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Ambev busca se equilibrar entre redução dos custos e desaceleração do consumo

Na busca por otimizar vantagens e minimizar efeitos negativos, a Ambev, com a divulgação do seu resultado financeiro do segundo trimestre de 2023 e a apresentação de resultados para analistas, buscou potencializar a redução da pressão sobre os custos de produção e o crescimento de suas marcas premium em contraposição ao cenário de desaceleração do ritmo de consumo.

Entretanto, no mercado financeiro, os recados mais desafiadores tiveram um impacto inicial significativo. Após a divulgação do balanço, na quinta-feira (3), a ação da Ambev desvalorizou 2,79% em um único dia na B3, a bolsa de valores do Brasil, caindo de R$ 15,05 para R$ 14,63, e só recuperando parte do seu valor na sexta-feira (4), encerrando a semana com preço de R$ 14,71.

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O balanço indicou queda de 15,2% no lucro líquido, para R$ 2,958 bilhões, e de 2,2% no volume, para 41,302 milhões de hectolitros, em comparação com o segundo trimestre de 2022, embora tenha havido um aumento na receita, que alcançou R$ 18,898 bilhões no período de abril a junho.

A empresa também teve uma redução de 2,5% no volume de cerveja comercializado no Brasil, mas garante que isso não representou uma perda de participação de mercado. “O que vimos no segundo trimestre foi um impacto no mercado como um todo, A indústria caiu no geral, não fomos só nós”, diz o CFO da Ambev, Lucas Lira.

Analistas de mercado ressaltam que o ritmo de crescimento das vendas das marcas premium da Ambev superou o do Grupo Heineken, seu principal concorrente no país. “A Ambev cresceu aproximadamente 35% no mercado de cerveja premium no país, superando o crescimento de um dígito da Heineken no trimestre”, afirmam os analistas Leandro Fontanesi e Pedro Fontana, do Bradesco BBI.

Para o CEO da Ambev, Jean Jereissati, a indústria tem sido afetada pela diminuição da “euforia” do consumidor, ainda mais que o resultado tem como base para comparação o segundo trimestre de 2022, período próximo do encerramento das restrições impostas durante a pandemia. “Em abril e maio de 2022, vimos um momento de maior euforia. Em junho, porém, voltamos a estar acima dos números de 2022”, comenta.

Na apresentação aos analistas, a Ambev indicou que fatores como a renda disponível dos consumidores e sua disposição para pagar mais serão determinantes para a definição de eventuais reajustes de preços ao longo dos próximos meses.

“Seguiremos flexíveis em relação à renda disponível dos consumidores e acompanhando a disposição de pagarem mais”, diz Jereissati. “As alavancas da indústria estão saudáveis. Vejo racionalidade na competição”, acrescenta.

Entre os aspectos considerados positivos, a Ambev destacou a redução dos custos de produção de cerveja, o que levou a empresa a revisar suas projeções para 2023. Antes, previa-se uma alta dos custos entre 6% e 9,9%, mas agora a expectativa é que varie de 2,5% a 5,5% neste ano.

“Os custos esse ano vêm crescendo menos, o que é ótimo. Sofremos muito da pandemia para cá. Esse ano, temos o real se apreciando e o alumínio caindo de preço. Assim, nossa performance do lado do custo tem melhorado e atualizamos nosso guidance”, comentou Lucas Lira.

A equipe de analistas do Itaú BBA destaca que a redução da pressão dos custos acabou sendo antecipada. “Era amplamente esperado que os custos desacelerassem em 2024. Com o guidance, vemos uma antecipação dessa deflação para o final de 2023″, afirmam Gustavo Troyano e Bruno Tomazetto. “A perspectiva favorável para os custos é uma mudança bem-vinda”, dizem Leonardo Alencar e Pedro Fonseca, analistas da XP Investimentos.

A menor inflação sobre os custos de produção, vista como boa notícia após alguns trimestres de pressão, pode permitir para a Ambev a recuperação das margens, que foram reduzidas em outros trimestres.

“Custos com vento favorável são uma mudança de ritmo bem-vinda, com inflação mais baixa no Brasil e preços mais baixos de cevada e energia, além do alumínio, indicando que a margem deve continuar a se expandir à frente”, completa a equipe de analistas da XP. “Estamos de lado até entender melhor a tendência de expansão de margens da companhia”, pondera a equipe de análise do Itaú BBA.

Big Jack é melhor cervejaria da South Beer Cup; veja brasileiras que foram ouro

A grande campeã da South Beer Cup em 2023 é brasileira: a Big Jack, marca da cidade catarinense de Orleans, foi eleita a melhor cervejaria da competição, cuja premiação ocorreu na noite de sábado em Montevidéu, capital do Uruguai.

Para garantir a condição de melhor cervejaria da South Beer Cup, a Big Jack conquistou cinco medalhas: duas de ouro, para Lua de Mel com os Parças e Cabula 2; uma de prata, para a Belgian Tetra Hop; e duas de bronze, para Altbier e A Lenda do Tatu Gigante.

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A Big Jack já havia se destacado no Concurso Brasileiro de Cervejas deste ano, realizado em Blumenau (SC), onde foi considerada a terceira melhor marca da competição e a principal de Santa Catarina. Agora, brilhou na edição de 2023 da South Beer Cup, subindo ao pódio ao lado das argentinas Cheverry, em segundo lugar, e Priston, em terceiro.

A South Beer Cup é conhecida como “Libertadores das Cervejas“, pois reúne apenas cervejas premiadas em outras competições. Em 2023, realizou sua 11ª edição, sendo a primeira vez fora do Brasil e da Argentina.

Além da Big Jack, outras marcas brasileiras também se destacaram na South Beer Cup, conquistando nove medalhas de ouro. A Walfänger, de Ribeirão Preto (SP), também recebeu dois ouros, com a Helles e a Doppelbock.

A La Birra Cervejaria, de Caxias do Sul (RS), ganhou ouro com a Black IPA. A Kairós, de Florianópolis, faturou seu ouro com a Naufragados. A Flanders Red Ale, da Mina Beer, de Ametista do Sul (RS), também foi premiada com ouro. A Wolfes Bier, de Sertãozinho (SP), arrematou a medalha principal com sua Vienna Lager.

A Faroeste, de Itajaí (SC), ganhou ouro com a Jane M. F. Catharina Sour Maracujá e Hibisco. A Dona Lupulina, de Goiânia, recebeu a honraria pela Amber Weiss. E a Três Torres, de João Neiva (ES), arrematou seu ouro com a Hop Red.

Confira, nas imagens, todas as medalhistas da South Beer Cup em 2023:

Pinguim-de-Magalhães ganha cerveja na luta pela preservação

A biodiversidade serviu novamente de inspiração para a criação de uma cerveja pela Cia de Brassagem Brasil, em parceria com o Aquário de Ubatuba (SP). Desta vez, o rótulo é chamado de “Pinguim-de-Magalhães”, lançado para celebrar o sexto aniversário da cervejaria.

A “Pinguim-de-Magalhães” é uma Witbier com 5,1% de graduação alcoólica e 11 IBUs de amargor. Essa cerveja traz notas condimentadas e cítricas provenientes da semente de coentro e da casca da laranja-Bahia. “Ousamos e adicionamos uma camada de sabor à nossa Witbier utilizando polpa de pitanga”, explica Danielle Mingatos, mestre-cervejeira da Cia de Brassagem Brasil.

A “Pinguim-de-Magalhães” é uma Witbier com 5,1% de graduação alcoólica e 11 IBUs de amargor. Essa cerveja traz notas condimentadas e cítricas provenientes da semente de coentro e da casca da laranja-Bahia. “Ousamos e adicionamos uma camada de sabor à nossa Witbier utilizando polpa de pitanga”, explica Danielle Mingatos, mestre-cervejeira da Cia de Brassagem Brasil.

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Desde sua criação em 2017, a Cia de Brassagem é conhecida por realizar parcerias em seus rótulos que visam dar visibilidade à luta pela conservação dos animais da fauna. Agora, a novidade destaca a importância dos pinguins, que enfrentam dificuldades devido à redução de alimentos nos mares causada por ações como pesca predatória, poluição marinha e mudanças climáticas.

O pinguim-de-magalhães (Spheniscus magellanicus) é uma espécie que se reproduz na costa da Argentina, do Chile e das Ilhas Malvinas, sendo conhecido por realizar migrações mais longas, chegando até a margem da plataforma continental do norte da Argentina, ao Uruguai e ao Brasil.

Como é costumeiro em suas parcerias, parte das vendas da cerveja Pinguim-de-Magalhães será destinada ao Aquário de Ubatuba, um empreendimento privado com a missão de contribuir para a educação e a preservação ambiental, buscando sensibilizar os visitantes sobre o valor do patrimônio marinho.

Os pinguins-de-magalhães que vivem no Aquário de Ubatuba também são os protagonistas do filme “The Penguin & The Fisherman” (O Pinguim e o Pescador, em uma tradução livre). A história é baseada em fatos e narra a relação de Din Din, um pinguim-de-magalhães salvo por Seu João, um pescador de Ilha Grande. O filme, dirigido por David Schurmann, tem previsão de estreia para 2024.

Seis anos de trajetória
Em maio, a Cia de Brassagem comemorou seu 6º ano de fundação, período em que enfrentou desafios, como a pandemia e a crise econômica, mas também comemorou conquistas e marcou seu nome no segmento de cervejas artesanais.

“Dentro dos primeiros 90 dias de atuação no mercado, recebemos o prêmio Brasil Brau de Negócios Cervejeiros, o que nos encheu de gratificação. O prêmio chancelou nossa proposta na categoria Responsabilidade Social, validando nosso propósito”, lembra Danielle.

A marca buscou fomentar a experiência cervejeira, aproximando-se do público, com a criação de seu bar. “Em 2018, pouco depois de completarmos um ano, tivemos a experiência de nosso bar, que nos permitiu uma aproximação com os consumidores através de um serviço diferenciado, onde nos dedicamos a disseminar a cultura cervejeira, explicando as famílias, escolas e estilos”, diz.

Depois, durante a pandemia, foi necessário passar por uma fase de transição, com a pausa na produção e a revisão do portfólio. “Por sermos uma cervejaria cigana, interrompemos nossa produção e trabalhamos com o estoque até o momento em que o mercado começou a retomar as atividades, embora com muitas restrições. Praticamente recomeçamos, revisando nosso portfólio”, relata.

Mas a marca retomou a produção com novos projetos e lançamento de rótulos marcantes, tendo, em sua trajetória, parceria com organizações como a Fundação Projeto Tamar e o Instituto Pró-Carnívoros.

Entre as cervejas criadas, destacam-se “Tartaruga-de-Pente”, “Onça-Pintada”, “Mico-Leão-Dourado”, “Ariranha”, “Tamanduá-Bandeira” e a “Sentimentos de Brasilidade”, uma Catharina Sour com elementos brasileiros. “Temos um imenso orgulho dessa cerveja, que foi lançada no primeiro aniversário da cervejaria e chegou ao terceiro lote”, relembra a mestre-cervejeira.

Entre outras, a cervejaria também desenvolveu a “Canário-da-Terra”, uma releitura da caipirinha, e a “Dubbel Sour”, em parceria com a Los Compadres, tendo sido premiada no Concurso Brasileiro de Cervejas de 2020, em Blumenau.

80% das cervejarias têm até dez funcionários, revela pesquisa do Guia

80% das cervejarias têm até dez funcionários, revela pesquisa do Guia

A imensa maioria das cervejarias artesanais no Brasil conta com estruturas enxutas, com 80% delas tendo, no máximo, dez funcionários. E eles, em muitos casos, se dividem em várias tarefas. É o que revela a pesquisa “O Ano de 2022 para as Cervejarias“, realizada pelo Guia da Cerveja.

De acordo com o levantamento, acessível no link, 61% das cervejarias possuem menos de 5 funcionários em sua estrutura. Em 19% dos empreendimentos, há entre 6 e 10 colaboradores, enquanto o percentual é de 12% para aqueles com 11 a 20 trabalhadores.

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A presença de equipes maiores é, assim, uma grande exceção dentro do segmento cervejeiro. Apenas 8% das cervejarias possuíam mais de 20 funcionários em 2022, conforme apontado pela pesquisa.

Esse cenário poderia ser pior, não fosse um aumento nas equipes das cervejarias ocorrido no ano anterior, já que 4 em cada 10 respondentes afirmam ter aumentado seus times em 2022. Outros 45% afirmam que não modificaram o número de colaboradores, enquanto 10% declaram que suas equipes ficaram menores. O resultado pode indicar que o impacto da crise econômica sobre as operações das empresas tem se diluído, reduzindo os cortes em suas estruturas.

O Ano de 2022 para as Cervejarias” também revela que os trabalhadores são, em sua maioria, contratados no regime CLT, o que corresponde a 64% das respostas. Há ainda 20% de profissionais com acordos no modelo de pessoa jurídica, com o restante se dividindo entre trabalhadores temporários (10%) ou mesmo operando sem nenhum contratado (6%).

Com equipes tão enxutas, é natural que alguns profissionais fiquem responsáveis por mais de uma área. O marketing, realizado “dentro de casa” por 50% das cervejarias, é um dos setores mais afetados, como demonstra a pesquisa.

O famoso assovia e chupa cana, atuando desde a produção, passando pela precificação, entrega, marketing e o relacionamento com o cliente

Maria Eduarda Victorino, embaixadora de cultura cervejeira na Estrella Galicia

Há predominância de sócios executando a função de marketing. Além disso, menos de 3 em cada 10 cervejarias que internalizam essa área contam com equipes unicamente dedicadas a essa atividade.


“Se as cervejarias dessem mais importância ao marketing enquanto ciência, saberiam que estão navegando no oceano vermelho, quando deveriam navegar no oceano azul”, aponta a jornalista e beer sommelière Fabiana Arreguy.

Dia Internacional da Cerveja: 7 opções para celebrar a data no Brasil

Para muitos, a sexta-feira é o dia ideal para consumir uma cerveja, pois marca o início dos finais de semana. Mas nos últimos anos a primeira sexta-feira do mês de agosto se tornou ainda mais especial, pois marca o Dia Internacional da Cerveja, celebrado por consumidores, fabricantes e bares.

A ideia de criar essa data partiu de Jesse Avshalomov e foi realizada em Santa Cruz, Califórnia, a partir de 2008. Inicialmente, a celebração ocorria em 5 de agosto, mas depois passou a ser fixada na primeira sexta-feira do mês. A escolha da data foi motivada pelo verão no Hemisfério Norte e pela distância de grandes festividades cervejeiras.

Embora o site oficial do Dia Internacional da Cerveja e suas redes sociais não sejam atualizados desde 2018, a data continua sendo celebrada. E seu criador sugere algumas maneiras de comemorá-la. Entre elas estão: apreciar uma boa cerveja com bons amigos, encontrar a celebração mais próxima, dar cervejas como presente, desfrutar de cervejas de outras culturas e agradecer ao cervejeiro e ao garçom.

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No Brasil, a data também foi incorporada ao calendário de marcas e estabelecimentos, que preparam diversas ações para festejar o Dia Internacional da Cerveja. Assim, a data se tornou uma excelente oportunidade para apreciar e conhecer novas cervejas, compartilhar momentos com amigos e celebrar a cultura cervejeira. Confira sete opções selecionadas pela reportagem do Guia:

Degustação no Santo Mercado
O Santo Mercado, localizado no bairro Santo Amaro, em São Paulo, promoverá uma celebração especial em parceria com o Grupo Heineken. O evento acontecerá nesta sexta-feira, das 12h às 18h, e contará com degustação de cervejas artesanais harmonizadas com petiscos, além de mini workshops com o Samuel Hoshino, beer sommelier do Grupo Heineken. O especialista apresentará a história da cerveja, seus diferentes tipos e dicas de harmonização. As vagas são limitadas a 20 pessoas por sessão, e o evento também oferecerá shows ao vivo do grupo Notícias Populares, tocando clássicos do samba. A entrada é gratuita, mas é necessária uma inscrição prévia no local.

Iniciativas no parque
Para celebrar o Dia Internacional da Cerveja, o Parque da Cerveja, em Campos do Jordão (SP), oferecerá ações especiais aos visitantes. Na data, a entrada no parque será de R$ 43 por pessoa, dando direito a um chope duplo no biergarten. O restaurante Alto da Brasa, localizado dentro do parque, também terá chope duplo e uma degustação especial de porções por R$ 74 por pessoa.

Promoções em Monte Verde
Diversos estabelecimentos em Monte Verde, distrito de Camanducaia (MG), estão oferecendo ações promocionais especiais para celebrar o Dia Internacional da Cerveja. O Boteco do Lago oferecerá um quarto chope grátis na compra de três, além de presentear os clientes que consumirem quatro garrafas da cerveja Paulaner com um copo da marca. O Villa Amarela Boteco e Restaurante venderá sua cerveja própria, a Villa Amarela, com 50% de desconto na segunda unidade. O Arsenal da Cerveja oferecerá chope Pilsen a R$ 5, além de outras opções de chope, incluindo o recém-criado Barbie Pilsen Rosa. O Malka Bar presenteará os clientes que comprarem três garrafas do estilo Weissbier da cerveja Paulaner com uma quarta unidade de brinde e ainda fará uma promoção de chope duplo de dois estilos diferentes de cerveja.

Tour na fábrica da Heineken
O Inside the Star, um tour pela cervejaria de Jacareí (SP) do Grupo Heineken, acontece até sábado (5) para celebrar o Dia Internacional da Cerveja. Durante a experiência, os visitantes poderão desfrutar de salas interativas, conhecer o processo produtivo da cerveja e participar de uma degustação harmonizada com diferentes marcas do grupo. A entrada custa R$ 35,00 (inteira) e R$ 17,50 (meia-entrada).

Festival em BH
Em Belo Horizonte, a celebração será neste sábado (5), com a realização do Festival Mineiro de Cerveja na Praça, marcado para a Praça Mendes Júnior. O evento contará com a participação de dez das principais cervejarias de Minas: Albanos, Kud, Lagoon, Artesamalt, Krug, Läut, Uaimii, Slod, Verace e 040. Além das cervejas, oferecerá música ao vivo, praça de alimentação completa e espaço kids, sendo pet friendly.

Promoção do KiaOra com a Dama
O bar KiaOra está com uma promoção especial na semana do Dia da Cerveja, até sábado (5). Na compra de três pints de cerveja das novidades do menu, o quarto sai de graça. As cervejas da promoção são produzidas pela Dama Bier, sendo elas a Wallaby Hop Lager, a Wallaby Young IPA e a Wallaby Stout. O bar, conhecido por suas apresentações ao vivo de bandas de pop e rock, está localizado no bairro Itaim Bibi, em São Paulo.

IPAs na Rio Tap Beer House
A Rio Tap Beer House vai celebrar o IPA Day e o Dia Internacional da Cerveja da próxima terça-feira (8) até 16 de agosto com diversas ações especiais. Durante toda a semana, a casa terá suas seis torneiras de chope exclusivamente dedicadas ao estilo IPA, com cervejas como Masterpiece Session IPA, Lagunitas American IPA, Oceanica Yellow Cloud NE APA, Hocus Pocus Hockney’s Dreamscape NEIPA, Hocus Pocus Retrofuturism West Coast IPA e Dead Dog Massacre Black IPA. Além disso, a promoção “Print Relâmpago” oferece descontos especiais aos clientes que tirarem print de stories com indicações de promoções na casa. Os clientes também poderão ganhar copos e chaveiros personalizados da marca ao adquirirem determinadas quantidades de chope.

Ambev registra queda no lucro e nos volumes no 2º trimestre de 2023

A Ambev apresentou queda no lucro líquido e nos volumes comercializados no segundo trimestre de 2023. De acordo com o resultado financeiro divulgado nesta quinta-feira (3), a companhia teve lucro líquido de R$ 2,598 bilhões no período, representando uma redução de 15,2% em comparação com o mesmo período de 2022.

“A queda no lucro ajustado do ano passado se deveu ao impacto positivo de créditos tributários extraordinários no Brasil, totalizando R$ 1,233,7 milhões. Excluindo esses créditos e seus efeitos, o lucro ajustado teria crescido 18,0%”, afirma a Ambev.

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Os volumes de bebidas comercializadas ficaram em 41,302 milhões de hectolitros no segundo trimestre, caindo 2,2% em relação ao período de abril a junho do ano passado. No Brasil, o ritmo de queda nas vendas de cerveja foi semelhante, totalizando 21,944 milhões de hectolitros, uma redução de 2,5%.

“A queda no volume no Brasil foi principalmente atribuída a uma indústria fraca e à base de comparação com o segundo trimestre de 2022”, declara a Ambev no relatório de resultados.

Após um crescimento de apenas 0,8% no primeiro trimestre, a venda de cerveja da Ambev na primeira metade de 2023 no Brasil agora apresenta um saldo negativo de 0,9%, totalizando 43,955 milhões de hectolitros.

O balanço da Ambev também informa que o Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado foi de R$ 5,275 bilhões, o que representa aumento de 34,2% em termos orgânicos, mas uma queda de 4,7% em termos reportados. Já a receita líquida no segundo trimestre de 2023 foi de R$ 18,898 bilhões, com crescimento de 20% em termos orgânicos e 5,1% em termos reportados.

Esse crescimento da receita, mesmo em um cenário de recuo nos volumes, está relacionado ao sucesso de marcas de maior valor agregado. No relatório, a Ambev afirma ter apresentado crescimento de cerca de 35% nos volumes vendidos no segundo trimestre nos segmentos premium e super premium.

“Através de investimentos consistentes em nossas marcas, continuamos a alcançar resultados significativos no segmento super premium e premium: a saúde das marcas foco melhorou sequencialmente e em relação ao ano passado, com o volume crescendo cerca de 35% (em torno de um terço), liderado por Original, Spaten, Corona e Stella Artois, que também registraram crescimento de participação de mercado em relação ao ano anterior e ao trimestre anterior, de acordo com nossas estimativas”, afirma a Ambev, que também cita um aumento de 180% no volume das marcas super premium e premium em relação ao primeiro semestre de 2019.

No segmento core plus, a Ambev ressalta em seu balanço o crescimento de aproximadamente 15% no volume de Budweiser como um destaque comercial do segundo trimestre de 2023.

Parte importante da estratégia comercial, o BEES (plataforma B2B da Ambev) e o Zé Delivery também apresentaram resultados positivos no segundo trimestre. A companhia cita que o volume bruto de mercadorias do BEES cresceu 64% em relação ao segundo trimestre de 2022, totalizando um montante anualizado de R$ 1,7 bilhão.

A Ambev revela, ainda, ter atingido 4,6 milhões de usuários ativos mensais no Zé Delivery ao fim do primeiro semestre. Além disso, o valor médio por pedido cresceu 14% no segundo trimestre.

AB InBev também registra queda
A AB InBev, maior grupo cervejeiro do mundo, também divulgou seu balanço do segundo trimestre nesta quinta-feira. E assim como a Ambev, apresentou queda em seu lucro, de 78%, para US$ 339 milhões. Houve, no entanto, um aumento na receita líquida, de 7,2%, totalizando US$ 15,12 bilhões. Já o Ebitda normalizado caiu 5%, para US$ 4,91 bilhões.

Os volumes da AB InBev tiveram uma leve redução no segundo trimestre, de 1,4%, somando 147,583 milhões de hectolitros. O maior impacto desse recuo veio da América do Norte, com uma queda de 14,1% nos volumes. Isso se deve, principalmente, ao boicote promovido contra a Bud Light nos Estados Unidos, onde as vendas para varejistas caíram 15%, com um recuo de 14% nas vendas para atacadistas.

Futebol feminino no Brasil ganha cerveja em meio a iniciativas de inclusão

A história conta que o futebol chegou ao Brasil no final do século XIX, trazido da Inglaterra. Após algumas décadas e muita luta, o esporte, inicialmente elitizado e restrito aos homens brancos, tornou-se “esporte do povo” e ganhou popularidade como “coisa de homem”. Desde então, se tornou uma das mais fortes manifestações da cultura popular, atraindo multidões de apaixonados. No entanto, apesar dos avanços, ainda reflete os problemas da sociedade.

Ironicamente, o “país do futebol” ainda não é para todos, assim como o segmento de cervejas artesanais, ambos predominantemente masculinos, com ambientes preconceituosos e sexistas. No entanto, na sociedade e no setor de cervejas artesanais brasileiro, também existem resistência, luta e iniciativas de inclusão. Um exemplo é a parceria entre a Dádiva e o complexo esportivo Nossa Arena para criação de uma Session IPA, chamada “Primeira Estrela”.

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A Primeira Estrela é uma cerveja nascida para celebrar e apoiar o futebol feminino. A novidade representa a tão sonhada primeira estrela da seleção, que pela primeira vez disputou o torneio feminino sem as estrelas do futebol masculino em sua camisa, o que serviu de inspiração para a criação da cerveja, desenvolvida com lúpulos cítricos e frutados americanos. Ela possui leve amargor e uma graduação alcoólica de 4,4%.

“A ideia [da criação da cerveja] foi celebrar e enaltecer a seleção em um esporte que é tão masculino, assim como o mercado da cerveja ainda é. Então, unimos dois movimentos em um só projeto, e que ainda dá destaque a uma competição mundial tão importante”, diz Luiza Lugli Tolosa, fundadora da cervejaria.

A Dádiva tem como um de seus objetivos a igualdade de gênero e a valorização da mulher no cenário cervejeiro e além dele. Da mesma forma, a Nossa Arena, um espaço esportivo exclusivo para meninas e mulheres na zona oeste de São Paulo, busca inclusão, segurança e acolhimento para elas na prática esportiva. O espaço tem uma estrutura de 8,5 mil m², contemplando quadras de society e de areia, área para eventos esportivos, corporativos, culturais e particulares.

“Eu conheci a Luiza por meio de um grupo de WhatsApp de empreendedoras. Logo percebemos que tínhamos histórias parecidas, de mulheres tendo que provar sua competência em mercados dominados pelos homens”, destaca Júlia Vergueiro, sócia-fundadora da Nossa Arena, comentando sobre a importância dessa parceria que une a cerveja e o futebol feminino, além do encontro de histórias semelhantes entre as duas empresas.

Futebol feminino no Brasil: uma prática cheia de desafios
Apesar dos esforços e conquistas, o futebol feminino no Brasil ainda enfrenta diversos desafios culturais, estruturais e preconceitos que dificultam sua prática e desenvolvimento. O estigma de que o futebol é um esporte masculino, a falta de investimentos e de estruturas adequadas e o preconceito de gênero são alguns dos obstáculos que impedem um crescimento mais expressivo da modalidade.

“Os pais e mães de meninas que estimulam suas filhas a jogar futebol desde cedo ainda são minoria. Existe uma barreira cultural que impede que as famílias enxerguem os benefícios dessa prática esportiva, uma vez que prevalece o discurso de que meninas que jogam futebol se apresentam menos femininas e fora do padrão esperado para ela”, diz Julia.

A sócia da Nossa Arena pontua que são pouquíssimos os locais que oferecem um espaço adequado e seguro para a prática esportiva feminina. “Muitas vezes as quadras não possuem banheiro, ficam em locais escuros e mal localizados, e os horários mais concorridos já estão ocupados pelos homens”, diz.

Ela avalia que os investimentos necessários para que essas estruturas passem a existir dependem do interesse de empresas e órgãos. “Ficam esperando que a modalidade se prove midiática, com alcance e engajamento, para só então se envolverem. Mas como esperar esses resultados sem recursos adequados e com um histórico de proibição da modalidade por quase 40 anos?”, questiona.

Para enfrentar esses desafios, empresas como a A5 Sports têm se destacado por ações de apoio e promoção ao esporte feminino. A agência, com 6 anos de mercado e localizada em Itapecerica da Serra, na região metropolitana de São Paulo, vem realizando iniciativas para inserção das mulheres na modalidade, seja envolvendo as divisões de base dos principais times do Brasil ou competições amadoras de futebol de 7 para públicos de 14 a 50 anos. “Fazer o mínimo que seja tem uma importância enorme para que iniciativas sejam feitas em modo cascata”, avalia Jhonny Lima, gestor e sócio-fundador da A5 Sports.

Ele destaca que a mudança de mentalidade é fundamental para avanços no segmento. E sua empresa tem buscado criar oportunidades para mulheres em sua equipe e oferecer igualdade de acesso e visibilidade através de suas competições.

“Aos poucos, fomos abrindo espaço para esta promoção de eventos femininos, e fez com que internamente quebrássemos a barreira de preconceito”, conta Lima. “A forma de olhar, reconhecer, consumir este produto é aterrorizada por grande parte da população. Hoje, caminha a passos lentos, mas vemos melhora, existe um novo mercado para este reconhecimento e as marcas começaram a entender o valor que tem o futebol feminino”, acrescenta.

A sócia-fundadora Nossa Arena acredita que é essencial que instituições esportivas, clubes, empresas e a sociedade trabalhem juntos para superar os desafios enfrentados pelas mulheres no esporte. “É por isso que a Nossa Arena tomou a frente e investiu em construir um espaço capaz de reunir e fomentar projetos de esporte para meninas e mulheres, além de dar visibilidade para a comunidade do futebol feminino”, diz.

Desde a inauguração em 2021, a Nossa Arena tem se mostrado um espaço importante para o futebol feminino, recebendo, segundo sua fundadora, 800 pessoas por semana. E o negócio focado na modalidade para as mulheres vem se mostrando viável, tanto que tem faturamento anual de R$ 1,8 milhão e espera saltar para R$ 2 milhões com a visibilidade trazida pelo esporte com a disputa da Copa do Mundo.

A competição é uma grande oportunidade para aumentar a visibilidade do futebol feminino, tanto que chama a atenção de outros setores da sociedade, como a indústria da cerveja, e pode inspirar mais mulheres a se envolverem no esporte. Porém, é importante lembrar a necessidade de um esforço contínuo para promover mudanças significativas.

“A realização de um evento de grande porte como a Copa atrai muita atenção da mídia e do público. Isso aumenta significativamente a visibilidade do futebol feminino, permitindo não só as jogadoras, treinadoras e árbitras serem reconhecidas e admiradas pelo trabalho que fazem, como dando palco para as inúmeras iniciativas – de projetos sociais a clubes profissionais – que fazem parte do ecossistema que desenvolve a modalidade por completo”, comenta Júlia.

A Copa deve ser aproveitada para impulsionar uma mudança que precisa ser construída todos os dias. Ela, por si só, não resolve os desafios

Júlia Vergueiro, sócia-fundadora da Nossa Arena

Após 3 meses de retração, produção de alcoólicas fecha 1º semestre em baixa

A produção de bebidas alcoólicas encerrou o primeiro semestre de 2023 em queda. De acordo com os dados divulgados pelo IBGE, a atividade retraiu 0,5% na metade inicial do ano, na comparação com 2022. O resultado é reflexo do ritmo lento da produção no segundo trimestre do ano.

A Pesquisa Industrial Mensal do IBGE apontou recuo de 5% no ritmo da fabricação de bebidas alcoólicas em junho. Foi, assim, o terceiro mês consecutivo de retração na atividade, sempre em relação ao mesmo período do ano anterior, pois houve quedas de 10,8% em abril e de 4,4% em maio.

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Com o resultado mais recente, a atividade também acumula recuo, de 1%, no período de 12 meses iniciado em julho de 2022. E diante do resultado negativo da produção de bebidas alcoólicas, a XP Investimentos avalia, em relatório, que o segmento “perdeu fôlego”, aponta um indicativo de redução nos volumes de cerveja da Ambev para o segundo semestre de 2023.  

“Após um 1º trimestre forte, os dados de junho confirmaram a reversão de tendência e a perda de fôlego na indústria de bebidas, tanto para bebidas alcoólicas quanto para não alcoólicas. Ao atualizar nosso modelo de regressão com os dados de junho, ele indica números mais fracos para o 2º semestre de 2023, sinalizando um risco de baixa relevante para nossas estimativas da Ambev. Para Cerveja Brasil, nosso modelo de regressão indica volumes 5,4% menores do que projetamos no nosso modelo Ambev”, diz.

Apesar desse eventual recuo nos volumes, a equipe de analistas da XP avalia, no entanto, que a Ambev pode conquistar mais participação de mercado, por acreditar que os desafios são maiores para outros concorrentes dentro da indústria da cerveja, assim como por sua estratégia comercial.

“Embora não descartemos que a perda de momentum da indústria represente um risco de baixa relevante, continuamos confiantes de que a Ambev continuará ganhando market share devido a um momento desafiador para alguns concorrentes, juntamente com a forte execução comercial da AmBev, com suas vantagens competitivas fortalecidas pelas novas iniciativas digitais (BEEs e Zé Delivery)”, acrescenta.

O levantamento do IBGE, porém, apontou que, ao contrário das alcoólicas, há alta na produção de bebidas não alcoólicas em 2023. O segmento encerrou junho com crescimento de 1,3% em relação ao mesmo mês do ano anterior. Com isso, o semestre fechou com um indicador positivo também em 1,3%. E, no acumulado do período de 12 meses, há aceleração de 4,3% no ritmo da atividade.

No saldo entre alcoólicas e não alcoólicas, a fabricação de bebidas em junho caiu 0,4% em relação a maio de 2023 e 2,1% em relação ao sexto mês de 2022. Ainda assim, o indicador terminou o semestre com ligeira alta, de 0,4%. Já no acumulado de 12 meses, há crescimento de 1,5%.

A produção industrial do país até cresceu em junho, mas em nível bem baixo: o avanço foi de 0,1% de maio para junho. Comparado a junho de 2022, o crescimento foi de 0,3%. No ano, o acumulado da atividade da indústria apresenta retração de 0,3%, enquanto nos últimos 12 meses houve aceleração de 0,1%.

André Macedo, analista da pesquisa, explicou que o resultado de junho mostra uma manutenção no campo positivo, embora com uma taxa muito próxima da estabilidade. Ele ressaltou que “esses dois meses de alta em sequência não revertem a perda de abril, quando a taxa foi de -0,6%”.

Para o pesquisador, embora o primeiro semestre de 2023 mostre um saldo positivo de 0,5% em comparação com o patamar de dezembro de 2022, o ritmo está muito aquém do que o setor precisa para recuperar as perdas do passado recente, afinal, ainda se encontra 1,4% abaixo do patamar pré-pandemia, de fevereiro de 2020.

Ação da Heineken cai 8% após balanço; veja como será com AB InBev e Ambev

A temporada de balanços do segundo trimestre de 2023, tudo indica, poderá não ser das mais promissoras para a indústria da cerveja. A semana, afinal, começou com uma relevante queda da ação do Grupo Heineken nas bolsas europeias após a divulgação de seus resultados financeiros, e há preocupação com o desempenho da AB InBev, cujo relatório será divulgado na próxima quinta-feira, mesma data em que a Ambev também apresentará seu relatório, com perspectivas modestas dos analistas do mercado.

Na segunda-feira (31), a ação do Grupo Heineken no mercado europeu sofreu recuo de 7,97%, caindo para o valor de 89,14 euros, após a divulgação do balanço do primeiro semestre. Essa queda levou a uma variação negativa de 5,35% no mês de julho, sendo que a ação estava em alta até a última sexta-feira (28) do mês.

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O desempenho da ação indica uma má recepção do mercado financeiro aos resultados do Grupo Heineken, com retração de 8,6% no lucro líquido na primeira metade de 2023, causada, em parte, pela queda de 5,6% nos volumes de venda de cerveja no período. E esse recuo chega a 7,6% quando se observa apenas o período de abril a junho.

Além dos resultados do primeiro semestre de 2023, o mercado financeiro está preocupado com as perspectivas futuras do Grupo Heineken. A companhia revisou sua previsão de crescimento do lucro operacional de um dígito médio para um dígito médio baixo, e projetou um recuo de um dígito baixo nos volumes de cerveja vendida.

Há, ainda, o temor de que o resultado do Grupo Heineken possa ser um prenúncio de maiores desafios que serão observados nos balanços de outros representantes da indústria da cerveja.

Impacto de boicote sobre a AB InBev
A AB InBev apresentará seus números do segundo trimestre na quinta-feira. Será o primeiro trimestre com o impacto da perda da liderança do mercado dos Estados Unidos pela Bud Light, devido a um boicote transfóbico contra a marca. Isso ocorreu após uma ação de marketing realizada em abril com a influenciadora trans Dylan Mulvaney, o que deverá afetar os volumes de cerveja da AB InBev.

O cenário de boicote já havia provocado uma queda de 15,55% na ação da companhia na Europa em maio. O ativo não reagiu desde então e em julho registrou apenas uma valorização de 0,42%, com preço de 52,05 euros após cair 2,75% na segunda-feira, sinalizando perspectivas complicadas para a indústria da cerveja após a divulgação do balanço do Grupo Heineken.

Juntamente com a AB InBev, a Ambev também divulgará seu balanço na quinta-feira. As previsões das casas de análise são de que haverá recuo no lucro líquido e no Ebitda na comparação com o segundo trimestre de 2022, embora a expectativa seja de alta na receita líquida.

Ambev cai na Bolsa em julho
Enquanto os resultados não são apresentados, o mês de julho foi de queda para a Ambev na Bolsa brasileira. A ação fechou o mês valendo R$ 14,86, uma redução de 3,57% no período. Ainda assim, há uma alta acumulada de 2,34% em 2023.

O desempenho negativo, porém, foi provocado por impactos que vão além das perspectivas para a divulgação do balanço. Há preocupações com os efeitos sobre os custos de produção devido à decisão da Rússia de encerrar o acordo com a Ucrânia para o escoamento da produção de grãos. Internamente, o temor envolve as declarações dos membros do governo federal sobre um eventual fim do pagamento de juros sobre capital próprio para acionistas, uma prática adotada pela companhia.

Assim, em um mês com alta de 3,29% do Ibovespa, chegando a 121.942,98 pontos, a Ambev se posicionou entre as 33 das 85 ações que apresentaram queda, sendo que o maior recuo foi da Gol (26,88%), enquanto a maior valorização ficou com a Meliuz, sendo de 27,14%.

Fora do país, na Bolsa de Nova York, a ação da Ambev também caiu em julho, fechando o mês com preço de US$ 3,12, e registrando uma perda de 1,89%. Ainda assim, acumula alta de 14,71% no ano.

Por igualdade, Lata Mais Bonita terá categoria única; inscrições estão abertas

O prêmio Lata Mais Bonita do Brasil realizará a sua terceira edição com uma novidade. Em 2023, ao contrário dos últimos dois anos, as cervejarias disputarão a premiação em uma única categoria. A Associação Brasileira dos Fabricantes de Latas de Alumínio (Abralatas), responsável pela organização da competição, acredita que essa mudança trará mais “igualdade e diversidade” para o evento.

“A mudança pretende colocar todas as cervejarias no mesmo patamar de competição em termos criativos. Isso agrega mais diversidade e igualdade na competição. Estamos sempre buscando aprimorar o prêmio, tanto do ponto de vista de categorias, premiação, regulamento etc. Por isso, adianto que para 2024 estamos preparando novidades em termos de novas categorias de bebidas”, afirma Cátilo Cândido, presidente da Abralatas.

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As inscrições para o prêmio foram abertas nesta terça-feira (1º) e podem ser realizadas pelo site da premiação até 22 de setembro. Podem concorrer todas as cervejarias proprietárias intelectuais e industriais do design de seus rótulos que estejam atuando no mercado brasileiro. Além disso, o rótulo inscrito deve ter sido criado e produzido no país, estar adequado às exigências da Instrução Normativa 65/2019 do Ministério da Pecuária, Agricultura e Abastecimento e ter circulado entre 2021 e a data da inscrição.

“Há um valor agregado em um prêmio como este. Não é só pela projeção. É uma oportunidade de comunicar algo diferente para o setor, para os consumidores e para o mercado”, comenta o presidente da Abralatas.

Com o prêmio, a associação espera incentivar a adoção de soluções criativas e inovadoras no design das latas das marcas que compõem a indústria da cerveja, reforçando a importância da comunicação visual com o consumidor como modo de ampliar a experiência do público.

“Hoje em dia, quando pensamos no alto grau de informação, conectividade e demanda externas que vivemos, tem que haver inovação. Portanto, considero que as marcas que entendem a importância dessa etapa se diferenciam no mercado. Enxergo a inovação agregando valor à marca como sobrevivência nos dias de hoje. Neste sentido, é legal estimularmos as marcas a pensarem e investirem nisso, especialmente as que valorizam o design e a comunicação visual”, diz Cândido.

Como será a disputa
A competição terá três etapas, com as latas sendo avaliadas, na primeira delas, por um conselho de jurados composto por profissionais de design, artes plásticas, artes visuais, marketing e merchandising. Eles levarão em consideração critérios como criatividade, beleza estética, adequação ao produto e clareza na comunicação.

Nesse processo, os jurados selecionarão os 10 melhores rótulos. Na segunda etapa, o júri popular votará em suas preferidas. E, por último, os jurados analisarão novamente as amostras físicas das finalistas.

A premiação acontecerá em novembro, e os vencedores terão o direito de usar o selo da “Lata Mais Bonita do Brasil”, além de contar com ampla divulgação dos resultados e poderem realizar uma visita guiada a uma fábrica de latinhas.

Quem já venceu
Em 2022, ainda com as cervejarias divididas em categorias por volume de produção, as ganhadoras do Lata Mais Bonita do Brasil foram a Masterpiece (na categoria de microcervejarias, com Às Mulheres), a Wienbier (na categoria de médias cervejarias, com a 59 Session IPA) e a Colorado (na categoria de grandes cervejarias, com a Indica).

Faça sua inscrição no prêmio Lata Mais Bonita do Brasil

Já no primeiro ano do Lata Mais Bonita do Brasil, em 2021, as latinhas vencedoras foram Rambeer (na categoria de micro e pequenas cervejarias), Salva Craft Beer (na categoria de médias cervejarias) e Colorado (na categoria de grandes cervejarias).