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Em ritmo oposto ao da indústria, produção de bebidas alcoólicas cresce 4,8% em 2019

Bom desempenho do setor de bebidas alcoólicas ajudou a impedir que indústria brasileira tivesse queda ainda maior - caiu 1,1%

A produção industrial de bebidas alcoólicas registrou expansão no país em 2019. Cresceu 4,8% na comparação com 2018, segundo dados divulgados nesta terça-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e foi na contramão do registrado pela indústria nacional.

O resultado ratifica a série de elevações registradas nos últimos quatro meses do ano, incluindo dezembro, que apresentou aumento de 1,1% na comparação com o mesmo período de 2018. Números que asseguraram o bom desempenho do setor em 2019.

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O cenário é parecido com o observado na indústria de bebidas, que terminou 2019 com crescimento de 4% na sua produção, número que foi reforçado pela expansão de 5,2% em dezembro, na comparação com o mesmo mês de 2018.

Já a fabricação de bebidas não-alcoólicas teve crescimento de 3,2% em 2019, dado apoiado pela elevação de 10,6% no último mês do ano, segundo os dados do IBGE.

“Entre as dez atividades que apontaram ampliação na produção [em 2019], as principais influências no total da indústria foram registradas por produtos alimentícios (1,6%), veículos automotores, reboques e carrocerias (2,1%), coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (1,7%), produtos de metal (5,1%) e bebidas (4,0%)”, aponta o IBGE.

Indústria em baixa
Assim, sob qualquer perspectiva, o setor de bebidas teve cenário oposto ao da indústria brasileira. A produção nacional reduziu 1,1% em 2019 e também caiu 1,2% em dezembro, levando em consideração o mesmo período de 2018.

“Tiveram grande peso nesses resultados negativos os efeitos na indústria extrativa, em decorrência do rompimento da barragem de Brumadinho no início de 2019”, explica André Macedo, gerente da pesquisa.

“Das 24 atividades pesquisadas, 16 tiveram queda no ano. A produção industrial pode estar sendo impactada pelas incertezas no ambiente externo e também pela situação do mercado de trabalho no país que, embora tenha tido melhora, ainda afeta a demanda doméstica”, acrescenta o especialista do IBGE.

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