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Filme retrata história de homem que levou cerveja aos amigos no Vietnã

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Realizar uma operação, de modo individual, para levar cerveja a amigos que estão envolvidos na Guerra do Vietnã pelo Exército dos Estados Unidos. A história parece tão inverossímil que o clichê diz que deveria estar registrada em um livro ou em um filme. E está.

A questão, porém, é que o livro é autobiográfico. “The Greatest Beer Run Ever: A Memoir of Friendship, Loyalty, and War”, sem tradução para o português, tem John “Chick” Donohue e J. T. Molloy como autores. E acaba de ser adaptado para os cinemas por Peter Farrelly, em sua primeira produção desde que Green Book ganhou o Oscar de Melhor Filme em 2019.

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“Operação Cerveja”, hoje disponível no Brasil pelo streaming da Apple, reúne atores renomados de Hollywood, como Russel Crowe e Zac Effron, o personagem principal. Ele é “Chickie” Donohue, que se indigna com os protestos contra a Guerra no Vietnã enquanto seus vizinhos combatem – e morrem – no país asiático.

Como resposta aos atos, decide, em uma mesa de bar, levar apoio aos amigos que estão envolvidos no conflito. É assim, então, que nasce a Operação Cerveja, com Chickie se arriscando no Vietnã para encontrar seus vizinhos do bairro de Inwood, em Nova York, para presenteá-los com latinhas da bebida – no filme, os rótulos são de Pabst Blue Ribbon.

Veterano do Corpo de Fuzileiros Navais, Chickie tentou rastrear seis amigos que estavam no Vietnã. Lá, ele os surpreende com a inusitada – e perigosa – presença, chama a atenção com seus trajes de civil, se coloca em condições arriscadas e se transporta através de jipes e voos militares.

A história real, claro, tem suas adaptações para movimentar o roteiro e dar tons de conflito e redenção, especialmente envolvendo sua irmã e jornalistas que realizavam a cobertura da Guerra do Vietnã in loco para a imprensa dos Estados Unidos, como destaca o site History vs Hollywood. Mas a aventura que deu origem a Operação Cerveja é real e durou aproximadamente quatro meses.

Essa história atraiu o público em sua semana de estreia nos Estados Unidos. Operação Cerveja foi o décimo conteúdo mais visto no período nos streamings do país, sendo o líder no serviço da Apple.

Veja o trailer:

Peter Farrelly repete Green Book – e isso não é nada bom
Por Leandro Silveira

O ato de “pagar uma cerveja” a alguém é um gesto de cortesia e amizade com linguagem universal. Ele pode se dar para relevar um dia ruim, para agradecer ou mesmo como um pedido de desculpas. A premissa, portanto, de construir um filme a partir desse gesto, ainda mais tendo acontecido em uma guerra marcante como a do Vietnã, é ótima. Mas a execução, em Operação Cerveja, nem tanto.

No início de 2019, em uma decisão surpreendente, os membros da Academia do Oscar parecem ter preferido contemporizar: entre os extremos que representavam Roma e Pantera Negra, optaram por dar o prêmio de melhor filme para Green Book. Contemporização, aliás, bem questionável, inclusive pela premissa do filme: usar o sofrimento de um homem negro para levar um branco à “reveladora” descoberta de que o racismo é algo ruim.

Três anos depois, em sua primeira produção após a conquista do Oscar, Farrelly nos apresenta Operação Cerveja, mas que bem poderia ser chamado de Green Book 2. Afinal, em uma leve comédia, o diretor conduz o personagem interpretado por Zac Effron ao horror de uma guerra para entender que o conflito é ruim.

Farrelly, assim, busca ensinar ao público algo que ele já deveria saber. E, de acordo com os relatos oficiais, o faz com Chick através, principalmente, de um personagem que nem esteve envolvido na história real.

De qualquer forma, Operação Cerveja tem sua força especialmente pela realidade: aconteceu.

Menu Degustação: Novos chopes da Hoegaarden, festival do Beer Summit…

Nem só as diversas edições da Oktoberfest movimentam o setor cervejeiro em outubro. Aproveitando o mês e a primavera, iniciada em setembro, a Hoegaarden decidiu apresentar dois novos sabores de chopes: Citrus e Pomelo. Mas é bom correr, pois eles estão disponíveis em versão limitada e somente até o fim de novembro.

Já em Santa Catarina, a próxima semana, marcada por vários eventos cervejeiros promovidos pelo Science of Beer, terá a primeira edição de um festival do Beer Summit, com a presença de mais de 50 marcas diferentes. E o Chile também será o palco de uma semana cervejeira a partir deste domingo, que inclui a fase final da Copa Cervezas de América.

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Confira essas e outras novidades do setor no Menu Degustação do Guia:

Semana cervejeira no Chile
A grande final da 9ª edição da Copa Cervezas de América acontecerá durante a Semana Cervecera de Los Ríos, que vai de domingo (23) até 29 de outubro, na cidade de Valdivia, no Chile. Serão avaliados mais de 600 rótulos de 135 estilos, julgados por 47 juízes de países como Brasil, Chile, Costa Rica, Estados Unidos, França, Panamá, Colômbia, Peru, Equador, México e Espanha. Também vão ser promovidas rodas de negócios e exposições de fornecedores, envolvendo empresas de insumos, equipamentos para fábricas e serviços da indústria cervejeira. Além disso, também serão ministradas palestras com profissionais renomados.

Festival do Beer Summit
A semana de eventos cervejeiros promovidos pelo Science of Beer em Florianópolis contará com uma grande novidade neste ano. Será o Beer Summit Festival, marcado para a próxima quinta-feira (27), no mesmo dia, portanto, da premiação do Brasil Beer Cup. O encontro está marcado para o Hard Rock Live Floripa, com a presença de 51 marcas de cervejas, no sistema open bar. Os ingressos custam R$ 380,00.

Polo Oktoberfest
O fim de semana em Campinas (SP) terá o Polo Beer Festival Oktober como uma das atrações. Desta sexta-feira até domingo, a celebração acontecerá na Estação Cultura, com entrada franca. O evento é promovido pelo Polo Cervejeiro da Região Metropolitana de Campinas e contará com 31 cervejarias, 170 torneiras de chope, 17 food trucks e 7 apresentações musicais, além de área kids, tenda de discos de vinil, feira de adoção de pets e coleta de alimentos em parceria com o Banco de Alimentos de Campinas.

Chopes de primavera da Hoegaarden
A Hoegaarden, motivada pelo período da primavera, decidiu apresentar a edição limitada de dois sabores de chopes: Citrus e Pomelo. Agora, então, as características da cerveja, como frescor, criticidade e suavidade, contam com as frutas limão siciliano e pomelo. Os chopes especiais da Hoegaarden serão disponibilizados até o final de novembro e podem ser encontrados nos diversos pontos de venda da marca em São Paulo, como Greenhouse, Seu Quintal, Bar Maré, Churrascada do Mar, Pé de Manga e Quincho, assim como nos eventos parceiros da marca. Nesse período, a marca também promoverá eventos especiais, como a Feira Jardim Secreto, no próximo domingo (22), e o Festival The Gaarden, no dia 29.

Novas latas de Läut
A Läut acaba de apresentar a sua Pilsen nos formatos de 269ml e 350ml em lata. A marca já tinha essa opção em latas de 473ml, em garrafas de 600ml e em long neck de 355ml. A ação de lançamento se deu na 34ª edição da Superminas, segundo maior evento supermercadista do país, que reúne cerca de 50 mil pessoas.

Premiação para a Ambev
A Ambev é a primeira colocada do ranking Top 100 Open Corps, sendo considerada a principal empresa em open innovation com startups no país. Esta foi a sétima edição do levantamento, realizado entre julho de 2021 e junho deste ano. A lista também conta com outra indústria cervejeira do Brasil, o Grupo Petrópolis, que figura no sétimo lugar entre empresas de bens de consumo e alimentos. No período, o valor total de contratos de Open Innovation fechados entre corporações e startups chegou a R$ 2,7 bilhões, com valor médio de R$ 260 mil por contrato.

Premiação para Heineken e Lagunitas
Já o Grupo Heineken brilhou no Smarties Brasil 2022, prêmio de inovação que reconhece líderes, marcas, agências e fornecedores que usam a tecnologia para criar abordagens no marketing moderno. A marca Lagunitas foi ouro na categoria Marketing de Mídia Social/Criadores e Influencers e prata na categoria Brand Experience, ambos com a campanha “O que é IPA para você? Só vale respostas erradas”. Já a Heineken levou ouro na categoria Localização, com “Case Our Ads Your Ads”, que ficou com o bronze em Integração de Plataformas & DOOH.

Incentivo às mulheres na gastronomia
Crédito, formação e visibilidade são as principais dificuldades enfrentadas pelas mulheres brasileiras no mercado da gastronomia, conforme pesquisa nacional realizada por Stella Artois e Ipsos. Por isso, através do projeto Juntas na Mesa, a marca da Ambev vai investir R$ 10 milhões nos três pilares para promover a equidade de gênero na gastronomia, aumentando o protagonismo das mulheres e fomentando o empreendedorismo feminino. Para isso, em parceria com o BEES Bank, fintech da Ambev, oferecerá crédito para apoiar até mil mulheres empreendedoras no setor da gastronomia no Brasil. Serão disponibilizados empréstimos de até R$ 60 mil por empreendedora.

Black Princess na Tattoo Week
Pela quinta vez consecutiva, a cerveja Black Princess é a patrocinadora oficial da Tattoo Week São Paulo, considerada a maior feira de tatuagem da América Latina. A décima edição acontece entre esta sexta-feira e o domingo (21 a 23) no Expo Center Norte, em São Paulo. Lá, os visitantes poderão conhecer os chopes especiais da Black Princess. Serão vendidos seis rótulos: Gold, IPA, Tião Bock, Back to the Red, Dark e Long Neck Gold.

Espaco aberto: Colecionismo de bolachas de chope

*Por Carlos Alberto Tavares Coutinho

As bolachas de chope, também chamadas de bolachas de cerveja, porta-copos ou descanso de copos, são suportes para serem colocados debaixo de copos ou garrafas, geralmente para proteger a superfície (mesa ou balcão) onde a bebida é servida ou para quantificar o número de bebidas consumidas.

Em línguas de outros países: bierdeckel, bierfilz ou bierglasunterleger (alemã), biermat ou coaster (inglesa), olu alus (estoniana), bierkaartje (belga), Iasin alusta (finlandesa), sous bock ou sous verrem (francesa), bierviltje (holandesa), tachtiot le kos (israelense), soto bocchiere (italiana), ko-su-ta (japonesa), polozak za pivô (croata) öl brikke, öl underlagg (norueguesa), podstavka pivo (russa), sejdelunderlägg (sueca), podstavek za pivo (eslovena), posa vaso (espanhola), takek (checa), bira altigli (turca) etc…

Esta peça, que hoje faz um enorme sucesso no mercado de sublimação para brindes e itens de divulgação e projeção de marcas, é confeccionada artesanalmente em materiais grossos. Os primeiros registros que se têm notícia deste item indicam que as bolachas de chope surgiram na cidade alemã de Weisenbach, em 1880.

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Bem parecidas com o que utilizamos hoje serviam para evitar que derramasse nas mesas a espuma das enormes canecas de cerveja que eram usadas na época. Assim, quando as espumas começassem a cair das grandes canecas de chope, não molhariam as mesas. Não demorou até que inúmeros pubs tomassem conhecimento da “bolacha” e tivessem o interesse em adquiri-la. Foi quando em 25 de outubro de 1892, também na Alemanha, na cidade de Dresden, capital do estado da Saxônia, Robert Sputh, de 49 anos, percebeu a grande e crescente procura em torno do item e resolveu patentear o processo de fazer as bases de fibra prensada já usando um molde padronizado.

Feitas de materiais como cerâmica, porcelana, vidro, metal etc., são fabricadas atualmente de outros materiais, tais como: neoprene, plástico, cortiça e, principalmente, de papelão, que por ser o material mais econômico é o tipo usado quase exclusivamente por cervejarias. Mas elas não foram sempre iguais, sofrendo pequenas alterações: a princípio, as primeiras bolachas de chope tinham de 2,5mm até 4,0mm de espessura e se tornaram já naquele tempo uma febre em toda a Alemanha. E devido ao sucesso, logo no início do século XX, as bolachas de chope começaram a ser utilizadas como meio de divulgação publicitária. Foi a vez de se utilizar imagens monocromáticas (uma só cor), sendo que a própria marca das cervejas seria estampada em um dos lados.

Contudo, ao contrário do que se possa imaginar, não foi Robert Sputh, o primeiro empreendedor a ficar rico com esta ideia, mas Casimir Otto Samuel Katz, que em 1882 lançou as bases para a indústria de papel de Murg Valley, com a primeira oficina de moagem de madeira em Weisenbach. Lá, os resíduos de madeira das serrarias foram processados ​​pela primeira vez em madeira moída para fábricas de papel e, a partir da década de 1890, o papelão de madeira foi produzido em telas cilíndricas. Como ele também possuía uma cervejaria em Metz, Katz teve a ideia em 1903 de produzir porta-copos de cerveja industrialmente em papelão de madeira como substituto para o feltro usado anteriormente, que era considerado anti-higiênico. Ao mesmo tempo, nasceu a ideia de imprimir os porta-copos de cerveja e usá-los como meio publicitário. Até hoje, existe a Katz Group, que produz cerca de 3 bilhões de bolachas de chope por ano. O site é www.thekatzgroup.com.

Com o passar das décadas, o negócio se tornou bastante promissor em quase todos os países onde era grande o consumo de cerveja. Entre 1918 e 1938, a nova invenção se espalhou pela Europa e chegou à Inglaterra, onde também há grande consumo de cerveja. No Brasil, a moda demorou a chegar. As primeiras bolachas apareceram comercialmente apenas na década de 1960.  Excepcionalmente, a bolacha da Cerveja Peru é considerada a bolacha brasileira mais antiga. A marca foi registrada na Junta Comercial de Porto Alegre (RS) em 17 de fevereiro de 1911 por Leopoldo Haertel, estabelecido em Pelotas com fábrica de cervejas na rua Conde de Porto Alegre 44.

Atualmente, é difícil encontrar uma cervejaria que não faça uso do produto tanto para divulgar a sua marca, como para servir melhor aos clientes. Não demorou também para que outras empresas aproveitassem a “bolacha de chope” para divulgar as suas marcas e contatos.

No Brasil, a bolacha que foi adotada como padrão pela indústria mede 90mm de diâmetro e é fabricada com papelão madeira ou papelão paraná de 1,5mm de espessura, que é um cartão de elevada gramatura e rigidez. Fabricado essencialmente de fibras de madeira de pinus e água geralmente virgens, transformado em pasta mecânica e/ou aparas, geralmente em várias camadas da mesma massa. Sua cor, em geral, é consequência dos materiais empregados na sua fabricação. Também utilizado para embalagens de produtos e presentes, é um papel pardo dos dois lados, porém seu processo de acabamento faz necessária a colagem do disco de papelão entre duas lâminas impressas que compõem a frente e o verso da bolacha. Fator esse que faz a durabilidade do produto ser menor, pois, com o tempo de uso e à medida que é molhado essa colagem, faz o papel descolar.

Para melhorar a impressão, a maioria das fábricas de bolacha de chope utilizam o Papel Cartão Duplex ou Triplex, por exemplo, que é confeccionado com uma ou duas camadas de celulose branqueada com tinta de revestimento branca. Porém, sua baixa absorção e fina espessura o tornam um material não muito atrativo na produção de bolachas de chope.

Atualmente, é usado o papel Liner Extra Absorvente, que é o papelão mais indicado para se fazer bolacha de chope. Por se tratar de uma matéria-prima nacional com a capacidade de absorver qualquer líquido que escorra do copo sobre a superfície onde se encontra, quando é molhado, ele não se degrada como outros tipos de papel utilizados no mercado, por ser composto de celulose de fibras longas.

No Katz Group, os padrões utilizados são de 94mm de lado com 6mm de radius, nos cantos, para a bolacha quadrada; e de 93mm de diâmetro para a bolacha redonda. A espessura pode variar entre 1,0mm e 2,5mm.

As bolachas são fabricadas nos mais diversos formatos: redondas, ovais, quadradas, retangulares ou recortadas nas mais diversas formas e tamanhos. Já foram fabricadas bolachas grandes para forrar bandejas e até as mesas de bares.

O colecionismo de bolachas de chope foi um passatempo muito popular por anos. Quase tão difundido quanto o de latas de cerveja, este passatempo ressurgiu junto com a popularidade das pequenas cervejarias e das artesanais. A cada ano mais colecionadores novos estão aderindo a este passatempo. As bolachas destas cervejarias fizeram com que os novos entusiastas chegassem num nível igual ao dos colecionadores de velhos tempos.

Enquanto a maioria das cervejarias que produziram bolachas saíram do negócio, as pequenas cervejarias, as artesanais e alguns grandes fabricantes de cerveja usam ainda as bolachas como uma fonte principal de propaganda. Isto mantém os colecionadores constantemente procurando novas edições e injeta sangue novo ao passatempo.

Os motivos (desenhos), geralmente, são mudados com regularidade, com um lado sendo quase sempre o institucional, com o outro se caracterizando por informações, charges, signos ou outros motivos populares. Já houve até com o layout de cartões postais que podem ser enviados pelos Correios.

As bolachas são colecionadas de várias maneiras. Pode-se colecionar do jeito que preferir: por formato, por evento, pela cervejaria, por país, estado ou região, com textos de humor ou ainda por temas das imagens (animais, carros, aviões etc.).

Muito semelhante à filatelia, muitas bolachas têm variações menores que as fazem ligeiramente diferentes. Por exemplo: já uma bolacha de Rheingold que tem impressa na borda inferior o texto “fabricantes de cerveja há mais de 115 anos”. Esta bolacha foi atualizada no texto durante os anos até que chegou a 121. Talvez alguns ignorassem esta pequena diferença, mas a maioria de colecionadores sérios se esforçaram para encontrar todas as diferentes variações. Outras variações comuns a procurar são: a presença ou a falta de uma figura, de um erro de impressão, de cores diferentes, de reversos invertidos e de posições diferentes da marca da cervejaria. As micro variações comuns incluem a espessura da bolacha e diferenças de tamanho.

As bolachas não são limitadas às cervejarias, são fabricadas, também para servir de veículo de propaganda para outros tipos de bebidas; para restaurantes e bares, alimentos, remédios etc. já existentes e para lançamento de produtos, para campanhas publicitárias, brindes, eventos (como por exemplo: o evento que comemorou a restauração de um Chevrolet Belair 1950 por um colecionador de carros antigos. Convite, envelope, bolacha de chope e folder foram criados a partir da estética dos anos 50 e das cores originais do carro: vermelho bordô e bege palha).

Quando a bolacha de chope não é produzida para um bar ou publicidade, ela serve como objeto de marketing de relacionamento, sendo um brinde oferecido aos clientes e parceiros de um negócio. Há até mesmo algumas produzidas para serem usadas em festas servindo como lembrança de casamentos, aniversários etc. Afinal, em todo momento de confraternização, cabe uma lembrancinha.

Não importa o jeito ou tema que você coleciona, há sempre uma bolacha que caiba de algum modo na sua coleção.

Foi uma pena a descontinuidade do projeto do catálogo de bolachas. Um excelente trabalho feito pelo colecionador Márcio Erlich. Descontinuou mas permanece na internet. Se você usar este link: www.bolachasbrasileiras.com.br, poderá ver imagens de bolachas brasileiras maravilhosas.


*Carlos Alberto Tavares Coutinho é funcionário público septuagenário e aposentado que atende pelo pseudônimo de Cervisiafilia, colecionador de itens de bebidas desde 1994, blogueiro que tenta escrever sobre a história da cerveja brasileira no blog cervisiafilia.blogspot.com.br – A História das Antigas Cervejarias

Cervejarias podem ganhar sistema de aquecimento de água; veja como concorrer

Cervejarias podem ter acesso gratuito a sistemas de aquecimento de água. A possibilidade está sendo ofertada em uma chamada pública do Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica, o Procel, que tem inscrições abertas até 30 de outubro e selecionará quatro indústrias de bebidas. Assim, permitirá que as ganhadoras consigam economizar recursos com o aquecimento da água.

A chamada pública faz parte do projeto PAR 2020 – Aplicação de sistemas termossolares de baixa e média temperatura em indústrias de bebidas. E a iniciativa realizará a instalação de um sistema de aquecimento de água por meio de coletores solares nas quatro vencedoras, que podem ser cervejarias.

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O edital é destinado a indústrias de bebidas de pequeno e médio porte, de acordo com os critérios do BNDES. Ou seja, estão aptas a participar aquelas companhias com faturamento bruto anual entre R$ 360 mil e R$ 300 milhões anuais.

O sistema a ser instalado nas indústrias de bebidas selecionadas é composto por um reservatório térmico e coletores solar de tubos evacuados, que promovem o aquecimento da água armazenada para temperaturas superiores a 100°C.

Com esse equipamento, a expectativa é de que haja redução do consumo de energia, aumentando a eficiência da unidade produtiva e reduzindo as despesas.

“Uma cervejaria precisa de energia advinda de combustíveis fósseis, gás natural ou GLP para aquecer a água. Com o aquecimento solar, é possível evitar o uso dessas fontes de energia. Essa substituição garante o benefício de não se gastar com a água no processo produtivo”, diz Odailton Arruda, diretor de operações da 3e Soluções e coordenador da chamada pública.

A seleção das quatro indústrias de bebidas se dará pelos critérios descritos no edital (confira). Eles envolvem temáticas como as despesas com energia, a quantidade de água que é aquecida e a altura do telhado, entre outros.

Os nomes das empresas selecionadas sairão em 7 de novembro, com o resultado final, após um período reservado para a apresentação de recursos, sendo dado no dia 18. Depois, a fase de instalação terá várias etapas: diagnósticos energéticos (até 24 de fevereiro de 2023), melhorias (até 28 de abril), implantação (até 27 de outubro) e monitoramento (a partir de 27 de outubro).

Os recursos que viabilizaram a instalação dos sistemas de aquecimento de água são provenientes de um fundo constituído pelo porcentual da Receita Operacional Líquida das Distribuidoras de Energia repassado para o Procel para aplicação em ações que fomentem a eficiência energética, tendo sido aprovado pelo Comitê Gestor de Eficiência Energética, em julho de 2020, dentro do plano anual de investimento do PROCEL 2020/2021.

Vencedora de um pregão eletrônico promovido pela Eletrobras, a 3e Soluções foi a empresa escolhida para conduzir esse processo. Assim, é a responsável pela realização da chamada pública e sua divulgação, além da gestão dos projetos selecionados. Já a Solis Solar responderá pela instalação dos sistemas de aquecimento de água nas indústrias ganhadoras.

Fla Manguaça e Coringão Chopp fazem duelo cervejeiro na Copa do Brasil

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A final da Copa do Brasil, nesta quarta-feira (19), às 21h45, opõe Flamengo e Corinthians, os dois mais populares clubes do país, e terá um duelo “cervejeiro” nas arquibancadas. No Maracanã, Fla Manguaça e Coringão Chopp irão protagonizar um confronto entre torcidas organizadas que misturam tradição e irreverência ao longo de suas histórias nos estádios.

Com o slogan “Embriagados pelo Mengão desde 1995”, a organizada rubro-negra foi fundada em 10 de julho daquele ano, quatro meses antes de o clube carioca celebrar o seu centenário. Já a alvinegra, cujo lema é “Uma dose de corinthianismo”, nasceu em 14 de outubro de 1989 e comemorou os 33 anos com uma grande festa em sua sede, na última sexta-feira.

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Para contar como essas torcidas estão se preparando para a partida que definirá o mais novo tetracampeão da Copa do Brasil, o Guia procurou os líderes das organizadas, que vivem dias de ansiedade e empolgação enquanto aguardam pelo começo da partida.

“A gente vai montar um mosaico no Maracanã. Vamos espalhar umas faixas pela arquibancada, vão ter fogos, fumaça e levaremos o dobro de instrumentos que costumamos levar ao estádio. A concentração da torcida vai ser a partir do meio-dia. Vamos fazer um churrasco com samba no bar onde ficamos no dia dos jogos e estaremos lá até a hora de ir para o Maraca”, afirma Felipe Amorim, presidente da Fla Manguaça.

A Coringão Chopp, presidida por Lúcio Fagundes, preferiu não conceder entrevista, mas revelou detalhes sobre a preparação da organizada para a finalíssima. E a torcida vem de dias intensos. Na última sexta-feira, na sua sede em São Bernardo do Campo, promoveu um samba de aniversário, com direito a churrasco e cachaça gratuita a partir das 19h10 (uma referência ao ano de fundação do Corinthians), além de promoções de cervejas.

Depois disso, parte dos seus integrantes foi até a Neo Química Arena apoiar a equipe corintiana no treino aberto da última segunda-feira. E estava programado para ocorrer um churrasco na sede da organizada, das 22h de terça até as 3h da madrugada desta quarta, para quando havia sido agendada a saída de dois ônibus com 100 torcedores rumo ao Rio.

Será a inversão do que aconteceu na semana passada, quando membros da Fla Manguaça viajaram para São Paulo e viram o empate por  0 a 0 na Neo Química Arena. “Fomos com dois ônibus do Rio para São Paulo e encontramos o pessoal da torcida que já estava lá. Deviam ter de 100 a 120 pessoas. Existiu dificuldade de comprar ingressos, que eram poucos e muito caros. No Maracanã, acredito que teremos em torno de mil pessoas da nossa torcida”, espera o presidente da organizada rubro-negra.

A relação com a cerveja
Ainda que não sejam as maiores referências entre as torcidas de Flamengo e Corinthians, Fla Manguaça e Coringão Chopp são facilmente reconhecidas nos estádios e possuem relevância, até pela longevidade. A Coringão Chopp conta com cerca de 4 mil sócios, enquanto a Fla Manguaça, seis anos mais jovem, possui aproximadamente 3.200. Em comum, claro, está o amor pela cerveja, embora, curiosamente, o presidente da Fla Manguaça não consuma, hoje, a bebida.

“A gente usa o nome Manguaça mais como uma coisa irreverente, leve, para tirar aquele peso que as torcidas organizadas carregam. A maioria dos torcedores bebe, mas ninguém é obrigado a beber. Tem criança na torcida, pessoas de todos os tipos e eu mesmo não bebo mais. Em nenhum momento a gente incentiva que as pessoas fiquem bêbadas, até porque um ambiente de estádio de futebol não é bom e nem muito calmo para isso”, ressalta Amorim.

Fla Manguaça e Coringão Chopp também vivem realidades diferentes para poder disponibilizar a cerveja aos seus sócios. A organizada flamenguista tem um acordo comercial com o Grupo Heineken, o que lhe permite vender o rótulo principal da cervejaria e o da Amstel. Além disso, a parceria ajudou a melhorar a estrutura da sua sede no Rio, no bairro Pilares, com equipamentos fornecidos pela marca.

“Compramos direto da fábrica. O acordo não envolve exposição de marca, que nos vende as cervejas em uma condição melhor de pagamento. E eles também nos deram os freezers, cadeiras e mesas, deixando a nossa quadra equipada. Já faz um ano e meio que compramos com eles. E espero que consigamos um pouquinho mais à frente transformar isso em algum tipo de patrocínio, promover alguma ação pontual”, explica Amorim.

Já a Coringão Chopp não possui acordo com nenhuma cervejaria para fornecimento de bebidas aos sócios em sua sede, sendo que no último fim de semana, durante seu aniversário, promoções envolviam Skol e Original, marcas da Ambev. E faz questão de garantir que é administrada de forma independente, sem receber qualquer ajuda do clube. “Vivemos sem nenhum recurso financeiro do Corinthians”, assegura a organizada.

O presidente da Fla Manguaça admite que o nome da torcida já colaborou para que fosse vista de forma negativa pela associação indireta do apelido com a embriaguez, mas destaca que a organizada não carrega mais esse peso, sendo agora mais associada com a irreverência.

“Hoje em dia não temos esse problema, mas no começo, antes de conseguir fazer essa ‘virada’, havia essa barreira. Hoje temos uma galera que está ali para torcer mesmo e é um público um pouco diferente do que era há dez anos, com um pessoal um pouco mais velho. Era outro perfil de torcedor. Depois que conseguimos firmar o nosso nome, deixar bem claro os nossos objetivos, esse nome passou a ser visto mais como um estilo do nosso torcedor”, explica Amorim.

Paulaner evita fechamento de fábrica da concorrente Oettinger na Alemanha

A Paulaner vai evitar o fechamento de uma fábrica de uma das suas concorrentes na Alemanha. O grupo ao qual a famosa marca faz parte, o Paulaner Brewery Group, anunciou a compra da cervejaria da Oettinger localizada na cidade de Gota.

Pelo acordo fechado, a Paulaner adquire a fábrica e toda a sua estrutura, o que inclui as áreas de produção e engarrafamento, além de logística e outros serviços, assegurando a manutenção de 170 postos de trabalho. A Oettinger também definiu que os 23 funcionários dos departamentos de vendas, exportação e marketing vão seguir vinculados à empresa.

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A Oettinger, em junho, havia anunciado o fechamento da cervejaria, com capacidade produtiva de 1,8 milhão de hectolitros em função da queda nas vendas e da capacidade subutilizada. A decisão, na época, provocou forte repercussão negativa junto aos funcionários, sindicatos e autoridades locais.  

Assim, o acordo resolve o problema da Oettinger e dos seus funcionários. Já para a Paulaner, representa um aumento da capacidade produtiva importante para uma empresa que fabrica 17 tipos de cerveja diferentes. A companhia, afinal, atingiu recentemente o limite de produção da sua unidade em Munique, de 3,5 milhões de hectolitros.

Além disso, a aquisição se dá após uma vitória judicial. O grupo ao qual a Paulaner faz parte poderá continuar produzindo o refrigerante Spezi, de enorme sucesso na Alemanha, após uma disputa com a família Riegele, seguindo utilizando a marca, adquirida em 1974.

A Paulaner explica que a transação com a Oettinger foi fechada diante da oportunidade de negócio e sob a perspectiva de aumento das vendas. “Levando em conta a crescente popularidade da linha de produtos e os aumentos de vendas correspondentes nos últimos anos e para permitir crescimento, examinamos locais de produção e aquisições atraentes. Encontramos isso em Gota”, afirma o CEO do Paulaner Brewery Group, Jörg Lehman.

A aquisição ainda precisa ser aprovada pelas autoridades antitruste da Alemanha. E com isso ocorrendo, a Paulaner assumirá o espaço da fábrica da Oettinger em Gota em 1º de janeiro de 2023.

“Estamos muito satisfeitos que os empregos da cervejaria em Gota serão mantidos com a venda para a Paulaner. Ao mesmo tempo, para nós da Oettinger, este é um passo importante em nossa reestruturação corporativa com uma boa solução para todos os envolvidos”, diz Pia Kollmar, sócia-gerente da Oettinger, que possui outras três fábricas na Alemanha.

Confira vantagens de personalizar embalagens de cervejas em lançamentos

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Com o momento de reaquecimento do setor de cervejas artesanais, estimulado pela volta do público aos bares e aos eventos presenciais, as marcas têm se inspirado e aproveitado o novo contexto para, cheias de inspiração, realizarem o lançamento das novidades ao público.

No momento da chegada da nova cerveja ao mercado é necessário preocupar-se com a qualidade da bebida, mas também existem outras questões relacionadas ao lançamento que devem ser consideradas pelas companhias. E as embalagens podem ter papel determinante na conquista do consumidor, com uma personalização interessante devendo ser um foco de atenção.

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“Um produto elaborado merece um marketing específico para ele, muitas vezes com produtos e serviços agregados que chamem a atenção de seus exigentes clientes”, explica Helton Aguiar, diretor da Meu Garrafão.

Para ele, uma nova receita e um estilo marcante são importantes para o sucesso de um lançamento, mas a personalização da embalagem, seja um growler, uma garrafa ou lata, poderá potencializar a atenção do consumidor de artesanais que esteja em busca de novidades.

“O lançamento é feito com rótulo padrão, sem graça, inversamente proporcional ao delírio causado pelas degustações da nova receita entre os amigos. Os sócios da cervejaria não entendem o que aconteceu. Onde foi que erramos, eles se perguntam”, diz. “A resposta muitas vezes está na ligação entre o produto cuidadosamente preparado e o conteúdo de marca agregado a este produto”, completa.

Além disso, o especialista da Meu Garrafão avalia que uso de growlers personalizados em lançamentos pode ajudar a fidelizar clientes para as cervejarias. “Pense que o cliente que comprar seu growler personalizado dificilmente irá enchê-lo na cervejaria do Sr. Fulano”, afirma.

Confira, a seguir, três dicas de Helton Aguiar, diretor da Meu Garrafão, sobre a importância para uma personalizar suas embalagens para o lançamento de cervejas:

1 – Tornar evento de lançamento mais marcante
A apresentação de uma nova cerveja em um growler personalizado com a sua marca e um rótulo alusivo ao lançamento pode tornar o evento marcante para o consumidor, o cativando. “Um evento específico para o lançamento merece itens exclusivos e nada mais exclusivo do que oferecer growlers personalizados para seus clientes cativos com a arte da nova cerveja”, afirma Aguiar.

2 – Levar o lançamento (e a marca) para dentro da casa do cliente
Personalizar o growler, permitindo que o consumidor o leve para a casa, cheio de cerveja, é uma oportunidade para agradar o público no evento de lançamento e uma aposta para ampliar a relação com os seus fãs, que estarão com a marca dentro da residência após esse momento especial.

“Muitas vezes os clientes querem levar a cerveja fresca para casa para tomar com familiares, mas não querem adquirir um growler retornável”, diz o diretor da Meu Garrafão.

3 – Mais divulgação pelas redes sociais
Com o crescente uso das redes sociais como uma importante ferramenta de divulgação, a personalização de growlers é uma boa estratégia de marketing para aparecer nas redes sociais, inclusive em publicações dos consumidores em seus perfis pessoais. “Todos os clientes vão querer comprar para brindar com fotos desse novo lançamento”, conclui o diretor da Meu Garrafão.

Balcão Beersenses: Lado B da história: Como Napoleão ajudou a criar a Oktoberfest

Balcão Beersenses: Lado B da história da Oktoberfest: Como Napoleão Bonaparte ajudou a criar a maior festa cervejeira do mundo

Se você ficou curioso com o título desse artigo, não se preocupe, pois eu também fiquei muito intrigado com essa relação entre Napoleão Bonaparte e a Oktoberfest. Quase nunca pensamos nisso, simplesmente porque a história que nos é contada nunca contextualiza o cenário da Europa quando a primeira festa que deu origem à Oktoberfest aconteceu.

Então, nesse ano em que a Oktoberfest completa 212 anos de idade, resolvi investigar essa relação com base em fatos históricos registrados e, claro, exercitando um certo poder de dedução.

A maior festa do mundo
Criada para comemorar um casamento em 1810, a Oktoberfest virou tradição e se transformou numa das maiores festas populares do mundo, exaltando a cultura bávara: na edição de 2019, foram 6 milhões de visitantes na festa – infelizmente em 2020 e 2021 não houve festa por causa da pandemia de Covid-19.

Além da edição de Munique, a festa se espalhou pelo mundo e é realizada em diferentes países, sendo que as maiores são a de Blumenau (Brasil), Brisbane (Austrália), Kitchener (Canadá), Hong Kong (China), Denver e Cincinnati (EUA).

Mas como é que uma festa de casamento se transformou na maior festa popular do planeta? Ao longo dos anos, a Oktoberfest foi se tornando importante, política e economicamente, não só para Munique, mas também para a Baviera e, posteriormente, para a Alemanha. Por isso, há muitas histórias não contadas envolvendo a Oktoberfest, desde a sua criação, passando pela sua transformação, até os dias de hoje.

E uma delas é exatamente a relação de Napoleão Bonaparte com a festa que deu origem à Oktoberfest. Tudo está ligado. Achei essa história tão legal que resolvi compartilhar com vocês. Então abre sua breja aí e acompanhe os fatos a seguir. 

Por que a festa foi criada?
Na bela história que conhecemos, a Oktoberfest foi criada para comemorar os casamento do príncipe herdeiro Ludwig von Bayern (Luís da Baviera) com a princesa Therese von Saxe-Hildburghausen (Theresa de Saxônia-Altemburgo).

Os dois se casaram em 12 de outubro de 1810, e cinco dias depois foi dada uma grande festa num enorme campo nos portões da cidade de Munique, onde todo o povo foi convidado. Foi uma tremenda boca livre, regada à cerveja real da época que era a Höfbrauhaus. Uma emocionante corrida de cavalos encerrou a festa de maneira apoteótica.

A festa foi tão boa que deixou saudade, e um ano depois, aconteceu de novo. E no ano seguinte de novo, e de novo, e assim por diante, até que virou uma festa fixa no calendário da cidade.

Agora vamos pensar galera: por que monarcas bávaros dariam uma festa para o povão da cidade? E porque repetir essa festa nos anos seguintes? Isso a história não conta. Então fui pesquisar. Bem, como todo bom investigador, resolvi seguir o caminho do dinheiro, pois isso sempre explica muita coisa! Quem bancou essa festança e por quê?

Quando se casou, Ludwig era um príncipe herdeiro de 24 anos do início do século 19. Claro que a grana não era dele, rolou um “pai-trocínio” pra essa festa, óbvio.

O pai dele era o rei Maximilian I Joseph (popularmente chamado em português de Maximiliano I José), um monarca que amava o poder e babava um ovo tremendo para um cara chamado Napoleão Bonaparte – finalmente chegamos nele!

A festa de Napoleão
Napoleão assumiu a França em 1805 – apenas 5 anos antes da festa de casamento do príncipe Ludwig. E ele não perdeu tempo: saiu quebrando tudo, querendo dominar o mundo. Logo de cara ele arrumou treta feia com o Reino Unido, Império Austríaco, Império Russo, Império Otomano, Espanha, Portugal, Países Baixos, Suécia, Suíça, Hungria, Montenegro, Prússia, Sicília e Pérsia.

Mas teve uma galera na Europa, nessa época, que achou melhor ser aliado de Napoleão, que foi o caso do então Duque Maximilian IV Joseph da Baviera. O nosso amigo Max era leal aos ideais napoleônicos. Como forma de retribuir o apoio, e dar força ao parceiro, Napoleão apoiou um upgrade para o status da Baviera. Sim, isso mesmo, um upgrade – adoro contar histórias bem antigas com neologismos, perdoem.

Então, em 1806, a Baviera deixou de ser um ducado para se tornar um reino. O Max, deixou de ser duque para se tornar um rei, assim, num piscar de olhos. Imaginem como ele se sentiu, agora sendo rei e amigo de Napoleão Bonaparte, que estava conquistando toda a Europa. Ele se achou importante demais com certeza, com o ego lá na lua.

O casamento
E para demonstrar força a Napoleão, o novo rei Max queria ampliar sua área de influência na região. Por isso decidiu que seu filho herdeiro Ludwig deveria se casar com a princesa Therese, que era do ducado da Saxônia-Altemburgo, vizinho do Norte da Baviera – hoje onde fica o estado da Turíngia.

A princesa Therese, aliás, tinha entrado no line-up de pretendentes a se casar com o próprio Napoleão, mas não foi a escolhida. Portanto de uma só vez o rei Max iria casar seu filho com uma ex-pretendente de Napoleão e ainda estender sua área de domínio mais ao Norte.

Mas é claro que na cabeça do rei Max essa ocasião não poderia passar em branco, deveria entrar para a história com um evento inesquecível. O rei queria chamar o povão pra festa, pois precisava de apoio popular e precisava registrar esse apoio para que Napoleão soubesse. Nada melhor do que uma festança para isso, não é mesmo.

O príncipe Ludwig também não queria uma festa pequena, não. Ele, que aliás virou rei Ludwig I em 1825, era bem megalomaníaco e adorava uma farra. A história mostra que o rei Ludwig I traía a rainha Therese sempre que podia, e sem se importar em esconder. Mas isso levou a sua queda em 1848, quando seu caso com Lola Montez veio a público e os súditos ficaram do lado da rainha, pressionando o rei a renunciar ao cargo. 

Bom, mas voltando à história da festa, em 1810, a ideia estava quase pronta, mas ainda faltava algo, faltava aquele fato que deixaria a festa inesquecível. Foi quando apareceu Andreas Michael Dall’Armi, banqueiro e major da cavalaria real da Baviera. Andreas deu a ideia e organizou a corrida de cavalos no evento. Sem essa corrida, talvez a festa não tivesse sido assim tão inesquecível. A importância dele na festa é tanta que em 1824 foi oficialmente reconhecido como o fundador da Oktoberfest.

A corrida fez com que o povo pedisse para que a festa fosse repetida nos anos seguintes, até que em 1819 o próprio povo assumiu a organização do evento.

E com uma festa gigante, apoiada pelo povo, o rei Max demonstrou força à Napoleão, que aliás também adorava uma cerveja. Napoleão batizou a Berliner Weisse de “Champagne do Norte” quando bebia esse estilo de cerveja em suas andanças por aquela região. Mas isso é outra história.

Portanto, meus queridos, essa é a história por trás da criação da Oktoberfest. Foi um fato político que gerou a maior festa cervejeira do mundo.


Rodrigo Sena, jornalista, sommelier de cervejas especializado em harmonizações, técnico cervejeiro, criador de conteúdo para o YouTube e o Instagram @beersenses.

Carro-chefe da Schornstein, IPA é lançada em lata por mais ocasiões de consumo

A Schornstein decidiu ampliar as oportunidades para consumo da cerveja vista como carro-chefe do seu portfólio. A marca de Pomerode (SC), que faz parte da Companhia Brasileira de Cervejas Artesanais (CBCA), lançou a Schornstein IPA na versão em lata.

A novidade estará disponível inicialmente nas regiões Sul e Sudeste, mas a CBCA pretende levar a novidade, no futuro, para outras regiões do Brasil. E a expectativa é de, com esse novo formato, aumentar a capilaridade de uma das cervejas mais populares do seu portfólio.

Leia também – Schornstein leva IPAs, estilos alemães e novidades à São Paulo Oktoberfest

De acordo com Karin Barreira, gerente de marketing da CBCA, o lançamento da Schornstein IPA em lata de 350ml oferece mais oportunidades de consumo às pessoas.

“Hoje temos chope vendido nos bares, e em grandes volumes para Santa Catarina, São Paulo e Paraná, e na garrafa de 500ml. Mas, às vezes, a pessoa quer ir para a praia e não quer levar a garrafa, ou quer fazer uma festa e até tomar sozinha em casa. Então, a lata é para dar mais uma opção”, diz.

No mercado desde 2011, quando foi lançada durante o Festival Brasileiro da Cerveja, a Schornstein IPA vem colecionando sucesso desde então, inclusive da crítica, tanto que acumula algumas medalhas, tendo sido a primeira de ouro em 2014, no Concurso Brasileiro, realizado em Blumenau (SC).

E, de acordo com a gerente de marketing da CBCA, o sucesso e o alcance do rótulo se dão pelas suas características. “Essa IPA vem desde sempre doutrinando pessoas a consumirem, porque ela agrada desde paladares iniciantes a paladares mais experientes”, avalia Karin.

Agora em lata, a Schornstein IPA tem 6,5% de graduação alcoólica e 45 IBUs de amargor. De acordo com seu descritivo, apresenta coloração âmbar, é brilhante e exibe um denso creme, tendo aroma floral, cítrico e frutado. E é refrescante, mostrando notas condimentadas e o característico amargor das IPAs.

Produzida em Pomerode (SC), a IPA é responsável por cerca de 40% do volume de cerveja da Schornstein. Números que poderão, inclusive, ser ampliados agora, com a sua disponibilidade ao público em novo formato. “Como ela tem um excelente drinkability, é uma receita que agrada todo mundo e vendemos um volume muito grande”, conclui a gerente de marketing da CBCA.

Menu Degustação: Oktoberfest Beagá, certificação de juízes…

Semana a semana, diferentes cidades do Brasil aproveitam o mês de outubro para celebrar a Oktoberfest. Não será diferente neste sábado (14), quando 12 cervejarias mineiras vão se reunir para a realização da Oktoberfest Beagá e disponibilizarão 12 mil litros de chope. Além disso, marcas renomadas do segmento, como Noi e Nacional, aproveitam o período para a oferta de combos especiais aos consumidores.

Em outra frente, o Science of Beer criou um programa para certificação de juízes cervejeiros, com a primeira prova agendada para a véspera da realização do Brasil Beer Cup, em Florianópolis. Já a Madalena promoverá o seu Pet Day, com celebração especial do aniversário do bode Aquiles, resgatado por maus tratos.

Leia também – Grupo Petrópolis inicia venda de lúpulo peletizado e mira microcervejarias

Confira essas e outras novidades do setor no Menu Degustação do Guia:

Oktoberfest Beagá
A Serraria Souza Pinto recebe neste sábado (15) a Oktoberfest Beagá, que reunirá 12 mil litros de chope de 12 cervejarias mineiras, espalhados por 150 torneiras, com expectativa de receber 5 mil pessoas durante as 12 horas da festa, promovida pela Associação das Microcervejarias de Minas Gerais. Krug Bier, Albano’s, Läut, Küd, Vinil, Cervejaria São Sebastião, Prussia, Fürst, Ouropretana, Uaimií, Sanatorium e Caraça são as 12 cervejarias confirmadas na Oktoberfest Beagá, que terá food truck e shows de Velotrol, Lurex e Gustavo Maguá.

Oktoberfest da Nacional
A Cervejaria Nacional vai aproveitar o clima da Oktoberfest para promover uma semana de novidades e atrações. Entre a próxima segunda-feira (17) e o sábado (22),  a marca vai lançar a Rauchbier Fora da Lei na segunda (17), apresentando no dia seguinte (18) a promoção Double, com duas cervejas servidas a noite inteira, começando com a Fora da Lei Rauchbier e a Y-Îara Pilsen. Um barril com uma cerveja colaborativa será mais uma atração na segunda, assim como o retorno ao cardápio do mix de salsichas especiais e o lançamento no delivery do Combo Oktoberfest com Fora da Lei Rauchbier, Domina Weiss e Y-Îara Pilsen. A sexta-feira terá música ao vivo com DJ. E o sábado será da Marrecofest.

Combo da Noi
Os restaurantes e quiosques da rede Noi Gastronomia vão brindar a Oktoberfest com muito chope e uma caneca exclusiva. Desta sexta-feira (14) até o dia 31, os clientes poderão adquirir o combo OktoberNoi, composto por uma caneca de 340 ml com chope Noi Bionda por R$ 38. As casas Noi Gastronomia estão presentes nas cidades do Rio de Janeiro, de Niterói, de Búzios e de Itaperuna. Já quem quiser comemorar a Oktoberfest em casa, pode pedir, pelo Noi Express, um barril de chope de qualquer estilo e litragem (30 ou 50 litros). Além disso, há a opção de comprar um kit exclusivo com o copo OktoberNoi e uma garrafa de 600ml da Noi Bianca (Weisse) por R$ 60.

Oktober de São Bernardo
O Paço Municipal de São Bernardo do Campo recebe mais uma edição da Oktoberfest entre esta sexta-feira (14) e o domingo (16). A praça de alimentação do evento contará com pratos como torresmo, hambúrguer, schnitzel, bratwurst (salsicha assada), joelho de porco com chucrute, assadores e churros. Também haverá diversas apresentações musicais e chope da Madalena nos três dias do evento.

Certificação de juízes
O Science of Beer criou um programa para certificação de juízes cervejeiros. Trata-se do Beer Sensory Judging, que contará com prova de proficiência atestando a habilidade sensorial do profissional para avaliação de cerveja. Será preciso 70% de acertos para obter a certificação, sendo que a primeira prova de proficiência está marcada para o próximo dia 23, em Florianópolis, na véspera da primeira sessão de julgamento do concurso Brasil Beer Cup. Os 10 primeiros colocados serão convidados a julgar como juízes trainees na competição cervejeira.

Festa pelo bode e doações
A Cervejaria Madalena, em parceria com a ONG Esperança Animal, realiza mais uma edição do Pet Day neste domingo (16). Será a partir das 13h, com uma celebração do aniversário de 2 anos do bode Aquiles, que foi resgatado por maus tratos. A fábrica-bar da marca fica no bairro Santa Maria em Santo André (SP) e tem 25 torneiras de chope. O espaço conta com estrutura para receber os animais em um dia de festa. Para completar, haverá a participação de algumas lojas especializadas em pets. Além disso, em parceria com o Fundo Social e a Prefeitura de Santo André, a Madalena realiza ação social e recebe doações de brinquedos. Os interessados podem contribuir até o dia 30 e em troca receber um brinde. De terça a quinta-feira, quem contribuir com doações ganha um vale-chope de 300ml. Já de sexta-feira a domingo, a doação vale um ingresso para entrada no evento do dia. 

Prêmio para barril da Bud
O barril de 5 litros da Budweiser foi o vencedor na categoria Tecnologia do Prêmio ABRE, promovido pela Associação Brasileira de Embalagem. Foi a única conquista de uma cervejaria na premiação. Esse barril foi desenvolvido pelo CIT – Centro de Inovação Tecnológica – da Ambev. O produto se destacou pelo design e pela ergonomia, “unboxing” intuitivo e simples, e uso sustentável do barril. A embalagem permite controle de espuma e de fluxo de cerveja e reduzir o gotejamento indesejável. Além disso, tem validade de 15 dias após aberto.

Coleta de vidro em Santos
Em meio ao Diálogos da Cultura Oceânica, evento mundial promovido pela Unesco em Santos e que irá até domingo (15), foram instalados três contêineres de pontos de entrega voluntária para coleta de vidro que será destinado à reciclagem, no Aquário, Orquidário e Jardim Botânico Chico Mendes da cidade do litoral paulista. A iniciativa tem como propósito aumentar a circularidade do vidro, sendo liderada pela multinacional Verallia.