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Menu Degustação: Festivais em SP, Comida di Buteco, inscrição na Copa Cerveja…

Passado o período da Páscoa, o público cervejeiro foi brindado com uma série de atrações para celebrar. Neste fim de semana, por exemplo, São Paulo contará com dois festivais cervejeiros. Um deles, o Festival de Cervejarias Paulistanas, reunirá 27 cervejarias independentes na Tarantino.

Já para quem prefere uma mesa com um petisco entre uma cerveja e outra, a grande pedida pode ser ir a um dos milhares de bares participantes do Comida di Buteco, que acontece em 24 cidades, com o lema “A Vida é feita de Buteco”, indo até 7 de maio.

Para as cervejarias do Nordeste, o momento é de inscrição na edição regionalizada da Copa Cerveja Brasil, que acontecerá em Salvador, durante uma semana de eventos, entre 24 e 28 de maio.

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Confira as atrações e novidades do setor no Menu Degustação do Guia:

Festival itinerante
Desta sexta-feira até domingo (14 a 16), o Carrefour do Cambuci, em São Paulo, será palco de um festival de cerveja artesanal itinerante, o Beerland. Serão mais de 15 estilos de cervejas artesanais à disposição do público, com o chope ficando por conta da Dr. Chopp. O evento contará com duas estações de torresmo de rolos e carnes suínas. Nas tendas, o público poderá experimentar, também, torresmo recheado, joelho de porco, rolete, picanha, contra-filé e costela fogo de chão. Além das bebidas e comidas, haverá diversas atividades, com espaço kids, competição nomeada de “Quem Bebe mais rápido”, futmesa, degustação de cervejas artesanais e oficinas de harmonização. A entrada é gratuita.

Festival de Cervejarias Paulistanas
A quarta edição do Festival de Cervejarias Paulistanas acontece neste sábado e domingo (15 e 16) na Tarantino, no bairro do Limão, em São Paulo. A entrada no evento é gratuita e as primeiras 1.500 pessoas (por dia) ganham um copo comemorativo. O festival contará com uma programação de música ao vivo, com Os Gasolines e Umburana Blues no sábado e Christine e Nacca no domingo, além de DJs. Para alimentação o evento traz pontos com pizza, churrasco e comida de boteco do Clã Destino e opções vegetarianas e veganas do Haya Falafel. As 27 cervejarias presentes no evento são: Tarantino Cervejaria, Cervejaria Dogma, Trilha Cervejaria, Croma Beer Co., Brass Brew, Cervejaria Central, La Caminera Cervejaria, Cerveja Avós, Quintal do Ó, Satirus Brewery, Cervejaria Baron, Cybeer Lab, Rivas Brewing, Cervejaria 77, Gutembeer, Nanocervejaria Zuraffa, Cervejaria Ewam, Bareô Cervejaria, Minnesota Brewing, Taru Cervejaria, Vórtex, Soma Cervejaria, Cervejaria Lote, Cervejaria Dinastia, Oca Cervejaria, Undertap e Cervejaria Pestana.

Corrida e cerveja
Na próxima terça-feira (18), a partir das 20 horas, acontecerá, em São Paulo, o primeiro “O Corre” do Let’s Hop Run, projeto que propaga a ideia de vida equilibrada para os amantes da corrida de rua e de boas cervejas. O ponto de encontro será o Behbibenn Taberna Pub, de onde o grupo partirá para a corrida, ou caminhada, de 5km pelo Tatuapé, com a linha de chegada no próprio Behbibenn.

23ª edição do Comida di Buteco
Com a declaração “A Vida é feita de Buteco”, a 23ª edição do Comida di Buteco acontece em todo o Brasil até 7 de maio, com 24 cidades participantes. Em São Paulo, foram selecionados 229 butecos. O tema dos petiscos é ervas e especiarias. Público e jurados visitam os estabelecimentos para votar em: atendimento, temperatura da bebida, higiene e petisco, elegendo os melhores. A cada edição, 20% dos butecos são desclassificados para o ano seguinte, gerando renovação e acirrando a competitividade. Desde 2016, o Comida di Buteco é realizado em duas etapas: a primeira é regional, com votação do público e jurados da própria cidade. Depois de eleitos os campeões de cada circuito, um outro corpo de jurados visita e avalia os campeões para que seja eleito o melhor buteco do Brasil. Em julho, numa festa em São Paulo, será revelado o campeão nacional.

Mês do Jazz na Goose
A Goose Island vai celebrar o mês do jazz com uma série de shows na sua brewhouse no Largo do Batata, em São Paulo, além de uma nova cerveja, a Bourbon Street. As apresentações serão sempre às sextas-feiras, começando por esta, com o show de Nanny Soul com Pedro Lima. O couvert artístico é de R$ 15. Além disso, há uma novidade no cardápio, um smash burger criado pelo chef da casa para harmonizar com a cerveja Bourbon Street, o Bourbon Smash, composto por queijo cheddar, picles, cebola crispy e molho barbecue com aroma de bourbon.

Inscrições na Copa Cerveja Brasil
A Associação Brasileira de Cerveja Artesanal (Abracerva) está com inscrições abertas para a 1ª das 5 etapas regionais da 3ª edição da Copa Cerveja Brasil, que será no Nordeste, em Salvador, na semana de 24 a 28 de maio. O concurso integra o projeto Conexão Cerveja Brasil, que a associação promove em co-realização com a MeuChope e inclui congressos técnicos e festivais de degustação para o público. A Copa Cerveja Brasil tem a coordenação da sommelière e mestre em Estilos de Cervejas Fernanda Bressiani. O julgamento seguirá as descrições do guia da Brewers Association, edição de 2022, e incluirá os estilos brasileiros Catharina Sour, Brazilian Pale Ale, Brazilian Wood and Barrel Aged, Brazilian Wood and Barrel Aged Sour Beer e Brazilian Hop Beer. O regulamento prevê que as cervejarias sejam inscritas em quatro diferentes categorias: cervejarias (com produção acima de 600 mil litros por ano), microcervejarias, brewpub e cervejaria cigana. Até 20 de abril, a taxa de inscrição por cerveja é de R$150,00 para associados adimplentes da Abracerva e R$300,00 para não associados. Desta data até 12 de maio, os valores serão de R$200,00 para associados e R$400,00 para não associados. As inscrições devem ser feitas pelo link.

Nova presidente do Vale da Cerveja
Larissa Schmitt foi eleita presidente da Associação Vale da Cerveja, entidade que reúne 17 cervejarias de 14 municípios e a Escola Superior de Cerveja e Malte, somando uma produção de 1,6 milhão de litros de cerveja por mês. O mandato da diretora da Das Bier, de Gaspar (SC), é válido até abril de 2025. O vice-presidente será Charles Ristow, da Cervejaria Belgard, de Indaial (SC).

Bolsa de estudos do Science
O Science of Beer colocou no ar seu novo edital de aplicações para bolsas de estudo parciais e integrais para grupos em situação de vulnerabilidade econômica. As ações afirmativas são válidas para os cursos de Sommelier de Cerveja; Tecnologia em Processos Cervejeiros; Beer Summit; além dos cursos EAD. Os candidatos podem ser contemplados com bolsas de 30%, 50% ou 100% do valor do curso, levando em consideração os dados de um questionário socioeconômico e a análise de uma comissão responsável. O edital do programa de ações afirmativas do Science of Beer e o questionário socioeconômico estão disponíveis no link.

Curso em Teresópolis
Em julho, entre os dias 4 e 14, o Science of Beer vai oferecer um curso intensivo em Teresópolis (RJ) de tecnologia. Entre as atividades, está incluída uma visita a uma das maiores plantações de lúpulo do país, na nanocervejaria do Grupo Petrópolis.  Ao longo do curso, serão abordados os principais ingredientes da cerveja, técnicas de produção, análise sensorial e outras temáticas.

Inscrições no Brasil Sabor
A 17ª edição do Brasil Sabor já tem data marcada para acontecer. Realizado entre os dias 18 de maio e 4 de junho, o festival, promovido pela Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), busca celebrar a diversidade da gastronomia brasileira, promovendo a criação de pratos especiais em restaurantes de todo o país. Neste ano, os estabelecimentos poderão se inscrever até 26 de abril. Com o tema “O Brasil de Todas as Cores”, o festival incentivará que os restaurantes participantes elaborem receitas criativas, coloridas e que deem destaques às técnicas e aos ingredientes regionais. No ano passado, 626 restaurantes, de 21 estados e 62 cidades, participaram.

Importadora do Viking Malt
A VKBRMalts assumiu a importação e distribuição exclusiva da Viking Malt, maltaria finlandesa de reconhecimento mundial no setor cervejeiro e de destilados, sendo atualmente a quinta maior da Europa. Segundo a importadora, os maltes Pilsen e Red Active chegaram no final de 2022 ao país e outros containers já embarcaram para o Brasil, com uma grande variedade de maltes especiais.

Vinho do Zé
O Zé Delivery acabou de lançar o “Vinho do Zé”. A bebida, produzida em parceria com a vinícola Miolo, chega ao aplicativo disponível em três rótulos: Rosé, Branco e Tinto.  O Vinho do Zé já está disponível nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro, nesta primeira fase de lançamento, no valor de R$ 39,90.

Amstel no BBB
O influenciador e economista Gil do Vigor retornará para a casa do Big Brother Brasil e, desta vez, acompanhado dos vencedores da promoção “Amstel e Você na Casa do BBB”, que já encerrou as inscrições para a premiação principal, mas segue premiando consumidores com itens como cooler, roupão do líder, mochila dos brothers e sisters. Para se cadastrar basta comprar a partir de R$ 30 em produtos Amstel e inserir o cupom fiscal no site oficial até o dia 25, data em que termina reality. Cinco pessoas vencedoras da promoção, cada uma com um acompanhante, vão poder conhecer a casa mais vigiada do Brasil no dia seguinte da final.

Websérie com Gil do Vigor
A Amstel, também lançou os três episódios da websérie “I Am Gil in Amsterdam”, que mostra os bastidores da viagem do ex-BBB a Amsterdã. Disponível nos canais digitais do Gil do Vigor e da marca, o mini-documentário conta um pouco da história da capital holandesa e como ela se relaciona com o nascimento da Amstel, além de levar o protagonista para conhecer os processos de produção da cervejaria e também acompanhá-lo em uma jornada pela intensa vida noturna da cidade. A viagem foi um prêmio conquistado por Gil ao ganhar a prova do líder, promovida pela Amstel, na edição de 2021.

Heineken no Queremos!
A Heineken, patrocinadora oficial do Queremos!, estará presente na edição 2023, que acontece neste sábado (15), na Marina da Glória, no Rio de Janeiro. A marca, em parceria com a Agência Atenas, criou a ativação HNK Green The Future, estrutura futurista desenvolvida com elementos de inteligência artificial, que provoca nos visitantes a reflexão sobre festivais e cidades mais verdes. Os copos dos chopes Heineken no Queremos! serão reciclados e transformados em resina por uma cooperativa local. Esse material será comercializado junto à uma empresa especializada em pisos plásticos, garantindo que o resíduo gerado pelos copos no festival volte para a cadeia de eventos. A ação também foi realizada na edição 2022 e resultou na transformação de mais 40 mil copos de chope em 25m² de piso, que será, inclusive, utilizado no Queremos! neste sábado.

Garrafas do Lollapalooza
O Glass Is Good, programa de logística reversa do vidro descartável pós-consumo da Associação Brasileira de Bebidas, recolheu mais de 8 mil garrafas de vidro que vão retornar para serem utilizadas de diversas outras formas. Durante a semana após o festival, a equipe do Glass Is Good trabalhou para que as embalagens tivessem a destinação correta.

Atendimento automatizado
A Choperia Hop4Fun automatizou o atendimento aos clientes com a plataforma Android da TecToy. Localizado na cidade de Lorena (SP), o estabelecimento possui dois terminais de PDV T2s da marca, oferecendo agilidade no pedido e na produção, além de controle administrativo.

Aniversário do Carnívoros
Para celebrar o aniversário de dois anos da unidade de São Paulo, o restaurante Carnívoros Steak & Burger traz uma programação especial neste fim de semana. Durante o sábado (15) e o domingo (16), a casa contará com música brasileira ao vivo, promoção double chope, 10% de desconto em todos os drinks e opções de carnes, além de costela feita na parrilla com mandioca e acompanhamentos.

Cervejaria Santa Catarina fecha fábrica, demite 88 e busca terceirizar marcas

Uma das principais cervejarias catarinenses vai fechar a sua fábrica e apostará em um novo modelo de negócios para manter suas marcas ativas. A Cervejaria Santa Catarina, que agrega quatro marcas em seu portfólio, anunciou o fechamento da sua unidade produtiva em Forquilhinha, o que provocará o desligamento de 88 pessoas. E, a partir de agora, buscará licenciar as suas marcas.

A fábrica da Cervejaria Santa Catarina em Forquilhinha, onde fica a sua sede, será desativada, com o desligamento dos funcionários ocorrendo ao longo dos próximos 60 dias, período em que a companhia espera terminar de usar as matérias-primas, as transformando em produtos para serem comercializados. A empresa afirma estar construindo um processo para auxiliar na recolocação dos profissionais dispensados. Além disso, o Pub Saint Bier, anexo à unidade produtiva, continuará em atividade.

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À reportagem do Guia, o diretor executivo da cervejaria, Bruno Braviano, explicou que a decisão de terceirizar a produção, desativando a unidade, foi tomada diante de desafios encarados pela operação da fábrica, que vinha afetando custos e a competitividade da empresa.

“Era algo que já pensávamos antes da pandemia. Mas a pandemia acelerou essa possibilidade com a questão dos custos, dificuldade de preços e desafios com a operação fora de Santa Catarina, problemas que foram potencializados em função dos custos logísticos e tributários. Começamos a testar esse modelo de terceirização e consideramos os testes bons. Acreditamos que isso diminui a pressão e os custos. Foi uma decisão matemática, com a razão e com dor no coração”, diz.

A fábrica da Cervejaria Santa Catarina possuía capacidade para produzir até 500 mil litros mensais em caso de rótulos Pilsen, volume que se reduz com a adição de outros estilos ao mix. Mas a companhia não vinha conseguindo utilizar toda a capacidade, o que afetava sua atividade e saúde financeira, como explica Braviano.

“Precisamos que a fábrica fique produzindo 100% ou há uma explosão de custos e perda de competitividade. Estávamos em 80%, o que é muito perigoso para manter a empresa saudável. Desde o fim do ano passado, só mantemos a carteira, sem conseguir aumentá-la, o que é um desafio, pois operamos em multimercados”, afirma.

A Cervejaria Santa Catarina agrega, em seu portfólio as marcas de cerveja Saint Bier, Coruja, Barco e Catarina. E a ideia da companhia é mantê-las ativas através da cessão dos direitos de uso. O foco principal, no entanto, será seguir, ao menos, com Saint Bier e Coruja em atividade.

Ambas as marcas superam a barreira dos 100 mil litros de cerveja produzidos por mês, um nível relativamente raro entre as artesanais brasileiras. “As marcas vão continuar vivas, porém com outra dinâmica de negócio, com a produção e a comercialização administradas por um concessionário”, explica Braviano.

A produção dos rótulos das marcas que compõem o portfólio da Cervejaria Santa Catarina vinha acontecendo, também, nas unidades da Opa Bier e da Lassberg, em solo catarinense, e com a Stier, no Rio Grande do Sul. Por isso, elas estão à frente na possibilidade de terceirização.  

“Elas têm a preferência. Estamos em fase de negociação, temos um portfólio bem amplo, com cerca de 50 rótulos, é preciso ver o que há de interesse, o que permanece…”, diz Braviano. “A negociação também envolve questões de produção e manutenção das receitas, por exemplo”, acrescenta.

Trajetória da Cervejaria Santa Catarina

Em 2007, a Cervejaria Santa Catarina foi fundada, conquistando sucesso através da venda do chope da Saint Bier, que em 2010 começou a produzir seus rótulos. Posteriormente, Coruja, Barco e Catarina foram incorporadas ao seu portfólio.  

De acordo com o Anuário das Cervejas Artesanais de Santa Catarina, publicado no ano passado, a Saint Bier fabricava 160 mil litros de cerveja por mês, a Coruja fazia 140 mil, Catarina outros 50 mil, enquanto a Barco produzia 40 mil litros à época.

Em 2022, a Cervejaria Santa Catarina sofreu um grande baque, com a morte de Abrahão Paes Filho, seu sócio-fundador, em um acidente de trânsito, enquanto conduzia uma motocicleta de luxo na rodovia Governador Jorge Lacerda, em Criciúma.

Marketing Digital para cervejarias: Saiba a importância

Hoje vamos falar sobre a importância do Marketing Digital para as cervejarias. Afinal de contas, o aumento do volume de compras pela Internet aumentou de maneira assombrosa após o período da pandemia.

Só para você ter uma ideia, um estudo da OctaDesk em conjunto com a Opinion Box, divulgado no final de 2022, revelou que 61% dos brasileiros preferem comprar online do que em lojas físicas. E essas compras não são só de bens não consumíveis, mas de comida e bebida também.

Dessa forma, dá para ver a importância de se marcar presença na web, seja lá qual for o segmento da empresa, o que inclui as cervejarias. Pensando nisso, hoje trouxemos para você uma série de informações sobre a importância do Marketing Digital para o setor, além de dicas de como fazer isso na prática.

Portanto, continue a leitura até o fim para não perder nada importante.

O que é Marketing Digital?

Antes de tudo, precisamos reforçar o que é exatamente o marketing digital. A saber, o marketing digital se refere a todas as estratégias de marketing que são realizadas por meios digitais, como a Internet e as redes sociais. Ao contrário do marketing tradicional, que se utiliza de mídias como televisão e jornais, o marketing digital é focado em canais como o Google, Facebook, Instagram e Twitter.

Assim, o marketing digital abrange diversas estratégias, desde a criação de conteúdo para blogs e redes sociais até a realização de anúncios pagos na Internet. Além disso, o marketing digital também engloba a análise de métricas e resultados para avaliar o sucesso das campanhas.

Qual a importância do Marketing Digital para as cervejarias?

Agora que já vimos o que é conceitualmente o marketing digital, vamos falar sobre como ele se aplica no ramo das cervejarias. Já vimos como as pesquisas mostram que as vendas online (inclusive de bebidas) cresceram depois da pandemia, certo?

Mas e quem não vende online, como fica? Na verdade, mesmo que as cervejarias vendam somente de forma física, é preciso marcar presença no meio digital.

Quer uma prova disso? Outro estudo, esse realizado pela Connect Life, mostrou que 68% dos brasileiros pesquisam na Internet antes de comprar em uma loja física. Então, mesmo que a cervejaria não venda de forma digital, para se fazer conhecer pelo seu consumidor, é preciso estar na rede. Afinal, na hora de optar por esta ou aquela marca de cervejaria, quem você acha que o cliente vai escolher? Alguém de quem nunca ouviu falar ou a marca que conhece, e com quem já estabeleceu uma relação de confiança e credibilidade?

Vale lembrar que o consumo de cerveja está muito ligado à busca pela diversão coletiva, pelo lazer e entretenimento. E trabalhar esses conceitos na Internet é muito importante para qualquer segmento, pois as pessoas buscam cada vez mais isso no meio digital.

É só observar como a procura pelas melhores casas de apostas anônimas aumentou, por exemplo. A saber, segundo dados da BNL Data, o setor de apostas deve faturar R$12 bilhões em 2023, o que só mostra como as pessoas procuram por fontes de diversão e entretenimento na Internet.

Dessa forma, setores como o de bebidas alcoólicas e outros relacionados a essa área devem se adaptar à transformação digital se quiserem “fisgar” o público.

Como as cervejarias podem utilizar o Marketing Digital?

Agora que já vimos a importância do marketing digital para as cervejarias, vamos falar de como aplicar isso na prática. Acompanhe em seguida.

1. Presença nas redes sociais

A presença nas redes sociais é essencial para as cervejarias. Afinal, elas permitem a criação de uma comunicação mais próxima com o cliente, além de serem um canal importante para divulgação de novidades e promoções.

Para ter uma presença forte nas redes sociais, é importante que as cervejarias criem conteúdo relevante e interessante, que engaje seus seguidores. Além disso, é vital que as cervejarias respondam aos usuários e mantenham uma comunicação clara e transparente nas mídias.

2. Criação de um site

O site é o principal canal de vendas online, além de ser a vitrine principal da empresa na internet. Então, ter um site próprio é um exemplo da importância do Marketing Digital para as cervejarias.

Para ter um site eficiente, as cervejarias precisam cuidar da navegação, da aparência e do conteúdo. Ademais, é importante que o site seja otimizado para os motores de busca, para que a cervejaria seja encontrada facilmente na internet.

Assim sendo, para otimizar o site, é importante investir em SEO (Search Engine Optimization), que consiste em utilizar técnicas para melhorar o posicionamento da cervejaria nos resultados de pesquisa do Google.

3. Marketing de conteúdo

O marketing de conteúdo é uma estratégia para atrair e engajar público por meio da criação de conteúdo relevante e interessante. Para as cervejarias, o marketing de conteúdo pode ser utilizado para apresentar a história da marca, as curiosidades e particularidades das cervejas e a cultura cervejeira de um modo geral.

As estratégias de marketing de conteúdo podem incluir a produção de vídeos para o YouTube, publicação de posts em blogs, criação de infográficos, produção de eBooks e muitas outras opções.

4. Anúncios pagos

Os anúncios pagos na Internet podem ser uma excelente forma de aumentar a visibilidade digital das cervejarias. Afinal, elas podem utilizar as redes sociais e o Google AdWords para realizar campanhas pagas, visando atingir um público específico. Porém, é importante que os anúncios sejam bem elaborados, com conteúdo atrativo e chamadas claramente direcionadas ao público-alvo.

Conclusão

Como já dissemos, a Internet se tornou uma imensa fonte de oportunidades de negócios para qualquer segmento, e a principal para diversos deles. Desse modo, não estar presente na rede é um tiro no pé para qualquer ramo empresarial.

Ainda mais um setor tão competitivo quanto o das cervejarias. Sendo assim, não importa o tamanho da cervejaria, é essencial que o Marketing Digital seja incorporado em suas estratégias de publicidade.

Agora que você já sabe a importância do Marketing Digital para as cervejarias, compartilhe este post para que mais pessoas também saibam. E volte sempre aqui para mais informações e dicas valiosas como essas.

Exclusivo: 46% das cervejarias artesanais não tiveram lucro em 2022

Exclusivo: 46% das cervejarias artesanais do Brasil não tiveram lucro em 2022

Quase metade das cervejarias artesanais do Brasil não registrou lucro em 2022. O dado está presente em pesquisa inédita, realizada pelo Guia da Cerveja, denominada “O Ano de 2022 para as Cervejarias”, que buscou traçar um panorama sobre o cenário da indústria da cerveja artesanal no país. O trabalho apontou que 46% dos empreendimentos tiveram prejuízo ou só empataram as contas entre receitas e despesas no ano passado.

A pesquisa traça um perfil das artesanais brasileiras, abordando temáticas como localização, porte e volume de produção, apresenta resultados do ano de 2022, a partir de informações sobre vendas e outros indicadores. Também relata as perspectivas das cervejarias para 2023.

“Com esse trabalho, esperamos contribuir para a adoção de ações práticas que ajudem a fomentar o crescimento e a promover melhorias na indústria cervejeira. Acreditamos que a produção e propagação do conhecimento sobre o mercado cervejeiro é um dos pilares do desenvolvimento do setor, podendo pautar seu crescimento”, afirma Leandro Silveira, diretor de conteúdo do Guia.

Apesar de dar luz às dificuldades do setor, o levantamento, que teve o suporte técnico da Associação Brasileira de Cervejas Artesanais (Abracerva), aponta para uma tendência de recuperação: 62% das empresas participantes afirmam que apresentaram crescimento nas vendas de cerveja em 2022 na comparação com 2021. E 81% das cervejarias esperam que o ano de 2023 seja melhor em relação a 2022.

“Conhecemos os desafios e o enorme potencial de nosso segmento. A Abracerva atua em favor da cerveja artesanal em diversas frentes e ter uma pesquisa como esta é fundamental para traduzir em números essa realidade para os agentes de mercado e para reforçar nossa atuação junto ao poder público. É também um norte para nossas frentes de trabalho dedicadas a temas como tributação e sustentabilidade”, afirma Gilberto Tarantino, presidente da Abracerva.

“O Ano de 2022 para as Cervejarias” também teve o apoio da Ambev, que forneceu suporte de conhecimento e gestão por meio do InPulso, um programa que estimula e acelera produtores de conteúdo independentes.

A pesquisa, quantitativa, foi realizada por meio de questionário online, com respostas coletadas entre outubro e dezembro de 2022 de 100 donos ou administradores de cervejarias.

Cerveja sobe menos do que o IPCA em março, mas alta supera 10% em 12 meses

O preço da cerveja subiu abaixo do índice geral da inflação do Brasil em março. O produto teve alta de 0,33% no varejo e de 0,37% em estabelecimentos de alimentação fora do lar, em ritmo inferior ao Índice de Preços ao Consumidor Amplo, o IPCA, que foi de 0,71% no terceiro mês de 2023. Ainda assim, no domicílio, a cerveja tem inflação superior a 10% no período de 12 meses.

As informações foram divulgadas nesta terça-feira (11) pelo IBGE. Com a desaceleração da alta do preço da cerveja em março, a inflação do produto no primeiro trimestre de 2023 foi menor do que o IPCA, embora em um ritmo muito próximo.

Leia também – Após 5 anos de alta, venda de latas de alumínio recua 4,7% em 2022

O preço da cerveja no domicílio subiu 2,08% no período de janeiro a março, enquanto o índice para o item fora do domicílio ficou em 1,80%. Já o IPCA do primeiro trimestre de 2023 foi de 2,09%.

Porém, a inflação da cerveja no período de 12 meses se manteve em nível acima da inflação oficial brasileira. O índice está em 10,15% no domicílio, com alta de 6,7% fora do domicílio. Já o IPCA ficou em 4,65%.

A desaceleração da alta do preço da cerveja em março se insere em um cenário de alta quase irrisória da inflação do grupo alimentação e bebidas, que ficou em 0,05% no mês. Assim, fechou o primeiro trimestre de 2023 em apenas 0,81%, ainda que acumule variação de 7,29% no período de 12 meses.

Foi um movimento bem diferente das outras bebidas alcoólicas em março. A inflação deste item foi de 3,10% no domicílio e de 1,69% fora do domicílio. Com esse resultado, a alta de outras bebidas alcoólicas no varejo chegou aos 3,89% no trimestre e aos 8,52% nos últimos 12 meses. Já nos bares e restaurantes, ficou em 2,47% de janeiro a março e em 7,75% no período de abril de 2022 a março de 2023.

Impactos
O IBGE explicou que o grupo transportes foi o destaque no IPCA de março, sendo responsável pelo maior impacto (0,43%) e maior variação (2,11%). A gasolina (8,33%) foi o subitem com maior impacto individual no índice de março (0,39%). O etanol (3,20%) também apresentou alta relevante.

“Os resultados da gasolina e do etanol foram influenciados principalmente pelo retorno da cobrança de impostos federais no início do mês, estabelecido pela Medida Provisória 1157/2023. Havia, portanto, a previsão do retorno da cobrança de PIS/Cofuns sobre esses combustíveis a partir de 1º de março”, explica o analista da pesquisa, André Almeida.

Desaceleração da economia preocupa setor cervejeiro? 12 representantes avaliam

A perspectiva de crescimento modesto da economia brasileira em 2023 é mais um fator a desafiar a indústria cervejeira. Afinal, após alta de 2,9% em 2022, o Produto Interno Bruto (PIB) desacelerou 0,2% no quarto trimestre do ano passado, com as perspectivas não sendo muito melhores para os próximos meses.

De acordo com a última edição do Boletim Focus, documento do Banco Central que traz expectativas sobre indicadores econômicos, o PIB deve crescer apenas 0,93% neste ano. E para saber como a indústria cervejeira irá lidar com as adversidades econômicas ao longo de 2023, a reportagem do Guia ouviu 12 representantes de diferentes segmentos, empresas e entidades que atuam no setor em busca das perspectivas para os próximos meses, de avaliações sobre os resultados do primeiro trimestre e de como eles pretendem encarar o cenário atual.

Esses profissionais afirmaram manter o otimismo sobre o desempenho da indústria cervejeira em 2023, apesar das incertezas econômicas. Para isso, apostam no aumento da busca por produtos de maior valor agregado pelos consumidores, algo que favoreceria principalmente as cervejarias artesanais.

Mas além de confiar na aceleração do mercado premium em 2023, a indústria cervejeira e os fornecedores também prometem atuar para aproveitar oportunidades. E diante de parceiros e mesmo consumidores mais seletivos no momento de definição de compra, esses profissionais também apostam na diversificação da atuação.

Com isso, acreditam que irão encontrar alternativas para manter a expansão, mesmo que o temor de avanço em nível tímido da economia se confirme, após um começo de ano difícil, o que inclui o recuo de 0,3% da atividade industrial em janeiro, embora a produção de bebidas alcoólicas tenha crescido 1,4% no mesmo período.

Leia também – 13 executivos avaliam como indústria da cerveja se insere na alta do PIB

Confira as perspectivas de 12 profissionais da indústria cervejeira para 2023 e como a desaceleração da economia tem afetado seus negócios:

Agrária Malte (Thiago Chiumento, coordenador comercial da Agrária Malte
Acredito que veremos uma estagnação ao longo de 2023, até por questões econômicas. É um cenário sem crescimento abrupto. Na Agrária, a função é entender esse momento. Nos preocupou o verão, com mais chuvas do que o comum em algumas regiões. Acreditamos em crescimento, mas orgânico. Vemos uma aposta forte nos produtos puro malte, algo que não é de hoje, e em outros tipos, como a cerveja zero álcool. O público busca, hoje, produtos com maior qualidade, mas bebendo menos. Então, pode ser que visualizemos em dado momento uma retração na questão de volumes, mas com aumento significativo do valor agregado.

BierHeld (Ewerton Miglioranza, sócio-fundador)
Percebemos que o mercado agiu com cautela nesse primeiro trimestre de 2023, em grande parte devido às incertezas no cenário político e econômico. Embora ainda com saldo positivo, houve uma leve redução nos novos negócios fechados nesse período em relação ao ano anterior.

Brewtainer (Maurício Margaritelli, diretor)
Estamos descolados do PIB, atuando em um mercado pungente e com aquecimento. Em geral, o ramo de franquias tem crescido bastante, é uma solução muito prática, econômica e dinâmica.

CBCA (Gustavo Barreira, CEO)
Já em janeiro o humor mudou, apesar das chuvas persistirem. Foi o primeiro janeiro de retomada plena, após três anos de pandemia, com grandes eventos voltando. Para 2023, acreditamos em um novo crescimento do mercado de cervejas (trabalhamos com 2%) e nossa meta na CBCA é um crescimento orgânico de 32%, com reforço da equipe comercial e reorganização da estrutura de distribuição.

HBS Distribuidora (Pedro Bordin Hoffmann, vendedor)
O setor enfrenta fatores de sazonalidade, com a tendência para os próximos meses sendo de voltar a se aquecer. Acho que ainda existe uma fatia bem grande de espaço para crescimento. Não deve haver retração de mercado.

JT Instrumentação e Processos (Victor Ferraz, sócio)
Temos que acompanhar as tendências. O dinheiro não some, o que existe são momentos de retração. Precisamos estar preparados para buscar alternativas que não deixem o negócio recuar. Procuramos nos abastecer com novos produtos e tecnologias, pois o mercado fica mais seleto e busca alternativas que tragam benefícios diretos.

Label Sonic (Bruno Lage, sócio-fundador)
O nosso negócio é amplo. Acho que um dos segredos é diversificar. Na cerveja, houve diversificação das embalagens, da distribuição e até dos produtos, como algumas marcas que agora têm gin. O contraponto disso tudo é ter foco. Parece contraditório, mas não é. Então, dentro desse foco, você atua em diversas áreas. É uma das formas de atuar no mercado brasileiro, que tem questões políticas e estruturais que você precisa encarar.

Meu Chope (Bruno Medeiros, CEO)
A tendência é de uma aceleração a partir da segunda metade do ano. Se você observar o mercado mais premium em qualquer outra crise, é ele que sofre menos. Mas toda movimentação econômica, quando impacta com juros e dificuldades de importação, pode afetar a capacidade de investimento das artesanais, em um efeito cascata. Mas isso se dá mais pelo dinheiro do que por uma desaceleração do mercado.

NewAge (Edison Nunes, gerente comercial)
Seguimos otimistas com relação a 2023, tanto que acabamos de lançar mais rótulos para nosso chope growler PET, com as opções vinho, IPA e uma Pilsen mais leve para compor nosso mix com a Pilsen Hexamalte, lançada durante a Copa de 2022.

Prussia Bier (Fernando Cota Carvalho, diretor-executivo)
Todo ano, de forma geral, tem um início que nunca é fácil para a cerveja artesanal. Desde que começamos, o período de janeiro a março é desafiador. Não vejo nada diferente de outros anos. O carnaval é um período que a cerveja artesanal ainda não consegue aproveitar. É claro que a mudança política se soma a isso e deixa todos agitados. Creio que com o trabalho bem estruturado e um pensamento de marcado atualizado, podemos andar para frente. Não só nós, como todo o setor.

Sindicerv (Márcio Maciel, presidente-executivo)
A fase crítica da pandemia passou e as cadeias produtivas mundiais estão se realocando, com rearranjos logísticos. Acreditamos que teremos um crescimento no setor de cerveja no Brasil, possivelmente não tão forte quanto nos últimos anos, mas ainda assim positivo, já que o nosso setor está muito aquecido. Esperamos que continue assim.

Tanoaria Agulhas Negras (Luis Claudio de Castro Nogueira, CEO)
Estamos procurando alternativas na Tanoaria Agulhas Negras, como ir para feiras, porque não acreditamos que o mercado siga como antes. Está tendo uma retração muito grande.

Cauim mantém cultura dos povos indígenas viva e resgata ancestralidade

Os povos indígenas no Brasil têm resistido há anos diante das tentativas de apagamento de sua história, do genocídio e da ocupação das suas terras. Neste cenário, o respeito, a honra e o resgate da ancestralidade são manifestações importantes para assegurar a continuidade de suas culturas, fazendo parte do cotidiano das comunidades, como através da produção do cauim, uma cerveja ancestral.

O Brasil conta, hoje, com mais de 300 povos indígenas identificados, além daqueles isolados, que não possuem contato com o restante da sociedade. Muitos deles produzem o cauim, que leva mandioca e água em sua receita, com algumas comunidades usando melaço de cana-de-açúcar ou até o próprio açúcar.

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“A nossa cultura é diversa. Tradicionalmente, o cauim era feito mastigando a mandioca. Depois que ela [mandioca] estava um pouco mole, as mulheres mastigavam e colocavam num balde de cerâmica ou de barro para poder fermentar”, explica Tukumã Pataxó, estudante de gastronomia, comunicador e influenciador digital. “Quanto mais tempo passar fermentando, maior será o teor alcoólico”, acrescenta.

Com o tempo, a forma de preparo do cauim se diversificou, como conta Tukumã, que é do povo pataxó, localizado no extremo sul da Bahia. “Hoje em dia, não passa mais pelo processo de mastigação dentro do meu povo. E os homens também fazem o cauim no processo de amassar”.

Na produção do cauim pelo povo pataxó, a mandioca é amassada com as mãos e inicialmente reservada em um recipiente para sua fermentação por dois a três dias. Neste período, é feita somente a troca da água. “De dois a três dias de fermentação, é para tomar no dia a dia, tanto por crianças quanto por adultos [podem tomar], porque não tem teor alcoólico”, explica.

Segundo ele, a partir do sétimo dia, o cauim começa a fermentar ainda mais, passa a ter teor alcoólico e vira uma bebida para ser consumida em festividades e rituais, como forma de união nas cerimônias de casamentos e no ritual da lua cheia.

O preparo do cauim também pode ser feito com milho, mas o povo pataxó manteve a utilização da mandioca, como conta Tukumã. “Ela é o segredo para tudo. Dentro do meu povo, somente ela é usada. Para adoçar, como antigamente não tinha essa questão do açúcar, era usado o mel ou melado de cana. Hoje em dia, se coloca um pouco de açúcar por quem gosta. Quem não gosta, toma da forma tradicional, que é sem açúcar”, comenta.

Dentro do povo pataxó, além do cauim, também existem outras bebidas com importância espiritual, como o chá da folha da jurema. “A culinária indígena sempre tem seu significado. Significado de proteção, de fortalecimento espiritual, de cuidado…”, completa Tukumã.

Desconstruindo preconceitos
Comunicador, ativista, formado em gastronomia e influenciador digital, Tukumã, de apenas 23 anos, possui forte atuação na internet, buscando desconstruir narrativas cheias de estereótipos e preconceitos em relação às comunidades indígenas.

Ele conta que seu trabalho começou com a perspectiva de mostrar o olhar e a realidade de seu povo para o mundo. “Estudei gastronomia justamente para mostrar essa diversidade da culinária tradicional indígena e o quanto ela está no dia a dia do povo brasileiro, embora não seja reconhecida”, comenta.

Tukumã começou no universo digital com um canal no YouTube, em 2014, mas só ganhou visibilidade em 2020, durante a pandemia da Covid-19, quando um vídeo viralizou no Twitter.

Atualmente, o Instagram é a principal rede de Tukumã que tem mais de 222 mil seguidores, que acompanham o seu dia a dia. “Começou como uma forma de ‘aliviar’ porque estava cansado de escutar as mesmas perguntas, os mesmos sarcasmos, as mesmas piadas e ficar calado e responder só a uma pessoa”, diz.

A ideia de Tukumã era que, com as postagens na internet, pudesse alcançar mais pessoas, as ajudando a aprender mais sobre os povos indígenas. “Foi dessa forma que comecei a produzir. Uma forma de discutir bem e estar desabafando. E consegui trazer, também, para a questão do humor”, afirma.

Tukumã explica que seus conteúdos são produzidos para serem bem-humorados e debaterem questões como preconceitos e estereótipos. “Por exemplo, ‘índio’ e ‘tribo’ são termos estereotipados. E mostramos essas questões de outra forma, como: não se fala mais índio, é indígena, e não se pode falar mais tribo, é comunidade, aldeia, povo… Usamos do humor para poder desconstruir e alcançar outro público, que vai da criança ao adulto.”

A sociedade brasileira e o desconhecimento da cultura indígena
Atuando na internet diariamente falando sobre a cultura dos povos indígenas, Tukumã lamenta que falte conhecimento aos brasileiros sobre o assunto. “Que as pessoas conheçam a verdade da nossa história, sobre quem somos, onde estamos e o respeito também. Hoje em dia, eu vejo isso. Só de postar um vídeo na internet vem vários comentários maldosos. Eu ainda fico surpreendido com a ‘bolha’. Parece que estamos tão avançados, mas ao mesmo tempo estamos atrasados nestes pensamentos. Falta isso: aprender mais sobre a verdadeira história do nosso país”, conta.

Ele lembra que originalmente o Brasil era um território habitado apenas pelos povos indígenas.

Hoje em dia, a população indígena não é nem 10% da população que tinha antes da colonização e nem 2% da população brasileira. Quantos povos indígenas já foram dizimados, para, assim dizer, a ‘evolução’ do nosso país?

Tukumã Pataxó, estudante de gastronomia, comunicador e influenciador digita

A crise humanitária
O genocídio dos povos indígenas no Brasil teve início com a colonização do país pelos portugueses. Desde então, eles buscam resistir, em uma luta pelo direito de permanecerem em suas terras e manterem vivas a cultura ante a exploração e o extermínio. Recentemente, a luta dos ianomâmis ganhou visibilidade internacional devido aos impactos da ação de garimpeiros na região da Terra Indígena Ianomâmi, que conta com mais de 30 mil habitantes, em um chocante cenário de desassistência sanitária e nutricional.

De acordo com a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), a Terra Indígena Ianomâmi é morada dos povos indígenas ianomâmis e ye’kwana, com os primeiros contatos com o restante da sociedade tendo ocorrido entre 1910 e 1940. E uma grave crise sanitária foi desencadeada no final dos anos 1980 pela entrada de garimpeiros na região.

Desde então, o território, que fica no Amazonas e em Roraima, é impactado pelo desmatamento e mineração ilegal, contaminação por mercúrio, que atinge não somente os rios da região, mas também o solo e os animais, impactando diretamente na alimentação indígena, que é composta principalmente pela pesca, caça, coleta de frutos e raízes, além da agricultura.

Ao longo dos anos, os ianomâmis têm sofrido com a insegurança alimentar e desassistência de saúde, além da violência dos garimpeiros, em especial às mulheres e crianças, com denúncias de assassinatos, agressões e estupros. Dados recentes mostram elevados indicadores de mortalidade infantil, além de casos de infecção respiratória aguda, diarreia, malária e tungíase.

Diante da crise humanitária, o governo federal vem se mobilizando para ajudar os ianomâmis com a execução de ações, o que incluiu a declaração de emergência médica pelo Ministério da Saúde, assim como a sociedade civil, que tem buscado dar visibilidade à causa.

Balcão da Chiara: Como a capacidade produtiva ociosa impacta nos custos

Balcão da Chiara: Como a capacidade produtiva ociosa impacta nos custos

Equipamento parado é oportunidade de receita!

Por diversas vezes as fábricas são projetadas sem uma avaliação de cenário, sem um plano de negócios. E, na realidade, a implantação do projeto pode ser bem diferente do que se imagina. O conhecimento da capacidade produtiva e otimização dos processos e recursos para utilizá-la reduzem perdas e custos da empresa com equipamentos com elevado consumo de diversas fontes de energia para uma baixa demanda produtiva, excesso de paradas e partidas sem otimização das programações de produção ocasionando consumo energético excessivo, bem como outros desperdícios.

O planejamento é crucial para a definição da capacidade da fábrica. A partir daí, deve-se fazer a definição dos equipamentos e alinhar a produção com o nível da demanda. Realizar o planejamento de vendas, fazendo a projeção de crescimento da fábrica nos primeiros anos da cervejaria, pode ser o início do caminho. Claro que muitas outras variáveis estão inseridas nessa avaliação inicial. O foco da nossa conversa é a ociosidade da fábrica e o consumo energético.

Ao planejar a cervejaria, a seleção dos equipamentos de acordo com a capacidade necessária é primordial, bem como pensar em soluções para otimização dos consumos. A avaliação do espaço, layout, custo-benefício do equipamento levando em consideração a operacionalidade, o material, a assistência técnica pós-venda, disponibilidade de peças, eficiência e consumo energético são pré-requisitos importantes. Avaliar pontos como iluminação natural com portas, janelas, telhado, tipo de luminárias e a possibilidade de utilização de energia solar pode fazer muita diferença na redução do consumo de energia, por exemplo.

É possível avaliar o projeto para que haja reaproveitamento da água proveniente do resfriamento do mosto (sem desperdício), reaproveitamento de água da chuva e água de enxágue, instalação de CIP fixo (com reaproveitamento de água e soluções de assepsia), montagem de laboratório microbiológico para viabilizar o reaproveitamento de levedura, bem como a propagação.

Iniciar as operações da fábrica com plano de manutenção montado influencia diretamente na redução de custos com aquisição de peças, quebras e atendimentos não planejados, necessidade eventual de descarte de produtos, paradas na produção impactando na produtividade e entrega do produto.

As programações de produção e paradas de manutenção devem ser estratégicas de maneira que proporcionem reaproveitamento da levedura, redução de consumo energético em momentos críticos, aproveitamento da mão de obra para pequenas manutenções, pinturas, limpeza e treinamento. Realizar rotas de vazamentos de ar, água, produto, vapor, com ações imediatas de correção de problemas, além de envolver a equipe, vai reduzir os desperdícios.

Equipamentos ociosos por boa parte do tempo e uma má modulação da fábrica acarretam grandes custos de produção, que podem ser minimizados utilizando estratégias como inserção de ciganos, White Label ou mesmo desenvolvimento de novos produtos e estratégias de vendas para aumento de produção com fabricação em mais turnos. Máquina parada é dinheiro parado!

Antes de ampliar deliberadamente sua fábrica, conheça sua capacidade produtiva. Invista em um software de gestão, faça uma reanálise de seus processos, avalie a eficiência dos seus equipamentos, tenha a manutenção em dia e avalie as possibilidades de ampliação e otimização da sua produção. Essas ações serão importantes na redução de custos e melhoria na utilização de recursos já existentes.


Chiara Barros é proprietária do Instituto Ceres de Educação e Consultoria Cervejeira. Engenheira Química, especialista em Biotecnologia e Bioprocessos, em Gestão da Qualidade e Produtividade e em Segurança de Alimentos, além de cervejeira e sommelière de cervejas.

Bohemia lança cerveja com lúpulo cultivado por Thiago Lacerda em Petrópolis

Bohemia e Thiago Lacerda uniram forças para valorizar o lúpulo cultivado no Brasil e apoiar as vítimas das chuvas em Petrópolis. Para isso, a marca da Ambev e componente da Rota Cervejeira RJ lançou uma cerveja que utiliza o insumo cultivado pelo ator. Os recursos obtidos com as vendas sendo revertidos para uma ONG que atua na região serrana do Rio de Janeiro.

A novidade da Bohemia é uma Hop Lager que leva o lúpulo fresco da Lúpulo Riad, a empresa de Thiago Lacerda voltada para o cultivo do ingrediente cervejeiro. A marca produziu 250 litros dessa novidade e repassará as receitas para a ONG Todos Juntos e Ninguém Sozinho.

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O lançamento da cerveja, que aconteceu na unidade da Bohemia em Petrópolis, também fez parte das celebrações dos 180 anos da cidade da Serra Fluminense. A novidade leva os lúpulos cultivados por Thiago Lacerda em sua fazenda em Petrópolis, em um trabalho que teve início no ano passado.

“Eu sou consumidor e gosto de uma boa cerveja. A vocação cervejeira histórica de Petrópolis mais a possibilidade concreta de uma produção 100% orgânica me levaram a iniciar a jornada de produção do Lúpulo Riad. Hoje estou muito contente de poder oferecer para os moradores de Petrópolis uma cerveja que é resultado dessa dedicação em parceria com a Ambev”, afirma o ator.

As cervejas, fruto da parceria entre Bohemia e Thiago Lacerda, estão à venda no bar da Bohemia no centro da cidade de Petrópolis. É de lá, também, a ONG que vai ser beneficiada com os recursos obtidos pela comercialização da cerveja.

A Todos Juntos e Ninguém Sozinho surgiu em 2020 para apoiar famílias da cidade durante a pandemia do coronavírus. O trabalho cresceu em volume e em importância no ano passado, quando Petrópolis sofreu com enchentes e deslizamentos, na maior tragédia da sua história. Entre fevereiro e março de 2022, foram 241 mortes provocadas pela chuva, além da destruição de casas, deixando milhares de pessoas desamparadas.

A parceria com Thiago Lacerda também reforça a atuação da Ambev para fomentar o cultivo do lúpulo no país, como ressalta Laura Aguiar, sommelière, mestre-cervejeira, professora da Academia da Cerveja e diretora de conhecimento e cultura cervejeira na Ambev. “Queremos investir cada vez mais neste tipo de parceria para criar possibilidades para o cultivo e desenvolvimento de lúpulo nacional de qualidade em diferentes estados”, diz.

A Ambev atua em algumas frentes no Brasil para ampliar a cultura do lúpulo, sendo a principal delas em Lages, onde realiza o Projeto Fazenda Santa Catarina, no qual busca inserir o insumo cervejeiro na agricultura familiar.

“Até pouco tempo atrás, entendia-se que o lúpulo só poderia ser cultivado em regiões de climas muito frios, como nos Estados Unidos e Alemanha. Mas com o avanço da tecnologia nós já provamos que é possível produzir lúpulo brasileiro de altíssima qualidade”, conclui Laura.

Cervejas de Páscoa: Dinamarca tem tradição de lançamentos para a data

Produzir cervejas temáticas, em função de datas festivas e marcantes do calendário, é uma rotina no setor, mas na Dinamarca, quando o tema é a Páscoa, isso já se tornou uma tradição espalhada por toda a indústria. Por lá, as cervejarias investem no lançamento da “Påskebryg”, algo que começou a ganhar força no final do século XIX.

As cervejas de Páscoa são lançadas e colocadas à venda no varejo no que ficou conhecido como “Dia P” na Dinamarca, considerado uma das principais datas cervejeiras do país, ocorrendo, tradicionalmente, na quinta-feira que antecede o domingo da Páscoa. E acontecem festas e eventos no chamado “Påskefrokost” para celebrar a chegada da cerveja sazonal.

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Os relatos são de que a primeira cerveja de Páscoa lançada por uma marca de cerveja na Dinamarca ocorreu entre o final do século XIX e o início do século XX, embora essa tradição possa remeter à Idade Média, relacionada ao período da Quaresma, quando a população fazia jejum de alimentos, precisando consumir bebidas mais fortes nutritivas.

De modo mais industrializado, a produção foi se espalhando por outras cervejarias no começo do século passado, incluindo a Carlsberg, não só a maior produtora do país, como uma das maiores do mundo.

A primeira cerveja de Páscoa da Carlsberg foi criada em 1905, ainda que apenas em chope, depois passando a ser engarrafada. Outra das mais tradicionais cervejarias tradicionais do país, a Tuborg, incorporada no fim dos anos 1980 pela Carlsberg, também aderiu à iniciativa. E em 2018 viu suas cervejas de Páscoa se esgotarem rapidamente, mesmo tendo produzido 2 milhões de litros.

O número indica a intensa busca pelas cervejas de Páscoa, sendo que a associação de cervejarias da Dinamarca afirma que 111 rótulos alusivos ao período foram lançados em 2021. Isso inclui, claro, as marcas mais tradicionais, mas também conhecidas artesanais do país, como a Mikkeller e a Amager Bryghus. E não existe um estilo único para esse tipo de cerveja, embora a tradição tenha sido iniciada com aquelas mais escuras e consideradas mais fortes.

A Páscoa, na Dinamarca, costuma coincidir com o início da primavera. Por isso, o período possui tom festivo para celebrar o renascimento da natureza, o que provoca a reunião de familiares e amigos em torno de uma mesa farta, também impulsionando esses lançamentos. As cervejas, então, se unem a pratos típicos da culinária local, como ovos cozidos, arenque marinado e pão de centeio.

Outros países
A tradição de cervejas alusivas à Páscoa também existe em outros países da Europa. Na Alemanha, por exemplo, essas sazonais são chamadas de Osterbier, sendo, em geral, mais encorpadas e maltadas do que os rótulos regulares. Já na Inglaterra, elas são chamadas de Easter Ales.

E o Brasil?
Embora o Brasil não tenha a mesma tradição de cervejas de Páscoa da Dinamarca e de outros países europeus, há cervejarias que buscam aproveitar a tradicional data para explorar sabores e combinações de ingredientes, os harmonizando com pratos típicos do período. E não foi diferente em 2023.

Neste ano, em Curitiba, a Maniacs Brewing e a Cuore di Cacao se juntaram para criar uma cerveja de Páscoa. É a Maniacs Cioccolato, uma Dark Ale com adição de chocolate e nibs de cacau da chocolateria.

De acordo com o descritivo divulgado, a cerveja tem cor preta com reflexos rubi, leve turbidez e espuma bege. A novidade possui aromas e sabores predominantes do chocolate, seguido por notas maltadas que lembram caramelo com um final levemente torrado e adocicado, com baixo amargor.