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Zona Norte de SP ganha opção com taproom da La Caminera

Distante dos principais centros cervejeiros da capital paulista, a Zona Norte de São Paulo ganhou uma nova opção para os amantes da cerveja artesanal: o taproom da cigana La Caminera, que expande o mapa de bares especializados concentrados nas zonas Sul e Oeste da cidade.

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Criada por Kauê Secco e Márcio Moreira, moradores da região do Alto de Santana, a La Caminera inaugurou seu taproom com 13 torneiras. São 10 rótulos da casa e três de cervejarias convidadas que hoje são distribuídas pela marca (para a inauguração eram opções da mineira 3 Orelhas, de Gonçalves).

E a decisão de abrir o taproom em um local que não tem o mercado de artesanais tão forte – há ótimas opções de bares e restaurantes na região, mas poucos especializados em artesanais – é uma aposta da La Caminera no potencial de consumo dos moradores do bairro.

“Sentimos que há uma demanda por cerveja artesanal na região. No entanto, o morador da Zona Norte frequenta os bares perto de onde trabalham, seja na Zona Sul ou Zona Oeste”, avalia Márcio. “Com novas opções por aqui, é possível que esse hábito mude.”

Mas o bar da artesanal instalado na Praça Dr. Antônio Mercado, 34, com vista para a suntuosa figueira da praça, também funciona como uma “provocação” para que os fãs de artesanais, que hoje se concentram em poucos bairros da cidade, “cruzem a ponte” em busca de novas experiências.

De acordo com os sócios, o espaço foi planejado e decorado por eles próprios, em um processo que ocorreu em paralelo à expansão da marca, com os recentes lançamentos dos rótulos Ronin (Double West Coast IPA) e Apache (Juicy IPA).

“A ideia já era antiga e, após alguns meses planejando e buscando um imóvel que comportasse toda nossa estrutura e espaço para um bar, partimos para a ação”, detalha Kauê.

A decoração simples e aconchegante conta com artes do grafiteiro e artista plástico Caio Bless, responsável pelo painel que faz alusão à “A Criação de Adão”, executada na Capela Cistina por Michelangelo.

Além das 13 torneiras, a casa serve Gin Tônica e algumas opções de vinhos. Para acompanhar as bebidas há opções de tábuas de queijos e embutidos.

Balanço 2019: Japão sofre com boicote e cerveja alemã tem pior desempenho em 30 anos

O final do ano está chegando e já é possível analisar o desempenho de alguns países no mercado internacional de cerveja. No Japão e na Alemanha, por exemplo, as últimas linhas dos relatórios de 2019 não devem mostrar boas notícias. Enquanto o país asiático enfrenta um boicote regional a seus produtos, o europeu vê as vendas caírem a níveis dos anos 1990.

Como consequência da guerra comercial travada entre Japão e Coreia do Sul, as exportações de cerveja japonesa têm tido quedas significativas. Em outubro, depois de meses de boicotes promovidos por populares e por setores produtivos sul-coreanos, a venda de cerveja nipônica para o vizinho chegou a zero.

No mesmo mês do ano passado, segundo o ministério das finanças do Japão, a Coreia do Sul importou 800 milhões de ienes (equivalente a US$ 7,3 milhões) em cerveja japonesa, o que correspondia a dois terços de toda a exportação do produto ao país vizinho. E, durante 2018, os sul-coreanos compraram US$ 73 milhões em cerveja japonesa, o que significou o ápice de uma série de altas que quadruplicou o comércio cervejeiro entre os dois países em três anos.

A histórica animosidade teve origem na ocupação da Coreia pelo Império Japonês, entre 1910 e 1945, período em que as duas Coreias viram sua população ser vítima de trabalho escravo e seus recursos naturais serem explorados. Após a Segunda Guerra Mundial, ações de ressarcimento foram tomadas pelo Japão, consideradas insuficientes pela opinião pública sul-coreana.

No ano passado, tribunais do país decidiram que empresas japonesas deveriam pagar multas pelo trabalho escravo na época do domínio nipônico, o que foi contestado e gerou uma série de protestos e boicotes por parte dos coreanos.

Crise germânica
Já na Alemanha o problema está no mercado interno, onde as cervejarias devem registrar queda de 2,2% nas vendas de 2019 em comparação com 2018, em um total de 91,7 milhões de hectolitros. Trata-se do menor volume vendido por elas desde a reunificação do país há exatos 30 anos – e que corresponde a um volume menor do que o vendido na Alemanha Ocidental naquele período.

De lá para cá, portanto, é como se as vendas no país tivessem diminuído o equivalente ao vendido na Alemanha Oriental. Os dados foram divulgados pelos editores do portal Inside Getraenke em um congresso em Frankfurt.

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Das 15 cervejarias com maior volume de vendas (correspondem a 39% do total), nove devem terminar o ano com números menores do que em 2018, enquanto apenas quatro têm previsão de ter algum aumento expressivo.

Segundo o relatório do portal, as grandes perdedoras são Oettinger e Erdinger, que juntas contabilizam três quartos da queda entre as 15 maiores.

A Oettinger está “esmagada” em um espaço restrito entre cervejas baratas sem marca e cervejas premium de grandes fabricantes vendidas a preços mais convidativos, de acordo com a análise. Já a Erdinger sofre com o encolhimento do segmento que lidera: o das cervejas de trigo, que encolheu 7,3% nesse ano, segundo dados da Nielsen.

Balcão do Tributarista: Reforma Tributária, o que esperar?

Balcão do Tributarista: Reforma Tributária, o que esperar?

Com o mês de dezembro se iniciando, é hora de começar a traçar os planos para o próximo ano. E, para 2020, vivemos a expectativa de que a tão importante e esperada reforma tributária finalmente venha a se concretizar. Atualmente tramitam no Congresso Nacional cinco diferentes propostas de reforma tributária. Não era de se esperar nada diferente, afinal nosso sistema tributário é tão complexo que a implantação de uma reforma não poderia mesmo ser tarefa fácil – e muito menos havia de se esperar que se chegasse a uma unidade de pensamentos em torno do que e como deve ser modificado.

Dentre estas propostas, três delas merecem destaque: a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 45/2019, que já foi aprovada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados; a PEC nº 110/2019, que já foi aprovada em uma comissão especial da Câmara no ano passado e que agora está tramitando no Senado Federal; e a proposta do Governo, que ainda não foi oficialmente apresentada ao Congresso, embora alguns pontos já tenham sido divulgados pelo Ministério da Economia.

Estas três propostas apresentam pontos semelhantes, como a intenção de simplificar a tributação através da unificação de diversos tributos em um único, a incidir sobre o consumo. Outro ponto comum é que todas as propostas partem da premissa de que a carga tributária deve ser mantida no mesmo patamar atual, ou seja, não haveria redução da arrecadação tributária, mas apenas simplificação do sistema.

Sobre este ponto, o Ministério da Economia já se manifestou no sentido de que deverá ser mantida a carga tributária atual, na faixa de 35% do Produto Interno Bruto (PIB). Com o tempo, a intenção é criar mecanismos que permitam reduzir a carga à medida em que a economia apresente crescimento. Assim, mesmo com uma carga menor, a arrecadação seria mantida ou até aumentaria.

A PEC nº 45/2019 prevê a substituição de cinco tributos (IPI, Pis, Cofins, ICMS e ISS) por um único: o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS). Nos moldes de um IVA (Imposto sobre Valor Agregado), sistema já utilizado em diversos outros países, seu diferencial ficaria por conta da possibilidade de cada ente (União, Estados, Distrito Federal e Municípios) fixar alíquotas que serão aplicadas a todas as operações e cobradas no local onde o bem ou o serviço for consumido.

Além do IBS, esta proposta de reforma tributária prevê também a criação de um imposto seletivo. De competência da União Federal, este imposto interessa bastante às cervejarias, pois a previsão é de que incida sobre bens e serviços específicos, dentre os quais as bebidas alcoólicas.

Já a PEC nº 110/2019 prevê a extinção de nove tributos: além dos cinco acima referidos, seriam extintos também IOF, Pasep, Salário-Educação e Cide-Combustíveis. Em substituição, esta proposta prevê a criação de um IBS, bastante semelhante ao da PEC nº 45/2019; e também de um imposto seletivo, igualmente de competência federal, mas que a princípio incidiria apenas sobre petróleo e derivados, combustíveis e lubrificantes, cigarros, energia elétrica e serviços de telecomunicações.

Além disto, esta proposta ainda prevê a incorporação da CSLL pelo Imposto de Renda; a transferência da competência do ITCD dos Estados e do Distrito Federal para a União, mas com a receita destinada aos municípios; e a extensão do IPVA para incidir também sobre aeronaves e embarcações, excluídos veículos comerciais destinados à pesca e ao transporte público de passageiros e cargas.

Por sua vez, a proposta do Governo deverá ser apresentada ao Congresso em quatro etapas: na primeira, o objetivo é unificar o Pis e a Cofins; a segunda fase visa alterar o IPI, que passará a incidir de forma seletiva apenas em alguns produtos, como bebidas alcoólicas, cigarros e veículos; na terceira fase as alterações visam o Imposto de Renda, incluindo o aumento da faixa de isenção e a criação de nova alíquota para rendimentos maiores; por fim, a última etapa refere-se à desoneração da folha de salários das empresas.

Para as cervejarias, o que se pode esperar é uma significativa simplificação do sistema. Hoje, além do peso dos tributos em si, o setor é sacrificado por uma tributação extremamente complexa, o que gera um custo tributário muito maior do que apenas o valor dispendido para o pagamento do tributo em si.

O ICMS (Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços), por exemplo, possui toda uma legislação específica para cada Estado brasileiro, com alíquotas e diversas regras diferentes. Há também as complexidades geradas pela substituição tributária, pela aplicação dos diferenciais de alíquotas nas operações interestaduais e muitas outras particularidades do nosso sistema.

A tributação do consumo nos moldes de um IVA, com alíquotas únicas para todas as operações e com local de incidência e recolhimento fixos, garante maior segurança jurídica e diminui a complexidade do sistema. Assim, ainda que as reformas partam da premissa de que a arrecadação não pode ser reduzida, mantendo a mesma carga tributária atual, poderemos contar com uma redução do custo para os contribuintes com a reforma tributária.


Clairton Kubaszwski Gama é advogado, especialista em Direito Tributário pelo Instituto Brasileiro de Direito Tributário (IBET) e sócio do escritório Kubaszwski Gama Advogados Associados. E, também, cervejeiro caseiro

Menu degustação: Colab entre Tarantino e Acerva, Concurso Brasileiro de Cervejas…

Tarantino e Acerva
Este domingo foi um dia especial na vida do cervejeiro caseiro Jonas Geiss: uma receita dele será lançada como rótulo da Tarantino. Ele foi vencedor do 10º Concurso Estadual da Associação de Cervejeiros Artesanais Paulistas (Acerva Paulista) com sua Double IPA de 85 IBUs e 7,4% de álcool. Foram produzidos 2 mil litros da cerveja. Junto com o lançamento da Double IPA, acontece a festa de confraternização de final de ano dos associados da Acerva Paulista. O evento será aberto ao público, sem cobrança de ingressos, no bar da Tarantino, com diversos rótulos disponíveis, comidas e lanches.

Concurso Brasileiro de Cervejas
As inscrições para o próximo Concurso Brasileiro de Cervejas já estão abertas. A grande novidade da edição 2020 é a escolha do corpo de jurados. “Reunimos mais de 20 nomes nacionais, de todas as regiões, para que sugerissem e aprovassem quem são os profissionais que vão avaliar as cervejas. O resultado disso é a diversidade. Temos uma presença forte de mulheres e de representantes de estados que aparecem pela primeira vez”, explica Fernanda Bressiani, coordenadora técnica do concurso. As amostras das cervejas participantes deverão chegar entre 17 e 21 de fevereiro de 2020, e as avaliações acontecerão entre 7 e 9 de março. Em 2019, o concurso teve quase 3,2 mil rótulos inscritos. Para ver os campeões das edições anteriores, ler o regulamento completo e fazer a inscrição, entre aqui.

Congresso de Sommeliers
A Associação Brasileira de Cerveja Artesanal (Abracerva) confirmou a realização da 3ª edição do Congresso Técnico de Sommeliers na cidade de Curitiba. O evento acontecerá entre 1 e 3 de maio e terá palestras, painéis científicos, mesas redondas e workshops. Além disso, outras atividades paralelas estão sendo estudadas, a fim de proporcionar mais conhecimento e networking. “Estamos realizando algumas pesquisas entre os sommeliers e profissionais do setor, para entendermos melhor as necessidades e trazer uma agenda cada vez mais completa”, afirma Carlo Lapolli, presidente da Abracerva. A escolha por Curitiba partiu da necessidade de levar o encontro pela primeira vez para a região Sul. “O Congresso nasceu itinerante e valorizamos muito essa característica”, acrescenta Lapolli.

Doktor Açúcar
A Doktor Bräu criou seis rótulos para o 4º Festival de Microcervejarias do Pão de Açúcar: Session NE IPA, Irish Red Ale, Pilsen, American IPA e American Pale Ale. Além disso, uma colaborativa da cervejaria com dois beer influencers (@noemiaboemia e @ocaradabreja) foi criada para o Pão de Açúcar – o estilo ainda não foi divulgado. “Em 2018 começamos a fazer um planejamento e investimentos em equipamentos para atingir o varejo em 2020, então estamos preparados para atender a demanda do Pão de Açúcar”, explica Nuberto Hopfgartner, sócio da Doktor Bräu, que atualmente produz 30 mil litros por mês, mas possui capacidade instalada para chegar a 50 mil.

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Refrigerante da Ouropretana
Tradicionalmente nessa época do ano, a Cervejaria Ouropretana, que fica em um distrito de Ouro Preto, produz um refrigerante de jabuticaba. A bebida é vendida somente na loja da fábrica, disponibilizada em uma das torneiras da taphouse da marca. O cervejeiro Leonardo Tropia conta que a produção do refrigerante teve início nos primeiros anos da cervejaria, dada a grande oferta da fruta ao redor da fábrica, e agradou muito os clientes. Atualmente, estão disponibilizados 120 litros do refrigerante de jabuticaba e a cervejaria deverá lançar em breve um rótulo com a fruta.

Fênix em SP
Um dos rótulos de maior destaque da carioca 2Cabeças, a Fênix chega a São Paulo pela primeira vez em chope. Agora com distribuição própria na cidade, a cervejaria celebra este passo com o lançamento da décima segunda edição da Fênix em doze bares da capital. “A Fênix é uma Imperial IPA clássica, uma típica West Coast, com um leve toque maltado para equilibrar seu amargor intenso e muito aroma”, destaca Bernardo Couto, sócio e cervejeiro da marca.

Agenda: Breja Rio
Já consagrado no calendário cervejeiro, o Breja Rio desembarca novamente no Lagoon para a sua 12ª edição. O festival, que será realizado nos dias 7 e 8 de dezembro, terá cervejarias de peso como Wonderland, Mistura Clássica, Viquim, Sundog, Therezinha, Criatura, Farra, Noi e Mama Millo, além das estreantes Brooklyn, Madbrew, Backbone, Duas Torres, Boomerang e Brewlab. A entrada é gratuita.

Com ingressos esgotados, Slow Brew marca data e promete repetir modelo para 2020

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Um dos mais aguardados festivais brasileiros de cerveja, o Slow Brew está marcado para o próximo sábado, das 12h às 20h, no Centro de Eventos Pro Magno, em São Paulo. E, com os ingressos já esgotados, o foco da organização também começa a recair na edição de 2020 do evento.

Seguindo firme a lógica que tornou o festival um dos mais cultuados pelos fãs de cerveja, os responsáveis pelo Slow Brew agendaram o evento para 31 de outubro de 2020. E, mesmo com o sucesso de vendas da atual edição, vão repetir o modelo que é uma das suas marcas – e não vão aumentar a carga de ingressos para garantir que o cervejeiro tenha uma boa experiência.

Como tem ocorrido, o Slow Brew no próximo ano será realizado no Centro de Eventos Pro Magno. E, mesmo com a alta procura por ingressos, os organizadores também descartam a possibilidade de ampliação das datas do festival, mantendo a sua realização em apenas um dia.

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E, para 2020, a expectativa é de que os ingressos se esgotem com até dois meses de antecedência, como explica o Dr. Mauricio Leandro, organizador do Slow Brew, ao Guia.

“Em 20 de dezembro, será aberto o primeiro lote para vendas. Em 2018, esse primeiro lote, de mil ingressos, esgotou em 24 horas. Quem estiver interessado em vir para o Slow de 2020, que vai ser em 31 de outubro, no Pro Magno, precisa ficar esperto. Acho que vai vender em menos tempo. A abertura do segundo lote se dará logo depois que acabar o primeiro”, orienta o idealizador do festival.

Além disso, com o festival sendo voltado para o consumidor de cervejas, seus responsáveis rejeitam a possibilidade de aumentar o número de ingressos colocados à venda. Mais do que se concentrar na atração de um grande público, a preocupação está em proporcionar uma experiência interessante, com conforto para circular pelos estandes do Slow Brew.

“A gente não tem o menor interesse em fazer um dia a mais ou aumentar o número de ingressos. Temos uma preocupação com o limite de público. Buscamos manter um conforto no centro de eventos. Não adianta ter 6 mil pessoas, por isso os ingressos são limitados”, conta o Dr. Mauricio Leandro.

118 lançamentos
A edição de 2019 do Slow Brew será realizada no próximo sábado, em São Paulo, com uma expectativa especial: de que as cervejas amadeiradas, envelhecidas em barris, sejam uma das tendências do evento que disponibilizará mais de 400 rótulos, com 118 lançamentos.

O Slow Brew ocorrerá no Centro de Eventos Pro Magno com a presença de 74 cervejarias, dando ao público o direito à livre degustação. Em cada estande estarão presentes os mestres-cervejeiros, possibilitando uma interação direta entre público e marcas.

A edição deste ano contará, ainda, com um espaço especial destinado a receber exclusivamente cervejarias novatas, que nunca participaram do Slow Brew. Ela foi denominada “Ala Extravaganza”, com 36m² compartilhados entre as 16 marcas convidadas pela curadoria do evento.

Cada cervejaria terá um tempo-limite para apresentar seus produtos e secar os barris, fazendo um revezamento enquanto o público aproveita as atrações musicais e gastronômicas do evento.

Entrevista: Da Black Friday ao Natal, manter as vendas depende de boa leitura do cenário

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A Black Friday ocorre nesta sexta-feira e muitos varejistas que têm a cerveja em suas prateleiras – sejam elas físicas ou virtuais – devem, agora, por um lado, estar felizes com a corrida dos consumidores em busca de promoções, mas, por outro, aflitos: como manter as vendas até o Natal?

Para entender melhor essa dinâmica, o Guia conversou com Patricia Cotti, professora de varejo da Fundação Instituto de Administração (FIA) e diretora geral do Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo ( Ibevar), sobre o planejamento e as estratégias mais adequadas para quem vende cerveja conseguir aproveitar as duas datas.

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Para ela, entender as motivações de compra – consumo próprio, consumo de grande volume em grupo ou presente – que se manifestam em cada data é a chave para determinar o tipo de apelo que o discurso de vendas deve adotar.

“Se na Black Friday deve ser considerado o apelo de impulso e promocional (para que haja a antecipação ou para que o consumidor veja benefício próprio na compra), no Natal o apelo deve se dar pelos elementos de festa, confraternização e pela ideia de presente”, explica a especialista.

Confira, a seguir, a entrevista completa com Patricia Cotti, professora da FIA e diretora geral do Ibevar.

Passado o período de Black Friday, em que os varejistas baixaram os preços para vender alto volume, qual deve ser o foco para o Natal? O varejo de cerveja segue a lógica geral do mercado?
Em linhas gerais, o Natal é caracterizado pela procura de produtos para presentes, enquanto a Black Friday possui uma maior penetração de produtos de indulgência (para si). Isso faz com que a cesta de compras e a lógica do consumidor se divida dentre estes dois pensamentos. É claro que a questão deve passar pela análise do segmento e categoria de produtos. Quando falamos de bebidas, a penetração em ambas as datas é muito forte.

Patricia Cotti, da FIA e Ibevar

Na Black Friday o consumidor costuma aproveitar a vantagem de preços para comprar bebidas para si ou como antecipação das festas de final de ano da família. Isso faz com que tanto a categoria premium (no apelo da indulgência) e geral (no apelo compra de volume para consumo em família) sejam bastante consideradas. Tanto o varejo físico quanto o online se beneficiam desse fator, diferentemente de outros segmentos que são potencializados, basicamente, pelo online.

No Natal ganham relevância a busca pela solução do consumo em família e festa, por parte daqueles consumidores que não são planejados (a maioria, diga-se) e também daqueles que não têm espaço para armazenamento em casa. As bebidas premium também apresentam crescimento, mas aqui na ótica do “presentear”.

Do ponto de vista de comunicação, o que deve mudar na estratégia do varejista para o Natal? Quanto isso varia de acordo com a faixa de preço dos produtos à venda?
A comunicação deve reforçar os apelos emocionais envolvidos nas datas, de acordo com o pensamento do consumidor diante da categoria, de forma a maximizar o todo. Se na Black Friday deve ser considerado o apelo de impulso e promocional (para que haja a antecipação ou para que o consumidor veja benefício próprio na compra), no Natal o apelo deve se dar pelos elementos de festa, confraternização e pela ideia de presente.

Nos EUA, a Black Friday simboliza o início de um período de alto consumo que culmina no Natal. É possível considerar que no Brasil aconteça a mesma coisa, ou seja, entre as duas datas há uma elevação no nível de consumo? Ou a tendência é de arrefecimento do consumo no período entre as duas datas?
A canibalização ou não das duas datas depende muito de como a empresa trabalha seu mix (se igual ou não), de como ela comunica isso ao mercado, do valor envolvido na compra, da característica da categoria (de presente para outras pessoas ou presente próprio) e uma série de outros fatores. Nos EUA, a própria criação e evolução do evento foram no caminho de potencializar ambas as datas, com a separação, na maioria dos casos, de mix de produtos “fora de linha” (queima de estoque) e lançamento de produtos novos no período natalino.

No Brasil, a adaptação do evento veio muito em razão dos aspectos promocionais de reforço, que culminam em uma maior venda e impacto de impulso no consumidor, e empresas adotaram estratégias diferentes. Há aquelas que separam o mix; aquelas que assumem a Black Friday como a data principal (eletrônicos online, por exemplo); aquelas que entendem o fenômeno de antecipação das compras e o aceita de maneira a pensar no todo, equilibrando aumento de volume e diminuição de margem (brinquedos).

O que se pode observar é que, diferentemente do mercado norte-americano, a cultura e a implementação do fenômeno Black Friday no Brasil fizeram com o que o consumidor passasse a considerá-la a melhor oportunidade de compras do ano, mas se frustrasse em razão da não inclusão de certos produtos nas promoções.

O mercado cervejeiro tem expectativas de alto consumo durante o verão – chegando até o Carnaval do ano seguinte. O que o varejista deve fazer para aproveitar, de fato, essa temporada?
Utilizar bem dos apelos emocionais de calor, festa, indulgência. É preciso estar atento ao fenômeno do aumento do consumo premium, com reforço para este tipo de consumidor e aumento da margem, mas sem esquecer do efeito volume nesse período. Cada produto com sua comunicação. O melhor a se fazer é sempre observar as tendências de consumo e somar com o histórico de vendas particular e a imagem de sua loja junto ao consumidor. Quanto ao estoque, muita atenção à previsão de demanda e, claro, à flexibilidade exigida neste período, já que o setor de bebidas recebe uma influência enorme das variações do clima.

Água da Ambev dobra preço na Black Friday para fortalecer projeto sustentável

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Ao contrário do que acontece com a maioria dos produtos na Black Friday, a água mineral AMA terá preços mais altos nesta sexta. A Ambev, fabricante do produto, anunciou que não fará “promoções imperdíveis”, mas exatamente o oposto: dobrar o preço da AMA, duplicando, assim, os recursos direcionados a projetos de acesso à água apoiados pela marca.

Leia também: Com água em lata, Ambev reforça aposta em não alcoólicos

“A Black Friday é uma data muito associada a preços baixos e ofertas imperdíveis. Por isso mesmo achamos que é a ocasião perfeita para chamar a atenção dos consumidores para uma causa, e não apenas para um produto, repensando um pouco as decisões de compra”, conta Alexandre Costa, diretor de marketing institucional da Ambev.

“Nosso objetivo principal é engajar as pessoas com o propósito da AMA, afinal, o investimento necessário para comprar uma água não é alto, mesmo com o valor dobrado,” acrescenta ele.

O produto da Ambev pode ser encontrado no e-commerce Empório da Cerveja, que atende a todo o território brasileiro, com os preços de R$ 2,99 por cada garrafa de 500ml ou R$ 35,88 pela caixa com 12 unidades.

Levando água potável
A AMA é fruto dos esforços da companhia para expandir seus programas de preservação e uso consciente de água. Foi idealizada em parceria com o Yunus Corporate Action Tank, da Yunus Negócios Sociais, que estimula as empresas a pensarem em negócios visando atingir um problema social.

Com o projeto, a Ambev contribui para que o sexto Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU seja concretizado: garantir disponibilidade e manejo sustentável da água e saneamento para todos.

A AMA anunciou recentemente o investimento de mais de R$ 720 mil em projetos de acesso até o final de 2019, beneficiando mais de 14,2 mil pessoas.

A iniciativa, segundo a Ambev, já ajudou a levar água potável para mais de 43 mil pessoas em 50 comunidades espalhadas pelo Brasil. Mais detalhes a respeito do produto, da prestação de contas sobre o lucro e investimentos em projetos estão no portal da iniciativa.

Confira 18 ofertas cervejeiras da Black Friday 2019

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Chegou a hora das grandes promoções da Black Friday. Seja em cervejas, equipamentos, insumos ou cursos, há descontos para todos os gostos. E, para te ajudar a encontrar boas oportunidades, o Guia fez uma pesquisa de ofertas em diferentes tipos de lojas, em diversas regiões do país.

Vale lembrar que as informações são de responsabilidade dos lojistas e, assim, é preciso ficar atento para evitar a “black fraude”. Black Friday é sinônimo de boas compras – mas só para quem pesquisa. Aqui demos o pontapé inicial fazendo o trabalho de garimpo, mas fique atento a algumas dicas para evitar qualquer roubada.

Leia também – Uma pesquisa de preços e 6 dicas para evitar a “black fraude”

Confira, a seguir, 18 ofertas cervejeiras da Black Friday 2019.

Blubeer – Essa loja online de cervejas de Blumenau está com descontos de até 45% em rótulos internacionais e da região, com entrega para todo o país. A Imperial Stout da Schorstein, por exemplo, está em oferta por R$ 17,50. Já a Brewdog Punk IPA sai por R$ 14,99. Confira aqui as promoções da loja.

Bro´sBeer – Especializado em rótulos de cervejarias cariocas, este e-commerce promete uma grande promoção para a Black Friday. Os preços ainda não foram divulgados, mas você pode se inscrever aqui para receber as ofertas em primeira mão.

Cerveja Box – Ofertas com até 60% de desconto, especialmente para pacotes e combos. Destaque para o kit explorador com 10 rótulos de estilos variados por R$ 99,99. Veja as promoções no site.

Clube do Malte – Este tradicional e-commerce cervejeiro está com desconto em rótulos variados, como a Treintaycinco Cenosillicafobia Double IPA, por R$ 13,90. Brewdog, Tupiniquim e kits exclusivos também integram a promoção. As cervejas da Black Friday estão com frete grátis para as regiões Sul e Sudeste, confira no site deles.

Divvino – Um e-commerce de bebidas com ofertas de até 70% de desconto em rótulos nacionais de cervejas, como um kit com 6 garrafas de 355ml da Pilsen da cervejaria Lohn, por R$ 23,40. Veja as ofertas aqui.

Dortmund Bier – A cervejaria de Serra Negra está com descontos especiais em rótulos como a Stowe New England IPA, que sai por R$ 16, e a Pilsen sem Glúten, por R$ 7,99, além de promoções em copos e acessórios. Confira na loja online da cervejaria.

Empório da Cerveja – A promoção chamada de “Black Novembeer” oferece até 65% de desconto em mais de 175 rótulos, como Delirium Nocturn, Veddett, Guinness Special Export, entre outros. Também há copos em oferta. Cadastre-se aqui para acessar as promoções.

Hemmer – Somente pelo site, as cervejas da tradicional marca de alimentos estão com até 60% de desconto.

Mea Culpa – A cervejaria da Grande São Paulo está com uma promoção especial de Black Friday para 4 rótulos da marca: 12 latinhas pelo preço de 8. São quatro de graça. Veja a promoção aqui.

Pão de Açúcar – Tradicionalmente possui muitas ofertas boas, tanto nas lojas físicas como no e-commerce. Para esse ano as promoções serão divulgadas na virada de quinta para sexta, e você pode se cadastrar no site para receber por email e ficar por dentro.

Paulistânia – Para o público da capital paulista, o quiosque da cervejaria Paulistânia no Shopping Morumbi dará 30% de desconto em todos os rótulos durante a sexta-feira. Na quinta e no sábado também haverá desconto, mas de 15%. E no Paulistânia Brew Pub, na Zona Sul da cidade, haverá promoções e sorteios. Confira mais informações aqui.

Tarantino – Os paulistanos também podem aproveitar a Black Friday para levar as cervejas da Tarantino para casa com desconto. No bar da cervejaria haverá 20% no litro do growler. A localização e informações do bar estão aqui.

Todovino – Na loja online deste importador de bebidas há rótulos internacionais bem famosos. Entre as promoções da Black Friday, há um kit Hop Heads da Brewdog, com 3 Punk IPA e 3 Jack Hammer por R$ 105,80, uma lata de 1 litro da Faxe 10% por R$ 14,90 e outros rótulos importados a partir de R$ 6 a unidade. Você pode conferir todas as ofertas no site.

The Beer Planet – Os descontos da Black Friday podem chegar a 40% em kits com rótulos importados e nacionais, como um pack de 12 latas variadas da Roleta Russa + 1 copo por R$ 111,60. Veja no site todas a ofertas disponíveis.

Equipamentos, insumos e cursos

AllBot – Equipamentos profissionais e caseiros, para produção de cerveja, estão com até 20% durante o mês de novembro. Mais informações no site da empresa.

Instituto da Cerveja Brasil – O ICB está com ofertas especiais nos cursos de formação de sommelieres, avançado em tecnologia cervejeira e mestre em estilos. Veja aqui os cursos em promoção.

Lamas Brew Shop – A maior loja online de insumos cervejeiros do país está com promoções especiais nesta Black Friday. Elas incluem o malte inglês Muntons (Pilsen), por R$ 0,98 o pacote de 100g, e o lúpulo norte-americano Cascade, por R$ 0,90 o pacote de 10g, entre outras ofertas. Confira no site.

WE Consultoria – A loja de equipamentos e insumos está com ofertas especiais de Black Friday que chegam a 45%, como uma caixa com 20 garrafas de 330ml por R$ 46,65 e uma balança digital para até 10 kg por R$ 27,79. Aqui você pode ver as ofertas.

15 marcas se unem para produzir cerveja dos 122 anos de Belo Horizonte

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Belo Horizonte completará 122 anos em 12 de dezembro. E a capital mineira, conhecida por sua forte ligação com os botecos e a boemia, receberá um presente mais do que especial: uma cerveja colaborativa que celebrará o seu aniversário.

Mas não se trata de um rótulo qualquer. A bebida comemorativa, afinal, ficará a cargo de 15 cervejarias da região: Wäls, Corja, Astúcia, KUD, Aleluia, Albanos, Sátira, Capa Preta, Krug, Norka, 040, Pampulha, Austen, Laut e Evora.

“Nascemos em Belo Horizonte e temos uma forte ligação com a cidade. Então, não poderíamos deixar passar em branco o aniversário da cidade”, conta Carolina Ventura, gerente de marketing de Wäls. “Para isso, nada melhor do que chamar outras cervejarias da região para preparar uma cerveja especial, mostrando tudo aquilo que a capital mineira tem de melhor.”

O estilo e as características do rótulo colaborativo, contudo, ainda não foram revelados. A brasagem dessa novidade vai acontecer no Ateliê de Wäls, no dia 11 de dezembro, quando os detalhes da cerveja serão apresentados.

Terceiro estado do Brasil em número de cervejarias independentes, Minas Gerais é um dos principais polos cervejeiros do país, tanto no que se refere à cerveja artesanal quanto à cultura de boteco.

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Mercado de artesanais sofre com o desafio do relançamento de rótulos

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Importante nicho da indústria cervejeira, o setor de artesanais possui características moldadas a partir de seu crescimento que acarretam em desafios peculiares. E um dos principais se dá pelo constante surgimento de marcas e rótulos que expandem as opções ao consumidor. Se tal característica dinamiza o mercado, por outro lado, ela dificulta a consolidação de produtos no imaginário do público, além de provocar a sensação de ser sempre necessário ter alguma novidade para manter sua relevância. Percepção que se torna mais clara quando se observa a dificuldade para o relançamento de rótulos.

Há um conceito claro de que o consumidor e os pontos de venda são atraídos pelos lançamentos de cervejas. Mas também se tornam quase refratários para novos lotes de um produto. “O público não estranha, mas não enche os olhos”, detalha Marcio Moreira, sócio da cervejaria La Caminera, resumindo a dificuldade para se vender rótulos que não carregam o fator novidade como um diferencial.

Com a vivência de quem ainda dá os primeiros passos no mercado, mas já percebe a repetição de comportamentos no setor, Márcio utiliza o caso da La Caminera para exemplificar a dificuldade de relançamento de um rótulo no varejo. Na sua avaliação, o tempo para que o estoque seja negociado é muito maior do que o de um lançamento, mesmo que tenha ocorrido sucesso e reconhecimento do público no primeiro lote.

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“Quando a gente faz um rótulo, percebe que as pessoas compram novidade. Foi assim com a Caminera. Quando chegamos ao mercado com a nossa APA, esperávamos vender o estoque em três meses. E fizemos isso em um mês. Ouvimos de muita gente que foi assim por ser novidade, para ficarmos espertos no segundo lote”, detalha o sócio da cervejaria. “Sempre que é novidade e lançamento, as vendas saem rápido. Sempre que repetimos lote, demoramos mais a vender.”

Também pesam para isso os acordos fechados pelas cervejarias, que têm parte do lote de seus lançamentos previamente vendidos, algo que não acontece quando os rótulos retornam ao mercado. “É difícil estabelecer comparativo, mas uma novidade já sai com um volume substancial vendido da fábrica. Um novo lote de uma cerveja já lançada é uma surpresa”, comenta Eduardo Interlichia de Matos, cervejeiro responsável pela Demonho.

Interesse do público
Embora o público que consome cervejas artesanais seja difuso, sabe-se que uma parcela razoável pode ser definida como “beer geek”, aquele consumidor entusiasta do setor, que busca conhecê-lo a fundo. E suas características naturais – que podem até ser vistas como uma obsessão por novidades – se contrapõem ao relançamento de novos rótulos.

“O beer geek vai até o ponto de venda, olha a lata nova, bebe, avalia bem, coloca a foto no Untappd, no Instagram. Mas quando volta no bar, a percepção que tenho é de que ele pensa: ‘essa cerveja é uma delícia, mas já tomei. Próxima!'”, diz Márcio, da La Caminera.

O ritmo frenético de lançamento de rótulos também amplia a concorrência e dificulta que cervejas já conhecidas retenham a atenção desse consumidor. “Como o mercado está com um volume enorme de novidades, a recompra por parte desse público é ínfima. Não dá para a cervejaria se sustentar com o consumo de beer geek”, avalia Eduardo, da Demonho.

A pequena produção do setor se comparada às multinacionais também faz com que as microcervejarias se concentrem na produção de novos rótulos. “A partir do momento em que o público tem preferência por novidades e a capacidade produtiva de muitas cervejarias ainda não é grande, o foco passa a ser essas novidades”, argumenta Felipe Lopes Evangelista, sócio da Hoppi, um site de comercialização de bebidas.

Com a diminuição do interesse pelo público por um rótulo que já consumiu, alguns bares e pontos de venda naturalmente não têm interesse em expô-lo em pontos de destaque – ou até mesmo de negociá-los. “Há rejeição por parte dos PDVs por reposição de produto que não é lançamento. A busca por parte dos consumidores também não é a mesma”, resume o sócio da Demonho.

Alternativas
Para alterar essa lógica, as cervejas precisam buscar alternativas. E uma delas deve ser a autopromoção, demonstrando a qualidade do produto que está sendo disponibilizado, algo que pode ser facilitado por se tratar de um rótulo conhecido. “É fazer um trabalho massivo comercial para relembrar que a cerveja é boa e pode ser colocada em todos os lugares, convencendo que ela pode ser um produto de linha”, comenta o sócio da La Caminera.

Pode também ser interessante dar um “respiro” para as cervejas, aguardando o tempo certo entre o surgimento e o relançamento, esperando que o consumidor “sinta saudades” daquele produto. “A dificuldade de colocar um relançamento existe especialmente se o novo lote veio em um espaço de tempo muito curto em relação ao anterior”, afirma o cervejeiro da Demonho.

Expandir o público-alvo também pode ser uma estratégia que traria bons efeitos para o relançamento. Para isso, também se pode trabalhar na busca de pontos de venda que não se concentrem apenas na comercialização de cervejas artesanais.

“Você também pode atuar em frentes diferentes: estabelecimento e pontos de venda que não sejam especializados em cerveja, mas tenham cerveja em sua carta. Aí você atende um público que não é o beer geek, o cara da novidade, mas o cara que pode ser fidelizado”, detalha Márcio.

Além disso, a aposta na qualidade em um setor no qual a concorrência é crescente pode ser um diferencial para convencer o público a não trocar um rótulo conhecido por uma novidade. “Na minha visão, o caminho para uma cervejaria ter êxito nas vendas de novos lotes é continuar fazendo cervejas de qualidade. No meio de todas as novidades que saem semanalmente, tem rótulos que vão fazer bastante sucesso e vão deixar o público ansioso por um novo lote”, avalia Felipe, da Hoppi.

Dar uma nova cara a rótulos e repaginar seus produtos também pode ser um caminho interessante para as cervejarias. “Um outro caminho talvez seja a atualização das receitas com novas técnicas e tecnologias que vêm surgindo ao longo do tempo”, conclui o profissional do comércio de bebidas.