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Prorrogação da validade de barris para pubs britânicos coloca Heineken em polêmica

A permissão de reabertura dos pubs britânicos foi seguida por uma polêmica entre uma grande multinacional do setor e os comerciantes locais. Assim que passaram a receber os barris de cerveja da Heineken, os empreendedores a criticaram por estender a data de validade registrada nos recipientes.

O fato chama ainda mais atenção pois, em junho, com o prolongamento das restrições ao funcionamento de pubs, a British Beer & Pub Association (associação que representa os pubs e cervejarias do Reino Unido) articulou uma campanha para flexibilizar as regras de descarte de bebida fora da data de validade, ajudando os pubs a se livrarem da cerveja vencida – e também pleiteando a devolução do imposto pago por ela.

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“Tenho clientes que passaram dias descartando 30 barris de cerveja e, quando receberam sua primeira entrega na semana passada, a data original de validade era anterior à dos que foram descartados”, afirma uma fonte envolvida na cadeia de fornecimento à revista The Grocer.

A diretriz dizia que, excepcionalmente durante a pandemia de Covid-19, não era necessário o testemunho de um representante da cervejaria no momento do descarte. A iniciativa foi apoiada pelas grandes empresas do setor, como AB Inbev, Coors, Carlsberg e a própria Heineken.

Em resposta, a Heineken ressaltou que a cerveja que estocada era de qualidade e sem qualquer risco para o consumo. “A cerveja em barril que temos em nosso estoque foi mantida em condições ótimas e foi analisada em comparação a amostras de referência para termos certeza de que ainda está em seu máximo de qualidade”, afirma a companhia.

“Sabemos que nossas bebidas em barril são tão estáveis quanto as engarrafadas e enlatadas, que têm validade estipulada de mais de um ano. Estamos sendo bastante transparentes sobre a extensão da data de validade de nossos barris”, acrescenta a Heineken.

Segundo a companhia, 95% dos barris costumam retornar vazios à fábrica para serem limpos e reabastecidos em, no máximo, três semanas – portanto a data de validade nunca teria sido alvo de discussão ou preocupação. Mas ela admite que o cenário advindo da pandemia pode ter alterado, em parte, esse cenário.

“A data nos barris ajuda os revendedores em suas estratégias para girar o estoque, e isso funcionou por anos. Dadas as circunstâncias atuais, precisamos reavaliar”, afirma a companhia.

Mas para James Calder, chefe-executivo da Society of Independent Brewers (SIBA), entidade que representa as cervejarias independentes do país, a remarcação da data de validade não é uma medida apropriada para garantir a confiança dos consumidores no produto.

“Se as cervejarias globais estão remarcando barris antigos com novas datas de vencimento, isso significa uma imensa quebra de confiança em relação aos donos de pubs aos consumidores”, aponta Calder.

(Com Inside Beer e The Grocer)

Balcão do Advogado: E o caso Helles, hein?

Balcão do Advogado: E o caso Helles, hein?

Já se passou mais de um ano desde o início do afamado “caso Helles”. A indagação do título é uma das frases que mais ouço sempre que o assunto gira em torno de registro de marca, por isso acredito que seja importante voltarmos a falar sobre esse processo judicial, seus desdobramentos e o que mudou um ano depois.

Contextualização
Para quem não acompanhou, eis um breve resumo. A cervejaria Fassbier, de Caxias do Sul (RS), depositou o estilo de cerveja alemão Helles como marca nominativa no INPI, o Instituto Nacional da Propriedade Industrial, em 2004. O registro da marca foi concedido à cervejaria em 2007 e renovado por mais dez anos em 2017.

Em abril de 2019, a Fassbier enviou notificações extrajudiciais a algumas cervejarias do Rio Grande do Sul que produzem o estilo Helles, solicitando que as cervejarias cessassem a utilização da “marca Helles” e indenizassem a cervejaria “proprietária” da marca pelo seu “uso indevido”.

No dia 10 de junho de 2019, a cervejaria de Caxias do Sul ajuizou “ação para proibição de ato ilícito cumulada com reparação de danos” contra a cervejaria Abadessa, na qual postula a proibição da comercialização de seu rótulo com a “marca Helles”, além de pleitear danos materiais e morais.

Ainda no ano passado, em despacho proferido no processo em 27 de junho pela juíza da 4ª Vara Cível de Caxias do Sul, o pedido liminar da Fassbier foi acolhido, determinando que a Abadessa se abstenha de comercializar cervejas com a “marca Helles”, sob pena de multa diária por descumprimento.

A Abadessa cumpriu a decisão judicial até ter o seu recurso de agravo de instrumento acolhido pela 6ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, em dezembro de 2019, quando lhe foi permitido continuar fabricando e comercializando a cerveja estilo Helles.

O que mudou?
Desde o último texto sobre o caso, a grande mudança ocorreu com o referido provimento do recurso da Cervejaria Abadessa, que possibilitou a venda da sua cerveja Helles novamente. A Fassbier ainda recorre dessa decisão, tendo em vista que houve divergência entre os desembargadores que julgaram o agravo de instrumento.

Será necessário aguardar o trânsito em julgado do agravo de instrumento da Abadessa para que seja proferida sentença no processo originário, promovido pela Fassbier.

No âmbito do INPI, a cervejaria de Caxias do Sul pediu a nulidade das marcas Raimundos Helles, da cervejaria Bamberg, que haviam sido concedidas pelo instituto. Os pedidos de nulidade da Fassbier foram indeferidos no dia 7 de julho de 2020, o que sela um precedente importantíssimo para o mercado, já que, através dessa decisão, o INPI deixa claro que o entendimento do órgão é de que cervejarias não podem se apropriar de estilos de cerveja através do registro de marca.

Esse precedente também pode ser importante para o deslinde do processo judicial referido acima, porquanto essa demanda ainda está pendente de julgamento, e o precedente do INPI pode auxiliar na fundamentação da improcedência do pleito da Fassbier.

Novos casos
Uma pergunta latente no meio cervejeiro é se novos casos semelhantes a esse (concessão de registro de marca de estilo de cerveja pelo INPI) ocorreriam nos dias de hoje. O pedido de registro do estilo Baltic Porter ajuda a responder esse questionamento.

Nesse processo de registro, depositado no final de 2018, o INPI indeferiu o pedido de registro em julho de 2019, argumentando que a marca é constituída por “Baltic Porter” sem suficiente forma distintiva, irregistrável de acordo com o inciso VI do Art 124 da LPI.

Art. 124 – Não são registráveis como marca:

VI – sinal de caráter genérico, necessário, comum, vulgar ou simplesmente descritivo, quando tiver relação com o produto ou serviço a distinguir, ou aquele empregado comumente para designar uma característica do produto ou serviço, quanto à natureza, nacionalidade, peso, valor, qualidade e época de produção ou de prestação do serviço, salvo quando revestidos de suficiente forma distintiva;

Conclusões
A constante busca pela profissionalização do mercado cervejeiro, aliada ao maior interesse e reconhecimento da importância do registro de marcas, tende a inibir novos depósitos de estilos de cerveja como marcas próprias no INPI. Além disso, ao que parece, o instituto está mais atento aos pedidos de registro que designam cerveja na classe 32.

Bem assim, o precedente gerado pela decisão que indeferiu os pedidos de nulidade da Fassbier é de extrema importância para o mercado, uma vez que começa a derrubar a dúvida instaurada anteriormente pelo próprio órgão sobre o registro de estilos de cerveja, deixando claro que a mera titularidade do registro de um estilo não confere ao proprietário da marca o direito de impedir que outros utilizem o nome do estilo no rótulo e/ou comercializem esse estilo da bebida.

Cabe às cervejarias também o papel de fiscalizar novos registros nocivos ao mercado, haja vista que não podemos cobrar que os analistas do INPI, que avaliam pedidos de registro de todos os tipos de produtos e de serviços, sejam “mestres em estilos de cerveja”.

Contudo, seria interessante algum tipo de integração ou troca de informações entre as associações de cerveja, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e o INPI, a fim de evitar novos casos como o do estilo Helles.


André Lopes, sócio do escritório Lopes, Verdi & Távora Advogados, é criador do site Advogado Cervejeiro

Flexibilidade e adaptação: As vantagens da terceirização na indústria cervejeira

Momentos de crise, como o atual, demandam inventividade, decisões rápidas e poder de adaptação. No mercado cervejeiro, que viu parcela relevante do segmento ter suas atividades paralisadas, além de ter encarado a dificuldade de escoar a produção, foi preciso rever estratégias para manter as finanças saudáveis. Para isso, a terceirização de atividades pode ser uma alternativa interessante para os gestores empresariais prosseguirem com a operação ativa.

Também conhecida pelo termo em inglês de outsourcing, a terceirização dá a oportunidade de deixar a realização das atividades-meio para outras empresas, permitindo a concentração de investimentos – como tempo, pessoal e recursos – naquele que é o foco principal.

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Especialistas que defendem a terceirização apontam que a estratégia de subcontratação permite a redução da estrutura operacional, algo enfrentado por muitas empresas do setor cervejeiro durante esse período de crise. E que essa é uma medida efetiva para redução de custos, provocando uma imediata economia. Além disso, pode permitir a desburocratização de algumas tarefas.

“Subcontratar serviços pode aumentar significativamente a rentabilidade da contratante por várias causas. O mais notável deles é a maior disponibilização de especialistas e tecnologias que não existem na organização sem necessidade de grandes gastos, com maior controle dos custos”, afirmam Michel Gervasoni e Patrícia Lopes, sócios da M&P Facility Services.

Além disso, há a perspectiva de que as empresas possam acessar novos mercados a partir do momento em que terceirizam algumas tarefas. “As organizações poderão construir uma estrutura que as tornem mais flexíveis e adaptáveis ao dinamismo característico do mercado atual”, apontam os especialistas da M&P.

Essa necessidade de entender o novo cenário do setor cervejeiro e moldar o negócio a esse modelo recém-surgido também traz algum risco para quem decide empreender em uma área diferente da usual. Nesse sentido, além de permitir a aceleração dessas iniciativas, a terceirização minimiza os efeitos de um eventual passo errado.

“Muitas vezes, o outsourcing vem para atender a uma necessidade ou demanda bastante pontual. Isso faz com que seja mais prático contratar um outsourcing do que criar um novo departamento para executar tal função”, analisam Michel e Patricia, reforçando que a terceirização acelera o acesso das empresas a novos campos de investimento.

Busca por soluções
Embora tenha como foco o fornecimento de serviços direcionados a eventos, a M&P é um exemplo de empresa que se adaptou à crise do coronavírus. Com experiência de atuação em vários segmentos, ela tem diversificado suas operações.

“Não somente no setor cervejeiro, mas em todos os tipos de segmentos, fornecendo mão-de-obra capacitada no âmbito de Facility & Premisses de evento ou empresa”, detalham Michel e Patrícia.

“Nós aplicamos nosso expertise no ato da contratação/parceria com nosso cliente, estudamos os dados estruturais do estabelecimento e destinamos a melhor solução profissional para atender esta demanda, sempre específica ao cliente”, concluem os sócios da M&P.

Caso Backer: Nova morte eleva número de vítimas fatais para dez

Três dias depois da confirmação da nona morte causada por intoxicação após a ingestão de cervejas contaminadas da Backer por dietilenoglicol, a Polícia Civil de Minas Gerais confirmou mais um falecimento neste sábado, elevando para dez o número de vítimas fatais.

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Marco Aurélio Gonçalves Cotta, de 65 anos, passou sete meses internado no Hospital Mater Dei, em Belo Horizonte, teve oito paradas cardiorrespitatórias e estava há 40 dias em coma.

Segundo a família da vítima, Cotta consumiu a bebida durante as festas de final de ano, em dezembro de 2019. No começo de julho, o estado de coma do aposentado já havia sido classificado como irreversível.

A Backer informou que não vai comentar a décima morte atribuída ao consumo de um rótulo contaminado da Belorizontina.

Inquérito concluído
Segundo a Polícia Civil, a vítima já fazia parte do inquérito policial remetido à Justiça. A atuação, neste momento, compete ao Ministério Público de Minas Gerais.

A investigação apontou que diversos lotes de diferentes rótulos produzidos pela Backer foram contaminados por monoetilenoglicol e dietilenoglicol, substâncias tóxicas utilizadas em sistemas de refrigeração.

Os peritos encontraram vazamentos que permitiram o contato das substâncias com a cerveja nos tanques de fermentação. Além do vazamento principal, outros pequenos pontos foram descobertos na bomba do chiller usado para resfriar o mosto.

O inquérito da Polícia Civil, concluído em junho, contabilizou 29 vítimas intoxicadas desde setembro de 2019, quando a contaminação começou a acontecer, mesmo mês em que o tanque foi comprado pela Backer e instalado na fábrica.

Os sócios da empresa foram acusados por estocar, vender e não dar publicidade a um produto contaminado, enquanto seis responsáveis técnicos e o chefe de manutenção da Backer foram denunciados por homicídio culposo, lesão corporal culposa e contaminação de produto alimentício culposa.

Artigo: A Cerveja e a Besta, por Cilene Saorin

Por Cilene Saorin*

As cervejas, os vinhos e os hidroméis são as primeiras bebidas alcoólicas fermentadas da história da humanidade a oferecer experiências de elevação do estado de consciência. E isso sempre foi associado ao divino ou ao profano, a depender da perspectiva.

Desde tempos remotos, as mulheres eram responsáveis pelas produções de cerveja e recebiam muitas vezes julgamentos antagônicos: ora santa, ora bruxa.

(…)

Hildegard von Bingen (1098-1179) foi uma monja beneditina alemã que dedicou toda sua vida ao preceito Ora Et Labora. Quando não rezava, estudava. Do Labora, muitos estudos e manuscritos relacionados à botânica e à medicina humana. Dentre suas descobertas, o lúpulo é apresentado como uma poderosa flor que, se utilizada em receitas, seria capaz de estender “a vida” das cervejas da época. Recomendação lida e seguida por muitos ao longo da história, sendo particularmente acatada – quase 400 anos depois – na conhecida Lei de Pureza em 1516 (Reinheitsgebot).

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Hildegard foi visionária – e não apenas no tema que nos acerca. Com inteligência transversal, também transitava pela poesia e pela música. Compôs obras dramáticas (quase operísticas) e cantatas (registros melódicos, não-instrumentais). Finalmente, ela também foi filósofa e seus pensamentos sugeriam reflexões de igualdade entre homens e mulheres.

Hildegard foi uma mulher feminista em pleno século XII.

(…)

As alewives eram mulheres casadas (ou não, na verdade) que produziam e vendiam cervejas na Inglaterra medieval, do século XIV ao XVIII. Tornaram-se também muito conhecidas como as bruxas da Idade Média.

Nada se conhecia concretamente sobre os processos de fermentação em tempos medievais. (O conceito de leveduras e seus metabolismos viria apenas no final do século XIX, com os estudos de Louis Pasteur e Emil Christian Hansen).

A produção de cervejas era a alquimia dada por intuição e capacidade lógica. As mulheres dominavam as técnicas de produção e eram tidas como pessoas de poderes ocultos. Elaboravam cervejas com excelência e, por essa razão, passaram a garantir suas independências.

Que tamanha ameaça seria a independência… Trataram, assim, de instaurar a fase “caça às bruxas”. Todas queimadas na fogueira.

(…)

No século XIX, os homens já tomavam a cena de maneira impositiva em todos os campos de atuação: nas cervejas, nos vinhos, na gastronomia, na literatura, na música…

A imposição social é uma violência. Ao longo da história, quantos talentos foram e estão sendo perdidos por conta do ridículo vórtex social que insiste em demarcar saberes e quereres? Não pode ser. Só pode assim. Não pode estar. Só pode aqui. Não pode amar. Só mesmo morrer.

Em pleno século XXI, muitos homens ainda não se relacionam bem com mulheres ocupando diferentes esferas de poder com liberdade, beleza, dinheiro e competência. O feminismo é um movimento importante para garantir igualdade de direitos. Os direitos de ser, estar, ir e vir. Da mesma forma, outros movimentos de minorias de direitos confluem por esta mesma causa.

O machismo, o racismo, a homofobia, a transfobia, a xenofobia e outros tantos cabrestos: até quando, caricatos?

É bem próprio da natureza humana sentir-se inseguro diante da perda do protagonismo. Nessas horas, é preciso olhar com cuidado os inimigos de dentro. Os piores são os inimigos de dentro. E são muitos: vaidade, prepotência, ignorância, ganância, inveja, recalque. Não há nada mais patético do que responder à perda do protagonismo com agressão física, moral ou psicológica. É a infantilidade adulta. É a perversidade da besta.

Em uma sociedade inteligente e civilizada, compartilhar protagonismo é um exercício de maturidade e generosidade.

Somos uma grande fauna como humanidade. Se é muito difícil ser humano e respeitar a diversidade, talvez estudar alguns dados estatísticos demográficos possa ajudar a convencer de que não há outro caminho. A atitude inclusiva e o respeito à pluralidade nos farão aproveitar melhor as oportunidades da vida e dos negócios. E atenção: o êxito pede verdade. Um discurso falso cai por terra e é devastador.

A luta é longa. A vida é curta. A inteligência salva. O feminismo salva. O antirracismo salva. O amor livre salva. A fé livre salva. A ciência salva. Por gentileza, aprendamos isso definitivamente.

(…)

Sobre a cerveja que rega meus pensamentos neste momento:

O folclore brasileiro é fonte de inspiração para os nomes das diferentes proposições da Cervejaria Nacional. A “assustadora” Mula (Sem Cabeça) é pura exuberância, em um dos estilos de cerveja mais populares do mundo: American India Pale Ale (também chamado American IPA). As cores estampadas em seu desenho sugerem a cor quente castanho-avermelhada desta cerveja. As notas cítricas-frutadas (especialmente, maracujá) tomam a frente, seguido de um toque doce-caramelado. É a dança dos lúpulos e dos maltes, antes e depois do gole. Um final de boca seco e convidativo, marcado por um amargor ligeiramente adstringente. Uma versão fiel ao estilo: tropical, refrescante e instigante.

Notas de serviço: Um copo ou uma taça são sempre bem-vindos para melhor apreciação. Este particular estilo, perfumado de lúpulos, perde exuberância no tempo. Sendo assim: tanto mais fresca, tanto melhor. Uns goles de água intercalados aos desta cerveja também caem bem, já que a força alcoólica é algo atrevida. Cuidem-se e saúde!


Cilene Saorin é sommelière, mestre-cervejeira e diretora da Doemens Akademie no Brasil

12 opções de delivery em SP para continuar bebendo boas cervejas artesanais em casa

Mesmo com a volta tímida das atividades nos bares, brewpubs e taprooms de São Paulo, uma coisa é certa: durante a pandemia, o delivery conquistou seu lugar nos hábitos de consumo do público cervejeiro.

Os apreciadores de uma boa cerveja já se acostumaram e passaram a gostar de receber chope fresquinho e gelado em casa. A modalidade também é uma maneira de explorar novas e ótimas opções de estilos e marcas artesanais, entre as inúmeras opções disponíveis na capital paulista.

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Confira 12 opções de delivery de cerveja artesanal em São Paulo, alguns deles com ótimos descontos para leitores do Guia.


Cervejaria Avós
Orgulhosa de sua origem na Vila Ipojuca, a Avós tem como principal característica trabalhar estilos Lager com muita criatividade. Os destaques são para Hoppy Lager (R$ 30/l), In Concert (R$ 35/l), além de opções em lata, como a Small Lager (R$ 14 a lata de 355ml) e packs promocionais. Menu e pedidos pelo Delivery Direto da casa.
Endereço: Rua Croata 703 – Vila Ipojuca


Cervejaria Oak
Desde 2011 na cena paulistana, a marca do bairro de Pinheiros trabalha com delivery de cerveja em growlers PET e de barris. Em sua base cervejeira, conta com 16 torneiras, que vão de seus tradicionais chopes Lager e Hop Lager até os mais encorpados, como o Double IPA e o West Coast IPA. OS pedidos são pelo Delivery Direto, ou podem ser retirados no local.
Endereço: Rua Padre Carvalho 769 – Pinheiros
WhatsApp: (11) 98117-0567

Desconto de 15% até dia 5 de agosto com o cupom OAKBIERNOGUIA


Cervejaria Tarantino
Marca dona da maior fábrica de cerveja da cidade de São Paulo, na zona norte, a Tarantino é uma referência na promoção de eventos e, agora, no delivery. De suas torneiras saem a ZN Lager (R$ 25/l), Witbier (R$ 29/l), Urban Saison (R$ 34/l), Miracle IPA (R$ 39/l) e American Blond Ale (R$ 25/l). Pedidos pelo Delivery Direto da casa.
Endereço: Rua Miguel Nelson Bechara, 316 – Limão

Desconto de 10% com o cupom TARANTINONOGUIA, válido até 30 de julho em valores já promocionais.


Cervejaria Taru
Inaugurado em dezembro de 2019, esse brewpub de São Paulo agora trabalha com delivery e vendas no balcão. O destaque vai para o combo Taru-3 Pack, com três latas de 473ml dos rótulos da casa (German Pils, Blond Ale e Oatmeal Stout) a R$ 45. A cervejaria ainda promove o Brinde pela Vida, que doa metade do lucro das vendas de sua Blond Ale, por R$ 15, para a ONG SP Contra o Coronavírus.
Endereço: Rua Clélia, 285 – Lapa
Instagram: @cervejataru
Telefone: (11) 97084-2332


Hops Craft Beer
A cervejaria e brewshop de Barueri comercializa insumos e rótulos de chope fresquinhos de boas cervejarias nacionais. O destaque vai para a APA própria do bar (R$ 27 por litro) e para a recém-chegada Green Cow IPA da Cervejaria Seasons. Os hambúrgueres artesanais também são uma atração e fazem sucesso por lá. É possível consultar o cardápio pelo site.
Endereço: Rua Marabá, 96 – Barueri
WhatsApp: (11) 99790-2218

10% de desconto na primeira compra (até 31 de julho) com o cupom HOPSNOGUIA.


Imperador Lupulus 
A casa, na Vila Romana, tem oito torneiras que revezam principalmente boas marcas paulistas e garantem sempre uma boa opção de Pilsen, uma de Weiss e uma de IPA. Atualmente estão engatados rótulos da Berggren, Doktor Bräu, Dortmund e Schornstein. Seu amplo menu de lanches e porções tem sanduíches de costela bovina ou de porco desfiadas em baguete artesanal com maionese e temperos da casa.
Endereço: Rua Caio Graco 386 – Vila Romana
Telefone: (11) 3862-4476

Desconto de 50% na compra do 2º litro de Weiss ou Pilsen com o cupom IMPERADORNOGUIA


La Caminera
A cervejaria cigana La Caminera tem seu taproom em uma agradável praça de Santana, na zona norte da capital. Destaques para a El Dorado APA (R$ 35 o litro), a Ponte West Coast IPA colaborativa com a Cervejaria Central (R$ 35 pelo growler de 1 litro), a Apogeu West Coast IPA, uma colaborativa com a Cervejaria Satélite (R$ 46), e a Jangadeiro NEIPA, com avaliação 4,24 no Untappd (R$ 46). 
Endereço: Praça Dr. Antônio Mercado, 34 – Santana
WhatsApp: (11) 97483-3434

Desconto de 5% para compras via transferência bancária (até 31 de julho) com o cupom CAMINERANOGUIA


Los Compadres
A cervejaria Los Compadres conta com 20 torneiras de rótulos próprios – também disponíveis em garrafa – em sua loja de Atibaia (SP). Trabalha com os sistemas delivery e take away todos os dias, tanto em sua cidade natal quanto na capital. Destaque para as promoções de chope duplo com novos estilos toda semana: a American Lager sai por R$ 13,50 por litro. Entrega em Atibaia pelo iFood e Alfred, e em São Paulo pelo WhatsApp.
Endereço: Alameda Lucas Nogueira Garcez, 2634 – Atibaia
Telefone: (11) 3402-8762

10% de desconto (exceto produtos já em promoção) até dia 5 de agosto com o cupom COMPADRESNOGUIA


Tap Station
A loja e growler station de Moema entrega em toda a cidade e mantém um cardápio de respeito, com diversas opções da Brooklyn, como a East IPA e a New England IPA Yankee (ambas a R$ 44,90/l), além de cervejas da Maniacs, como a Bohemian Pilsner 41 Pils (R$ 34,90/l) e a IPA (R$ 37,90/l). Confira no site o menu completo e as opções de delivery.
Endereço: Alameda dos Nhambiquaras 1547 – Moema


Trilha Cervejaria
A ousada cervejaria artesanal paulistana trabalha com lotes pequenos, tendo o objetivo de oferecer a cerveja mais fresca possível. Assim, a casa tem sempre novidades para quem busca se surpreender. Hoje, seus destaques no cardápio são a American IPA Melonrise, a Pilsen Pils! e a Imperial Stout Pão de Mel.
Endereço: Rua Apinajés, 137 – Pompeia
Telefone: (11) 4329-0193


VKS Beerhouse
O taproom na tradicional rua Joaquim Távora, na Vila Mariana, conta com dez torneiras de estilos diversos de marcas artesanais nacionais. Destaque para a sempre fresca Cacau IPA da paranaense Bodebrown (R$ 42/l), a Irish Red Ale da Cevada Pura (R$ 37/l) e a Lager Coruja Viva (R$ 32/l). O cardápio tem ainda ótimas porções, como bolinho de tapioca e coxinhas. Atende por take-away e WhatsApp.
Endereço: Rua Joaquim Távora, 1266 – Vila Mariana
WhatsApp: (11) 96929-2711


X Craft Beer
A cervejaria está trabalhando com preços promocionais e frete grátis para até 5km de distância em compras acima de R$ 60. São oito torneiras com os rótulos da casa, como os lançamentos Dry Stout The Darkest Star (R$ 18,20/l), a Pumpkin Ale Panic Attack (R$ 40/l) e a tradicional SP Lager (R$ 18/l). Menu completo e opções de delivery no site da marca.
Endereço: Rua Julia Santos Paiva Rio, 126 – Vila Santana
WhatsApp: (11) 98096-4170


Caso Backer: Morre nona vítima por consumo de cervejas contaminadas

O consumo de cervejas contaminadas da marca Backer resultou em uma nona morte por intoxicação. José Osvaldo de Faria, de 66 anos, faleceu na última quarta-feira, após passar mais de 500 dias internado no Hospital Madre Teresa, em Belo Horizonte.

Faria havia ingerido cervejas da Backer em fevereiro. Ele apresentou sintomas associados à síndrome nefroneural, como dores, paralisia facial, embaçamento ou perda da visão, paralisia motora, entre outros. Então, foi internado no hospital, tendo permanecido em tratamento no local.

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“Está cego, não mexe as pernas, não fala, perdeu os rins, faz diálise todos os dias. Ele está em um estado deplorável”, afirmara a empresária Eliana Reis Faria, esposa de José Osvaldo, em vídeo divulgado dias antes da morte do seu marido pelo consumo de cerveja contaminada da Backer.

O vídeo de Eliana era uma crítica à decisão do desembargador Luciano Pinto, que, um dia antes de se aposentar, em caráter liminar, decretou a redução do bloqueio dos bens dos donos do grupo da cervejaria de R$ 50 milhões para R$ 5 milhões.

No inquérito da Polícia Civil de Minas Gerais, concluído em junho, os três sócios da empresa foram acusados por estocar, vender e não dar publicidade a um produto contaminado, enquanto seis responsáveis técnicos e o chefe de manutenção da Backer foram denunciados por homicídio culposo, lesão corporal culposa e contaminação de produto alimentício culposa.

A investigação apontou que diversos lotes de diferentes marcas de cerveja produzidas pela Backer foram contaminadas por monoetilenoglicol e o dietilenoglicol, substâncias tóxicas utilizadas em sistemas de refrigeração devido a suas propriedades anticongelantes. Os peritos encontraram vazamentos em equipamentos por onde as substâncias entraram em contato com a cerveja, nos tanques de fermentação.

Além do vazamento principal, outros pequenos pontos foram descobertos na bomba do chiller usado para resfriar o mosto. Segundo a polícia, a contaminação começou a acontecer em setembro de 2019, mesmo mês em que o tanque foi comprado pela Backer e instalado na fábrica.

Inicialmente, ao concluir o inquérito, a Polícia Civil contabilizou 29 vítimas intoxicadas pelas substâncias encontradas na bebida, com sete mortes – uma oitava estava em investigação, sendo posteriormente confirmada. Agora, então, chegou a nove o número de óbitos provocados pelo consumo de rótulos contaminados da fabricante mineira.

Stella Artois lança versão sem glúten com foco na alimentação saudável

Seja por restrições alimentares ou pela dieta adotada, os produtos com glúten estão fora da rotina alimentar de parcela relevante da população brasileira. Com o pensamento voltado para esse público, a Ambev lançou a Stella Artois Sem Glúten, a nova versão da conhecida cerveja belga.

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O rótulo sem a presença da proteína está disponível em pontos de venda no Rio de Janeiro e em Belo Horizonte. A previsão é de que chegue em agosto a São Paulo e até o final do ano nas demais localidades. E também já pode ser adquirido pelo site do Empório da Cerveja.

De acordo com levantamento feito pela Nielsen em 2019, mais de 1/3 dos consumidores de cerveja (34%) levam a saudabilidade em consideração no momento de se alimentar. É esse público que a Ambev espera alcançar com a Stella Artois Sem Glúten.

“Com Stella Artois Sem Glúten queremos democratizar o acesso a uma cerveja sem glúten, trazendo mais gente para os momentos de interação e comemoração – mesmo que atualmente isso só esteja acontecendo virtualmente – e participando de novas experiências na vida das pessoas”, afirma Bruna Buás, diretora de marketing de Stella Artois no Brasil.

Já a escolha por produtos que não tenham glúten em busca de uma dieta mais saudável é a opção de 26% da população brasileira, segundo pesquisa de 2016 da Nielsen. A Stella Artois, então, acredita que há uma tendência de comportamento e consumo a ser alcançado pelo seu rótulo sem glúten.

“Costumamos dizer que Stella é uma marca sofisticadamente simples, porque pensamos nos pequenos detalhes para tornar todo momento especial. O consumidor quer ter cada vez mais opções de escolha e nosso papel é trazer isso, entendendo essas necessidades e criando novas receitas”, acrescenta Bruna.

Além disso, existe uma parcela da população que é intolerante ao glúten: 7% dos brasileiros são celíacos. E, agora, eles podem consumir uma cerveja com álcool. Inclusive, a promessa da Stella Artois é de que o rótulo possui sabor semelhante ao do tradicional, como explica um dos mestres cervejeiros envolvidos na criação do produto.

“Conseguimos chegar a uma versão sem glúten dessa cerveja puro malte por meio da aplicação de uma tecnologia no processo de produção, o que nos ajudou a preservar o sabor e todas as características da versão original de modo que a bebida seja considerada um produto sem glúten de acordo com a legislação brasileira”, conta Alexandre Levy, mestre cervejeiro da Ambev e um dos responsáveis pela inovação.

Premiado sommelier lança clube para geeks e iniciantes; Leitor do Guia tem desconto

Mesmo em meio à pandemia, uma ótima notícia chegou ao mercado: o premiado sommelier Luís Celso Jr., do Bar do Celso, está lançando seu próprio clube de assinatura de cervejas artesanais. Trata-se do Clube BarDoCelso, focado em produtos de alta qualidade e pensado para todos os tipos de cervejeiros, seja o consumidor iniciante nesse mundo, o entusiasta ou o “geek”.

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Para isso, o clube do Celso trabalhará com três categorias distintas: Beer Basics, Beer Hunter e Beer News, cada uma delas composta mensalmente por dois rótulos diferentes (totalizando de 660ml a 1,3 litro de cerveja, conforme as embalagens dos fabricantes) e acesso ilimitado a área de sócios do BarDoCelso.com, que trará conteúdos exclusivos em texto e vídeo. Nesse primeiro momento, a operação será feita apenas na cidade de São Paulo para testes dessa que é considerada a “versão beta” do clube.

“É construindo. E queremos fazer isso junto com nossos clientes, entendendo seus gostos e desejos. Fica aqui o convite para todos participarem”, aponta Celso sobre o clube. “Essa é uma das melhores formas de explorar novas experiências, recebendo novas cervejas todos os meses no conforto do lar. É algo que tanto iniciantes quanto entusiastas ou experts podem curtir, desde que uma boa curadoria seja feita.”

A categoria Beer Basics (R$ 49/mês) trará cervejas indispensáveis, clássicas ou fiéis representantes dos seus estilos – nesse primeiro mês serão a mundialmente famosa Fuller’s London Pride, uma Special Bitter inglesa, e a norte-americana Brooklyn Black Chocolate Stout, uma Russian Imperial Stout. Como brinde pela estreia do projeto, quem assinar em julho leva uma toalha de mão importada da Fuller’s London Pride.

Já a Beer Hunter (R$ 69/mês) apostará em cervejas difíceis de achar, locais ou de pequena distribuição. São “tesouros”, segundo Celso, frutos de caçadas que muitas vezes levam horas de pesquisa, degustações e até viagens. Em julho duas cervejas de Curitiba marcam presença: Ignorus Mutum Cavalo, a American IPA que conquistou o paladar dos paranaenses; e uma cerveja colaborativa e limitada da Joy Project Brewing em parceria com a Ignorus chamada Battle Juicy, uma Double NE IPA.

A Seleção Beer News (R$ 89/mês), por sua vez, é focada em novidades e lançamentos. Para a estreia, também como brinde, serão três cervejas na caixa. As escolhidas são da série Rebellion da Maniacs Brewing, também de Curitiba, todas de estilos belgas e maturadas em barris de madeira: Vielle Garde, uma Saison em barris de carvalho francês que anteriormente continham vinho; Noire, uma Dark Strong Ale em barris de carvalho norte-americano; e Twin Oaks, uma Dubbel maturada parte em barris de carvalho norte-americano e parte em barris de carvalho francês usado para vinho.

Os preços são promocionais, com desconto de R$ 10/mês para cada seleção até o fim do ano. E, para o leitor do Guia, haverá desconto de mais 10% nos três primeiros meses. Basta usar o cupom GUIADACERVEJA até 31/07.

E, para garantir a qualidade das cervejas, um estoque refrigerado foi montado para armazenar os produtos enquanto estiverem esperando o envio. Todas as remessas, aliás, serão enviadas juntas em um mesmo período: os primeiros sete dias do mês. “A ideia aqui é melhorar o frete, ninguém quer gastar dinheiro com isso. Queremos investir em cerveja. Dessa forma conseguimos um preço fixo e acessível para toda a capital de São Paulo. Mais barato que muito delivery”, conta Celso. O frete fixo é de R$ 15.

Serviço
Clube BarDoCelso.com: https://bardocelso.com/clube-bardocelso
Beer Basics: De R$ 59 por R$ 49/mês até dezembro
Beer Hunter: De R$ 79 por R$ 69/mês até dezembro
Beer News: De R$ 99 por R$ 89/mês até dezembro
Cupom de Desconto: GUIADACERVEJA, com 10% nos 3 primeiros meses
E-mail: atendimento@bardocelso.com
Telefone e WhatsApp Business: (11) 2539-1771

Entenda em 8 tópicos como a Covid-19 modificou o consumo cervejeiro

Há cerca de quatro meses, em 11 de março, a Organização Mundial da Saúde (OMS) decretou que a Covid-19 havia se transformado em uma pandemia, por causa do aumento do número de casos e da disseminação global da doença. No Brasil, os efeitos são sentidos desde então, com mais de 74 mil mortes. O problema sanitário do coronavírus também alterou rotinas e modalidades de negócios, sendo absorvido no ato de consumo de cerveja.

Nas últimas semanas, o Guia preparou uma série de matérias para entender e avaliar o novo cenário advindo da crise. A pandemia do coronavírus levou instantaneamente o consumo para dentro das residências e reforçou a preocupação com os riscos da relação entre saúde mental e uso abusivo do álcool.

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A partir de um certo momento foi possível vislumbrar a volta das atividades, ainda que seja impossível prever quando o setor cervejeiro poderá funcionar sem restrições – e se é que isso acontecerá algum dia, ao menos no curto prazo.

De qualquer forma, tendências começaram a se desenhar. Entre elas, a necessidade de cuidados com a definição dos preços dos rótulos, em função da crise econômica. E, principalmente, a adoção de rigorosas medidas de higiene para minimizar os riscos de propagação da doença e permitir aos bares a reconquista da confiança dos clientes.

Confira, abaixo, em oito tópicos, como se modificou o consumo cervejeiro nesse período da pandemia do coronavírus.

1- Uso da tecnologia pelos clientes
Nunca houve antes uma demanda tão grande das pessoas por encontrar aquilo que precisam de maneira digital, com a explosão das vendas pelo sistema de delivery. Além disso, a tecnologia ajudou no consumo de bebidas – como a cerveja – estimulado pelos encontros online, o substituto possível e responsável para festas e bares.

2- Investimento em tecnologia
Essa demanda dos clientes criou novos desafios para bares, restaurantes e cervejarias. Os estabelecimentos precisaram rever os processos de atendimento, reforçando as iniciativas online, além de adotarem novas tecnologias para minimizar o contato físico quando foi/será possível reabrir as casas.

3- Consumo engajado
Para muitos consumidores, a preferência por comprar de empresas que possuem atuação social, com ações de solidariedade e sustentabilidade, não é algo novo. Mas o número de pessoas que aderiu a marcas com esse engajamento cresceu exponencialmente durante a pandemia.

4- A importância do consumo consciente
A adoção repentina das medidas de isolamento com a chegada do coronavírus reforçou a preocupação sobre como as bebidas alcoólicas podem gerar problemas de saúde e sociais para as pessoas quando consumidas em excesso, especialmente em um período em que o abalo psicológico foi crescente. Assim, ganhou força a ideia de consumo consciente do álcool como o “novo normal”.

5- Volta lenta do consumo
A avaliação de analistas é de que a recuperação do consumo será lenta. Especialistas ouvidos pelo Guia apontaram que a pandemia deixará reflexos no comportamento das pessoas por um período relevante, principalmente relacionados à confiança na economia.

6- Rótulos mais baratos
Para não encolher em um período de recessão e desemprego, as cervejarias, especialmente as artesanais, precisarão ser muito cuidadosas com a política de preços. Afinal, ao não ter certeza sobre a renda e o futuro do mercado de trabalho, o consumidor poupa recursos financeiros. E uma forma de manter o consumo é optar por cervejas mais baratas.

7- Foco na higiene
Ainda que com muitas restrições, bares e restaurantes começam a retomar o funcionamento. E isso se dá com adaptações no atendimento, além da adoção de rígidas normas de higiene, algo que já era recorrente em função da segurança alimentar para evitar a contaminação dos produtos – e agora se tornou preocupação ainda maior.

8- Consumidores receosos
Preocupados com os riscos de contaminação, os consumidores indicam que vão optar por lugares conhecidos, que deixem claro o respeito às medidas sanitárias, sem grandes aglomerações e com espaços abertos no período de volta aos bares.