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Após 4 meses de alta, ação da Ambev fica estável em novembro

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A alta de quatro meses consecutivos da ação da Ambev se encerrou em novembro. O ativo da cervejaria fechou a sessão de terça-feira (30) na B3, a bolsa de valores brasileira, cotado a R$ 15,89, o que provocou um leve recuo, bem próximo da estabilidade, de 0,69% no período, que também registrou queda, mas mais forte, do Ibovespa, o principal índice do mercado financeiro nacional.

Porém, mesmo com a ligeira perda em novembro, a ação da Ambev vai iniciar o último mês de 2022 com alta acumulada neste ano, agora de 3,05%, pois havia fechado 2021 cotado a R$ 15,42.

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E há perspectivas positivas para a companhia, de acordo com relatório divulgado pelo Credit Suisse recentemente. O material lembra que a Ambev apresentou crescimento resiliente da sua receita nos três primeiros trimestres de 2022, algo provocado por volumes recordes e sua dinâmica de preços.

Agora, então, a expectativa é de recuperação das margens, com um cenário de custos mais favorável, em 2023, ano em que a Ambev também deve ser ajudada, na avaliação da equipe de análise do Credit Suisse, pelo aumento no valor do Bolsa Família, pago pelo governo federal. E indica a compra do ativo da companhia, com preço-alvo de R$ 18.

Enquanto o próximo ano não chega, a quase estabilidade da ação da Ambev em novembro se inseriu em um cenário de recuo do Ibovespa, para os 112.108,97 pontos. Com isso, o índice caiu 3,39% no período de um mês. Ainda assim, continua em alta neste ano, agora de 6,95%.

Na contramão da Ambev e da maior parte do mercado, 18 das 92 ações que compõem o Ibovespa apresentaram valorização em novembro. O mês, o primeiro após eleição de Lula para a presidência da República, teve um início de alta da Bolsa, especialmente pela visão positiva de agentes externos diante do resultado eleitoral.

Porém, manifestações enxergadas como dúbias sobre o controle das contas pelo próximo governo, em função de declarações de Lula, foram a justificativa para as quedas do Ibovespa. No fim do mês, porém, três sessões consecutivas de alta da Bolsa reduziram as perdas ao longo de novembro.

Quem se deu bem no mês foram as empresas que atuam principalmente com aço e mineração. A maior alta em novembro foi da Gerdau, de 31,74%, seguida por CSN Mineração (30,98%), CSN (28,34%), Vale (27,68%) e Metalúrgica Gerdau (26,22%).

No lado oposto, a maior queda em novembro foi da Hapvida, com desvalorização de 33,3%. E empresas de varejo e educação vieram depois, com Americanas (-32,05%), Cogna (-31,91%), e Via (-30,35%), com a Positivo (-29,93%) completando o Top 5 das perdas.

Fora do Brasil
Em Nova York, o mês também foi de estabilidade para a ação da Ambev, que apresentou valorização de US$ 0,01 em novembro, para US$ 3,05. E a alta ao longo deste ano está em 8,93%.

Já na Europa, as ações das duas principais cervejarias do mundo apresentaram valorização em novembro. O papel da AB InBev terminou a última terça-feira valendo 56,05 euros, subindo 10,77%, o que foi suficiente para reverter a tendência de queda em 2022. Agora, então, está em alta de 5,42% no ano. A ação do Grupo Heineken fechou novembro cotada a 88,28 euros, valorizando 4,35%. Porém, ainda registra queda no ano, de 11,98%.

Confira 13 lançamentos de cerveja realizados em novembro

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O mês de novembro foi especial no setor cervejeiro, com diversas ações festivas, ações especiais e lançamentos motivados muito além da Black Friday e do início da disputa da Copa do Mundo, gerando bastante movimentação no segmento.

Entre as novidades apresentadas em novembro, se destacam, por exemplo, os últimos lançamentos da série Avós do Mundo, que homenageia as vovós de diferentes países do planeta. Já pensando no que virá pela frente, Goose Island e Cybeer Lab produziram uma cerveja colaborativa para o Mondial de La Biére, que acontecerá no começo de dezembro no Rio de Janeiro.

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Confira estes e outros lançamentos realizados em novembro, selecionados pelo Guia:

Avós
A Cerveja Avós apresentou, neste mês, mais rótulos da série Avós do Mundo. Em novembro, os lançamentos homenageiam vovós da Alemanha, Argentina e Brasil. A Argentina se apresenta com a Abu, uma Red India Pale Lager elaborada com adição de lúpulos e vinho Malbec argentinos, a Alemanha é homenageada por uma Gose Lager, intitulada Omi, enquanto o Brasil é representado pela Vó, uma Baltic Porter feita com mandioca, açaí e cupuaçu.

Ball + Wienbier + Implicantes
A Ball Corporation, a Implicantes e a Wienbier se uniram na iniciativa que tem objetivo de honrar a comunidade preta amante de cerveja com o lançamento de uma cerveja com cinco rótulos antirracistas. O primeiro é a “Minha cor não é pecado!”, para a Wienbier 56 Black Lager Puro Malte, da Wienbier. O design do rótulo foi desenvolvido pela Implicantes, a primeira cervejaria negra do país, e as latas para envase de bebidas são da Ball Corporation. Além disso, outras frases podem ser encontradas pelos consumidores na 56 Black Puro Malte, como: “Me chama pelo meu nome!”, “Eu faço com dedicação!”, “Meu cabelo é meu poder!” e “Eu sou preto de alma linda!”, que denuncia a expressão “alma branca”. As latas da edição comemorativa são limitadas a 20 mil unidades da cerveja de 473ml.

Campos do Jordão
Fundada em 2012, a Cerveja Campos do Jordão criou um rótulo especial em comemoração ao aniversário de 10 anos: a Quadrupel. De acordo com o descritivo, a cerveja possui aroma de levedura belga, remetendo a banana, ameixa e uva passa. Ela tem em sua composição uma grande quantidade de malte e açúcar, o que confere sabor de biscoito e caramelo, além de trazer cremosidade. Um leve cítrico vem da adição de semente de coentro e casca de laranja, com presença acentuada de carvalho americano no aroma e no sabor.

Colorado
Para a Copa do Mundo, a Colorado lançou uma nova integrante da tradicional linha Brasil com S: uma Witbier com mexerica e capim-limão. A linha Brasil com S traz cervejas especiais produzidas com ingredientes nacionais, em edições limitadas. Feita à base de trigo, a novidade apresenta 4,3% de graduação alcoólica e 12 IBUs. Além disso, essa edição é feita com ingredientes 100% brasileiros, com água, malte, lúpulo e leveduras. Já a embalagem da nova cerveja também faz uma homenagem à várzea e aos campos de terra, responsáveis, em grande parte, por iniciar a trajetória daqueles que se tornaram grandes estrelas do futebol.

Corona
A Corona trouxe neste mês, ao mercado brasileiro, a Corona Cero Sunbrew, apresentada como a primeira cerveja do mundo que, além de ser 0,0% álcool, é rica em vitamina D. Com apenas 48 calorias em uma long neck de 330ml, é uma cerveja refrescante e de sabor leve, que mantém a qualidade e os tradicionais ingredientes de Corona. A novidade chega para somar ao portfólio da Ambev como uma opção democrática aos paladares brasileiros e que, por não conter álcool, pode fazer parte de outros momentos da vida do consumidor.

Cybeer Lab
Em ritmo de Copa, a paulistana Cybeer Lab realizou o lançamento da Hexa Decimal. A novidade é uma Brüt Hop Lager de baixo teor alcoólico, seca, leve e refrescante, sendo uma opção indicada pela marca para ser bebericada durante os dois tempos dos jogos do torneio no Catar.

Cybeer Lab +Goose Island
Em outra ação da Cybeer Lab em novembro, a marca se juntou com a Goose Island para o lançamento da Hacking Goose, uma New Zealand Hop Lager dourada clara feita com os lúpulos Hiwaka e Nelson Sauvin, da Nova Zelândia, que conferem características tropicais, como notas cítricas e frutadas. Com alto drinkability, corpo médio e sensação suave na boca, ela é indicada para os dias quentes. O lançamento oficial da colaborativa, porém, será no Mondial de La Bière, festival que acontece na Marina da Glória, no Rio de Janeiro, de 7 a 11 de dezembro e estará disponível nos taps do stand da Cybeer Lab.

Goose Island
Para festejar a volta do Pint of Science ao Brasil,  um dos maiores festivais mundiais de divulgação científica fora do meio acadêmico, a Goose Island trouxe uma nova criação: a cerveja Sonhos Tropicais, com uma homenagem especial ao médico sanitarista Oswaldo Cruz, que teve participação fundamental no controle das epidemias de febre amarela, varíola e peste bubônica no Brasil, além de fundar a Fiocruz, a mais importante instituição de ciência e tecnologia em saúde da América Latina. A novidade é uma Table Saison, com 4,53% de graduação alcoólica e 33 IBUs de amargor. 

ICI Brasserie + Blondine
A ICI Brasserie completou uma década e decidiu celebrar com uma cerveja comemorativa desenvolvida com a Blondine, a ICI X. O lançamento é uma Blond Barleywine com infusão de mel silvestre, maturada por 24 meses em barricas de carvalho francês novas que garantem aromas de madeira como cedro, noz moscada e baunilha, além do sabor e características desse estilo, sendo o malte predominante. O resultado é uma cerveja licorosa com corpo alto, notas de frutas passas, caramelo e toffee.

ØL Beer
A ØL Beer lançou a sua sétima cerveja especial em lata, a Sunstone American IPA. A bebida traz em sua receita as características dos lúpulos Crystal, El Dorado e Amarillo Idaho para destacar aromas e sabores frutados e cítricos. Com amargor moderado e coloração dourada, ela tem 45 IBUs e 6,2% de graduação alcoólica.

Prussia
Na Black Friday a Prussia, promoveu a chegada ao mercado de sua nova cerveja: a Brazuquinha. A bebida é feita com lúpulos nacionais da Ira Hops, fazenda do interior de São Paulo, além de raspas de limão. De acordo com a marca, a cerveja foi criada para acompanhar os cervejeiros nos jogos da seleção brasileira durante a Copa do Mundo. A Brazuquinha também é tiolizada, isto é, durante sua fabricação foi usada uma enzima que contribui para a biotransformação e faz com que o aroma do lúpulo fique ainda mais ressaltado.

Especial: Safra da cevada e macroeconomia desafiam mercado de maltes

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O acesso aos maltes para a fabricação de cerveja se tornou um desafio para a indústria no Brasil. Afinal, as mais recentes safras de cevada não ajudaram a equilibrar a equação entre produção e demanda, um cenário que se agravou em função de problemas provocados pela macroeconomia global e que afetam diretamente o mercado.

Como seus preços são dolarizados, por se tratar de uma commodity, a cevada, de onde, basicamente, se origina o malte para a cerveja, tem passado por oscilação de preço, o que afeta em maior proporção um mercado importador de parcela relevante do insumo, caso do Brasil com a aquisição do produto de vizinhos sul-americanos, como Uruguai e Argentina, especialmente quando a colheita interna fica aquém do que se deseja.

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E esse cenário se tornou ainda mais adverso por problemas nas safras, provocados, especialmente por fatores climáticos, mas também por impactos da continuidade da guerra na Ucrânia, um dos maiores produtores globais de cevada.

No final de 2021, a quebra da safra de cevada de alguns produtores e a consequente alta dos preços no segundo semestre proporcionaram um cenário de incertezas para 2022, que viriam a se confirmar ao longo deste ano. E, no momento, não há grandes sinais de melhora, pois prosseguem os desafios na colheita dentro do Brasil, com uma cevada abaixo da qualidade para uso na produção cervejeira, assim como problemas envolvendo a safra nos vizinhos sul-americanos.

Atualmente a safra de cevada do sul do Brasil está sendo colhida, e o cenário de 2021 está sendo repetido, por vezes até piorado. Grande parte da produção está sendo classificada como forrageira e não cervejeira, o que impede sua utilização para produção de malte. Somado a este fator, ainda temos uma quebra de safra na Argentina, o que vem desenhando que o ano de 2023 terá maior procura frente à oferta, porém isso são termos gerais

Alexander Weckl, mestre-cervejeiro e sommelier da Agrária

A escassez de malte também se dá pela crise energética na Europa, provocada pela alta dos preços e acesso reduzido ao gás natural. Isso tem levado, de acordo com Ivan Hartmann, especialista de mercado e cervejeiro da Agrária, a queda na produção do malte de cevada e a consequente redução da exportação.

“Devido a uma pressão inflacionária principalmente ligada aos custos energéticos na Europa, muitas maltarias menores deixaram de produzir e deixaram o mercado interno europeu desabastecido. Maltarias localizadas nas regiões portuárias tiveram que fazer o movimento contrário para abastecer o mercado europeu ao invés de destinar seu malte à exportação, diminuindo assim os estoques de passagem”, diz.

A soma dos fatores, com os problemas nas safras em grandes produtores e a continuidade do conflito na Ucrânia, chegam para as cervejarias em um momento que já era desafiador, pois o segmento vem sofrendo, desde a eclosão da pandemia, com a alta nos custos produtivos, como pondera Carlo Enrico Bressiani, diretor da Escola Superior de Cerveja e Malte (ESCM).

“As quebras de safra do hemisfério norte e o fato de a Ucrânia, uma grande produtora de cevada, estar fora do jogo, faz com que o problema vá se alastrando na cadeia de malte do mundo inteiro. E isso é um problema. Além disso, nas últimas semanas, depois da eleição, temos visto uma apreciação do dólar que vai encarecer mais ainda esse produto. E tudo isso vai para a cerveja artesanal, que já está com uma grande dificuldade em repassar aumento de custo que teve desde a pandemia”, diz Bressiani.

Assim, dentro de um cenário de mais procura do que oferta, os estoques globais de cevada vão ficando cada vez menores, pressionando os preços dos maltes no mercado. Algo que não deve se alterar tão cedo. “Apenas super safras que superem o que é consumido vão alterar o cenário”, destaca Weckl.

O que vem por aí
Nesse cenário de tantos desafios, as cervejarias miram soluções para suavizar a inevitável alta dos custos. Assim, tem reforçado a busca pelo aumento da produtividade, assim como tem crescido a recorrência ao uso dos maltes base, como ressaltado por Bresssiani.

“As microcervejarias estão se fixando em maltes básicos, aumento de produtividade, porque a pandemia as fez reverem seus processos, passando a ter um cuidado muito maior com os custos, com a dificuldade de repasse ao preço final. Esse uso do malte também se dá com mais cuidados, para aumento da eficiência nos processos produtivos com consumo menor entregando um produto com a mesma qualidade”, afirma.

Para o diretor da ESCM, ainda é difícil apostar quando o cenário estará menos adverso para as cervejarias na busca pelos insumos, pois há muitas incertezas, que passam pelos cenários macroeconômicos dentro e fora do Brasil.

“Será um ano muito incerto, pois China e Estados Unidos estão em desaceleração, a guerra prossegue, a questão da Covid não está descartada, enquanto no Brasil há uma mudança de governo e o desafio envolvendo o dólar, pois, a cevada é uma commodity e tudo isso afeta o seu preço. A retomada do mercado de artesanais tem sido lento, mas acreditamos que o primeiro semestre possa ser melhor do que 2022”, comenta.

Mas há, também, quem está atento às tendências internacionais para a indústria cervejeira. Enquanto buscam ter acesso ao malte necessário para a produção e melhoram seus processos, cervejarias observam o que há de novo sendo ofertado no segmento, com o intuito de incrementar seus portfólios. Na visão de Hartmann, a tendência do mercado dos Estados Unidos de produzir Lagers de alta qualidade deve chegar logo ao Brasil.

“O desenvolvimento de maltes de cevadas antigas e terroir específico como Weyermann Barke, Weyermann Isária 1924, Weyermann Floor-Malts e Weyermann Bohemian Pilsner Malt mas também de lúpulos novos Alemães como Amira, HVGZS03 e Tango e leveduras híbridas como a NovaLager da Lallemand são resultados desta demanda americana e já mostra alguma demanda no mercado nacional”, afirma o especialista de mercado e cervejeiro da Agrária.

Guia na Copa: Suíça é país europeu com mais cervejarias por habitante

Na fronteira norte, um país que é sinônimo de cerveja, a Alemanha. No oeste e no sul, a divisão é com os territórios franceses e italianos, conhecidos pela tradição vinícola. No meio, se equilibrando entre essas trajetórias alcoólicas, está um país marcado popularmente pela neutralidade em conflitos. Essa nação, em eterna tentativa de se equilibrar, é a Suíça, segunda adversária da seleção brasileira na Copa do Mundo do Catar e país com a maior densidade de cervejarias por habitantes da Europa, uma situação alcançada após abandonar um cartel no início dos anos 1990.

De acordo com dados de 2020, a Suíça possui 139 cervejarias para cada um milhão de habitantes. Assim, está muito acima da proporção de outros países, inclusive aqueles com enorme tradição cervejeira na Europa, caso da República Checa, a segunda colocada da lista, com 57 cervejarias para cada milhão de habitantes. A Eslovênia, com 50, é a terceira.

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Dados da Brewers of Europe, que representa associações cervejeiras de 29 países, colocaram, em 2020, a Suíça como quarta nação com mais cervejarias – 1.212 –, atrás apenas de França (2.300), Reino Unido (1.870) e Alemanha (1.528).  E isso se deu com um enorme salto de empresas registradas, de 483 em 2014 para as 1.212 de 2020.

É um cenário bem diferente ao que imperou no país até o início dos anos 1990, quando havia um cartel da cerveja. Ele definia preços da bebida e áreas de atuação de cada marca, o que provocou estagnação do mercado e quase nenhuma inovação.

O seu encerramento em 1991, com o apoio estatal, abriu o caminho para um mercado mais amplo, ainda que hoje dominado por duas grandes multinacionais cervejeiras, o Grupo Heineken e a Carlsberg, com suas variadas marcas sendo responsáveis por 70% do volume vendido na Suíça.

Essa mudança de cenário é explicada pela abertura de centenas de microcervejarias ao longo dos últimos anos. De acordo com a Brewers of Europe, o país é o terceiro com mais microcervejarias, aquelas que produzem até mil hectolitros. São 1.159, contra as 2 mil da França e as 1.815 do Reino Unido, sendo que em 2014 a Suíça tinha apenas 440.

O salto tem relação, também, com a legislação do país, que classifica qualquer produção de 400 litros ou mais da bebida em um ano como uma cervejaria. E é nessa base onde o número de registros mais cresceu. A expansão foi de 124% de 2015 a 2020 entre as cervejarias que produzem até 20 hectolitros por ano.

A quantidade de cervejarias, porém, ainda não é replicada no consumo e fabricação. O estudo da Brewers of Europe coloca a Suíça, em 2020, apenas em 19º lugar em produção, com 3,404 milhões de hectolitros, o que representa apenas 3,91% do que a Alemanha fabricou no mesmo período – 87,027 milhões de hectolitros.

Não é muito diferente em termos de consumo, com a Suíça sendo a 15ª colocada, com 4,530 milhões de hectolitros em 2020, apenas 5,76% dos 78,706 milhões de hectolitros da líder e vizinha Alemanha. E a Suíça também tem desempenho modesto no consumo per capita, de 52 litros anuais para cada um dos seus 8,5 milhões de habitantes, na 19ª colocação, distante da líder República Checa, com 135 litros. Já em um ranking elaborado pela Kirin é o 34º país em consumo per capita de cerveja no mundo.

Como foi o último ano
Números divulgados na última semana revelaram que no período de 1º de outubro de 2021 a 30 de setembro de 2022, a Suíça vendeu 469 milhões de litros de cerveja, uma alta anualizada de 6%. São, porém, 10 milhões a menos do que no período pré-pandemia.

Esse crescimento na comparação com 2021 foi puxado pela produção local, que expandiu 9%, para 364 milhões, sendo que as importações caíram 2,2%, de acordo com a Associação Cervejeira Suíça (SBA, na sigla em inglês). Além disso, a compra de cerveja para consumo fora do lar, como em bares e restaurantes, atingiu 33%, com o varejo representando 67% do mercado.

Ao longo do período de 12 meses, o preço da cerveja teve alta de 6,8% na Suíça. Também por lá, o boom da cerveja sem álcool é claro. As vendas cresceram 20,6% em um ano, passando a ter uma participação de mercado de 5,7%. E a SBA estima que ela possa chegar a 10% ao longo dos próximos cinco anos.

Balcão do Aloisio: Por que cevada?

Balcão do Aloisio: Por que cevada?

Domesticada há mais de 8.000 anos, a cevada é um dos cereais mais presentes na história da humanidade. Já foi, na Antiguidade, o grão mais consumido para a fabricação de pão, porém, na atualidade, seu maior uso é na produção de ração para a alimentação animal e como matéria-prima para a produção do malte, utilizado na fabricação de cerveja. Outros cereais também podem ser utilizados na fabricação dessa bebida, no entanto, o malte de cevada ainda é o mais empregado. Quais razões justificam esse fato?

Antes de analisar as razões, algumas definições se fazem necessárias para o adequado entendimento do assunto a ser tratado:

Malte: também chamado de cevada malteada, é o grão de cevada cervejeira submetido a processo de malteação.

Malteação: é o processo no qual o grão de cereal é submetido à germinação parcial e posterior desidratação, com ou sem tostagem, em condições tecnológicas adequadas. A malteação tem um papel fundamental no processo cervejeiro e influencia diretamente na qualidade e no aspecto final da cerveja. Algumas características que observamos na cerveja, tais como cor, formação de espuma, turbidez, aroma e sabor, têm ligação direta com a maneira como a cevada passou pelo processo de malteação. Dependendo de como é conduzido o processo de malteação, diferentes tipos de malte são obtidos e, dependendo dos ingredientes, inclusive o tipo de malte utilizado, diferentes tipos de cerveja são obtidos.

Extrato de malte: é o produto seco ou de consistência xaroposa ou pastosa, obtido exclusivamente do malte.

Mosto: é a solução em água potável de compostos resultantes da degradação enzimática do malte, com ou sem adjuntos cervejeiros e ingredientes opcionais, realizada mediante processos tecnológicos adequados.

Extrato primitivo: é a quantidade de substâncias dissolvidas (extrato) do mosto que deu origem à cerveja e deve ser sempre maior ou igual a 5,0% em peso.

Dadas as definições pertinentes, voltemos a analisar as razões do uso da cevada na fabricação de cerveja. A primeira delas é que, de acordo com a Instrução Normativa no 65, de 10 de dezembro de 2019, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, que estabelece os padrões de identidade e qualidade para produtos de cervejaria, para ser chamada de “cerveja”, a bebida precisa ter pelo menos 55% de malte de cevada. Caso contrário, deve ser chamada de “cerveja de” acrescido do nome do cereal ou dos cereais majoritário(s), malteado(s) ou não, utilizado(s) no processo de fabricação. Ainda, de acordo com essa portaria, para ser chamada de “cerveja puro malte” a cerveja deve ser elaborada a partir de um mosto cujo extrato primitivo provém exclusivamente de cevada malteada ou de extrato de malte.

Mas não foi a legislação que levou o malte de cevada a ser o ingrediente mais utilizado nas cervejas, aliás, a legislação é uma consequência desse fato. Dentre os principais motivos, podemos destacar: a cevada possui uma boa reserva de amido, tem teor elevado de enzimas e possui casca (pálea e lema) aderidas ao grão. O amido, após conversão em açúcares fermentescíveis, é utilizado como alimento pelas leveduras, que o transformam em álcool e gás carbônico. Além do malte de cevada, outros cereais, como milho, arroz, trigo e centeio, também podem ser utilizados como fonte de amido. Nossa legislação permite que até 45% da composição da cerveja seja de um ou mais desses grãos, cujo uso pode ter diferentes objetivos, desde deixar o corpo da bebida mais leve, até deixar mais encorpada.

As enzimas são ativadas durante o processo de malteação e promovem a degradação das paredes celulares das células, liberando o amido e o convertendo em açúcares fermentescíveis, favorecendo a ação das leveduras. Finalmente, a casca, além de servir de filtro natural para o mosto no final do processo de fermentação, protege o grão, evitando danos ao embrião e favorecendo o alto poder germinativo dos grãos, o qual deve ser superior a 95% para um adequado processo de malteação, garantindo alta produção de enzimas e as transformações necessárias para facilitar a atuação das leveduras. Por essas razões e por ser um dos cereais mais propícios ao processo de malteação, a cevada é o cereal mais utilizado na fabricação do “pão líquido”, a nossa cerveja.


Aloisio Alcantara Vilarinho é engenheiro agrônomo com doutorado em Genética e Melhoramento de Plantas. Pesquisador da Embrapa desde 2003, ele atua, desde novembro de 2019, como melhorista de cevada na Embrapa Trigo.

Heineken anuncia fechamento de fábrica na França e deixará Alsácia

O Grupo Heineken está de saída da região da Alsácia, na França. A companhia anunciou a decisão de fechar a sua fábrica na cidade de Schiltigheim, a Brasserie D’Esperance, dentro de três anos. A decisão foi motivada pela necessidade de manter a competitividade no longo prazo, de acordo com a empresa.

Segundo o Grupo Heineken, a fábrica, de 1862, oferece alguns desafios, como a impossibilidade de expansão e os custos de produção excessivos devido a alguns equipamentos obsoletos. A companhia ainda citou, entre outros motivos, o distanciamento da planta industrial dos mercados do sul e oeste do país e o precário equilíbrio ambiental das instalações.

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A Brasserie D’Esperance é uma das três cervejarias do Grupo Heineken na França, sendo a única localizada na Alsácia. “Este projeto de concentrar nossa estrutura de produção em duas cervejarias ao invés das três atuais é necessário para garantir nossa competitividade a longo prazo na França”, diz, em um comunicado, o CEO da Heineken na França, Pascal Gilet, também não descartando a possibilidade de vender a fábrica. “Também consideraremos cuidadosamente qualquer oferta para assumir o controle da unidade que possa ser feita.”

Ao mesmo tempo, a empresa anunciou um plano de investimento de 100 milhões de euros para suas instalações em Marselha, no sul da França, e em Mons-en-Barœul, no norte do país, para onde serão transferidos os volumes de produção da unidade de Schiltigheim. As cervejas da marca Fischer, que eram produzidas na Brasserie D’Esperance, agora serão fabricadas em uma microcervejaria, de acordo com a Heineken.

O Grupo Heineken entrou no mercado francês em 1972, quando adquiriu a L’Alsacienne de Brasserie, uma joint-venture das cervejarias De l’Espérance, De la Perle e De Colmar und Haag. Antes da Brasserie D’Esperance, a multinacional já havia fechado outras três fábricas na Alsácia, da Mutzig, em 1989, da Adelshoffen, em 2000, e da Fischer, em 2009. A região é a maior produtora de cerveja da França.

Sindicatos locais e os próprios funcionários prometeram realizar grandes protestos após o anúncio. A estimativa é que a Brasserie D’Esperance empregue cerca de 220 pessoas. E a decisão também provocou reação da prefeita de Schiltigheim, Danielle Dambach. “É um choque saber do fechamento da última grande área industrial em Schiltigheim, um símbolo de nosso município”, diz.

A prefeita de Schiltigheim também pretende monitorar a situação dos funcionários envolvidos. “Não aceitaremos um novo terreno baldio industrial no coração de Schiltigheim. Também não aceitaremos um novo grande projeto imobiliário enquanto a demografia do município estiver explodindo”, conclui.

Antarctica lança SubZero Silver e dá pack de 6 latas em SP na Black Friday

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A Antarctica aproveitou a Black Friday para ampliar a sua família de cervejas. A marca da Ambev lançou nesta sexta-feira (25) a Antarctica SubZero Silver e vai distribuir um pack de 6 latinhas de 350ml da novidade através do Zé Delivery em todo o estado de São Paulo.

No dia da Black Friday, quem acessar o aplicativo da Ambev e utilizar o cupom “silver” terá direito ao pack da Antarctica SubZero Silver, além de receber crédito de R$ 1. A “compra” precisa ser feita dentro do território paulista, com o consumidor só pagando pela entrega.

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Na campanha de lançamento da Antarctica SubZero Silver, a ação promocional é chamada de Silver Friday, tendo a participação de Eduardo Sterblitch, caracterizado como o personagem Freddie Mercury Prateado, que marcou a sua passagem pelo programa Pânico na TV.

A campanha, desenvolvida pela Agência África, tem o tema “Menos é mais. Menos é Silver”. “A Silver é filtrada a menos de 1°C, é menos encorpada e tem menos álcool. Por isso ela é ainda mais leve e refrescante. E toda essa leveza está retratada na campanha, com a volta de um personagem tão amado e carismático e uma oferta tão inusitada”, diz Gustavo Castro, diretor de inovações da Ambev.

SubZero
Agora com a sua família ampliada, a SubZero foi lançada no final dos anos 2000 pela Ambev, sendo uma American Lager de baixa fermentação e espuma mais duradoura. Quando da sua apresentação ao mercado, a Ambev destacou a sua suavidade e refrescância. Além disso, para ser fabricada, passa por um sistema de dupla filtragem a frio.

A suavidade deve ser reforçada na Antarctica SubZero Silver, pois o material de divulgação cita se tratar de uma cerveja “menos encorpada”, com “menos álcool”, “filtrada a -1ºC”, “mais leve”, “mais em conta”, “mais silver”.

Sobre o preço, no dia da ação promocional da Antarctica SubZero Silver em lata de 350ml, estava sendo vendida por R$ 2,59 a unidade no Zé Delivery. Já a versão original tinha preço de R$ 2,89.

Guia na Copa: Marcas fazem lançamentos e criam itens colecionáveis

A disputa da Copa do Mundo no fim do ano se tornou um prato – ou copo – cheio para as cervejarias. Aproveitando o período de realização dos jogos, as marcas têm abusado da criatividade, lançando cervejas temáticas para a Copa, além de realizarem diversas promoções para atrair o público.

A Prussia Beer, por exemplo, apresentou a Brazuquinha, uma cerveja com lúpulos nacionais da Ira Hops, fazenda do interior de São Paulo, além de raspas de limão, só levando ingredientes nacionais. Além disso, a novidade é tiolizada, isto é, durante sua fabricação foi utilizada uma enzima que contribui para a biotransformação e faz com que o aroma do lúpulo fique ainda mais ressaltado.

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Antes lançada em growler de 1,5 litro, já pensando no período da Copa do Mundo, a Wienbier Hexamalte Pilsen agora foi envasada em latas pela NewAge. E as latinhas são personalizadas e colecionáveis, aproveitando a nova tecnologia de impressão da Ball Corporation, a Digital Printing.

A edição limitada traz seis rótulos colecionáveis impressos em alta qualidade. Com reprodução de imagens em até 600DPIs na linguagem de fotografia RGB. “Desde a gôndola, queremos que a Hexamalte ofereça uma experiência única aos consumidores ao escolher entre as seis opções, todas no clima da torcida. No sabor, convocamos para a nossa seleção os maltes Pilsen, Pale Ale, Munique, Vienna, Crystal e malte de trigo”, comenta Edison Nunes, gerente comercial da NewAge.

Também no clima do Mundial, a Bodebrown vai lançar, neste sábado (26), a Lupulol Hexa, uma sazonal elaborada especialmente para a comercialização em barris de chope. Surgida em função da Copa, faz parte da linha Lupulol, com cervejas criadas para os fãs de lúpulo e experimentações. A receita traz um mix de maltes germânicos e ingleses. Além disso, a Lupulol Hexa tem amargor baixo (14 IBUs), cor amarelo ouro, levemente turva, e 4,3% de álcool.

Mas se a Wienbier e a Bodebrown apostam no hexacampeonato em seus chopes, a Way Beer optou por homenagear oito seleções, criando uma linha que leva os nomes de Inglaterra, México, Austrália, França, Alemanha, Brasil, Bélgica e Estados Unidos.

Além disso, cada rótulo, que pode virar item de colecionador, possui características das cervejas dos seus países, todos participantes desta edição da Copa. Assim, foram lançadas uma English Special Bitter, uma Mexican Lager, uma cerveja com o lúpulo Galaxy, uma com maltes caramelizados e tostados, uma Weisse clara, uma Amburana Ale, uma cerveja com característica frutada e uma American IPA bem lupulada.

Os itens colecionáveis também foram uma das apostas da Budweiser para a Copa do Mundo. A marca patrocinadora do torneio apresentou a Bud Seleções, garrafas de alumínio de 330ml. O produto colecionável é “vestido” com as bandeiras de algumas das seleções que já foram campeãs do mundo: Brasil, Argentina, Alemanha, França, Inglaterra e Espanha.

A marca da Ambev tem disponibilizado o Big Bud Copa, um barril de 5 litros de chope, que leva a arte padrão da Copa do Mundo, com a expectativa do aumento dos encontros coletivos para acompanhar os jogos. “Nosso foco é atender às demandas das pessoas e gerar conexão com cada consumidor de forma única, estabelecendo uma relação muito forte com nossos fãs. E a Copa do Mundo é o palco perfeito para colocarmos todas as nossas inovações em campo”, diz Gustavo Castro, gerente de inovação da Ambev.

Reedições e sorteios
A Landel, por sua vez, aproveitou o período da Copa para reeditar uma das suas cervejas. É a Pink Berry, uma Fruit Beer leve, com 4,5% de teor alcoólico, 7 IBUs de amargor e baixa acidez. Além da versão em chope, também está sendo disponibilizada pela marca de Campinas em latas de 473ml.

Reedição também foi o que motivou a Brahma a apresentar a sua música para o torneio no Catar. É a Waka Brahma, interpretada por Zeca Pagodinho, Tierry e Bárbara Labres. A versão da icônica Waka Waka, imortalizada por Shakira na música-tema da Copa do Mundo de 2010, vem com uma mistura de samba, funk, piseiro e sertanejo/arrocha.

“Pegamos um hit mundial e transformamos ele em uma música ainda mais inesquecível. E o melhor: de um jeito que só nós brasileiros conseguimos fazer”, afirma Maurício Landi, diretor de marketing de Brahma.

E a marca não parou nessa ação. No próximo domingo, quem levar seu aparelho de café – aquela máquina especial ou até a cafeteira tradicional – ao stand exclusivo no Shopping Ibirapuera, em São Paulo, receberá uma Brahmeira novinha e um voucher de 15% de desconto para comprar uma nova máquina da Cadence. Para efetivar essa substituição, basta mostrar o aplicativo do Zé Delivery baixado no celular. Serão disponibilizadas 300 brahmeiras para troca, de acordo com a ordem de chegada.

A Louvada, por sua vez, aposta em uma promoção para atrair os consumidores no período da Copa. A marca criou a campanha “Louvada Premiada”. A iniciativa envolve a compra da long neck Louvada Pilsen, Louvada German e Louvada Hop Lager. Achando a tampinha com a #honre, o cliente ganha uma bola de futebol Louvada 7 anos.

Do Rio de Janeiro, a Noi apostou nos sorteios para chamar a atenção do público cervejeiro. A Noi Express, serviço de delivery de chope da marca, vai sortear um barril de 30 litros de Noi Bionda (Pilsen) por semana enquanto rolar a competição, totalizando quatro sorteios. Para participar, basta se inscrever no site da Noi Express.

“Resolvemos aproveitar esse pico de demanda da Copa, para reforçar a lembrança da Noi Express com o nosso público e apresentar esse serviço para quem ainda não conhece. O chope em casa é prático, ocupa pouco espaço, oferece um produto artesanal de alta qualidade e com ótima relação custo-benefício”, diz Bianca Buzin, diretora da Noi.

Confira 14 promoções cervejeiras da Black Friday em 2022

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As comemorações de final de ano já estão chegando, mas antes do Natal e do réveillon, a Black Friday é quem vem agitando os brasileiros e o varejo, com diversos descontos já sendo oferecidos nos dias que antecedem a data comercial. Em 2022, a Black Friday caiu em 25 de novembro, a próxima sexta-feira, dividindo atenções, pela primeira vez, com a Copa do Mundo, o que parece ter ajudado a reforçar as ofertas envolvendo cervejas.  

A coincidência de datas deverá impactar em R$ 1,4 bilhão o faturamento do comércio varejista brasileiro, segundo estima a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo.  Já a pesquisa da empresa de inteligência analítica Boa Vista revela que 65% dos consumidores irão às compras na Black Friday de 2022. Na edição de 2021, eram 67% os consumidores com intenção de compra.

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Sob essa expectativa para a Black Friday em paralelo à Copa do Mundo, a data neste ano promete ser uma boa oportunidade para quem deseja comprar cervejas, assim como se inscrever em cursos com descontos e presentear amigos.

Confira, a seguir, promoções de cervejas e outros itens da Black Friday em 2022:

Blubeer
A Blubeer está com cervejas, taças e kits com descontos diversos. No site, por exemplo, a cerveja Container Pilsen, da Alle Blau, de 500ml sai por R$12,99, com 28% de desconto. Já a taça de vidro Konigs está custando R$19,90 com o desconto aplicado de 49%.

Bodebrown
A marca de Curitiba preparou várias promoções nos preços das suas cervejas e kits para a Black Friday em 2022. O combo com latas da Perigosa e um copo grátis sai por R$ 228. Já o pack com 12 latas Legacy of the Beast World Tour 2022, em referência à turnê do Iron Maiden, está sendo vendido por R$ 350.

Bräu Akademie
A Black Week da Bräu Akademie começou na segunda-feira (21) e vai até o próximo domingo  (27), com vários cursos com preços promocionais. Os cursos presenciais, por exemplo, estão com 15% de desconto e um curso grátis de brinde. Já os cursos online sob demanda, que têm aulas gravadas, estão com 30% de desconto. Para quem está em busca de mentoria, o desconto é de 20% por hora para cervejeiro caseiro ou profissional. Nesse caso, as aulas são 100% online.

Cerveja Box
Na Black Friday de 2022, a Cerveja Box tem cervejas que chegam a ter até 53% de desconto, como é o caso da Cerveja Cigana Moeda Session IPA, em lata de  473 ml. No site, a japonesa Asahi Super Dry está custando R$ 14,99, com desconto de 35%. Há, também, promoções especiais para sócios.

Clube do Malte
O e-commerce está promovendo uma semana de descontos. Na Black Friday de 2022, há cervejas a partir de R$ 3,90, com os cortes nos preços sendo de até 70%. A Chicago Blues, por exemplo, tem cervejas envelhecidas saindo por R$ 8,90 nas garrafas de 355ml. No mesmo formato, a Mojito Sour custa R$ 7,80.

Clube Extra
No Clube Extra, a Heineken em lata 350 ml está com 20% de desconto e sai por R$ 3,99. No portal ou no aplicativo, a cerveja Original também está com desconto de 16% na lata de 269 ml e custa R$ 2,49.

Conexão Breja
Marketplace com diversos produtos cervejeiros, o Conexão Breja está promovendo a sua Black Week com 15% de desconto em todas as receitas, livros, cervejas e presentes. Entre os itens com descontos, a cerveja Narcose Valor Brett Belgian Pale Ale de 1 litro está saindo por R$99,90. Já o growler em aço inox de 5 litros custa R$ 389,90.

Empório da Cerveja
Na Black Friday de 2022, o Empório da Cerveja tem acessórios a partir de R$ 4,90, kits cervejeiros começando com preços de R$ 14,90, além de cervejas com descontos de até 60%. A Colorado Cauim, na garrafa de 600ml, custa R$ 7,99. No mesmo formato, a Wäls Belgian Witte sai por R$ 9,90.

ESCM
A Escola Superior de Cerveja e Malte (ESCM) está disponibilizando mais de R$ 2 milhões em descontos para cursos que atendem desde profissionais já integrados às cervejarias até entrantes neste mercado. Para isso, quatro mil alunos terão descontos de R$ 500 válidos por até um ano em qualquer curso da ESCM, seguindo o regulamento. Para ter acesso ao desconto, basta participar da Semana da Tecnologia Cervejeira, promovida pela instituição. É possível se inscrever através do link disponível no site da escola.

Landel
A marca de Campinas promete até 50% de desconto nas latas das suas cervejas em estoque nesta sexta-feira, data oficial da Black Friday em 2022. A promoção é válida apenas para compras feitas na data, tanto pela loja virtual, como no tap house, que fica no bairro Taquaral. Para quem comprar pela loja virtual, a entrega estará disponível apenas em Campinas, em até 24h, ao valor fixo de R$15.

NewAge
Durante todo o mês de novembro, a NewAge está com promoções nos produtos que chegam a até 35%. Entre os itens oferecidos, o chope Wienbier Hexamalte de 1,5 litro está custando R$ 14,90, no desconto de 25%. Também com desconto, esse de 7%, a cerveja Wienbier 53 Stout em lata de 710ml está em oferta, por R$ 13,30.

Quiosque do Lugui 
Fundado em 2018, em São José do Rio Preto (SP), o Quiosque do Lugui é uma rede de chope puro malte do Brasil e durante a semana da Black Friday está com várias campanhas promocionais ativas até o final de novembro. Entre elas, a taxa de franquia retornável, a possibilidade de distribuição e o subsídio do barril em dobro, compre um leva outro, assim como desconto de 20% no valor da taxa de franquia, que hoje é de R$ 80 mil. Atualmente, a franquia conta com 16 lojas abertas e 45 comercializadas que estão em diferentes fases de implantação.

Science of Beer
Para quem quer economizar e estudar cerveja, a Beer Month do Science of Beer está com 40% de desconto nos cursos Beer Expert, Café e Cerveja, Cálculos Cervejeiros, Avaliação Sensorial e Escolas Cervejeiras, Harmonização de Cerveja, História Geral da Cerveja e Mixologia com Cerveja. Já o curso de sommelier online está com 15% de desconto, assim como a sua versão intensiva. E o Curso Science of Beer Styles sai com 10% de desconto. A promoção será válida até o dia 30.

Todovino
A Todovino traz uma diversidade de bebidas importadas em promoção. Entre os destaques, o kit da cerveja Paradise Hope Lager 473 ml, com 12 unidades, está em oferta, por R$ 117,99. Já o kit da Vedett IPA de 330 ml, com 12 unidades, está custando R$ 186,99.

Guia na Copa: Cerveja bósnia criada por monges patrocina 1º rival do Brasil

Em um mercado cada vez mais globalizado e dominado pelas multinacionais, uma cervejaria localizada no território da Bósnia-Herzegovina conseguiu romper essa lógica para se tornar a patrocinadora da seleção sérvia logo a partir do ano da Copa do Mundo. Trata-se da Banja Luka, que definiu a Nektar como cerveja oficial da Sérvia, o primeiro adversário do Brasil no Catar, em partida marcada para esta quinta-feira.

A Banja Luka tem uma longeva trajetória cervejeira, tanto que em 2023 completará 150 anos, levando o nome da segunda maior cidade da Bósnia. E ela foi fundada por monges trapistas da Abadia Mariastern. Por lá, além da cerveja, também produziam queijo.

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Hoje, de acordo com a Banja Luka, a Nektar, a cerveja oficial da seleção da Sérvia, é o rótulo mais vendido na Bósnia-Herzegovina, com um total de 48,3 milhões de litros anuais. Além disso, é exportada para outros países, como Sérvia, Croácia, Itália, Eslovênia e Suécia. Carro-chefe do portfólio da cervejaria, a Nektar é uma Pilsen com 5% de graduação alcoólica e 16 IBUs de amargor.

Banja Luka também é a sede da Assembleia Nacional e do Governo da República Sérvia, uma das duas entidades políticas em que está dividida a Bósnia-Herzegovina desde 1995, quando foi assinado um acordo para encerrar os mais de três anos de conflito no país. E a influência sérvia na região tem, assim, relação direta com a decisão da cervejaria em patrocinar o primeiro adversário do Brasil na Copa do Mundo do Catar.

“A seleção sérvia sempre teve grande apoio do povo da República Sérvia, numerosos torcedores que estão sempre com a seleção nacional, e acreditamos que através da cooperação com a Banja Luka Brewery, iremos fortalecer ainda mais esses laços. Nosso objetivo é deixar todo o nosso povo feliz com os bons resultados da seleção nacional, onde quer que vivam – na Sérvia, na República Sérvia ou em toda a diáspora. Vamos juntos para novas vitórias”, afirmou Nenad Bjekovic, vice-presidente da Associação de Futebol da Sérvia, quando do anúncio do patrocínio à seleção.

Antes do acerto para que a Nektar se tornasse a cerveja oficial da seleção da Sérvia, a equipe teve o patrocínio de multinacionais, ainda que com as suas marcas locais. Foram os casos da Jelen, considerada a cerveja mais popular do país, que faz parte da Apatin Brewery, grupo cervejeiro de propriedade da Molson Coors, assim como da Lav, da Carlsberg Srbija.

Na Sérvia, além do grupo da Molson Coors e da Carlsberg, também há forte presença da Heineken Srbija. A Banja Luka, com o apoio para a seleção da Sérvia, agora também espera conquistar a sua fatia de mercado. E tem exibido uma série de propagandas sobre a Copa do Mundo, inclusive citando o desafio de superar a seleção brasileira.

“Este é um dia especial para nós, porque representa mais um passo em nosso compromisso estratégico de apoiar esportes, importantes organizações e eventos esportivos na República da Sérvia e na Sérvia, onde Nektar se tornou uma cerveja cada vez mais procurada a cada dia”, disse Ilija Setka, diretor geral da Banja Luka ao assinar o contrato com a associação de futebol da Sérvia.