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“O mercado cervejeiro perdeu a chance de dar exemplo de diversidade em 2021”

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O mercado de cervejas artesanais desperdiçou, em 2021, a chance de se tornar mais inclusivo e ser um exemplo de diversidade, na opinião de especialistas ouvidos pela reportagem do Guia. Para eles, o impulso de 2020, que veio como reação aos casos de preconceito no segmento cervejeiro no Brasil, não rendeu muito além de reflexões e ações pontuais, o que provocou poucas consequências efetivas perceptíveis no ano recém-encerrado.

Assim, passado o período em que a diversidade e a necessidade de inclusão pareciam pautas prioritárias, o mercado cervejeiro não transformou a discussão de outrora em ações concretas para mudanças efetivas e necessárias.

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“Não é fácil fazer uma mudança como essa, mas não é possível fazer uma omelete sem quebrar ovos. 2021 entra para a história como o ano em que o mercado cervejeiro perdeu a oportunidade de ser maior do que ele mesmo e de dar o exemplo”, afirma o publicitário, escritor e especialista em criação de conteúdo Eduardo Sena.

Para ele, o segmento de cervejas artesanais segue sem entender a importância de se movimentar em questões estruturais, levando a inclusão para além do discurso. Assim, desperdiça até mesmo a oportunidade de, ao se tornar um segmento mais diverso, aumentar o seu alcance e público.

“Enquanto não houver um pacto do mercado como um todo, no sentido de trazer os grupos minoritários e minorizados para pensar no futuro, o segmento vai continuar fazendo discurso de um lado, mas seguindo a mentalidade ‘quinta série’ e camaradista de gente racista, misógina, elitista e machista que vimos no grupo de WhatsApp em 2020. E seguir assim é burrice, e não sou eu quem está falando. Qualquer pesquisa superficial vai mostrar que diversidade faz bem para os negócios de muitas formas. Dizer que é sobre lacração ou mimimi é atestado de burrice”, argumenta.

Membro do coletivo AfroCerva e criador do Brassaria Brasília, Paulão Silva também destacou que se em 2020 houve posicionamento de muitos personagens do setor condenando os casos de racismo e misoginia, 2021 não contou com ações efetivas para mudanças no mercado cervejeiro no caminho da inclusão e da diversidade.

“Percebe-se que não passou de um ativismo de oportunidade por parte de muitos. E pouco efetivamente se fez no setor em 2021. A não ser pelos que já levantam as bandeiras e militam e, desta forma, já fazem a luta diária”, critica.

Um dos alvos dos abomináveis casos de racismo em 2020, Diego Dias, sócio-proprietário da Cervejaria Implicantes, avalia que as cobranças por diversidade no segmento têm se tornado maiores, mas também cita a ausência de resultados concretos. E aponta que o caminho para uma maior inclusão passa pelo nível organizacional das companhias, com acesso aos cargos com poder de decisão. “É importante os quadros de funções de relevância terem efetivamente uma diversidade”, frisa.

Os profissionais ainda lembraram que o ano de 2021 terminou, para eles, com a sensação da tentativa de esquecimento dos casos de preconceito ocorridos em 2020, diante da acusação de que um dos envolvidos em comentários de tom misógino e racista do ano anterior estaria envolvido diretamente na organização do Concurso Brasileiro da Cerveja, o principal campeonato cervejeiro do país.

“Não mexeram realmente nas estruturas, não mostraram vontade de mudar efetivamente de dentro para fora. Fosse assim, não veríamos casos como o do CBC”, reflete Eduardo. “Isso me traz as seguintes perguntas: O setor quer realmente mudar? Até onde o setor quer mudar?”, acrescenta Paulão.

Iniciativas relevantes
Entretanto, eles também destacam que o ano teve iniciativas relevantes, citando o lançamento da colaborativa do coletivo AfroCerva com a Soviet, uma cerveja que usa insumos adquiridos junto à uma comunidade quilombola. Outro exemplo lembrado e exaltado é o Torneia Bar, em São Paulo, que trabalha com uma equipe 100% LGBTQIA+.

“A Danielle Lira Edmundo (sommelier preta, aliada ao coletivo Afrocerva), em parceria com Christian Montezuma (sommelier e mestre em estilos), abriu o Torneira Bar, onde conta com uma equipe 100% LGBTQIA+ sendo 90% transexuais. Isso sim é diversidade no setor”, destaca Paulão.

Em ano com maior IPCA desde 2015, preço da cerveja aumenta 8,70%

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Em um ano marcado pela volta da inflação elevada, a ponto de o índice oficial ter ficado acima dos 10%, o preço da cerveja no domicílio também apresentou alta expressiva e fechou 2021 em 8,70%, de acordo com os dados divulgados pelo IBGE nesta terça-feira.

A expressiva inflação da cerveja contrasta com os dados modestos de anos recentes. O item no domicílio teve deflação de 0,64% em 2018 e alta de 1,94% em 2019 e 2020, mesmo que há dois anos os itens de alimentação tenham sido o vilão do crescimento dos preços.

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No mês passado, a alta da cerveja foi de apenas 0,14%. Porém, ao terminar 2021 em 8,7%, teve inflação superior até mesmo do que a do grupo de alimentação e bebidas, que ficou em 7,94% após acelerar 0,84% em dezembro.

Os destaques negativos do grupo foram o café moído, que subiu 50,24%, e o açúcar refinado, que teve alta de 47,87% em 2021. “A alta do café ocorreu principalmente no segundo semestre, pois a produção foi prejudicada pelas geadas no inverno. Já o preço do açúcar foi influenciado por uma oferta menor e pela competição pela matéria prima para a produção do etanol”, afirma o gerente do IPCA, Pedro Kislanov.

Essa alta do preço da cerveja em 2021 se deu, em parte, pela inflação dos insumos, algo que pressionou a indústria. Mas também se inseriu em um contexto de inflação generalizada, a ponto de o índice oficial, o IPCA, ter fechado o ano em 10,06%, após alta de 0,73% em dezembro. No ano passado, havia sido de 4,52%.

Com isso, ficou muito acima da meta estipulada pelo Conselho Monetário Nacional, que era de 3,75%, com um teto de 5,25%. Foi a maior taxa desde 2015, última vez em que a meta havia estourado. E o grupo de transportes, com alta de 21,03%, acabou sendo o que apresentou maior variação e impacto, de 4,19%, no IPCA de 2021.

“O grupo dos transportes foi afetado principalmente pelos combustíveis”, explica Kislanov. “Com os sucessivos reajustes nas bombas, a gasolina acumulou alta de 47,49% em 2021. Já o etanol subiu 62,23% e foi influenciado também pela produção de açúcar”, complementa.

Já o preço da energia elétrica também apresentou impacto relevante sobre o IPCA ao subir 21,21% no ano passado. “Ao longo do ano, além dos reajustes tarifários, as bandeiras foram aumentando, culminando na criação de uma nova bandeira de Escassez Hídrica. Isso impactou muito o resultado de energia elétrica, que tem bastante peso no índice”, afirma Kislanov.

A inflação da cerveja fora do domicílio foi mais modesta em 2021, de 4,82%, após apresentar leve alta, de 0,09%, em dezembro. Por sua vez, as outras bebidas alcoólicas tiveram o seu preço influenciado diretamente pelo local de venda.

As demais bebidas alcoólicas apresentaram inflação de 2,71% em dezembro, terminando o ano em 1,93%. Fora do domicílio, o item teve deflação de 2,76% no mês passado, concluindo 2021 com baixa de 1,49%.

BeerSales aposta na ascensão dos brewpubs em 2022 e investe em soluções

Mesmo com o avanço da vacinação contra a Covid-19 no Brasil e no mundo, o surgimento de novas variantes, como a Ômicron, traz incertezas para o ano de 2022 no setor cervejeiro. Ainda assim, a aposta é de que o segmento deve retomar um ritmo de crescimento que se sustentará em modelos com o brewpub, na visão de Alam Correa, CEO e cofundador do BeerSales.

Para ele, estabelecimentos que produzem e comercializam cerveja em um mesmo local devem ganhar força em 2022. Assim, a sua empresa se programou para atender uma demanda que imagina ser crescente ao longo do ano. “Pretendemos lançar um novo módulo do BeerSales voltado para atender brewpubs de uma forma completa e efetiva”, destaca.

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O BeerSales é um software para gestão de empresas do mercado cervejeiro da e-Get. Para este novo ano, a companhia também investe no módulo de força de vendas da sua solução tecnológica, com o intuito de ajudar na emissão de pedidos pelo time de vendas das cervejarias, com a promessa de fácil implementação e usabilidade para distribuidoras e pequenos fabricantes.

Essas perspectivas surgem após um 2021 cheio de desafios, o que forçou o cancelamento e o adiamento de alguns investimentos para 2022. Mas agora as expectativas positivas se baseiam em uma recuperação iniciada no segundo semestre, com a retomada das contratações pela companhia.

 “Sentimos confiança para retomar os investimentos principalmente em mão de obra e na nossa nova sede. O novo espaço para a e-Get é um sonho antigo e que acabou sendo adiado em março de 2020 devido à pandemia” relata o CEO do Beer Sales.

A ideia de construir uma sede é vista como necessária para suportar o crescimento previsto para os próximos anos e disponibilizar uma estrutura de trabalho ideal para os colaboradores da e-Get, algo que se tornou uma preocupação maior no ano passado, com os desafios surgidos para a captação de talentos para seu time. “Encontrar pessoas que possuem as qualificações desejadas continua sendo uma tarefa bastante árdua, sendo que este desafio já existia mesmo antes da pandemia”, explica Alam.

A dificuldade se dá, em boa parte, pelo aumento da disputa de mercado, provocado, em sua opinião, pela possibilidade de atuação de modo remoto pelos profissionais. Assim, um especialista em tecnologia da informação pode residir em um estado ou país diferente ao da sua empresa.

“Se antes tínhamos apenas como problema outras empresas locais em busca dos talentos, agora temos a nível mundial”, observa. “Esta situação fez com que a média salarial dos profissionais sofresse um grande aumento durante a pandemia”, acrescenta.

Por isso, o BeerSales precisou analisar e ajustar organograma, cargos e salários, se adequando a este novo cenário para conseguir captar e reter colaboradores na sua equipe. “Atualmente, temos quatro desenvolvedores trabalhando 100% home-office, sendo que alguns destes residem em outros estados do Brasil. Antes da pandemia, este cenário 100% remoto não era nem cogitado na empresa”, finaliza Alam.

Festival do Lúpulo amplia programação em sua 2ª edição e terá concursos

O Festival Nacional da Colheita do Lúpulo ficou maior. Após realizar a sua primeira edição em 2021, o evento voltará a ocorrer em 2022, agora no período de 25 de fevereiro a 1º de março, quando se celebra o carnaval. E ampliou o número de dias e as atrações, o que inclui a realização de concursos de lúpulo e de cervejas lupuladas na cidade de Curitibanos (SC).

A primeira edição do festival, realizada em fevereiro de 2021, um período de agravamento da pandemia do coronavírus, contou, para cumprir com as medidas sanitárias, com a participação de apenas 60 pessoas. Um público que poderá ser bem maior para a segunda versão do festival do lúpulo, que espera atrair 150 pessoas, além dos moradores de Curitibanos.

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“O evento de 2021 foi sensacional, com os participantes ficando satisfeitos, algo confirmado pela inscrição da maioria das pessoas novamente, garantindo vaga para 2022”, relata o engenheiro agrônomo Rodrigo Baierle, proprietário da Lúpulos 1090 e organizador do festival.

Os responsáveis pela organização do festival decidiram incluir mais eventos na programação, como a Feira Brasileira do Lúpulo, além de manterem os workshops, a visitação a uma plantação, a colheita e brasagem coletiva, assim como as palestras, com a abordagem de conteúdos técnicos, e as atrações gastronômicas.  

“Esperamos trazer também a população de Curitibanos para conhecer o lúpulo. Temos uma região muito propícia e que pode se tornar um polo produtivo”, diz Baierle. “Vamos disseminar o que acontecerá de bom no festival para mais pessoas e regiões. Ter mais gente interessada em produzir lúpulo e mais cervejarias interessadas em utilizar o lúpulo em suas cervejas”, acrescenta.

E a principal novidade do festival em 2022 serão as competições. O evento, assim, contará com a realização do Concurso Latino de Cervejas Lupuladas. Organizada em parceria com a produtora Matinê Cervejeira, a disputa abrangerá 62 estilos de cerveja e tem 20 categorias, sendo uma exclusiva para cervejas feitas com lúpulos cultivados em solo nacional.

A expectativa é de que os concursos ajudem a estimular a pesquisa e o desenvolvimento de rótulos que levem o lúpulo brasileiro em suas receitas. “Surgiu com a ideia de fomentar a cultura do lúpulo na América do Sul, o seu uso nas cervejas e o consumo das lupuladas, que serão julgadas por jurados”, comenta Baierle.  

Outra atração inédita do festival em Curitibanos será a Copa Brasileira de Lúpulos. Esse concurso vai premiar o melhor cultivador e a melhor fazenda de lúpulo por meio da análise do ácido alfa e dos óleos essenciais, como explica Baierle.

“Poderemos avaliar os lúpulos brasileiros, premiar os melhores cultivadores, seus agrônomos. A fazenda com maior pontuação será eleita a melhor fazenda produtora de lúpulo, algo inédito. Vai fomentar a cadeia e melhorar as cadeias do cultivo”, afirma.

Ele também acredita que os concursos podem servir como estímulo para o aperfeiçoamento dos profissionais envolvidos no cultivo do lúpulo, além de mostrar as diferenças da produção nacional, provocadas pelo uso de técnicas distintas e pela localidade onde ela ocorre.

“Esperamos promover a disseminação de boas técnicas de cultivo, com informações, e a avaliação química. Isso vai permitir a avaliação do lúpulo de diversas regiões, os diversos terroirs. As pessoas poderão perceber como o terroir floral é diferente de acordo com a região, mesmo sendo o mesmo lúpulo. Então poderemos avaliar os cultivares e os seus cultivos”, argumenta.

Criado para fomentar a cultura do lúpulo, com a divulgação de informações, o festival teve, no ano passado, busca intensa por informações, de acordo com Baierle. Assim, os organizadores decidiram reforçar a programação técnica para 2022.

Haverá, então, palestras de Scott Janish, autor do livro “A Nova IPA”, do próprio Baierle, de Stefano Gomes Kretzer, proprietário da Lúpulos do Vale, de Renan Furlan, proprietário da Lúpulo Tropical, assim como do químico Duan Ceola, pesquisador na área do lúpulo. Ao mesmo tempo, haverá palestras voltadas ao setor cervejeiro, como a de Marcos Odebrecht, proprietário da Maltes Catarinense.

A programação completa do 2º Festival Nacional da Colheita do Lúpulo pode ser conferida no link.

IPAs da Cia de Brassagem dão visibilidade à preservação da onça-preta e da suçuarana

Preocupada com a conservação da biodiversidade, a Cia de Brassagem Brasil costuma trazer em seu portfólio rótulos que auxiliam projetos de preservação, dando voz e espaço a essas causas. Seguindo com essa tradição, a cervejaria lançou recentemente duas IPAs que possuem esse foco: a Suçuarana, uma Double IPA e a Onça-Preta, uma Black IPA.

Ao dar visibilidade à luta contra a extinção de alguns animais, os rótulos contribuem para evidenciar as ações de grupos associados. Nesse caso, as cervejas foram lançadas em parceria com o Instituto para a Conservação dos Carnívoros Neotropicais, o Pró-Carnívoros.

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A associação civil é de direito privado, não governamental e sem fins lucrativos. Com 25 anos de atuação, está sediada na cidade paulista de Atibaia e desenvolve projetos em diversas regiões do país. “Parte da venda das cervejas é destinada ao instituto parceiro. No caso, fazemos o repasse para o Instituto Pró-Carnívoros”, explica Danielle Mingatos, sócio e co-fundadora da Cia de Brassagem.

A cerveja Onça-Preta foi lançada no Dia Mundial da Onça-Pintada, sendo uma Black India Pale Ale, com 6,5% de graduação alcoólica e 72 IBUs de amargor. De acordo com o seu descritivo, tem aromas e sabores predominantes dos lúpulos americanos Citra e Amarillo em equilíbrio com maltes escuros que trazem uma leve nota tostada.

A bebida traz visibilidade para a onça-preta, animal que pode ser encontrado do México até a Argentina. Estima-se que 70% desses felinos vivam no Brasil, principalmente na Amazônia.

“Estamos falando do maior felino das Américas que está em extinção. A situação da onça-preta é mais crítica, pois trata-se de um indivíduo raro e que pode ser observado na Amazônia, na Caatinga, no Cerrado e na Mata Atlântica. Curiosamente a onça-preta não é encontrada no Pantanal, hipóteses ainda precisam ser testadas, mas a explicação pode envolver condições climáticas, incluindo a radiação solar, e a dieta das onças nesse bioma”, completa Danielle.

Já a cerveja Suçuarana é uma Double IPA com 9,0% de graduação alcoólica e 90 IBUs de amargor. Segundo a Cia de Brassagem, traz aromas e sabores que remetem a frutas cítricas e tropicais, além da combinação entre os lúpulos americanos Citra, Mosaic e Cascade, tendo muito amargor.

A bebida foi criada para homenagem a suçuarana ou onça-parda, considerado um dos felinos mais adaptáveis, sendo o carnívoro mais amplamente distribuído nas Américas, incluindo o Brasil.

Ela tem sido notícia por conta de seu aparecimento em regiões urbanas, como ocorreu recentemente na cidade do Rio de Janeiro. Esse foi o primeiro registro da espécie em 80 anos, na capital fluminense. Episódios como esse têm sido constantes e alertam para o fato de que seu habitat natural vem sendo tomado de maneira indevida. Além da significativa alteração do habitat, a diminuição na disponibilidade das presas e a caça ilegal constituem as principais ameaças à espécie.

As duas cervejas estão disponíveis em chope, lata não pasteurizada de 473ml e garrafas pasteurizadas de 500ml. “Ao apreciar nossas cervejas, o consumidor tem a experiência cervejeira e contribui, através do instituto ou projeto parceiro, a preservar aquela espécie do rótulo. Nosso projeto já foi premiado por duas vezes consecutivas no Prêmio Brasil Brau de Gestão de Negócios em Cerveja na categoria de Responsabilidade Social”, conclui Danielle.

Corona cria cerveja com vitamina D e reforça ligação com vida ao ar livre

A Corona decidiu levar a associação das suas cervejas com a praia e o sol a um patamar mais elevado. A marca da AB InBev desenvolveu e lançou, inicialmente no mercado do Canadá, uma cerveja sem álcool e que possui a vitamina D, costumeiramente absorvida através da exposição à luz solar, como um dos seus ingredientes.

A novidade é a Corona Sunbrew, tendo sido criada pela equipe de inovação da AB InBev. Ela possui menos de 70 calorias e, em sua garrafa de 330ml, leva, segundo a marca, 30% da dose diária recomendada de consumo de vitamina D pela agência governamental Health Canada.

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“Estamos entusiasmados por oferecer aos consumidores Corona Sunbrew 0,0%, a primeira cerveja sem álcool com vitamina D, reforçando o nosso desejo de ajudar as pessoas a se reconectarem com a natureza, a qualquer hora”, afirmou Felipe Aimbra, vice-presidente global da Corona.

A novidade é produzida a partir da retirada do álcool da Corona Extra. Depois, então, são inseridos a vitamina D e sabores naturais. Mas foi preciso superar desafios para conseguir utilizar a vitamina D no processo de fermentação da cerveja, como destacou Brad Weaver, vice-presidente global de pesquisa e desenvolvimento de inovação da AB InBev.

“A viagem não foi fácil, porque a vitamina D é sensível ao oxigênio e à luz, e não é facilmente solúvel em água. Mas graças ao nosso investimento contínuo em inovação e pesquisa e desenvolvimento, nossa equipe foi capaz de criar a única cerveja sem álcool com vitamina D, proporcionando uma oportunidade única no mercado”, disse.

De acordo com a Corona, “a novidade foi pensada especialmente para as pessoas de países com pouca exposição à luz solar durante parte do ano, muitas vezes por causa das estações frias mais rigorosas”. Não à toa, assim, foi lançada no período do inverno no país da América do Norte.

Além da óbvia ligação com a praia e celebrações ao ar livre, alvo de constantes ações de marketing da Corona, a novidade reforça os investimentos da AB InBev em cervejas sem álcool e associadas à saudabilidade, algo perceptível, por exemplo, em opções como as da marca Stella Artois, que possui versões zero álcool e sem a presença de glúten no Brasil.

Após o Canadá, a cerveja sem álcool e com vitamina D da Corona vai ser lançada no Reino Unido e em outros mercados da Europa, América do Sul e Ásia. Mas ainda não existe previsão de lançamento e distribuição no Brasil.

Giba Tarantino assume presidência da Abracerva com foco no acesso à educação

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A Associação Brasileira de Cerveja Artesanal (Abracerva) inicia 2022 sob nova presidência. Em decisão tomada pela gestão em dezembro, Gilberto Tarantino assumiu o comando da entidade. E atuará com foco em levar informação e educação aos associados e ao mercado cervejeiro.

Proprietário da Cervejaria Tarantino, Giba já fazia parte da gestão da Abracerva e substitui Ugo Todde, que permanece na diretoria da associação, embora não mais como presidente. Uma troca que faz a entidade representante das cervejarias artesanais no Brasil ter o seu quarto presidente em menos de um ano e meio.

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As mudanças começaram em setembro de 2020, com a renúncia de Carlo Lapolli, o que provocou a realização de eleições, vencidas pela chapa que administra atualmente a Abracerva e definiu, na época, Nadhine França como sua presidente. Em julho de 2021, ela renunciou ao cargo com a intenção de se mudar ao exterior para estudar e trabalhar, sendo sucedida por Todde, então secretário da associação.

Recentemente, o proprietário da Cervejaria Dümf deixou a presidência da Abracerva, com o cargo sendo assumido por Tarantino de modo consensual. Ele ficará à frente da gestão da associação até outubro, quando se encerra o mandato da diretoria. Até lá, pretende unir o segmento, além de promover acesso à educação aos envolvidos no setor, que passa por um período difícil, em função dos efeitos da crise provocada pela pandemia do coronavírus.

“Espero chamar a atenção dos associados e não associados de que temos um mercado importante, que precisa se unir e se educar. É a base para conseguir pleitos relevantes, como redução da carga tributária e a desburocratização. Isso é fundamental para o crescimento do segmento”, afirma Tarantino, à reportagem do Guia.

Para isso, a Abracerva prepara um calendário de atividades, com a realização de palestras online, o que incluirá a participação de figuras de peso internacional. A programação, inclusive, deverá ser anunciada nos próximos dias, com as apresentações se iniciando ainda em janeiro. A associação também buscará fechar acordos com grandes marcas do setor e sonha, caso seja viável, com a realização de eventos presenciais ainda em 2022.

Com experiência internacional em sua carreira, Tarantino revela que vai se inspirar em exemplos de fora do Brasil à frente da Abracerva. E o principal deverá ser a Brewers Association (BA, na sigla em inglês), entidade que representa as cervejarias artesanais e independentes dos Estados Unidos, contando com, aproximadamente, 5.400 filiados.

“Vi como eles cresceram, como são unidos, incluindo a atuação no congresso americano, com lobby para a redução de impostos. Temos que correr atrás de alguns exemplos. E esse é o mais relevante. Existe um canal aberto, eles têm interesse em colaborar. A gente tem que aprender com eles e adequar a nossa realidade”, diz.

Além disso, na carta em que anunciou aos associados a mudança na presidência da Abracerva, Tarantino destaca a necessidade de união dentro do segmento de cervejas artesanais. “Os dois últimos anos foram muito difíceis para nosso segmento e a união de todos é muito importante para os próximos desafios. Sempre tentei me unir e aprender com pessoas apaixonadas e profissionais para formar um bom time e agora peço sua atenção e uma chance para juntos agitarmos a Abracerva pelo bem do mercado e pelo bem de cada empresa ligada a cultura e negócios cervejeiros”, escreve.

Quem é?
Agora também presidente da Abracerva, Gilberto Tarantino é paulistano e estudou Comunicação Social na FIAM. Atuou com comércio exterior como representante e importador de peças e partes de turbinas da GE por 16 anos, também tendo trabalhado como importador e lojista da marca de relógios Swatch.

Desde 2009 atua no mercado de cervejas artesanais no Brasil como importador de marcas americanas e europeias como Flying Dog, Rogue, Anderson Valley, Founders, Brewdog, Mikkeller e Faxe. Foram mais de 300 contêineres trazidos ao país até 2017, quando iniciou a construção da Cervejaria Tarantino, fundada em 2018 e localizada no bairro do Limão, na zona norte da cidade de São Paulo.

Fabricação de bebidas alcoólicas cai 10,7% e recua pelo sexto mês consecutivo

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O freio na fabricação de bebidas alcoólicas atingiu um semestre completo. De acordo com os dados divulgados pelo IBGE em sua Pesquisa Industrial Mensal (PIM), a produção recuou 10,7% em novembro em comparação ao mesmo mês de 2020. Foi, assim, o sexto mês consecutivo de retração da atividade, em sequência iniciada em junho.  

Após um cenário de recuperação da fabricação de bebidas alcoólicas durante quase toda a primeira metade de 2021, os sucessivos recuos deixam a atividade praticamente estagnada no ano recém-encerrado, com um avanço de apenas 0,5% de janeiro a novembro. E a expansão fica em 0,6% no acumulado dos últimos 12 meses.

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Já a retração da fabricação de bebidas ficou em 2,2% no mês de novembro, levando em conta o ajuste sazonal. Assim, se insere em um contexto mais amplo, de recuo da indústria no Brasil, também o influenciando. A produção caiu 0,2% em novembro na comparação com outubro, considerando o ajuste sazonal, na sexta queda consecutiva do indicador.

E o tombo foi ainda maior, de 4,4%, em relação ao mesmo mês de 2020, o que também tem relação direta com o recuo de 12,3% na fabricação de bebidas com a utilização da mesma referência. Ainda assim, a indústria nacional acumula expansão de 4,7% em 2021 e de 5,0% nos últimos 12 meses.

“Quando olhamos para o ano anterior, os resultados ao longo de 2021 são quase sempre positivos, pois a base de comparação é baixa, já que no início da pandemia a indústria chegou a interromper suas atividades, com o ano de 2020 fechando com um recuo de 4,5%. Porém, analisando mês a mês, observamos que, das 11 informações de 2021, nove foram negativas. Ou seja, o setor industrial ainda sente muitas dificuldades, se encontrando atualmente 4,3% abaixo do patamar de produção em que estava em fevereiro de 2020”, explica o gerente da pesquisa do IBGE, André Macedo.

O expressivo recuo da produção de bebidas em novembro a deixa com expansão de 0,7% em 2021 e de 0,9% nos últimos 12 meses do levantamento do instituto. Já a fabricação de bebidas não alcoólicas retraiu 13,9% em novembro. Agora, então, acumula avanço de 1,0% de janeiro a novembro de 2021 e de 1,3% no acumulado de 12 meses.

Balcão do Advogado: Para sua cervejaria não sofrer pênalti em 2022

Balcão do Advogado: Para sua cervejaria não sofrer pênalti em 2022

Entramos em 2022! Após 2 anos difíceis, a expectativa é de crescimento sustentável do mercado cervejeiro, com reflexos positivos no faturamento. Para que sua cervejaria não comece o ano com possíveis revezes, elaboramos uma lista com importantes alertas:

– Adequação dos rótulos: todas as cervejas lançadas a partir de 11 de dezembro de 2021 devem estar com seus rótulos atualizados de acordo com a Instrução Normativa nº 65/2019, que estabeleceu o novo padrão de identidade e qualidade (PIQ) da cerveja. Se ainda tiver dúvidas a respeito, acesse aqui.

– Declaração de produção anual (exigência do MAPA): anualmente relembramos as cervejarias, mas ainda são poucas as que atendem a essa exigência. Todas as cervejarias devem apresentar, até o dia 31 de janeiro, a declaração de produção anual ao órgão técnico especializado da Superintendência Federal de Agricultura, Pecuária e Abastecimento do seu estado, na qual conste a quantidade de produto elaborado e os estoques existentes no final de 2021. O não cumprimento desta obrigatoriedade implica multa de até R$ 117.051,00 (artigos 86, 107, inc. XVI, e 108 do Decreto nº 6.871/2009). Para baixar o modelo de Declaração de Produção Anual, acesse aqui.

– Adesão ao Simples: as cervejarias que estão aptas, mas ainda não aderiram ao regime do Simples Nacional, devem fazê-lo também até o dia 31 de janeiro. Converse com o seu contador, verifique eventuais pendências, regularize-as e faça a opção pelo regime do Simples, caso seja mais vantajoso.

– Anuidades dos conselhos profissionais: os conselhos profissionais (principalmente o de Química – CRQ – e o de Engenharia – Crea) costumam cobrar das cervejarias anuidade de pessoa jurídica, além de obrigarem a empresa a contratar profissionais ligados aos seus conselhos. A cobrança na pessoa jurídica e a imposição de multas por parte dos conselhos são ilegais, haja vista que o MAPA é o único órgão com capacidade jurídico-fiscalizadora sobre as cervejarias. As cervejarias precisam ingressar com uma ação judicial para obter o cancelamento do registro de pessoa jurídica e a suspensão das cobranças por parte dos conselhos. Isso porque os pedidos administrativos são sempre indeferidos, tendo em vista que as únicas hipóteses aceitas pelos conselhos para cancelamento do registro na via administrativa são o fechamento da empresa ou a mudança da atividade principal. No Judiciário, ainda é possível pleitear a restituição das anuidades pagas nos últimos 5 anos.


André Lopes é sócio do escritório Lopes, Verdi & Távora Advogados e criador do site Advogado Cervejeiro

Com 2º semestre positivo, bares iniciam recuperação com atenção à gestão

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Atingido diretamente pelos efeitos da pandemia do coronavírus, especialmente em função das medidas restritivas adotadas durante os meses mais graves da crise sanitária, o setor de bares e restaurantes ganhou um alívio e uma esperança no segundo semestre, com o restabelecimento das atividades. Um cenário que, espera-se, represente o início da recuperação do segmento de alimentação fora do lar e que deverá ser marcada, de acordo com as entidades do setor, pela melhoria da gestão.

Assim, apesar das dores encaradas ao longo da primeira metade de 2021, a visão é de que o ano se encerrou com “alegrias” para bares e restaurantes, especialmente em função da perspectiva de um futuro melhor após meses de grave crise. O presidente-executivo da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), Paulo Solmucci, relata, por exemplo, como os resultados do segundo semestre foram melhores do que o do período pré-pandemia.

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“Vamos fechar os seis últimos meses de 2021, comparados com o mesmo período de 2019, crescendo, em termos reais, 3%, o que não é pouco, especialmente quando se olha o Brasil como um todo. O setor de serviço teve um ano positivo, cresceu até agora 11%, com a alimentação fora do lar dobrando esse número”, afirma.

Essa recuperação também é indicada por uma pesquisa recente realizada pela Associação Nacional dos Restaurantes (ANR), em parceria com a consultoria Galunion e o Instituto Foodservice Brasil. O trabalho, afinal, apontou que 53% das empresas afirmam que esperavam terminar 2021 com aumento do lucro em relação a 2020.

Diretor do BaresSP, Fábio de Francisco também destaca o momento de recuperação do setor ao longo do segundo semestre, mas alerta que essa reação ainda não é suficiente para compensar as perdas de 2020 e da primeira metade de 2021. “Se o bar tem 50 lugares, não tem como ele atender 100 pessoas, visto que ele perdeu as 50 pessoas no semestre passado. Os dias de final de semana apresentaram uma recuperação rápida, mas os dias de semana ainda ficaram bem fracos”, pontua.

Essa avaliação de que o momento é de recuperação para os bares e restaurantes vem acompanhada da perspectiva de que será necessário muito trabalho para compensar as perdas dos meses mais complicados da pandemia. As estimativas são de que uma de cada três empresas do segmento de alimentação fora do lar opera, hoje, com prejuízo.

Isso, inclusive, faz a Abrasel avaliar que serão necessários de 2 a 5 anos para que o segmento atinja níveis de endividamento considerados aceitáveis. Já a pesquisa da ANR indicou que 48% dos estabelecimentos preveem levar três anos para pagar as suas dívidas.

“O processo de recuperação será longo. E ainda vivemos momentos de muita apreensão com o aumento de casos de Covid-19 na Europa e a chegada da nova variante. Também nos preocupa muito a volta da inflação, que já tivemos que lidar este ano e certamente será um dos nossos desafios para 2022”, afirma Fernando Blower, diretor-executivo da ANR.

Desafios além da pandemia
A longa caminhada para o estabelecimento de uma normalidade se dá também porque os problemas de faturamento encarados especialmente na primeira metade do ano causaram um efeito negativo em cascata para os meses seguintes, o aumento das despesas, com a necessidade de pagamento de empréstimos obtidos nos piores momentos da pandemia do coronavírus.

“Os impactos foram grandes, principalmente o financeiro. Além de não ter faturamento durante alguns meses, em outros meses o faturamento acabou sendo bem baixo. Foi necessário pegar empréstimo em alguns casos e quando a parcela desse empréstimo retornou, foi um custo extra que não se tinha antes”, explica o diretor do BaresSP.

A inflação foi outro desafio encarado pelos bares e restaurantes ao longo do processo de recuperação em 2021, com os estabelecimentos sofrendo com a elevação dos preços, seja da energia, que ficou mais cara principalmente em função da adoção da tarifa de escassez hídrica, dos alimentos, dos aluguéis ou dos combustíveis.

“Outro grande impacto foi nos custos dos insumos. Isso atrapalha demais a operação do estabelecimento que precisa ajustar sua ficha técnica e seu CMV (custo por mercadoria vendida), muitas vezes aumentando o valor do seu cardápio”, explica Fábio.

Para ele, as “turbulências” provocadas pela pandemia reforçaram a importância da gestão, seja da organização dos estabelecimentos ou dos profissionais envolvidos no cotidiano do local de trabalho, conhecimentos que podem ser adquiridos em festivais gastronômicos e feiras de negócios, algo que, aos poucos, vai retornando à agenda de eventos.

“É muito importante ter a gestão do estabelecimento em dia e total controle do negócio para ter rapidez na tomada de decisão”, diz Fábio. “Os negócios de alimentação fora do lar dependem das pessoas para entregar o melhor serviço possível, por isso a importância de se ter uma equipe engajada e alinhada com as expectativas do negócio”, acrescenta.

Essa gestão mais eficiente acabou sendo, na visão do presidente da Abrasel, fundamental para que a inflação do segmento de alimentação fora do lar fosse menor, em 2021, do que a do índice geral. “Onde trabalhavam dez, hoje trabalham oito. Isso foi por conta de revisão de processos, de automação, de uma digitalização maior. E se refletiu na capacidade de não repassar para o consumidor final todos esses aumentos de preços”, diz Solmucci.

Previsão de 2022 melhor
Assim, há esperança de que o desejo da população pelos reencontros e interações sociais favoreçam os estabelecimentos em 2022, com a pesquisa da ANR apontando que atrair novos clientes e crescer vendas (68%) e a inflação (64%) serão os principais desafios para o segmento ao longo deste ano.

“Esperamos que em 2022 os clientes retomem 100% a confiança nos bares e restaurantes, pois ainda existem algumas pessoas que evitam sair em lugares assim, e que a economia fique mais forte, visando o aumento de gastos por parte de público final”, comenta o diretor do BaresSP. “A nossa expectativa é de que também seja um ano de crescimento, estamos imaginando crescer mais 3% em termos reais, tomando como base o segundo semestre”, acrescenta Solmucci.

O diretor do BaresSP também aposta que 2022 será um ano movimentado para os estabelecimentos, com a abertura de novas casas, especialmente em função de oportunidades de negócios surgidos durante a pandemia.

“A tendência é de que os bares e restaurantes sobreviventes estejam mais fortes e preparados para essa retomada, e ainda a abertura de muitos estabelecimentos, pois com o fechamento de muitos pontos, acabaram surgindo grandes oportunidades para abertura de novos estabelecimentos ou de os grandes grupos ocuparem espaços liberados pelos pequenos e médios negócios”, conclui.