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Entrevista: Com perda de R$ 60 bi, Abrasel quer reparação a restaurantes e bares

A crise provocada pela pandemia do coronavírus causou o fechamento de estabelecimentos e a perda de empregos, além de grandes prejuízos para bares e restaurantes, que deveriam ser reparados por esses efeitos. Essa é a cobrança feita por Paulo Solmucci, presidente-executivo da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), em entrevista ao Guia, sob a alegação de que eles foram proibidos de funcionar por decisão dos gestores públicos.

Se, em março de 2020, a Abrasel apontava para uma redução nas receitas dos bares e restaurantes brasileiros em mais de R$ 40 bilhões em função da pandemia, esse número acabou sendo maior ao fim do ano passado. Segundo o presidente da associação, o setor perdeu em 2020 cerca de R$ 60 bilhões em faturamento, que foi de R$ 175 bilhões, contra os R$ 235 bilhões do ano anterior.

O impacto dessa redução de receita, claro, foi devastador para bares e restaurantes, tanto que uma pesquisa da Abrasel mostrou que 76% dos estabelecimentos estão com algum tipo de pagamento em atraso durante a pandemia. E a expectativa é de que o segmento demore de dois a cinco anos para conseguir retornar ao endividamento normal.

“Se em maio de 2020, a Abrasel estimava que precisaria da ajuda dos governos, agora, a busca também é por reparação. Nós queremos, inclusive, acionar os estados e municípios onde a associação atua para essa reparação”, analisa Solmucci, na entrevista ao Guia.

A sociedade como um todo e o poder público também, em especial, tem que entender que o setor de bares e restaurantes pagou uma conta desproporcional e injusta por um bem coletivo. Então, tem que dar um olhar especial para essas atividades que foram mais penalizadas

Paulo Solmucci, presidente-executivo da Abrasel

Apesar das circunstâncias, o presidente da Abrasel também aponta bons legados para bares e restaurantes brasileiros, como a evolução e consolidação do delivery e do take away, além de “choque de produtividade”. E, otimista, estima que a receita total de 2021 feche em torno de R$ 215 bilhões.

“Acreditamos que a partir de julho ou agosto, já teremos condições de faturar a níveis de 2019”, explica ele, revelando também que a Abrasel deverá iniciar nos próximos dias uma mobilização para cobrar uma reparação a bares e restaurantes.

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Confira a entrevista do presidente da Abrasel, Paulo Solmucci, ao Guia:

Em 2020, no início da pandemia, em entrevista ao Guia, você disse que a Abrasel previa um prejuízo de R$ 40 bilhões para o setor de bares e restaurantes. Isso se confirmou? Qual foi o impacto da crise para o setor?
Esse número de R$ 40 bilhões acabou sendo maior. Nós perdemos no ano passado R$ 60 bilhões de faturamento. Em 2019, nosso setor faturou R$ 235 bilhões, em 2020 a gente fechou com R$ 175 bilhões. Estamos um pouquinho mais otimistas para esse ano, acho que vamos chegar a R$ 215 bilhões. Na verdade, a gente achava até que seria um ano semelhante ao de 2019, mas o primeiro quadrimestre foi muito ruim. A pandemia durou muito mais do que todos imaginavam e as medidas do governo encerraram as principais ajudas no final de dezembro e demoraram a retornar. Nessa caminhada desde o ano passado, nós já perdemos 300 mil estabelecimentos que fecharam e não conseguiram retomar a atividade. Nós tínhamos aproximadamente 1 milhão em março de 2020 e destes, claro que os outros abriram, 300 mil foram embora ano passado. Esse ano nós já perdemos mais 35 mil empresas e mais de 100 mil empregos. No total da pandemia, o setor já demitiu mais de 1,3 milhão de pessoas.

Qual é o cenário para o segmento de bares e restaurantes e quais são as reivindicações da Abrasel?
É um estrago muito grande, uma situação de dificuldade tamanha, que a última pesquisa nossa, mesmo com as portas abertas, mostra que 50% das empresas não conseguiram pagar o salário integralmente em 5 de maio. O setor está completamente descapitalizado e fragilizado. Já estamos buscando não só ajuda, em todos os níveis do município, do estado, do governo federal, da cadeia produtiva, mas também vamos buscar o que estamos chamando de reparação. Nós queremos inclusive acionar os estados e municípios onde a Abrasel atua, buscando essa reparação. Porque todo tipo de ajuda e essa reparação vão ser fundamental para manter o setor operando. Mesmo abrindo portas, a partir de 15 de abril, muitos estabelecimentos não estão conseguindo recompor seus cardápios porque não têm dinheiro para comprar insumos. 

O que mais poderia ser feito para auxiliar nessa recuperação? O que seria essa reparação de danos? 
A gente está avançando bastante nisso: a sociedade como um todo e o poder público também, em especial, têm que entender que o setor de bares e restaurantes e eventos pagou uma conta desproporcional e injusta pelo bem coletivo. Tem que haver um olhar especial para essas atividades que foram mais penalizadas. Têm várias possibilidades. Primeiro, a gente tem que corrigir distorções. Para você ter uma ideia, todas as prefeituras cobraram integralmente o IPTU no ano passado, sendo que a gente foi, por decreto, impedido de trabalhar. Distorções como essas precisam ser resolvidas. Nós estamos endividados com impostos, com bancos, com fornecedores e muitas vezes até com amigo, com a sogra… A questão do capital, ela tem que ser encarada com seriedade por todos do setor. Não vamos precisar de alívio nos impostos municipais, estaduais e federais. Vamos precisar que a cadeia de fornecedores ajude a buscar situações e favorecer o capital de giro seja com investimento, seja com prazos mais flexíveis. Nós vamos precisar das linhas de créditos, como o Pronampe, que era uma linha muito bem-sucedida, mas também que ela retome sem olhar as restrições que foram adquiridas nesse período da pandemia, porque senão ninguém pega empréstimos.

Quais ações concretas a Abrasel pretende adotar para ajudar os bares e restaurantes?
Todo tipo de iniciativa ligada a capital de giro, de onde ela vier, seja do município, do Estado, da União, dos fornecedores, ela é fundamental para nos manter vivos, é o oxigênio. Agora, além de oxigênio, vamos precisar de ajuda porque estamos muito enfraquecidos. Nós vamos precisar que algum tipo de reparação seja conquistada. Nós vamos entrar com ações na Justiça com a seguinte discussão: nós fomos impedidos pelo estado de trabalhar. O estado nos empobreceu, nos tirou recursos e nos tirou a sobrevivência. Então tem que reparar isso. Para começar, nos próximos dias vamos fazer uma campanha de mobilização da sociedade para apoiar essa reparação e vamos buscar um ganho de causa nos tribunais. E, a partir daí, sentar à mesa com os governadores, com os prefeitos e ver o que pode ser feito para reparar essas perdas. Não faz sentido você deixar o setor que era o maior empregador do país, que tinha milhões de pequenos estabelecimentos e uma geração de jovens empreendedores saia aniquilada com seus nomes marcados e com a moral baixa. Nós vamos resgatar esse empresário que quebrou não por conta de suas iniciativas, mas por ação do estado. 

Quanto tempo a Abrasel acredita que os bares e restaurantes precisarão para voltar ao nível pré-pandemia?
Nós somos otimistas. Acreditamos que a partir de julho, agosto, já teremos condições de estar faturando a níveis de 2019. Ao menos no segundo semestre acreditamos que a gente possa estar faturando como há dois anos. A premissa para isso é que a vacinação continue avançando e que a gente possa, obviamente, trabalhar de portas abertas. Pesquisas no mundo inteiro mostram que onde o setor retoma, o consumidor está ávido para frequentar bares e restaurantes. Há um forte desejo do consumidor em retornar com força. Isso é muito positivo. Agora, a segunda parte dessa resposta é a seguinte: mesmo voltando o movimento, não significa que o problema vai acabar. Estamos com 67% das empresas com dívidas atrasadas, com aluguel, fornecedores e outras mais, além do salário. Em uma pesquisa, o pessoal falou que vai demorar de 2 a 5 anos para conseguir retornar as suas empresas ao endividamento normal.

E, neste momento de crise, dá para dizer que o setor evoluiu em quais pontos?
Foram bastante mudanças, podemos destacar duas importantes do ponto de vista do modelo de negócio. Primeiro, que a gente atua com avanço, ainda que não generalizado, do delivery no Brasil. Acho que com a pandemia isso se consolidou e o consumidor aprendeu a demandar mais pelos aplicativos e plataformas. Já as empresas também melhoraram suas embalagens. Agora, surgiu no Brasil uma coisa que era muito comum nos Estados Unidos, e que aqui praticamente não existia, que é o take away, na expressão, “para levar”. Nos EUA, era 6 a 7 vezes maior do que o delivery a dois, três anos atrás. O delivery tinha um faturamento na faixa de 3% e o “To Go” na faixa de 15%. No Brasil, praticamente tínhamos 0% e ele surge como uma opção de canal de venda muito interessante. Então, a primeira coisa era se preparar para lidar com esses canais. A relação com o consumidor já vinha nessa direção, mas agora se generalizou, você começa a fazer uma relação com consumidor antes de ele pisar no seu estabelecimento, na internet, no app. Você tem hoje, como destaquei agora, 3 momentos de entrega de produtos para o cliente: no salão, no delivery e no “to go” (take away). Ou seja, tem que aprender a lidar com esses canais.

Como a relação com o consumidor se adaptou a esses novos canais?
A relação com o cliente não se encerra na entrega, ela segue no pós-venda com o cliente comentando a favor ou contra. Então, o negócio ganhou uma complexidade ainda maior do que tinha.mA digitalização foi bastante acelerada, mas a relação com o cliente ficou ainda mais sofisticada e complexa para o pequeno negócio. Ou seja, lidar, aprender, e se organizar logisticamente dentro do estabelecimento para atuar nessa forma mais ampla que hoje o mercado acabou por se posicionar, é um desafio grande.

Então, dá para dizer que muitas dessas mudanças provocadas pela pandemia, provavelmente, serão eternizadas no setor?
Com certeza. A relação digital veio para valer, assim como os canais novos e a relação com o cliente, que ficou mais longa. Agora, o que a gente sabe é que pesquisas indicam que o setor vai se restabelecer e ele não tem risco de desaparecer, pelo contrário, mas ficou muito claro que a gente gosta de ser tratado por gente. Então, está todo mundo muito ansioso para consumir na mesa do bar ou do restaurante. E a percepção de valor do setor para o cidadão aumentou, porque ele viu como é ruim ficar sem a mesa do bar ou de um restaurante.

Na sua opinião, o que esperar dessa retomada na pós-vacinação?
Acho que a gente tem que primeiro entender que a vacinação é um processo que ainda vai ser esticado até o final do ano, possivelmente. E é claro que, a cada momento que passa, a gente está com menos risco e com mais esperança. Mas nós vamos ter que continuar cuidadosos e respeitando os protocolos, evitando sair de casa com os sintomas, lavando as mãos. Eu acho que esse é um alerta muito importante para todo mundo, seja o consumidor ou o operador do setor. O inimigo está ficando mais fraco, nós estamos mais protegidos com relação a ele, mas ele ainda está por aí. A gente tem que tomar muito cuidado para que esse retorno às atividades seja o mais responsável possível.

Além da pandemia, quais outros desafios precisaram ser encarados pelo setor nos últimos meses?
O setor sofreu com uma das maiores inflações de alimentos de todos os tempos. Foi de 15% e o setor conseguiu repassar menos de 5%. Esse ano começamos de novo com a pressão dos preços subindo acima da inflação. Então, nós também somos obrigados a promover um choque de produtividade. As empresas saem da crise muito mais produtivas do que entraram. Seus processos foram reavaliados, seu time, tudo. Hoje a gente tem expectativa de onde você precisa de cinco pessoas, você pode fazer a mesma coisa com quatro. Um ganho de produtividade muito relevante. Esse ganho permitiu também absorver esse choque inflacionário. Agora é preservar esse ganho que todo mundo acabou sendo forçado a ter e buscar outras formas de aumentar a produtividade, inclusive, a Abrasel tem obsessão em ser parceira do estabelecimento nessa caminhada. Hoje, nós temos um conjunto de iniciativas para apoiar o estabelecimento nessa produtividade, seja treinamento, seja em oferta de ferramentas ou de informação.

Saídas para a crise: Como as cervejarias buscaram se aproximar do consumidor

A pandemia do coronavírus e o seu prolongamento por, até agora, mais de 14 meses forçaram as cervejarias a buscarem saídas para a crise. Diante da impossibilidade de espera por um cenário melhor e mais claro, as marcas artesanais testaram e encontraram alternativas para seguir operando. E o foco, na maioria dos casos, foi em se aproximar do consumidor.

Para isso, as cervejarias enfrentaram a crise com adaptações, mas nunca paralisando as atividades. Com o intuito de atrair o público, fizeram lançamentos, mesmo com a impossibilidade de realização de eventos presenciais, apostaram no sistema de delivery e passaram a compor as opções de grandes grupos varejistas, com a intenção de ampliar a clientela. E, claro, em meio ao que muitos definiram como “reinvenção”, tentaram reduzir custos, de acordo com diferentes relatos à reportagem do Guia.

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Agregar valor à cerveja foi, por exemplo, o foco da Alpendorf. Mais do que apenas vendê-la, a ideia da marca de Nova Friburgo (RJ) foi unir ocasiões especiais, como a criação de uma bebida para o réveillon, ou mesmo a venda em combos, com pratos. Além disso, permitiu ao seu público a compra de cerveja em pequenos barris, para consumo em casa.

“Iniciativas que agregam cerveja a outros produtos, como, por exemplo, jantares harmonizados, foram criadas para estimular a venda de cerveja. Algumas iniciativas também que agregam valor à própria cerveja também foram adotadas: criação de uma cerveja para comemorar o ano novo, a nossa Brut IPA, vendida em garrafa de champanhe. Disponibilizamos chopeira para os consumidores levarem chope fresco para casa, em quantidades menores, como barris de 10 litros”, relata o sócio-fundador da Alpendorf, Leonardo Theler.

A aposta em um portfólio diferenciado também esteve no foco da Dogma durante o atual período de crise para as cervejarias. E atuando em dois flancos: o de oferecer cervejas a um custo mais baixo ao mesmo tempo em que dava a possibilidade de o consumidor ter acesso a um produto de maior valor agregado ao seu cliente.

“Conseguimos movimentar os bares com promoções e apostar em alguns produtos de menor custo que ainda não tínhamos em nosso portfólio, o que acabou ajudando a amortecer os impactos. Contar com uma linha de cervejas envelhecidas em barricas também ajudou, pois são produtos de alto valor agregado e que o investimento de produção foi feito anos antes. Isso ajudou a melhorar o faturamento nos meses de lançamento”, relata Bruno Brito, sócio-proprietário da Dogma.

A Graja Beer também não deixou de apresentar novidades ao público durante a pandemia. Além de reabrir – quando foi permitido – a sua casa, na qual adota o conceito de ocupação artística, a cervejaria do Grajaú criou rótulos em parceria com a Avós. E, na avaliação de Leandro Sequelle, fundador da marca, a ação permitiu alcançar novos públicos, mesmo em um período de crise.

Lançamos, com apoio da cervejaria Avós, 3 novos rótulos da Graja (Rio dos Carajás, Pensar Global Agir Local e Tropicália Marginal). Essa troca e o colaborativismo trouxeram novos clientes e parceiros que somaram na manutenção da operação até agora

Leandro Sequelle, fundador da Graja Beer

A Hocus Pocus também não deixou de oferecer novidades ao cervejeiro. Em uma estratégia para aperfeiçoar suas criações e movimentar o mercado, a marca carioca lançou uma série de rótulos criados de modo experimental, como relatam Pamela Beeken e Barbara Fragoso, analistas de marketing da cervejaria.

“Dedicamos nossas energias para estudar, experimentar e criar novas receitas, o que deu origem à série Quarantine Elixirs”, explicam elas. “Durante meses lançamos as cervejas feitas em nossos equipamentos experimentais, em quantidades bem limitadas, conseguindo manter uma alta frequência de lançamentos, aliviando um pouquinho a falta de novidades do mercado na quarentena.”

Delivery para novos públicos
Mas, com as restrições ou mesmo com a impossibilidade de abertura dos estabelecimentos, a busca por outros canais de venda se mostrou o maior foco das cervejarias desde março de 2020. Na avaliação da Krug Bier, a sua estratégia para o delivery, inclusive, ajudou a repaginar as preferências dos seus consumidores. Ao apostar em kits para a comercialização, a marca de Belo Horizonte viu o seu público ter acesso e passar a dar mais atenção para rótulos que antes não possuíam tanta saída.

“Os principais itens vendidos foram os kits com várias cervejas. Isso foi ótimo, pois muitos clientes começaram a descobrir outras opções, variar os pedidos e a apostar neles até quando faziam compras no supermercado. Os grandes destaques foram rótulos como Krug 20, Áustria Lager, Dry Stout e German Pils de 600 ml (lançada em novembro)”, pontua Alexandre Bruzzi, sócio-proprietário da Krug Bier, também revelando que a sua marca expandiu os pontos de venda e a presença nos supermercados mineiros.

O Capitão Barley também se reinventou durante uma crise que atingiu várias cervejarias parceiras. Seu sócio-fundador, Amilcar Parada, destaca que o espaço, localizado no bairro de Perdizes, em São Paulo, e que funcionava como um brewpub, ficou em segundo plano, com o empreendimento se concentrando nas ações de delivery, ainda que tentando levar a experiência do bar para dentro das residências dos clientes.

Mantivemos as produções de cerveja como brewpub para atender o serviço de delivery e continuamos comprando, em escala absurdamente menor, chopes de outras cervejarias para completar a carta de opções. Contratamos uma plataforma de delivery próprio, nos inscrevemos em marketplaces de alimentos e bebidas (iFood) e contratamos uma agência de marketing digital para nos ajudar nesta nova realidade que se impôs

Amilcar Parada, sócio-proprietário do Capitão Barley

A CBCA também alterou o seu foco. A marca, como explica o seu CEO, Gustavo Barreira, não só reforçou o delivery e criou a sua própria loja virtual, como buscou conquistar espaço nas prateleiras dos supermercados.

“Reforçamos a área comercial, intensificando e promovendo as vendas para os canais off trade (supermercados). Além disso, fizemos de tudo: delivery, inauguramos a Loja Virtual CBCA e focamos em ações sociais com campanhas de alimentos que totalizaram 14 toneladas arrecadadas. Não é fácil, mas acreditamos que é fundamental as empresas se apresentarem como parte da solução dos problemas da sociedade, mesmo em situações adversas”, comenta Barreira.

Essa, aliás, foi uma ação comum entre as cervejarias nesse período prolongado de crise: o reforço da comunicação digital, aliada a uma aposta na venda pelo delivery e para o varejo. Foi assim, também, que agiu a Cruls, de acordo com o relato de Pedro Capozzi, gerente de operações e sócio-fundador da marca.

“Implementamos um site e uma loja virtual, afinamos as estratégias de marketing digital e comunicação adicionando novas ferramentas e sistemas”, aponta o sócio da cervejaria de Brasília. “Procuramos aumentar a presença da marca em redes de varejo e moldamos o negócio para a realidade dos bares e restaurantes, sendo mais compreensivos com inadimplência e renegociando com cartão de crédito.”

Ampliação de mercado
A Matisse, por sua vez, apostou em duas vertentes de venda online. Ao mesmo tempo em que passou a ter o seu canal próprio, uniu-se a grandes sites de comércio eletrônico, como explica Mario Jorge Lima, sócio-fundador da cervejaria de Niterói. “Conseguimos mitigar um pouco o impacto da crise com as vendas virtuais, criamos a nossa loja e passamos a vender em outras plataformas, como americanas.com, por exemplo.”

A Everbrew seguiu caminho parecido, ainda que de modo mais presencial. Além de criar o seu aplicativo, decidiu concentrar a produção de cerveja em latas e ampliar a busca por pontos de venda. Mais do que apenas ter um mercado maior, a ideia foi estar presente em mais espaços, como destaca o sócio-proprietário Renê dos Santos.

“Para amenizar a mudança de estilo de vida das pessoas, investimos em um app próprio para nosso brewpub, com opções de agendamento para entrega, cupons de desconto e outras ferramentas de fidelização. Já para a venda aos PDVs, adequamos o perfil de produção focando mais em latas (com os bares fechados, o consumo de chope foi bastante afetado) e buscamos desenvolver pontos de vendas em regiões que ainda não chegávamos. Fomos em busca da capilarização para chegar em mais locais mesmo que com vendas menores”, detalha o sócio da marca de Santos.

Na Graja Beer, o prolongamento da pandemia fez a cervejaria até mudar de estratégia ao longo dos meses. Mas o modo de agir sempre seguiu a mesma lógica: realizar parcerias para se manter saudável. Uma delas, se unindo a outras marcas para viabilizar um delivery e otimizar os resultados desse tipo de venda, como relata Leandro Sequelle.

“Desenvolvemos um sistema colaborativo de ghost kitchen para delivery, dividindo com outro estabelecimento todos os custos fixos. Foram 4 meses de uma experiência incrível e a qual pretendemos replicar em breve”, aponta o sócio da Graja Beer.

A aproximação do consumidor final também foi a estratégia adotada pela Colonus, o que incluiu o envase da cerveja e chopes em embalagens que antes ficavam em segundo plano. “Fizemos venda direta para consumidores, tanto de garrafas, quanto de growlers, que eram desconhecidos pela maioria em Petrópolis”, diz Leandro Leal, sócio-fundador da cervejaria da Serra Fluminense.

E, claro, além da aproximação com o consumidor, a redução de custos se tornou algo obrigatório nas atividades mais cotidianas das cervejarias, como relata Rildo Wagner Souza, um dos sócios da Brüder. No caso da marca de Ipatinga (MG), foram adotados cuidados extras na linha produtiva para evitar perdas, o que elevaria o custo da cerveja.

“Com criatividade e inovação, a equipe de fábrica criou customizações em equipamentos para aumentar a produtividade e aprimorou o controle na produção, praticamente eliminando perdas no processo e alcançando rendimentos melhores e maior litragem. Conseguimos não só aumentar a capacidade produtiva e evitar a falta do nosso produto, como continuar no mercado praticando o mesmo valor de venda, sem repassar aumento ao consumidor final”, conclui o sócio da Brüder.

Proa cria drinques autorais com cerveja e ingredientes locais

A Proa decidiu brindar o público em Salvador com uma novidade que une cerveja e outras bebidas alcoólicas no período de outono/inverno. A marca baiana lançou nove drinques autorais, muitos deles contendo diferentes estilos de cerveja em suas receitas, que também levam ingredientes locais. A novidade está disponível para o público nos bares da cervejaria no bairro de Pituba e na Praia do Forte.

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O menu das duas casas da Proa em Salvador passou a contar com nove drinques, sendo que seis deles são à base de estilos de cerveja. São elas: Vienna Lager, Weiss, Saison, Stout, IPA e Sour, todos do vasto catálogo da marca baiana.

As bebidas receberam os nomes Weiss Mais Uma, Maré Alta, Verde Mar, Mergulho, Maresia, Jardim de Bragança, Solar, Carrie Boladona e Lual. São todas coloridas e possuem elementos locais que respeitam a sazonalidade, de acordo com a Proa.

A responsável pelas criações foi Isadora Bello Fornari, professora e especialista em bebidas. Ela explica que a ideia de produzir a carta de drinques nasceu da admiração pelo trabalho de Débora Lehnen, sócia-proprietária da Proa, e os diferentes tipos de cerveja produzidos pela marca.

Entre as suas criações está a Weiss Mais Uma, um experimento leve, frutado e aromático, feito com o chope Frischtick Weiss, gin Aviator, cachaça de Amburana, xarope de maracujá e a Vienna Lager da Proa.

“A ideia foi fazer coquetéis com cervejas e produtos do bar que potencializassem ainda mais o sabor das cervejas e dos outros ingredientes”. Isadora completa dizendo que “o público pode esperar surpresas e a sensação de estar realmente em uma praia, em uma energia leve e empolgante”.

Cada coquetel recebeu um destilado diferente para agradar os visitantes, como explica a sócia da Proa. “A ideia é trazer uma nova gama de sabores para quem já gosta de cerveja e agradar as pessoas que procuram drinques, introduzindo, com delicadeza, elementos das cervejas sem que eles se sobressaiam no conjunto de sabores”, conta Débora Lehnen.

Turismo cervejeiro voltará com força ainda em 2021 e regionalizado, diz especialista

A pandemia do coronavírus atingiu uma união que vinha se mostrando promissora: a do turismo com o setor cervejeiro. A crise, que fechou estabelecimentos e reduziu drasticamente as opções de lazer e viagens, está longe do fim, mas especialistas do segmento avaliam já ser possível vislumbrar uma retomada das atividades ainda em 2021.

Na opinião de Ana Cláudia Pampillón, coordenadora da Rota Cervejeira RJ, em cerca de três a quatro meses, quando, espera-se, já haverá uma maior imunização da população brasileira, a atividade turística ganhará impulso diante do desejo das pessoas de realizarem atividades após um período tão traumático.

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“Sou otimista por natureza, mas, de acordo com estudos feitos por diversos segmentos do setor, acredito que o turismo cervejeiro volte com força total a partir de setembro, por entender que nesse primeiro momento, com mais segurança, as pessoas estejam ávidas para passear e viverem novas experiências”, avalia a coordenadora da Rota RJ.

Essa retomada, na avaliação de Ana, deverá acontecer com um perfil de público mais restrito. Com a rotina de viagens bastante afetada, ela aposta que moradores de regiões próximas das atrações turísticas vão compor a maior parte dos visitantes, vivenciando a possibilidade de realizarem atividades em localidades mais próximas de suas rotinas, às quais até deixavam em segundo plano em outros momentos.

Acredito que o grande impacto será que as cidades deverão atrair um público mais regional, nesse primeiro momento, com os turistas rodando a vizinhança. Acredito que todas as regiões tenham experiências encantadoras a serem ofertadas e que os próprios moradores desconhecem.

Ana Cláudia Pampillón, coordenadora da Rota RJ

Até por essa avaliação, as cervejarias da Rota RJ já têm uma estratégia de comunicação bem definida para voltar a atrair turistas: com suas integrantes localizadas na Região Serrana do Rio, as campanhas serão focadas nos moradores do próprio estado, assim como daqueles que são do Sudeste.

“A Rota Cervejeira RJ, por exemplo, vai focar nesse primeiro momento pós pandêmico em uma ativação de comunicação mais voltada para a região Sudeste, principalmente para o próprio estado do Rio. Locais que são próximos e permitem a locomoção de carro e vans”, revela a especialista.

Para Ana, além do reforço das medidas sanitárias, o turismo cervejeiro deverá incrementar as experiências oferecidas aos visitantes. “Acredito também que as experiências cervejeiras devam ficar mais ‘ricas’, pois será necessário ofertar produtos impactantes para cativar esse público de entrada e estimular a volta do turismo de forma segura.”

Dificuldade momentânea
Nesse momento, porém, o cenário não é nada fácil para as cervejarias componentes da Rota RJ, das cidades de Petrópolis, Teresópolis, Nova Friburgo, Guapimirim e Cachoeiras de Macau. Todas vêm atuando com restrições há meses, por causa das medidas para evitar a propagação do coronavírus.

“Estamos todos sofrendo bastante com os decretos municipais que são diferentes em cada município. A Rota hoje abrange 5 municípios da Serra do Rio, e quem está funcionando no momento está seguindo todos os protocolos de segurança como, por exemplo, trabalhar com pequenos grupos familiares, com a capacidade da lotação do local reduzido em 30%, com barreiras sanitárias, etc.”, relata a coordenadora da Rota RJ.

Saiba mais sobre a Rota Cervejeira RJ em nosso Guia do Mercado

A esperança pela volta da normalidade, dando acesso sem restrições aos visitantes de aproveitar atrações turísticas, gastronômicas e cervejeiras do Rio, porém, prossegue. “Continuamos na expectativa de um retorno muito forte, acreditando que realmente a saúde mental da população precisa de um refresco, ou melhor, uma cerveja e boas experiências para retomarmos a vida após a pandemia”, conclui Ana.

Nacional celebra 10 anos da fábrica-bar com reedição de cerveja de 2006

A Nacional está celebrando os 10 anos da abertura da sua fábrica-bar com cerveja. A icônica marca artesanal paulistana lançou, nesta segunda-feira, uma releitura do primeiro rótulo criado pelos sócios da cervejaria em 2006, a Drake’s Ale, que passa a fazer parte da sua carta de opções, assim como para delivery.

O relançamento da Drake’s Ale é a primeira ação da celebração dos 10 anos da abertura da fábrica-bar da Cervejaria Nacional, ocorrida em maio de 2011. A inauguração é considerada um marco na história do setor de artesanais em São Paulo. Naquela época, a maioria do público não conhecia estilos diferentes e não havia cultura cervejeira nem disseminação de microcervejarias e brewpubs por todo o país, como hoje em dia.

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Além disso, a marca promete realizar uma campanha nas redes sociais em que relembrará fatos marcantes da sua trajetória. Foi a forma encontrada para festejar o aniversário em um contexto de crise sanitária e econômica, além de restrições.

A Drake’s Ale foi criada para o bar que levava o mesmo nome, localizado no consulado britânico no bairro de Pinheiros, em São Paulo. O rótulo, do estilo Brown Ale, viria a inspirar a fabricação da Kurupira Amber Ale, uma das cervejas fixas do cardápio da Nacional.

Essa cerveja, então, foi o marco inicial da Nacional, que desde 2011 está instalada em Pinheiros, sendo a primeira fábrica-bar de São Paulo. E hoje também conta com uma unidade no Tatuapé.

De acordo com a descrição divulgada pela Nacional, a Drake’s Ale tem “coloração leve e o protagonismo fica por conta do blend de maltes torrados, com notas de biscoito, chocolate amargo e café”. A novidade, que será sazonal, possui 4,2% de graduação alcoólica e 26 IBUs. A Drake’s Ale será vendida por R$ 32 no delivery da Cervejaria Nacional e por R$ 36 através de iFood, Rappi e Uber Eats.

A Nacional também pretende realizar outros lançamentos durante o segundo semestre de 2021 para marcar os 10 anos da sua fábrica-bar. “Estamos comemorando 10 anos em um momento muito delicado. Muitos bares e brewspubs de amigos e parceiros fecharam as portas”, conta Glauco Ciasca, sócio da Cervejaria Nacional. “É grande desafio para a Nacional. Mas contamos muito com nossos clientes e o talento da nossa equipe para nos mantermos firmes e fortes”, completa Luis Fernando Fabiani, sócio e mestre-cervejeiro.

Por mais mercado, Heineken negocia compra do grupo líder em bebidas na África

A Heineken pode fechar uma relevante aquisição que ajudaria a ampliar a sua participação no mercado da África. A multinacional holandesa confirmou que está em negociações para comprar uma participação majoritária do Distell Group Holdings, considerado o maior produtor e vendedor de bebidas alcoólicas da África, o que inclui cervejas, destilados, vinhos e sidras.

Em um comunicado, a Heineken declarou que “está atualmente envolvida com a Distell em relação a uma transação potencial”, explicando que as discussões estão em andamento. Alertou, porém, “que não pode haver certeza de que um acordo será alcançado.” A empresa sul-africana também confirmou as negociações.

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O Distell Group tem um valor de mercado estimado em US$ 2,26 bilhões (aproximadamente R$ 12,13 bilhões). Curiosamente, a SAB Miller era uma das suas principais acionistas até 2016, quando precisou desfazer a sua participação após ser adquirida pela AB InBev, que agora pode ver a empresa sul-africana ir para as mãos da segunda maior cervejaria do mundo, o que aumentaria, imediatamente, a concorrência entre as gigantes pelo mercado do país.

Caso a negociação tenha êxito, a Heineken ganharia acesso à enorme rede de vendas do Distell não apenas na África do Sul, mas também em outros países do continente onde o grupo cervejeiro holandês tradicionalmente não é tão forte, ainda que tenha crescido recentemente. Ao divulgar o seu balanço do primeiro trimestre, a empresa reportou alta de 9,9% nas vendas na África, Oriente Médio e Europa Oriental, com destaque para o desempenho na África do Sul e na Nigéria.

Incertezas
Há dúvidas, porém, sobre como a Heineken lidaria com as outras categorias de produto do Distell, pois até agora a empresa não tem demonstrado grande interesse no mercado de destilados. Afinal, o portfólio do Distell Group inclui bebidas como a Amarula e diversas marcas de uísque, como Bain’s Cape Mountain, Black Bottle, Bunnahabhain, Deanston, Ledaig, Three Ships e Tobermory.  

Assim, um maior olhar para esse segmento de bebidas representaria uma mudança de estratégia da Heineken na gestão de Dolf van den Brink, que se tornou seu CEO em junho de 2020, sucedendo Jean-François van Boxmeer, que ocupou a função durante mais de 15 anos.

Com isso, ainda não é possível saber se o movimento da Heineken envolve a busca pela ampliação da presença no mercado africano ou no de bebidas alcoólicas – ou ambos. Mas indica novos objetivos da companhia mesmo em um cenário de dificuldades, provocadas pelo impacto da pandemia do coronavírus.

Artigo: As cervejarias mais antigas da cidade de Niterói, digo, Nictheroy

*Por Daniel Taveira Oberlaender

É difícil determinar exatamente qual teria sido a primeira cervejaria de Niterói, pois as informações do período são escassas e há certa imprecisão nas informações.

Talvez, observando os registros nos almanaques administrativos, mercantis e industriais da Província do Rio de Janeiro, a primeira fábrica de cerveja de Niterói seja a Arouca & Fernandes, de 1870. Ficava na Rua da Princeza, 48 (atual Rua Visconde de Sepetiba, no centro de Niterói). Não há muita informação sobre essa cervejaria, apenas que os donos inicialmente eram José Gonçalves da Rocha Arouca e Antônio Fernandes. Posteriormente, em 20 de maio de 1870, passou a pertencer a José Gonçalves da Rocha Arouca e Manoel Joaquim Chaves.2,7,8

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Coincidentemente, a provável fábrica de cerveja mais antiga da cidade ficava em um local próximo à aclamada e nova Vila Cervejeira de Niterói (há época não havia sido feito o aterro e a região da Vila Cervejeira era mar, a baía de São Lourenço).11

Uma das primeiras e mais divulgadas cervejarias de Niterói que se tem notícias é a “Fábrica de Cerveja Rio Branco”, fundada em 1872 por Oscar Fernandes & C. Produzia quatro tipos de cervejas: branca, preta, parda e especial branca. Há indicações de que fabricava 450 mil garrafas por ano. Ela compunha o “Parque Rio Branco” que ficava na Rua da Praia, 109 (atual Rua Visconde do Rio Branco, 233, no Centro).2,6

Esse complexo de diversões dos niteroienses possuía, além da cervejaria, palco para apresentações, cinema (o primeiro da cidade – que viria a se chamar Polyterpsia em 1908), diorama, máquinas automáticas (possivelmente de jogos) e uma vista próxima e direta para a praia (não havia o aterro à frente). Nessa praia, praticamente em frente à cervejaria Rio Branco, havia o píer por onde entrava a maioria das pessoas por via marítima na cidade.5,6,9,11

As atividades do “Parque Rio Branco” lembram as da atual Vila Cervejeira de Niterói, não? ??????

Há evidências de outra cervejaria na mesma rua, porém no número 103 (atual número 213), que, apesar de compartilhar o nome “Rio Branco”, pertencia a João Fernandes Ribeiro. A notícia sobre essa fábrica aparece somente em 1889. Há poucas informações sobre essa fábrica.4,3

Outro registro oficial de uma fábrica de cerveja em Niterói de que se tem notícia é de 1874, mas com a indicação mais precisa da numeração e localização. Não há muita informação sobre a cervejaria, apenas que pertencia a José Luiz Miguel Fortes e ficava na Rua da Princeza, 50 (atual Rua Visconde de Sepetiba, no centro). Ela aparece nos registros apenas até 1876 e provavelmente fechou após esse período. Teria sido a mesma fábrica que pertenceu a Arouca & Fernandes em 1870??3,4

A cidade teve muitas outras cervejarias, mas uma pesquisa mais detalhada e extensa é necessária para mapear todas ao longo do tempo.

Obs.: Sobre as ruas do centro de Niterói, a Rua da Praia foi batizada como Visconde do Rio Branco em 1880. As paralelas foram denominadas d’El Rei, da Rainha, do Príncipe e da Princesa [Princeza]. As duas primeiras passaram a se chamar Visconde do Uruguai e Visconde de Itaboraí, em 1868; a Rua do Príncipe recebeu em 1882 o nome de Barão do Amazonas; e a Rua da Princesa [Princeza] é, desde 1888, a Visconde de Sepetiba.9,11


Recortes e imagens dos artigos e documentos usados:

Mapa do que seria o centro da cidade de Niterói (Vila Real da Praia Grande), em preto e branco, indicando os nomes antigos das ruas. Aproximadamente 1820.
Mapa colorido da cidade de Niterói mostrando o Centro e Icaraí e ausência das áreas aterradas. Entre 1841 e 1909.11
Anúncio da Fábrica de Cerveja Rio Branco, indicando as atividades do “Parque Rio Branco” e o ano de fundação de 1872.6
Propaganda da outra Cervejaria Rio Branco, na mesma rua, só que no número 103. De propriedade de João Fernandes Ribeiro. Mostra que teve aprovação da “Junta de Hygiene”. 3
Foto da Rua da Praia (Rua Visconde do Rio Branco), mostrando o Parque Rio Branco no canto direito. Data e autor desconhecidos.
Propaganda da Cervejaria Rio Branco, indicando os estilos e preços das cervejas.1
Folheto com foto da fachada e informações de produção da Cervejaria Rio Branco. 1922. Autor desconhecido, disponível no link.
Pequena propaganda da Cerveja Rio Branco exaltando que é produzida com água de Friburgo e recomendada “ás senhoras que amamentam” [sic].10
Pequena nota de agradecimento aos proprietários da cervejaria (Oscar Fernandes & C.) por terem enviado uma caixa ao Rio de Janeiro a alguém. Exalta-se a qualidade da cerveja e que é feita com água de Friburgo.12

Bibliografia:
[1] Jornal A Capital (RJ). 13-02-1902 pág. 4

[2] Almanak Administrativo, Mercantil e Industrial do Rio de Janeiro (RJ). 1870 ed. 00027 pág. 58.

[3] Almanak Comercial, Administrativo, noticioso, Industrial Mercantil e Indicador de Nictheroy. 1889. Pág. 79, 130 e 231.

[4] Almanak Administrativo, Mercantil e Industrial do Rio de Janeiro (RJ) – 1874 ed. 00031 pág. 69

[5] Almanak Laemmert Administrativo, Mercantil e Industrial. 1907 ed. A00064 pág. 2384

[6] Almanak Laemmert Administrativo, Mercantil e Industrial. 1908 ed. A00065 pág. 1428.

[7] Diário do Rio de Janeiro (RJ) – 08-06-1870 pág. 2.

[8] Jornal do Comércio (RJ).  26-05-1870 pág. 4.

[9] OJEDA, M. V. UM PASSEIO PÚBLICO PARA VILA REAL DA PRAIA GRANDE: 1820 – 1913. Dissertação de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal Fluminense. Niterói. 2008.

[10] Revista O Malho. 02-05-1903 pág. 22

[11] Planta da cidade de Nictheroy [Cartográfico]
/ Escala 1:10.000, disponível em: http://acervo.bndigital.bn.gov.br/sophia/asp/capa.asp?obra=83216&servidor=1&iBanner=0&iEscondeMenu=0&iIdioma=0

[12] Jornal Tagarela. 23-04-1903. pág. 7


*Daniel Taveira Oberlaender é engenheiro químico formado pela UFF e mestre em Processos Químicos e Bioquímicos pela UFRJ. É cervejeiro na Cervejaria Habeas Copos, em Niterói (RJ)

Mais ingredientes locais e sustentável: Veja previsões sobre a cerveja do futuro

O futuro da cerveja passa diretamente pela sustentabilidade e pelo maior uso de ingredientes locais, tendências possíveis em função da ampliação da relação do setor com as universidades e a ciência. A previsão, que passa pela preocupação econômica, social e ambiental, poderá gerar mais opções de sabores, conquistar mais consumidores e assegurar custos de produção mais baixos. Logo, a cerveja poderá até ficar mais barata no Brasil.

Essas tendências foram apontadas durante a mesa-redonda A Cerveja do Ano que Vem, que reuniu representantes femininas relevantes da ciência e do segmento no Brasil, na versão de Petrópolis do Pint of Science, evento internacional criado para levar o conhecimento científico das universidades e institutos de pesquisas diretamente para as pessoas, em conversas de bares e restaurantes, sendo que neste ano aconteceu de modo virtual.

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O maior uso de ingredientes nacionais já tem se tornado realidade, seja por projetos que unem cervejarias a produtores locais ou mesmo pela conquista de mais espaço para o lúpulo nacional. Ana Cláudia Pampillón, coordenadora da Rota RJ, revelou que a maioria dos produtores de lúpulo nacional já estão no terceiro ano da safra, o que significa a consolidação dessa produção. “Já temos muita coisa boa acontecendo e muitas cervejarias experimentando fazer cervejas com lúpulo brasileiro.”

Pampillón ressaltou que há uma porta a ser aberta pelas cervejarias nacionais, com a troca do lúpulo importado pelo nacional, que tem se apoiado na ciência a partir de parcerias com diversas instituições. Inclusive, ao longo dos últimos anos, há um crescente número de pessoas se especializando na atividade e até o apoio de grandes indústrias, como a Ambev e o Grupo Petrópolis, para a sua produção. “Com certeza no ano que vem teremos mais cervejarias produzindo com o lúpulo brasileiro. Temos tudo a favor disso, como o preço e a matéria-prima”, garantiu ela.

Fortalecimento da ciência
Além disso, as especialistas apostaram em mudanças na fermentação das cervejas, com o uso de leveduras que não são do gênero Saccharomyces, popularmente conhecida como fungo do açúcar, o que incluirá as que são geneticamente modificadas.

Gabriela Müller, sócia-proprietária da empresa Levteck Tecnologia, apontou um caminho parecido ao do lúpulo nacional para as leveduras, que primeiro passarão por testes das geneticamente modificadas, até que sejam comercialmente disponibilizadas. “Acho que esse será o futuro do futuro da indústria cervejeira. Onde a gente consiga construir leveduras específicas para cada processo, com características únicas e que permitam uma melhor experiência.”

Ela explicou que atualmente o isolamento e domesticação de leveduras “cervejeiras” ainda não existe no Brasil, mas que isso já ocorre para outras bebidas, como a cachaça, sendo um caminho a se seguir e que possibilitará diversas abordagens. “Minas Gerais e São Paulo são os principais focos onde temos pesquisadores isolando há 20 ou 30 anos leveduras de cachaça, etanol combustível e alguns locais trabalhando com leveduras naturais de fermentação de vinho”, completou Gabriela.

Na visão de Denise Maria Freire, pesquisadora e professora titular do Instituto de Química do Departamento de Bioquímica da Universidade Federal do Rio de Janeiro, a cerveja do futuro estará ligada principalmente à sustentabilidade, com um tripé indissociável aos polos econômico, ambiental e social.

No econômico, a professora destacou o uso do lúpulo brasileiro, que provocaria redução de custos e uma menor dependência da variação de câmbio, o que pode contribuir para uma cerveja mais barata. Para ser sustentável, citou o cumprimento da Política Nacional de Resíduos Sólidos, com o incentivo à economia circular e à redução das emissões de gases. Já no âmbito social, a cerveja do futuro terá mais pesquisa e desenvolvimento, gerando novas opções e ampliando o mercado de consumidores.

Para Sybilla Geraldi, coordenadora de Processo e Qualidade Cervejeira da Bohemia, a aposta na tecnologia e a busca por inovação foram aceleradas desde o início da pandemia, em uma associação que veio para ficar. “Sem dúvida nenhuma, a cerveja do futuro tem muita tecnologia e muita ciência.”

E os estilos?
Na avaliação das especialistas, a “cerveja do ano que vem” também manterá a tendência de maior consumo de IPAs, com destaque para as variações desse estilo, além das Imperial Sours, que aumentaram recentemente a sua presença no mercado.

“Não é só uma moda, terá um público realmente constante”, avaliou Luiza Lugli Tolosa, sócia-fundadora da Dádiva, que também citou a maior procura por cervejas de baixo teor alcoólico ou até mesmo sem álcool, em função da busca por mais saudabilidade, como apostas no mercado para o futuro.

Menu Degustação: Cursos do Science e da ESCM, Lagunitas procura cães perdidos…

Os últimos dias foram cheios de novidades nos diversos âmbitos do setor cervejeiro. Para quem gosta de ajudar em boas ações, a cervejaria Lagunitas vai contar com o apoio das pessoas em uma iniciativa que pretende auxiliar tutores a encontrarem cães perdidos pela cidade de São Paulo. Já as cervejarias do Polo de Campinas apresentaram um balanço sobre a ação para arrecadar alimentos na luta contra a fome.

Para quem é ligado em conteúdo, o Science of Beer anunciou a realização de um curso de harmonização de cerveja, enquanto a Escola Superior de Cerveja e Malte (ESCM) vai organizar a Semana dos Estilos. E o BCB São Paulo retomará os seus webinars com uma abordagem especial para bartenders.

Para quem quer opções seguras e fora de casa, as cervejarias porto-alegrenses Ruradélica e Veterana se uniram para criar o Nosso Taproom. Já para os curiosos, o Bom de Beer traz podcast sobre os mistérios e curiosidades de uma das bebidas mais apreciadas do mundo.

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Confira essas e outras novidades do setor cervejeiro no Menu Degustação do Guia:

Estilos da ESCM
A Semana dos Estilos da ESCM será realizada da próxima segunda até quinta-feira. Nela, mestres em Estilos formados pela ESCM apresentarão informações estudadas nos seus cursos, dando uma visão aprofundada e ampla sobre os temas. Na primeira edição, serão apresentados os estilos English IPA, Lambic, Saison e Porter. As inscrições são limitadas e gratuitas, e podem ser realizadas pelo link. A abertura do evento acontece na segunda, com Carlos de Castro – conhecido no mercado como Carlão -, que vai falar sobre English IPA. Na terça-feira dia, o tema será Lambic, com Daniel Lell Natal. Quem vai falar sobre Saison, na quarta-feira, vai ser Eliezer José Goulart, sócio da Água do Monge, em Guarapuava (PR). E, para fechar a semana, na quinta-feira, quem apresentará o conteúdo sobre Porter será Letícia Gobett dos Santos.

Harmonização do Science
A harmonização entre cerveja e alimentos será tema de curso do Science of Beer. As aulas prometem abordar a bebida de uma maneira global e versátil, com a promessa de que as interações gastronômicas fujam do óbvio. Com início em 8 de junho, o curso 100% online Beer Pairing terá aulas que sugerem a harmonização da cerveja com os mais variados pratos, explorando desde combinações de queijos e charcutaria, passando por cozinhas brasileira, regional, vegetariana, vegana, confeitaria e até mesmo o pareamento com outras bebidas, como vinhos, cafés, destilados, coquetéis e chás. O aluno ainda receberá em sua casa um kit de estudo composto por cervejas, jogos americanos, guias de exercícios diversos, caderno de receitas, amostras de chocolates, chás e cafés, além de tábua de serviço, avental e ecobag personalizada.

Cães da Lagunitas
A Lagunitas lançou uma iniciativa que vai ajudar tutores a encontrarem cães perdidos por São Paulo, por meio da tecnologia das redes sociais de geolocalização, também utilizando os relógios de rua da cidade. A ação Onde Está Meu Dog? acontecerá ao longo dos dois próximos meses, sendo gratuita. As pessoas de São Paulo que derem falta de cães perdidos podem cadastrar informações e enviar fotos do pet perdido ao Instagram da Lagunitas para que a cervejaria ajude na busca. A divulgação da relação de cães perdidos ocorrerá por meio de cartazes online, expostos nos perfis oficiais de Instagram e também no Facebook da Lagunitas.

Bar da Ruradélica e Veterana
As cervejarias porto-alegrenses Ruradélica e Veterana se uniram para criar o Nosso Taproom, a nova casa delas, em um pavilhão de 400m². Por lá, são 25 torneiras de cervejas assinadas pelas marcas, que nasceram em 2014 na capital gaúcha. O local escolhido para ser a casa das marcas parceiras foi o bairro São Geraldo por inúmeras razões. Além de ser a região onde está instalada a sede administrativa das marcas desde 2018, a força do mercado cervejeiro por lá tem crescido a cada ano e os sócios afirmam que o taproom quer fazer parte do fortalecimento da economia e do desenvolvimento social do bairro por meio desse investimento, que gerará mais de dez empregos diretos.

Podcast sobre o universo cervejeiro
Um podcast sobre os mistérios e curiosidades de uma das bebidas mais apreciadas do mundo. É o que propõe o O Bom de Beer, que abordará o universo cervejeiro, tendo sido desenvolvido pelo e-commerce de mesmo nome do Grupo Petrópolis. No Spotify, o conteúdo virtual é conduzido pelos jornalistas e apresentadores Carlos Marigo e Cris Bartis, que realizam um bate-papo descontraído, com especialistas de diversas áreas: sommeliers de cervejas, chefs de cozinha, técnicos, mestres cervejeiros e jornalistas, de várias regiões do país. A primeira temporada conta com 12 episódios, lançados semanalmente, que falam desde o copo ideal para cada estilo até como inserir a bebida no preparo de pratos.

Nova diretoria no Vale
A Associação Vale da Cerveja, que representa as marcas dos municípios catarinenses de Blumenau, Pomerode, Timbó, Gaspar e Indaial, elegeu a sua diretoria para o período de 2021 a 2023. Valmir Zanetti, diretor executivo da Cerveja Blumenau, assume a presidência da entidade, tendo como vice Maurício Zipf, representante da Companhia Brasileira de Cerveja Artesanal (CBCA). Ao todo, dez cervejarias formam o grupo. Entre os planos para os próximos meses estão ações de comunicação, uma nova edição de uma cerveja colaborativa e integração com o trade turístico, instituições públicas e privadas. Através da associação acontecem ações de fomento e valorização da cultura cervejeira, articulação com os mercados envolvidos no segmento e disseminação da região como um polo cervejeiro.

Bicicleta elétrica da Goose
A Goose Island se uniu à E-Moving em uma parceria de assinaturas mensais de bicicletas elétricas em São Paulo. Os usuários que contratarem os serviços da empresa vão receber uma bike elétrica personalizada da Goose Island, um boné da cervejaria e um vale no Empório da Cerveja. O usuário também tem direito a uma trava U e ao carregador de bateria. A assinatura vai custar R$ 299 por mês e poderá ser feita pelo link, utilizando o cupom EBIKEGOOSE.

Webinar do BCB
O BCB São Paulo abre a segunda temporada da série de webinars gratuitos BCB Shots, com o tema “Jornalismo etílico: um papo sobre bartenders e bares pelo olhar da mídia”. O episódio voltado para profissionais do setor de bebidas trará a participação de profissionais da imprensa especializada para explicarem como funcionam as coberturas, como o jornalismo de qualidade impacta na informação consumida pelo público e de que forma o trabalho deles pode impulsionar a visibilidade de bartenders, donos de bares e restaurantes, entre outros, além de estabelecimentos e eventos. O webinar será na terça-feira, às 15h, e terá as participações de Gilberto Amendola, repórter do jornal O Estado de S. Paulo e autor do Balcão do Giba; Sergio Crusco, atual freelancer de veículos como Elle Brasil, Sociedade da Mesa e O Bar Virtual; e Marcella Sobral, que assinou as colunas Pé Limpo e Novos Sabores no Rio Show, do jornal O Globo, e que foi idealizadora e entrevistadora do quadro CBN Gastronomia.

Mais mulheres na Ball
A fábrica de latas da Ball em Frutal (MG) iniciará suas atividades no segundo semestre deste ano com um marco: dos cerca de 110 colaboradores contratados, 80 são focados em atividades de produção e, desse total, 48% são mulheres. Alocadas diretamente na operação, elas ocuparão posições como mecânica de produção, mantenedora de produção, inspetora de qualidade e técnica química. Para atingir este marco, a Ball investiu em capacitação da mão de obra feminina local, oferecendo uma formação técnica de 180 horas gratuita e exclusiva para mulheres, em parceria com o Senai. Mais de 500 inscrições foram realizadas e, das 75 vagas oferecidas, 32 alunas foram contratadas para a nova operação.

Campanha contra a fome em Campinas
A campanha Unidos Contra a Fome, promovida pelo Polo Cervejeiro da Região Metropolitana de Campinas, conseguiu arrecadar 4,3 toneladas de alimentos, que foram obtidos pelas 17 cervejarias artesanais e destinados para seis entidades. São elas: Banca Solidária Taquaral, Cufa (Central Única das Favelas), Sociedade São Vicente de Paula (Campinas), Pró-Menor Barão Geraldo, Projeto Ré-Existência É Viver – Parque Oziel, todas de Campinas, e Organização Bombeiros Unidos Sem Fronteiras (BUSF), de Nova Odessa.

Almoço no estilo do boteco
O logo período de fechamento dos bares durante a pandemia levou o Soul Botequim a aprimorar seu atendimento aos clientes. Além de um espaço maior, arejado, com distanciamento entre as mesas e higienização, o bar no bairro do Brooklin, em São Paulo, agora amplia sua operação. O Rango de Funça, almoço servido de quarta a domingo, das 12h às 15h, traz em todas as receitas a valorização dos ingredientes regionais unidos a uma cozinha inventiva. Ressaltando o melhor da comida de boteco moderna e sob o comando de Hugo Castelli, os pratos mudam todas as semanas e saem por R$ 39,90. No final do mês, os grandes destaques da semana voltam ao cardápio para um “vale a pena comer de novo”. Os pratos também são entregues pelo sistema de delivery. E podem ser encomendados pelo telefone e retirados no local.

Petra lança long neck de cerveja sazonal premiada em concurso

A Petra decidiu oferecer uma cerveja para combinar com o atual período climático, de temperaturas mais amenas ou mesmo frio. A marca do Grupo Petrópolis lançou a Petra Kellerbier, um rótulo que será sazonal e vendido em garrafas de 355ml.

A Petra Kellerbier foi criada pelo grupo para participar do Festival Brasileiro da Cerveja em 2016, quando foi medalhista de prata no seu estilo na premiação do evento, o Concurso Brasileiro, em Blumenau (SC). Cinco anos depois, então, faz a sua “estreia” no mercado.

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De acordo com a Petra, a Kellerbier possui baixa fermentação, graduação alcoólica de 6,3% e 22 IBUs. A cervejaria recomenda que ela seja consumida em temperaturas entre 4ºC e 6ºC.

“Com equilíbrio entre amargor e corpo médio, traz no paladar a percepção da cerveja não filtrada com notas de lúpulo, malte e fermentação, que resultam em sensações de frescor e consistência macia na língua.  O sabor residual é de uma cerveja fresca e com amargor nobre”, descreve a Petra.

A marca explica, ainda, que utilizou o estilo German Märzen, da família Lager, como base para a fabricação da nova bebida. “A Petra Kellerbier é composta por maltes Pilsen, água leve das fissuras rochosas das montanhas e lúpulos aromáticos. Os sabores gerados pela sutileza das misturas na brassagem e a delicada robustez da cerveja maturada de adega, não filtrada, conferem à nossa Kellerbier um equilíbrio perfeito proveniente das matérias-primas e da fermentação, além de um frescor intenso das notas florais adquiridas com a escolha minuciosa dos lúpulos, que te convidam sempre para o próximo gole”, detalha Diego Gomes, diretor industrial do Grupo Petrópolis.

A cervejaria ainda sugere a harmonização do seu rótulo com comidas picantes e condimentadas, frango, salsichas e queijos leves, além de indicar o uso da Mug (caneca alemã) ou do copo tulipa para consumo da Kellerbier. A Petra Kellerbier está disponível para compra apenas pelo e-commerce do Grupo Petrópolis, o Bom de Beer, pelo preço de R$ 10,90.

Outras ações
Além do lançamento da Kellerbier, o Grupo Petrópolis também realiza outra ação nesta semana: no sábado e no domingo, a Black Princess estará presente no King’s Barbecue, um workshop de churrasco em Itapetininga (SP).