Olá, seguidores/as e leitores/as do Guia da Cerveja. Estou de volta ao balcão do Xirê Cervejeiro. E nosso diálogo versará mais uma vez sobre cerveja sem álcool.
Quem me acompanha por aqui sabe que venho falando assunto rotineiramente. Faz quase dois anos que, por questões médicas, aboli o álcool do meu repertório gastronômico.
A partir dessa nova relação com a cerveja — bebida por quem nutro mais que amor, uma verdadeira devoção —, passei a observar e a ouvir mais pessoas que também, por algum motivo, optaram pelas cervejas sem álcool. Seja por questões médicas como eu, por razões religiosas, familiares ou simplesmente por decisão pessoal.
Na minha bolha, o número de jovens tem crescido absurdamente. Meu filho, um jovem recém-graduado em Direito que amava as festas universitárias e vivia em churrascos, almoços, aniversários e shows, foi a primeira pessoa em que notei a mudança. Cheguei em casa com alguns rótulos que ele gostava e, ao entregá-los, ouvi:
“Mãe, não estou tomando mais cervejas com álcool. Às vezes, quando saio com meus amigos e o lugar não tem cerveja sem álcool ou algum drink sem álcool, acabo bebendo água. Dependendo do evento, para não ficar deslocado, tomo uma cerveja alcoólica, mas, se houvesse a opção das sem álcool, teria aproveitado mais.”
Fiquei instigada com aquela declaração. Perguntei se os amigos também haviam parado de beber. Ele respondeu que sim, que muitos estão bebendo cada vez menos cervejas alcoólicas e ficam desapontados por não encontrar opções nos bares que frequentam.
Esse relato ecoa diversas conversas que tenho com amigas de diferentes idades, pessoas que também vêm optando, cada vez mais, pelas cervejas não alcoólicas.
Recentemente, a Revista Exame apontou que o Brasil se tornou, nos últimos cinco anos, o segundo maior consumidor de cervejas sem álcool do mundo, saltando de 140 milhões de litros em 2019 para 740 milhões em 2024, ficando atrás apenas da Alemanha. O Guia da Cerveja, em reportagem de agosto de 2025, também tratou do tema.
No Brasil, as cervejas sem álcool ainda se concentram mais no segmento “mainstream”, que são as cervejas de massa.
Apesar de existirem, encontrar cervejas artesanais sem álcool é quase como ganhar na loteria. Uma queixa recorrente entre pessoas apaixonadas por complexidade e sabor é a frustração de não encontrar diversidade de estilos não alcoólicos, algo tão presente nas artesanais alcoólicas.
Apesar do aumento sistêmico de apreciadores das não alcoólicas, o mercado ainda é tímido. Quando vamos aos bares, carregamos aquela sensação de depender da sorte: “Será que vamos encontrar algum rótulo não alcoólico, mesmo que mainstream?”
Há lugares em que levo minha própria cerveja, pois sei que não encontrarei opção sem álcool. Foi o que fiz recentemente em um encontro com amigos da época da graduação em Ciências Sociais: uma vez por mês ou a cada dois, nos reunimos para conversar, comer e beber. No último encontro, fomos a uma hamburgueria renomada. Todos pediram cerveja. Quando solicitei uma sem álcool, fui informada de que não havia. Ainda bem que tinha levado a minha e pude brindar com os amigos.
É muito comum não encontrarmos opções não alcoólicas, mesmo com o aumento de adeptos. Se antes a cerveja sem álcool era associada ao motorista da rodada, à gravidez ou lactância, ou a situações específicas, hoje observamos uma mudança mais profunda nos hábitos de consumo.
Dias atrás, fiz um post, estava feliz por ter encontrado um rótulo de Weiss sem álcool no supermercado próximo à minha casa. Dois seguidores comentaram sobre cervejarias brasileiras que já produzem artesanais não alcoólicas em diversos estilos.
A Sim! Cervejaria, que se apresenta como a primeira cervejaria sem álcool do Brasil, foi uma dessas indicações. Fiquei muito feliz em saber que ela existe e quero provar seus rótulos, mas ainda não estão disponíveis na região onde moro; não encontrei nos supermercados de Maringá.
A outra indicação foi a Luci, também especializada em cervejas sem álcool.
É sabido que produzir cerveja artesanal já é caro; produzir artesanal sem álcool é ainda mais, porque o processo é mais trabalhoso.
A legislação brasileira classifica como bebidas sem álcool aquelas com até 0,5% vol., conforme o Artigo 11 do Decreto-Lei 12.709/2025.
O que me motivou a escrever este texto não foi apenas o fato de estar inserida, há quase dois anos, no mundo das não alcoólicas, mas também por ouvir constantemente as queixas das pessoas sobre a dificuldade de encontrar opções sem álcool nos estabelecimentos.
Outro dia ouvi alguém dizer: “Como essas empresas deixam de ganhar dinheiro, né? Queríamos tanto tomar uma cerveja, mas não tem cerveja sem álcool. E quando tem, são sempre as mesmas.” Termino por aqui, na expectativa de que, em breve, encontremos mais diversidade de cervejas sem álcool e estilos nos bares, nos supermercados e nos espaços de sociabilidade onde a cerveja se faz presente.
Cerveja é mais que uma bebida. É conexão, é encontro, é celebração — ainda mais quando vem num bom e elegante rótulo.
Sara Araujo é sommelière de cervejas e palestrante sobre relações raciais; consultora, formada em Direito (ITE de Bauru/2012) e em Ciências Sociais (UEM/2022), é também especialista em História da África e da Diáspora Atlântica (Instituto Pretos Novos/2025), além de mestranda em Ciências Sociais pela UEM.
* Este é um texto opinativo. As opiniões e informações contidas nele são de responsabilidade do colunista e não refletem necessariamente a opinião do Guia da Cerveja.
A Ambev inaugurou sua nova linha de produção de cervejas premium na fábrica de Lages (SC), um movimento de modernização para atender à crescente demanda do segmento, segundo o material de divulgação. A cervejaria catarinense passa a ter cinco linhas de envase, ampliando a capacidade de produção de rótulos como Stella Artois, Corona e Spaten. Valdecir Duarte, vice-presidente de Supply da Ambev, destacou que a Cervejaria Santa Catarina ocupa uma posição estratégica no Sul do país, e que o investimento reforça o compromisso de longo prazo da companhia com o estado e com a expansão da categoria premium.
O investimento faz parte da estratégia da Ambev de aportar mais de R$ 10 bilhões no Brasil nos últimos três anos, impulsionando a economia e a cadeia produtiva local. O estado também é fundamental para a companhia na produção de embalagens e tecnologia, contando com um hub da Ambev Tech em Blumenau, com mais de 500 colaboradores. A Ambev ainda patrocina grandes eventos no estado, como a Oktoberfest de Blumenau, onde criou a cerveja Spaten Festbier para a edição de 2025.
Brasil Cup 2026 lança lote promocional de Black Friday
As inscrições para a Brasil Cup 2026, uma das competições mais prestigiadas de bebidas da América Latina, já estão abertas, reunindo produtores artesanais e grandes marcas internacionais. Para marcar o início, o evento lançou um Lote Promocional de Black Friday com condições especiais até 15 de dezembro de 2025. Os interessados devem garantir a participação e conferir os regulamentos pelo site www.brasilbeercup.com.br. A edição de 2026 será em Florianópolis (SC), entre 07 e 12 de setembro, e promete superar o recorde de rótulos de 2025, com a inclusão de novas categorias como Brasil Chocolate Cup e Brasil Olive Cup.
Giovanna Massa é a nova gerente de marketing Sol e Eisenbahn
O Grupo Heineken anuncia Giovanna Massa como gerente de marketing sênior, responsável pela gestão estratégica das marcas premium Eisenbahn e Sol no Brasil. A executiva, com mais de dez anos de experiência no setor e passagem por multinacionais como PepsiCo e Danone, atuava recentemente como head de marketing da Red Stripe Corporate na Jamaica. Em sua nova função, Giovanna terá como prioridade acelerar a presença e a relevância cultural das marcas no competitivo mercado brasileiro, consolidando o fortalecimento do portfólio premium do grupo.
Alunos da ESPM-RJ venceram o Effie College 2025 com um projeto para impulsionar a venda de Amstel Draft Beer nos bares durante a Conmebol Libertadores 2026. O case “Puro Malte Eterno” sugeriu transformar o atributo puro malte da cerveja em um selo de qualidade, ampliando a percepção de valor da bebida. Para João Victor Guedes, diretor de marketing da Amstel no Brasil, incentivar novas vozes e ideias, como as vistas no Effie College, é essencial para a diversidade de talentos.
36ª edição da Oktoberfest de Igrejinha bate recorde de público
Oktoberfest de Igrejinha reuniu mais de 202 mil pessoas, que consumiram 221 mil litros de chopp e 150 mil unidades de alimentos (Crédito: Cleiton Miguel)
A 36ª Oktoberfest de Igrejinha (RS) encerrou com resultados positivos, reunindo mais de 202 mil pessoas, que consumiram 221 mil litros de chopp e 150 mil unidades de alimentos. O presidente Falcon Jost avaliou que a edição manteve viva a tradição e o legado da festa, que é a maior comunitária do país. A Associação de Amigos da Oktoberfest de Igrejinha (Amifest) irá apresentar o balanço financeiro e divulgar os repasses solidários na dia 11 de dezembro, na Festa da Colheita, celebrando o caráter social e o trabalho dos mais de três mil voluntários. Próxima edição será de 09 a 18 de outubro de 2026.
Ambev lança edital Brinde à Rua para blocos de carnaval
A Ambev, por meio de Skol e Brahma, lançou o “Brinde à Rua”, seu primeiro edital dedicado a blocos e ligas independentes, com um investimento de R$ 4 milhões. A iniciativa contemplará 250 patrocínios no Rio de Janeiro (RJ) e São Paulo (SP), focando em grupos com até 20 mil foliões. O diretor Leandro Mendonça afirmou que a companhia acredita no impacto dos blocos e que antecipar os recursos é um passo para manter o carnaval plural. As inscrições para o Rio de Janeiro vão de 24 de novembro a 07 de dezembro e para São Paulo de 28 de novembro a 07 de dezembro, pela plataforma Prosas.
Academia da Cerveja abre vagas para curso gratuito de garçons
A Academia da Cerveja, em parceria com Abrasel e Catho, reabriu as inscrições para o curso online e gratuito Bora Formar: Garçons. A iniciativa faz parte do Bora Hub, plataforma da Ambev para gerar emprego e renda, e visa capacitar profissionais de bares e restaurantes para o aumento da demanda de fim de ano. A formação de 4 módulos aborda desde a história da cerveja até técnicas de atendimento e serviço, com certificado ao final. As vagas são limitadas e a inscrição pode ser feita pelo site ou Instagram da Academia da Cerveja.
Stella Artois reúne Sabalenka e Guga Kuerten em jantar exclusivo
Guga ao lado da estrela do tênis Aryna Sabalenka, a atual nº 1 do mundo pela WTA (Crédito: Andy Santana/Brazil News)
Stella Artois Brasil realizou um jantar exclusivo nesta segunda-feira (24) em celebração à visita da tenista número 1 do mundo, Aryna Sabalenka, e aos 25 anos do feito de Guga Kuerten como líder do ranking da ATP. O evento, que uniu esporte e cultura, teve a presença de celebridades como Marina Ruy Barbosa e Juliana Paes. A cerveja Stella Pure Gold, sem glúten e com menos calorias, ciceroneou a noite.
Consumer Hours Ambev vira ferramenta global de escuta ativa
O programa brasileiro “Consumer Hours” (Hora do Consumidor) da Ambev, criado para conectar a equipe de marketing diretamente ao público, virou uma ferramenta de inteligência replicada em mais de 20 países. Desde o lançamento em 2023, a iniciativa acumula mais de 7 mil horas de interações. Ela permite que a companhia compreenda hábitos e expectativas para direcionar produtos e campanhas. O diretor Gustavo Castro destacou que o objetivo é colocar o consumidor no centro das decisões, garantindo que as marcas continuem relevantes e fortalecendo o portfólio.
Stannis Cervejaria é homenageada após recorde na Schützenfest 2025
A Stannis Cervejaria foi uma das 42 empresas homenageadas no prêmio SC Vale Ouro, iniciativa que reconhece empresas que impulsionam o estado de Santa Catarina (SC). O prêmio, entregue na Assembléia Legislativa do estaso (Alesc) nesta segunda-feira (24), destacou a cervejaria de Jaraguá do Sul pelo seu desempenho no Brasil Beer Cup 2025. O SC Vale Ouro deverá se tornar anual para estimular a excelência do empreendedorismo catarinense. A Stannis ressaltou que a homenagem reforça seu vínculo com o estado e a comunidade que acompanha a marca desde sua origem.
O reconhecimento estadual chega no momento em que a Stannis encerra a 35ª Schützenfest. Trata-se de um marco inédito para Jaraguá do Sul (SC): pela primeira vez, a festa contou com uma marca da própria cidade como cervejaria oficial. O evento registrou o recorde de 153.014 visitantes em onze dias. Foram servidos mais de 212 mil copos de chope, evidenciando a força e a qualidade da produção regional. A participação da Stannis reforçou a tradição da Schützenfest e o crescimento do setor cervejeiro catarinense, assumindo um papel central no evento.
Heineken celebra Tiny Desk Brasil com shows de Sandra Sá e Arnaldo Antunes
A Heineken celebrou sua parceria com o Tiny Desk Brasil em São Paulo (SP), na noite de terça-feira (18), com um evento que reforçou seu compromisso com experiências reais. A marca aproveitou a ocasião para exibir o novo episódio do projeto, que estreou naquele dia com Sandra de Sá. Após a exibição, os convidados foram surpreendidos com um pocket show exclusivo da própria Sandra de Sá ao lado de Tássia Reis. A gerente de marketing Williane Vieira comentou que a Heineken busca proporcionar momentos que vão além do óbvio, oferecendo experiências únicas que celebram o melhor da música.
Arnaldo Antunes diz que curtiu a experiência do Tiny Desk (Crédito: Fernanda Carvalho / Divulgação)
O ciclo de atrações do Tiny Desk Brasil seguiu com o lançamento do episódio do músico, poeta e artista visual Arnaldo Antunes, na terça-feira (25). O artista, acompanhado por uma banda estrelada, apresentou faixas de seu álbum “Novo Mundo” e sucessos como “Comida” e “Já Sei Namorar”. Arnaldo Antunes comentou que a experiência de cantar sem amplificação, seguindo a filosofia do Tiny Desk, foi super legal. E que o som intimista ficou incrível. O projeto, apresentado pela Heineken, segue com lançamentos semanais, reforçando a plataforma cultural da música brasileira.
Estrella Galicia reforça conexão com automobilismo e música nacional
A Estrella Galicia reforçou sua presença nos esportes a motor ao ser a cerveja oficial da etapa final da Porsche Cup Brasil, realizada no último sábado (22) no Autódromo de Interlagos, em São Paulo (SP). A marca, que já patrocina a McLaren na Fórmula 1, esteve presente com ativações e seu portfólio completo. A diretora de marketing Renata Cecco afirmou que a Porsche Cup representa o encontro entre alta performance e paixão pelo automobilismo, territórios que se conectam profundamente com a essência da Estrella Galicia.
A marca mantém sua estratégia de conexão com a cultura e autenticidade ao ser, também, a cerveja oficial do Festival Novabrasil 2025. O evento ocorre neste sábado (29) no Parque Villa-Lobos, em São Paulo. O evento celebra os 25 anos da rádio Novabrasil FM e reúne grandes nomes da música brasileira, como Seu Jorge e Nando Reis. O público poderá degustar a Estrella Galicia Lager e a Estrella Galicia 0,0, além de adquirir um copo colecionável exclusivo do festival. A cervejaria reforça, assim, seu compromisso com a diversidade e a arte do país.
Baden Baden Tour estreia vendas na Sympla e novas harmonizações
O Baden Baden Tour em Campos do Jordão (SP), eleito como a atração número 1 da cidade no Tripadvisor, renovou a experiência sensorial com a venda exclusiva de ingressos antecipados pela plataforma Sympla, facilitando o acesso do público. A atração, que detalha a história e o processo de fabricação da cerveja, também estreou novas parcerias gastronômicas com Tirolez, Ceratti e Brasil Frutt, elevando a sofisticação da degustação e reforçando a harmonia entre cerveja e comida. O tour funciona diariamente em Campos do Jordão. Para participar, os interssados devem ser maiores de 18 anos. A capacidade é para 30 pessoas por horário e a loja da cervejaria segue aberta ao público.
A Monka Cervejaria em Belo Horizonte (MG) preparou um fim de semana especial para fechar novembro, com shows na sábado (29) e domingo (30). No sábado, o palco recebe o projeto Trinca de Três à tarde e, à noite, a banda Mary Pops com hits dos anos 90 aos atuais. No domingo, a cantora e compositora Gabi Mello apresenta um show que une pop, R&B, soul, jazz e blues. A casa, que conquistou três medalhas no Brasil Beer Cup, ainda oferece um cardápio variado e cervejas premiadas. Mais informações e reservas no Instagram @monkacervejaria.
A Cervejaria Maniacs comemora seu nono aniversário neste domingo (30) com um evento especial no bairro Cabral, em Curitiba (PR). O fundador Iron Mendes destaca a união da marca com a gastronomia local, trazendo chefs renomados para cozinhar na fábrica ao lado de 29 torneiras de chope. A festa marca o lançamento de três cervejas sazonais e conta com música ao vivo e flash tattoo das 11h às 20h. Confira mais no Instagram da cervejaria.
Itaipava lança campanha de verão com Ivete Sangalo e Paulo Bonfá
A Itaipava abriu oficialmente sua temporada de verão nesta sexta-feira (28) com uma campanha humorada estrelada por Ivete Sangalo e Paulo Bonfá. A ação brinca com a maratona pela última lata na praia e reforça o orgulho da escolha da marca, segundo Diego Santelices, do Grupo Petrópolis. A estratégia inclui filmes para TV, influenciadores e ativações urbanas. Saiba mais no site oficial.
A cantora baiana Neftara brilhou na terceira noite do Petra Zuca Audições, realizada na última quarta-feira (26) em São Paulo (SP). O projeto, idealizado por Marina Sena e Talita Morais com apoio da cerveja Petra, visa profissionalizar e dar visibilidade a novos talentos da música nacional. Priscila Fonseca, do Grupo Petrópolis, ressalta que a iniciativa reforça o compromisso da marca em valorizar a identidade brasileira.
Grupo Petrópolis lidera inovação aberta no setor de bebidas
O Grupo Petrópolis conquistou a terceira posição na categoria Bens de Consumo e Alimentação do Ranking Top 100 Open Corps 2025. Pelo quarto ano consecutivo, a cervejaria figura entre as líderes em colaboração com startups no país. Alaercio Nicoletti, gerente de sustentabilidade, afirma que essas parcerias vão além da tecnologia e promovem desenvolvimento sustentável e inclusão econômica em diversas regiões.
Turismo cervejeiro em mosteiros é destaque no Congrecerva
O jornalista e sommelier Ivan Tozzi apresentou o conceito de sacro turismo cervejeiro durante a segunda edição do Congrecerva, na terça-feira (25). Na palestra, ele explorou a produção histórica e atual de cervejas em mosteiros e abadias, apontando o potencial desse nicho para o turismo nacional. Carlos Alberto Zem, do Simespi, avalia que a apresentação confirmou a maturidade do setor e a importância de ampliar a visão sobre as rotas cervejeiras.
Skol retorna como cerveja oficial do Carnatal 2025
A Skol está de volta como a cerveja oficial do Carnatal 2025 e inicia suas ativações em Natal (RN) com sorteios de abadás. A promoção ocorre até este domingo (30) no perfil do evento e garante acesso completo à micareta, que acontece em dezembro. Felipe Cerchiari, diretor da marca, celebra a retomada da parceria histórica com o público potiguar prometendo experiências inesquecíveis. Consulte o regulamento da ação.
O Bar Brahma comemora seus 77 anos e o Dia Nacional do Samba com uma programação especial de 1 a 6 de dezembro em São Paulo (SP). A esquina mais famosa da cidade receberá tributos a ícones como Jorge Aragão e Alcione, além de shows dos Demônios da Garoa. A agenda cultural ocupa todos os ambientes da casa com rodas de samba e homenagens à MPB. Reservas podem ser feitas pelo WhatsApp.
Ambev investe R$ 67 milhões no Edital Brasilidades
A Ambev lançou o Edital Brasilidades 2026 com um aporte recorde de R$ 67 milhões voltado à economia criativa. O foco estratégico desta edição abrange o fortalecimento de circuitos gastronômicos e eventos ao ar livre em todo o território nacional. Leandro Mendonça, diretor da companhia, reforça que o objetivo é investir em espaços onde a cultura e a cerveja conectam as pessoas e transformam o amor pelo Brasil em legado. inscrições gratuitas na plataforma Prosas.
Degusta ganha identidade própria no Festival Brasileiro da Cerveja
A ESCM confirmou o Degusta como evento oficial de degustação livre do 17º Festival Brasileiro da Cerveja, em Blumenau (SC). A atração ocorre de 4 a 7 de março de 2026, reunindo mais de 200 cervejarias para uma experiência de consumo ilimitado e contato direto com os produtores. O formato ganha força própria para consolidar a imersão no universo artesanal brasileiro. Acompanhe as novidades no Instagram oficial.
A união entre o ciclismo e a cerveja artesanal é, para muitos grupos de pedal, um forte elo de socialização e celebração. Longe da bebedeira sem limites, a cerveja depois do treino atua como a recompensa merecida e o catalisador da amizade após o esforço físico, fomentando uma cultura que une esporte, convívio e degustação de bebidas.
Para muitos praticantes do esporte, especialmente amadores e não-atletas de elite, a cerveja gelada é vista como a melhor recompensa e um momento para relaxar e desfrutar. O mesmo ocorre em grupos de corrida que foram tema de reportagem aqui no Guia da Cerveja em outubro.
Um dos exemplos é o grupo Pedal e Cerva, que completa 15 anos em 2025. O embrião surgiu por volta de 2008, quando amigos se reuniam para treinos intensos, buscando a melhora física para provas esportivas.
“Em 2008 começamos a juntar alguns amigos para pedalar e curtir os finais de semana. Não era só um rolê. Era um treino mais forte buscando melhorar fisicamente para as provas”, conta Victor Alonso de Oliveira, 56 anos, administrador de empresas e ciclista.
A recompensa sempre vinha após o suor. Oliveira conta que os amigos combinavam de fazer churrasco e tomar cerveja depois do treino aos sábados e domingos.
Essa rotina se consolidou dois anos depois e, com a combinação por WhatsApp das pedaladas, o grupo ganhou forma: o Pedal e Cerva, que começou com um núcleo de amigos, hoje conta com 40 pessoas em sua essência e mais 60 seguidores de diversos estados do Brasil e do exterior.
O grupo tem logo e camisetas com a identidade visual, mas sem fins lucrativos ou pretensão de ser algo que vise o lucro.
O foco está na prática do ciclismo, desde o road bike (estradas) ao mountain bike (trilhas), explorando rotas como as ciclovias de São Paulo, a Rota dos Romeiros, o caminho até Itu, pedal no Sul de Minas e no interior de São Paulo. “Sempre tem um rolê diferente no final de semana”, diz Oliveira. “E, na sequência, tomamos a merecida cerveja”, brinca.
Menor quantidade, maior qualidade
Com o tempo, a cultura do grupo mudou em relação ao consumo da bebida. Segundo Oliveira, a maturidade e a chegada das cervejas artesanais transformaram a experiência. “Mudamos muito o foco de quantidade para qualidade”, explica. “A gente deixou de tomar um volume grande para tomar uma qualidade muito melhor”.
Essa valorização da experiência e da qualidade reflete o papel da cerveja como fator de conexão social e lazer. Para a maioria dos grupos, a cerveja gelada é vista como o principal elemento de recompensa pós-treino, um momento para rir, compartilhar histórias da trilha e fortalecer os laços.
A combinação de ciclismo e cerveja exige consciência. A regra de ouro é nunca pedalar sob o efeito do álcool, especialmente em vias de trânsito ou trilhas perigosas.
Além disso, embora seja 90% água, a cerveja depois do treino possui efeito diurético. É altamente recomendado que o ciclista beba água ou bebidas repositoras de eletrólitos antes de começar a consumir a bebida após o pedal. E é preciso ter consciência que não se deve exagerar. O álcool em doses altas pode prejudicar a síntese de proteínas, essencial para o ganho de massa muscular.
O fim do ano está chegando e, ao que parece, as cervejarias estão de olho no brinde de Natal e Réveillon dos clientes. Três dos 11 lançamentos do mês são de cervejas que flertam com os espumantes, de certa forma. A nova Bruta IPA Nelson Sauvin da Bodebrown e as Grape Ales da Quadro Poderes e Brewine Leopoldina podem ser até mais interessantes para comemorar nas festividades de fim de ano do que a bebida titular dessas ocasiões.
Outro destaque vai para as novas embalagens de produtos já existentes lançadas em novembro. O Grupo Heineken trouxe uma edição especial da Heineken para a Fórmula 1 enquanto a Ambev criou uma lata de Budweiser para o lançamento do Bud Live, com a banda Maroon 5. O universo das artesanais também está representando nessa categoria com as novas latas da Sexto Sentido Cervejaria. E no ramo das importadas, foi a La Chouffe que chegou com novo visual.
Bodebrown lança Brut IPA Nelson Sauvin com inspiração em espumantes
A Bodebrown, cervejaria de Curitiba (PR) conhecida pela inventividade, está ampliando sua linha Brut IPAs com a chegada da Brut IPA Nelson Sauvin. A nova integrante se une às já consagradas Brut IPA Galaxay, Brut IPA El Dorado e Brut IPA Mosaic, todas com novas brassagens em novembro, completando o quarteto no estilo Sparkling Hop.
O sódio-proprietário da Bodebrown, Samuel Cavalcanti, explica que a linha, lançada em 2018 com inspiração no cervejeiro Kim Sturdavant, buscou aproximar o universo cervejeiro do mundo dos vinhos. O novo rótulo, que está disponível no site oficial da Bodebrown, leva o lúpulo neozelandês Nelson Sauvin, famoso por suas notas de uvas Sauvignon Blanc, groselha e lichia, que garantem o caráter vinífero ao sabor e aroma.
Cervejaria Quatro Poderes lança Cerrado Grape Ale em Brasília
A Cervejaria Quatro Poderes e a Vinícola Ercoara de Brasília (DF) inovam ao lançar a Cerrado Grape Ale, uma bebida que une cerveja e vinho a partir de uvas Sauvignon Blanc cultivadas no Cerrado. Inspirada na Italian Grape Ale, esta tiragem limitada, apresentada em garrafas estilo espumante de 750 mL, resulta de uma dupla fermentação do mosto de uva sobre uma base de cerveja Saison. O mestre cervejeiro da Quatro Poderes, Marcelo Naves, define a bebida como uma experiência sensorial única, desafiando rótulos, e que reforça o potencial do terroir candango, segundo Rodrigo Sucena da Ercoara. A pré-venda já está disponível nos canais oficiais, incluindo o site da Cervejaria Quatro Poderes.
Brewine Leopoldina lança Italian Grape Ale com uva riesling renano
A Brewine Leopoldina, marca do Grupo Famiglia Valduga, reforça sua linha de Italian Grape Ales com o lançamento da Riesling Renano. O novo rótulo, que une malte e a nobre uva de mesmo nome, conhecida por sua acidez e aromas florais, frutados e cítricos, foi recém-premiado com medalha de ouro no prestigiado European Beer Star 2025. Eduardo Valduga, enólogo do grupo, destaca que o produto valoriza uma das uvas-brancas mais nobres do mundo em uma cerveja artesanal, celebrando a união de tradição vitivinícola e criatividade cervejeira. A novidade, com potencial de guarda, amplia a linha permanente da marca, agora com seis varietais, e pode ser conferida no site da Famiglia Valduga.
A Sexto Sentido Cervejaria, de Piracicaba (SP), apresenta seus seis estilos principais agora em latas de 355 ml e com rótulos de layout novos. O fundador Robson Mauri, especialista em café, afirma que a mudança visa oferecer uma experiência sensorial diferente ao público. A marca reforça sua identidade com receitas inspiradas em ingredientes brasileiros, como café e pimenta. Entre os estilos repaginados estão a Above Lager (com café) e a Paradise IPA. Para saber mais sobre a linha, o Instagram da Sexto Sentido traz mais detalhes sobre a novidade.
Heineken lança garrafa de alumínio em edição limitada para o GP de São Paulo
A Heineken lançou uma garrafa de alumínio comemorativa da Fórmula 1 para celebrar o Grande Prêmio (GP) de São Paulo 2025, evento que patrocina desde 2016. Apesar do GP já ter passado, a novidade ainda pode ser encontrada no comércio paulistano. Importada da Holanda, a edição limitada chegou aos principais pontos de venda da capital paulista no formato long neck de 330 ml, com preço sugerido de R$ 12,99. Com cerca de 300 mil unidades disponíveis, o lançamento combina design colecionável e sustentabilidade, já que o alumínio tem mais de 98% de reciclabilidade no Brasil.
Budweiser lança latas especiais com autógrafos do Maroon 5 para estreia da Bud Live
Para marcar a estreia da plataforma Bud Live no Brasil com o show do Maroon 5, a Budweiser presenteará os fãs presentes no evento que ocorre em São Paulo (SP) na sexta-feira (5) de dezembro com uma edição limitada de latas personalizadas. A edição especial traz as assinaturas reais dos integrantes da banda, transformando a experiência ao vivo em uma lembrança colecionável. Mariana Santos, diretora de marketing da Budweiser no Brasil, afirma que a iniciativa é uma forma de garantir que cada fã leve para casa seu próprio “autógrafo”, reforçando o papel da marca como a cerveja oficial dos ídolos e dos fãs. Mais informações sobre a plataforma podem ser encontradas nas redes sociais @budweiser_br.
Cervejaria La Chouffe renova identidade visual
A icônica cervejaria belga La Chouffe, conhecida pelo gnomo Marcel, atualiza sua identidade visual com rótulos e embalagens mais modernos, mas mantém o sabor autêntico. O gnomo, que simboliza o espírito artesanal da marca, permanece em destaque no design. A mudança é parte da estratégia global para conquistar novos consumidores. No Brasil, a marca é distribuída pela Interfood e vendida pelo e-commerce TodoVino.
Noi lança Italian Pilsner inspirada em raízes italianas
A Cervejaria Noi, de Niterói (RJ), lançou uma Italian Pilsner, cerveja que celebra as origens italianas da família Buzin. O rótulo, com 5% de álcool e 35 IBU, combina maltes Pilsen premium e lúpulos nobres europeus, resultando em aroma floral e herbal com toques cítricos, amargor limpo e final seco, segundo o material de divulgação. O lançamento traz o conceito “Il Dolce Far Niente”, inspirado na filosofia de desacelerar e valorizar o momento presente. A Italian Pilsner já está disponível nos restaurantes Noi Gastronomia, no site da marca e em pontos de venda no Rio de Janeiro e em Niterói.
A Therezópolis anunciou o retorno da sua Witbier OrBlanc ao portfólio, agora em versões lata e long neck. Descontinuado em 2023, o rótulo volta ao mercado como opção leve e frutada, ideal para os dias quentes. Segundo o mestre cervejeiro Gabriel di Martino, da Coca-Cola FEMSA Brasil, o relançamento foi motivado pelo sucesso da Session IPA. A marca também amplia o portfólio da Rubine Bock, agora disponível em long neck, após conquistar medalha de ouro no World Beer Awards 2025.
Heineken lança Heineken Lager Spriz, bebida inspirada no coquetel italiano (Crédito: Imagem de divulgação editada com IA / Whisk)
A Heineken lançou a edição limitada Heineken Lager Spritz, uma cerveja que combina o sabor da marca com a leveza e refrescância inspiradas no italiano Spritz — coquetel feito com espumante, água com gás e gelo. Com 6% de teor alcoólico e infusão de botânicos, o novo rótulo chega com um ritual próprio: deve ser servido em um copo diferente do tradicional, com gelo e uma fatia de laranja. A nova bebida estará disponível a partir de dezembro, inicialmente em bares selecionados das cidades de São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ) e Florianópolis (SC).
A Geezer Cervejaria lançou a linha Amplified, focada em cervejas clássicas. O primeiro rótulo é a Reverb, uma Czech Pils inspirada nas receitas da República Checa. Leve, tem aromas e sabores florais e de biscoito, amargor assertivo e com pegada crispy, segundo o material de divulgação.
Gård lança nova cerveja do projeto Mestre Residência com Doutor Breja
A cervejaria Gård, de Campos do Jordão (SP), lançou este mês o novo rótulo do projeto Mestre Residência — o terceiro da série. Desta vez o convidado é Alexandre Bleed, sommelier de cervejas do canal Doutor Breja do Youtube. O projeto funciona como uma residência artística, uma verdadeira imersão, para a produção de um rótulo exclusivo e colaborativo. O resultado foi a Venner, Belgian Saison com lúpulo Saaz da Mantiqueira e verbena, uma planta medicinal e ornamental.
A sustentabilidade não é uma moda passageira. E diferente do que já se achou um dia, também não se trata de algo à parte, que somente gera custos. Sustentabilidade hoje faz parte das empresas socio-ambientalmente responsáveis de maneira tão indissociável que se torna o próprio negócio. Trata-se de um pilar central, um vetor de crescimento e um investimento estratégico.
Mas o que as empresas ganham de fato com isso? O Guia da Cereja foi atrás da resposta. E identificou que esse conceito moderno de sustentabilidade já está fortemente presente em grandes e pequenas empresas do setor — e tem tudo para crescer ainda mais.
Iniciativas da indústria cervejeira estão mostrando que é possível ter lucro e gerar impactos positivos ao mesmo tempo, extraindo ganhos diretos e assegurando a continuidade do próprio negócio. Elas vão desde caldeiras aptas a trabalhar com biomassa para produzir calor nas cervejarias até a descarbonização das fábricas ou mesmo de toda a cadeira produtiva.
Que tal conhecer algumas dessas iniciativas, seus ganhos e benefícios?
Maior eficiência e economia real na indústria cervejeira
Um mito persistente em torno da sustentabilidade é que ela representa um luxo caro, uma escolha ética que compromete o resultado financeiro. Para a indústria cervejeira, no entanto, o oposto está se mostrando verdadeiro: as iniciativas ecológicas estão gerando economias operacionais.
A Cervejaria Cerpa, de Belém (PA), é um exemplo. Ao tomar a decisão estratégica de substituir as caldeiras a combustíveis fósseis por sistemas de biomassa alimentados por um recurso abundante na região — os caroços de açaí —, a empresa não só reduziu sua pegada de carbono, como também cortou drasticamente seus custos.
Projetos como este, que combinam sustentabilidade e rentabilidade, demonstram que investir em soluções limpas é investir no futuro da Amazônia”
Alessandro Palheta, coordenador de Manutenção da Cervejaria Cerpa
“Além dos benefícios ambientais, o projeto nos proporcionou uma economia de mais de 60% em comparação com o combustível anterior. Projetos como este, que combinam sustentabilidade e rentabilidade, demonstram que investir em soluções limpas é investir no futuro da Amazônia”, diz Alessandro Palheta, coordenador de Manutenção da Cervejaria Cerpa.
Além disso, o sistema possibilita economia circular. Depois de serem queimados para geração de energia, as cinzas dos caroços de açaí da Cerpa são reutilizadas como fertilizante em plantações de açaí, fechando o ciclo e devolvendo nutrientes ao solo.
A água é um dos principais ingredientes da cerveja, tornando sua conservação uma missão crucial para a indústria cervejeira. As cervejarias têm feito progressos surpreendentes na redução de sua pegada hídrica, atingindo níveis de eficiência que antes eram considerados impossíveis.
“Ao longo dos anos, reduzimos mais de 50% do consumo de água nas nossas cervejarias, nos tornando referência global em eficiência hídrica na indústria de bebidas. Superamos antecipadamente nossa meta para 2025, atingindo menos de 2,5 litros de água por litro de cerveja produzida, o que comprova que práticas sustentáveis geram resultados concretos e economia operacional”, diz Luiz Gustavo Talarico, head de Sustentabilidade da Ambev.
Nesse aspecto, a sustentabilidade rende também uma maior eficiência operacional, que se transforma em economia. Mas não só isso. “Reduz a dependência de recursos naturais e prepara o negócio para um futuro mais sustentável, beneficiando a companhia, o planeta e as comunidades onde estamos presentes”, afirma Talarico.
Também em entrevista dada ao Guia da Cerveja na inauguração da fábrica de Passos, Rafael Rizzi, diretor de Inovabilidade do Grupo Heineken, disse que o consumo de água na nova planta deve ser menor que 3 litros de água para cada litro de cerveja — embora ainda não exista um número oficial. “Daqui a um ano, provavelmente, com os processos mais maduros, a gente vai ter um número mais preciso”, diz. “Então, ela vai estar muito mais para um dois baixo do que dois alto”, completa.
Construída do zero, a nova fábrica da Heineken em Passos aplica as melhores tecnologias e praticas socioambientais (Crédito: Fabio Rezende / Heineken)
Também é necessário se preocupar com a água descartada e a proteção da água no entorno das fábricas.
No primeiro caso, todo o efluente recebe o tratamento necessário para ser devolvida ao meio-ambiente, tanto no caso da fábrica de Passos quanto na Cerpa, em Belém. “Operamos, há mais de 20 anos, uma das estações de tratamento de efluentes mais modernas da região. A água com alto índice de pureza que utilizamos no nosso processo de fabricação de bebidas é inclusive doada diariamente para centenas de famílias que habitam nos entornos da fábrica”, diz Alessandro Palheta.
No segundo, a Ambev trabalha com o programa Bacias e Florestas, que já resultou no plantio de mais de 2 milhões de árvores nativas em áreas de bacias e nascentes, com acompanhamento para garantir que elas se desenvolvam. A iniciativa, que conta com parceiros como TNC, WWF-Brasil e organizações locais, também impulsiona benefícios sociais, como hortas comunitárias e projetos educacionais apoiados pelo uso de efluentes tratados.
A fábrica do Grupo Heineken no Sul de Minas tem projeto semelhante. Trata-se do Programa Produtor de Águas — Projeto Bocaina, voltado para a proteção de nascentes e recarga hídrica na região.
Valor de marca e compensação de carbono
“Sustentabilidade não é só uma tendência — é um fator real de escolha e confiança”, explica Mariana Nogueira, socio-proprietária e gestora de Marketing da Santos Cervejeiros, da cidade de Santos (SP). A fábrica se tornou a primeira cervejaria artesanal e ter o selo de carbono neutro no estado de São Paulo no final de outubro deste ano.
A certificação é resultado de um processo de auditoria conduzido pela AKVO ESG, startup especializada em medição e compensação de carbono, que confirmou a neutralização de aproximadamente 32 toneladas de dióxido de carbono equivalente (CO₂e) geradas pela operação da cervejaria.
Para a gestora, a adoção da neutralidade de carbono pela cervejaria gerou valor de marca, fidelizou clientes e abriu novas parcerias. “Além disso, pesquisas da PwC (Voice of the Consumer 2024) mostram que mais de 80% dos consumidores priorizam marcas com práticas sustentáveis, e mais da metade afirma preferir produtos com menor impacto ambiental, mesmo em tempos de incerteza econômica”, completa.
Mas há economia também envolvida no carbono neutro? Nogueira garante que sim, ainda que indiretamente. “Quando você mede e compensa suas emissões, passa a olhar a operação com outros olhos — cada etapa começa a fazer mais sentido. Descobrimos que ser carbono neutro não é só compensar, é aprender a gerir melhor: transporte, consumo de energia, desperdício, embalagens. Tudo entra na conta. Com isso, vêm ganhos reais — mais eficiência, menos desperdício e decisões mais inteligentes”, explica.
O caso da Santos Cervejeiros mostra que investir em sustentabilidade é possível também na pequena cervejaria, na fábrica artesanal. Mas as grandes empresas da indústria cervejeira também estão trabalhando para isso. E na Ambev, os planos são ambiciosos. A companhia quer atingir Net Zero — nível de compensação total de carbono produzido — em toda a sua cadeia produtiva até 2040.
“A sustentabilidade não faz parte do nosso negócio, ela é o nosso negócio”
Luiz Gustavo Talarico, head de Sustentabilidade da Ambev.
“Graças ao uso crescente de fontes renováveis e a boas práticas de gestão energética, já reduzimos em 63% as emissões dos escopos 1 e 2 nos últimos 20 anos e operamos com 100% de energia elétrica renovável em nove países, incluindo o Brasil. Também avançamos na redução das emissões do Escopo 3, com iniciativas em agricultura sustentável e programas como o Eclipse, plataforma que avalia e apoia nossos fornecedores em suas jornadas de descarbonização, impactando toda a cadeia de valor”, explica Talarico.
E é justamente na agricultura que está boa parte dessas emissões de gases do efeito estufa da cadeira de produção da Ambev. Aproximadamente 20% delas vem do campo. Por isso, esse é um eixo central do trabalho da empresa. “Trabalhamos lado a lado com os produtores de cevada, implementando práticas de agricultura regenerativa, como rotação de culturas, manejo eficiente de água e nutrientes e cobertura permanente do solo. Todos os agricultores que fornecem cevada e milho recebem suporte técnico e capacitações desde o plantio até a colheita, garantindo que estejam preparados, conectados e financeiramente empoderados”, conclui.
Portanto, há, sim, vantagens reais em ser sustentável no meio cervejeiro. Seja em formato de benefícios diretos, como economia dentro da fábrica, quanto indiretos, como a percepção de valor de marca. E essas práticas levam ao crescimento com coerência, sem abdicar dos resultados financeiros. Tudo isso é fazer uma pequena parte, mas que faz toda a diferença, na construção de um futuro sustentável depende do compromisso coletivo de todo o ecossistema.
A 1ª edição da Copa Rio de Cerveja Artesanal terminou no domingo (23) com a cerimônia de premiação e o anúncio das cervejarias e cervejas vencedoras. O concurso é o primeiro totalmente voltado para cervejarias artesanais do estado do Rio de Janeiro e quer valorizar a cultura cervejeira fluminense. Ao todo, os juízes avaliaram 150 amostras vindas de 37 cervejarias e 11 municípios de 6 diferentes regiões.
O concurso distribuiu ao todo 71 medalhas em categorias focadas no guia de estilos da Brewers Association (BA). “Além das medalhas de Best Of Show e da premiação de Melhor Cervejaria, tivemos as categorias RJ Hops Beer, que premiou cervejas produzidas com lúpulos cultivados no estado do Rio de Janeiro, e Rua da Cerveja, que premiou as cervejarias deste local”, conta Davi Jardim, idealizador da competição ao lado de Fabricio Sayão e Leonardo Thule, todos técnicos em Cervejaria pelo SENAI/FIRJAN e sommeliers.
Copa Rio de Cerveja Artesanal: Melhores cervejas do Rio de Janeiro
O prêmio de Melhor Cervejaria da Copa Rio de Cerveja Artesanal ficou com a Cervejaria Alpendorf, de Nova Friburgo, no interior do estado. A segunda colocada foi a Rabugentos Brewing co., de Teresópolis, e o terceiro lugar no pódio ficou com a Cervejaria Duas Torres, de Petrópolis. Todas da Serra Carioca.
O trio de cervejarias se repetiu na categoria especial RJ Hops Beer. Cervejaria Alpendorf ficou com a medalha de ouro com a cerveja Mountain Hops; Cervejaria Duas Torres faturou a prata com a IPA Comet; e a cerveja História de Verão Summer Ale, da Rabugentos Brewing co., levou a medalha de bronze.
E a Serra carioca também levou as três medalhas do Best Of Show, categoria em que as melhores cervejas de cada categoria competem entre si para definir as melhores de todo o concurso. A medalha de ouro foi para a Alpendorf Margherita Gose. Já a prata para a Quem Sabe Sou Eu, da Rabugentos Brewing co. E o bronze para a Sampler — Into the Wild, da Sampler Brew House, de Petrópolis.
O prêmio especial da Rua da Cerveja ficou com a Vírus Bier, que ganhou medalha de ouro com a Imperial Stout Flor de RIS.
A Fumaçônica Brewery pode não ter levado para Curitiba (PR), sua cidade natal, o prêmio de Lata Mais Bonita do Brasil de 2025. A grande vencedora foi a Go Brew, de Anápolis (GO). No entanto, a mala com certeza voltou pesada com os dois troféus conquistados no concurso da Associação Brasileira da Lata de Alumínio (Abralatas). A cervejaria ficou com o segundo e terceiro lugares, com as latas das cervejas Super Kunk IPA e Mango Sour Dream, respectivamente.
De acordo com a organização, as latas “usaram cores vibrantes e ilustrações marcantes, provando que o design impactante é crucial para as cervejas especiais”. E, de fato, as latas são bem chamativas.
A lata da Super Kunk IPA usa um verde fosforescente com detalhes em amarelo e rosa pink para traçar um caminho rodeado por palmeiras que leva a um cenário de pirâmides místicas.
Já a arte do rótulo da Mango Sour Dream foi elaborada tendo o rosa pink como base, em um cenário igualmente idílico: há tucanos, macacos comendo cogumelos e um cenário de cachoeira que parece escorrer refrescante como imaginamos que a bebida deva ser. É mesmo um convite à degustação.
A história da Fumaçônica começou em 2012 com um grupo de amigos que se reunia para beber e conversar, e se consolidou como uma cervejaria em 2016.
Mário Kleina, 35 anos, fundador e CEO da Fumaçônica, contou ao Guia da Cerveja que a cervejaria sempre teve a ideia mística de formar uma irmandade, com simbologias e estética atemporal — foi o que tentaram traduzir nas embalagens das latas. E eles não devem parar por aí.
Kleina diz que, embora estejam felizes com a premiação, o objetivo para o ano que vem, quando completam dez anos de existência, será um só: buscar o lugar mais alto do pódio da Lata Mais Bonita do Brasil.
Confira, abaixo, a entrevista de Kleina ao Guia da Cerveja:
A lata da Super Kunk IPA ficou com o segundo lugar da categoria Cervejarias (Crédito: Divulgação / Fumaçônica)
As latas da Fumaçônica ganharam dois prêmios (segundo e o terceiro lugar) no prêmio Lata Mais Bonita do Brasil. O que inspirou o conceito visual da cervejaria e quais foram os principais desafios e decisões tomadas para traduzir a identidade da marca em um design tão premiado?
A essência da Fumaçônica sempre partiu de uma ideia quase mística de uma verdadeira irmandade, que traz curiosidade, simbologias e uma estética atemporal que sobrevive ao hype e continuará relevante daqui a dez anos. O próprio nome “Fumaçônica” já provoca essa vontade de olhar duas vezes. E a lata precisava traduzir isso.
O design nasceu e, aos poucos, fomos explorando detalhes — da marca d’água aos símbolos escondidos — tudo foi pensado para convidar o consumidor a explorar a embalagem, descobrir outras camadas e sentir que existe algo além da superfície.
O maior desafio foi equilibrar identidade forte com simplicidade visual. A linha precisava ser impactante e, ao mesmo tempo, funcional no ponto de venda. Optamos pela estética vintage e minimalista, cores marcantes e uma iconografia que conversa com a narrativa da marca.
Qual é a importância de uma premiação focada no design da embalagem para o mercado da cerveja artesanal, que está cada vez mais competitivo?
Para nós, é literalmente um sonho realizado. É mais do que um prêmio de design: é o reconhecimento de todo um trabalho consistente de branding, que envolve narrativa, produto, estilo e propósito.
O visual é o cartão de visita, mas ela só funciona quando está sustentada por uma história verdadeira. No mercado atual, produto de qualidade é pré-requisito. O diferencial está na história que você conta, na forma como a marca se manifesta. E a lata é a nossa vitrine mais poderosa.
Muitas pessoas costumam colecionar latas de cerveja, seja para manter os rótulos mais raros à vista, ou para apreciar as artes nas embalagens. Houve a intenção de desenvolver uma lata colecionável da Fumaçônica?
Sim, sempre pensamos nas latas como objetos que poderiam ter vida além da geladeira. E isso acontece muito. Muita gente transforma em vaso de planta, porta-objetos, peso de porta… Tem consumidor que não tem coragem de abrir a lata e deixa na prateleira como peça decorativa. A gente até brinca: “Abre logo e beba fresca, porque a arte continua lá mesmo assim” — mas é muito especial ver esse apego.
O design contribui para o sucesso da cerveja no ponto de venda?
O impacto é direto e muito claro. As cores vibrantes se destacam em qualquer geladeira. O nome desperta curiosidade. Os detalhes escondidos e a marca d’água criam uma sensação de profundidade (quando o consumidor descobre ele logo pensa “É isso!”. Quando ele prova a primeira, automaticamente quer provar as outras.
E algo que defendemos muito: o storytelling das receitas. Todas têm um contexto histórico. E dentro de um universo desconhecido para o consumidor, nossa missão como cervejaria é passar adiante essa informação. É impressionante como faltam informações básicas em muitos rótulos pelo Brasil. Nós queremos que a experiência seja completa.
Arte do rótulo da Mango Sour Dream foi o terceiro colocado da competição (Crédito: Divulgação / Fumaçônica)
Como o cenário cervejeiro de Curitiba se insere nessa disputa nacional?
Curitiba é, sem dúvida, a pioneira do país. Temos cervejarias extremamente premiadas, uma cena vibrante e um público exigente, que força o mercado local a se superar. Além disso, a cidade é berço de grandes artistas, designers e ilustradores, o que cria um ambiente fértil para marcas inspiradoras. Por aqui colaboramos com muitos artistas locais. Cada um traz uma visão diferente, que conectada a nossa essência, é muito valiosa.
É natural que Curitiba apareça com força nesse tipo de premiação — existe cultura, profissionalismo e criatividade na veia da cidade.
Que mensagem ou sentimento vocês esperam que o consumidor leve para casa ao segurar uma lata Fumaçônica? Qual o papel do design na construção da comunidade e da fidelidade à marca?
A Fumaçônica nasceu para trazer leveza. A cerveja é quase uma desculpa para representar o estilo de vida que acreditamos: equilíbrio, natureza, esporte, boas conversas, aquela fumaça jogada para o alto enquanto o mundo segue caótico.
Queremos que, ao olhar para a lata, a pessoa sinta identificação imediata com essa forma gostosa de viver. O design é o portal que conecta tudo isso. Ele aproxima, cria comunidade e transforma consumidor em fã.
O que vocês estão planejando para os próximos lançamentos?
Para os próximos lançamentos vamos explorar novas cores, texturas e acabamentos. Também estamos estudando personalizações com fornecedores — desde tampas até anéis especiais. Pode parecer pouco, mas para nós tudo isso faz muito sentido.
Há planos para a premiação do próximo ano?
Com certeza. Temos lançamentos importantes chegando — meses de trabalho, pesquisa estética e narrativa. Queremos colocar na rua rótulos que contêm novas histórias, que surpreendam e que perpetuem a identidade Fumaçônica. Estamos muito felizes com o 2º e o 3º lugar… mas o objetivo é claro: buscar o título de lata mais bonita do Brasil.
A cerveja que antes era um dos segredos mais bem guardados entre cervejeiros, chega agora a segunda edição aberta ao público. A Sierra Nevada, uma das principais cervejarias artesanais dos Estados Unidos, anunciou o lançamento da versão 2025 da Celly Drippins. Trata-se de uma edição limitada feita a partir das gotas de cerveja que escorrem de sacos de lúpulo fresco (hop-bags), recém-colhidos, após serem usados na produção da Celebration Fresh Hop IPA — tradicional cerveja de Natal da companhia.
A raridade no volume produzido e a exclusividade do processo de fabricação tornou o produto um objeto de desejo entre os apreciadores da bebida, sendo considerada uma das cervejas mais “hypadas” de 2024 no país norte-americano. Apesar de infelizmente não chegar no Brasil — será servida somente em formato de chope nos bares da cervejaria —, ela com certeza dá um show tanto de sabor quando de marketing baseado em escassez.
A famosa Sierra Nevada Celebration Fresh Hop IPA
Para entender a Celly Drippins, é melhor começar pela predecessora: Celebration Fresh Hop IPA. Produzida desde 1981 pela Sierra Nevada, é uma cerveja de Natal que foge do padrão, pois leve lúpulo em vez de especiarias.
As chamadas Christmas Ale são uma tradição europeia. Normalmente mais escuras e alcoólicas, para aquecer no frio do inverno do hemisfério norte durante a celebração, muitas vezes também levam condimentos diversos para aumentar o sabor. Inspirada nessas cervejas, a pioneira cervejaria Anchor Breweing, de São Francisco, na Califórnia, levou a ideia para os EUA e lançou em 1975 a Anchor Beer Celebration, também conhecida como Our Special Ale.
O fundador da Sierra Nevada, Ken Grossman, gostou da ideia, mas decidiu trocar as especiarias por muito lúpulo fresco, recém-colhido, dando origem a uma espécie de Fresh Hop IPA natalina.
O lúpulo normalmente utilizado nas cervejas passa por uma secagem logo após colhido, que o torna armazenável e estável. Já o lúpulo fresco não passa por esse processo, trazendo aromas e sabores mais vibrantes e vívidos. Porém, deve ser utilizado na cerveja logo após ser colhido. E isso dá início a uma corrida contra o tempo, que se repete todos os anos para a Sierra Nevada Celebration Fresh Hop IPA.
Após vencer o tempo e o transporte, os cervejeiros colocam o lúpulo em sacos permeáveis (hop-bags) e utilizado principalmente na etapa fria do processo de fabricação da cerveja. Essa técnica, conhecida como dry-hopping, extrai apenas os óleos essenciais do lúpulo para trazer ainda aroma e sabor para a cerveja, sem influenciar o amargor.
Presente especial
Quando os hop-bags são retirados dos tanques, há ainda muito líquido preso na massa vegetal. E é justamente essa cerveja que escorre deles que dá origem a Celly Drippings. A Sierra Nevada calcula que para cada 875 latas de Celebration Fresh Hop IPA, apenas um copo Celly Drippings é produzido.
Originalmente, é uma cerveja foi pensada para ser um presente especial para os funcionários — e alguns poucos sortudos que estavam no bar da cervejaria. “Se você estivesse no bar na hora certa, poderia ter uma experiência mágica”, disse Isaiah Mangold, chefe de desenvolvimento de novos produtos e inovação cervejeira da Sierra Nevada à Forbes norte-americana.
Segundo a publicação, a primeira informação que se tem notícia da Celly Drippins apareceu em 2023, ainda sob segredo público. No ano seguinte, a Sierra Nevada fez um anúncio e organizou um lançamento nacional na unidade de Mills River, na Carolina do Norte. Porém, já havia alguns poucos litros também disponíveis na unidade de Chico, na Califórnia.
Neste ano, a Sierra Nevada abriu a informação e tornou público que a Celly Drippins estará disponível tanto em Mills River quanto em Chico. Apenas em chope.
A cervejaria marcou até horário para servir os primeiros copos. Os bares fizeram os primeiros serviços na sexta-feira passada (21), a partir das 15h (horário local), em cada unidade. A quantidade servida será limitada todos os dias, até que acabe o estoque, e só poderá ser apreciada no local.
Características da Sierra Nevada Celly Drippins
Embora a Sierra Nevada seja conhecida por suas IPAs, a Celly Drippins se destaca por suas características únicas, influenciadas diretamente por essa extração concentrada de lúpulo.
Os cervjeiros recuperam apenas uma pequena quantidade de “pingos” de cada lote de produção. E isso significa que o volume final da Celly Drippins é bastante baixo. De acordo com a Forbes, cerca de 5 mil copos de Celebration rendem apenas um copo de Celly Drippins.
O resultado é uma Celly Drippins descrita pela cervejaria como “uma versão intensa de cerveja suave e profundamente saborosa”. O estilo é de uma Double IPA de 8% de teor alcoólico com aromas e sabores resinosos, cítricos, de lúpulo fresco e concentrado.
A cada nova pesquisa, o mesmo refrão: “as novas gerações não bebem”. De uns tempos para cá tudo é sobre a tendência que parece que vai destruir o mercado de bebidas e nunca ninguém irá mais beber uma cervejinha gelada sequer, pois a geração xyz não consome álcool em nenhuma medida.
Eu sei, tô acompanhando e nem acho que seja mentira, mas talvez haja aí um canto de sereia que é bastante sedutor, certamente é insistente, repetido à exaustão, mas nem sempre verdadeiro completamente. Tem quem queira que a gente acredite que não há futuro.
É curioso ver como as prateleiras mudaram: rótulos com palavras como leve, zero, clean, e ao lado delas, as cervejas que ainda acreditam no excesso. Parece que bebemos com culpa, ou com justificativa. O que antes era apenas um brinde descompromissado, virou cálculo em uma planilha contemporânea de saudabilidade.
Ainda há muito a celebrar
Bebemos porque é ritual. Está na raiz das sociabilidades humanas, das frutas maduras fermentadas, dos meles encharcados de chuva, dos primeiros grãos fermentados pelos humanos, dos banquetes gregos às rodas de samba atuais.
“Beber é uma forma de comunhão”, lembra o antropólogo Edward Slingerland
(SLINGERLAND, Edward. Embriagados: como bebemos, dançamos e tropeçamos em nosso caminho para a civilização. Porto Alegre, Editora Krater, 2023.)
Por mais que o jovem de hoje não procure saber disso, ou não entenda vividamente, cedo ou tarde essa herança o alcança: bebemos não para esquecer, mas para celebrar. E celebrar é lembrar que pertencemos a algo maior.
Ainda há muito a chorar
Claro que nem só de brindes alegres vive um gole, às vezes o copo é parte de um abrigo. Um dia cansado, uma perda, uma frustração e o gesto de erguer a taça não é símbolo de fuga, é mais um consolo. Proibir, incriminar ou super taxar seu uso é desconhecer o papel ambivalente que ele ocupa na história humana.
Ainda há muito a descobrir
A cerveja nos acompanha há milênios nos envolvendo como sociedade e ciência. Fazemos tecnologia para que seja cada vez mais proveitoso e delicioso o ato de beber, de degustar, de termos prazer com uma simples bebida. Somos curiosos líquidos.
Evoluímos enquanto fermentamos
Hoje, a descoberta continua: há espaço para bebidas sem álcool, com menos teor alcoólico, com novos sentidos, de novas formas e sabores. Isso não é ameaça, é parte do mesmo movimento curioso que sempre nos guiou. E enquanto fomos desenvolvendo a agricultura, as máquinas, os movimentos e tudo que gira em torno de fabricar uma cerveja, novas tecnologias da bebida se misturaram às novas tecnologias da própria saúde, dos maquinários mais complexos a instrumentos que hoje são simples em nosso dia a dia.
Ainda há muito a moderar.
Existem muitas pessoas que têm graves problemas com o consumo de álcool. Não há negação com relação a isso, mas também há um esforço para que seja constantemente discutido.
Sim, há quem sofra com o abuso. E falar sobre isso é sempre urgente. Mas confundir moderação com abstinência forçada é perigoso. O debate público precisa sair do tom moralista e entrar no terreno da educação: entender o prazer, o limite e o risco. Não é sobre proibir, é sobre escolher melhor a forma como as pessoas se relacionam com seu consumo. Individual e coletivo.
O pesquisador Glauco Caon em seu recente artigo publicado aqui no Guia da Cerveja, nos mostra que ao ler os relatórios mais recentes sobre consumo, entende que não é tão alarmante assim a questão de se beber com moderação. E ele mesmo tem pesquisas que mostram o contrário, existe uma boa correlação no bom consumo.
Liberdade sobre nossos corpos e decisões
Ao mesmo tempo que queremos tanto debater sobre liberdade, há outras forças que querem forçar o estado a aumentar os impostos sobre a cerveja. Eu acredito que o mais importante é falarmos sobre o consumo e as consequências de consumir em excesso de forma esvaziada dos sentidos, sem cultura, sem gastronomia. Proibir ou piorar o consumo com altas taxas de impostos piora para quem o faz de maneira correta, justa, alegre e ritualística. É apenas moralismo.
Sexta, sábado, domingo ou quaisquer outro dia da semana que uma pessoa queira beber sua cerveja, gelada ou quente, clara ou escura, amarga ou azeda, com ou sem fruta. Com ou sem álcool. É preciso liberdade e existe um controle dos corpos que também aproveita esses movimentos, aproveita para pesar a favor de outras indústrias e motivações.
O eco do canto
O mercado tem que seguir firme em melhorar cada dia mais o produto e seus processos. Conversar com o consumidor para que aproveite da forma mais prazerosa e saudável. Seguir evoluindo, como faz a tantos milênios e firme em passar por mais uma provação da temperança e daqueles que seguem querendo controle, rédeas curtas e poder sobre as decisões alheias.
Entre o excesso e a proibição, há um mar inteiro de possibilidades, fermentado pela curiosidade, pela medida e pela alegria. É nesse meio líquido que seguimos, tentando não confundir o medo do afogamento com o prazer de nadar.
A Heineken lançou na semana passada a Heineken Lager Spritz, uma cerveja de edição limitada que combina o sabor da marca com a leveza e refrescância inspiradas no italiano Spritz — coquetel feito com espumante, água com gás e gelo. Com 6% de teor alcoólico e infusão de botânicos, o novo rótulo chega com um ritual próprio: deve ser servido em um copo diferente do tradicional, com gelo e uma fatia de laranja.
Segundo Elbert Beekman, gerente de marketing da marca no Brasil, a Heineken Lager Spritz reforça o compromisso de estar à frente das tendências e expandir o universo cervejeiro. “Mais do que lançar um novo rótulo, a Heineken busca reforçar o compromisso em oferecer ao consumidor uma experiência que vai além do paladar. E a Heineken Lager Spritz traduz a essência de estar à frente das tendências e propor novas possibilidades dentro do universo cervejeiro, sempre com qualidade e propósito”
A nova bebida estará disponível a partir de dezembro, inicialmente em bares selecionados das cidades de São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ) e Florianópolis (SC).
IPA Day Brasil terá divisões por intensidade das cervejas
O 12º IPA Day Brasil acontece neste sábado (22) no Espaço Bella Città, em Ribeirão Preto (SP), reunindo 41 rótulos da cerveja lupulada. O festival traz a “harmonizassom”, dividindo o espaço em três palcos onde a intensidade alcoólica das IPAs (de zero a 15% ABV) é pareada com diferentes gêneros musicais. O evento destaca nove rótulos com o selo que apoia negócios liderados por mulheres. Ingressos open bar custam R$ 319,90 e podem ser adquiridos pela plataforma Eventiza, ou para mais informações acesse o Instagram oficial do IPA Day Brasil.
A Sexto Sentido Cervejaria, de Piracicaba (SP), apresenta seis estilos principais em latas de 355 ml e com rótulos de layout novo. O fundador Robson Mauri, especialista em café, afirma que a mudança visa oferecer uma experiência sensorial diferente ao público. A marca reforça sua identidade com receitas inspiradas em ingredientes brasileiros, como café e pimenta. Entre os estilos repaginados estão a Above Lager (com café) e a Paradise IPA. Para saber mais sobre a linha, o Instagram da Sexto Sentido traz mais detalhes sobre a novidade.
Blumenau (SC) vai ganhar a Hofbräuhaus. A operação no Biergarten terá produção própria de cerveja, loja de souvenires e menu 100% germânico, seguindo o conceito de Munique. O empresário Leandro Magnani, vencedor da concessão de 20 anos, planeja investir cerca de R$ 10 milhões no local que abrigava o antigo restaurante Thapyoka. A expectativa é que o contrato seja assinado na próxima semana e as obras durem oito meses. Antes da inauguração, a marca fará um evento na Praça Hercílio Luz para apresentar o conceito.
Heineken lança câmera analógica com Notthesamo em promoção
A Heineken e a NOTTHESAMO se uniram para lançar uma câmera analógica de edição limitada, peça central da campanha global #SocialOffSocials, que incentiva o público a se desconectar das telas e vivenciar conexões reais. A LePub São Paulo assina a iniciativa que, segundo a gerente de Marketing Williane Vieira, busca incentivar o valor dos momentos na vida real, longe do digital. O diretor-executivo Rafael Alves explica que a câmera 100% analógica faz as pessoas gastarem menos tempo registrando e mais tempo vivendo o que importa. Consumidores maiores de 18 anos podem se inscrever na promoção até 8 de janeiro de 2026, sem necessidade de compra, pelo site da promoção Heineken Social Off Socials.
Sebrae e Ambev lançam capacitação digital para cervejarias
O Sebrae/PR e a Ambev lançaram a versão digital do Programa Aprimore, oferecendo capacitação gratuita e online para microcervejarias e brew pubs do Paraná. A jornada de três meses inclui podcasts ao vivo, trilhas de conteúdo e materiais complementares sobre gestão, finanças e logística. O objetivo é levar conhecimento especializado a todas as regiões, respeitando o ritmo do empreendedor, segundo Thais Rodrigues Almeida, consultora do Sebrae/PR. Marta Rocha, da Ambev, reforça que o formato em podcast amplia o acesso ao conteúdo técnico. Empreendedores interessados podem se inscrever pelo link de inscrição no programa Aprimore.
Curitiba sedia concurso de cervejas caseiras e hidromel
Curitiba (PR) sediou, entre quinta (20) e sábado (22), o XIV Concurso Paranaense de Cerveja Feita em Casa, promovido pela Acerva Paraná. O evento, que cresce anualmente, avaliou 220 amostras de cervejas e 65 de hidromel sob padrões internacionais do Guia BJCP. Cerca de 50 especialistas e sommeliers participara da análise das bebidas caseiras, que frequentemente superam rótulos renomados. A festa de premiação, aberta ao público, ocorre no sábado (22) na Cervejaria Bastards, celebrando a união da cena artesanal do estado.
Copa capixaba de cerveja terá festa com chope liberado
A 4ª Copa Capixaba de Cerveja Artesanal celebra o amadurecimento do setor no Espírito Santo, registrando 320 rótulos inscritos, o recorde da competição. O evento, realizado pela Acerva, teve julgamento técnico entre quinta (20) e sexta-feira (21). A festa de premiação e confraternização ocorre neste sábado (22), na Casa do Turista Capixaba, em Vitória. O ingresso inclui chope liberado com mais de 15 estilos artesanais e bufê livre de comida de boteco. Para adquirir ingressos e saber mais sobre a Copa Capixaba de Cerveja, acesse o Instagram oficial.
O Brew Festival, tradicional festa de cerveja artesanal, retorna à Praça Arautos da Paz, em Campinas, até domingo (23), com entrada gratuita. O evento, realizado pela WB Produções, celebra o feriado com mais de 200 estilos de cerveja, novidades da gastronomia gourmet e shows de rock n’ roll em dois palcos. O festival é pet friendly e conta com ampla área kids, sendo dedicado a toda a família. Para saber mais sobre as atrações e horários do Brew Festival, confira o Instagram oficial do evento.
Münchenfest tem desfile de blocos e premiação em Ponta Grossa
O primeiro fim de semana da 34ª Münchenfest, a Festa Nacional do Chope Escuro de Ponta Grossa (PR), agitou a Avenida Vicente Machado com o tradicional desfile de cerca de 40 blocos rumo ao Parque Ambiental. A prefeita Elizabeth Schmidt e as majestades da edição anterior prestigiaram a passagem dos foliões. Os vencedores do concurso de Blocos foram Bella Vila Velha, Kelly Wosniak e Até o Último Gole, respectivamente. Também foram premiados os vencedores do concurso “Clima de München”, que busca valorizar o comércio decorado. A festa no Centro de Eventos vai até 29 de novembro; ingressos estão disponíveis na plataforma Blueticket.
A Estrella Galicia promoveu uma noite especial em São Paulo (SP) para acompanhar a torcida pelo Grammy Latino de Liniker, sua parceira. O evento, que reuniu fã-clubes e equipe, terminou em comemoração após a artista conquistar três gramofones pelo álbum Caju e a canção “Veludo Marrom”. A cervejaria, que já patrocinou a turnê, celebrou a vitória como um momento histórico para a música brasileira. A marca reafirma seu compromisso em valorizar artistas independentes e criar experiências que colocam os fãs no centro, promovendo autenticidade e propósito.