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25 de Janeiro do Escambo, Brahma na Copa América: 9 lançamentos da semana

A semana que marcou o aniversário de São Paulo foi recheada de novidades. O Escambo, por exemplo, aproveitou a data para lançar a 25 de Janeiro, uma Session IPA comemorativa à capital paulista. Schornstein, Maria Bravura, Prussia, Krug e Croma foram outras artesanais a apresentarem boas novas. Já a Brahma, reforçando sua relação com o universo futebolístico, anunciou que será a patrocinadora da Copa América 2019. Confira, a seguir, as novidades da semana.

Homenagem do Escambo
O Escambo Gastronomia & Nanocervejaria teve uma grande ideia para celebrar os 465 anos de São Paulo: criou um rótulo batizado de 25 de Janeiro. Trata-se de uma Session IPA com adição de maracujá, com perfil aromático cítrico que remete a frutas tropicais, 4,6% de teor alcoólico e intensa drinkability, ideal para “combater o calor da estação”, segundo a marca. A novidade está à venda desde quinta-feira em copos de 300 ml (R$ 18), 450 ml (R$ 22) ou em jarras com 1,5 l (R$ 60).

Cerveja e embutidos
A Linguiça Blumenau, da Olho Embutidos e Defumados de Pomerode, fez uma parceria com a Schornstein para se aventurar no mercado cervejeiro. O resultado foi a criação da Combusta, uma cerveja Rauchbier, estilo que tem como característica marcante o sabor defumado. “A ideia de levar ao consumidor um produto como a Combusta foi a forma que encontramos de presentear nossos consumidores e demostrar nosso carinho, respeito e que estamos sempre pensando neles, buscando inovações que satisfaçam todos os paladares”, explica Luiz Antonio Bergamo, sócio da Olho Embutidos e Defumados.

Brahma na Copa América
Tradicionalmente ligada ao universo futebolístico, a Brahma será a patrocinadora oficial da Copa América 2019, que será realizada no Brasil a partir de 14 de junho. A cervejaria promete uma série de ações para interagir com torcedores tanto dentro como fora das arenas. “A Brahma sempre esteve ao lado do futebol brasileiro, seja com a seleção brasileira ou com os clubes. Então, não poderíamos ficar fora da principal competição entre seleções da América do Sul”, afirma Pedro Adamy, diretor de marketing de Brahma. “É um enorme prazer contar com uma marca da importância da Brahma no cenário mundial como o primeiro patrocinador oficial da Copa América Brasil 2019. Temos certeza que as ativações que estão sendo planejadas em conjunto trarão um grande diferencial na experiência do torcedor”, acrescenta Juan Emilio Roa, diretor comercial da Confederação Sul Americana de Futebol (Conmebol).

Espaço Maria Bravura
Localizada em Paraguaçu Paulista, no interior de São Paulo, a Maria Bravura inaugurou um espaço próprio no Suspiro Restaurante. O local tem 4 torneiras com três estilos da marca – a Oma (Pilsen), a Arqueira (Lager com manjericão) e a Desbocada (IPA com maracujá) – e uma quarta com “alquimias” da sócia e cervejeira da casa, Fernanda Pernitza, como Weiss com gabiroba, Blond Ale com frutas vermelhas e Fruit Beer de mexerica. Cervejarias convidadas também circulam por esta quarta torneira. Oferecendo livros sobre cerveja, música e ficção, o espaço prevê ainda a criação da Estante Cervejeira Comunitária, onde os cervejeiros/as poderão levar uma garrafa com a condição de deixarem outra.

Brut da Prussia
De olho no forte calor que tomou as cidades brasileiras em janeiro, a mineira Prussia Bier lançou uma Brut IPA em colaboração com o cervejeiro Jonas Geiss, da Acerva de São Paulo. A novidade apresenta intenso aroma de frutas cítricas, principalmente maracujá e abacaxi, mas também de uva cabernet, além de um amargor curto e firme. Seu teor alcoólico é de 7,1% e o amargor é de 23 IBUs. Destaque ainda para o triplo dry hopping com os lúpulos Citra, Centennial e Simcoe.

Juicys da Croma
Depois de trazer duas novidades no início de janeiro, a paulistana Croma apresentou outros dois lançamentos nesta semana. O primeiro é a Citrus Machine, uma Juicy IPA com 6% de teor alcoólico, 35 IBUs e com uma “combinação maluca de abacaxi com zest de limão e laranja com a explosão do lúpulo Citra”, segundo a marca. Já a segunda é a Heavens Door, outra Juicy IPA. Destaca-se pelos lúpulos Vic Secret e Mosaic que “explodem junto com uma base clara e sem trigo, leve e bem equilibrada”. Tem 7,3% de teor alcoólico e 30 IBUs.

Eisenbahn Mestre Cervejeiro
O Eisenbahn Mestre Cervejeiro abriu as inscrições para a décima edição de seu reality show, programa que será televisionado entre junho e agosto e cujo vencedor terá sua receita lançada pela Eisenbahn, além de ganhar um curso de Mestre Cervejeiro do Instituto da Cerveja Brasil (ICB) e uma viagem à Alemanha. O estilo deste ano será a Session IPA, versão mais suave e refrescante da Indian Pale Ale. Para participar, basta se inscrever pelo site do programa e enviar as amostras de sua receita até o dia 21 de março.

Na lata I
A mineira Krug Bier lançará, a partir de fevereiro, quatro dos seus rótulos em latas de 473 ml: a Krug Dry Stout, uma receita tradicional com 4,4% de teor alcoólico, amargor de 30 IBUs e a presença de nitrogênio, o que possibilita a formação de uma farta espuma; a Rancor, uma IPA com notas florais que a tornam refrescante, mas com um amargor acentuado; a Ignorância, uma American Double IPA com 10% de teor alcoólico e 70 IBUs; e a Krug 20, uma International Lager lançada originalmente neste formato para comemorar os 20 anos da cervejaria (em 2017) e que, agora, ganha uma reedição.

Na lata II
Outra mineira a apostar na lata foi a Hofbräuhaus BH, que oferecerá todos os seus estilos em embalagens de 710 ml. Em Belo Horizonte, aliás, a marca produz três estilos em larga escala: uma Lager, do estilo Munich Helles, uma Weissbier e uma Dunkel, além de 12 sazonais (uma por mês) em menor litragem. “A ideia é ampliar a experiência HB para além do restaurante. Esperamos que nossos clientes agora possam aproveitar a HB fresquinha também em casa. A lata é mais fácil de ser transportada e conserva bem as características das nossas cervejas”, comenta Bruno Vinhas, um dos sócios da Hofbräuhaus BH.

Porto Alegre é a cidade com mais registros de cervejas em 2018

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Porto Alegre fechou 2018 como a cidade que mais lançou cervejas no ano passado, com 465 rótulos registrados no Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Atrás dela vem Nova Lima (MG), que pediu 277 registros ao longo do ano, e Curitiba, com 227.

Segundo relatório do Mapa, as três cidades se valem, além de uma grande tradição na produção da bebida, de leis de incentivo e polos cervejeiros legalmente constituídos.

O número de registros de cervejas de Porto Alegre não chega a ser surpreendente, já que é a cidade brasileira com o maior número de cervejarias ativas – são 35 no total.

Já Nova Lima, com 19 marcas, detém a maior proporção de cervejarias pela população: 4,2 mil habitantes para cada estabelecimento – enquanto a capital gaúcha tem 1 a cada 40 mil habitantes, já bastante acima da média nacional, de uma a cada 234 mil habitantes. No entanto, os números de Nova Lima se justificam por sua proximidade com Belo Horizonte, cujo grande mercado consumidor ela ajuda a abastecer.

Outra cidade que se destaca pelo número de registros de cervejas é a pequena Capim Branco, com cerca de 10 mil habitantes e apenas uma cervejaria. Ela aparece, no entanto, na quarta posição no ranking de registros, com os mesmos 193 de Caxias do Sul. A única cervejaria da cidade (chamada também Capim Branco) atende a diversas ciganas, portanto pede registros com uma frequência além do normal.

Depois de novembro, uma nova instrução normativa do Mapa determina que os registros de novos produtos sejam deferidos automaticamente pelo órgão, sendo avaliados posteriormente pelo corpo técnico.

O Mapa acredita que a medida trará mais velocidade aos processos de registro de produto e no avanço do autocontrole por parte das cervejarias.

465 anos de São Paulo: Os rótulos que narram a história de uma cidade

Aniversariante do dia, São Paulo, que completa 465 anos nesta sexta-feira, chama a atenção por sua grandiosidade. Principal centro financeiro da América do Sul e cidade mais populosa do hemisfério sul, a cidade também não poderia deixar de ter a “sua” cerveja. E ela é a Paulistânia, criada para celebrar e festejar a capital paulista e a “dura poesia concreta de tuas esquinas”.

A própria Paulistânia se define como a artesanal de São Paulo. E não é à toa. Afinal, a cerveja surgiu há dez anos como um importante passo da Bier & Wien, avaliada como maior importadora independente de cervejas do Brasil. Ao criar a marca, criou a simbiose com a capital paulista em seu nome.

“A Paulistânia foi criada em 2009, e como o próprio nome da marca já diz, nossa ligação com São Paulo foi desde o dia que ela foi criada”, lembra Eryck Machado, gerente de produtos da Paulistânia, em entrevista ao Guia.

A homenagem e inspiração da Paulistânia por São Paulo, porém, foram muito além do seu nome. Em um primeiro momento, quando a marca contava com apenas uma cerveja, a sua conhecida Pilsen, a garrafa estampava em seu rótulo 12 fotos históricas de São Paulo.

Posteriormente, a relação entre a capital, a fotografia e a cerveja foi ampliada com a realização de diversos concursos. “Impossível pensar na Paulistânia sem pensar em São Paulo”, afirma Machado. “É uma cidade moderna, cosmopolita e que não para nunca”, acrescenta, apontando razões que fizeram a cervejaria se inspirar em São Paulo no momento da sua concepção.

Assim como a capital paulista se expandiu nesses 465 anos, a Paulistânia, como se seguisse os passos da sua inspiração, caminhou no mesmo rumo. Seu objetivo, segundo o executivo, é entregar cultura e qualidade aos consumidores de modo interativo e lúdico em um momento de lazer e diversão, divulgando a história de São Paulo em suas garrafas.

“São Paulo é a maior cidade do país e cada região possui uma história que contribuiu para o crescimento do Brasil. Até hoje ela é conhecida por ser a capital que abriga diferentes culturas e pessoas, então seria interessante levar ao público essas histórias através das nossas cervejas”, aponta o gerente de produtos da Paulistânia.

Em anos recentes, então, a marca se expandiu, passando de um rótulo a contar com vários. E a inspiração em São Paulo fez a Paulistânia escolher sempre algum ponto importante da capital para homenagear em seus produtos, o que, na sua avaliação, permite que a história de São Paulo supere barreiras e se torne mais conhecida.

“Para nós é uma honra ter essa ligação com a terra da garoa. São Paulo é conhecida por ser uma região de todos, que abriga diferentes pessoas e uma cidade que não para, então é muito gratificante saber que estamos dando nossa contribuição para que a história da cidade permaneça viva de uma forma inusitada”, diz Machado.

História e futuro
Mas nem tudo é tão simples. A decisão de dar o nome de um ponto marcante de São Paulo para os rótulos demanda muito trabalho, com uma preocupação em reforçar a história ao uni-la com os ingredientes e o estilo da cerveja, como explica o gerente de produtos da marca.

“Fizemos uma pesquisa por toda a história da cidade, pesquisamos sobre os principais pontos e suas curiosidades e diferenciais. Depois, criamos um rótulo que tenha relação com o local escolhido em questão”, afirma.

Para exemplificar, Machado cita o caso da Paulistânia Ipiranga, rótulo que remete ao “Grito do Ipiranga”, ocorrido em 7 de setembro de 1822, quando o ato de Dom Pedro tornou o Brasil independente. “Em tupi, Ipiranga significa ‘rio vermelho’. Por esse motivo, escolhemos uma cerveja vermelha, a Red Lager, para contar essa história. E, para que a associação ao Brasil seja ainda maior, maturamos a cerveja em amburana, que é uma madeira brasileira”,  explica.

Outros rótulos da Paulistânia seguem a mesma lógica. É assim com a “Marco Zero”, que homenageia o monumento localizado na Praça da Sé, a “Trem das Onze”, que remete à história das ferrovias paulistas, a “Viaduto do Chá”, a “Pátio do Colégio”, em referência ao local onde a cidade “nasceu”, e a “Largo do Café”.

Assim como São Paulo e os paulistanos se orgulham de definir a capital paulista como “a cidade que não para”, a Paulistânia segue ativa e com novidades. E aproveita o aniversário da sua inspiração para algumas ações marcantes, o que inclui a celebração do seu aniversário de dez anos nesta sexta-feira.

O evento também ficará marcado por “um olhar para a modernidade” da cervejaria, que lançará um rótulo com duas edições. Se trata da cerveja X, que, ao mesmo tempo, celebra os dez anos de fundação da Paulistânia e a Ponte Estaiada.

A X é uma cerveja do estilo Barley Wine, encorpada, maltada e com a adição de pimenta rosa. Com teor alcoólico de 10%, será vendida em duas versões: Brut Barley Wine e Barley Wine.

“Como é uma cerveja em homenagem aos dez anos da Paulistânia, e o número 10 em algarismo romano é “X” e seu formato remete à Ponte Estaiada, decidimos escolher esse ponto por ser um dos mais famosos cartões postais da cidade, além da ponte ter, também, dez anos de existência”, explica Marcelo Stein, diretor da Bier & Wein, importadora que criou a Paulistânia.

O evento ocorrerá no brewpub da Paulistânia, na avenida Engenheiro Eusébio Stevaux, em São Paulo. Será mais uma oportunidade para o morador de São Paulo celebrar a cidade e a sua história contada através dos rótulos de cerveja.

Confira os rótulos da Paulistânia que remetem a São Paulo:
(Informações divulgadas pela marca)

TREM DAS ONZE
A Paulistânia Trem das Onze é uma APA, American Pale Ale, com adição de 11 lúpulos. Essa combinação proporciona aromas cítricos e florais, provenientes da diversidade de lúpulos. Uma cerveja refrescante, com 43 IBUs, coloração dourada e alto drinkability.

Família: Ale – Alta Fermentação
Estilo: APA – American Pale Ale
Coloração: Âmbar clara
Teor alcoólico: 4,7% ABV
Amargor: 43 IBU
Harmonização: Pratos condimentados, apimentados, carnes vermelhas e hambúrgueres.
Volume: garrafa 500ml e barril 30L (retornável e one-way)

VIADUTO DO CHÁ
Uma American Hop Lager que leva erva mate.

Família: Lager – Baixa Fermentação
Estilo: American Hop Lager
Coloração: Clara
Teor alcoólico: 5,0% ABV
Volume: 500 ml e barril 30L (retornável e Petainer)
Harmonização: Churrasco e carnes

IPIRANGA
Strong Wood Red Lager, de coloração avermelhada. Combina aromas e sabores além das notas tostadas e caramelizadas dos maltes, enobrecida pela madeira brasileira utilizada na sua maturação.

Família: Lager – Baixa Fermentação
Estilo: Strong Wood Red Lager
Coloração: Vermelho acobreado
Teor alcoólico: 7,2% ABV
Volume: 500 ml

PÁTIO DO COLÉGIO
Cerveja de estilo Tripel, de aromas e sabores frutados, amargor suave e limpo dos lúpulos, com adição de cardamomo que traz notas cítricas e picantes.

Família: Ale – Alta Fermentação
Estilo: Belgian Tripel
Coloração: Ouro
Teor alcoólico: 8% ABV
Volume: 500 ml

LARGO DO CAFÉ
Cerveja do estilo Stout, elaborada com aveia e café comprado no próprio Largo do Café.  É negra, encorpada, muito cremosa, levemente adocicada e tem médio amargor.

Família: Ale – Alta Fermentação
Estilo: Oatmeal Coffee Stout
Coloração: Âmbar escura
Teor alcoólico: 5,0% ABV
Volume: 500 ml

Homenagens etílicas a SP, carnarock com artesanais: A agenda do fim de semana

O aniversário de 465 anos de São Paulo animou as cervejarias. A Paulistânia, por exemplo, fará uma festa para celebrar a data, que também será lembrada pela Tarantino e pela Stella Artois. Já a mineira Contagem entrará no clima de Carnaval ao receber um carnarock regado a artesanais. Confira, a seguir, a agenda do fim de semana.


São Paulo
– 10 anos da Paulistânia: Marca intimamente ligada a São Paulo, com rótulos que homenageiam alguns dos principais pontos do município, a Paulistânia preparou uma festa para comemorar seus dez anos e os 465 anos da maior cidade do país. O evento terá música ao vivo, as principais criações da cervejaria – como Viaduto do Chá, Pátio do Colégio e Marco Zero – e comidas típicas da capital, como pasteis, coxinhas e até um hambúrguer de virado à paulista. Destaque, ainda, para um lançamento que homenageia a Ponte Octávio Frias de Oliveira, mais conhecida como Ponte Estaiada: a Paulistânia X, uma cerveja no estilo Barley Wine, encorpada e com adição de pimenta rosa. Tem teor alcoólico de 10% e será vendida nas versões Brut Barley Wine e Barley Wine. Será nesta sexta-feira, das 11h30 às 18h, na sede da marca, na Av. Eng. Eusébio Stevaux, 1469.

– Festival das Paulistanas: Inaugurada em setembro do ano passado, a Cervejaria Tarantino organizará o Festival das Cervejarias Paulistanas. O evento foi concebido em parceria com outras oito destacadas marcas: Cervejaria Nacional, Vortex, Goose Island, Capitão Barley, WOT, Van Der Ale, Avós e Dogma. A entrada será gratuita e o preço dos chopes de 300 ml irá variar entre R$ 10 e R$ 25. No dia 25, aniversário de São Paulo, haverá também a apresentação do Bloco Urubó. E, no sábado, o destaque fica por conta da terceira edição do Tarantino Sounds, com apresentação das bandas Molho Negro e Mel Azul. Os dois dias também terão food trucks, flash tattoo e diversão para toda a família, com monitores acompanhando atividades como street basketball, ping pong industrial, fliperamas, futebol de botão e jogos de dardo, entre outras atrações. Será na sexta-feira e no sábado, das 12 às 21 horas, na fábrica da cervejaria, na Rua Miguel Nelson Bechara, 316.

– Ocupação da Stella: Outra iniciativa que homenageia o aniversário da cidade será o Ocupa, feito em parceria entre a Stella Artois e a Petí Eventos. Com o intuito de ocupar gastronomicamente o centro da cidade, o evento irá até 10 de março e será coordenado pelos chefs Victor Dimitrow, do Petí, e Fred Caffarena, do Salonu, que prometem criar pratos bons e baratos, acompanhados pela cerveja da marca. A primeira edição ocorre na sexta, das 17h às 23h, no sábado, das 13h às 23h, e no domingo, das 14h às 19h, na Rua Rego Freitas, 312, na República.

– Churrasco e artesanal: O Eataly promove a primeira edição do ano de sua Grigliata di Eataly, evento que terá churrasco e oito rótulos da Wäls e da Colorado. Os chopes de 300 ml custarão R$ 12 e seis mestres churrasqueiros comandarão a parte gastronômica. Será no sábado, das 12h às 20h, e no domingo, das 12h às 18h, na Calçada do Eataly, na Av. Presidente Juscelino Kubitschek, 1489.

Contagem 
– Carnarock com artesanais: A cidade mineira será palco neste final de semana da 2ª edição do Festival Aprecie – Carnarock. Destaque para os mais de 40 rótulos de boas cervejarias, como Backer, Dünn, Krug, Loba e Vinil. Além da presença de muito rock, o evento terá um Bailinho de Carnaval, para relembrar o tempo das marchinhas, e o Concurso de Fantasia Infantil. Custa R$ 10 e será no domingo, das 12h às 21h, no estacionamento G2 do Big Shopping, na avenida João César de Oliveira, 1275.

Quer incluir seu evento em nossa agenda? Escreva para nosso editor: itamar@guiadacervejabr.com

Balcão da Maria Bravura: A cerveja e a revolução das mentes

Balcão da Maria Bravura: A cerveja e a revolução das mentes

“A definição de insanidade é fazer a mesma coisa repetidamente e esperar resultados diferentes”, frase atribuída a Albert Einstein (há controvérsias). Acredito que nunca se falou tanto em política e nem mesmo houve tanto interesse vindo de diversas camadas sociais a respeito deste assunto como nos últimos tempos. Concomitantemente, foi possível perceber uma enorme carência de conhecimento sobre fatos históricos consistentes e comprovados nos debates, limitantes da revolução das mentes.

Falo tudo isso pra chegar em um ponto: a história é nosso guia obscuro (por causar arrepios) e iluminado para a evolução e progresso da sociedade. Isso porque ela nos dá a possibilidade de tirar conclusões objetivas a respeito de como podemos redirecionar nossos passos para um futuro melhor em relação a um que se constrói pautado na repetição das mesmas coisas. Se você soubesse que certas escolhas suas do passado te levariam para um buraco escuro e solitário, você repetiria a mesma escolha? Creio que não. Aí está!

O que a história tem a nos dizer sobre, por exemplo, os motivos, razões ou circunstâncias de encontrarmos mais homens do que mulheres trabalhando no setor cervejeiro? Qual foi o desdobramento desse resultado que vemos hoje e como não repetir os mesmos erros? Fazendo uma visitinha ao passado, logo ali, cerca de 10 mil anos atrás, vemos a cerveja sendo descoberta “por um acaso” e sendo associada à Ceres, a deusa da agricultura. Também vemos mulheres, chamadas de Sabtiem na antiga Suméria, considerada o berço da cerveja, desenvolvendo técnicas de produção, pois eram responsáveis pelo cultivo e processamento dos grãos para obter alimentos (principalmente pão) e acabaram se tornando responsáveis também pela produção de cerveja para a família.

As Sabtiems eram mulheres admiradas, detentoras de poderes divinos (não se sabia ainda como se dava a fermentação) e até mesmo homenageadas como santas por prover a cerveja. Ainda em nossa visita ao passado, lá na Europa da Idade Média vemos estas mulheres, chamadas na Inglaterra de Alewives, lucrarem com a cerveja, “descolando” uma renda extra para a família com o excedente da produção caseira e abrindo suas casas para viajantes tomarem cerveja. Até aí, todos felizes. Até que, muito visionárias, elas abriram tavernas e fizeram da produção cervejeira um negócio realmente lucrativo.

Daí para frente ficou difícil para as mulheres se manterem neste cargo, pois com isso elas alcançaram independência financeira e, com a independência financeira, muitas descobriram que não precisavam de homens para prover suas casas. E se eles não tivessem nada além disso a oferecer…já sabe, né? Aí, a coisa “desandou” (assim alguns chamam as revoluções da vida) e, resumindo, elas foram proibidas de realizar atividades comerciais. Fora isso, a maioria das mulheres não podiam ter acesso à educação, nem mesmo à instrução mais básica, tampouco participar de ambientes coletivos. As que desafiavam estas proibições arriscavam muitas coisas e perdiam tantas outras.

Com a Revolução Industrial do século XVIII, a mulher então perdeu de vez seu espaço no universo cervejeiro, uma vez que todas estas normas sociais que vinham sendo impostas há séculos surtiram seus efeitos desastrosos e resultaram em um estrondoso número de analfabetismo feminino, minando suas chances de desenvolver as habilidades necessárias para o mundo dos negócios. Por essas e outras foi que as atividades comerciais – bem como a produção da cerveja – passaram de mãos femininas às masculinas e, assim, o homem passou a ser visto como o mais capaz de estudar, aprender, produzir e negociar.

A mulher só retornou ao cenário cervejeiro à época que remonta à Segunda Guerra Mundial, pois com os homens nos campos de batalha, alguém precisava substituir a mão de obra e saciar a sede dos soldados. E assim ela foi voltando, voltando com mais força (impulsionada por alguns movimentos sociais) e voltando…e tem voltado até hoje.

Bom, e qual a relação disso tudo com a frase atribuída a Albert Einstein? É que acho deslumbrante a inteligência humana que nos dá a chance de fazer esse tour ao passado e reavaliar toda a relação que foi sendo construída entre homens e mulheres ao longo da história, nos oferecendo a chance de não repetir os mesmos erros e de obter a nível individual e coletivo resultados diferentes, resultados melhores. Quando se volta ao passado, a sensação que fica é que já perdemos muito tempo com esse “lero-lero”! Ora, já estava mais do que comprovado o quanto as mulheres poderiam contribuir para o mercado cervejeiro e, mesmo assim, o preconceito e a necessidade de controle e dominação falaram mais alto.

Imagine você as astronômicas evoluções e progressos que já teríamos feito se a participação das mulheres no setor cervejeiro nunca tivesse sido constrangida? Não porque elas são especiais ou deusas, mas porque homens e mulheres em suas singularidades e belezas, quando juntos em um mesmo propósito, podem fazer do mundo um lugar muito melhor – e por que não do mundo cervejeiro? Será que se simplesmente o homem, assim que viu quão interessante a atividade cervejeira poderia ser em variadas pautas da vida, dividisse este espaço com as mulheres, cada um contribuindo a sua maneira, hoje nós não estaríamos em um patamar de cultura e mercado cervejeiro muito acima do que estamos hoje? Não sei, são muitos “se” pra refletir.

Não deixa de ser no mínimo curioso que o Brasil é um dos países mais atrasados em termos de igualdade de gênero e, dentre os países de maior relevância no mercado das cervejas artesanais, ainda “sua a camisa” e também brinca bastante de “siga o mestre” com os Estados Unidos. Mas isso é assunto para outro texto.

A parte boa de tudo isso é que muita gente já fez esta mesma reavaliação que ora fazemos aqui e não quis dar uma de lunático cometendo os mesmos erros. Hoje, graças a um montão de circunstâncias e também à rebeldia e à reparação, podemos dar uma volta pelos dias atuais e ver mulheres presentes no setor cervejeiro produzindo cervejas, criando receitas, avaliando e harmonizando cerveja com comida, disseminando a cultura cervejeira, ensinando sobre cerveja, cultivando leveduras e desenvolvendo a biotecnologia, administrando cervejarias, fundando novos conceitos, unindo cerveja a causas sociais de grande importância, vendendo insumos, desenvolvendo tecnologias, enfim (deu até sede), explorando e ganhando o mundo através das cervejas.

Fico realmente orgulhosa e cheia de esperança ao pensar neste ano de 2018 que se passou e relembrar quantas conquistas ocorreram neste sentido: teve a Eisenbahn lançando cerveja produzida somente por mulheres com brassagem liderada por Amanda Reitenbach (fundadora e CEO do Science of Beer) com participação de Aline Araujo, Bárbara Andrade, Beatriz AmorimFabiana Arreguy, Gabriela Müller, Katia Jorge, Laura Brait, Ludmilla Antoniazzi, Rafaela Brunetto e Rosaria Pacheco. Teve lançamentos de cervejas em homenagem a mulheres, como a Kitty, da Goose Island Sisterhood (confraria de mulheres criada em 2017, por Beatriz Ruiz, gerente de conhecimento cervejeiro da Ambev, gerente de marca da Goose Island no Brasil e a primeira brasileira a obter o título de Certified Cicerone).

Teve o lançamento da cerveja Batom Vermelho, projeto idealizado pela Confraria Maria Bonita com apoio de outros 18 coletivos e confrarias, para aumentar a conscientização, arrecadação de doações para instituições de combate ao câncer de mama e aumento da autoestima das mulheres que passaram por processo de mastectomia e quimioterapia. Teve a segunda edição do reality de cerveja da Eisenbahn que contou com mulheres entre os competidores e que teve mulher campeã, Anne Galdino. Teve confrarias femininas se fortalecendo e se destacando, como a Confece  (primeira Confraria Feminina de Cerveja do Brasil) e a Confradelas (maior confraria feminina para estudos de cervejas do Nordeste). Teve nomes femininos brilhando no meio cervejeiro, como Luiza Tolosa, Priscilla Colares, Laura Aguiar, Fernanda Nascimento, Michelle Ferraz, Daiane Colla, dentre outros; e teve muita mulher se iniciando nas cervejas artesanais e se apaixonando.

Sabemos que há ainda muitas batalhas pela frente para que o mercado cervejeiro efetivamente seja 1. Livre de desigualdades 2. Feito por pessoas diferentes que lutam a favor de uma grande causa em comum: a de ampliar, disseminar e valorizar a cultura da cerveja artesanal. Mas, a história mostra, como mencionado humildemente neste texto, que para qualquer coisa avançar é preciso haver revolução, é preciso mudança na maneira de pensar do ser humano. Não daria para avançar rumo aos conhecimentos da biotecnologia se continuássemos acreditando que a cerveja é fermentada pelas fadas. Não dá para avançar rumo à conscientização coletiva enquanto ainda não cuidamos do nosso lixo. Também não dá para avançar rumo à igualdade enquanto continuarmos distorcendo e menosprezando a luta feminina.

Quando penso no universo que tange as cervejas artesanais, vêm a minha mente seus valores preciosos de vida, pelos quais me apaixonei e com os quais me identifiquei: questionamento ao consumo excessivo (beba menos, beba melhor), ousadia, criatividade, inovação, irreverência, valorização dos negócios locais, oposição às megacorporações e seus produtos padronizados para consumo em massa, encorajamento para a mudança de hábitos (despertando paladares e abrindo possibilidades mil de apreciações). Isso em oposição à fidelização às marcas, diversidade de estilos, etc. Ou seja, existe todo um posicionamento e um estilo de vida defendido de forma subliminar pelas cervejas artesanais e que vão ao encontro da evolução da sociedade e, como não poderia ser diferente, da mente das pessoas.

Viva a cerveja artesanal e sua revolução, que não parecem estar para brincadeiras e tampouco parecem combinar com retrocesso e repetição dos erros do passado, mas com celebração da vida e interação de pessoas e suas mentes.

Um brinde à liberdade, ao respeito, à revolução das mentes e aos direitos conquistados! Saúde!

*Fernanda Pernitza é psicóloga, sommelière e sócia-fundadora da Maria Bravura Cervejas Especiais

Festival celebra aniversário de SP e inaugura projeto “single malt” da Tarantino

A comemoração pelo aniversário de São Paulo receberá uma série de novidades. Inaugurada em setembro do ano passado, a Cervejaria Tarantino organizará o Festival das Cervejarias Paulistanas, que ocorre na sexta-feira e no sábado, na fábrica da cervejaria, na Rua Miguel Nelson Bechara, 316.

O evento foi organizado em parceria com outras oito destacadas marcas: Cervejaria Nacional, Vortex, Goose Island, Capitão Barley, WOT, Van Der Ale, Avós e Dogma. A entrada será gratuita e o preço dos chopes de 300 ml irá variar entre R$ 10 e R$ 25.

Além de sediar o evento, a Tarantino promete cinco novidades, como uma cerveja no estilo Brett Saison. As outras quatro derivam de um interessante projeto, o Smash, com cervejas single malt e single hop: a #1, com malte Maris Otter e lúpulo Mandarina Bavaria; a #2, com malte Pilsen e lúpulo Sorachi Ace; a #3, com malte Pale Ale e lúpulo Centennial; e a #4, com malte Vienna e lúpulo Bravo.

“Temos uma série em teste chamada Smash, que é sempre com um lúpulo e um malte, que vai ser lançada neste final de semana, no Festival das Cervejarias Paulistanas, onde convidamos todo mundo. E, nele, vamos apresentar algumas dessas versões”, conta Gilberto Tarantino, sócio da cervejaria, ao Guia.

No dia 25, aniversário de São Paulo, haverá também a apresentação do Bloco Urubó, da Freguesia do Ó. E, no sábado, o destaque fica por conta da terceira edição do Tarantino Sounds, com apresentação das bandas Molho Negro e Mel Azul e das DJs Debbie Hell e Honey Pye.

Os dois dias também terão food trucks, flash tattoo e diversão para toda a família, com monitores acompanhando atividades como street basketball, ping pong industrial, fliperamas, futebol de botão e jogos de dardo, entre outras atrações.

Festival das Cervejarias Paulistanas
Quando – sexta e sábado, das 12 às 21 horas
Quanto – Entrada franca, com chopps de 300 ml variando entre R$ 10 e R$ 25
Local – Fábrica da Tarantino, na Rua Miguel Nelson Bechara, 316, no bairro do Limão.

Futebol 2019: Conheça os locais onde a venda de cerveja nos estádios é liberada

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A combinação entre cerveja e futebol é alvo constante de peças de publicidade no Brasil, mas nem sempre ela entra nas arquibancadas. Um exemplo claro se deu na última semana, quando o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), vetou a lei que liberava a comercialização de bebidas alcoólicas nos estádios gaúchos.

No Rio Grande do Sul, a venda de cervejas nas praças esportivas está proibida desde 2008. O veto de Leite, portanto, manteve essa decisão, amparada pelo argumento de que a liberação causaria impacto na segurança pública. E a decisão gaúcha não é um caso isolado ao veto de bebidas nos estádios.

O consumo de álcool nas arquibancadas foi proibido em 2008, quando o então presidente da CBF, Ricardo Teixeira, assinou um protocolo de intenções com o Conselho Nacional de Procuradores Gerais proibindo, por meio de resolução, o comércio de bebidas em competições oficiais organizadas pela entidade.

Naquele momento, a venda já era proibida em alguns estados, como Ceará, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e São Paulo. E esse cenário se ampliou com a determinação assinada por Teixeira, embora já fosse prevista no Estatuto do Torcedor, sancionado em maio de 2003 pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O estatuto aborda o tema ao declarar ser proibido o “porte de objetos, bebidas ou substâncias proibidas ou suscetíveis de gerar ou possibilitar a prática de atos de violência” nos estádios. Apesar disso, há brechas para a liberação das vendas. E alguns estados vêm aproveitando, ainda que com a oposição de autoridades, como membros de Ministério Públicos estaduais e forças de segurança.

Para a adoção da liberação, existe a avaliação de que são as esferas estaduais e municipais as responsáveis pela normalização ou proibição do consumo de bebidas alcoólicas em estádios, ginásios e arenas. Além disso, legislações específicas – como a Lei Geral da Copa, que liberou a venda de cerveja em eventos internacionais, como o próprio Mundial de 2014, a Copa das Confederações de 2013 e a Olimpíada de 2016 – reforçaram o discurso de que essa permissão deveria ser ampliada.

Pensando no início do calendário futebolístico em 2019, que torna a associação entre o esporte e a cerveja ainda mais atrativa, ao menos para o torcedor, o Guia reuniu a seguir como funciona a legislação em alguns dos principais estados “futebolísticos” do país. Confira.

Rio
A venda de bebidas alcoólicas voltou a ser liberada em 2015. E a experiência da Copa do Mundo foi um dos argumentos utilizados pelos autores do projeto lei, assinado pelo então governador Luiz Fernando Pezão.

Bahia
Foi o primeiro estado a permitir novamente a comercialização, em 2014, antes mesmo da realização da Copa do Mundo no país. E foi seguido por outros estados, como Rio Grande do Norte e Mato Grosso.

Minas Gerais
A venda foi liberada em 2015, ainda que com a adoção de algumas restrições. Por lá, a comercialização se encerra ao fim do primeiro tempo e a retirada das bebidas só pode ocorrer até a conclusão do intervalo. Além disso, os copos não podem ser levados para as arquibancadas.

Santa Catarina
A proibição vigorou por nove anos, com a venda sendo retomada no começo de 2018. Os clubes, como contrapartida, foram orientados a realizarem campanhas de conscientização sobre o consumo. E 20% das cervejas comercializadas devem ser de artesanais.

Pernambuco
A proibição durou sete anos, de 2009 a 2016, quando a venda de cervejas e o seu consumo foram liberados.

Paraná
A venda de cerveja nos estádios chegou a ser liberada em setembro de 2017. Porém, em março de 2018, foi proibida pelo Tribunal de Justiça estadual, que atendeu a um pedido de ação direta de inconstitucionalidade proposta por um procurador-geral de Justiça.

Ceará
O estado, que em 2019 contará com dois clubes na primeira divisão do Campeonato Brasileiro, Fortaleza e Ceará, pode ter novidades sobre o assunto. No fim de 2018, audiências públicas foram realizadas em sua Assembleia Legislativa para discutir a liberação das vendas que, por enquanto, seguem proibidas.

São Paulo
As cervejas continuam vetadas nos estádios da capital. A determinação surgiu em 1996, como uma das medidas para combater a violência nas praças esportivas. E todas as ações para reverter essa decisão não surtiram efeito, com a manutenção de uma proibição que já dura mais de 20 anos.

Campinas
Um projeto de lei que liberava a comercialização chegou a ser discutido em 2018, mas acabou sendo arquivado pela Câmara dos Vereadores.

Santos
Próxima à capital, a cidade também não conta com a venda de cervejas na Vila Belmiro, o seu principal estádio. Uma lei municipal chegou a liberar a comercialização, ainda que com algumas restrições, mas uma decisão da Justiça após ação do Ministério Público provocou o recuo.

Ribeirão Preto
A comercialização era autorizada até esta terça-feira, quando decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo proibiu a venda de cerveja nos estádios, o que estava liberado desde 2015 por uma lei municipal. O Botafogo, que disputa a elite estadual e vai participar da Série B em 2019, havia, inclusive, fechado uma parceria com a artesanal Walfänger para vendê-la no estádio Santa Cruz.

ICB abre inscrição do Campeonato Brasileiro de Sommelier de Cerveja

O Instituto da Cerveja Brasil (ICB) abriu inscrições para a 5ª edição do Campeonato Brasileiro de Sommelier de Cerveja. Sua primeira fase será realizada no dia 7 de abril, nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre. Já as finais ocorrerão na capital paulista no início de maio.

“O Campeonato Brasileiro de Sommeliers de Cervejas tem como objetivo promover os sommeliers brasileiros, contribuindo para a valorização da profissão. Será realizado bienalmente pelo Instituto da Cerveja Brasil e pela Associação Brasileira de Sommeliers de São Paulo (ABS-SP)”, explica o ICB.

Para participar, os candidatos devem ter o certificado de Sommelier de Cervejas emitido por qualquer entidade nacional ou internacional credenciada. As inscrições vão até o dia 25 de março e custam R$ 80.

A primeira etapa do concurso será eliminatória e consistirá em uma prova de múltipla escolha. Quem se classificar fará em São Paulo, no dia 4 de maio, uma prova prática de identificação de estilos de cerveja e defeitos sensoriais. Por fim, em uma fase classificatória, os finalistas terão no dia seguinte uma prova oral de degustação e serviço.

As disputas “acontecem com direito a um júri de profissionais especializados, além de convivas que anunciaremos os nomes mais para frente”, segundo acrescenta o ICB.

Os 10 primeiros colocados estarão diretamente classificados para o 5º Campeonato Mundial de Sommelier de Cerveja na Alemanha. Para mais informações, acesse o site de inscrições do concurso.

Cervejarias da Alemanha e EUA passam a mostrar calorias no rótulo

Cervejeiros, precisamos falar sobre informação nutricional. Pouco a pouco, a indústria passa a discutir o assunto com mais intensidade. Nessa semana, duas associações de cervejarias alemãs sugeriram que seus membros mostrem nos rótulos detalhes sobre calorias e outras características dos produtos. Já a norte-americana Bud Light anunciou que as informações agora estarão também nas caixas, buscando se posicionar como “light” de fato.

A medida da Associação Alemã de Cervejeiros e da Associação de Cervejarias Privadas na Alemanha é como uma antecipação voluntária a pressões da Comissão Europeia, que discute há tempos tornar esse tipo de informação obrigatória nas embalagens. Os líderes das entidades esperam que outras categorias, como vinho, também adotem o novo rótulo.

Nos Estados Unidos, um acordo semelhante entre as grandes cervejarias aconteceu em 2016: mesmo sem a obrigatoriedade, elas se propuseram a oferecer informação nutricional em todas as suas embalagens até 2020.

Nesse ano, a AB-InBev deu um passo a mais e anunciou que a partir de fevereiro a Bud Light terá suas informações nutricionais bastante visíveis também nas caixas – além das latas e garrafas.

Pesquisas feitas pela companhia mostraram que o público jovem tem mais interesse pelas informações e pela composição dos produtos, segundo Goeler. “Eles cresceram de olho nos ingredientes”. No caso da Alemanha, uma pesquisa do INSA Group mostra um público dividido: 52% aprova a medida.

No entanto, analistas do mercado norte-americano entendem que a decisão da Bud soa como um alerta para as artesanais. Isso porque elas podem ter se valido da não obrigatoriedade das informações para crescer sua popularidade nos últimos anos.

“Queremos ser transparentes e dar às pessoas aquilo que já elas estão acostumadas a ver (em outras categorias de produtos)”, disse Andy Goeler, vice-presidente de marketing da Bud Light.

Dentre a fração do mercado consumidor mais preocupada com a saúde, que pode levar em conta os ganhos calóricos na escolha de sua bebida, a Bud Light sai na frente: enquanto uma lata de Stout artesanal pode passar de 210 calorias, uma de Bud Light tem 110.

Baixa qualidade trava aproveitamento da cevada pela indústria cervejeira em 2018

Parte da produção de cevada brasileira em 2018 não atingiu o padrão de qualidade exigido para ser utilizada pela indústria cervejeira. A avaliação em tom de alerta é de Euclydes Minella, pesquisador da Embrapa Trigo, que também aponta um cenário complicado para o setor no ano recém-iniciado.

Minella explica que os maiores problemas na produção da cevada – e em sua qualidade – se deram na região Sul do país. “A safra 2018 foi ruim no Rio Grande do Sul e razoável no Paraná. A safra foi boa nos cultivos irrigados de São Paulo, Minas Gerais e Goiás”, afirma.

Especialmente nos casos de Rio Grande do Sul e Paraná, parte da safra não apresentou qualidade suficiente para ser aproveitada pela indústria cervejeira. O resultado foi o “descarte” de parte da produção e o prejuízo em função dos baixos preços da cevada não cervejeira.

“No Rio Grande do Sul e parte do Paraná, além do baixo rendimento, praticamente a metade não atendeu o padrão cervejeiro, resultando em prejuízo aos produtores.”

Em geral, esses problemas ocorrem em razão da perda de germinação por chuva na colheita ou por secagem malfeita. Quando não atinge a qualidade adequada e acaba sendo descartada pela indústria cervejeira, a cevada é destinada a outras atividades, como o mercado de alimentação animal. Mas tem seu valor rebaixado para até 70% do preço do milho.

Assim, segundo o especialista, nem alguns números de 2018 permitem uma avaliação positiva do setor. De acordo com o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2018 houve crescimento da produção em 13,5% na comparação com 2017, resultando em 325.081 toneladas. Esse resultado positivo foi apoiado diretamente pela elevação de 33,1% no rendimento médio, atingindo 3.236  kg/ha. Mas perde boa parte de seu efeito quando se considera o descarte e o preço rebaixado.

E, para 2019, o cenário também deve ser ruim. Para o especialista da Embrapa, o desalento provocado pelo resultado da safra do último ano deve provocar a redução na área de cultivo da cevada, o que inclusive já ocorreu em 2018 – o levantamento do IBGE apontou queda de 14,7% na área plantada, para 100.446 ha, algo que deverá se intensificar neste ano.

“Com relação a 2019 ainda não temos a intenção da maltarias em termos de área a ser fomentada. Possivelmente haja redução da área semeada em razão do desânimo dos produtores frente ao mau resultado nesta safra”, diz.

A recente projeção do IBGE, inclusive, segue essa linha. A expectativa é de que a produção da cevada em grão no Brasil seja de 310.693 t neste ano, o que, se tornando realidade, representará uma queda de 4,4% na comparação com 2018.

Porém, o pesquisador também aponta que o cenário da produção de cevada em 2019 deverá ficar mais claro no fim do primeiro trimestre. “Em geral as empresas externam suas metas a partir de março”, finaliza.