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Exportação de cerveja sobe pelo 2º mês seguido, mas segue negativa em 2019

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A exportação de cerveja brasileira registrou crescimento pelo segundo mês consecutivo ao negociar US$ 8 milhões com o mercado internacional em julho, de acordo com dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC). Isso representou um aumento de 8,9% na comparação com o mesmo período de 2018. Porém, os números continuam sendo negativos no ano.

Somados os sete primeiros meses de 2019, a diminuição da exportação de cerveja é expressiva, com US$ 42,31 milhões do produto nacional negociados, o que representa uma queda de 13,1% na comparação com o mesmo período do ano anterior.

Em termos de volume exportado, por sua vez, o país negociou em julho 11,32 mil toneladas de cerveja com o mercado externo, um aumento de 8,4% no comparativo com o sétimo mês de 2018. Mas a queda se mantém no acumulado do ano, em 16,1%, com 62.321,55 t.

Com esses números, a cerveja é responsável por apenas 0,03% das exportações brasileiras de janeiro a julho de 2019, ocupando a 187ª posição entre os produtos negociados pelo Brasil ao exterior, tendo ganho cinco colocações na comparação com junho.

Os principais destinos da cerveja brasileira em julho continuaram sendo países da América do Sul, especialmente o Paraguai, com 84%. Bolívia (9,1%), Uruguai (3,3%) e Argentina (0,7%) são outros países com exportação relevante do produto.

Porém, dos quatro principais importadores da cerveja brasileira, apenas o Paraguai aumentou a sua compra em julho, com variação positiva de 74%. Já Bolívia, Uruguai e Argentina reduziram suas aquisições em 27%, 35,1% e 96,1%, respectivamente.

Os maiores estados exportadores de cerveja foram São Paulo, com participação de 75,8%, Paraná, com 19,2%, Rio Grande do Sul, com 2,42%, e Mato Grosso, com 0,98%.

Colaborativa da Hator com a Guerrilha, latas da Three Hills: As novidades da semana

A semana cervejeira contou com a chegada ao mercado de interessantes novidades: a Hator e a Guerrilha se uniram para lançar um rótulo colaborativo e a Three Hills anunciou que disponibilizará suas cervejas em latas. Além disso, a Brahma apresentou ações envolvendo a Festa do Peão de Barretos. Confira essas e outras novidades selecionadas pelo Guia.

Colab da Hator e da Guerrilha
A Fucky The Dynasty, uma Imperial American Brown Ale, acaba de chegar ao mercado envolvendo uma colaboração entre duas boas e criativas cervejarias: a Hator e a Guerrilha. É um rótulo forte, encorpado e com 10% de teor alcoólico. Apresenta coloração preta com creme denso, aromas de chocolate amargo e café, amargor pronunciado e 84 IBUs. Destaque, ainda, para a adição do Franck’s Ultra café, que é envelhecido em barril de Bourbon e confere o aroma natural de uma coldbrew.

Leia também: Sangue, cerveja, embriaguez na biga – As fantásticas histórias egípcias da Hator

Latas da Three Hills
Inaugurada em julho, a Three Hills Cervejaria vai lançar a sua primeira linha de cervejas em lata. Serão dois estilos fornecidos em embalagens de 473 ml: o primeiro será uma American Pale Ale, batizada de Luiza, com 38 IBUs e uma combinação de lúpulos norte-americanos, com aromas que remetem a frutas cítricas, como toranja, maracujá e limão; e o outro será a Cream Ale Citra Helena, que nesta versão conta com dry hop do lúpulo Citra. As cervejas em lata estarão disponíveis a partir de setembro. “O sucesso do lançamento foi tanto que antecipamos nosso projeto de lançar as latinhas que estava previsto somente para 2020”, celebra Nathalie Velasques, sócia da cervejaria.

Leia também: Nova marca de vencedor do Mestre Cervejeiro debate atuação feminina no setor

Brahma em Barretos
Parceira da Festa do Peão de Barretos, que neste ano será realizada até o próximo domingo, a Brahma lançou sua campanha para a edição de 2019 do evento, com o primeiro filme sendo estrelado por Everton Neguinho. Além disso, lançou uma ação em que convida os apaixonados pela festa a contarem suas melhores memórias sobre o festival nas redes sociais com a hashtag #BarretosPraSempre. A dona ou o dono da melhor das memórias vai ganhar ingressos para curtir a festa na lateral do palco.

Oktoberfest e Apae
A Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) de Igrejinha (RS) inaugurou suas novas instalações, custeadas com recursos repassados pela Associação de Amigos da Oktoberfest de Igrejinha (Amifest). Foram sete meses de obras, com investimento de R$ 368 mil, custeados com recursos do repasse das Oktoberfest de 2017 e de 2018. A Apae de Igrejinha atende mais de 100 pessoas, de bebês a idosos, promovendo a inclusão social da pessoa com deficiência intelectual e múltipla.

St. Patrick’s Beer
A cerveja St. Patrick’s Beer chegou ao mercado com quatro rótulos produzidos no Brew Center, na cidade de Ipeúna (SP). Os seus rótulos são Premium Lager, Hoppy Lager, American IPA e Irish Dry Stout. A marca já esteve presente no Festival Brasileiro da Cerveja, em Blumenau, e na edição paulistana do Mondial de La Bière. E sua American IPA recebeu medalha de ouro no World Beer Awards 2019.

Concurso em Pomerode
O Pomerode Bierfest, que ocorrerá de 5 a 8 de setembro, vai realizar a 2ª edição do Concurso de Cerveja Caseira. A competição premiará as três melhores receitas da bebida no estilo Hop Weiss. As inscrições já estão abertas e o valor é de R$ 25. O concurso tem limite de 50 vagas. Cada participante poderá enviar apenas uma cerveja para a disputa, e o rótulo será avaliado como estilo American Wheat Beer. As amostras deverão chegar em Pomerode (SC) até 6 de setembro, sendo quatro garrafas para análise, de 300 ml, 500 ml ou 600 ml cada.

Brew Center conquista Copa Cerveja Brasil; Confira todos os medalhistas

A temporada de concursos e avaliações de rótulos premiou mais algumas cervejarias nacionais. Em sua segunda edição, a Copa Cerveja Brasil reconheceu a excelência de 65 marcas, sendo que a microcervejaria Brew Center Cervejas Especiais, de Ipeúna (SP), e a cigana Mantrap foram os destaques.

Leia também: O diferencial das premiadas e todos os medalhistas do WBA 2019

A Brew Center ficou com o prêmio de melhor microcervejaria de 2019, enquanto a Mantrap, de Belo Horizonte, que já havia sido eleita a marca cigana do ano em 2018, foi premiada novamente como a melhor cervejaria com produção terceirizada.

Na categoria Best of Show, que premia os três melhores rótulos, a cerveja Flip-Flops to Heaven (no estilo Contemporary-Style Gose), da Narcose, de Capão da Canoa (RS), ficou com o primeiro lugar. Já a Muscat Brett Saison (no estilo Specialty Saison), da Alem Bier, de Flores da Cunha (RS), ficou na segunda posição. E a terceira colocação foi para a cerveja Bierbaum Eisbock (no estilo German-Style Eisbock), da Bierbaum, de Treze Tílias (SC).

Concurso exclusivo para cervejarias artesanais independentes, a Copa Cerveja Brasil distribuiu quase cem medalhas para 70 estilos, tendo reconhecido 65 marcas. A competição teve acréscimo de 64,9% na quantidade de marcas participantes em comparação a 2018. Já na quantidade de amostras, o aumento foi de 27,11%.

Organizado pela Associação Brasileira de Cerveja Artesanal (Abracerva), o prêmio foi entregue durante a Expobrew, realizada em Vitória (ES), após três dias de avaliações de mais de 700 amostras, de mais de 170 cervejarias, envolvendo mais de 40 especialistas.

O concurso contou com participantes de 20 estados, sendo que 14 levaram premiações. São Paulo foi o que somou o maior número de medalhas, com 22, seguido de Rio Grande do Sul (20), Santa Catarina (20), Minas Gerais (11), Distrito Federal (5), Rio de Janeiro (5), Espírito Santo (4), Ceará (3), Paraná (3), Paraíba (2), Alagoas (1), Goiás (1), Mato Grosso (1) e Sergipe (1).

“Podemos perceber o crescimento geográfico do setor, com marcas premiadas em diferentes locais do país, mostrando que o movimento está rompendo barreiras e chegando a novos lugares. Também é possível notar um aumento na qualidade das artesanais, visto que nesta edição tivemos mais medalhas distribuídas, para um número ainda maior de cervejarias, seguindo o mesmo rigor e critério de avaliação de 2018”, analisa Carlo Lapolli, presidente da Abracerva.


Confira o resultado completo da Copa Cerveja Brasil

Melhor Microcervajaria
Brew Center

Melhor Cigana
Mantrap

Best of Show
1º – Flip-Flops to Heaven (da Narcose, no estilo Contemporary-Style Gose)
2º – Muscat Brett Saison (da Alem Bier, no estilo Specialty Saison)
3º – Bierbaum Eisbock (da Bierbaum, no estilo German-Style Eisbock)

Medalhistas por estilos
Dortmunder/European- Style Export
Prata
Cerveja: Urwald Dortmunder Export
Cervejaria: Urwald

Belgian-Style Dark Strong Ale
Ouro
Cerveja: Barba Ruiva/Manobier Belgian Dark Strong Ale
Cervejaria: Barba Ruiva

American-Style Lager
Bronze
Cerveja: Voiller Pilsen
Cervejaria: Voiller

Ouro
Cerveja: Villa Alemã Lager
Cervejaria: Brew Center Cervejas Especiais

South German-Style Hefeweizen
Prata
Cerveja: Campinas Legionária Weizen
Cervejaria: Campinas

Ouro
Cerveja: Bierland Weizen
Cervejaria: Bierland

American-Style Amber Lager
Bronze
Cerveja: Bruder Red Lager
Cervejaria: Bruder

Prata
Cerveja: Golden Trap
Cervejaria: Mantrap

American-Style Fruit Beer
Bronze
Cerveja: Juras de Goiaba
Cervejaria: Xamã

American-Style India Pale Ale
Bronze
Cerveja: Vôte
Cervejaria: Uçá

Prata
Cerveja: Hop Obsession
Cervejaria: Mad Brew

Ouro
Cerveja: St. Patrick’s Beer American IPA
Cervejaria: Brew Center Cervejas Especiais

Classic Irish-Style Dry Stout
Bronze
Cerveja: Kalango Cacau Stout
Cervejaria: Kalango Cervejaria Artesanal 

Prata
Cerveja: Dry Stout
Cervejaria: Satori

Bamberg-Style Maerzen Rauchbier
Ouro
Cerveja: Königs Defumada
Cervejaria: Konigs Bier

Vienna-Style Lager
Ouro
Cerveja: Louvada Vienna
Cervejaria: Louvada

British-Style Imperial Stout
Bronze
Cerveja: Awi Cherry Vanilla Imperial Stout
Cervejaria: Cherokee

Prata
Cerveja: Barba Ruiva/Manobier Russian Imperial Stout
Cervejaria: Barba Ruiva

Catharina Sour
Bronze
Cerveja: Blumenau Sour Jaca
Cervejaria: Cerveja Blumenau

Prata
Cerveja: BROWe!Joselita Sour Frutas Vermelhas
Cervejaria: BROWe!

Ouro
Cerveja: Jane M.F. Sour
Cervejaria: Faroeste Beer

German-Style Pilsener
Prata
Cerveja: Villa Alemã German Pils
Cervejaria: Brew Center Cervejas Especiais

American-Style Pale Ale
Bronze
Cerveja: Vaidade
Cervejaria: Mea Culpa

Ouro
Cerveja: Whale- Tail Pale Ale
Cervejaria: Narcose

Australian-Style Pale Ale
Prata
Cerveja: Chosen Australian Pale Ale
Cervejaria: Chosen Beer Company

American-Style Sour Ale
Ouro
Cerveja: Roter Sour Ale
Cervejaria: Roter

Extra Special Bitter
Ouro
Cerveja: Strong Bitter
Cervejaria: Cerveja Confrades

American-Style Strong Pale Ale
Ouro
Cerveja: Formosa Meretriz
Cervejaria: Formosa Craft Beer

American-Style Black Ale
Bronze
Cerveja: Black IPA turatti
Cervejaria: Turatti

Wild Beer
Prata
Cerveja: Donner IGA Sour
Cervejaria: Donner Craft Brew

Ouro
Cerveja: Ancellotta Wild Grape Ale
Cervejaria: Alem Bier

Wood- and Barrel- Aged Beer
Bronze
Cerveja: Razehn
Cervejaria: Rasen Bier

Traditional German- Style Bock
Bronze
Cerveja: Brotas Beer Bock
Cervejaria: Brotas Beer

Munich-Style Dunkel
Prata
Cerveja: Bierbaum Dunkel
Cervejaria: Bierbaum

Session India Pale Ale
Prata
Cerveja: Bragantina Session Ipa
Cervejaria: Bragantina

Ouro
Cerveja: Coração de Pedra
Cervejaria: BR Brew

German-Style Leichtes Weizen
Bronze
Cerveja: Brewpoint Weiss
Cervejaria: Brewpoint

Oatmeal Stout
Prata
Cerveja: Oatmeal Stout Dalla
Cervejaria: Dalla Cervejaria

Contemporary-Style Gose
Bronze
Cerveja: Gose
Cervejaria: Cruls Cervejaria Artesanal

Prata
Cerveja: Prainha Seriguela Gose
Cervejaria: Bragantina

Ouro
Cerveja: Flip-Flops to Heaven
Cervejaria: Narcose

Chocolate or Cocoa Beer
Prata
Cerveja: Lassberg Oatmeal Stout Com Cacau
Cervejaria: Cervejaria Lassberg

English-Style Dark Mild Ale
Ouro
Cerveja: Red Trap
Cervejaria: Mantrap

Irish-Style Red Ale
Bronze
Cerveja: Diamante Vermelho
Cervejaria: Viquim Cervejaria

Prata
Cerveja: Cervejaria Al Capone
Cervejaria: Al Capone

American-Style Cream Ale
Prata
Cerveja: Puro Malte
Cervejaria: Cruls Cervejaria Artesanal

South German-Style Weizenbock
Bronze
Cerveja: Bierbaum Weizenbock
Cervejaria: Bierbaum

Wood- and Barrel- Aged Sour Beer
Bronze
Cerveja: Frida Wood & Brett
Cervejaria: Cerveja Blumenau

Prata
Cerveja: Tripel Brett Framboise
Cervejaria: Alem Bier

Wood- and Barrel- Aged Strong Beer
Bronze
Cerveja: Barleywine Hop Bros
Cervejaria: Hop Bros Cervejaria Artesanal

Prata
Cerveja: Barleywine Ancellotta Barrel
Cervejaria: Alem Bier

Ouro
Cerveja: Bierbaum Doppelbock Wood Aged
Cervejaria: Bierbaum

Herb and Spice Beer
Bronze
Cerveja: Lohn Bier Carvoeira
Cervejaria: Lohn

Prata
Cerveja: Preguiça
Cervejaria: Mea Culpa

Ouro
Cerveja: Dunas
Cervejaria: Kairós

Belgian-Style Flanders Oud Bruin or Oud Red Ale
Bronze
Cerveja: Barba Ruiva/Manobier Red Flanders
Cervejaria: Barba Ruiva

Smoke Beer
Prata
Cerveja: Bierbaum Doppelbock Defumada
Cervejaria: Bierbaum

Bamberg-Style Weiss Rauchbier
Bronze
Cerveja: Bierbaum Weizen Rauchbier
Cervejaria: Bierbaum

German-Style Eisbock
Ouro
Cerveja: Bierbaum Eisbock
Cervejaria: Bierbaum

German-Style Altbier
Prata
Cerveja: Walfänger Sebastian
Cervejaria: Walfänger

American-Style Amber/Red Ale
Bronze
Cerveja: Escarlate American Amber Ale
Cervejaria: Old Boys Cervejas Artesanais

Prata
Cerveja: Sangue no Zóio
Cervejaria: BR Brew

Juicy or Hazy Imperial or Double India Pale Ale
Prata
Cerveja: Adrenaline
Cervejaria: Doktor Brau Cervejas Especiais

Belgian-Style Pale Strong Ale
Prata
Cerveja: Yellow Vest
Cervejaria: Refúgio

American-Style Imperial or Double India Pale Ale
Bronze
Cerveja: Maré Brava
Cervejaria: Trindade

Chili Pepper Beer
Bronze
Cerveja: Schornstein Bock Chocolate com Pimenta
Cervejaria: Schornstein

Ouro
Cerveja: Lohn Bier Carvoeira Pimenta
Cervejaria: Lohn

South German-Style Kristal Weizen
Bronze
Cerveja: Trigo do Cerrado
Cervejaria: Hop Capital Beer

Classic English-Style Pale Ale
Bronze
Cerveja: Pale Ale
Cervejaria: Cerveja Confrades

Field Beer
Bronze
Cerveja: Coconut Splitter
Cervejaria: Bertol Craft Beer

Prata
Cerveja: Abyssal Coconut Edition
Cervejaria: 5 Elementos Cervejaria

Ouro
Cerveja: Mora Mora
Cervejaria: Narcose

Juicy or Hazy India Pale Ale
Bronze
Cerveja: Oktos New England IPA
Cervejaria: Oktos Cervejaria

Prata
Cerveja: Caridade
Cervejaria: Mea Culpa

Export-Style Stout
Prata
Cerveja: Coronado
Cervejaria: Hop Capital Beer

Coffee Beer
Bronze
Cerveja: Invicta 120 com café
Cervejaria: Invicta

Prata
Cerveja: Abyssal Coffee Edition
Cervejaria: 5 Elementos Cervejaria

Munich-Style Helles
Bronze
Cerveja: Walfänger Helles
Cervejaria: Walfänger

Prata
Cerveja: Ventos do Oeste
Cervejaria: Marés

Specialty Saison
Ouro
Cerveja: Muscat Brett Saison
Cervejaria: Alem Bier

Brown Porter
Ouro
Cerveja: Titans Chocolate Porter
Cervejaria: Titans Cervejas Especias

Specialty Beer
Bronze
Cerveja: Forrozeiro Cream Ale
Cervejaria: KWM Industria de Cervejas Ltda.

Light American Wheat Beer with Yeast
Prata
Cerveja: Campinas American Wheat
Cervejaria: Campinas

Aged Beer
Ouro
Cerveja: Loba Old Ale
Cervejaria: Cervejaria Loba

German-Style Heller Bock/Maibock
Bronze
Cerveja: Urwald Helles bock
Cervejaria: Urwald

Robust Porter
Bronze
Cerveja: Old Dog
Cervejaria: Old Boys Cervejas Artesanais

Kellerbier or Zwickelbier Lager
Ouro
Cerveja: Última Gota
Cervejaria BR Brew

Juicy or Hazy Pale Ale
Bronze
Cerveja: Névoa Galaxy
Cervejaria: Antuérpia

Prata
Cerveja: Formosa Névoa
Cervejaria: Formosa Craft Beer

American-Style Brown Ale
Prata
Cerveja: Albanos American Brown Ale
Cervejaria: Albanos do Brasil

Ouro
Cerveja: Chosen American Brown Ale
Cervejeria: Chosen Beer Company

Belgian-Style Pale Ale
Prata
Cerveja: Noi Avena
Cervejaria: Noi

Bamberg-Style Bock Rauchbier
Ouro
Cerveja: Imigração Rauchbock
Cervejaria: Cerveja Imigração 1824

American-Style Wheat Wine Ale
Bronze
Cerveja: Loba Wheatwine
Cervejaria: Loba

Scotch Ale
Bronze
Cerveja: Sepe
Cervejaria: Moocabier Cervejas Especiais

South German-Style Dunkel Weizen
Bronze
Cerveja: 018 Weiss Dunkel
Cervejaria: Prudentina 

English-Style Summer Ale
Bronze
Cerveja: Ula Ula
Cervejaria: Ayres

Finnish-Style Sahti
Bronze
Cerveja: Hunsruck Sahti
Cervejaria: Hunsruck

Pumpkin Spice Beer
Bronze
Cerveja: Invicta Pumpking
Cervejaria: Invicta

Infográfico: O diferencial das premiadas e todos os medalhistas do WBA 2019

Infográfico: O diferencial das premiadas e todos os medalhistas do WBA 2019

Os amantes de cerveja já têm se acostumado, nos últimos anos, a ver rótulos brasileiros brilhando em concursos internacionais. No World Beer Awards (WBA) 2019, um dos mais importantes eventos do calendário cervejeiro, não foi diferente. Dessa vez, o país trouxe para casa 7 medalhas da etapa internacional, atrás apenas de Alemanha, França e Bélgica.

Na versão do ano passado, as cervejarias nacionais conquistaram oito vitórias, colocando o país como o terceiro mais premiado. E conseguir notoriedade em um evento como esse é um feito bastante significativo para a trajetória das cervejarias. Marcas de pequeno porte, como a capixaba Barba Ruiva, a paulista Daoravida e a mineira Capapreta, têm muito a ganhar em prestígio e visibilidade a partir da premiação.

“O significado dessa premiação para nós, sinceramente, a gente ainda não consegue nem mensurar. É uma coisa grandiosa e ainda estamos assimilando. Estamos muito felizes e não conseguimos ainda medir o que isso vai trazer de resultado e retorno com a projeção internacional da marca”, afirma Wagner Falci, sócio e fundador junto com Michele Gimenez da Daoravida.

Já para cervejarias tradicionais e ligadas a grandes grupos, como é o caso da Colorado e da Brahma, pertencentes à Ambev e premiadas nas categorias Cream Ale e Wheat Kristal, respectivamente, a medalha reforça o compromisso com a qualidade em larga escala.

“O Brasil se tornou um verdadeiro polo cervejeiro, respeitado e observado no mundo todo. E isto está refletido nos resultados do World Beer Awards deste ano. É o reconhecimento de que estamos a cada dia fazendo mais cervejas de qualidade”, destaca Maurício Soufen, vice-presidente em excelência cervejeira e supply da Ambev, que levou 98 medalhas na etapa nacional e internacional com suas marcas.

Para André Bastos, sócio da Capapreta, premiada como a melhor Bitter acima de 5,5% ABV, os resultados brasileiros mostram que, mesmo em um cenário desfavorável em relação a outros países (no que diz respeito a preços, impostos, burocracia, etc.), as cervejarias brasileiras conseguem “se virar” com criatividade. “Esta conquista demonstra que estamos no caminho certo. E isso tem muito a ver com a forma inventiva e criativa do brasileiro fazer cerveja. Está no nosso DNA”, avalia.

Em entrevista ao Guia, alguns dos representantes das marcas premiadas debatem o que faz desses rótulos especiais.


“Em nossas receitas, sempre procuramos valorizar a biodiversidade do Brasil, com o uso de ingredientes tipicamente do país. Partindo da premissa que uma boa cerveja é feita com água, malte, lúpulo e muito mais, nós sempre convidamos nossos consumidores a desibernarem para novas possibilidades e sabores. A Colorado Murica é uma Cream Ale que usa a Graviola, uma fruta que cresce no Brasil há mais de 500 anos. A mistura do agridoce da fruta com a maciez do estilo torna essa cerveja ainda mais especial” – Guilherme Poyares, gerente de marketing da Colorado


“Com a Brahma Extra Weiss a gente traz o malte de trigo como protagonista com a finalidade de trazer aos consumidores que buscam diferentes experiências cervejeiras uma referência legítima do estilo, agora referendada pelo título do World Beer Awards. Uma cerveja de cor clara e opaca, devido ao malte de trigo característico do sul da Alemanha, com aroma frutado (de banana e maçã) e de especiarias (cravo). Leve e refrescante, essa cerveja leva trigo extra Weiss na sua composição, por isso sua espuma é tão cremosa e o sabor tão único. É a cerveja perfeita para combinar com queijo minas, aves, peixes e saladas” – José Octavio Freitas, gerente de marketing da Brahma Extra 

Essa cerveja foi produzida em outubro de 2017. A base dela é uma Barley Wine com 10,5% de álcool com infusão de modos escuros que nós demos o nome de Black Wine. Embora não exista exatamente um estilo definido assim, foi a nossa interpretação sobre uma Barley Wine mais escura. Depois, ela descansou em barril de carvalho francês que havia sido usado para produção de rum. Então, maturou nesses barris por dez meses e essa maturação trouxe uma refermentação espontânea e notas ácidas. Por isso, ela entrou na categoria Wild & Sour Ale. É uma cerveja que ganhou complexidade proveniente desse período no barril. Por isso, achamos que o principal diferencial dela foi tempo e paciência. Foi isso que nos deu a possibilidade de conquistar essa medalha” – Wagner Falci, fundador da Daoravida


Mineiro Claudio Botelho vence o Eisenbahn Mestre Cervejeiro 2019

A 10ª edição do reality show Eisenbahn Mestre Cervejeiro conheceu o seu vencedor na noite desta quinta-feira. Foi o mineiro Claudio Botelho, que superou o cearense Vítor Moreira Lima na final e levou o cobiçado prêmio.

Engenheiro eletricista de 41 anos, Claudio Botelho terá agora a receita de sua Session IPA – estilo que foi o tema desta edição – reproduzida pela Eisenbahn. Também ganhará um tour cervejeiro pela Alemanha e um curso do Instituto da Cerveja Brasil (ICB).

A prova final, aliás, contou com uma surpresa: depois dos candidatos terminarem suas receitas, o estúdio recebeu três mestres cervejeiros ganhadores de edições anteriores para integrar o júri de avaliação, que consagrou a vitória de Claudio Botelho.

Leia também: Anne, cervejeira caseira do Piauí, vence reality da Eisenbahn 2018

Entre as novidades apresentadas pela 10ª edição estavam os aprendizes cervejeiros – influenciadores digitais que não tinham ligação com cervejas especiais e entraram como convidados. E a vencedora da “competição paralela” foi a musicista Cris Botarelli, de Natal (RN).

Na prova final entre os aprendizes, Cris encarou a paulista Bells Trad para ver quem conseguiria identificar diferentes estilos de cervejas. E a campeã surpreendeu ao reconhecer todas as amostras, ante apenas três acertos da adversária. Assim, ela também ganhou um tour cervejeiro pela Alemanha e um curso do Instituto da Cerveja Brasil (ICB).

Exibido pelo Multishow, o programa teve como jurados Juliano Mendes, consultor e fundador Eisenbahn, Bia Amorim, sommelière e consultora etílica, e Sady Homrich, baterista do Nenhum de Nós e especialista em cerveja. A apresentação, por sua vez, ficou a cargo de Titi Müller.

SP ganha bar democrático para “quem está cansado de pagar caro por artesanal”

Embora tenha enorme potencial de crescimento, a cerveja artesanal brasileira ainda esbarra em um market share de cerca de 1,5%, limitada especialmente por questões como altos impostos e preço caro ao consumidor. Mas um bar democrático que acaba de ser inaugurado em São Paulo tenta mostrar que é possível, sim, vender cerveja boa e barata.

Localizado na Rua Delfina, 42, na Vila Madalena, o Democraft Beer abriu suas portas no sábado (10 de agosto) com uma proposta mais do que interessante: cobrar preços acessíveis e únicos (R$ 12 e R$ 15 em 300ml e 450ml, respectivamente) por chopes artesanais de qualidade.

Leia também: Preços altos travam democratização do mercado de artesanais

São sempre seis torneiras conectadas, estrategicamente, à parede da câmara fria, entregando bebidas frescas, de diferentes estilos e de diversas cervejarias brasileiras. A casa, que possui 30 metros quadrados em dois andares, acomodando até 35 pessoas sentadas, traz ainda televisões (com transmissão de jogos) e música de qualidade.

“A ideia do bar democrático é, na prática, fazer algo para quem está cansado de pagar caro em bares de cerveja artesanal em São Paulo”, revela Anderson Valadares, um dos sócios, ao Guia.

Experiência
O outro sócio do Democraft é Francisco Neto, com quem Anderson conduz também o CervejaBox, um e-commerce de cervejas artesanais. Antes, eles tiveram experiências em sites como The Beer Planet, Have a Nice Beer e Wine. E foi justamente essa “rodagem” que levou ao surgimento do bar democrático.

“Moramos aqui, mas conhecemos algumas cidades como Florianópolis, Belo Horizonte, Curitiba, que têm vários modelos com preços acessíveis. É isso que queremos trazer para São Paulo. Se é viável nessas cidades, é viável aqui também”, aponta Anderson.

A experiência também foi determinante para que o bar democrático pudesse sustentar sua proposta. Questionado sobre como é possível cobrar um preço mais acessível por uma artesanal em São Paulo, Anderson revela que foi determinante os aprendizados adquiridos em suas trajetórias profissionais.

Leia também: Feiras podem ajudar na democratização das artesanais, diz especialista

“Envolve curadoria e também negociação. A parte da curadoria é o relacionamento e conhecimento de cervejas que o Francisco acumulou ao longo desses 10 anos. Existem cervejas de qualidade e preço bom que, muitas vezes, o público não conhece, ou às vezes os varejistas se apropriam de margens de cervejas com um custo melhor”, aponta Anderson, antes de acrescentar.

“E, na negociação, falamos como grupo CervejaBox e Democraft. Então, conseguimos trazer um volume relevante para as cervejarias e, assim, conseguir boas negociações”, elucida o sócio do Democraft.

Para oferecer uma experiência democrática completa, o bar traz petiscos, lanches e opções vegetarianas sob o comando do La Crapulla, que incorpora ingredientes das cervejas artesanais ao mundo da gastronomia.

“Para corroborar com nossa proposta de democratização do chope, serão oferecidos hambúrgueres e petiscos com preços acessíveis da cozinha La Crapulla, que usa receitas inovadoras, todas produzidas com insumos cervejeiros, como o hambúrguer Cheddar Bock”, afirma Francisco, o outro sócio do Democraft.

Serviço
Horário de Funcionamento
Terça a quinta – 17h às 23h
Sexta e Sábado – 12h às 24h
Domingo – 12h às 19h
Local – Rua Delfina, 42, na Vila Madalena

10 dicas industriais para a concepção da cervejaria ideal

O aumento do conhecimento sobre cervejas pelos consumidores, o surgimento de novos rótulos e o sonho inicial de se conceber a própria bebida se tornaram algo mais comum em anos recentes, o que leva à questão de como enfrentar esse mercado e conceber uma cervejaria ideal.

Esse cenário efervescente se confirma pelo surgimento de várias microindústrias do setor, a ponto de o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) ter apontado que houve um crescimento de 30% no número de cervejarias do país no último ano, passando de 679 em 2017 para 889 em 2018 – esse número chegou a mil em junho de 2019.

Pensando em como ampliar esse debate e fomentar a melhoria desse cenário, o Guia entrevistou especialistas em indústria para criar uma série de matérias sobre a concepção de uma cervejaria ideal. Agora, então, na última delas, reunimos 10 dicas fundamentais para quem deseja empreender, ou mesmo reformular parte de sua estrutura. Confira.

1- Conhecer o mercado
Pode parecer simples, mas não é. Não entender o mercado onde a sua marca vai atuar é um erro grave que pode ser cometido por vários cervejeiros, segundo aponta José Antunes, especialista setorial de cervejas da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan). “[Um dos erros é] O desconhecimento do próprio negócio, ou seja, a falta de conhecimento do mercado onde irá atuar e a falta de um plano de negócio que defina um caminho de atuação da cervejaria, envolvendo produto, distribuição e consumidor”, alerta o especialista da Firjan.

2- Realização de um plano de negócios
Assim, antes de desenvolver qualquer iniciativa, é preciso ter em mente como funciona o mercado e como será a estrutura de sua cervejaria. E aí entra um plano de negócios, que pode abordar legislação, mercado, vendas, volume de produção e resultados financeiros, dando uma visão bastante aproximada do ganho financeiro do empreendimento, segundo detalha Edmundo Albers, sócio do Beer Business, uma consultoria empresarial de Porto Alegre. “É importante para ver e aprender sobre questões de mercado, de custo, com toda a parte de elaboração de produção e projeto, terminando a oficina e podendo avaliar a viabilidade do negócio”, acrescenta Lidia Espindola, gestora estadual do projeto de cervejas do Sebrae no Rio.

Leia também: Os primeiros passos da montagem de uma cervejaria

3- Realização de um plano mestre
Além do plano de negócios, os especialistas recomendam a realização de um plano mestre detalhado. De posse dele, evita-se que a cervejaria seja instalada em um local inadequado, além de diminuir o risco de que a indústria opere com equipamentos que possuam falhas tecnológicas. “O plano mestre aborda a localização física, as edificações, os tipos de equipamentos, o layout, o headcount, os turnos de produção, as demandas de matéria prima e de utilidades. Como utilidades, compreendemos a energia elétrica, a água, o frio, o ar comprimido, o vapor, o CO2, o oxigênio”, enumera Edmundo Albers, do Beer Business.

4- Realização de cursos
Para se ter uma noção exata sobre o mercado, bem como entender os desafios que uma cervejaria exigirá de seu empreendedor, é importante realizar cursos especializados que possibilitem uma maior compreensão do negócio. “É importante para ver e aprender sobre questões de mercado, de custo, com toda a parte de elaboração de produção e projeto, terminando a oficina e podendo avaliar a viabilidade do negócio”, garante Lidia, do Sebrae.

5- Foco de atuação no mercado
Na avaliação de José Antunes, da Firjan, é preciso estar bem claro para a cervejaria qual será o seu foco de atuação no mercado. “Por exemplo, a cervejaria irá trabalhar, somente, com estilo diferenciado, ou pretende se aventurar no mercado de Lagers de baixo custo? No local onde a fábrica foi instalada, qual o nível de concorrência enfrentada, tanto pela distribuição de grandes cervejarias, quanto por fábricas de menor parte? Este mercado consegue absorver a entrada dentro de mais uma empresa, ou já está saturado?”, questiona José Antunes.

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6- Escolher uma boa assessoria
Antes de dar o próximo passo e pensar nos equipamentos, é preciso entender se realmente vale a pena investir em uma indústria própria ao invés de ser uma cervejaria cigana. Com a decisão tomada e para não haver erro nas escolhas, a busca por uma assessoria especializada surge como opção interessante. “Você realmente precisa ter uma assessoria técnica para escolher os melhores equipamentos e também para definir quais são esses equipamentos. Nesse momento, então entra o estudo de viabilidade, a busca pelos melhores preços, as melhores marcas”, explica Lidia, do Sebrae.

7- Atenção especial com os equipamentos
Para Edmundo, do Beer Business, não faltam boas oportunidades para a compra de equipamentos. Mas ele também alerta para o risco de apenas se pensar no preço. “Sugere-se que se faça uma detalhada equalização de ofertas. Na equalização, busca-se agrupar itens segundo suas características, garantindo assim que se compare ‘laranjas com laranjas’. Nossa experiência mostra que muitas vezes os empreendedores adquirem equipamentos pelo preço final apenas, sem se importar com detalhes importantes de automação, qualidade de acabamento e produtividade”, alerta. Já José Antunes, da Firjan, fala sobre a importância de se ter cuidados com a escala. “Aumentar a capacidade de produção não é unicamente aumentar o tamanho de equipamentos. Um dos passos mais difíceis é um produtor caseiro, que se torna um novo empreendedor, e resolve abrir sua própria cervejaria. As tecnologias são diferentes, os controles são diferentes, os custos são maiores e consequentemente as perdas são maiores e impactam mais fortemente a saúde do negócio.”

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8- Antever uma futura expansão
O planejamento na concepção de uma cervejaria é tão importante que, segundo orienta José Antunes, da Firjan, precisa-se antever até a posterior expansão da indústria, permitindo reduzir custos em um futuro próximo. “É preciso pensar, logo no projeto, que em algum momento a fábrica terá de ser expandida, pensar que partes da fábrica podem ser superdimensionadas pensando em uma futura expansão. Por exemplo, salas de brassagem de 250l e 500l não têm custos tão diferentes e, no caso da opção por uma equipamento maior, a expansão futura pode ser feita unicamente com a aquisição de novos tanques”, conta.

9- Adoção do controle de qualidade
A adoção de boas práticas é algo inerente aos processos de controle de qualidade e independe do tamanho do empreendimento, segundo explica Albers, do Beer Business. Ele cita, inclusive, o comportamento das multinacionais como exemplo para quem está atuando, independentemente das escalas envolvidas. “Ao se decidir por empreender no ramo microcervejeiro, é necessário convencer-se de que, mesmo sendo pequena, a cervejaria precisa ter processos de controle de qualidade. Existe um entendimento generalizado no setor de bebidas e alimentos de que tudo o que é artesanal, caseiro, alternativo, é bom, e o que é industrial, produzido em larga escala, é ruim. Isto é um grande engano, pois quem conhece as grandes cervejarias, sabe o quanto elas investem em controle de qualidade visando oferecer constantemente produtos comprometidos com a segurança alimentar”, diz Albers.

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10- Atenção ao controle de custos
Da mesma maneira ao que ocorre com a qualidade, segundo os especialistas, é preciso ter cuidado com os custos. Edmundo Albers lembra que custos fixos podem afetar a produtividade, assim como a mão de obra, minimizando potenciais lucros advindos do empreendimento. “Temos observado que algumas cervejarias artesanais operam com baixíssima produtividade, não só considerando o grau de utilização de seus ativos, mas com uma elevada incidência de custos fixos devido ao excesso de mão de obra.” Já Lidia Espindola, do Sebrae, alerta que a falta desse controle pode implicar até no fechamento da cervejaria. “Desde a realização do plano de negócios, se você não tem controle financeiro, do retorno, do custo fixo, vai ser complicado para ganhar dinheiro e até para manter a empresa aberta”, avisa Lidia.

Do telão ao copo: Brahma e Santos fortalecem união em modernização da Vila

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Líder do Campeonato Brasileiro, devido especialmente a um trabalho moderno desenvolvido pelo técnico argentino Jorge Sampaoli, o Santos também vive bom momento no que se refere à melhoria de suas estruturas. E, contando com o apoio da Brahma, a modernidade também chegará à Vila Belmiro, o lendário estádio onde Pelé começou a erigir seu reinado.

Reformada no primeiro semestre, a Vila Belmiro passará por mais algumas obras de modernização nas próximas semanas, para que conte com dois telões de alta definição. E a novidade, que deve ficar pronta até novembro, é fruto da renovação do contrato entre a cervejaria e o clube.

“Neste ciclo de investimentos optamos por uma demanda antiga de nossa torcida: novos telões em nossa Meca, a Vila Belmiro”, celebra José Carlos Peres, presidente do Santos, projetando com otimismo o uso desses novos telões.

“Temos certeza de que esse será um marco importante para o clube. Que tenhamos em breve muitos placares positivos e conquistas registradas nestes novos equipamentos”, acrescenta o presidente do Santos.

Parceria antiga
A instalação dos telões, porém, é apenas uma das diversas ações que vêm sendo desenvolvidas entre Brahma e Santos nos últimos anos. Na própria Vila Belmiro, a marca ajudou na reforma dos vestiários, em 2013, e também na cobertura da calçada dos portões do estádio na Rua Princesa Isabel, em 2016.

Já em 2017, a cervejaria auxiliou o Santos na montagem da “Fábrica de Campeões”, a academia do CT Rei Pelé reconhecida por ter revelado recentemente grandes craques, como Neymar, Gabigol e Rodrygo – a Brahma comprou novos aparelhos e remodelou o espaço.

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“A Brahma sempre teve uma longa ligação com o futebol brasileiro e com os maiores clubes do Brasil. Mas, mais do que uma parceria, queremos deixar um legado para os clubes, jogadores e torcedores e isso se reflete no investimento nestes dois telões que serão instalados na Vila Belmiro”, aponta João Pedro Zattar, gerente de marketing esportivo da Ambev.

Os telões
A previsão de inauguração em novembro permitirá ao torcedor do Santos ver os novos telões em atividade na reta final do Campeonato Brasileiro, que se encerrará em 8 de dezembro e está sendo liderado pelo clube.

Os telões ficarão localizados nas extremidades do estádio, sendo um em substituição ao atual, na arquibancada da Rua Tiradentes, onde se concentram as principais torcidas organizadas do Santos, e o outro no espaço correspondente à arquibancada da Rua José de Alencar, próxima ao setor visitante.

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As dimensões dos novos telões da Vila Belmiro serão de 11,52 metros de largura por 6,72 metros de altura, no formato wide screen – atualmente, a dimensão é de 8m x 6,15m. De acordo com o Santos, a resolução será de 10.000 dot pixel/m², quase dez vezes maior do que o do telão atual, em 1.024 dot pixel/m². E a qualidade da imagem também será reforçada por um brilho de 9.000 nits.

“Temos com a Brahma uma relação de patrocínio que vai além da exposição de marca. São parceiros do programa Sócio Rei com sua plataforma de descontos e trabalham de uma maneira estruturada na melhoria das condições físicas do Santos FC”, complementa Peres, presidente do Santos.

Cervejatorium de Moema terá bate-papo gratuito com experiente sommelier

Na próxima sexta-feira, dia 16 de agosto, o sommelier Rodrigo Sena estará no Cervejatorium de Moema para um bate-papo cervejeiro gratuito. A ideia é passar um pouco mais de conhecimento aos apreciadores da bebida, mas em um formato diferente.

“Não é um curso ou uma palestra. Estamos em um bar bebendo cerveja, então vamos falar de cerveja de forma leve e bem humorada, passando o correto conhecimento cervejeiro de um jeito descontraído”, conta Rodrigo, que é jornalista do Guia, tecnólogo cervejeiro certificado pela universidade de Weihenstephan e sommelier com especialização em harmonizações.

Entre os diversos assuntos do bate-papo, Rodrigo explica que abordará a história e os estilos cervejeiros, buscando levar conceitos relativamente básicos para um público que começa a se aprofundar nesse universo.

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“A ideia é levar o correto conhecimento cervejeiro para que as pessoas possam escolher os estilos e entenderem por que estão escolhendo”, comenta o sommelier. “Vai ser algo bem light. É algo feito para as pessoas aprenderem através do entretenimento.”

Além do bate-papo com o sommelier, o evento terá música ao vivo, sorteio de brindes cervejeiros, food trucks e, claro, 11 torneiras de cerveja artesanal da melhor qualidade. “É uma excelente oportunidade para aprender mais sobre cerveja e se divertir gastando pouco”, complementa Rodrigo.

O evento na sexta-feira será a partir das 20 horas. O Cervejatorium de Moema fica na Avenida Moaci, 426, perto do Shopping Ibirapuera, em São Paulo.

Corona cria exposição que reproduz obras clássicas com sacolas plásticas

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A Corona desenvolveu uma ótima iniciativa para fortalecer sua campanha contra a poluição marinha pelo plástico. Ao lado da Parley for the Oceans, a marca criou um museu a céu aberto com a reprodução de clássicos da história da arte de domínio público.

A exposição começou nesta segunda-feira, na Avenida Paulista, em São Paulo, e vai até domingo. As recriações do museu são assinadas pelo artista Eduardo Srur e trazem reproduções de clássicos como Monalisa, de Leonardo da Vinci, e O Grito, de Edvard Munch.

Mas as obras de Srur trazem um detalhe especial: com o mote “Qual legado vamos deixar para o mundo”, elas são feitas somente com sacolas plásticas para “mostrar que o plástico na natureza dura tanto quanto obras-primas da história da arte e como esse material impacta negativamente o meio-ambiente”, segundo descreve a Corona.

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“Se estas obras estão a mais de 100 anos na história da civilização, o plástico que você joga na natureza também estará. O oceano é a mãe de todos os rios, portanto o plástico que jogamos nas ruas de São Paulo irá para os nossos poluídos rios metropolitanos que deságuam no mar”, comenta Eduardo Srur.

Além de Monalisa e O Grito, o artista recriou obras como A Grande Onda de Kanagawa, de Hokusai; Chaleira e Frutas, de Paul Cezzanne; A Noite Estrelada, de Van Gogh; e Nenúfares, de Monet.

Anualmente, conforme lembra a Corona, mais de 8 milhões de toneladas de lixo plástico são despejadas no mar em todo mundo. “São Paulo é a cidade mais populosa da América do Sul e recebe milhares de visitantes diariamente e sabemos do potencial que isso representa para o combate ao plástico nos oceanos”, pontua Bruna Buás, diretora de marketing da Corona.

“E essa parceria com o Eduardo Srur é o primeiro passo para que essas pessoas se envolvam ainda mais com a causa, já que os paulistanos também têm um papel fundamental de agente de mudança para ajudar a proteger nossos paraísos”, complementa Bruna.

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Ao final da exposição, as obras serão leiloadas e toda a verba arrecada será direcionada para o Pimp My Carroça, um movimento que atua desde 2012 para tirar catadores de materiais recicláveis da invisibilidade por meio da arte, sensibilização, tecnologia e participação coletiva.

O leilão será feito online, pelo site https://www.blomboleiloes.com.br, e começará já no domingo, sendo finalizado na próxima segunda-feira.