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‘As pessoas esperam respostas das empresas na crise’, diz gerente da Heineken

A paralisia de parcela relevante do poder público diante da crise do coronavírus e as necessidades provocadas pelos graves problemas econômicos e sanitários advindos da pandemia colocaram o setor empresarial em um papel importante na sociedade. É assim que a gerente de sustentabilidade do Grupo Heineken, Ornella Guzzo Vilardo, enxerga o cenário atual, apontando a necessidade de as companhias não se esquecerem de que possuem responsabilidade social.

“As pessoas têm expectativas sobre quais serão as respostas dadas pelas empresas e qual será o papel que elas desempenharão nos momentos de crise. Assim, companhias com valores fortalecidos e consolidados conseguem atuar com mais facilidade nesses períodos, fornecendo soluções em uma velocidade maior. Além disso, esses valores são trazidos à tona, elevando a consistência do que tem sido feito ao longo do tempo”, analisa Ornella.

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A opinião da executiva foi apresentada durante o webinar BW TALKS: Iniciativas em Sustentabilidade. O encontro reuniu executivas de diferentes empresas e entidades para debater as iniciativas inovadoras e disruptivas para a proteção das pessoas e do meio-ambiente, em transmissão no Canal da Sobratema no YouTube.

A gerente da Heineken também reconheceu que as companhias da indústria de bebidas precisam ter preocupação com o impacto ambiental, especialmente aqueles causados pelas suas embalagens. Por isso, a sustentabilidade deve estar na pauta das suas ações.

“Para se ter um produto mais sustentável, é preciso avaliar toda a cadeia. A análise do ciclo de vida é essencial, a fim de entender todas as fases anteriores da produção até o consumo e descarte. Na indústria cervejeira, quando se olha todos os aspectos, o de maior impacto é a embalagem, especialmente a ‘one way’, que não retorna”, afirma a gerente de sustentabilidade da Heineken.

Durante sua participação no evento, a executiva também apresentou dados de uma pesquisa realizada em 2019, mostrando que 74% dos consumidores brasileiros se dizem extremamente preocupados ou preocupados com a sustentabilidade. No entanto, essa preocupação se traduz em comportamento apenas para 47% deles.

Assim, Ornella destacou que a sustentabilidade precisa estar sempre em pauta nas diferentes esferas da sociedade. “Infelizmente, de um modo geral para o grande público, o conceito de sustentabilidade refere-se apenas à reciclagem e ao evite o desperdício, ou seja, um repertório reduzido, uma vez que a sustentabilidade é muito maior do que esses dois fatores.”

Ações durante a pandemia
A Heineken vem realizando diversas parcerias durante a crise, como a iniciativa com a Wickbold, que busca o fornecimento de malte para a produção e entrega gratuita de 1 milhão de pães. E a com a Unilever, que ajudou com o fornecimento de álcool para a formulação de produtos que formaram kits higiênicos doados em São Paulo e no Amapá.

Em outra ação, a Heineken colaborou com o Hospital Albert Einstein na criação de um aplicativo que busca garantir a segurança e saúde das pessoas no retorno dos bares e restaurantes.

Já o programa Day After Project foi ampliado nesse período, trazendo conteúdos com a participação de especialistas em forma de conversas. Eles abordaram temas relacionados à saúde mental, à saúde emocional e ao consumo de álcool durante a pandemia.

Lohn lança Hop Lager com lúpulos plantados em Santa Catarina

A Lohn Bier apresentou um novo rótulo que conta com a importante participação de produtores catarinenses. Afinal, os lúpulos da Green Belly – uma Hop Lager – foram plantados e beneficiados através do projeto Hildegarda, na cidade de Lages, dentro da Cervejaria Santa Catarina da Ambev.

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Antes desse lançamento, a Lohn já possuía uma Hop Lager com destaque para os lúpulos, mas os norte-americanos. E, no novo rótulo, foi realizada uma substituição, com a adição dos lúpulos catarinenses. Algo raro em receitas no Brasil, pois o produto costuma ser importado pelas cervejarias.

“Até pouco tempo falar sobre produção de lúpulo nacional era algo tão longe da realidade das cervejarias que hoje, diante da possibilidade da inserção de Santa Catarina dentro desse mercado, ainda mais incentivando a produção por meio da agricultura familiar, acaba sendo uma iniciativa que movimenta ainda mais um segmento que diariamente busca por inovações”, destaca Schaiane Junkes, supervisora de adega da Lohn Bier.

O uso do lúpulo plantado e beneficiado em Santa Catarina foi possível graças ao projeto Hildegarda, que deu início a uma nova cadeia produtiva na serra do estado. Através da iniciativa, foi construído um viveiro com mudas de lúpulos de variedades distintas, além da disponibilização de equipamentos para beneficiamento das plantas. Em outro galpão, estão alocadas a desfolhadeira, a secadora e a peletizadora.   

Ainda está em construção uma planta-piloto de beneficiamento de lúpulo, com peladora, secadora, peletizadora e embaladora a vácuo, desenvolvidas através de um fornecedor nacional que irá ajudar no beneficiamento do lúpulo da região, além de garantir a qualidade no armazenamento e facilitar o escoamento da produção.

O cervejeiro da Lohn Bier, Anthony Bonetti, frisa que a produção de lúpulo nacional irá movimentar uma parte importante do agronegócio e deverá contribuir para o desenvolvimento de produtos com características únicas. “Cada região que houver plantio irá expressar seu terroir no lúpulo, abrindo ainda mais o leque da criatividade na produção de cerveja”, aponta Anthony.

A Lohn destaca que o rótulo, com a predominância do verde, remete ao lúpulo. Já o nome Green Belly significa, em uma tradução livre, Barriga Verde, apelido utilizado para denominar as pessoas nascidas em Santa Catarina, em mais uma iniciativa da cervejaria para reforçar sua associação com o estado.

Brewers Association aprova código de conduta por comunidade cervejeira inclusiva

A diretoria da Brewers Association (BA), entidade que representa os interesses das cervejarias independentes dos Estados Unidos, aprovou pela primeira vez um código de conduta destinado às empresas que compõem a organização. A medida foi adotada após a associação ser criticada, por profissionais do setor e pelo público em geral, por não se posicionar enfaticamente em casos de racismo no segmento.

“O código de conduta registra nosso comprometimento e responsabilidade como indústria de respeitar leis estaduais e federais e de eliminar a discriminação, o assédio e qualquer tipo de vício”, afirma o presidente da BA, Bob Pease, em comunicado aos membros da entidade. “Nós levamos a sério nossa função de liderança e reconhecemos que precisamos ser ativamente antirracistas.”

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As críticas à BA nas redes sociais se deram pela “resposta pública limitada” que a entidade deu a casos de preconceito. Foram elas que fizeram com que a associação se movimentasse, desde o mês passado, na direção da criação do estatuto, que define o que se espera dos membros quanto ao respeito às leis, indivíduos, grupos, consumo e marketing responsável de álcool.

Na parte em que trata do respeito a pessoas e coletividades, o código deixa claro que os membros devem “tratar indivíduos e grupos respeitosamente, reconhecendo sua dignidade humana, independentemente de suas características humanas diversas: raça, cor, sexo, orientação sexual, expressão de gênero, deficiência física ou mental, tamanho ou aparência, predisposição genética, religião, ancestralidade, país de origem ou condição de veterano”.

Os associados devem, também, “contribuir para um ambiente livre de comportamentos hostis e ofensivos”, bem como combater qualquer tipo de perseguição. “Perseguição significa qualquer conduta física ou verbal inapropriada ou que não seja bem-vinda”, esclarece.

O documento define que o “ambiente” onde esses comportamentos não são admitidos não se limitam às fábricas, mas abarcam também os espaços públicos, de consumo e as mensagens de marketing desenvolvidas pelas cervejarias que fazem parte da associação.

Não se calem
Além de esclarecer as regras de conduta, o documento incentiva que os membros não se calem. A sugestão é para que respondam energicamente e sem medo de retaliações quando ações de outros violarem o “respeito à opinião, privacidade e vida pessoal”.

Segundo o presidente da BA, o próximo passo é consolidar um processo formal de queixas. “A intenção é responsabilizar os colegas infratores, ao passo que buscamos um caminho educacional que nos leve a uma comunidade da cerveja artesanal mais inclusiva e respeitosa”, escreve Pease.

Com Stop e Eu Nunca, Skol investe em jogos de bar online

Com o distanciamento social provocado pela pandemia do novo coronavírus, o bom e velho encontro entre amigos teve que ser adaptado para as chamadas de vídeo. Pensando em animar este cotidiano modificado, a Skol lançou os Jogos de Bar no ambiente virtual. São duas clássicas opções de entretenimento: Stop e Eu Nunca.

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Com os jogos de bar online, os amigos podem descobrir os segredos uns dos outros ou participar de uma disputa para ver quem tem mais conhecimento geral, segundo descreve a Skol. As duas opções podem ser utilizadas pela plataforma Zoom ou pelo Hangout do Google no desktop.

Para o gerente de marketing da Skol, Paulo Morales, os jogos podem deixar o cotidiano do consumidor mais leve durante a pandemia e trazer um pouco de diversão.

“As plataformas de vídeo são muito utilizadas para trabalho e encontros à distância entre amigos e familiares, mas faltava um toque de diversão nelas e, para isso, estamos levando dois jogos para animar a galera nesses momentos”, aponta Paulo.

A campanha foi desenvolvida pela agência GUT, assim como a produção dos vídeos que foram para as redes sociais da Skol. Em um deles, alguns consumidores tiveram a oportunidade de arrancar segredos de famosos como Léo Santana, Solange Almeida e Tony Salles.

Para baixar e instalar os jogos pelo desktop gratuitamente, basta acessar o site skol.com.br/jogosdebar. Boa diversão.

Balcão do Rodrigo: A nova Lei da Pureza

Balcão do Rodrigo: A nova Lei da Pureza

Já não é de hoje que se debate a Lei da Pureza da cerveja nas rodas de conversas. Promulgada pelo duque Guilherme IV da Baviera, em 1516, esta lei instituiu que a cerveja deveria ser fabricada apenas com os ingredientes: água, malte de cevada e lúpulo. A intenção, na época, era garantir a qualidade, principalmente nas marcas vendidas na Alemanha. Mesmo assim, cervejas de ingredientes diversos são produzidas e inventadas em todo o mundo por cervejarias industriais, artesanais ou mesmo cervejeiros caseiros. Ou seja, independentemente da centenária lei alemã, quem escolhe o tipo de cerveja e de qual cervejaria irá comprar é o consumidor.

Se o consumidor quiser uma cerveja com mel ou com aroma de laranja – pronto! Temos deliciosas misturas aos ingredientes que entram no gosto do mercado. Seja de cevada, arroz ou trigo, o consumidor é quem vai definir o sucesso ou não de uma marca de cerveja ou mesmo de uma cervejaria.

A provocação que faço aqui sobre uma “nova lei da pureza” retrata o consumidor atual de cerveja. Hoje, ele é mais crítico, esclarecido e faz parte de uma tribo que está se renovando com novos parâmetros e exigências quanto às práticas das empresas que escolhe consumir. Essa é a postura principalmente da grande massa de consumidores do futuro – representada pelos millennials. Em pesquisa recente realizada pela Nielsen, 80% dos millennials afirmaram estar dispostos a pagar mais por produtos que demonstrem responsabilidade social.

Segundo uma pesquisa de 2019 feita no Brasil pela Opinion Box, um em cada três consumidores se preocupa com as práticas sustentáveis das empresas das quais compram, e 55% preferem empresas ou marcas que notoriamente cuidam do meio ambiente. Além disso, 52% desistem de comprar de marcas que poluem o meio ambiente.

A temática de “mudanças climáticas” é um tópico de pressão constante nos dias de hoje, mantendo a sustentabilidade como prioridade para consumidores e profissionais de marketing. Para as marcas, o marketing de sustentabilidade não é mais uma opção. É um caminho sem volta para quando se pretende fazer parte do cotidiano dos consumidores de forma genuína. Estar alinhado às preocupações dos consumidores e corresponder de forma verdadeira é chave para promover a lealdade. As marcas que adotarem práticas sustentáveis ​​ganharão participação de mercado, enquanto as que desconsideram ou tratam o assunto como mera campanha serão abandonadas.

Os caminhos para demonstrar ser uma cervejaria sustentável aos seus consumidores são muitos, levando em consideração desde emissões de carbono, consumo de água, produtos químicos, descarte de resíduos sólidos, logística reversa, riscos à saúde, até o cuidado com seus funcionários e fornecedores.

Um exemplo que gosto muito é de uma cervejaria do Havaí, chamada Kona Brewing Company, que desde sua fundação exerce e ressalta a importância de viver de forma sustentável. Assim como ocorre em ilhas pelo Brasil, questões sobre impacto ambiental e preservação estão muito mais presentes no dia a dia dos moradores, mas foi no Havaí que surgiu uma fábrica de cerveja usando energia solar para se abastecer, jardins para reuso da água e até restos de grãos para assar a massa de pizza. Eles reduziram a dependência de combustível para transporte de matérias-primas, embalagens e distribuição e trabalham muito a educação ambiental através de sua comunicação em prol da preservação.

Em pesquisa realizada pela Global Web Index, 66% dos consumidores disseram que marcas que prometem ser sustentáveis são mais confiáveis. Segundo o Centro de Negócios Sustentáveis ​​da NYU Stern, 50% do crescimento do consumo entre 2013 a 2018 veio de produtos anunciados como sustentáveis.

É importante ressaltar que a redução do impacto ambiental vai além de ter uma embalagem reciclável ou uma pegada de carbono mais branda. As marcas são protagonistas para atuarem com um propósito de ajudar a construir uma economia circular e sustentável para futuras gerações. Eu costumo dizer que quando a empresa leva a sustentabilidade para seu core business, como driver de tomada de decisão de verdade, ela melhora sua eficiência, pois preserva recursos, reduz desperdícios e se apropria de uma vantagem competitiva que estava despercebida. A sustentabilidade integrada permite que seja possível envolver a cadeia de suprimentos de ponta a ponta e engajar distribuidores e varejistas a multiplicarem boas práticas.

Em pesquisa realizada nos Estados Unidos pela Universidade de Indiana, 59% das pessoas disseram que pagariam mais por cerveja fabricada de maneira sustentável. Portanto, a nova lei da pureza não está apenas nos produtos, mas na essência das empresas, na confiança e no poder de mudança que as marcas de cerveja estão demonstrando. O consumidor está disposto a mudar de marca para aquelas mais genuínas e alinhadas com seus principais valores.


Rodrigo Oliveira é CEO da Green Mining, startup de logística reversa que atua no processo de coleta e reciclagem de embalagens

Heineken e startup se unem para adaptar cardápios ao meio digital

A Heineken e a startup Goomer se uniram para ajudar bares, restaurantes e demais estabelecimentos do setor de alimentação a tornarem seus cardápios digitais. A iniciativa permite a adaptação desses negócios às medidas necessárias para o funcionamento durante o período da pandemia do coronavírus.

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A parceria oferece o menu pela plataforma Goomer Na Loja. Através dessa ação realizada com o apoio da Heineken, os estabelecimentos podem criar gratuitamente seus cardápios digitais, incluindo a descrição das opções e produtos disponíveis, além de preços e fotos. Com o próprio telefone celular, o cliente realiza a leitura do QR Code e baixa o menu para escolher seus pratos e bebidas.

A ferramenta, portanto, dá aos bares e restaurantes a opção de substituir o cardápio físico, em plástico ou papel, pelo digital – sem contato e permitindo que o atendimento aos clientes seja online. Nesse caso, porém, é preciso aderir a um plano pago, a partir de R$ 59,90 por mês, que incentiva a manutenção de um distanciamento entre consumidores e funcionários.

 “Apoiar uma iniciativa como essa, que atende à demanda atual do mercado, é  também uma oportunidade para oferecer soluções inovadoras, visando auxiliar da melhor maneira possível os pontos de vendas, clientes e, assim, garantir aos consumidores momentos seguros de descontração, com muita qualidade, prezando pela segurança e respeito pelas pessoas”, afirma Danilo Daibert, diretor de trade do Grupo Heineken.

Já o CEO da Goomer, Felipe M. Lo Sardo, revela que a startup vinha trabalhando no desenvolvimento da plataforma desde o início da pandemia. “Nesse novo momento de transição, de reabertura dos comércios, nada melhor do que também trazer a eles uma plataforma que garanta efetividade e segurança às transações realizadas na loja.”

Outras iniciativas 
A Goomer Na Loja se junta a outras ações que estão sendo realizadas pela Heineken no Brasil durante a pandemia do coronavírus.

A cervejaria contribuiu no desenvolvimento da plataforma de conteúdo e aprendizagem eletrônica De Volta ao Bar, em colaboração com o Hospital Israelita Albert Einstein. Participa do Brinde do Bem com a Campari, que incentiva consumidores a ajudar no pagamentos das contas dos estabelecimentos. E faz parte do Movimento NÓS, criado com participação de oito companhias de alimentos e bebidas para apoiar as atividades do pequeno varejo.

Volta das atividades aos níveis pré-crise só se dará em 2021, prevê Sindbebi-RJ

O consumo de bebidas alcoólicas, fortemente retraído por causa da pandemia de Covid-19, terá sua retomada aos níveis registrados antes da crise apenas em 2021. Essa é a avaliação do presidente do Sindicato Intermunicipal das Indústrias de Bebidas em Geral do Estado do Rio de Janeiro (Sindibebi-RJ), Marcus Vinícius Rumen.

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Em entrevista ao Guia, ele explica que o entendimento do setor é de que somente a partir das festas de dezembro e do período de férias de verão a atividade da indústria de bebidas conseguirá voltar aos patamares anteriores.

“Níveis pré-crise e crescimento, estamos falando de a partir de 2021. Para 2020, os empresários do setor estão trabalhando para tentar manter as empresas em níveis saudáveis”, avalia o especialista.

Em sua análise, Rumen aponta um erro de cálculo nas primeiras previsões sobre a possível extensão da pandemia do coronavírus, feitas tanto pelo setor quanto por autoridades públicas. Ele reconhece que não se imaginava a atual extensão da crise sanitária.

“Quando entramos na pandemia, imaginamos a retomada em um período muito rápido. Ninguém imaginava que uma pandemia fosse durar mais do que dois ou três meses e já estamos indo para cinco meses e sabemos que, apesar de alguns estados estarem flexibilizando, essa quarentena ainda vai durar muito tempo”, aponta.

Segundo Rumen, os níveis de vendas e consumo de bebidas alcoólicas já passaram por diferentes fases durante a pandemia. Atualmente, apesar do cenário ainda mostrar forte retração, houve alguma recuperação em relação aos primeiros meses da pandemia. Mas ele ressalta que o setor deixou de vender 40% do que poderia ter comercializado neste período de crise.

“A demanda atual é de consumo doméstico, mas ele teve uma característica muito interessante: ele explodiu em um primeiro momento, em que as pessoas sentiram a necessidade de estocar em casa. Só que isso não durou mais do que 30 dias, e a demanda para essa modalidade voltou a níveis normais. Estamos retomando devagar, à medida em que bares e restaurantes voltam às suas atividades”, avalia ele. “Já retomamos e alcançamos níveis relativamente satisfatórios para o período que estamos vivendo”.

Apesar da flexibilização paulatina das regras para o funcionamento de bares e restaurantes, os eventos sociais e culturais – ocasiões tradicionais de consumo – ainda estão fora do cotidiano da população brasileira, o que significa uma baixa considerável no potencial de consumo.

“A bebida está em todas as atividades sociais, como casamentos, churrascos, praia, formatura, diversos tipos de festas. Nesses casos, a restrição continua”, conclui o presidente da Sindibebi-RJ, destacando que esse cenário impede uma retomada plena do setor ainda em 2020.

Budweiser cria desafio a consumidores para celebrar playoffs da NBA

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A pandemia da Covid-19 forçou a NBA a adotar um cenário inédito para a conclusão da temporada 2019/2020. Desde julho, os principais times da liga estão confinados em uma “bolha” no complexo da Disney, em Orlando, onde treinam, jogam e são testados diariamente. Será lá onde também vão ser disputados os playoffs, com início previsto para a próxima semana. E, para promover a fase decisiva, a Budweiser lançou o desafio #CestouComKings.

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A ação confirma a forte ligação entre a marca, a cerveja oficial do torneio no Brasil, e a liga norte-americana de basquete. Além de patrocinar a competição no país, a Budweiser também é parceira do NBB, o campeonato nacional masculino de basquete brasileiro.

A promoção é realizada nas redes sociais. Para participar, é preciso filmar arremessos precisos com latinhas de Budweiser. A marca incentiva os fãs de basquete a usarem da imaginação para improvisar nas cestas, como acertar um arremesso no lixo, em um balde ou mesmo em uma caixa.

O participante deve publicar o vídeo no Facebook, Twitter ou Instagram, utilizando a hashtag #CestouComKings, além de marcar as páginas da cervejaria.

As dez “melhores” cestas darão ao seus autores acesso ao League Pass para assistir às finais da NBA online e um kit da Budweiser que inclui jaqueta, balde, copo e cerveja. A inscrição na promoção da marca de cerveja pode ser feita até a próxima quinta-feira.

Para Louis Millard, gerente de marketing da Budweiser, a iniciativa é uma forma lúdica do público se entreter e se sentir participante da NBA no momento em que parcela relevante da população está em casa, em isolamento social.

“Todos estavam com saudades das cestas dos grandes astros do basquete. Agora, as pessoas também podem testá-las dentro de casa e ganharem prêmios exclusivos”, afirma Louis.

Linha da Verallia une sustentabilidade com praticidade e reduz emissão de CO2

Minimizar o impacto ambiental da atividade industrial e dos hábitos de consumo é uma equação nem sempre cumprida pelos diferentes elos da cadeia produtiva, embora essa seja uma demanda e necessidade crescente na sociedade. Assim, ter uma linha de garrafas para o setor cervejeiro que una sustentabilidade com praticidade pode ser uma vantagem competitiva.

Uma das principais fabricantes de embalagens de vidro para alimentos e bebidas do mundo, a Verallia tem uma linha de garrafas que une esses mundos a partir do seu próprio nome: Ecova. Afinal, trata-se da união das siglas ECO (Ecologia) e VA (Valor Agregado), feita com a promessa de juntar design e sustentabilidade nas embalagens.

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Segundo descreve a Verallia, as garrafas são desenvolvidas com 15% a menos de emissão de gás carbônico durante a produção. A empresa também calcula uma redução de 6% na emissão de CO2 no transporte das embalagens.

Para reduzir o impacto de CO2 na logística, a garrafa é 30% mais leve, permitindo ser transportada em maior quantidade por caminhões. São cerca de mil garrafas a mais, otimizando os custos de transporte e reduzindo a emissão de gás carbônico, já que menos veículos serão necessários para levar a mesma quantidade de embalagens.

De acordo com Catarina Peres, supervisora de marketing da Verallia, a redução do impacto ambiental é essencial na abordagem da empresa. “Otimizamos o processo, adaptando o produto final aos padrões de produção industrial, assim como a cadeia logística das nossas embalagens de vidro”, aponta Catarina.

Já Letícia Zydowicz, gerente de EHS da Verallia, reforça o foco na sustentabilidade da multinacional. “A maioria de nossos produtos é desenvolvida pensando no conceito Ecova, com produtos até 30% mais leves do que os tradicionais. Além disso, são produtos eco-projetados, ou seja, atendem aos requisitos técnicos, otimizando o uso de matérias-primas”, completa Letícia.

Entrevista: Câmara da Cerveja mira tributação e quer regulamentar sommelier

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Em outubro, a Câmara Setorial da Cadeia Produtiva da Cerveja completa um ano. A entidade, que é ligada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), estabeleceu, desde então, uma ponte direta para que as demandas do setor chegassem aos órgãos do governo federal.

Nesse período, o segmento passou por vários momentos importantes, como o estabelecimento de regras que dão mais transparência sobre as receitas dos rótulos. Mas também por abalos: o caso Backer, com a morte de dez pessoas pelo consumo de cervejas contaminadas, e a crise do coronavírus, que paralisou a economia.

Olhando para frente, o grupo garante estar atento em Brasília às movimentações envolvendo mudanças na legislação da cerveja e na possibilidade de alterações na tributação, uma das bandeiras do setor. E espera regulamentar a profissão de sommelier.

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Em quase um ano, a condução da frente de trabalho é realizada pela Associação Brasileira de Cerveja Artesanal (Abracerva), que representa as marcas independentes brasileiras, sendo presidida por Carlo Lapolli, que fez esse balanço e projeções em entrevista ao Guia.

A câmara conta, ainda, com a Associação Brasileira de Bebidas (Abrabe), Associação Brasileira de Produtores de Lata de Alumínio (Abralatas), Associação Brasileira da Indústria da Cerveja (CervBrasil), Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja (Sindcerv) e Associação de Cervejeiros Artesanais (Acerva Brasil).

Para entender a atuação da câmara nesse período e seus planos, confira a entrevista completa com Carlo Lapolli.

O que é a Câmara Setorial da Cerveja e qual a sua importância para o setor?
Em resumo, a câmara é um grupo que reúne entidades relacionadas à cadeia produtiva da cerveja para debates e apresentação de pleitos comuns. Desta forma, ao invés de nos comunicarmos com o governo federal de forma individual, discutimos no setor e apresentamos propostas mais estruturadas e já com demandas mais definidas em conjunto.

Por que a Abracerva se movimentou para torná-la realidade? E como se deu o processo de construção da Câmara da Cerveja?
Em 2017, no planejamento estratégico da Abracerva, entendemos que uma das nossas grandes dificuldades era o diálogo. Embora o setor venha em uma crescente exponencial inédita no Brasil, nós ainda tínhamos barreiras para proposições e apresentação de demandas para o governo federal que trouxessem um impacto positivo na competitividade e no ganho de espaço para o setor. Iniciamos vários movimentos de aproximação não só com os órgãos governamentais, mas também entre entidades que apresentavam similaridades nas pautas. Com isso, o segmento foi tomando mais corpo e importância para o Mapa, que já acompanhava nossas demandas, mas de maneira individual. Foi então que propusemos a Câmara Setorial da Cadeia Produtiva da Cerveja.

Neste primeiro ano, quais foram os momentos ou pleitos mais impactantes?
Nós tivemos um ano bastante agitado, tanto no sentido da construção dos debates da câmara, quanto no setor em si. Teve a questão da Instrução Normativa 65, por exemplo, que estabelece regras para a transparência com o consumidor dos ingredientes contidos na cerveja e ainda descreve de forma mais precisa o que pode fazer parte da receita. Outro ponto fundamental é que o Mapa está caminhando para adotar o princípio do autocontrole na indústria de cerveja. Isso demanda uma adequação das cervejarias a protocolos mais exigentes de controles de qualidade e segurança de alimentos. Dessa demanda, já nasceu o programa entre a Abracerva e Sindicerv abordando o tema. Neste sentido, outra dezena de projetos foram debatidos e seguiram ou não para outras esferas.

Neste ano, a Câmara da Cerveja presenciou um caso grave no setor cervejeiro, da Backer, com a contaminação dos seus rótulos provocando dez mortes. Como se deram os debates no grupo sobre esse tema?
A contaminação em Belo Horizonte provocou reuniões extraordinárias com discussões e aproximações interessantes no sentido da qualificação e profissionalização do setor. Neste sentido, tanto o Mapa evoluiu estudos sobre controle de qualidade quanto as entidades já iniciaram trabalhos de capacitação dos seus players para que esse tipo de situação não volte a acontecer.

Como se deu a atuação da Câmara da Cerveja a partir da chegada ao Brasil da pandemia do coronavírus?
Durante a pandemia, conquistamos espaço para que as cervejarias se mantivessem em funcionamento e promovemos conhecimento em todas as entidades para a manutenção não só das fábricas, mas também dos pontos de vendas e demais envolvidos.

Quais são os principais pontos nos quais a Câmara da Cerveja trabalha neste momento na esfera política?
Fizemos um benchmarking com outros setores e entendemos que uma das demandas mais urgentes é montarmos um comitê legislativo para acompanhar as propostas de mudanças nas legislações federal, estadual e municipal relacionadas à cerveja. Na prática, nós queremos monitorar projetos que intercedam no nosso setor e agir proativamente na proposta de adequações ou soluções que corroborem para o crescimento das cervejarias brasileiras. Outros dois pontos importantes é estarmos nas discussões relacionadas à reforma tributária. Todos os presidentes de câmaras fazem parte desse debate e nós, como Abracerva, estamos levando as demandas e opiniões do setor sobre essa questão.

E para os profissionais do setor? Qual é a demanda que a Câmara Setorial considera mais importante nesse momento?
Em uma iniciativa do Núcleo de Sommeliers da Abracerva e que conta com o apoio da câmara, estamos trabalhando para a regulamentação da profissão de sommelier de cervejas e pleiteando que ele seja incorporado entre as possibilidades do MEI.