A produção de bebidas alcoólicas apresentou crescimento em outubro, segundo a Pesquisa Industrial Mensal (PIM), divulgada pelo IBGE. A fabricação do segmento saltou 6,9% em comparação ao mesmo período do ano anterior. Foi, assim, o quinto mês consecutivo de expansão.
Essa sequência deixa a indústria de bebidas alcoólicas próxima de retomar aos níveis de atividade que antecederam a fase inicial da pandemia do coronavírus, quando suas atividades praticamente ficaram paralisadas. Por conta disso, ainda há retração da produção do segmento no acumulado do ano, com queda de 0,5%. Mas, nos últimos 12 meses, o saldo passou a ser positivo em 0,2%.
A fabricação de bebidas em geral, por sua vez, cresceu 9,9% em outubro na comparação com o mesmo período do ano anterior. Mas os números são negativos no acumulado deste ano, em 2%, e em 0,4% no somatório dos últimos 12 meses.
A produção de bebidas não-alcoólicas também registrou dados positivos em outubro. A fabricação do segmento cresceu 13,2% em comparação ao mesmo mês de 2019. Já no acumulado dos dez primeiros meses do ano, há queda de 3,7%. E, nos últimos 12, o indicador está negativo em 1,2%.
Bebida puxa indústria A expressiva expansão da produção de bebidas foi acompanhada, dessa vez, por um ritmo bem menos intenso da indústria nacional, que cresceu somente 1,1% em outubro na comparação com setembro, segundo o IBGE. E foi exatamente o segmento um dos principais responsáveis por essa expansão.
“Entre as atividades, destacam-se as influências positivas de Coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (7,2%), Máquinas e equipamentos (9,4%), Bebidas (9,9%) e Produtos de minerais não metálicos (9,8%) e negativas de Veículos automotores, reboques e carrocerias (-14,6%) e Indústrias extrativas (-6,0%)”, afirma o IBGE.
Foi a sexta alta mensal seguida da produção industrial brasileira. E, com o resultado acumulado de 39% nesse período, o setor está 1,4% acima do patamar de fevereiro, antes da pandemia da Covid-19. Em relação a outubro de 2019, a indústria cresceu apenas 0,3%. Além disso, o setor industrial brasileiro acumula recuo de 6,3% no ano. Já nos últimos 12 meses, a produção caiu 5,6%.
Gerente da pesquisa, André Macedo destaca que o crescimento de outubro refletiu um comportamento diferente dos últimos meses, quando os avanços eram disseminados entre os ramos. Desta vez, 15 dos 26 ramos pesquisados mostraram alta na produção, contra 22 dos 26 de setembro.
“Mesmo com essa sequência de altas e a recuperação ao patamar de fevereiro, o acumulado do ano ainda é negativo”, acrescenta Macedo. Na comparação com o nível recorde de produção, alcançado em maio de 2011, a indústria ainda se encontra 14,9% abaixo.
Lutar contra o discurso negacionista e usar a educação como forma de mudança de mentalidades e comportamento. Essas duas frentes foram apontadas como fundamentais para acabar com o preconceito na sociedade e no setor cervejeiro durante a mesa redonda que abriu o Beer Summit, “Como podemos combater o racismo nosso no dia a dia?”, mediada por Eduardo Sena e com as participações da sommelière Sara Araújo e de Diego Dias, sócio-fundador da cervejaria Implicantes.
Realizado na última sexta-feira, o debate marcou o início das atividades do Beer Summit, o maior evento online de conhecimento cervejeiro da América Latina, tendo sido idealizado e organizado por mulheres. Ele vai até o próximo domingo, com grandes nomes do mercado se conectando com o público para troca de conhecimento em busca de um universo cervejeiro com mais diversidade e pluralidade.
E, para marcar seu início, o Beer Summit trouxe um debate crucial ao mercado cervejeiro. Afinal, tanto a Implicantes quanto Sara foram alvos recentes de ataques racistas no setor, algo que reforçou o cenário de desigualdade dento do segmento.
A sommelière, que foi alvo de comentários preconceituosos em um grupo de WhatsApp, algo que, somado a outros acontecimentos, provocou a renúncia da gestão anterior da Associação Brasileira de Cerveja Artesanal (Abracerva), avalia que houve tentativas de minimizar o acontecimento, tratando-o como um ato meramente machista. Um risco, pela possibilidade de se fazer esquecer o racismo existente no setor.
“Vejo grandes vozes no campo da cerveja aliar o episódio ao machismo e não falar do racismo com o propósito de jogar para debaixo do tapete. A gente precisa dar nome às coisas”, afirmou Sara. “O que desencadeou foi o racismo e ele está sendo esquecido”, reforçou Diego durante a sua fala na mesa redonda do Beer Summit.
Em sua avaliação, Sara lembrou que mesmo a Constituição assume a existência de racismo no Brasil ao destacar a necessidade de eliminá-lo. E ressaltou que ações afirmativas de combate à desigualdade, como a adotada pela rede Magazine Luiza de reservar vagas de trainees para negros, chegaram a ser alvos de ataques, incluindo uma ação da Defensoria Pública da União contra a empresa.
“Se o códex principal que é carta máxima da República Federativa do Brasil está falando sobre isso, o estado brasileiro já assume que é racista e traz formas de eliminação”, disse Sara. “Por exemplo, temos o caso da Magazine Luiza que trouxe isso de forma explicitada e causou uma revolta. Ela [empresa] estava bem amparada tanto na Constituição quanto no Estatuto da Igualdade Racial.”
Sobre as diversas atitudes racistas que estão sendo vistas no setor e no mundo, Diego defende que o preconceito sempre esteve presente na sociedade, mas que os avanços tecnológicos e as redes sociais estão permitindo uma maior exposição. “Estamos vendo mais atitudes racistas porque estamos conseguindo trazer mais isso à tona.”
Para combater o racismo, na opinião de Sara, o caminho é a educação. A posição foi reforçada pelo sócio-proprietário da Implicantes, ao citar que há diversas opções para adquirir conhecimento sobre o assunto, como filmes, documentários, programas e redes sociais.
“As pessoas também podem ir atrás de influenciadores negros”, frisou Diego. “É de se lembrar que essa construção do negro não foi feita por pessoas negras. É uma construção de quem detinha o poder: as pessoas brancas”, complementou Sara.
De acordo com a sommelière, no processo de desconstrução, as pessoas precisam se colocar no lugar da escuta e, principalmente, de mudança, ouvindo e compreendendo a dor do próximo. “Peça leituras que possam indicar onde possa desconstruir o pensamento racista. Quando você duvida de uma pessoa negra, você violenta essa pessoa mais uma vez”, destacou Sara.
A educação, aliás, é um dos focos da Implicantes, que tem a ampliação da representatividade negra como seu objetivo central. “É muito importante trazer novas questões e respostas ao público porque muitas vezes ele não compreende e acaba sendo, quer queira ou não, o nosso papel de educá-lo”, destacou Diego.
Para isso, ele defende a adoção de ações afirmativas em estabelecimentos comerciais e a formação de funcionários mais qualificados. E acredita que o aumento da representatividade dos negros nas empresas pode se dar com planos de carreira para que alcancem posições estratégicas. “As empresas precisam entender que quando a diversidade adentra, ela e toda a sociedade ganham”, pontuou Sara.
Respostas ao racismo Os casos de racismo contra Sara e a Implicantes tiveram respostas significativas dentro do setor cervejeiro neste ano. Além da mudança na diretoria da Abracerva, a visibilidade dada para a Implicantes também atraiu apoio a diversos empreendedores cervejeiros negros espalhados pelo Brasil. Outro fruto dos acontecimentos, como destacou Diego, foi a criação do Coletivo Afrocerva, que reúne sommelières e profissionais negros do mercado cervejeiro. A luta é, inclusive, para que em breve se torne uma associação.
Eles destacaram, porém, ser preciso estar atento e cobrar constantemente as pessoas para que a comoção antirracista tenha resultados efetivos. “A gente teve uma nova eleição da associação que representa o nosso mercado e agora cabe a nós cobrar como profissionais, influenciadores e público”, disse Eduardo, sommelier e mediador da mesa redonda.
Para Sara, os episódios de preconceito expostos contra ela provaram que os seus questionamentos estavam certos, destacando que o silenciamento dos seus posicionamentos também é um ato racista. E lembrou que um tratamento diferente de um garçom em 2016, em comparação ao destinado a uma pessoa branca, foi o que fez despertar o interesse pelo universo da cerveja artesanal.
Também foi essa necessidade de combate ao racismo velado nos serviços de muitas cervejarias no Brasil que fez nascer a Implicantes, como lembrou Diego durante a mesa redonda do Beer Summit. “Na Implicantes, a gente entende que precisa ter igualdade. A Implicantes nasceu de a gente implicar com essas questões.”
O evento O Beer Summit foi idealizado e organizado por mulheres. O evento conta com cinco trilhas: Diversidade, equidade e inclusão, Negócios, marketing e empreendedorismo, Sommelieria, estilos, serviço e harmonização, Matérias-primas, processos e inovação, e Experiências, tecnologia, ciência cervejeira e equidade.
A Heineken decidiu levar a sua segunda marca mais importante, a Amstel, para o mercado da China. A cerveja Lager é vendida atualmente em 116 países ao redor do mundo e passa a estar disponível em algumas províncias do sul e do leste chinês a partir do fim deste ano.
A expectativa da Heineken é de que a China se torne um dos principais mercados da Amstel no mundo nos próximos três anos. E a chegada da marca ao país asiático se dá quando a cerveja está celebrando o seu aniversário de 150 anos de fundação.
“A Amstel é uma das marcas de cerveja global de crescimento mais rápido e essa entrada na China marca um passo significativo na história da Amstel”, comenta Małgorzata Lubelska, diretora sênior de marcas internacionais e artesanais da Heineken.
A importação da Amstel é fruto da parceria entre a Heineken e a China Resources Beer, parceira da Heineken no país. “Estamos posicionando a Amstel como uma cerveja líder dentro da categoria premium acessível, que representa o maior segmento do mercado de cerveja premium da China. Temos o orgulho de apresentar esta cerveja europeia de alta qualidade com puro malte ao consumidor chinês”, acrescenta Malgorzata.
A cervejaria Amstel foi fundada em 1870 em Amsterdã, na Holanda, com a sua primeira produção ocorrendo um ano depois. E a marca recebeu o nome do rio que atravessa a cidade. Posteriormente, ela se tornou uma das cervejas holandesas mais exportadas, tendo aberto fábricas no hoje Suriname, Jordânia, Curaçao, Porto Rico e Grécia nas décadas de 1950 e 1960.
Em 1968, a empresa foi comprada pela Heineken International. Já em 1972, a indústria em Amsterdã foi fechada, com a produção sendo realocada para a fábrica principal da Heineken em Zoeterwoude. Hoje, a Amstel é uma das marcas mais vendidas do grupo, sendo uma cerveja puro malte produzida com ingredientes naturais.
Para comemorar o 150º aniversário, a Amstel também está com uma nova identidade visual, que conta com embalagens de edição limitada. No Brasil, ela está vindo com a inscrição “150 anos do espírito de Amsterdam”.
Os primeiros dias de dezembro trouxeram novidades nos diferentes ramos de atividades do setor. A Black Princess lançou mais um rótulo sazonal, agora uma Witbier. Já a Stella Artois ampliou a sua parceria com a Abbraccio ao lançar um panetone produzido com a sua cerveja puro malte. Também teve a Bohemia comemorando a marca de 100 mil vouchers gerados no programa Voltadeira e uma nova opção em Rondônia, com a abertura da Cervejaria Obar, que chega com receitas próprias. Confira essas e outras novidades cervejeiras da semana.
Witbier da Black Princess A Black Princess lançou mais um rótulo sazonal: a Be.Witbier. A cerveja é do estilo belga Witbier e leva na receita sementes de coentro, mandarina (tangerina) e um toque de pimenta rosa, caracterizando-se pela refrescância e leve picância. O teor alcoólico é de 4,8% e o rótulo tem 8 IBUs. Seguindo a linha das cervejas de outros estilos da família Black Princess, a Be.Witbier traz no rótulo o escafandro, roupa de mergulho impermeável geralmente feita de borracha e latão. A venda está limitada ao e-commerce Bom de Beer.
Panetone da Stella Iniciada com a criação de uma pizza com cerveja na massa, a parceria da Stella Artois com a Abbraccio agora traz outra novidade. As marcas criaram um panetone salgado (300g), também produzido com a puro malte belga. A novidade custa R$ 29 e, além de cerveja Stella Artois, leva também parmesão e um mix de temperos característicos e exclusivos do Abbraccio. “A parceria entre Stella e Abbraccio tem sido muito especial, pois foi pensada com carinho para criar momentos gostosos de celebração e reunião ao redor da mesa. No caso do panetone, conseguimos trazer um produto diferente, que também pode ser enviado como um mimo para a família e os amigos neste fim de ano – é uma forma de estar presente na vida das pessoas queridas, mesmo que ainda estejamos distantes”, conta Carolina Cheng, gerente de marketing de parcerias da Cervejaria Ambev.
100 mil vouchers da Bohemia A Bohemia anunciou que mais de 100 mil vouchers foram gerados no programa Voltadeira, criado para apoiar bares e restaurantes na reabertura gradual. O número representa um apoio de mais de R$ 750 mil para o reaquecimento do setor. Os vouchers não têm prazo para serem utilizados e podem ser resgatados apenas quando o consumidor se sentir seguro para sair de casa. Na iniciativa, feita em parceria com o aplicativo iti, do Itaú, a primeira garrafa de Bohemia pedida pelos seus consumidores fica por conta da marca. “A Voltadeira é mais uma maneira que encontramos de ajudar os bares e botecos durante essa reabertura”, afirma Gustavo Saab, gerente de marketing de Bohemia.
Nova cervejaria em Rondônia A Cervejaria Obar, inaugurada em Pimenta Bueno (RO), vai levar ao público muitas receitas próprias em um ambiente temático e com a aposta na tecnologia. A marca, idealizada pelos empresários Márcio Barbieri e Keynes Fernandes do Nascimento, já tem três rótulos autorais. “Tenho três receitas, que são exclusivas nossas: uma Indian Pale Ale (IPA), uma American Pale Ale (APA) e uma Hop Lager, que é uma cerveja mais fraca, mais simples”, conta Márcio.
Descontos da Bebelier A plataforma online de vendas de cervejas artesanais Bebelier, lançada em outubro, tem o Bebelier Pass como uma das apostas para presentear os cervejeiros no Natal. Por R$ 20,83 mensais, quem ganhá-lo poderá comprar e receber cervejas artesanais nacionais e importadas pelo preço de custo durante um ano.
Bud musical A Budweiser foi a patrocinadora oficial da Semana Internacional de Música, considerada o maior evento do mercado musical da América Latina e que começou em 3 de novembro, com encerramento neste domingo. O encontro, em sua 8ª edição, foi em formato virtual. A programação contou com 70 painéis, entre palestras, debates, workshops e meetups com convidados de diversos países discutindo o cenário atual, tendências e possíveis soluções, além de cerca de 300 showcases de artistas do mundo.
“Não conheço nenhuma amizade verdadeira que tenha começado em uma leiteria” (Vinicius de Moraes)
Um poema escrito pelo poeta John Henry Titus, em 1872, conta a história de um artista arruinado pelo amor que entra em um bar, conta sua história e se oferece para esboçar o rosto de sua amada no chão em troca de uma bebida, mas cai morto no meio de seu trabalho. Esse poema também virou um filme de Charles Chaplin chamado The Face on the Barroom Floor.
Sentar-se ao lado de um estranho no balcão e começar uma conversa despretensiosa é uma cena tão comum na vida real quanto no cinema ou na literatura. No filme O Predestinado há uma conversa entre um cliente e o bartender, que é central para o desenrolar da trama. Para quem não viu recomendo fortemente.
São muitos os filmes que têm cenas em bar – ou poderíamos dizer que são poucos os que não têm. Alguns clássicos como Casablanca se passam quase que exclusivamente nesse ambiente, em outros ele aparece discretamente em algumas cenas, como o Três Vassouras, de Harry Potter, mas o bar sempre é onde as coisas acontecem.
Assim como nos filmes, muitas histórias reais acontecem nesse lugar mágico, onde as histórias tristes parecem menos tristes e as alegres ganham mais graça. Parece que nesse ambiente somos menos propensos a sofrer com o sofrimento dos outros e mais disponíveis para nos alegrarmos com a felicidade alheia, uma disposição rara na vida real, quer dizer, na vida real fora do bar.
Claro que a conversa não começa tão pessoal nem tão verdadeira assim. Primeiro se fala de coisas do dia a dia, notícias, futebol, trabalho, enquanto se consome a primeira e a segunda cervejas. Então vem a terceira e começam as lembranças da infância, do primeiro amor e daí para frente o papo rola solto, limitado apenas pelo preparo físico dos interlocutores, que a essa altura já são amigos. Se a amizade vai ser duradoura ou efêmera depende do caso, mas naquele momento ela é a maior amizade do mundo.
No Quintana’s Bar, sou assíduo cliente. É um bar que não é bar, é um bar diferente
– Carlos Drummond de Andrade
Cada bar é diferente e também é possível se relacionar com ele de maneiras diferentes – nem sempre se vai a ele para conversar. Às vezes queremos apenas nos sentar em uma mesa e contemplar, pensar ou escrever um poema.
O Beer Summit 2020, o maior evento online de conhecimento cervejeiro da América Latina, idealizado e organizado por mulheres, começa nesta sexta-feira. Até 13 de dezembro, grandes nomes do mercado estarão conectados com o público para troca de conhecimento em busca de um universo cervejeiro com mais diversidade e pluralidade.
O conceito do Beer Summit é inspirado em eventos que acontecem em outros países, como Alemanha, Bélgica, Chile e Estados Unidos. Ele concentra palestras, workshops, áreas de experiências e oportunidades de negócio para o mercado cervejeiro, com aceleração de pequenas empresas, consultoria técnica, elaboração de projetos colaborativos, subsídios a trabalhos de pesquisa e desenvolvimento de novas tecnologias voltadas ao setor, entre outros elementos.
As mulheres à frente do Beer Summit são um dos grandes diferenciais do encontro. “Nosso time de organização e idealização é protagonizado por mulheres e isso faz com que tenhamos um olhar mais atento em relação à necessidade de compor um quadro mais diverso de palestrantes/convidados”, destaca Aline Araújo, professora do Science of Beer e uma das responsáveis pela curadoria das palestras e pela comunicação do Beer Summit.
Já a programação focada em diversidade, equidade e inclusão é outro atrativo. Uma das cinco trilhas de conteúdo é a “Trilha 0: Diversidade, equidade e inclusão”. Nela, estarão reunidas palestras e mesas redondas com acesso gratuito no dia inaugural e de fechamento do evento.
“Decidimos colocar essa trilha de conteúdo como gratuita, pois acreditamos que antes de se ter conhecimento técnico, um bom profissional deve estar bem alinhado e familiarizado com os preceitos básicos de diversidade, equidade e inclusão”, ressalta Amanda Reitenbach, fundadora do Science of Beer e uma das idealizadoras do Beer Summit.
“O acesso dessa trilha também se mantém gratuito para que possamos ter um maior alcance e democratizar o acesso a esse tipo de informação que consideramos imprescindível para o mercado”, completa Gisele Russano, gerente de negócios internacionais do Beer Summit.
Já a professora do Science of Beer, Sara Araújo, destaca o impacto do evento. Ela é uma das convidadas da mesa redonda “Como podemos combater o Racismo?”, marcada para esta sexta-feira, às 20 horas, e que também contará com a presença de Diego Dias, além da participação especial de Garrett Oliver. A mediação será de Eduardo Sena.
“Participar do Beer Summit é poder romper com o silêncio imposto a corpos como o meu, é combater o epistemicídio , é poder estar e ser plural, polifônica, ampliar as vozes”, destaca Sara.
Em casa Levar o evento para dentro da casa do participante é o desafio do Beer Summit. Os organizadores anunciaram que as experiências do evento tornarão a participação do público especial, mesmo à distância.
Além de terem ao seu dispor as trilhas de conhecimento, os participantes ainda estão recebendo em casa um kit “box experience”, algo que só costuma ser ofertado em eventos presenciais. A aposta é semelhante para aqueles que forem jurados da Brasil Beer Cup.
A cantora e compositora Janine Mathias fará o show de abertura, a partir das 21h30 nesta sexta. Marcada por sua diversidade musical, com uma fusão entre samba e rap, e pela ampla representatividade da mulher negra, a cantora abrirá o evento com canções do seu álbum Dendê, produzido por Eduardo Brechó, do Aláfia, em parceria com Renato Parmi.
E Amanda reforça que a expectativa é de que o Beer Summit contribua para a construção de um mercado cervejeiro mais plural. “Acreditamos que um mercado mais diverso e plural é fundamental para a construção de uma sociedade mais saudável. Se gerarmos reflexões em apenas uma pessoa, inspirando mudanças, nosso evento já terá cumprido o seu papel”, conclui.
Confira abaixo trilhas educacionais do Beer Summit:
Trilha 1: Negócios, marketing e empreendedorismo Trilha 2: Sommelieria, estilos, serviço e harmonização Trilha 3: Matérias-primas, processos e inovação – com o apadrinhamento da European Brewery Convention Trilha 4: Experiências, tecnologia, ciência cervejeira e equidade
Serviço Data: De 4 a 13 de dezembro Para mais informações e a programação completa, acesse o link.
Levar ao consumidor brasileiro o autêntico sabor da cerveja norte-americana com origem centenária. É dessa forma que a Pabst Blue Ribbon espera conquistar o seu espaço no mercado nacional, para onde começou a ser trazida em agosto pela NewAge Bebidas, responsável pela produção e comercialização em latas e long necks de uma marca fundada em 1844 e com presença marcante na cultura popular de seu país.
Uma das cervejas icônicas dos Estados Unidos, a Pabst Blue Ribbon sempre se viu como uma marca identificada com o povo. Mas, com tanto tempo de trajetória, passou por mudanças no posicionamento, com a valorização da liberdade de escolha e das individualidades. No começo do novo milênio, por exemplo, esteve mais associada à cultura urbana. Porém, o que nunca se alterou foi a sua ligação com valores democráticos, como a inclusão e a valorização da cultura de grupos.
“Historicamente, a Pabst Blue Ribbon foi adotada pelo povo norte-americano. A marca ressurgiu no início dos anos 2000, preferida pelas subculturas alternativas da América, de artistas de rua a skatistas. Hoje, a marca é definida por sua comunidade criativa e nunca tem medo de experimentar”, afirmam Ed Carlton e Charlie Downing, da Pabst Blue Ribbon EUA.
É voltada a ideais que se traduzem em um estilo de vida, como autenticidade e tradição, que a Pabst Blue Ribbon espera também ficar associada no Brasil. E a isso se acrescenta um preço acessível ao público. “Trata-se de uma marca democrática e que traz isso em seus valores, respeitando a independência e diversidade dos consumidores”, apontam Carlton e Downing.
A Pabst Blue Ribbon é uma American Standard Lager, seguindo no Brasil a receita originária dos Estados Unidos. Tem característica crispy, aroma floral e ótima carbonatação, além de levar lúpulos norte-americanos. E a sua composição a torna fácil de beber, por ser leve, ainda que com graduação alcoólica semelhantes às de cervejas puro malte, de 4,5%, como explica Paulo Tadeu Silva, mestre-cervejeiro da NewAge.
E isso é possível porque o uso do milho e de outros cereais não maltados na produção da cerveja a deixa mais leve, sem que a sua qualidade seja afetada. “A adição de outros cereais não maltados na cerveja tem a finalidade principal de fornecer açúcares fermentescíveis à cerveja, e não fornece a mesma carga proteica dos cereais maltados. Tem a característica de deixar a cerveja com a mesma graduação alcoólica de uma puro malte, porém com um corpo mais leve, aumentando o drinkability. Importante ressaltar que a receita não depende só da composição de açúcares, mas também dos lúpulos utilizados, do fermento utilizado e da maneira com que a qualidade de todo o processo foi controlado”, destacam os representantes da marca.
NewAge e Pabst A união da NewAge Bebidas com a Pabst Brewing Company para trazer o seu mais conhecido rótulo do mercado norte-americano ao Brasil se deu por uma congruência de valores, segundo os envolvidos na negociação. Assim, a quinta maior cervejaria dos Estados Unidos, sendo a primeira entre as marcas independentes, se juntou a uma indústria de bebidas localizada na cidade de Leme, no interior de São Paulo e com mais de 30 anos de atuação no mercado.
A NewAge Bebidas compartilha com os mesmos valores da Pabst Brewing Company que são: integridade, paixão, liberdade e inclusão
– Ed Carlton e Charlie Downing, da Pabst Blue Ribbon EUA
Os executivos norte-americanos também enxergaram a NewAge como uma parceira interessante pela capacidade de abraçar o projeto da Pabst Blue Ribbon. Além disso, observaram o crescimento da participação no mercado de outras marcas que trabalham diretamente com a empresa de bebidas.
E os resultados iniciais vêm sendo bons, com a aceitação da marca pelo público cervejeiro, em um indicativo de que há muito potencial para crescimento. “A NewAge Bebidas tem a capacidade e a motivação para adotar a Pabst Blue Ribbon como se fosse sua, e tem os relacionamentos no ramo para ser capaz de liberar todo o potencial criativo da marca – com condução de outras marcas de cerveja que cresceram aproximadamente 5 vezes mais do que a categoria em 2020”, acrescentam Carlton e Downing.
Lançada inicialmente em São Paulo, a Pabst Blue Ribbon hoje é encontrada nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste do Brasil, mas já prevê a expansão da sua presença no mercado para o próximo ano, tanto em localidades como em estabelecimentos, ampliando a sua distribuição, de acordo com Edison Nunes, gerente comercial da NewAge.
“Estamos inicialmente distribuindo para região Centro-Oeste, Sudeste e Sul do país nos grandes players do varejo. A projeção para 2021 é identificarmos possíveis distribuidores para chegar ao varejo tradicional, bares e restaurantes nestas regiões”, completa Nunes.
O sol será a fonte da energia para a produção da cerveja que leva o seu nome no Brasil, uma das marcas premium da Heineken. A ação foi iniciada neste mês e faz parte das iniciativas do grupo da multinacional cervejeira para alcançar as metas do Drop the C, seu pilar de sustentaibilidade.
O Drop the C trabalha a redução na emissão de gás carbônico (CO2) em toda a cadeia e tem como meta atingir 100% de consumo de energia renovável em todas as cervejarias do Grupo Heineken até 2023 no Brasil, reduzindo as emissões de gases de efeito estufa pelas unidades industriais.
No país, a energia solar será utilizada nas unidades de Ponta Grossa (PR) e Jacareí (SP). Mas a experiência já foi adotada no exterior pela Heineken, na cervejaria de Zoeterwoude, na Holanda, que abastece países como Reino Unido, Austrália, África do Sul, Alemanha, Finlândia e Espanha.
“Esta estratégia é uma das frentes do Movimento Mais com Menos, projeto que guia a atuação de sustentabilidade do Grupo e busca atingir mais resultados positivos com menos impactos negativos”, afirma Ornella Vilardo, gerente de sustentabilidade da multinacional no país.
Já Guilherme Retz, gerente de marketing das marcas premium do Grupo Heineken no Brasil, explica que o posicionamento da marca, Taste the Sun, quer conectar as pessoas à energia positiva do sol.
“Dessa forma, a produção da marca no Brasil utilizando fonte de energia solar é a tangibilização desse posicionamento, reforçando-o com uma iniciativa que vai muito além da comunicação, além de contribuir para as metas de sustentabilidade do grupo”, aponta Guilherme.
Com a iniciativa, a Sol passa a utilizar a assinatura “Produzida com energia solar” em suas embalagens, materiais de ponto de venda e demais peças de comunicação, valorizando a adoção da fonte sustentável para a sua produção.
A definição da receita pelo mestre-cervejeiro e a escolha dos ingredientes são algumas das decisões e passos fundamentais para a concepção de uma bebida. Porém, entre esse processo inicial e a chegada ao consumidor, há um caminho cheio de nuances que pode afetar o que foi produzido. É nessa trajetória que estão incluídos os barris, fundamentais para evitar problemas envolvendo o armazenamento e o transporte dos chopes que precisam ser refrigerados e, posteriormente, extraídos sem perder sua qualidade.
“Tem papel tão relevante quanto os componentes da produção, pois é ele que torna possível o armazenamento a longo prazo, o transporte mantendo a qualidade e a extração da bebida fresca”, avalia Roniely Scaramussa Sarzi, diretora comercial da Barril Vix, acrescentando que o consumidor perceberá o benefício de beber um chope ou uma cerveja bem armazenada.
“O barril manterá as qualidades originais da fabricação da bebida como o sabor e a fermentação, fazendo com que a bebida chegue ao consumidor com sabor inigualável e fazendo toda diferença na escolha do cliente, que pagará e receberá um produto de qualidade”, afirma Roniely.
Já Silaine Costa, diretora comercial da Mundo do Cervejeiro, lembra outro aspecto que reforça a importância dos barris para as cervejarias: a redução de custos com o armazenamento. “A falta de barris em uma cervejaria acarreta a permanência da cerveja por mais tempo no fermentador e no tanque, ocasionando prejuízos no custo final.”
Leandro Spaniol, coordenador de marketing da Zero Grau, explica ainda que o uso correto dos barris é fundamental para que o paladar do consumidor seja atendido. “Hoje é possível respeitar as nuances de cada consumo, onde as cervejas e chopes comerciais ficam ‘estupidamente gelados’ abaixo de zero”, aponta ele.
“Já os artesanais, conforme a receita, são indicados em temperatura que podem variar de 0ºC a 8ºC. E o brasileiro está gradativamente aprendendo e mudando esses hábitos. Sem falar na pandemia, que trouxe para o mercado um novo consumo, ainda mais voltado para dentro dos lares ou para dentro do condomínios, com sistema de autoatendimento”, acrescenta Leandro.
Os tipos de barris Para armazenar uma cerveja ou chope no barril, o setor conta com diversas opções e tipos. Os principais encontrados no mercado nacional são os de inox e PET, mas há espaço para outros, como o de madeira, que inclusive tende a ampliar a participação. Cabe, então, aos interessados, entenderem as especificidades que melhor casam com a demanda.
No caso dos barris de inox, entre outros benefícios, a facilidade para a limpeza e a capacidade de armazenamento são vistas como vantagens. “Barris de inox tem um sifão interno (cuja função é a limpeza / desinfecção, enchimento e extração do chope) cujo sistema proporciona que o barril, quando está vazio, permaneça fechado e sob atmosfera de CO2, onde as sobras de chope não ficam ressecadas, aumentando a capacidade de limpeza dos barris. Além disso, os barris de inox permitem o armazenamento de bebida em maiores quantidades, e também permitem trabalhar com maiores pressões”, diz Roniely, da Barril Vix.
Já o manuseio é apontado como maior atrativo dos barris fabricados em PET. “A grande vantagem deste tipo de barril é a facilidade de manuseio, possibilidade de empilhamento de alguns modelos, versatilidade nos modelos slim que são muito usados em kegerators por questões de limitação de espaço”, detalha Roniely.
Fundador da Tanoaria Espanha, por sua vez, Rafael Gonzalez avalia que o uso de barris de madeiras proporciona sabores únicos e especiais para as cervejas, tornando-se especiais. E vem sendo uma alternativa muito utilizada no mercado nacional.
“Uma cervejaria entra em outro patamar quando começa a trabalhar com cerveja de guarda em barris. São cervejas de guarda que requerem um cuidado e carinho especial. Outro motivo para trabalhar com cervejas de guarda é o grande valor agregado que gera o produto na imagem da cervejaria e no lucro”, destaca Rafael.
No caso dos barris de madeira, as principais “versões” utilizadas são o carvalho francês e o norte-americano. “Nada supera os aromas e sabores liberado por esta madeira como especiarias, baunilha, mel, chocolate e avelã. Hoje, quase 95% das bebidas no mundo passadas na madeira são provenientes do carvalho”, diz o fundador da Tanoaria Espanha.
Rafael também enxerga uma grande demanda pelas cervejas envelhecidas no mercado nacional, o que pode aumentar a busca por esse tipo de barril. “A procura é tão grande das cervejas em barris que a cervejaria já vende sua produção toda quando ainda está maturando a cerveja dentro do barril.”
Mas, ainda que com variantes, os barris sempre têm o mesmo princípio básico: paredes com isolamento térmico e um conjunto condensador responsável por fazer a troca térmica, entregando e mantendo no interior o frio necessário.
“O mais importante é sempre respeitar um equilíbrio entre capacidade de refrigeração, giro diário necessário e consumo eficiente de energia elétrica. Um competente setor de engenharia e técnicos especializados garante uma entrega com o melhor custo-benefício”, garante Leandro, coordenador da Zero Grau.
Os cuidados necessários Mas, claro, não basta ter o barril que melhor se adapte para a sua operação. O bar ou cervejaria também precisa adotar cuidados com higienização, para evitar qualquer risco ao consumidor.
“É fundamental que os barris, tanto de inox quanto o pet, sejam higienizados antes de cada embarrilamento para evitar contaminação do produto. Existem no mercado máquinas de lavagem e produtos sanitizantes próprios para uma higienização segura”, diz a diretora comercial da Barril Vix, também destacando que a sua empresa fornece um produto que facilita a manutenção.
“Nossos barris de inox já são entregues ao cliente passivados, ou seja, recebem na fábrica a aplicação de um aditivo químico par evitar a oxidação, tornando a manutenção muito simples, reduzindo o trabalho e a limpeza do material”, acrescenta Roniely.
Já o fundador da Tanoaria Espanha destaca que só com o investimento em um produto de qualidade será possível obter um resultado final satisfatório com a sua cerveja. “Temos que saber que para trabalhar neste segmento necessita um certo investimento. Não existe cerveja de qualidade com barris baratos e muito usados”, pondera Rafael.
Outras dicas dadas por especialistas são nunca abrir o barril sem antes retirar a pressão, jamais rolá-lo, evitar quedas mesmo de pequenas alturas, não armazenar produtos químicos neles e sempre verificar a integridade dos anéis plásticos de vedação. E, caso esteja danificado, é importante trocá-lo para evitar vazamentos.
A importância da refrigeração Leandro Spaniol, coordenador de marketing da Zero Grau, lembra outro detalhe importante nos cuidados necessários com os barris: a refrigeração correta, em temperatura estável para que o consumidor tenha acesso às características idealizadas para o produto.
“Como trata-se de um produto não pasteurizado, seu ciclo de vida é reduzido e a refrigeração é o principal aliado. E aqui não estamos falando somente de frio extremo para gelar o produto na hora do consumo, mas também antes mesmo do envase, em faixas de temperatura utilizadas nas câmaras de maturação, de preservação do lúpulo. A manutenção da temperatura é essencial”, comenta.
O diretor de marketing da Zero Grau vê o investimento na refrigeração como um diferencial para a conquista do cliente em um mercado concorrido e diverso como o cervejeiro, contribuindo para o aumento das vendas do espaço.
“Hoje com a grande variedade de rótulos e marcas disponíveis, em um mercado que tende a crescer ainda mais, estas características sensíveis, ou seja, fazer com que aquilo que o mestre cervejeiro idealizou lá nas rampas de fermentação, fazer com que isso se mantenha e chegue ao consumidor final sem alterações, isso pode fazer a grande diferença entre quem quer se destacar”, diz.
A pulverização do segmento cervejeiro, com o surgimento de diversas marcas artesanais, também tem demandado novos processos logísticos da cadeia refrigerada de barris, envolvendo fábricas locais e distribuidores próprios, como detalha o diretor da Zero Grau.
“A entrada e o aumento de consumo do chope artesanal abriu um grande e novo mercado. Assim como na Europa, a disseminação de cervejarias artesanais, de produção menor, com distribuição de chope por barris, abriu as portas para uma regionalização. Isso quer dizer que normalmente uma boa cervejaria acaba dominando melhor o mercado em seu entorno em um raio que não ultrapassa muito uma centena de quilômetros”, explica Leandro.
Os efeitos da crise A parcela da cadeia associada aos barris, assim como outras da indústria, foi atingida em 2020 por efeitos da pandemia do coronavírus e da adoção de medidas de isolamento social. Sem minimizar a queda passageira nas vendas, o diretor da Zero Grau aponta que a crise mudou hábitos e pôde ser bem aproveitada por quem opera com barris a partir do momento em que o consumo se tornou mais individualizado.
“A mudança do hábito de consumo abriu algumas possibilidades muito interessantes, como é o caso o uso de câmaras frias e sistemas de autoatendimento para fornecer um novo padrão de serviço para o chope. Mesmo que não seja para um consumo no local, mas para encher um growler, abastecer um pequeno barril”, diz Leandro. “O consumo sempre existiu, o que provocou mudança foi no hábito, na forma de consumir. Aqueles que mais rápido se adequaram, mais rápido puderam reverter para novos modelos.”
Com 25 anos de experiência em refrigeração, a Zero Grau acredita que se adaptou a esse cenário, a partir de iniciativas que vinha adotando antes mesmo da pandemia. E prevê o crescimento do segmento de barris em 2021.
“Mesmo antes da pandemia já havíamos lançado produtos para este setor – minicâmaras frias para chope – e também realizando algumas parcerias bem estratégicas com outras empresas que fornecem tecnologia para a automação. Assim, passada uma primeira fase de susto com a pandemia, o mercado veio atrás de uma solução que já estava pronta”, aponta o diretor da Zero Grau, para depois complementar.
“Para o próximo ano estamos projetando um crescimento no setor. Estamos centrando ainda mais força neste segmento, pois acreditamos que o mercado de chope e cervejas artesanais no Brasil é crescente e promissor”, acrescenta Leandro.
Já a Mundo do Cervejeiro, diante da crise, customizou e lançou novos produtos, tais como growlers personalizados, e desenvolveu lacre para aumentar a segurança dos barris. E aposta que há uma demanda para ser atendida.
“Acreditamos que, devido à pandemia, há uma demanda reprimida. A previsão é de que nos próximos meses as vendas vão retornar aos mesmos níveis de antes da pandemia e o mercado cervejeiro voltará a aquecer”, destaca a diretora comercial da empresa.
Conheça mais sobre empresas de barris para o setor cervejeiro
Barril Vix
A Barril Vix trabalha com uma linha completa de produtos para pronta entrega, expandindo seu catálogo muito além de barris, seja para o produtor de cerveja/chope quanto para o consumidor caseiro. Envia para todo o Brasil. Tem chopeiras portáteis (kits mini keg), cápsulas de CO2, bolsas térmicas, postmix, growlers, torneiras, extratoras, reguladores de pressão, régua manifold, conctores ball lock, tubos, conexões Dmfit, torres najas e muito mais.
Endereço: Rua Pirajú, número 181, quadra 11. Polo Industrial de Piracema. Bairro Jacuhy. Cidade de Serra (ES). E-mail: vendas@barrilvix.com.br Telefone: (27) 99831-6101
Mundo do Cervejeiro
Os barris da Mundo do Cervejeiro são fabricados por uma empresa que possui o certificado ISO 22000, que trata sobre a segurança de alimentos, abrangendo todas as organizações da cadeia. Ele é utilizado em todas as ocasiões onde há necessidade de armazenar e transportar a cerveja com segurança. A empresa também oferece toda parte de equipamentos para extração e armazenamento de cerveja.
Endereço: Rua General Fernando Vasconcellos C. de Albuquerque, 80. Cotia (SP). E-mail: contato@mundodocervejeiro.com.br Telefone: ( 11 ) 95160-8860
Tanoaria Espanha
A Tanoaria Espanha é umas das mais importantes fornecedoras de barris de carvalho para varias cervejarias, alambiques e vinícolas do Brasil com premiações nos mais importantes concursos de bebidas nacionais e internacionais. A empresa importa barris das melhores destilarias e vinícolas no mercado internacional. Além disso, os barris são fabricados através de técnicas e tecnologias utilizadas nas melhores vinícolas da Europa.
Endereço: São Pedro de Alcântara (SC). CEP: 88125-000. E-mail: rafael@tanoariaespanha.com.br Telefone: (48) 99633-7193
Zero Grau
A Zero Grau oferece diversos produtos ao mercado, como minicâmaras para chope, câmaras frias pequenas, médias ou grandes, com projetos modulares, caixas térmicas em polietileno rotomoldado, expositores refrigerados com portas de vidro, walk in coolers, beer caves, refrigeração para tap houses, loja container, balcão refrigerado para chope e cervejeiras de diferentes tamanhos.
Endereço: Rua Professor Evaldo Kissler, 213. Nova Santa Rosa (PR). E-mail: contato@zerograu.com Telefone: (45) 3253-8000
A Cervejaria Doutor Duranz está comemorando seu quarto ano com o lançamento da Reserva Imperial Stout Wood Aged Amburana, um rótulo que será vendido em versão limitada. A nova bebida da marca artesanal é do estilo Russian Imperial Stout.
De acordo com a Doutor Duranz, a Reserva Imperial Stout Wood Aged Amburana tem 10,5% de graduação alcoólica. A cervejaria também explicou que a bebida foi maturada por oito meses na amburana, uma madeira de árvore nativa brasileira.
Foram produzidas apenas 100 unidades – todas numeradas a mão – da Reserva Imperial Stout Wood Aged Amburana. Para a edição limitada, a cervejaria de Petrópolis e integrante da Rota Cervejeira RJ envasou o líquido em garrafa de champanhe âmbar de 750ml.
Comercializada pela Doutor Duranz em caixa de madeira produzida exclusivamente para a comemoração do seu aniversário de quatro anos, a embalagem autoral foi desenhada pelo designer de móveis Gustavo Bittencourt.
A cerveja especial de colecionador está à venda na fábrica da cervejaria Doutor Duranz, localizada na rua Coronel Veiga 463, em Petrópolis. Mais informações podem ser obtidas com a marca pelo telefone (24) 3065-3934 ou pelo Whatsapp (24) 99981-1985.