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Ação da Ambev tem pequena valorização em novo mês de queda do Ibovepa

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Em ritmo oposto ao do índice Bovespa, que sofreu nova queda no último mês, a ação da Ambev teve valorização modesta em setembro, de 1,87%. Mas o preço do papel, denominado ABEV3, ainda não conseguiu modificar o cenário de redução do seu preço neste ano.

A ação ordinária da Ambev fechou setembro com o preço de R$ 12,54, sendo que havia começado o mês cotada a R$ 12,31. Apesar disso, continua em desvalorização expressiva em 2020, pois o papel havia terminado 2019 a R$ 18,67. E, com isso, acumula perda de valor de 32,83% neste ano.

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Já a Bolsa de Valores de São Paulo teve queda pelo segundo mês consecutivo. O índice Bovespa, considerado o mais importante do principal mercado nacional, terminou setembro com 94.603,38 pontos, sendo que havia fechado agosto com 99.369,15. Desse modo, desvalorizou 4,80% no período.

A queda ampliou o cenário de expressivas perdas do Ibovespa em 2020, ano iniciado com o pior trimestre da história e que agora acumula desvalorização em cinco dos seus nove meses. O índice tinha encerrado 2019 com 115.645,34 pontos. Com isso, a queda acumulada em 2020 está em 18,2%.

A nova desvalorização se dá em um contexto de preocupação com o desemprego e a questão fiscal no Brasil ao fim de setembro. A taxa de desocupação, afinal, chegou aos 13,8%, a maior marca da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, iniciada em 2012. Além disso, são 13,1 milhões de pessoas procurando emprego. E a população ocupada caiu para 82 milhões, também o pior resultado da série.

Já a proposta do presidente Jair Bolsonaro de financiar o Renda Cidadã, programa social que vai substituir o Bolsa Família, com recursos destinados ao pagamento de precatórios e parte do Fundeb provocou avaliações de que seria uma ação para burlar o teto de gastos. E isso atingiu diretamente a confiança em Paulo Guedes, ministro da Economia, por parte dos investidores.

Na Europa
Entre as principais cervejarias do mundo, por sua vez, houve perdas em setembro, sendo a principal delas da Anheuser-Busch InBev – multinacional fruto da fusão da belga Interbrew com a Ambev – na Europa. O papel da AB-Inbev começou o mês custando 48,81 euros e encerrou o terceiro trimestre com o valor de 46,23 euros. A desvalorização, portanto, foi de 5,29% no período.

Já a ação da Heineken teve resultado parecido ao fechar setembro cotada a 75,88 euros. Como havia terminado agosto valendo 77,56 euros, a baixa foi de 2,17% no nono mês de 2020.

Mondial de la Bière terá formato online em 2020 e será realizado em dezembro

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O Mondial de la Bière será mais um evento cervejeiro a não ter uma edição presencial em 2020 em função da pandemia do coronavírus. Mas, para compensar seus fãs, vai ocorrer no ambiente virtual. Um dos maiores festivais do segmento no planeta, o Mondial teve a sua realização confirmada para 12 de dezembro, em um formato inédito, gratuito e online, que será transmitido diretamente de uma brewhouse.

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A edição do Rio do Mondial estava inicialmente agendada para setembro, depois sendo adiada para 18 a 22 de novembro no Píer Mauá. Agora, porém, seus organizadores decidiram fazer adaptações para permitir a sua realização de modo virtual, sendo transmitido a partir do seu canal no YouTube.  

A programação contará com diversas atrações de entretenimento, com apresentações de bandas e DJs. Além disso, o público terá acesso a conteúdos sobre as cervejas artesanais, harmonização e mixologia. E poderá realizar degustações guiadas e tours virtuais por cervejarias.

O evento também terá centenas de marcas nacionais e internacionais que estarão disponíveis para o público saciar sua sede. A organização do Mondial também adiantou que tanto os copos do festival quanto os rótulos inéditos que as cervejarias preparam e lançam durante o evento também estarão disponíveis nesta edição online.

Edição 2019
No ano passado, com mais de 130 cervejarias e de mil rótulos, o Mondial de la Bière Rio ocorreu em diversos armazéns do Píer Mauá, na zona portuária da capital fluminense. Foram 48 mil visitantes durante os cinco dias de festival.

Já o Mondial de la Bière São Paulo também uniu entretenimento e o melhor da cultura cervejeira no espaço Arca, no bairro da Vila Leopoldina. Foram 9 mil metros quadrados ocupados por mais de 70 cervejarias. O local já foi confirmado para receber o evento paulistano em 2021, de 17 a 20 de junho.

Beer Summit amplia lista de palestrantes e inicia pré-venda de ingressos no dia 16

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O Beer Summit, idealizado e organizado pelo Science of Beer Institute, ampliou a lista de palestrantes internacionais e nacionais confirmados e definiu 16 de outubro como a data para o início da pré-venda de ingressos. O encontro está marcado para o período entre 3 e 14 de dezembro, sendo totalmente online e sob a expectativa de ser o maior congresso de conhecimento cervejeiro da América Latina.

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O encontro é capitaneado exclusivamente por mulheres. Com pautas focadas em questões sociais como a diversidade e a democratização da ciência cervejeira, o Beer Summit espera promover a aprendizagem e a troca de experiências com diversos profissionais do mercado nacional e internacional.

Uma das “trilhas” do evento, inclusive, terá o apadrinhamento da European Brewery Convention, organização que representa os interesses técnicos e científicos do setor cervejeiro na Europa.

Para acompanhar essas e outras atrações, os ingressos poderão ser adquiridos em pré-venda a partir de 16 de outubro. E, de acordo com os organizadores do Beer Summit, esse período para aquisição das entradas contará com benefícios exclusivos para os pré-inscritos no site.

A organização do evento também definiu a agenda para participação no congresso científico. O prazo para submissão e envio de trabalhos e artigos vai até 25 de outubro. O pagamento das inscrições se encerra em 10 de novembro, com a listagem dos aceitos sendo divulgada até 20 de novembro.

Inicialmente, a primeira edição do Beer Summit estava prevista para agosto, em Florianópolis, o que se tornou inviável em função da pandemia do coronavírus. Online, o evento terá transmissão mundial e com a possibilidade de acompanhamento de palestras, mesas-redondas, congresso científico e demais conteúdos traduzidos para o português.

O conceito do Beer Summit é inspirado em eventos que acontecem na Alemanha, Bélgica, Chile e Estados Unidos. Ele concentra palestras, workshops, áreas de experiências e oportunidades de negócio para o mercado cervejeiro, com aceleração de pequenas empresas, consultoria técnica, elaboração de projetos colaborativos, subsídios a trabalhos de pesquisa e desenvolvimento de novas tecnologias voltadas ao setor, entre outros elementos.

Confira abaixo as quatro trilhas educacionais do Beer Summit:
Trilha 1: Negócios, marketing e empreendedorismo
Trilha 2: Sommelieria, estilos, serviço e harmonização
Trilha 3: Matérias-primas, processos e inovação – com o apadrinhamento da EBC (European Brewery Convention)
Trilha 4: Experiências, tecnologia, ciência cervejeira e equidade

Confira a lista de palestrantes confirmados e os temas a serem abordados:
Aline M Bortoletto (Brasil) – Envelhecimento de cervejas;
Carolina Castro (Costa Rica) – Fermentação ancestral e o uso de grãos alternativos;
Carolina Oda (Brasil) – Qualidade de bebidas;
Christina Schönberg, da Barth Haas (Alemanha) – Desafios do dry hopping;
Dick Cantwell (EUA) – Criatividade e coragem dos cervejeiros brasileiros no uso dos mais diversos insumos;
Érica Barbosa (Brasil) – Marketing onicanal;
Flavia Didomenico (Brasil) – A cerveja nas rotas do turismo;
Gabriela Müller (Brasil) – Controle de qualidade;
Garrett Oliver (EUA) – Background cultural por trás da marca Brooklyn Brewery;
Jaime Zuluaga (Chile) – Afamadas Pastry Beers;
John Brauer (Alemanha) – Análise sobre fermentação Lager;
José Felipe Carneiro (Brasil) – A brilhante trajetória da marca Wals;
Lindsay Barr (EUA) – Uso de dados para melhorar a experiência de consumo;
Luana Cloper (Brasil) – Gestão de dados em eventos;
Luciana Brandão (Brasil) – Leveduras brasileiras;
Markus Raupach (Alemanha) – Aulas de cerveja online.

Completam a lista: Charlie Bamforth, da Sierra Nevada, Fal Allen, da Anderson Valley, Horst Dornbusch, da Cerevisia Communications, Michael Zepf, da Doemens Akademie, Richard Westphal Brighenti, da Lohn, Rodrigo Ertel Baierl, especialista em lúpulos, Steve Parr, da Brewers Association, Tiago Brandão, da European Brewery Convention, e muitos outros.

Cerveja e Gestão: F*** YOU, CO2! Por trás da cortina de fumaça do aquecimento global

Cerveja e Gestão: F*** YOU, CO2! Por trás da cortina de fumaça do aquecimento global

Conforme publicado no Guia, na reportagem BrewDog vai plantar floresta para se tornar primeira cervejaria ‘carbono zero’, as cervejarias estão tomando a frente para liderar processos de neutralização de carbono. Este momento foi antecedido por décadas de inação, o que nos levou aos efeitos das crises climáticas sentidas mundo afora, como enchentes, secas e furacões em regiões ou com frequências imprevistas há alguns anos.

Para assumir a responsabilidade nesta resposta, as cervejarias têm contado com a colaboração horizontal, feita em parceria com centros de pesquisas, universidades e especialistas em pegada de carbono e sustentabilidade. Exemplos têm despontado em diversos países, como nos Estados Unidos, com a Fat Tire, na Europa Ocidental com a Carlsberg ou no Brasil com a Colorado (Ambev).

Esta coluna foi ao fundo do gargalo para conhecer a colaboração horizontal feita entre a cervejaria BrewDog e o professor Mike Berners-Lee, cujo time de pesquisadores tem mapeado uma jornada de transformação em torno da cadeia de suprimentos completa desta cervejaria.

Essa parceria entre empresas e academia é muitas vezes dada como inusitada, com críticas principalmente à academia, apontada como uma “torre de marfim” com fim em si mesma. A colaboração horizontal identificada na BrewDog, além de desmitificar este ponto, nos mostra que não precisamos aguardar que governos e políticos sejam os messias anunciantes da salvação.

Pode-se dizer que, apesar de estar dando seu primeiro passo para neutralizar emissões de carbono, a BrewDog quer entrar com o pé na porta neste balanço ético-sócio-ambiental. A cerveja é um produto consumido mundialmente, muitas vezes interpretada pelo viés negativo de seu uso sem moderação. Contudo, a cervejaria demonstra entender que grandes poderes acompanham grandes responsabilidades, e está elevando o sarrafo para todos os demais negócios sobre a participação de cada companhia global em relação aos efeitos das mudanças climáticas.

Isso tem acontecido não somente cortando suas emissões de carbono em todos os elos da cadeia de suprimentos, mas por meio de uma comunicação sem rodeios, direta ao ponto, como exige-se no mundo dos negócios. A companhia reconhece que a cadeia tem suas falhas, mas é honesta em relação a elas, conforme aponta o professor Berners-Lee no relatório de sustentabilidade “número 1” da BrewDog. O significado ultrapassa a mera colaboração vertical ou a competição entre as cadeias de suprimentos de cervejarias.

O recado do professor é simples: “todos os outros (negócios) deveriam fazer o mesmo”. Dessa forma, a BrewDog visa encontrar e ajudar a cortar o topo da pirâmide das atividades responsáveis pelas principais emissões de carbono, para atingir seu crescimento sustentável em tudo que faz, comunica e pensa (com moderação, é claro).

Conforme mostra o relatório da cervejaria, o IPCC (órgão das Nações Unidas para ações intergovernamentais) definiu que as indústrias precisam reduzir, até 2030, sua poluição ao ambiente antes que as mudanças climáticas alcancem níveis irreversíveis. Como as modificações para fins voltados ao meio ambiente ou sociais acontecem em uma velocidade inferior às mudanças com finalidade econômica, a cervejaria acredita que necessita fazer as coisas certas, como exemplo a todas as demais indústrias. E o melhor tempo para esta ação é agora, e cada um com sua parte.

Juntos com a BrewDog, neste desafio, estão outras companhias como Patagônia, Carlsberg e Microsoft, que estão buscando cumprir o proposto pelo IPCC até 2030. No entanto, outras empresas com ampla capacidade de vender seus produtos mundialmente e com alto potencial para investir em ações sustentáveis estão bem atrasadas. A Amazon, por exemplo, prevê que atingirá esta meta em 2040, enquanto Diageo, British Petroleum, Nestlè, Unilever e Ben & Jerrys, apenas em 2050.

Isso significa dizer que o livro que você escolheu para ler (mesmo o e-book) enquanto toma seu sorvete ou aproveita seu chocolate preferido podem derreter nosso clima, da mesma forma que seu chope de sábado o esquenta.

Além do aquecimento global provocado pelos níveis recordes de CO2, as mudanças climáticas trazem outros riscos em cascata. Dentre eles, elevação do nível do mar, guerras por recursos naturais (especialmente pela água potável), doenças que podem se espalhar mais rapidamente, migrações de cidades inteiras, encolhimento da produtividade ou qualidade de alimentos, inflação de produtos básicos para alimentação familiar e ampliação dos níveis de pobreza global.

Para mitigar estes riscos, que colocam todos os negócios em xeque, a BrewDog investiu mais em pesquisa desde que começou a se envolver com apresentações voltadas às mudanças climáticas, afirmam James e Martin (capitães e fundadores da cervejaria). Eles acreditam no consenso científico de que “somos como sonâmbulos à beira de um precipício”.

Ao menos que busquemos uma saída global para esta questão urgente, a cervejaria aponta que os resultados podem ser catastróficos. Para isso, propõe catalisar esta mudança ao liderar, na sua indústria, o exemplo para as demais empresas responsáveis por emissões de carbono.

Erros existem e continuarão existindo, mas a mudança começa agora para os fundadores da marca. A proposta parte do princípio da completa abertura e transparência em tudo que fazem. Isso significa que a cervejaria pretende, como em um casamento, manter a união na alegria e na tristeza, na saúde e na doença. Para isso, se propõe a ampliar os esforços e aproximação em sua colaboração horizontal com o time do professor Mike Berners-Lee, em busca do status de “carbono negativa”.

Para uma companhia ser carbono negativa, ela precisa ter sua pegada de carbono reduzida para níveis inferiores a zero, de forma a apresentar um efeito em rede na remoção do CO2 da atmosfera, ao invés de apenas adicioná-lo.

Para entender melhor o que é a pegada de carbono de uma cerveja, veja este exemplo em uma simples lata da deliciosa Punk IPA: 31% do carbono é gerado pela produção de lúpulo, 29% pela produção de cevada maltada, 15% pelo gás verde, 10% pela geração de eletricidade, 14% pela embalagem e 1% pelo consumo de água. Observe que não está incluso neste processo a logística que leva a cerveja até você ou o consumo de energia e o uso de eletrodomésticos para servi-la na temperatura que você gosta.

Para considerar em seu cálculo aquilo que não consegue medir internamente em suas cervejarias, a BrewDog tem removido duas vezes mais carbono da atmosfera que suas emissões anuais. Enquanto isso, se prepara para chegar ao nível zero. Uma das principais ações foi a compra de aproximadamente 830 mil hectares para criar sua própria floresta em uma área de pastagem ao norte das Highlands escocesas. Até 2022, a cervejaria terá plantado um milhão de árvores.

Enquanto a floresta vem (tomara que lobos também), a cervejaria investe em seus parceiros por meio de colaboração vertical em seus projetos. O objetivo é a obtenção dos mais altos padrões de certificações examinadas pelo time da “Small World Consulting” através da colaboração horizontal.

Segundo Jack Spees, executivo-chefe da Ribble Rivers Trust, “o compromisso da BrewDog para reduzir e capturar carbono está tomando a posição de liderar o combate às mudanças climáticas (…). Isto e sua abordagem científica estão perfeitamente alinhados com nosso trabalho e nós esperamos que seu exemplo seja seguido por outros”.

Para Geogiana Rogers, diretora da Carbon Neutral, “a BrewDog tem feito mais do que tratar a questão da nossa bem real crise climática; a cervejaria tem reconhecido a necessidade de parar a perda de biodiversidade, por meio de investimentos em reflorestamento no Outback australiano (…), mostrando que esta abordagem é um verdadeiro alerta sobre nosso impacto no planeta”.

PARCEIROPROJETOCERTIFICAÇÃOPAÍS
The Woodland TrustBosquesWoodland Carbon Co2deReino Unido
Carbon NeutralBiodiversidadeGold StandardAustralia
Ribble Rivers TrustBosquesWoodland Carbon Co2deReino Unido
Nature Conservancy of CanadaSilvicultura e PaisagensCCB Standards, Verified Carbon Standard (VCS)Canadá
Quadro 1: Projetos apresentados pela Cervejaria BrewDog até iniciar a plantação de sua Floresta


Para os adeptos dos Quadros de Modelo de Negócios (Business Models Canvas), a cervejaria considera que o principal é não emitir carbono. Entretanto, seu trabalho é gerar de forma rápida um plano de 24 meses para redução da pegada de carbono em suas operações, em paralelo à sua jornada para se tornar zero desperdício.

Entre as ações desse ousado plano estão:

  • Energia verde – Converter o principal subproduto natural da produção de cerveja, a cevada maltada, em gás verde (biometano). Dessa forma, retira a dependência de qualquer necessidade de combustíveis fósseis nos processos cervejeiros;
  • Força dos ventos – Toda a eletricidade usada para preparar a cerveja e servi-la em bares próprios no Reino Unido vem diretamente de turbinas eólicas locais. Assim, fica fácil apreciar melhor o clima escocês, não é mesmo?;
  • Biofábrica digestora anaeróbica – Como a água é um dos recursos mais preciosos, seu fornecimento está sob pressão crescente em relação ao uso adequado. A cervejaria não quer gastar nenhuma gota. Por meio de sua biofábrica digestora anaeróbica, é capaz de tornar os recursos hídricos antes desperdiçados em H2O pura e biometano, para reuso em sua produção até 2021;
  • Frota logística elétrica – Os projetos estão acelerados para que a frota logística esteja completamente elétrica e nas ruas ainda neste ano, ao melhor estilo punk elétrico;
  • Recuperação do CO2 da fermentação – Um dos subprodutos da fermentação é o CO2 que, ao ser capturado durante os processos produtivos, pode ser reutilizado para gaseificar as próprias cervejas.

Percebe-se nessas ações o envolvimento de conhecimentos multidisciplinares que jamais funcionariam sem equipes de profissionais altamente qualificados, com espírito voltado às práticas sustentáveis, em parceria com acadêmicos que podem apresentar soluções variadas para os diferentes desafios existentes em cada processo interno ou externo aos elos da cadeia de suprimentos. Por isso, um brinde ao empreendedorismo sustentável por parcerias acadêmicas.

Na próxima coluna, traremos mais informações sobre outras cervejarias, práticas de colaboração entre empresas e academia e mais detalhes sobre a pegada de carbono na formação de uma rede carbono-zero. Por gentileza, encaminhe seus comentários e sugestões para nosso endereço de e-mail, será um prazer receber seu contato (professormarcelosa@gmail.com). Cheers, com carbono-zero p****!


Alexandre Luis Prim é professor das Faculdades Senac Blumenau, Saint Paul e Uniasselvi nas áreas de administração e supply chainAssina também a coluna Marcelo Sá, doutor em administração e coordenador acadêmico na Saint Paul Escola de Negócios

Plataforma usa estratégia do “atacarejo” para vender cervejas a preço de custo

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Uma nova plataforma promete facilitar financeiramente o acesso dos consumidores a uma seleção de artesanais brasileiras e importadas. É o Bebelier. Nele, por meio de uma anuidade, o consumidor poderá comprar cervejas quando e na quantidade que quiser, pagando apenas o seu preço de custo para recebê-las em casa.

Para quem deseja fazer parte do clube, a anuidade custa R$ 250 e pode ser parcelada em até 3 pagamentos de R$ 87,50, passando a ter acesso aos produtos com valor de atacado. Os usuários da plataforma ainda poderão optar por não pagar a anuidade e também comprar as cervejas da loja, mas pelo seu preço de mercado.

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Três dos quatro idealizadores do negócio – Francisco Neto, Pedro Meneghetti e Rafael Borges – criaram o clube de assinatura de cerveja Have a Nice Beer em 2011. Agora, eles chamaram Juliano Carone e reuniram os conceitos de uma operação de “atacarejo” para aproximar ainda mais os consumidores de seus produtos favoritos.

A ideia do Bebelier nasceu antes da pandemia, mas a plataforma encontrou um cenário favorável para se popularizar após a Covid-19 alterar significativamente os hábitos de consumo. Afinal, em função das medidas de isolamento social, o novo coronavírus também acelerou a revolução digital e, consequentemente, a ampliação de canais de comércio online.

Entendendo que existe uma demanda grande, além de focar em solucionar o problema dos altos preços praticados no mercado, o Bebelier também quer contribuir para uma nova realidade do segmento de cervejas artesanais, participando ativamente de um processo de democratização do acesso aos produtos.

“O Brasil todo será atendido pelo Bebelier, que terá como foco tanto os iniciantes quanto os iniciados no universo das cervejas artesanais, atendendo não só aqueles que anseiam por recomendações certeiras para começar a formar o seu próprio paladar, mas também aqueles que já sabem o que querem mas estão cansados de pagar um caminhão de dinheiro para tomar cervejas boas”, conta Francisco Neto, um dos idealizadores da plataforma.

Clique aqui para conhecer o Bebelier.

Bodebrown homenageia imigração italiana e se aproxima dos vinhos

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A Bodebrown resolveu homenagear a saga dos imigrantes italianos e o mundo dos vinhos em seu novo rótulo: a Luppolo Grape IPA, uma Indian Pale Ale que leva em sua receita a uva Trebbiano. E será vendida em latas de 473ml.

“A adição da Trebbiano sintetiza a história que procuramos contar e também abre as portas para uma nova experiência sensorial entre as cervejas artesanais, com perfumes e sabores que remetem também ao vinho”, explica o cervejeiro e CEO da Bodebrown, Samuel Cavalcanti, falando sobre a relação entre a bebida e o universo dos vinhos.

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A cerveja buscou inspiração na história do imigrante italiano Biazio Zonta, bisavô do empresário Pedro Joanir Zonta, fundador e presidente do Condor Super Center, rede de supermercados com sede em Curitiba e lojas no Paraná e em Santa Catarina. Zonta deixou a cidade de Cassola, no Vêneto, em 22 de julho de 1887, para recomeçar a vida no Brasil.

“A trajetória desta família sintetiza o percurso de milhares de outros italianos que ajudaram a construir o Brasil”, acrescenta Cavalcanti. “O resultado é uma homenagem às virtudes do povo italiano, tão presentes na formação do Brasil”, explica o CEO da cervejaria.

A uva é uma cepa emblemática da Itália e da região do Vêneto, de onde muitos imigrantes partiram para o Brasil. O mosto de uvas utilizado na receita vem do Vale dos Vinhedos, no Rio Grande do Sul.

A receita possui, ainda, quatro tipos de malte e dry-hopping de três lúpulos mundialmente cultuados: Sorachi Ace (Japão), Galaxy (Austrália) e Amarillo (Estados Unidos). A Luppolo Grape IPA traz aromas florais e de frutas tropicais. Já no paladar oferece toques refrescantes, secos e de acidez, segundo a Bodebrown.

A rede Condor está completando 46 anos e, para a comemoração, a Luppolo Grape IPA será comercializada inicialmente com exclusividade nas 54 lojas do grupo, com preço de lançamento a R$ 14,90.  “É uma honra saber que um produto inspirado na história da minha família estará presente nas gôndolas do Condor e levando sabor aos nossos clientes”, destaca o presidente do Condor Super Center, Pedro Joanir Zonta.

Marca do Texas vai fermentar e maturar cervejas em uma caverna

Uma pequena cervejaria texana vai passar a maturar suas criações em uma caverna. Situada na área rural de San Marcos, na região central do estado norte-americano, a Roughhouse Brewing já se dedicava a receitas de rótulos do estilo Ale com leveduras selvagens da sua fazenda. Agora, anunciou um programa de fermentação e maturação em uma caverna subterrânea que fica dentro da propriedade.

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Descoberta quando a cervejaria estava sendo construída, em 2018, a caverna estava cheia de lixo. A princípio, os proprietários da cervejaria e da fazenda achavam que se tratava apenas de um pequeno buraco. No entanto, ao executarem uma longa e cuidadosa escavação no local, encontraram uma sala subterrânea com aproximadamente 33m².

A cervejaria norte-americana trabalhou na preparação e adaptação do espaço. Criou, assim, uma pequena estrutura com laje, sistema de desumidificação e pontos de iluminação para criar uma sala de fermentação para cervejas e outros produtos alimentícios produzidos por ela ou por empresas parceiras.

Em fevereiro, logo antes da pandemia de Covid-19 se alastrar pelos Estados Unidos e por todo o planeta, a Roughhouse brassou sua primeira cerveja destinada ao envelhecimento na caverna, em colaboração com a Jester King Brewery, chamada Undenground Series. Trata-se de uma linha que conta com cervejas 100% envelhecidas na caverna – e, algumas delas, fermentadas espontaneamente lá também.

Em uma publicação no seu perfil do Instagram, a cervejaria mostra um pouco sobre sua caverna de produção cervejeira. Confira em detalhes.

https://www.instagram.com/tv/CFccTWxgxFX/?utm_source=ig_embed

Parceira da Heineken amplia reciclagem para apoiar 15 mil famílias em Salvador até 2021

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O programa de reciclagem SO+MA Vantagens, patrocinado pelo Grupo Heineken em Salvador, anunciou a ampliação da sua operação e revelou que vai passar de duas unidades para 12 até fevereiro de 2021. Com a expansão da iniciativa de sustentabilidade, que contribui para o desenvolvimento social das comunidades e da região, espera atender 15 mil famílias até o final do próximo ano, com mais de 1.330 toneladas de resíduos recebidos – hoje são 2 mil famílias cadastradas no sistema.

O programa da Heineken, liderado pela startup SO+MA e apoiado pela Prefeitura de Salvador, busca ampliar a reciclagem. Para isso, as pessoas cadastradas pontuam de acordo com o material reciclável entregue, como garrafas PET, latas de alumínio, plástico, ferro, papel, papelão, vidro e óleo usado.

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Os pontos são cumulativos e podem ser trocados por diversos serviços, como cursos profissionalizantes, exames médicos, alimentação básica e produtos de higiene, oferecidos por mais de 18 parceiros.

“O Grupo Heineken está inovando no investimento em uma iniciativa com cunho social porque entende e acredita na importância deste programa como uma solução não só para os resíduos sólidos da cidade, como também uma contribuição para diminuir a desigualdade social”, explica Ornella Vilardo, gerente de sustentabilidade do grupo.

“É gerando oportunidades e capacitando a população das comunidades que vamos alcançar a transformação social e contribuir para mudar a realidade de Salvador, quarta maior cidade do Brasil e umas das 40 do mundo que fazem parte do Grupo C40, e que estão adotando ações climáticas relevantes para um futuro mais sustentável”, acrescenta Ornella.

Já Claudia Pires, fundadora da SO+MA, explica que a iniciativa visa “estimular novos comportamentos e mostrar que as boas atitudes geram impacto positivo e oportunidades, como se capacitar, por exemplo. E um hábito fundamental que necessitamos criar é o da reciclagem”.

O programa
A ação acumula resultados expressivos ao se considerar as primeiras instalações em 2019, em apenas duas localidades. Foram mais de 155 mil quilos de resíduos que deixaram de ir para aterros, sendo encaminhados corretamente para reciclagem. Além disso, a iniciativa resultou em muitos outros impactos ambientais positivos.

De acordo com os seus responsáveis, 545.567,75 litros de água deixaram de ser contaminados com a entrega de 2.368 litros de óleo; economizou-se 873,67Kwh de energia, o suficiente para abastecer 26.004 famílias por dia, além de 98.406,56 litros de água, quantidade que pode abastecer 6.102 pessoas por um dia; foram preservadas 922 árvores; e houve a redução da emissão de CO2 em 64,75 quilos, compensando a emissão diária de 95.589 pessoas.

Trata-se, ainda, do único programa na cidade de Salvador habilitado para captar material em vidro. Este é, inclusive, um dos resíduos mais recebidos e direcionados para a Indústria Vidreira do Nordeste (IVN), localizada em Estância, no Sergipe.

Refrigeração: Os erros da indústria cervejeira, seus efeitos e como evitá-los

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O foco das empresas do segmento cervejeiro no investimento em tecnologias de processo e envase não pode deixar em segundo plano a preocupação em se ter uma refrigeração de excelência. Quem faz esse alerta é Silvio Guglielmoni, vice-presidente do departamento nacional de refrigeração industrial da Associação Brasileira de Refrigeração, Ar Condicionado, Ventilação e Aquecido (Abrava).

Esse é, em sua avaliação, um dos erros mais comuns cometidos pelo setor cervejeiro, que também precisa dar melhor treinamento aos operadores dos sistemas de refrigeração, além de ter atenção com o uso de tecnologia e a busca por soluções, sob o risco de ampliar os custos financeiros das operações, além da possibilidade de erros.

Um deles, aliás, ainda tem seus graves reflexos e traumas: lotes de diferentes rótulos produzidos pela Backer foram contaminados por monoetilenoglicol e dietilenoglicol, substâncias tóxicas utilizadas em sistemas de refrigeração, provocando dez mortes neste ano.

Leia também – MP denuncia 10 pessoas por contaminação de rótulos da Backer

As ações que provocaram a contaminação dos rótulos da cervejaria mineira foram avaliadas por Silvio Guglielmoni, que também é diretor comercial da Mayekawa do Brasil. Ele ainda comentou sobre os efeitos da crise do coronavírus sobre o segmento de refrigeração industrial nesta entrevista ao Guia.

Confira, a seguir, as opiniões do vice-presidente do departamento nacional de refrigeração industrial da Abrava.

Quais são os grandes erros cometidos pela indústria cervejeira na refrigeração e como evitá-los?
Com base em nossa experiência no setor e em relatos de clientes, apontamos alguns grandes erros:

1) Na fase de investimentos, a refrigeração ainda vem em segundo plano.
A indústria cervejeira valoriza muito as tecnologias de processo e envase, devido aos resultados imediatos na produtividade, eficiência, segurança alimentar e qualidade do produto, sendo investimentos determinantes para competitividade e sucesso neste mercado. Mas acaba subestimando a importância das utilidades, sobretudo a refrigeração, sendo esta fundamental para a garantia da produção, a qualidade do produto e com grande impacto nos custos de fabricação, por representar um dos maiores consumos de energia elétrica e água das fábricas;

2) A manutenção na refrigeração industrial ainda é orientada para ações corretivas.
Muitas empresas do setor, de pequeno a grande porte, ainda estão voltadas para a manutenção corretiva, agindo somente na quebra ou, quando muito, na iminência de indisponibilidade do equipamento, sendo que poucas seguem à risca o plano de manutenção do fabricante. A adoção de contratos de manutenção preventiva e preditiva representa uma redução de custos e garante a disponibilidade do equipamento, evitando interrupções do processo de fabricação e até mesmo perdas de produto por falta de refrigeração;

3) Falta de treinamentos e requalificação dos operadores.
Devido à alta rotatividade, se faz necessário o treinamento e requalificação constante da equipe de operação, visando a segurança operacional, confiabilidade dos equipamentos e sistemas de refrigeração e eficiência energética associadas com a correta operação;

4) Soluções de refrigeração inadequadas e com tecnologias desatualizadas que comprometem a segurança operacional e elevam o custo operacional.
Muitos sistemas de refrigeração em cervejarias são orientados pelo baixo custo de investimento, o que compromete a segurança da planta e vizinhança, com elevado custo de energia elétrica e consumo de água. O bom projeto deve ter como premissas o atendimento irrestrito às normas e as boas práticas de segurança. O conceito do projeto deve ser dimensionado a partir do estudo preciso da carga térmica e das características de cada consumidor, com utilização de fluidos secundários seguros, visando redução da quantidade de amônia e geração de refrigeração da forma mais eficiente possível, evidenciada através de indicadores de performance e com recursos de acesso remoto seguindo uma filosofia de indústria 4.0.

Quais impactos esse tipo de erro pode ter sobre as empresas do segmento cervejeiro?
No que diz respeito aos impactos negativos, cabe avaliar:

1) Na fase de investimentos a refrigeração ainda vem em segundo plano.
Por não priorizar o investimento em refrigeração, as cervejarias perdem a oportunidade de adotarem sistemas mais eficientes e seguros;

2) A manutenção na refrigeração industrial ainda é orientada para ações corretivas.
Se adotassem contratos de manutenção preventiva e preditiva, os custos com manutenção poderiam ser muito menores e com maior garantia de disponibilidade de equipamentos.

3) Falta de treinamentos e requalificação dos operadores.
Não investir na capacitação pode resultar em incidentes/acidentes e baixa performance operacional.

4) Soluções de refrigeração inadequadas e com tecnologias desatualizadas que comprometem a segurança operacional e elevam o custo operacional. Maior risco de incidentes/acidentes, maior consumo de energia elétrica e maior custo operacional e de manutenção.

Como as inovações ofertadas pelo setor de refrigeração podem contribuir para a evolução do segmento cervejeiro?
O setor de refrigeração industrial dispõe das mais avançadas tecnologias para a produção cervejeira, preservando suas características e reduzindo substancialmente o consumo de energia elétrica. Estas inovações, ainda, garantem a estabilidade da temperatura do processo, independentemente das condições climáticas e oscilações de carga térmica, sendo esta uma característica fundamental para uma operação estável, eficiente, garantindo a qualidade do produto.

As principais inovações estão relacionadas a sistemas de resfriamento indireto com utilização de reservatórios de termoacumulação, separação de regimes, menor quantidade de fluido refrigerante (amônia) com confinamento dentro da sala de máquinas, unidades resfriadoras “chillers” e compressores de alta performance (maior COP) e demais equipamentos de alta eficiência, sistema de segurança contra vazamentos de amônia, indicadores de performance (kW/TR) e acesso remoto para monitoramento de todo o sistema de refrigeração e análise de vibração dos compressores.

Quais são os principais desafios e demandas nesse momento para a indústria de refrigeração atender o setor cervejeiro?
O mercado de cervejas no Brasil, especialmente artesanal e cerveja especial (puro malte), tem crescido de forma contínua nos últimos anos. E a maior parte das vendas ocorre em bares, restaurantes e festas que envolvem aglomerações, o que não é recomendado neste momento de pandemia da Covid-19. A consequência está sendo uma queda brusca no consumo neste canal de vendas, por tempo ainda indeterminado. E, mesmo com sinais de abertura, o processo de retomada será lento. Por outro lado, o consumo em casa através do autosserviço (supermercados e internet) tem aumentado e compensado em parte as perdas do setor. Os desafios e demandas da refrigeração neste momento passam por atender o setor cervejeiro com soluções que contribuam para maior produtividade e eficiência energética, dentro da melhor relação custo-benefício possível.

Como o setor de refrigeração foi afetado pela crise do coronavírus? Quais foram os impactos?
Assim como outros setores da economia, a indústria de refrigeração, inicialmente, foi impactada pela crise sanitária da Covid-19. Por outro lado, a pandemia da Covid-19 reforçou a importância dos profissionais do setor do frio tanto para a preservação da saúde e qualidade de vida da população quanto para o setor alimentício, sendo essencial na conservação de toda a cadeia, do campo à mesa.

Além dele, destaque para o setor de HVAC, pois os sistemas de climatização, ventilação e filtragem de ar adequados asseguram a boa qualidade do ar interno (QAI) nas edificações de uso público e privado, o que é crucial no combate ao surto desta doença. Nossa indústria, ainda, desempenha um papel fundamental na cadeia de distribuição de produtos farmacêuticos refrigerados. Dessa forma, sistemas de climatização e refrigeração instalados em hospitais, laboratórios, bancos de sangue, data centers e plantas de produção e distribuição de alimentos, vacinas e medicamentos colaboram exponencialmente para a manutenção e operação desses, entre outros setores. Nestes tempos difíceis, os profissionais de refrigeração de todo o mundo têm trabalhado arduamente para manter chillers, túneis de congelamento, câmaras frigoríficas, refrigeradores e demais equipamentos do gênero operando plenamente em fábricas, instalações hospitalares, supermercados e outros empreendimentos classificados como essenciais.

E, em relação à refrigeração para o setor cervejeiro, houve algum efeito mais específico?
Pesquisas recentes mostram que, com o isolamento social e o fechamento de bares e restaurantes, o consumo de bebidas – alcoólicas ou não – teve um boom durante a quarentena. E inclui-se aí a cerveja. A mudança de hábito do consumidor elevou o volume de pedidos em empresas de e-commerce e delivery. Uma alteração no comportamento do brasileiro, que segundo entidades do setor deve se manter pós pandemia. Por este motivo a refrigeração ainda não sente impactos de retração neste mercado, que segue sinalizando investimentos, principalmente no segmento de cervejas especiais e artesanais.

O inquérito produzido pela Polícia Civil de Minas Gerais demonstrou que um dos erros da Backer no caso de contaminação de rótulos se deu pelo uso de substâncias tóxicas no sistema de refrigeração. Como a Abrava enxerga esse caso?
O setor de refrigeração recomenda somente a utilização de fluidos anticongelantes seguros, como o propileno-glicol grau alimentício ou álcool etílico potável. E, segundo ofício de junho de 2020, publicado pela Coordenação Geral de Vinhos e Bebidas (CGVB), do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal (Dipov), na Secretaria de Defesa Agropecuária (DAS), do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, sobre a inspeção e fiscalização de estabelecimentos que utilizam substâncias anticongelantes em sistemas de resfriamento na produção de bebidas, foram dadas as seguintes orientações, entre outras:

– Utilização de substâncias anticongelantes conforme a recomendação dos fabricantes dos equipamentos utilizados no processo de produção de bebidas e que sejam utilizados produtos apropriados, de grau alimentício, tais como: álcool etílico potável ou propilenoglicol;

– Substituição imediata de mono ou dietilenoglicol como agente anticongelante nos sistemas de refrigeração indireta por aqueles estabelecimentos que utilizem estas substâncias, ainda que sejam recomendados pelos fabricantes de equipamento;

– Adoção de manutenção preventiva de equipamentos bem como a revisão das normas internas de controle, inspeção e manutenção dos equipamentos envolvidos nos processos de resfriamento, com a rotineira inspeção dos pontos críticos e a realização de inspeção periódica e manutenção do equipamento, garantindo sua integridade. Há testes de estanqueidade realizados por empresas especializadas;

– Instalação de sensores de nível do reservatório do sistema de refrigeração dotados de alarmes, para detecção de vazamentos;

– Manter a pressão do produto que está passando na tubulação sempre maior que a pressão do líquido refrigerante, pois em caso de vazamento, quem se contamina é o fluido de refrigeração, e não o produto. Monitorar essa pressão. No auge da fermentação, a pressão do lado do produto pode ser maior do que a do interior da serpentina;

– Utilização de corantes e ou saborizantes de grau alimentício para fácil detecção visual de vazamentos;

– Revisão e treinamento dos colaboradores nos procedimentos que podem levar a contaminação do produto nestas circunstâncias.

De qualquer forma, na área de refrigeração industrial, deve-se tomar todas as precauções quanto ao uso de substâncias anticongelantes, assim como a manutenção dos equipamentos e sistemas de automação adequados com os devidos alarmes, por exemplo, de detecção de baixo nível de solução anticongelante no tanque-pulmão; e garantir pressão do fluido secundário de refrigeração menor que a pressão no lado do produto, sempre que possível, e outros instrumentos, como, por exemplo, condutivímetros na entrada e saída de produto nos trocadores de calor, que detectam a presença de solução anticongelante nas situações de vazamento devido a trincas/furos na placas de trocador de calor. E, por fim, contratar empresas sérias com profissionais qualificados que tenham profundo conhecimento na área faz toda a diferença.

A Abrava acredita que o caso da Backer vai reforçar a importância da refrigeração no setor cervejeiro?
A lamentável e triste ocorrência servirá para reforçar ao setor a importância de contratar profissionais capacitados em refrigeração industrial e de contar somente com empresas especializadas nos fornecimentos de engenharia, equipamentos e de sistemas refrigeração industrial, com conhecimentos profundos dos processos de bebidas e cervejas para aplicação da refrigeração com total segurança e maior eficiência.

Menu Degustação: Lata da Maniacs, debates do Science, quiosque da Madalena

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A semana cervejeira foi agitada em diferentes frentes, seja em novidades entre marcas artesanais, em eventos ou em oportunidades de aquisição de conhecimento. Entre as cervejarias, a Maniacs lançou sua APA em lata, a Läut reformulou seus rótulos e a Madalena prepara a abertura do seu quiosque. No aspecto educacional, o Science of Beer vem realizando debates, enquanto a ESCM iniciará nova fase de seus cursos concentrados. E o cervejeiro gaúcho tem a chance de participar de um festival de delivery. Confira essas e outras novidades.

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Lata da Maniacs
A cervejaria Maniacs apresentou a Aloha, sua American Pale Ale (APA), em um novo formato, a lata, com embalagens de 350ml e de 473ml. A cerveja é um blend de lúpulos desenvolvido pelo grupo alemão Barth-Haas, que aponta para os sabores típicos do Havaí. E conta também com os lúpulos Magnum e Idaho 7. “A Aloha na lata vem para incrementar a nossa linha principal, agregando mais um estilo ao portfólio”, conta Iron Mendes, CEO da cervejaria de Curitiba. “Será produzida regularmente o ano todo e distribuída para todo o Brasil.”

Reformulação da Läut
A Läut acaba de reformular suas principais cervejas, em uma ação realizada em parceria com a Soul Marketing. Os rótulos dos estilos Pilsen, Dark Lager, Pale Ale e Weiss mudaram de cor e ainda tiveram os seus nomes alterados. Anteriormente, cada um deles possuía uma data e agora passam a ter nomes próprios. São eles: Montesa (Pilsen), Black Piano (Dark Lager), Blimey (Pale Ale) e Oben (Weiss). Além disso, a cervejaria de Nova Lima (MG) também está lançando sua loja virtual.

Quiosque da Madalena
Na próxima quinta-feira, a Cervejaria Madalena vai inaugurar o seu primeiro quiosque exclusivo na Grande São Paulo. A unidade estará localizada dentro da praça de alimentação do Smart Outlets, em Guarulhos. Nela, serão comercializadas todas as opções da marca em garrafas, com sabores que vão dos clássicos aos variados. “O quiosque chega como mais um formato inovador e diferente de levar nossas cervejas para mais perto dos consumidores. O objetivo é fazer com que ele se torne um pedaço da fábrica Madalena e, assim, dar início aos planos de pontos de vendas próprios da cervejaria”, comenta Roberto Leonessa, um dos fundadores da marca.

Festival de delivery no RS
Com o slogan “Da nossa casa para a sua”, o Festival de Delivery RS começou na última quinta e vai até 12 de outubro em Porto Alegre e Canoas. O público poderá pedir as tele-entregas de cerveja e dos pratos oferecidos por 34 restaurantes, bares e cafeterias com ofertas especiais. Macuco, Distrito, Staunenbier e 4Beer aparecem entre as cervejarias do evento com combos de comidas e bebidas. Para mais informações, acesse: https://www.festivaldeliveryrs.com.br/

Degustação virtual do Mestre
A rede Mestre Cervejeiro criou uma degustação diferenciada para empresas e agências de eventos em todo o país. As cervejas serão enviadas para os participantes, que vão acompanhar a degustação guiada pelo especialista Daniel Wolff, que irá compartilhar todo o seu conhecimento de sommelier de cervejas e juiz internacional. A atividade ainda incluirá histórias de cada rótulo, curiosidades e todos os passos necessários para uma experiência completa. Para mais informações, acesse: https://degustacao.mestre-cervejeiro.com.

Debates do Science
O Science of Beer Institute está com um projeto educacional que promove debates online com profissionais do mercado acerca dos mais diversos assuntos em torno do tema cerveja. Com mediação de Carol Chieranda, os próximos diálogos terão como temas: “Coletivos e Confrarias: Criando laços e promovendo acessibilidade à educação através das bebidas”, na próxima segunda-feira, e “Rótulos e Representatividade: O que a história do rótulo da cerveja que você bebe conta?”, em 5 de outubro. Ambos os encontros começarão às 19 horas. A inscrição nos debates deve ser feita no link.

Cursos da ESCM
A terceira temporada do ano de cursos concentrados da Escola Superior de Cerveja e Malte (ESCM) começa na próxima segunda-feira. A edição extra tem nove capacitações confirmadas, todas com aulas ao vivo à distância. Os primeiros cursos serão: como montar a sua a cervejaria, fermentação de cervejas, malteiro, microbiologia de cerveja e equipamentos, automação e layout. Já em 5 de outubro iniciam as aulas das turmas de água cervejeira, cervejeiro caseiro, destilador e gestão comercial para cervejarias. “Na primeira edição online, em julho, foram mais de 400 alunos de 10 países diferentes. Muitos deles nos acompanhavam há algum tempo e, com a versão online, puderam participar pela primeira vez das nossas aulas”, diz o diretor da ESCM, Carlo Bressiani. As últimas vagas estão disponíveis no link. As inscrições para os cursos acontecem até 48 horas antes do início das aulas.

Atrações do Global Bar Week
O Global Bar Week, evento digital inédito que reunirá as principais feiras do setor de bebidas no mundo entre os dias 12 e 18 de outubro, divulgou os primeiros palestrantes e temas. A lista conta com Felipe Jannuzzi, cofundador da Ethylica, que fará a apresentação “A perspectiva histórica e o atual momento dos destilados brasileiros”; Isadora Fornari, fundadora da Rosário RSR, consultoria especializada em serviço e bebidas, e Maurício Maia, cachacier, que discutirão a “Personalidade destilada do Brasil”. Entre os convidados internacionais estão Tim Judge e Reinhard Porhorec. “Os temas têm recortes específicos, mas, ao mesmo tempo, são plurais, com o objetivo de promover insights aplicáveis a diferentes pontos da cadeia. Devemos fazer um novo anúncio em alguns dias”, comenta Marco De la Roche, diretor de educação do BCB São Paulo