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Menu Degustação: Eventos natalinos da Swamp e da Landel, 5 anos da Duranz…

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A proximidade das festas de final de ano tem animado o setor e estimulado a realização de atividades festivas. Para celebrar o período, o fim de semana terá alguns eventos temáticos, como a HoHoHop, uma festa da Swamp Brewing, em Curitiba, e o Growler Day Natalino no tap house da Landel, em Campinas.

A Maniacs Brewing e a Doutor Duranz, por sua vez, estão com novidades repaginadas no portfólio. Enquanto a marca de Curitiba passou a envasar a sua Witbier em lata, a marca de Petrópolis (RJ) produziu uma edição limitadíssima e envelhecida da sua Russian Iimperial Stout. E já pensando em 2022, o 1º Concurso Latino de Cervejas Lupuladas anunciou que terá uma categoria exclusiva para lúpulos brasileiros.

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Confira essas e outras novidades da semana no Menu Degustação do Guia:

HoHoHop da Swamp Brewing
Neste fim de semana, no sábado e domingo, será realizada a HoHoHop, uma festa da Swamp Brewing com bandas, DJs e comidinhas na fábrica da cervejaria em Curitiba, no bairro Boqueirão. Com a temática natalina, a festa é uma oportunidade para o público degustar diferentes tipos de cervejas artesanais, conhecer mais sobre esse universo e valorizar a produção local. A entrada no evento da Swamp Brewing é gratuita.

Growler Day de Natal
A Landel vai realizar neste sábado e domingo, sempre a partir das 11 horas, o Growler Day Natalino na sua tap house, no bairro do Taquaral, em Campinas. O evento marca o relançamento da PinkBerry, uma Fruit Beer de frutas vermelhas, leve e refrescante, que possui 4,7% de teor alcoólico e 7 IBUs de amargor. A cerveja, que tem adição de morango e framboesa, apresenta o dulçor e aroma das frutas.

Kit de Natal da Nacional
A Cervejaria Nacional apresenta um kit especial para as festas de final de ano com cinco cervejas da casa, inspiradas no folclore brasileiro. Os rótulos são: Mula IPA, a Pilsen Yara, a Domina Weiss, a Kurupira Ale com aroma de toffee, e a Saci, uma Stout.

Cremosidade no réveillon
Em campanha publicitária, a Brahma tem incentivado as pessoas a trocarem o tradicional branco, usado na noite de réveillon, pelo Look Cremoso. Para isso, basta juntar uma peça branca, na parte de cima, e combiná-la com outra amarela ou dourada, embaixo. A ação, que reforça o conceito de Brahmosidade, a cremosidade de Brahma, teve Sarah Andrade e Boca Rosa usando a mesma roupa no primeiro dia de festa da influenciadora GKay. Além disso, foi lançada uma propaganda liderada por Sabrina Sato.

Maniacs Brewing envasa Witbier em lata
A Maniacs Brewing está expandindo mais uma vez sua carta de bebidas. Desta vez, a cervejaria passou a envasar em lata a Maniacs Wit, uma Belgian Witbier leve, com adição de laranja na composição. Ela tem teor alcoólico de 5% e 14 IBUs de amargor.  De acordo com a marca, a decisão de criar uma opção em lata foi estratégica, porque este tipo de embalagem bloqueia a luz e inibe a presença de oxigênio no envase, o que deixa a cerveja fresca por mais tempo. A Maniacs Wit pode ser adquirida nos principais supermercados e empórios do país, além do site da marca.

Doutor Duranz festeja seus cinco anos com edição limitada
A cervejaria Doutor Duranz está comemorando seus 5 anos. E, para celebrar, acaba de lançar uma edição especial da Russian Imperial Stout, envelhecida cuidadosamente durante 12 meses em Amburana. A Reserva Wood Aged 2021 é apresentada em uma garrafa com fechamento em rolha cliplock, acompanhada de uma bolsa comemorativa de couro natural Soleta envelhecido, feita sob medida por artesãos e com gravação a laser. A bebida tem adição de maltes torrados que conferem um aroma de café com sabor de notas de chocolate. O lote conta apenas com 100 unidades.

Clube de assinaturas do ex-goleiro Marcos
O “Clube 12”, clube de assinaturas de cerveja do ex-goleiro Marcos, administrado pelo Clube do Malte, terá a sua última temporada. Os participantes ganham cervejas e taças em kits, além de uma coleção histórica e exclusiva sobre a carreira do ídolo palmeirense. Churrascos com Marcos, oportunidade de comparecer a um dia de autógrafos com o ex-goleiro, sorteio de mais de 100 kits com bola, luva e outros itens autografados são as novidades dessa temporada do clube. A abertura das vendas será no domingo (12), às 12 horas – são apenas 2012 vagas. Os primeiros participantes que se cadastrarem ganharão uma cerveja exclusiva com rótulo autografado pelo ex-atleta.

Competição de lúpulos brasileiros
O Concurso Latino de Cervejas Lupuladas terá uma categoria experimental exclusiva para cervejas feitas com lúpulos cultivados em solo nacional. O concurso faz parte do Festival Nacional da Colheita do Lúpulo, com sede na cidade de Curitibanos (SC), que será realizado em fevereiro de 2022. Além da categoria exclusiva para lúpulos nacionais, outras 19 fazem parte do regulamento do concurso, abrangendo 62 estilos de cervejas.

Terceira temporada do Arena Brahma
A Brahma uniu novamente Rafa Kalimann e Belutti para a terceira temporada do Arena Brahma, com quadros inéditos e convidados especiais, como Felipe Araújo, Simone & Simaria, Caio Afiune e Rodolffo. Serão seis episódios, sempre às 19 horas de quinta-feira, no IGTV da marca e dos artistas. A estreia aconteceu no dia 2.

Trilha com cerveja: 040 se liga ao mountain bike em celebração aos esportes

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Conciliar a natureza como um espaço para a realização de esportes de aventura e sem abrir mão do consumo de cerveja. A proposta pode não parecer a mais usual, mas é a que guia a Cervejaria 040, integralmente associada às práticas do mountain bike e a propostas de conexão, celebração, integração e valorização da saúde.

De Minas Gerais, a 040 está ligada ao esporte, sendo patrocinadora constante de eventos esportivos associados à natureza. Atualmente, somente no mountain bike, a marca de cerveja apoia três dos maiores eventos do circuito: Desafio Brou, CIMTB – Copa Internacional de Mountain Bike – e Iron Biker.

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“O principal diferencial da nossa marca é estar atrelada ao esporte, principalmente ao esporte de aventura, por eu ter esse background em minha vida”, explicou, ao Guia, um dos sócios da 040, André Horta.

O mountain bike é uma das modalidades do ciclismo e costuma ser apreciado por pessoas que gostam de esportes de aventura e do contato com a natureza. E foi a partir da proximidade de André e do seu sócio, Sidney Dias, com essa atividade que a 040 buscou essa associação.

Não à toa, até a localização da fábrica da marca de cerveja está próxima de localidades onde são feitas trilhas de mountain bike na região metropolitana de Belo Horizonte. Se inicialmente estava no Vale do Sol, a produção da 040 agora é realizada no Jardim Canadá, ambos na cidade de Nova Lima.  

Além disso, está localizada em um estado que tem ampliado as opções de cicloturismo. E ainda é palco de várias etapas da Copa Internacional de Mountain Bike, que atraem anualmente centenas de pessoas para a região.

E o ciclismo, claro, inspirou as primeiras 7 cervejas da 040. Três delas receberam os nomes de trilhas de mountain bike, que três estão localizadas na região onde a fábrica está instalada: a cerveja Jacu Encantado (Pale Ale), a 27 voltas (American Brown Ale) e a Capitão do Mato (American IPA).

As outras três levam nomes de modalidades do ciclismo: MTB, abreviação de mountain bike (Premium Lager); XCO, abreviação de cross-country (Pilsen Export); e a QOM, abreviação de Queen of Mountain (Session IPA). Já o sétimo rótulo da marca é a Session IPA NQFS, abreviação de Ninguém Quer Ser Feio, jargão usado por um dos principais ciclistas brasileiros, o mineiro Brou Bruto.

Após ter passado por um período de revisão de sua identidade, objetivos e plano de negócios, a marca comemora a boa fase. Em novembro foi lançado o e-commerce, com toda a coleção de sete rótulos e opções de camisas exclusivas para corridas de rua e ciclismo.

A 040 defende a combinação esporte e cerveja, destacando, como outras marcas têm feito, que a bebida alcoólica pode conviver com um estilo de vida mais saudável.

“Ninguém está fazendo apologia ao uso imoderado da bebida. Em todos esses eventos que a gente participa e atraem cerca de três mil pessoas, ninguém costuma sair bêbado ou alterado. Todo mundo está no momento de relaxamento, celebração e socialização”, finalizou.

Além da bike
André explica que, apesar da forte relação com o mountain bike, a 040 não se restringe ao ciclismo e busca se vincular a outros esportes. “A nossa marca está atrelada a qualquer esporte de aventura, tanto que nesta semana a gente estava no Bop Games”, disse o sócio da cervejaria.

O Bop Games se autodenomina o maior “Festival Multiesportivo da América Latina” e reuniu sete modalidades na região da Pampulha, em Belo Horizonte: crossfit, levantamento de peso, powerlifting, street workout, trickline, jiu-jitsu, escalada e corrida.

“A nossa pegada é justamente de aproximar as pessoas do esporte de aventura, mas não o atleta de elite, muito longe disso, porque ele já tem foco e doutrina e não precisa de incentivo. O nosso marketing é fazer com que as pessoas pratiquem esporte para que tenham atividade saudável e uma prática social. O esporte socializa e ao final do desafio, ele [praticante do esporte] vai comemorar com alguma coisa. E a gente espera que ele comemore com os nossos produtos”, conclui o sócio da 040.

Rambeer, Salva e Colorado vencem o prêmio Lata Mais Bonita do Brasil

A Rambeer Cervejaria, a Salva Craft Beer e a Colorado foram as principais vencedoras, em suas respectivas categorias, do Prêmio Lata Mais Bonita do Brasil, promovido pela Associação Brasileira dos Fabricantes de Latas de Alumínio (Abralatas). A definição das ganhadoras se deu através de um júri técnico e de uma votação popular.

O maior domínio do Lata Mais Bonita do Brasil foi da Salva Craft Beer, que levou todas as premiações entre as médias cervejarias. A Russian Imperial Stout da cervejaria gaúcha ficou em primeiro lugar. A Dragon Sour garantiu a segunda posição, com a Hop Lager Quinquennium em terceiro.

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Na categoria das grandes cervejarias, o principal destaque foi a Colorado, que ficou com os dois primeiros lugares. A vencedora foi a Appia, com a Ribeirão Lager na segunda posição. E o terceiro lugar foi para a Cacildis, do Grupo Petrópolis.

Já a Rambeer Cervejaria conseguiu os principais prêmios na categoria de micro e pequenas cervejarias. A APA PQP da marca de Caxias (MA) faturou a primeira posição, com a La Crème na segunda colocação. Já a Newbie, da Prussia Bier, ficou em terceiro lugar.

“Foram 156 rótulos inscritos, 26 finalistas, seis jurados técnicos e mais de 3.500 votos populares contabilizados, o que mostra a dimensão do Lata Mais Bonita do Brasil. Nosso objetivo foi reconhecer o trabalho de criação de design de rótulos para latas de cerveja, uma vez que a latinha é a embalagem preferida do setor cervejeiro e cresce ano a ano”, afirmou o presidente da Abralatas, Cátilo Cândido.

Os vencedores do Lata Mais Bonita do Brasil poderão aplicar o selo da premiação nos rótulos de suas cervejas, além de terem espaço garantido em publicações e eventos da Abralatas ao longo do próximo ano.

Em sua primeira edição, o prêmio Lata Mais Bonita do Brasil buscou, nas palavras da organização, “reconhecer os melhores trabalhos de criação de design de rótulos para latas de cervejas, segundo critérios de criatividade, beleza estética, adequação ao produto e clareza na comunicação”.

Promotora da disputa, a Abralatas teve o apoio da Associação Brasileira da Indústria da Cerveja, da Federação Brasileira das Cervejarias Artesanais e do Sindicato Nacional da Indústria Cervejeira.

*Errata: Essa matéria teve o seu conteúdo atualizado em 13 de dezembro, com a informação de que a Rambeer Cervejaria conseguiu o primeiro prêmio na categoria de micro e pequenas cervejarias.

Entrevista: “Poderá faltar malte, tem muita incerteza no mercado”

O cenário para quem lida com malte dentro do mercado cervejeiro tem sido desafiador nos últimos meses, um contexto que não deverá se alterar tão cedo. Se o início do ano foi marcado pelo freio nas vendas, em função de uma nova onda do coronavírus, a quebra da safra da cevada em alguns produtores internacionais e a consequente alta dos preços no segundo semestre provocam um contexto que deixa muitas incertezas para 2022.

Esses desafios foram abordados em entrevista do Guia com Ricardo Negretto, diretor técnico e comercial da Granobrew. Enquanto encarava essas oscilações do mercado, a companhia passou por mudanças estruturais, se tornando um player independente no setor de maltes.

A Granobrew, afinal, se desligou do braço tecnológico de bebidas da multinacional holandesa Corbion, com a qual esteve ligada nos últimos anos. E a companhia, importadora exclusiva dos maltes Viking para o Brasil, já conseguiu apresentar bons resultados nessa nova etapa, iniciada em julho e que coincidiu com esse período de retomada, de acordo com Negretto.

Na entrevista, ele comenta, ainda, como a Granobrew tem se preparado para minimizar os riscos que se apresentam a todos que trabalham com maltes e reconhece que o ingrediente, um dos básicos para a fabricação de qualquer cerveja, pode, de fato, faltar no mercado no próximo ano, em função dos problemas da última safra, além de explicar como fatores externos provocaram a alta dos preços do cereal.

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Confira a entrevista de Ricardo Negretto, diretor técnico e comercial da Granobrew, ao Guia:

Há relatos de quebra da safra da cevada e de alta do preço do malte. Qual é o cenário exato dessa cultura e como se explicam essas dificuldades?
O grande influenciador do preço do malte é a safra da cevada, que costuma ser em setembro e outubro, dependendo se é da Argentina, do Canadá, da Europa… E a safra é que vai determinar não só o preço, mas a qualidade da cevada cervejeira que será utilizada no processo. Houve acontecimentos, que, junto com uma pandemia, geraram altos custos. Ocorreu uma inflação nunca vista na história da Europa, dos Estados Unidos, atrelada a um problema de disponibilidade de contêineres e de frete marítimo. A safra da cevada foi um pouco complicada, teve quebra, e, inclusive, a qualidade da cevada cervejeira se comprometeu. Hoje nós temos um aumento significativo do custo da cevada cervejeira e dos custos de produção do malte. Você ainda tem também a questão do frete marítimo, que subiu tremendamente. E o gás natural, que vem da Rússia, subiu muito nos últimos seis meses.

A alta do preço do malte é o maior desafio para o próximo ano?
Tudo isso que disse vai se somando, fazendo parte da composição desse aumento de preço para 2022. Tem muitos fazendeiros que estão segurando as vendas para subir ainda mais o preço da cevada. Não só existe um aumento significativo do custo do malte para 2022, mas também há o desafio da disponibilidade do produto. Isso mexe muito com várias empresas. A hora dos contratos para 2022 é agora. E eles são feitos baseados nesses novos custos. E talvez você nem consiga fixá-los. E, se você bobear, fica sem produto, mesmo querendo pagar mais caro.  

E como a Granobrew tem buscado lidar com essas incertezas?
A gente tem tentado analisar todos os riscos, porque qualquer importação hoje tem risco de variação cambial, de preço, de custo. Tento estudar bastante, ler, polir a bola de cristal para ter uma visão de futuro, minimizando riscos. Mesmo quem toma a atitude de, nesse contexto, deixar de importar se coloca em um risco, porque você não vai atender o mercado e não sabe se vai reavê-lo. Eu converso com o maior número de pessoas, no mundo, para entender todos os impactos e tendências Por exemplo, estamos falando que poderá faltar malte. Mas aí imagine um lockdown no Brasil por causa da nova variante. Ao invés de faltar, pode até sobrar… As incertezas são muito grandes.

Então existe risco de faltar malte para a indústria cervejeira em 2022?
Eu diria que existe. Houve uma quebra de safra de algumas toneladas. E a gente não sabe para onde isso está sendo direcionado. Quem vai ficar sem essas X toneladas, sendo que o mundo consumiu igual, mesmo em pandemia no ano passado? Então a pergunta é: quem vai ficar sem? Essas variáveis podem acontecer comigo ou com qualquer um do setor. Eu li bastante, por exemplo, que, após as duas grandes guerras, havia um consumo exacerbado. Agora, a pandemia influenciou o mundo inteiro e há essa demanda reprimida. Só que no período pós-guerra, você tinha capacidade produtiva. Hoje, essa demanda reprimida poderá ser abafada por conta do aumento do custo desses produtos que poderiam ser demandados.

Como as cervejarias devem se comportar diante de um cenário tão complicado envolvendo a cultura do malte?
Eu acredito que contratos de fornecimento seriam uma forma de você ter uma garantia de volume. As cervejarias, às vezes, têm medo de se comprometer com o volume, pelo risco de vir uma terceira onda (do coronavírus). Você pode garantir, hoje, o volume, mas a questão de preço, você vai ter que fazer revisões até mensais por causa da oferta de malte lá fora.

Como foi esse processo de desligamento da Granobrew da Corbion? Já é possível avaliar os resultados iniciais desse “voo solo”?
Eles resolveram separar essa unidade que havia dentro da Corbion. Criei uma empresa independente, separada e nós compramos essa unidade de negócio, com todos os clientes e estoque. E desde 1º de julho, nós começamos a fazer este voo solo. Por incrível que pareça, nesse voo solo, a gente começou a ter uma velocidade um pouco maior. Antes, estávamos dentro de uma multinacional e agora há um entendimento maior de um mercado específico e com um poder decisório muito mais efetivo. Nós conseguimos em setembro os nossos melhores números de vendas da história da unidade, ou seja, dos últimos três anos e meio. Então, já estamos tendo resultados positivos, mas o desafio continua sendo muito grande.

Coincidentemente, a separação da Corbion se deu no mesmo momento de retomada do setor cervejeiro. É possível fazer uma avaliação dessas duas fases do ano tanto para o segmento como para a empresa?
No primeiro semestre, a gente estava dentro de uma segunda onda e dentro da Corbion, que tinha estrutura e lastro para suportar essas variações. A empresa independente é mais suscetível às variações. E foi interessante porque a gente assumiu dentro de uma retomada. Como eu acompanhava desde o começo, deu para entender que vinha em uma crescente desde o início do ano até agora. E, praticamente, essa curva se manteve, mesmo tendo, no meio do caminho, duas gestões diferentes. Mas a gente fez tudo de forma muito tranquila, seja com os fornecedores lá de fora, mas também com os clientes, que foram os que menos sentiram essa transição. A gente preparou todo um estoque estratégico, antecipamos algumas estruturas internas, foi tudo feito a quatro mãos.

Quais são as perspectivas da Granobrew para 2022?
A gente está trabalhando com alguns contratos interessantes e robustos para o ano que vem, temos algumas parcerias também, que possivelmente virão em forma de lançamento para 2022, aumentando nosso portfólio. Apesar de todas essas volatilidades, de custo, inflação, economia, câmbio, logística, minha projeção para 2022 é melhor do que 2021. Espero um crescimento acima de dois dígitos.  

Além do malte, vocês fornecem óleo de lúpulo no mercado nacional. Como tem sido a recepção a esse produto e quais são as expectativas em relação a ele para o próximo ano?
É um produto inovador, várias pessoas testaram e aprovaram. A gente começou há dois anos e meio. Estamos tendo resultados positivos em pequenas, médias e grandes cervejarias. O grande atrativo desse produto é que ele só trabalha a parte aromática da cerveja, não dá amargor. Você pode botar ali algumas gotinhas milagrosas e transformar a sua cerveja em uma com potência aromática interessante. É um mercado que a gente vai explorar um pouco mais agora em 2022. Já temos as versões solúveis, que antigamente nós não tínhamos, o que vai ser um divisor de águas. E é um produto que não é aplicado só em cerveja, mas também pode ser em uma água flavorizada, uma água tônica, no refrigerante, no café, numa linha de cosméticos, em um sorvete.

IFSP inaugura laboratório de cerveja e sela parceria com associação de Ribeirão Preto

O câmpus de Sertãozinho do Instituto Federal de São Paulo (IFSP) agora passa a contar com um laboratório para o curso Técnico em Cervejaria. A estrutura, recém-inaugurada, possui capacidade produtiva de 750 litros por mês e será utilizada com o intuito de contribuir para o desenvolvimento e o crescimento da cadeia produtiva da cerveja na região de Ribeirão Preto (SP).

A concretização do Centro Multidisciplinar de Tecnologia Cervejeira confirma o êxito da aproximação entre os docentes do Instituto Federal e o arranjo produtivo local. O curso começou a ser ofertado no primeiro semestre de 2020 na modalidade subsequente ao ensino médio, sendo exclusivo para estudantes com mais de 18 anos.

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O laboratório de cerveja, que pode ter a sua capacidade de fabricação ampliada com a aquisição de equipamentos, destina a sua produção à degustação entre os mestres-cervejeiros e os alunos, para que a bebida atinja um elevado grau de qualidade. Porém, no futuro, há a ideia de se comercializar as bebidas.

Pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação, Adalton Ozaki lembra que a aproximação entre o IFSP e o setor cervejeiro se deu por meio de um edital de Indicação Geográfica, em 2018, da Agência de Inovação – Inova.

A Indicação Geográfica é usada para identificar a origem de produtos ou serviços quando o local tenha se tornado conhecido ou quando determinada característica ou qualidade do produto ou serviço se deva a sua origem. É, portanto, o caso da cerveja com a região de Ribeirão Preto. “O curso se soma a outras ações de ações formativas, de pesquisa… Tem uma série de outras ações que ainda podem ser realizadas”, avalia Ozaki.

Parceria
Durante a inauguração do laboratório, também foi assinado um acordo entre o IFSP e a Associação do Museu da Cerveja de Ribeirão Preto. A parceria prevê o desenvolvimento em conjunto de pesquisas, ações educacionais e a colaboração para a pesquisa histórica do desenvolvimento do setor na região, que vai compor o museu físico da cerveja de Ribeirão Preto.

“O acordo é muito representativo, pois é realizado entre um instituto de reconhecimento nacional e é da nossa região, valorizando cada vez mais nosso arranjo produtivo local”, destaca Paulo Garcia de Almeida, representante da associação e profissional com cerca de 30 anos de experiência na indústria cervejeira.

PIQ da Cerveja entra em vigor no sábado: O que muda e como o setor o avalia

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Pode até ser que o consumidor demore a perceber, mas, a partir do próximo sábado, os rótulos de algumas cervejas começarão a ficar diferentes. Será quando passará a valer a Instrução Normativa nº 65/2019, que estabeleceu o novo padrão de identidade e qualidade (PIQ) da cerveja.

Os novos parâmetros a serem seguidos pelos fabricantes criam a classificação de cerveja com teor alcoólico reduzido ou com baixo teor alcoólico, que deve ficar entre 0,5% e 2%. Além disso, acrescentam a definição de cerveja gruit, o que possibilita a substituição do lúpulo por ervas. E, principalmente, permitem a inclusão de matérias-primas de origem animal e de outros ingredientes de origem vegetal na cerveja.

Também há outras definições, como a de que a “tradicional” cerveja, aquela que possui 2% ou mais de graduação alcoólica, deve ter ao menos 55% de malte, enquanto as que possuem menos precisam levar o nome do adjunto acrescentado. Ainda há determinações sobre a cerveja puro malte e a sem álcool ou desalcoolizada, que não pode ter graduação alcoólica superior a 0,5%.

Porém, as novas normas de identificação das cervejas não serão vistas necessariamente nos rótulos a partir de sábado. Afinal, as cervejas produzidas ou fabricadas até a próxima sexta-feira não precisam necessariamente atender ao novo PIQ, podendo ser comercializadas até o fim de seu prazo de validade.

Inicialmente previsto para entrar em vigor em 2020, o PIQ da Cerveja teve a sua implementação adiada em um ano em virtude da pandemia do coronavírus, que causou impacto nas vendas, com as marcas ficando com muitos rótulos antigos. Esse adiamento foi lembrado pelo presidente da Federação Brasileira das Cervejarias Artesanais (Febracerva), Marco Antonio Falcone, como uma conquista importante para o setor, que teve mais tempo para se adaptar.

“A postergação em se aplicar a IN-65 demonstra a sensibilidade com o segmento, que sofreu pesado com as vendas durante a pandemia, afetando diretamente os estoques de rótulos e afins, e demonstra ainda diálogo com o segmento através da Câmara Setorial da Cerveja”, afirma Falcone.

Confira os detalhes da IN-65

Inovações e adequação internacional
Para André Lopes, diretor jurídico da Associação Brasileira de Cerveja Artesanal (Abracerva) e colunista do Guia, o novo PIQ melhora a identificação e acompanha a evolução da indústria e as suas inovações nas últimas duas décadas, considerando que a normativa anterior estava em vigor desde 2001.

“Um exemplo de inovação que a nova regra traz é a possibilidade de denominar cerveja o produto elaborado com ingredientes de origem animal (mel, por exemplo), que antes eram consideradas bebidas alcoólicas mistas. Outro avanço significativo foi a criação da cerveja com teor alcoólico reduzido, classificação que antes não existia”, explica o Advogado Cervejeiro.

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O Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja (Sindicerv) acredita que o novo PIQ pode, inclusive, ser um catalisador da criatividade das marcas na definição das receitas dos seus próximos rótulos.

“A medida também traz inovações como a permissão de inclusão de matérias primas de origem animal e outros ingredientes de origem vegetal, dando possibilidade de novas receitas aos nossos produtos. Uma das maiores características do setor cervejeiro é a criatividade – a cada ano vemos inovações para agradar o paladar de nossos clientes”, avalia o sindicato.

O Sindicerv, além de apontar que a medida é modernizadora, avalia que o PIQ da Cerveja está em consonância com a legislação adotada internacionalmente. “Os novos padrões adotados buscam um nivelamento com outros países, de modo que o consumidor brasileiro tenha à sua frente tantas informações quanto teria em qualquer outro país cervejeiro. Os métodos analíticos da Convenção de Cervejeiros da Europa – EBC (European Brewers Convention) passarão a ser expressamente adotados aqui, no que se refere a análises de rotina e de referência, o que faz bastante sentido já que a cerveja é uma bebida global, assim como várias de nossas cervejarias.”

O estímulo à inventividade também é destacado pelo advogado Clairton Kubaszwski Gama, sócio do escritório Kubaszwski Gama Advogados Associados, como fator positivo do PIQ da Cerveja, especialmente para as marcas artesanais.

“Embora tenham gerado algumas discussões, principalmente quanto ao limite para uso de adjuntos, de forma geral as modificações realizadas no PIQ da cerveja podem ser vistas como benéficas ao setor, especialmente para o segmento artesanal. Reivindicações antigas, como a possibilidade de utilização de adjuntos de origem animal (mel, por exemplo), padronização das informações de rótulo e simplificação do processo de registro de novos produtos, foram atendidas”, argumenta Clairton.

Já o sindicato que representa a Ambev e o Grupo Heineken no Brasil acredita que o PIQ da Cerveja acompanha uma tendência de mudança na preferência do consumidor. “Exemplos dessa evolução no gosto do consumidor, que deverão ganhar ainda mais força nos próximos anos e ficarão mais fáceis de se visualizar na rotulagem, são as cervejas light, sem glúten, sem álcool e até mesmo as de puro malte”, analisa o Sindicerv.

E, na visão do diretor jurídico da Abracerva, a medida também é benéfica para o consumidor, que passará a ter mais clareza sobre as características da cerveja. “A associação avalia que as mudanças serão muito benéficas, principalmente para o consumidor, que entenderá melhor o que está bebendo, já que os rótulos antigos causavam muita confusão e desinformação no público, e o novo PIQ melhorou muito isso”, garante André.

Possíveis punições
O advogado lembra, ainda, que quem não atualizar os rótulos de suas cervejas e os registros dos produtos do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) corre o risco de ser multado. “A utilização de rótulo em desconformidade com as normas legais vigentes é passível de multa no valor de R$ 2.000,00 até R$ 117.051,00 (art. 108 do Decreto Nº 6.871/2009)”, alerta André.

Já Clairton destaca que, em alguns casos específicos, a punição pelo descumprimento do PIQ da Cerveja pode ser ainda mais severa. “A fiscalização, que fica a encargo tanto do Mapa quanto do Inmetro, e ainda de órgãos de defesa do consumidor, poderá aplicar sanções que vão desde advertências até multas. Em alguns casos, pode haver até mesmo a proibição de comercialização da cerveja ou, ainda, a cassação do registro do produto ou da própria cervejaria”, completa o advogado.

Fabricação de bebidas alcoólicas segue indústria e recua pelo 5º mês consecutivo

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A fabricação de bebidas alcoólicas continua em retração na economia brasileira. Em outubro, de acordo com os dados divulgados pelo IBGE, a produção apresentou recuo de 6,5% em relação ao mesmo mês de 2020. Foi, assim, o quinto mês consecutivo de queda, um ritmo negativo idêntico ao da produção industrial brasileira.

Esse cenário vai reduzindo, mês a mês, a recuperação do segmento de bebidas alcoólicas, que vinha acontecendo após o impacto inicial da pandemia do coronavírus. Tanto que a atividade agora apresenta expansão de apenas 1,9% ao longo de 2021. E fica em 2,3% em um período acumulado de 12 meses.

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Assim, a fabricação de bebidas alcoólicas está no mesmo ritmo da indústria nacional. Houve desaceleração de 1,1% em outubro na comparação com setembro, já levando em conta o ajuste sazonal. E esse recuo foi de 7,8% em relação ao mesmo mês de 2020. Já em 2021 e no período de novembro de 2020 a outubro deste ano, há expansão de 5,7%.

O recuo da atividade industrial brasileira foi generalizado em outubro, tanto que atingiu 3 das 4 das grandes categorias econômicas e 19 dos 26 ramos pesquisados. E, ocorrendo por meses seguidos, vai deixando a indústria distante do nível pré-pandemia.

“Mais do que o resultado do mês em si, chama atenção a própria sequência de resultados negativos, cinco meses de quedas consecutivas na produção, período em que acumula retração de 3,7%. A cada mês que a produção industrial vai recuando, se afasta mais do período pré-pandemia. Nesse momento, está 4,1% abaixo do patamar de fevereiro de 2020”, analisa André Macedo, gerente da pesquisa do IBGE.

Assim, até mesmo a expansão de 5,7% da produção industrial em 2021, que poderia ser encarada como um bom resultado, deve ser vista com reservas. “Vale destacar a perda de intensidade nos últimos meses, por conta da redução observada no ritmo de produção. É importante lembrar que até setembro essa expansão era de 7,6% e em maio estava em 13,2%”, acrescenta Macedo.

Esse cenário negativo da indústria brasileira também tem se refletido no PIB, que caiu 0,1% no terceiro trimestre ante o período de abril a junho, sendo que anteriormente vinha em queda de 0,4%, o que, com dois recuos consecutivos, agora representa um cenário de recessão técnica.

Demais bebidas também recuam
Além disso, se houve redução na fabricação das bebidas alcoólicas em outubro, ela se acentua quando se observa o ritmo de produção das não alcoólicas, com uma queda de 11,9%. Ainda assim, a atividade registra aceleração de 3% de janeiro a outubro e de 4,1% nos últimos 12 meses.

Essa forte retração provoca impacto na produção de bebidas em geral, que diminuiu 9,2% em outubro em comparação ao mesmo mês do ano passado. Porém, há crescimento, mas de apenas 2,4% em 2021 e de 3,1% de novembro de 2020 até outubro.

Versatilidade e eficiência ditam tendências da refrigeração na retomada

O período de retomada das atividades sem restrições, com feiras e eventos, também tem ficado marcado por novas demandas. No caso de quem atua com refrigeração comercial, como diversos atores da indústria cervejeira, as tendências envolvem a busca por equipamentos de modo mais criterioso, com atenção especial para a eficiência e a versatilidade.

A observação foi realizada por Leandro Spaniol, gerente de marketing da Zero Grau, empresa especializada em soluções e equipamentos de refrigeração. O foco da sua companhia, assim, tem sido em soluções que consomem pouca energia e sejam práticas.

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“A Zero Grau tem se mostrado parceira ao desenvolver produtos que facilitem o dia a dia de quem trabalha com refrigeração comercial, de forma que possam suprir as necessidades de forma prática, eficiente e econômica, ou seja, baixo consumo de energia em equipamentos esteticamente bonitos e funcionais”, pontua Spaniol.

As feiras e eventos sempre tiveram grande importância para que o mercado possa visualizar as mudanças e se atualizar com o que há de mais moderno e eficiente, além da possibilidade de ter acesso a tendências em refrigeração. Essa demanda por novidades vem se somando, na visão do profissional da Zero Grau, ao desejo das pessoas de retomarem as atividades fora de casa.

Um contexto que pode ajudar na expansão de empresas da indústria cervejeira que atuem em atividades que precisam de encontros presenciais. “Com o fim de ano chegando, e após quase 2 anos, as pessoas estão sentindo muito a necessidade de sair de casa, o que é bom para diversos setores relacionados à hospitalidade e à alimentação fora do lar”, analisa o gerente de marketing da companhia de refrigeração.

A Zero Grau, inclusive, vivenciou essa retomada dos eventos ao participar, em novembro, da Feira HFN – Hotel e Food Nordeste, que aconteceu no Centro de Eventos de Pernambuco, em Olinda. A feira foi o primeiro encontro presencial em que a empresa conseguiu estar com estande para divulgar seus produtos e captar clientes desde o início da pandemia do coronavírus, ofertando soluções que podem se tornar tendências em refrigeração.

Para o gerente de marketing da Zero Grau, após meses de incerteza, foi possível perceber o ânimo dos empresários e visitantes na feira, além de sentir novamente o mercado aberto às negociações e às oportunidades de negócios. “Eventos ficaram suspensos e o mercado como um todo sentiu a falta desse contato pessoal e da troca de experiências que as feiras permitem. Para o cliente, poder ver de perto um novo produto é o começo de um relacionamento.”

A Zero Grau, evidentemente, não ficou parada durante os meses mais críticos da pandemia, mas ampliou o seu foco de atuação. Além de ter permanecido atendendo a parceiros da indústria cervejeira, prestou serviço aos mais variados estabelecimentos que necessitam de refrigeração, como supermercados, restaurantes, panificadoras e conveniências. “Nós seguimos firmes com nossa produção, pois tínhamos em mente que assim que a situação fosse se normalizando, o mercado iria reagir de forma intensa, principalmente o mercado de eventos”, observa Spaniol.

Retomada com segurança
Com a população voltando a sair de casa, as empresas estão se preparando para o alto fluxo de eventos e atividades turísticas, mas sem esquecer que a pandemia não se encerrou. Por isso, os cuidados essenciais devem ser mantidos, como os adotados pela Zero Grau durante a sua participação na feira em Pernambuco.

“O evento seguiu os mais rigorosos protocolos de saúde, com o uso de máscaras sendo obrigatório, tanto por parte dos visitantes quanto dos expositores. A aferição de temperatura e o álcool gel eram disponibilizados na entrada do evento, além de haver nebulizadores nos corredores do pavilhão”, descreve Leandro.

A Zero Grau ainda disponibilizou álcool gel para que as pessoas higienizassem as mãos. Ao longo do dia, as superfícies dos equipamentos e das caixas térmicas também eram constantemente limpas para evitar, ao máximo, qualquer possibilidade de contágio.

Ação da Ambev inicia último mês do ano em baixa, mas supera Bolsa em 2021

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O impulso provocado pela divulgação do balanço do terceiro trimestre da Ambev não se manteve ao longo de novembro. Após terminar outubro como a ação mais valorizada entre as que compõem o Ibovespa, o ativo da Ambev sofreu no último mês uma pequena desvalorização, terminando o penúltimo mês de 2021 com o preço de R$ 16,06.

Isso representou uma perda de 5,47% em relação ao fim de outubro. Ainda assim, a ação da Ambev acumula alta de 1,97% em comparação ao valor de R$ 15,75 com o qual começou o ano. Tem, assim, desempenho bem superior ao do Ibovespa, que já despencou 14,7% em 2021.

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Novembro, aliás, foi mais um mês de desvalorização do índice, com 55 das suas ações tendo apresentado perdas – foram, ainda, 36 altas e uma estabilidade. A Natura foi o destaque negativo, com desvalorização de quase 32%, enquanto a maior alta se deu com a TIM, sendo de 23%. E acabou sendo o quinto mês consecutivo de perdas do Ibovespa, que fechou novembro com 101.915,45 pontos, desvalorizando 1,53%.

No meio político, o mês ficou marcado pela aceleração da tramitação da PEC dos Precatórios, com a intenção de se usar os recursos liberados por ela para o financiamento do Auxílio Brasil, o que sempre preocupa o mercado financeiro em função do estouro do teto de gastos, agora prestes a ser oficializado por uma emenda à constituição.

Em um país que já sofre com a inflação elevada e a elevação dos juros, enquanto o PIB voltou a desacelerar no terceiro trimestre, agora há a preocupação – assim como no restante do mundo – com uma nova variante do coronavírus, a ômicron, que já tem seis casos confirmados no Brasil, ainda que em pessoas vacinadas e com sintomas leves.

É nesse cenário que a ação da Ambev começou dezembro em baixa, levemente acentuada nos primeiros pregões do mês, tanto que terminou na última sexta-feira com o preço de R$ 16,00. E o contexto de deterioração do quadro fiscal foi alvo de comentários de relatório da XP Investimentos sobre suas expectativas para alimentos, bebidas e o agro em 2022.

Desafios para a Ambev
O material produzido por Leonardo Alencar e Pedro Fonseca aponta três grandes riscos para a Ambev: taxa de câmbio, deterioração do cenário macro do Brasil e concorrência mais acirrada. Mantém, porém, uma perspectiva positiva para a companhia.

O texto lembra que a desvalorização do real representa um desafio para a Ambev em função da alta de preços de matérias-primas, como alumínio e malte. “Se a estratégia de hedge de 1 ano da empresa for insuficiente, ou as pressões de custo e a volatilidade da moeda forem ainda mais fortes do que o previsto, as margens poderiam ser corroídas”, avalia a XP.

O relatório ainda destaca que a desaceleração da economia afeta o poder de compra da população, contribuindo para a redução do faturamento da Ambev. E o último Boletim Focus previu um crescimento de 4,78% do PIB brasileiro em 2021 e de apenas 0,78% no próximo ano.

“O PIB per capita e o consumo de álcool estão razoavelmente correlacionados. Como consequência, mesmo um ‘salto’ relativamente pequeno poderia impactar as receitas da Ambev”, afirma o boletim da XP, que vê a companhia segura na disputa pelo mercado nacional de cervejas. “Continuamos atentos à dinâmica competitiva entre a AmBev e seus pares, notadamente a Heineken e o Grupo Petrópolis, mas acreditamos que a empresa está bem posicionada para enfrentar esse desafio.”

O relatório também aposta que a volta do público a bares e restaurantes vai ampliar a recuperação do setor cervejeiro em 2022, com o aumento das margens. E avalia que a Ambev, inclusive, será mais beneficiada do que as suas principais concorrentes. Não à toa, mantém a indicação de compra do papel da companhia, com o preço-alvo de R$ 20.

“O canal on-trade (bares e restaurantes) tem preços mais altos e melhor mix de embalagens, então a mudança do off (supermercados) para o on-trade deve trazer melhores margens para todo o setor, mas players com uma base de clientes mais atomizada e mais capilaridade comercial estratégica, como a da Ambev, deve apresentar desempenho superior nesse ambiente, em nossa opinião. Um portfólio mais amplo também é necessário para atender um consumidor mais exigente e pode funcionar como uma vantagem”, concluem os analistas da XP.

E fora do Brasil?
A perda que a ação da Ambev teve em novembro no mercado financeiro brasileiro se repetiu com as duas maiores cervejarias do mundo no mercado europeu.

O papel da AB InBev iniciou dezembro com valor de 49,26 euros, uma desvalorização de 6,65% em relação ao mês anterior. Já a ação da Heineken terminou em novembro com preço de 87,94 euros. Desse modo, perdeu 8,22% do seu valor no período de um mês.

Menu Degustação: Edi Rock com a Pabst, último evento do ano da Dádiva…

Associar uma marca a um grande nome da cultura sempre representa a abertura de um caminho para dialogar com um público específico. E é isso o que a Pabst busca fazer agora no Brasil ao anunciar Edi Rock como seu garoto-propaganda. O rapper, afinal, é um dos fundadores do Racionais MC’s, tendo composto músicas icônicas, como Negro Drama, além de possuir uma respeitada carreira solo.

Essa parceria é um dos destaques do Menu Degustação desta semana do Guia, que mostra como a proximidade do fim do ano vem ajudando a aumentar a agenda de atividades e celebrações. A Dádiva, por exemplo, marcou o seu último evento de 2021 no próximo sábado. Já a franquia da Dogma no bairro Jardins, em São Paulo, vai comemorar o seu primeiro aniversário na quarta-feira. E dará um chope a quem comparecer ao local na data.

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Confira estas e outras novidades do setor no Menu Degustação:

Edi Rock com a Pabst
Um dos fundadores nos anos 1980 dos Racionais MC’s, Edi Rock é o novo garoto-propaganda da cervejaria Pabst. O músico, que também tem uma carreira solo e já fez parcerias com nomes do cenário musical nacional, como RZO, O Rappa, Péricles e Seu Jorge, se junta à marca norte-americana, que busca associar sua imagem à cultura urbana. “Cerveja e rap de primeira qualidade selam o casamento perfeito dessa parceria”, disse Thiago Lima, chefe de comunicação da Pabst Brasil, celebrando o acordo com Edi Rock.

Gin da Noi
A Noi mergulhou no mundo dos gins e fez o seu primeiro lançamento, o ION London Dry Gin, com um blend elaborado à base de zimbro, cardamomo, coentro, lavanda, angélica, lírio-fiorentino, capim-limão, folha de limão kaffir e cascas de cítricos. Tem teor alcoólico de 42% e já está disponível em garrafas de 750ml, nas casas da marca, que também não deixa em segundo plano a cerveja. Tanto que agora a W*Kattz passa a fazer parte do seu portfólio. O acordo prevê que a produção, distribuição e comercialização das cervejas seja feita pela Noi. Já as decisões estratégicas para o futuro da marca serão tomadas em conjunto.

Saideira da Dádiva
No próximo sábado, a Dádiva vai celebrar o fim do ano com muito chope artesanal fresquinho, comida boa, tour pela fábrica e roda de samba. A entrada para o evento é gratuita. A roda de samba terá início às 13h30. Para comer, as opções serão do food truck Pizza du Forte. Dos taps, sairão 5 tipos de chope, entre eles uma Berliner Weisse, a Pink Lemonade, e uma Smoked Imperial Stout, a Medio Tiempo Charutando. A Dádiva fica na Rua Paschoal Gimene, 35, Sítio São José, em Várzea Paulista (SP).

Chope de graça da Dogma
Primeira franquia da Dogma, a unidade do bairro Jardins, em São Paulo, vai comemorar o seu primeiro aniversário na próxima quarta-feira (8) e dará um chope de 180ml para quem comparecer ao local. São 15 opções de chopes engatados nas torneiras, que variam de acordo com os rótulos selecionados no dia.

Agenda da Madalena
A Cervejaria Madalena retomou sua agenda semanal de eventos, de terça a domingo. Toda terça-feira é dia de Burger Night, um happy hour especial a partir das 18h, com promoções da hamburgueria Busger e chope. Para um encontro de carros off road 4×4, a quarta-feira tem promoção de chope e caipirinha de 300ml das 18h às 19h – a casa também recebe uma banda para agitar o clima. Já para os amantes de carros clássicos, ocorre a Quinta de Clássicos, com chope e caipirinha duplos das 18h às 19h, além de música ao vivo. Nas sextas-feiras, o bar da fábrica recebe uma banda de música e repete as ofertas da quinta. Nos sábados, o espaço funciona a partir das 13h e, nos domingos, abre às 15h. Nos dois dias, uma banda de rock´n roll se apresenta à noite, além das ofertas de gastronomia e vários estilos de chope para quem comparecer.

Patagonia nas alturas
A Cerveza Patagonia realizou uma ação chamada Intervenção da Patagônia, agora lançada em vídeo, em que colocou, a uma altura de aproximadamente 40 andares, atletas para caminharem em cima de uma fita de 130 metros pelos céus da capital paulista. A ideia foi provocar todos que vivem o ritmo frenético dos grandes centros urbanos, deixando muitas vezes de lado o cuidado com a saúde mental e a busca por momentos em contato com a natureza. A cervejaria argentina, que possui forte ligação com as montanhas, quis mostrar o poder energizante das alturas.

Plataforma da Ambev
A Ambev decidiu ampliar a sua plataforma de desenvolvimento, a Ambev On, a transformando em um hub multicanal de conhecimento em inovação, com conteúdos que vão além do viés corporativo para ajudar a promover a evolução do ecossistema cervejeiro e da sociedade, tendo a intenção de reduzir o déficit educacional do país. Assim, vai apostar mais em formatos curtos de entretenimento, como demonstrado com o lançamento de um podcast e uma newsletter.

Roupas da Beck’s
A Beck’s se uniu à Working Title para lançar uma coleção de roupas pautada, em suas palavras, pelo conceito Take The Pressure Off (tire a pressão, em português). Com a proposta de oferecer estilo e conforto, a parceria apresenta 4 peças exclusivas, entre camisetas e moletons, apostando na criatividade e na inovação que unem as duas marcas. As peças estão à venda na loja física e no e-commerce da Working Title.

Reabertura do De Birra
A De Birra Armazém reabriu as portas depois de uma reforma de seu espaço, apresentando novidades ao público. Entre elas, a geleia de damasco da Expressar Gourmet, que leva cerveja Witbier na receita, além de uma cebola caramelizada que utiliza o estilo IPA na formulação.

Brewpub do Covil Dead Dog
Recém-reinaugurado, o espaço da Cervejaria Dead Dog, em Niterói, na Vila Cervejeira, agora é um brewpub. Aberto de quinta a sábado das 17 horas às 23h, o espaço conta com torneiras de chope, comida e rock and roll.

Bar da Juan Caloto
A Cervejaria Juan Caloto inaugurou o Esconderijo, um bar em São Paulo com clima de “spaghetti western”, referência a um subgênero de filmes clássicos de faroeste produzidos entre as décadas de 1960 e 1970. O local conta com cervejas e chopes da marca e de convidados, assim como uma carta de drinques e petiscos. O espaço funciona de terça a sábado, das 18h às 23h, na Vila Clementino.

Krug e Nasa
Preocupada com a segurança alimentar, a Krug Bier anunciou a utilização da ferramenta FMEA (Failure Mode Effect Analysis), que foi desenvolvida pela Nasa nos anos 1950, para minimizar os riscos de falha nas missões espaciais. Ela analisa como um projeto, processo ou produto pode falhar e que efeitos poderão causar nos clientes, funcionários e na população em geral. “O interessante desta ferramenta é que ela não se limita ao risco alimentar e quantifica o risco envolvido”, aponta o mestre-cervejeiro Alfredo Figueiredo.

Central da Cerveja no Mondial
O marketplace Central da Cerveja está presente no Mondial de La Bière, no Rio de Janeiro, desde quinta-feira. Lá, oferece chopes de Devaneio do Velhaco, Bold, HopMundi, Undertap, 4 Bodes, Tábuas, Vintage, Demonho, Abutres, Sigilo Total, Muri, Swamp e Terra Roxa. Quem passar pelo estande, vai concorrer a um crédito de R$ 250 em compras no site.

Tap Beer ampliado
Inaugurado em julho de 2019, o Rio Tap Beer House, que oferece mais de 150 rótulos de cervejas artesanais, entre torneiras, garrafas e latas, duplicou recentemente a sua loja, além de agora contar com um novo banheiro exclusivo para pessoas com necessidades especiais, rampa de acesso ao salão interno e uma máquina de vídeo games no estilo fliperama. O estilo do espaço, no bairro do Flamengo, segue o mesmo, com decoração industrial com pegada moderna e identidade inspirada no rock’n roll.

Reabertura da Toca
A Toca da Cerveja vai ser reaberta na próxima sexta-feira na Ilhabela (SP), assumindo a administração do bistrô bar do Manacá. O espaço funcionará de quarta-feira a domingo, das 18h às 23h, com música ao vivo de quinta a sábado.