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Projeto de combate à violência contra mulheres ganha aliado nos bares

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A violência contra as mulheres permanece sendo um problema cruel e grave em nossa sociedade, apesar dos avanços e medidas adotadas para combatê-la, provenientes de várias fontes. Uma delas, o Projeto Justiceiras, iniciativa conhecida por seu apoio à luta contra a violência de gênero, agora se une ao setor de bares e restaurantes à medida que legislações sobre essa temática começam a ser implementadas.

O Projeto Justiceiras associou-se ao recém-inaugurado bar Quintal Patroas, no bairro Pinheiros, em São Paulo, que introduziu um sistema inteligente no qual cada comanda individual possui um QR code exclusivo, que direciona as mulheres para um formulário da iniciativa de defesa delas.

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Essa abordagem, nesse caso centrada em um bar, já havia sido estabelecida em outras parcerias pelo Projeto Justiceiras, incluindo a indústria do leite, empresas de transporte coletivo e de aplicativos de transporte. Além disso, as vítimas podem buscar ajuda ou fazer denúncias anônimas pelo site justiceiras.org.br ou pelo número de WhatsApp (11) 99639-1212.

Essa iniciativa e a colaboração com o Quintal Patroas sublinham a importância de criação de ambientes seguros e conscientização a sociedade sobre a violência contra a mulher, servindo como um catalisador para a mudança cultural e social necessária rumo a um futuro sem esse tipo de ocorrência.

O Projeto Justiceiras foi fundado em 2020, durante a pandemia da Covid-19, com o propósito de combater e prevenir a violência de gênero. Atualmente, conta com mais de 15 mil voluntárias e já atendeu mais de 14,3 mil vítimas no Brasil e em 27 países. A iniciativa foi idealizada por Gabriela Manssur, uma advogada especializada em direitos das mulheres e promotora de justiça.

“As mulheres não são objeto, tampouco propriedade de ninguém. E essa é a ideia que devemos ecoar para os nossos pares. A violência se inicia com as microviolências, controle, ciúme excessivo, xingamentos e etc. Uma sociedade educada, consciente e ativa é o que precisamos para vermos a materialização das mudanças para que lutamos todos os dias”, afirma Clicie Carvalho, gestora do Projeto Justiceiras.

O Quintal Patroas, situado no bairro Pinheiros, é o mais recente parceiro do Projeto Justiceiras e se autodenomina “a primeira casa segura e livre de assédio para mulheres em São Paulo”. Pedro Casarin, o empresário por trás do estabelecimento, destaca que suas ações vão além da colaboração com o Projeto Justiceiras, já que o espaço aderiu aos protocolos do “Não Se Cale” e ao selo “Estabelecimento Amigo da Mulher”, concedido pelo governo estadual.

“A ideia era ter uma casa que fosse exemplo e referência para combater o assédio criando um protocolo, um treinamento, uma forma de comunicação e também experiências onde a gente possa fazer ações para e juntar fundos para destinar a certas instituições de institutos”, explica.

A ação conjunta entre o Projeto Justiceiras e o Quintal Patroas está alinhada às leis 17.621/2023 e 17.635/2023, regulamentadas pelo governo estadual, que abrangem medidas de acolhimento, proteção e segurança das mulheres em bares, restaurantes e estabelecimentos gastronômicos e de lazer. Recentemente, foi lançada uma ampla campanha institucional, além de um protocolo para padronizar as ações nesses locais.

Clicie enfatiza que as leis desempenham um papel crucial em conscientizar a população sobre o problema do assédio. “O caso de estupro envolvendo o jogador Daniel Alves ressaltou a importância de um protocolo para preservar evidências e proporcionar suporte à vítima. As leis estaduais 17.621/2023 e 17.635/2023 foram inspiradas no protocolo ‘No Callem’, implementado pelo governo de Barcelona em 2018 para combater agressões sexuais e violência machista em locais de lazer, como discotecas e bares”, diz.

Estatísticas reforçam importância de ação
De acordo com a última edição do Fórum de Segurança Pública, a violência sexual contra mulheres aumentou novamente em 2022 no Brasil. Os casos de assédio sexual aumentaram 49,7%, totalizando 6.114, e a importunação sexual aumentou 37%, totalizando 27.530 casos.

Isso ressalta a importância crucial das leis, particularmente da regulamentação detalhada, que inclui procedimentos passo a passo, desde o acolhimento da vítima até o encaminhamento às autoridades competentes, como avalia a gestora do Projeto Justiceiras.

“Vamos propagar a consciência da importância da aplicação desta lei no desenvolvimento de bons resultados na prevenção e combate aos crimes sexuais. A prioridade é estarmos vigilantes sempre, as mulheres precisam se sentir seguras em todos os ambientes”, pontua.

A campanha do governo de São Paulo abrange a divulgação do protocolo “Não Se Cale”, do selo “Estabelecimento Amigo da Mulher” e de informações sobre como buscar ajuda e apoiar vítimas de abuso. Esses materiais serão veiculados em várias mídias, incluindo TV, redes sociais, rádio e mobiliário urbano.

O protocolo “Não Se Cale” inclui um gesto simples e discreto que pode ser utilizado para pedir ajuda em situações de perigo. Este sinal é reconhecido em mais de 40 países e foi criado pela Canadian Women’s Foundation, uma ONG canadense voltada à proteção das mulheres.

Ligada ao universo do rock, Leuven cria cerveja para festival no interior paulista

Originário dos Estados Unidos, o rock atravessou décadas e países influenciando gerações de pessoas, tendo, no Brasil, forte associação com o universo das cervejas artesanais. E essa relação ganhará destaque no último fim de semana de agosto, quando a Leuven não apenas será uma das patrocinadoras do Santa Bárbara Rock Fest, mas também oferecerá uma cerveja criada especialmente para o festival.

A Leuven, uma marca integrante da Companhia Brasileira de Cervejas Artesanais (CBCA), lançou em edição limitada a Leuven Rock Fest, uma American Lager com design inspirado no estilo, apresentando a arte elaborada por Renan Silva, conhecido como Vida Torta, um artista da cidade de Santa Bárbara d’Oeste (SP).

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A novidade possui 10 IBUs de amargor e 4,2% de teor alcoólico. “Essa cerveja é perfeita para aproveitar ao máximo os três dias repletos de rock and roll”, afirma Karin Barreira, a gerente de marketing da CBCA.

Embora seja a primeira vez que a Leuven produz uma cerveja voltada especificamente para um festival de rock, a marca possui uma forte ligação com esse estilo. Na Taberna Leuven na cidade de Piracicaba (SP), a marca realiza regularmente as Leuven Rock Sessions, apresentando covers e bandas de rock clássico.

“Pessoalmente, somos entusiastas de diversas bandas, desde as clássicas até as independentes, e apoiamos bandas locais, participando de eventos de música independente, entre outros. Transitamos por esses meios, frequentamos shows, e assim por diante. O rock nos atrai, nos motiva e está intrinsecamente ligado ao nosso universo empreendedor e independente, até certo ponto rebelde”, diz Karin.

O Santa Barbara Rock Fest se autodenomina como o principal festival de rock independente do interior paulista, reunindo tanto bandas renomadas quanto iniciantes. O evento ocorre “ao lado” da sede da Leuven, pois Santa Bárbara D’Oeste está a menos de 30 quilômetros de Piracicaba, o que tornou o apoio da marca uma decisão natural.

“Já fomos patrocinadores e cerveja oficial em diversos eventos de rock em nossa região. Acredito que essa atração ocorra devido à nossa paixão compartilhada pela música, o que resulta em uma conexão genuína quando participamos desses eventos”, destaca Karin.

Com entrada gratuita, o Santa Bárbara Rock Fest acontecerá nos dias 25, 26 e 27 de agosto, no Complexo da Usina Santa Bárbara, apresentando atrações de destaque como CPM 22, Detonautas e Os Paralamas do Sucesso. A expectativa é atrair 90 mil pessoas ao longo dos três dias de festival.

Entrevista: “Viajando de bicicleta, a cerveja era sempre o prêmio final”

Pedalar 5.324 quilômetros em busca de aventuras e saborosas cervejas artesanais, mas guardando o primeiro gole para o término de cada dia na bicicleta. Assim se desenrolou a jornada de seis meses e meio de Edson Carvalho, conhecido como o Viajante Cervejeiro, enquanto percorria a rota de Florianópolis até Ushuaia, na Argentina.

Agora, essa trajetória está prestes a ganhar vida em um novo capítulo: o livro “Sem Pressa para o Fim do Mundo”. Com o sucesso de sua campanha de financiamento coletivo, o Viajante Cervejeiro compartilhará suas experiências e descobertas, como explica em entrevista ao Guia Talks.

No livro, ele narrará suas passagens por Uruguai, Argentina e Chile, até finalmente chegar a Ushuaia. E durante essa trajetória, o Viajante Cervejeiro teve a oportunidade de explorar uma rica diversidade de cervejarias, mergulhando na cultura de cada nação e região pela qual pedalou.

Além disso, na entrevista, ele aborda a construção de sua rotina, centrada na busca por novas localidades e experiências, recompensada com uma cerveja ao final de cada dia.

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Confira os principais trechos da entrevista com Edson Carvalho, o Viajante Cervejeiro:

Como foi realizar a viagem de bicicleta de Florianópolis até Ushuaia?
A experiência foi extremamente gratificante. Inicialmente planejei essa jornada para 2020, mas, devido à pandemia, tive que adiar. Em 4 de julho de 2022, parti de Florianópolis, então estou longe de casa há mais de um ano, embora a viagem tenha durado seis meses e meio. Quando iniciei, não estava completamente preparado fisicamente, o que resultou em uma tendinite no meio do percurso e me fez interromper a jornada por três meses, quando estava em Porto Alegre. Após a recuperação, retomei a rota, atravessando o Uruguai, indo de Colônia de Sacramento a Buenos Aires de barco, adentrando a Argentina e descendo pela Ruta 40. Em um ponto específico, alcancei El Bolsón, uma região voltada à produção de lúpulo e cerveja. Posteriormente, fui ao Chile para explorar uma parte da Carretera Austral, retornando finalmente o trajeto até Ushuaia. No total, foram seis meses e meio pedalando, concluindo a jornada em 14 de abril.

Você optou por escrever um livro sobre a sua viagem. Quais serão os conteúdos abordados nesse livro?
Durante a jornada, mantive um diário de viagem para registrar minhas experiências e também anotei detalhes sobre todas as cervejas que experimentei ao longo do caminho. O foco do livro não é apenas realizar um relato da minha vivência, mas também documentar as cervejas que degustei em diferentes locais, incluindo bares e cervejarias. Minha intenção é narrar essas histórias em formato de crônicas, incorporando a cerveja como um elemento central. Alguns exemplos incluem os estilos de cerveja introduzidos no BJCP na Argentina, como a Dorada Pampeana e a IPA Argenta, além de explorar a cena cervejeira e as peculiaridades de cada local. No final do livro, vou oferecer um guia com informações sobre os lugares visitados e as cervejarias que conheci, destinado a quem desejar viajar pela Argentina ou fazer a mesma viagem que eu. Essa é a essência do livro.

Como era sua rotina durante a viagem? Pode nos descrever um dia típico do Viajante Cervejeiro?
É uma rotina dentro de uma vida sem rotina. E é necessária. Viajar de bicicleta exige atenção constante ao mapa e análise das condições, como altimetria, clima e mesmo o vento, pois a velocidade pode até te impedir de pedalar. Geralmente, na noite anterior ou pela manhã, eu estudava aplicativos de mapas, verificava a altimetria, condições climáticas e direção do vento. Além disso, utilizava um aplicativo colaborativo para encontrar locais adequados para acampar ou dormir.

Eu procurava acordar cedo para aproveitar ao máximo as horas de luz do dia. No início, estava preocupado em encontrar locais para dormir, mas ao longo da jornada, percebi que, com uma barraca, poderia acampar em qualquer lugar. Também buscava um lugar com algum rio próximo para poder pegar água, para beber, e tomar banho.

Ao chegar a um destino, procurava cervejarias e bares locais, contava minha história e era bem recebido, tendo permissão para montar minha barraca no local ou até mesmo sendo convidado para a casa de alguém. Uma peculiaridade na Argentina e no Uruguai era o hábito de eles saírem muito tarde à noite. Isso causou algumas situações engraçadas, pois eu era convidado a dormir dentro de um bar, mas ele só fechava às 4 da manhã.

Geralmente, meu dia começava com um café da manhã reforçado. E se eu sabia que não iria chegar em um bar ou uma cidade, levava uma lata de cerveja. Eu gostava muito de tomar uma cerveja como uma forma de comemoração por ter vencido aquele dia. Na questão do viajante cervejeiro, ainda mais sendo de bicicleta, a cerveja sempre estava no final do dia. E, se fosse uma cerveja artesanal, melhor ainda.

Você tinha uma rota pré-definida ou estava mais aberto a improvisos?
Minha abordagem foi mais voltada ao “deixar acontecer”. Houve uma vez em que encontrei dois ciclistas estrangeiros, um francês e um coreano, em um posto de gasolina. Eu não ficaria naquela localidade, mas, após um dia cansativo, descobri uma cervejaria a cerca de cinco quilômetros de distância. Eu, na hora, entrei em contato com eles pelo Instagram e acabei indo até lá. Não estava planejado e foi incrível. Então, comecei a não planejar tanto, porque se planejava, as pessoas perguntavam quando eu ia chegar. E eu tinha que ir e acabava perdendo essas oportunidades. Eu deixava a coisa mais livre. Chegava, me apresentava, e geralmente me recebiam e dava tudo certo.

Em sua visão, quais são as diferenças da cultura cervejeira brasileira com a dos países que você visitou na viagem?
Na Argentina, se toma muita Honey Beer, cerveja com mel, praticamente todas as cervejarias fazem. É algo que a gente quase não tem no Brasil, só me lembro da Colorado fazendo. Eu até fui dar uma olhada, a Argentina é uma grande produtora de mel, o que de certa forma justifica. No Uruguai e na Argentina, têm muita a cultura da cerveja ruiva, preta e clara. E eles têm uma dificuldade de mudar na cabeça do consumidor médio que a ruiva pode ser de vários estilos. Algumas regiões também têm questões sobre o insumo. A Argentina é uma grande produtora de lúpulo. Na Patagônia, eles têm muito orgulho da matéria-prima deles. Em Ushuaia, a maioria das cervejarias usam malte e lúpulo locais. Tem muito uso de fruta e madeiras locais, valorizando os seus produtos, assim como fazem muito marketing das cervejas com água da Patagônia, que para eles é um sinônimo de água pura. No mais, acho que eles bebem da mesma fonte que a gente, de olhar muito para a escola norte-americana, com a IPA, que é quase sinônimo de cerveja artesanal, assim como no Brasil.

E quanto à adesão dos argentinos aos seus novos estilos de cerveja?
O consumidor que não está tão familiarizado com o mercado de cerveja artesanal pode não saber o que é a Dorada Pampeana. Ele vai pedir uma ruiva sem perceber que é uma Dorada Pampeana. No entanto, dentro do público que consome cerveja artesanal, acredito que essa compreensão esteja mais disseminada. Recentemente, houve uma campanha interessante. No dia 9 de junho, várias cervejarias independentes da Argentina se uniram para uma iniciativa em que brassaram uma IPA Argenta. Um mês depois, no dia 9 de julho, foram lançadas várias cervejas em bares por todo o país. Eles estão trabalhando ativamente nesse sentido, tentando disseminar a cultura cervejeira.

E a Argentina tem muitos pequenos cervejeiros?
Algo que notei como diferença aqui, embora eu não tenha os números exatos, é que parece muito mais fácil abrir uma cervejaria na Argentina. Durante minhas visitas, encontrei diversas cervejarias legalizadas que operam em garagens e até em residências. Aqui, até uma pequena área sob um prédio, parecendo um pequeno depósito, pode ser a base para uma cervejaria. Essa facilidade ocorre devido aos diferentes registros disponíveis. Um indivíduo pode obter a liberação para operar em nível provincial, o que significa que pode vender sua cerveja apenas dentro dessa província específica. Eles têm requisitos mais flexíveis. Passei por cidades pequenas e perguntei como alguém conseguiu aprovar uma cervejaria ali. A resposta foi que o pessoal ajuda a regularizar essas atividades. No entanto, se alguém quiser começar a vender em âmbito nacional, aí os requisitos ficam um pouco mais rigorosos, envolvendo questões fiscais, por exemplo. Mesmo assim, é possível que alguém fabrique e venda cerveja legalizada em sua própria residência, com foco na cidade em que reside.

Qual foi a melhor experiência da viagem?
A Carretera Austral, no Chile, é uma rota muito famosa entre ciclistas. Ela tem cerca de 1.250 quilômetros e termina no sul. É uma estrada muito dura, porque a Cordilheira dos Andes é muito alta, com estrada de chão. E eu fiz 900 quilômetros da Carretera Austral, algo que não estava nos meus planos iniciais, tinha até medo pelas dificuldades que me relatavam. A duras penas, cheguei até o final. No dia que cheguei, não tinha bar cervejeiro na localidade. A cervejaria era em uma vila bem pequenininha. Comprei uma cerveja chilena artesanal de uma cidade chamada Coyhaique. Foi como se eu tivesse finalizado a viagem, porque foi tão difícil esse trecho. Então eu me lembro dessa cerveja, que eu tomei com muito prazer. E tive vários momentos assim.

Venda de artesanais cai nos EUA em meio a aumento de cervejarias no 1º semestre

Após anos de expansão, o setor da cerveja artesanal está vivenciando uma nova fase nos Estados Unidos. Embora continue a registrar a abertura de novos estabelecimentos e negócios, o consumo está em declínio, embora não de maneira acentuada, como indicado pelo novo levantamento realizado pela Brewers Association (BA), que representa as cervejarias independentes e artesanais do país.

A pesquisa de meio de ano da BA apontou uma queda de 2% no mercado da cerveja artesanal em comparação com o mesmo período de 2022 nos Estados Unidos. Dividido por canais de distribuição, o levantamento, realizado pela Circana Scan, mostra uma retração de 3% no volume de cervejas envasadas. No entanto, esse dado representa uma recuperação, considerando que o recuo no primeiro trimestre foi de 9%.

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A BA avalia que “distribuidores e varejistas têm reduzido seu foco em cervejas artesanais, buscando crescimento em outras áreas, mas há sinais de que as piores reduções podem estar no passado”.

O relatório também indica um ritmo de vendas mais saudável nas cervejarias, o que beneficia negócios com foco na hospitalidade. No entanto, outros estudos reportam que a queda nas vendas de barris, que teve início na pandemia, ainda não foi interrompida.

O levantamento da BA destaca que custos em alta, taxas elevadas para empréstimos e interrupções na cadeia de suprimentos são temas considerados cruciais para o setor. Porém, o maior desafio reside na concorrência de outras bebidas alcoólicas, como RTDs (Ready-to-Drink) e hard seltzers, o que se soma à perda de poder de compra do consumidor.

A BA também relata um aumento no número de cervejarias artesanais, que saltou de 9.119 em junho de 2022 para 9.336 no mesmo mês de 2023. Além disso, o número total de cervejarias subiu de 9.242 para 9.456. Esse dado pode indicar um aumento na concorrência em um mercado estagnado, mas a associação enxerga aspectos positivos.

“Em um mercado que está amadurecendo, o crescimento explosivo dos anos anteriores diminuiu, mas as aberturas continuam ligeiramente superando os fechamentos, e as cervejarias estão encontrando sucesso em nichos específicos”, comenta a BA.

A associação avalia que os resultados da pesquisa estão alinhados com seu relatório anual. Em 2022, de acordo com o documento, a participação das artesanais e independentes variou de 13,1% para 13,2% no mercado cervejeiro dos Estados Unidos, mesmo com a queda no volume produzido, de 29,6 milhões de hectolitros para 29 milhões de hectolitros.

Além disso, a associação acredita que o cenário deve melhorar para as cervejas artesanais dos Estados Unidos na segunda metade de 2023, embora ainda seja necessário encontrar novas oportunidades para conquistar o consumidor.

“O otimismo está no horizonte, já que a pesquisa de meio de ano mostra esperança por tendências melhores no futuro”, reflete Bart Watson, economista-chefe da BA. “Em conjunto, a cerveja artesanal precisa de novas ideias e estratégias para ir além de nossa situação atual, caracterizada por um crescimento lento. A demanda por cerveja artesanal não vai mudar, e existem muitas oportunidades de crescimento em novos canais, ocasiões e clientes”, conclui.

29 opções de cursos cervejeiros para se aprimorar até o fim de 2023

Sempre é tempo de adquirir novos conhecimentos ou aprimorar os já adquiridos. Afinal, o saber é uma ferramenta constantemente utilizada no nosso dia a dia, seja no âmbito profissional ou pessoal, com os cursos cervejeiros sendo uma interessante opção para quem deseja terminar de 2023 tendo mais conhecimento.

Há uma variedade de cursos cervejeiros oferecidos para quem tem interesse em se aprofundar nesse universo, com ótimas opções que podem ser realizados ao longo do segundo semestre de 2023. Para facilitar o planejamento e a escolha do que estudar, a equipe do Guia selecionou algumas opções de cursos cervejeiros oferecidos pelas principais escolas e instituições de ensino desse segmento na metade final de 2023.

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Confira 29 opções de cursos cervejeiros para serem feitos ainda em 2023 e bons estudos:

Academia da Cerveja

Cervejas Sem Álcool
Descrição: Nesta aula, o aluno aprenderá sobre os métodos de fabricação de cerveja sem álcool, os desafios enfrentados, os estilos que podem ter versões sem álcool e a possibilidade de produzi-la em casa.
Data, carga horária e formato: Fixo na grade, 1h, EaD (gravação on-demand).

Lúpulo Antes da Cerveja
Descrição: Muitos falam sobre o lúpulo na cerveja – seu aroma e amargor – mas já pensou de onde ele vem? Como é cultivado? Onde cresce? Neste bate-papo, Mariana Mendes, especialista no cultivo de lúpulo, compartilha conhecimentos sobre a produção brasileira, seus desafios e terroir.
Data, carga horária e formato: Fixo na grade, 1h, EaD (gravação on-demand).

Cervejas Envelhecidas
Descrição: Para compreender melhor e falar com propriedade sobre cervejas envelhecidas, a Academia da Cerveja apresenta uma aula com Gabriel Ramalho, especialista no tema, que desvendará os segredos por trás desse tipo de cerveja.
Data, carga horária e formato: Disponível na grade, 0h20m, EaD (gravação on-demand).

Curso Introdutório ao Universo Cervejeiro
Descrição: Este curso é ideal para iniciantes na jornada cervejeira que desejam aprender conceitos essenciais para dar continuidade a essa descoberta.
Data, carga horária e formato: 29 de agosto, 2h, EaD somente para residentes na região Nordeste.

Curso Introdutório ao Universo Cervejeiro em Libras
Descrição: Esta edição do curso de Introdução ao Mundo da Cerveja é direcionada a entusiastas Surdos que desejam levar a conversa cervejeira além do bar. Cervejeiros da Academia da Cerveja e convidados do mercado se unem para explicar matérias-primas, processo de produção, mitos e verdades sobre a cerveja, além dos cuidados necessários. O curso é ministrado em libras com legendas em português.
Data, carga horária e formato: Disponível na grade, 2h, EaD (gravação on-demand).


Beer Business

Plano de Negócios para Cervejaria Cigana 
Descrição: Este curso é focado no modelo de cervejaria cigana. Nele, é possível esclarecer os pontos básicos a serem considerados na implantação de uma cervejaria cigana. Isso capacita tanto o cervejeiro cigano quanto a cervejaria a tomar decisões relativas aos aspectos operacionais, comerciais e financeiros da terceirização da produção de cervejas artesanais, além de avaliar a viabilidade do negócio
Data, carga horária e formato: Fixo na grade, 10h, EaD.

Brewpub – Planejamento e Operação 
Descrição: Este curso busca esclarecer os pontos fundamentais de uma estrutura que combina gastronomia e produção de cervejas, aproveitando os benefícios fiscais e operacionais desse modelo de negócio. Também aborda outros modelos, como taproom (bar de cerveja artesanal sem fabricação própria), tap house (bar com cerveja terceirizada), cozinhas terceirizadas, food trucks, entre outros.
Data, carga horária e formato: Fixo na grade, 20h, EaD.

Tributação para o Mercado Cervejeiro
Descrição: Este curso esclarece aspectos tributários relevantes para o mercado cervejeiro. A abordagem começa explicando os regimes de tributação e as regras da substituição tributária na prática. Além disso, abrange questões técnicas como o preenchimento de notas fiscais, fornecendo clareza sobre os modelos de operação aplicáveis, incluindo a remessa para a industrialização. Também aborda os custos das operações interestaduais, com benefícios específicos de estados brasileiros.
Data, carga horária e formato: Fixo na grade, 9h, EaD.


Escola Superior de Cerveja e Malte (ESCM)

Sommelier de Cervejas
Descrição: Este curso híbrido tem como objetivo transformar o aluno em um conhecedor da história da cerveja e sua relação com a história da humanidade. Além disso, promete aprimorar o conhecimento sobre matérias-primas e processos de produção de cerveja, permitindo uma apreciação mais profunda dos sabores e aromas únicos de cada variedade.
Data, carga horária e formato: Início em 28 de agosto, 48h, híbrido.

Tecnologia Cervejeira
Descrição: Este curso permite ao aluno explorar o mercado cervejeiro, sua história, estilos e características das cervejas. Além disso, oferece conhecimento sobre os procedimentos qualitativos e quantitativos para seleção das matérias-primas na fabricação e fermentação do mosto cervejeiro.
Data, carga horária e formato: Início em 10 de agosto, 75h, EaD.

Cervejeiro Caseiro
Descrição: Este curso oferece ao aluno a possibilidade de produzir sua própria cerveja artesanal, compreendendo o passo a passo da fabricação, dominando a brassagem, identificando as etapas de elaboração de receitas e aprimorando as técnicas para alcançar padrões de qualidade nas cervejas artesanais.
Data, carga horária e formato: Início em 21 de agosto, 42h, EaD.

Microbiologia da Cerveja
Descrição: Este curso livre capacita o aluno a dominar os controles microbiológicos nas diferentes etapas da produção cervejeira, compreendendo o comportamento e manipulação das leveduras cervejeiras, visando produtividade, qualidade e custo.
Data, carga horária e formato: Início em 28 de agosto, 30h, EaD.

Aprofundamento em Lúpulo 
Descrição: Este curso livre auxilia o aluno a dominar as técnicas de utilização do lúpulo na produção de cerveja, incluindo o plantio, as variedades e o processamento do lúpulo. Além disso, abrange a determinação da composição química do lúpulo e seu impacto nas propriedades da cerveja.
Data, carga horária e formato: Início em 29 de agosto, 30h, EaD.

Mestre Destilador 
Descrição: Neste curso intensivo, o aluno aprenderá sobre a história e características das principais bebidas destiladas, como cachaça, uísque, gin, vodca, conhaque e grapa. Também abrange o passo a passo para a produção de destilados, os equipamentos e controles usados nos processos de filtração e blendagem.
Data, carga horária e formato: Início em 28 de agosto, 63h, EaD.

Gestão Financeira
Descrição: Este curso permite ao aluno compreender os conceitos básicos de finanças, conhecer os tributos sobre a atividade cervejeira, controlar e analisar os custos de operação de cervejarias, além de gerir o fluxo de caixa do negócio.
Data, carga horária e formato: Início em 29 de agosto, 30h, EaD.

Produção de Bebidas Não Alcoólicas
Descrição: Este curso abrange os processos de produção de bebidas não alcoólicas, como refrigerantes, sucos, refrescos, água de coco, isotônicos, energéticos, chás e kombuchas. Além disso, explora as matérias-primas e fundamentos químicos e microbiológicos desses produtos.
Data, carga horária e formato: Início em 29 de agosto, 30h, EaD.


Instituto da Cerveja Brasil

Introdução ao Universo das Cervejas Especiais
Descrição: Este curso tem o objetivo de fornecer informações gerais e curiosidades sobre o vasto universo das cervejas especiais de maneira leve e descontraída, com ênfase em degustações. O intuito é capacitar o aluno a selecionar de forma adequada e consciente a sua cerveja.
Data, carga horária e formato: De 14 a 28 de agosto, 12h, presencial em São Paulo.

Avançado de Tecnologia Cervejeira
Descrição: Este curso conta com a coparticipação e certificação internacional da Universidade de Weihenstephan, sendo o único brasileiro chancelado por essa universidade da Munique. Aborda temas variados relacionados ao universo cervejeiro, tanto na teoria quanto na prática, visando capacitar o participante para iniciar uma carreira como cervejeiro profissional.
Data, carga horária e formato: A partir de 19 de agosto, 110h, híbrido em Belo Horizonte.
A partir de 2 de setembro, 110h, híbrido em Porto Alegre.

Preparatório para o “Cicerone® Certified Beer Server
Descrição: O programa Cicerone® Certified Beer Server prepara profissionais do ramo de alimentos e bebidas para lidar com aspectos-chave do serviço de cerveja com confiança. O curso preparatório oferece conteúdos como os ingredientes e o processo de produção de cervejas, fundamentos do serviço de cervejas e sistemas de extração de chope.
Data, carga horária e formato: De 21 a 30 de agosto, 8h, EaD.

Gestão para bares e brewpubs – da administração à hospitalidade 
Descrição: Este curso foca na competitividade, capacitando os alunos a atuar em aspectos fundamentais do atendimento ao público e da gestão financeira. O processo inclui compreender a formatação, implantação e gestão de programas de treinamento de equipe, bem como o papel da equipe na dinâmica e rentabilidade da operação.
Data, carga horária e formato:
De 11 a 27 de setembro, 20h, EaD.
De 2 a 11 outubro, 20h, EaD.


Science of Beer Institute

Sommelier de Cervejas
Descrição: Desenvolvido para aqueles que desejam se aprofundar no universo das cervejas, este curso capacita os alunos a sugerir, orientar, executar o serviço, harmonizar, avaliar, identificar defeitos e descrever sensorialmente cervejas de diversas origens e estilos. Além disso, orienta a correlação da cerveja com outras bebidas, como cafés, vinhos, destilados e coquetéis.
Data, carga horária e formato: De 23 setembro a 10 de dezembro, 80h, presencial no Rio de Janeiro. 
De 11 a 18 de fevereiro, 80h, presencial em Cuiabá.

Beer Sensory 
Descrição: Este curso online foca na avaliação sensorial de cervejas com base em critérios científicos. Ele treina as habilidades técnicas e sensoriais de profissionais da cerveja, proporcionando uma experiência enriquecedora. Idealizado pelo Science of Beer, o programa tem o objetivo de formar e certificar profissionais da área em nível de proficiência em habilidades de avaliação e gestão sensorial.
Data, carga horária e formato: Início em 16 de outubro, 32h, EaD.

Sommelier Online 
Descrição: Este curso 100% digital é direcionado para amantes da cerveja, cervejeiros, garçons, profissionais do vinho, gastrônomos, formadores de opinião, degustadores, comerciantes e entusiastas que desejam aprimorar o conhecimento técnico sobre cerveja. O curso inclui avaliações sensoriais, degustações orientadas e mais. Conta com degustação e avaliação orientada de 40 rótulos de cerveja.
Data, carga horária e formato: Início em 7 de novembro, 96h, EaD.

Science of Beer Styles
Descrição: Este curso intensivo aprofunda o conhecimento sobre estilos de cerveja, escolas cervejeiras e história das principais cervejarias. Além disso, inclui degustações guiadas de rótulos referência de cada escola, degustações verticais e horizontais e simulação de julgamento de concursos de cerveja pelos guias de estilos do BJCP e da Brewers Association.
Data, carga horária e formato: De 22 a 28 de novembro, 56h, presencial em Teresópolis (RJ).


Sinnatrah Cervejaria-Escola

Produção de Cerveja Artesanal 
Descrição: Este curso combina teoria e prática para a fabricação da cerveja em um dia de aula. O módulo básico aborda tudo que o aluno precisa saber para produzir sua própria cerveja em casa: história e estilos de cerveja, ingredientes (malte, lúpulo, levedura, água), equipamentos cervejeiros e o processo completo de preparo de uma leva de 20 litros.
Data, carga horária e formato: 28 de agosto, 7h, presencial em São Paulo.
23 de setembro, 7h, presencial em São Paulo.
21 de outubro, 7h, presencial em São Paulo.
4 de novembro, 7h, presencial em São Paulo.

Avançado de Produção de Cervejas Artesanais
Descrição: Neste curso avançado, o aluno aprende a criar suas próprias receitas de cerveja, acompanhar a brassagem e a fermentação com detalhes e técnicas de um profissional. Ministrado em dois dias, inclui aulas teóricas e práticas cervejeiras, além da produção de duas cervejas pela turma.
Data, carga horária e formato: 16 e 17 de setembro, 16h, presencial em São Paulo.
28 e 29 de outubro, 16h, presencial em São Paulo.
16 e 17 de dezembro, 16h, presencial em São Paulo.

Água Cervejeira: Modificação e Tratamento
Descrição: Este curso da Sinnatrah ensina a observar as características da água cervejeira, recomendações e cálculos para sua modificação de acordo com objetivos específicos, adição de sais e ajuste de pH em diversas etapas da fabricação do mosto cervejeiro.
Data, carga horária e formato: 14 de setembro, 3h, EaD.

Mentoria Cervejaria-Escola
Descrição: O pacote padrão da mentoria inclui 8 horas em videochamadas fracionadas em até 8 sessões de 1 hora cada (em formato de aula, bate-papo, plantão de dúvidas, acompanhamento de brassagem ou atividade prática supervisionada); suporte por e-mail e WhatsApp durante o programa; análise sensorial de cervejas com sugestões de melhorias de processo e formulação.
Data, carga horária e formato: Fixo na grade, 8h, EaD.

Degustação e Harmonização de Cervejas
Descrição: Este curso é uma introdução ao mundo das cervejas artesanais para quem deseja entender e identificar melhor seus sabores. Aborda a história da cerveja, tipos, parâmetros de estilos, ingredientes e o processo de fabricação.
Data, carga horária e formato: 7 de outubro, 3h, presencial em São Paulo.

Cerveja tem deflação nos bares em julho, mas alta acima do IPCA no varejo

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Em julho, o local de compra da cerveja desempenhou um papel crucial para determinar se os consumidores pagariam mais ou menos em relação aos meses anteriores. De acordo com dados divulgados pelo IBGE, ocorreu deflação no preço da cerveja fora do domicílio, geralmente adquirida em bares e restaurantes, mas houve aumento acima do IPCA para o mesmo item quando comprado para consumo em casa, principalmente no varejo.

Enquanto a cerveja para consumo doméstico aumentou 0,74% em julho, o preço do produto nos bares teve queda de 0,45% no último mês. Entre esses dois extremos, encontra-se o IPCA, o índice oficial de inflação do Brasil, com leve aumento de 0,12%.

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Esse cenário de inflação no domicílio e deflação fora do domicílio também se repetiu em outras bebidas alcoólicas em julho, com ainda mais intensidade. No varejo, houve aumento de 2,29% nos preços, enquanto nos bares ocorreu queda de 1,41%. Além disso, o grupo de alimentação e bebidas registrou deflação de 0,46% em julho.

No entanto, a inflação da cerveja e de outras bebidas alcoólicas permanece acima do IPCA e do grupo de alimentação e bebidas quando são analisados os dados acumulados para 2023 e o período dos últimos 12 meses.

A inflação da cerveja no varejo atingiu 3,43% em 2023 e 9,74% nos últimos 12 meses, enquanto nos bares está em 3,72% e 7,13%, respectivamente. No caso das outras bebidas alcoólicas no varejo, houve aumento de 9,17% no ano e de 10,89% no período entre agosto de 2022 e julho de 2023, enquanto fora do domicílio esses índices ficam em 4,07% e 5,81%, respectivamente.

O IPCA acumulou aumento de 2,99% neste ano e de 3,99% nos últimos 12 meses. Já o grupo de alimentação e bebidas registrou inflação de 0,55% e 2,2%, respectivamente, nos mesmos cenários.

No mês de julho, aliás, o grupo de alimentação e bebidas teve a segunda maior deflação, ficando atrás apenas do recuo de 1,01% no grupo habitação. Por outro lado, o maior aumento, de 1,50%, foi observado no grupo de transportes, impulsionado pela inflação de 4,75% no preço da gasolina.

Inflação por cidades
Entre as capitais pesquisadas pelo IBGE, Campo Grande registrou a maior inflação nos preços da cerveja no varejo em julho (4,59%), com Rio Branco liderando o aumento nos bares (4,66%). Por outro lado, as maiores deflações ocorreram em Fortaleza, com queda de 1,03% no varejo, e em Vitória, com redução de 1,87% nos bares.

Balcão Xirê Cervejeiro: Celebrando a resistência e a diversidade no mercado

Balcão Xirê Cervejeiro: Celebrando a resistência e a diversidade no mercado

Olá, seguidores/as e leitores/as do Guia da Cerveja! Estou de volta ao balcão Xirê Cervejeiro e, desta vez, nossa conversa será sobre a cerveja “Tereza de Benguela Cervejeiras”, uma Red Ale com adição de ameixa e baunilha Kalunga.

Antes de apresentar a cerveja, começo nosso diálogo com a seguinte frase: “A única coisa que separa as mulheres negras de qualquer outra pessoa é oportunidade”. Essa fala emblemática foi dita pela grande atriz Viola Davis em um emocionante e pungente discurso durante o Emmy de 2015, e ela não estava errada.

Aproprio-me dessa fala de Viola para dizer o mesmo no que tange as mulheres negras no mercado cervejeiro. E não deveria ser assim, tendo em vista que foram as mulheres as responsáveis pela existência da cerveja.

Elas foram as primeiras a dominar a arte da fabricação de cerveja, sendo responsáveis por disseminá-la. Há relatos na literatura que a cerveja surgiu na região norte da África, e se as mulheres eram as responsáveis pelo manejo da agricultura e pela produção de alimentos, logo, também, foram as executoras dessa bebida tão milenar, numa África notadamente negra.

Foram inspiradas nessa ancestralidade que cinco mulheres negras engajadas no ecossistema cervejeiro se juntaram para criar uma cerveja e homenagear uma heroína brasileira, que foi/é símbolo de resistência, alteridade e insubmissão.

A escolha do nome que estampa o rótulo não foi à toa e nem aleatória.

Mulheres negras são fruto da diáspora africana, ou como nos ensinou Beatriz Nascimento, “atlânticas”, trazidas à força pelo Atlântico com um único e exclusivo objetivo, serem escravizadas para gerar riqueza à “elite” do atraso brasileiro.

É nesse contexto que Tereza de Benguela chega ao Brasil, uma mulher nascida livre e sequestrada, que não negociou sua liberdade. Em meados do século XVII, Tereza fugiu para o Quilombo do Piolho ou Quariterê, na região de Mato Grosso, na fronteira com a Bolívia. Após a morte de seu marido, Zé do Piolho, ela assumiu a liderança do quilombo, tornando-se rainha. O reinado de Tereza termina em 1770, quando forças coloniais invadiram e destruíram o quilombo.

No Quilombo do Quariterê vigorava um parlamento, com deputados e conselheiros, e a liberdade era exercida ali.

Na contemporaneidade, muitas mulheres negras ainda vivem em busca de liberdade e equidade, principalmente econômica. E foi pautando esse lugar social que em 25 de julho de 1992, aconteceu em Santo Domingo, na República Dominicana, um encontro de mulheres negras latino-americanas e caribenhas, com o objetivo de discutir políticas públicas para essas mulheres negras, filhas da diáspora africana e tão invisibilizadas.

Neste mesmo ano, a ONU reconheceu essa data como um marco de luta pela vida dessas mulheres racializadas.

No Brasil, foi sancionada a Lei Federal 12.987/2014, uma justa homenagem a Tereza, uma mulher que nunca se rendeu e lutou até o fim pela emancipação de pessoas negras.

Inspiradas nessa grande líder, cinco mulheres negras do mercado cervejeiro se reuniram em 2022 para criar o primeiro Festival Tereza de Benguela Cervejeiras, cuja finalidade é dar visibilidade às mulheres negras no mercado cervejeiro e inspirar outras mulheres negras a fazerem parte desse ecossistema que nos rejeita o tempo todo.

Em 2023, o coletivo, junto com a Goose Island, criou uma cerveja para comemorar o dia 25 de julho, uma Red Ale com adição de ameixa e baunilha.

A escolha do estilo e dos adjuntos foram feitos pelas cincos cervejeiras, por essa subscritora e por Cinarah Gomes, Adriana Santos, Dani Lira e Dani Souza.

Vejam o que elas falam sobre o projeto:

O Tereza de Benguela Cervejeiras é um projeto de agradecimento e celebração aos ancestrais africanos. Um encontro lindo com quem respeita e valoriza as origens. Mas talvez o feito mais especial é o de poder expandir as relações e perpetuar os ensinamentos surgidos desde o Egito antigo. Não é somente sobre cerveja, mas tudo o que permeia, como gastronomia, cultura, arte e educação. O Tereza é muito mais que um evento. É uma vivência regada de aprendizado e principalmente alegria, marca registrada do povo africano

Adriana Santos, sommelière de cervejas e cervejeira caseira

O Tereza de Benguela foi criado a partir da perspectiva de sermos vistas e percebidas no mercado cervejeiro, que, até então, sempre foi machista e com ambiente altamente branco. A junção de 5 mulheres negras potentes, empoderadas, fortes, cada uma com seu potencial, com foco e com a mesma força e perspectiva de coexistir nesse ramo, nos fez. E desde o ano passado, passamos a trocar, idealizar e a trazer esse sonho, esse conhecimento, essa força para a sociedade. Através do projeto, nos fortalecemos e crescemos como mulheres negras ocupando espaço e identidade cervejeira. Criamos o Tereza de Benguela para fortalecer todas mulheres que, assim como nós, querem ser reconhecidas por seus verdadeiros valores e potências!

Dani Souza, sommelière de cervejas e chef de cozinha

A reunião dessas mulheres negras tão potentes no mercado cervejeiro já era um sonho antigo de todas, então poder associar o coletivo à data do dia 25 de julho foi o melhor momento para esse projeto acontecer.
Percebo que de alguma forma, nossos corpos ainda não são valorizados como profissionais, e no setor em que atuo, por exemplo, sinto ainda o preconceito e racismo, camuflado de surpresa, quando me conhecem e descobrem que eu sou a dona do Torneira Bar, o que me traz um certo incômodo.
Entendo que o setor vem mudando, temos muitas mulheres negras profissionais no mercado cervejeiro, contudo, ainda muitos negócios desconhecidos ou sem a devida visibilidade.
Observo muitas marcas propondo vínculos “profissionais” no sentido de uma autopromoção quando se fala de inclusão e diversidade, contudo, não visando uma remuneração justa para tais atividades.
Desta forma, a representatividade fortalece outras a elevarem seus negócios no setor. É aquele ditado: uma puxa a outra.
O Tereza de Benguela é sobre celebração, união, apoio e valorização dos nossos corpos como profissionais do meio cervejeiro

Dani Lira, sommelière de cervejas e sócia fundadora do Torneira Bar

O Festival Tereza de Benguela, conecta-me com meus pares, oxigenando e fortalecendo nossos negócios, amplia nossa visibilidade e constrói pontes, atalhos e possibilidades reais de desenvolvimento individual, porém atuando de forma coletiva.
Mulheres negras conscientes de seus valores e desvalores em nossa sociedade, sabem que é no compartilhamento de saberes que a gente se fortalece!

Cinarah Gomes, sócia da cervejaria Serafina e cervejeira cigana

Como parte desse projeto, não poderia deixar de dar aqui o registro do que me motivou a fazer parte dele.
O que me motivou a estar no ambiente cervejeiro foi a falta. A ausência me trouxe até aqui. Não encontrar pessoas negras em lugar de destaque no mercado das artesanais e ser tratada com muito desdém e chacota me gerou um incômodo.
Não deveria, mas o espaço cervejeiro é muito hostil e intimidador, então buscar espaços de segurança e acolhimento tem sido uma constante. Reuni-me com essas cervejeiras foi algo desafiador e ao mesmo tempo bonito e acolhedor.
Como sempre pontuo, cerveja é conexão, é ralação entre pessoas, é ponte de afeto, é o elo social entre várias comunidades. Ela não está restrita aos espaços cheios de pessoas iguais, como se fossem um bloco monolítico. cerveja é diversidade em todos os sentidos. Cerveja não é elitista, ela deve abraçar todas as pessoas de forma natural e sem esnobismos. E se o mercado realmente estiver disposto a conectar a cerveja às pessoas, precisa se colocar na posição de escuta, ouvir o que elas têm a dizer. Temos potencial para sermos imensos, basta não querer segregar. Estamos diante de uma geração que diz em alto e bom som, “se não me vejo, não compro”. Então, que possamos cada vez mais, para além das máquinas, aprender a dialogar com as pessoas. Cerveja, diversidade e paridade também são tecnologias, tecnologias que aproximam o/a consumidor/a à cerveja. E cerveja, é antes de tudo, vínculo.
É nesse lugar que o Tereza de Benguela Cervejeiras surge, para acolher, visibilizar e honrar quem veio antes, que está aqui e quem estar por vir.

Sara Araujo, sommelière de cervejas, consultora e produtora de conteúdo digital

O projeto só foi possível por contar com a sensibilidade de aliades e trago duas dessas vozes para ilustrar o que significa/significou esse projeto.

O projeto de Tereza de Benguela Cervejeiras me fez refletir não somente sobre a potência e representatividade de luta e resistência que Tereza de Benguela foi e é, mas me fez refletir também sobre as minhas origens e raízes.
Me fez refletir sobre a forma na qual fui criado. Eu, um homem negro que cresceu sem pai, periférico, percebi que a maior representatividade e personificação de Tereza que eu tenho, é a minha própria mãe.
Uma mulher negra, periférica, da qual carregou o mundo nas costas. Percebi que fui moldado nos princípios da luta e da resistência por sobrevivência, respeito, e todos os direitos dos quais sempre buscamos. O direito de ser e pertencer.
Me senti feliz não só pela realização do projeto. Mas também, por ter a percepção de que fui criado a partir desses princípios, por uma mulher negra. E isso me fez ser quem eu sou hoje. Me senti grato por isso, e também por até hoje ter presente de uma forma muito forte na minha vida, mulheres e potências negras que me motivam cada vez mais.

Leonardo Augusto da Silva, coordenador de marketing da Goose Island

Ser mulher é um desafio.
Ser mulher e negra é um desafio maior.
Mas o que dizer de mulheres negras e cervejeiras!
Eu tive a oportunidade de conhecer essas mulheres, seus trabalhos, algumas de suas batalhas e de também um pouco mais sobre essa outra mulher, a Tereza de Benguela.
A Sara me convidou para escrever o que ela significa para mim e eu poderia escrever aqui tudo o que eu ouvi e li sobre ela, mas quem mais me ensinou foi a Sara com uma simples palavra.
Como desenvolvemos uma cerveja em conjunto para celebrar o dia da Tereza, em um momento foi colocado no grupo de WhatsApp um texto para que todas aprovassem. Na descrição estava escrito que a Tereza tinha sido uma escrava e a Sara gentilmente corrigiu falando que o correto era se referir como ESCRAVIZADA.
Foi uma palavra que me sensibilizou bastante, não sei muito como explicar… Imaginei Tereza livre, sendo tirada e obrigada ao trabalho forçado, escravo. Arrancada da sua vida, vendo os seus serem hostilizados e mortos. Mas essa mulher lutou e liderou por 20 anos um quilombo até ser subjugada novamente. E ali naquele grupo estavam 5 mulheres celebrando seu nome e sua luta. E vi em cada uma delas um pouquinho da Tereza e na Sara, em especial, a luz dela.
Tereza representa para mim um pouquinho de cada uma de vocês, Sara, Dani, Cinara, Adriana e Dani Lira.
Agradeço pela oportunidade de conhecê-las e pelos ensinamentos

Luiza de Oliveira Cardoso, administradora

Desejo a você, que leu estes relatos, que fortaleça mulheres no mercado cervejeiro, que elas possam ter incentivos para desenvolver suas habilidades.


Sara Araujo é graduada em Ciências Jurídicas pela Instituição Toledo de Ensino, em Bauru (SP). Atua na área de execução penal, sendo graduanda em Ciências Sociais pela Universidade Estadual de Maringá (PR), pós-graduanda em História da África e da Diáspora Atlântica pelo Instituto Pretos Novos do Rio de Janeiro, sommelière de cervejas pela ESCM/Doemens Akademie e criadora e gestora do @negracervejassommelier

Filme Barbie reaquece fenômeno cultural e inspira ações no setor cervejeiro

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O mundo encantado e cor-de-rosa da boneca Barbie foi transportado para as telas e transformou-se no filme mais comentado do ano, causando um enorme impacto cultural. Desde a sua estreia global em 20 de julho, o longa-metragem tem atraído multidões às salas de cinemas, se transformando em um fenômeno cultural que inspira até o mercado da cerveja, com o lançamentos de chopes e rótulos em homenagem à Barbie.

No Brasil, o filme arrecadou R$ 22,7 milhões nas bilheterias no seu dia de estreia, de acordo com a Associação Brasileira das Empresas Exibidoras Cinematográficas Operadoras de Multiplex. Com um público de cerca de 1,2 milhão de pessoas, ele conquistou a maior bilheteria de estreia desde 2019, marcando também a maior abertura da Warner no país.

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Esse sucesso estrondoso é resultado de uma intensa estratégia de marketing que envolveu um investimento de aproximadamente US$ 100 milhões em mídia e propaganda, transformando o mundo em um universo cor-de-rosa. Nas redes sociais, o filme ganhou popularidade muito antes do seu lançamento, com uma enxurrada de hashtags como “Hi, Barbie”, “Barbie” e “Barbiecore”, além de memes e criações inspiradas na produção.

O impacto do filme Barbie vai além de atrair multidões para as salas de cinema; ele também está influenciando a sociedade e, consequentemente, movimentando diversos setores, incluindo o da cerveja artesanal.

A equipe de reportagem do Guia constatou que várias cervejarias estão se aproveitando da onda cor-de-rosa para lançar produtos criativos. Além disso, a movimentação não se limita às grandes cidades, com novidades surgindo em localidades como Tianguá (CE), Jacarezinho (PR), Camanducaia (MG), Criciúma (SC) e Araçás (BA), demonstrando que a união entre cerveja e Barbie se espalhou pelo país.

Um desses casos envolve a Cervejaria Barbarril, de Jacarezinho, que afirma trabalhar para introduzir e consolidar a cerveja artesanal na região há seis anos e aproveitou o apelo da Barbie para se diferenciar das marcas tradicionais no mercado.

“Como a concorrência com cervejas comerciais já consolidadas era uma realidade, sempre tentamos inovar com promoções e opções diferentes das cervejas tradicionais. O Chope Barbierril faz parte desse processo, assim oferecer uma opção descontraída de tomar um chope e se sentir parte desse empoderamento e debate trazido pelo filme”, destaca Rafael Bonito Pereira, proprietário da cervejaria.

Outro estabelecimento que aproveitou o sucesso do filme foi o bar Arsenal da Cerveja, localizado em Monte Verde, distrito mineiro de Camanducaia. Especializado em cervejas artesanais nacionais e importadas, o estabelecimento criou a “Barbie Pilsen Rosa” para capitalizar o êxito do filme.

“Embora a nossa cerveja em homenagem à Barbie não esteja diretamente ligada ao filme, há elementos interessantes na sua criação. A inspiração para essa bebida surgiu a partir da repercussão global do filme e da percepção de uma oportunidade de mercado no setor cervejeiro”, destaca., explica Rafael Lima, sommelier de cerveja e fundador do estabelecimento, que faz parte da Move, a Agência de Desenvolvimento de Monte Verde e Região.

Um toque especial na receita é o uso de um corante rosa alimentício, conferindo à cerveja um visual atraente que remete à estética da Barbie. “Essa escolha trouxe uma nova dimensão ao chope, conquistando não apenas os amantes da bebida, mas também aqueles que se deixaram envolver pelo entusiasmo gerado pelo hype em torno da Barbie”.

O fenômeno Barbie: Muito além de uma boneca de plástico
A icônica boneca de plástico Barbie foi criada em 1945 por Ruth Handler, uma das fundadoras da Mattel. Inicialmente concebida como um brinquedo infantil, a Barbie revolucionou o mercado de brinquedos ao longo das décadas, tornando-se um objeto de desejo para milhões de crianças em todo o mundo.

O filme estrelado e produzido por Margot Robbie e dirigido por Greta Gerwig mergulha no cotidiano de uma boneca em Barbieland, até que Barbie, acompanhada de Ken, é transportada para o mundo real, onde enfrenta diversos desafios.

A própria boneca Barbie, desde a sua criação, representa um objeto de reflexão sobre questões sociais. Seu padrão de beleza, frequentemente considerado inatingível, é criticado por retratar uma imagem de mulher magra, loira e de olhos azuis.

Outro ponto é o protagonismo feminino na narrativa da Barbie, contrastando com a relativa irrelevância do personagem masculino, Ken, frequentemente vendido como o “companheiro da Barbie” e, portanto, apenas um acessório nos brinquedos da vida real.

A construção de um enredo totalmente focado na perspectiva feminina também destaca a importância do empoderamento das mulheres e suscita reflexões sobre os papéis de gênero. Já Ken também enfrenta polêmicas relacionadas à sua sexualidade, sendo frequentemente associado a traços de “fragilidade masculina”.

Brasil Brau terá mais ênfase em conteúdos e foco amplo na cadeia cervejeira

A Brasil Brau, evento que reúne a Feira Internacional de Tecnologia em Cerveja e o Congresso Brasileiro de Ciência e Tecnologia Cervejeira, confirmou sua próxima edição para o período de 11 a 13 de junho de 2024, no São Paulo Expo, e indicou que terá ênfase ampliada na divulgação de conteúdo, bem como uma abordagem mais abrangente de toda a cadeia cervejeira, indo além do processo produtivo.

“A pandemia nos ensinou a valorizar o conteúdo de maneira significativa. Desejamos oferecer aos profissionais mais oportunidades de aprofundamento, e acredito que a Brasil Brau se encaixa nesse perfil”, explica Gabriel Pucino, gestor da Brasil Brau e gerente sênior de eventos da GL events.

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Na sua 18ª edição, o Congresso Brasileiro de Ciência e Tecnologia Cervejeira, agora identificado prioritariamente pela sigla CBCTC, buscará abordar temas e conteúdos contemporâneos com a presença de profissionais internacionais, contando com a colaboração do Instituto da Cerveja Brasil (ICB).

“Nosso objetivo é fortalecer a posição da Brasil Brau como o principal evento da América Latina, não se limitando apenas ao Brasil. Também planejamos expandir o conteúdo, trazendo novos congressistas nacionais e internacionais”, acrescenta Pucino.

Durante a apresentação de detalhes da Brasil Brau 2024, Pucino lembrou que o evento começou como um congresso cervejeiro, desempenhando um papel crucial para a formação de muitos profissionais do setor.

“A Brasil Brau teve início em 1989 com o Congresso da Associação Brasileira dos Profissionais em Cerveja e Malte (Cobracen), sempre mantendo uma base sólida em conteúdo. Muitos profissionais foram formados, trocaram experiências e adquiriram conhecimento por meio deste evento”, destaca.

Feira maior e mais abrangente
A feira de exposição de produtos e serviços da Brasil Brau espera crescer em área e número, ultrapassando os 112 expositores de 2022. Para isso, o evento, que reúne fornecedores do mercado cervejeiro, desde embalagens e equipamentos até insumos e refrigeração, deve ter algumas novidades, ampliando o olhar sobre toda a cadeia.

“Embora a produção de cerveja permaneça como foco central, estamos observando um crescente interesse em outros segmentos. Nosso objetivo é continuar priorizando a produção de cerveja, mas também incluir setores complementares que abrangem todo o processo, desde o cultivo até o consumo”, diz Pucino.

Em 2024, a Brasil Brau também terá o Brewer Lounge, uma área dedicada à exposição de conteúdo gratuito e experimentação de produtos. Adicionalmente, o evento apresentará uma nova identidade visual, com uma alteração no logotipo que agora incorpora os quatro pilares da indústria na formação do “B” da Brasil Brau: campo, indústria, tecnologia e comércio.

Como foi em 2022
No ano anterior, segundo dados divulgados pela organização da Brasil Brau, o evento atraiu cerca de 7 mil pessoas ao pavilhão do São Paulo Expo ao longo de três dias. Além disso, houve um aumento de 40% no número de credenciados em relação à edição anterior, ocorrida em 2019.

A forte presença de profissionais do setor também resultou em acordos comerciais: 21% dos expositores relataram expectativas de negócios gerados em valores superiores a R$ 1 milhão após o evento, conforme relatado pelos responsáveis pela feira.

Heineken investe R$ 80 mi para ampliar produção da cerveja sem álcool no Brasil

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O Grupo Heineken vai realizar um novo investimento para expandir a fabricação de sua cerveja sem álcool no Brasil. A empresa anunciou um aporte de R$ 80 milhões em sua unidade produtiva em Araraquara (SP), com o objetivo de aumentar a produção da Heineken 0.0.

A escolha da fábrica localizada na cidade do interior paulista está estrategicamente relacionada à sua posição geográfica, permitindo abastecer de maneira eficiente a região Sudeste, como destaca a companhia em comunicado oficial.

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“A ampliação reflete o sucesso da categoria de cerveja sem álcool no Brasil e reforça o compromisso da companhia de crescer de maneira sustentável, promovendo o consumo responsável de álcool, novas ocasiões de consumo e mais equilíbrio no dia a dia”, afirma.

Desde 2021, o Brasil é o maior mercado consumidor da Heineken 0.0, de acordo com o grupo. Em seu mais recente relatório financeiro, a empresa revelou que sua cerveja sem álcool teve um crescimento de dois dígitos (superior a 10%) nas vendas durante o primeiro semestre deste ano no Brasil, em comparação com o mesmo período de 2022.

Impulsionada pelo crescimento de sua versão sem álcool, a Heineken está trabalhando com o objetivo de disponibilizar essa opção em todos os seus pontos de venda no Brasil até 2025, como relata Rodrigo Bressan, vice-presidente de produção.

“Até 2025, nossa expectativa é que 100% dos nossos pontos de venda ofereçam Heineken 0.0, permitindo aos consumidores desfrutarem de uma cerveja sem álcool de alta qualidade e sabor, promovendo o consumo responsável”, explica.

Segundo o Grupo Heineken, esse investimento se soma a outros, totalizando mais de R$ 2 bilhões injetados em suas unidades em São Paulo nos últimos quatro anos, nas cidades de Itu, Jacareí e Campos do Jordão.

“Desejamos fortalecer nosso compromisso não apenas com o estado de São Paulo, mas com todo o Brasil, um mercado fundamental nos resultados globais da empresa e um ator importante na geração de emprego e renda no país. Acreditamos que uma agenda sustentável sólida é a chave para possibilitar o crescimento, desenvolvimento e prosperidade conjunta do planeta e da sociedade”, afirma Saulo Miguel, diretor regional da cervejaria.