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JT traz ao Brasil tecnologia que melhora eficiência da limpeza de válvulas

Distribuidora da linha de válvulas e conexões sanitárias da Pentair Südmo no Brasil, a JT Instrumentação & Processos trouxe ao país uma tecnologia recém-lançada pela empresa alemã, que pode ser utilizada por indústrias de bebidas e alimentos. Trata-se da IPF (Intelli-Pulse Flush), que permite a melhora na eficiência da limpeza dos componentes com a geração de economia da solução do sanitizante, assegurando a higienização dos equipamentos usados, por exemplo, na fabricação cervejeira.

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O produto, agora fornecido pela JT no Brasil, é um dispositivo para a válvula de assento duplo da Südmo, à prova de mistura, permitindo a realização de uma separação confiável entre dois produtos na mesma válvula, como, por exemplo, cerveja, bebidas lácteas e soda cáustica, com a garantia de que não haverá contaminação.

E a tecnologia IPF favorece a turbulência dentro da câmara da válvula de assento duplo da Südmo, fazendo os ciclos necessários para a realização da ação mecânica da limpeza. Além disso, torna-a mais eficiente, permitindo que a sanitização aconteça em pulsos, sem a necessidade dos atos de abertura e fechamento da válvula.

A realização dessa limpeza com mais eficiência, assim, faz com que o consumo da solução seja reduzido em até 60%, algo viabilizado pelo uso da tecnologia IPF na válvula de assento duplo, um produto destinado para grandes cervejarias, indústrias de alimentos e laticínios.

Saiba mais sobre a JT Instrumentação em nossa página do Guia do Mercado

A Pentair Südmo tem sede em Riesbürg, na Alemanha, e possui mais de 60 anos de experiência em equipamentos de processo higiênico, com diversidade de válvulas e conexões sanitárias e assépticas de aço inoxidável, manifolds completos e unidades pré-fabricadas para alimentos, laticínios, bebidas, produtos farmacêuticos e químicos, além de indústrias de cosméticos.

No Brasil, ela é representada pela JT, empresa distribuidora de equipamentos e sistemas voltados para a indústria de bebidas e alimentos, com foco em desenvolvimento de tecnologia e prestação de serviços.

Molson Coors fecha 1º acordo de patrocínio de cervejaria a um time feminino nos EUA

A Molson Coors Beverage Company e o Los Angeles Sparks fecharam um inédito acordo de patrocínio no esporte dos Estados Unidos. A cervejaria se tornou apoiadora do time três vezes campeão da WNBA e, agora, a primeira equipe feminina de basquete e outras modalidades no país a ter contrato com uma empresa de bebidas.

Pelo acordo de patrocínio, a Molson Coors poderá expor suas marcas no ginásio onde o Sparks manda os jogos, o Staples Center, fazer publicações nas redes sociais da equipe e realizar propagandas usando o material do time da Califórnia em pontos de venda, como supermercados, além de outros tipos de ativações.

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A Molson Coors, que possui marcas como Coors Light, Vizzy e Blue Moon Light Sky, espera, com esse patrocínio, alcançar um público mais jovem, tal qual o que acompanha a WNBA, a principal liga de basquete feminino dos Estados Unidos.

“Estamos honrados por firmar uma parceria com o LA Sparks. Eles têm uma poderosa marca, bem conhecida e que dispensa apresentações. Isso é histórico porque significa um novo passo para a Molson Coors e nos ajudará a colocar nossas marcas na frente de novos consumidores”, avalia Jessica Owens, diretora de marketing para a região do Pacífico da cervejaria, apontada como a quinta maior do mundo em produção.

Além disso, a Molson Coors quer aproveitar o acordo para divulgar outras bebidas não alcoólicas recém-inseridas no seu portfólio, como Huzzah! Probiotic Seltzer, ZenWTR, La Colombe, um café instantâneo, e ZOA, um energético.

Presidente interina e CEO do Sparks, Natalie White ressalta o ineditismo do acordo. “Diz muito que uma das maiores marcas do mundo reconheça o impacto do LA Sparks e da WNBA e deseja fazer uma parceria com nossa organização para ser um agente de mudança no espaço de patrocínio esportivo.”

O acordo foi fechado no mesmo ano em que o Sparks participará de sua 25ª temporada da WNBA – a equipe de Los Angeles disputou todos os campeonatos desde a criação da principal liga feminina de basquete dos Estados Unidos. E a franquia foi campeã em 2001, 2002 e 2016.

Ambev destaca 12 funcionários para fabricação de oxigênio a partir de abril

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A fábrica da Colorado, em Ribeirão Preto, vai passar por algumas mudanças de rotina em abril. A planta industrial foi a escolhida pela Ambev para produção de oxigênio e seu envase em cilindros, em iniciativa realizada para ajudar no tratamento de pessoas infectadas pelo coronavírus no estado de São Paulo. Para isso, a empresa destacou 12 funcionários, que atuarão diretamente nessa função, de acordo com informações repassadas à reportagem do Guia pela assessoria de imprensa da multinacional cervejeira.

Na segunda-feira passada, o governo estadual comunicou que uma usina de oxigênio seria instalada pela Ambev na sua fábrica de Ribeirão Preto. A ideia da cervejaria é que o oxigênio fabricado por lá atenda a 166 pacientes por dia. E isso será possível com a produção de 120 cilindros de 10 metros cúbicos diariamente.

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O plano da Ambev é de que uma equipe composta por 12 funcionários da cervejaria trabalhe 24 horas por dia, divididos por turnos, para viabilizar a produção e o envase do oxigênio nos cilindros, que serão doados para hospitais localizados na região de Ribeirão Preto, de acordo com a demanda.

A fabricação do oxigênio ainda não se iniciou porque a estrutura da Ambev necessita de adaptações, com a chegada de equipamentos e sua montagem para tornar possível o começo das atividades no local.

Na última quarta-feira, o Congresso de Secretários Municipais de Saúde do Estado de São Paulo colocou Ribeirão Preto entre os 117 municípios que correm o risco de sofrer desabastecimento de oxigênio em meio à pandemia. O levantamento inclui outras cidades da região, como Bebedouro, Brodowski, Jardinópolis, Pitangueiras e Sertãozinho.

Depois de decidir participar da iniciativa de apoio ao tratamento de coronavírus no estado de São Paulo, a Ambev realizou uma avaliação sobre onde fabricar e envasar o oxigênio, já que a companhia está instalada em diferentes regiões e cidades. E a escolha por Ribeirão Preto se deu por uma questão de demanda.

“Analisamos todo o cenário. Considerando as fábricas no estado de SP e as necessidades de oxigênio no estado de SP, a região de Ribeirão Preto encontrava-se em situação mais crítica. Foi uma escolha técnica”, explica a multinacional ao Guia.

A produção de oxigênio e seu envase na fábrica da Colorado não têm um prazo estipulado para terminar, sendo realizados enquanto houver demanda na região de Ribeirão Preto por oxigênio. “A operação ocorrerá enquanto a situação de oxigênio das unidades da região estiver crítica”, destaca a Ambev.

Apesar de reservar um espaço na estrutura da sua fábrica em Ribeirão Preto, a companhia garante que a ação excepcional não terá efeitos relevantes na produção de bebidas no local, que continuará sendo realizada. “Não teremos impacto na cervejaria, que está dando todo o suporte necessário para a instalação e operação.”

Fase emergencial
O governo estadual prorrogou na última sexta-feira a fase emergencial do Plano São Paulo, o programa de enfrentamento à pandemia do coronavírus, até 11 de abril. As medidas mais rígidas de restrição de circulação e atividades estão em vigor nas 645 cidades do estado, tendo sido adotadas a partir de 15 de março.

A fase emergencial determina toque de recolher entre 20h e 5h, com a adoção de medidas mais restritivas, como a proibição de retiradas presenciais de produtos em bares, por exemplo. Lojas e restaurantes só podem fazer entregas a clientes dentro de veículos (drive-thru) ou por entrega em sistema de delivery, por telefone ou aplicativo.

De acordo com o boletim epidemiológico divulgado na última sexta-feira, Ribeirão Preto somava 1.467 falecimentos e aos 60.576 infectados pelo coronavírus. E 93% dos 285 leitos UTI Covid-19 da cidade estavam ocupados, incluindo públicos e particulares. Já os leitos de enfermaria Covid-19 possuíam ocupação de 86% dos 285 disponíveis para uso.

Balcão do Advogado: Sommelier incluído na CBO – Qual é o próximo passo?

Balcão do Advogado: Sommelier incluído na CBO – Qual é o próximo passo?


A titulação “Sommelier de Cerveja” foi finalmente incluída na Classificação Brasileira de Ocupações (CBO). Tal fato, conquistado com o auxílio da Associação Brasileira da Cerveja Artesanal (Abracerva), é uma verdadeira conquista do mercado cervejeiro brasileiro e, principalmente, dos sommeliers.

A contemplação da atividade profissional de sommelier de cerveja na CBO gera visibilidade, além de reconhecer e valorizar os profissionais da área. Outrossim, pode auxiliar no procedimento de regulamentação, uma vez que os seus dados criam estatísticas e podem servir de subsídio na fundamentação de propostas a serem levadas ao Congresso.

É importante explicar, contudo, que a profissão de sommelier de cerveja ainda carece de regulamentação, haja vista que todas as tentativas até o momento falharam no Brasil.

A carência de regulamentação específica não impede o exercício da profissão pelos sommeliers de cerveja, mas uma legislação mais específica contribuiria ainda mais para a valorização da profissão, que, por consequência, refletiria em maiores remunerações e benefícios.

Através da regulamentação, haveria também uma definição clara das atribuições do profissional, seus deveres e direitos. Assim, poderiam ser criadas mais exigências em relação à formação profissional e cursos complementares, como já ocorre em outros países, qualificando ainda mais os profissionais e ajudando a alavancar o mercado cervejeiro como um todo.

Ainda, seria importante a criação de um modelo alternativo que possibilite a contratação destes profissionais sem vínculo empregatício, sob a forma de um contrato de parceria, garantindo maior liberdade às partes, com a criação de uma figura jurídica de prestador de serviços específica, sem o prejuízo da assistência ao trabalhador e da garantia de uma relação clara e franca com o tomador de serviços.  

A criação dessa figura jurídica não teria como finalidade extinguir a figura dos sommeliers celetistas, mas sim de estabelecer a possibilidade de contratação destes profissionais como autônomos, com regras e requisitos próprios, para prestarem seus serviços com a contrapartida de um pagamento a título de honorários.

Atualmente, a CLT demanda uma condição que muitas vezes desencoraja as empresas e as cervejarias no momento das contratações. 

Estes profissionais, normalmente dotados de alto grau de conhecimento técnico e especializado, muitas vezes prestam serviços a vários estabelecimentos, além de manterem empresas próprias, prestando serviços com total autonomia e liberdade. Assim, geralmente, não é vantajoso manter vínculo empregatício, haja visto que os contratos na modalidade pessoa jurídica evidenciam grande vantagem financeira, com previsão de ganhos fixos mensais bem superiores à remuneração celetista, sem incidência de deduções.

Neste aspecto, aliás, destaca-se que já há maioria no STF (na ADC nº 66) para declarar que é constitucional a aplicação do regime fiscal e previdenciário de pessoa jurídica – e não da pessoa física – a prestadores de serviços intelectuais, inclusive de natureza científica, artística ou cultural, em caráter personalíssimo ou não, nos termos do artigo 129 da Lei 11.196/2005.

Embora seja aplicada normalmente para celebridades, artistas e jogadores de futebol, a posição adotada pelo Supremo deixa claro que a abertura de empresa por profissionais (qualquer um que preste serviços intelectuais, como é o caso) e a tributação como pessoa jurídica é perfeitamente válida e de acordo com o ordenamento jurídico. 

Dessa forma, os sommeliers de cerveja poderiam escolher a opção mais benéfica para si, dando mais autonomia para administrarem suas vidas profissionais.

Assim, fica claro que a notícia do reconhecimento da atividade profissional do sommelier de cerveja na CBO é extremamente positiva e alvissareira, mas consiste apenas em um degrau vencido na batalha pela regulamentação da profissão.


André Lopes e Cristiano Távora são sócios do escritório Lopes, Verdi & Távora Advogados e criadores do site Advogado Cervejeiro

14 lançamentos de cervejas artesanais brasileiras em março

O mês de março foi repleto de lançamentos de cervejarias artesanais, principalmente porque muitas marcas apostaram em rótulos comemorativos. Assim, o que se viu foram homenagens envolvendo datas marcantes, como o Dia Internacional Mulher, em 8 de março, lembrado pela Goose Island e pela Colonus.

Essas duas cervejarias, inclusive, homenagearam outra celebração do período, o St. Patrick’s Day, festejado no dia 17. A Colonus, localizada na região serrana do Rio, ainda festejou o aniversário da sua cidade, Petrópolis. E a Küd apresentou seu novo rótulo com o nome do novo single da banda de metal Eminence, de Belo Horizonte.

Leia também – Confira boas opções de cervejas para harmonização na Páscoa

Confira abaixo 14 lançamentos de cervejas artesanais em março:

Brewpoint
A Cervejaria Brewpoint, de Petrópolis e integrante da Rota Cervejeira RJ, apresentou a Red Ale, o sétimo rótulo da sua linha. A Brewpoint Red Ale segue o estilo Irish Red Ale: é uma cerveja vermelha acobreada, de média carbonatação e com 4,3% de teor alcoólico. Seu aroma possui leve tostado dos maltes e toffee e traz o amargor dos tradicionais lúpulos ingleses terrosos, com 22 IBUs.

Bodebrown
A Bodebrown trouxe em março um rótulo inspirado no umbu, a Lupulol Umbu, do estilo Hazy Pale Ale. A nova integrante da linha Lupulol da marca curitibana tem doses elevadas de lúpulo, 6,1% de graduação alcoólica e baixo amargor, com 25 IBUs. Os dois lúpulos utilizados são o Galaxy, australiano, e o Mosaic, norte-americano. A polpa do umbu entra na receita, garantindo um toque refrescante, adocicado e levemente azedo.

Colonus
Em comemoração ao Dia Internacional da Mulher, ao aniversário de Petrópolis e ao St. Patrick’s Day, datas celebradas em março, a Cervejaria Colonus, da cidade serrana e integrante da Rota Cervejeira RJ, lançou a Colonus IPA65. O rótulo é uma  American IPA de 6,5% de graduação alcoólica. Leva notas cítricas que remetem a cascas de laranja e caramelo.

Demonho
A cervejaria Demonho, de Santos, trouxe três lançamentos de cervejas artesanais em março, sendo todos com foco no lúpulo e dentro do estilo IPA. São eles: Cabra da Peste (nova versão dessa Juicy IPA com cajá e coco; tem 6,5% de graduação alcoólica e 40 IBUs), Inferno Tropical (Double Juicy IPA com 8,2% de graduação alcoólica e 65 IBUs) e Distopia (West Coast IPA com 7% de graduação alcoólica e 60 IBUs).

Doutor Duranz
A microcervejaria Doutor Duranz, instalada em Petrópolis e integrante da Rota Cervejeira RJ, acaba de lançar sua New England IPA. Ela é turva e com coloração dourada, com graduação alcoólica de 7,5%, corpo médio a alto e amargor equilibrado. O  destaque, segundo a fabricante, está nos lúpulos utilizados na sua produção, como Amarillo, Columbus e Galaxy, que conferem notas tropicais a essa cerveja que tem aroma de frutas cítricas, como manga e maracujá.

Goose Island
A Goose Island realizou dois lançamentos de cervejas artesanais em março. Um deles foi a Marina Tangerina, uma homenagem da marca para todas as mulheres do universo cervejeiro. Criada por Marina Pascholati, a bebida é uma American Lager com raspas de tangerina, refrescante, com coloração dourada e um sabor delicado de maltes. A receita apresenta 30 IBUs e 4,5% de graduação alcoólica. A marca também apresentou a PatriXStout para celebrar o St. Patrick’s Day. Em edição limitada, essa cerveja – uma Export Stout – é encorpada, com coloração escura e sabor marcante com notas de chocolate, malte tostado e torra de café. A bebida apresenta 35 IBUs e 6,1% de teor alcoólico.

Küd
Em março, a Küd apresentou a Eminence – Dark Echoes, uma cerveja desenvolvida em homenagem ao álbum recém-lançado com o mesmo nome da banda de metal de Belo Horizonte. O rótulo é uma Double Hoppy Red Ale com perfil seco e cor bem avermelhada. A bebida tem sabor caramelado dos maltes especiais que se misturam à potência lupulada.

Latido
A Cervejaria Latido Ale House lançou o rótulo Sirius, uma West Coast Stout com seleção de seis maltes e cevada torrada. Apresenta perfil tostado e lupulado, com chocolate, café, notas picantes, cítricas e frutadas se mesclando e criando diversas camadas de sabor. O lúpulo Ekuanot foi adicionado em late hopping e dry hopping. Tem graduação alcoólica de 6% e 50 IBUs.

Nacional
Dentro do projeto Musas do Verão, a Cervejaria Nacional lançou a Lélia, criada por Eneide Gama, Melissa Miranda (ambas da Benedita) e Carol Chieranda (da Trilha). Trata-se de uma Saison preparada com seriguela e manjericão-limão. O nome é uma homenagem a Lélia Gonzalez, intelectual, ativista e pioneira nos estudos de gênero e cultura negra no Brasil. Já a seriguela é uma referência ao Nordeste.

Rota Imperial
A Rota Imperial, de Guapimirim (RJ), em mais uma homenagem relacionada diretamente ao Dia Internacional da Mulher, lançou a Eva, uma Session IPA que homenageia a filha da cervejeira da marca, Paula Pampillón. Ela tem 4,9% de graduação alcoólica e 40 IBUs.

Suricato
A Suricato apresentou a Que Papapagaiada É Essa?, uma Hazy Double IPA com maltodextrina. O rótulo conta com Centennial, Bravo, considerado um dos lúpulos que tem mais compostos que permanecem na cerveja, trazendo ainda mais aroma para o produto, e Idaho Gem, que oferece um caráter de fruta madura, amarela e de caroço, além de um toque de capim limão. Tem 8,2% de graduação alcoólica.

Menu Degustação: Projeto fotográfico da Beck’s, reality da Eisenbahn…

Em meio à fase mais crítica da pandemia do coronavírus, o setor cervejeiro tem buscado alternativas para seguir com as atividades e incrementá-las para o período em que não existirem mais restrições. Entre as grandes marcas, a Eisenbahn abriu inscrições para o Mestre Cervejeiro, que terá uma edição adaptada em 2021, enquanto a Beck’s criou um projeto fotográfico para retratar São Paulo em imagens que vão estar expostas em bares da cidade.

Em outras frentes, a Rio Mais Cerveja fechou parceria para ter uma plataforma digital que promete estimular o turismo cervejeiro. E a Bodebrown passa a vender growlers das suas bebidas no sistema de delivery.

Leia também – Produção de oxigênio hospitalar pela Ambev poderá atender 166 pessoas por dia

Confira essas e outras novidades da semana cervejeira no Menu Degustação do Guia:

Mestre Cervejeiro da Eisenbahn
Os interessados em participar da 11ª edição do Eisenbahn Mestre Cervejeiro podem realizar suas inscrições até 24 de abril. Para isso, precisam enviar amostras de uma Vienna Lager, o estilo tema do próximo reality, que foi cancelado em 2020 por causa da pandemia do coronavírus. Elas serão analisadas por uma equipe de sommeliers e mestres-cervejeiros do Instituto da Cerveja Brasil. Os produtores caseiros poderão enviar um vídeo contando curiosidades sobre o que acontece nos bastidores dos processos artesanais. Serão escolhidos cinco participantes que irão direto para a final. Esta edição será digital, com transmissão pelo YouTube da Eisenbahn, e contará com um participante de cada região do país, que já entram como finalistas do programa. O vencedor terá a oportunidade de ter seu rótulo lançado pela marca e ganhará um tour cervejeiro pela Alemanha. As inscrições devem ser feitas no site do reality.

“Há 10 anos a Eisenbahn vem investindo no concurso Eisenbahn Mestre Cervejeiro, que valoriza o mercado de cervejas artesanais e os microcervejeiros. A marca entende que é importante dar visibilidade ao segmento e estimular o consumo de novos estilos. Este ano vamos para a 11ª edição e vimos o quanto construímos credibilidade, tradição e aderência no universo cervejeiro, por meio desta iniciativa da marca”, explica Eduardo Picarelli, diretor de marketing da marca.

Projeto fotográfico da Beck’s
A Beck´s convidou 25 fotógrafos para retratar São Paulo através das lentes de suas câmeras no projeto intitulado Beck’s&Art, que uniu os profissionais a 16 bares que instalaram as obras para receber o público quando suas portas voltarem a abrir. Mas os olhares já podem ser vistos nas redes sociais da Beck’s e dos artistas convidados para participarem do projeto fotográfico. “Pensando como poderíamos contribuir com os nossos parceiros, artistas e bares, e inspirados pela cena cultural de São Paulo, trouxemos esse projeto Beck´s&Art para fomentar a conexão entre eles e provocar o público a encarar a cidade pelo olhar desses artistas”, diz Isabel Frozoni, gerente de marketing regional da cerveja Beck´s.

Parceria da Rio Mais Cerveja
O Rio Mais Cerveja firmou parceria com a C2Rio Tours & Travel, operadora de turismo especializada em passeios e transfers regulares e privados no Rio de Janeiro. O objetivo é o desenvolvimento de uma plataforma digital para dinamizar e facilitar o acesso às experiências turístico-cervejeiras no estado. Com previsão de lançamento ainda no primeiro semestre deste ano, a plataforma Rio Mais Cerveja vai ser um meio para simplificar o processo de compra e venda de experiências cervejeiras, desde a degustação de cervejas com menu harmonizado na cidade do Rio de Janeiro até um passeio bate-volta às principais cervejarias da Serra Fluminense, por exemplo. “Nossa parceria é estratégica para o impulsionamento do turismo cervejeiro no estado. Estamos mantendo um relacionamento próximo com todo o ecossistema, planejando as ações de forma coordenada, sempre atentos ao comportamento do consumidor”, ressalta Camila Mattos, co-criadora do Rio Mais Cerveja.

Delivery de growlers da Bodebrown
Em um período de quarentena mais restrita, a Bodebrown lançou seu delivery de growlers, que pode ser pedido pela loja virtual da cervejaria, de segunda a sábado. Os preços começam nos R$ 25 e não será cobrada taxa de entrega para compras acima dos R$ 59. Os pedidos até 13 horas são entregues no mesmo dia.

Trainee da CBCA
A 1ª edição do programa de trainee da Companhia Brasileira de Cerveja Artesanal (CBCA) teve 3.348 inscritos na etapa inicial do processo seletivo, com 45% de candidatas mulheres e 55% de homens, vindos de 25 estados. São Paulo, Rio de Janeiro, Campinas, Belo Horizonte e Salvador foram as cidades com mais inscritos. As vagas são para as unidades de Piracicaba (SP) e Pomerode (SC). A segunda etapa do processo, que terá outras duas, vai até 5 de abril. E o início dos trainees será em 2 de maio.

Nova casa da Sampler
A Sampler inaugurou o seu centro de experiências em Petrópolis. São 13 torneiras experimentais, com produções próprias e de cervejarias parceiras, além de uma loja de insumos e souvenirs e de uma mini-escola cervejeira. O local terá capacidade para 50 pessoas.

Confira boas opções de cervejas para harmonização na Páscoa

O Brasil passa pelo seu pior momento desde o começo da pandemia do coronavírus. Mais uma vez, tradicionais datas terão suas celebrações adaptadas para essa nova realidade, casos da Sexta-Feira Santa, em 2 de abril, e da Páscoa, no domingo seguinte, dia 4. Mas nem por isso deixará de haver boas cervejas para aproveitar esse momento.

Pensando nisso, o Guia preparou um roteiro com quatro cervejas que harmonizam perfeitamente com diversas opções de pescado e, claro, com o tradicional chocolate da Páscoa. Rótulos que podem ser adquiridos pelo sistema de delivery nesse momento de restrição da circulação e do funcionamento dos bares.

Aproveite a experiência de saborear cervejas na Páscoa e explore novas opções, celebrando esse período com bons rótulos, no conforto e na segurança das suas casas.

Leia também – 5 opções de delivery em São Paulo para beber boas cervejas em casa

Confira abaixo 4 opções de cervejas para harmonização na Páscoa selecionadas pelo Guia:


Alma, da Hocus Pocus

A cerveja Alma é uma Oat Lager leve da Hocus Pocus. A bebida tem 4,4% de graduação alcoólica, corpo cremoso igual a um chope e maltes que servem como base para os lúpulos frescos. Nenhum ingrediente é protagonista. Para a Páscoa, o rótulo harmoniza justamente por seu perfil suave, que combina com a leveza dos peixes, sem criar uma disputa de sabores e ajudando a destacar suas personalidades marcantes. A Alma pode ser entregue pela Hocus Pocus no Rio de Janeiro e em São Paulo.

Endereço: Rua 19 de Fevereiro, 186 – Rio de Janeiro (RJ).
E-mail: contato@cervejariahocuspocus.com.br
Telefone: (21) 96761-2481



Ariranha, Cia de Brassagem Brasil

A Ariranha, da Cia de Brassagem Brasil, é uma Tropical Stout de corpo leve, complexa e intensa. A bebida tem dulçor e notas amadeiradas de amburana. A novidade fica por conta da versão em lata, não pasteurizada, potencializando sua experiência. Por trazer notas de café, chocolate amargo e notas amadeiradas, a bebida harmoniza com os ovos de Páscoa e diversos estilos de chocolates. A entrega é sem taxa para a cidade de São Paulo, mas as demais regiões estão sujeitas à cobrança.

Endereço: Rua Herwis, 188 – São Paulo (SP).
E-mail: contato@ciadebrassagembrasil.com.br
Telefone: (11) 98540-4998



Isi Witbier, da Cervejaria Zuraffa

Isi (calor em turco) é uma cerveja que leva trigo malteado, com casca de laranja e especiarias, o que a torna refrescante e suave, leve de beber e excelente opção para os dias quentes. O rótulo da Zuraffa é ideal para a Páscoa porque harmoniza com as opções de pescado. A entrega pode ser feita em toda a cidade de São Paulo.

Endereço: Rua Artur de Azevedo, 1902 – São Paulo (SP).
E-mail: zuraffa@cervejariazuraffa.com.br
Telefone: (11) 96179-5878



Stout Coco, da Mago do Malte

A cerveja Stout Coco traz na receita o coco queimado, o que lhe confere sabor e aroma bastante diferenciados, tendo sido planejada para lembrar o famoso chocolate Prestígio. Ela é encorpada, com a espuma sendo muito abundante e espessa. Para a Páscoa, a Mago do Malte apostou no rótulo porque tem aromas de café, chocolate e coco queimado. Ela harmoniza com chocolates e sobremesas com chocolate. A entrega da bebida é realizada em todo o território nacional.

Endereço: Av. Joaquim Constantino, 8000 A – Presidente Prudente (SP).
E-mail: sandra@landbier.com.br
Telefone: (18) 98137-0085



Os efeitos da profissionalização do sommelier de cervejas ao setor

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Uma reivindicação histórica dentro do setor de artesanais será, enfim, atendida. A função de sommelier de cervejas vai ter o reconhecimento de profissão a partir de 2022, sendo incluída na Classificação Brasileira de Ocupações (CBO), do Ministério da Economia.

A titulação sommelier de cerveja – além de sommelier de cachaça e sommelier de saquê – será incluída com o código 5134-10, na família ocupacional 5134, que trata dos trabalhadores no atendimento em estabelecimentos de serviços de alimentação, bebidas e hotelaria. E a decisão animou os profissionais do segmento, que, consultados pela reportagem do Guia, a celebram como uma importante conquista.

Para eles, importantes aspectos poderão ser melhorados na atuação cotidiana a partir do reconhecimento do sommelier de cervejas como uma profissão. Neles, estão inseridos a uniformização – que poderá redundar em maior valorização da categoria -, a evolução da atividade, o aumento da credibilidade dos envolvidos na função e a chance de se ajudar na inclusão e democratização do setor.

“As demandas passam pelo reconhecimento efetivo no mercado, pela empregabilidade e pela valorização da atividade. Isso leva tempo, mercado e profissionais em franco amadurecimento”, argumenta Cilene Saorin, sommelière, mestre-cervejeira e diretora de educação da Doemens Akademie para América Latina e Península Ibérica, lembrando que a profissão surgiu no mundo apenas em 2004.

Leia também – Sommelier de cerveja ganha de 3 a 10 mínimos, mas 64% não trabalham na área

“É uma profissão extremamente jovem aqui no Brasil. Penso que a principal demanda é o reconhecimento por lei dessa profissão e, por conseguinte, uma uniformização, o que facilitará o exercício do trabalho e a maior unidade entre os profissionais até para se buscar políticas públicas e maior valorização da categoria”, acrescenta a sommelière Sara Araújo.

Já Ivan Tozzi, sommelier e fundador da Three Hills Cervejaria, aponta que a profissão tem uma série de desafios, que começam na sequência da formação, com a dificuldade de se encontrar um emprego. Mas, para ele, a busca por melhorias coletivas, como a adoção de um piso salarial, se torna mais factível a partir de agora.

“O que precisamos é aproveitar essa oportunidade para nos organizar enquanto profissionais e exigir pisos e melhores condições para atuação real”, destaca Tozzi, também avaliando que pode haver mudanças positivas na grade curricular da formação desse profissional.

Tornar o sommelier de cervejas uma profissão vai trazer, ainda, segundo ele, credibilidade para quem atua na área, além de exigir mais qualidade. “De repente, também pode levar a uma maior fiscalização de quem hoje atua levando o nome de sommelier, mas sem formação ou mesmo uma experiência necessária”, comenta o fundador da Three Hills.

O sommelier Daniel Lima, por sua vez, concorda que o reconhecimento da função trará visibilidade aos profissionais, resultando em oportunidades e credibilidade, o que pode exigir esse “rigor maior” no desempenho da função.

“O reconhecimento de que existe essa categoria, digamos, empurra e abre espaços dentro da cadeia de alimentos e bebidas. Então, é importante no cenário brasileiro onde o número de cervejarias aumentou quase dez vezes em uma década. Não só para fazer essa interface com o consumidor, mas até para garantir que essa produção possa também ter o aconselhamento e a visão crítica de um sommelier de cerveja”, aponta Daniel.

Amadurecimento do setor
Na visão da sommelière Natália Noronha, a inclusão também é um passo importante para toda a cadeia cervejeira. “Isso ajuda todo o setor, que vai poder contar com colaboradores cada vez mais capacitados e qualificados para a função”, argumenta a sommelière da rede Mestre-Cervejeiro.com.

Cilene Saorin também acredita que a profissionalização do sommelier de cervejas pode representar um passo importante para consolidar o segmento de artesanais no Brasil. “Essa profissão tem se apresentado essencial na construção de um público gastronômico maduro em relação à cultura das cervejas. O reconhecimento da categoria ‘Sommelier de Cervejas’ no CBO é um passo importante na consolidação dessa profissão no Brasil”, diz a diretora da Doemens Akademie para América Latina e Península Ibérica.

A democratização é outro fator importante que pode ser atingido com a medida. Mais do que apenas o reconhecimento da profissão de sommelier de cervejas, segundo Daniel Lima, a ampliação do mercado de trabalho e a melhoria das oportunidades passam pela necessidade de o setor de artesanais se tornar mais inclusivo, com a entrada das classes C e D no segmento.

Para ele, essa inclusão passa, também, pela capacidade do sommelier de cerveja de se comunicar com quem ainda não faz parte do setor. “É uma relação dialética. Ao mesmo tempo, o sommelier vai ser formado e ter a medida que esse público se amplia. Mas, ao mesmo tempo, esse público que se amplia vai depender do sommelier de cervejas, não como uma elite, e sim como um discurso que possa abrir as portas das especiais para estes novos públicos”, explica Daniel.

Funções da profissão
Entre as atribuições do sommelier de cervejas estão a organização de eventos de harmonização e degustação, a elaboração de cartas de cerveja, o acompanhamento da qualidade da bebida no ponto de venda, o treinamento de equipes de atendimento e a seleção de rótulos para distribuidoras e importadoras, além da orientação do consumidor para um consumo que priorize a qualidade.

“Não é somente fazer avaliações sensoriais do produto, falar sobre cervejas e cultura cervejeira em geral, o que já demanda um conhecimento profundo. Mas, também, precisa saber conduzir todo o serviço corretamente, controlar o manuseio de equipamentos (como chopeiras ou câmara fria). Basicamente, você está lidando com manipulação de um produto alimentício e, para entregar isso para alguém, precisa ser seguro”, analisa Natália Noronha. “Algumas pessoas entram nessa área por gostar de beber cerveja, mas o dia a dia é muito diferente disso.”

Já Sara Araújo avalia que o reconhecimento da existência de uma ocupação é um passo significativo, uma vez que hoje, no Brasil, a única categoria de sommelier reconhecida por lei é a do vinho, instituída em 2011. E lembra que ainda há passos a serem dados para a regulamentação da profissão de sommelier de cervejas.

“A CBO não tem caráter normativo e, sim, classificatório. É bastante pertinente consignar que tudo é político e os próximos passos para regulamentação da profissão terão que ser feitos por lei, cujos trâmites passam pelas casas legislativas e são submetidos à sanção do/a presidente/a da República”, ressalta Sara.

A CBO centraliza, descreve e classifica todas as profissões do mercado de trabalho brasileiro. E, para a coordenadora de sommelieria da Escola Superior de Cerveja e Malte (ESCM), Fernanda Bressiani, a conquista reflete o momento de expansão do setor de cervejas artesanais no Brasil.

“De 2010 para 2019, o número de cervejarias passou de 226 para 1.209, de acordo com o Mapa. A quantidade de marcas e opções praticamente quintuplicou em uma década. O sommelier de cervejas tem um papel fundamental nesse mercado, já que faz a interface da produção com o consumidor. É um disseminador muito importante da cultura cervejeira. Portanto, esse é um reconhecimento para todos que integram essa cadeia”, finaliza Fernanda Bressiani.

Unidas, cervejarias da Rota RJ atuam para incrementar turismo no pós-pandemia

O início de 2021 trouxe um desafio extra para as cervejarias: em um cenário de crise, planejar os próximos passos enquanto a pandemia do coronavírus parece ter atingido um nível de descontrole no país. É nesse contexto que as marcas que compõem a Rota RJ têm intensificado a união para encarar esse período difícil e estarem prontas quando as atividades puderem ser retomadas sem restrições e medo.

A impossibilidade de ampliar o turismo cervejeiro, uma das atrações para quem costuma visitar a região serrana do Rio, também leva as marcas a se prepararem para quando isso for viável, acreditando que a atividade – ainda que mais regionalizada – terá forte demanda ao fim da pandemia, como avalia a coordenadora da Rota RJ, Ana Cláudia Pampillón.

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“Aproveitamos para revisitar planos anteriores onde podemos trabalhar alguns pontos que antes não conseguimos, como, por exemplo, aproveitar o turismo ‘em pausa’ para buscarmos parceiros que nos ajudem a co-criar materiais gráficos que poderemos utilizar para despertar o encantamento do nosso projeto de visitação das cervejarias e municípios da região serrana fluminense. Pensando principalmente que, em um retorno do turismo, o próprio estado do Rio será um consumidor potencial das nossas experiências”, comenta a coordenadora da Rota RJ.

Ana Pampillón reconhece que a gravidade da pandemia impõe desafios inéditos para a operação das cervejarias e até a sobrevivência delas. Mas confia que, passado esse período difícil, haverá um incremento do turismo cervejeiro. Além disso, destaca que o plano de realização de festivais, que foi paralisado em função da pandemia, será retomado.

“Um ano que será ainda difícil para a sobrevivência das cervejarias, mas, sem dúvida, já temos planos para na retomada incrementar ainda mais as experiências turísticas cervejeiras. E pretendemos dar sequência aos festivais proprietários que estavam no calendário de 2020. Com certeza serão festivais para lavar a alma. E com cerveja, de preferência”, destaca ela.

Para Ana Pampillón, contudo, não há qualquer perspectiva para um cenário melhor para a sociedade e as cervejarias antes da metade de 2021. Por isso, a atuação coletiva – foco que já pautava as componentes do grupo – tem sido reforçada nesse momento adverso.

“Fazer esse planejamento estratégico em ano de pandemia e sem expectativas de melhora pelo menos até o segundo semestre se tornou um desafio ainda maior”, pondera. “Sendo assim, nossos objetivos foram pautados na manutenção do esforço coletivo do grupo em manter a união, de maneira que possamos buscar melhores negócios para o grupo em geral. Nesse momento, acredito que pequenas ações se tornam grandes ações.”

Aperfeiçoamento e parcerias
Se o cenário para o setor será complicado nos próximos meses, Ana Pampillón faz uma ressalva importante: as cervejarias que compõem a Rota RJ estão mais bem preparadas para realizar o atendimento por modalidades que cresceram desde o início da pandemia. É o caso da venda por delivery, atividade que vem sendo essencial em 2021.

“Continuamos aperfeiçoando o que nos foi imposto no início da pandemia, que foi o delivery, o e-commerce, o take away, etc. No primeiro momento, muitos não estavam preparados para essa virada de chave. Hoje se tornou a principal fonte de receita, essa venda direta ao consumidor”, detalha a coordenadora da Rota RJ.

Ela lembra, ainda, que as parcerias fortalecidas pela pandemia não envolveram apenas as marcas artesanais que compõem a Rota, mas também mobilizaram alguns dos maiores grupos cervejeiros do país nos últimos meses.

Saiba mais sobre a Rota Cervejeira RJ em nosso Guia do Mercado

“Boas parcerias foram realizadas entre as grandes cervejarias e as pequenas, quando as grandes abriram a possibilidade de comercialização dentro do grande portal de vendas delas onde, antes, só eram comercializadas cervejas próprias. Sites como o Empório da Cerveja (Ambev) e o Bom de Beer (Grupo Petrópolis) abriram suas portas para receber e ajudar as cervejarias de pequeno porte”, finaliza Ana Pampillón.

Produção de oxigênio hospitalar pela Ambev poderá atender 166 pessoas por dia

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A Ambev anunciou a adaptação de uma parte da fábrica da Colorado, em Ribeirão Preto (SP), para produzir e envasar oxigênio hospitalar que deve atender até 166 pessoas por dia, de acordo com as suas estimativas. A empresa revelou a iniciativa de ter uma usina de oxigênio hospitalar na sua fábrica, com capacidade para produzir até 120 cilindros de 10 m³ por dia.

Para isso, seus funcionários trabalharão em turnos para garantir a produção 24 horas por dia. A ação acontece em um momento dramático da Covid-19 no Brasil, com falta de insumos básicos, e ajudará o estado de São Paulo nos tratamentos contra a pandemia.

Nas últimas 24 horas, o estado de SP registrou 1.021 mortos e as UTIs já estão 85% acima do pico de ocupação de 2020. Na tentativa de encontrar mais ajuda, o governador João Doria participou, na última segunda-feira, de uma reunião virtual com fornecedores de gases hospitalares e demais empresas que podem contribuir com a produção e a logística de oxigênio, incluindo a Ambev.

No encontro, a companhia apresentou um prazo de 10 dias para montar uma usina exclusivamente dedicada ao envase de oxigênio. O tempo é necessário para a Ambev realizar a aquisição dos equipamentos a serem utilizados na estrutura a ser montada em Ribeirão Preto.

E, com esse auxílio, através da fábrica da Colorado, a multinacional se junta a um time de cervejarias que estão ajudando neste momento da pandemia. No Paraná, por exemplo, as marcas Insana, Craft Beer e Schaf Bier se reuniram para doar cilindros de oxigênio ao Hospital de Clevelândia (PR) com a intenção de ajudar no tratamento de pacientes infectados e internados no local.

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Em São Paulo, a iniciativa de Ambev se insere na busca do governo estadual para mobilizar a iniciativa privada em busca do o fornecimento do gás hospitalar e dos cilindros necessários para a criação de novos leitos – para os já existentes está assegurado o fornecimento de oxigênio.

“Em reunião coordenada pelo governador João Doria, fornecedores garantiram o abastecimento de oxigênio para os leitos de UTI do nosso estado. Esse esforço do governo de São Paulo é para atender a rede estadual de hospitais, mas também leva em conta a rede de hospitais públicos municipais, a rede de entidades filantrópicas, as nossas santas casas, e também a rede privada”, informou o vice-governador Rodrigo Garcia, em entrevista coletiva no Palácio dos Bandeirantes.

Durante a reunião, as empresas que fornecem gases hospitalares em São Paulo informaram que honrarão os contratos vigentes, inclusive considerando a ampliação já realizada na estrutura hospitalar em razão da abertura dos novos leitos para atendimento dos pacientes com Covid-19. O desafio é atender à nova demanda de oxigênio para abastecer os leitos adicionais previstos para os próximos dias.

Iniciativa privada
Os hospitais estaduais possuem usina própria ou grandes tanques de oxigênio que realizam o atendimento da maior parte dos pacientes. Já UPAs, UBSs e hospitais de cidades de pequeno porte, em geral, possuem estruturas menores e dependem da utilização de cilindros, que estão escassos em todo o país. Em razão disso, o governo estadual encaminhou pedidos às indústrias para que os cilindros sejam devidamente higienizados e convertidos ao uso hospitalar.

“Nós estamos fazendo um grande chamamento ao setor privado, para que aqueles que possuem cilindros de oxigênio possam doar ou emprestar para o estado. O objetivo é atender a todos os municípios que precisam de oxigênio o mais rápido possível”, destacou o presidente da InvestSP, Wilson Mello.

Os cilindros de oxigênio são utilizados em atividades industriais diversas como nos setores naval, automotivo, petroquímico, cervejeiro e metalúrgico, entre outros. A expectativa é de que, nos próximos dias, as empresas possam doar cerca de 3 mil cilindros para contribuir com o enfrentamento da pandemia do coronavírus.

A ação do governo paulista sensibilizou grandes empresas que já aderiram ao chamamento para um esforço conjunto no fornecimento de oxigênio para os pacientes graves contaminados pelo coronavírus. Além da Ambev, a Copagaz também se comprometeu a realizar a adaptação da frota já utilizada no transporte de botijões de gás, para a distribuição dos cilindros que forem doados, assim como para a logística de abastecimento das unidades de saúde. O acordo de disponibilização da frota também será realizado sem custos para o estado e os municípios.