Início Site Página 176

Curso vai auxiliar sommeliers de cerveja em busca de recolocação no mercado

Com o avanço da vacinação no país e a adoção de medidas de flexibilização, cervejarias, bares e demais negócios do setor esperam acelerar as atividades e ampliar o faturamento, abrindo espaço para a abertura de vagas e a contratação de funcionários. E, neste momento de retomada, a capacitação é um fator diferencial para aproveitar oportunidades. Pensando em apoiar quem está fora do mercado, a Academia da Cerveja e o Instituto Marketing Cervejeiro anunciaram a realização do curso Marketing Digital para Sommeliers de Cerveja.

As vagas são destinadas aos profissionais que estão em busca de recolocação profissional e desejam trabalhar com o gerenciamento de redes sociais de cervejarias, bares e outros negócios cervejeiros. 

Leia também – Artigo: Adelante! Barcelona brinda a volta de eventos profissionais com o InnBrew

As inscrições vão até 27 de agosto, com o processo seletivo ocorrendo de 23 de agosto a 3 de setembro. Os interessados que atenderem aos requisitos poderão se inscrever e concorrer a uma bolsa de estudos integral – são 20, no total -, além de vaga de estágio não remunerado e opcional pela escola de conhecimento e cultura cervejeira da Ambev.

As aulas do curso serão online, nos dias 11 e 12 de setembro, das 9h às 13h. Além da certificação, os alunos ainda contarão com mentoria especial e individualizada para tirar dúvidas por um mês com a especialista Érica Barbosa, fundadora do Instituto Marketing Cervejeiro e professora do curso.

Érica destaca que a parceria com a Academia da Cerveja quer contribuir com a recolocação destes profissionais no mercado. “Entendendo que grande parte dos sommeliers de cerveja que atuavam em eventos e bares, hoje, se encontram sem área de atuação, identifiquei a oportunidade desses profissionais, que têm afinidade com redes sociais, se capacitarem para atuar no ramo, podendo trabalhar até mesmo remotamente.”

O curso de Marketing Digital para Sommeliers de Cerveja contempla os seguintes tópicos: Marketing 4.0; Comportamento do Consumidor; Posicionamento Estratégico; Linguagem Visual e Verbal; Canais de Mídia; Inbound Marketing; Ranqueamento no Google (SEO); E-mail Marketing; Imprensa Digital; Linha Editorial; Planejamento de Conteúdo; Tipos de Postagens; Engajamento Orgânico; Anúncios no Facebook e Instagram.

Bolsa de estudos
Quem deseja concorrer a uma bolsa de estudos integral, deverá ter formação comprovada como sommelier de cervejas, estar em busca de recolocação no mercado e ter afinidade e interesse em trabalhar na área. A seleção ocorrerá em duas etapas, sendo a primeira com a inscrição prévia pelo site e a segunda, com entrevista online.

Como a Ambev criou soluções digitais na pandemia para atender bares e restaurantes

0

Ao alterar rotinas, a pandemia do coronavírus forçou adaptações rápidas no modo de atuação das empresas. E ele se tornou mais digital, para compensar a falta de contato presencial. Foi, por exemplo, o que aconteceu com a Ambev, que apresentou inovações tecnológicas no seu atendimento aos estabelecimentos, sempre com o foco em seguir próxima aos seus clientes.

A cervejaria vem investindo em tecnologias, como uma plataforma digital que facilita as compras e a logística de entrega, e até mesmo em um banco digital, para auxiliar o setor de bares e restaurantes neste momento de adaptações e de recuperação da economia. E, de acordo com analistas do mercado financeiro, essas iniciativas fizeram a Ambev deixar de ser “apenas” uma companhia de cerveja.

Leia também – As razões e previsões que levaram o Grupo Petrópolis a apostar no lúpulo brasileiro

“A satisfação e o relacionamento com o cliente são a nossa obsessão e o sucesso desse cliente, atendendo o cliente dele, o consumidor, o público final, também é o nosso sucesso”, destaca Abílio Secarechio, diretor nacional de on trade da Ambev, durante a palestra “Cliente no foco: a jornada de atendimento da Ambev na era digital”, realizada no Congresso da Abrasel.

Segundo dados divulgados na apresentação, o setor de bares e restaurantes no Brasil conta, hoje, com mais de 1 milhão de estabelecimentos de pequeno e médio porte, locais com potencial para receber o atendimento da Ambev. Para isso, a companhia desenvolveu ferramentas tecnológicas. Nelas, de acordo com o executivo, a preocupação é em mapear a rotina do cliente, identificar as necessidades do dia a dia e tentar trazer soluções que facilitem a relação do estabelecimento com o público final.

Parceiro Bees
Uma dessas soluções criadas pela Ambev foi a plataforma Parceiro Bees, na qual o estabelecimento adquire, online, produtos da multinacional de bebidas. “É uma maneira de a gente ser mais flexível, mais personalizado e estar conectado 24 horas por dia”, explica Secarechio.

Há outras facilidades oferecidas pela plataforma, como o auxílio no controle de estoque. A ideia da Ambev é que a plataforma ofereça a oportunidade de organização dos estabelecimentos, com economia de tempo, e auxilie na compra dos produtos, além de auxiliar na logística de entrega. Outro ponto importante da ferramenta são as sugestões ofertadas pela Ambev. “A nossa ideia é sempre ter menos tempo gasto, otimizar a rotina para que as coisas que são funcionais possam trazer mais sucesso para o dono do bar e do restaurante”, acrescenta o executivo da Ambev.

Além disso, a Parceiro Bees conta com “desafios” que dão acesso a promoções aos estabelecimentos, como destaca Secarechio. “A ferramenta de desafios é uma maneira de chamar a atenção para esse empresário daquilo que achamos importante. E de uma maneira diferente, dando mais informações e mais benefício para aquela compra.”

Outra facilidade da plataforma digital da Ambev é a possibilidade de o cliente encontrar no mesmo lugar diversos fornecedores parceiros da cervejaria, o que também facilita a logística. E, com essas possibilidades, a Parceiro Bees atingiu 800 mil clientes cadastrados no segundo trimestre.

Solução financeira
Outra novidade desenvolvida pela Ambev durante a pandemia foi uma solução financeira para bares, restaurantes e outros negócios parceiros. Assim, surgiu a Donus, um aplicativo que abrange maquininha de cartão, conta digital gratuita, cashback e empréstimo. A fintech da companhia fechou o segundo trimestre com 80 mil clientes cadastrados.

“A Donus é basicamente o nosso braço financeiro, é uma conta digital, sem nenhuma burocracia. Nessa conta, nos três primeiros meses, esses clientes têm 5% de cashback na compra da Ambev, então tudo aquilo que ele compra, recebe 5% de volta”, detalha Secarechio. “A ideia aqui é ter mais um braço para que muitas vezes o cliente consiga resolver 100% os problemas dele.”

Digital Trade
Além disso, como destaca o diretor nacional de on trade da Ambev, a companhia criou o Digital Trade. A ferramenta foi desenvolvida pensando nas interações com as redes sociais, prometendo auxílio e impulso para as publicações nas redes sociais.

“A gente impulsiona para que o público atingido seja o correto e muito maior do que seria tradicionalmente com um post comum no Instagram, por exemplo”, conclui Secarechio.

Itaipava escala ator Cauã Reymond para iniciativas de conscientização ambiental

0

A Itaipava escalou o ator Cauã Reymond para realizar ações de conscientização ambiental, em uma iniciativa da marca para reforçar a sua ligação com a sustentabilidade. São esses valores que a integrante do Grupo Petrópolis espera passar ao consumidor para um “verão 100%”, slogan já utilizado em diversas propagandas.

Cauã Reymond, que também é criador e produtor, já foi visto algumas vezes recolhendo lixo em praias do Rio de Janeiro. No último domingo, inclusive, ele utilizava uma ecobag 100% sustentável da marca na praia. Ainda ganhou uma geladeira completa, como divulgou em suas redes sociais, e montará um espaço Itaipava em sua casa.

Leia também – Por portfólio de cervejas, empresas do Sistema Coca-Cola compram Therezópolis

“Estou muito feliz com essa parceria com a Itaipava que combina com tudo aquilo que eu acredito, afinal, para ter um ‘verão 100%’, precisamos lembrar de cuidar das nossas praias e mantê-las limpas. Juntos buscamos realizar um trabalho que realmente tenha um impacto positivo para a sociedade despertando a conscientização ambiental”, comenta o ator.

A WMcCann é a responsável pela estratégia de conteúdo e a Spark Influencer Marketing cuida da operação da parceria entre Cauã Reymond e a Itaipava. “O Cauã se une ao time para somar e reforçar ao público esse novo propósito da Itaipava, unindo forças para ampliarmos esse discurso tão necessário”, afirma Eliana Cassandre, chefe do departamento de marketing do Grupo Petrópolis.

Para que a sustentabilidade não fique apenas no discurso, a Itaipava mudou a composição dos rótulos da linha de garrafas de 600ml e de um litro para um papel 100% reciclado, que vai integrar um movimento cíclico de reaproveitamento do insumo, tornando a produção mais sustentável. Após o uso, os rótulos retornarão para as papeleiras, entrando novamente no processo de fabricação de novos insumos à base de papel.

Além do ganho ambiental, o Grupo Petrópolis estima economizar 8% em relação ao material usado nos rótulos de suas garrafas, o que representa economia de R$ 1 milhão ao ano na cadeia produtiva. A empresa espera viabilizar a produção em grande escala para que os outros produtos do seu portfólio também adotem a iniciativa.

Venda de cerveja cai 2,7% no 1º semestre na Alemanha e acentua perdas de 2020

A economia alemã se recuperou no primeiro semestre de 2021, mas o setor cervejeiro ainda não. De acordo com os dados divulgados pelo Escritório Federal de Estatísticas (Destatis, na sigla em alemão), as vendas de cerveja de janeiro a junho na Alemanha sofreram uma queda de 2,7% em relação ao mesmo período do ano passado.

A retração do setor demonstra que o segmento cervejeiro ainda sofre com o impacto das restrições impostas pela pandemia do coronavírus, embora os gastos do consumidor na Alemanha já tenham aumentado na primeira metade do ano.

Leia também – Artigo: Adelante! Barcelona brinda a retomada de eventos profissionais com o InnBrew

Cervejarias e distribuidores alemães venderam cerca de 4,2 bilhões de litros de cerveja de janeiro a junho, disse o Escritório Federal de Estatística. Esse número não inclui cervejas sem álcool ou importadas de fora da União Europeia. Aproximadamente 3,3 bilhões de litros foram comercializados no mercado interno, 4,9% a menos do que há um ano.

Em contraste, as exportações para a União Europeia aumentaram 3,5% e 11,9% para outros países. Esses avanços, no entanto, não foram capazes de compensar a queda geral nas vendas de cerveja na Alemanha no primeiro semestre.

As microcervejarias, dependentes dos setores de hospitalidade e eventos, foram as mais afetadas. “Após sete meses de bloqueio, a reabertura do setor de hospitalidade ao ar livre e em ambientes fechados começou lentamente. As paralisações no setor estão afetando severamente as vendas das cervejarias e em estabelecimentos”, disse a Associação Alemã de Cervejeiros.

O setor já vinha sofrendo com outras notícias ruins em 2021. A Oktoberfest da Alemanha, realizada em Munique e considerada a maior festa da cerveja do mundo, já havia sido cancelada em função da pandemia. É o segundo ano consecutivo em que o evento – antes marcado para o período de 18 de setembro a 3 de outubro – não ocorre. O festival costuma atrair 6 milhões de visitantes e rendeu 1,23 bilhão de euros (R$ 7,62 bilhões, aproximadamente, na cotação atual) para a economia local em 2019.

Além disso, a queda nas vendas de cerveja na Alemanha no primeiro semestre de 2021 se dá após um ano de redução. O setor havia recuado 5,5% em 2020, com a comercialização de 8,7 bilhões de litros. E esse freio havia sido considerado “sem precedentes” para o período pós-guerra. Agora, então, acentua-se ainda mais na metade inicial do ano.

Invicta realiza Semana da Justiça com 8 colaborativas e comemorativa de 10 anos

A Cervejaria Invicta promove, a partir desta segunda-feira, a terceira edição em 2021 da Semana da Justiça. E com interessantes atrações. Como opções para aquisição pelo público cervejeiro, a marca de Ribeirão Preto (SP) oferece um rótulo comemorativo pelo seu aniversário de dez anos, além de oito da Linha Finito, todos produzidos de modo colaborativo. As compras, pelo site da cervejaria, podem ser feitas até o próximo dia 23.

A Semana da Justiça é uma das mais tradicionais promoções de cervejas artesanais no Brasil, com a Invicta oferecendo descontos que podem chegar a até 50% no preço dos rótulos, em uma iniciativa que surgiu para simular os valores que seriam cobrados sem impostos.

Leia também – Conheça a bebida com malte da Ambev para ajudar pessoas em vulnerabilidade

Nesta nova edição da Semana da Justiça, a Invicta traz mais oito lançamentos da Linha Finito, além do rótulo comemorativo dos seus dez anos, que será um brinde para aqueles que comprarem o kit com as novidades colaborativas.

“A nova cerveja é uma receita de IPA clássica, com boa potência alcoólica de 7,5% e muito lupulada, com 80 IBUs, sendo que foram utilizadas dez adições de lúpulos durante a produção, cada uma representando um ano da cervejaria”, relata Rodrigo Silveira, mestre-cervejeiro e diretor da Invicta.

Os rótulos das novidades da Linha Finito foram desenvolvidos pelo design gráfico Joel Lima, tendo inspiração em elementos da cultura irlandesa e do seu folclore, incluindo a figura mitológica do leprechaun. Já o rótulo da cerveja de dez anos da Invicta foi criado pelo artista gráfico Ciro Bicudo.

“A inspiração para o rótulo foi a celebração por 10 anos de conquistas e lutas da cervejaria. As artes explosivas e com muito movimento foram inspiradas nos ornamentos da escola decorativa de arte Art Nouveau, e as cores douradas transmitem o brilho da comemoração”, detalha Ciro.

Na nova edição da Semana da Justiça, a Invicta oferece frete econômico para a Grande São Paulo, Ribeirão Preto e região, Campinas, São Carlos, Araraquara, Curitiba, Rio de Janeiro, Uberaba, Uberlândia, Araguari, Goiânia, Aparecida de Goiânia e Brasília, com as demais localidades sendo atendidas via transportadoras. Além disso, há a possibilidade de retirada na fábrica da marca em Ribeirão Preto.

Na Semana da Justiça, a Invicta também promete disponibilizar cerca de outros 50 rótulos, todos eles com preços promocionais.

Nova Linha Finito
Conheça as novidades e características das colaborativas Linha Finito e da cerveja comemorativa pelos dez anos da Invicta, ofertadas nesta Semana da Justiça:

Schornstein (Pomerode-SC): Vienna Lager
Brewfist (Itália): Berliner Weisse com adição de melão
Velhas Virgens (São Paulo-SP): Gose com tomate, manjericão e pimenta preta, simulando o drinque bloody mary
Falke Bier (Belo Horizonte-MG): Strong Golden Ale com adição de café do Sul de Minas Gerais e limão-taiti
Morada Cia Etílica (Curitiba-PR): Cream Porter com nibs de cacau e lascas de amburana
Dogma (São Paulo-SP): Oatmeal Stout com café da Wollf Café
Urbana (São Paulo-SP): Burton IPA com chips de carvalho
2Cabeças, (Rio de Janeiro-RJ): American Barley Wine
Invicta (Ribeirão Preto-SP): West Coast IPA

As razões e previsões que levaram o Grupo Petrópolis a apostar no lúpulo brasileiro

Investir no lúpulo tem sido um dos focos recentes do Grupo Petrópolis. Em um cenário em que a produção movimenta cerca de US$ 1 bilhão no mundo, anualmente, a companhia vem buscando desenvolver o cultivo da planta, uma atividade ainda reduzida no Brasil. O plano envolve o seu aproveitamento no mercado cervejeiro, mas também em um cenário de múltiplos usos, como nas áreas gastronômica e farmacêutica.

Embora seja o terceiro maior produtor de cerveja do mundo, o Brasil ainda tem uma participação incipiente no cultivo do lúpulo. Um cenário que pode ser alterado, de acordo com Diego Gomes, mestre-cervejeiro e diretor industrial do Grupo Petrópolis. Para ele, o país deveria ter uma relação mais familiar com o lúpulo. E, a partir daí, até desenvolver o seu próprio terroir.

Leia também – Artigo: Como leveduras cervejeiras sobreviveram 120 anos em um navio

“O mercado de bebidas representa 2,5% do nosso PIB e, para nós, é muito importante que tenhamos uma relação mais familiar com o lúpulo e que rompamos barreiras significativas, como a de que no Brasil não dá lúpulo. Já provamos que dá lúpulo, de qualidade, e que faz cervejas sensacionais”, destaca Gomes.

O assunto foi abordado na palestra “Mercado cervejeiro e tendências: o lúpulo vem forte”, durante o 33º Congresso Abrasel, realizado na última semana, com a participação do executivo do Grupo Petrópolis. Em 2018, em parceria com o Viveiro Ninkasi, a sua companhia deu início ao projeto de produção de lúpulo, tendo realizado investimento de R$ 2,5 milhões na região serrana do Rio de Janeiro.

Gomes aponta que a atuação do Grupo Petrópolis para ter uma produção nacional de lúpulo coincide com o crescimento do movimento de cervejarias artesanais no Brasil. Algo que, na sua visão, tem mudado o modo de consumo da bebida pelo público e, claro, levado ao surgimento de novas demandas.

Em abril, inclusive, o Grupo Petrópolis iniciou a venda de parte do lúpulo cultivado em sua fazenda, em Teresópolis. A comercialização – a primeira realizada por uma companhia de grande porte no país – tem como foco atender as pequenas cervejarias.

“A gente sempre teve um viés de desenvolvimento muito enraizado aos nossos valores, mas, desde 2012, quando realmente chegou no Brasil o movimento das artesanais, começamos a surfar nisso porque a gente sempre considerou esse movimento importantíssimo”, comenta Gomes. “Isso valoriza o pequeno e o local.”

Percebendo essa valorização da experiência do consumidor, o Grupo Petrópolis tem investido desde então em novas opções e formatos. Assim, por exemplo, adquiriu a Brassaria Ampolis e lançou vários rótulos especiais através da marca Black Princess. É o caso, por exemplo, da Braza Hops, que possui lúpulo cultivado pela companhia em Teresópolis.

“Essa mudança de perfil do consumidor fez com que inúmeras cervejarias aparecessem no Brasil e a gente teve um boom de microcervejarias. Desde pessoas que eram apaixonadas até as que faziam cerveja em casa e as que começaram a investir pesado nisso”, avalia o diretor industrial da empresa.

Em outras frentes, o Grupo Petrópolis também reforçou o olhar aos pilares da cultura e da educação no setor. Assim, adquiriu a antiga unidade do Senai em Vassouras (RJ). Após 23 anos de atuação, a escola anunciou o encerramento das atividades de formação e capacitação de profissionais do mercado cervejeiro brasileiro em 2016. “A gente pensou assim: não pode deixar essa escola morrer. Essa que formou líderes por muito tempo e não pode terminar aqui a jornada”, relembra Gomes.

Aprendizado e qualidade
Comprado pelo Grupo Petrópolis em leilão, o espaço abriga hoje o Centro Cervejeiro da Serra, dedicado a estudos e experimentos para o aperfeiçoamento da bebida. O local possibilitou o salto da plantação laboratorial e experimental da companhia para a escala comercial de lúpulo, tendo sido fundamental no desenvolvimento do projeto que permitiu a produção própria do ingrediente.

Para o diretor industrial, o investimento no lúpulo nacional deve render melhora na qualidade da cerveja e na diversidade de características da bebida. “Quando a gente nacionaliza ou está próximo de uma cultura como a do lúpulo, temos uma curva de aprendizagem que é muito superior à geração de valor e à capilaridade econômica que pode ter por trás disso. A gente passa a ser dominador de algo que tradicionalmente não aprendemos durante muito tempo. Existe, assim, um oceano tão grande e rico que quando pensamos no futuro, parte disso é, sim, um universo de variedades de cervejas e de aplicações do lúpulo.”

Segundo o mestre-cervejeiro e diretor industrial do Grupo Petrópolis, essa variedade de aplicações do lúpulo já vem sendo explorada com a valorização da experiência sensorial por trás de sua utilização. “A gente está aprendendo agora [como cultivar], mas com certeza fará com que, nos próximos anos, tenhamos uma valorização imensa de cervejas e que possa aparecer um terroir que só tem aqui.”

O executivo do Grupo Petrópolis reconhece que as necessidades da cultura do lúpulo, como qualidade do solo e tempo de exposição à luz solar, ainda estão sendo entendidas pelos responsáveis por seu cultivo no Brasil. E destaca as amplas possibilidades de utilização da flor, que vão além da produção cervejeira.

Olha como é interessante fazer a projeção, porque existe muita coisa linda para acontecer por trás de algo que a gente ainda vai plantar e que, sim, economicamente é importante. Aprender e dominar essa cultura para fazer cerveja porque vai ter aplicações mais frescas, diminuição de inventários, menos influência de moeda. Economicamente é linda toda essa história e os números mostram isso, mas além disso existe uma oportunidade para o pequeno produtor, para o associativismo, para a gastronomia e para a indústria farmacêutica

Diego Gomes, diretor industrial e mestre-cervejeiro do Grupo Petrópolis

Artigo: Adelante! Barcelona brinda a volta de eventos profissionais com o InnBrew

*Por Andreia Gonçalves Ribeiro

Benvinguts a Catalunya! Foi na belíssima e quente Barcelona que o InnBrew – The Brewers Connection teve palco. Foi o primeiro evento pós-pandemia a reunir os profissionais do setor cervejeiro do Sul da Europa, entre os dias 22 e 24 de julho, em um espaço de 3.000m² no La Farga de L’Hospitalet, com palestras, debates e workshops, além da celebração do impulso necessário para a retomada dos negócios cervejeiros. E, por que não dizer, para comemorar o reencontro de gente que manteve o mercado de cerveja respirando em meio a uma pandemia?

Realizado pelos mesmos organizadores do Barcelona Beer Festival (BBF), a BeerEvents, o InnBrew é uma evolução do BBFPro, que antes era celebrado junto à festa ao redor dos estilos de cerveja. Uma festa já consolidada que teve sua nona edição cancelada pela pandemia a dois dias de acontecer em 2020. Foi uma lástima. E nem imaginávamos o que iria acontecer…

O InnBrew nasceu da necessidade do encontro e seguiu três eixos principais: a exposição de produtos e serviços (InnShow), a formação e debate (InnTalks) e o networking (InnMeet).

Leia também – Como a Seasons levou o tema da preservação da Amazônia ao meio cervejeiro

Mikel Rius, organizador do evento junto com Joan Fiol, destaca que a criação do InnBrew se deu em um momento que é reflexo da “maturidade do setor de cerveja no país”. “Já está à altura de outros para que tenha uma convenção independente onde os cervejeiros possam assistir para atualizar sua formação e poder fazer negócios, como já acontece em outros países.”

InnShow: quem não é visto não é lembrado
Estamos no verão e a grande maioria das pessoas está em férias, mas, mesmo assim, o InnBrew mostra potencial para se consolidar. Nos 35 estandes montados era possível encontrar maquinário moderno destinado a produtores e fabricantes, além de matérias-primas inovadoras que chegam para garantir ainda mais qualidade nos produtos.

Quando comparo a Brasil Brau ou o pavilhão do Festival Brasileiro da Cerveja dedicado ao setor profissional com o InnBrew, destaco a presença de associações. Esse é um tema que merece um texto à parte. Uma reflexão necessária e pontual não só em tempos de crise, mas em um tempo no qual sabemos que diversas pautas devem ser levantadas, assim como tentaram fazer por aqui. Entre elas, estavam a Associação Espanhola de Técnicos de Cerveja e Malte e grêmios representantes de diferentes territórios, como a novata das Ilhas Baleares e a AECAI nacional, que veio de Madri.

Algumas das empresas presentes foram a Agrovin, de equipamento para a produção de cerveja, a EasyBräu e a Wild Gose, de sistemas flexíveis de engarrafamento. Patrocinadora dos InnTalks, a Brew & Hub, que é um espaço onde cervejeiros artesanais podem distribuir suas cervejas com todos os controles de qualidade, e a Biolupulus, cooperativa de produtores locais de lúpulo orgânico, também participaram.

Em matéria-prima, destaque para Molina for Brewers, uma empresa que ajuda a desenvolver novos produtos e patrocina o Prêmio de Inovação Cervejeira; a reconhecida Casttle Malting, produtora de malte mais antiga da Bélgica, desde 1868; e a InterMaltaCraft, com mais de 40 anos de experiência como fornecedora no país.

InnTalks: ouvir para aprender
A programação tinha dois momentos. O primeiro, patrocinado pela Brew&Hub, trazia profissionais ligados ao universo cervejeiro para palestras sobre temas variados, na maioria deles, técnicos envolvendo matérias-primas, soluções para cervejarias, qualidade… Tudo o que uma feira profissional tem de oferecer.

Giovanni Campari (Biomerieux) apresentou “Os pilares fundamentais para uma cervejaria de sucesso” e creio que foi a palestra que mais teve público. Afinal, quem não quer ter resultados com seu negócio? Outra que reuniu muita gente foi a do argentino Nicolás Mohamed (Beer Management) com o tema “Deixando a planilha para trás”. Fui conversar com ele, argentino, mas ele torce para o Boca Juniors e, infelizmente, não pudemos avançar no maior entendimento, dois dias depois de o meu Galo eliminá-los da Copa Libertadores. “Lo siento, hermano”.

Javier Aldea, da Brew & Hub, orquestrou duas palestras: “Como melhorar os processos de negócio em uma fábrica de cerveja artesanal” e a que me fez felicíssima, “Beer in Haute Cuisine (Cerveja na Alta Gastronomia, em tradução livre)”. Como dizem, “um nivelaço”. Estou até agora pensando em um tartar de salmão que tinha no creme de wasabi, flor de lúpulo, explicando mal e porcamente. Bom, deve ser porque era uma das poucas que eu tinha condições de entender, já que “sou de Humanas”, ou seja, não sei produzir cerveja. Fernando Gómez (Wild Goose), por exemplo, explanou sobre “Gestão do oxigénio dissolvido em recipientes para bebidas”. Nessas horas, só uma cerveja para disfarçar…

Como investigadora na área de turismo gastronômico, é óbvio que puxo a sardinha para o meu lado e coloco como ponto alto da feira a primeira palestra. Ana Perallada, chef e restaurateur que está desde 1993 no setor em um restaurante conduzido por sua família desde o ano de 1751 (é isso mesmo, gente), convidou os cervejeiros a conhecerem a realidade da gastronomia, setor que é um grande prescritor do produto. Em uma investigação que conduzi via Universitat de Girona e financiada por um órgão estatal, uma espécie de ministério do turismo e conhecimento daqui, uma das conclusões obtidas foi que a cerveja artesanal precisa andar de mãos dadas com a gastronomia. Mas aí também já é outra palestrinha e precisamos agora focar no evento.

InnMeet: debater para chegar a soluções conjuntas
Nas tardes, era hora do debate. Ninguém melhor do que a vice-presidenta do GECAN (Grêmio de Elaboradores de Cerveja Artesanal da Catalunya), Judit Cártex. Quando a conheci, em 2018, ela dizia que preferia não dar tanto a cara. Grande ilusão, hoje ela é a própria cara da cerveja artesanal. Querida, sincera, assertiva e com uma rapidez de análise únicas. Tudo isso, recheado de muito “me perdoem” pelos impulsivos e reais palavrões. Impossível não amar alguém que trata todo mundo como igual e luta pelo coletivo com uma voz de comando maternal. “La Cártex” levou ao palco discussões sobre temas como a comunicação e digitalização em cervejarias, assédio, protocolos e turismo cervejeiro.

“”Estamos super felizes de celebrar, enfim, um evento cervejeiro! Muito profissional, de intercâmbio de conhecimento e reencontros que é o que mais nos encanta. E muita cultura cervejeira”, disse Judit.

Em todos os temas, muitas elucidações e ideias conjuntas. E tome caderninho de anotações! Essa capacidade de ouvir o outro e reconhecer nele o que lhe falta para aprender é uma característica peculiar que observo. Tanto que, sem dúvidas, a mesa redonda que mais gerou interesse foi o “Primeiro encontro de associações de produtores de cerveja”, que reuniu representantes de cinco comunidades autônomas e, “tcharam”, descobriu-se mais uma associação recém-criada ali mesmo na plateia. Essa troca é muito empolgante de se ver. No fim, até voltei de metrô junto com a novata, vinda da Galícia. Veio à Catalunha em busca de estágio para aprender técnicas para melhorar sua produção. Mais uma mulher dando a vida pela cerveja, com aquela vontade efervescente de fazer algo pelo setor.

Exposição
Assim como no FBC, há oito anos aqui rola o prêmio do Barcelona Beer Challenge. Após a edição virtual de 2020, esse ano foi celebrada a sexta edição, e a Basqueland Brewing levou o prêmio por ser a que mais recebeu medalhas. Os organizadores resolveram fazer uma exposição mostrando os últimos ganhadores como melhor cervejaria, melhor cervejaria nova e o prêmio inovação dos anos anteriores, além dos estilos laureados em 2021.

A premiação não segue tão à risca as premissas do BJCP para a definição das categorias, mas vai em acordo a uma construção social própria ao redor da cerveja. Da mesma maneira que um estilo como Catharina Sour entra como “Cervejas Locais”, há uma premiação específica para as “Italian Grape Ale“, estilo precursor das “Catalán Sour Ale” ou só “Catalán Ale“, uma classificação própria das cervejas do território. Nada oficial, mas falamos de uma zona que tenta marcar sua identidade não só social e política, mas que alcança níveis até mesmo na cerveja.

Prêmio Steve Huxley
Aqui é a hora do choro. Não há como não se emocionar vendo as personalidades mais queridas – e indicadas pelos próprios cervejeiros – a disputar a terceira edição do prêmio que leva o nome do pioneiro da cerveja artesanal da Catalunha. Steve Huxley, natural de Liverpool, foi quem ensinou, treinou, juntou as pessoas e aproveitou a vida até falecer de um câncer em 2015. É um prêmio que reconhece o esforço de profissionais que geram valor à cerveja artesanal, a divulgam e, como Steve, une, inova e troca conhecimento para a consolidação de um setor que não passa de debutante.

Na edição virtual de 2020, Albert Barrachina recebeu o prêmio. Professor e mestre cervejeiro, ele é o rei da análise sensorial e quem mais impulsionou o treinamento de degustações para reconhecimento de estilos. Já em 2019, o primeiro reconhecido foi Carlos Fernandez da Ales Agullons. Sério! Esse cara é uma das pessoas mais especiais que eu já conheci e, junto com sua mulher, Montse Virgili, eles são uma dupla que é puro carinho e responsáveis pela Mostra de Cervesa a Mediona, a feira que parou na 14ª edição e somou mais duas virtuais. É no sítio deles que rola o Zwanze Day daqui.

Foi Carlos quem repassou, aos prantos, o prêmio a Andrew Dougalls, ganhador desse ano. Depois dizem que os catalães são durões… É nada! Dougalls é mais uma das personalidades reconhecidas por sua fraternidade, alguém que acolhe a todo mundo e faz umas cervejas que são “la ostia” de tão boas! Colab é com ele mesmo.

Ainda sobre Steve Huxley, que tem toda uma ode de admiradores que choram bêbados lembrando de suas histórias, ah, tem que ser um texto inteiro. O cara era “brutal”, como utilizam aqui como adjetivo máximo. É óbvio que não o conheci, mas queria ser amiga.

“Brewed by women, not machines”
Diferentemente do Brasil, a Pink Boots Society segue à risca seu trabalho de promover, acolher e dar valor às mulheres do setor. As brassagens ultrapassam o simples encontro social militante que muitos dos machistas de plantão acreditam que seja. O dinheiro obtido com a venda dessas cervejas vai direto para universidades e centros de formação especializados para bancar as necessidades e ilusões de mulheres que necessitam desse apoio para crescer em suas carreiras. Uma visão global e setorial.

Uma das discussões em uma das mesas redondas foi exatamente sobre assédio sexual, junto à exploração de estagiários e toda a carga horária e os baixos salários. Vale lembrar que a maior cervejaria daqui deve ter cerca de oito ou nove funcionários, com produção anual de 400 mil litros, pela última sondagem de pesquisa que fiz. É um cenário muito distinto ao do Brasil. Em um resumo bem precário, digamos que aqui todo mundo faz de tudo, cobre os espaços que faltam, vai da logística ao marketing, com expressividade individual, obviamente, ao trabalho do mestre cervejeiro.

O perfil dos chefes de produção na Catalunha é majoritariamente de homens de 30 a 40 anos. No entanto, nomes como o de Judit Cártex na Cervejaria Del Montseny, Sonia Merino da AsCervecers e professora no curso tecnólogo da Universidade de Alicante, Judit Piñol da DosKiwis Brewing e Lorena Bazán, presidenta da Pink Boots, sempre são solicitados. As mulheres não são a maioria, mas profundas conhecedoras de diferentes temas que as levam ao destaque.

E brasileiros?
Brasileiras, hehe! Renata, sócia da Reptilian, e eu éramos as representantes tupiniquins.

Tá, mas aí não tem pandemia?
A primeira grande questão que acredito deva ter vindo à sua cabeça é “e como no meio desse quiproquó todo?”! De acordo com o Ministério da Saúde, a Espanha tem hoje mais de 50% da população com a “pauta completa”, expressão utilizada para referir-se a quem já tomou as duas doses. E a agulha vai além de braços cringes tatuados. A turma de 16 já começou a receber a primeira dose, no entanto o país passa pelo crescimento da quinta onda e todo cuidado é pouco.

As restrições aumentaram no final de semana anterior ao InnBrew, como a volta do toque de recolher à 1h, fechamento total do lazer noturno e os bares e restaurantes podendo funcionar somente até às 0h30, com mesas de até dez pessoas. Você pode achar que isso não é nada restritivo, mas estamos em pleno verão escaldante e, depois de um confinamento real, estava realmente difícil segurar o pessoal em casa. E, vamos combinar, quem ainda não está totalmente vacinado é quem mais quer botar as pernocas bronzeadas para jogo.

Ainda de acordo com a atual normativa, também ficaram restritos os eventos em lugares abertos a até 500 pessoas. Ou, para ocorrerem, seria necessária a exigência de protocolos tais como mostrar a tal da pauta completa ou um PCR de 12hs. É meio impossível montar um esquema desses da noite para o dia para cumprir essa ordem, né? Portanto, como o InnBrew se tratava de uma feira profissional, estas restrições não se aplicavam.

E foi bem tranquilo. O espaço era bem grande, estava muito bem montado para que o distanciamento social fosse mantido e não houve momento algum em que a feira lotasse, nem que ficasse vazia. Acredito que esperavam mais gente, mas é preciso levar em consideração que estamos em época de férias. A BeerEvents, com sua larga experiência em eventos grandes como esse, soube organizar a programação de maneira que o público pudesse ir e vir e se organizar de acordo com seus interesses. Eu mesma não fui na sexta pela manhã, quando tinha uma enxurrada de palestras técnicas das quais eu só iria para sorrir mesmo. O que, com máscara, não ia adiantar muito mesmo…

E, sério, o respeito foi tanto que eu via as pessoas darem um gole e vestirem a danada da asfixiante de novo. E convenhamos que o público é composto por uma turma 35+, segura e empiricamente em uns 90% do seu total. Ou seja, todo mundo estava vacinado e com a bendita da pauta completa (sim, eu adoro essa expressão). Ponto para a organização e para a galera daqui, viu? É ótimo se sentir segura. PS: Sigam o exemplo e usem máscara!

Não vá embora sem saber
Esse texto se abre com uma palavra conhecida em castelhano, mas dá as boas-vindas em catalão, língua oficial da Catalunha, Comunidade Autônoma, tendo Barcelona como capital. Existe uma questão histórica, política e social em prol da independência desse estado como país. Há quase três anos resido nesse território, precisamente em Girona, ainda mais radical nessa questão. Estudo, convivo e respeito, por isso não me sinto tão à vontade para dizer “primeiro evento da Espanha”. Isso me soa um pouco como traidora da confiança que esse povo tão lutador me oferece. Então, aqui justifico para que compreendam a questão.

Convido vocês a assistirem ao documentário “Dos Catalunyas”, na Netflix, para entender mais sobre o tema. Ou a dar uma googlada rasa mesmo. Agora, se quer compreender de verdade, vale buscar os acontecimentos históricos muito antes dos Bourbons tomarem o poder. Para não ser chata, também indico se divertir com o filme “Oito Sobrenomes Catalães”, que foi uma das maiores bilheterias de 2015 e tem o engraçadíssimo ator andaluz Dani Rovira. É uma paródia, claro, mas mostra bem como é tudo isso. Endavant!


*Andreia Gonçalves Ribeiro é mestra em Turismo Cultural Gastronômico e em Patrimônio, pela Universitat de Girona. É sommelière de cervejas pelo ICB e sommelière bartender pela ABS. Mineira atleticana, é pesquisadora da cerveja e seus fenômenos na Catalunha. Se deixar, “só toma azeda” e tem queda assumida pelas belgas.

Rota Cervejeira de Atibaia une marcas e incrementa potencial turístico da cidade

Conhecida estância climática paulista, Atibaia também é famosa por suas atrações, como o Monumento Natural Estadual da Pedra Grande, além de ser um importante polo cultural. A essas possibilidades de lazer, agora se soma a Rota Cervejeira de Atibaia, fruto da união das quatro marcas da cidade, com as quais se juntou o Atibaia e Região Convention & Visitors Bureau.

“A Rota Cervejeira de Atibaia vem acrescentar ao turismo mais uma opção de lazer e de entretenimento. Sem dúvida é uma tendência de mercado. Atibaia já conta com o turismo rural, turismo corporativo e de eventos, ecoturismo, entre outros, e, agora, o cervejeiro”, celebra Mônica Fontes, gestora-executiva do Atibaia e Região Convention & Visitors Bureau.

Leia também – Como a Seasons levou o tema da preservação da Amazônia ao meio cervejeiro

Composta por Heusch, Kuppel, Los Compadres e Tibaya Cervejaria, a Rota Cervejeira de Atibaia conta com visitas guiadas pelas quatro marcas. Em cada uma delas, o público é convidado a degustar três rótulos, em copos de 110ml. Os participantes ainda ganham brindes, como um copo de vidro exclusivo da Rota Cervejeira de Atibaia e um passaporte carimbado em cada cervejaria, que oferecerá promoções exclusivas ao portador em visitas futuras.

Recém-iniciada em um evento-teste no sábado anterior, a Rota voltará a ser realizada no próximo sábado, depois sempre acontecendo no segundo sábado de cada mês, em um passeio que custa R$ 100 por pessoa, com início às 14h e tendo entre 3 e 4 horas de duração. E os ingressos podem ser adquiridos no site Atibaia Turismo.

Em função da proximidade entre as cervejarias, o trajeto de 600 metros durante o passeio pode ser realizado a pé, em uma caminhada de sete minutos, e através de bicicleta. Ou mesmo em outras opções de locomoção, como em veículos de receptivos, próprios, táxis ou de aplicativos, além de empresas de transporte executivo e transfers oferecidos pela rede hoteleira aos seus hóspedes.

Setor unido
Essa proximidade física entre as marcas, inclusive, é vista como um diferencial da Rota Cervejeira de Atibaia, como destaca Gabriela Basacchi, responsável pela área comercial da Heusch. Lembrando que esse tipo de turismo está consolidado em outras localidades, ela acredita que a iniciativa pode trazer mais visitantes para a cidade paulista.

“É uma união de forças de quatro cervejarias artesanais de Atibaia para promover a cultura cervejeira, que tem ainda muito a crescer no mercado. Aproveitando a proximidade física das cervejarias, surgiu a ideia dessa rota cervejeira. Tem um potencial imenso, como em outras regiões do Brasil, que já têm esse roteiro consolidado. O objetivo é difundir a cultura cervejeira, trazendo cada vez mais o turista para Atibaia”, conta Gabriela.

Aproveitar a força turística de Atibaia foi, aliás, uma das motivações para a criação da rota cervejeira, como ressalta Ricardo Blanco, cervejeiro da Kuppel. Já parceiros comerciais, os responsáveis pelas marcas enxergaram essa possibilidade a partir de uma ação coletiva para a arrecadação de alimentos durante a pandemia do coronavírus, como ele relata. A partir daí, então, a ideia foi tirada do papel para unir o potencial turístico da cidade com suas atrações turísticas.

“Atibaia é uma cidade turística, com um nome forte, e precisamos nos fazer presentes e sermos mais conhecidos. Quando veio a pandemia, fizemos uma ação para arrecadação de alimentos na porta das 4 cervejarias em troca de cerveja. Dali nasceu a ideia de colocar a rota em prática, aproveitando os pontos a favor para que desse certo, como a localização próxima a São Paulo, assim como o fato de a cidade ter uma grande rede hoteleira”, relata o cervejeiro da Kuppel.

Dessa união através da Rota Cervejeira de Atibaia, a expectativa é que o mercado cervejeiro se fortaleça na cidade. “Ninguém faz nada sozinho. Cada cervejaria tem sua história, cada uma segue sua linha específica, o que traz variedade, mas cada um sozinho é mais fraco. Juntos, para fazer compartilhamento de compras, trocar informações, em uma parceria simbiótica, a gente se ajuda. Além de fornecer uma opção para turistas, fomentamos o mercado local conjuntamente, o que é o futuro. Mais do que vender cerveja em outras cidades, o objetivo é fortalecer o beba local”, destaca Alexandre Gonçalves, sócio-proprietário e diretor-geral da Los Compadres.

Atibaia fortalecida
Assim, contanto com a união das marcas, a Rota Cervejeira de Atibaia pode trazer benefícios para a própria cidade, aproveitando o seu potencial para receber visitantes, como argumenta Eduardo Felix, cervejeiro e sócio-proprietário da Tibaya Cervejaria.

“É mais um pacote turístico para uma cidade com grande potencial. O turismo cervejeiro também agrega. Para nós, é uma chance de divulgar nossos produtos e trabalhos, tornando as cervejarias locais mais conhecidas, expandindo os mercados”, aponta Eduardo.

A gestora-executiva do Atibaia e Região Convention & Visitors Bureau destaca, ainda, que as marcas agora esperam apoio da administração pública para a Rota Cervejeira de Atibaia. “O Atibaia e Região Convention Visitors Bureau acredita 100% no sucesso do produto e não medirá esforços para conquistar novos turistas para a cidade e região. Estamos pleiteando apoio da Prefeitura municipal de Atibaia, tanto na segurança, limpeza da área, sinalização, como nas demais necessidades.”

Mônica ainda lembra o pioneirismo da Rota de Atibaia em sua região, apontando que, dela, podem surgir novos estímulos para a atividade, como a criação de um polo cervejeiro. “Esta rota é a primeira da região, estamos muito orgulhosos por isso, e em breve lançaremos o polo cervejeiro regional”, revela a gestora.

Menu Degustação: Parceria entre Lohn e Blend Bryggeri, especialização do Science…

A semana cervejeira confirmou a tendência de parcerias e oportunidades no segmento. Foram essas características que provocaram a união, em Santa Catarina, entre Lohh e Blend Bryggeri, em uma parceria que deverá dar impulso para a produção de receitas da marca de Criciúma em diversos formatos. Já para quem também está em busca de mais conhecimento, o Science of Beer abriu inscrições para o curso de especialização intensiva em estilos.

A retomada gradativa do público ao bares tem despertado o ânimo do setor e também estimulado novidades. A Cervejaria Madalena, por exemplo, fez a inauguração de mais um estabelecimento para atendimento presencial ao público. Já a Ambev mostra-se cada vez mais atenta ao mercado e realizará concurso de coquetéis sem álcool para estimular o consumo moderado.

Leia também – Verallia pretende aumentar uso de cacos de vidro em sua produção para 59% até 2025

Confira estes e outras novidades no Menu Degustação do Guia:

Blend Bryggeri e Lohn Bier
A Blend Bryggeri fechou uma parceria com a Lohn Bier e prevê um impulso na produção e distribuição de suas receitas. Com a ação, a cervejaria de Criciúma (SC) retorna à casa onde nasceu como cigana em 2017. Segundo as empresas, a novidade dará mais qualidade no processo produtivo, maior abrangência em pontos de venda e proximidade com os consumidores finais. A primeira ação da parceria será o lançamento, ainda em 2021, de quatro receitas da Blend em três formatos: latas de 473ml, barris de chope e garrafas de 600ml. A distribuição dos rótulos envasados em barris e latas de 473ml se dará apenas para empórios e bares cervejeiros especializados. Já as garrafas de 600ml ganharão as prateleiras de mercados e supermercados.

Station da Madalena
A Cervejaria Madalena inaugurou mais um estabelecimento para atendimento presencial ao público. Localizada no centro de São Bernardo do Campo (SP), a Madalena Station traz todos os estilos da cervejaria em garrafas, long necks, latas, além dos growlers e das torres de chope especiais de 2,5 litros e 3,5l. Com todos os rótulos presentes, os consumidores poderão degustar desde as mais tradicionais, como a Lager e a IPA, até as especiais da Madalena – AbacaxIPA, Shandy Lemon e Lager Light.

Especialização no Science
O instituto Science of Beer anunciou a edição intensiva do Science of Beer Styles, que visa aprofundar o conhecimento de estilos do sommelier de cervejas e do mestre-cervejeiro. As aulas serão ministradas de 26 de setembro a 3 de outubro em Teresópolis, no Centro Cervejeiro da Serra, situado na Cervejaria Petrópolis. Os alunos irão estudar e degustar 80 rótulos, além de realizarem experiências práticas às cegas e simulação de competições cervejeiras. Segundo o Science, os alunos terão uma experiência de imersão 360º, já que as aulas ocorrerão dentro de uma cervejaria, com experiência de produção na microcervejaria, visita à fazenda de lúpulo, além de alojamento em hotel-fazenda com café e almoço inclusos no valor do curso.

“A cerveja que é muito a gente”
A Petra apresentou ao mercado o posicionamento “A cerveja que é muito a gente”, baseado nas experiências que traduzem brasilidade e autenticidade na presença da marca em seus territórios naturais de atuação: cinema, gastronomia, música brasileira e celebrações regionais. A marca destaca que o novo momento de Petra Origem vem acompanhado da estreia de filme inédito em TV aberta e fechada, desenvolvido em parceria com a agência BETC/Havas, e diversas ações pelo país, além de plano de mídia em todo o território nacional, com desdobramentos em veículos impressos e online.

O filme apresenta de forma leve e descontraída situações em que todo brasileiro se identifica ou, no mínimo, já teve contato. Com versões de 5 a 30 segundos, as peças mostram momentos como pedir cerveja só com um gesto e cantar com empolgação no karaokê. A campanha conta com estratégia de regionalização, realçando cenas criadas e filmadas exclusivamente para cada uma das cinco regiões do país, incluindo o tradicional bate-volta até a praia, em São Paulo, e os aplausos ao pôr do sol no Rio de Janeiro.

Concurso da Ambev
Para conectar o consumidor a novas formas de consumo moderado e possibilidades de drinques, a Ambev, junto com sua marca Tônica Antarctica, está lançando o projeto Brinde com Moderação, o primeiro concurso da companhia de drinques não alcoólicos do Brasil. Os interessados poderão se inscrever no campeonato de coquetelaria até este sábado. Serão quatro provas ao longo de um mês. Ao final do campeonato, o vencedor ganhará uma viagem para Trancoso, com tudo pago e direito a acompanhante, no verão de 2022. Os consumidores poderão acompanhar todos os conteúdos e ter acesso às receitas sem álcool nas redes da Tônica Antarctica.

Conheça a bebida com malte da Ambev para ajudar pessoas em vulnerabilidade

0

Na tentativa de ajudar na alimentação de moradores de comunidades vulneráveis nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro, a Ambev anunciou a criação de uma bebida, que começou a ser doada no final de julho. A ação acontece em parceria com a Central Única de Favela (Cufa) e a Gerando Falcões, organizações que atuam em prol do desenvolvimento social de favelas de todo país.

Feito em parceria com outras empresas como Tetra Pak, GlobalFruit, Smurfit Kapa, Vogler, MCassab, Tereos e Primeserv, o alimento líquido teve 270 mil unidades produzidas, como explica a cervejaria.

“Como uma maneira de contribuir com a complementação alimentar de pessoas em situação de vulnerabilidade, iniciamos, juntamente com parceiros, o desenvolvimento de uma bebida sabor chocolate, à base de malte, rica em nutrientes e pronta para consumo”, comenta a Ambev.

Leia também – Eficiência e novas fontes: Como cervejarias podem lidar com a crise energética

A cervejaria destaca que foram feitos testes prévios e seguindo os protocolos da Anvisa, recebendo a autorização do órgão nacional de vigilância sanitária para consumo e a garantia das propriedades da tabela nutricional do produto. E, como foi criada para ajudar a complementar a dieta de pessoas em situação de vulnerabilidade social, a bebida não será comercializada.

Desenvolvida dentro da Ambev após diversos estudos e análises, a bebida é considerada um alimento líquido pronto para o consumo à base de água e malte – ingrediente considerado altamente nutritivo – rico em vitaminas A, B6, D e E, fonte de vitaminas B1 e B2, cálcio e magnésio e adicionado de proteína vegetal.

As doações começaram em 21 de julho, no Rio de Janeiro, com apoio da Cufa, que fará a entrega em comunidades cariocas. Em São Paulo, as doações se iniciaram no dia 27, com apoio da Gerando Falcões em comunidades da zona Leste.

Cenário de crise
A vulnerabilidade alimentar é um problema social urgente que agravou-se com a pandemia da Covid-19 no Brasil. E pode ser percebido por diversos dados. A renda média do trabalhador caiu 8% de 2019 para 2020 na região metropolitana de São Paulo, segundo a Fundação Seade, passando de R$ 1.614 para R$ 1.242.

Já o preço da Cesta Abrasmercado (composta por 35 produtos de largo consumo nos supermercados brasileiros) fechou junho com preço de R$ 662,17. No acumulado do ano até junho, a Associação Brasileira de Supermercados (Abras) verificou um aumento de 4,28%. Os produtos que mais chamaram a atenção pelas altas no primeiro semestre foram açúcar, com aumento de 15,9%; carne da parte dianteira do boi, com 13,2%; e ovos, com alta de 12,9%.

Houve, por outro lado, o aumento das vendas do segmento de massas alimentícias de 2019 para 2020, segundo a Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães e Bolos Industrializados (Abimapi). A receita com esse tipo de produto aumentou de R$ 9,866 bilhões para R$ 11,289 bilhões em um ano. Já em volume, a expansão foi de 1,292 milhão de toneladas para 1,371 milhão de toneladas. Isso, evidentemente, está relacionado ao preço mais baixo desse tipo de produto em um cenário de queda na renda.