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CAMRA anuncia os 16 melhores pubs do Reino Unido em 2025

O CAMRA (Campaign for Real Ale) divulgou a lista dos 16 melhores pubs do Reino Unido em 2025. A tradicional competição “Pub of the Year” da organização, dedicada à valorização da cultura cervejeira britânica, destaca os vencedores regionais e nacionais. Eles foram escolhidos entre milhares de estabelecimentos que representam o melhor do setor.

Os quatro últimos pubs na disputa pelo título geral serão anunciados em outubro. Logo após, os 20 selecionados disputam entre si o título de Pub do Ano. O resultado final será revelado em janeiro de 2026.

>>> Leia também: Cervejaria palestina produz Lager no Reino Unido

A premiação tem como objetivo celebrar a essência dos pubs britânicos. O CAMRA avalia a qualidade das bebidas servidas, o ambiente, a decoração, a receptividade e o serviço. Mas também considera a inclusão e a ligação de cada pub com a comunidade. 

Já que o verão chegando ao fim no hemisfério norte, a organização busca incentivar consumidores a explorarem bares locais e conhecerem os pubs premiados, referências em hospitalidade e tradição cervejeira.

Melhores pubs do Reino Unido valorizam cultura e comunidade

Fachada do Dog and Duck Inn, que ficou entre os melhores pubs do Reino Unido. Ele fica em Lisbellaw, na Irlanda do Norte (Crédito: Dog and Duck Inn / CAMRA / Divulgação)
Fachada do Dog and Duck Inn, que ficou entre os melhores pubs do Reino Unido. Ele fica em Lisbellaw, na Irlanda do Norte (Crédito: Dog and Duck Inn / CAMRA / Divulgação)

Andrea Briers, coordenadora da competição, destaca a importância da premiação: “É uma grande satisfação anunciar os 16 melhores pubs deste ano, cada um deles um exemplo de qualidade, acolhimento e dedicação às suas comunidades. Esses estabelecimentos mostram o que torna o pub britânico tão especial, desde um bom pint até uma recepção calorosa para todos”.

Ela reforçou que, em meio a tantos desafios econômicos, manter esse padrão de excelência é uma conquista notável. E o ano está sendo desafiador para o setor, que enfrenta custos operacionais elevados, impostos considerados excessivos e taxas comerciais que pressionam a sobrevivência de pequenos negócios.

Para o CAMRA, a valorização dos pubs precisa vir acompanhada de mudanças concretas, incluindo a reforma no sistema de taxas, a ampliação da redução de impostos sobre cervejas e cidras de barril e incentivos para manter empregos no setor.

Desafios do setor

Detalhe do Tamworth Tap, da cidade história de Tamworth, em Staffordshire, na Inglaterra (Crédito: Tamworth Tap / CAMRA / Divulgacão)
Detalhe do Tamworth Tap, da cidade história de Tamworth, em Staffordshire, na Inglaterra (Crédito: Tamworth Tap / CAMRA / Divulgacão)

Proprietários de bares britânicos intensificaram em agosto os pedidos de mudanças no sistema tributário para evitar novos fechamentos. Proprietários de 613 pubs da rede Greene King solicitaram, em carta aberta à chanceler, um multiplicador reduzido para o cálculo das taxas comerciais e uma reforma estrutural, para a cobrança ser baseada no lucro, e não no faturamento. A Greene King estima que as mudanças sugeridas poderiam liberar mais de 20 milhões de libras anuais somente em seus 1,5 mil pubs. 

Fundada em 1971, o CAMRA é uma organização sem fins lucrativos que defende a preservação dos pubs independentes e das bebidas tradicionais do Reino Unido. Trata-se de uma entidade que tem papel central na promoção da Real Ale, além de atuar em campanhas por políticas públicas que ajudem bares e cervejarias a prosperarem.

Também teve importância histórica por ser uma dos primeiro movimentos organizados do chamado renascimento da cerveja artesanal.

Confira abaixo os melhores pubs do Reino Unido em 2025:

  • East Anglia: Blackfriars Tavern, Great Yarmouth
  • East Central: Orange Tree, Baldock
  • East Midlands: Burnt Pig, Ilkeston
  • Greater London: Hope, Carshalton
  • Merseyside e Cheshire: Cricketers, St Helens
  • North East: Station House, Durham
  • North West: Cumberland Inn, Alston
  • Irlanda do Norte: Dog and Duck Inn, Lisbellaw
  • Escócia: Volunteer Arms (Staggs), Musselburgh
  • South Central: Bell Inn, Aldworth
  • South East: Royston, Broadstairs
  • South West: Hole in the Wall, Bodmin
  • País de Gales: Rhos yr Hafod Inn, Llanon
  • West Central: Pelican Inn, Gloucester
  • West Midlands: Tamworth Tap, Tamworth
  • Yorkshire: Beer Engine, Skipton

10 cervejarias que você deve visitar no Mondial de La Bière

Para um entusiasta da cerveja, ir a um festival como o Mondial de La Bière no Rio é o equivalente a uma viagem para a Disney. Há muita coisa legal e, com frequência, muito pouco tempo para curtir cada uma delas. A organização do evento divulgou que serão cerca de 1,5 mil rótulos nacionais e internacionais este ano. Ou seja, provar tudo é humanamente impossível nesse caso. Então é preciso escolher. E aí cada um tem seus critérios. Há quem prefira caçar novidades, outros se rendem à curiosidade e muitos vão pelas marcas preferidas.

Pensando nisso, a equipe do Guia da Cerveja também fez uma seleção de dez cervejarias que valem a visita. No fim desta matéria, também há a lista completa das cervejarias que estarão presentes no evento. Assim você pode possa fazer a sua própria lista, caso queira.

O evento começa nesta quinta-feira (11) e vai até domingo (14) nos Armazéns 3, 4 e 5 do Pier Mauá. Confira todas as informações básicas sobre o evento em nossa matéria anterior sobre o Mondial de La Bière 2025.

Valorize as cervejarias locais

Quem viaja para provar cervejas tem uma experiência muito bacana quando se dedica a provar as cervejas locais. Por meio delas, é possível, de certa forma, conhecer a cidade visitada e voltar para casa com uma maior variedade de experiências na mala. Além disso, cervejas locais tendem a estar mais frescas, porque estão mais próximas das fábricas, garantindo mais sabor. 

Se você é do Rio de Janeiro e essas cervejarias são já bastante conhecidas, há sempre a opção de se concentrar nos lançamentos e cervejas exclusivas. Ou ir pela lógica oposta, procurando cervejarias de fora da cidade, como a Dádiva e Dogma, do estado de São Paulo.

Overhop

A Overhop, hoje marca que pertencente ao Brewteco, é uma das cervejarias mais premiadas no MBeer Contest, o concurso de cervejas do Mondial de La Bière. Há cervejas que já são clássicos da marca e sempre valem ser revisitadas. É o caso da Gravioh-lá-lá, uma Catharina Sour com Graviola medalhista de ouro em 2019 e 2021, e da Hazy, uma das primeiras Juicy IPAs do país.

Three Mokeys

Diretamente de Teresópolis, na região serrana do Rio, a Mad Brew deve trazer novidades para o evento (Divulgação / MadBrew)
Diretamente de Teresópolis, na região serrana do Rio, a Mad Brew deve trazer novidades para o evento (Divulgação / MadBrew)

Também muito premiada, a Three Monkeys tem um portfólio super variado para atender todos os gostos. Entre os lançamentos dessa edição do Mondial está a White Chocolate Tripel, uma Belgian Tripel dourada feita com cacau e baunilha, trazendo a impressão de chocolate branco, que se mistura com as notas futadas, como damasco, e condimentadas da cerveja. Também há a On Demand, Session IPA com duplo dry-hopping do lúpulo Simcoe, de aromas cítricos e resinosos, que foi feita exclusivamente para o evento e escolhida pela votação do público por meio do Desafio Mondial no Instagram do evento em julho.

Hocus Pocus

A Hocus Pocus tem sempre um dos estandes mais concorridos do evento. São muitas cervejas e, não raramente, muitos lançamentos. Achei interessante a Hypnagogia, uma Coffee IPA com 7% de álcool; a DBA Mordamir, uma Barley Wine maturada em barris de Bourbon; e para quem gosta de doces, a Ground Yourself, uma Pastry Stout que leva café, cacau e cumaru para simular um Tiramissu. 

Mad Brew

A Mad Brew — que é de Teresópolis, na região serrana do Rio, e tem um taproom em Ipanema —, também estará presente no evento, em que já foi premiada algumas vezes em anos anteriores. Entre as novidades devem estar a Freak Lab 2 (uma Sour, ou seja, cerveja ácida com açaí) e a Maluco Beleza (uma Hop Lager sem álcool), que é ótima pedida para alternar com a água e hidratar o corpo durante o evento. 

Importadas

Eventos grandes também são uma ótima oportunidade para provar cerejas importadas em formato de chope, ou seja, em barris e servida na torneira. São versões normalmente mais frescas que as opções em garrafa e tem muitos fãs — por isso, tendem a acabar rápido. Vale a pena pegar algumas!

Delirium Tremens

Como a Buena Importadora é do Rio de Janeiro, a presença de cervejas clássicas do portfólio da empresa está garantida. Uma das mais procuradas é a Delirium Tremens, uma Strong Blond Ale (ou Strong Golden Ale, como preferir) produzida pela Huyghe Brewery, localizada em Melle, na Bélgica. Há também a versão Delirium Red, com frutas vermelhas, para quem prefere as mais doces.

Pilsner Urquell

A primeira Pilsen do mundo, a Pilsner Urquell, também marcará presença no Mondial de La Bière 2025. Como não é sempre que podemos provar a própria história da cerveja na torneira, vale a pena bater o cartão por lá. Classificada como é Czech Pale Lager (ou Bohemiam Pilsner), é uma Lager icônica, a primeira cerveja clara e dourada do mundo.

Burgse Zot / Straffe Hendrik

Entre os rótulos da Halve Maan que devem estar presentes no Mondial de La Bière no Rio estão as cervejas de linha Burgse Zot Blond e Dubbel (Divulgação)
Entre os rótulos da Halve Maan que devem estar presentes no Mondial de La Bière no Rio estão as cervejas de linha Burgse Zot Blond e Dubbel (Divulgação)

Os produtos da cervejaria Halve Maan, de Bruges, na Bélgica, também são um ótima escolha. Além das cervejas de linha como a Burgse Zot Blond e Dubbel, há cervejas sazonais bem interessantes. A a Xmas Blend é resultado de uma mistura de versões da Straffe Hendrik Quadrupel maturadas em barris de madeiras variadas utilizados previamente em outras bebidas, como whisky e calvados.

High-End

Existem cervejarias conhecidas por testar os limites do universo das cervejas. E seus produtos são muito procurados pelos beer lovers mais inveterados, conhecidos muitas vezes como beer geeks. Mesmo se você não for um deles, vale a pena reservar um momento para conhecer rótulos que vão além do que você está acostumado. Você pode gostar.

Bodebrown

A cervejaria Bodebrown, de Curitiba (PR), é presença garantida no Mondial de La Bière do Rio desde sua primeira edição no Brasil. Chegou a participar também do Mondial de La Bière de Montreal, no Canadá, onde teve até cerveja premiada. Ela deve levar muitas novidades para o evento, como sua linha de maturadas em madeira. Entre os lançamentos, estará a Trooper Brasil IPA 6.6.6 anos, cerveja que comemora seis anos da parceria com a banda Iron Meiden. Trata-se de uma IPA de 5% e amargor comedido, feita com dry-hopping dos lúpulos Sorachi Ace, Amarillo e Sabro, além de nibs de cacau de Ilhéus (BA).

Cervejaria Bodebrown é sempre presença garantida no Mondial de La Bière brasileiro e deve levar novidade da parceria com o Iron Maiden (Divulgação / Bodebrown)
Cervejaria Bodebrown é sempre presença garantida no Mondial de La Bière brasileiro e deve levar novidade da parceria com o Iron Maiden (Divulgação / Bodebrown)

Cozalinda

Quem gosta de cervejas ácidas complexas poderá curtir cervejas da Cozalinda, de Florianópolis (SC), que estará presente no Coletivo Selvagem, ao lado de produtores como Yarum Fermentados (Cássia dos Coqueiros – SP) e Marek (Charqueadas – RS). Um dos destaques é a nova versão da Colonização Europeia, uma cerveja de fermentação espontânea com microorganismos da própria cervejaria e presentes na framboesa adicionada à cerveja. Ela é orgânica e foi foi cultivada por produtores familiares da Serra Catarinense e da regão de Florianópolis. A produção durou 20 meses e a cerveja tem 250 gramas de fruta por litro, além de passagem por barris de carvalho francês.

Dogma

Outra cervejaria que costuma mexer muito com os geeks é a Dogma, da capital paulista, que deve levar uma variada seleção de cervejas para o Mondial de La Bière no Rio. São produtos como The Hops In The Head #12, uma Double Hazy IPA com 8,4% produzida com os lúpulos Mosaic, Citra, Nelson Sauvin, Vista e o concentrado Omni Citra, trazendo aromas e sabores explosivos de manga madura, maracujá fresco e outras nuances cítricas. Mas eles também andam fazendo estilos clássicos muito bem, como uma Dry Stout, cerveja que pode facilmente fazer a felicidade dos fãs do estilo, muito conhecido pela famosa Guinness.

Experimente

De nada adianta ir a um grande festival de cerejas se for para beber só o que você já conhece. Considere se arriscar um pouco, conhecer cervejarias novas e estilos diferentes do que está acostumado. Esse tipo de atitude positiva ajuda a descobrir verdadeiras preciosidades que podem se tornar suas novas prediletas.

E, lembre-se, beba com moderação, procure estar bem alimentado antes das degustações e alterne copos de cerveja com água — ou cerveja sem álcool, se preferir.

Cervejarias participantes do Mondial de La Bière no Rio

  • About Beer
  • Alpendorf
  • Antuérpia
  • Arkan
  • Armonia
  • Blue Moon
  • Bodebrown
  • Brewlab
  • Brewpoint
  • Brewteco
  • Brooklyn
  • Brugse Zot
  • Buena Importadora
  • Cacife
  • Coletivo Selvagem
  • Colina
  • Colonus
  • Coza Linda
  • Culundria
  • Dadiva
  • Delirium
  • Denker
  • Dogma
  • Doutor Duranz
  • Duas Torres
  • Duppapi
  • Duwald
  • Estrella Galicia
  • Farrabier
  • Folivora
  • Fractal
  • Halve Mann
  • Hocus Pocus
  • Indigo
  • Lagunitas
  • Lohn
  • Lumiarina
  • Mad Brew
  • Malteca
  • Maniacs
  • Marek
  • Martelo pagão
  • Matisse
  • Mistura Classica
  • Oceá
  • Odin
  • Órbita
  • Overhop
  • Pakas
  • Penélope
  • Pilsner Urquell
  • Rabugentos
  • Ravache
  • Remembeer
  • Rio Tap Beer House
  • Rota Cervejeira 
  • Roter
  • Sampler
  • Severa
  • Spartacus
  • Straffe Hendrik
  • Sundog Brewing
  • Therezópolis
  • Three Monkeys
  • Tropi
  • Yarun
  • Zuid

Serviço: Mondial de La Bière no Rio

  • Data: 11, 12, 13 e 14 de setembro de 2025
  • Horário: quinta e sexta-feira, das 16h a 0h; sábado, das 14h a 0h; domingo, das 13h às 21h.
  • Local: Armazéns 3, 4 e 5 do Pier Mauá (Av. Rodrigues Alves, 10 — Praça Mauá — Rio de Janeiro – RJ)
  • Como chegar: Dê preferência para o transporte público. Nas estações Central, Carioca e Cinelândia do Metrô Rio faça a integração com o VLT Carioca e salte na Parada dos Navios, bem em frente à entrada do festival.
  • Ingressos e mais informações: no site oficial do Mondial

Música de consumo responsável dá o tom da cerveja em Barretos

A 70ª edição da Festa do Peão de Boiadeiro de Barretos foi um sucesso e teve até música de consumo responsável no palco, cantada por uma dupla sertaneja criada por Inteligência Artificial. Lorena Cristine, jovem promessa sertaneja, dividiu o palco nas noites das sextas-feiras com os “cantores” virtuais Humberto Henrique e Osmar, presentes nos telões. Eles apresentaram ao público a canção inédita “Chama no Equilíbrio”, que convida à hidratação e ao consumo responsável. E isso numa edição histórica. Segundo balanço prévio da organização, o evento teve cerca de 900 mil visitas entre 21 e 31 de agosto no Parque do Peão — que recebeu R$ 20 milhões em melhorias este ano —, mais de R$ 1,5 milhão em prêmios distribuídos na arena esportiva e 130 shows musicais, com aproximadamente 150 apresentações culturais em cinco palcos.

>>> Leia também: 6 cervejas para harmonizar com comidas e atrações do The Town

A ação foi criada para engajar o público e reforçar a mensagem de moderação, explica Rodrigo Moccia, diretor de Relações Institucionais da Ambev. “Acreditamos que moderação é o segredo para o consumo responsável, incentivando que as pessoas se hidratem, se alimentem bem e intercalem com cervejas zero, como a Brahma 0,0%. A ação em Barretos busca estimular um diálogo verdadeiro e necessário no universo sertanejo”, conta.

Consumo responsável como princípio

A ação foi desenvolvida pelo Smart Drinking Lab, o primeiro laboratório de inovação da Ambev focado em moderação e consumo responsável, que já existe há cinco anos. De lá saíram projetos de várias startups como a barrinha comestível On by Beats, que incentiva a ingestão de alimentos, e o aplicativo Flow Voice, que mede o nível etílico pela voz, e o Antecipa, solução pioneira de prevenção de acidentes de trânsito.

Parque do Peão, em Barretos, recebeu recebeu R$ 20 milhões em melhorias este ano  (Crédito: Divulgação / Alisson Demetrio)
Parque do Peão, em Barretos, recebeu recebeu R$ 20 milhões em melhorias este ano (Crédito: Divulgação / Alisson Demetrio)

“A Ambev investiu mais de R$ 1,4 bilhão em seu programa de consumo responsável na última década. Esse programa, que existe há mais de 15 anos, demonstra que a moderação é um compromisso da companhia e que não temos interesse no lucro proveniente do consumo abusivo de álcool”, diz Moccia.

A música e a formação da dupla foram resultados de um processo criativo colaborativo que combinou a inventividade humana com o suporte da Inteligência Artificial. A iniciativa é assinada pela Cooler DVT para a Ambev, em parceria com o Instituto de Compromisso com o Desenvolvimento Humano (ICDH).

“Para a Ambev, a sustentabilidade também se manifesta através da inovação e da diversificação do portfólio. A companhia aprimora as cervejas zero, como a Brahma 0,0%, e oferece opções para que o consumidor tenha mais liberdade de escolha e possa buscar um estilo de vida mais equilibrado”, completa Moccia.

Além da ação de consumo responsável, a Ambev lançou sete latas de Brahma com rótulos especiais para comemorar as sete décadas do evento (Crédito: Divulgação)
Além da ação de consumo responsável, a Ambev lançou sete latas de Brahma com rótulos especiais para comemorar as sete décadas do evento (Crédito: Divulgação)

A Brahma é parceira do evento há 40 anos e celebrou a edição de número 70 com experiências exclusivas e com lançamento de sete latas comemorativas que representam cada década do evento. A marca também apresentou uma coleção de moda sertaneja em parceria com a TXC.

Entrevista: “A indústria da cerveja no Brasil é forte cultural, econômica e socialmente”

Apesar do cenário desafiador no mercado global, a indústria cervejeira do Brasil está seguindo em rota própria. Aqui o setor demonstra resiliência, e segundo dados do Anuário 2025, mantém a produção estável e continua expandindo o número de cervejarias, que cresceu 5,5% no último ano. Para o presidente executivo do Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja (Sindicerv), Márcio Maciel, a força cultural da bebida no país, sua capilaridade — presente em todos os estados e em 790 municípios —, e a geração de 2,5 milhões de empregos explicam boa parte dessa vitalidade. Some-se a isso o crescimento das pequenas cervejarias, cada vez mais associadas ao movimento “beba local, beba melhor”, e a variedade de estilos que democratizam o consumo entre diferentes faixas de renda.

>>> Leia também: Infográfico: confira o retrato da cerveja no Brasil em números

Em entrevista ao Guia da Cerveja, Márcio analisa os dados do Anuário da Cerveja 2025 e aponta tendências que já moldam o futuro do setor, como o avanço das cervejas sem álcool e a premiunização. Ele também destaca os principais desafios, entre eles a reforma tributária, que pode definir a competitividade do setor nos próximos anos, além do potencial de crescimento em regiões como Norte e Nordeste. 

O setor de cerveja internacionalmente vive um momento desafiador, mas o Anuário da Cerveja 2025 mostra que no Brasil houve crescimento no número de cervejarias e a produção se manteve estável. Quais são os pontos fortes da indústria cervejeira brasileira que explicam essa resiliência? 

O Brasil vive uma realidade distinta de países como a Alemanha, que têm registrado queda de produção. Aqui, a indústria cervejeira é forte cultural, econômica e socialmente, está presente em todos os estados, emprega 2,5 milhões de pessoas e gera renda local, com 90% do valor agregado permanecendo nas comunidades, segundo a FGV. Isso garante resiliência e valorização por parte do consumidor.

Outro ponto importante é o crescimento sólido das pequenas cervejarias, que, mesmo enfrentando dificuldades típicas do empreendedorismo no país, seguem se expandindo e se associando à cultura local, com eventos e o movimento “beba local, beba melhor”. Essa proximidade reforça os laços entre cerveja e comunidade.

Há ainda a questão histórica. Desde as primeiras cervejarias no Brasil, a bebida está ligada à cultura, ao clima e aos momentos de celebração do brasileiro. A variedade de estilos disponíveis permite atender diferentes faixas de renda, tornando o produto acessível e democrático. Somado ao cenário que estamos vivendo atualmente de maior empregabilidade e renda, acho que isso explica por que o mercado brasileiro não está em crise, mas sim está maduro, exigindo das empresas adaptação às novas demandas, como premiunização e produção de bebidas locais. 

Acredita que o perfil do consumidor brasileiro é muito diferente do europeu? 

O Brasil tem uma cultura de moderação muito forte no consumo de álcool se comparado com outros mercados. Aqui a gente tem regras muito rígidas sobre beber e dirigir, não vender bebidas para menores de 18 anos, com criminalização para isso. E por que estou falando isso? Porque quando você pega um país como a Alemanha, que é muito menor que o Brasil, tanto em população quanto espaço, você vê que o consumo per capita deles de cerveja é maior que o brasileiro. Estou fazendo uma reflexão aqui, não tenho nenhum dado sobre isso. Mas acredito que talvez essa queda de consumo possa ser reflexo da mudança de um comportamento, de mudar um consumo não tão moderado. 

Outro dado que se destaca no anuário é o crescimento da produção de cerveja sem álcool no Brasil. Como você enxerga esse movimento? É um novo segmento que se expande ou uma forma de as cervejarias compensarem a desaceleração da venda da cerveja tradicional?

A cerveja sem álcool existe no Brasil desde os anos 1990, mas só recentemente ganhou força com novas tecnologias que melhoraram muito a qualidade. O salto de 500% que o anuário mostra confirma uma tendência que já vinha aparecendo nas pesquisas de consumo. Mas a gente não enxerga isso como sendo o futuro da indústria cervejeira, mas ela é uma parte desse futuro, entende? Está crescendo, mas ainda é um nicho, e nossa expectativa é que ambos os produtos, com e sem álcool, possam seguir caminhando lado a lado.

Outra questão interessante é o valor. A zero já pode ser encontrada quase no mesmo preço da cerveja de linha. Isso é uma novidade porque era um pouco mais cara antes. Então esse crescimento casa muito com a discussão de moderação, porque a cerveja zero é um convite para passar mais tempo celebrando e socializando com os amigos. Por que no final das contas cerveja é isso, né? Celebração. Então agora eu não preciso ser o cara da água, do refrigerante que não vou beber, posso ter uma opção que te deixa conduzir o veículo depois, que te permite intercalar entre a cerveja tradicional com a cerveja zero, enfim, traz outras possibilidades de consumo.

A reforma tributária é um tema central para a indústria cervejeira. Quais pontos você considera mais importantes para serem defendidos pelo setor?

Para Maciel a cerveja sem álcool está crescendo, "mas ainda é um nicho, e nossa expectativa é que ambos os produtos, com e sem álcool, possam seguir caminhando lado a lado" (Crédito: Divulgação / Sindicerv)
Para Maciel a cerveja sem álcool está crescendo, “mas ainda é um nicho, e nossa expectativa é que ambos os produtos, com e sem álcool, possam seguir caminhando lado a lado” (Crédito: Divulgação / Sindicerv)

A primeira é você não ter aumento de carga tributária porque a nossa cadeia da cerveja paga a maior taxa da América Latina. Estamos falando de 56% do preço final da cerveja em média ser imposto. E é uma indústria que está presente em todos os estados do Brasil, gerando muito emprego. Ou seja, já é uma indústria que é bem penalizada e que na reforma vai pagar mais imposto do que todo mundo que não está lá no imposto seletivo.

O segundo ponto: esperamos que o crescimento de pequenas cervejarias no Brasil seja estimulado na reforma por meio do tratamento diferenciado para pequenos produtores. Isso é uma pauta que a gente defende também desde o início, de que pequenos produtores não paguem o mesmo imposto do que as gigantes. E o terceiro ponto é garantir que durante o período de transição da reforma, de 2026 até 2032, que você mantenha o mesmo nível de carga tributária, ou seja, que o nosso imposto seletivo vá subindo até a alíquota de equilíbrio ao longo da transição. Porque se já começar no valor cheio, quando começar a transição do ICMS, o pessoal vai querer aumentar a nossa carga. 

O anuário também mostrou que apenas 1% das cervejarias respondem por quase 50% da produção, e que 5% concentram praticamente tudo. Como você avalia esse cenário? Ainda dependemos muito das gigantes do setor?

Eu não diria que é dependência, mas uma característica do setor cervejeiro, no mundo todo é assim. Alimentos e bebidas são produtos de baixo valor agregado, então você ganha renda com escala. Por mais que existam países com maior representatividade das artesanais, de forma geral o grosso da produção está concentrado nos quatro grandes grupos do ocidente, que são a AB InBev, a Heineken, a Carlsberg e a Molson Coors. Então isso é uma característica geral do mercado.

E um lado positivo disso no Brasil é que as grandes cervejarias permitem maior distribuição. Você não precisa ter fábrica de todas as cervejarias em todos os estados para que aquele consumidor possa ter uma variedade de cerveja grande. O custo de distribuição no Brasil é gigantesco. Então, as grandes permitem que uma pessoa no Acre tome uma Lagunitas, que uma pessoa no Amapá tome uma Corona, enfim, além das regionais específicas de cada lugar. Algumas cervejas que começaram com produção pequena e artesanal, como Baden Baden, Colorado, hoje são distribuídas nacionalmente. Tem uma competitividade benéfica para o ecossistema cervejeiro. Então a gente enxerga com naturalidade essa questão da concentração, mas acredita ao mesmo tempo que existe um espaço gigantesco de crescimento das pequenas, especialmente se a Reforma Tributária favorecer isso. 

Outro ponto foi a exportação, que cresceu principalmente para países vizinhos da América Latina, como Paraguai, Bolívia, Uruguai, Chile e Cuba. Como avalia esse movimento?

Acho que pode ser um caminho interessante. Mas é aquele negócio, cerveja não gosta de viajar muito. Então, não podemos nos comparar com a indústria exportadora de carne, de soja, mercados completamente diferentes. Mas acho que temos um grande potencial de volume de exportação para países próximos, do Mercosul, especialmente pela alta qualidade das cervejas que temos aqui. 

Que outro dado do anuário 2025 você destacaria?

"Aqui, a indústria cervejeira é forte cultural, econômica e socialmente, está presente em todos os estados, emprega 2,5 milhões de pessoas e gera renda local, com 90% do valor agregado permanecendo nas comunidades", diz o presidente executivo do Sindicerv (Crédito: Sindicerv / Divulgação)
“Aqui, a indústria cervejeira é forte cultural, econômica e socialmente, está presente em todos os estados, emprega 2,5 milhões de pessoas e gera renda local, com 90% do valor agregado permanecendo nas comunidades”, diz o presidente executivo do Sindicerv (Crédito: Sindicerv / Divulgação)

A capilaridade do setor é um fator bem importante. Estamos com 790 municípios com cervejarias e isso diz muito sobre o setor, especialmente quando você pensa em capacidade de geração de emprego. A indústria cervejeira é uma indústria que leva emprego para os quatro cantos do país e para o interior. E isso traz muita relevância para o setor. Também tem o potencial de crescimento nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Especialmente o Nordeste, que teve um aumento de 16%. O nordestino gosta muito de cerveja, e tem um potencial de crescimento muito bom lá. Então, esperamos que esse crescimento continue nos próximos anos. 

O Brasil vive atualmente um momento político histórico, em que um ex-presidente está sendo julgado por tentativa de golpe de estado. De que forma essa agitação política pode impactar o setor cervejeiro? 

Acho que esses momentos dificultam um pouco o andamento de alguns processos importantes, como implementação da reforma tributária, de ajuste fiscal, de necessidade de geração de empregos. E quando você não tem previsibilidade nas regras, é ruim para todo mundo porque o custo de investir fica mais alto. Mas acho que apesar de estarmos passando por um momento político conturbado, não existe uma crise institucional, como já vimos em outros momentos. Então, a gente tem plena confiança que temos maturidade política, democrática e institucional para evitar que ruídos políticos afetem os negócios no Brasil. E, especialmente, o direito do brasileiro de tomar sua cerveja no happy hour com seus amigos ao final do dia.

Encontro da Lata 2025: sustentabilidade, inovação e mercado serão temas centrais

Em um momento em que o Brasil se consolida como o terceiro maior mercado de latas de alumínio do mundo, com um recorde histórico de 34,8 bilhões de unidades comercializadas em 2024, a Associação Brasileira da Lata de Alumínio (Abralatas) prepara o Encontro da Lata 2025. O evento, que chega a 5ª edição, acontece no dia 5 de novembro, no espaço Villa Blue Tree, em São Paulo (SP), e reunirá lideranças empresariais, autoridades públicas e especialistas em inovação e sustentabilidade.

“O Encontro da Lata chega à sua 5ª edição consolidado como um espaço de referência para o setor. As edições anteriores contribuíram significativamente para o fortalecimento do mercado de latas de alumínio para bebidas, promovendo a troca de experiências, a aproximação entre empresas e fornecedores, além de estimular debates sobre inovação e sustentabilidade”, diz a Abralatas.

>>> Leia também: Do Grão ao Gole: Ambev promove congresso sobre a cadeia cervejeira em setembro

Entre os resultados concretos do evento, destacam-se a ampliação de parcerias estratégicas, a disseminação de boas práticas de produção e gestão e o fomento a projetos colaborativos que impactaram positivamente toda a cadeia produtiva.

Encontro da Lata 2025

Cátilo Cândido, presidente executivo da Abralatas (Crédito: Divulgação / Abralatas)
Cátilo Cândido, presidente executivo da Abralatas (Crédito: Divulgação / Abralatas)

A programação, que contará com tradução simultânea em português e inglês, traz sete palestras sobre os principais desafios e oportunidades do setor. Entre os destaques estão painéis como “Descarbonizar é Liderar: O Caminho do Setor pela Sustentabilidade” e “Economia Circular 2030: Responsabilidade Compartilhada em Ação”, que dialogam diretamente com a agenda ambiental global que estará em discussão também em novembro na COP30, em Belém. Além das discussões estratégicas, o encontro contará com estandes interativos, ativações de patrocinadores e oportunidades de networking. 

A programação traz ainda palestras e discussões sobre inovação, responsabilidade compartilhada, tendências de consumo e de mercado, comunicação com o consumidor e desafios regulatórios. “Ao reunir diferentes elos da nossa cadeia produtiva, promovemos um espaço qualificado de diálogo, colaboração e visão de futuro, destacando a lata como solução concreta para os desafios da atualidade”, afirma Cátilo Cândido, presidente executivo da Abralatas. 

As solicitações de inscrições são gratuitas e podem ser feitas pelo site oficial do evento.

O Encontro da Lata 2025 conta com o patrocínio da AkzoNobel, ECOLAB, Quaker Houghton, Sherwin Williams e Stolle Machinery. Além disso, tem apoio institucional da Associação Brasileira de Aerossóis (ABAS); da Associação Brasileira de Embalagem de Aço (ABEAÇO); Associação Brasileira das Indústrias de Refrigerantes e de Bebidas não Alcoólicas (ABIR); Associação Brasileira de Bebidas (ABRABE); Associação Brasileira da Cerveja Artesanal (Abracerva); da Associação Brasileira de Embalagem (ABRE); da Associação Nacional dos Catadores e Catadoras de Materiais Recicláveis (ANCAT); Associação Brasileira da Indústria da Cerveja (CERVBRASIL); Instituto Brasileiro da Cachaça (IBRAC); e do Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja (SINDICERV).

Além das discussões estratégicas, o encontro contará com estandes interativos, ativações de patrocinadores e oportunidades de networking (Crédito: Abralatas / Divulgação)
Além das discussões estratégicas, o encontro contará com estandes interativos, ativações de patrocinadores e oportunidades de networking (Crédito: Abralatas / Divulgação)

Confira a programação completa

  • 08h30 – Credenciamento
  • 08h30 – Abertura dos stands/ativações
  • 09h00 – Café com lideranças exclusivo Stolle Machinery
  • 09h00 – Welcome coffee
  • 10h00 – Abertura do congresso
  • 10h15 – A lata fala! O desafio da comunicação com consumidores
  • 11h00 – Descarbonizar é liderar: o caminho do setor pela sustentabilidade
  • 12h00 – Almoço
  • 14h00 – Inovações na indústria de lata de alumínio
  • 14h45 – Economia circular 2030: responsabilidade compartilhada em ação
  • 15h30 – Aliança global: o papel das associações na indústria da lata de alumínio
  • 16h15 – Coffee break
  • 17h00 – O futuro da lata pelos fabricantes de bebidas
  • 17h45 – Perspectivas para a indústria da lata de alumínio
  • 18h30 – Encerramento do congresso
  • 19h00 – Encerramento dos stands/ativações
  • 19h00 – Coquetel
  • 22h00 – Encerramento do evento

Serviço: Encontro da Lata 2025
Data: 5 de novembro Local: Vila Blue Tree (Rua Castro Verde, 266 — Jardim Caravelas — São Paulo)
Horário: 8h30 às 22h
Idiomas: Português e Inglês (com tradução simultânea)
Inscrições: Entrada gratuita, mediante inscrição no site oficial e aprovação prévia.

Modelos de negócios de cerveja e formas societárias: brewpub, licenciamento e franquias

O movimento das cervejas artesanais cresceu na última década e levou muitos apaixonados a transformarem um hobby em negócio. Na hora de tirar um projeto do papel, no entanto, é comum surgirem dúvidas sobre qual é a melhor forma societária e qual dos modelos de negócios de cerveja adotar. As escolhas têm impacto direto na carga tributária, nas obrigações acessórias e no grau de risco assumido pela empresa.

O primeiro passo é definir a natureza jurídica da cervejaria. A maioria das microcervejarias começa como Sociedade Limitada (LTDA) ou como Sociedade Limitada Unipessoal, formas que resguardam o patrimônio dos sócios e permitem aderir ao Simples Nacional quando o faturamento anual é inferior a R$ 4,8 milhões. Há ainda a possibilidade de constituir uma Sociedade Anônima (S.A.), modelo que facilita a entrada de investidores, mas exige governança robusta, e Cooperativas, que podem ser interessantes para grupos de produtores organizados em um mesmo bairro ou região.

>>> Leia também: Conheça os impactos do Imposto Seletivo no setor cervejeiro

Independentemente da forma escolhida, é essencial elaborar contrato ou estatuto social com cláusulas claras sobre capital social, distribuição de lucros, responsabilidades e retirada de sócios. Ainda, é preciso simular cenários, identificar a base legal e só então optar pelo regime mais adequado. Uma decisão precipitada pode trazer problemas lá na frente.

Brewpub

Definida essa etapa, é preciso escolher um dos modelos de negócios de cerveja. Nesse passo, há diversas possibilidades. Um exemplo é o brewpub, modelo muito difundido no exterior e que vem ganhando espaço no Brasil. Trata-se de um estabelecimento que produz e vende a própria cerveja no mesmo local, normalmente acompanhado de um bar ou restaurante. Além de proporcionar uma experiência de consumo diferenciada, o brewpub permite testar receitas em lotes menores e obter margens mais interessantes, uma vez que a venda é direta ao consumidor final.

Do ponto de vista legal, o brewpub continua sendo uma fábrica, ainda que a venda ocorra no mesmo endereço. Por isso, deve atender às exigências do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) e da vigilância sanitária, obter o registro de estabelecimento e de produto. Também precisa recolher IPI e ICMS, embora, se enquadrado como microempresa ou empresa de pequeno porte, possa optar pelo Simples Nacional e aproveitar a simplificação na apuração e no pagamento dos tributos.

Cervejaria cigana

Outro formato muito utilizado, principalmente por quem quer iniciar sem muitos investimentos em estrutura e equipamento, é o das chamadas “cervejarias ciganas”. Nesse modelo de negócio, a cervejaria não possui equipamento próprio e contrata outra fábrica para produzir sua cerveja, podendo ou não fornecer insumos. Quando o contratante fornece todos os ingredientes e apenas usa a estrutura alheia, ele se aproxima do conceito de locação de espaço; porém, quando fornece também receita, rótulo e assume o controle da produção, é considerado fabricante para fins fiscais e precisa recolher os tributos devidos. Isso afeta a opção pelo Simples, as alíquotas de PIS/Cofins e de IPI, além da possibilidade de utilização de crédito do ICMS. Outro cuidado é a definição clara no contrato sobre responsabilidade por qualidade, conformidade sanitária e propriedade intelectual da receita.

Uma alternativa para quem deseja expandir a marca sem investir em novas fábricas ou bares é o licenciamento de marca. Nesse caso, a detentora da marca autoriza terceiros a utilizá-la em seus produtos ou pontos de venda mediante pagamento de royalties. O licenciante não transfere tecnologia nem fornece estrutura operacional; o contrato foca no uso do nome, da identidade visual e, eventualmente, de receitas específicas.

O licenciamento gera receita para a licenciadora que normalmente é tributada como royalties e aluguel de marca para fins de IRPJ e CSLL. Há incidência de PIS/Cofins sobre essa receita e, em muitos municípios, de ISS, por se tratar de cessão de direitos. Para proteger a marca, é indispensável registrar-se no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) e prever cláusulas de confidencialidade, padrões de qualidade e fiscalização para evitar que produtos de baixa qualidade prejudiquem a reputação da cervejaria.

Franquia

Vale fazer um registro também ao sistema de franquias. Ele difere do licenciamento porque envolve a transferência de know-how, métodos de operação, treinamento e suporte contínuo. Em vez de apenas ceder a marca, o franqueador comercializa um modelo de negócio completo, incluindo layout, softwares de gestão, fornecedores homologados e padrão de atendimento. Para evitar litígios, a lei determina que o franqueador entregue a Circular de Oferta de Franquia (COF) com informações financeiras, obrigações contratuais e balanços dos últimos anos.

Outros modelos de negócios de cerveja

Além dos modelos citados, existem formatos híbridos, como associações de brewpubs que compartilham equipamentos em cooperativa ou sociedades de propósito específico para abrir bares e tap houses. Há ainda a possibilidade de “joint ventures” entre fabricantes e distribuidores, que podem otimizar logística e expandir mercados.

A escolha do modelo societário e do formato de negócio é estratégica. Não existe solução universal. Enquanto um brewpub privilegia a experiência e a venda direta, a franquia oferece escala e replicabilidade; o licenciamento permite ganhos de marca com baixo investimento e a cervejaria cigana reduz o custo de entrada. O importante é planejar com antecedência, analisar cenários e buscar assessoria especializada para evitar surpresas desagradáveis. Afinal, planejar e identificar o melhor modelo de negócio e regime fiscal são atitudes que evitam multas e litígios e garantem mais eficiência e competitividade.


Clairton Gama é advogado e sócio do escritório Kubaszwski Gama Advogados Associados. Possui mestrado em Direito pela UFRGS e é especialista em Direito Tributário pelo IBET. Além disso, é cervejeiro caseiro.

Menu Degustação: Abracerva realiza etapa Sul do Conexão Cerveja Brasil em Porto Alegre

A Abracerva (Associação Brasileira de Cerveja Artesanal) realiza em Porto Alegre, de quinta a sábado (10 a 13 de setembro), a etapa Sul do Conexão Cerveja Brasil, road show cervejeiro que inclui o Congresso Cerveja Brasil, um festival aberto ao público, e a 5ª Copa Cerveja Brasil, que selecionará os melhores rótulos da região para a final nacional. Os julgamentos técnicos acontecem nos dias 10 e 11 na Cervejaria 4Beer, com especialistas avaliando amostras às cegas, enquanto o congresso será realizado no dia 12, no Instituto Caldeira, com inscrições gratuitas mediante doação de 1 kg de alimento.

>>> Leia também: Mondial de La Bière 2025: tudo o que você precisa saber para curtir o evento a partir do dia 11

Leia também nesse Menu degustação: cursos online gratuitos da Abracerva; Heineken 0.0 é a preferida em São Paulo; Amstel patrocina Coala Festival 2025; Bodebrown lança Trooper Brasil IPA 6.6.6. Anos; Belfort desfalca Spaten Fight Night 2 e muito mais.

Porto Alegre recebe Conexão Cerveja Brasil

A partir da próxima quinta-feira (10) até sábado (13), Porto Alegre (RS) recebe a etapa Sul do Conexão Cerveja Brasil, da Abracerva. O evento inclui a etapa regional do concurso, festival de cervejas e o Congresso Cerveja Brasil, aberto ao público. Ele terá sete palestras técnicas sobre tendências e inovações do setor e um painel de debate sobre o mercado cervejeiro, com apoio de empresas como Sebrae, Hop France e Lallemand. 

No sábado (13), a cerimônia de premiação da Copa Cerveja Brasil integra o Festival Cerveja Brasil, que reunirá 11 cervejarias artesanais, incluindo Babel, Delta, Figueira e Sapatista, consolidando o evento como um dos principais encontros do setor no Sul do país.

Cursos gratuitos sobre mercado cervejeiro em setembro

Começou esta semana uma série de cursos online e gratuitos como parte do projeto Conexão Cerveja Brasil, da Abracerva. Trata-se de uma série de cursos online e gratuitos como parte do projeto Conexão Cerveja Brasil, que reúne especialistas em cinco áreas do setor: Jurídico, Comercial, Gestão, Marketing e Hospitalidade e Serviço. As aulas são transmitidas ao vivo pelo Google Meet, sempre das 19h30 às 21h30, sem necessidade de inscrição prévia. O acesso é pela landing page da Abracerva.

A programação, que já contou com palestras do advogado tributarista Marcos Moraes e do advogado André Lopes, segue no dia 16 com o curso “Precificação da cerveja”, ministrado por Filipe Bortolini e Vitor Pritsch; nos dias 18 e 19, Aline Ferreira aborda marketing e presença digital; e nos dias 25 e 26, Francesca Sanci encerra a série com foco em hospitalidade e serviço. Patrocinado por Sebrae, Globalfood, Hop France e Lallemand, com apoio da Academia da Cerveja e Abralatas, o projeto complementa o circuito presencial do Conexão Cerveja Brasil, que neste mês terá etapa em Porto Alegre entre 10 e 13 de setembro.

Heineken 0.0 é a preferida em São Paulo

A Heineken 0.0 foi eleita pelos paulistanos como a marca de cerveja sem álcool preferida, segundo pesquisa realizada pelo Datafolha em abril de 2025 e divulgada na revista “O Melhor de São Paulo”, da Folha de S. Paulo. A pesquisa ouviu mil pessoas das classes A e B, e a Heineken 0.0 conquistou 40% da preferência na categoria, que entrou pela primeira vez no ranking. Produzida com a mesma receita e ingredientes naturais da Heineken tradicional, a versão zero álcool passa por extração do álcool apenas na etapa final, mantendo o sabor característico da marca. Criada em 2017 na Holanda, a Heineken 0.0 chegou ao Brasil em 2020 e já se consolidou como a cerveja zero álcool mais vendida no país, segundo dados da NielsenIQ, além de ter sido eleita a cerveja mais amada do Brasil por quatro anos consecutivos. Para o Grupo HEINEKEN, que tem no Brasil seu maior mercado e produz suas bebidas com energia renovável, o reconhecimento reforça a relevância da marca, seu compromisso com qualidade e inovação, e a conexão com consumidores que buscam estilo de vida equilibrado.

Ambev leva água potável a aldeia no Acre

A Ambev ampliou seu apoio às comunidades indígenas da Aldeia Mutum, no Acre, instalando cinco novas Estações de Água Segura (EAS) em parceria com a startup Água Camelo, beneficiando cerca de 800 pessoas. A ação ocorreu durante o Festival Mariri Yawanawá, que também contou com um sistema móvel de abastecimento com 20 galões de 20 litros, garantindo água potável em todas as áreas do evento. A iniciativa faz parte do projeto Água AMA, que já impactou mais de 3 milhões de brasileiros em comunidades vulneráveis e reverte 100% do lucro da marca em projetos de acesso à água. Desde 2022, a aldeia conta com centrais de distribuição de alta vazão e kits de tratamento, reforçando o compromisso da Ambev com saúde e dignidade em territórios indígenas.

Heineken Masters 2025 anuncia nova edição

O Grupo HEINEKEN lança a edição 2025 do Heineken Masters, programa que reconhece e capacita bares e restaurantes em todo o Brasil para eleger a melhor casa de chope do país, reforçando a excelência da experiência Heineken®. Com base na metodologia global Ritual Star Quality, os estabelecimentos participantes recebem treinamentos presenciais e são avaliados em critérios como tiragem, apresentação, ambiente, serviço e percepção do consumidor. Ao final, os dez melhores recebem premiações em dinheiro, sendo que o grande vencedor recebe R$ 20 mil e uma viagem a Amsterdã com acompanhante. A primeira edição, realizada em 2024, envolveu 60 bares de 10 estados, consagrando o Doctor Beer, de Marília (SP), como melhor casa de chope, e teve impacto direto nas vendas, com aumento médio de 25% no volume de chope vendido entre maio e julho. A iniciativa do Grupo HEINEKEN busca elevar o padrão técnico do setor, capacitar profissionais e oferecer aos consumidores o chope perfeito, consolidando a marca como parceira estratégica dos estabelecimentos em todo o país.

Ambev inicia novo ciclo do programa VOA com 80 organizações

A Ambev deu início, em agosto, a um novo ciclo do programa de voluntariado VOA, que oferecerá formação e mentoria a 80 organizações sociais de 22 estados brasileiros que atuam com empregabilidade, empreendedorismo, educação e geração de renda, impactando mais de 230 mil pessoas. A iniciativa, realizada em parceria com a Ago Social, terá nove meses de duração, com trilha formativa, videoaulas, encontros presenciais, mentorias estratégicas e desenvolvimento de projetos práticos. Além das entidades selecionadas, o programa também disponibilizará conteúdos para organizações não contempladas e promoverá ações de engajamento e mapeamento de ONGs que já participaram do VOA. Criado há sete anos, o projeto soma mais de 30 mil horas de mentoria voluntária e já beneficiou mais de 10 milhões de pessoas em todo o país.

Amstel renova parceria com o Coala Festival 2025

Parceira do Coala Festival desde 2019, a Amstel será novamente a cerveja oficial do evento, que acontece de até domingo (7) no Memorial da América Latina, em São Paulo, com shows de Liniker, Black Alien, Caetano Veloso, Cidade Negra, Marina Sena e outros artistas. A marca, que integra o portfólio do Grupo HEINEKEN, prepara ativações especiais, como uma varanda exclusiva para convidados, chopeiras de autoatendimento, o Bar Praya aberto ao público e a linha de drinks prontos Amstel Vibes, nos sabores Lemon e Strawmellon. O festival também terá opções da Lagunitas, ampliando a variedade de bebidas disponíveis.

Bodebrown lança Trooper Brasil IPA 6.6.6. Anos

A cervejaria curitibana Bodebrown celebra neste sábado (6) os seis anos da Trooper Brasil IPA, criada em parceria com o Iron Maiden, com o lançamento de uma edição especial em garrafas de 330 ml numeradas e caixa temática. A novidade, chamada Trooper Brasil IPA 6.6.6. Anos, será apresentada no Trooper Day, evento gratuito realizado na fábrica das 9h às 19h, com três shows de heavy metal, gastronomia, espaço kids, área pet friendly e dez chopes tirados diretamente dos tanques, além de mais de 30 rótulos em garrafas e latas. A cerveja, lançada originalmente em 2019 com receita que combina nibs de cacau de Ilhéus e três tipos de lúpulo, estará disponível também no site da Bodebrown e em revendas pelo país.

Vitor Belfort desfalca Spaten Fight Night 2

O Spaten Fight Night 2, programado para 27 de setembro em São Paulo, terá uma mudança de última hora: Vitor Belfort não enfrentará Wanderlei Silva na luta principal após ser diagnosticado com concussão cerebral grau 3, sofrida durante treinos preparatórios. Uma junta médica brasileira e americana recomendou que Belfort não retorne aos ringues ainda este ano, e a revanche entre os dois está reprogramada para 2026. A organização do evento anunciou que o substituto de Belfort será divulgado no domingo, 7 de setembro, e garantiu que a escolha seguirá critérios técnicos para atender às expectativas do público. Apesar da ausência, o evento black tie, com transmissão nacional pela Globo, Canal Combate e Globoplay, manterá o restante do card. Isso inclui Beatriz Ferreira defendendo o título mundial de boxe peso-leve contra Maira Moneo, Hebert Conceição e Yamaguchi Falcão disputando o cinturão brasileiro de boxe peso médio. Além disso, Thiago Manchinha enfrenta Wanderson Barcellos em combate de MMA. Tanto Belfort quanto Wanderlei Silva se manifestaram sobre a situação, enfatizando a prioridade à saúde e a expectativa de futura revanche.

Encontro Cervejeiro no Mercado de Origem

No próximo sábado, 13 de setembro, a partir das 14h, o Mercado de Origem, no bairro Olhos d’Água, em Belo Horizonte, promove mais uma edição do Encontro Cervejeiro, com entrada gratuita. O evento reúne mais de 40 rótulos de cervejas especiais e premiadas, incluindo destaques como OG American IPA, 1589 Munich Dunkel e Jairo’s Fest – Märzen, além de rótulos de cervejarias como Verace, Krug, Salute, Villa Alemã, Mills e Colt. A programação inclui apresentações das bandas Cash e Odeteh, do cantor João Guimarães e de DJs, além de estandes de vinil, flash tattoo e moda. O público também poderá aproveitar as opções gastronômicas do Mercado de Origem durante o encontro. Mais informações estão disponíveis no Instagram @mercadodeorigem.

Piracaia terá segunda edição da Bier Fest em outubro

A cidade de Piracaia (SP) recebe de 17 a 19 de outubro a segunda edição da Bier Fest, promovida pela cervejaria artesanal Rolfsen Bier em parceria com a Pira na Vibe. Realizado na sede da cervejaria, instalada em um prédio histórico de 1910 no centro da cidade, o evento terá sua programação principal no sábado (18), das 14h à meia-noite, com shows de bandas e DJs, apresentações culturais, comidas típicas da culinária alemã, espaço kids e desafios cervejeiros com brindes. No domingo, haverá tour com degustação e harmonização. A Bier Fest conta com patrocínio de empresas locais, apoio de entidades como COMTUR Piracaia e CervBrasil/InovaCerv, e ingressos já estão disponíveis na plataforma Sympla.

Brewteco leva boteco carioca ao Mondial 2025

A rede de bares carioca Brewteco marcará presença no Mondial de la Bière 2025, que acontece de 11 a 14 de setembro no Pier Mauá, com uma operação que reúne 48 torneiras de chope, experiências imersivas e ativações inéditas. A Kombi do Brewteco, no Pavilhão 3, trará oito torneiras com rótulos selecionados para o festival, enquanto o estande da parceira Overhop, no Pavilhão 5, apresentará dez receitas premiadas, incluindo o retorno da Aeternum. O destaque será o “Brewteco Experience”, espaço de 20 metros com 30 torneiras, loja de produtos exclusivos e degustação guiada comandada pelo sommelier Tom Lima. Um truck gastronômico na área externa completará a experiência, reforçando a proposta de levar ao público a atmosfera descontraída das casas da marca.

Way Beer realiza Festa Brasileira

A Way Beer promove no dia 13 de setembro, a partir das 13h, a “Festa Brasileira” em sua fábrica em Pinhais (PR), evento que celebra a cultura nacional com música, gastronomia e cerveja artesanal. A programação inclui shows de Wes Ventura, Baile Brasa, Tripkalia e Denorex 80, 30 torneiras de chope com diversos estilos da marca e o relançamento da “Cerveja BRASILEIRA”, uma lager produzida com maltes da Maltaria Gourmet Malz (PR) e lúpulos da Lúpulo da Ribeira (SP). A gastronomia típica contemplará pratos de todas as regiões do país, enquanto o Espaço Kids oferecerá oficinas e atividades para crianças. Os ingressos estão disponíveis pelo Sympla a partir de R$40, e o evento também terá drinks com sabores tropicais e decoração temática, reforçando a proposta de celebrar a diversidade da cultura e da cerveja brasileira.

6 cervejas para harmonizar com comidas e atrações do The Town

A 2ª edição The Town, maior festival de música, cultura e arte de São Paulo, começa neste sábado (6) e domingo (7), com muitos shows de artistas, bandas e grupos nacionais e internacionais. Só que o evento deve ser muito mais do que apenas música. Ele promete uma verdadeira experiência, com inúmeras atrações, gastronomia e bebidas, como a cerveja. E a Eisenbahn, cerveja oficial e patrocinadora master do festival este ano, aposta em uma estrutura robusta, com megaoperação inédita, para levar seus seis estilos — Pilsen, Pilsen Unfiltered, Pale Ale, Weizenbier, Session IPA e American IPA — ao público. Além disso, Lagunitas, Heineken 0.0 e Amstel Vibes (bebida “read to drink”) completam as opções de bebidas que fazer parte do portfólio do Grupo HEINEKEN no evento.

O Guia fez, então, um exercício criativo de imaginar seis harmonizações de algumas dessas cervejas com comidas, shows e atrações para você curtir no The Town. Escolha a sua opção preferida, ou mais de uma, e divirta-se!

>>> Leia também: Guinness e Carlsberg aquecem temporada 2025 do futebol europeu

Weizenbier com menu “MPB Contemporânea & Saudável” no Market Square

Se você quer comer algo no The Town vale a pena visitar o Market Square, área gastronômica do evento de 1,2 mil metros quadrados e que este ano conta com a curadoria do chef Henrique Fogaça. O espaço terá seis estações gastronômicas e o Bar da Eisenbahn em um ambiente climatizado, coberto e confortável. Além disso, lá também estará o Beer Garden, que sozinho ocupa 500 metros quadrados e é uma atração inédita do evento. Ele também terá uma varanda com mesas e vista para a Cidade da Música, ideal para esticar as pernas e reabastecer o copo.

É nesse espaço que você vai encontrar um dos cinco Beer Walls, verdadeiros paredões com torneiras de chope no esquema de autoatendimento abastecidos com todos os seis estilos de Eisenbahn. Não vai ser difícil encontrar um estilo de Eisenbahn para harmonizar com as seis opções de menu do restaurante Cão Véio especialmente criadas pelo chef Fogaça para o The Town (confira no site oficial toda a variedade de pratos).

E já que é para harmonizar, minha sugestão é usar a Eisenbahn Weizenbier, cerveja de trigo alemão, frutada e condimentada, de baixo amargor, com pratos do menu “MPB Contemporânea & Saudável”. Ela vai ficar uma delícia com a salada tropical com molho oriental, ou arroz 7 grãos com shimeji e legumes grelhados ou ainda o burger veggie com maionese de castanha.

Eisenbah Pilsen ou Unfiltered com shows

Eisenbah é patrocinadora oficial do The Town e levará para o público os seis estilos de cerveja (Crédito: divulgação)

No meio da pista, curtindo aquele show que você tanto esperou, pulando e cantando, a temperatura aumenta. E para refrescar, o melhor é a boa e velha Eisenbahn Pilsen. Essa será a cerveja mais amplamente disponível no evento, em todas as áreas, inclusive nos bares dos palcos, juntamente com a sua irmã Eisenbah Pilsen Unfiltered — versão não filtrada, que mantém a levedura no líquido, deixando o sabor mais complexo. Os demais estilos de Eisenbahn estarão disponíveis somente em pontos específicos do evento.

Em específico, seria um “harmoniza-som” fantástico combinar os shows de Green Day, Bad Religion e Bruce Dickinson no domingo (7) com uma Unfiltered na mão. Mas o estilo musical ou artista é você quem escolhe.

Session IPA e a Eisen Rock Station

Eisen Rock Station trará a história do Rock para o evento numa verdadeira experiência imersiva (Crédito: Divulgação)
Eisen Rock Station trará a história do Rock para o evento numa verdadeira experiência imersiva (Crédito: Divulgação)

Uma das novidades desta edição do evento será o Eisen Rock Station, ativação da marca que faz parte de uma plataforma perene de incentivo à música e o rock and roll. Trata-se de uma experiência imersiva que transporta o público para uma viagem pelo rock, passando pelos momentos mais marcantes no Brasil e no mundo, até chegar aos dias atuais. Tudo isso em uma estrutura de 225 metros quadrados e 10,5 metros de altura.

Algo assim pede uma cerveja que tenha presença mais marcante, como a Eisenbahn Session IPA, uma deliciosa versão do estilo India Pale Ale com apenas 4,6% de álcool — ideal para ser bebida por períodos mais longos. O aroma e sabor é cítrico e frutado, lembrando maracujá, em um toque resinoso, como pinho, com amargor elevado e final seco.

A experiência funcionará todos os dias de festival, das 16h às 22h. Cada sessão tem duração de dez minutos e será composta por grupos de até 50 pessoas.

Heineken 0.0 e a tirolesa

Uma das atrações mais disputadas é a tirolesa, um passeio por cabos no qual os participantes fazem um sobrevoo de 200 metros sobre a multidão e que, de quebra, oferece uma vista privilegiada do palco Skyline. Durante os principais shows, o público poderá sentir a adrenalina de atravessar a Cidade da Música pelo alto.

No melhor espírito, “se beber, não sobrevoe”, recomendo que você fique na Heineken 0.0 antes de passeio. Mas não se preocupe. O trajeto aéreo acaba justamente num bar da Eisenbahn e lá você poderá escolher a cerveja da vitória.

A tirolesa funcionará todos os dias de festival, das 12h às 23h, com agendamento prévio. Quem se aventurar terá a descida registrada em vídeo, mediante autorização, e poderá acessar as imagens por meio de um QR Code ao chegar ao bar. Os registros também serão exibidos no telão instalado na saída da tirolesa, nos intervalos entre os shows.

Pale Ale e o The Tower

Megaoperação será montada para não deixar ninguém sem cerveja na Cidade da Música (Crédito: Divulgação)
Megaoperação será montada para não deixar ninguém sem cerveja na Cidade da Música (Crédito: Divulgação)

O The Tower Experience é uma atração que será realizada diariamente ao lado do palco Skyline durante o The Town. O espetáculo reúne 55 músicos da Orquestra Sinfônica Heliópolis, 40 bailarinos sob a direção da coreógrafa Mariana Barros e um coral com 20 vozes, em uma grande performance. Após a apresentação, um DJ diferente assume o palco a cada dia, com nomes de destaque como o duo Cat Dealers, Dubdogz, GBR e Victor Lou.

Tanto refinamento pede uma cerveja complexa como a Eisenbahn Pale Ale, uma Belgian Pale Ale com notas tostadas, como caramelo e amendoadas dos maltes, bem equilibradas com aroma e sabor frutado e condimentado e médio amargor. Algo para apreciar a qualidade da cerveja e do espetáculo em todos os detalhes.

Lagunitas e o Beer Wall

Quem é entusiasta da cerveja é capaz de admirar a complexidade e beleza de uma megaoperação cervejeira como a que será montada no The Town. Será a maior operação da história da marca em um evento no Sudeste, envolvendo um planejamento minucioso, 260 equipamentos de chope, dois quilômetros de tubulações entre carretas e chopeiras, além do trabalho de uma equipe de 340 profissionais. Três fábricas da marca — Jacareí, Itu e Blumenau — participam da logística para abastecer o festival.

Serão cinco Beer Walls totalizando 118 torneiras de chope espalhadas pelo The Town. Duas Beeer Walls estarão próximas ao palco Skyline, incluindo a maior já feita pela marca, com impressionantes 42 metros de extensão e 54 torneiras. Outras duas ficarão ao lado do palco The One. A última na entrada do Market Square, sendo a única com todos os estilos Eisenbahn disponíveis; as demais servirão Eisenbahn Pilsen e rótulos selecionados.

A estrutura ainda conta com três Beer Stations exclusivas para os estilos Pilsen e Pilsen Unfiltered e 300 mochileiros circulando pelo evento, oferecendo os estilos Pilsen e IPA diretamente ao público. Além disso, os visitantes poderão degustar as cervejas em áreas VIP e espaços exclusivos da marca.

E se você gosta desse tipo de coisa, a dica é admirar a grandiosidade do projeto com uma Lagunitas na mão.

Pré-venda de cervejas

Pela primeira vez, os fãs podem antecipar a compra de cervejas pelo aplicativo oficial do The Town, garantindo Pilsen ou Unfiltered com QR code para retirada em qualquer ponto habilitado, com reembolso automático para créditos não utilizados. Fica a dica: a compra antecipada também ajuda a reduzir filas e facilita o controle dos gastos durante os dias de festival.

A pré-compra pode ser feita até as 10h do dia do seu ingresso. Não será possível efetuar a compra pelo aplicativo durante o horário de realização do evento. Após o encerramento de cada dia de festival, a pré-venda reabre às 6h da manhã seguinte.

O aplicativo do The Town está disponível para iOS e Android.

Disponibilidade no The Town

Para finalizar, vale o aviso: as combinações feitas aqui são um exercício criativo e não necessariamente significam que as cervejas mencionadas estarão disponíveis naqueles lugares e experiências. A equipe do Guia fez o máximo para que essa ligação fosse real, além da própria harmonização de comida. No entanto, a disponibilidade das diferentes cervejas pelo evento também pode mudar. Além disso, para muitos rótulos mencionados não foram apontados os locais em que estarão disponíveis nos materiais consultados, como nos casos da Heineken 0.0 e Lagunitas.

A lista completa de shows você pode encontrar no site oficial do The Town, bem como o mapa do evento e as atrações. Que tal montar sua própria combinação?

Serviço: The Town 2025
Datas: 5, 6, 7, 11, 12 e 13 de setembro de 2025
Local: Autódromo de Interlagos — São Paulo (SP)
Ingressos: Disponíveis pelo site oficial thetown.com.br
Horário: Portões abrem às 14h; programação até 2h
Atrações: Mais de 235 shows em 7 palcos, com grandes nomes nacionais e internacionais.
Mais informações: thetown.com.br

Cervejaria palestina produz Lager no Reino Unido

Nome Sun & Stone faz referência ao clima ensolarado da Palestina e à abundância de calcário na região (Divulgação/ Brewgooner)
Nome Sun & Stone faz referência ao clima ensolarado da Palestina e à abundância de calcário na região (Divulgação/ Brewgooner)

A cervejaria palestina Taybeh Brewing Co., localizada na vila de Taybeh, na Cisjordânia ocupada, acaba de lançar uma Lager chamada Sun & Stone no Reino Unido. O rótulo será produzido em solo europeu por meio de uma parceria com a escocesa Brewgooder, de Glasgow, empresa conhecida pelos projetos sociais com cerveja. A parceria foi realizada para driblar as dificuldades enfrentadas pela cervejaria devido ao conflito na região.

O nome Sun & Stone faz referência ao clima ensolarado da Palestina e à abundância de calcário na região. As latas apresentam arte da ilustradora Nourie Flayhan. A cerveja terá distribuição prevista para 1,6 mil lojas da rede britânica Co-op a partir de 10 de setembro e também poderá ser encontrada no site da Brewgooder, que vende somente para o Reino Unido.

>>> Leia também: Marcas se unem em movimentos e criam cervejas em apoio ao povo ucraniano

O projeto terá todo o lucro destinado a gerar receita para a comunidade de Taybeh e financiar iniciativas do Disasters Emergency Committee (DEC), organização que apoia vítimas de conflitos no Oriente Médio, incluindo Gaza.

Cervejaria palestina

Canaan Khoury, filho do fundador da cervejaria, é engenheiro e trabalha na fábrica com sua família (Divulgação / Brewgooner)
Canaan Khoury, filho do fundador da cervejaria, é engenheiro e trabalha na fábrica com sua família (Divulgação / Brewgooner)

A Taybeh foi fundada em 1994 após os Acordos de Oslo, sendo considerada a primeira microcervejaria da Palestina e uma das mais conhecidas do Oriente Médio. Hoje, a produção está sob o comando dos irmãos Madees e Canaan Khoury, filhos do fundador Nadim.

Madees, de 39 anos, é a primeira e única mulher mestre-cervejeira da região e liderou a criação da nova Lager. “As coisas estão piorando, mas ainda estamos aqui, ainda produzindo cerveja. Por que o que mais podemos fazer senão continuar?”, diz a cervejeira. “Nossa cervejaria gera empregos e uma distração muito necessária. Ela conta uma história — mostra um lado da Palestina que as pessoas nem sempre veem”, completa.

Nadim Khoury foi um dos fundadores da Taybeh Brewing Co. em 1994 (Divulgação / Brewgooder)
Nadim Khoury foi um dos fundadores da Taybeh Brewing Co. em 1994 (Divulgação / Brewgooder)

Já a Brewgooder é uma empresa B-Corp, ou seja, organização sem fins lucrativos certificada por seus projetos sociais. O cofundadador James Hughes conta que tomou conhecimento sobre a cervejaria palestina em um artigo de notícias há dois anos e entrou em contato com a proposta da produção colaborativa para ajudar.

“Quando lemos sobre a Taybeh pela primeira vez, ficamos completamente comovidos com sua resiliência. São pessoas incríveis que merecem ter sua história contada e sua cerveja apreciada em todo o mundo”, diz.

Iniciativas semelhantes já foram desenvolvidas pela empresa em campanhas anteriores, como no lançamento da cerveja Chernigivske para arrecadar fundos para a Ucrânia.

“Fruit Lambic” sem álcool? Cervejaria Lindemans lança Pecheresse 0,0%

O crescimento das cervejas sem álcool no mundo estimulou muitas cervejarias a lançar versões não alcoólicas de seus produtos. No entanto, será que tudo pode ser feito assim? Esta semana, a Lindemans está lançando a Pecheresse 0,0%, versão sem álcool do segundo rótulo mais vendido da empresa. A fabricante belga, no entanto, é uma cervejaria de Lambic, especializada em produtos de fermentação espontânea, como a versão tradicional da Lindemans Pecheresse, uma Fruit Lambic com pêssegos.

E tem mais. Essa não é a primeira investida da cervejaria nesse universo. Em maio, a empresa lançou a Lindemans Kriek 0,0%, versão do seu rótulo campeão de vendas, feita com cerejas. Com ela, a Lindemans se tornou a primeira cervejaria de Lambic a lançar produtos sem álcool.

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“Ambas as cervejas são produzidas em nossa moderna cervejaria satélite em Ruisbroek, o ambiente ideal para desenvolver novos sabores e técnicas que ressoem com as novas gerações de apreciadores de cerveja”, afirma Geert Lindemans, sócio-proprietário que pertence à sexta geração da família no comando da cervejaria.

A Cervejaria Lindemans foi fundada pela família Lindemans há cerca de 200 anos, em 1822, na pequena cidade de Vlezenbeek, no coração da região de Pajottenland. Teve crescimento expressivo nos últimos 25 anos com vendas nacionais e internacionais e abriu uma segunda fábrica em Ruisbroek. O investimento foi de 35 milhões de euros.

“Fruit Lambic” sem álcool?

Um dos requisitos para uma cerveja ser considerada uma Lambic é ser fermentada de forma espontânea, sem a inoculação direta de microrganismos cultivados em laboratório. A microbiota da região e da própria cervejaria são essenciais para produzir as características da bebida, como as notas rústicas de couro, acidez alta e final seco. Elas também podem ser adicionadas de frutas, como é o caso da Lindemans Pecheresse tradicional, produzida desde 1987. Mas como uma cerveja assim pode ser feita sem álcool?

A resposta é: não pode. Para a fabricação das versões sem álcool foi desenvolvido um método próprio alternativo que inclui a utilização microrganismos específicos — baseados na microflora única da região de Pajottenland, região ao Sudoeste da capital Bruxelas — e que criam uma cerveja-base muito semelhante à Lambic, mas completamente sem álcool. Além disso, são utilizados os mesmos ingredientes naturais da versão clássica, como as frutas.

Lindemans Kriek 0,0% foi lançada e maio e já ganhou medalha de ouro no World Beer Awards 2025 (Crédito: Lindemans / Divulgação)
Lindemans Kriek 0,0% foi lançada e maio e já ganhou medalha de ouro no World Beer Awards 2025 (Crédito: Lindemans / Divulgação)

Portanto, o produto não é uma Fruit Lambic tradicional. Mas algo parecido, feito de maneira controlada. “Usando esse método, preservamos todo o sabor do pêssego e não perdemos nada em termos de aromas”, explica Geert Lindemans. “Era crucial para nós que o Pecheresse 0,0% proporcionasse a mesma qualidade e experiência da versão clássica.”

Sobre a Kriek sem álcool, lançada no primeiro semestre, a cervejaria afirma que a recepção do produto foi ótima. E o produto já conseguiu seu primeiro prêmio: foi medalha do ouro na edição local do World Beer Awards de 2025 na categoria “Melhor Cerveja Belga Sem Álcool”. No total, a cervejaria levou para casa nada menos que 13 prêmios na competição.

Lindemans Pecheresse 0,0% e Kriek 0,0% já estão disponíveis para venda em garrafas de 250 ml na Bélgica, pelo e-commerce da cervejaria e em alguns países por meio de importadoras. Ela já foi importada para o Brasil pela Bier & Wein, mas não consta mais no portfólio no site da importadora. Resta saber se em algum momento elas chegarão no Brasil.