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Documentário e cerveja, Brazilian Terroir dissemina informação sobre insumos

A paixão pelas cervejas e as poucas informações técnicas sobre a produção da bebida com 100% de insumos nacionais originaram um interessante projeto: o Brazilian Terroir. Idealizada por Vitor Antoniazzi e Victor Zim, a Brazilian Terroir é uma cerveja 100% nacional. Mas não só isso: ela teve a sua produção contada em um documentário de seis capítulos, lançado no Canal Brasil Cervejeiro, abordando aspectos sobre cultivo dos ingredientes e pesquisas, chegando até a sua produção.

Ao Guia, Victor Zim lembra que, embora o Brasil seja um país que consuma muita cerveja, ainda carece de informações sobre como os insumos necessários para a sua fabricação são produzidos aqui – e qual é o nível de qualidade desses ingredientes.

“Enxergando esta carência de informação e divulgação da qualidade e diversidade da produção dos ingredientes base para a cerveja (água, malte, lúpulo e levedura), resolvemos visitar cada local de produção e colheita destas matérias-primas e gravar um episódio contando um pouco da história daquele local e discutindo como esta evolução de qualidade pode e deve interferir no mercado nacional”, conta Zim.

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Assim, ele destaca que a ideia do documentário é justamente difundir a cultura da cerveja brasileira, informando sobre a qualidade dos insumos nacionais e a atuação de empresas de diferentes segmentos do mercado. “Queremos elevar a valorização do nosso mercado local e dos profissionais envolvidos.”

A cerveja escolhida para o projeto foi uma Strong Ale, “um estilo aberto, sem muitas amarras sensoriais, justamente para ver qual o resultado que a mistura destes novos ingredientes nacionais poderia trazer para a bebida”, detalha Zim. E as vendas serão iniciadas após a exibição do último episódio da série, prevista para o sábado – serão comercializadas apenas 350 garrafas numeradas. “Nossa ideia foi criar exclusividade e trazer esta sensação de comemoração/premiação para o projeto.”


Com graduação alcoólica de 6,8%, a cerveja traz notas levemente picantes e condimentadas em um corpo leve e seco. E o envase foi feito em garrafas rolhadas e numeradas de 750ml. “Uma cerveja para se degustar com um ar de comemoração, em taças de espumante, para um visual elegante devido à alta carbonatação.”

Empresas unidas
Ao todo, o projeto reuniu dez empresas envolvidas diretamente com o mercado cervejeiro: Start Brew (consultoria), Craft Crew (consultoria), Escola Superior de Cerveja e Malte, Malteria Blumenau (malte), Levteck (leveduras), Brand Holic (conceito e arte), Brazicolor (rótulos), Alzira Beer (produção), Lúpulo Catarina (lúpulo) e Associação Brasileira de Produtores de Lúpulo (Aprolúpulo).

A união de empresas e profissionais da área foi espetacular. Nos episódios do documentário é possível perceber a completa sincronia de paixões pela cerveja

Victor Zim, idealizador do Brazilian Terroir

Para ele, o capital humano do mercado cervejeiro nacional foi o ingrediente mais exclusivo e essencial do projeto. “A conexão através deste amor pela cerveja brasileira é tão intensa que nos transforma não só em parceiros de um projeto, mas em entusiastas que se dedicam e se orgulham de gravar seus esforços na história da cerveja no Brasil.”

Brasil Cervejeiro
Zim explica, ainda, que o Brasil Cervejeiro é um canal criado para reunir informações de qualidade sobre o universo da cerveja. Ele e Vitor Antoniazzi, profissionais à frente do projeto, já trabalharam em diversas marcas, tanto como mestres-cervejeiros quanto como consultores. Experiência que os incentivou a apoiar o sonhos de outros cervejeiros do país.

“Nossa relação com o mercado hoje é de incentivar novos investidores e realizar o sonho cervejeiro dos brasileiros. Acompanhamos de ponta a ponta os novos projetos, desde o planejamento financeiro, passando pela parte burocrática de documentação e registro até chegar no treinamento da equipe de produção e desenvolvimento de novas receitas”, finaliza Zim.

Balcão olímpico: Japas leva a cultura nipo-brasileira aos EUA

Em janeiro de 1908, o navio Kasato Maru entrou para a história da relação entre Brasil e Japão ao trazer da nação asiática milhares de pessoas, sendo considerado até hoje um marco do fluxo contínuo de imigração entre os dois países. Mais de 110 anos depois, um dos frutos da relação entre essas nações, com a troca de influências culturais, se tornou produto de “exportação”: as cervejas da Japas, marca influenciada em sua concepção por essa união e que tem conquistado espaço nos Estados Unidos.

Exportação, de fato, não é o termo mais correto para explicar essa chegada a um dos mais importantes mercados de artesanais do mundo, pois a Japas levou também a sua produção ao solo norte-americano. É lá, hoje em Chicago, que a cervejaria tem feito seus rótulos de forma cigana.

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A marca paulistana tem associação clara em sua identidade visual e em diversas receitas com o Japão, país que recebe a Olimpíada de Tóquio, iniciada nesta quarta-feira. Mas ela não se resume a isso. Maíra Kimura, cervejeira da marca paulistana, esclarece que a Japas tem a preocupação de não ser vista como uma cerveja somente associada ao país asiático, mas com a cultura nipo-brasileira.

“No início, tínhamos muito a preocupação de ter a presença de ingredientes japonês, algo muito tangível ao país. Hoje, usamos mais a cultura japonesa. Fizemos uma cerveja, por exemplo, com framboesa e amora, mas com a representação no rótulo da Kawaii, que é uma cultura do povo, só que do nosso jeito. Então, transformamos a cultura japonesa em coisas que a gente usa”, explica Maíra ao Guia.

É dessa forma que a Japas tem conquistado seu espaço, em uma trajetória iniciada em 2014. Da união de três mulheres – Maíra, Fernanda Ueno e Yumi Shimada –, algo raro no setor, a marca surgiu como quase todas as histórias do segmento: como um projeto paralelo. E, testando ingredientes típicos da culinária japonesa com estilos de cerveja, uniram a APA com o wasabi, por exemplo.

Do convite para a brassagem e produção dessa receita na Cervejaria Nacional, seguido pelo êxito da produção inicial, a ideia despretensiosa se transformou na formalização da Japas. Desde então, a sua produção passou por outras marcas que são referência quando se fala em artesanais no estado de São Paulo: a Invicta e a Dádiva, chegando a ter produções mensais.

Chegada aos EUA
Essa fabricação em série fez com que a Japas lançasse, desde a sua criação, mais de 30 cervejas – ainda que, claro, muitas delas sazonais. Entre as criações, está incluída a Kasata Maru, uma New England IPA. O marco da chegada dos japoneses no Brasil, homenageado em uma cerveja, não está na produção da Japas nos Estados Unidos. Mas o sentido parece ser o mesmo.

Está bombando mais lá do que aqui. Eles nos veem como uma proposta muito diferente, mesmo sendo um mercado super maduro. O sistema de imposto é diferente, a artesanal não é tão mais cara. A gente consegue entrar em outros lugares com uma cerveja feita por três mulheres e nipo-brasileiras

Maíra Kimura, cervejeira da Japas

A chegada da Japas nos Estados Unidos se deu por uma produção cigana em Nova York, em 2019. Mas foi preciso mudar de casa, para Chicago, por um bom motivo: o interesse de estabelecimentos que eram muito distantes. “A gente estava em uma costa, em Nova York, e tinha gente na outra costa querendo comprar, então tivemos que mudar”, conta Maíra.

Hoje, a Japas está presente em sete estados norte-americanos: Califórnia, Flórida, Maine, Massachusetts, Oregon, Michigan e Nova York. Por lá, o público cervejeiro pode encontrar a Matsurika (Bohemian Pilsener com jasmim) e a Oishii (Witbier com casca de laranja e gengibre), sendo que a Neko (IPA), recentemente lançada no Brasil, chegará em breve ao mercado dos Estados Unidos e leva em seu nome o “gato da sorte” japonês. Assim, a Wasabiru (American Pale Ale com wasabi) é o único rótulo “exclusivo” para os consumidores brasileiros.

Só que o público dos Estados Unidos deverá, em breve, perceber ainda mais claramente a presença da união nipo-brasileira nos rótulos. A ideia, como relata Maíra, é juntar esses mundos de ingredientes em cervejas específicas para esse mercado. E a primeira, ainda que sem uma data definida, deverá ser uma IPA com cacau e yuzu.

“Queremos misturar as coisas brasileiras com as japonesas, pensando no mercado norte-americano. Estamos colocando isso até porque acham que somos japonesas. E não é a ideia. É um processo de descoberta. A ideia é primeiro lançar lá fora, até porque aqui todo mundo faz cerveja com ingredientes brasileiros. Lá seria mais interessante”, justifica Maíra.

Mas a atuação da Japas não tem se resumido às cervejas ou ao mercado brasileiro e dos Estados Unidos. Como alternativa em meio à queda nas vendas provocada pela pandemia do coronavírus, a marca também lançou a Arigatou, definida por Maíra como “lojinha de coisas legais”, com a maior parte dos seus produtos, hoje, sendo de vestuário, como camisetas, mas ainda com abridores de garrafas e pins, refletindo a cultura que elas homenageiam e exibem nos seus rótulos. Além disso, seu portfólio inclui o highball, uma bebida típica do Japão, em dois estilos: clássico e saborizado.

Hoegaarden lança sua versão sem álcool no mercado brasileiro

As opções de cervejas sem álcool ou com pouca graduação alcoólica, uma tendência no setor, foram reforçadas pela Hoegaarden. A marca belga anunciou nesta terça-feira a chegada de sua Witbier em versão 0,0% ao mercado brasileiro. O lançamento será com edição limitada.

Pedro Henrique dos Santos Costa, gerente de marketing da Hoegaarden, explica que a marca decidiu trazer a bebida sem álcool ao país após perceber que os consumidores brasileiros estão em busca de produtos que se encaixam em diferentes situações do dia a dia.

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“Nosso objetivo é oferecer mais uma possibilidade de consumo, com a versão zero álcool, sem abrir mão do sabor”, explica o gerente da Hoegaarden. “Esperamos que os consumidores aproveitem essas latas que trouxemos especialmente para o Brasil”, completa o profissional da marca, que faz parte do portfólio da AB InBev.

A cerveja sem álcool traz em sua receita os ingredientes tradicionais da conhecida Witbier da Hoegaarden, como o trigo cru, as sementes de coentro e as raspas de casca de laranja, além de um dulçor equilibrado e levemente cítrico. A novidade está disponível na versão lata de 330ml e com vendas exclusivas no Empório da Cerveja e na Greenhouse, o bar da marca em São Paulo.

Mais recentemente, a Hoegaarden havia lançado a sua Witbier no Brasil em lata, um envase que foi reforçado no mercado cervejeiro brasileiro durante a pandemia do coronavírus. Agora, então, também espera conquistar espaço com o rótulo sem álcool.

Estado norte-americano, Connecticut reduz imposto sobre a cerveja em 17%

Connecticut, nos Estados Unidos, anunciou a redução do imposto estadual sobre a cerveja em 16,7%. A medida foi confirmada pelo governador Ned Lamont, tendo sido incluída no orçamento, e passa a valer em 1º de julho de 2023. Em expansão, o setor conta com 120 cervejarias no estado.

Um relatório conduzido pela National Beer Wholesalers Association e pelo Beer Institute descobriu que a cerveja fabricada em Connecticut rende US$ 2,9 bilhões (aproximadamente R$ 15,2 bilhões) para a economia do estado. Além disso, é responsável por 17.892 empregos em profissões que incluem atuação na agricultura, na manufatura e no varejo.

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“A indústria de cervejarias artesanais de Connecticut tem crescido muito nos últimos anos e isso é evidenciado pelo crescimento de centenas de novos empregos para os residentes do nosso estado”, disse o governador. “Devemos fazer tudo o que pudermos para apoiar as pequenas empresas locais, incluindo cervejarias artesanais. Essa redução de impostos é outra forma de apoiá-los.”

A redução de impostos é estimada em cerca de US$ 1,20 (R$ 6,30) por barril de cerveja, e o estado prevê uma perda de receita de US$ 2 milhões (R$ 10,5 milhões) com a redução de impostos.

O corte significativo é a medida mais chamativa de uma série de ações adotadas por Lamont para fomentar a indústria cervejeira desde 2019. Ele também quadruplicou a quantidade de cerveja que pode ser comprada para consumo fora do local de aquisição, consolidou as autorizações para fabricantes em uma só e criou uma licença em que produtores de bebidas podem vender qualquer tipo de álcool.

Há, nesse momento, forte proliferação de cervejarias em Connecticut. Apenas 13 artesanais estavam operando no estado em 2013, mas cinco anos depois, eram mais de 80. Agora esse número é de pouco mais de 120. Mas, no seu anuário de 2020, a Brewers Association incluiu apenas uma marca do estado entre as 50 maiores artesanais dos Estados Unidos, a Two Roads Brewing, de Stratford.

Vacina por cerveja
Em maio, Connecticut chamou a atenção por uma campanha que usava a cerveja como incentivo à vacinação contra o coronavírus. Na ocasião, o estado criou a campanha Drinks Are On Us (As Bebidas São por Nossa Conta, em tradução livre), em que estabelecimentos ofereciam uma cerveja de graça para quem apresentasse o cartão de vacinação comprovando a imunização.

Nadhine França deixa presidência da Abracerva e será sucedida por Ugo Todde

A Associação Brasileira de Cerveja Artesanal (Abracerva) terá novo presidente a partir desta quarta-feira. A entidade comunicou que Nadhine França, que vinha ocupando o cargo, vai deixar a função e será sucedida por Ugo Todde. A mudança será oficializada em assembleia.

Nadhine estava à frente da presidência da Abraceva desde setembro de 2020, quando assumiu o comando da associação inicialmente de modo interino, após a renúncia de Carlo Lapolli. Depois, em outubro, fez parte da chapa que venceu a eleição, sendo a escolhida para comandar a Abracerva. Agora, então, deixa o cargo sob a alegação de que irá “viver um novo momento profissional e pessoal em outro país”.

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À frente da associação, ela será sucedida por Ugo Todde, que já vinha atuando como conselheiro. Ele era o secretário da atual gestão, composta pelos membros da Chapa Maturação, vencedora da última eleição e com mandato previsto até 2022. O novo presidente da associação é fundador da Cervejaria Dümf, de Brasília.

Em suas primeiras palavras como presidente da Abracerva, Ugo Todde defendeu a união entre os diferentes atores do segmento de cervejas artesanais para superar a atual crise. “Ainda existe muito a ser feito e conquistado, uma maior união entre as cervejarias artesanais e suas ramificações – sommeliers, pontos de venda, colaboradores e apreciadores –, porque é onde reside nossa força dentro de questões tributárias, culturais e expansivas.”

A atual gestão da Abracerva assumiu na esteira da saída de Lapolli da presidência, ocorrida no início de setembro de 2020, na sequência da divulgação de mensagens de teor preconceituoso escritas por ele em um grupo de WhatsApp. Além dele, renunciaram todos os demais membros da sua diretoria. A coordenação da associação, então, passou a ser ocupada interinamente por Nadhine, que era a responsável pelo núcleo de diversidade. Depois, com o resultado eleitoral, se manteve na presidência, sendo a primeira mulher a comandar a associação.

Para Nadhine, mesmo em um cenário de crise em função da pandemia do coronavírus, a Abracerva conseguiu avançar em pautas importantes na sua gestão, especialmente em temas envolvendo questões regionais. Apesar da avaliação positiva, ela decidiu por não seguir na presidência da associação, por causa de questões pessoais.

“Apesar do cenário e das duras medidas exigidas para nos mantermos vivos, hoje a Abracerva está em um momento mais equilibrado. A equipe técnica foi extremamente competente e tivemos grandes conquistas nas regionais neste período de gestão. Eu sempre apoiarei a associação e o mercado. Porém, não é factível me manter em um cargo com essa importância morando em outro país. Será uma mudança importante para minha evolução pessoal e profissional”, destaca Nadhine no comunicado à imprensa divulgado pela Abracerva.

Nadhine lembrou ainda que, na sua gestão, a associação realizou pesquisa para mapear os efeitos da crise e implementar ações para debelá-los. “Informação é poder. Alguns estados já dão benefícios, e o dono da cervejaria não sabe. Nos outros, a associação pode dar ferramentas para que as regionais alcancem avanços nesse sentido. A análise da nossa pesquisa sobre os impactos da pandemia também pode apontar algumas tendências e mostrar aos associados quais capacitações e melhorias no modelo de negócio podem trazer melhores resultado.”

Seu sucessor, Ugo Todde, defendeu que o momento é de continuidade das políticas que vinham sendo adotadas pela associação sob a presidência de Nadhine.

Para que consigamos crescer e prosperar, vamos caminhar juntos continuando o trabalho que já vinha sendo feito pela gestão de Nadhine. Faremos todo o esforço para mais vitórias e conquistas para o meio cervejeiro, sempre com igualdade e respeito a todos

Ugo Todde, novo presidente da Abracerva

Dama Bier aposta em receita trapista e rótulo para dias frios em seus lançamentos

A Dama Bier se inspirou na tradição cervejeira e no inverno para preparar as receitas dos seus últimos lançamentos neste começo de segundo semestre. Recentemente, a marca anunciou a volta da sazonal Dama Smoked Porter, pensada especialmente para os dias frios. E ainda apresentou a sua Belgian Tripel, a trapista que é o novo rótulo do projeto Dama/LAB, marcado por receitas de estilos clássicos e inusitados.

A Belgian Tripel da Dama foi produzida especialmente em um micro lote de apenas 400 garrafas. Com 8,3% de graduação alcoólica, é uma cerveja intensa, segundo a descrição divulgada pela marca. Tem tonalidade dourada clara e espuma vigorosa, possuindo perfil aromático de malte, especiarias e um toque frutado, perceptíveis também no sabor. 

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A Belgian Tripel é uma aposta na tradição, já que o estilo em que foi fabricada é conhecido pela sua história e complexidade de aromas e sabores. A arte do rótulo recorda a tradição e o mistério dos antigos monastérios. Na garrafa, há uma etiqueta informativa contendo informações sobre o estilo.

A fórmula foi elaborada pelo mestre cervejeiro da Dama, sendo baseada nas clássicas receitas aprimoradas pelos monges em diversos mosteiros e abadias ao longo de muitas décadas. No sensorial, apresenta corpo macio, final seco e ligeiro aquecimento.

A volta da Smoked
Produzida desde 2013, a Smoked Porter cativou os bebedores e virou receita sazonal da cervejaria. De tonalidade marrom escura, tem corpo robusto e apresenta aromas e sabores de chocolate amargo, torrado e intenso defumado, segundo a sua descrição.

Com essa cerveja tendo teor alcoólico de 6,5%, a marca explica que a Smoked Porter é perfeita para as baixas temperaturas do inverno, que pedem bebidas e comidas mais encorpadas, proporcionando sensações prazerosas de aquecimento e acolhimento.

A cerveja, disponível em garrafa de 500ml, também pode ser consumida em barril de chope – principalmente nos parceiros do estado de São Paulo – e na própria loja da fábrica (para os PDV´s, as cervejas também estão disponíveis nas distribuidoras Dama Bier).

Smart Mash atualiza válvula de controle da brassagem com suporte wi-fi e melhorias

Integrar as vantagens da Internet das Coisas com uma tecnologia que contribui para a manutenção da estabilidade da temperatura da brassagem. Esse foi o plano da Smart Mash ao atualizar a sua válvula controladora para equipamentos a gás, que agora possui maior alcance de sinal bluetooth, suporte para wi-fi e sensor removível.

A expectativa da empresa desenvolvedora de tecnologias é de que a iniciativa permita uma maior segurança no processo de produção cervejeira. Responsável pela criação da novidade, Heitor Wermann, um dos sócios da Smart Mash, destaca as vantagens tecnológicas agora oferecidas pela válvula controladora, também antecipando o plano de, no futuro, haver a possibilidade de acompanhamento online do processo.

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“Agora o controlador para equipamentos a gás possui suporte wi-fi que irá permitir futuramente ao usuário ter acesso ao seu processo via rede por meio de um webserver ou pelo nosso aplicativo exclusivo Smart Mash. Além de melhorias em relação ao alcance de sinal bluetooth e sensor de temperatura removível com sistema de engate plug-and-play”, relata Heitor Wermann, um dos sócios da Smart Mash.

Segundo Wermann, após a atualização do produto no portfólio da empresa, as outras vantagens continuam presentes na válvula controladora da Smart Mash, mas agora mais adaptada à Internet das Coisas, contribuindo mais no desafiante processo de transformação da união entre grãos e água na formação do mosto sob temperatura controlada, fundamental para o corpo da cerveja.

“Mantivemos os dispositivos de segurança, como um sensor de detecção de gás embarcado no aparelho e sistema de controle fuzzy com ação integral que faz com que o erro de temperatura de suas brassagens seja inexistente”, acrescenta Heitor, detalhando as funcionalidades da válvula termo controladora da sua empresa.  

Além disso, o sócio da Smart Mash aponta que a válvula pode auxiliar na produção cervejeira em diversos volumes, sendo adaptável às condições para a sua fabricação, especialmente naquelas realizadas de modo caseiro, acontecendo de forma segura e precisa – e atuando no controle do fluxo do gás.

A Válvula Smart Mash pode atuar em equipamentos de 20 a 250 litros com a mesma eficiência, sem perdas de função, se tornando um produto ultracompacto e versátil que o cervejeiro pode utilizar em diversos tipos de equipamento, sem precisar reformular toda a sua cozinha. Você transforma seu fogareiro a gás em um equipamento automatizado em menos de 20 minutos

Heitor Wermann, sócio da Smart Mash

Essa facilidade oferecida pela válvula de Smart Mash, complementa Wermann, se dá porque o produto não demanda uma chama piloto ou mesmo um acendedor de gás. E, assim, ele tem conquistado clientes em diferentes partes do mundo.

“Nossa válvula é a única que não precisa de instalação de chama piloto, muito menos acendedor automático. Nosso produto possui pedido de patente no INPI, além de patentes no exterior. Hoje já estamos em três continentes e possuímos grande número de clientes no Brasil”, finaliza o sócio da Smart Mash.


Smart Mash IoT

Empresa: Smart Mash
E-mail: contato@smartmash.beer
Telefone: (51) 3720-1297

Válvula controladora da temperatura da brassagem, agora com tecnologia IoT embarcada. Oferece maior alcance de sinal bluetooth, suporte para wi-fi, atualização de firmware pela rede e sensor removível (plug-and-play).

Balcão do Profano Graal: Santo Arnulfo de Metz – Entre a política e a cerveja

Balcão do Profano Graal: Santo Arnulfo de Metz – Entre a política e a cerveja

Hoje, se comemora o dia de Santo Arnulfo de Metz, padroeiro dos cervejeiros. E é uma boa ocasião para sabermos um pouco mais sobre a história de mais esse “santo cervejeiro”. Se o tema te interessa, já falamos por aqui de Santa Brígida e São Patrício, padroeiros da Irlanda, nas colunas de fevereiro e março.

Arnulfo nasceu em uma família nobre da Áustria, por volta de 582. Ainda jovem, foi enviado para ser educado na corte da Austrásia, durante o reinado de Teodeberto II (595-612). Esse reino estava localizado no nordeste da atual França, mas compreendia também partes da atual Alemanha, Bélgica e Países Baixos. A sua capital era a cidade de Metz, embora alguns de seus reis tivessem a corte em Reims. Por isso era também chamado de Reino de Reims ou de Metz.

Com a morte precoce de Teodeberto (com apenas 26 anos), assume a regência a sua avó Brunilda. Com a intenção de derrubá-la do trono, Arnulfo, então alto funcionário do reino e integrante da nobreza da Austrásia, juntamente com outros nobres, pede ajuda para Clotário II (584-629), rei da Nêustria (região que ia desde a Aquitânia até o Canal da Mancha, correspondente a maior parte do norte da atual França). Deposta e morta a regente, Clotário se torna rei de toda a Frância e recompensa Arnulfo nomeando-o 27º Bispo de Metz e dando-lhe um posto em seu conselho. Seu prestígio na corte de Clotário era tamanho que foi também tutor do seu filho, Dagoberto. E, quando este se tornou sub-rei da Austrásia (em 623), foi seu principal ministro, participando na administração da Justiça e na indicação de ministros e oficiais.

Porém, quando Dagoberto sucedeu seu pai como rei da Frância (em 629), dispensou seus serviços. Arnulfo então renunciou ao bispado e passou a viver uma vida de eremita em Remiremont, até falecer em 18 de julho de 640 ou 641. Para quem viria a ser canonizado, em vida Arnulfo parece ter demonstrado muito mais interesse pela política do que pela religião. Com exceção, talvez, dos últimos 10 ou 12 anos, quando viveu em reclusão.

Seus dados biográficos também não parecem indicar nenhuma ligação especial com a cerveja. A sua imagem como santo cervejeiro parece ter sido construída postumamente. O culto a Arnulfo se inicia logo após a sua morte. Um ano após esse fato, seu corpo foi levado de volta para Metz para ser sepultado na Abadia dos Santos Apóstolos (que viria a se chamar Abadia de Santo Arnulfo, a partir de 717). As lendas dizem que, durante o traslado do seu corpo, os peregrinos pararam para descansar e saciar a sede em uma taberna na cidade de Champignuelles que, infelizmente, possuía em seu estoque apenas uma caneca de cerveja. Milagrosamente, a quantidade de líquido na caneca não diminuía enquanto todos compartilhavam a bebida.

As lendas em torno de seus milagres também afirmam que, em seus sermões, Arnulfo recomendaria o consumo de cerveja ao invés de água que, naquele período, nem sempre era própria para o consumo humano devido às condições precárias de higiene. O processo de fervura e fermentação da cerveja eliminaria muitos dos microrganismos perigosos. A esse respeito, já discuti esse “mito medieval da água” a partir de pesquisas sobre o abastecimento de água das cidades medievais em uma live feita no meu Instagram. Se você tem interesse em saber mais sobre o assunto, pode procurar essa live no meu IGTV ou no meu canal do Youtube.

Mas aquele que parece ter sido o seu principal milagre não tem nenhuma relação com a cerveja. Arnulfo, passando por cima de uma ponte sobre o Mosela, atirou ao rio o seu anel episcopal e, orando, pediu a Deus para fazer dele um símbolo de perdão dos pecados. Algum tempo depois, encontraram nas vísceras de um peixe um anel episcopal. Por meio desse peixe, Deus teria entrado indiretamente em contato com Arnulfo, que foi lavado dos seus pecados, fazendo dele um legítimo representante Seu na Terra. E, por isso, em algumas representações ele aparece segurando um peixe. Curiosamente, essa história é muito parecida com a lenda em torno da fundação da Abadia de Orval. 

Conhecido também pelo seu nome anglicizado, Arnoldo, sua história é frequentemente confundida com a de outro santo cervejeiro: Santo Arnoldo de Soissons (1040-1087), pois os milagres atribuídos aos dois santos são parecidos e aparecem misturados, dependendo da fonte. Essa confusão é compreensível uma vez que, como já expliquei por aqui, as vidas de santos são tão repletas de mitos que se torna difícil separar fatos e ficção. Uma dessas confusões envolve uma afirmação feita pelo jornalista inglês Michael Jackson (o “Beer Hunter“), no seu livro Great Beers of Belgium, que diz que, durante uma terrível crise de peste nas cidades de Oostende e Bruges, na Bélgica, o santo teria mergulhado um crucifixo em um tonel de cerveja, assegurando que ela era mais segura para consumo do que a água. Pelo que parece, Jackson estava se referindo a Arnoldo de Soissons, mas em algumas fontes esse mesmo milagre é atribuído a Arnulfo de Metz.

Diferentemente dos outros santos já citados nesta coluna, a santificação de Arnulfo não está relacionada à cristianização de regiões célticas, mas ao processo de afirmação e legitimação do poder da Dinastia Carolíngia, que desenvolveu uma consistente e extremamente eficaz política de criar genealogias fictícias e gloriosas colocando como antepassados de Carlos Magno (742-814) personagens da maior projeção e dignidade. Neste contexto, ter um santo como ancestral conferia à dinastia um carisma todo especial. Mas não é inteiramente seguro que Arnulfo tenha sido de fato antepassado dos carolíngios. Mesmo assim, não deixa de ser significativo que a sua canonização, assim como parece ter sido a sua vida, esteja mais associada a fatos políticos do que religiosos.


Sérgio Barra é carioca, historiador, sommelier e administra o perfil Profano Graal no Instagram e no Facebook, onde debate a cerveja e a História

Em campanha, Heineken se posiciona a favor da vacinação contra a Covid-19

A Heineken se posicionou globalmente a favor da vacinação massiva contra o coronavírus. Em sua nova campanha de marketing, a cervejaria holandesa lançou um vídeo que se encerra com uma mensagem clara a respeito do tema: “A noite pertence aos vacinados”.

A frase finaliza a propaganda, lançada nas redes sociais com o título “The Night is Young” (“A Noite é Jovem”, em tradução livre). O comercial da Heineken conta praticamente apenas com idosos, presentes em uma casa noturna, para uma festa. A faixa etária é a mais avançada na vacinação contra a Covid-19.

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A propaganda, assim, deixa um recado claro: é preciso estar imunizado para voltar a frequentar eventos fechados em bares e casas noturnas. E encoraja a população a cumprir os programas de vacinação com o intuito de que as pessoas possam socializar livremente e sem restrições.

“A nossa nova campanha ‘A Noite É Jovem’ celebra o regresso ao convívio social com os idosos se divertindo despreocupadamente, para incentivar também os mais jovens a se vacinarem. A noite pertence aos vacinados.  É hora de se juntar a eles”, afirmou a Heineken no comunicado em que anunciou o lançamento da campanha de apoio à vacinação.

A iniciativa da Heineken também pode ser vista como uma estratégia comercial, afinal, o avanço da vacinação e o controle da pandemia são fundamentais para manter estabelecimentos, como bares e restaurantes, em funcionamento. De qualquer forma, a marca foi uma das primeiras e mais importantes companhias globais a se posicionar abertamente em uma campanha pró-vacinação.

Mas nem todas as reações à campanha da Heineken foram boas, com alguns usuários do Twitter usando a hashtag #BoycottHeineken. No YouTube, o vídeo da campanha tinha mais reprovações – 27 mil – do que curtidas – 3,9 mil – até a última sexta-feira.

O último balanço da vacinação contra o coronavírus apontou que 3,58 bilhões de doses foram aplicadas, sendo que 991 milhões de pessoas estão imunizadas no mundo. Também são 4,07 milhões de mortes provocadas pela doença, com 189 milhões de casos registrados.

Confira a propaganda da Heineken a favor da vacinação contra o coronavírus:

Menu Degustação: Skol com Péricles no pagode, Stella fixa em receita de pizza…

A semana cervejeira ficou marcada por parcerias envolvendo grandes nomes. A Skol, por exemplo, criou um projeto para celebrar o pagode, se unindo a Péricles e ao grupo Menos é Mais, em uma ação para celebrar o ritmo e conectar o público com a cena cultural paulista. Já a Stella Artois ampliou a parceria com a Abbraccio, se tornando ingrediente fixo do menu de pizzas da rede de massas.

Para quem está em busca de mais conhecimento e novidades para sua marca, o Instituto Ceres está lançando um e-book sobre pisos para cervejarias com várias dicas para ajudar o empreendedor na sua planta. E a ESCM criou uma pós-graduação em formato híbrido: aulas teóricas acontecerão online e as práticas vão ser concentradas.

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Confira essas e outras novidade do setor cervejeiro no Menu Degustação:

Skol com Péricles
Inspirada na identificação dos fãs com o pagode, a Skol lançou o Skol Pagode, um projeto liderado por Péricles e o grupo Menos é Mais, que vai celebrar os artistas e fomentar a cena cultural que envolve esse estilo, sobretudo o paulista. Além da parceria com dois dos maiores nomes do pagode do país, a Skol fará outras ações nesse movimento. Entre as iniciativas estão previstos diversos pocket shows em formato de lives com grupos e cantores que marcaram gerações, programas formatados especialmente para as redes sociais, um squad de influenciadores, uma websérie e muitos momentos icônicos entre os embaixadores do Skol Pagode e seus convidados.

Stella na pizza
Após o sucesso da criação de sabores de pizzas do Abbraccio com massa feita de Stella Artois, as marcas resolveram estender essa parceria. Agora, a cerveja da marca é um ingrediente fixo na receita da massa de opções da rede de restaurantes, já estando disponível neste mês, em que se celebrou o Dia da Pizza. Entre os sabores que levam a Stella Artois em suas receitas estão o Blue Parma, que mistura parma e blue cheese, e o Zucchini, com abobrinha, tomate seco e queijo de cabra.

Pós na ESCM
A experiência de ensino online traz facilidade de acesso. Já as vivências presenciais oferecem aspectos práticos fundamentais da aprendizagem. A Escola Superior de Cerveja e Malte (ESCM) promete aliar as qualidades de cada formato em um modelo inédito de capacitação na pós-graduação em Tecnologia Cervejeira, que pela primeira vez acontecerá de forma híbrida. Todas as aulas teóricas acontecerão à distância, com as práticas se dando de forma concentrada, em setembro de 2021 e em março de 2022, em Blumenau (SC). A escola também anunciou que encurtou a duração da pós-graduação, mantendo a mesma carga horária. Agora, o curso será concluído em seis meses.

E-book do Ceres
O Instituto Ceres acaba de lançar um e-book sobre pisos para cervejarias com várias dicas para ajudar o empreendedor na escolha do piso ideal para a sua indústria. O material custa R$ 21, mas está disponível gratuitamente para alunos do curso de Boas Práticas de Fabricação para Cervejarias.

Kit da Bodebrown 
A Bodebrown criou uma alternativa para quem está com saudades da degustação de cervejas artesanais. A marca de Curitiba lançou o kit “Volta ao mundo em 12 cervejas”, que descomplica as degustações com uma proposta que pode ser consumida por oito pessoas ou mais. Nele, estão reunidos 12 rótulos diferentes da Bodebrown, sendo duas latas de 473ml de cada. E, de presente, o comprador ainda ganha mais uma garrafa de 750ml da Tripel Montfort Millésime 2021, além de outros brindes – um patch da cerveja Trooper Brasil IPA e um jogo de bolachas para copos. O kit é acompanhado por instruções para harmonização, informando a sequência de degustação das cervejas e sugestões de comidas para combinar. Como a proposta é desmistificar as degustações, são indicados aperitivos, ingredientes e pratos ideais para o consumo ao estilo “finger food”. O kit está disponível na loja virtual da Bodebrown, no seguinte link: https://conteudo.loja.bodebrown.com.br/12-bodes-volta-ao-mundo. O preço é R$ 385.

Bulldog na Bastards
Tradicional tabacaria de Curitiba, a Bulldog agora também está dentro do complexo da nova cervejaria da Bastards Brewery. O novo espaço da marca tem 2,2 mil m² e um bar dentro da fábrica, onde o público pode desfrutar de 15 torneiras de chope com opções exclusivas. Na Bastards Brewery, a Bulldog colocou à disposição do público mais de oito charutos, de cinco nacionalidades diferentes e com preços a partir de R$ 52. Lá também está disponível o box com os charutos especialmente selecionados pela Bulldog.