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11 opções de delivery de cerveja artesanal em São Paulo para garantir diversificação

As restrições impostas ao funcionamento de bares, brewpubs e taphouses fizeram com que apreciadores de uma boa cerveja passassem a consumir praticamente só em casa – e os serviços de delivery, seja via aplicativos ou estabelecidos por conta própria, se espalharam pelas cidades. Mas a mudança repentina, por mais que represente desafios para cervejeiros e pontos de venda, permitiu que os consumidores buscassem novas opções. E, em São Paulo, não faltam boas alternativas de delivery de cerveja, das mais variadas marcas e estilos.

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O Guia separou nessa matéria dez ótimas opções de delivery de cerveja em São Paulo para quem gosta e valoriza a diversificação de sabores.

Confira, a seguir, 10 opções de delivery de cerveja em São Paulo.


Bamberg Express
Nascida em Votorantim e uma das mais tradicionais cervejarias artesanais do Estado, a Bamberg está presente em São Paulo com sua unidade Express Perdizes. Lá é possível comprar de growlers (R$ 18 o litro da Altbier e da Weizen da marca) até barris de chope (R$ 159 pelo barril da Pilsen).
Instagram: @bamberg_sp
Telefone: (11) 3672-4443


Cervejaria Nacional
Uma das pioneiras da cena paulistana, a Cervejaria Nacional mantém seu delivery a todo o vapor em seu brewpub em Pinheiros. Na carta, destaque para a IPA da casa, chamada Mula (R$ 24 no Delivery Direto e R$ 29 no iFood, Rappi e UberEats). A marca também oferece combos, como o Experiência Cervejeira 5 Litros, com Pilsen, Weiss, Amber Ale, Stout e uma sazonal de um estilo surpresa, que sai por R$ 97 (Delivery Direto) ou R$ 121 (iFood, Rappi e UberEats). Além dos apps, é possível pedir pelo site ou pelo telefone.
Telefone: (11) 3034-4318 


Cervejaria Taru
Inaugurado em dezembro de 2019, o brewpub agora trabalha com delivery e vendas no balcão. O destaque vai para o combo Taru Beers, com três latas de 473ml dos rótulos da casa (German Pils, Blond Ale e Oatmeal Stout) a R$ 45. A marca ainda oferece sua American IPA (R$ 18 a lata) e Weiss (R$ 17).
Endereço: Rua Clélia, 285 – Lapa
Instagram: @cervejataru
Telefone: (11) 98555-1188


Cervejoteca
Comandada pelo chef Ronaldo Rossi, a casa é um dos maiores pontos de referência da cultura cervejeira paulistana. Conta com uma das maiores cartas de cervejas do Brasil, que chega a ter entre 40 e 50 novidades todo mês.
Endereço: Rua Bartolomeu de Gusmão, 40, Vila Mariana
Instagram: @cervejoteca
Telefone: (11) 50846047


Delivery Cervejoca
Joca, o “Camelô do Chope” de São Paulo, oferece diversas marcas artesanais paulistas, sempre em pequenos growlers PET de 310ml. Tem combos, como o de seis mini-growlers de Oak Hop Lager por R$ 45. A compra se dá por WhatsApp.
Facebook: https://www.facebook.com/Cervejoca/
WhatsApp: (11) 95340-1771


Hops Craft Beer
A cervejaria e brewshop de Barueri atende por WhatsApp, comercializando insumos e rótulos de chope fresquinhos de boas cervejarias nacionais. As torneiras contam, hoje, com a Double IPA El Cherife da Juan Caloto, a NEIPA da Unicorn e a West Coast IPA Apogeu da La Caminera, entregues em growlers de 1 litro. Além do delivery, trabalha com take-away.
Endereço: Rua Marabá, 96, Barueri
WhatsApp: (11) 99790-2218


Jaysenberg
Localizada no bairro de Santa Cecília, região central da capital, a casa tem como inspiração a atmosfera do seriado Breaking Bad, e trabalha com chopes “cozinhados” no próprio local. Destaque para a Session IPA (R$ 24 o litro) e a Pilsen (R$ 12 por litro). Tem condições especiais para pagamentos em depósito e descontos para pedidos acima de R$ 100. Compras por WhatsApp ou mensagem nas redes sociais.
Instagram: @jays.enberg
Facebook: @jaysenbergcervejacomciencia
WhatsApp: (11) 97967-7113


Oak
A marca do bairro de Pinheiros trabalha com delivery de cerveja em glowlers PET e de barris. O destaque é para a seleção de IPAs da marca (Double IPA Carrasco, IPA Scarlet, IPA Mango e Session IPA), disponível em embalagens de 1, de 2,5 e de 10 litros.
Endereço: Rua Padre Carvalho 769 – Pinheiros
Telefone: (11) 4385-2712
WhatsApp: (11) 98117-0567


Sóchegá Brewhouse
Casa da Vila Romana, com entrega na região. Tem no cardápio apetitosas porções como o bolinho de arroz e o acarajé, e, nas taps, rótulos da casa como Cream Ale, Hibisco, Scottish e Weiss. Trabalha com combos de cerveja e petiscos, como a combinação de 3 garrafas de 300ml de Scottish e uma porção de bolinhos de feijoada por R$ 50.
Endereço: Rua Cláudio, 391 – Vila Romana
Instagram: @sochega_brewhouse
WhatsApp: (11) 97237-0088


VKS Brewhouse
A brewhouse na movimentada rua Joaquim Távora conta com dez torneiras de estilos diversos de marcas artesanais nacionais. Destaque para a sempre fresca Unicorn IPA (R$ 29 por litro, entregue em growler PET) e a Cacau IPA da paranaense Bodebrown (R$ 39 o litro). Atende por take-away, WhatsApp na região da Vila Mariana e pelo iFood.
Endereço: Rua Joaquim Távora, 1266
Instagram: @vksbeerhouse
WhatsApp: (11) 96929-2711


Capitão Barley
Com 7 anos de existência e experiência, o Capitão Barley se adaptou ao sistema de delivery e oferece chopes próprios e de outras cervejarias.  Além das bebidas, tem cardápio de sanduíches e porções para harmonizar com o chope vendido por litro no delivery ou take away (retirada).
Endereço: Rua Cotoxó, 516, Pompéia
Instagram: @capitaobarley
Telefone e WhatsApp: (11) 2609-9476

Caso Backer: Polícia conclui que falha em tanque causou contaminação e indicia 11

Depois de quatro meses de investigações, a Polícia Civil de Minas Gerais apresentou, nesta terça-feira, o relatório com suas conclusões sobre a contaminação de cervejas da Backer por dietilenoglicol. O documento afirmou que houve vazamento de substâncias tóxicas em um dos tanques de fermentação e indiciou 11 funcionários da cervejaria.

O relatório final, com as conclusões, foi apresentado pelo delegado responsável pelo caso, Flávio Grossi, e pelo superintendente de Polícia Técnico-Científica, o médico-legista Thales Bittencourt. Segundo eles, a investigação comprovou que houve uma falha na solda de um dos tanques da cervejaria, identificado como JB10.

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Esse problema, aponta a investigação, permitiu que o dietilenoglicol se misturasse à cerveja do tanque. Além do vazamento principal, outros pequenos pontos foram encontrados na bomba do chiller usado para resfriar o mosto. Segundo a polícia, a contaminação começou a acontecer em setembro de 2019, mesmo mês em que o tanque foi comprado pela Backer e instalado na fábrica.

Mesmo que a falha tenha acontecido em um equipamento comprado pela cervejaria de uma empresa terceira, a polícia mineira ressalta que as instruções de utilização, que constam nos manuais técnicos, trazem orientações para o uso de substâncias não-tóxicas na função de anticongelantes. Tal orientação, no entanto, não foi seguida pelos funcionários da cervejaria.

“O vazamento, fisicamente, ocorreu porque havia um furo no tanque no alinhamento da solda. Mas a questão a se destacar não é a ocorrência do vazamento: é o uso de uma substância tóxica dentro de uma planta fabril destinada à alimentação. Ela não poderia ocorrer. Se os manuais dos fabricantes fossem seguidos, não estaríamos aqui”, afirmou Grossi.

Indiciamentos
A polícia concluiu que não houve dolo por parte dos funcionários da cervejaria. “No início das investigações, como nós não podemos fechar hipóteses, havia até a possibilidade de contaminação dolosa para o aumento da produção, por exemplo, como havia também a possibilidade de contaminação por sabotagem. Conseguimos concluir que na verdade ocorreram crimes culposos no que tange a contaminação”, detalhou o delegado. “Foi um fato acidental, sem sombra de dúvida, mas passível de punição”.

Ao todo, 11 pessoas foram denunciadas, entre funcionários e sócios da Backer. A polícia não divulgou os nomes, mas revelou a função de cada um e os motivos dos indiciamentos. Os três sócios da cervejaria foram acusados por estocar, vender e não dar publicidade a um produto contaminado, enquanto seis responsáveis técnicos e o chefe de manutenção da Backer foram denunciados por homicídio culposo, lesão corporal culposa e contaminação de produto alimentício culposa.

Além deles, uma testemunha que mentiu nos depoimentos, segundo a polícia, acabou sendo indiciada por falso testemunho e obstrução de Justiça.

Os laudos técnicos feitos ao longo das investigações já foram entregues à Justiça e serão agora avaliados pelo Ministério Público. Haverá ainda uma outra investigação da polícia para apurar a forma como a Backer adquiria dietilenoglicol, que é uma substância tóxica.

A polícia informou também o número oficial de vítimas da contaminação. Na fase investigatória, as suspeitas chegaram a 42 pessoas, mas o processo foi concluído com 29 vítimas, sendo que 7 morreram e 22 sobreviveram.

“No decorrer das investigações, retiramos dez vítimas por fatores investigativos ou médicos. Ou o laudo descartava ou deixava em dúvida. Três vítimas não desejaram fazer testes de exames”, explicou o delegado.

O que diz a Backer
Em nota divulgada por sua assessoria de imprensa, a Backer afirmou que “irá honrar com todas as suas responsabilidades junto à Justiça, às vítimas e aos consumidores”. Quanto ao inquérito policial, a empresa diz que só se pronunciará publicamente após análise de seus advogados.

As famílias das vítimas também se manifestaram através de uma nota divulgada à imprensa e reclamaram da postura da cervejaria. “Mais de 30 (trinta) famílias continuam desamparadas, sem qualquer auxílio ou apoio da cervejaria Backer, que de maneira reiterada não cumpre com as determinações judiciais, encontrando os mais variados tipos de desculpas para se omitir de suas responsabilidades”, diz o comunicado.

Os efeitos da crise nas artesanais: Rótulos mais baratos e lenta retomada do consumo

Fortemente impactado pelo fechamento dos pontos de venda, como bares e restaurantes, o mercado de cervejas artesanais também vem sofrendo com a queda de renda dos consumidores, provocada pela crise econômica. Mas especialistas avaliam que o segmento irá se recuperar, voltando a crescer. Só que a reação será lenta e ocorrerá com adaptações, como a busca por rótulos mais baratos.

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A paralisação das atividades por causa da pandemia do coronavírus reduziu a renda de milhares de famílias e, consequentemente, os recursos disponíveis para consumo. E mesmo aqueles menos afetados no cenário atual mudaram os hábitos de compra por receio, para gastar menos.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelou que 12 milhões de pessoas terminaram o primeiro trimestre desempregadas. Estimativas apontam que, até o fim de junho, mais 5 milhões de pessoas terão perdido o emprego no país. Soma-se a isso a crise do mercado informal, onde 40 milhões de brasileiros trabalham e também estão sendo impactados pela redução dos ganhos. 

Segundo uma pesquisa feita em maio pela Confederação Nacional das Indústrias (CNI), 40% da população já sofreu perda de renda, total ou parcial, o que representa aproximadamente 85 milhões de brasileiros. 

Neste levantamento, 77% dos entrevistados disseram ter deixado de comprar produtos que estavam acostumados a consumir. Ou seja, mesmo quem não teve redução de rendimentos mudou seus hábitos para gastar menos. Já para 72%, o antigo padrão de consumo não será retomado após o fim da crise.

Mas a professora de varejo da Fundação Instituto de Administração (FIA), Patrícia Cotti, diz que nem sempre os cortes acontecem em itens não essenciais. Segundo ela, o isolamento social gera um efeito psicológico que faz com que as pessoas atribuam diferentes valores de necessidade aos produtos.

“Estudos demonstram o crescimento de itens como creme de avelã e leite condensado. Isto porque, diante da restrição e frustração pela perda da sensação de controle do futuro, as pessoas passam a se permitir em algumas questões”, aponta a professora da FIA.

Segundo Patrícia, o mesmo princípio pode ser aplicado às bebidas alcoólicas. “O número de vinhos vendidos em supermercados bate recordes, bem como o número de entregas de cervejas. O consumo ‘indoor’ deste tipo de produto cresce a passos largos”, diz a professora, referindo-se à venda de cervejas no geral, e não somente ao segmento de artesanais.

Retomada, ainda que lenta
Mas a limitação dos canais de venda faz com que a indústria de bebidas alcoólicas não consiga manter bons níveis de faturamento e produção. Segundo o IBGE, conforme mostrado pelo Guia, a fabricação de bebidas alcoólicas caiu 59% em abril. Em comparação com toda a atividade industrial brasileira, que retraiu 27,2%, a queda do setor de bebidas está ainda mais acentuada.

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E, mesmo com todo esse cenário adverso, a avaliação de especialistas é de que as cervejas artesanais voltarão a crescer após a crise. Há projeções mais otimistas, que esperam uma retomada ainda em 2020, enquanto outras consideram que o mercado voltará aos níveis anteriores à pandemia apenas no final de 2021.

Para o professor André Valle, coordenador do MBA de Gerenciamento de Projetos da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e proprietário da cervejaria Masterpiece, da cidade de Niterói, o consumidor ainda vai continuar optando pela qualidade das marcas artesanais.

Valle acredita que, quando os bares reabrirem, as pessoas irão consumir essas cervejas na mesma quantidade anterior à pandemia. “O paladar não retrocede, a pessoa que se acostuma a beber uma cerveja com mais qualidade não volta atrás”, avalia o coordenador da FGV.

Em sua visão, as pessoas voltarão rapidamente a frequentar os pontos de venda quando o isolamento acabar. “Baseado no que estamos vendo na Europa, com bares e restaurantes cheios na reabertura, eu acredito que aqui acontecerá a mesma coisa, guardadas as devidas proporções. As pessoas estão ávidas por sair”, diz Valle.

Rótulos mais baratos
Outras análises, contudo, consideram uma recuperação mais lenta. Para Alexandre Luis Prim, doutor em administração de empresas e professor dos programas de graduação e pós-graduação da Faculdade Senac Blumenau, Uniasselvi e Saint Paul, a pandemia deixará reflexos no comportamento dos consumidores pelos próximos dois anos, principalmente relacionados à confiança na economia.

“Ao não ter certeza sobre a renda e o futuro do mercado de trabalho, o consumidor poupa, ao menos em parte, os recursos financeiros. O mercado cervejeiro apresenta uma queda no consumo em consequência da pandemia, e uma forma de manter o consumo é optar por cervejas mais baratas”, avalia.

Alexandre, que também realiza pesquisas nas áreas de suprimentos e sobre a indústria 4.0, acredita que este impacto econômico entre os consumidores levará as cervejarias artesanais a criarem rótulos com preços mais competitivos, até mesmo revendo os insumos utilizados.

“Acredito que as artesanais possam criar alguma linha ´meio-termo’, equilibrando entre as premiums e mainstream como alternativa de manter um padrão ainda artesanal, porém com menor custo”, aponta o professor.

Além disso, a retomada do setor de artesanais tende a ser escalonada, podendo haver uma migração para as marcas “mainstream” por conta da crise. Porém, conforme a atividade econômica for se recuperando, o segmento voltará a crescer, segundo Alexandre.

Para ele, no entanto, a confiança do consumidor retornará somente no segundo semestre de 2021. “Boa parte das bolsas de valores do mundo já demonstram uma retomada no investimento. Acredito que os valores da bolsa fiquem muito próximo ao de antes da pandemia até final deste ano (no setor alimentício e bebidas), mas com repercusão nos negócios somente para 2021. Logo, a estabilidade econômica volta no segundo semestre de 2021, proporcionando maior segurança ao consumidor”, conclui Alexandre.

Quase paralisada, produção de bebidas alcoólicas retrai 59% em abril

A produção de bebidas alcoólicas praticamente parou em abril, o primeiro mês completo decorrido sob as medidas de isolamento social para evitar a propagação do coronavírus. A atividade do setor no país recuou 59,1% em relação ao mesmo período do ano anterior – em março, também havia apresentado queda brusca, de 20,9% -, de acordo com os dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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A redução se deu em um contexto de prolongamento da queda acentuada da produção industrial brasileira, que caiu 18,8% em abril, na comparação com o mês imediatamente anterior com ajuste sazonal. Em relação a abril de 2019, a retração foi de 27,2%, no sexto resultado negativo consecutivo. E a indústria também acumula queda de 8,2% no ano, juntamente com redução de 2,9% no acumulado dos últimos 12 meses.

Cenário ainda pior foi registrado pela indústria de bebidas alcoólicas. Além de cair 59,1% no mês, o setor ampliou a queda em 2020, agora em 17,6%. E passou a registrar desaceleração na fabricação no período de 12 meses, de 3,7%.

“O resultado de abril decorre, claramente, do número maior de paralisações das várias unidades produtivas, em diversos segmentos industriais, por conta da pandemia”, analisa o gerente da pesquisa, André Macedo.

“Março já tinha apresentado resultado negativo. Agora, em abril, vemos um espalhamento, com quedas de magnitudes históricas, de dois dígitos, em todas as categorias econômicas e em 22 das 26 atividades pesquisadas”, acrescenta o gerente do IBGE.

O cenário de encolhimento brutal da produção se repete na indústria de bebidas em geral. Houve redução de 50,7% no quarto mês do ano, com os dados também sendo negativos em 15,3% no somatório de 2020. Nos últimos 12 meses, a queda está em 2,8%.

O panorama de retração em abril se repetiu com a produção de bebidas não-alcoólicas: encolhimento de 40,7% na comparação com o mesmo período de 2019, sendo de 12,6% em relação aos quatro primeiros meses do ano passado. No acumulado dos últimos 12 meses, por sua vez, a redução está em 1,8%.

Menu degustação especial: 5 opções de presentes cervejeiros ao Dia dos Namorados

As cervejarias estão se preparando para o Dia dos Namorados mesmo em meio à pandemia. São boas opções de presentes de marcas conceituadas, como Bodebrown, Wonderland Brewery, Júpiter e Mestre-Cervejeiro. Confira, a seguir, 5 opções de presentes que tenham cerveja para o Dia dos Namorados.

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Amor da Bodebrown
A marca paranaense lançou neste final de semana a edição 2020 da Cerveja do Amor para o Dia dos Namorados. Trata-se de uma criação de Samuel Cavalcanti, fundador da Bodebrown, em uma homenagem à então namorada, Mônica, atualmente sua mulher, que reclamava de ele passar muito tempo na cervejaria. Ela tem como base uma Saison belga, levando adição de amoras, e apresenta uma coloração coral, além de médio amargor. “É uma cerveja para celebrar o amor em todas as suas formas”, comenta Cavalcanti. O rótulo traz um detalhe do quadro Píramo y Tisbe, que o pintor Pierre-Claude Gautherot produziu em 1799, inspirado no conto mitológico de Ovídio. Na lenda, um casal apaixonado marca um encontro proibido pelas suas famílias, próximo a uma fonte. Tisbe, ao se deparar com uma leoa, foge e deixa para trás o véu. Píramo encontra a peça da amada e, assustado ao pensar que ela tinha sido atacada pela leoa, saca a espada e fere seu próprio coração. Quando Tisbe o encontra morto, mata-se também. Os deuses, entristecidos pelo casal, decidem homenagear o puro amor de Tisbe e Píramo pintando a amoreira com a cor do sangue dos jovens apaixonados.

Kit da Júpiter
A cervejaria paulistana se uniu à Majucau para oferecer uma experiência de harmonização de cerveja com sobremesa para o Dia dos Namorados. Assim nasceu a Golias, uma Imperial Porter com 11% de álcool e maturada em bálsamo e amburana, acompanhada com barras de chocolate Dark Milk e 70% Cacau. O box fica completo com dois copos exclusivos em uma caixa personalizada – o valor do kit sai por R$ 146,62 e está disponível para compra na loja da Júpiter na internet. “A parceria com a Majucau tem tudo a ver com a Júpiter. A paixão da Mari e do Junior pelo chocolate é do mesmo tamanho que a minha paixão por cerveja. E a Golias ficou incrível com a barra de Dark Milk”, conta o mestre-cervejeiro da Júpiter, David Michelsohn.

Kits do Mestre
Pensando nos namorados que curtem a cultura cervejeira, a Mestre-Cervejeiro preparou algumas sugestões com presentes especiais. Entre os itens estão peças de vestuários, como camisetas e bonés, acessórios, abridores de garrafas, growlers e bolsas térmicas, além de copos e taças. Destaque, ainda, para os kits: o de 6 latas inclui 2 Modern IPAs, 2 Classic Witbiers e 2 Tropical Pale Ales; o Balde + 4 latas vem com 2 Double IPAs e 2 Summer Ales (American IPA), além de balde de gelo de acrílico transparente jateado; e, por fim, há o Bolsa Térmica Bons Amigos + Double Brown Ale Café + Tripel Wood-Aged.

Wonderland I
Cervejaria artesanal inspirada no universo de Alice no País das Maravilhas, a Wonderland Brewery criou o delivery de kits especiais para Dia dos Namorados. O presente traz duas garrafas (à escolha) e um conjunto de bolachas com os personagens da cervejaria, tudo dentro de uma caixa especial. “A história do País das Maravilhas é sobre a aventura e descoberta de um mundo novo, e pode ser interessante trilhar esta jornada ao lado de alguém especial. Como produto, nossas cervejas são aromáticas, ricas em sabor e muito versáteis. Cada estilo tem sua própria personalidade, e pode ser divertido descobrir quais são mais parecidas com a personalidade do(a) companheiro(a)”, afirma Chad Lewis, sócio da Wonderland Brewery. Para encomendar no Rio de Janeiro, acesse https://wonderlandrj.company.site/; em São Paulo, https://wonderlandsp.company.site/; e em Brasília, https://wonderlandbsb.company.site/. Para entrega em outras cidades, é possível fazer o pedido via WhatsApp (21 97348-2257).

Wonderland II
Além dos kits, a Wonderland Brewery se uniu à chef Andressa Cabral (Meza Bar) e à Kuke Gastronomia para organizar um jantar harmonizado que poderá ser preparado pelo próprio casal, com o suporte online de Andressa e do sommelier e fundador da Wonderland Brewery, Pedro Fraga. Todos os ingredientes serão selecionados pela Kuke Gastronomia e entregues em casa nas porções exatas para duas pessoas. O prato é um cuscuz com camarão e bacon, que harmoniza perfeitamente com a cerveja Mango Grin, uma encorpada Irish Red Ale com manga. Para garantir lugar na experiência, os interessados devem fazer a compra do jantar pelo site da Kuke Gastronomia (http://www.kuke.com.br/aula/) até 10 de junho.

Sambas, conversas e autenticidade: Como Teresa Cristina atraiu o patrocínio de uma cervejaria

Todo dia ela faz tudo sempre igual. Apoia o telefone celular em uma mesa, amparado por frascos de álcool gel, entra no Instagram às 22 horas, liga a câmera, abre um sorriso e inicia homenagens a artistas e discos históricos da música brasileira, temperadas pela sua marcante gargalhada. Assim, agrega aglomerações de ao menos 3 mil pessoas simultaneamente para suas transmissões, muitas delas personalidades conhecidas que aceitam o convite para dar uma “canja”. É desse jeito que tem sido a rotina de Teresa Cristina na quarentena no Rio, com a realização de lives que já se tornaram um marco no período de isolamento social. E lhe rendeu um patrocínio da Original.

O fenômeno que se transformou as lives de Teresa Cristina contrasta com a produção simples da transmissão, realizada na sua residência no bairro da Vila da Penha, na zona norte do Rio, e iniciada sem qualquer apoio. Para lidar com angústias e dores do isolamento social e do contexto político, a cantora começou as lives diárias e a transmissão de afeto e acolhimento em meados de março. E não deve parar tão cedo.

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As temáticas abordadas pelas lives, que costumam durar ao menos 3 horas, variam. Passam pela profundidade de comentários históricos sobre estilos musicais, especialmente o samba, com foco especial para a sua ancestralidade, em longas e aprofundadas conversas. Mas, também, por especificidades, como a carreira de algum cantor ou compositor, ou mesmo um disco destrinchado e cantado em ordem – Belchior, Dona Ivone Lara, João Gilberto, Rita Lee, Cazuza e Candeia foram alguns dos artistas lembrados. Destaque, ainda, para os assuntos fixos: quarta-feira é dia de temas de novela e sexta, de sambas-enredo.

Entre os cantores que já passaram pela live estão Caetano Veloso, Diogo Nogueira, Bebel Gilberto, Preta Gil e Roberta Sá. E o clima de informalidade dá o tom nas canjas, que lembram serenatas ou rodas de samba, a depender do estilo interpretado sempre à capela por Teresa Cristina.

A live também se tornou espaço para a apresentação de uma infinidade de músicos, que mostram a riqueza e a variedade musical brasileira, abraçados pela generosidade de Teresa Cristina. É o caso de artistas como o pianista Jonathan Ferr e a cantora Silvia Borba, atrações fixas das apresentações.

Mas a portelense Teresa Cristina, sempre ostentando o seu copo de cerveja personalizado do Vasco, não esquece o conturbado momento político. E, voz importante não só da música, mas também da resistência, defende causas como o adiamento do Enem e a não federalização da investigação sobre a morte da vereadora Marielle Franco.

Ainda há espaço para a paquera entre os convidados, principalmente através do chat, que já ganhou um apelido autoexplicativo – CrisTinder –, com a troca acelerada de mensagens e emojis.

Trata-se de um espaço essencialmente genuíno, sobretudo pela espontaneidade de Teresa, perceptível ao se emocionar com a inesperada aparição de personalidades como o ex-presidente Lula e Gilberto Gil, homenageado na última quinta-feira e que cantou e tocou violão da sua cama. Ou, mesmo, pelo seu lema, como em um estandarte: “minhas lives, minhas regras”. E, ainda, pela valorização da cultura oral, algo que lhe dá a forma para apresentar o conteúdo da história do samba e sua devoção a artistas que construíram o estilo musical.

Como se não fossem suficientes as lives diárias, Teresa ainda criou outra, chamada “Jovens Lives de Domingo”, transmitida em seu perfil no YouTube para que sua mãe Hilda, de 80 anos, pudesse cantar ao seu lado.

Essa ressignificação do sentimento de solidão provocado pela quarentena é, certamente, um dos pontos altos de uma carreira iniciada no fim dos anos 1990 no Bar Semente, no bairro da Lapa, no Rio, em uma reinvenção de uma artista mulher e negra com mais de 20 anos de carreira.

Patrocínio da Original
Todo esse processo de arqueologia cultural resultaria, por fim, em um patrocínio. No sábado passado, Teresa Cristina realizou uma live apoiada pela cerveja Original no YouTube, em uma estratégia para ampliar a relação entre a marca e o samba.

“Teresa Cristina é uma artista completa, que representa muito bem esse estilo musical e possui uma autenticidade que a faz ser reconhecida como uma das melhores sambistas de sua geração”, justifica Aline Fernandes, gerente de marketing da Cerveja Original.

Até a última sexta-feira, a transmissão da live já havia sido assistida por 243 mil pessoas. Uma audiência que acompanhou a ligação entre o comportamento despojado de Teresa Cristina, com o intimismo que tem construído com o seu público durante a quarentena. E a viu se conectar com a marca da Original, em uma interessante estratégia de marketing para a cervejaria.

“Teresa Cristina sempre se destacou por sua espontaneidade e por sua proximidade com pessoas. E ela tem demonstrado isso em suas lives no Instagram. Tudo isso se conecta diretamente com os propósitos da cerveja Original”, analisa Aline.

“Assim como ela faz com o seu público, nós temos incentivado as pessoas a viverem por uma vida mais Original. Com o patrocínio às lives de samba queremos levar aos nossos consumidores a nossa paixão por esse estilo musical e convidá-los a compartilhar as melhores coisas da vida”, acrescenta a gerente de marketing.

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Se as lives têm sido uma das marcas do período de isolamento social no Brasil, as cervejarias vêm aproveitando esses eventos para se associarem a artistas que carregam características que se aproximam das marcas. Como mostra o patrocínio à Teresa, a aposta da Original está no samba e no pagode.

A marca, assim, tem promovido diversas transmissões que buscam reproduzir o clima das tradicionais rodas, reunindo artistas como os grupos Pixote, Molejo e Revelação, além dos cantores Belo, Xande de Pilares, Dudu Nobre e Perícles nas suas lives.

“A cerveja Original sempre foi conhecida por sua longa tradição nos bares e, neste momento de distanciamento social e isolamento, vimos a oportunidade de falar com os nossos consumidores de uma maneira diferente da qual estávamos acostumados, por meio dos artistas do samba e de suas lives”, explica Aline, apontando a força do samba – e de artistas como Teresa – como fundamental para reforçar a ligação da música com a cervejaria.

“Queremos promover essa conexão entre pessoas e os músicos e, ao mesmo tempo, fazer um convite para que o público assuma sua própria originalidade. Encontramos a forma perfeita de apoiar um estilo musical e aqueles que estão envolvidos com ele, sempre com o objetivo de levar entretenimento para o público nesse momento de pandemia, quando todos devem seguir em casa”, conclui a gerente de marketing da Original.

Lives da Rota RJ abordam história e futuro de cervejarias da Serra

A região serrana do Rio de Janeiro, um dos mais tradicionais centros cervejeiros do país, sempre teve no turismo uma de suas principais atrações. Agora, como a interação com o público está limitada por causa da pandemia do coronavírus, a Rota Cervejeira RJ recorreu ao universo digital para manter essa proximidade, produzindo uma série de lives denominada “Por dentro da Rota”.

Os encontros acontecem às segundas, quartas e sextas-feiras dos meses de junho e julho, às 21 horas, com um bate-papo com representantes de 24 cervejarias de todos os portes de Petrópolis, Teresópolis, Nova Friburgo, Guapimirim e Cachoeiras de Macacu. E a transmissão se dá pelo perfil no Instagram da Rota Cervejeira RJ.

O primeiro encontro, realizado na última quarta-feira, teve a participação de Maurício Almeida, sócio da cervejaria Rota Imperial. Para a última das lives deste mês, no dia 30, a cervejaria Favre Braum é a convidada. E a atração desta sexta-feira será Gabriel Thuler, proprietário da Alpendorf.

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As conversas contarão a história de cada uma das cervejarias, suas principais características e potenciais turísticos (visitas, produtos, etc.). Além disso, o papo vai abordar os planos de cada marca e sua preparação para a retomada do movimento de turistas e consumidores, como a adoção de medidas de segurança e mudanças de procedimentos de higienização.

“Todas as lives ficam gravadas no IGTV do Instagram. Desta forma, mesmo quem não puder acompanhar as conversas com nossos cervejeiros, poderá obter informações sobre as cervejarias e o beer tour da Rota quando quiser”, lembra Ana Pampillón, coordenadora da Rota Cervejeira RJ.

A iniciativa da série de lives é da Rota Cervejeira RJ, que conta com o apoio voluntário da Agência Convés na produção e divulgação do conteúdo.

Confira abaixo as datas das lives neste mês de junho:

3/6 – Rota Imperial
5/6 – Alpendorf
8/6 – Colonus
10/6 – Pontal
12/6 – Mad Brew
15/6 – Grupo Petrópolis
17/6 – Doutor Duranz
19/6 – Brewpoint
22/6 – Brassaria Matriz
24/6 – Madame Machado
26/6 – Tortuga Craft Beer
30/6 – Favre Baum

Balcão da Matisse: A cerveja e a arte egípcia

Balcão da Matisse: A cerveja e a arte egípcia

No Egito antigo, o estado de embriaguez provocado pelo consumo de bebida alcoólica era considerado uma forma de permitir a comunicação com uma divindade ou com os mortos. Por isso, além do consumo social, em determinados eventos, os participantes bebiam em excesso para atingir um estado alterado de consciência que permitiria tal conexão.

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A cena acima, encontrada na tumba do faraó Thutmose III (1479 a.C. – 1425 a.C.), mostra uma garota servindo bebida a duas convidadas. Interessante observar que ela está com as costas voltadas para o espectador, uma posição pouco usual na arte egípcia. A inscrição diz: “Tenha um dia feliz!”

A cerveja era um alimento básico no Egito antigo, consumida por todos e em todas as idades, desde o faraó até as classes sociais mais baixas. Pinturas encontradas no interior de tumbas revelam que a cerveja era considerada importante também para os mortos.

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A pintura acima mostra Hori em sua refeição funerária. E a mesa repleta é uma oferta de todas as coisas boas e puras para o espírito de Osíris Hori. As ofertas incluem três pães brancos, um corte de carne e vários vegetais. Sob a mesa, há dois potes selados de cerveja. A cena foi pintada em um lençol de linho que provavelmente era uma mortalha colocada sobre o caixão de Hori (texto extraído do Metropolitan Museum of Art).

A figura ao lado, de aproximadamente 2.600 anos antes de Cristo, mostra o método de produção de cerveja utilizado na época, em que uma mistura de cereais e pães fermentados era prensada em uma peneira para eliminar o excesso de resíduos. Esse tipo de imagem, mostrando homens e mulheres produzindo cerveja, é recorrente na arte do antigo Egito, revelando a importância que a cerveja tinha para essa sociedade.

Muitos egiptólogos e cervejeiros têm trabalhado juntos para tentar recriar o processo que os antigos egípcios usavam para produzir cerveja. Obras de arte, resíduos em jarros e hieróglifos contendo receitas de cerveja têm servido a esse nobre propósito de trazer para os dias atuais essa bebida tão apreciada milênios atrás. Não se espera obviamente que as técnicas sejam melhores que as atuais, mas talvez um pequeno detalhe ou um ingrediente especial que era adicionado possa trazer algo de extraordinário.

A Scottish & Newcastle Brewery, antes de ser adquirida pela Heineken, trabalhou junto com a Egypt Exploration Society para recriar uma cerveja que, provavelmente, seria reconhecida pelos antigos faraós, a Tutankhamun Ale. O processo de fabricação foi descoberto em meados dos anos 1990 pelos egiptólogos Barry Kemp e Delwen Samuel, que escavaram o local da vila de trabalhadores e da cervejaria real afiliada à rainha Nefertiti.

É pouco provável que você encontre uma garrafa de Tutankhamun Ale por aí, pois as mil garrafas produzidas foram vendidas em um leilão. Mas é bom saber que a Dogfish Head também pesquisou ingredientes e tradições descritos nos hieróglifos egípcios para recriar uma cápsula líquida do tempo, chamada Ta Henket. Ela é vendida como souvenir para turistas no Egito e provavelmente pode ser encontrada na rede Dogfish Head.


Mario Jorge Lima é engenheiro químico e sócio-fundador da Cervejaria Matisse

7 ações para a retomada das atividades com segurança na indústria de bebidas

Com vários estados planejando ou ao menos avaliando a possibilidade de reabertura de diversos setores da economia, muitos segmentos também se preparam para retomar as atividades. Só que não se trata simplesmente de reabrir as empresas. Afinal, vários cuidados deverão ser tomados e medidas de higiene que não existiam antes farão parte da nova realidade. Ou seja, será necessária uma grande readaptação. Não é diferente para a indústria de bebidas.

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Para ajudar nessa retomada, a Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) elaborou o Guia de Orientações para a Retomada Segura das Atividades Industriais com sugestões para empresas de diversos segmentos, como as de bebidas. A ideia é de que se consiga prevenir os riscos de propagação do coronavírus.

“O Guia oferece diretrizes para a volta da produtividade plena com a preservação de empregos e a construção de um novo ambiente, seguindo sempre as determinações das autoridades em relação ao isolamento”, afirma o presidente da Firjan, Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira.

Vale destacar que a indústria de alimentação e bebidas foi incluída pelo presidente Jair Bolsonaro em decreto como atividade essencial, o que a desobrigou de paralisar as operações durante a pandemia. Ainda assim, diversas empresas do setor cervejeiro optaram por pausar os trabalhos ou ao menos realizá-los com escala reduzida, adotando restrições.

O documento é baseado em informações da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e nas recomendações feitas pela Organização Mundial de Saúde (OMS), além de um conjunto de medidas adotadas pelo governo brasileiro e das orientações gerais para os empregadores com base nas indicações da Subsecretaria de Inspeção do Trabalho (SIT), do Ministério da Economia.

As orientações incluem medidas para o setor de alimentos e bebidas, como avaliar a possibilidade de utilização de barreiras físicas de materiais impermeáveis entre trabalhadores e também evitar trabalho em linhas de produção próximas e paralelas.

“Distanciamento, uso de máscaras, monitoramento de temperatura diária de funcionários e questionários sobre o estado de saúde dos trabalhadores são medidas das quais o setor não pode abrir mão para a retomada segura das atividades”, aponta Marcus Rumen, presidente do Sindicato Intermunicipal das Indústrias de Bebidas em Geral do Estado do Rio de Janeiro (Sindibebi).

Confira, a seguir, as 7 principais ações para preparar equipes e ambientes de trabalho visando a retomada das atividades:

1- Fornecer máscaras de proteção e exigir o uso para todos os trabalhadores;

2- Prover produtos de higiene e assepsia aos funcionários, destinando, para isso, locais específicos dentro da empresa;

3- Rever todos os processos de limpeza, incluindo procedimentos de desinfecção de superfícies e ferramentas com maior frequência;

4- Fazer limpeza e manutenção dos sistemas de ar condicionado evitando a recirculação;

5- Fomentar o distanciamento entre as pessoas, revendo layouts e reorganizando turnos de trabalho;

6- Monitoramento contínuo da temperatura corporal e das condições de saúde de todos os trabalhadores para identificar pessoas sintomáticas;

7- Estabelecer canais eficientes de comunicação para orientações aos funcionários.

Concorrido mercado de aplicativos de delivery ganha opção que promete inovar o setor

As medidas de isolamento social frearam a circulação das pessoas e têm alterado o modo de consumo da população. Com a circulação restrita, a aquisição de produtos de modo digital se tornou rotina e tendência. Não é diferente para o setor de alimentação e bebidas, incluindo o cervejeiro, com as empresas tendo de se adaptar a esse novo cenário, apostando no delivery para se manterem ativas e financeiramente viáveis. Para isso, foi preciso associar o fornecimento de seus produtos a aplicativos como iFood, Uber Eats, Rappi e Delivery Direto.

Assim, nesse momento, há uma concorrência dupla. Em princípio, aquela tradicional, que envolve a preferência por um rótulo de cerveja, com preço, estilo e sabor fazendo a diferença no momento da escolha. Mas, na sequência, a influência sobre a tomada de decisão foi acrescida pelas possibilidades de acesso ao produto. Por isso, tornou-se crucial para a empresa fazer a escolha sobre como vai atingir o público. E há variadas plataformas disponíveis no mercado. 

Nesse cenário em que o contato se tornou digital, um diferencial para quem precisa concorrer em uma modalidade para a qual todos estão mais atentos é contar com o próprio aplicativo para pedidos. Uma possibilidade que se tornou real pelo Delivery Direto e que promete inovar o setor com preço fixo e maior possibilidade de fidelização.

Empresas interessadas em conhecer o produto em busca de uma parceria podem fazê-lo neste link

“A grande vantagem da plataforma própria é a possibilidade de trabalhar a fidelização dos clientes de perto, mantendo uma grande proximidade com eles. Isso é fundamental para que as estratégias de venda da cervejaria sejam colocadas em prática com eficiência”, avalia Allan Panossian Kajimoto, CEO do Delivery Direto, em entrevista ao Guia.

Nascido em 2016 pelas mãos dos mesmos criadores do Guia Kekanto, o Delivery Direto passou a fazer parte do Grupo Locaweb em setembro de 2019. E uma outra mudança relevante para a empresa se deu agora, com a crise do coronavírus e a consolidação de uma base de cerca de 1.800 clientes.

Afinal, se antes a sua relação de clientes estava concentrada em restaurantes, agora passou também a atender outros tipos de serviços, como o cervejeiro. “No mercado cervejeiro atendemos desde cervejarias artesanais, com produção em menor escala, até redes com uma cartela extensa de produtos”, afirma o CEO da desenvolvedora de aplicativos. 

Identidade própria
Como destaca o executivo, a identidade personalizada é uma das grandes inovações que o Delivery Direto pode trazer para o mercado cervejeiro, pois permite a adesão de empresas de diferentes portes ao desenvolvedor de aplicativos.

“Nossos clientes são tanto empresas de pequeno e médio porte, que querem ter uma identidade mais personalizada, quanto redes e franquias que veem no app próprio uma forma de manter o contato próximo com o cliente. Como nosso produto é facilmente customizado, a adaptação de cervejarias, bares e brewpubs é bem rápida e depende principalmente das necessidades específicas de cada um dos negócios”, argumenta Kajimoto.

Além de ter o diferencial de ser um desenvolvedor de soluções, o Delivery Direto possui a vantagem de não cobrar uma participação no valor das vendas. Isso dá ao empreendedor a possibilidade de adotar preços mais competitivos e ter um faturamento maior com o aumento do número de pedidos. E, também, como cobra apenas uma mensalidade fixa, o aplicativo facilita o planejamento financeiro como destaca o CEO da empresa.

“Nós não cobramos comissões por pedido. Trabalhamos com um modelo de mensalidades que tem um teto máximo, portanto o negócio pode aumentar seu faturamento sem ter que se preocupar com o valor que pagará para nós”, explica o executivo. 

Parceria e funcionalidades
A parceria, contudo, não se encerra com a criação do aplicativo desenvolvido de acordo com a identidade do cliente. Afinal, o Delivery Direto também dá ao empreendedor a liberdade de customizá-lo. E presta auxílio para que sejam feitas as adaptações que considerarem necessárias.

Allan Kajimoto, CEO do Delivery Direto

“O administrador da loja consegue alterar o catálogo de produtos, a área de entrega, a identidade visual com muita facilidade, além de fazer divulgação automática para a base de clientes cadastrada”, detalha Panossian Kajimoto. “Um dos pontos importantes é o suporte que prestamos aos nossos clientes, acompanhando-os desde o primeiro dia no Delivery Direto, auxiliando-os com as melhores práticas de configuração da plataforma, divulgação e vendas online.”

Para o cliente, por sua vez, há recursos que agilizam a realização do pedido e facilitam a organização da cervejaria na preparação e entrega dos seus produtos. “Outro aspecto que conta muito para a experiência do cliente final são funcionalidades como agendamento de pedidos e a opção de refazer a última compra com um só clique”, comenta o CEO.

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A ideia, assim, é que cada parceiro se concentre no que faz de melhor: o Delivery Direto desenvolve o aplicativo para o bar, restaurante ou cervejaria, com a marca do próprio negócio, que fica responsável pelo atendimento direto ao consumidor final.

“A nossa postura foi sempre de acompanhar as necessidades dos empreendedores, criando soluções que se adequassem tanto aos negócios quanto aos clientes finais e permitindo que eles se dedicassem ao que sabem fazer de melhor, que é atender o cliente com qualidade”, explica Kajimoto.

Reação nas vendas
Uma das empresas do setor que buscou o Delivery Direto como solução diante da indisponibilidade de vender sua produção em bares durante a pandemia do coronavírus foi a cervejaria paulistana Avós.

Para Junior Bottura, sócio-fundador da marca, a comunicação direta com o consumidor – através de um aplicativo próprio – foi um diferencial importante para minimizar a distância dos clientes. E isso a ajudou a minimizar a perda das receitas durante esse período.

“O Delivery Direto permitiu uma reação muito rápida do nosso negócio. Implementamos o portal em poucas horas e conseguimos, de certa forma, suprir parte da queda de faturamento”, garante Junior.

“A relação com os consumidores ficou mais próxima e a comunicação mais direta através das ferramentas que nos são disponibilizadas. Hoje conseguimos entregar cervejas frescas, geladas e growlers envasados na hora do pedido e o morador da cidade de São Paulo recebe em questão de minutos o que pediu”, finaliza o sócio-fundador da Avós. 

Para mais informações sobre o Delivery Direto, é só clicar aqui.