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One Love: Hazy IPA da Dogma com banda Cidade Verde une reggae e cerveja

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O reggae é um estilo musical que surgiu na década de 1960, na Jamaica, e popularizou-se na voz do cantor e compositor Bob Marley. E embora ele tenha falecido por complicações de um câncer de pele, em 11 de maio de 1981, o seu potente legado ainda reverbera, mais de 4 décadas depois. No Brasil, por exemplo, a data celebra o “Dia Nacional do Reggae”, em homenagem ao ídolo e ao gênero, que motivou uma recente união, em cerveja, entre a banda Cidade Verde Sounds e a Dogma.

É a confirmação de que o reggae permanece transcendendo o cenário musical e ganhando novos ídolos e adeptos pelo planeta também graças às suas filosofias e ideologias permeadas na cultura rastafári, na paz, no amor, na igualdade social e no respeito à natureza. 

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Reconhecido pelas cores verde, amarelo e vermelho, o reggae tem relevante presença no cenário musical do Brasil e do mundo, com variedades de ritmos surgindo a partir dele, enquanto outros incorporam suas características. As três cores, inclusive, dão representatividade ao gênero musical e inspiraram o novo rótulo sazonal da Dogma em colaboração com o Cidade Verde Sounds. 

Com o nome Cidade Verde – One Love, a Hazy IPA, a novidade é a segunda cerveja da série criada em parceria com a banda. “No primeiro rótulo, tentamos retratar São Paulo sendo uma Cidade Verde e com lúpulos fazendo parte do desenho, ingrediente importante principalmente em uma IPA, fugindo do caos, do cinza e da poluição. O segundo será a mesma ilustração, mas com mudança nas cores. E sempre lembrando as cores do reggae”, explica Luciano da Silva, sócio-fundador da Dogma.

Luciano conta que sempre foi fã de reggae, com a ideia da cerveja colaborativa reforçando o apoio às bandas locais e o incentivo à cultura, apontando como a Dogma busca se associar a iniciativas que estão além do ecossistema cervejeiro.

“Sempre buscamos parcerias e colaborativas, não somente com outras cervejarias, mas com outros negócios com sinergia, como o caso de outras colabs com Barbearia Corleone, Squadafum, Dream BMX, entre outras. Eu já ouvia o som do Cidade Verde, sabíamos que eles gostavam de cerveja artesanal e que o Mastor (integrante da banda) produz em casa. Inclusive, no primeiro ano do nosso tasting room na Santa Cecília (bairro de São Paulo), lembro deles terem ido um dia”, comenta. 

A primeira cerveja produzida com a banda de reggae foi batizado como Cidade Verde, também sendo uma Hazy IPA. O sócio da Dogma lembra que a receptividade do público foi tão alta que a cerveja acabou em poucas semanas. “Boa parte do público já conhecia a banda, quem não conhecia passou a ter interesse”, diz.

Já para o segundo rótulo, além da mudança nas cores do mesmo e a adoção do nome One Love, também houve alterações nos lúpulos da receita, trazendo um perfil mais frutado. O lançamento da Cidade Verde – One Love acontecerá no sábado (29), na Cave Pool, em São Paulo, juntamente com o show do Cidade Verde. 

Mesclando reggae com rap, o Cidade Verde surgiu em meados de 2007, em Maringá (PR), e é composta pelos músicos Adonai e Paulo Dub Mastor. Atualmente instalada em São Paulo, a banda faz shows pelo Brasil todo, incluindo grandes festivais. “Nesse momento pós-pandemia estamos com força total, um disco pronto para sair agora no fim do ano e vários shows marcados”, comenta Paulo Dub Mastor.

E essa relação da banda com a cerveja artesanal não é de agora. “Somos cervejeiros caseiros desde 2014 e somos entusiastas da nova escola americana”, afirma Dub Mastor.

Por isso, a parceria com a Dogma também é a realização de um sonho para os integrantes do Cidade Verde. “Fazemos cerveja em casa e acredito que todos caseiros têm o sonho de lançar um rótulo, né? Agora imagina você lançar um rótulo com uma cervejaria que você é fã? Sensacional!”, pontua. 

“Está sendo uma experiência incrível. O pessoal da Dogma conseguiu transcrever na cerveja toda nossa ideia e o resultado ficou surpreendente, totalmente fiel à proposta. Uma série de Hazy IPAs super lupuladas e que harmonizam muito bem com ervas medicinais”, finaliza o músico.

Ambev tem queda de 13% no lucro e alta de 1,3% no volume produzido

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A Ambev teve queda de 13,4% no seu lucro líquido no terceiro trimestre de 2022, em comparação ao mesmo período de 2021, para R$ 3,215 bilhões. O recuo, de R$ 374,8 milhões, foi apresentado no relatório financeiro de julho a setembro, divulgado nesta quinta-feira (27) e que incluiu avanço de 1,3% no volume produzido pela Ambev, para 46,3 milhões de hectolitros.

O balanço da companhia ainda aponta Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado de R$ 5,6 bilhões no terceiro trimestre, uma alta de 2,4% em relação ao mesmo período de 2021. Esse desempenho, destacado pela Ambev em sua apresentação, em contraposição ao recuo do lucro líquido e ao avanço modesto do volume, indica um trimestre marcado por uma maior rentabilidade, ainda que sem ganho expressivo de produção.

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“O lucro ajustado diminuiu 13,9% em relação a R$ 3,753 bilhões no terceiro trimestre de 2021, uma vez que o crescimento do Ebitda foi mais do que compensado por maiores despesas financeiras e maior alíquota efetiva de impostos dada a reversão extraordinária de aproximadamente R$ 754 milhões de imposto de renda e contribuição social diferidos no terceiro trimestre de 2021”, diz.

A receita líquida da Ambev no terceiro trimestre de 2022 foi de R$ 20,587 bilhões, o que representa crescimento anualizado de 11,3%. Assim, a diminuição do lucro líquido também está relacionada com a alta do Custo do Produto Vendido (CPV) e das despesas administrativas, de vendas e gerais (SG&A). O CPV por hectolitro, excluindo depreciação e amortização, subiu 14,6% na comparação com o mesmo período de 2021. Já a aceleração do SG&A foi de 15,2%.

De acordo com a Ambev, essas elevações estão relacionadas com a inflação, em diferentes regiões das Américas, de commodities e combustíveis. “O CPV foi principalmente impactado pelo aumento do preço das commodities (principalmente alumínio, mas também cevada), enquanto o SG&A foi impactado principalmente pelo aumento dos custos de distribuição graças ao diesel e ao frete, particularmente em mercados que têm maior grau de produtos importados, como Canadá, Chile e países da CAC (divisão que envolve Canadá, América Central e Caribe)”, afirma.

No relatório financeiro do terceiro trimestre, a Ambev também relatou ter fechado o mês de setembro com caixa de R$ 15,6 bilhões.

Destaques do Brasil
A alteração insignificante no volume se deu, de acordo com a explicação da Ambev, pela comparação com uma base “desafiadora”, o terceiro trimestre de 2021. No Brasil, porém, houve crescimento orgânico de 6,9% na produção de cerveja, para 23,482 milhões de hectolitros. Além disso, a Ambev conseguiu expandir a receita líquida dessa divisão no país para 17,1%, apesar do aumento de 18,2% do CPV.

A empresa afirma que as marcas premium, citando Original e Chopp Brahma, foram os destaques do período, com crescimento de um dígito alto. Já as marcas core tiveram expansão de dígito único médio. E as garrafas de vidro retornáveis continuaram a ganhar peso com a recuperação do canal de bares e restaurantes.

A Ambev também cita em seu relatório o êxito das suas plataformas digitais de vendas. No Bees, voltado ao B2B, 70% dos clientes são compradores de produtos de lojistas terceiros através do marketplace. Já o Zé Delivery atendeu a mais de 15 milhões de pedidos no terceiro trimestre, também contabilizando mais de 4 milhões de usuários mensais únicos.

O relatório financeiro da Ambev também aponta que a receita líquida da divisão brasileira de produtos não alcoólicos cresceu 35,8% no terceiro trimestre.

E a AB InBev…
A Anheuser-Busch InBev (AB InBev) também divulgou seu resultado financeiro do terceiro trimestre nesta quinta-feira, com alta de 62% no lucro líquido em relação ao mesmo período de 2021, para US$ 1,43 bilhão. O grupo cervejeiro ainda relatou receita de US$ 15,09 bilhões, um crescimento de 5,7%. Já o Ebitda cresceu 2%, para US$ 5,31 bilhões.

6 atividades em que a tecnologia pode auxiliar no dia a dia de uma cervejaria

A chamada 4ª Revolução Industrial faz com que o cenário competitivo seja cada vez mais pautado pelo uso da tecnologia, uma peça-chave para que as empresas possam resolver problemas, aumentar a eficiência e a produtividade dos processos, além de conquistar mercado. Assim, nenhuma cervejaria pode ficar alheia ao uso da tecnologia para incrementar as suas atividades.

Presentes no dia a dia, os recursos tecnológicos podem oferecer auxílio em diferentes etapas de atuação das marcas. “O que vemos hoje é cada vez mais a tecnologia auxiliando nos processos, desde a fabricação do chope até a entrega ao cliente final”, conta Ewerton Miglioranza, sócio-fundador da BierHeld.

Ele ressalta que se os processos e controles de qualidade antes eram exclusivos das grandes indústrias, hoje estão acessíveis para todo o mercado. Assim, mesmo uma pequena cervejaria pode usar a tecnologia, seja para controlar a brassagem ou na produção, no envase, nas análises químicas, na gestão de negócios e mesmo para o atendimento ao consumidor. E isso, claro, pode trazer benefícios para as marcas. “Tudo isso contribui para um aumento de produtividade juntamente com a redução de custos”, pontua.

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Assim, de diferentes maneiras, a tecnologia está presente em todas as partes e fases da operação de uma cervejaria, mesmo entre as artesanais. Pensando nisso, o Guia preparou, com o auxílio do sócio-fundador da BierHeld, um material sobre como o uso da tecnologia pode auxiliar no dia a dia de uma cervejaria, em diferentes etapas. Confira:

1 – Controles automatizados de brassagem
Para o profissional da BierHeld, um importante aliado das cervejarias é o controlador PID da curva de brassagem. Ele realiza o controle da temperatura e dos tempos de subida e repouso com precisão, a fim de melhorar a eficiência na extração de açúcares do malte, além de permitir a padronização da receita em todas as fabricações.

2 – Tornar a produção mais rápida
Enzimas que aumentam a velocidade de reações químicas são importantes coadjuvantes de processo que aceleram o tempo de produção, melhorando sua eficiência, sem perder a qualidade. Assim, geram ganho de produtividade e estabilidade para a cerveja.

3 – Atuação no envase
Atualmente, o mercado cervejeiro dispõe de máquinas de envase, tanto para lata quanto para garrafa, com a mesma tecnologia e qualidade de grandes maquinários. “No caso da garrafa, podemos citar engarrafadoras com bomba de vácuo, que retiram o ar da garrafa antes do envase e influenciam muito na qualidade e estabilidade da cerveja”, relata Miglioranza.

4 – Análise química da cervejaria
Hoje já existem soluções no mercado que possibilitam à cervejaria fazer sua própria análise química, através de kits pré-fabricados prontos para o uso e sem a necessidade de um laboratório dedicado. Exemplos de análises feitas incluem PH da água, amargor (IBU), açúcares fermentáveis, volume de álcool e presença de outros compostos químicos como ácido acético, dióxido de enxofre e diacetil.

5 – Gestão do negócio
“Também podemos citar a tecnologia como imprescindível para que se tenha o controle de estoques, das vendas, fiscal e a satisfação dos clientes. Hoje, por exemplo, apenas com um celular é possível fazer um pedido e controlar a entrega e devolução dos equipamentos da cervejaria, aumentando muito a eficiência de operações que há alguns anos eram feitas manualmente ou através de planilhas”, diz o sócio-fundador da BierHeld.

6 – Proximidade e atendimento rápido ao consumidor
Através de canais como e-mail e aplicativos de conversas como o WhatsApp, também é possível ter um contato muito mais direto com o consumidor e agir rapidamente para atender seus gostos e demandas, o que também contribui para aumentar a competitividade da cervejaria.

Heineken tem alta de 27,5% na receita, mas se preocupa com queda na demanda

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O Grupo Heineken divulgou, nesta quarta-feira (26), o seu resultado financeiro do terceiro trimestre com alguns números positivos, mas também preocupação envolvendo o risco de desaceleração da economia global, especialmente na Europa. No período de julho a setembro, a receita foi de 9,415 bilhões de euros, um crescimento de 27,5% em relação ao mesmo período do ano passado.

No terceiro trimestre, a receita líquida expandiu 19,8%, para 7,788 bilhões de euros. A companhia entende que essa alta foi impulsionada, principalmente, pela forte recuperação na Ásia-Pacífico em função do término das principais restrições da Covid-19. Por lá, o volume de cerveja vendida expandiu 89,6% no período.

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É, assim, um ritmo bem superior ao registrado em todo o mundo. O resultado financeiro do Grupo Heineken no terceiro trimestre apontou crescimento orgânico de 8,9%, para 66,8 milhões de hectolitros. Assim, também ficou 1,4% à frente de 2019 em base orgânica. Já a expansão nas Américas foi bem mais modesta, de 3,4%, para 21,9 milhões de hectolitros de cerveja, com destaque para Brasil e México. “Nosso portfólio premium cresceu um dígito alto, liderado pela Heineken e Amstel Ultra”, diz a companhia.

Nos comentários do resultado financeiro do terceiro trimestre, o CEO do Grupo Heineken, Dolf van den Brink, exibiu preocupação com o cenário macroeconômico. Na Europa, por exemplo, a venda de cerveja cresceu apenas 1,4% no período de julho a setembro.

E a companhia disse já ter observado “os primeiros sinais de desaceleração da demanda no final de setembro e em outubro” em alguns mercados da Europa. “Vemos cada vez mais motivos para sermos cautelosos com as perspectivas macroeconômicas, incluindo alguns sinais de fraqueza na demanda do consumidor”, alerta o CEO do Grupo Heineken.

No Brasil
O Grupo Heineken também apontou o portfólio premium como destaque do seu balanço com crescimento de 15%, liderado pelo desempenho da Tiger no Vietnã. A sua principal marca, a Heineken, apresentou expansão de 11,3% e agora está 29% acima do nível de 2019, em 14,2 milhões de hectolitros. E, segundo a empresa, a alta foi impulsionada, principalmente, por Brasil, China, África do Sul, Vietnã, Holanda, Polônia, Alemanha e Nigéria.

No relatório do terceiro trimestre, o Grupo Heineken ainda cita um crescimento de mais de 30% da receita líquida no Brasil, onde a expansão da venda de cerveja foi de quase 10%, em nível acima do ritmo do mercado.

No Brasil, a receita líquida cresceu em torno de 30 e poucos, impulsionada pela premiumização, preços à frente da indústria e crescimento de volume. O volume de cerveja cresceu um dígito alto, à frente do mercado. Nosso portfólio premium e mainstream cresceu dois dígitos, liderado pela Heineken e Amstel. As marcas econômicas declinaram na faixa dos 10 e pouco

Grupo Heineken

O balanço do Grupo Heineken também relata uma alta de 19% no mix de preços na América Latina, “impulsionado por preços no Brasil, menor intensidade promocional no México e contínua premiumização do nosso portfólio”.

Chopeiras viram opção de empreendedorismo com volta dos eventos

Em um mercado competitivo e exigente, o investimento em chopeiras elétricas tem ajudado a impulsionar negócios dentro do setor cervejeiro. A eficiência e o custo-benefício proporcionados por esses equipamentos os tornam boas opções para os empresários oferecerem a bebida tirada deles aos consumidores, especialmente com a retomada dos eventos.

Empreendendo no setor cervejeiro através de chopeiras, Rafael Alex Pauli, sócio-proprietário da Agro Beer, está expandindo os seus negócios, sendo contratado para prestar diferentes serviços em eventos agrícolas na região oeste do Paraná, na sua cidade-natal, Missal, e em municípios vizinhos.

O empresário garante que o modelo de negócio com as chopeiras elétricas para delivery e serviços em festas também lhe garante um volume maior de vendas e menos custos do que tinha quando vendia a sua cerveja somente em garrafas.

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“A embalagem exige todo um trabalho de envase, de rotulagem, de expedição para entregar nos mercados e nos pontos de venda, além de um cuidado a mais, porque é uma embalagem. Fora isso, tem a questão ambiental, pois você gera lixo, resíduos que precisam ser descartados da forma correta”.

Produtor de cerveja, ele viu a praticidade e lucratividade das suas atividades aumentarem ao passar a adotar o uso dos barris de chope, contando com equipamentos da BravoZero, referência no mercado de chopeiras elétricas do Brasil.

“A eficiência de extração da chopeira da BravoZero é muito grande. E ela é silenciosa, mais compacta, com um padrão diferenciado no mercado. A agroindústria hoje está muito forte, presente em tudo. Com isso, está sempre abrindo portas para mim em feiras do setor e eventos dos municípios”, comemora o empresário, que também oferece soluções para entrega de chope e montagem de câmaras frias, necessárias em festas de grande porte.

Wilson Seiti Harada, coordenador de desenvolvimento de projetos da Eidee, empresa responsável pela BravoZero, aponta benefícios tecnológicos oferecidos pelos produtos da marca, cuja segurança de operação também é assegurada pela sua certificação, facilitando a atuação das empresas que contam com seus equipamentos.

“Acredito que a tecnologia seja o principal diferencial destas chopeiras, que possuem um sistema que te fornece mais estabilidade térmica por meio de um sistema de armazenamento que aproveita o tempo ocioso do equipamento para utilizar o desempenho dela em picos de consumo”, explica.

De marceneiro a empresário de sucesso com as chopeiras
Outro caso de sucesso de quem resolveu empreender por meio dos equipamentos é o de Luiz do Nascimento, proprietário do delivery de chope Fassbier. Ele, aos poucos, foi deixando em segundo plano a sua profissão de marceneiro, na qual começou a atuar há 30 anos, para investir no ramo cervejeiro. E hoje tem o seu negócio consolidado no Rio de Janeiro, tendo a TV Globo como um dos seus principais clientes.

O empresário conta que a mudança começou a acontecer na sua vida a partir do final de 2014, quando uma crise atingiu a capital fluminense e o volume de serviços de sua marcenaria diminuiu de modo relevante. Convidado por um amigo a participar de um curso para aprender a fazer cerveja, em Teresópolis, Nascimento iniciou investimentos em algumas áreas do setor, mas só conseguiu trilhar o caminho do sucesso a partir de 2018, quando resolveu abrir um delivery de chope.

“A Brahma começou a fazer comerciais na televisão deste tipo de serviço no Rio de Janeiro e aí me surgiu essa ideia. Então, em parceria com essa cervejaria com a qual eu vendia chope, resolvi comprar as máquinas da BravoZero. E os clientes sempre me ligavam e diziam que não queriam chopeira com gelo, mas sim as elétricas, pois as do outro tipo davam trabalho, exigiam a reposição constante de gelo”, conta o empresário.

No caso das chopeiras elétricas da BravoZero, um sensor ajuda a manter a temperatura da bebida estável sem depender do volume de pressão do compressor do equipamento para gelar a cerveja, diferentemente do que ocorre com grande parte dos equipamentos existentes no mercado, sendo um diferencial importante.

Com a tecnologia proporcionada pelo sensor, você sabe exatamente a temperatura que está o chope. Para completar, por utilizar baixa pressão, a chopeira é silenciosa e esse sistema também ajuda a aumentar a durabilidade do compressor, que é o item mais caro do produto

Wilson Seiti Harada, coordenador de desenvolvimento de projetos da Eidee

Nascimento revela também que enfrentou grande dificuldade durante os períodos mais complicados da pandemia, quando precisou usar reservas financeiras por causa da queda na demanda pelos seus serviços, que prestava principalmente em festas e grandes eventos. Porém, quando a crise sanitária diminuiu, viu seu negócio decolar.

“Houve um boom de pedidos porque todas as festas que estavam represadas durante esse tempo todo que ficou parado cresceram muito”, diz Nascimento, lembrando, porém, que o fato o obrigou a investir na compra de mais chopeiras. Atualmente, dos cinco equipamentos elétricos que possui, quatro são da BravoZero. Ele ainda opera com outras cinco chopeiras a gelo.

“Hoje eu vendo uma média de 14 a 15 barris por semana, o que dá de 500 a 750 litros semanais. E a chopeira elétrica, se eu alugar na sexta-feira, dou um prazo máximo de 20 horas antes de recolhê-la no sábado, quando ela já vai para outro cliente. E se eu alugar no sábado, no domingo ela já está com um novo cliente. Ou seja, das quatro chopeiras que tenho da BravoZero, elas são alugadas pelo menos oito vezes em um final de semana”, destaca.

E a qualidade e eficiência dos seus serviços acabou motivando a maior empresa de comunicação do Brasil a contratá-lo para os eventos que promove frequentemente dentro de sua estrutura no Rio de Janeiro. “Tenho como um dos meus maiores clientes, a Rede Globo. A emissora faz eventos comigo toda semana, sem exceção”, garante o empresário.

Cade limita veto a acordos de exclusividade da Ambev a regiões de 10 cidades

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O Tribunal do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) reduziu a regiões de dez cidades a proibição que impede a Ambev de firmar novos acordos de exclusividade. A decisão, assim, restringe a área de veto a esses contratos, mas agora por mais tempo: até o fim do julgamento para São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília, e com término em 31 de dezembro para as demais localidades.

O julgamento atende a uma denúncia apresentada ao Cade pelo Grupo Heineken, que acusa a Ambev de fechar acordos de exclusividade com bares, restaurantes e casas de shows, em pontos considerados premium, em função da localização. Ao mesmo tempo, porém, a decisão afeta a multinacional de origem holandesa, pois a restrição também vale para localidades onde seus acordos superem o limite de 20% de exclusividade.

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Anteriormente, o conselheiro Gustavo Augusto Freitas de Lima, relator do caso, havia determinado, em decisão liminar, que a proibição de se firmar novos acordos de exclusividade pela Ambev, assim como para o Grupo Heineken em áreas acima da limitação de 20%, seria válida até o término da Copa do Mundo no Catar, em 18 de dezembro.

Assim, a decisão liminar, de agosto, foi mantida, ainda que com algumas alterações. No caso da Ambev, a companhia está proibida de firmar novos contratos e renovar os vigentes nas regiões da Zona Sul, da Barra da Tijuca e do Recreio dos Bandeirantes no Rio de Janeiro, na área central de São Paulo e no Plano Piloto e adjacências de Brasília. Definidas pelo Cade como “zona vermelha”, essas áreas têm o veto válido até o término do julgamento do mérito.

Já na “zona amarela”, a proibição estará em vigência até 31 de dezembro. As cidades e regiões que compõem essa área são: Maceió (Litoral e Jacintinho), Salvador (Centro Histórico e Orla), Fortaleza (Distrito da Sede), Recife (Centro), área central de Campinas (SP), Lauro de Freitas (BA) e Campos do Jordão (SP). Após a análise da documentação, a Superintendência Geral poderá liberar novos contratos a partir de janeiro de 2023.

A restrição também tem validade para o Grupo Heineken nas regiões em que possui participação superior a 20%, mas o relator não leu quais seriam as cidades e áreas em que a decisão terá validade.

Os pontos de vendas incluídos no veto do Cade são aqueles com volume médio mensal de cerveja superior a 300 garrafas ou latas de cerveja por mês. Mas Gustavo Augusto também determinou que o veto não vale para contratos de exclusividade firmados para eventos sazonais.

Caso ocorra descumprimento das determinações do Cade, as companhias cervejeiras estão sujeitas a punições, com a mais severa sendo a total suspensão dos contratos de exclusividade, em âmbito nacional, por cinco anos.

A decisão do Cade foi tomada por maioria dos votos. Os conselheiros Vitor Fernandes, Sérgio Costa Ravagnani, Luiz Augusto Hoffmann e o presidente do tribunal do Cade, Alexandre Cordeiro Macedo, acompanharam Gustavo Augusto integralmente. Luis Braido aprovou parcialmente o parecer, enquanto Lenisa Prado votou desfavoravelmente.

Crise no Reino Unido: Congelamento de impostos para cervejarias é anulado

A crise no Reino Unido também tem afetado o setor cervejeiro, que sofreu um novo baque em meio às mudanças no governo. O novo ministro das Finanças, Jeremy Hunt, restabeleceu os aumentos de impostos planejados sobre cerveja, cidra, vinho e destilados na sequência da saída de Kwasi Kwarteng, seu antecessor no cargo.

A reversão se deu apenas quatro semanas após a adoção das medidas. E foi estabelecida após as políticas econômicas anteriores, que visavam impulsionar a estagnada economia do Reino Unido e conter as taxas recordes de inflação, terem consequências desastrosas, como a forte desvalorização da libra, a queda abrupta do mercado acionário local e a quase falência dos fundos de pensão. Assim, Kwarteng foi demitido pela primeira-ministra Liz Truss que, dias depois, renunciou ao seu cargo.

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Truss foi a premiê do Reino Unido a ficar menos tempo no cargo. A conservadora renunciou com 45 dias de mandato após Hunt desmontar seu programa econômico, o que inclui o fim do congelamento dos impostos sobre as cervejarias. Seu sucessor será Rishi Sunak.

Cervejeiros e proprietários de pubs, claro, criticaram duramente a decisão do governo de recuar no congelamento dos impostos. As estimativas são de que a medida vai provocar um aumento de 7 centavos de libras por litro de cerveja. E as associações do setor reclamam que a indústria cervejeira já vem pressionada em função dos longos efeitos provocados pela pandemia do coronavírus.

“A decisão do chanceler de reverter o Alcohol Duty Freeze é um grande golpe para cervejarias e pubs. O congelamento teria gerado uma economia de 300 milhões de libras para nossa indústria em um momento crítico em que precisamos desesperadamente de qualquer alívio para nos ajudar a sobreviver e nos recuperar”, diz Emma McClarkin, presidente-executiva da British Beer and Pub Association, em publicação no seu perfil no Twitter.

Com a decisão, o imposto sobre o álcool passará a subir em linha com a inflação, medida pelo índice de preços no varejo, atualmente em 12,3%. Além disso, logo após o anúncio, o governo disse que os próximos passos de sua revisão do imposto sobre o álcool – que incluíam iniciativas para introduzir uma medida transitória de 18 meses para o imposto sobre o vinho, bem como um projeto de taxa do imposto para a cerveja até agosto de 2023 – continuaria como planejado.

Com as medidas, a Sociedade de Cervejeiros Independentes (Siba, na sigla em inglês) também avalia que o cenário fica mais complicado para pequenos empreendedores. “Isso está criando mais incerteza para as pequenas cervejarias que estão enfrentando um ambiente comercial extremamente desafiador, dominado por alta dos preços de energia, aumentos de preços e uma crise de custo de vida”, afirma o presidente da Siba, Roy Alkin.

Greve e risco de desabastecimento
Para dificultar ainda mais a atuação de pubs britânicos, entregadores de cerveja da GXO Logistics, responsável por abastecer 40% dos pubs e demais estabelecimentos, planejam realizar uma greve a partir da próxima segunda-feira (31) até a sexta (4 de novembro), em busca de melhores salários.

A paralisação, assim, começaria exatamente na data de celebração do Halloween e aconteceria poucas semanas antes do início da Copa do Mundo. Como a GXO atende cerca de 4,5 mil pubs em Londres e no sudeste da Inglaterra, há preocupação com a possibilidade de desabastecimento.

Minicâmaras para chope da Zero Grau se transformam em vending machines

Soluções de autosserviço têm sido importantes aliadas para a busca da praticidade, economia e eficiência no setor cervejeiro. E uma parceria entre Zero Grau e Iris Pay reforçou a possibilidade de acesso a esse tipo de facilidade com a apresentação de minicâmaras e refrigeradores para chope com sistema vending machine.

Apesar de não ser uma novidade no setor cervejeiro, a oferta e busca por soluções de automação foi impulsionada a partir da pandemia da Covid-19. Inserida nesse contexto, a Zero Grau espera, com a novidade, auxiliar estabelecimentos a aumentar sua venda de chope, sem a necessidade da atuação de funcionários e ainda oferecendo o controle do estoque através de um painel, assim como a garantia de uma bebida gelada, também evitando o desperdício.

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“A linha de equipamentos para chope, aliando automação de ponta da Iris Pay, transforma nossos equipamentos em vending machines, o conceito de máquinas que vendem sozinhas, sem a necessidade e a presença de um atendente ou operador”, explica Leandro Spaniol, gerente de marketing da Zero Grau.

O profissional também destaca que a necessidade de aliar as funcionalidades dos seus equipamentos com os recursos tecnológicos ofertados pela Iris Pay foi reforçada por demandas advindas da pandemia, com a busca por novas experiências de consumo.

“Veio a pandemia e trouxe um novo contexto de consumo: a necessidade gerada não só por bares e cervejarias que precisavam de novas formas para vender sem tanto contato humano, mas, também, locais fechados como condomínios e associações geraram a necessidade de oferecer este tipo de comodidade para os moradores e o público que ali estava”, comenta Spaniol.

As minicâmaras e refrigeradores totalmente automatizados e com autosserviço no sistema vending machine possibilitam que o cliente realize os processos de atendimento, serviço e pagamento sozinho, pelo aplicativo do telefone celular, que também oferece suporte. E a minicâmara garante que o chope esteja gelado, regulado na temperatura ideal para o consumo, em qualquer hora do dia. Assim, une serviço e estoque no mesmo produto.

O autosserviço também facilita o consumo, uma vez que reduz o número de etapas associadas à chegada do chope ao copo do consumidor. A novidade ainda conta com o modo “Funcionário”, que permite o controle total sobre quantos litros cada membro da equipe extraiu e quantos litros ainda restam em cada barril. E a segurança é outro foco da novidade, que possui verificação de identidade e sistema antifraude com validação de documentos e fotos em movimento para evitar cadastros fraudulentos e venda de bebidas a menores de idade.

“Nossas minicâmaras podem ser acopladas em mais sistemas de automação. Neste momento, temos inúmeros clientes que já utilizam equipamentos com o sistema da Iris Pay e isso gera confiabilidade para quem está querendo entrar neste modelo de negócio utilizando-se das vending machine. Temos a certeza de que nossos clientes estão fazendo bons negócios no momento desta escolha”, diz o gerente de marketing da Zero Grau.

O profissional também aponta a necessidade de ofertar soluções mais eficientes como outro fator a motivar a atuação, com produtos que consomem menos energia e que sejam mais amigáveis ao meio ambiente. Assim, a companhia tem realizado atualizações no seu portfólio.

“Precisamos estar alinhados às necessidades do planeta, assim estamos lançando atualizações também nos sistemas de refrigeração, com minicâmaras utilizando sistemas de refrigeração por Plug-in, motores inverter, de baixo consumo de energia e com o uso de fluidos ecológicos como o gás refrigerante R290 que não agride o meio ambiente e está alinhado aos objetivos globais da ONU”, completa o gerente de marketing da Zero Grau.

Cerveja com ciência: Brindemos à colaboração

Cerveja com ciência: Brindemos à colaboração

No âmbito da ciência, muitos concordam que não há nada mais prático do que uma boa teoria. Nesse sentido, este artigo foi dividido em duas partes, a primeira, teórica, com uma breve revisão sobre o que sabemos sobre colaboração, especialmente a partir de estudos realizados em micro e pequenas cervejarias artesanais. Nesta revisão, além das principais definições, aspectos positivos e negativos da colaboração, quatro estudos realizados no Reino Unido, República da Irlanda e Irlanda do Norte, Brasil e Austrália, respectivamente, são apresentados para ilustrarmos evidências sobre os tipos de colaboração, seus inibidores e facilitadores, bem como por que colaborar é preciso.

Traremos a segunda parte, com aspectos práticos e exemplos de colaboração em diversos pontos da cadeia cervejeira, em nossa próxima coluna. Enquanto isso, caso queiram interagir, por gentileza, nos respondam por que amamos uma colaboração na cadeia cervejeira? Agradecemos se puderem enviar suas mensagens por e-mail (professorguiadacervejabr@gmail.com) com seu relato sobre como a colaboração na cadeia cervejeira contribuiu para aumentar seu interesse pela nossa querida cervejinha.

O termo colaboração na literatura acadêmica voltada ao gerenciamento possui várias definições. Há pesquisas que apresentam como um esforço de entendimento conjunto para se alcançar objetivos definidos1, como um processo envolvendo pelo menos duas partes para conseguir resultados mutuamente benéficos2, como uma estratégia-chave para lidar com a complexidade e turbulência no ambiente de negócios3 ou para alcançar objetivos de curto e longo prazo inatingíveis de forma independente4.

Em teoria, portanto, temos colaboração quando um grupo de partes interessadas autônomas se envolvem em um processo interativo para solucionar um problema ou obterem benefícios. Este processo é estabelecido quando o grupo de partes interessadas usa normas, estruturas e regras compartilhadas para decidirem ou agirem em relação a situações específicas5.

Desta forma, há dois elementos fundamentais para teoria da colaboração, as partes interessadas em relação às situações específicas e o processo interativo. Sobre as partes interessadas, entende-se que as empresas, organizações ou grupos têm interesses que são comuns ou diferentes, os quais são redefinidos ou alterados à medida que a colaboração continua5.

Por exemplo, as partes interessadas em uma cadeia de suprimentos podem se alinhar para criar uma estratégia de gerenciamento de demanda mais transparente, para favorecer o ritmo de todo o sistema6. A autonomia é um elemento crítico, pois mesmo quando as partes interessadas concordam em aceitar regras compartilhadas dentro de seu relacionamento colaborativo, elas visam manter seu poder e independência durante a tomada de decisão5.

Outro estudo evidenciou que a construção de relacionamentos duradouros entre compradores e fornecedores de uma mesma cadeia de suprimentos afeta positivamente o desempenho do comprador, mas pode reduzir a capacidade do comprador de ser objetivo e tomar decisões eficazes, além de aumentar o comportamento oportunista do fornecedor. Neste sentido, existem contextos que a colaboração pode levar a resultados indesejados.

Quando se trata de pequenas e médias empresas (PMEs), a colaboração mostra impacto significativo na inovação de produtos7 ou crescimento de lucratividade em casos de parcerias com fornecedores locais8. Entretanto, existem estudos que apontam que a cooperação tecnológica não é garantia para inovação e que os resultados podem ser imprevisíveis.

O segundo elemento refere-se aos processos interativos em colaboração, que podem ser entendidos como a criação de estruturas que permitem aos participantes fazerem escolhas relativas às maneiras de resolver problemas enfrentados coletivamente9.

Dentro das questões voltadas ao gerenciamento, existem oportunidades para pesquisas sobre como a colaboração ocorre entre universidades e indústria10, bem como sobre “e-colaboração” entre PMEs, isto é, ferramentas digitais colaborativas que facilitam as interações entre uma organização, seus fornecedores, parceiros comerciais, clientes e funcionários11. Além disso, pouco se discute sobre a colaboração dentro de indústrias emergentes, como é o caso da crescente indústria cervejeira artesanal.

Dentre os poucos estudos realizados até o momento, no Reino Unido, identificou-se que o envolvimento colaborativo de microcervejarias artesanais tem enfatizado a inovação, o crescimento e a criatividade12. Outro levantamento em cervejarias da República da Irlanda e da Irlanda do Norte reconheceram alguns facilitadores e inibidores das capacidades de desenvolvimento de rede e notaram a complexidade para construir tais capacidades. Por exemplo, embora o compartilhamento de informações ou experiências anteriores sejam facilitadores importantes para criação de uma rede, a dificuldade na resolução de problemas e compartilhamento de conhecimento, e o desejo de controle sobre tomada de decisão são os principais inibidores13. Nesta pesquisa, recomenda-se a necessidade de políticas públicas para atacar os inibidores da criação de redes e encorajar a colaboração ou coopetição como alternativas estratégicas de negócios.

No Brasil, estudo recente aponta que as micro e pequenas cervejarias têm realizado colaborações verticais (entre fornecedores e compradores) e horizontais (entre outras partes interessadas, por exemplo, universidades e centros de pesquisa) para gerenciar sua qualidade (no que diz respeito à redução das variabilidades de qualidade)14. Este estudo reconhece que há necessidade de maior interação por meio de colaborações verticais e horizontais para compartilhamento de informações, tomada de decisão conjuntas e troca de conhecimento. Também chama a atenção para o fato de que em se tratando de microcervejarias, boa parte das relações entre as empresas são informais, o que contribui fortemente para o acesso a fontes externas de conhecimento. Além disso, esses esforços colaborativos levaram as empresas a obter ganhos mútuos em seus relacionamentos. Este estudo apresenta um modelo consolidado sobre como as partes interessadas, tipos de colaboração, mecanismos de socialização e tipos de relacionamento favorecem a redução da variabilidade e a alta qualidade em microcervejarias.

Resultados semelhantes foram destacados em estudo feito na Austrália. As formas de colaboração têm implicações para o controle de qualidade e, potencialmente, para a entrega de um produto final consistente e de alta qualidade, cujos efeitos agregam valor e geram vantagem competitiva para cervejarias artesanais15. Essa noção é apoiada no que diz respeito à obtenção de conhecimentos básicos e estratégicos, aprender o que os outros cervejeiros fazem e, em menor grau, no que diz respeito à importância das relações colaborativas, particularmente no âmbito nacional.

Ainda segundo o contexto australiano, a colaboração com outros cervejeiros artesanais ajuda a atualizar o conhecimento, identificar tendências e construir resiliência para responder novas demandas e desafios. Ao mesmo tempo, a colaboração com outras empresas fora da indústria cervejeira artesanal transforma o conhecimento em prática e resultados15.

Além dos ganhos financeiros (vendas), a colaboração também representa um veículo-chave que conecta “cervejarias artesanais” e consumidores finais. Consequentemente, a colaboração pode contribuir para abordar essas partes interessadas, no que tange às necessidades e desejos de forma mais consistente e contínua15.

As empresas que estão envolvidas em colaboração interna (departamental) e externa (fornecedores e clientes) estão muito bem equipadas para sucesso. Contudo, apesar da importância percebida da colaboração, a falta de tempo e o isolamento geográfico podem limitar as capacidades de colaboração, com implicações potenciais para o futuro da indústria cervejeira artesanal15.

A natureza prática da indústria, incluindo experimentação por meio de tentativa e erro para obtenção de novos estilos de cerveja artesanal, pode ser aprimorada de forma “virtual” por meio da internet e redes sociais. Eventos e encontros locais, especialmente perto de centros maiores (urbanos/suburbanos), onde cervejarias artesanais abundam, podem, ainda que parcialmente, minimizar as limitações identificadas15.

Aprender sobre a colaboração dentro da indústria cervejeira artesanal, ou entre esta indústria e seus parceiros, pode trazer avanços, por exemplo, sobre como resolver problemas ou abordar oportunidades em termos de desenvolvimento de novos produtos. Da mesma forma, a geração de novos conhecimentos sobre colaboração permitiria às partes interessadas (indústria, governo, câmaras de comércio, universidades, orgãos não-governamentais, entre outros) apoiar o desenvolvimento de uma indústria cervejeira artesanal sustentável.

Entre as várias implicações socioeconômicas relacionadas aos resultados da colaboração, se inclui o desenvolvimento de negócios por meio do empreendedorismo e comunidades, o estímulo cultural por meio de realização de eventos, e crescimento econômico com aumento do potencial de geração de empregos em diferentes elos da cadeia cervejeira.

Agora que você tomou conhecimento, compartilhe conosco seu comentário, por que você ama colaboração nas cervejarias ou como você percebe essa colaboração?

Saúde!


Referências

  1. NUNAMAKER, Jay F.; ROMANO, Nicholas C.; BRIGGS, Robert Owen. Increasing intellectual bandwidth: generating value from intellectual capital with information technology. Group Decision and Negotiation, v. 11, n. 2, p. 69-86, 2002.
  2. MILES, Raymond E.; MILES, Grant; SNOW, Charles Curtis. Collaborative entrepreneurship: How communities of networked firms use continuous innovation to create economic wealth. Stanford University Press, 2005.
  3. GRAY, Barbara; WOOD, Donna J. Collaborative alliances: Moving from practice to theory. The Journal of applied behavioral science, v. 27, n. 1, p. 3-22, 1991.
  4. GAJDA, Rebecca. Utilizing collaboration theory to evaluate strategic alliances. American journal of evaluation, v. 25, n. 1, p. 65-77, 2004.
  5. WOOD, Donna J.; GRAY, Barbara. Toward a comprehensive theory of collaboration. The Journal of applied behavioral science, v. 27, n. 2, p. 139-162, 1991.
  6. HOLWEG, Matthias et al. Supply chain collaboration: Making sense of the strategy continuum. European management journal, v. 23, n. 2, p. 170-181, 2005.
  7. NIETO, María Jesús; SANTAMARÍA, Lluís. Technological collaboration: Bridging the innovation gap between small and large firms. Journal of small business management, v. 48, n. 1, p. 44-69, 2010.
  8. ROBSON, Paul JA; BENNETT, Robert J. SME growth: The relationship with business advice and external collaboration. Small business economics, v. 15, n. 3, p. 193-208, 2000.
  9. THOMSON, Ann Marie; PERRY, James L.; MILLER, Theodore K. Conceptualizing and measuring collaboration. Journal of public administration research and theory, v. 19, n. 1, p. 23-56, 2009.
  10. BJERREGAARD, Toke. Universities‐industry collaboration strategies: a micro‐level perspective. European Journal of Innovation Management, 2009.
  11. CHAN, Felix TS; CHONG, Alain Yee-Loong; ZHOU, Li. An empirical investigation of factors affecting e-collaboration diffusion in SMEs. International Journal of Production Economics, v. 138, n. 2, p. 329-344, 2012.
  12. DANSON, Mike et al. Microbrewing and entrepreneurship: The origins, development and integration of real ale breweries in the UK. The International Journal of Entrepreneurship and Innovation, v. 16, n. 2, p. 135-144, 2015.
  13. MCGRATH, Helen; O’TOOLE, Thomas. Enablers and inhibitors of the development of network capability in entrepreneurial firms: A study of the Irish micro-brewing network. Industrial Marketing Management, v. 42, n. 7, p. 1141-1153, 2013.
  14. PRIM, Alexandre Luis; SARMA, Violina; DE SÁ, Marcelo Martins. The role of collaboration in reducing quality variability in Brazilian breweries. Production Planning & Control, p. 1-17, 2021.
  15. ALONSO, Abel Duarte; ALEXANDER, Nevil; O’BRIEN, Seamus. Collaboration and the emerging craft brewing industry: An exploratory study. Journal of Asia-Pacific Business, v. 19, n. 3, p. 203-224, 2018.

Marcelo Sá é professor de gestão em operações, pesquisador na área de riscos e resiliência em cadeias de alimentos e bebidas, esposo e pai apaixonado por sua família. Em sua folga, pode ser facilmente encontrado com uma IPA ao seu lado.

Pabst reforça associação com cultura underground em ações no Brasil

Presente no mercado cervejeiro do Brasil desde o segundo semestre de 2020, a Pabst Blue Ribbon tem buscado se associar à cultura underground, com o apoio a esse tipo de manifestação artística nas artes e na música.

Uma das principais cervejarias independentes dos Estados Unidos, a Pabst, uma marca quase bicentenária, fundada em 1844, repete, assim, a estratégia adotada no seu país de origem, onde tem forte ligação com a promoção da arte da rua e da valorização da cultura urbana.

A ideia nesses primeiros passos foi se identificar com o que acontece no país. De acordo com as palavras de Thiago Lima, head de comunicação da Pabst Blue Ribbon no Brasil, “ter um olhar de dentro para fora e não uma tentativa de fincar nossa própria bandeira em território nacional”.

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No país, a primeira grande campanha da marca foi uma promoção inovadora, em outubro de 2021, com 500 mil latas apresentando um QR Code acompanhado por uma provocação: “Não escaneie”. O objetivo era que quem desrespeitasse o pedido teria acesso a uma ação de realidade aumentada e ainda concorreria a 500 prêmios a partir de um código presente na sua lata.

A marca também anunciou Edi Rock, um dos fundadores dos Racionais MC’s, como garoto-propaganda. Além disso, com foco maior em ativações nos grandes centros urbanos, a Pabst uniu a street art, o skate e a cerveja em uma parceria com o artista Binho Ribeiro para uma exposição na Galeria Alma da Rua, no icônico Beco do Batman, na Vila Madalena.

“A Pabst Blue Ribbon tem por missão encorajar cada um a seguir seu próprio caminho. Este olhar na cultura urbana é apenas um incentivo às manifestações artísticas que traduzem este olhar mais independente”, explica Lima.

A NewAge Bebidas é a responsável pela produção e a distribuição das cervejas da Pabst Blue Ribbon no Brasil. E a marca de Milwaukee é a quinta maior cervejaria do país. Ou seja, é uma gigante e centenária cervejaria independente norte-americana que agora busca seu espaço no mercado brasileiro.

Seu head de comunicação garante que a avaliação do posicionamento da marca nesses anos iniciais no mercado nacional é “extremamente positiva”. Ainda assim, garante que pode expandir, ao longo do tempo, suas áreas de atuação.  

“É importante destacar que não queremos fazer uma avaliação sobre as ações para determinar um caminho de ‘sim’ ou ‘não’ para futuras tomadas de decisão. A Pabst Blue Ribbon tem um diálogo multicultural e não foca apenas em uma frente de comunicação, logo, abriremos diálogo com muitas outras frentes ainda”, pondera.

Assim, de acordo com o responsável pelo marketing da Pabst no Brasil, o olhar para o underground foi apenas um primeiro aceno da cervejaria. “A Pabst chegou e não sai mais do mercado nacional”, conclui Lima.