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Confira lançamentos realizados pelas cervejarias em outubro

Em outubro, não faltaram grandes lançamentos, coleções e colaborações entre as cervejarias artesanais. Foram diversas novidades apresentadas ao consumidor, especialmente em séries, como aconteceu com a Avós, que lançou 5 rótulos da Avós do Mundo.

A Cruls, por sua vez, reforçou a série experimental CXP com os lançamentos de mais 3 cervejas em outubro. Quem também apresentou novidades triplas foi a parceria entre Goose Island e Under Tap, com três lançamentos de cervejas do estilo Oatmeal Stout.

Já a Nacional atuou em frentes diferentes. Ao mesmo tempo em homenageou o Outubro Rosa em um dos seus lançamentos neste mês, também se uniu à Marek para apresentação de duas Rauchbiers.

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Confira lançamentos realizados pelas cervejarias em outubro e selecionados pelo Guia:

Avós
A cervejaria apresentou, em outubro, a série Avós do Mundo, com lançamentos semanais, que irão até 16 de novembro. No décimo mês do ano, foram 5 novidades, para homenagear Uruguai, Inglaterra, Itália, Espanha e França. A Abuela-Uruguai é uma India Pale Lager (IPL) com adição de erva mate e terpeno, com coloração amarelo-dourado, aromas que lembram frutas amarelas e notas herbais frescas, conferidas pelo malte. A Nana-Inglaterra foi inspirada nas tradicionais Ales inglesas, tendo presença de malte acompanhada de sutis notas herbáceas dos lúpulos ingleses e potencializadas pela adição de chá preto. A Nonna-Italia, com cor amarelo claro, é uma Italian Pilsner feita com uva itália, tendo espuma generosa e aroma que une leve toque floral, proveniente dos lúpulos, com notas frutadas que remetem à uva. A Yaya-Espanha possui visual cobre escuro, sendo uma Bock feita com Jerez. Já a Mamie França é uma Brut IPL, de cor dourada, elaborada com lúpulos franceses Barbe Rouge, Aramis e Elixir, tendo sutis notas florais e marcante presença de aromas que lembram frutas cítricas e tropicais.

Cruls
A Cruls Cervejaria, de Santa Maria (DF), lançou, em outubro, três cervejas da série experimental CXP, em comemoração à Oktoberfest. São elas: CXP10 Märzen Oktoberfest, CXP11 Schwarzbier e CXP12 Rauchbier. Os estilos são inéditos na série experimental CXP, que só tinha apresentado cervejas da família Ale. A CXP10 tem 6% de graduação alcoólica e 21 IBUs de amargor. Trata- se de uma cerveja de cor âmbar claro e que tem como destaque a composição de maltes que entregam características de miolo e casca de pão torrada, além de sutil amendoado. Os lúpulos estão presentes, mas cumprem papel secundário, colaborando com amargor médio/baixo a fim de equilibrar o conjunto. A CXP11, com 5,4% de graduação alcoólica e 25 IBUs, é uma cerveja escura, de cor castanho escuro e opaca, com intensas características de maltes torrados, grandes protagonistas da cerveja, contribuindo com notas de torrefação e café. É uma cerveja de fermentação limpa com corpo médio/leve, carbonatação moderada e textura suavemente macia, constituindo um conjunto com bom drinkability. A CXP12, com 5,1% de graduação alcoólica e 21 IBUs de amargor, tem como grande protagonista a carga de maltes defumados, matéria-prima que contribui com boa complexidade de notas de defumação, madeira, tostado e suave caramelo.

Everbrew e Sigilo Total
A cervejaria Sigilo Total se juntou com a Everbrew para lançar mais um rótulo colaborativo da série Duets. Nesta edição, Ozzy e Dio foram homenageados. Assim, nasceu a Eversing Sabbath, uma Double Juicy IPA, feita com os lúpulos Strata, Citra e Galaxy e adição dos terpenos isolados Mirceno e Humuleno, remetendo a sabores e aromas como frutas tropicais e cítricas. A novidade tem 8,2% de graduação alcoólica.

Goose Island e Under Tap
As cervejarias Under Tap e Goose Island se juntaram para lançar um trio colaborativo, batizado de Gooses & Mermaids. São três rótulos diferentes, do estilo Oatmeal Stout, que serão comercializados apenas no brewhouse da Goose: a Goose Island/Under Tap Oatmeal Stout, a Goose Island/Under Tap Oatmeal Stout com amendoim, ambas com 5% de graduação alcoólica, e a Goose Island/Under Tap Oatmeal Stout Barrel Aged, com 5,2% de álcool.

Nacional
Em um mês marcado pelo Outubro Rosa, a Cervejaria Nacional aproveitou para lançar a Boto Cor de Rosa Sour. É uma cerveja à base de malte, lúpulo, levedura, melancia e morango. Tem, de acordo com seu descritivo, coloração amarela e levemente rosada, possui acidez evidente, boa carbonatação e corpo bem baixo, com amargor de 15 IBUs e teor alcóolico de 4%. Também em outubro, Nacional e Cervejaria Marek lançaram duas versões da Rauchbier Fora da Lei. Batizado de Lei de Impureza Alemã (ou Foras da Lei), o projeto entre as marcas tem o intuito de produzir estilos alemães, mas transgredindo a Lei de Pureza alemã. Para o pontapé inicial, cada cervejaria defumou um malte-base em suas fábricas utilizando madeiras disponíveis em suas regiões para produzir uma Rauchbier. Além disso, utilizaram nozes caramelizadas colhidas na fazenda da Marek. A cerveja da Nacional leva madeira de pitangueira, laranjeira, goiabeira e nozes da fazenda Marek, enquanto a da Marek tem madeira de carvalho francês, amburana e macieira.

ØL Beer
A ØL Beer Cervejas Artesanais apresentou, em outubro, a London Trip. É uma Extra Special Bitter com altíssima drinkabillity. Ela traz aromas que remetem ao toffée (caramelo), sem deixar de lado o amargor equilibrado e marcante, de acordo com sua descrição.

Brasil tem a Best of Show e leva mais 9 ouros na Copa Cervezas de América

As cervejarias do Brasil conquistaram mais de 30% das medalhas distribuídas na edição de 2022 da Copa Cervezas de América. Foram 43 das 127 premiações entregues em Valdívia, no Chile, palco da etapa internacional da competição. E o principal destaque foi a Saison Pitaya, da paranaense Água do Monge, eleita a melhor cerveja do campeonato.

Além da Best of Show, as representantes nacionais conquistaram mais nove medalhas de ouro. Na disputa sul-americana, o Brasil também teve a segunda melhor cervejaria entre as participantes. Foi a catarinense Königs Bier, que ganhou duas medalhas de ouro e uma de prata. Assim, também foi a marca nacional com melhor desempenho nesta edição da Copa Cervezas de América.

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Na disputa apenas entre as marcas brasileiras, a também catarinense Kairós teve o segundo melhor desempenho, com uma medalha de ouro e duas de prata. Já a gaúcha Devaneio do Velhaco foi a terceira colocada, com um ouro, uma prata e dois bronzes.

A edição de 2022 da Copa Cervezas de América contou com a análise de 1.720 amostras, tendo premiado cervejas em 51 estilos e distribuído 127 medalhas, sendo 35 de ouro, 49 de prata e 43 de bronze.

“O que vimos durante a Semana Cervecera de Los Ríos e por toda a jornada desta Copa foi incrível. Tivemos uma verdadeira maratona para julgar todas as mostras e ficamos muito contentes com o nível que encontramos. Também tivemos ricos momentos de troca com diversas aulas, rodas de negócios e muita cerveja boa. Vejo que podemos contribuir para o legado de Valdivia e com o fortalecimento do mercado latino-americano”, afirma Daniel Trivelli, presidente da Copa Cervezas de América.

Em 2022, após um hiato de dois anos sem ocorrer por causa da pandemia, a maior competição cervejeira da América Latina voltou a acontecer, em sua nona edição, tendo, dessa vez, etapas nacionais.

Diego Masiero, criador da produtora Matinê Cervejeira e integrante da equipe organizadora da Copa Cervezas de América de 2022, exaltou o desempenho brasileiro na competição.

“O Brasil pode assumir um papel de protagonismo no cenário latino-americano cervejeiro, somos uma potência e mostramos uma evolução constante, mesmo após o duro período que passamos durante a pandemia. Fico feliz de vermos cervejarias de diversas regiões medalhando”, diz.

Confira quais foram as cervejas brasileiras que conquistaram medalhas de ouro na Copa Cervezas de América de 2022:

Best of Show
SAISON PITAYA: Água do Monge Cervejaria, Guarapuava (PR)

Belgian Style Ale
QUADRUPEL 277: 277 Craft Beer, Foz do Iguaçu (PR)

Belgian Style Witbier
RENDEIRAS WITBIER: Cervejaria Kairós, Florianópolis (SC)

British Style Strong
INSANA BLEND 2017: Cervejaria Insana, Palmas (PR)

European Dark Lager
KÖNIGS BOCK: Cervejaria Königs Bier, Jaraguá do Sul (SC)

European Pale Lagers
CUSTOM BOCK: Öluns Cervejaria, Cunha Porã (SC)

New World Pale Ales
NEBLINA FLUTUANTE: Ruradélica Ales, Porto Alegre (RS)

Pilsener Style Beer
SAFIRA: Devaneio do Velhaco, Porto Alegre (RS)

Saison
SAISON PITAYA: Água do Monge Cervejaria, Guarapuava (PR)

Smoked Beer
KÖNIGS BIER DEFUMADA: Cervejaria Königs Bier, Jaraguá do Sul (SC)

Lei Seca no segundo turno: veja onde está proibido beber na eleição

O domingo (30) será dedicado, no Brasil, a eleger o presidente que vai dirigir o país por mais 4 anos e os governadores de 12 estados que não deram maioria absoluta a algum candidato em 2 de outubro. O segundo turno das eleições também terá, como tradicionalmente ocorre, a adoção da Lei Seca em algumas cidades e estados.

A Lei Seca proíbe a venda e consumo de bebidas alcoólicas, sendo determinada, em geral, por juízes do Tribunal Regional Eleitoral e por entendimento com a Secretaria de Segurança Pública. Quem desobedecer a determinação poderá sofrer sanções de acordo com dois artigos do código eleitoral.

No segundo turno, quem desrespeitar a Lei Seca onde ela estiver em vigor, pode ser enquadrado pelo crime de desobediência (artigo 347 do Código Eleitoral), por contravenção penal e por promoção de desordem que prejudique os trabalhos eleitorais (artigo 296 do Código Eleitoral).

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O Guia preparou um material para o (e)leitor sobre estados e cidades que vão adotar a Lei Seca no segundo turno. Confira:

Acre
No Acre, que reelegeu Gladson Carnelli (PP) governador no primeiro turno, diversas zonas eleitorais optaram pela adoção da Lei Seca, mas com variação no horário de vigor da proibição. Na capital Rio Branco, o veto se inicia às 23 horas de sábado e vai até as 19h do domingo. Mas a maioria das cidades adotou o horário de começo da Lei Seca para as 22h do dia que antecede o segundo turno.

Amapá
O Amapá, que elegeu Clécio (Solidariedade) como governo no primeiro turno, terá Lei Seca no dia em que os eleitores irão escolher entre Lula e Bolsonaro para a presidência. No domingo, entre 0h e 18h, está proibida a venda de bebidas alcoólicas por estabelecimentos comerciais, assim como o consumo em locais públicos.

Amazonas
No dia da disputa entre Wilson Lima (União Brasil) e Eduardo Braga (MDB) em segundo turno, o estado do Amazonas também vai adotar a Lei Seca. Será entre 0h e 18h, quando estará proibido o consumo de bebidas alcoólicas em bares, restaurantes, supermercados, mercearias e estabelecimentos similares, bem como em locais abertos ao público no estado.

Ceará
Após eleger o petista Elmano de Freitas governador no primeiro turno, os cearenses voltam às urnas neste domingo para a escolha do presidente. E o consumo de bebidas alcoólicas está proibido em bares, restaurantes, mercantis, estabelecimentos congêneres e demais locais abertos ao público de 0h até 20h.

Goiás
Assim como em outras localidades, a Lei Seca será adotada ou não a depender da cidade. A capital Goiânia, por exemplo, não vetará a venda e consumo de bebidas alcoólicas. Já em Senador Canedo, a proibição começará às 18h do sábado e só terminará 24 horas depois.

Maranhão
No Maranhão, que reelegeu Carlos Brandão (PSB) em primeiro turno, está proibida a venda e consumo de bebidas alcoólicas da 0h até 22h do domingo.

Mato Grosso
Só com votação para presidente neste domingo, pois Mauro Mendes (União Brasil) foi reeleito no primeiro turno, o Mato Grosso terá Lei Seca em apenas alguns municípios. Serão 16, de acordo com portaria de diferentes juízes eleitorais, das 6h às 18h.

Mato Grosso do Sul
O Mato Grosso do Sul terá segundo turno entre Capitão Contar (PRTB) e Eduardo Riedel (PSDB) e Lei Seca neste domingo. Ela vai durar das 3h às 16h, com o consumo e venda de bebidas alcoólicas proibidos em bares, restaurantes, conveniências, lanchonetes, trailers, hotéis e demais estabelecimentos comerciais.

Pará
No Pará, que reelegeu o governador Helder Barbalho (MDB) em primeiro turno, está proibida a venda e fornecimento de bebidas alcoólicas, ainda que gratuitamente, por bares, restaurantes, lanchonetes, trailers, quiosques, boates e outros estabelecimentos, assim como por ambulantes, das 0h às 18h de domingo. No mesmo horário, também não poderão ser realizadas festas dançantes em clubes, casas de show, dancings, boates, bares e similares.

Rondônia
Rondônia, que terá segundo turno para governador entre Coronel Marcos Rocha (União Brasil) e Marcos Rogério (PL), adotará Lei Seca apenas em algumas cidades. São sete, no total, incluindo Ariquemes.

Tocantins
Com Wanderlei Barbosa (Republicanos) já reeleito governador, a votação em segundo turno no Tocantins terá Lei Seca em mais de 100 cidades, resultado da determinação de 27 zonas eleitorais. Na maioria delas, a proibição da venda de bebida alcoólica vai vigorar por 24 horas, a partir das 18h do sábado. Em Palmas, a medida restritiva será por tempo menor, começando à meia-noite de domingo e indo até as 18h.

Blumenau, Bodebrown e Cathedral são as melhores do Brasil Beer Cup

Blumenau, Bodebrown e Cathedral foram os destaques da edição de 2022 do Brasil Beer Cup. Essas cervejarias foram eleitas as melhores da competição, que divide os seus participantes de acordo com o porte.

A edição de 2022 da Brasil Beer Cup reuniu quase 2 mil amostras de 325 cervejarias. Elas vieram de 19 diferentes estados brasileiros e de países como Alemanha, Argentina, Bélgica, Chile e Uruguai, sendo avaliadas por 70 jurados nacionais e internacionais.

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A escolha da cervejaria do ano se deu através da distribuição de pontos pelas medalhas conquistadas, sendo 10 para a de ouro, 6 para a de prata e 3 para a de bronze. As vencedoras em todas as categorias podem ser conferidas no link.

A Blumenau foi a melhor cervejaria de grande porte do Brasil Beer Cup, com fabricação de mais de 200 mil litros mensais. Já a Bodebrown acabou sendo premiada entre as marcas de médio porte, com produção entre 30 mil e 200 mil litros mensais de cerveja. Entre as cervejarias de pequeno porte, com produção de até 30 mil litros mensais, o destaque foi a Cathedral.

A edição de 2022 da Brasil Beer Cup também elegeu as melhores cervejas do concurso na categoria The Best of Show, que reuniu aquelas que conquistaram medalha de ouro em seus estilos.

Na categoria comercial, destinada a rótulos já colocados no mercado pelas cervejarias, a vencedora acabou sendo a Sommer Weiss, uma German-Style Leichtes Weizen da paranaense Metzgerbier.

Na categoria experimental, que reuniu rótulos não comercializados até o término das inscrições do Brasil Beer Cup, a vencedora veio da Argentina, a Ábrette Sésamo #1, da Juguetes Perdidos, sendo uma Wild Beer.

A disputa também contou com a categoria inovação, com a ganhadora sendo a Belgard Catharina Sour sem Álcool. O rótulo da catarinense, do estilo Non-Alcohol Malt Beverage, é uma versão da Catharina Sour com 0,5% de graduação alcoólica e com adição de polpa de maracujá, morango e amora.

One Love: Hazy IPA da Dogma com banda Cidade Verde une reggae e cerveja

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O reggae é um estilo musical que surgiu na década de 1960, na Jamaica, e popularizou-se na voz do cantor e compositor Bob Marley. E embora ele tenha falecido por complicações de um câncer de pele, em 11 de maio de 1981, o seu potente legado ainda reverbera, mais de 4 décadas depois. No Brasil, por exemplo, a data celebra o “Dia Nacional do Reggae”, em homenagem ao ídolo e ao gênero, que motivou uma recente união, em cerveja, entre a banda Cidade Verde Sounds e a Dogma.

É a confirmação de que o reggae permanece transcendendo o cenário musical e ganhando novos ídolos e adeptos pelo planeta também graças às suas filosofias e ideologias permeadas na cultura rastafári, na paz, no amor, na igualdade social e no respeito à natureza. 

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Reconhecido pelas cores verde, amarelo e vermelho, o reggae tem relevante presença no cenário musical do Brasil e do mundo, com variedades de ritmos surgindo a partir dele, enquanto outros incorporam suas características. As três cores, inclusive, dão representatividade ao gênero musical e inspiraram o novo rótulo sazonal da Dogma em colaboração com o Cidade Verde Sounds. 

Com o nome Cidade Verde – One Love, a Hazy IPA, a novidade é a segunda cerveja da série criada em parceria com a banda. “No primeiro rótulo, tentamos retratar São Paulo sendo uma Cidade Verde e com lúpulos fazendo parte do desenho, ingrediente importante principalmente em uma IPA, fugindo do caos, do cinza e da poluição. O segundo será a mesma ilustração, mas com mudança nas cores. E sempre lembrando as cores do reggae”, explica Luciano da Silva, sócio-fundador da Dogma.

Luciano conta que sempre foi fã de reggae, com a ideia da cerveja colaborativa reforçando o apoio às bandas locais e o incentivo à cultura, apontando como a Dogma busca se associar a iniciativas que estão além do ecossistema cervejeiro.

“Sempre buscamos parcerias e colaborativas, não somente com outras cervejarias, mas com outros negócios com sinergia, como o caso de outras colabs com Barbearia Corleone, Squadafum, Dream BMX, entre outras. Eu já ouvia o som do Cidade Verde, sabíamos que eles gostavam de cerveja artesanal e que o Mastor (integrante da banda) produz em casa. Inclusive, no primeiro ano do nosso tasting room na Santa Cecília (bairro de São Paulo), lembro deles terem ido um dia”, comenta. 

A primeira cerveja produzida com a banda de reggae foi batizado como Cidade Verde, também sendo uma Hazy IPA. O sócio da Dogma lembra que a receptividade do público foi tão alta que a cerveja acabou em poucas semanas. “Boa parte do público já conhecia a banda, quem não conhecia passou a ter interesse”, diz.

Já para o segundo rótulo, além da mudança nas cores do mesmo e a adoção do nome One Love, também houve alterações nos lúpulos da receita, trazendo um perfil mais frutado. O lançamento da Cidade Verde – One Love acontecerá no sábado (29), na Cave Pool, em São Paulo, juntamente com o show do Cidade Verde. 

Mesclando reggae com rap, o Cidade Verde surgiu em meados de 2007, em Maringá (PR), e é composta pelos músicos Adonai e Paulo Dub Mastor. Atualmente instalada em São Paulo, a banda faz shows pelo Brasil todo, incluindo grandes festivais. “Nesse momento pós-pandemia estamos com força total, um disco pronto para sair agora no fim do ano e vários shows marcados”, comenta Paulo Dub Mastor.

E essa relação da banda com a cerveja artesanal não é de agora. “Somos cervejeiros caseiros desde 2014 e somos entusiastas da nova escola americana”, afirma Dub Mastor.

Por isso, a parceria com a Dogma também é a realização de um sonho para os integrantes do Cidade Verde. “Fazemos cerveja em casa e acredito que todos caseiros têm o sonho de lançar um rótulo, né? Agora imagina você lançar um rótulo com uma cervejaria que você é fã? Sensacional!”, pontua. 

“Está sendo uma experiência incrível. O pessoal da Dogma conseguiu transcrever na cerveja toda nossa ideia e o resultado ficou surpreendente, totalmente fiel à proposta. Uma série de Hazy IPAs super lupuladas e que harmonizam muito bem com ervas medicinais”, finaliza o músico.

Ambev tem queda de 13% no lucro e alta de 1,3% no volume produzido

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A Ambev teve queda de 13,4% no seu lucro líquido no terceiro trimestre de 2022, em comparação ao mesmo período de 2021, para R$ 3,215 bilhões. O recuo, de R$ 374,8 milhões, foi apresentado no relatório financeiro de julho a setembro, divulgado nesta quinta-feira (27) e que incluiu avanço de 1,3% no volume produzido pela Ambev, para 46,3 milhões de hectolitros.

O balanço da companhia ainda aponta Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado de R$ 5,6 bilhões no terceiro trimestre, uma alta de 2,4% em relação ao mesmo período de 2021. Esse desempenho, destacado pela Ambev em sua apresentação, em contraposição ao recuo do lucro líquido e ao avanço modesto do volume, indica um trimestre marcado por uma maior rentabilidade, ainda que sem ganho expressivo de produção.

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“O lucro ajustado diminuiu 13,9% em relação a R$ 3,753 bilhões no terceiro trimestre de 2021, uma vez que o crescimento do Ebitda foi mais do que compensado por maiores despesas financeiras e maior alíquota efetiva de impostos dada a reversão extraordinária de aproximadamente R$ 754 milhões de imposto de renda e contribuição social diferidos no terceiro trimestre de 2021”, diz.

A receita líquida da Ambev no terceiro trimestre de 2022 foi de R$ 20,587 bilhões, o que representa crescimento anualizado de 11,3%. Assim, a diminuição do lucro líquido também está relacionada com a alta do Custo do Produto Vendido (CPV) e das despesas administrativas, de vendas e gerais (SG&A). O CPV por hectolitro, excluindo depreciação e amortização, subiu 14,6% na comparação com o mesmo período de 2021. Já a aceleração do SG&A foi de 15,2%.

De acordo com a Ambev, essas elevações estão relacionadas com a inflação, em diferentes regiões das Américas, de commodities e combustíveis. “O CPV foi principalmente impactado pelo aumento do preço das commodities (principalmente alumínio, mas também cevada), enquanto o SG&A foi impactado principalmente pelo aumento dos custos de distribuição graças ao diesel e ao frete, particularmente em mercados que têm maior grau de produtos importados, como Canadá, Chile e países da CAC (divisão que envolve Canadá, América Central e Caribe)”, afirma.

No relatório financeiro do terceiro trimestre, a Ambev também relatou ter fechado o mês de setembro com caixa de R$ 15,6 bilhões.

Destaques do Brasil
A alteração insignificante no volume se deu, de acordo com a explicação da Ambev, pela comparação com uma base “desafiadora”, o terceiro trimestre de 2021. No Brasil, porém, houve crescimento orgânico de 6,9% na produção de cerveja, para 23,482 milhões de hectolitros. Além disso, a Ambev conseguiu expandir a receita líquida dessa divisão no país para 17,1%, apesar do aumento de 18,2% do CPV.

A empresa afirma que as marcas premium, citando Original e Chopp Brahma, foram os destaques do período, com crescimento de um dígito alto. Já as marcas core tiveram expansão de dígito único médio. E as garrafas de vidro retornáveis continuaram a ganhar peso com a recuperação do canal de bares e restaurantes.

A Ambev também cita em seu relatório o êxito das suas plataformas digitais de vendas. No Bees, voltado ao B2B, 70% dos clientes são compradores de produtos de lojistas terceiros através do marketplace. Já o Zé Delivery atendeu a mais de 15 milhões de pedidos no terceiro trimestre, também contabilizando mais de 4 milhões de usuários mensais únicos.

O relatório financeiro da Ambev também aponta que a receita líquida da divisão brasileira de produtos não alcoólicos cresceu 35,8% no terceiro trimestre.

E a AB InBev…
A Anheuser-Busch InBev (AB InBev) também divulgou seu resultado financeiro do terceiro trimestre nesta quinta-feira, com alta de 62% no lucro líquido em relação ao mesmo período de 2021, para US$ 1,43 bilhão. O grupo cervejeiro ainda relatou receita de US$ 15,09 bilhões, um crescimento de 5,7%. Já o Ebitda cresceu 2%, para US$ 5,31 bilhões.

6 atividades em que a tecnologia pode auxiliar no dia a dia de uma cervejaria

A chamada 4ª Revolução Industrial faz com que o cenário competitivo seja cada vez mais pautado pelo uso da tecnologia, uma peça-chave para que as empresas possam resolver problemas, aumentar a eficiência e a produtividade dos processos, além de conquistar mercado. Assim, nenhuma cervejaria pode ficar alheia ao uso da tecnologia para incrementar as suas atividades.

Presentes no dia a dia, os recursos tecnológicos podem oferecer auxílio em diferentes etapas de atuação das marcas. “O que vemos hoje é cada vez mais a tecnologia auxiliando nos processos, desde a fabricação do chope até a entrega ao cliente final”, conta Ewerton Miglioranza, sócio-fundador da BierHeld.

Ele ressalta que se os processos e controles de qualidade antes eram exclusivos das grandes indústrias, hoje estão acessíveis para todo o mercado. Assim, mesmo uma pequena cervejaria pode usar a tecnologia, seja para controlar a brassagem ou na produção, no envase, nas análises químicas, na gestão de negócios e mesmo para o atendimento ao consumidor. E isso, claro, pode trazer benefícios para as marcas. “Tudo isso contribui para um aumento de produtividade juntamente com a redução de custos”, pontua.

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Assim, de diferentes maneiras, a tecnologia está presente em todas as partes e fases da operação de uma cervejaria, mesmo entre as artesanais. Pensando nisso, o Guia preparou, com o auxílio do sócio-fundador da BierHeld, um material sobre como o uso da tecnologia pode auxiliar no dia a dia de uma cervejaria, em diferentes etapas. Confira:

1 – Controles automatizados de brassagem
Para o profissional da BierHeld, um importante aliado das cervejarias é o controlador PID da curva de brassagem. Ele realiza o controle da temperatura e dos tempos de subida e repouso com precisão, a fim de melhorar a eficiência na extração de açúcares do malte, além de permitir a padronização da receita em todas as fabricações.

2 – Tornar a produção mais rápida
Enzimas que aumentam a velocidade de reações químicas são importantes coadjuvantes de processo que aceleram o tempo de produção, melhorando sua eficiência, sem perder a qualidade. Assim, geram ganho de produtividade e estabilidade para a cerveja.

3 – Atuação no envase
Atualmente, o mercado cervejeiro dispõe de máquinas de envase, tanto para lata quanto para garrafa, com a mesma tecnologia e qualidade de grandes maquinários. “No caso da garrafa, podemos citar engarrafadoras com bomba de vácuo, que retiram o ar da garrafa antes do envase e influenciam muito na qualidade e estabilidade da cerveja”, relata Miglioranza.

4 – Análise química da cervejaria
Hoje já existem soluções no mercado que possibilitam à cervejaria fazer sua própria análise química, através de kits pré-fabricados prontos para o uso e sem a necessidade de um laboratório dedicado. Exemplos de análises feitas incluem PH da água, amargor (IBU), açúcares fermentáveis, volume de álcool e presença de outros compostos químicos como ácido acético, dióxido de enxofre e diacetil.

5 – Gestão do negócio
“Também podemos citar a tecnologia como imprescindível para que se tenha o controle de estoques, das vendas, fiscal e a satisfação dos clientes. Hoje, por exemplo, apenas com um celular é possível fazer um pedido e controlar a entrega e devolução dos equipamentos da cervejaria, aumentando muito a eficiência de operações que há alguns anos eram feitas manualmente ou através de planilhas”, diz o sócio-fundador da BierHeld.

6 – Proximidade e atendimento rápido ao consumidor
Através de canais como e-mail e aplicativos de conversas como o WhatsApp, também é possível ter um contato muito mais direto com o consumidor e agir rapidamente para atender seus gostos e demandas, o que também contribui para aumentar a competitividade da cervejaria.

Heineken tem alta de 27,5% na receita, mas se preocupa com queda na demanda

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O Grupo Heineken divulgou, nesta quarta-feira (26), o seu resultado financeiro do terceiro trimestre com alguns números positivos, mas também preocupação envolvendo o risco de desaceleração da economia global, especialmente na Europa. No período de julho a setembro, a receita foi de 9,415 bilhões de euros, um crescimento de 27,5% em relação ao mesmo período do ano passado.

No terceiro trimestre, a receita líquida expandiu 19,8%, para 7,788 bilhões de euros. A companhia entende que essa alta foi impulsionada, principalmente, pela forte recuperação na Ásia-Pacífico em função do término das principais restrições da Covid-19. Por lá, o volume de cerveja vendida expandiu 89,6% no período.

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É, assim, um ritmo bem superior ao registrado em todo o mundo. O resultado financeiro do Grupo Heineken no terceiro trimestre apontou crescimento orgânico de 8,9%, para 66,8 milhões de hectolitros. Assim, também ficou 1,4% à frente de 2019 em base orgânica. Já a expansão nas Américas foi bem mais modesta, de 3,4%, para 21,9 milhões de hectolitros de cerveja, com destaque para Brasil e México. “Nosso portfólio premium cresceu um dígito alto, liderado pela Heineken e Amstel Ultra”, diz a companhia.

Nos comentários do resultado financeiro do terceiro trimestre, o CEO do Grupo Heineken, Dolf van den Brink, exibiu preocupação com o cenário macroeconômico. Na Europa, por exemplo, a venda de cerveja cresceu apenas 1,4% no período de julho a setembro.

E a companhia disse já ter observado “os primeiros sinais de desaceleração da demanda no final de setembro e em outubro” em alguns mercados da Europa. “Vemos cada vez mais motivos para sermos cautelosos com as perspectivas macroeconômicas, incluindo alguns sinais de fraqueza na demanda do consumidor”, alerta o CEO do Grupo Heineken.

No Brasil
O Grupo Heineken também apontou o portfólio premium como destaque do seu balanço com crescimento de 15%, liderado pelo desempenho da Tiger no Vietnã. A sua principal marca, a Heineken, apresentou expansão de 11,3% e agora está 29% acima do nível de 2019, em 14,2 milhões de hectolitros. E, segundo a empresa, a alta foi impulsionada, principalmente, por Brasil, China, África do Sul, Vietnã, Holanda, Polônia, Alemanha e Nigéria.

No relatório do terceiro trimestre, o Grupo Heineken ainda cita um crescimento de mais de 30% da receita líquida no Brasil, onde a expansão da venda de cerveja foi de quase 10%, em nível acima do ritmo do mercado.

No Brasil, a receita líquida cresceu em torno de 30 e poucos, impulsionada pela premiumização, preços à frente da indústria e crescimento de volume. O volume de cerveja cresceu um dígito alto, à frente do mercado. Nosso portfólio premium e mainstream cresceu dois dígitos, liderado pela Heineken e Amstel. As marcas econômicas declinaram na faixa dos 10 e pouco

Grupo Heineken

O balanço do Grupo Heineken também relata uma alta de 19% no mix de preços na América Latina, “impulsionado por preços no Brasil, menor intensidade promocional no México e contínua premiumização do nosso portfólio”.

Chopeiras viram opção de empreendedorismo com volta dos eventos

Em um mercado competitivo e exigente, o investimento em chopeiras elétricas tem ajudado a impulsionar negócios dentro do setor cervejeiro. A eficiência e o custo-benefício proporcionados por esses equipamentos os tornam boas opções para os empresários oferecerem a bebida tirada deles aos consumidores, especialmente com a retomada dos eventos.

Empreendendo no setor cervejeiro através de chopeiras, Rafael Alex Pauli, sócio-proprietário da Agro Beer, está expandindo os seus negócios, sendo contratado para prestar diferentes serviços em eventos agrícolas na região oeste do Paraná, na sua cidade-natal, Missal, e em municípios vizinhos.

O empresário garante que o modelo de negócio com as chopeiras elétricas para delivery e serviços em festas também lhe garante um volume maior de vendas e menos custos do que tinha quando vendia a sua cerveja somente em garrafas.

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“A embalagem exige todo um trabalho de envase, de rotulagem, de expedição para entregar nos mercados e nos pontos de venda, além de um cuidado a mais, porque é uma embalagem. Fora isso, tem a questão ambiental, pois você gera lixo, resíduos que precisam ser descartados da forma correta”.

Produtor de cerveja, ele viu a praticidade e lucratividade das suas atividades aumentarem ao passar a adotar o uso dos barris de chope, contando com equipamentos da BravoZero, referência no mercado de chopeiras elétricas do Brasil.

“A eficiência de extração da chopeira da BravoZero é muito grande. E ela é silenciosa, mais compacta, com um padrão diferenciado no mercado. A agroindústria hoje está muito forte, presente em tudo. Com isso, está sempre abrindo portas para mim em feiras do setor e eventos dos municípios”, comemora o empresário, que também oferece soluções para entrega de chope e montagem de câmaras frias, necessárias em festas de grande porte.

Wilson Seiti Harada, coordenador de desenvolvimento de projetos da Eidee, empresa responsável pela BravoZero, aponta benefícios tecnológicos oferecidos pelos produtos da marca, cuja segurança de operação também é assegurada pela sua certificação, facilitando a atuação das empresas que contam com seus equipamentos.

“Acredito que a tecnologia seja o principal diferencial destas chopeiras, que possuem um sistema que te fornece mais estabilidade térmica por meio de um sistema de armazenamento que aproveita o tempo ocioso do equipamento para utilizar o desempenho dela em picos de consumo”, explica.

De marceneiro a empresário de sucesso com as chopeiras
Outro caso de sucesso de quem resolveu empreender por meio dos equipamentos é o de Luiz do Nascimento, proprietário do delivery de chope Fassbier. Ele, aos poucos, foi deixando em segundo plano a sua profissão de marceneiro, na qual começou a atuar há 30 anos, para investir no ramo cervejeiro. E hoje tem o seu negócio consolidado no Rio de Janeiro, tendo a TV Globo como um dos seus principais clientes.

O empresário conta que a mudança começou a acontecer na sua vida a partir do final de 2014, quando uma crise atingiu a capital fluminense e o volume de serviços de sua marcenaria diminuiu de modo relevante. Convidado por um amigo a participar de um curso para aprender a fazer cerveja, em Teresópolis, Nascimento iniciou investimentos em algumas áreas do setor, mas só conseguiu trilhar o caminho do sucesso a partir de 2018, quando resolveu abrir um delivery de chope.

“A Brahma começou a fazer comerciais na televisão deste tipo de serviço no Rio de Janeiro e aí me surgiu essa ideia. Então, em parceria com essa cervejaria com a qual eu vendia chope, resolvi comprar as máquinas da BravoZero. E os clientes sempre me ligavam e diziam que não queriam chopeira com gelo, mas sim as elétricas, pois as do outro tipo davam trabalho, exigiam a reposição constante de gelo”, conta o empresário.

No caso das chopeiras elétricas da BravoZero, um sensor ajuda a manter a temperatura da bebida estável sem depender do volume de pressão do compressor do equipamento para gelar a cerveja, diferentemente do que ocorre com grande parte dos equipamentos existentes no mercado, sendo um diferencial importante.

Com a tecnologia proporcionada pelo sensor, você sabe exatamente a temperatura que está o chope. Para completar, por utilizar baixa pressão, a chopeira é silenciosa e esse sistema também ajuda a aumentar a durabilidade do compressor, que é o item mais caro do produto

Wilson Seiti Harada, coordenador de desenvolvimento de projetos da Eidee

Nascimento revela também que enfrentou grande dificuldade durante os períodos mais complicados da pandemia, quando precisou usar reservas financeiras por causa da queda na demanda pelos seus serviços, que prestava principalmente em festas e grandes eventos. Porém, quando a crise sanitária diminuiu, viu seu negócio decolar.

“Houve um boom de pedidos porque todas as festas que estavam represadas durante esse tempo todo que ficou parado cresceram muito”, diz Nascimento, lembrando, porém, que o fato o obrigou a investir na compra de mais chopeiras. Atualmente, dos cinco equipamentos elétricos que possui, quatro são da BravoZero. Ele ainda opera com outras cinco chopeiras a gelo.

“Hoje eu vendo uma média de 14 a 15 barris por semana, o que dá de 500 a 750 litros semanais. E a chopeira elétrica, se eu alugar na sexta-feira, dou um prazo máximo de 20 horas antes de recolhê-la no sábado, quando ela já vai para outro cliente. E se eu alugar no sábado, no domingo ela já está com um novo cliente. Ou seja, das quatro chopeiras que tenho da BravoZero, elas são alugadas pelo menos oito vezes em um final de semana”, destaca.

E a qualidade e eficiência dos seus serviços acabou motivando a maior empresa de comunicação do Brasil a contratá-lo para os eventos que promove frequentemente dentro de sua estrutura no Rio de Janeiro. “Tenho como um dos meus maiores clientes, a Rede Globo. A emissora faz eventos comigo toda semana, sem exceção”, garante o empresário.

Cade limita veto a acordos de exclusividade da Ambev a regiões de 10 cidades

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O Tribunal do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) reduziu a regiões de dez cidades a proibição que impede a Ambev de firmar novos acordos de exclusividade. A decisão, assim, restringe a área de veto a esses contratos, mas agora por mais tempo: até o fim do julgamento para São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília, e com término em 31 de dezembro para as demais localidades.

O julgamento atende a uma denúncia apresentada ao Cade pelo Grupo Heineken, que acusa a Ambev de fechar acordos de exclusividade com bares, restaurantes e casas de shows, em pontos considerados premium, em função da localização. Ao mesmo tempo, porém, a decisão afeta a multinacional de origem holandesa, pois a restrição também vale para localidades onde seus acordos superem o limite de 20% de exclusividade.

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Anteriormente, o conselheiro Gustavo Augusto Freitas de Lima, relator do caso, havia determinado, em decisão liminar, que a proibição de se firmar novos acordos de exclusividade pela Ambev, assim como para o Grupo Heineken em áreas acima da limitação de 20%, seria válida até o término da Copa do Mundo no Catar, em 18 de dezembro.

Assim, a decisão liminar, de agosto, foi mantida, ainda que com algumas alterações. No caso da Ambev, a companhia está proibida de firmar novos contratos e renovar os vigentes nas regiões da Zona Sul, da Barra da Tijuca e do Recreio dos Bandeirantes no Rio de Janeiro, na área central de São Paulo e no Plano Piloto e adjacências de Brasília. Definidas pelo Cade como “zona vermelha”, essas áreas têm o veto válido até o término do julgamento do mérito.

Já na “zona amarela”, a proibição estará em vigência até 31 de dezembro. As cidades e regiões que compõem essa área são: Maceió (Litoral e Jacintinho), Salvador (Centro Histórico e Orla), Fortaleza (Distrito da Sede), Recife (Centro), área central de Campinas (SP), Lauro de Freitas (BA) e Campos do Jordão (SP). Após a análise da documentação, a Superintendência Geral poderá liberar novos contratos a partir de janeiro de 2023.

A restrição também tem validade para o Grupo Heineken nas regiões em que possui participação superior a 20%, mas o relator não leu quais seriam as cidades e áreas em que a decisão terá validade.

Os pontos de vendas incluídos no veto do Cade são aqueles com volume médio mensal de cerveja superior a 300 garrafas ou latas de cerveja por mês. Mas Gustavo Augusto também determinou que o veto não vale para contratos de exclusividade firmados para eventos sazonais.

Caso ocorra descumprimento das determinações do Cade, as companhias cervejeiras estão sujeitas a punições, com a mais severa sendo a total suspensão dos contratos de exclusividade, em âmbito nacional, por cinco anos.

A decisão do Cade foi tomada por maioria dos votos. Os conselheiros Vitor Fernandes, Sérgio Costa Ravagnani, Luiz Augusto Hoffmann e o presidente do tribunal do Cade, Alexandre Cordeiro Macedo, acompanharam Gustavo Augusto integralmente. Luis Braido aprovou parcialmente o parecer, enquanto Lenisa Prado votou desfavoravelmente.