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Inflação da cerveja desacelera e destoa da alta histórica do IPCA e dos alimentos

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Ao contrário do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e dos demais itens de alimentação e bebidas, o preço da cerveja no domicílio desacelerou em agosto e fechou o oitavo mês de 2021 com uma inflação de apenas 0,29%, de acordo com os dados divulgados nesta quinta-feira pelo IBGE.

A alta pouco expressiva da cerveja fez com que o item tenha terminado agosto com uma aceleração acumulada de 3,49% em 2021. E sua inflação está em 7,62% no somatório dos últimos 12 meses.

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O preço da cerveja no domicílio pode ter crescido pouco em agosto, mas não a inflação oficial. O IPCA foi de 0,87%, o maior para o oitavo mês do ano desde 2000, embora 0,09% inferior a julho. A inflação também chegou a 5,67% em 2021 e passou a acumular alta de 9,68% nos últimos 12 meses.

Atrás apenas do transporte em termos de impacto, o grupo alimentação e bebidas contribuiu com 0,29% para o IPCA de agosto ao ter expressiva alta, de 1,39% em agosto. Assim, já registra inflação de 4,77% em 2021. E, mais alarmante, de 13,94% nos últimos 12 meses.

Mas o seu ritmo de alta foi bem diferente ao da cerveja em agosto. O item fora do domicílio praticamente permaneceu estável em agosto, com inflação de apenas 0,05%. Agora, então, a variação é de 3,14% em 2021 e de 5,94% no período de setembro de 2020 até agosto de 2021.

No oitavo mês do ano, por sua vez, o item outras bebidas alcoólicas no domicílio até apresentou deflação, de 1,90%. Ainda assim, o acumula alta de 3,04% no ano. E fechou os últimos 12 meses em 8,56%.

Fora do domicílio, porém, o item apresentou desempenho semelhante ao do IPCA, com inflação de 0,89% em agosto. Mas a sua inflação está em apenas 1,17% em 2021. E ficou em 4,72% nos últimos 12 meses, segundo o IBGE.

Brasil tem 9 cervejas premiadas no World Beer Awards; Veja as vencedoras

As cervejas brasileiras receberam nove premiações na edição 2021 do World Beer Awards, considerado um dos mais importantes concursos do setor no mundo. Foi, assim, um resultado melhor do que o do ano passado, quando seis rótulos do país haviam recebido o reconhecimento em seus respectivos estilos.

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Os destaques foram a Wäls, que colocou dois rótulos entre os melhores – 42 (Pale Bière De Garde / Saison) e Fruit Lambic (no estilo que leva o mesmo nome) -, assim como a Colorado, que teve outras duas conquistas.

Na premiação divulgada nesta quinta-feira, além do êxito de Wäls e Colorado, a Ambev teve outros importantes destaques entre suas marcas. Foi o caso da Goose Island e da Brahma, ambas com um prêmio cada.

A festa brasileira no World Beer Awards 2021 também teve espaço para cervejarias artesanais: Albanos, Leopoldina e Lohn Bier ficaram com um prêmio cada e completaram a lista de cervejarias nacionais vencedoras do importante evento.

O reconhecimento através da premiação traz benefícios para as cervejas, como figurar na publicação anual da World’s Best Beers, além do direito de usar o selo de medalhista em seu material de divulgação.

A escolha das melhores cervejas se dá através de critérios sensoriais em dez categorias reconhecidas internacionalmente, com suas subdivisões. Anteriormente, havia sido realizada uma primeira rodada de premiações, por país. Confira no link as brasileiras que haviam sido reconhecidas.

Confira a lista das cervejas brasileiras destacadas como melhores do mundo no seu estilo pelo World Beer Awards:

Melhor IPA English Style: Colorado Indica
Melhor IPA Session: Midway, da Goose Island
Melhor International Lager: Brahma Chopp
Melhor Pale Bière De Garde / Saison: 42, da Wäls
Melhor Berliner Weisse: Catharina Toca, da Colorado
Melhor Fruit Lambic: Fruit Lambic, da Wäls
Melhor Oud Bruin: Accidentally Sour – Brown, da Albanos
Melhor Speciality Brut: Italian Grape Ale, da Leopoldina
Melhor American Style Wheat Beer: American Wheat Wine, da Lohn Bier

Entrevista: “O turismo de confraternização, cervejeiro, vai crescer muito”

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A pandemia do coronavírus freou a atividade turística, mas a aceleração da vacinação dá esperanças para a sua retomada sob a perspectiva de atender a uma demanda que ficou reprimida por meses. É sob essa perspectiva que o secretário de Turismo de Teresópolis, Maurício Weichert, tem atuado, buscando ordenar a forte demanda por eventos ao mesmo tempo em que adapta as ações da atividade a uma nova realidade em uma cidade bastante associada à cerveja, como destaca em entrevista ao Guia.

Na conversa, Weichert aponta que o turismo cervejeiro deverá ser um dos favorecidos nesse período de retomada por sua característica de promoção de encontros, algo que ficou impossibilitado de acontecer durante meses, em função das medidas adotadas para evitar a propagação do coronavírus. E destaca que Teresópolis está preparada para atender a busca por esse tipo de atividade.

Afinal, a cidade da região serrana do Rio conta com uma série de cervejarias que podem atrair visitantes, além de ter acelerado, mais recentemente, o cultivo da cultura do lúpulo. A flor, além de ingrediente, pode se tornar um atrativo para quem não está interessado apenas em conhecer rótulos, fábricas ou bares, mas também as etapas da produção de uma cerveja, em uma imersão mais completa durante uma viagem de turismo.

Além disso, assim como outras prefeituras da região serrana, Teresópolis firmou acordo com a Rota Cervejeira RJ para fomentar o turismo e as marcas locais, em uma parceria que ajuda a divulgar as cidades ao mesmo tempo em que abre espaço para as suas cervejarias. E permite uma experiência mais completa para quem quer unir essas culturas.

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Confira, abaixo, as reflexões de Maurício Weichert, secretário de Turismo de Teresópolis, na entrevista ao Guia sobre o momento da atividade e como a cerveja pode se inserir nela:

Como Teresópolis e os responsáveis pela atividade turística lidaram com os desafios impostos pela pandemia?
Teresópolis teve um encaminhamento interessante e um pouco diferente das demais cidades durante esse período de pandemia. A cidade cresceu muito na questão imobiliária, por nós termos uma boa infraestrutura na cidade, estarmos apenas a 90 quilômetros do Rio de Janeiro, tendo uma qualidade de vida excelente, sendo uma das cidades mais seguras, cercada por verde. Nós temos três unidades de conservação, uma gastronomia muito boa, temos uma internet muito boa e muitas cervejarias. Nunca chegamos a estar em lockdown, tivemos redução de capacidade, com controle de entrada e de acesso. Com isso, a nossa hotelaria conseguiu se sustentar. Muita gente do Rio de Janeiro veio primeiro passar a temporada e acabou se apaixonando pela qualidade de vida, decidindo morar aqui na nossa cidade. A gente, de um grande problema, aproveitou uma grande oportunidade. E não ficou só na oportunidade, aproveitamos e usufruímos dela, fazendo uma valorização da nossa cidade, do nosso turismo.

Teresópolis já retomou o nível de atividade turística pré-pandemia?
O que a gente entende e já ouviu em comentários de alguns empresários é que a atividade está retomando com muita força, deixando a percepção de que a gente está igual ou melhor do que em 2019. A expectativa é muito positiva, eu tenho recebido algumas demandas de algumas redes hoteleiras querendo entrar na cidade. E isso é um ótimo sinal. Estamos bem otimistas quanto a esse trabalho, mas realmente todo mundo tem que se vacinar, nós temos que manter ainda o controle sanitário para continuar com essa evolução.

Como o turismo associado à cerveja está inserido na rotina de Teresópolis?
A gente fez aqui um trabalho de segmentação turística. O ecoturismo está em primeiro lugar, pois temos três unidades de conservação. Estamos no meio de um vale e esse vale é cercado por unidades de conservação. Então temos que trabalhar isso, é um segmento muitíssimo interessante. Depois temos o turismo rural, porque temos uma agricultura pujante aqui. E aí vem o segmento do turismo cervejeiro gastronômico, uma fortaleza nossa, temos muitas cervejarias aqui. Então, a gente entende que é um legado da cidade, nós fomos batizados agora como capital nacional do lúpulo. E estamos plantando lúpulo aqui, um ingrediente essencial. Tem dado certo e vai agregar ainda mais ao turismo cervejeiro. Além de visitar todo o processo produtivo, também se pode visitar uma plantação de lúpulo, que é uma planta exótica, que vem sendo introduzida na nossa região. Isso é um diferencial. Os visitantes ficam doidos para saber como é feito o processo produtivo. E para as empresas é muito interessante, porque isso gera um marketing para elas, de responsabilidade social e ambiental, mostrando como são feitos os insumos.

Como o cultivo do lúpulo pode incrementar o turismo cervejeiro na região?
A Rota Cervejeira, que é uma associação turística de turismo cervejeiro com marcas que compõem os cinco municípios da região Serra Verde Imperial, vem fazendo esse trabalho de captar essas plantações para poder transformá-las em produto turístico. O lúpulo é uma trepadeira que aqui na nossa região fica com quase 3 metros de altura. E as pessoas adoram entrar no meio da plantação para poder fazer fotografia, fora o aroma. Também tem o evento da colheita. A Rota Cervejeira está planejando isso, junto aos produtores, de fazer um grande evento para essa colheita. Acredito que a gente tenha uma colheita no final do ano e que possa já ter um evento muito bacana, muito estruturado de até dois, três dias de duração. São oportunidades que a gente vai juntando. Para quem quer fazer um dia inteiro de turismo cervejeiro, às vezes, visitar três cervejarias pode ser cansativo – ouvir sempre o mesmo assunto, provar tantas cervejas. No meio disso, você tem um intervalo para poder ver uma plantação.

Como funciona a parceria entre a Rota Cervejeira e a prefeitura de Teresópolis?
Aqui em Teresópolis, a gente fez um termo de cooperação entre a Rota Cervejeira e a prefeitura, definindo como primeiro item o treinamento sobre turismo cervejeiro. Então, a Rota vai trabalhar uma qualificação dos profissionais da Secretaria de Turismo, uma junção para que a gente tenha mais pessoas falando a mesma coisa sobre o turismo cervejeiro, vendendo cada vez mais o turismo cervejeiro e conhecendo como isso acontece. O número 2 foi a participação em eventos, seja com a Rota como proponente, seja com a prefeitura como proponente, um levando o outro. O outro ponto que a gente colocou nesse termo de cooperação foi disponibilizar espaço onde a Secretaria de Turismo está presente para que a Rota também possa ter uma promoção, uma ativação do seu trabalho, do seu turismo cervejeiro. Nós temos aqui em Teresópolis uma feira de artesanato com 550 expositores aos finais de semana e feriados. E a gente disponibiliza um espaço para eles fazerem a ativação. Nós temos os nossos centros de atendimento ao turista onde disponibilizamos espaço para eles.

O que a pandemia mudou no turismo e se tornará duradouro nessa atividade?
Ponto 1: a questão da higiene. Já era para muitos uma preocupação e, mais do que nunca, vai ser um legado que vai ficar. Esse é um legado positivo. Número 2: eu entendo que os períodos de hospedagem possam se tornar maiores, porque muitas empresas adotaram o home office, muitas empresas que tinham dois, três prédios estão devolvendo os prédios e ficando com um, fazendo com que os funcionários trabalhem em formato de rodízio ou 100% home office. São modificações na forma de trabalhar que vão impactar obviamente na questão do turismo. Com isso, as pessoas teoricamente vão viajar para aqueles locais que tenham internet de alta qualidade. As cidades também precisam ter uma rede de saúde hospitalar de boa qualidade.

Aqueles que ficaram enclausurados estão doidos para estarem em contato com a natureza, algo que já vinha em uma crescente. E eu entendo que isso vai aumentar muito. E o turismo cervejeiro, que é o turismo de confraternização, de estar com os amigos, de fazer esse tipo de atividade, também vai bombar. Ah, o meu aniversário vai ser um dia de turismo cervejeiro em Teresópolis. Coloco meus amigos todos em um ônibus e o meu presente de aniversário é vocês passarem um dia comigo. Isso já era algo que a gente fomentava que acontecesse. Eu acho que as pessoas estão muito carentes de um abraço. E a cerveja é uma ótima desculpa para isso. E aí as pessoas podem tomar um chope de qualidade e uma cerveja diferente, de um aroma diferente.

E como Teresópolis está preparada para atender a essas tendências?
Nós temos boa internet, hospitais em expansão, fizemos todo um trabalho aqui de protocolos sanitários. Temos um sanitarista na nossa equipe de turismo para poder apoiar todos os empreendedores. Na parte do turismo cervejeiro, com o vínculo de confraternização, de poder aglomerar, de poder beber junto, aqui se pode conhecer o processo produtivo. Não é só sentar em um bar e beber. Você tem conteúdo, conhecimento, e entretenimento, que são as experiências turísticas, os atrativos das fábricas, dos pubs ou às vezes até de uma cervejaria cigana, que faz uma ativação dentro um estabelecimento, de um hotel, com harmonização com queijos, por exemplo.

Como você imagina o turismo nos próximos meses em Teresópolis e como vocês estão se estruturando para isso?
A gente tem uma fila de eventos. A primeira coisa é gerir esse calendário de eventos, porque tem muita gente querendo fazer ao mesmo tempo, não só porque gosta, mas também porque é uma questão de se sustentar financeiramente. Estamos aqui para poder apoiar os produtores de eventos, sejam eles cervejeiros ou não. Nós temos um trabalho de criação de políticas públicas que possam ser atrativas, fazer com que mais empresários venham investir na nossa cidade, venham empreender aqui, porque temos muita oportunidade. E desejamos crescer de modo sustentável e estruturado. E estamos trabalhando em três novas legislações: uma de transportes turísticos, outra de eventos e mais uma da nossa feira de artesanato.

Movimento une 60 cervejarias para o lançamento de Bitters nesta quarta

Dia seguinte ao da Independência do Brasil, o 8 de setembro terá um significado diferente em 2021 e, quem sabe, poderá se tornar perene para o setor de artesanais. A data, afinal, marca a primeira edição do Bitter Day, iniciativa que uniu 60 marcas em torno do movimento Toda Cerveja para o lançamento simultâneo de rótulos do estilo inglês. A ação é marcada por ineditismos e novidades, seja pela grandiosidade do número de cervejarias envolvidas ou mesmo pela escolha de um estilo menos óbvio para ser apresentado ao público.

O mercado de artesanais é conhecido por algumas iniciativas em grupo, como a criação de cervejas colaborativas, mas não com a expressividade do Bitter Day. O evento, inclusive, surgiu da congregação de diferentes cervejeiros, que trocavam suas experiências e impressões sobre bebidas e mesmo rótulos raros, quando decidiram pela realização de algo maior. E que se expandiu rapidamente.

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Um grupo de WhatsApp de cervejeiros foi o agregador para trazer marcas de diferentes cidades e estados brasileiros para a iniciativa. E, para tirá-la do papel, foi criado o movimento Toda Cerveja, fundamental para viabilizar e gerenciar o Bitter Day.

O grupo, assim, organizou o que, antes, parecia um mero desejo: o lançamento coletivo de cervejas de um único estilo – e suas variantes – em uma única data, o 8 de setembro. E, para traçar estratégias e plano, os principais responsáveis pelo Toda Cerveja buscaram unificar a atuação.

Cada cervejaria e brewpub participante realizou um pagamento de R$ 100. E, com o valor arrecadado, foi possível contar com o trabalho de assessoria de imprensa, desenvolvimento de rótulos padronizados e gerenciamento de redes sociais, para que a iniciativa aumentasse o seu alcance e tivesse uma mesma identidade visual para todas as participantes, com um rótulo único, estampando o Big Ben.

Com esse recorte, houve a união de cervejarias de diferentes regiões do Brasil, assim como marcas que possuem atuação, tamanho e acesso a mercados diferentes, como lembra Janderson Martini, da Old Captain, uma das lideranças do Toda Cerveja.

“A gente vê muita união entre duas, três cervejarias, para produzir uma colaborativa, por exemplo, ou para troca de informações. Mas é difícil a gente ver um projeto que englobe todo mundo. E isso ajudaria a saber como funcionam os diferentes mercados. A gente não deve se ver como concorrente”, argumenta Janderson.

Entre as 60 participantes, existem marcas do Rio Grande do Sul, estado que agrega a maior parte das cervejarias: 28. Mas também há empresas de São Paulo, Santa Catarina, Mato Grosso, Paraná, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Rio de Janeiro. E, enquanto 50 delas estão lançando Bitters nesta quarta-feira, outras dez já contavam com rótulos do estilo em seu portfólio e usarão a data para divulgá-los novamente.

Com a escolha pelas Bitters, Janderson espera atrair o olhar do cervejeiro para um estilo inglês que não está entre os mais usuais dentro do segmento, ao menos no Brasil, e aproximar o consumidor delas, que têm, como representante mais conhecida, a London Pride, da Fuller’s.

“Esperamos instigar as cervejarias a explorarem esse estilo. Tem muitas cervejarias que têm Bitter e a gente nem conhece”, acrescenta o profissional da Old Captain, avaliando que as Bitters podem se adaptar bem às características brasileiras.

“Acreditamos que a consolidação e o crescimento do mercado nacional de cerveja passam por provocarmos o consumidor para que ele conheça estilos além das Pilsen e das IPAs, que lideram as vendas. A adesão de 60 cervejarias e brewpubs a esta primeira ação, dedicada a cervejas da escola inglesa, mostra que esse é um sentimento compartilhado”, acrescenta Janderson.

Mas ele garante que essa edição inicial do Bitter Day é apenas o começo. A ideia é que não apenas essa iniciativa se torne anualizada como, também, seja o primeiro passo para outros lançamentos coletivos, de variados estilos de cerveja.

Não vai parar no Bitter Day. No ano que vem, vamos fazer uma força para o Bitter Day, mas também queremos fazer algo a cada dois meses de lançamentos simultâneos. Pode ser de cervejas tendo insumos brasileiros, por exemplo

Janderson Martini, da Old Captain

“Temos certeza de que é o primeiro de muitos movimentos coletivos que vamos realizar”, complementa Vinicius Soares Cordeiro, sócio das marcas Ruradélica e Veterana.

As Bitters
As Bitters estão divididas em três estilos: Ordinary Bitter, Best Bitter e Strong Special Bitter, sendo cervejas de alta fermentação, cor levemente acobreada e com a presença de lúpulos ingleses. E suas principais características, de acordo com o Beer Judge Certification Program (BJCP), são o alto drinkability e a refrescância.

A mais leve, a Ordinary Bitter, pode ter entre 3,2% e 3,8% de teor alcoólico e de 25 a 35 IBUs. As Best Bitters, conhecidas também como Special Bitters, podem ter entre 3,8% e 4,6% de graduação alcoólica e amargor de 25 a 40 IBUs. Já as Strong Bitters, conhecidas também como Extra Special Bitters ou ESB, apresentam teor alcoólico que varia entre 4,6% e 6,2% e índice de IBUs entre 30 e 50.

“São fáceis de produzir, gostosas de tomar, combinam com nosso clima, não são pesadas, mas também não são fáceis de encontrar. São mais maltadas, algumas com lúpulo resinoso e terroso. Bem executado é um ótimo estilo, mas a gente não vê tanta opção no Brasil”, reconhece Janderson.

As participantes
Confira a lista com as 60 participantes do Bitter Day. As cervejas podem ser encontradas nos e-commerces das marcas ou nos seus tradicionais pontos de venda:

Mestra (ES / Serra)
Dona Lupulina (GO / Goiânia)
Cervejaria Küd (MG / Nova Lima)
Bonito Beer Cervejaria (MS / Bonito)
Cervejaria Heresia Eireli (MT / Cuiabá)
Cervejaria LaCerva (MT / Cuiabá)
Cervejaria Louvada (MT / Cuiabá)
Cervejaria Rondonópolis (MT / Rondonópolis)
Ade Bier (PR / Castro)
Divino Malte (PR / Umuarama)
Fábula Cervejas Especiais (PR / Toledo)
Brewpoint / CCS (RJ / Petrópolis)
Babel (RS / Porto Alegre)
Brew Up (RS / Campo
Cervejaria Alcebier (RS / Novo Hamburgo)
Cervejaria B73 (RS / Pelotas)
Cervejaria Divisa (RS / Santana do Livramento)
Cervejaria Ruizoca (RS / Dom Pedrito)
Cervejaria Salva (RS / Bom Retiro do Sul)
Donner (RS / Caxias do Sul)
Fat Bull Beer (RS / Novo Hamburgo)
Front Bier (RS / Caxias do Sul)
Galeza (RS / Eldorado do Sul)
Green Head (RS / Novo Hamburgo)
La Birra Cervejaria (RS / Caxias do Sul)
Marek Cervejaria (RS / Charqueadas)
Nahualli (RS / Farroupilha)
Nave (RS / Pelotas)
Old Captain (RS / Canoas)
Olímpia Cervejaria (RS / Antônio Prado)
Roca Cervejaria (RS / Pelotas)
Rübebeer Cervejas Artesanais Ltda (RS / Novo Hamburgo)
Ruradelica (RS / Porto Alegre)
Stier (RS / Igrejinha)
Titans Cervejas Especiais (RS / Tapejara)
Traum (RS / Nova Petrópolis)
Velho Ebrio (RS / Pelotas)
Veterana (RS / Porto Alegre)
Zagaia Cervejaria (RS / Itaara)
Zapata Cervejaria Rural (RS / Viamão)
Armada Cervejeira (SC / São José)
Balburdia Cervejaria (SC / Blumenau)
Biertal (SC / Braço do Norte)
Enigma (SC / Maravilha)
Kaingang (SC / Xaxim)
Marchand Beer Co. (SC / Balneário Camboriú)
Öluns Cervejaria (SC / Cunha Porã)
Bela Beer (SP / Santana de Parnaiba)
BR Brew Cervejaria (SP / Sertãozinho)
Casamalte (SP / Novo Horizonte)
Cerveja 77 (SP / São Paulo)
Cervejaria Bragantina (SP / Bragança Paulista)
Cervejaria Garoa (SP / Salto)
Cervejaria Karma (SP / Osasco)
Cervejaria Sorocabana (SP / Sorocaba)
Cervejaria Velvet (SP / São José do Rio Preto)
Itaici Cervejaria (SP / Indaiatuba)
Maltesa (SP / Ribeirão Preto)
Roquer (SP / São Roque)
Soma Cervejaria (SP / São Paulo)

Maior cervejaria da Suíça, subsidiária da Carlsberg adota frota de caminhões elétricos

Subsidiária do Grupo Carlsberg na Suíça, a Feldschlösschen decidiu adotar uma frota de caminhões elétricos, em uma ação para minimizar o impacto ambiental da sua operação. Para isso, passou a contar com 20 veículos fornecidos pela Renault Trucks, que vão ser utilizados para a distribuição da cervejaria pelo país.

A mudança busca atender as metas do programa de sustentabilidade do Grupo Carlsberg, como zerar as emissões de carbono em toda a cadeia de valor da companhia. E a promessa é de que a frota completa da sua subsidiária, considerada a maior cervejaria da Suíça, se tornará totalmente elétrica.

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“Estes 20 veículos elétricos da Renault Trucks representam um verdadeiro marco para a empresa Feldschlösschen rumo à logística livre de emissões de CO2. Como cervejaria e distribuidora de bebidas líder na Suíça, produzimos nossas cervejas e bebidas de uma forma ecologicamente correta e queremos entregá-las aos nossos clientes da mesma maneira”, comenta o CEO da Feldschlösschen, Thomas Amstutz.

Os 20 novos caminhões elétricos da cervejaria têm uma carga útil de 13,8 toneladas e um alcance de 200 quilômetros, estando programados para realizar as entregas em 12 unidades de logística da companhia.

Pelos cálculos iniciais, a Feldschösschen deixará de emitir 240 toneladas de CO2 por ano em comparação aos caminhões a diesel que realizavam a mesma operação. E já existem cinco sistemas fotovoltaicos para fornecer energia solar aos caminhões.

“A equipe da Feldschlösschen está trabalhando para reduzir as emissões em todas as etapas, usando ferrovias para transportar 60% das mercadorias da produção aos centros de distribuição e aos principais clientes. Desta forma, podemos fornecer os produtos mais sustentáveis ​​aos nossos clientes da maneira mais sustentável”, destaca a Carlsberg em um comunicado à imprensa.

A companhia calcula que 12% da pegada de carbono de uma cerveja envolve a logística. E a Feldschlösschen destaca que a adoção de uma frota de caminhões elétricos faz parte dos esforços adotados pela cervejaria para reduzir o seu impacto ambiental.

“Os caminhões elétricos foram bem recebidos pelos clientes e funcionários. Nos últimos cinco anos, reduzimos as emissões de carbono em toda a empresa em 23%”, relata o CEO da cervejaria.

A Feldschlösschen é uma das principais empresas de bebidas da Suíça e fica localizada em Rheinfelden, cidade do cantão de Argóvia. Foi fundada em 1876, operando a maior cervejaria local, a Feldschlösschen Brewery. Fez uma aquisição importante em 1991, da Cardinal, depois se tornando, em 2000, uma divisão da Carlsberg.

Fabricação de bebidas retrai e influencia recuo da indústria ao nível pré-pandemia

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A produção de bebidas alcoólicas voltou a recuar em julho, na segunda queda mensal consecutiva. De acordo com o IBGE, a fabricação despencou 16,8% em comparação a julho de 2020, apontou a Pesquisa Industrial Mensal do instituto.

Mesmo com esse freio da produção de bebidas alcoólicas em julho, ainda há expansão em 2021 no setor, agora de 8,6%. E o crescimento fica em 9,4% no período acumulado dos últimos 12 meses, segundo o IBGE.

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Esse recuo da fabricação de bebidas alcoólicas no Brasil no sétimo mês de 2021 está inserido em um contexto de encolhimento da produção industrial, tendo, inclusive, relação direta com esse movimento: caiu 1,3% em julho na comparação com junho, levando em consideração o ajuste sazonal, voltando a ficar abaixo do nível pré-pandemia. E já vinha em queda no período de maio para junho, de 0,2%.

De acordo com o IBGE, a produção industrial brasileira está 2,1% abaixo do patamar de fevereiro de 2020. Um cenário pior em relação ao início de 2021, quando chegou a estar 3,5% acima do nível pré-pandemia.

Apesar do resultado ruim, a produção industrial brasileira expandiu 1,2% em relação a julho de 2020. Além disso, tem alta de 8,6% em 2021 e de 9,4% no período de 12 meses.

“No início do ano, houve fechamento e restrições sanitárias maiores em determinadas localidades, que afetaram o processo de produção. Com o avanço da vacinação e a flexibilização das restrições, a produção industrial agora sente os efeitos do encarecimento do custo e do desarranjo de toda cadeia produtiva”, observa André Macedo, gerente da pesquisa do IBGE.

A fabricação de bebidas no Brasil também apresentou recuo em julho, com a queda sendo de 1,3% em comparação a junho. A redução da produção foi de 15,2% em relação ao sétimo mês de 2020. Ainda assim, há expansão de 8% em 2021 e de 8,8% no acumulado dos últimos 12 meses.

Como destaca o instituto, o recuo de 10,2% da fabricação de bebidas em relação a junho, com ajuste sazonal, teve relação direta com a queda da produção industrial. “O resultado da indústria está no escopo dos resultados de renda, emprego e inflação mostrado pelas demais pesquisas”, acrescenta o gerente da pesquisa do IBGE.

É um contexto semelhante ao das bebidas não alcoólicas, com a sua fabricação tendo reduzido 13,4% ante julho de 2020. Ainda assim, há crescimento de 8,6% no acumulado de 2021 e de 9,4% nos últimos 12 meses.

Balcão do Tributarista: A essencialidade da energia elétrica e o ICMS

Balcão do Tributarista: A essencialidade da energia elétrica e o ICMS


A crise energética, já abordada em belíssima matéria do Guia, marcada pelo aumento do custo da energia e até mesmo pela possibilidade de “apagões”, tem causado grande preocupação no setor cervejeiro. Em verdade, provoca grande preocupação em todos os setores da economia, sobretudo naqueles em que há um maior consumo de energia elétrica.

Do ponto de vista jurídico-tributário, porém, há uma notícia que parece indicar um alívio a estes mesmos setores. É que o Supremo Tribunal Federal (STF) iniciou o julgamento de um processo que diz respeito ao ICMS incidente sobre a energia elétrica e as telecomunicações. E este julgamento poderá resultar na redução da alíquota incidente sobre a energia.

O ICMS é um imposto estadual que incide com diferentes alíquotas, variando conforme a natureza da operação tributada e o produto nela envolvido. O mencionado processo em julgamento pelo STF, por exemplo, trata de um caso originário de Santa Catarina, onde a alíquota incidente sobre a energia elétrica é de 25%, enquanto a alíquota básica do ICMS no mesmo estado é de 17%.

O argumento utilizado pelo contribuinte, resumidamente, é de que a Constituição determina que o ICMS deve ser seletivo em razão da essencialidade do produto ou serviço tributado. A essencialidade pode ser conceituada como princípio constitucional que, além de impor o dever de listar o que é essencial, limita o legislador e lhe impõe também o dever de definir uma graduação na tributação conforme o grupo de mercadorias e serviços sejam mais ou menos essenciais, visando a promoção da divisão equânime da tributação sobre o consumo.

Desta forma, sendo a energia elétrica indiscutivelmente essencial, não poderia ter uma tributação tão acima daquela considerada como básica. Neste caso, haveria uma violação ao princípio da essencialidade.

O processo já conta com três votos a favor dos contribuintes, no sentido de que seja aplicada à energia elétrica e às telecomunicações a alíquota de 17%. Atualmente, o processo está suspenso em razão de pedido de vistas.

Importante destacar que, embora o STF esteja julgando um processo oriundo de Santa Catarina, o julgamento irá influenciar os demais estados que têm situação similar, ou seja, que tributam a energia elétrica com alíquotas de ICMS superiores às alíquotas consideradas básicas.

O efeito positivo desse julgamento, caso se confirme favorável à tese do contribuinte, é que acarretará uma expressiva redução da carga tributária incidente sobre o consumo de energia elétrica. Consequentemente, haverá uma redução significativa no valor das contas desse serviço. Portanto, todas as empresas que são grandes consumidoras de energia elétrica e/ou de serviços de telecomunicações podem ter um expressivo resultado com o julgamento de procedência deste caso.


Clairton Kubaszwski Gama é advogado, sócio do escritório Kubaszwski Gama Advogados Associados, especialista em Direito Tributário pelo IBET e mestrando em Direito pela UFRGS. Também é cervejeiro caseiro

Menu Degustação: Chope para vacinados, novidades logísticas da Heineken…

A semana no setor cervejeiro ficou marcada por diversas iniciativas interessantes. Para incentivar a campanha de imunização contra a Covid-19, o Mr. Hoppy anunciou que vai distribuir chope para quem tomar a vacina em Belo Horizonte. Já o programa de capacitação que une Grupo Heineken, Instituto da Cerveja Brasil (ICB) e Graja Beer chega a diferentes localidades de São Paulo.

Outra ação envolvendo o Grupo Heineken foi a inauguração do seu novo centro de distribuição no Rio de Janeiro. E a Abracerva e o Sebrae anunciaram a realização do 2º Censo de Cervejarias Independentes Brasileiras.

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Confira, a seguir, essas e outras iniciativas do setor cervejeiro no Menu Degustação do Guia:

Chope para vacinados
Entre terça a quinta-feira da próxima semana, em Belo Horizonte, as unidades do Mr. Hoppy do Prado e da Praça Tiradentes farão uma promoção bem especial para quem tomou a vacina contra o coronavírus. Mostrando a carteira de vacinação e estando comprovado o recebimento da primeira dose, o cliente leva um chope Pilsen de 330ml. Quem já tomou a segunda dose da vacina, por sua vez, levará um chope Pilsen de 440ml. Segundo o estabelecimento, a ideia é incentivar as pessoas a se vacinarem.

2º Censo de Cervejarias 
A Abracerva e o Sebrae anunciaram a realização da 2ª edição do Censo de Cervejarias Independentes Brasileiras, destacando que o estudo é fundamental para respaldar estratégias de negócios e tomadas de decisão. A Abracerva promete que os dados coletados servirão para embasar estratégias de atuação da associação, além de garantir uma base mais confiável para a inteligência de negócios do setor. Clique aqui para participar.

Capacitação da Graja
O programa de capacitação cervejeira do Grupo Heineken, do Instituto da Cerveja Brasil e da GrajaBeer chegará a cinco localidades: o bairro do Grajaú, em São Paulo, Mauá, ABC paulista, Taboão da Serra e região de Campos do Jordão. A expansão visa acelerar a democratização do conhecimento cervejeiro, por meio do projeto iniciado em 2020 para moradores da periferia, e criar uma porta de entrada para as oportunidades de emprego do segmento. Leandro Sequelle, educador social e fundador da GrajaBeer, é o curador técnico e comunitário do projeto. Serão quatro novas turmas com 30 alunos, somando 120 novas pessoas capacitadas para o mercado cervejeiro. As primeiras duas turmas terão início em 11 de setembro, e as outras duas em 23 de outubro. Gratuito e com duração de oito dias, o curso conta com uma programação de 20 horas de aulas que, por causa do contexto da pandemia, tiveram o formato adaptado para atender à nova realidade. Assim, serão online, com exceção da última, presencial e em local próximo à comunidade onde o aluno se matriculou.

Distribuição do Grupo Heineken
O Grupo Heineken anunciou novidades na sua operação logística. A companhia agora conta com um novo centro de distribuição, na zona norte do Rio de Janeiro, no bairro Cordovil, para ampliar a capacidade logística na região. A operação será responsável pelo abastecimento da Baixada e da capital fluminense, além da Costa Verde do Rio de Janeiro. A estrutura será composta, ainda, por um escritório de vendas e um ponto de apoio logístico. O novo complexo de distribuição será o terceiro maior da empresa no Brasil, que conta com mais de 30 centros. O galpão possui uma área de aproximadamente 5.500m², com capacidade para armazenagem de 4,5 milhões de litros mensais.

Além disso, com o incremento do volume absorvido das regiões de Varginha, São Lourenço, Lavras e Alfenas, somado à mudança no modelo de distribuição, o centro de distribuição do grupo em Poços de Caldas, existente desde 2017, passou por adaptação, tendo em vista a necessidade de expansão da estrutura física, de pessoas e recursos. E isso resultou em um aumento de 3 vezes do seu antigo volume.

20 anos da Cevada Pura
A Cevada Pura, de Piracicaba, a mais antiga cervejaria da cidade paulista, criou um rótulo especial para festejar o seu aniversário de 20 anos, que será oficialmente completado em 19 de setembro. É a Birra Stefani, uma Bohemian Pilsener feita em homenagem a Ângelo Stefani, bisavô do mestre-cervejeiro e proprietário da Cevada Pura, Alexandre Augusto Peres Moraes, que criou o negócio em 2001. Para manter o clima de festa, bandas vão se apresentar todos os sábados em shows gratuitos na cervejaria.

Projeto do Grupo Petrópolis na Rocinha mira no consumo ao investir em bem-estar

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Com a visão de que o investimento em bem-estar e qualidade de vida ajuda a estimular o consumo, o Grupo Petrópolis tem tentado mostrar que a sua atuação diante da pandemia da Covid-19 vai além da oferta de um portfólio grande de produtos. Isso foi um dos motivos que fez com que a companhia, por meio da sua marca Itaipava, lançasse o projeto 100% Rocinha.

Com investimento inicial de cerca de R$ 1 milhão, o 100% Rocinha possibilita ações sociais na comunidade, localizada na zona sul do Rio de Janeiro e considerada a maior favela do país e da América Latina, com cerca de 100 mil habitantes. Uma decisão também motivada pelo fato de que a primeira das oito fábricas do Grupo Petrópolis está instalada no estado fluminense.

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No 100% Rocinha, o Grupo Petrópolis instalou wi-fi grátis em mais de 200 veículos das linhas de ônibus para facilitar o acesso da população à informação. Outro destaque da ação é a reforma de quadras poliesportivas da comunidade.

“Essas comunidades têm bastante quadras poliesportivas e o Grupo Petrópolis entra ajudando porque o esporte é bebida, alimentação e qualidade de vida. E tudo isso transforma a bebida, o bem-estar e a alegria do nosso cliente. A importância do Grupo Petrópolis é o nosso cliente, o foco é o nosso cliente principal”, destaca Marcelo de Sá, diretor-executivo do Grupo Petrópolis.

O projeto na Rocinha foi desenvolvido com a própria comunidade, como explica a companhia. No início de 2021, a cervejaria procurou a Associação de Moradores da Rocinha para entender as necessidades mais urgentes da população local e elaborou um projeto para estar presente no dia a dia, com intuito de revitalizar espaços públicos e valorizar os moradores.

Além de buscar entender as necessidades das comunidades, o Grupo Petrópolis destaca que o 100% Rocinha quer deixar um legado duradouro para elas e, em breve, se tornar modular, com possibilidade de beneficiar outras comunidades do Rio de Janeiro, como as do Vidigal, Acari, Mangueira e Alemão.

GPcomVC
O 100% Rocinha surgiu por iniciativa do GPcomVC, programa social do Grupo Petrópolis que busca mobilizar esforços em diversas áreas, beneficiando fornecedores, parceiros e consumidores de todo o Brasil. Além do foco no esporte, com a reforma das quadras poliesportivas, o projeto também realiza doações de 100 cestas básicas por mês para a associação de moradores da região.

A iniciativa também fez a entrega de álcool em gel, máscaras e face shields para os cerca de 30 pontos de venda parceiros do Grupo Petrópolis no local, além da doação de água mineral para os moradores.

No ano passado, o GPcomVC focou em bares e restaurantes localizados em áreas da periferia de grandes cidades, para auxiliar na retomada das atividades. O diretor-executivo do Grupo Petrópolis explica que um dos primeiros desafios da pandemia foi entender como a empresa se comportaria diante de um novo cenário.

Segundo ele, no primeiro ano da crise sanitária no Brasil, o projeto investiu R$ 40 milhões e ajudou cerca de 40 mil pontos de vendas em São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia.

“Nós, como representantes do Grupo, nos perguntamos o que poderíamos fazer para ajudar nossos clientes. Muitos fecharam as portas e muitos não tinham dinheiro para pagar aluguel ou para pagar a energia, ou a folha de pagamento. Foi quando surgiu o GPcomVC”, explicou Marcelo de Sá durante apresentação no Congresso da Abrasel.

Entrevista: “O setor estará consolidado, maduro e menos fragmentado em 5 anos”

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Um setor com o dobro da participação atual no mercado cervejeiro, mais maduro e menos fragmentado. É assim que o segmento de artesanais deverá estar em até cinco anos, ao menos na previsão de uma empresa que tem ganhado relevância no segmento, a Companhia Brasileira de Cervejas Artesanais (CBCA).

Essa visão foi apresentada, em entrevista ao Guia, por Juliano Dal Pont, gerente nacional de vendas da empresa. Com a experiência de quem está à frente da operação comercial da CBCA, ele avalia que a expansão do setor de artesanais, freada a partir da eclosão da pandemia do coronavírus, será logo retomada – até pelas adaptações forçadas que foram adotadas, tornando as marcas mais dinâmicas.

Na CBCA, inclusive, ele participou de ações importantes, como a incorporação da Seasons, a quarta marca do grupo (as outras são Leuven, Scohrnstein e The Drummer), além de ter firmado parceria com a distribuidora Fábrica 75, para aumentar a sua presença em São Paulo. Por coincidência, ambos os acordos foram selados no primeiro trimestre de 2020, quando a crise sanitária era uma sombra do descalabro que atingiria o país.

Nem por isso a CBCA parou. Desde então, a companhia tem investido em melhorias da sua distribuição, seja nas regiões de origem de algumas das suas marcas, como Santa Catarina e no interior paulista, ou mesmo em centros fundamentais para o setor de artesanais, como São Paulo. Além disso, a companhia tem planos de expansão que passam pela integração de novas marcas, algo que deve ocorrer em 2022.

Essas ações fazem, de acordo com Dal Pont, parte de um plano maior, de consolidação da CBCA como referência dentro do segmento de cervejas artesanais. Para ele, afinal, quem adquirir esse status nos próximos 18 meses poderá aproveitar a expansão do setor. E é o que a companhia quer fazer: quintuplicar de tamanho para o momento em que o segmento de artesanais estiver mais maduro no Brasil.

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Acompanhe o que a companhia pretende fazer para que esse objetivo se concretize na entrevista do Guia com Juliano Dal Pont, gerente nacional de vendas da CBCA:

Como está a CBCA nesse momento e como a empresa enxerga a situação atual do setor de artesanais?
Nosso momento hoje é de crescimento. É um momento de expansão de operações, investimento em novos projetos, de criação de um ecossistema cervejeiro, mesmo com todas as dificuldades. Obviamente que a velocidade está um pouco aquém daquilo que o projeto original demandava, mas a gente tem cumprido bem as metas estabelecidas. E porque a pandemia foi catalisadora de oportunidades. A gente começou a olhar de uma forma mais profunda o nosso negócio, observando oportunidades onde muitas empresas estão vendo só a dificuldade. Quando a gente fala em inovar, a gente não fala só em inovar em produto, a gente fala em inovar no processo, no modelo de negócio, no formato da gestão, o jeito CBCA. A sustentação de todo negócio nesse período passou por esses pilares. Algumas coisas nós não abrimos mão, como ter gente boa no time. Nós não abrimos mão de manter a qualidade dos nossos produtos e dos nossos processos e de um processo de expansão mesmo com toda dificuldade.

E como a CBCA inovou na pandemia?
A Seasons, que é uma das nossas marcas hoje, foi adquirida em março de 2020, no momento em que a pandemia chegou para todos com uma surpresa. A Fábrica 75, na mesma época, se concretizou, com a nossa distribuição direta na capital de São Paulo. Os projetos continuaram, a The Drummer teve a sua primeira exportação no último quadrimestre de 2020. Então, a gente começou vários movimentos que se concretizaram e se consolidaram como base para o ano de 2021, que arrancou muito bem, dentro das metas e das expectativas da companhia. Porém, a partir de março, a gente teve uma retração. Teve uma queda sensível no consumo, todo mundo sofreu com as inúmeras restrições. Nós paramos, pensamos, reorganizamos.

Já é possível projetar, em meio a oscilações, como a CBCA vai encerrar 2021?
Com oito meses transcorridos, a gente já tem uma expectativa para o fechamento do ano. Mas é óbvio que são cenários. Permanecendo como está o cenário, a nossa expectativa é bastante positiva. Saímos de julho, que foi até então o melhor mês da companhia, e adentramos agosto com boas perspectivas, bons resultados e caminhando para superar julho. E essa talvez seja a tônica até o final do ano, ou seja, mês a mês superar o melhor resultado da empresa. Porém, a gente sabe que tem de manter os pés no chão, olhar o mercado, o cenário que está envolvido, porque o vírus continua aí, as restrições podem reaparecer. A expectativa é de fechar 2021 sendo superior em pelo menos 40% em relação ao ano de 2019.

E em termos de capacidade produtiva? Como estão as fábricas da CBCA?
A gente passou por um processo de expansão da capacidade fabril recentemente, foram adicionados novos tanques às operações, tanto de Piracicaba quanto de Pomerode. Toda a parte de sistema de frio e da linha de latas em Pomerode também foi substituída, otimizando a capacidade sensivelmente. Temos capacidade para manter as nossas operações e atingir as metas até o final do ano. Hoje temos algo em torno de 70% da nossa capacidade já sendo utilizada na íntegra. A tendência natural é que até o final do ano a gente tenha um nível de capacidade com equipamentos funcionando com o máximo de giro.

Para que a fábrica flua, nós distinguimos dois centros de distribuição, um em São Paulo e um em Tijucas (SC), porque o intuito é dar o máximo de vazão possível aos produtos. E, conseguindo pulverizar isso nos centros de distribuição, a gente tem uma comercialização mais rápida, o produto está mais próximo efetivamente do nosso consumidor. Obviamente, sempre temos na alça de mira para onde vamos: novas marcas, novas fábricas, novos projetos, novas negociações. Isso é algo que é constante e perene no negócio CBCA, até porque nós temos um objetivo claro de crescimento. E o crescimento vem de duas formas basicamente: na sua base, ampliando seus consumidores, ou via aquisição de uma nova fábrica, uma nova marca.

Como a CBCA tem atuado para conseguir esse crescimento e o que planeja para mantê-lo?
A primeira questão é planejamento. Temos um propósito muito claro de estruturar a nossa cadeia de distribuição. Os movimentos que nos têm trazido ótimos resultados envolvem distribuição direta em São Paulo. Assim, a gente conseguiu maximizar a nossa capacidade de distribuição, ampliou o time de vendas e atingiu vários pontos tanto no on quanto no off trade que a gente não estava presente. E a gente tem uma entrega de produto com consistência. São marcas fortes, produtos de qualidade, com logística eficiente. Então, isso fez com que o nosso crescimento, principalmente em São Paulo capital, via distribuição direta, viesse. Operações que a gente consolidou também em 2020 que trazem a pujança, solidez e consistência para 2021, como a distribuição no litoral catarinense que vem se ampliando sistematicamente. Outra questão é a do varejo. As pessoas passaram a beber mais em casa. A Leuven tinha uma penetração mais forte no varejo, mas a Schornstein, não. Então, a gente começou também a mirar no canal de autosserviço, no canal de varejo. Nosso portfólio nos permite jogar nos mais diversos canais. Estamos consolidando São Paulo, trabalhando no litoral catarinense, fortalecendo Piracicaba, principalmente com Leuven, e Pomerode, principalmente com a Schornstein.

Está nos planos da CBCA realizar novas aquisições?
Não posso dar spoilers aqui. Mas deixo claro também que um dos nossos pilares é crescimento via aquisições. Então, para 2022, está nos planos a aquisição de uma nova marca. Existem conversações, mas ainda é tudo muito incipiente, acho que seria um pouco leviano da minha parte colocar isso aqui. Vivemos momentos de incerteza, estamos muito cheios de cicatrizes, então temos que botar os pés no chão. Tem, sim, novos negócios em vista, mas nada em via de concretização.

Por onde passa a estratégia da CBCA de se consolidar como referência no segmento?
O nosso objetivo é ser protagonista nesse setor, que é novo no Brasil, está em construção. Eu acredito que essa construção se dará nos próximos quatro ou cinco anos. Quando a gente olha para 2025, 2026, a gente espera que tenha muito mais solidez. Hoje são mais de 1.380 cervejarias, só que aproximadamente mil surgiram nos últimos cinco anos. Agora quem é que vai passar esse período de arrebentação? Quem é que vai permanecer em um mercado muito fragmentado? Os grandes players das artesanais têm 3%, 4% do mercado do segmento. E a média de volume de uma cervejaria artesanal no Brasil é de 15 a 20 mil litros. Para sermos protagonistas e crescermos, nós temos de tornar nossas marcas mais relevantes e importantes. E buscar marcas que complementem a nossa arquitetura de portfólio. Não adianta você ter marcas colidentes, você tem que ter marcas complementares, fortes, cada uma jogando o seu jogo na ponta. Ou você acaba canibalizando. Agora, quando são complementares, você leva mais produtos de estilos diferentes para consumidores diferentes. E consegue amplificar o teu raio de atuação com o mesmo custo operacional. Começa a ver escala, começa a ter penetração, começa a ter relevância ainda maior.

Nesse plano de expansão, quais serão as estratégias da CBCA envolvendo as suas marcas?
A questão da distribuição direta é um pilar. A gente está dando maior consistência às operações em São Paulo. Reiniciamos um trabalho em Porto Alegre com a Seasons, uma marca original de lá. É uma marca que precisa retornar para suas origens, preservar o seu DNA. Estamos buscando novos canais de comercialização para dar penetração no litoral catarinense, em Florianópolis e Balneário Camboriú. A partir do momento em que a gente descentraliza essas operações e capilariza, consegue levar as marcas juntas a lugares que até então elas não estavam.

Quais são suas projeções para o segmento de artesanais pós-pandemia?
O passado é importante para a gente ver os movimentos que aconteceram, no Brasil ou no exterior. E o setor vinha numa crescente de 20% a 30%. A gente tem um mercado que está em algo em torno de 2% do setor cervejeiro. Se a gente for considerar que esse mercado permanecerá crescendo, a tendência é que ele fique em torno de 4% a 5% em 5 anos, algo que é super significativo, porque a gente está falando em dobrar de tamanho em pouco espaço de tempo. Então os projetos precisam ser acelerados porque os consumidores têm de conhecer a marca, o seu negócio. E as parcerias têm que ser executadas. A partir do momento em que o mercado ficar maduro, será muito mais difícil algo novo penetrar.

A gente está em um momento de transição, com todo mundo aguardando ansiosamente para o momento em que nós futuramente poderemos nos reunir, beber, comemorar e socializar. E cerveja é um veículo de entretenimento. Quando a gente consegue pegar a cultura cervejeira com a saída de um momento super difícil, quem sair disso, vai sair forte. As empresas que superaram esses últimos 18 meses, que conseguirem manter um padrão, que assegurarem um crescimento nos próximos 12 a 18 meses, muito provavelmente serão as que vão estar em destaque quando a gente olhar o setor em quatro a cinco anos. Nós teremos o mercado maduro no Brasil nos próximos cinco, seis anos. Menos fragmentado, menos pulverizado. Quem se profissionalizar, quem tiver capilaridade, quem tiver distribuição, quem tiver pilares sólidos de gestão, vai sobressair.

E como você imagina que estará a CBCA em cinco anos?
A gente tem que estar super focado nas praças dos nossos centros principais, mas também conseguir levar boa cerveja, acessível e cerveja fresca por todo Brasil. Então a gente tem que aumentar as operações. Uma fábrica no Nordeste, uma fábrica do Centro-Oeste, uma fábrica no Norte do país? Não sei. Trabalhar uma estratégia de regionalização de marcas, por que não? A gente tem que buscar uma definição mais clara, mas queremos ser protagonistas. A gente quer chegar a ter cinco vezes o nosso tamanho atual, seja por aquisições, incorporações ou crescimento dentro das nossas próprias marcas.