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Frio no Brasil: Neve atinge produção de lúpulo em SC, mas impacto é positivo

O frio intenso dos últimos dias em várias regiões e estados brasileiros atingiu a produção de lúpulo nacional. Curitibanos, na Serra Catarinense, foi uma das cidades em que a neve caiu, alcançando o cultivo da flor utilizada na fabricação de cervejas da Lúpulos 1090.

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Segundo Rodrigo Baierle, engenheiro agrônomo da companhia, os flocos de gelo caíram na plantação por cerca de 40 minutos. Ele destaca, porém, que o frio intenso e a neve não afetam a produção do lúpulo, uma cultura que costuma ser associada ao inverno. E ressalta que o incidente, raro no Brasil, pode até trazer benefícios para o cultivo.

“Nesta fase em que a cultura está em dormência, o impacto é positivo, assim como quando neva na Europa no inverno, quando o lúpulo está em dormência. Então, não teremos efeitos. Naturalmente, o lúpulo hiberna em temperaturas menores. Existe impacto positivo também na quebra do ciclo de pragas e doenças”, explica Baierle ao Guia.


Desde a última quarta-feira, uma onda de frio, provocada por uma massa de ar polar, atingiu diversas regiões do Brasil. Em Santa Catarina, mais de dez cidades registraram temperaturas negativas e, em alguns casos, neve, fenômeno ajudado pelos fortes ventos na região.

As geadas no Sul e no Sudeste do Brasil tendem a encarecer os preços de frutos e hortaliças, além de outros produtos, como café e milho, assim como de carnes, já que os grãos são usados como ração animal. A XP, por exemplo, calculou que as geadas devem provocar impacto de 0,1%  na inflação oficial de 2021, o IPCA. 

Esse, contudo, não é um problema que atinge a cultura do lúpulo, como explica Baierle. O engenheiro agrônomo destaca que, inclusive, são necessárias adaptações quando o cultivo e a plantação se dão em áreas mais quentes, como o uso de iluminação para que a planta cresça e dê flores.

“Sem frio, o pessoal tem que controlar o ciclo de outras maneiras, como no Centro-Oeste, fazendo isso com iluminação artificial. A planta é nativa de regiões frias com neve, então, o natural é ter um ciclo por ano com a hibernação. Como no Centro-Oeste não tem frio, a planta emenda um ciclo no outro. Mas o natural é um ciclo por ano, como aqui no Sul”, destaca. 


A imensa maioria do lúpulo usado no Brasil é importado, mas o país tem avançado na sua produção, com mudas próprias e especialização em análise de qualidade. E isso pode ajudar as cervejarias a reduzirem seus custos, além de tornar a atividade uma alternativa de agricultura familiar.

O lúpulo é uma espécie herbácea da família Cannabaceae, precisando de uma grande quantidade de luz solar para que ocorra sua floração, sendo mais facilmente cultivado em localidades onde possa recebê-la por mais de dez horas. Estados Unidos e Alemanha são os maiores produtores do mundo, seguidos por República Checa, China, Eslovênia, Polônia, Reino Unido, Austrália, Espanha e Nova Zelândia.

Menu Degustação: Tap room da Doutor Duranz, muitos kits para o Dia dos Pais…

Com a reabertura gradual dos estabelecimentos, o setor cervejeiro tem se movimentado para receber o público de forma segura e com atrações, como demonstra o Menu Degustação desta semana. É o caso, por exemplo, da Doutor Duranz, que abriu um novo tap room na cidade de Petrópolis, no bairro de Corrêas.

Com a proximidade do Dia dos Pais, comemorado em 8 de agosto, as cervejarias também estão apostando em diversas lembranças e presentes. Já a C&A e a Bohemia se uniram para criar uma linha completa de produtos inspirados em uma paixão em comum dos brasileiros: o boteco. E a Läut investe em presentes especiais para a data.

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Confira essas e outras novidades da semana no Menu Degustação do Guia:

Tap room da Doutor Duranz
O novo tap room da cervejaria Doutor Duranz, em Corrêas, bairro de Petrópolis, já está aberto ao público. O espaço da marca conta com cervejas artesanais plugadas em 10 torneiras, com opções de snacks, além de drinks com gin e hidromel. A exemplo do que acontece no tap room da fábrica da Doutor Duranz, o novo espaço também vai trabalhar com o serviço de retirada dos produtos no local e delivery de growlers.

“Arraiá” da Rota Imperial
A Cervejaria Rota Imperial, de Guapimirim e integrante Rota Cervejeira RJ, tem como causas a defesa da natureza e a valorização da relação entre os indivíduos e seus pares. Sendo assim, a cervejaria é sempre palco de eventos. E, na sexta-feira, promoveu o seu “Arraiá da Rota” com cervejas e muito forró.

C&A, Bohemia e Dia dos Pais
A C&A e a Bohemia se uniram para criar uma coleção que vai presentear não apenas os pais, mas toda a família: uma linha completa de produtos inspirados em uma paixão comum dos brasileiros, o boteco. A coleção tem camisetas, aventais, bonés e sacolas em diferentes estampas para brindar a tradição cervejeira que passa por gerações. O lançamento traduz esse conceito em diferentes peças e um dos destaques fica para as camisetas que ganharam um espaço especial na barra para abrir a long neck.

Läut e Dia dos Pais
A Läut está investindo em presentes especiais para o Dia dos Pais. Há várias sugestões de kits e presentes, como bonés personalizados e baldes de cerveja da marca, além de conjuntos de copos e taças exclusivas. A marca também criou duas tábuas para corte, uma em formato de guitarra, diferenciada. Há, ainda, quatro opções de presentes cervejeiros, com cerveja Pilsen e taça, além dos kits IPA, Black & White e Atitude Cervejeira.

Nacional e Dia dos Pais
A Cervejaria Nacional, com unidades em São Paulo nos bairros de Pinheiros e Tatuapé, apresenta 3 combos dedicados aos pais. As sugestões vão estar disponíveis de 2 até 15 de agosto, nos aplicativos iFood, Rappi, Uber Eats e no delivery próprio da casa. Com a IPA como protagonista, um dos combos conta com um 1 litro de Mula e mais dois rótulos da IPA Séries, com a Coffee IPA, que leva como ingrediente o café Catuaí Vermelho do Siriema, e a Fruit IPA, feita com polpa de cacau, custando R$ 88,50. Há um combo, o Curioso (R$ 92), com três sazonais surpresas. Para curtir o fim de tarde com estilo, o combo Happy Hour (R$ 94,90) oferece três litros de Y-Îara Pilsen e 550g de mix de amendoins.

Shopping ABC e Madalena
No ano em que o Shopping ABC, em Santo André (SP), completa um quarto de século, a campanha de Dia dos Pais presenteia 10 mil clientes com cerveja premium. Até 15 de agosto, quem somar R$ 300 em compras no empreendimento ganha uma garrafa de 600ml da cerveja Madalena, a primeira artesanal do Grande ABC. Na promoção, cada cliente pode escolher entre 4 sabores da marca na hora da troca: a Lager, a Session IPA, a Amber Ale e a Witbier, limitada a 2 garrafas por CPF. O cadastramento pode ser feito pelo aplicativo do Shopping ABC ou no Balcão de Trocas na Praça de Eventos do Piso 1.

Distribuição da Stella Sem Glúten
Depois do lançamento em 2020, a versão sem glúten de Stella Artois acaba de ganhar distribuição nacional. Para isso, a cerveja da Ambev lançou uma campanha na qual convida o público a viver mais momentos de leveza, chamada Surpresa Stella Artois. Ao som de Fly Me To The Moon, sucesso de Bart Howard eternizado na voz de Frank Sinatra, a campanha incorpora a nova versão sem glúten ao universo da Vida Artois. A propaganda mostra uma mulher caminhando até a geladeira para pegar uma Stella Sem Glúten. A partir desse gesto, uma situação comum já ganha mais leveza, enquanto balões carregando a nova Stella flutuam pela cidade para espalhar o convite aos momentos especiais. Além da veiculação na TV, a campanha está em redes como YouTube, Instagram e Twitter.

WeLab da Heineken
O Grupo Heineken abriu as inscrições para a segunda turma do Welab by Heineken 2021, experiência que convida jovens de 18 a 24 anos a uma mudança positiva de comportamento em relação ao consumo de bebidas alcoólicas. Com início previsto para 24 de agosto e término em 2 de outubro, serão 13 encontros 100% online e gratuitos realizados às terças e quintas, das 8h às 10h e em alguns sábados, abordando assuntos como relações, propósito, trabalho, sentimentos e como a relação com a vida reflete na relação com a bebida. Para além das conversas, os participantes são convidados a traduzir as principais reflexões em projetos. A próxima edição conta com 200 vagas. E as inscrições estão abertas até 13 de agosto.

Curso do Marketing Cervejeiro
O Marketing Cervejeiro está com inscrições abertas até 5 de agosto para a 2ª edição do curso online Redação Publicitária Cervejeira. Entendendo a importância da escrita na divulgação, Érica Barbosa, fundadora do instituto, criou o curso que ensina técnicas para escrever textos que gerem mais vendas, seguindo sua metodologia desenvolvida ao trabalhar em um e-commerce cervejeiro. Serão analisados 20 textos de sua autoria, com diferentes estruturas, além de ensinamentos sobre fundamentos de neuromarketing, SEO, storytelling, copywriting e UX writing de forma simplificada e com dicas de expansão de vocabulário, cuidados com a gramática, glossário de termos cervejeiros, análise dos perfis de público de cerveja artesanal, assim como definição do tom de voz e linhas editoriais.

24 lançamentos de cervejas artesanais realizados no mês de julho

O mês de julho certamente ficou marcado pelas baixas temperaturas em quase todas as regiões do país, mas também pelos diversos lançamentos de cervejas artesanais. A Cerveja Blumenau, por exemplo, entra no mercado de latas com uma New England IPA e uma Wee Heavy colaborativa com alunos da ESCM. Já a Ambev e a Lohn Bier retomaram a parceria e produziram a sua primeira cerveja com 100% de ingredientes de Santa Catarina. Enquanto isso, a Krug Bier ficou responsável por assinar o novo rótulo do restaurante Villa Celimontana.

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Confira abaixo estes e outros lançamentos de cervejas artesanais realizados no mês de julho:

Blondine
A Blondine decidiu marcar o mês de julho com o lançamento de uma linha de cervejas maturadas em madeira brasileira. E a novidade veio com três novos rótulos. O primeiro lançamento, a Blondine Reserva – Milk Stout em Bálsamo, tem adição de lactose e foi maturada em barril da madeira brasileira Bálsamo por 9 meses. É uma cerveja escura, com notas complexas de tosta que remetem a café adoçado. E está com 11% de graduação alcoólica. O segundo rótulo, a Imperial Black IPA, foi maturada em barril de carvalho norte-americano da marca de Bourbon Woodford Reserve por 12 meses. É uma cerveja escura, encorpada e com notas de café, baunilha e leve pinho. E possui 12,5% de graduação alcoólica. Já o terceiro rótulo é uma Russian Imperial Stout com adição de pasta de amendoim maturada em barril de jequitibá por 9 meses. É uma cerveja escura e potente. No aroma, apresenta notas de chocolate amargo, leve condimentado e castanhas e amendoim. Tem 11,7% de graduação alcoólica.

Blumenau
A Cerveja Blumenau entrou no mercado de latas com o envase de receitas especiais e limitadas em embalagens de 473ml. E estreou com dois rótulos: a Bloody Hop, uma New England IPA, e uma Wee Heavy, a Wee=MC8. Ambas as bebidas foram produzidas na nanocervejaria montada dentro da fábrica da marca. Os lúpulos Mosaic, Citra e Galaxy da receita estão representados no desenho do rótulo da Bloody Hop New England IPA, como uma alusão entre o clássico chá inglês e o dry hopping desta receita, em que são utilizados 20 gramas de lúpulo por litro. A graduação alcoólica é de 6,4% e o amargor é de 40 IBUs. Já a Wee=MC8 foi criada em parceria com a oitava turma do curso de mestre-cervejeiro da Escola Superior de Cerveja e Malte (ESCM). Os alunos, que concluíram o curso em julho, participaram da brasagem e da definição da receita. A graduação alcoólica é de 6,5% e o amargor é de 27 IBUs.

Bodebrown
Inspirada pelo inverno curitibano, a Bodebrown lançou em julho três rótulos da linha Lupulol Projects. O primeiro foi a Lupulol Super, uma cerveja colaborativa com uma das maiores produtoras de lúpulo do mundo, a norte-americana Yakima Chief Hops. A bebida foi apresentada em latas de 473 ml e é uma Indian Pale Lager, com 5,2% de álcool. Os outros rótulos foram a Lupulol Galaxy Maracujá & Manga IPL e a Lupulol Galaxy. A Lupulol Galaxy Maracujá & Manga IPL mistura uma base de India Pale Lager com toques de manga e maracujá e doses generosas do lúpulo australiano Galaxy. Tem 5,5% de graduação alcoólica, 43 IBUs e cor dourada. Já a Lupulol Galaxy tem base de IPA com toques de maracujá e manga e a presença marcante do lúpulo australiano Galaxy. Já para o Dia dos Pais, comemorado no segundo domingo de agosto, a Bodebrown lança a Atomga Cacau Milésime 2021. A bebida é uma Russian Imperial Stout com notas de chocolate e café e 12% de teor alcoólico. A novidade, que vem no formato de garrafa de 750 ml, já está disponível em bares, mercados e empórios de todo o país e também na loja virtual da Bodebrown.

Brewpoint
O projeto Dose Única da cervejaria Brewpoint chega a mais uma edição com o lançamento de uma Double IPA. A Brewpoint Double IPA é uma bebida sazonal com 10% de teor alcoólico e 90 IBUs. A potência do lúpulo está representada principalmente pela quantidade extra da variante Ekuanot, um lúpulo norte-americano desenvolvido pela Hop Brending Company (HBC). A bebida traz notas cítricas e herbais, além de aromas de limão, lima, mamão papaia, maçã e pimenta verde. A edição limitada será vendida apenas no formato de chope e poderá ser comprada no taproom da fábrica, no Quitandinha, nas lojas Brewpoint Express e no restaurante Brewgarden, no centro de Petrópolis.

Cruls e Corina
As cervejarias Cruls e Corina lançaram a cerveja Desjejum, uma Imperial Sour com 7,7% de teor alcoólico e que recebe granola e salada de frutas na composição. A novidade já está disponível em latas e em chope e traz na receita as castanhas de caju e do Pará, amêndoas, semente de abóbora, linhaça dourada, fitas de coco, aveia, melaço de cana, flocos de tapioca, açúcar de coco, óleo de girassol, banana, mamão e laranja aliadas à água, malte, lúpulo e levedura. Este é a terceira cerveja colaborativa entre as marcas.

Dádiva
A Dádiva realizou em julho dois lançamentos de cervejas artesanais: a Kölsch e a Imperial Dark Sour Blueberry. O primeiro rótulo é a sexta integrante da série Dádiva Classic Styles. O termo Kölsch existe desde o século IX e se refere às cervejas produzidas em Colônia, na Alemanha. A novidade é uma cerveja muitíssimo clara, super cristalina, com um sutil frutado e amargor leve. Já a Imperial Dark Sour Blueberry vem em lote limitadíssimo. A versão mais potente da Dark Sour tem o teor alcoólico mais alto do que as versões anteriores (7,5%, frente a 5,2% das últimas), e o mirtilo, desta vez, é fresco, além de possuir notas de vínicas e de madeira e um suave toque de caramelo e toffee dos maltes.

Dama Bier
A Dama Bier também veio repleta de lançamentos de cervejas em julho. A marca apresentou a sua Belgian Tripel, uma trapista que é o novo rótulo do projeto Dama/LAB, marcado por receitas de estilos clássicos e inusitados. E ainda sobrou tempo para apresentar também a Dama 250 – feita em homenagem aos 254 anos da cidade de Piracicaba (SP), comemorado em 1º de agosto. A Belgian Tripel da Dama tem 8,3% de graduação alcoólica, é uma cerveja intensa, segundo a descrição divulgada pela marca. Já a Dama 250 é uma puro malte feita com lúpulos norte-americanos e possui aroma de lúpulo que remete a notas florais e sutis notas maltadas. Do estilo American Premium Lager, ela tem 4,8% de graduação alcoólica e 10 IBUs.

Demonho
A cervejaria Demonho apresentou duas novas receitas, ambas do estilo Juicy IPA, porém com características diferentes. A primeira é a Abismo Mental, uma Juicy IPA clássica de aspecto bastante hazy, tendo notas de frutas tropicais. O aroma e sabor trazem notas que remetem a manga, melão, pera, laranja e pêssego. A bebida tem graduação alcoólica de 7,3% e amargor de 40 IBUs. Já a Demonho Caminho sem Volta é uma Double Juicy IPA com características de West Coast: final mais seco que o comumente explorado e amargor mais acentuado. Aroma e sabor entregam características resinosas, com o frutado em segundo plano. Tem 8,7% de graduação alcoólica e 60 IBUs.

Goose Island
No Dia do Chocolate, celebrado em 7 de julho, a Goose Island se juntou à Gallette Chocolates e lançou a Cacau Ale, uma cerveja com cacau. A bebida do estilo British Golden Ale tem teor alcoólico de 5% e 35 IBUs. Com toda a potência do lúpulo, ela tem notas de chocolate e café complementando o sabor. Com o corpo leve, a novidade conta com o adocicado do malte, o amargor do lúpulo, além de aspectos do cacau catongo.

Krug Bier
A Krug Bier é a cervejaria que assina o rótulo exclusivo do restaurante Villa Celimontana Ristorante, a Villa Celimontana Lager. A novidade é uma cerveja puro malte, produzida com receita tradicional e ingredientes importados, criada para a inauguração do restaurante no bairro Lourdes, em Belo Horizonte. A Villa Celimontana Lager foi envasada em garrafa de 600ml e ganhou uma ilustração que conta com o logo da casa e as cores da bandeira da Itália, sendo uma edição comemorativa limitada. A cerveja é de baixa fermentação, dourada e cristalina com espuma branca e densa, notas suavemente maltadas no aroma e sabor, corpo leve, baixo amargor e teor alcoólico de 4,8%.

Läut
A Cervejaria Läut apresentou ao mercado a sua Cabrón. A bebida é uma receita especial para o inverno, inspirada na tradição das Bocks alemãs. De caráter maltado mais intenso, tem coloração marrom escuro, aroma e sabor que remetem a caramelo e frutas secas. Tem baixo amargor e é encorpada, porém, segundo a marca, é bastante fácil de beber.

Libertastes
A cervejaria mineira  Libertastes anunciou a Momentos Mineiros, a nova série de cervejas lançadas no Espaço Libertastes. Foram duas cervejas nesse primeiro lançamento: a Libertastes Oncotô, uma Wheat Wine, e a Libertastes Dediprosa, uma Strong Scotch Ale bem caramelada.

Lohn Bier
Menos de um ano depois do lançamento da Hop Lager Green Belly, fruto da colaboração entre a Lohn Bier e a Ambev, as cervejarias agora retomam a parceria para a concepção e desenvolvimento da sua primeira cerveja feita com 100% de ingredientes locais. A TodaNossa, como foi batizada, é uma Brazilian Pale Ale feita com lúpulo proveniente da agricultura familiar da Serra, uma levedura cervejeira (fermento) encontrada no litoral pelos pesquisadores René Aduan e Ana Carolina Souza Ramos de Carvalho, e cevada plantada no meio-oeste e malteada no Vale do Itajaí, tudo isso em Santa Catarina. A bebida tem lúpulos frescos da safra 2021 – que formam um buquê floral – ,além de leve frutado que orna com os fenóis da levedura Ale e o corpo baixo para os 4,2% de graduação alcoólica. 

Proa
A cervejaria baiana Proa acaba de lançar a Sour com Mel de Cacau. A cerveja une a doçura do mel de cacau com a leve acidez da Sour, chegando a um resultado sofisticado e frisante, conforme a marca. A ideia da nova Sour da Proa nasceu quando Débora Lehnen, mestre cervejeira e proprietária da marca, visitou a Fazenda Vânia, em Taboquinhas, no Sul da Bahia. “Conheci o mel de cacau na fazenda do meu sogro, e, para mim, que nem o fruto do cacau conhecia, foi muito surpreendente. Poder unir o dulçor desse insumo com a acidez do estilo Sour e trazer esse sabor – que é quase exclusivo das pessoas que vivem próximas às fazendas de cacau – me motivou a fazer essa cerveja”, destaca a cervejeira.

Colorado e Goose Island trazem lançamentos que reforçam aposta na lata

A cerveja em lata definitivamente se tornou uma das principais apostas do mercado. Apontada como uma das principais tendências que permanecerá após o fim da pandemia do coronavírus, a embalagem vem como destaque de dois lançamentos de importantes marcas da Ambev: a Colorado e a Goose Island.

E, no caso da cervejaria de Ribeirão Preto, a ocasião é mais do que especial: um chope de mexerica com capim limão criado para celebrar os 25 anos da Colorado, ocorrido no dia 27 de julho.

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A ideia de sabores foi sugerida pelos seguidores da marca em uma ação nas redes sociais. E a presença da lata vem justamente para homenagear esses consumidores: para lembrar aqueles que ajudaram na busca pela receita, a Colorado irá estampar mais de 300 nomes nas latas do crowler produzido exclusivamente para a data.

“Se não fossem os nossos consumidores, a Colorado não completaria 25 anos de sucesso. Então, nada mais justo do que deixá-los escolherem a receita. O crowler com nomes é um jeito de agradecer por todos que fizeram parte da nossa história”, explica Daniel Carneiro, gerente de marketing do Colorado.

Para não deixar ninguém sem o nome, a marca criou uma landing page que permite a personalização virtual do rótulo. Basta acessar cervejariacolorado.com.br/25anos, adicionar o nome e registrar a participação.

O novo chope da Colorado é leve e refrescante, com aromas e sabores que remetem a frutas cítricas e chá de capim limão, além de suaves notas adocicadas de cereais e pão, segundo descreve a marca. A edição limitada do crowler de 710ml está disponível na Toca do Urso (Ribeirão Preto) e nas unidades do Baixo Pinheiros, Shopping Mooca, Pacaembu e Paulista em São Paulo. Nas demais lojas, o envase será no growler de 1 ou 2 litros.

Session da Goose
A lata também aparece como destaque do mês da Goose Island. Afinal, a Midway, Session IPA mais famosa da marca, acaba de ganhar uma versão em lata.

Com 4,1% de teor alcoólico, 30 de IBU e aroma de frutas tropicais, a “nova” Midway chega para dar mais uma opção de consumo ao cervejeiro. “A Midway é uma das cervejas mais pedidas do nosso portfólio”, aponta Guilherme de Almeida, gerente de marketing da Goose Island no Brasil, antes de completar.

“Entendemos que oferecer mais uma possibilidade para o consumidor é um jeito de agradecer ao sucesso desse rótulo. Estamos sempre atentos aos desejos dos amantes de boa cerveja e esse é mais um passo da marca para atender um público cada vez maior”, finaliza o gerente da Goose Island.

Ambev lucra R$ 3 bi no 2º trimestre, mas margens reduzidas preocupam

A Ambev apresentou lucro líquido ajustado de R$ 2,963 bilhões no segundo trimestre de 2021, o que representou alta de 115,9% em relação ao mesmo período do ano passado, de acordo com o balanço divulgado nesta quinta-feira. O crescimento, porém, não chegou a empolgar o mercado, tanto que a ação da companhia fechou o pregão do dia, realizado após a divulgação do resultado financeiro, com desvalorização de 1,15%, cotada a R$ 17,13.

Para isso, pesou a pressão sobre os custos, provocada pela alta de matérias-primas e do dólar, tanto que o custo do produto vendido por hectolitro aumentou 15,7%. Uma preocupação que contrasta com os elogios às estratégias de inovação da companhia, como a criação e uso das plataformas Bees, Donus e Zé Delivery.

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“Esperamos que essa tendência diminua ao longo do resto de 2021, mas o cenário de pressão de custos deve continuar a gerar alguns ventos contrários para a recuperação da lucratividade”, afirma o Itaú BBA. “No curto prazo, os desafios não faltam, mas continuamos otimistas com a Ambev, pois é uma empresa única, conseguindo reinventar seu DNA e explorando muitas avenidas para crescimento enquanto enfrenta uma das piores crises da história”, contemporiza a XP Investimentos. 

Outro motivo de reticência levantado pelas análises é que o lucro apresentado pela Ambev no seu balanço pode estar “inflado”, pois teve impacto direto de um crédito tributário de R$ 1,6 bilhão, resultado de uma decisão do STF de considerar inconstitucional a inclusão do ICMS na base de cobrança do PIS/Cofins.

De acordo com o balanço, a Ambev fechou o primeiro semestre com lucro acumulado de R$ 5,6 bilhões e lucro líquido ajustado de R$ 5,7 bilhões, um crescimento de mais de 120% em comparação à primeira metade de 2020, quando o início da pandemia do coronavírus derrubou os resultados das principais companhias do mundo. O Ebitda ajustado no segundo trimestre foi de R$ 5,289 bilhões, com um avanço reportado de 58% e de 24% orgânico. Já a receita líquida da Ambev cresceu 36,2% na comparação anual, para R$ 15,71 bilhões. 

Em seu balanço, a Ambev também destacou que atingiu nível recorde de produção no segundo trimestre, de 39,8 milhões de hectolitros, com uma expansão de 19% na comparação anual. No Brasil, o crescimento foi de 12,7% no volume, para 20,2 milhões de hectolitros, com aceleração de 25,8% na receita líquida.

E o principal destaque foi a América Central e Caribe, com crescimento de 62,7%, relata o balanço da Ambev. Já o único resultado negativo se deu no Canadá, com queda de 0,9%. Além disso, sete dos seus dez mercados apresentaram crescimento superior ao do segundo trimestre de 2019, quando ainda não havia pandemia.

“A Ambev conseguiu entregar um crescimento de 19% no volume de vendas – maior volume de vendas já atingindo em um trimestre – mostrando resiliência nas diversas praças de atuação. Isso foi impulsionado pela implementação consistente da estratégia baseada em três pilares: inovação, plataformas tecnológicas e excelência operacional”, destaca a Ativa. 

Ponderações no Brasil
A venda de cerveja no Brasil apresentou expansão de 12% em relação ao segundo trimestre de 2020, sendo puxada pelas inovações, que expandiram 20%, de acordo com a Ambev. Já as marcas premium aceleraram 35%. E o crescimento da venda de bebidas não alcoólicas foi de 26%. 

Só que a baixa margem de lucro parece ter chamado mais a atenção dos analistas do que o aumento de volume de cervejas vendidas. “A empresa continuou a entregar forte desempenho de volume em todas as áreas, mas a lucratividade ainda é lenta. Margens EBITDA de cerveja Brasil atingiram a marca mais baixa de todos os tempos de 22%”, alerta o Itaú BBA. 

A preocupação com as margens da companhia também está presente na análise da Ativa. “Vimos as margens bruta e Ebitda da companhia ficarem pressionadas e abaixo das projeções da Ativa, movimento já esperado mas que surpreendeu negativamente pela pressão maior do que a expectativa.” 

Além disso, o BTG alerta que a Ambev tem se aproveitado de um contexto de desafio para os concorrentes, algo que pode se modificar. “A concorrência tem claramente sofrido em meio a oscilações e um temporário aumento de renda também parece ter levado a um aumento (mas também temporário) da demanda por cerveja.” 

É, porém, uma visão contrária da apresentada pelo Credit Suisse, que apontou o poder de adaptabilidade da Ambev como um fator para a companhia seguir em cenário melhor do que o do restante da indústria cervejeira. “Apesar dos ventos contrários dos custos e do ambiente incerto no Brasil, a Ambev continua bem posicionada para navegar turbulências, superar a indústria (como tem sido o caso) e gerar caixa”, avalia.

O Itaú BBA também alerta para o aumento dos custos gerais e administrativos com os aplicativos Zé Delivery e Bees, embora destacando que as plataformas possam ser fundamentais para as estratégias da Ambev.

“Um ponto para focar é que o SG&A aumentou devido aos investimentos em novas iniciativas (como Zé Delivery e Bees). Se essas iniciativas darem frutos a médio e longo prazo serão uma parte fundamental da tese de investimento, e estaremos de perto monitorando isso”, comenta o Itaú BBA. 

E a Ativa ressalta o êxito dessas plataformas como uma vitória da Ambev. “A plataforma Bees – plataforma digital de vendas B2B – já é usada por mais de 70% dos clientes ativos, e vem ajudando bastante a impulsionar o número de compradores de cerveja e NAB em junho. Já o Zé Delivery segue crescendo e atingiu 80 mil clientes, com mais de 1 milhão de transações mensais. A plataforma B2C triplicou o volume de entregas versus 2T20.”

O uso da tecnologia também é visto como um ponto positivo pelo Credit Suisse. “Pedidos de entrega de Zé atingiram 15 milhões no 2T21 (3x maior que 2T20). A plataforma Bees cobre + 70% dos clientes do Brasil (acima de 65% no 1T) e a Donus (braço fintech) já tem 80 mil clientes”, conclui.

Granobrew se desliga da Corbion e vira empresa independente

O promissor mercado de maltes “ganhou” mais um player no país. Trata-se da Granobrew, que se desligou do braço tecnológico de bebidas da multinacional holandesa Corbion, com a qual esteve ligada nos últimos anos, e passou a ser independente.

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Importadora e distribuidora exclusiva de maltes Viking no Brasil, a Granobrew teve crescimento e alcance de vendas de mais de 30% nos últimos meses, mesmo no difícil cenário da pandemia. Assim, decidiu se tornar independente com “novos objetivos de expansão e a missão de levar insumos de qualidade para todo o Brasil”, segundo descreve a empresa.

Além da comercialização de maltes Viking, a Granobrew trabalha com a linha Hopzoil de óleos essenciais de lúpulo, um produto que fornece aroma e sabor de lúpulo, mas sem adição de amargor. Ele é usado nas fases frias de produção de cerveja com bom custo-benefício.

Para Ricardo Negretto, mestre-cervejeiro e diretor técnico e comercial da Granobrew, a empresa está preparada e abastecida para enfrentar esse novo cenário de retomada.

“Com esta independência, estamos iniciando um novo capítulo no mercado cervejeiro nacional. Estamos preparados e focados em manter a nossa excelência de produtos e serviços”, aponta Ricardo, para depois complementar.

“Apesar de ainda existirem inúmeras variáveis por conta da pandemia, estamos ansiosos e abastecidos, esperando a retomada do mercado cervejeiro ainda neste ano”

Ricardo Negretto, diretor da Granobrew

Empresa voltada para a comercialização de insumos, a Granobrew nasceu em 2017 e hoje tem sede em Valinhos (SP), com filial em Curitiba. Seus produtos são distribuídos para todo o Brasil.

Corbion
Em informe enviado ao mercado, por sua vez, a Corbion reiterou ter finalizado suas operações da unidade de negócios Granobrew e destacou que, “com nosso posicionamento de desenvolvimento e comercialização de ingredientes e soluções para o mercado de alimentos, estaremos concentrando nossas atividades no core business reconhecido mundialmente”.

A multinacional holandesa também desejou sucesso à nova empreitada. “Aproveitamos para desejar sucesso aos novos proprietários da marca, que serão os responsáveis pelas atividades de comercialização e importação dos insumos do portfólio Granobrew”, diz a Corbion. “Reforçamos nosso compromisso e comprometimento na qualidade do atendimento aos nossos clientes e estamos à disposição para demais esclarecimentos.”


Cerveja e Gestão: Business Intelligence em cervejarias

Cerveja e Gestão: Business Intelligence em cervejarias


Como você tomaria decisões para gestão em cervejarias? Suas decisões são dirigidas por dados ou puramente guiadas pela experiência gerencial? Inevitavelmente, há pontos fortes e fracos em ambos os lados. Que tal discutir?!

Sabe-se que a cultura japonesa tem como filosofia profissional seguir o ponto de vista do gestor mais experiente. Portanto, em momentos de indecisões, os gestores com maior jornada profissional firmam a última palavra. Sob o ponto de vista gerencial, pode-se extrair inúmeros benefícios deste processo decisório, como: (a) gestores mais experientes possuem uma vasta trajetória profissional e utilizam sua bagagem de forma assertiva (por exemplo, mesmo decisões que signifiquem assumir falhas anteriores são tomadas sem procrastinação); (b) riscos de negócios podem ser reduzidos devido sua ampla visão estratégica, operacional e gerencial (gestores experientes geralmente foram técnicos altamente capacitados, que promovidos trazem consigo o olhar de quem sabe fazer para o processo decisório). 

Em contraste, a racionalidade humana é limitada e nenhum gestor tem 100% de certeza nas decisões estratégicas, e regras de bolso nem sempre são suficientes, independentemente do grau de complexidade exigido. Você já deve ter ouvido falar que no mundo VUCA (acrônimo trazido das organizações militares para representar a volatilidade, incerteza, complexidade e ambigüidade dos cenários) as decisões gerenciais normalmente remetem a variáveis que fogem do controle de gestores, reduzem a capacidade de predição e impõem necessidades de alternativas para estimativas mais aproximadas da realidade possível. Ao olhar suas metas de gestão de vendas e operações, você já conseguiu atingir 100% na previsão da demanda e sustentá-la a longo prazo? O quanto dessas decisões sobre gestão de vendas e operações envolvem variáveis ligadas ao comportamento humano e quantas podem ser automatizadas? Vamos refletir um pouco mais?

Há uma discussão muito forte no ambiente de negócios sobre como as decisões baseadas em dados podem  colaborar para as empresas. No Brasil, a Ambev está entre as cervejarias que têm aperfeiçoado as tomadas de decisões por meio deste processo. Com acesso a grandes bases de dados (Big Data) gerados, organizados e integrados por ela e seus parceiros, torna-se possível ser mais efetivo nas tomadas de decisões. 

Para ilustrar uma das situações complexas do segmento, como poderia uma cervejaria atender a diversos mercados com um amplo portfólio de rótulos efetivamente? A Brewdog disponibilizou recentemente acesso público a uma centena de fórmulas e tem buscado seu crescimento globalmente. Indubitavelmente, os gestores necessitam saber quais os rótulos que estão sendo mais demandados ao cruzar regiões, países, clientes, fatores climáticos, preferências e fatores competitivos (preço, entrega, pegada de carbono, etc). 

A Ambev utiliza grandes bases de dados para cruzar demanda e logística de distribuição de modo a reduzir custos operacionais. Agora, poderiam apenas os dados dirigir as decisões organizacionais? Certamente, não! Os dados nem sempre fornecem a direção exata, pois pode haver alguma subjetividade não observada nos dados, como, por exemplo, medições por meio de likes em redes sociais que podem conter vieses ou compras específicas de um cliente ou em uma região que possam ser uma referência fora do padrão (outlier). Logo, dificilmente os dados vão indicar tais subjetividades e podem ter suas fragilidades. 

Portanto, é mais prudente considerar decisões híbridas, baseadas tanto na experiência do gestor quanto no suporte de sistemas de informações. Se informações em tempo real são fornecidas, melhor ainda! Você pode se perguntar que dados são estes. Honestamente, todos possíveis e disponíveis de fontes confiáveis, sejam dados estruturados (provenientes de base de dados via SQL, IBGE, etc.) ou dados não estruturados (provenientes de redes sociais, análises de conteúdo, etc.). Isto quer dizer que podemos utilizar dados para gerenciar indicadores, assim como dados para predizer o futuro (ver matéria de Business Analytics aqui: https://guiadacervejabr.com/cerveja-gestao-business-analytics/). Ou, melhor ainda, utilizá-los concomitantemente. 

A inteligência de negócios é entendida como área de gestão e promoção de debates sobre decisões presentes baseadas no histórico de dados. Portanto, quanto vendeu no mercado X, Y, ou Z do produto A, B, ou C no último período, no trimestre anterior, ou neste mesmo trimestre do ano anterior? Considerando um aumento no consumo de X%, quanto vamos projetar de venda, produção, logística, estrutura administrativa, etc.? Ou, ainda, a demanda está abaixo do esperado no mercado, o que podemos fazer agora para ajustar esta curva e minimizar os custos operacionais – tendo em vista o cliente satisfatoriamente atendido e com o menor nível de estoque possível? 

Decisões como estas são rotineiras para quem trabalha com inteligência de negócios. Portanto, esta coluna indica a integração entre sistemas de informação e expertise gerencial como o caminho com menor risco e incertezas para as cervejarias. Mas como fazer isso, Alexandre e Marcelo? A resposta para esta questão depende de como é o seu negócio – tamanho, estrutura, necessidade, etc., bem como o que você está disposto a despender com investimentos na área. Então podemos ter em mente quatro níveis de maturidade:

Nível 1: Nenhum tipo de indicador ou inteligência de negócios. Neste nível, as empresas podem não gastar com aquisição, armazenagem e análise de dados, porém assumem um risco de decisões puramente baseadas na experiência gerencial. 

Nível 2: Inteligência de negócios baseada em planilhas. Aqui as empresas possuem um custo baixo de aquisição, armazenagem e análise de dados e já possuem algum nível de visibilidade baseado em dados, porém ainda muito incipiente. O excessivo trabalho manual ainda pode limitar a agilidade das decisões gerenciais.

Nível 3: Inteligência de negócios com uso de softwares especializados (e.g. Power BI, Tableau, SAP Analytics, Board, etc). Neste nível, as empresas podem se debruçar nos dados e explorar indicadores de mercado, operações, logística, finanças, recursos humanos, etc. Os custos com aquisição, armazenagem e análise de dados aumentam e os gestores são guiados por dados.

Nível 4: Softwares de Inteligência de negócios com Robotic process automation e ação gerencial. Este nível integra softwares de gestão de indicadores, automação na coleta, armazenagem e análise de dados (em ERP ou externo), e se complementa pela visão gerencial. Pode-se entender este nível como um arranjo tecnológico que fornece informações aos gestores em tempo real e facilita a tomada de decisões gerenciais – baseadas nos dados e experiência gerencial, de forma híbrida. Porém, os custos com aquisição, armazenagem e análise de dados aumentam significativamente.

Diante destes níveis de maturidade, o que devo fazer como gestor? Cabe avaliar sua necessidade e quanto está disposto a investir. Além da dificuldade de desenvolver pessoas para contar com uma equipe experiente de gestão, muitas empresas partem para a estratégia equivocada de tentativa e erro sem dados e evidências do mundo real para decidir. Já experimentou tomar decisões no escuro?! Melhor fugir disso enquanto ainda tiver tempo. A única decisão escura para nós é uma boa Stout!

Saúde!


Alexandre Luis Prim é professor das Faculdades Senac Blumenau, Saint Paul e Uniasselvi nas áreas de administração e supply chain. Assina também a coluna Marcelo Martins de Sá, doutor em administração e coordenador acadêmico na Saint Paul Escola de Negócios

Titobier cria ação para que público defina personagem brasileiro de sua cerveja

Reconhecida por combinar características de suas cervejas com personagens que fizeram história, a Titobier decidiu inovar ainda mais para o seu próximo lançamento, a Titobier Bohemian Pilsner: irá deixar o público escolher quem será o homenageado.

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A única exigência da cervejaria paulistana é de que o personagem seja brasileiro e tenha vivido até a década de 1920, com “uma biografia cujo legado impacta a história na sociedade como um todo ou em seu campo de atuação e que também sirva de exemplo e inspiração para a geração atual”.

As inscrições vão até 9 de agosto. Para participar, é preciso enviar uma sugestão de personagem por meio da landing page https://bit.ly/minhatitobier, com uma defesa da escolha em formato escrito ou em vídeo. Já a pré-seleção das inscrições será feita por uma comissão interna da Titobier.

“Desta seleção, cinco indicações e suas respectivas defesas serão colocadas em votação pelo público, que, enfim, decidirá pelo personagem que será estampado no rótulo. E o vencedor terá como prêmio um kit exclusivo com as cervejas do primeiro lote produzido da Titobier Bohemian Pilsner com o seu personagem escolhido”, explica Antonio Bicarato, um dos criadores e hoje proprietário da marca.

A Titobier informa, ainda, que serão desclassificas todas e quaisquer inscrições que tenham cunho racista, machista, antidemocrática e/ou ataques à comunidade LGBTQIA.

Cerveja de combate
Ao longo de sua trajetória, a Titobier já homenageou importantes personagens históricos, como Marx (com uma Red IPA), Trotsky (Red Ale), Rosa de Luxemburgo (Altbier), Goethe (Kölsch) e Thoreau (APA).

E, com a nova Bohemian Pilsner, além de homenagear um personagem brasileiro, a cervejaria busca um rótulo de “combate”, mirando o acesso a um público cada vez maior à cerveja artesanal. “Ela terá como apelo ser uma cerveja de combate para ampliar o acesso da marca junto ao público geral”, completa Bicarato.

Entrevista: ‘Entre logo no mercado cervejeiro para colher frutos no fim do ano’

Cada momento da atividade econômica demanda uma adaptação, seja nos de bonança ou naqueles de crise. Essa é uma das lições que o setor cervejeiro pode aprender com a pandemia do coronavírus, algo fundamental para a aguardada retomada sem restrições das operações, como destaca Bruno Lage, sócio-fundador da empresa de rótulos Label Sonic.

Em sua visão, o setor de cervejas artesanais certamente irá se beneficiar da demanda reprimida de eventos, encontros e consumo, especialmente a partir do fim de 2021, quando, espera-se, segundo Bruno Lage, parcela relevante da população brasileira estará imunizada contra o coronavírus e ansiosa para a retomada de atividades que eram corriqueiras pré-pandemia, como a ida frequente a bares e restaurantes.

Porém, com a experiência de quem atua diretamente para atender demandas de cervejarias, ele faz um alerta: só irá conseguir aproveitar esse aquecimento do mercado quem começar a pensar nesse momento favorável já a partir de agora. Assim, ele destaca que este é o período para a realização de investimentos, abertura de negócios e estabelecimentos e planejamento de estoques.

Para Bruno Lage, quem conseguiu sobreviver aos momentos mais complicados da pandemia, se tornou uma empresa mais completa, seja em portfólio, operação ou contato com o cliente. E certamente terá benefícios com essa vantagem competitiva quando se puder frequentar bares e restaurantes sem restrições.

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Confira as reflexões de Bruno Lage, sócio-fundador da Label Sonic, na entrevista abaixo ao Guia sobre o momento e o futuro do setor cervejeiro e as tendências para embalagens e rótulos: 

Após mais de um ano de pandemia, como enxerga o momento para o setor cervejeiro?  
Passado o primeiro impacto, tivemos meses bons, diante do cenário, e outros ruins. Foi muito inconstante. Primeiro foi preciso absorver o impacto. No segmento cervejeiro, muitos que estavam com o negócio voltado para o eventos, com a produção de chope, tiveram de se reestruturar para engarrafar, usar growlers e latas. Houve uma corrida muito grande para viabilizar isso, com embalagens e rótulos. Hoje, ainda faltam garrafas. À medida que houve esse acerto, surgiram ondas de demandas. O que vejo é que todos acharam novos caminhos, com novos canais, novas embalagens. E estão esperando a volta dos bares e restaurantes, com a diminuição das restrições. E aí vem os novos desafios.

Quais seriam esses novos desafios?
Vai faltar embalagem. A garrafa é um problema, porque isso não está estabilizado, com dificuldades de reposição. Então, é preciso se preparar para esses próximos eventos. Até o Natal, a vacinação terá avançado muito. E essa já é uma época de consumo maior. Imagine as festas de fim de ano depois de tanto tempo sem encontros, com restrições, ou mesmo o carnaval. Tem uma demanda reprimida e estressada. Nesse cenário, é preciso antecipar ao máximo a compra de embalagens e ter em estoque. Promete ser um fim de ano bombástico em termos de consumo

A pandemia veio acompanhada por uma grave crise financeira e um choque nas atividades de bares e restaurantes, grandes parceiros das cervejarias. Considera que isso deixará marcas e efeitos no setor mesmo ao fim da crise sanitária?
Com quem converso, vi pouca retração no lançamento de produtos. As cervejarias ampliaram o portfólio. O espírito cervejeiro de experimentar novos estilos, ir ao extremo, com variações, não foi abalado. O que, às vezes, reduziu foi a tiragem. Isso me dá esperança no futuro do mercado. Durante esse período, quem estava na ativa e seguiu, aumentou os canais e o portfólio. E agora vai colher os frutos.

Aqueles que lançaram novas marcas no mercado, já roeram o osso e passaram pelo mais difícil. E agora estão prontos para esse aumento de demanda. Quem quer se lançar no mercado, precisa fazer isso logo. Então, o recado que dou, é para que entrem logo no mercado, porque vai colher os frutos no fim do ano

Bruno Lage, sócio-fundador da Label Sonic

Na sua visão, o que da mudança na forma de consumo terá impacto no pós-pandemia sobre as empresas do segmento?
O movimento de beber em casa ficou mais forte, com atendimento da demanda, a ponto de você comprar um growler de cerveja de Santa Catarina em Belo Horizonte. E esse movimento se mantém, com encontros em casa. A minha visão é que o consumidor sempre quer ter uma cerveja em casa. Então, a lata e a garrafa ocupam essas demandas, dando espaço para diferentes embalagens. Quem passou por isso, tem mais canais de distribuição e também poderá escoar a sua produção nos eventos, voltando para o mercado em que atuava antes. 

A crise econômica provocada pela pandemia pode provocar uma concentração no segmento de cervejas artesanais?
Não creio em concentração agora. O que acontece é que há marcas mais estruturadas, com maior investimento, que são tidas como artesanais e continuam avançando no mercado. Mas quem gosta de cerveja artesanal, quer experimentar. Pode ter preferência por uma marca, mas o motor do mercado é essa experimentação. Tenho visto o ingresso de novatos no mercado. E isso não para tão cedo, nem vai parar. Isso não é só da cerveja artesanal, mas também do consumo gastronômico, da busca por novos cortes e carnes exóticas, e de bebidas, o que faz o gin, o uísque nacional e a cachaça crescerem. É a experiência do consumo. 

Quais embalagens e rotulagens ainda podem ser exploradas pelas cervejarias artesanais?
Temos um material que é pouquíssimo usado por cervejarias, o papel craft. Estou vendo que algumas pessoas, de cachaças mais caras, começaram a despertar para ele. E creio que seja viável para latas e para garrafas. Ele sempre foi pouco explorado para o segmento. Também penso em cortes diferentes dos rótulos para latas. Você não precisa cobrir 100% da lata – e fica mais barato e diferente. E mostra mais a lata para o consumidor. Os segmentos se viciam em formatos de comunicação iguais até que alguém tem um estalo. E aí começam a copiar. Falo com os clientes de rótulos para latas: ousem mais.

Saiba mais sobre a Label Sonic em nosso Guia do Mercado

Como a pandemia impactou a procura pelos serviços da Label Sonic? E o que vocês estão preparando para esse período de reaquecimento do setor?
A nossa rotuladora manual é um sucesso de vendas e tivemos um aumento durante a pandemia, muito pela aposta em mais embalagens durante a pandemia, por ter um funcionário dedicado a mais coisas ou pela dificuldade de contratar profissionais. Então, houve um aumento na demanda. Estamos com uma novidade que será lançada em breve, uma rotuladora semi-automática.

Cervejaria oferece chope grátis para quem se vacinar contra a Covid-19

A campanha pela vacinação contra a Covid-19 acaba de ganhar um interessante aliado na cidade de São Paulo. A partir desta terça-feira, a Soma Cervejaria oferece um chope gratuito para quem cumprir o calendário de vacinação determinado pelo governo estadual.

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Segundo detalha a cervejaria, localizada no bairro de Moema e que está completando um ano de aniversário em julho, um half pint (250ml) será oferecido a quem tomou a primeira dose e um pint (500ml) a quem se vacinou com dose única ou recebeu a segunda dose.

O estilo do chope artesanal, por sua vez, será selecionado pelo estabelecimento mediante produção disponível no tap. E a promoção terá validade até a conclusão da etapa de vacinação da população acima de 18 anos na cidade de São Paulo ou mediante disponibilidade de produção diária da cervejaria.

Para receber o chope gratuito, é preciso passar no brewpub da Soma de terça a quinta-feira e apresentar comprovante de vacinação, além de documento de identidade pessoal.

Atualmente, a cervejaria trabalha com seis estilos clássicos sempre engatados no tap (American Pale Ale, Hop American Sour, Lager, New England IPA, Schwarzbier e Witbier) e outros estilos sazonais e colaborativos – neste mês de aniversário, por exemplo, é possível provar uma Russian Imperial Stout nas versões tradicional, com baunilha e com côco queimado.

A Soma Cervejaria está localizada na Avenida Miruna, 561, em São Paulo, e atende todas as orientações sanitárias contra a pandemia da Covid-19, a fim de proporcionar sempre um ambiente seguro.