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Elevação do ICMS amplia desafios para a indústria da cerveja na Bahia

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As cervejarias baianas iniciaram 2023 com um novo desafio para lidar em suas operações. O governo estadual elevou a alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços, o ICMS, de 25% para 27% sobre a cerveja, medida definida nos últimos dias do ano passado e que eleva os custos para quem produz a bebida na Bahia.

A majoração do imposto se deu logo em um período de alta do consumo de cerveja na Bahia, em função do verão e da proximidade do carnaval. E a medida causou reação dos representantes da indústria da cerveja no estado e no país. Em nota conjunta, a Associação Brasileira de Cerveja Artesanal (Abracerva), a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes, o Núcleo Setorial de Microcervejarias da Bahia, o Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja e a Cervejaria Cidade Imperial Petrópolis solicitaram o cancelamento da alta do ICMS, um pedido que não foi aceito.

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“O súbito aumento de 8% no imposto traz consequências diretas para o setor produtivo, que ainda luta para se recuperar das restrições impostas pela pandemia, após dois anos do fechamento de bares e restaurantes, diversas leis secas e proibições de eventos”, afirmaram as entidades em nota oficial.

Em comunicado enviado à reportagem do Guia, a Secretaria de Fazenda do Estado da Bahia (Sefaz-BA) defende que a cobrança de 25% de ICMS sobre a cerveja “não se refletia nos preços de comercialização do produto no mercado baiano, e havia se transformado portanto apenas em margem de lucro para o setor”. Além disso, afirma que outros estados brasileiros possuem alíquota superior sobre o produto.

“A alíquota agora praticada, de 27%, esclarece a Secretaria da Fazenda do Estado (Sefaz-Ba), está na média entre aquelas vigentes nos estados brasileiros para o segmento e abaixo de cargas tributárias como a do Distrito Federal, que é de 31%, as de Maranhão, Ceará, Mato Grosso do Sul e Pará, que adotam 30%, e as de Amapá, Paraná, Rio Grande do Norte e Rondônia, com 29%”, acrescenta.

Em 2022, Salvador foi uma das capitais brasileiras com mais elevada inflação da cerveja no domicílio, de 15,15%, bem superior ao índice nacional, de 9,37%. Mas mesmo com o produto já vindo em um cenário de alta, a Sefaz-BA avalia que o impacto sobre os preços não será relevante.

“Estes dois pontos percentuais, de acordo com o fisco baiano, representam na prática apenas R$ 0,08 a mais no imposto cobrado sobre uma garrafa de cerveja de 600ml, considerando-se os valores médios de venda na indústria. A Sefaz-Ba estará alerta para que esta pequena variação não sirva de justificativa para especulações no mercado baiano, que já está entre os mais inflacionados do segmento”, afirma.

Demandas para o setor crescer
A última edição do Anuário da Cerveja apontou que a Bahia tem 27 cervejarias registradas no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. O estado conta, ainda, com mais de 20 operações de distribuição, além de mais de 85 mil bares e restaurantes.

O número de cervejarias deixa claro, porém, que há potencial de crescimento do segmento cervejeiro na Bahia. Afinal, com a quarta maior população entre os estados do país, é apenas o nono em cervejarias registradas. Além disso, está em 19º lugar quando se considera a densidade, com apenas uma cervejaria para cada 555 mil habitantes.

Além da discussão sobre a recente elevação da alíquota do ICMS, Debora Lehnen, sócia-proprietária da Proa Cervejaria e conselheira da Abracerva, aponta que outros aspectos da tributação na Bahia dificultam a atividade de quem deseja empreender, como o regime de substituição tributária, em que o ICMS é recolhido previamente às operações conseguintes da cadeia de produção até que o produto – no caso, a cerveja – chegue ao consumidor, sendo que o MVA (Margem de Valor Agregado) da Bahia é um dos mais elevados do Brasil.

“Um aspecto que compromete a competitividade na Bahia é o ST de 25% somado a 2% de fundo de combate à pobreza sobre um MVA de 140% sobre a cerveja. Na prática, pagamos impostos calculados numa base 140% acima de nosso custo. Assim, a Substituição Tributária nos faz financiar os impostos que o governo receberia ao longo da cadeia”, diz Debora.

Essa demanda, assim como outras, foram apresentadas por representantes da indústria da cerveja em encontro com Manoel Vitório, secretário da Fazenda da Bahia. O representante do governo local não sinalizou a intenção de reverter o aumento do ICMS, mas ainda assim a reunião foi considerada positiva ao colocar na pauta pleitos das cervejarias artesanais, como medidas que incentivem a sua atuação.

“O secretário se mostrou aberto a discutir soluções para reduzir o impacto do regime tributário sobre as cervejarias artesanais. Estamos estudando soluções para tornar o estado mais competitivo para o segmento de forma a fomentar o setor de cervejas artesanais que apresenta um grande potencial de crescimento no estado. Além do custo dos impostos, o regime traz uma burocracia enorme que dificulta a vida dos pequenos empreendedores”, relata a proprietária da Proa. “O pleito sobre incentivos para fabricantes de cervejas artesanais está em análise pela Sefaz-BA”, acrescenta a secretaria.  

Menu Degustação: Curso de cerveja nas faculdades, aceleração de artesanais…

O primeiro mês de 2023 tem sido marcado por uma série de opções para quem deseja incrementar seus negócios no setor cervejeiro e adquirir conhecimento. Boas oportunidades, inclusive, devem surgir a partir da parceria da Associação Brasileira de Cerveja Artesanal (Abracerva) e da Academia da Cerveja, da Ambev, com a Ânima Educação para a oferta de extensão universitária em cerveja nas faculdades do grupo de ensino.

Em outra frente, a Ambev e o Sebrae estão com um programa de aceleração de cervejarias artesanais na Bahia. E para quem deseja viajar, o Pacote Passaporte Cervejeiro vai levar brasileiros para a Bélgica com um cronograma de atividades totalmente focado na bebida.

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Confira essas e outras novidades no Menu Degustação do Guia:

Parceria pela educação
Com o objetivo de disseminar e expandir o conhecimento de forma inclusiva, fortalecendo a representação da cerveja no país, a Associação Brasileira de Cerveja Artesanal (Abracerva) e a Academia da Cerveja, da Ambev, se juntaram à Ânima Educação para oferecer uma formação sobre cerveja ao público universitário do grupo de ensino. A partir de agora, alunos dos cursos de graduação das instituições que fazem parte da Ânima no Brasil poderão se matricular na extensão “Cerveja do Campo ao Copo”, oferecida em formato digital síncrono (ao vivo). O conteúdo foi desenvolvido pela Academia da Cerveja. As aulas serão ministradas de maneira conjunta por profissionais da Academia da Cerveja, da Abracerva e da Ânima.

Aceleração da Ambev
Para colaborar com a democratização e evolução dos negócios relacionados ao mundo da cerveja, a Ambev se uniu ao Sebrae da Bahia, em Salvador, para oferecer o Aprimore: programa de aceleração para cervejarias artesanais. O projeto faz parte do Bora, programa de inclusão produtiva da Ambev que prevê impactar 5 milhões de pessoas nos próximos dez anos. Focado nos principais desafios gerenciais enfrentados pelos negócios cervejeiros, uma jornada de aprendizagem foi preparada e será disponibilizada na plataforma da Academia da Cerveja. Podem se inscrever cervejarias artesanais de todo estado da Bahia devidamente registradas no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento com CNPJ e contrato social. As inscrições vão até a próxima segunda-feira (30).

Ecossistema de ONGs da Ambev 
Criado com o objetivo de alavancar o impacto social de organizações que trabalham para o desenvolvimento, educação e geração de oportunidades, o Ambev VOA já impactou mais de 10 milhões de pessoas, por meio da mentoria de mais de 400 ONGs. Em 2023, em uma nova etapa da iniciativa, ONGs que passaram pelo programa serão mentoras de outras ONGs. Nessa nova fase, o programa acontece com o apoio da Atados, plataforma de voluntariado e engajamento que vai ajudar na gestão dessas mentorias. A Ambev destaca que as ONGs devem ter no mínimo dois anos de CNPJ ativo, forte comprometimento da liderança, autonomia para realização de mudanças na gestão, grande potencial de impacto social na sua região e vontade de crescer.

Passaporte Cervejeiro
Criados por Daniella Garcia, CEO da Bem Belga, e as sommelières Daiane Colla e Fernanda Meybom, o “Passaporte Cervejeiro” é um roteiro de viagem focado no universo cervejeiro da Bélgica, unindo cultura, gastronomia e a história milenar cervejeira belga durante 8 dias de passeios pelo país europeu. A edição de 2023 já está com inscrições abertas e será entre 30 de agosto e 7 de setembro com passagem pelas cidades de Antuérpia, Gante, Bruges, Dinant e Bruxelas. O investimento é de 2.827 euros por pessoa em quarto duplo. Quem adquirir até 10 de maio tem um desconto especial. 

RuEra estreia no mercado da artesanais
O mercado de cervejas artesanais ganhou mais uma marca: a RueRa, que nasce de forma cigana. Fernanda Brito e Bruno Martinelli estão por trás da marca, desenvolvida pelo Studio Bah, de Porto Alegre.  O casal mora em Campinas (SP) e tornou-se conhecido pelo Instagram Papo Fermentado. Seus dois primeiros rótulos são uma Dry Stout e uma English IPA.

Dádiva na 38ª Festa da Uva
Os visitantes da 38ª edição da Festa da Uva de Jundiaí (SP) podem degustar quatro cervejas da Dádiva no stand localizado no Palco do Samba: a Session IPA, a Witbier, a Premium Lager e a Pink Lemonade. O evento acontece até 5 de fevereiro, sempre de sexta-feira até domingo, no Parque Comendador Antônio Carbonari. A entrada é gratuita, mas durante o evento serão arrecadados alimentos não perecíveis para destinação ao Fundo Social de Solidariedade de Jundiaí.

Charutos e drinques na Vermögen
A 1ª Confraria de Charutos & Drinks da cervejaria Vermögen terá como destaque o rabo de galo com o bartender Alexandre Ferreira. O evento será na próxima terça-feira, a partir das 20 horas, na cervejaria, localizada no bairro Vila Cruzeiro, em São Paulo. As vagas são limitadas.

Flash Tattoo no Santuário da Cerveja
Nesta sexta-feira (27), o Santuário da Cerveja, no bairro Jardim, em Santo André (SP), vai receber o Flash Tattoo com preços promocionais. O bar terá mais de 5 torneiras de chopes artesanais. O evento está programado para começar às 17 horas.

Em retomada, cervejarias reveem processos e custos por competitividade

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As restrições em função da pandemia do coronavírus chegaram ao fim no ano passado, mas nem por isso as marcas artesanais deixaram de encarar desafios. Em um cenário de alta dos custos, perda do poder de compra do consumidor e equipes reduzidas, as cervejarias precisaram rever processos com o intuito de se manterem competitivas.

Essa foi a avaliação majoritária apontada por profissionais e especialistas que atuam no segmento de cervejas artesanais ouvidos pelo Guia sobre o ano de 2022 e as adversidades encaradas pelos empreendedores. Assim, ao mesmo tempo em que as companhias conseguiram superar as perdas dos períodos mais graves da pandemia, foi necessário refazer planos em meio a esse processo de reconstrução.

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“Muitas cervejarias tiveram de se reinventar e recuperar vendas com quadros de funcionários muitas vezes deficitários. Os maiores desafios estiveram ligados à economia do país, com alta constante do dólar, preços dos insumos nas alturas, o que encareceu demais a atividade produtiva nas cervejarias. Aliado a isso, a queda do poder aquisitivo do consumidor exigiu uma engenharia grande por parte das cervejarias para colocar seus produtos nos PDVs em preços possíveis”, avalia a sommelière Fabiana Arreguy.

O último ano apresentou alguns contrastes para quem atua no segmento cervejeiro. Afinal, se houve um alívio para as cervejarias com a possibilidade de retomada dos eventos e do funcionamento dos bares sem restrições, isso veio acompanhado pela pressão dos custos, como destaca Gilberto Tarantino, presidente da Associação Brasileira de Cerveja Artesanal (Abracerva).

“O aumento dos insumos e de outras contas foram elevados e dificultaram as cervejarias, que não puderam repassar todas essas altas. Em 2022, então, teve uma euforia com o retorno aos bares, mas também esse desafio. O segmento avançou, mas as cervejarias precisaram rever custos e processos para sobreviver. Acabou sendo um ano que demandou muita criatividade”, diz.

Foi um momento de, nas palavras de Paulo Vanzolin e replicadas por Leandro Sequelle, CEO da Graja Beer, “levantar, sacudir a poeira e dar a volta por cima”. “Ano de entender o que poderia ser feito em um cenário pós-pandêmico (e não tão pós assim), no qual o consumo de bebidas alcoólicas aumentou, mas a dificuldade de manter um negócio, em sua ampla cadeia, foi bem mais acentuada. Muita gente infelizmente quebrou, outros raros tiveram oportunidades, o mercado deu tímidos avanços, mas, ainda assim, foi e é um período de reorganização”, avalia.

Com tais desafios, poucas novidades de impacto apareceram no segmento cervejeiro em 2022, pois as marcas estavam mais focadas em seu realinhamento, ainda contabilizando prejuízos provocados por um dos períodos mais desafiantes para a sociedade em tempos recentes, como pondera a sommelière Bia Amorim.

“Vi poucos investimentos de maneira geral. Lançamentos de cervejas apenas das cervejarias que já tem isso como estratégia comercial. Tivemos baixa participação das marcas mais antigas em eventos grandes, festivais e cursos”, avalia.

Ainda assim, apesar de ter sido um ano sem grandes novidades no segmento de artesanais, alguns movimentos deram sinais de esperança para os próximos meses. E eles vieram, principalmente, no fim do ano, com a aceleração da demanda por eventos, que foi acompanhada pela crescente participação do consumidor. Isso, claro, desperta expectativas de um 2023 melhor para as cervejarias.

“Foi um ano razoável, de médio para bom. Houve aumento de produção, com a pandemia dando um descanso, atendendo o aumento de consumo. E os eventos de fim de ano voltaram com tudo. Não temos visto muita inovação ou novidades sendo lançadas. Foi mais um ano de manutenção”, conclui Marco Antônio Falcone, presidente da Federação Brasileira das Cervejarias Artesanais (Febracerva).

Brasil cai para o 24º lugar no consumo de cerveja por habitante, aponta pesquisa

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O Brasil continua sendo o terceiro país que mais consome cerveja no mundo, atrás apenas de China e Estados Unidos, mas perdeu duas posições entre as nações com maior volume per capita. O país é apenas o 24º colocado em consumo por habitante, de acordo com a edição mais recente do Relatório Global de Consumo de Cerveja da Kirin Holdings.  

O documento resume os detalhes de consumo de cerveja em 170 países, sendo baseado nos resultados obtidos a partir de questionários enviados pela Kirin a várias associações de cervejeiros em todo o mundo, bem como nas últimas estatísticas da indústria disponíveis.

A edição mais recente do Relatório Global de Consumo de Cerveja traz dados relativos a 2021. O material aponta que o Brasil teve um consumo de 14,54 milhões de quilolitros de cerveja, uma alta de 5% em relação a 2020. E isso representa 7,8% do mercado de cervejas no mundo. Além disso, conseguiu recuperar os níveis pré-Covid.

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O consumo per capita, porém, continua baixo em relação a outros países. De acordo com o levantamento da Kirin, em 2021, foram 67,9 litros de cerveja per capita consumidos no Brasil, o que representa 107,3 garrafas de 633ml. Isso deixa o país em 24º lugar na lista de consumo per capita de 2021, tendo perdido dois postos no ranking, para Panamá e Bósnia-Herzegovina.

O relatório da Kirin ainda aponta que o consumo global de cerveja foi de aproximadamente 185,6 milhões de quilolitros em 2021, um aumento de 4% em relação ao ano anterior ou de 7,13 milhões de quilolitros na comparação com 2020.

A China permaneceu como o maior consumidor de cerveja do mundo, posto ocupado pelo 19º ano consecutivo. E o seu consumo aumentou 5,6% em 2021 em relação ao ano anterior. Seus 38,093 milhões de quilolitros, representam 20,5% do mercado ou, aproximadamente, 1 de cada 5 cervejas consumidas no planeta.

Os Estados Unidos continuam sendo o segundo país com maior volume de cerveja consumida (24,17 milhões de quilolitros), à frente, em ordem, de Brasil, Rússia, México e Alemanha, mesmo com um recuo de 2,1% nas vendas de cerveja em solo germânico em 2021.

O Reino Unido, com uma alta de 12,7% no consumo em 2021, saltou para a sétima posição. Para isso, se aproveitou da queda no consumo de cerveja de dois países asiáticos, o Japão e o Vietnã, agora oitavo e nono colocados da lista, respectivamente. E a Espanha completa o Top 10 global de consumo de cerveja, de acordo com a Kirin.

Consumo per capita
O ranqueamento dos países quando se avalia o consumo per capita, de acordo com o levantamento, é bem diferente da lista do volume total. Há um forte domínio de nações europeias, com a Namíbia, em nono lugar, sendo a única intrusa no Top 10, que só repete dois países dos maiores consumidores, a Alemanha, em sétimo lugar, e a Espanha, em oitavo.

Pelo 29º ano consecutivo, a República Checa é o país com maior consumo per capita de cerveja, de 184,1 litros por habitante. É, aliás, o único país que supera a barreira dos 100 litros. O Top 3 da relação da Kirin mudou, com a Áustria saltando do terceiro para o segundo lugar, com 98,7 litros, e a Lituânia subindo da sexta para a terceira posição, com 96,4 litros. É o aumento do consumo mais notável dos anos recentes, tanto que em 2019 a ex-república soviética estava em 19º lugar.

A Romênia se manteve na quarta colocação, com a Polônia caindo do segundo para o quinto lugar. A Estônia assumiu o sexto posto, tendo ultrapassado a Alemanha, agora seguida por Espanha e Namíbia. E o Top 10 é completado pela Croácia, que galgou seis posições de 2020 para 2021.

Janeiro Seco: Conheça o movimento e sua influência no mercado cervejeiro

Ficar um mês sem consumir bebidas alcoólicas. A iniciativa, adotada informalmente por milhares de pessoas pelos mais diversos motivos, ganhou, há dez anos, um movimento, o Dry January, ou Janeiro Seco, em uma tradução livre, adotada no Brasil. E com uma década de existência, tem movimentado o mercado, amparado pela propagação do consumo consciente, assim como pelo aumento da procura por cervejas sem álcool.

A ideia do Dry January surgiu por um dos diversos motivos que levam uma pessoa a ficar algum tempo sem consumir bebidas alcoólicas: a preparação para uma prova física. Foi o que aconteceu com Emily Robinson, às vésperas de uma maratona. Posteriormente, ela foi a responsável pela criação da iniciativa quando estava na Alcohol Concern, hoje Alcohol Change UK, realizando o primeiro “Janeiro Seco” no mês inicial de 2013.

A campanha não era inédita, tanto que existem relatos de outras iniciativas parecidas, como na Finlândia, nos anos 1940, em meio à Segunda Guerra Mundial. Mas fato é que o Dry January do grupo britânico que trabalha para reduzir os danos do álcool ganhou mais notoriedade, inclusive fora do Reino Unido.

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“Essa não foi a primeira vez que o termo Janeiro Seco apareceu. Houve uma campanha chamada Sober January (Janeiro Sóbio, em português), em 1942, feita pelo governo da Finlândia. Mas a mais forte é dessa ONG britânica e que também chega aos Estados Unidos com muita força anos atrás. Também vem chegando aos poucos aqui no Brasil”, diz Luis Celso Jr., sommelier e fundador do Bar do Celso.com.

No Reino Unido, o programa inicial teve a adesão de 4 mil pessoas, número que saltou para 130 mil no ano passado. Nesse período, a Alcohol Change UK também lançou um aplicativo, o Try Dry, mesmo nome do guia oficial para um mês sem álcool para as pessoas inscritas, que podem receber e-mails diários sobre o tema. Além disso, algumas pesquisas mostraram que participantes do Janeiro Seco passaram a consumir álcool de forma mais saudável.

Com o sucesso local, o Dry January não mais se restringiu ao Reino Unido. O programa tem parceiros oficiais em diversos países, com alguns deles tendo lançado campanhas próprias, como França, Suíça, Noruega e Islândia. Os Estados Unidos também aderiram ao Janeiro Seco.

“O legal dessa campanha é que ela foi abraçada por muitas cervejarias e se espalhou pelo mundo, já que hoje existe muita variedade de oferta de cervejas sem álcool. Claro que as cervejarias americanas enxergaram uma oportunidade nisso. Nos EUA, o Dry January ganhou força e foi incorporado ao marketing buscando aqueles consumidores que se identificam com o conceito chamado wellness – bem-estar físico e mental”, diz Rodrigo Sena, sommelier, responsável pelo canal Beersenses e colunista do Guia.

No Brasil, marcas também estão atentas a essa possibilidade, que coincide com o crescimento do consumo de cervejas sem álcool.  Apesar de ainda representar uma parcela discreta do consumo total do mercado, a categoria de cerveja sem teor alcoólico foi considerada uma das mais bem-sucedidas nas vendas ao varejo em 2021. Segundo levantamento da empresa de pesquisa de mercado Euromonitor International para o Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja, esse segmento registrou volume de 284,6 milhões de litros, um aumento de 44% em relação ao ano anterior.

O número de pessoas que se interessam por assuntos ligados a esse conceito só aumenta e as cervejarias passaram a lançar produtos para esse público. Além disso, é também uma baita oportunidade das cervejarias apresentarem seus rótulos sem álcool para aqueles consumidores que não estão tão ligados nisso. Por isso o Dry January ganhou tanta força

Rodrigo Sena, sommelier e responsável pelo canal Beersenses

Não à toa, muitas cervejarias ampliaram seus portfólios de cerveja com opções não alcoólicas, caso da Doktor Bräu, que possui a Isotonic Fruitbeer, e da Paulistânia, que lançou, no último fim de semana, um rótulo não alcoólico, a Interlagos.

“Esse movimento foi impulsionado pelo aumento da busca pela saúde e do consumo consciente e traz mais oportunidades de atuação para cervejarias. A Doktor Bräu, percebendo essas mudanças no mercado, investiu pesado em tecnologias de última geração e passou a produzir cervejas sem álcool”, diz Nuberto Hopfgartner, um dos fundadores da da Doktor Bräu.

Inclusive, na visão de Sena, o Janeiro Seco forçará adaptações nas estratégias das cervejarias, sob risco de perda de participação no mercado. “Acredito que é um movimento que veio para ficar e a cada mês de janeiro terá mais força aqui no Brasil. Faz todo o sentido, pois além de ser uma boa oportunidade de aumentar o volume de vendas, ainda contribui diretamente para o branding da cervejaria. Quem não estiver atento a isso ficará para trás”, alerta.

Além disso, campanhas como a do Janeiro Seco podem reverberar durante o restante do ano – e não apenas para aqueles que aderiram à abstinência temporal. Afinal, reforça a importância do consumo moderado, uma prática que tem sido destacada por outras iniciativas, assim como amplia as opções de bebidas a serem oferecidas ao público.

“Isso estimula a produção de cerveja sem álcool, que é um tema que está super em voga hoje. Então você pode, sim, consumir uma cerveja sem álcool, matando a vontade. Outra coisa que há de se pensar é que não adianta nada ficar janeiro inteiro sem beber e beber nos outros meses tudo o que não se bebeu nesse período. O importante é valorizar a moderação”, diz Celso.

O grande impacto no mercado é começarmos a pensar em moderação sem se abster 100% da cerveja. E a cerveja sem álcool é um ótimo exemplo

Luis Celso Jr., sommelier e fundador do BarDoCelso.com

Com 16,1%, Rio lidera inflação da cerveja em 2022; veja outras capitais

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A cidade do Rio de Janeiro terminou o ano de 2022 com a liderança em um ranking que em nada agrada ao consumidor de cerveja. A cidade fluminense foi a capital entre as 15 pesquisadas pelo IBGE com a maior inflação da cerveja no domicílio, de 16,10%.

A inflação da cerveja no Rio de Janeiro, assim, ficou quase 7% acima do índice médio em todo o país no ano passado, quando foi de 9,37%. Mas a expressiva alta dos preços no domicílio, em geral em estabelecimentos varejistas, não se repetiu fora do domicílio no Rio de Janeiro. Por lá, nos bares e restaurantes, a inflação foi de apenas 4,50%, abaixo, inclusive, do índice oficial, de 6,42%.

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O Rio de Janeiro liderou uma relação de 10 capitais, entre as 15 pesquisadas pelo IBGE, em que a inflação da cerveja no domicílio superou a barreira dos dois dígitos em 2022. A lista também conta com Salvador (15,15%), Aracaju (13,14%), Campo Grande (12,83%), Recife (12,35%), Fortaleza (11,30%), Brasília (10,63%), Belo Horizonte (10,33%), Grande Vitória (10,25%) e São Luís (10,01%).

Na outra ponta, Porto Alegre foi a capital com a menor variação no preço da cerveja no domicílio em 2022, de 5,01% e, portanto, menos de 11% do que a inflação do mesmo item no Rio de Janeiro.

Nos bares e restaurantes
No ano passado, o preço da cerveja fora do domicílio pesou mais para os moradores de Recife. A cidade pernambucana foi a capital com a maior inflação entre as 15 pesquisadas pelo IBGE, ficando em 12,55%. Foi quase o dobro do índice nacional, de 6,42%.

Além de Recife, apenas uma outra cidade apresentou inflação acima dos 10% para a cerveja vendida em bares e restaurantes no ano passado. Foi Porto Alegre, que registrou baixa variação dos preços no varejo, mas apresentou alta de 11,72% para o consumo fora do lar.

Em 2022, duas das capitais pesquisadas pelo IBGE apresentaram inflação da cerveja em bares e restaurantes abaixo dos 2%: Belém, com variação de 1,94%, e Brasília, com alta de apenas 1,98%.

Confira os dados da inflação da cerveja no Brasil na capitais pesquisadas pelo IBGE:

Setor cervejeiro tem alta na busca por novos negócios e ampliações, avalia consultor

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Apesar das empresas ainda lutarem para superar os efeitos da pandemia da Covid-19, o ano de 2022 foi marcado pela retomada e crescimento dos negócios na indústria da cerveja no país. E isso se refletiu no surgimento do desejo de abertura de negócios ou de incremento dos já existentes, em iniciativas que devem consolidar essa recuperação, se transformando em uma expansão do mercado cervejeiro em 2023.

Esse início de uma nova fase de crescimento do mercado é a aposta de Filipe Bortolini, sócio-administrador da Beer Business. Ele relata que muitos estabelecimentos aumentaram seus volumes de venda no ano passado, criando um cenário de recuperação da confiança dentro do segmento cervejeiro.

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O otimismo, inclusive, tem causado efeitos diretos na sua atividade, com o crescimento da busca por serviços oferecidos pela sua empresa, especialmente as consultorias para quem está montando um novo negócio. “Isso tem se refletido nas conversas com os clientes e também com os fornecedores”, conta.

De acordo com Bortolini, clientes têm apresentado grande interesse em definir detalhes do planejamento de novos negócios para 2023. Além disso, há preocupação com a ampliação e melhoria nas operações em andamento. “Vemos 2023 como uma oportunidade para o crescimento da empresa e para a consolidação das iniciativas desenvolvidas durante o ano de 2022″, relata o sócio-administrador da Beer Business.

Bortolini assegura que a sua consultoria está preparada para lidar com o aumento da procura pelos serviços, pois passou por uma reestruturação em 2022, podendo apresentar novidades ao mercado cervejeiro ao longo de 2023. “Já estamos com as novas consultorias rodando e desenvolvendo mais cursos que pretendemos lançar no decorrer do ano”, explica.

A estruturação interna citada por Bortolini envolveu a criação de novos conteúdos e a aplicação de novas consultorias, como a que foi lançada no início de 2022, após testes envolvendo o Sebrae da Bahia em 2021. Isso, inclusive, levou a Beer Business a ampliar o seu alcance.

“Pudemos consolidar nosso curso de Tributação para o Mercado Cervejeiro como uma referência para o setor e estamos atendendo diversas cervejarias de todo o país na contabilidade mensal, do Amazonas ao Rio Grande do Sul”, conta.

Também como preparação para 2023, a empresa de consultoria e cursos cervejeiros ainda realizou diversos projetos internos para a estruturação de sua área de marketing digital e comunicação, sob a perspectiva de aumento da demanda por esse tipo de serviço.

Balcão do Advogado: Para sua cervejaria começar 2023 com o pé direito

Balcão do Advogado: Para sua cervejaria começar 2023 com o pé direito

Para auxiliar no planejamento de 2023, elaboramos uma lista com dicas para a sua cervejaria começar voando já em janeiro:

– DECLARAÇÃO DE PRODUÇÃO ANUAL (exigência do MAPA): anualmente relembramos às cervejarias, mas ainda são poucas as que atendem a essa exigência. Todas as cervejarias devem apresentar, até o dia 31 de janeiro, a Declaração de Produção Anual ao órgão técnico especializado da Superintendência Federal de Agricultura, Pecuária e Abastecimento do seu estado, na qual conste a quantidade de produto elaborado e os estoques existentes ao final de 2022. O não cumprimento desta exigência implica multa de até R$ 117.051,00 (artigos 86, 107, inc. XVI, e 108 do Decreto nº 6.871/2009). Para baixar o modelo de Declaração de Produção Anual, acesse aqui.

– ADESÃO AO SIMPLES: as cervejarias que estejam aptas, mas ainda não aderiram ao regime do Simples Nacional, devem fazê-lo também até o dia 31 de janeiro. Converse com o seu contador, verifique eventuais pendências, regularize-as e faça a opção pelo regime do Simples, caso seja mais vantajoso.

– ADEQUAÇÃO DOS RÓTULOS: a quantidade de rótulos com erros grosseiros e não atendimento da legislação é enorme. É preciso mais cuidado por parte das cervejarias nesse aspecto, já que muitas empresas estão sofrendo sanções por isso. Caso tenha dúvidas sobre rotulagem, acesse aqui.

– REGISTRE seus rótulos: mesmo com alguns avanços, ainda são poucas as cervejarias que registram o nome/logo dos seus rótulos no INPI, o que tem ocasionado uma série de conflitos entre os cervejeiros. Ao deixar de registrá-los, a cervejaria simplesmente abdica da exclusividade dos seus rótulos, tendo em vista que, sem os registros no INPI, qualquer outra cervejaria pode utilizar o nome da cerveja ou a sua identidade visual, sem contar que pode até “roubar” a marca ao registrá-la primeiro. É muito importante que as cervejarias entendam a necessidade do registro dos seus rótulos como medida de resguardar algo que, muitas vezes, possui valor imensurável. Para entender mais sobre a importância do registro de marca, acesse nosso e-book sobre o tema.

–  REFORMA TRABALHISTA: é preciso ficar atento a eventuais alterações nas leis trabalhistas pelo novo governo. É essencial fazer uma consultoria trabalhista preventiva para a cervejaria adequar-se às novidades legislativas, a fim de diminuir passivos na esfera laboral.

– ANUIDADE DOS CONSELHOS PROFISSIONAIS: os conselhos profissionais (principalmente o de química – CRQ – e o de engenharia – CREA) costumam cobrar das cervejarias anuidade de pessoa jurídica, além de obrigarem a empresa a contratar profissionais ligados aos seus conselhos. A cobrança na pessoa jurídica e a imposição de multas por parte dos conselhos são ilegais, haja vista que o MAPA é o único órgão com capacidade jurídico-fiscalizadora sobre as cervejarias. As cervejarias precisam ingressar com uma ação judicial para obter o cancelamento do registro de pessoa jurídica e a suspensão das cobranças por parte dos conselhos. Isso porque os pedidos administrativos são sempre indeferidos, tendo em vista que as únicas hipóteses aceitas pelos conselhos para cancelamento do registro na via administrativa são o fechamento da empresa ou a mudança da atividade principal. No Judiciário, ainda é possível pleitear a restituição das anuidades pagas nos últimos 5 (cinco) anos.

– ASSOCIE-SE À ABRACERVA: as cervejarias artesanais precisam de representatividade e isso só ocorrerá com uma maior adesão das cervejarias às associações de microcervejarias estaduais e, principalmente, à Abracerva. Com a Abracerva cada vez mais forte, será possível conseguir alterações legislativas benéficas (principalmente tributárias) específicas para as microcervejarias.


André Lopes é sócio do escritório Lopes, Verdi & Távora Advogados e criador do site Advogado Cervejeiro.

Plantações de lúpulo vão reforçar turismo cervejeiro na região serrana do Rio

O turismo foi uma das atividades que mais sofreu nos primeiros anos de pandemia da Covid-19, mas tem atuado para compensar os prejuízos de um dos capítulos mais difíceis da atividade. Em sua trajetória de retomada, o turismo cervejeiro na região serrana do Rio de Janeiro também vem ganhando impulso e deverá se aquecer em 2023, de acordo com as expectativas da Rota Cervejeira RJ, com a possibilidade de acesso dos visitantes às plantações de lúpulo.  

“Para 2023, as perspectivas são as melhores possíveis, uma vez que o turismo é uma das principais ferramentas de fomento econômico de nossa região”, frisa Ana Cláudia Pampillón, coordenadora da Rota RJ.

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Esse otimismo existe porque, além das tradicionais visitas às cervejarias, eventos e festivais, o turismo cervejeiro na região serrana deverá ser incrementado pela possibilidade de os visitantes conhecerem plantações de lúpulo, ainda mais que a região se tornou um dos polos produtivos desse insumo no Brasil. “Algumas plantações de lúpulo vão começar a colheita da safra neste ano e vão entrar na rota do turismo cervejeiro”, conta.

A coordenadora da Rota RJ destaca que o turismo cervejeiro precisa de mais apoio do poder público, entrando na pauta de divulgação de atrações do estado, o que faria mais pessoas se atentarem para a possibilidade de visitas à região serrana com esse intuito.  “Que possamos entrar, de fato, na divulgação institucional do governo do estado”, pede.

De qualquer forma, há otimismo com o turismo cervejeiro para 2023 por outros fatores, como a volta do público aos eventos, cenário que pode ser aproveitado pelas marcas da Rota RJ, que já vivenciaram essa maior movimentação do público no final de 2022.

“Eu participei do Mondial de la Bière Rio em dezembro e vi o encantamento e aquela sede das pessoas voltarem a estar presentes nesses grandes eventos. Então, acreditamos que o turismo cervejeiro irá funcionar da mesma maneira”, diz Ana.

Além disso, o turismo no Brasil vem se aquecendo novamente. O Índice de Atividades Turísticas, medido pelo IBGE, mostrou que a movimentação financeira registrada em novembro alcançou 97,5% do patamar pré-pandemia de Covid-19 (fevereiro de 2020), demonstrando a recuperação progressiva do setor.

Já no acumulado de janeiro a novembro de 2022, o setor de turismo nacional teve expansão de 32,0% frente a igual período do ano anterior. No quesito regional, o acumulado do ano mostra taxas positivas em vários estados, com destaque para São Paulo (39,1%), Minas Gerais (51,9%),  Rio Grande do Sul (40,1%), Bahia (26,0%) e Rio de Janeiro (16,3%).

No Rio, aliás, nos últimos anos, a Rota RJ tem se mobilizado para tornar o turismo cervejeiro uma das referências do estado. Em 2022, além da participação em tradicionais encontros do setor cervejeiro, como o Mondial, a Rota também organizou seus próprios eventos, como o Festival Cerveja das Montanhas, e buscou fortalecer a vocação turística cervejeira reforçando a presença em encontros de turismo.

“2022 foi um ano onde vimos o turismo começar a respirar novamente e várias ações turísticas das cervejarias começaram e se formar mediante a possibilidade de retomada de fato. O setor em geral teve um impulso forte do poder público e com isso vemos felizes a possibilidade de crescimento nos destinos onde estão as cervejarias da Rota Cervejeira”, finaliza a coordenadora da Rota RJ.

Implicantes volta às raízes e concentra produção em cervejas de tom castanho

Criada em 2018, a cervejaria Implicantes decidiu relembrar o seu começo para definir o futuro da sua produção. A marca de Porto Alegre optou por, nesse momento da sua trajetória, focar as suas criações em cervejas de coloração castanho, algo que marcou o começo da atuação dos irmãos Diego e Daniel Dias e agora recebe o nome de Impli Browns.

“O que motivou foi a ideia do início da Implicantes, desde o nascimento, nas panelas caseiras. Sempre nos encantou cervejas com essa coloração e após estarmos produzindo como ciganos, vimos essa oportunidade de retomar nossa proposta inicial”, explica Diego Dias, sócio-fundador da Implicantes.

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Ainda como caseiros, ele e o irmão focavam na fabricação de Brown Ales em seus primeiros passos como cervejeiros. Foi, também, uma Brown Ale a primeira produção da Implicantes de modo industrial, a Abolicionista, que trazia em seu rótulo a imagem de Luiz Gama.

Se autointitulando a primeira cervejaria negra do mercado nacional, a Implicantes, então, vai se concentrar na fabricação de estilos de cor castanho claro e escuro. Não é uma ação inédita entre as artesanais, que tem o caso da Avós, com a aposta nas Lagers, como um dos exemplos mais emblemáticos de atuação focada em alguns estilos ou tonalidades específicas de cerveja.

Embora vá concentrar a sua produção, a partir de agora, em cervejas de estilos que tenham o castanho como cor, a Implicantes não acredita que isso irá limitar a inventividade e as opções oferecidas ao público. Ao contrário, como explica Diego, a ideia é ofertar ainda mais rótulos, ainda que em edições limitadas.

“A proposta é abranger tanto nosso portfólio como nossos rótulos. Temos maior liberdade artística de produzir peças gráficas diferentes assim como receitas que vão ter uma rotatividade frequente a cada nova produção”, diz Diego.

A ideia, sempre com cervejas de coloração castanho claro/escuro, é explorar estilos clássicos e modernos, com Brown Ale, Belgian Dark Strong Ale e Weizenbock. “Queremos trazer uma nova visão da cerveja com esta coloração, mostrando que os seus sabores e possibilidades vão muito além da cerveja que remete ao café“, acrescenta o sócio-fundador da Implicantes.

Os primeiros lançamentos
Nesses primeiros passos desse foco concentrado nas cervejas de tom castanho, a Implicantes fez dois lançamentos: uma Brown Pilsner e uma Brown IPA, a Basketbrown, que faz referência aos jogos de videogame dos anos 1990. A marca gaúcha, aliás, sem deixar de lado a postura combativa que marca a sua trajetória, também optou por adotar um tom mais cômico na divulgação das novidades, em vídeos publicados no seu canal no YouTube.

“É uma cerveja equilibrada, com aroma cítrico, sabor maltado e amargor na medida, assim como uma bela IPA pede. Basketbrown pode ser dividida durante uma partida de videogame. Quem sabe, até mesmo ser a premiação do vencedor ou, mais uma vez, dividida entre ambos, celebrando o espírito esportivo”, afirma Diego.

“Brown Pilsner é uma cerveja leve e não filtrada, o que lhe dá um aspecto de turbidez, com uma coloração castanho claro. O rótulo traz a referência da charge, utilizada aqui para debater que cerveja escura não necessariamente é para ser consumida somente no inverno nem que possua uma graduação alcoólica alta.  É uma cerveja que pode ser tomada em todas as estações do ano, podendo ser leve, refrescante e saborosíssima”, acrescenta.

Para além da Impli Browns…
A criação de cervejas da tonalidade castanho não é a única novidade que a Implicantes pretende apresentar ao mercado cervejeiro ao longo dos próximos meses. A marca de Porto Alegre também está imbuída em ampliar a participação em rótulos colaborativos. E, inclusive, já participou da produção de alguns.

Ao lado da Tolokazi e da Lohn, a Implicantes lançou a Catharina Sour Marula e Cacau. Em parceria com a Wiembier e a Ball Corporation, fez uma Dark Lager Puro Malte, motivada pelo Mês da Consciência Negra. Com a Proa, produziu a Sarava uma Tripel de coloração ouro escuro.

“Estamos focando em parcerias e colaborativas. Temos mais tempo disponível para estudar propostas e planejar novos projetos. Estamos estudando a possibilidade de fazer collabs com cervejarias internacionais”, revela o sócio-fundador da Implicantes.