapa Nordeste da Copa Cerveja Brasil

A Hop Bros e o Brewstone Pub, com sua Barley Wine, foram os principais destaques da etapa Nordeste da Copa Cerveja Brasil, uma competição organizada pela Associação Brasileira de Cerveja Artesanal (Abracerva). Um total de 32 medalhas foram distribuídas, incluindo 13 de ouro.

Durante a cerimônia de premiação, na noite desta sexta-feira (18), na cervejaria Proa, em Lauro de Freitas (BA), a Hop Bros conquistou três medalhas de ouro e uma de prata, sendo considerada a melhor microcervejaria participante. Os ouros foram nos estilos Fruit Beer, Lambic, Spontaneous Fermented Ale e Mixed And Brett Beer.

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A Brewstone, de Fortaleza (CE), ganhou o prêmio Best of Show da competição com sua cerveja Birthday Barley Wine. Além disso, foi reconhecida como a melhor brewpub da etapa Nordeste. A 3Barcaças Craft Beer, de Ilhéus (BA), recebeu o segundo lugar no Best of Show com a cerveja Hop Brasilis, uma Brazilian Hop Beer que utiliza variedades dos lúpulos Sorachi Ace e Comet cultivados no Brasil.

A Biomas, da Mindubeer, de Salvador, com sua versão que leva mangaba, pitaya, mel e pimenta, ficou na terceira posição no Best of Show. As cervejas premiadas nessa categoria das etapas regionais garantem automaticamente participação na Copa de Cervezas de América 2024.

A competição regional também teve como destaque a Caatinga Rocks, que conquistou dois ouros, nas categorias Gose e Wood and Barrel Aged Sour Beer, e uma prata. Além disso, na disputa por perfil e capacidade produtiva, a Turatti, de Fortaleza, foi eleita a melhor cervejaria.

“Esta edição mostrou a capacidade criativa da cena cervejeira do Nordeste, incluindo uso de madeiras e frutas regionais, mas também a capacidade técnica para produção de receitas clássicas, inclusive com o uso de lúpulo nacional”, avalia Julia Reis, coordenadora do concurso.

A etapa Nordeste foi a segunda da Copa Cerveja Brasil, sendo que a primeira aconteceu em Vitória, na região Sudeste. Até o momento, 473 amostras de 148 cervejarias já participaram da competição.

A próxima etapa da Copa Cerveja Brasil ocorrerá na região Centro-Oeste, com inscrições abertas até 28 de agosto. O evento está marcado para Brasília, de 13 a 17 de setembro.

Posteriormente, a competição seguirá para a região Norte, em Belém, e a região Sul, em Curitiba, culminando na grande final em São Paulo. A cerimônia na capital paulista reunirá todas as cervejarias premiadas das disputas regionais.

Os ganhadores de medalhas de ouro na final receberão inscrições gratuitas para o World Beer Cup de 2024, um dos concursos mais prestigiados do mundo, realizado nos Estados Unidos, pela Brewers Association.

A Copa Cerveja Brasil é parte do road show Conexão Cerveja Brasil, que inclui um congresso técnico. Na etapa Nordeste, os debates ocorreram na sede do Senai em Lauro de Freitas.

“Trabalhamos em conjunto com várias entidades para unir o setor e o segmento de cervejas artesanais, com o objetivo de aprimorar o ambiente de negócios. O Conexão tem sido um passo significativo nessa direção”, explica Gilberto Tarantino, presidente da Abracerva.

Por final da Copa, pubs ingleses querem vender cerveja a partir das 10h

A disputa de torneios internacionais em localidades com fusos horários diferentes pode trazer complicações para quem tem o comércio ou o consumo de bebidas alcoólicas associado a grandes eventos esportivos. Às vésperas da final da Copa do Mundo feminina, essa questão atinge os pubs da Inglaterra, que buscam antecipar o horário de início da venda de cervejas para atender a demanda dos torcedores.

A Associação Britânica de Cervejarias e Pubs apresentou um pedido para que todos os pubs tenham permissão de começar a vender cervejas a partir das 10 horas (horário de Londres) do domingo. A partida decisiva entre as seleções da Espanha e da Inglaterra está agendada para começar uma hora depois, às 11h, exatamente quando é permitida a venda na maioria desses estabelecimentos.

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De acordo com a associação, que representa mais de 20 mil pubs em toda Inglaterra, a medida seria um “reconhecimento ao valor e importância deste evento para o país e para permitir que os pubs ofereçam a melhor experiência em apoiar seus clientes e comunidades”.

Apesar de o apelo dos pubs não ter sido ignorado pelas autoridades locais, um obstáculo surgiu: mudanças nas leis de licenciamento precisam ser aprovadas pela Câmara dos Comuns e pela Câmara dos Lordes, ambas atualmente em recesso. Isso levou líderes liberais a instar o governo a convocar o parlamento para atender a esse pedido em prol dos pubs e da seleção inglesa feminina, “marcando um gol de última hora”.

No entanto, o governo considerou o custo elevado de convocar os parlamentares até Westminster e optou por não seguir essa rota. Em vez disso, solicitou flexibilidade aos conselhos locais, os estimulando a conceder licenças especiais para os pubs que desejarem vender cerveja antes das 11 horas no dia da final da Copa do Mundo feminina.

“A nação está ansiosa para apoiar as Lionesses neste domingo, no que é o maior jogo da Inglaterra desde 1966. Pedi aos conselhos que façam o possível para ajudar os pubs a abrir mais cedo no domingo, permitindo que as pessoas se reúnam e desfrutem de uma bebida antes do início deste evento especial”, diz Michael Gove, secretário de Habitação e Comunidades do Reino Unido, buscando expressar apoio à iniciativa.

Recentemente, mudanças nas leis de licenciamento da Inglaterra foram implementadas em eventos de grande repercussão, como na final da última Eurocopa masculina em 2021, quando a Inglaterra perdeu nos pênaltis para a Itália, e no Jubileu de Platina da rainha Elizabeth II em 2022.

A UK Hospitality, associação comercial que representa a indústria de hospitalidade no Reino Unido, estima que a final da Copa do Mundo Feminina injetará cerca de 41 milhões de libras (aproximadamente R$ 260 milhões) no setor, de acordo com a CEO Kate Nicholls.

“Todo o país estará torcendo pelas Lionesses no domingo, e exceto por estar na Austrália, nada é melhor do que aproveitar o jogo em um pub ou estabelecimento de hospitalidade. Muitos estão se beneficiando da oportunidade de abrir mais cedo para incentivar as pessoas a saírem para um café da manhã ou brunch, preparando-se para esta partida histórica. A demanda dos fãs tem sido excepcional, com as reservas sendo preenchidas rapidamente, e não há dúvida de que o dia será um impulso significativo para o setor, gerando potencialmente 41 milhões de libras adicionais em vendas”, declara Nicholls.

A aguardada final entre Inglaterra e Espanha ocorrerá no próximo domingo em Sydney e definirá uma campeã mundial inédita. No horário de Brasília, o jogo está programado para começar às 7 horas.

Menu Degustação: Semana Selvagem, votação do Fermenta, IPA Day em SC…

A cena cervejeira brasileira está sendo agraciada com uma série de eventos que prometem agradar tanto aos conhecedores das artesanais quanto aos apreciadores de novas experiências gastronômicas. A primeira edição da Semana Selvagem, organizada pela Associação Brasileira de Cerveja Artesanal (Abracerva), acontecerá de 6 a 10 de setembro, oferecendo atrações como o lançamento de cervejas do Projeto Manipueira e um encontro técnico de especialistas.

Em outra frente, a cultura e a essência da cerveja brasileira serão celebradas. O podcast Hora do Gole, em colaboração com a Colorado e a Academia da Cerveja, mergulha nas raízes da cerveja brasileira em um especial de dois episódios intitulado “O que é que a cerveja brasileira tem?”.

Para quem deseja curtir uma IPA, o estilo é tema de evento nesse fim de semana em Joinville (SC) e de uma série de ações da Goose Island nesse fim de semana. Já para quem tem o foco em estimular projetos dentro do setor cervejeiro, o edital do projeto Fermenta, promovido pela Ambev, está em sua última fase de votação.

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Confira essa e outras novidades do setor no Menu Degustação do Guia:

Semana Selvagem
A Abracerva realizará a 1ª Semana Selvagem, de 6 a 10 de setembro. O evento incluirá o lançamento de cervejas do Projeto Manipueira, a 1ª Feira Selvagem, um encontro de negócios e degustação, o II Encontro Selvagem, um congresso técnico com o apoio do Conselho Federal de Química, e um curso de produção da chicha, uma bebida fermentada tradicional de povos originários, além de aulas com produtores belgas. O evento pretende reunir produtores, consumidores e profissionais do setor de bares, restaurantes e da indústria cervejeira interessados nas características das cervejas selvagens. Os ingressos para participação presencial já estão à venda, mas também será possível acompanhar o evento pela internet.

Brasil Beer Cup 2023 e…
Entre a próxima segunda-feira (21) e 26 de agosto, a cidade de Florianópolis, em Santa Catarina, sediará a edição 2023 do Brasil Beer Cup. Durante esse período, mais de 80 jurados de 16 nacionalidades diferentes avaliarão diversos rótulos de cervejas. Os vencedores serão anunciados no sábado, dia 26, em uma cerimônia especial que incluirá uma festa open bar aberta ao público. Essa competição reconhece as melhores cervejas, cervejarias e profissionais do setor, sendo liderada por uma equipe de mulheres.

..produções caseiras
Os vencedores do Prêmio Cervejeiro Caseiro 2022 do Brasil Beer Cup, que destacou as categorias Brazilian Beer e Catharina Sour, obtiveram a oportunidade de produzir suas receitas em cervejarias estabelecidas. Cinco cervejeiros caseiros ganharam a chance de ver suas criações ganharem vida em colaboração com cervejarias renomadas. O concurso, conhecido por sua inovação, visa conectar talentos caseiros à indústria, impulsionando assim o ecossistema cervejeiro.

Copa Cervezas com fase única
A 10ª edição da Copa Cervezas de América está chegando, e desta vez, após etapas nacionais em 2022, haverá uma única fase de avaliação com juízes internacionais. O evento está programado para ocorrer entre os dias 6 e 12 de novembro na cidade de Valdivia, no Chile. A novidade para 2023 é uma premiação especial inédita para o estilo experimental French-Style India Pale Lager, cujo vencedor terá a oportunidade de viajar para a França. As inscrições já estão abertas e podem ser realizadas por meio do site oficial.

USAHops promove concurso no Brasil
A USA Hops anunciou a terceira edição do IPA Contest, uma competição realizada pela Hop Growers of America, a associação que reúne produtores de lúpulo nos Estados Unidos, com o objetivo de eleger a melhor cerveja artesanal que utilize o lúpulo americano no Brasil. Neste concurso, a Hop Growers of America fornecerá aos participantes 40 kg de quatro variedades de lúpulo dos Estados Unidos em forma de pellets, com 10 kg de cada variedade: Triumph, Vista, Cashmere e Idaho Gem. Esses lúpulos deverão ser usados nas receitas para testes e na preparação da cerveja para a competição. As marcas cervejeiras interessadas têm até esta sexta-feira (18) para se inscrever pelo site oficial.

Festival em Taubaté
O estacionamento da Galeria Carrefour Taubaté, no interior paulista, será transformado em um palco para o festival de cerveja artesanal Beerland a partir desta sexta-feira (18). O evento, que se estenderá até domingo (20), contará com mais de 15 tipos de chopes artesanais, diversos sabores da culinária brasileira, entretenimento e apresentações de bandas de rock nacional e internacional. A entrada é gratuita.

Oktoberfest da Louvada
Os ingressos do segundo lote para a Oktoberfest Louvada 2023 estão à venda, oferecendo um kit que inclui chapéu, tirante e copo. O evento está agendado para 9 de setembro na Arena Pantanal, em Cuiabá. A programação deste ano inclui apresentações das bandas Biquíni Cavadão, Queen Tribute (cover oficial do Queen no Brasil) e MP Rock, garantindo entretenimento no palco principal.

IPA Month da Goose
Aproveitando o IPA Day, comemorado globalmente na primeira quinta-feira de agosto, a Goose Island preparou uma série de surpresas para os entusiastas do estilo para todo o mês, transformando a comemoração em um “IPA Month”. Para esse período, diversas ações especiais foram planejadas, incluindo o lançamento de novas IPAs a preços promocionais. Algumas das cervejas dessa iniciativa incluem a Haddock, uma Belgian IPA; a Idaho Falls, uma Rye Cold IPA; e a Defender, uma West Coast IPA.

IPA Day Joinville
No próximo domingo (20), a avenida Hermann August Lepper será o cenário para o Joinville IPA Day. O evento, dedicado às IPAs, contará com a participação de 20 cervejarias, cada uma oferecendo pelo menos 3 tipos diferentes de IPAs. Com mais de 150 opções de chope disponíveis, o evento também terá outros estilos para agradar a todos os gostos, incluindo lançamentos. Além de ser um festival de cervejas, o evento oferecerá uma variedade de opções gastronômicas e apresentações musicais. Uma estrutura completa, com 17 food trucks, área infantil e uma feira de artesanato com 30 expositores, complementará o ambiente.

Champions Beer
O Champions Beer está de volta em sua nona edição, oferecendo cultura cervejeira, gastronomia e música ao vivo no Iguatemi Ribeirão Preto, no interior paulista. O evento acontecerá desta sexta-feira (18) até 27 de agosto no estacionamento do shopping, com entrada gratuita. Os visitantes terão a oportunidade de degustar especialidades de diferentes cidades de São Paulo, além de uma opção de Curitiba. Um total de 16 cervejarias estarão presentes: Berggren, Bodebrown, Maltesa, Walfänger, Kaya, Madalena, Breeze, Oraculo, Bragantina, Grããos, Maltvs, Alquimia, Nordlands, Cervejaria Campinas, Blacaman e Barossa.

Hora do Gole e Colorado
O podcast Hora do Gole, em colaboração com a Colorado e a Academia da Cerveja, lançou um especial intitulado “O que é que a cerveja brasileira tem?” em homenagem à cerveja brasileira. Dividido em dois episódios, o programa explora a cultura e os sabores da cerveja do Brasil. O projeto é parte do lançamento da cerveja AIPI Lager, desenvolvida em parceria com várias cervejarias regionais, incluindo Implicantes, Caatinga Rocks, Masterpiece, Amazon Beer e Colombina, que contribuem com ingredientes característicos de suas regiões. O primeiro episódio apresenta uma conversa entre o apresentador Eduardo Sena e o escritor Marcelino Freire, explorando a cultura etílico-popular e a essência da cerveja brasileira. O segundo episódio, que será lançado em breve, aborda os sabores do Brasil, revelando detalhes do projeto e os ingredientes escolhidos. O podcast Hora do Gole está disponível nas principais plataformas de áudio.

Não se Cale
Profissionais que atuam em bares, restaurantes, espaços de eventos, hotéis e outros estabelecimentos do setor de lazer têm até domingo (20) para se inscrever gratuitamente no curso de capacitação para a aplicação do protocolo “Não se Cale”. Esse protocolo foi lançado neste mês pelo governo estadual de São Paulo, por meio da Secretaria de Políticas para a Mulher. As inscrições devem ser feitas individualmente, e estima-se que o curso de capacitação “Estabelecimento Amigo da Mulher” alcance cerca de 1,5 milhão de profissionais dos setores de entretenimento, lazer, gastronomia, além de servidores dos setores de segurança, assistência social e saúde de todo o estado.

Visita à fábrica da Uaimií
No próximo sábado (19), a partir das 11h, a Cervejaria Uaimií promoverá uma visita à sua fábrica localizada em uma fazenda de Itabirito (MG). Durante a visita, os participantes terão a oportunidade de conhecer de perto a fábrica da cervejaria, bem como o processo de produção. Essa edição especial homenageará o rock e incluirá o lançamento exclusivo da nova cerveja, a Minas de Ferro – Edição Córrego do Lobo.

Votação de edital
A votação para a escolha dos finalistas do projeto Fermenta, um edital promovido pela Ambev que apoia projetos e iniciativas para impulsionar o ecossistema cervejeiro, será encerrada nesta sexta-feira (18). Serão selecionados até cinco projetos em duas categorias de valor: até R$ 25 mil e até R$ 50 mil. A votação está ocorrendo exclusivamente pelo site do Prosas. Os projetos estão divididos em dois eixos temáticos: crescimento compartilhado e capacitação, com foco na aceleração e crescimento do ecossistema cervejeiro, e disseminação da cultura cervejeira, voltado para festivais, palestras, encontros e outros projetos que promovam o reconhecimento da cultura cervejeira.

Bora Zé
O programa de inclusão produtiva Bora Zé, criado pela parceria entre a Ambev e o Zé Delivery, está no último dia de inscrição. Com a meta de beneficiar até 120 mil pessoas mensalmente, incluindo entregadores e seus familiares, o programa visa oferecer capacitação, conexões e oportunidades de emprego dentro do ecossistema da Ambev. Em colaboração com a Generation Brazil, uma ONG global de educação para o trabalho, e as empresas Analytica Ensino e Eduk, especializadas em educação formal e cursos online, o Bora Zé planeja disponibilizar cerca de 720 vagas formais por ano nas trilhas de carreira em vendas e logística, abrindo caminhos para a mobilidade social dos entregadores.

Programa Além
A Ambev abriu as inscrições para o “Além”, um programa de cocriação de novos negócios em parceria com startups. Neste ano, a iniciativa visa conectar startups com as diversas áreas de negócios da companhia, possibilitando a criação conjunta de soluções (negócios, produtos e serviços) para dez desafios específicos enfrentados pela Ambev em diferentes áreas. Startups de todas as verticais que estejam em fase de tração ou escala e possuam soluções validadas no mercado podem participar. Os interessados podem se inscrever até a próxima sexta-feira (25).

Novo circuito do Ambev Tech
Com o intuito de consolidar a agenda de meetups de tecnologia, a Ambev Tech lançou o segundo circuito de Meetups Tech&Cheers. A edição “Data Connect” do Meetup Tech&Cheers acontecerá no escritório da Ambev em São Paulo no dia 30 de agosto, com o apoio do Data Hackers, a maior comunidade de Data Science do Brasil. Já a edição “Mulher.ADA” do Meetup Tech&Cheers ocorrerá em Blumenau (SC) no dia 31 de agosto, em colaboração com a Afroya, um hub afrofuturista de projetos voltados para o desenvolvimento e integração de diversos talentos no ecossistema de tecnologia e inovação. Ambos os eventos são gratuitos, mas as inscrições são limitadas.

Grupo Petrópolis e a circularidade do vidro
Durante a 35ª edição do Congresso Nacional da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), o Grupo Petrópolis apresentou uma palestra sobre sustentabilidade e inovação, abordando o lançamento da 1ª Chamada Nacional de Inovação e Sustentabilidade para Circularidade do Vidro. Essa chamada foi realizada em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) em setembro de 2022. Atualmente, as embalagens de vidro do Grupo Petrópolis contêm 60% de conteúdo reciclado, e a empresa busca aumentar ainda mais esse número.

Petra Rooftop
O Grupo Petrópolis, em parceria com a InHaus, inaugurou recentemente o Petra Rooftop, em São Paulo, no bairro Vila Madalena. Com uma infraestrutura moderna e espaçosa, o rooftop de cerca de 500 metros quadrados, todo em vidro e com teto retrátil, servirá como espaço privativo para lançamentos de novos projetos, coletivas de imprensa, encontros com empresários e parceiros do mercado.

Teatro com Amstel
A Amstel mergulhou no universo do teatro imersivo e sensorial com o espetáculo “Autorretrato”. Dirigido por Felipe Hirsch, o espetáculo ocorre desde o dia 10 e seguirá até 27 de agosto. A experiência se desenvolve em três andares do edifício histórico Central 1926, localizado no centro de São Paulo. Os ingressos gratuitos estão disponíveis no site oficial, permitindo que os visitantes escolham entre quatro sessões por semana: quintas e sextas às 20h, sábados e domingos às 18h e 20h.

Protect Paradise da Green Mining com a Corona
A ação Protect Paradise, realizada em parceria entre a Green Mining e a Corona, recolheu mais de 7 mil tampinhas plásticas nas praias do litoral de São Paulo, com o objetivo de preservar os paraísos naturais. A iniciativa aconteceu durante o maior evento de vela da América Latina, em Ilhabela, e transformou os resíduos plásticos em 120 abridores, 250 chaveiros, 80 mosquetões e 40 porta-copos. Desde o seu lançamento em 2021, o Protect Paradise já recolheu e reciclou dezenas de toneladas de materiais descartados em diversos locais paradisíacos.

Hotel 5 bilhões de estrelas da Patagonia
Na mais recente edição do Hotel 5 Bilhões de Estrelas da Cerveza Patagonia, os aventureiros são desafiados a encontrar um refúgio nas montanhas e trocar o luxo de um hotel tradicional pela simplicidade e beleza da paisagem natural. Neste ano, a cervejaria escondeu suas recepções em locais secretos, desafiando o público a encontrá-las em meio à natureza para garantir sua reserva. Desde o dia 7, a marca tem divulgado dicas sobre a localização das recepções em suas redes sociais. As recepções aconteceram no Rio Grande do Sul (12/08) e Santa Catarina (13/08), e ainda estão programadas para Paraná (sábado, 19) e São Paulo (domingo, 20). O primeiro explorador a encontrar a recepção em cada estado ganha uma estadia.

Stella distribui cerveja
Pelo sexto ano consecutivo, a Stella Artois marca presença no Rio Gastronomia, um dos maiores eventos gastronômicos do país, que acontece no Jockey Club Brasileiro, na Gávea, desde o dia 10 e vai até domingo (20). Como parte da experiência, a marca está distribuindo gratuitamente long necks de 330ml da Stella Pure Gold durante as duas primeiras horas do evento e nos primeiros trinta minutos dos shows programados.

Eisenbahn no MasterChef
A Eisenbahn teve um papel importante no episódio do MasterChef Brasil 10 exibido pela Band na última terça-feira (15). A prova, que trouxe o tempo como protagonista, desafiou os cozinheiros amadores a cozinhar no ritmo adequado, respeitando as etapas essenciais e destacando o toque artesanal. Essa abordagem está em linha com o “Modo Eisen” da marca, que promove a ideia de viver no ritmo certo, sem acelerar demais. A prova não tinha um tempo determinado pelos jurados, incentivando os participantes a focarem na execução correta do prato.

Projeto de combate à violência contra mulheres ganha aliado nos bares

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A violência contra as mulheres permanece sendo um problema cruel e grave em nossa sociedade, apesar dos avanços e medidas adotadas para combatê-la, provenientes de várias fontes. Uma delas, o Projeto Justiceiras, iniciativa conhecida por seu apoio à luta contra a violência de gênero, agora se une ao setor de bares e restaurantes à medida que legislações sobre essa temática começam a ser implementadas.

O Projeto Justiceiras associou-se ao recém-inaugurado bar Quintal Patroas, no bairro Pinheiros, em São Paulo, que introduziu um sistema inteligente no qual cada comanda individual possui um QR code exclusivo, que direciona as mulheres para um formulário da iniciativa de defesa delas.

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Essa abordagem, nesse caso centrada em um bar, já havia sido estabelecida em outras parcerias pelo Projeto Justiceiras, incluindo a indústria do leite, empresas de transporte coletivo e de aplicativos de transporte. Além disso, as vítimas podem buscar ajuda ou fazer denúncias anônimas pelo site justiceiras.org.br ou pelo número de WhatsApp (11) 99639-1212.

Essa iniciativa e a colaboração com o Quintal Patroas sublinham a importância de criação de ambientes seguros e conscientização a sociedade sobre a violência contra a mulher, servindo como um catalisador para a mudança cultural e social necessária rumo a um futuro sem esse tipo de ocorrência.

O Projeto Justiceiras foi fundado em 2020, durante a pandemia da Covid-19, com o propósito de combater e prevenir a violência de gênero. Atualmente, conta com mais de 15 mil voluntárias e já atendeu mais de 14,3 mil vítimas no Brasil e em 27 países. A iniciativa foi idealizada por Gabriela Manssur, uma advogada especializada em direitos das mulheres e promotora de justiça.

“As mulheres não são objeto, tampouco propriedade de ninguém. E essa é a ideia que devemos ecoar para os nossos pares. A violência se inicia com as microviolências, controle, ciúme excessivo, xingamentos e etc. Uma sociedade educada, consciente e ativa é o que precisamos para vermos a materialização das mudanças para que lutamos todos os dias”, afirma Clicie Carvalho, gestora do Projeto Justiceiras.

O Quintal Patroas, situado no bairro Pinheiros, é o mais recente parceiro do Projeto Justiceiras e se autodenomina “a primeira casa segura e livre de assédio para mulheres em São Paulo”. Pedro Casarin, o empresário por trás do estabelecimento, destaca que suas ações vão além da colaboração com o Projeto Justiceiras, já que o espaço aderiu aos protocolos do “Não Se Cale” e ao selo “Estabelecimento Amigo da Mulher”, concedido pelo governo estadual.

“A ideia era ter uma casa que fosse exemplo e referência para combater o assédio criando um protocolo, um treinamento, uma forma de comunicação e também experiências onde a gente possa fazer ações para e juntar fundos para destinar a certas instituições de institutos”, explica.

A ação conjunta entre o Projeto Justiceiras e o Quintal Patroas está alinhada às leis 17.621/2023 e 17.635/2023, regulamentadas pelo governo estadual, que abrangem medidas de acolhimento, proteção e segurança das mulheres em bares, restaurantes e estabelecimentos gastronômicos e de lazer. Recentemente, foi lançada uma ampla campanha institucional, além de um protocolo para padronizar as ações nesses locais.

Clicie enfatiza que as leis desempenham um papel crucial em conscientizar a população sobre o problema do assédio. “O caso de estupro envolvendo o jogador Daniel Alves ressaltou a importância de um protocolo para preservar evidências e proporcionar suporte à vítima. As leis estaduais 17.621/2023 e 17.635/2023 foram inspiradas no protocolo ‘No Callem’, implementado pelo governo de Barcelona em 2018 para combater agressões sexuais e violência machista em locais de lazer, como discotecas e bares”, diz.

Estatísticas reforçam importância de ação
De acordo com a última edição do Fórum de Segurança Pública, a violência sexual contra mulheres aumentou novamente em 2022 no Brasil. Os casos de assédio sexual aumentaram 49,7%, totalizando 6.114, e a importunação sexual aumentou 37%, totalizando 27.530 casos.

Isso ressalta a importância crucial das leis, particularmente da regulamentação detalhada, que inclui procedimentos passo a passo, desde o acolhimento da vítima até o encaminhamento às autoridades competentes, como avalia a gestora do Projeto Justiceiras.

“Vamos propagar a consciência da importância da aplicação desta lei no desenvolvimento de bons resultados na prevenção e combate aos crimes sexuais. A prioridade é estarmos vigilantes sempre, as mulheres precisam se sentir seguras em todos os ambientes”, pontua.

A campanha do governo de São Paulo abrange a divulgação do protocolo “Não Se Cale”, do selo “Estabelecimento Amigo da Mulher” e de informações sobre como buscar ajuda e apoiar vítimas de abuso. Esses materiais serão veiculados em várias mídias, incluindo TV, redes sociais, rádio e mobiliário urbano.

O protocolo “Não Se Cale” inclui um gesto simples e discreto que pode ser utilizado para pedir ajuda em situações de perigo. Este sinal é reconhecido em mais de 40 países e foi criado pela Canadian Women’s Foundation, uma ONG canadense voltada à proteção das mulheres.

Ligada ao universo do rock, Leuven cria cerveja para festival no interior paulista

Originário dos Estados Unidos, o rock atravessou décadas e países influenciando gerações de pessoas, tendo, no Brasil, forte associação com o universo das cervejas artesanais. E essa relação ganhará destaque no último fim de semana de agosto, quando a Leuven não apenas será uma das patrocinadoras do Santa Bárbara Rock Fest, mas também oferecerá uma cerveja criada especialmente para o festival.

A Leuven, uma marca integrante da Companhia Brasileira de Cervejas Artesanais (CBCA), lançou em edição limitada a Leuven Rock Fest, uma American Lager com design inspirado no estilo, apresentando a arte elaborada por Renan Silva, conhecido como Vida Torta, um artista da cidade de Santa Bárbara d’Oeste (SP).

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A novidade possui 10 IBUs de amargor e 4,2% de teor alcoólico. “Essa cerveja é perfeita para aproveitar ao máximo os três dias repletos de rock and roll”, afirma Karin Barreira, a gerente de marketing da CBCA.

Embora seja a primeira vez que a Leuven produz uma cerveja voltada especificamente para um festival de rock, a marca possui uma forte ligação com esse estilo. Na Taberna Leuven na cidade de Piracicaba (SP), a marca realiza regularmente as Leuven Rock Sessions, apresentando covers e bandas de rock clássico.

“Pessoalmente, somos entusiastas de diversas bandas, desde as clássicas até as independentes, e apoiamos bandas locais, participando de eventos de música independente, entre outros. Transitamos por esses meios, frequentamos shows, e assim por diante. O rock nos atrai, nos motiva e está intrinsecamente ligado ao nosso universo empreendedor e independente, até certo ponto rebelde”, diz Karin.

O Santa Barbara Rock Fest se autodenomina como o principal festival de rock independente do interior paulista, reunindo tanto bandas renomadas quanto iniciantes. O evento ocorre “ao lado” da sede da Leuven, pois Santa Bárbara D’Oeste está a menos de 30 quilômetros de Piracicaba, o que tornou o apoio da marca uma decisão natural.

“Já fomos patrocinadores e cerveja oficial em diversos eventos de rock em nossa região. Acredito que essa atração ocorra devido à nossa paixão compartilhada pela música, o que resulta em uma conexão genuína quando participamos desses eventos”, destaca Karin.

Com entrada gratuita, o Santa Bárbara Rock Fest acontecerá nos dias 25, 26 e 27 de agosto, no Complexo da Usina Santa Bárbara, apresentando atrações de destaque como CPM 22, Detonautas e Os Paralamas do Sucesso. A expectativa é atrair 90 mil pessoas ao longo dos três dias de festival.

Entrevista: “Viajando de bicicleta, a cerveja era sempre o prêmio final”

Pedalar 5.324 quilômetros em busca de aventuras e saborosas cervejas artesanais, mas guardando o primeiro gole para o término de cada dia na bicicleta. Assim se desenrolou a jornada de seis meses e meio de Edson Carvalho, conhecido como o Viajante Cervejeiro, enquanto percorria a rota de Florianópolis até Ushuaia, na Argentina.

Agora, essa trajetória está prestes a ganhar vida em um novo capítulo: o livro “Sem Pressa para o Fim do Mundo”. Com o sucesso de sua campanha de financiamento coletivo, o Viajante Cervejeiro compartilhará suas experiências e descobertas, como explica em entrevista ao Guia Talks.

No livro, ele narrará suas passagens por Uruguai, Argentina e Chile, até finalmente chegar a Ushuaia. E durante essa trajetória, o Viajante Cervejeiro teve a oportunidade de explorar uma rica diversidade de cervejarias, mergulhando na cultura de cada nação e região pela qual pedalou.

Além disso, na entrevista, ele aborda a construção de sua rotina, centrada na busca por novas localidades e experiências, recompensada com uma cerveja ao final de cada dia.

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Confira os principais trechos da entrevista com Edson Carvalho, o Viajante Cervejeiro:

Como foi realizar a viagem de bicicleta de Florianópolis até Ushuaia?
A experiência foi extremamente gratificante. Inicialmente planejei essa jornada para 2020, mas, devido à pandemia, tive que adiar. Em 4 de julho de 2022, parti de Florianópolis, então estou longe de casa há mais de um ano, embora a viagem tenha durado seis meses e meio. Quando iniciei, não estava completamente preparado fisicamente, o que resultou em uma tendinite no meio do percurso e me fez interromper a jornada por três meses, quando estava em Porto Alegre. Após a recuperação, retomei a rota, atravessando o Uruguai, indo de Colônia de Sacramento a Buenos Aires de barco, adentrando a Argentina e descendo pela Ruta 40. Em um ponto específico, alcancei El Bolsón, uma região voltada à produção de lúpulo e cerveja. Posteriormente, fui ao Chile para explorar uma parte da Carretera Austral, retornando finalmente o trajeto até Ushuaia. No total, foram seis meses e meio pedalando, concluindo a jornada em 14 de abril.

Você optou por escrever um livro sobre a sua viagem. Quais serão os conteúdos abordados nesse livro?
Durante a jornada, mantive um diário de viagem para registrar minhas experiências e também anotei detalhes sobre todas as cervejas que experimentei ao longo do caminho. O foco do livro não é apenas realizar um relato da minha vivência, mas também documentar as cervejas que degustei em diferentes locais, incluindo bares e cervejarias. Minha intenção é narrar essas histórias em formato de crônicas, incorporando a cerveja como um elemento central. Alguns exemplos incluem os estilos de cerveja introduzidos no BJCP na Argentina, como a Dorada Pampeana e a IPA Argenta, além de explorar a cena cervejeira e as peculiaridades de cada local. No final do livro, vou oferecer um guia com informações sobre os lugares visitados e as cervejarias que conheci, destinado a quem desejar viajar pela Argentina ou fazer a mesma viagem que eu. Essa é a essência do livro.

Como era sua rotina durante a viagem? Pode nos descrever um dia típico do Viajante Cervejeiro?
É uma rotina dentro de uma vida sem rotina. E é necessária. Viajar de bicicleta exige atenção constante ao mapa e análise das condições, como altimetria, clima e mesmo o vento, pois a velocidade pode até te impedir de pedalar. Geralmente, na noite anterior ou pela manhã, eu estudava aplicativos de mapas, verificava a altimetria, condições climáticas e direção do vento. Além disso, utilizava um aplicativo colaborativo para encontrar locais adequados para acampar ou dormir.

Eu procurava acordar cedo para aproveitar ao máximo as horas de luz do dia. No início, estava preocupado em encontrar locais para dormir, mas ao longo da jornada, percebi que, com uma barraca, poderia acampar em qualquer lugar. Também buscava um lugar com algum rio próximo para poder pegar água, para beber, e tomar banho.

Ao chegar a um destino, procurava cervejarias e bares locais, contava minha história e era bem recebido, tendo permissão para montar minha barraca no local ou até mesmo sendo convidado para a casa de alguém. Uma peculiaridade na Argentina e no Uruguai era o hábito de eles saírem muito tarde à noite. Isso causou algumas situações engraçadas, pois eu era convidado a dormir dentro de um bar, mas ele só fechava às 4 da manhã.

Geralmente, meu dia começava com um café da manhã reforçado. E se eu sabia que não iria chegar em um bar ou uma cidade, levava uma lata de cerveja. Eu gostava muito de tomar uma cerveja como uma forma de comemoração por ter vencido aquele dia. Na questão do viajante cervejeiro, ainda mais sendo de bicicleta, a cerveja sempre estava no final do dia. E, se fosse uma cerveja artesanal, melhor ainda.

Você tinha uma rota pré-definida ou estava mais aberto a improvisos?
Minha abordagem foi mais voltada ao “deixar acontecer”. Houve uma vez em que encontrei dois ciclistas estrangeiros, um francês e um coreano, em um posto de gasolina. Eu não ficaria naquela localidade, mas, após um dia cansativo, descobri uma cervejaria a cerca de cinco quilômetros de distância. Eu, na hora, entrei em contato com eles pelo Instagram e acabei indo até lá. Não estava planejado e foi incrível. Então, comecei a não planejar tanto, porque se planejava, as pessoas perguntavam quando eu ia chegar. E eu tinha que ir e acabava perdendo essas oportunidades. Eu deixava a coisa mais livre. Chegava, me apresentava, e geralmente me recebiam e dava tudo certo.

Em sua visão, quais são as diferenças da cultura cervejeira brasileira com a dos países que você visitou na viagem?
Na Argentina, se toma muita Honey Beer, cerveja com mel, praticamente todas as cervejarias fazem. É algo que a gente quase não tem no Brasil, só me lembro da Colorado fazendo. Eu até fui dar uma olhada, a Argentina é uma grande produtora de mel, o que de certa forma justifica. No Uruguai e na Argentina, têm muita a cultura da cerveja ruiva, preta e clara. E eles têm uma dificuldade de mudar na cabeça do consumidor médio que a ruiva pode ser de vários estilos. Algumas regiões também têm questões sobre o insumo. A Argentina é uma grande produtora de lúpulo. Na Patagônia, eles têm muito orgulho da matéria-prima deles. Em Ushuaia, a maioria das cervejarias usam malte e lúpulo locais. Tem muito uso de fruta e madeiras locais, valorizando os seus produtos, assim como fazem muito marketing das cervejas com água da Patagônia, que para eles é um sinônimo de água pura. No mais, acho que eles bebem da mesma fonte que a gente, de olhar muito para a escola norte-americana, com a IPA, que é quase sinônimo de cerveja artesanal, assim como no Brasil.

E quanto à adesão dos argentinos aos seus novos estilos de cerveja?
O consumidor que não está tão familiarizado com o mercado de cerveja artesanal pode não saber o que é a Dorada Pampeana. Ele vai pedir uma ruiva sem perceber que é uma Dorada Pampeana. No entanto, dentro do público que consome cerveja artesanal, acredito que essa compreensão esteja mais disseminada. Recentemente, houve uma campanha interessante. No dia 9 de junho, várias cervejarias independentes da Argentina se uniram para uma iniciativa em que brassaram uma IPA Argenta. Um mês depois, no dia 9 de julho, foram lançadas várias cervejas em bares por todo o país. Eles estão trabalhando ativamente nesse sentido, tentando disseminar a cultura cervejeira.

E a Argentina tem muitos pequenos cervejeiros?
Algo que notei como diferença aqui, embora eu não tenha os números exatos, é que parece muito mais fácil abrir uma cervejaria na Argentina. Durante minhas visitas, encontrei diversas cervejarias legalizadas que operam em garagens e até em residências. Aqui, até uma pequena área sob um prédio, parecendo um pequeno depósito, pode ser a base para uma cervejaria. Essa facilidade ocorre devido aos diferentes registros disponíveis. Um indivíduo pode obter a liberação para operar em nível provincial, o que significa que pode vender sua cerveja apenas dentro dessa província específica. Eles têm requisitos mais flexíveis. Passei por cidades pequenas e perguntei como alguém conseguiu aprovar uma cervejaria ali. A resposta foi que o pessoal ajuda a regularizar essas atividades. No entanto, se alguém quiser começar a vender em âmbito nacional, aí os requisitos ficam um pouco mais rigorosos, envolvendo questões fiscais, por exemplo. Mesmo assim, é possível que alguém fabrique e venda cerveja legalizada em sua própria residência, com foco na cidade em que reside.

Qual foi a melhor experiência da viagem?
A Carretera Austral, no Chile, é uma rota muito famosa entre ciclistas. Ela tem cerca de 1.250 quilômetros e termina no sul. É uma estrada muito dura, porque a Cordilheira dos Andes é muito alta, com estrada de chão. E eu fiz 900 quilômetros da Carretera Austral, algo que não estava nos meus planos iniciais, tinha até medo pelas dificuldades que me relatavam. A duras penas, cheguei até o final. No dia que cheguei, não tinha bar cervejeiro na localidade. A cervejaria era em uma vila bem pequenininha. Comprei uma cerveja chilena artesanal de uma cidade chamada Coyhaique. Foi como se eu tivesse finalizado a viagem, porque foi tão difícil esse trecho. Então eu me lembro dessa cerveja, que eu tomei com muito prazer. E tive vários momentos assim.

Venda de artesanais cai nos EUA em meio a aumento de cervejarias no 1º semestre

Após anos de expansão, o setor da cerveja artesanal está vivenciando uma nova fase nos Estados Unidos. Embora continue a registrar a abertura de novos estabelecimentos e negócios, o consumo está em declínio, embora não de maneira acentuada, como indicado pelo novo levantamento realizado pela Brewers Association (BA), que representa as cervejarias independentes e artesanais do país.

A pesquisa de meio de ano da BA apontou uma queda de 2% no mercado da cerveja artesanal em comparação com o mesmo período de 2022 nos Estados Unidos. Dividido por canais de distribuição, o levantamento, realizado pela Circana Scan, mostra uma retração de 3% no volume de cervejas envasadas. No entanto, esse dado representa uma recuperação, considerando que o recuo no primeiro trimestre foi de 9%.

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A BA avalia que “distribuidores e varejistas têm reduzido seu foco em cervejas artesanais, buscando crescimento em outras áreas, mas há sinais de que as piores reduções podem estar no passado”.

O relatório também indica um ritmo de vendas mais saudável nas cervejarias, o que beneficia negócios com foco na hospitalidade. No entanto, outros estudos reportam que a queda nas vendas de barris, que teve início na pandemia, ainda não foi interrompida.

O levantamento da BA destaca que custos em alta, taxas elevadas para empréstimos e interrupções na cadeia de suprimentos são temas considerados cruciais para o setor. Porém, o maior desafio reside na concorrência de outras bebidas alcoólicas, como RTDs (Ready-to-Drink) e hard seltzers, o que se soma à perda de poder de compra do consumidor.

A BA também relata um aumento no número de cervejarias artesanais, que saltou de 9.119 em junho de 2022 para 9.336 no mesmo mês de 2023. Além disso, o número total de cervejarias subiu de 9.242 para 9.456. Esse dado pode indicar um aumento na concorrência em um mercado estagnado, mas a associação enxerga aspectos positivos.

“Em um mercado que está amadurecendo, o crescimento explosivo dos anos anteriores diminuiu, mas as aberturas continuam ligeiramente superando os fechamentos, e as cervejarias estão encontrando sucesso em nichos específicos”, comenta a BA.

A associação avalia que os resultados da pesquisa estão alinhados com seu relatório anual. Em 2022, de acordo com o documento, a participação das artesanais e independentes variou de 13,1% para 13,2% no mercado cervejeiro dos Estados Unidos, mesmo com a queda no volume produzido, de 29,6 milhões de hectolitros para 29 milhões de hectolitros.

Além disso, a associação acredita que o cenário deve melhorar para as cervejas artesanais dos Estados Unidos na segunda metade de 2023, embora ainda seja necessário encontrar novas oportunidades para conquistar o consumidor.

“O otimismo está no horizonte, já que a pesquisa de meio de ano mostra esperança por tendências melhores no futuro”, reflete Bart Watson, economista-chefe da BA. “Em conjunto, a cerveja artesanal precisa de novas ideias e estratégias para ir além de nossa situação atual, caracterizada por um crescimento lento. A demanda por cerveja artesanal não vai mudar, e existem muitas oportunidades de crescimento em novos canais, ocasiões e clientes”, conclui.