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Entrevista: conceito de cerveja decolonial pode forjar a identidade e o terroir brasileiro

No efervescente mercado de cervejas artesanais, uma profunda autocrítica à indústria e uma busca por uma identidade nacional autêntica têm guiado as discussões sobre o conceito de “cerveja decolonial”. Mais do que uma simples tendência, esse movimento desafia a tradição importada ao exigir uma reavaliação da própria filosofia de produção, inspirando-se em insumos, culturas e bebidas ancestrais brasileiras. A proposta é clara: construir um “terroir nacional” que fuja dos guias de estilo internacionais.

A Cozalinda, cervejaria e cidraria sediada em Florianópolis (SC), é um dos nomes a abraçar a filosofia. Embora o cofundador Diego Simão Rzatki revele que a atitude de valorizar o local estivesse presente desde o início da empresa em 2014, o conceito decolonial, enquanto termo consciente, se aprofundou por volta de 2018. A virada ocorreu quando a cervejaria percebeu que, apesar de usar microrganismos locais, a estrutura fermentativa ainda se inspirava em modelos europeus, demandando uma reflexão mais profunda sobre a arquitetura sensorial e a cultura produtiva.

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Para Rzatki, essa busca por uma identidade própria não é apenas uma questão de ideologia e política, mas também econômica. A inovação autêntica é vista como a chave para a expansão internacional, argumentando que a originalidade é o que o Brasil deve oferecer ao mercado global, em vez de cópias. 

O movimento, com cerca de cinco anos de discussão mais intensa e maior projeção pós-pandemia (marcada por projetos como “Manipueira” e a “Feira Selvagem”), representa um convite ao diálogo profundo sobre o que significa produzir e consumir uma bebida que seja, de fato, brasileira, questionando até a nomenclatura e as convenções do setor.

Confira, abaixo, a entrevista de Diego Rzatki ao Guia da Cerveja:

A Cozalinda está no mercado desde 2014. A cervejaria já nasceu com a proposta decolonial?

A gente não era consciente desde o início de que a nossa proposta era decolonial. Olhando em retrospectiva, acredito que desde o primeiro dia, desde a formação da ideia do que viria a ser a Cozalinda, a gente tem uma atitude decolonial. Nossa ideia era criar algo com uma identidade local e romper com os estereótipos comuns das cervejas catarinenses que olhavam mais para fora do que para dentro para se identificar.

Desde o início, a Cozalinda se propôs a levar cervejas que traduzissem o espírito da cidade, e isso ia muito além do nome ou da narrativa que a gente escolheu naquele momento. A nossa ideia era valorizar tudo que fosse local, pensando nas receitas para a cidade, e não olhando para fora e trazer alguma “trend” importada. 

Quando o conceito decolonial ficou mais evidente para a cervejaria?

O termo decolonial para a gente ficou evidente em 2018, quando começamos a produzir a cerveja “Já Passou o Paulo Lopix?”. Ela se pretende dar um passo além nos nossos esforços na busca de melhor traduzir o terroir local. Diferente da “Praia do Meio” e da “Pedras do Itaguaçu” (duas fermentações mistas que tinham as gueuzes e lambics como maior influência), a “Paulo” seria mais culturalmente identificada com o local. Porque, por mais que a gente se esforçasse em produzir cervejas com microrganismos não usuais como “bretts e pedios” a gente tomou consciência de que a estrutura fermentativa que estávamos propondo se inspirava muito nas cervejas europeias, apesar dos microrganismos serem endêmicos [locais].

O passo dado com a “Paulo Lopix” foi ter a consciência de que, para além de apenas fazer cerveja, a gente tinha que entender qual era o estilo das bebidas ancestrais locais. Sem se apropriar, nos inspiramos em uma bebida ancestral, o Cauim. E diante da polêmica do uso do nome Cauim em uma lager, ficou evidente que só dar um nome e usar um ingrediente local não bastava. Tínhamos que aprofundar mais. Adotamos microrganismos selvagens, selecionados na mesma fonte que as bebidas ancestrais “bebiam”, e entendemos que assim encontraríamos uma cinética fermentativa e uma arquitetura sensorial totalmente local – e, aí sim, nos descolonizando do caráter europeu que nossas produções anteriores se lastreavam.

O descolonizar é buscar se desfazer da colonialidade que permeia a identidade nas produções nacionais. É “Lei de Pureza” para lá, “melhores ingredientes sempre são os importados” pra cá e até ideia de que era “impossível produzir cervejas selvagens no Brasil” pairava como uma guilhotina sempre pronta a cair sobre nossas cabeças. O importante, e mais evidente após a “Paulo Lopix”, era a necessidade de romper com os padrões impostos pelos Guias de Estilos que essencialmente são ferramentas de colonização (intencional ou não).

E o que é, na prática, uma cerveja decolonial?

Dicussão sobre a identidade da cerveja brasileira não é nova, mas está amadurecendo com o mercado (Crédito: Instagram / Cerveja Cozalinda)
Dicussão sobre a identidade da cerveja brasileira não é nova, mas está amadurecendo com o mercado (Crédito: Instagram / Cerveja Cozalinda)

Não existe hoje uma definição do que é uma cerveja decolonial. O ato decolonial vai muito, muito, muito, além do simples fazer. Ele está mais no pensamento de desvinculamento de padrões que são oriundos do processo colonial que perdura até hoje.

A proposta é fazer um produto com a cara do Brasil?

Sim, mas o difícil é dizer qual é a cara do Brasil. Temos muitas “caras”. A cerveja decolonial é uma cerveja que pode ter uma identidade brasileira, que tem um terroir brasileiro, mas isso não é algo singular, é plural. Isso se constrói na influência das diferentes culturas etílicas sul-americanas originárias e daquelas que formaram o que o continente é hoje. O que, claro, também inclui a influência colonial. Mas é importante não se pautar apenas na herança dos colonizadores para fazer cerveja. Não apenas imitar uma Escola Cervejeira e nacionalizar a produção. 

A identidade brasileira se molda com influências europeias, dos povos originários, africanos e, por que não, influências asiáticas tão presentes em partes do país. Tudo o que compõe a identidade nacional vai ser importante para construção de uma cerveja decolonial.

O importante é que a cerveja estabeleça uma identidade própria, que seja uma “mescla” e não uma cópia completa de outra.

A busca por uma identidade “manezinha”, um terroir “manezinho”, de “Floripa”, para nós é pesquisar o que permeia nossa cultura local e traduzir isso em cervejas. E essa identidade “manezinha” é apenas uma das caras do Brasil, mas é a “cara” da Cozalinda. Cabe a cada cervejaria encontrar a sua “cara” brasileira.

Como essa proposta se insere no panorama atual do mercado cervejeiro nacional? 

Existem muitas cervejarias que já se preocupam em fazer cervejas que tenham uma identidade nacional. Ainda é um lugar bem pequeno dentro do “Universo de Cervejas Artesanais”. Entretanto, são sempre iniciativas que ganham boa projeção. Não é um movimento novo, acho que a gente simplesmente não sabia dar um nome e entender o que estávamos fazendo.

De forma prática, desemboca no surgimento de cervejas que não tem medo de romper com padrões, como são as cervejas do Projeto Manipueira, cervejas selvagens inspiradas de certa forma no Cauim, bebida ancestral que provavelmente surgiu onde nos encontramos. Hoje, o projeto finalizou sua terceira temporada de produção e ampliou o número de produtores em relação ao que foi o ano passado. São 22 cervejarias produzindo o estilo e sempre ganhando medalhas em diversos campeonatos cervejeiros.

O que impulsionou essa discussão sobre a cerveja decolonial?

A questão da cerveja decolonial é algo novo, mas não deixa de ser uma evolução do intuito do “fazer cerveja brasileira” que é algo já bem antigo. Eu adoro uma frase que a Kathia Zanatta [sommeliére de cervejas] falou um tempo atrás: “Não basta colocar uma fruta brasileira e achar que está fazendo cerveja brasileira”. Não lembro se foram exatamente essas palavras, mas era esse o sentido da fala. Isso, que até pouco tempo era considerado “fazer cerveja brasileira”, tem se aprofundado com a maturidade que o mercado vai ganhando ano a ano. De cinco anos para cá que a gente tem discutido mais, mas acredito que foi pós-pandemia que surgiu mesmo, na prática, a discussão decolonial. 

A discussão decolonial teve como um dos marcos o projeto Manipueira, e a primeira edição da Feira Selvagem. Nela, houve preocupação de conversar sobre o que é terroir na cerveja e outros temas que desembocaram na discussão de uma cerveja decolonial.

Na prática, essas discussões caíram como uma luva para quem produz cervejas selvagens, e foi se ampliando pelo mercado, desde a produção de Manipueiras Selvagens a atos de ruptura, como a cervejeira da Água do Monge, que colocou na placa de uma saison com uva que estavam servindo no Brasileiro de 2024 uma plaquinha de identificação como “Chope de Vinho Selvagem”. Tudo isso são ampliações deste movimento.

Esses atos de ruptura, de andar para um caminho independente do pré-estabelecido e do pré-conceito, se fortaleceu ao passo que mais e mais produtores pararam de ter medo de identificar e fazer cervejas realmente brasileiras ou simplesmente disruptivas. Disruptiva não é mais simplesmente fazer IPA, West Coast IPA, Brut IPA, Hazy IPA, Cold IPA ou qualquer dessas “IPAS” que são quase tudo igual (risos) para romper com o monopólio das Pilsenzinhas… Esse tempo já passou. 

“Temos muito a ganhar pensando e agindo de forma decolonial”

Diego Rzatki, sócdio e fundador da cervejaria Cozalinda

Além dos ingredientes, quais são os outros processos de fabricação da cerveja que a proposta decolonial busca questionar?

A gente tem uma dificuldade muito grande no mercado em renunciar (ou questionar) os laços que construíram o cenário dos cervejeiros artesanais brasileiros atuais. Eles foram (e ainda são) formados a olhar para escolas cervejeiras alheias à nossa cultura. Não é difícil encontrar cervejeiro pensando que fazer cerveja alemã é o único jeito de fazer uma cerveja “verdadeira” ou “de verdade”, pensamento para lá de colonial. Ou seja, a gente tem uma grande tendência, que vem da formação, em não questionar os modelos externos. 

Um bom exemplo é o que ocorre com a cadeia do milho. Não é um insumo ruim, é apenas um ingrediente diferente que, se usado da forma correta, é muito bom. Até três anos atrás ainda era heresia falar malte de milho. Mas, por causa da resistência que existe do fornecedor ao cervejeiro, não temos a oferta deste insumo. Estamos dentro do continente originário do milho, o qual até hoje é usado para fazer cerveja de milho, a Chicha. No fim a cadeia inexiste, apesar de ser algo que faria muita lógica ser explorado pelo mercado. Em nosso país tem uma infinita variedade de milhos rústicos e endêmicos, cada um destes se transformaria em um malte originário e poderia ser fonte de muita inovação.

Entretanto, o mercado vem jogando um volume considerável de recursos para produzir lúpulo nacional. O que não é errado, diga-se de passagem, mas nossos preconceitos que estão cravados no coração do mercado atrapalham um processo de inovação gigante. Quem sabe até na adoção do malte de milho em grande escala que mora a autossuficiência de malte que o Brasil tanto precisa?

Disso a gente pode puxar outros exemplos como a necessidade de usar microrganismos fermentativos nacionais para se livrar da identidade sensorial que leveduras do exterior prevalecentes na produção atual. Encontrar leveduras endêmicas e, quem sabe, abraçar até temperaturas mais altas de fermentação e aceitar o perfil aromático que um processo desse gera, seja também uma enorme vantagem energética que melhoraria o resultado financeiro das empresas. 

Pensar decolonial pode levar a mudanças muito favoráveis ao mercado. Sejam impactos financeiros com a adoção de novos processos e insumos, ou mesmo um impulso inovador que poderia desembocar em novos produtos de identidade únicas, as quais poderiam acabar em mais exportação. 

O Brasil produz muita cerveja, mas exporta muito pouco, e isso ocorre pelo fato de que somos ainda um mercado colonizado. O mercado internacional não vai consumir mais do mesmo, vai desejar produtos diferentes. 

Temos muito a ganhar pensando e agindo de forma decolonial. Óbvio, não é estalar os dedos e tudo vai mudar e dar certo, é um caminho de décadas que precisamos começar a trilhar.

Rozilene Alves de Sá: a mestre cervejeira que abre portas para mulheres e negros

A mestre cervejeira e Beer Sommelier Rozilene Alves de Sá, de 46 anos, é reconhecida pela sua atuação profissional que a levou a Gerente Corporativa de Produção da Heineken, onde atua há pouco mais de dois anos. Rozi tem certificação internacional como Brewmaster pela World Brewing Academy e é diplomada como Beer Sommelier pelo Instituto da Cerveja Brasil

A trajetória de sucesso foi marcada por experiências de vida que a levaram a defender a diversidade e a inclusão, além de incentivar e inspirar pessoas em projetos de mentoria.

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Virada de chave

Foi a partir de uma “virada de chave” que Rozilene, bacharel em Química, se assumiu capaz de liderar a produção de cervejas da Heineken. Se, antes, a sensação era de ter que dar sempre o melhor e vencer, agora ela colhia os frutos de uma carreira solidamente construída – mas precisou do olhar do outro, encorajando, para conseguir ver a própria potência.

Isso não aconteceu porque Rozilene não conhecia a sua capacidade, mas porque foi levada a duvidar do que sentia. “Antes, a sensação era de que eu corria apenas para dar o meu melhor e vencer. Essa mudança só aconteceu porque ouvi, repetidamente, das pessoas ao meu redor, de que eu poderia fazer a diferença. Infelizmente, não partiu de mim, talvez por uma Síndrome do Impostor. Acho importante compartilhar isso, porque hoje, com maturidade, reconheço meu potencial e não o ignoro, mas nem sempre foi assim”, diz.

A “Síndrome do Impostor” é um fenômeno psicológico que leva a pessoa a duvidar de si mesma, e a se sentir uma fraude – não porque existam limitações reais, mas porque a pessoa é levada a acreditar nisso ao longo de anos de construção de uma identidade profissional, geralmente minada por preconceitos. No caso da Rozi, houve um peso de gênero e raça. 

Foi a partir dessa percepção e da construção da autoconfiança que Rozilene se viu capaz de assumir o que chamou de “um grande desafio”: construir, do zero, uma área de processos de produção cervejeira. Foi preciso contratar 80% do time no mercado, treinar, iniciar a produção e performar. “Esse projeto trouxe muitos aprendizados, e o maior deles foi perceber que não se tratava apenas de fazer cerveja, mas de entender que a base de tudo são as pessoas”, reflete.

‘Inspirar pessoas e transformar ambientes’

Em sua descrição profissional, Rozi se diz “apaixonada por inspirar pessoas e transformar ambientes”. E, ao conhecer a sua vivência pessoal, é possível perceber o que trouxe para Rozilene a sagacidade para entender que são as pessoas que constroem os processos – seja em empresas, nas famílias, ou na sociedade. Ela sabe o que é vivenciar o apoio de outras pessoas para se ver em toda a sua potência, porque foi assim que aconteceu com ela, e sabe o quanto pode contribuir, a partir desta potência, para o processo de trabalho na empresa. 

No caso de Rozilene, pesa o fato de ter iniciado a construção da carreira em 2001, época em que o ambiente cervejeiro era majoritariamente masculino. Além disso, ela carrega a experiência de viver em um país racista, que naturaliza o julgamento do valor de uma pessoa pela cor de pele. 

“Quando comecei minha trajetória no mercado cervejeiro, em 2001, era um ambiente majoritariamente masculino. Ser mulher e mulher negra significava enfrentar barreiras invisíveis todos os dias”, conta.

Sem tempo para detalhar os desafios, porque quem os enfrenta só quer deixá-los para trás, Rozilene afirma que os encarou como oportunidades para abrir portas. “Queria mostrar que é possível ocupar espaços que antes pareciam inalcançáveis. Era sobre coexistir e transformar”, conta.

Hoje avançamos muito, mas ainda há um longo caminho a percorrer. Temos mais mulheres presentes, mais vozes sendo ouvidas, e isso é fruto de coragem, união e iniciativas que promovem a diversidade. A jornada é contínua”, fala. 

“Cada conquista feminina nesse setor é um passo para todas nós, e eu vibro quando vejo uma mulher crescer, evoluir e ser reconhecida”, conta Rozilene.

Apoio e mentorias

Rozilene divide o tempo entre a vida pessoal, as corridas, o trabalho, e o comprometimento em inspirar e apoiar outras mulheres, seja por meio de projetos, mentorias ou outras ações. Recentemente, ela participou de um projeto que levou conhecimento cervejeiro a mais de 550 mulheres. Além disso, faz mentorias para profissionais que desejam crescer na indústria.

Ela conta que a experiência com mentoria começou com convites para palestras internas e evoluiu para programas estruturados. Ela vê nessas iniciativas “impactos positivos enormes”. 

“A troca de experiências fortalece minha visão de liderança e traz uma satisfação imensa ao ver talentos crescerem, sendo um verdadeiro combustível para o meu propósito”, conta.

Desde 2016, atua como professora em temas técnicos relacionados a todas as etapas do processo cervejeiro, incluindo matéria-prima, brassagem, fermentação e filtração. “Acredito que a melhor forma de contribuir para o mercado é formando pessoas, porque conhecimento só tem valor quando é compartilhado e quando cria conexão”, relata.

‘Filha’ de Nortelândia, cria de escola pública, formada da Federal

A jornada de Rozilene Alves de Sá começou em Nortelândia, um município no estado de Mato Grosso com aproximadamente 6 mil habitantes, onde nasceu há 46 anos. 

A infância foi marcada por brincadeiras de rua, mas com tempo delimitado – a partir dos 9 anos, ela já ajudava o pai, que era comerciante na cidade.

Ela estudou nas escolas públicas de Nortelândia até concluir o ensino fundamental. Ao ingressar no ensino médio, mudou de cidade e foi morar com um casal amigo da família.

Ao decidir que queria estudar na Escola Técnica Federal do Mato Grosso, se dedicou à preparação solitária na biblioteca da escola, usando livros emprestados e sonhando com a aprovação. Ali, Rozilene já desenhava dentro de si a perseverança que teria que desenvolver ao longo da vida. A preparação deu certo, e ela foi aprovada no curso técnico de Química.

Este foi o início do caminho profissional. A partir do curso técnico, Rozilene continuou estudando e foi aprovada no vestibular de Química da Universidade Federal do Mato Grosso. Foi quando ela desenvolveu habilidades analíticas e técnicas, além de adquirir conhecimentos, que se tornaram a base da vida profissional. “Acredito que ter uma base sólida nos dá segurança para trilhar os próximos passos com autoconfiança”, reflete.

Universo cervejeiro

O universo cervejeiro entrou na vida de Rozilene Alves de Sá pela porta do interesse pela área de qualidade e pelos processos industriais. Foi estagiária de Qualidade em 2001, quando teve o primeiro contato com a rotina de análises, padrões produtivos e controles que sustentam a fabricação de bebidas. 

“Esse período reforçou minha afinidade com o ambiente produtivo e me levou a assumir, logo na sequência, a posição de Técnica Química no laboratório de envase, onde aprofundei meu conhecimento em análises de produto acabado e embalagem”, relembra.

Foi a partir dessa base técnica que Rozilene começou a buscar especializações voltadas diretamente para a cerveja. “Ao longo dos anos, evoluí de funções laboratoriais para posições de supervisão e depois para áreas de processo dentro da cervejaria, sempre com foco em qualidade, padronização e entendimento profundo das etapas de produção”, diz.

O desenvolvimento formal incluiu formações técnicas voltadas para tecnologia cervejeira, o que ela classifica como fundamentais para consolidar a atuação em áreas como brassagem, fermentação e filtração.

Rozilene Alves de Sá, mestre cervejeira e gerente de produção da Heineken. Foto: Divulgação

“Esse conjunto de experiências e qualificações me abriu portas para atuar como especialista de processo em nível corporativo, atendendo diferentes unidades no Brasil e em outros países da América do Sul”, fala

Desde então, Rozilene não parou mais de estudar. Ela conta que continua se aprofundando tecnicamente, seja em metodologias de gestão, controle de qualidade ou tecnologias cervejeiras.

“Foi isso o que sustentou minha evolução até chegar às funções de mestre cervejeira, especialista corporativa e atualmente gerente corporativa de Cerveja e Master Brewer na Heineken Brasil”, fala.

Especializações

Rozilene conta que, quando ingressou na indústria cervejeira como estagiária, teve como objetivo adquirir cada vez mais conhecimento técnico. Foi a partir de muito trabalho e dedicação, que ela pode fazer, em 2004, o curso técnico cervejeiro no Senai Vassouras. “Ao final, fui classificada com a maior nota do Brasil, e ali nasceu minha paixão por estudar sobre cerveja e me conectar com profissionais experientes do setor”, relembra. 

Esse foi o primeiro passo para, no futuro, ingressar na formação de Mestre Cervejeira (Siebel e Doemens). Mas os desafios ainda estavam impostos – formação exigia proficiência em inglês.

“Em 2007, fui indicada para participar do processo seletivo dessa formação, que exigia proficiência em inglês. Para superar essa barreira, me dediquei intensamente: aulas seis vezes por semana e um intercâmbio no Canadá. Esse esforço resultou na minha aprovação”, conta.

Em 2008, Rozilene Alves de Sá foi para Chicago fazer o curso de Mestre Cervejeira. Em uma turma de 25 alunos, havia apenas ela e mais uma mulher, sendo ela a única brasileira.

“Essa experiência plantou em mim a certeza de que eu poderia abrir portas. No mesmo ano, concluí a formação em Chicago e na Alemanha, em escolas reconhecidas mundialmente pela excelência em ciência cervejeira, obtendo nota A+”, comemora.

A vivência internacional foi transformadora. Rozilene relembra a adaptação ao idioma, o contato com diferentes culturas e a troca com profissionais de diversos países. Essas experiências ampliaram a visão dela sobre o universo cervejeiro. 

“Saí da minha bolha e descobri novas possibilidades. Foi um período desafiador, mas extremamente enriquecedor. Além do conhecimento técnico, construí amizades para a vida”, conta.

Para ela, os maiores reconhecimentos são a soma de pequenas conquistas, não apenas um troféu. “Elas se traduzem em falas de pessoas que fizeram parte dessa trajetória e que refletem meu propósito e legado, como ‘Rozi, comecei a estudar cerveja por causa de você.’, ou ‘Você me inspirou a seguir para a área de produção’, ou ‘Você me mostra que nunca devemos ignorar nosso potencial’”, conta

Para ela, essas mensagens mostram que a jornada vale a pena. “Isso nenhum troféu é capaz de traduzir”, conta.

Inflação da cerveja em outubro é de 0,75%; indústria segue em recuperação

A inflação da cerveja fechou o mês de outubro com alta de 0,75%, cerca de oito vezes mais que o índice geral, que ficou em 0,09%. Os dados são IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), e foram divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Segundo Fernando Gonçalves, gerente do IPCA, a variação de preços pode ser reflexo de um reajuste feito no segundo semestre e que, agora, chegou aos consumidores. “Alguns fabricantes de cerveja reajustaram seus preços no início do segundo semestre, possivelmente refletindo agora, nas prateleiras, para o consumidor final”, diz. 

Outro fator que pode explicar o avanço dos preços em outubro são as temperaturas mais altas, já que o calor impacta diretamente no consumo da bebida, avalia Gonçalves.

No acumulado do ano, de janeiro a outubro, a inflação da cerveja ficou em 4,44%, também acima do índice geral, de 3,73% para o período. No acumulado dos últimos 12 meses, os preços apresentaram estabilidade nos dois indicadores. A inflação da cerveja ficou em 4,66% enquanto o IPCA geral fechou em 4,68%.

IPCA de outubro, segundo o IBGE
CervejaIPCA geral
Variação mensal (%)0,750,09
Acumulada no ano (%)4,443,73
Acumulada em 12 meses (%)4,664,68
Fonte: IBGE — Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo

Inflação da cerveja

A variação de preços da cerveja em outubro ficou acima também da variação captada em setembro, quando o índice fechou em 0,64% e ficou mais próximo do IPCA geral, de 0,48%. Comparado aos preços de outras bebidas alcoólicas, o avanço de preços das cervejas é ainda maior, já que o subitem teve recuo de -1,06%.

No entanto, o cenário se inverte na alimentação fora de domicílio. O grupo teve inflação de 0,46% no período, mas as cervejas ficaram -0,08% mais baratas, enquanto outras bebidas alcoólicas avançaram 0,37%.

outubro 2024novembro 2024dezembro 2024janeiro 2025fevereiro 2025março 2025abril 2025maio 2025junho 2025julho 2025agosto 2025setembro 2025outubro 2025
Índice geral0,560,390,520,161,310,560,430,260,240,26-0,110,480,09
Alimentação e bebidas1,061,551,180,960,71,170,820,17-0,18-0,27-0,46-0,260,01
Alimentação no domicílio1,221,811,171,070,791,310,830,02-0,43-0,69-0,83-0,41-0,16
Cerveja0,980,85-0,640,49-0,290,370,480,110,360,4510,640,75
Outras bebidas alcoólicas-1,18-0,110,75-0,55-0,770,47-1,13-0,361,34-0,632,69-2,04-1,06
Alimentação fora do domicílio0,650,881,190,670,470,770,80,580,460,870,50,110,46
Cerveja0,890,790,24-0,091,070,170,610,11-0,170,060,420,44-0,08
Outras bebidas alcoólicas-0,380,290,870,660,621,310,180,450,80,880,36-0,030,37
Fonte: IBGE — Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo

Maior queda de preços foi em Belém

Os preços nas capitais monitoradas pelo IBGE apontam que a maior redução no custo da cerveja em outubro foi registrada em Belém, com recuo de -1,3%, seguido por Porto Alegre (0,42%) e Fortaleza (0,44%)

Já os maiores aumentos foram no Rio de Janeiro, com alta de 1,53%, Grande Vitória e São Paulo, ambos com aumento de 0,88%, e Belo Horizonte, com variação de 0,86%.

Inflação da cerveja em outubro*
Rio de Janeiro (RJ)1,53
Grande Vitória (ES)0,88
São Paulo (SP)0,88
Belo Horizonte (MG)0,86
Brasil0,75
Curitiba (PR)0,74
Salvador (BA)0,72
Recife (PE)0,68
Fortaleza (CE)0,44
Porto Alegre (RS)0,42
Belém (PA)-1,3
*Em domicílio / Fonte: IBGE

Em relação à Alimentação Fora do Domicílio, os preços da cerveja tiveram os maiores aumentos em Belo Horizonte (1,78%), Grande Vitória (1,76%) e Belém (0,89%).

As maiores quedas de preço aconteceram em São Paulo (-1,24%), Curitiba (-0,34%), e Salvador (-0,08%).

Produção industrial

Os dados da PIM-PF (Pesquisa Industrial Mensal — Produção Física), também divulgados pelo IBGE, apontam que a fabricação de bebidas alcoólicas recuou -6,7% em setembro, se comparado ao mesmo mês do ano anterior.

No acumulado do ano, de janeiro a setembro, a variação também ficou negativa em -4,8%, mesmo percentual para o acumulado de setembro de 2024 a setembro de 2025.

A indústria das bebidas não-alcoólicas também apresenta números negativos, mas em menor magnitude. O acumulado do ano ficou em -0,3%, enquanto o acumulado de setembro do ano passado até setembro deste ano ficou em -1,8%. A produção industrial do segmento em setembro teve aumento de 4,3%, comparado a agosto, segundo o IBGE.

Consumo abusivo de álcool cai em 2025, segundo pesquisa do Cisa

O Centro de Informações sobre Saúde e Álcool (Cisa) lançou na quarta-feira (12) a sétima edição da publicação Álcool e a Saúde dos Brasileiros: Panorama 2025. A publicação traz uma pesquisa desenvolvida pela Ipsos-Ipec que mostra grandes mudanças no comportamento dos consumidores em relação ao álcool, além de números de internações e mortalidade do Datasus. Segundo o levantamento, o consumo abusivo de álcool, por exemplo, caiu de 17% em 2023 para 15% em 2025.

A queda aconteceu com mais intensidade na faixa etária mais jovem, dos 18 a 24 anos, que saiu de 20% para 13% em dois anos. “E a maioria deles, quando bebe, consome uma ou duas doses por ocasião”, ressalta Mariana Thibes, doutora em sociologia e coordenadora do Cisa.

Além disso, o levantamento evidencia que a maioria dos bebedores (39%) consome apenas de uma a duas doses por ocasião. O que se alinha com um dos principais fatores para definição de consumo moderado.

Consumo abusivo de álcool

O levantamento CISA/Ipsos 2025 identificou algumas características do consumidor abusivo de álcool. É normalmente do sexo masculino (26%), sendo que 18% dos homens que bebem consomem 10 doses ou mais por ocasião. Ocorre mais nas faixas etárias de 25 a 44 anos (54%), em indivíduos com escolaridade de Ensino Médio (25%) e nas regiões Norte e Centro-Oeste (31%). Apesar da maior parte (42%) consumir uma vez por semana ou a cada 15 dias, a proporção de abusivos que bebem de duas a quatro vezes por semana aumentou de 29% para 35% entre 2023 e 2025.

Outro fator relevante é que bebedores abusivos têm uma falsa percepção de consumo: 82% acreditam beber de forma moderada. A proporção é superior à observada em 2023 (75%), e apenas 9% reconhecem exagerar e precisar mudar (13% em 2023).

“A interpretação errada do seu próprio padrão de consumo é um dificultador para a mudança de hábito. Ser mais tolerante ao álcool, ou seja, beber muito e não sentir os efeitos do álcool, não significa ser mais resistente ou estar protegido dos prejuízos do álcool. Pelo contrário. Precisar aumentar a quantidade de álcool para atingir os efeitos desejados é um sinal de alerta”, explica Arthur Guerra, psiquiatra e presidente do CISA.

Internações e mortes

O número de internações e de mortes Totalmente Atribuíveis ao Álcool (TAA) também caiu. No primeiro caso, o declínio foi expressivo, com 48,4% de diminuição no período entre 2010 e 2024, de acordo com dados do Datasus presentes na publicação. O grupo de 18 a 34 anos foi o que registrou a maior queda, com uma redução de 75,7%.

Já a mortalidade TAA voltou a níveis pré-pandêmicos. Entre 2010 e 2019, houve considerável queda de 7,9%, passando de 7.157 para 6.594 óbitos. No entanto, com a Covid-19 o número cresceu 32,5%, para 8.738 óbitos. Em 2023, voltou para 7.322, ou seja, uma queda de 16,2% após se manter dois anos em alta.

O grupo TAA é composto por condições de saúde que não existiriam se não houvesse o consumo de álcool, como doença alcoólica do fígado e cardiomiopatia alcoólica, por exemplo.

Já nos óbitos Parcialmente Atribuíveis ao Álcool (PAA), houve redução entre 2010 e 2023 nas mortes por causas externas. Acidentes de trânsito teve queda de 15,7% (passando de 14.604 para 12.310 óbitos) e em violência interpessoal houve redução de 17,1% (de 8.905 para 7.384 óbitos).

Apesar das boas notícias, os números gerais foram puxados para cima pela alta geral em internações (50,3%) e óbitos PAA (11,2%). Quando somadas as internações totalmente e parcialmente atribuíveis ao álcool, houve um crescimento de 24,2% entre 2010 e 2024. Já o total de óbitos aumentou 10,2% entre 2010 e 2023.

Jovens puxam mudanças

A maioria dos brasileiros (64%) declarou não beber em 2025, o que representa um aumento significativo. Em 2023, quando 55% disseram não consumir álcool. Essa mudança de comportamento está sendo puxada pelos jovens. Além de serem os que mais caíram em consumo abusivo de álcool e em internações TAA, a abstinência entre pessoas de 18 a 24 anos subiu de 46% para 64%. Na faixa etária de 25 a 34 anos, subiu de 47% para 61%.

O aumento da abstenção também foi notável entre indivíduos com ensino superior (de 49% para 62%), moradores da região Sudeste (de 51% para 62%) e das classes A e B (de 44% para 55%).

A publicação Álcool e a Saúde dos Brasileiros: Panorama 2025 está disponível para download no site do Cisa.

Brussels Beer Challenge 2025 premia 19 cervejas brasileiras

Considerado um dos mais respeitados concursos internacionais de cerveja, o Brussels Beer Challenge (BBC) divulgou nesta segunda-feira (17) a lista de cervejas premiadas de 2025. E 19 cervejas brasileiras estão entre elas. Foram 8 de ouro, 8 de prata e 3 de bronze. A Brotas Beer também levou o troféu de melhor cerveja brasileira na competição, aumentando o número de prêmios para 20, segundo o site oficial do concurso.

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Este ano o Brussels Beeer Challenge concedeu 278 prêmios no total. As avaliações ocorreram por três dias na cidade de Marche-en-Famenne, na província de Luxemburgo, na Valônia, o Sul da Bélgica — cerca de 130 quilômetros da capital Bruxelas. Lá, 80 especialistas avaliaram 1,7 mil cervejas. São amostras de 500 cervejarias de 36 países.

Melhores cervejas brasileiras no Brussels Beer Challenge

A Brotas Beer, cervejaria da região central do estado de São Paulo, localizada a 250 quilômetros da capital paulista, levou o troféu de melhor cerveja brasileira. A premiada foi a Brotas Beer Schwarzbier, que também levou medalha de ouro na categoria Lager, subcategoria Dark/Dunkel (including Schwarzbier).

Esse rótulo acumulou mais de 20 prêmios em diversas competições ao longo do tempo. O mais recente foi uma medalha de ouro no European Beer Star 2025.

No entanto, a cervejaria que mais recebeu medalhas foi a Salva, de Bom Retiro do Sul, no Rio Grande do Sul. Foram quatro medalhas, sendo uma de ouro e três de prata. Depois vem a Cervejaria Karsten, com duas de prata e uma de bronze e, por fim, a Cerveja Stannis, com uma de ouro e uma de prata.

As duas últimas cervejarias são de Jaraguá do Sul, cidade de Santa Catarina, para onde foram a maioria das medalhas. A cidade ficou com cinco medalhas ao todo.

O estado de Santa Catarina foi o mais premiado, com sete prêmios ao todo. São Paulo ficou com cinco e Rio Grande do Sul com quatro prêmios cada.

A região Sul ficou com 12 das 19 medalhas, sendo que as restantes ficaram no Sudeste.

O estilo mais premiado do Brasil foi o Irish Red Ale, com medalha de ouro para Red Sönja da Cerveja Stannis e prata para Wuff Red Ale, da Wuff Bier, de Juiz de Fora (MG). Chama também a atenção que o Brasil acumulou cinco medalhas na categoria Flavoured beer e cinco em Speciality Beer, mostrando a força do país para cervejas criativas.

Confira a premiação completa das cervejas brasileiras:

CervejaPrêmioCategoriaSubcategoriaCervejaria
Brotas Beer SchwarzbierBest Brazilian Beer 2025Melhor cervejaBrazilBrotas Beer Industria de Bebidas LTDA
Strong DarkGold Medal 2025Dark AleStrong Dark AleHank Bier
O Olhar Dos Seres Das MatasGold Medal 2025Flavoured beerField beerCaptain Brew
Cow Me BabyGold Medal 2025Flavoured beerSweet/Milk StoutCervejaria Salva LTDA ME
Brotas Beer SchwarzbierGold Medal 2025LagerDark/Dunkel (including Schwarzbier)Brotas Beer Industria de Bebidas LTDA
Karsten EisbockGold Medal 2025LagerGerman-Style EisbockCervejaria Karsten
Red SönjaGold Medal 2025Red AleIrish Red AleCerveja Stannis
Ashby WeissGold Medal 2025WheatWeizen(doppel)bockCervejaria Ashby
In “Trigo” We trust!Gold Medal 2025WheatWheat WineCervejaria Karsten
Denker Ana BierHaus Black MiracleSilver Medal 2025Flavoured beerImperial Stout Barrel- or Wood AgedCervejaria Denker — Grupo Thoquino
Baden Baden ChocolateSilver Medal 2025Flavoured beerChocolateHNK BR Indústria de Bebidas Ltda
Tendel BelgianSilver Medal 2025Pale&Amber AleSpéciale BelgeCervejaria Tendel
Scarlett FlandersSilver Medal 2025Red AleOud Rood (Flanders Red Ale)Cerveja Stannis
Wuff Red AleSilver Medal 2025Red AleIrish Red AleWuff Bier LTDA
BalolaineSilver Medal 2025Speciality BeerBarley WineCervejaria Salva LTDA ME
Capuccino GeladoSilver Medal 2025Speciality BeerSpeciality beer (Less than 7 ABV)Cervejaria Salva LTDA ME
Goiabada de MaracujáSilver Medal 2025Speciality BeerGluten FreeCervejaria Salva LTDA ME
Corredor PolonêsBronze Medal 2025Flavoured beerGrodziskieCervejaria Karsten
CajueiraBronze Medal 2025Speciality BeerOther Sour AleBig Jack Cervejaria
WF#6 – CelebrationBronze Medal 2025Speciality BeerBrett BeerCervejas Daoravida

A lista completa de premiados está disponível no site oficial.

Premiadas do mundo

Os países que mais levaram medalhas para casa no Brussels Beer Challenge 2025 foram a própria Bélgica, seguido da Itália e Países Baixos. Os cervejeiros belgas honraram sua tradição, colecionando inúmeras premiações em diversos estilos. O troféu Prik & Tik de Melhor Cerveja Belga foi para a Averbode Extra, da Brouwerij L. Huyghe, segundo o material de divulgação oficial do concurso.

Os destaques desse trio de campeões também vão para a italiana Mannenliefde (Oedipus Brewing) conquistou o troféu Best of Show – Fermentis, e as cervejarias holandesas Jopen e vandeStreek Bier garantiram várias medalhas de ouro.

Os Estados Unidos se consolidaram como potência criativa, destacando-se nas categorias IPA, Stout e Fruit Beer, enquanto a China continuou sua ascensão notável, chamando a atenção com tudo, desde New England IPAs até cervejas com levedura de saquê.

A República Checa, fiel à sua tradição, dominou a categoria Pilsner — com a Primátor 11 Ležák, a Bernard Celebration Lager e a Černovar Světlý conquistando medalhas e reafirmando o domínio checo em equilíbrio, precisão e
tradição.

Tom Holland, Charlie Sheen e John Mulaney: celebridades de Hollywood lançam cervejas sem álcool

A indústria da cerveja sem álcool dos Estados Unidos tem atraído algumas das maiores estrelas de Hollywood, como Tom Holland, Charlie Sheen e John Mulaney. Esses atores estão se tornando empreendedores no setor, lançando suas próprias marcas de cerveja não alcoólicas e usando a influência para ditar novas tendências de consumo.

Além disso, o endosso de uma celebridade se torna um ingrediente-chave para o sucesso dessas novas marcas de cerveja. Infelizmente, nenhuma das marcas chegou no Brasil ainda.

Tom Holland e a Bero

Num dos casos que mais chamou atenção da mídia, o ator Tom Holland lançou em 2022 a marca de cerveja sem álcool Bero. A ideia veio logo após ele próprio decidir parar de beber álcool e se deparar com a falta de opções no mercado na época.

Após lançar as vendas online no começo do ano passado, a marca explodiu e está prestes a chegar a um faturamento de oito dígitos, segundo a revista Exame. A equipe saiu de oito para 30 pessoas e agora está indo para o varejo físico, já estando presente em 4 mil pontos de venda, incluindo grandes redes como Target, Total Wine e Sprouts.

Também está expandindo internacionalmente, com fabricação na Bélgica e entrando no mercado do Reino Unido.

Em um dos capítulos mais recentes dessa história, o “Homem-Aranha” dos filmes da Marvel, Tom Holland, fez parceria como “Homem de ferro”, Robert Downey Jr, que é um grande entendedor de café e tem a marca Happy. A colaboração teve como objetivo lançar uma nova cerveja sem álcool com café e uma café lupulado, segundo a Forbes.

A Bero x Happy Coffee Draught, é descrito como “uma Stout sem álcool encorpada, com suavidade e notas intensas de café recém-torrado”. O segundo, batizado de happy eternal hoptimist x Bero, traz um café 100% arábica de grãos brasileiros e colombianos, com toques cítricos e nuances de lúpulo.

A Bero se declara uma marca de cerveja premium. Além do lançamento, são quatro estilos distintos: Kingston Golden Pils, Edge Hill Hazy IPA, Noon Wheat e Double Tasty West Coast Style IPA.

As cervejas podem ser adquirida no site oficial, que também vende outros produtos como bonés, camisetas e moletons com a logo da marca. No site, um fardo com seis latas da Bero Edge Hill Hazy IPA sai por US$ 14.

Charlie Sheen e a Wild AF Brewing

Charlie Sheen, conhecido por papéis icônicos como na série “Two and a Half Man”, mergulhou no empreendedorismo com a marca Wild AF Brewing, que ainda não foi lançada, mas já aceita pedidos sob encomenda em seu site.

A cerveja de Sheen é descrita como uma Cold Gold, uma bebida dourada que promete ser leve, refrescante e acessível — e sem álcool. Isso porque Sheen tem um longo histórico de dependência alcoólica e abuso de drogas. O que não o impede de empreender no setor.

Em um vídeo promocional, Charlie Sheen diz que muita coisa mudou, mas o amor dele por uma boa cerveja permanecia o mesmo. “Por isso, eu fiz a minha própria.”

Embora seja uma cerveja sem álcool, o foco do produto está na qualidade e no sabor que, segundo a marca, superam as opções convencionais não alcoólicas do mercado.

A pré-venda está disponível no site. O fardo com 12 cervejas estava saindo por US$ 13,99 em meados de outubro, sem contar o frete. O valor convertido em real é de R$ 74, em uma cotação de dólar a R$ 5,29.

John Mulaney e a Years

Já o comediante e ator John Mulaney se uniu à marca Years em 2024 como co-proprietário. A cervejaria já oferece um leque de estilos bem estabelecidos, como Pilsner, Pale Ale e Witbier, e também segue a linha de bebidas não-alcoólicas.

John Mulaney utiliza o humor e sua história pública de recuperação contra o vício em álcool e outras drogas para conferir à marca um tom de autenticidade e propósito, destacando a leveza e a facilidade de consumo dos seus rótulos.

No site da Years, é possível comprar as cervejas de John Mulaney. Um pacote com seis unidades também sai por US$ 13,99. O site também vende moletons, camisetas, bonés e outros produtos com a logomarca Years.

Confiança e impacto nas vendas

O engajamento desses atores no segmento de bebidas se deu por uma ligação pessoal com os produtos não-alcoólicos, e a busca por produtos de qualidade que atendessem ao paladar deles, de acordo com as divulgações nos sites.

Cervejas das marcas Bero, de Tom Holland, Wild, de Charlie Sheen e Years, de John Mulaney (Crédito: Divulgação)
Cervejas das marcas Bero, de Tom Holland, Wild, de Charlie Sheen e Years, de John Mulaney (Crédito: Divulgação)

Mas, a pergunta que fica é: o envolvimento de celebridades, como esses atores, realmente se traduz em confiança e vendas?

De acordo com a consultoria IWSR (analista de mercado de bebidas), o apoio de figuras públicas de alto perfil confere credibilidade e ressonância às marcas de bebidas.

Nos casos de Sheen e Mulaney, a autenticidade é amplificada pelo fato de suas marcas de cerveja zero álcool se alinharem com suas narrativas pessoais de sobriedade, gerando uma confiança baseada na identificação e no propósito.

Embora os números de vendas específicas dessas novas marcas sejam sigilosos, o impacto da influência das celebridades no mercado de bebidas como um todo é inegável. A IWSR e outros analistas apontam que marcas apoiadas por celebridades tendem a capturar a atenção do mercado mais rapidamente, e a superar o crescimento médio do setor em suas categorias.

A combinação do alcance midiático dos atores com a tendência de consumo consciente contribui para um crescimento significativo. A crescente popularidade do segmento não alcoólico, que globalmente é projetado para continuar em expansão, fornece o cenário perfeito para que esses investimentos tenham retornos robustos.

No Brasil, a produção de cervejas não-alcoólicas também têm crescido exponencialmente, o que reflete a demanda e a boa aderência do público consumidor. Dados do Anuário da Cerveja 2025 apontam um aumento de 536,9% no volume de produção de cervejas sem álcool ou desalcoolizada. A produção foi de 118,9 milhões de litros em 2023 (apenas 0,8% do volume de cerveja produzida no ano) para 757,4 milhões de litros em 2024 (4,9% do total).

Me dê motivos: se o copo ainda tá cheio, por que parece que falta alguma coisa?

Já faz tempo que eu tenho me perguntado: onde foi parar aquele lugar especial da cerveja que a gente gostava tanto? Tô falando daquele lugar simples, com tempo livre, risadas altas e companhia leve. O boteco de confiança. A casa de uma pessoa amiga. Aquele balcão que segura o papo e o copo enquanto a conversa flui, a cerveja desce e o tempo passa no seu próprio tempo. Um lugar simbólico que, aos poucos, parece que tá sumindo do mapa.

É louco pensar que, enquanto olho saudoso para trás, hoje tem gente morrendo justamente porque saiu para buscar momentos de celebração como esses. E encontrou bebida adulterada. A Geração Z, por outro lado, nem quer beber: prefere moderação como status e performance como símbolo. No meio disso tudo, a indústria discute reforma tributária, celebra crescimento sem comentar fechamento de fábricas, e inventa novos produtos, apostando que o encontro, a confiança e o afeto ainda estão à mesa. Parece que sim, mas o contexto tá mudando.

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Em um dos mercados mais tradicionais do mundo, o alemão, são produzidos mais de 800 tipos de cerveja sem álcool. Mesmo assim, já tem gente sentenciando: com a queda drástica no consumo e a falta de paixão da Gen Z pela bebida, as cervejarias alemãs podem simplesmente desaparecer no futuro. No Brasil, as grandes já entenderam o recado e correm atrás com lançamentos que tentam oferecer opções mais leves, sem álcool ou que provoquem novos paladares. As pequenas tentam seguir a tendência enquanto lutam para se manterem.

Mas será que é só isso que o público quer? O que tá em xeque é o teor alcoólico ou o significado do copo? Dá para dizer que o problema não é beber, pois sede não falta. Uma pista pode estar no porquê beber. A cerveja artesanal flertou com a soberba e virou experiência de luxo, que ainda exclui o povão apaixonado e afasta quem não engole o hype. É gente que quer honestidade, que não abre mão do corpo pela bebida. Talvez eles estejam certos, a gente é que não entendeu o recado.

Parece que não é a cerveja que está sumindo, mas um pouco do velho ritual. Aquele que comentei no começo do texto, sabe? Que pede o tempo de parar, de escutar antes da selfie. O brinde sem post. Aliás, tenho experimentado mais bebidas em off do que quando publicava fotos das degustações no Instagram. Já fez esse teste?

“O papo aqui é sobre reconectar o que ainda faz sentido: estar junto, sem pressa, com ou sem álcool no copo”

Pensando bem, parece que a gente correu tanto para aparecer que esqueceu de estar presente. Aquela presença que não precisa de engajamento, só de atenção. Mas ainda vejo um copo americano suado e meio cheio, do lado de uma cerveja de garrafa clássica em cima de um balcão molhado. Berço da bebida que acolhe em vez de impressionar. Ainda tem lugar para cerveja. Aquela que serve de companhia silenciosa numa tarde reflexiva, ou é apenas mais uma ouvinte numa mesa que fala por si.

Mas vamos precisar de muita gente para resgatar esse espírito: produtores, bares, comunicadores, marcas, você que me lê aqui no Guia. E não tô falando de voltar ao passado. O papo aqui é sobre reconectar o que ainda faz sentido: estar junto, sem pressa, com ou sem álcool no copo. Não tem “Gen” que resista a isso. Claro, vai demorar. Mas entre umas e outras, a gente pode tentar. Bora?


Eduardo Sena é publicitário, entusiasta cervejeiro, podcaster e agitador etílico-cultural. Com mais de 20 anos de experiência como criativo, é diretor de conteúdo do Hora do Gole HUB — plataforma que conecta cerveja, cultura, equidade e criatividade. Também colabora como estrategista e criativo para outras marcas.


* Este é um texto opinativo. As opiniões contidas nele não refletem necessariamente a opinião do Guia da Cerveja.

Menu Degustação: IPA Day Brasil acontece neste sábado

O festival IPA Day Brasil acontece no próximo sábado (22) no Espaço Bella Città, em Ribeirão Preto (SP). Mas já tem muito “hop-head” ansioso com a expectativa. Além do número de rótulos — serão 40, que poderão ser degustados em formato de open bar —, chama a atenção a variedade de estilos de IPA que estarão presentes. Serão New Englands, Blacks, Americans, Sessions, West Coasts e muito mais.

“Cada cervejaria traduz a IPA à sua maneira. Umas priorizam aroma e leveza, outras a potência do amargor e até a complexidade dos maltes especiais. Isso mostra como o público brasileiro amadureceu e está aberto a ver a cerveja como gastronomia”, explica Rafa Moschetta, organizador do IPA Day Brasil.

O evento é realizado desde 2012 e deve reunir mais de 1,5 mil pessoas este ano. Também vão haver diversas opções de alimentação e três palcos com música ao vivo de vários gêneros diferentes. Os ingressos já estão disponíveis na plataforma Eventiza.

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Festival da Cultura Cervejeira Artesanal movimenta Curitiba

Curitiba recebe neste sábado (15) e domingo (16) a sétima edição do Festival da Cultura Cervejeira Artesanal (FCCA), em um evento gratuito na Praça Afonso Botelho, no bairro Água Verde. A programação vai das 11h às 22h no primeiro dia e até as 20h no domingo, reunindo 31 cervejarias do Paraná, mais de 150 torneiras de chope, operações gastronômicas e atividades culturais para toda a família — de skate a área kids.

O festival ainda terá workshops gratuitos sobre harmonização e degustação, além de 11 horas de shows com repertórios que vão de surf music a tributo a Bob Marley. Mais informação sobre o evento no perfil oficial do Instagram.

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Ignorus leva 10 chopes ao Festival da Cultura Cervejeira Artesanal

Festival da Cultura Cervejeira Artesanal terá mais de 150 torneiras de chope, opções gastronômicas e muita música (Crédito: João Moraes / FCCA)
Festival da Cultura Cervejeira Artesanal terá mais de 150 torneiras de chope, opções gastronômicas e muita música (Crédito: João Moraes / FCCA)

A Ignorus Cervejaria — que já participou de reportagem aqui no Guia da Cerveja — é uma das participantes do Festival da Cultura Cervejeira Artesanal. Ela levará dez chopes que vão das versões limitadas da Potente Pérola Negra — Coco Queimado e Caramelo Salgado, ambas com 12,5% de álcool — à Triple IPA Madame Satã (10% e 100 IBU), além da Mutum Cavalo IPA e quatro Imperial Sours com frutas brasileiras. O line-up inclui ainda a Imperial Stout Knocker Upper, feita com café Diamante da Chapada e marshmallow. Para o sócio Marcelo Popi, o evento é chance de conversar com o público e conhecer o que outras cervejarias estão produzindo.

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Festival de cerveja e churrasco agita Santos

O 2º Ingleses Beer & BBQ acontece nos dias 29 e 30 de novembro, das 12h às 22h, no Clube dos Ingleses, em Santos (SP). O evento reúne sete cervejarias artesanais do litoral paulista, churrasqueiros renomados e uma ampla programação musical com bandas locais. O espaço também terá parque infantil de 500 m² e ação social em prol da Creche Nayla. Ingressos estão à venda na secretaria do clube e pela plataforma Black Pass.

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Therezópolis traz de volta a Witbier OrBlanc

A Therezópolis anunciou o retorno da sua Witbier OrBlanc ao portfólio, agora em versões lata e long neck. Descontinuado em 2023, o rótulo volta ao mercado como opção leve e frutada, ideal para os dias quentes. Segundo o mestre cervejeiro Gabriel di Martino, da Coca-Cola FEMSA Brasil, o relançamento foi motivado pelo sucesso da Session IPA. A marca também amplia o portfólio da Rubine Bock, agora disponível em long neck, após conquistar medalha de ouro no World Beer Awards 2025.

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Chopp Brahma renova bares e lança Chopperia Nº1

A Brahma reformula seus bares e quiosques em todo o país com o projeto Chopperia Nº1, que une tradição e modernidade. O novo conceito, parte da campanha “Pelos Bares”, traz design inspirado nos clássicos botecos brasileiros, com azulejos brancos, letreiros em neon e chopeiras douradas. Algumas unidades terão sistema de autosserviço de chopp, reforçando o clima boêmio e o papel da marca como símbolo cultural. O rebranding consolida a Brahma no portfólio premium da Ambev, que lidera o segmento com 50% de participação.

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Caçada Bud ao super fã

A Budweiser iniciou em São Paulo a busca pelos “super fãs” do Maroon 5 para um show exclusivo da banda no dia 5 de dezembro. A seletiva acontece neste domingo (16), no Pavilhão das Culturas Brasileiras, no Parque Ibirapuera, e exige apenas inscrição prévia no site oficial e chegada cedo, já que as vagas são limitadas. No evento, os participantes encaram desafios e dinâmicas sobre a banda; os selecionados, divulgados em até dez dias úteis, ganham um par de ingressos. A marca também abriu chances para fãs de todo o país por meio de um sorteio no app Zé Delivery, com participação até 24 de novembro. Regulamento e detalhes estão no app e nas redes sociais da Budweiser (budweiser_br).

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Grupo Petrópolis lança ReCiclo

O Grupo Petrópolis lançou o ReCiclo, um triciclo 100% elétrico que coleta e tritura garrafas de vidro para reciclagem. O projeto, desenvolvido em parceria com a Universidade Presbiteriana Mackenzie e o SENAI-PE, será apresentado na COP30 em Belém (PA) e tem capacidade para triturar até 500 kg de vidro por viagem. O equipamento reduz o descarte irregular, aumenta a renda de cooperativas e ajuda a combater a reutilização ilegal de garrafas. Com um app de rastreabilidade exclusivo, o ReCiclo integra o programa de circularidade do vidro da empresa.

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Stella Artois firma parceria com o MASP

Parceria entre Stella Artois e o Museu de Arte de São Paulo (MASP) teve início com a Festa Masp 2025 (Crédito: Giovanna Shirassu / Ambev)
Parceria entre Stella Artois e o Museu de Arte de São Paulo (MASP) teve início com a Festa Masp 2025 (Crédito: Giovanna Shirassu / Ambev)

A Festa MASP 2025 marcou o anúncio da nova parceria entre o museu e Stella Artois. A união inclui o patrocínio das próximas edições do Esquenta MASP, evento exclusivo para a rede de Amigos MASP, e pretende fortalecer a conexão entre cerveja, cultura e criatividade. A noite, que celebrou o encontro entre moda e arte, contou com presenças como Silvia Braz e Chico Lachowski, parceiros da marca. Segundo a diretora de marketing Mariana Dedivitis, a ideia é valorizar a produção artística e posicionar Stella em espaços aspiracionais. O movimento também acompanha a expansão da Stella Pure Gold, versão com menos calorias e sem glúten, que já responde por 30% do volume da marca e impulsiona o segmento de “balanced choices”, um dos pilares da estratégia premium da Ambev.

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Sara Araújo é voz que luta contra o racismo e pelo livre conhecimento cervejeiro

Sara Araújo, a voz por trás do perfil de Instagram “Negra Sommelier”, é muito mais do que a figura central em um episódio de racismo e misoginia que chocou o setor cervejeiro em 2020. Sua trajetória marca como a educação é um importante motor de transformação e de resistência na luta incansável de uma mulher negra que desafiou estruturas de violência e exclusão. Sara é a soma de múltiplas camadas, que incluem a figura de mãe, acadêmica, servidora pública, sommelière e ativista.

Do quilombo urbano às mudanças de cidade

Sara de Jesus Araújo completa 48 anos em novembro. Ela nasceu em Salvador (BA) em 1977, e passou a primeira infância no bairro de Beiru — um quilombo urbano que se transformou em uma área periférica da capital baiana. 

Sua mãe, Rita de Cássia, uma mulher preta e retinta segundo a própria Sara, teve uma vida de privações: foi forçada a ser trabalhadora doméstica aos 8 anos após perder a mãe em um incêndio. Trabalhou em casas de família até a juventude. Enfrentou a falta de responsabilidade dos companheiros de vida, que a abandonaram com as crianças — primeiro, foi o pai do irmão de Sara e, depois, o pai de Sara. Ela teve que construir a vida lidando sozinha com dificuldades, tendo apoio de uma irmã, que vendia doces de tabuleiro.

Sara cresceu observando a força das mulheres à sua volta, em um ambiente de extrema precarização que desvalorizava os saberes. Ela conta que enfrentou diversas violências, incluindo a falta de acesso à escola e à comida. “A fome foi minha companheira por muito tempo”, relembra.

Trabalho precoce e o poder da educação

As dificuldades moldaram a resiliência de Sara. Aos 8 anos, já morando em Paraguaçu, ela começou a trabalhar vendendo os doces tradicionais baianos — como bolo, banana-real e cavaquinho —, que eram feitos por sua mãe. “Eu andava aquela cidade inteira todos os dias vendendo os doces para poder levar dinheiro para casa”, diz.

Aos 12 anos, mudou-se para Bauru, no interior de São Paulo, e começou a trabalhar como empregada doméstica e babá. Foi na casa dos “patrões” que ela viu a educação como uma ferramenta primordial de ascensão e valorização pessoal. “Minha mãe não teve acesso à escola. Eu via os filhos das patroas crescendo pela educação, e percebi que a educação tinha um poder”, conta.

Aos 14 anos, Sara Araújo retomou os estudos na quarta série, fazendo supletivo à noite, enquanto “trabalhava e morava no serviço”, atuando como empregada doméstica. 

Após a separação do pai de seu filho, Sara voltou a trabalhar como doméstica e prestou concurso. Foi aprovada na prefeitura de Bauru, onde trabalhou por quase 10 anos vendendo cartões de Área Azul, usados para estacionamento nas áreas delimitadas pela prefeitura.

Sara veio do quilombo para a cidade, cresceu na edução e chegou ao meio cervejeiro (Foto: Arquivo Pessoal)
Sara veio do quilombo para a cidade, cresceu na edução e chegou ao meio cervejeiro (Foto: Arquivo Pessoal)

Foi nesta época que ela desenvolveu uma militância ativa pela educação, reunindo amigos em sua garagem aos finais de semana para estudar para o vestibular. Era sua única via para ela, a educação era um “motor de transformação”.

Graduação e a luta contra o preconceito aos cotistas

O sonho de fazer faculdade se realizou em 2007, quando Sara Araújo foi aprovada em Direito por meio do ProUni (Programa Universidade Para Todos), que concede bolsa de estudo em faculdades particulares. Sara conseguiu o benefício de 100% em uma das faculdades mais elitizadas de Bauru. 

Poderia ser o início de uma vivência baseada na construção do conhecimento e do respeito mútuo, enriquecido pela troca de ideias. Mas, o Brasil não é para amadores. A experiência foi violenta, com professores e colegas reproduzindo preconceitos. Sara conta que ouvia com bastante frequência que, já que ela havia entrado por cotas na universidade, seria barrada no exame de proficiência da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), que não tinha políticas de inclusão na época. 

Sara reagiu. Sua única arma era o estudo. Ela se formou em 2012 e provou que todos estavam errados quando passou na prova mais difícil dentro da OAB — direito tributário. “Optei por fazer Direito Tributário porque eu sabia que era o Direito mais difícil de alguém acertar e passar. E eu fiz, e eu passei. Só para mostrar para aquelas pessoas que elas estavam totalmente equivocadas e erradas”, pontua.

A graduação foi marcada por desafios. Ela, por vezes, tinha que levar o filho para as aulas quando não tinha com quem deixar. “Quando eu não tinha ninguém para ficar com meu filho, levava meu filho e dizia ao professor ‘eu preciso assistir essa aula’. Meu filho, uma criança de 10 anos, cansada, querendo dormir, e ficava ali comigo, firme, colorindo os cadernos”, relembra. 

E, como se uma graduação em Direito já não fosse suficiente, Sara começou uma nova faculdade em 2016. Desta vez, com um gostinho especial. Entrou no curso de Ciências Sociais na UEM (Universidade Estadual de Maringá), a mesma universidade e no mesmo vestibular em que seu filho, Luiz Felipe, foi aprovado em Direito. Hoje ele tem 28 anos, está formado e já concluiu três pós-graduações.

Essa luta pela educação e mobilidade social rendeu-lhe o Prêmio Zumbi dos Palmares em 2017. Em 2023, publicou um artigo em co-autoria com o filho Luiz na antologia “Quando o racismo bate à porta”.

O olhar sociológico de Sara Araújo

A atuação profissional de Sara se estende à Defensoria Pública de Maringá, no Paraná, onde trabalha como servidora há quase 10 anos. Seu trabalho na área de Direito de Família exige conciliação e diálogo, o que desmente as críticas de ser “agressiva” no meio cervejeiro.

Mestranda em Ciências Sociais, Sara possui uma visão aprofundada do racismo estrutural, definindo-o como a “tecnologia do marcador da diferença no Brasil”. 

O corpo preto no mundo da cerveja

Foi em meio à luta diária e aos trabalhos em bares aos finais de semana para complementar renda, que Sara Araújo se aproximou do universo cervejeiro.

Mas, em março de 2018, ao participar de um festival de cerveja em Maringá, ela foi muito maltratada, em um contexto em que ela identificou o racismo em pura forma.

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“Era um festival caro, o ingresso dava direito a uma pulseira e um copo. O resto, tudo tinha que comprar lá. E eu comprei dois ingressos, fui com meu filho [que nesta época já era maior de idade]”, conta. 

“Em um dado momento, fui pegar uma cerveja para a gente. Pedi a carta, vi um nome legal, e falei pro rapaz: Ah, eu quero uma IPA [com a pronúncia em português, ípa]. Ele falou ‘não é IPA [em português], é I.P.A [na pronúncia em inglês, ‘ai pi ai’]. Eu perguntei: o que é ‘ai-pi-ai’? Ele não explicou. Super grosso, sabe? Ali já deu um desânimo gigante. Como nunca tinha tomado, eu pedi dois copos, para mim e meu filho. Nisso, chegou um casal branco e perguntou a mesma coisa. Ele começou a dar uma aula para a mulher, super gentil, super doce. Eu fiquei sem acreditar no que estava ouvindo e vendo”, relembra. 

“A primeira leitura que fiz, foi que ele era ogro e machista. Mas, no momento em que foi simpático com a moça branca, eu entendi que não se trava de machismo, só. Ali, no meu caso, se trava de racismo.”

Ela relembra que ficou ruminando o episódio durante muito tempo. O filho dela, vendo aquela cena, sugeriu: “Mãe, você gosta de tomar cerveja, você gosta de cozinhar, você gosta de contar história, gosta de literatura. Por que você não faz no Instagram e mistura tudo isso? É sua cara”, falou.

O choque do que viveu no festival a motivou a abrir a página de Instagram e a fazer o curso de sommelier de cerveja. Para ela, o conhecimento era inegociável: “Entendi que o conhecimento é algo que ninguém tira de você. Comecei a fazer rifa para pagar o curso porque o custo era alto”.

Formada em Direito, graduada e mestranda em Ciências Sociais, Sara nunca deixou de estudar por conhecer o poder da educação (Foto: Arquivo Pessoal)
Formada em Direito, graduada e mestranda em Ciências Sociais, Sara nunca deixou de estudar por conhecer o poder da educação (Foto: Arquivo Pessoal)

Seu objetivo era que outras pessoas negras tivessem autonomia e dignidade, buscando que elas “tivessem autonomia para escolher, tivessem autonomia para chegar e pedir e que elas não fossem ridicularizadas”. “Não quero ninguém me negando informação por conta de que meu corpo é preto”, afirma.

Ela conta que sua luta é contra o epistemicídio e a invalidação do conhecimento negro. E lamenta que a sociedade avance pouco, vendo o movimento do Black Lives Matter, em que muitos mudaram seus ícones nas redes sociais por “tela preta” em 2020, como “puro hype”. 

Saberes ancestrais

Sara também questiona a academia, afirmando que ela “deforma o conhecimento, quando há muito saber no terreiro, no quilombo, na periferia, onde a vida é mais dura”, o que não é valorizado pelas universidades, por exemplo.

Ela conta que, apesar de suas duas graduações, pós-graduação e mestrado, Sara era frequentemente convidada para palestras onde pediam “contação de caso”, retirando o valor de seu conhecimento teórico. 

Ela também sofreu resistência por se posicionar. E lamenta que quando uma mulher negra se manifesta, sua voz “vira um corpo marcado” e ela é taxada de “autoritária”. 

Diante de toda a violência, sua arma é o conhecimento. “A minha palavra, a minha arma são os livros, a minha arma é não me deixar cooptar por essa violência”. 

Sara segue no mestrado e em sua luta diária contra o racismo, construindo um caminho único que enriquece o país.

Qual a cerveja menos calórica? Veja um infográfico com ranking de 12 opções

A busca por um estilo de vida mais equilibrado e saudável está fazendo com que cresça o número de cervejas de baixa caloria no mercado. Mas qual é a cerveja menos calórica? O que influencia na conta para definir o número de calorias? Existe alguma cerveja que não engorda? O Guia da Cerveja foi atrás dessas respostas. Além disso, a reportagem preparou um infográfico com um ranking de 12 opções para você escolher a sua. Confira!

O que é uma cerveja de baixa caloria?

Para entender de onde vem as calorias de uma cerveja, é necessário saber que cerveja é basicamente feita de amidos e açúcares. Esses carboidratos vem, em geral, do malte de cevada ou de adjuntos cervejeiros. E eles passam por uma fermentação com uma levedura (microrganismo unicelular, como o fermento biológico de pão), que os transforma em álcool e dióxido de carbono (CO2). Ou seja, em cerveja.

Mas nem todos os carboidratos são fermentados. Usualmente, entre 20% e 30% permanecem na bebida.

O álcool gerado pela fermentação e esses “açúcares” que ficam na bebida são os fatores mais calóricos. Porém, em diferentes proporções. Cada grama de carboidrato se converte no nosso organismo em 4 quilocalorias (kcal). Achou muito? Cada grama de álcool vira 7 kcal no nosso corpo.

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Então, quanto mais “doce” ou mais alcoólica for a cerveja, mais calórica ela é. E isso é essencial para determinar qual é a cerveja menos calórica.

Cervejas de baixa caloria são aquelas que tem redução de calorias porque algum desses componentes foi diminuído. Ou ambos. Em geral, uma cerveja comum tem cerca de 140 kcal em uma lata de 350 ml, ou seja, 40 kcal por 100 ml de produto.

Cerveja low carb, sem álcool e zero

Cerveja low carb é aquela em que os carboidratos finais foram diminuídos para gerar menos calorias. Não há ainda na legislação brasileira uma definição de quantos carboidratos deve ter esse tipo de bebida. Mas, em geral, trata-se de menos de 5 gramas de carboidratos por 100 ml.

Outra forma de produzir cervejas pouco calóricas é retirando o álcool. E este é um mercado que está crescendo muito. Segundo o Anuário da Cerveja 2025, do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), houve um aumento de 536,9% no volume de produção de cerveja sem álcool ou desalcoolizadas no país em 2024.

Pela legislação brasileira, cerveja sem álcool é aquela com menos de 0,5% de teor alcoólico. Já as cervejas zero álcool, ou 0,0%, são aquelas com menos de 0,05%, ou seja, uma quantidade realmente ínfima.

Qual a cerveja menos calórica, afinal?

Qual a cerveja menos calórica? Confira o infográrico

(Não consegue visualizar o infográfico? Clique aqui para ver diretamente na imagem)

O número hoje de cervejas com calorias reduzidas disponíveis no mercado é muito grande. Não seria possível elaborar uma lista exaustiva. Mas a equipe do Guia pesquisou 12 opções de cerveja que, juntas, podem dar uma dimensão da quantidade de calorias de diferentes grupos de cerveja.

As informações das embalagens e dos sites oficiais formaram a base de dados, que foram comparados usando a medida de kcal por 100 ml de produto. Foram incluídas tanto marcas low carb quanto de cervejas sem álcool e zero álcool, de grandes indústrias e cervejarias artesanais.

O infográfico (em modelo de gráfico de dispersão num plano cartesiano) foi feito para facilitar a visualização das informações. Enquanto no eixo horizontal há uma escala de quilocalorias por 100 ml (kcal/100 ml), no vertical está a régua de teor alcoólico, sempre do menor para o maior valor. Ou seja, quanto mais à esquerda do gráfico a cerveja está, menos calorias ela tem.

Duas das cervejas da lista são marcas regulares (Heineken e Skol), que foram incluídas para servirem como um padrão de comparação. Ambas têm 42 kcal/100 ml e ficaram próximas ao centro do gráfico.

Mais calórica que elas há somente uma: Wienbier 59 IPA, uma cerveja artesanal do estilo India Pale Ale (IPA). Ela também serve como referência para dar a proporção de quanto um maior teor alcoólico, típico desse estilo, impacta em calorias. Fabricada pela Cervejaria NewAge, da cidade de Leme, no interior de São Paulo, ela tem 7% de álcool e 71 kcal por 100 ml.

Visualmente, é fácil identificar dois grupos: o das cervejas low carb e o das cervejas sem e zero álcool.

8ª colocação — Stella Artoir Pure Gold

A Stella Artois Pure Gold, versão sem glúten e menos calórica que a tradicional, ficou com a 8ª posição. Lançada em 2023, é uma cerveja de paladar leve, notas suaves de malte e lúpulo, que tem 34 kcal por 100 ml, o que soma 119 kcal por lata de 350 ml. Possui 4,3% de teor alcoólico.

7ª — Amstel Ultra

A Amstel Ultra foi lançada em 2021 pelo Grupo Heineken. É a versão leve da marca holandesa que aposta no público que busca uma cerveja mais suave sem abrir mão do sabor. Com 5% de teor alcoólico, 2,7 gramas de carboidrato por 100 ml, sem glúten e menos calórica do que as Lagers tradicionais, ela tem um perfil refrescante e fácil de beber.

6ª — Michelob Ultra

A marca americana Michelob Ultra chegou ao Brasil em 2021 pela Ambev. É uma low carb de apenas 2,4 gramas de carboidrato por 100 ml e 3,5% de álcool. Esse teor alcoólico mais baixo com certeza influenciou para o rótulo chegar na marca de 25,76 kcal/100 ml.

5ª — Heineken 0.0%

A Heineken 0.0% chegou com força no mercado brasileiro em 2020 e impactou o mercado, influenciando o crescimento da cerveja sem álcool no país. Ela tem somente 69 quilocalorias por long neck (330 ml), ou seja, 21 kcal/100 ml.

4ª — Budweiser Zero

A Budweiser zero chega a 19,71 kcal/100 ml e fica com a quarta posição do ranking. Assim como as demais cervejas zero, ela passa por um processo de dealcolização depois de pronta, tecnologia que garante quantidades irrisórias de álcool (abaixo de 0,05%).

3ª — Campinas IPA Zero

É possível fazer cervejas sem álcool de outros estilos? Sem dúvida. E a Campinas IPA Zero, da Cervejaria Campinas, do interior paulista, é uma das mais premiadas do Brasil. Conquistou ouro e o título “Country Winner Brazil” no World Beer Awards em 2021 e 2022, entre outros prêmios. Com 40 IBU (unidades de amargor, numa escala de zero a cem), é uma IPA que não deve em nada para as versões com álcool. Traz amargor acentuado e é muito aromática, tendo triplo dry-hopping com lúpulos Citra e Sabro. O corpo é leve e tem apenas 19,15 kcal/100 ml.

2ª — Corona Zero e Sol Zero

No segundo lugar ficaram empatadas as marcas Corona Zero, da Ambev, e Sol Zero, do Grupo Heineken. Ambas com 15 kcal/100 ml. A primeiro chegou ao Brasil em 2022 e conquistou o público com sua marca focada na natureza, praia e lazer. A segunda foi lançada em 2024, e traz adição de vitaminas B e D na composição.

1ª — Sim! Cerveja — Pilsen

Recém lançada pela Sim! Cerveja, a Pilsen veio para completar o portfólio da marca de Campinas (SP), especializada em cervejas artesanais sem álcool. Ela tem impressionantes 11 kcal/100 ml, número bastante. Ela consegue chegar nesse nível por não ter álcool e por ter uma baixíssima quantidade de carboidratos residuais: 2,6 g/100 ml.

Somente este ano, a Sim! Cerveja foi premiada em dois importantes concursos de cerveja internacionais. O rótulo Melancia Sour n’ Salt foi eleito a melhor do mundo em sua categoria no World Beer Cup, e a IPA Sem Álcool ganhou como melhor do mundo no World Beer Awards 2025.

Confira o ranking completo da cerveja menos calórica

ColocaçãoMarcaKcal por 100 mlTeor alcoólico
10ªWienbier 59 IPA717,0%
Heineken425,0%
Skol424,7%
Stella Artois Pure Gold344,3%
Amstel Ultra26,184,0%
Michelob Ultra25,763,5%
Heineken 0,0%210,0%
Budweiser Zero19,710,0%
Campinas IPA Zero19,150,4%
Corona Zero150,0%
Sol Zero150,0%
Sim! Cerveja— Pilsen110,3%