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Balcão da Matisse: A loja do artesão moderno

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Balcão da Matisse: A loja do artesão moderno

Não muito longe na história, os artesãos e pequenos produtores vendiam seus produtos diretamente aos consumidores, a quem chamavam de amigos, vizinhos ou compadres. O comércio, praticado em pequenas comunidades ou entre comunidades vizinhas, era a arte do diálogo e se fazia conversando, cativando, estabelecendo uma relação de amizade e confiança entre cliente e vendedor. Com o tempo o comércio foi se tornando mais massificado e impessoal, mas na sua essência nunca deixou de ser uma relação de proximidade. Mesmo com o avanço de grandes corporações varejistas e com o sucesso do autosserviço na internet, a venda direta em feiras, mercados ou mesmo porta a porta, continua a ser cativante.

A restrição a aglomerações do “novo normal” tem provocado mudanças aceleradas em vários aspectos do nosso comportamento, alguns de forma permanente. O estudo, a diversão e o trabalho estão se adaptando a essa nova realidade, as comunicações e interações virtuais foram intensificadas, o consumidor tem se voltado cada vez mais para o e-commerce, evitando as lojas físicas. O varejo virtual tem sido percebido por um número cada vez maior de pessoas como uma prática econômica, eficiente, segura e ambientalmente correta.

Além de tudo isso, a compra online pode ser também divertida. As novas tecnologias de comunicação e a logística mais disponível e barata estão trazendo essa prática comercial da venda direta para o mundo virtual. Pequenos produtores podem ter lojas virtuais próprias e oferecer seus produtos diretamente a nichos muito específicos de consumidores em qualquer parte do planeta, fugindo da impessoalidade das grandes plataformas de venda online e estabelecendo relações de amizade e confiança como se fossem vizinhos.

A Cervejaria Matisse, uma cervejaria artesanal de Niterói, que já tem o costume de oferecer seus produtos diretamente ao consumidor em feiras, eventos e na Vila Cervejeira de Niterói, aderiu a essa nova tendência e está lançando sua loja virtual. A loja foi toda desenvolvida pelos próprios sócios, que querem dar um toque pessoal, assim como as cervejas que fazem.

A ideia é trazer o consumidor para perto, disponibilizar o contato e permitir que ele pergunte sobre as cervejas, entenda os estilos, os ingredientes especiais que são utilizados, como devem ser consumidas, com que combinam, o que ele quiser saber, exatamente como um artesão que oferece seu produto de porta em porta.

A partir de 12 de outubro, o consumidor que gosta de comprar uma cerveja especial com pleno conhecimento do que está comprando e que entende o ato de comprar como uma oportunidade de interação, troca de informações e descobertas, poderá acessar a loja virtual da Cervejaria Matisse, a loja do artesão moderno, e se divertir comprando.

Lá estarão as imagens e características das cervejas, as histórias por trás dos nomes, que têm sempre uma relação com a arte, o carrinho de compras, a forma segura de pagar, as políticas de entrega e devolução, tudo que uma loja virtual precisa ter, mas além disso estará aberta a oportunidade de diálogo via WhatsApp, Instagram, Facebook, Twiter.

Não importa o canal que escolha, será possível conversar, não com um atendente virtual, mas diretamente com os artesãos que produzem as cervejas, como se estivesse em uma barraca de feira ou na porta de sua casa.


Mario Jorge Lima é engenheiro químico e sócio-fundador da Cervejaria Matisse

Entrevista: Lagunitas faz um balanço de seu primeiro ano no mercado brasileiro

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Chegar a um novo mercado, entender as suas características e conquistar espaço em uma disputa acirrada pelo consumidor é, por si só, um desafio para qualquer marca. A prova, porém, que a Lagunitas Brewery Company precisou encarar nos últimos meses foi ainda maior no Brasil, por causa das limitações impostas pela crise do coronavírus.

Com um ano de atividades no país recém-completado, a Lagunitas avalia que a operação teve como desafio técnico o reforço dos cuidados com a cadeia refrigerada, algo fundamental para que o frescor da cerveja produzida aqui repetisse o padrão que a transformou em referência quando se fala em IPA nos Estados Unidos e no mundo.

Além disso, a cervejaria considera que o seu icônico rótulo foi muito bem-recebido no mercado nacional, embora o estilo ainda não seja o predominante no copo dos brasileiros, que possuem parcela relevante dos seus consumidores tendo preferência por rótulos menos amargos. E garante ter se surpreendido pela receptividade daqueles que ainda não a conheciam.

Dentro de um contexto mais amplo, a Lagunitas acredita que a crise do coronavírus “fortaleceu a responsabilidade das marcas frente à sociedade”. Foi isso que levou a cervejaria a realizar diversas iniciativas, como a valorização e a preocupação com o bem-estar dos cachorros, um tema ao qual historicamente sempre buscou se associar.

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A pandemia também reforçou na marca a necessidade de adotar ações estratégicas criativas para lidar com esse novo cenário, algo visto na celebração do IPA Day, com a criação de um drive-thru cervejeiro para a distribuição da bebida aos clientes de São Paulo. Ou em ações de auxílio para adoção de cachorros, estampando suas fotos nos rótulos das cervejas.

Para fazer um balanço do primeiro ano da marca norte-americana no Brasil, o Guia conversou com Natália Menezes, gerente de marketing da Lagunitas no país. Ela faz uma avaliação do ano, detalha ações adotadas pela cervejaria e destaca os planos para a sua consolidação, especialmente na região Sudeste. Confira.

De maneira geral, qual é o balanço que a Lagunitas faz de seu primeiro ano de atuação no Brasil?
Foi um primeiro ano muito positivo para a Lagunitas no Brasil. Em 2019, chegamos ao país lançando um tap room no Largo da Batata em que mais de 10 mil pessoas puderam experimentar nossa IPA, curtir shows de bandas independentes e ainda levar os seus cachorros para serem fotografados ou simplesmente para aproveitar o espaço com eles. Mesmo 2020 sendo um ano bem atípico, continuamos evoluindo e construindo a nossa comunidade, conquistando o paladar e o coração dos consumidores. Graças ao excelente trabalho de toda a nossa equipe, hoje já somos uma das IPAs mais vendidas nas grandes redes de supermercados da região Sudeste.

Nesse primeiro ano, quais foram as principais surpresas e especificidades do mercado brasileiro percebidas pela Lagunitas? E como vocês lidaram com elas?
O fato da Lagunitas ser uma cerveja não pasteurizada para manter todo o frescor e intensidade dos aromas é um desafio em um país tão grande e tropical como o Brasil e exige cuidados na cadeia refrigerada. Também garantimos desde o primeiro momento que o líquido produzido no Brasil fosse idêntico ao da nossa “nave-mãe” Petaluma, na Califórnia – inclusive, amostras são enviadas para lá regularmente para avaliação. Uma boa surpresa foi que quebramos a ideia de que o público brasileiro não gosta de cervejas amargas como as IPAs. Esse mito existe pois o mercado de cerveja no Brasil tem evoluído bastante, mas ainda é dominado por American Lagers, de IBU entre 8 e 15. Nesse sentido, introduzir a Lagunitas, uma IPA com IBU 52, poderia ser desafiador, mas em uma de nossas primeiras pesquisas já vimos que quando experimentaram o líquido, a intenção de recompra era de 100%, o que mostra o quanto nossa IPA é deliciosa.

Como a pandemia afetou os planos da Lagunitas nos últimos meses e alterou o planejamento da marca no Brasil?
A pandemia impactou toda a sociedade e não somos exceção. O fechamento dos bares e as restrições de convívio social exigiram que a gente se adaptasse rápido desde a cervejaria até a venda. Mesmo em um cenário tão atípico, conseguimos executar coisas muito legais em 2020, sempre prezando pela segurança e bem-estar dos consumidores e da nossa comunidade.

Em abril, naquele momento inicial de fechamento dos bares e restaurantes, fizemos a ação Dog Food Donation, que visava movimentar o caixa dos nossos bares parceiros por meio de delivery e arrecadar rações para as ONGs parceiras de São Paulo. Tivemos retorno de donos de bares dizendo que a ação ajudou muito no fechamento financeiro mensal desses estabelecimentos e conseguimos direcionar mais de 2 toneladas de ração para a cachorrada. Eu arrepio em lembrar disso, é muito louco ver o quanto, mesmo sendo uma marca nova, podemos impactar na nossa comunidade.

No mês seguinte, lançamos a campanha Donate the Logo, que estampou nos rótulos da Lagunitas cachorros para serem adotados. A ação durou 3 semanas e a ONG Amigos de São Francisco bateu recorde histórico de adoções neste intervalo de tempo, enquanto a Natureza em Forma conseguiu retomar o número de adoções pré-pandemia.

Em agosto, seguindo todos as orientações de distanciamento social, criamos um drive-thru cervejeiro para que as pessoas pudessem celebrar o IPA Day do jeito certo: bebendo Lagunitas IPA em casa. Mais de 860 pessoas passaram pelo espaço e foram presenteadas com duas long necks em temperatura ambiente para que consumissem em casa, de modo responsável. Além disso, com as vendas das camisetas e copos da Lagunitas no evento, mais de R$10 mil foram arrecadados e doados para as ONGs parceiras da marca em São Paulo: Amigos de São Francisco e Natureza em Forma.

Quais adaptações e mudanças foram adotadas pela Lagunitas para minimizar esse impacto e quais dessas ações serão mantidas para o futuro?
O e-commerce está longe de ser uma nova tendência, mas a pandemia certamente acelerou a adaptação tanto das empresas quanto dos consumidores a este formato que deve se manter nos próximos anos. Com as pessoas passando mais tempo em casa e o fechamento de bares, enxergamos no delivery, nas compras online de reabastecimento via supermercados e em iniciativas com nossos bares parceiros, caminhos interessantes para nossas ativações, além de apoiar esses estabelecimentos no momento de crise. Além disso, a pandemia também fortaleceu a responsabilidade das marcas frente à sociedade. Desde que Lagunitas foi fundada, ela apoia a causa cachorreira e no Brasil não é diferente. Nossa comunidade de ONGs parceiras cresceu de 2 para 6 este ano e continuaremos as apoiando em nossas ações.

Quais as principais ações desenvolvidas pela Lagunitas nesse primeiro ano e quais foram seus resultados? Ao todo, quantos animais foram beneficiados por essas ações?
Neste primeiro ano, a Lagunitas protagonizou 4 principais ações que renderam resultados bem bacanas para a marca e para os cachorros. Unindo o nosso tap room de lançamento no Largo da Batata, em São Paulo, a ação de Dog Food Donation, a campanha Donate the Logo e o drive-thru cervejeiro do IPA Day, nós arrecadamos R$ 60 mil e direcionamos mais de 2 toneladas de alimentos para as ONGs, além de fomentarmos as adoções na Amigos de São Francisco, a ponto de eles baterem recorde de adoções no mês, e na Natureza em Forma, onde retomaram a quantidade de adoções dos períodos pré-pandemia.  

O que a Lagunitas projeta para o seu segundo ano no Brasil? O que será mantido e, por outro lado, que mudanças de rota serão necessárias? Há previsão de chegar em novas regiões do mercado nacional?
Este primeiro ano foi o começo de uma jornada que tem tudo para ser incrível aqui no Brasil, estamos ansiosos pelo que está por vir nos próximos anos. O caminho é mais de evolução do que de mudança de rota. Ainda temos muito a construir com nossa icônica IPA, mesmo aqui nas capitais do Sudeste onde a marca já está presente e formando sua comunidade. Temos um líquido incrível que os brasileiros estão adorando e somos fiéis a nossa comunidade, a causa cachorreira e a nossa origem californiana.

Lohn Bier lança Catharina Sour com feijoa, fruta típica de Santa Catarina

A nova Catharina Sour da Lohn Bier vai ter um sabor brasileiro pouco popular, mas típico de Santa Catarina, onde está localizada a cervejaria: o de feijoa. Também conhecida como goiaba serrana, essa é uma fruta que parece uma goiaba tradicional, mas só é encontrada na região serrana do estado.

A feijoa, porém, tem o gosto diferente ao da goiaba tradicional, tendo levado pesquisadores apenas mais recentemente a se dedicarem com mais atenção a pesquisá-la. E ela é muito rica em vitamina C, também tendo baixo teor calórico.

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O novo rótulo da Lohn Bier traz a fruta em primeiro plano com acidez láctica limpa, resultando em uma bebida com sensação de refrescância e o destacado sabor da feijoa, de acordo com o material divulgado pela cervejaria.

Richard Westphal Brighenti, head brewer e sommelier da marca catarinense, destaca a diversidade encontrada na fauna e flora brasileira, que, assim serve como inspiração para criações criativas dos cervejeiros.

“Encontrar frutas como a feijoa sendo ainda pouco explorada e conhecida e fazer uma cerveja logo com o primeiro estilo brasileiro de cerveja foi um caminho lógico. A cerveja realmente ficou especial. Esperamos poder repetir outros lotes e levar essa brasilidade ao maior número de consumidores”, comenta Richard.

As cervejas do tipo Catharina Sour – conhecida como o primeiro estilo de cerveja brasileiro – são frisantes e com o gosto da fruta em primeiro plano. O aroma é rico, influenciando diretamente no seu sabor. De modo geral, também são ácidas e se caracterizam por harmonizar muito bem com alimentos com untuosidades. 

A Catharina Sour Feijoa está disponível para venda nas redes Angeloni de supermercados nas cidades de Criciúma, Tubarão, Lages, Araranguá, Balneário Camboriú, Florianópolis, Blumenau, Itajaí, Joinville, Jaraguá do Sul, Brusque, além da Lohn Store, na loja anexo à fábrica da cervejaria em Lauro Muller.

Ambev avança em projeto de lúpulo nacional com conclusão de viveiro em SC

A iniciativa da Ambev para fomentar a produção de lúpulo nacional, com o intuito de atender o mercado cervejeiro, passou por mais uma etapa com a conclusão de um viveiro em Lages, na Serra Catarinense. O novo espaço tem capacidade de produção de 60 mil mudas por ano na etapa inicial para serem doadas a agricultores familiares da região.

Além desse viveiro, a Fazenda de Lúpulo Santa Catarina conta com uma lavoura experimental de 1 hectare, com as variedades Chinook, Cascade, Comet e Nugget do lúpulo, destinadas a testes de manejo.

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O projeto pretende beneficiar cerca de 500 famílias nos próximos cinco anos, a partir da troca de conhecimento entre os pequenos produtores, a comunidade e a cervejaria.

A gerente da Ambev em Santa Catarina, Aline Trindade, considera que a conclusão do local é mais um importante passo para fomentar a produção de lúpulo no Brasil, expandindo o apoio para além da doação das mudas. “Os pequenos produtores, futuramente, irão receber todo suporte sobre técnicas de excelência de cultivo de lúpulo, dadas as condições de clima e solo do país”, diz a executiva da cervejaria.

Uma terceira fase do projeto, prevista para dezembro, envolve a construção de uma planta piloto para o processamento de lúpulo, onde as espécies fornecidas pelos produtores serão beneficiadas e transformadas em pellets prontos para uso.

Green Belly
Em agosto, chegou ao mercado o primeiro produto em escala industrial feito a partir do projeto: a Green Belly. A cerveja contrasta o amargor do lúpulo com o dulçor do malte e foi comercializada pela Lohn Bier, parceira da ZX Ventures, o braço de inovação da Ambev.

“Devido ao grande sucesso, o produto esgotou rapidamente, de forma que já estamos planejando uma nova edição da Green Belly”, comenta Richard Westphal Brighenti, fundador da Lohn Bier.

A Green Belly é uma Hop Lager feita com lúpulos plantados e beneficiados através do projeto. Antes do rótulo, a Lohn já possuía uma Hop Lager com destaque na receita para os lúpulos norte-americanos. No novo produto, foi realizada uma substituição, com a adição dos lúpulos catarinenses. Algo raro em receitas no Brasil.

“Até pouco tempo falar sobre produção de lúpulo nacional era algo tão longe da realidade das cervejarias que hoje, diante da possibilidade da inserção de Santa Catarina dentro desse mercado, ainda mais incentivando a produção por meio da agricultura familiar, acaba sendo uma iniciativa que movimenta ainda mais um segmento que diariamente busca por inovações”, destaca Schaiane Junkes, supervisora de adega da Lohn Bier.

Eleição na Abracerva: Conheça as chapas, seus planos e componentes

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Daqui a uma semana, a Associação Brasileira de Cerveja Artesanal (Abracerva) estará sob novo comando. Afinal, na próxima quinta-feira, os associados vão escolher entre as duas chapas inscritas nas eleições para definir a nova diretoria da entidade que representa os interesses do segmento. Por isso, o Guia ouviu representantes das duas candidaturas para compreender as suas principais propostas e planos, além de como foram compostos os grupos.

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A Chapa 1 da eleição é denominada Colegiado Cervejeiro. “Nós somos a representação da equidade. Lançamos de forma espontânea uma chamada de trabalho para que quem estivesse disposto, se manifestasse no intuito de uma chapa única. Nós somos a diversidade, pois nossa chapa atende toda a cadeia produtiva, pois temos cervejarias, ciganos, consultores, sommeliers, representações políticas, representantes na área de comunicação, representantes na área de eventos”, detalha Kenia Milene Galiego, CEO da Cervejaria Samadhy e uma das componentes da chapa.

Kenia destaca, ainda, o desejo de ampliar a penetração da Abracerva no cenário nacional como uma importante proposta da Colegiado Cervejeiro. “Nós somos um colegiado no qual tomaremos as decisões juntos para uma melhor Abracerva. Nosso compromisso também é de retomada na criação de diretorias e núcleos federativos. Queremos a Abracerva pulverizada em todos os cantos do país.”

Já a Chapa 2 da eleição da Abracerva é a Chapa de Maturação. “A chapa surgiu da união de pessoas que já tinham apresentado projetos à gestão atual da Abracerva, visando a melhoria do mercado e dos serviços prestados pela associação e pensados a partir das especialidades técnicas desses profissionais. A principal premissa dessa formação é a competência unida à representatividade”, afirma a chapa, explicando que a adoção do nome se deu pelo entendimento de ser necessária a evolução de iniciativas que vinham sendo adotadas pela associação.

“Valorizamos todas as conquistas atingidas pela Abracerva até o momento, mas confiamos poder dar um passo além, ampliando o alcance da associação através da oferta de novos serviços que nos preparem como empresas e profissionais para encarar o complexo futuro do mercado de cervejas artesanais”, acrescentam os membros da Chapa de Maturação.

Planos das chapas
A CEO da Samadhy também apontou dois temas importantes a serem desenvolvidos no mercado de artesanais, na visão da Colegiado Cervejeiro: o aumento da aproximação entre clientes e fornecedores e a discussão tributária, um dos gargalos do setor. “Queremos promover parcerias entre fornecedores e clientes através de alguma forma de convênio”, diz Kenia. “Sem falar nas questões tributárias, que estão aí e nós estamos engajados com elas.”

A representante da Colegiado Cervejeiro destaca também a importância da ampliação da presença das mulheres no segmento de cervejas artesanais. “Eu, Kenia, sou a representação feminina dessa chapa colaborativa, que vem quebrar tabus e padrões, pois queremos cada vez mais mulheres cervejeiras participando do setor ativamente”, conclui.

Já a Chapa Maturação apresentou seus principais planos de gestão à reportagem. Eles envolvem temas como tributação, ampliação da presença da Abracerva nas diferentes regiões, profissionalização do setor – o que inclui apoio à pesquisa -, aumento das ações do Núcleo de Diversidade e busca por novas receitas financeiras para a associação, entre outros.

“Os principais objetivos do nosso programa são: (1) Análise de impactos e educação tributária através da criação do Núcleo de Tributação; (2) Aproximação e valorização das regionais existentes e criação de novas em estados onde não há representatividade do setor; (3) Conexão e profissionalização do mercado através da criação do Núcleo de Negócios; (4) Fomento da pesquisa no setor através da criação de Núcleo Acadêmico; (5) Manutenção e ampliação das atividades do Núcleo de Diversidade; (6a) Ampliação da base de associados para uma maior representatividade e viabilidade financeira, vinculada à criação de programa de benefícios às empresas e profissionais associados. (6b) Implementação de estratégias de arrecadação de recursos para além das anuidades dos associados”, revela a chapa.

O contexto
A definição das chapas foi mais um passo do processo iniciado com a convocação de uma eleição após a renúncia de Carlo Lapolli à presidência da Abracerva. A sua saída do cargo ocorreu no início de setembro, na sequência da divulgação de mensagens de teor preconceituoso escritas por ele em um grupo de WhatsApp. Além dele, renunciaram todos os demais membros da sua diretoria.

A coordenação da associação, então, passou a ser ocupada interinamente – até a realização da Assembleia Geral – por Nadhine França. Escolhida para conduzir a entidade até as eleições, ela é sommelière, membro da Confraria Maria Bonita, coordenadora do Instituto da Cerveja em Pernambuco e do Núcleo de Diversidade da Abracerva.

Lapolli renunciou após serem vazadas mensagens com conteúdo chulo que envolviam misoginia, racismo, xenofobia e sexismo, escritas no grupo de WhatsApp Cervejeiros Illuminati.

O vazamento do material envolvendo Lapolli se deu dias após o mesmo grupo ter outras mensagens publicadas – essas sem a participação dele. Elas demonstravam posturas racistas em relação a profissionais negros do segmento cervejeiro, além de outros materiais de tom preconceituoso e com ofensas a mulheres e ataques ao feminismo.

Agora, a assembleia para eleger a nova diretoria da Abracerva será realizada de forma virtual, na próxima quinta-feira, colocando em disputa duas chapas.

Confira a relação de componentes da Chapa 1 – Colegiado Cervejeiro:
Emerson Castro – Cervejaria NordHaus e Haus Petrolina
Kenia Milene Galiego – Cervejaria Samadhy
Patrick Bannwart – BR Brew Cervejaria
Leandro F. de Alcantara Pellizzaro – Sahara Craft Beer
Luiz Gustavo Doná – Don Tonel Beershop
Adriano Bovo – Cervejaria Sotera
Thales Faria – Cervejaria BROWe!
Fernando Eduardo de Oliveira – All Grain Cervejaria
Marcelo Maciel – Cervejaria Astúcia
José Joaquim Alves de Campos Filho – Cervejoca
Michel Dienstmann – Herzpille Cervejas Especiais
Vinicius Erbereli Carreira – Cervejaria Germânia
Luiz Leal – Profissional e apoiador pessoa física
Henrique Cruz – Sommelier e sócio da Hump Beer

Confira a relação de componentes da Chapa 2 – Chapa Maturação:
Carolina Starret – Brewstone Pub
Debora Lehnen – Proa Cervejaria
Elisabeth Bronzeri – Bronzeri Consultoria
Érica Barbosa – Instituto Marketing Cervejeiro
Gabriela Flemming – Cervejaria Fermi
Gilberto Tarantino – Tarantino
Jayro Pinto – Sommelier
Junior Bottura – Avós
Leandro Sequelle – Graja Beer
Marcelo Paixão – Verace
Nadhine França – Instituto de Cerveja PE
Rafael Leal – Caatinga Rocks
Rodolpho Tinini – ICA/UFMG
Ugo Todde – Dümf

Blumenau lança cerveja e ação em pontos de venda para homenagear Oktoberfest

Para manter viva a memória da Oktoberfest, que ficou para o próximo ano por conta da pandemia da Covid-19, a Cerveja Blumenau anunciou a ação “brinde do seu jeito”. Com ela, a marca vai levar para mais de 100 bares e restaurantes de todo o país itens de decoração e uma cerveja especial pensada para a festa.

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A ideia é que o sentimento de celebração da cultura germânica e o protagonismo do chope durante o mês de outubro sejam mantidos, ainda que com a impossibilidade de realização da Oktoberfest em Blumenau por causa da pandemia do coronavírus.

“Nós sabemos que esse é um evento marcante para muita gente, que vai sentir saudades de brindar nos pavilhões da Vila Germânica. Entendemos que, quanto mais ele se fizer presente de alguma maneira, mais forte ele vai ser retomado”, diz Valmir Zanetti, diretor executivo da Cerveja Blumenau.

Além da decoração, a iniciativa propõe que os pontos de venda sejam estimulados a apostar em cardápios inspirados na Oktoberfest, a transmitir lives e a reproduzir músicas alusivas ao evento. “Caso o turista não se sinta confortável para vir a Blumenau este ano, ele pode ir até o bar perto da sua casa e viver um pouco desse clima”, acrescenta Valmir.

Nova cerveja
Neste mês, também chega ao mercado o novo rótulo da Blumenau em garrafa e em barril: a Oktoberfestbier. Com graduação alcoólica de 5% e amargor de 23 IBUs, a cerveja tem sua receita inspirada na festa originária em Munique, uma iniciativa para que a Oktoberfest seja brindada mesmo por quem está em isolamento social.

De acordo com o gerente comercial da cervejaria, Derli Maggioni, além de valorizar a Oktoberfest, a ação apoia os pontos de venda em um cenário que, para muitos, é de recomeço.

“Nós sabemos que é o momento de estarmos juntos, criando atrativos para os bares e restaurantes que foram muito impactados pelos efeitos econômicos da pandemia. Nossa relação com os clientes sempre foi de apoio mútuo e a campanha sinaliza para o mercado essa nossa disposição em nos recuperarmos juntos”, conclui o gerente da Blumenau.

Com Alex Atala, reality show busca parceiro para comandar espaço da Stella Artois em SP

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A Stella Artois se uniu a Alex Atala, um dos mais renomados chefs do mundo, em busca de um parceiro para comandar um espaço da cervejaria a ser inaugurado em 2021. A escolha se dará através do reality show Fora da Rota, que estreou na segunda-feira no Globoplay e no YouTube da marca.

O programa, apoiado pela Stella Artois e apresentado por Alex Atala, exibe novas experiências gastronômicas em restaurantes fora da rota tradicional em São Paulo. E o vencedor vai comandar a cozinha do Portinha Stella, estabelecimento que será um espaço-conceito da marca da Ambev na capital paulista.

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Com formato e produção da Endemol Shine Brasil e idealização pela CP+B Brasil, o programa se divide em seis episódios para descobrir novas experiências gastronômicas na cidade e mostrar ao público que não é preciso ir longe ou pagar caro para comer bem.

“A gente acredita que o melhor da gastronomia é esse encontro que reúne as pessoas ao redor da mesa, criando momentos especiais. O Fora da Rota não é só sobre o melhor prato ou o melhor chef, mas é sobre quem tem a melhor história e com quem o público se identifica mais”, comenta Rodolfo Carvalho, gerente de marketing de Stella Artois.

Segundo ele, a cervejaria quer usar o seu “toque sofisticadamente simples” para mostrar a possibilidade de se ter uma experiência inesquecível. “Somos apaixonados por gastronomia e entretenimento e o Fora da Rota une essas duas paixões”, complementa Rodolfo.

O programa
Na estreia do Fora da Rota, Atala e a chef Renata Vanzetto conheceram o O Mirandês, restaurante de comida portuguesa da região do Douro. Eles também visitaram a Casa de Ieda, especializada em culinária baiana típica da Chapada Diamantina.

Os outros três primeiros episódios vão ao ar nos dias 12, 19 e 26 de outubro, tendo sido gravados antes da pandemia da Covid-19. Neles, Atala e Vanzetto se encontra com um chef convidado – os próximos serão Checho Gonzales, Paulo Shin e Manuelle Ferraz.

No encontro, eles são recepcionados pelos chefs desses lugares, que durante a visita apresentam os pratos mais apreciados pela clientela e contam as suas histórias, falando sobre a relação com a cozinha, o processo por trás da criação do menu e a identidade do lugar.

O público pode participar do programa ao final de cada episódio, votando – via Twitter – na experiência que mais gostou de acompanhar e que gostaria de viver pessoalmente.

Já o quinto episódio, programado para 2 de novembro, vai se aprofundar na história dos chefs e restaurantes mais votados pelo público. E o vencedor será conhecido no sexto e último (12 de novembro), com a votação de um júri especial para viver a experiência gastronômica de cada restaurante e se reunir virtualmente para escolher o campeão.

A participação de Alex Atala não se dá apenas com a apresentação do reality da Stella Artois: o cozinheiro à frente dos restaurantes D.O.M e Dalva e Dito também vai para o lado de dentro do balcão e cozinha junto com cada participante.

“Como toda cidade cosmopolita, São Paulo guarda lugares incríveis e surpreendentes para quem tem a curiosidade e a vontade de ir além dos roteiros tradicionais. Pelas ruas da cidade, longe dos holofotes, encontramos ótimos restaurantes, que vão muito além de boa comida. Encontramos experiências completas. Encontramos atrás de cada portinha e de cada balcão uma cozinha autêntica, com identidade, nome e sobrenome”, afirma Atala.

O “Guia Stella”
A busca por restaurantes fora da rota em São Paulo ainda rendeu outras descobertas com o olhar da Stella Artois, segundo relata a marca. É por isso que a cerveja também lançará o Guia Stella, uma coletânea que traz, em uma primeira fase, mais de 50 recomendações de estabelecimentos na cidade.

Produzido com a curadoria da crítica gastronômica Ailin Aleixo e da jornalista Néli Pereira, o conteúdo será publicado nesta quinta no site da cervejaria.

Trimestre histórico para setor cervejeiro favorecerá a Ambev no Brasil, diz análise

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Os efeitos da crise do coronavírus sobre o consumo de bebidas alcoólicas são, hoje, um mero resquício no país. Essa é a visão da equipe de análise do Credit Suisse, apontando que o terceiro trimestre foi histórico para a indústria cervejeira no Brasil, com a Ambev sendo a empresa a melhor se aproveitar dessa recuperação.

Para embasar a sua avaliação, o banco de investimentos utiliza dados da Pesquisa Industrial Mensal do Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE), lembrando o crescimento de quase 20% da produção de bebidas alcoólicas em agosto. E destaca que foi o terceiro mês em que a expansão foi de ao menos 15% no país.

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O somatório desses resultados deve tornar o terceiro trimestre histórico para o segmento no Brasil. “Isso suporta nossa visão de que a indústria da cerveja surpreenderá positivamente nos mercados emergentes”, afirma o documento.

O Credit Suisse também lembra que o Brasil é um mercado importante para as gigantes Ab Inbev e Heineken. Mas também adota cautela ao destacar que esse crescimento pode não ser duradouro por causa de incertezas na economia, como a redução de renda da população e, consequentemente, do poder de compra. Além disso, alerta para os riscos do aumento de preço das cervejas, embora o enxergue como natural e até mesmo saudável para as concorrentes.

“Acreditamos que os recentes aumentos de preços no Brasil também ajudam a diminuir as preocupações mais amplas dos investidores sobre as fabricantes de cerveja, incluindo a capacidade de precificar para compensar os ventos contrários da margem transacional, após significativa depreciação do câmbio em mercados emergentes, e práticas irracionais após o aumento da intensidade competitiva entre a Ambev e a Heineken”, diz a análise.

Disputa pelo mercado
O relatório do Credit Suisse aponta que ter sido a primeira gigante do setor a definir o aumento do preço de suas cervejas no Brasil deve representar uma desvantagem para a Heineken, com a Ambev sendo menos afetada pelo atraso no reajuste.

“De maneira pouco comum, a Heineken liderou as mudanças no preço da indústria este ano, também provavelmente liderando uma performance de volume inferior em relação à Ambev, embora a competição a seguiu em um curto espaço de tempo”, avalia o banco de investimentos.

O Credit Suisse também acredita que o aumento do consumo de cervejas no Brasil tem ocorrido por causa da existência de mais ocasiões para tal. Assim, ele vem sendo mais recorrente, ainda que em volumes menores – o que não seria um dado negativo, pois pode se tornar menos suscetível às crises.

E, nesse caso, segundo o banco de investimentos, a Ambev será a empresa mais favorecida, sobretudo, por causa da melhor distribuição, o que inclui pequenos mercados e lojas de conveniência. Esse tipo de estabelecimento aumentou a sua participação durante a pandemia do coronavírus, pois o consumidor tem evitado maiores deslocamentos, conclui o Credit Suisse.

Projeto colecionável do Slow Brew lançará novidades de 55 cervejarias artesanais

O Slow Brew não terá uma edição em 2020, mas o fã de cervejas artesanais não deixará de ter acesso às novidades que costumam marcar o festival. Afinal, seus organizadores anunciaram que 55 marcas que iriam participar do evento neste ano lançarão, entre os meses de novembro e dezembro, rótulos que estariam disponíveis no encontro.

O projeto no qual as marcas e o Slow Brew estão envolvidos foi denominado SBB2020 Não Teve, Mas Eu Fui!, dando uma conotação “colecionável” para a ação, que também envolve a participação de artistas.

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O ilustrador Marlos Lima ficou responsável para criar oito artes colecionáveis que deverão representar o público ao lado das cervejarias. Estas artes serão os rótulos que as marcas enveloparão seus produtos. Já a união dos oito quadros colecionáveis formará um nono quadro completo que remeterá ao Slow Brew.

Os rótulos colecionáveis estarão disponíveis nos bares e comércios digitais do país para aquisição a partir da segunda quinzena de novembro, como explicaram os organizadores do evento.

Apontado como um dos principais festivais cervejeiros do Brasil, o Slow Brew não ocorrerá em 2020 por causa da pandemia da Covid-19. Assim, os organizadores optaram por realizá-lo no próximo ano em dois dias.

O Slow Brew também decidiu que nos dias 4 e 5 de dezembro de 2020, exatamente um ano antes do evento agendado para 2021, vai promover diversas ações pelas redes sociais com assuntos focados para quem gosta de cervejas.

Confira a lista de cervejarias participantes do SBB2020 Não Teve, Mas Eu Fui!:

3 Orelhas -MG
4 Árvores – RS
5 Elementos – CE
Antuérpia – MG
Augustinus – SP
Avós – SP
Brewlab – RJ
Caatinga Rocks – AL
Caravan – SP
Carioca Brewing – RJ
Central – SP
Cerrado Beer – DF
Cevada Pura – SP
Cozalinda – SC
Croma – SP
Dádiva – SP
Dama Bier -SP
Daoravida – SP
Demonho – SP

Devaneio – RS
Dogma – SP
Everbrew – SP
Fermi – SC
Garimpero – SP
Hankzbier – MG
Hocus Pocus – RJ
Hopflyers – SP
Hopmundi – RN
Infected – SP
Japas – SP
Juan Caloto – SP
Koala San Brew – MG
La Caminera – SP
Leuven – SP
Locals Only – SP
Mafiosa – SP
Mindubier – BA
Morada Cia Etílica – PR

Narcose – RS
Noi – RJ
Oca – SP
Quatro Graus – RJ
Salvador Brewing – RS
Satélite – SP
Spartacus – MG
Synergy – SP
Tábuas – SP
Tarin – MG
Tesla – SP
Trilha – SP
Undertap – SP
Unicorn – SP
Ux Brew – SP
W*Kattz – RJ
Zalaz – MG

Em ação com aplicativo, Patagonia paga metade do churrasco até esta quarta

O fã de carnes tem até esta quarta-feira para aproveitar uma ação da cervejaria argentina Patagonia com o aplicativo para telefones celulares Içougue. Nela, a marca da Ambev se propõe a ajudar o público, arcando com a metade do valor do próximo churrasco. A iniciativa foi lançada para celebrar o Dia do Churrasqueiro, em 30 de setembro.

Assim, todos os kits de carne e cerveja adquiridos através do Içougue terão metade do valor pago pela Patagonia. A ação da marca para incrementar o churrasco dos consumidores é válida até esta quarta, em toda a região da Grande São Paulo.

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O aplicativo Içougue é um marketplace exclusivo para amantes de carnes, que se conectam diretamente aos fornecedores da região onde moram. É possível realizar o pedido tanto pelo aplicativo como pelo site – e receber os cortes desejados no conforto da sua casa. 

A Patagonia disponibiliza atualmente quatro estilos no Brasil, três deles clássicos de sua linha: Patagonia Bohemian Pilsener, com um aroma fresco e frutado bem característico, além de uma coloração dourada profunda; Patagonia Amber Lager, marrom acobreada com aroma sutil de caramelo; e Patagonia Weisse, com aroma cítrico com notas de laranja e coentro que equilibram o aroma e o sabor refrescante e pouco adocicado.

Além disso, há a recém-lançada 24.7, uma cerveja puro malte com sauco e mel, apresentando tom dourado profundo e notas de frutas brancas, refrescante sem perder a potência do lúpulo, segundo descreve a marca.